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LÍQUIDO PLEURAL Prof. Djuli Hermes Pleuras são membranas que revestem a parte interna das costelas (pleura parietal) e o pulmão (pleura visceral), existem duas em cada lado do tórax. Líquido Pleural • Facilita o movimento das membranas de respiração. • Produzido continuamente (pressão hidrostática, oncótica e permeabilidade capilar). • Reabsorvido pelos vasos linfáticos, vênulas da pleura visceral e células mesoteliais. Derrame Pleural • Tem como causas mais comuns a falta de algumas proteínas que ajudam a manter a água dentro dos vasos sanguíneos e a obstrução de canais responsáveis pelo escoamento do líquido pleural. Derrame Pleural • A pleura é uma membrana delicada que recobre o pulmão pelo lado de fora (pleura visceral) e a superfície interna da parede torácica (pleura parietal). • Entre as duas pleuras, existe uma camada muito fina de líquido, que facilita o deslizamento suave dos pulmões dentro da caixa torácica quando eles se enchem e esvaziam de ar. Derrame Pleural • O derrame pleural, ou água na pleura, é caracterizado pelo acúmulo excessivo de líquido no espaço entre a pleura visceral e a pleura parietal. De acordo com a composição química, ele pode ser classificado em: • Transudato ou aquoso: Quando não há lesão no espaço pleural nem sinal de células inflamatórias. É mais líquido e transparente. • Exsudato ou rico em proteínas: Causado pelo aumento da permeabilidade dos vasos e com presença de células em decomposição. É mais viscoso e opaco. Derrame Pleural • Também existem classificações de acordo com o tipo de substância que se encontra no espaço entre as pleuras: • Sangue (hemotórax): Geralmente causado por lesão na região do tórax; • Linfa (quilotórax): A presença de líquido linfático geralmente está relacionada por uma lesão ou obstrução de um vaso linfático do pulmão; • Pus (empiema): Normalmente devido a uma infecção; • Urina (urinotórax): Pouco frequente, pode acontecer se o paciente estiver com drenos para urina nos rins e houver obstrução desses dispositivos. Atenção! O derrame pleural não deve ser confundido com a chamada “água no pulmão” (edema pulmonar), condição caracterizada pelo acúmulo de líquido dentro do pulmão, e não no espaço entre as pleuras. Líquido Pleural • ACÚMULO DE LÍQUIDOS → EFUSÃO → EFUSÃO SEROSA • ANÁLISE LABORATORIAL→ 50 – 60 mL Líquido Pleural Efusões pleurais podem ser causadas por uma doença local (como infecção ou inflamação), que ocorra no tórax ou em outra região, doenças sistêmicas e uso de fármacos. Devido à ampla gama de possíveis causas, não surpreende a estimativa de 1,4 milhão de pessoas desenvolvendo efusões pleurais anualmente, nos Estados Unidos. Cerca de 2/3 destes pacientes apresentam efusões decorrentes de insuficiência cardíaca, pneumonia, malignidade ou embolia pulmonar. Líquido Pleural A suspeita de derrame pleural pode ser levantada com base nos achados do exame físico ou de uma radiografia torácica de rotina. Quando a existência de um derrame pleural é confirmado, é comum se realizar uma toracocentese diagnóstica • Dor • Provém do acometimento da pleura parietal • Geralmente por processos inflamatórios (pneumonias e na tuberculose) • Ventilatório dependente • Dispneia • Decorre da limitação imposta aos movimentos ventilatórios • Tosse Efusão Pleural – quadro clínico Causas de Efusão Pneumonia bacteriana Efusão pleural carcinomatosa IC - insuficiência cardíaca Pleurisia lúpica Mesotelioma maligno SLPC - síndrome da lesão pós-cardíaca Embolia pulmonar Toracocentese • Punção da cavidade pleural para drenar um derrame. Volume ideal 50 a 60 ml. Toracocentese • Contagem celular e diferencial – tampa roxa • Demais análises – tampa verde, vermelha e azul • Culturas de bactérias aeróbias e anaeróbias - BactAlert https://www.youtube.com/watch?v=IieX0vs 5nUA&feature=related Diretrizes na Abordagem Diagnóstica e Terapêutica das Doenças Pleurais 2006 - Vol. 32 - Supl. 4 Amostra • Seringa heparinizada • Quando utilizamos seringa de 20 mL, um volume de 0,5 mL de heparina é suficiente para evitar a coagulação do líquido. • Recomenda-se o encaminhamento imediato da amostra ao laboratório. • Se, eventualmente, o material não puder ser enviado logo após a coleta, sugere-se que o mesmo seja mantido em geladeira comum (4 a 8 ºC) • E NÃO no congelador, até o encaminhamento ao laboratório, que deve ser o mais precoce possível. Classificação das efusões De acordo com a composição química, ele pode ser classificado em transudato, quando não há lesão no espaço pleural nem sinal de células inflamatórias, e em exsudato, causado pelo aumento da permeabilidade dos vasos da microcirculação e com presença de células em decomposição. Classificação das efusões • TRANSUDATOS (bilateral) – secundário à doença sistêmica • ↑ P. hidrostática capilar ou ↓P. osmótica capilar • Insuficiência cardíaca congestiva • Hipoproteinemia • Cirrose hepática • EXSUDATOS (unilaterais) – acometimento direto do mesotélio • ↑ Permeabilidade vascular ↓reabsorção linfática • Neoplasias • Infecções • Doenças inflamatórias não infecciosas Análise laboratorial Distinção de transudatos e exsudatos J. bras. pneumol. vol.32 suppl.4 São Paulo Aug. 2006 Análise Laboratorial Exame macroscópico Razão proteínas líquido/soro Razão LDH Líquido/soro Exame de extensão corada Rotina Análise Laboratorial Coloração e cultura de microrganismos Citologia Colesterol Razão colesterol/soro Útil para maioria dos pacientes Análise Laboratorial pH Lactato Marcadores tumorais Imunológicos Biópsia Albumina Complementares Macroscopia Hemotórax é o derrame e presença de sangue na cavidade pleural. Também pode resultar de qualquer trauma brusco que rompa a vasculatura. Abcesso amebiano hepático → Entamoeba histolytica Macroscopia Macroscopia Microscopia • CONTAGEM CELULAR • DIFERENCIAL • Exame citológico diferencial: • Proporção relativa entre linfócitos, neutrófilos, eosinófilos e células mesoteliais • Característica dos aumentos: • Linfocitose: + 75% associada à ausência/raridade de células mesoteliais TUBERCULOSE • Também pode ocorrer em carcinomas, linfomas e derrames crônicos • Neutrofilia: EXSUDATOS infecciosos e fase inicial (