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FACULDADE AGES POLO SENHOR DO BONFIM 
DARLEIDE RIBEIRO LOPES 
 
 
 
 
 
 
 
ESTUDO DE CASO: AVALIAÇÃO DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DE 
UMA EDIFICAÇÃO EM SENHOR DO BONFIM - BA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SENHOR DO BONFIM - BA 
2022 
 
 
FACULDADE AGES POLO SENHOR DO BONFIM 
DARLEIDE RIBEIRO LOPES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTUDO DE CASO: AVALIAÇÃO DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DE 
UMA EDIFICAÇÃO EM SENHOR DO BONFIM - BA 
 
 
Artigo Científico apresentado à Faculdade 
Ages Polo Senhor do Bonfim, como parte das 
exigências para a obtenção do título de 
Bacharela. 
 
 
 
 
 
 
SENHOR DO BONFIM - BA 
2022 
 
 
ESTUDO DE CASO: AVALIAÇÃO DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS DE 
UMA EDIFICAÇÃO EM SENHOR DO BONFIM - BA 
 
Darleide Ribeiro Lopes 
 
RESUMO 
 
Diariamente, as construções e empreendimentos estão vulneráveis a ação de infiltrações e ações do 
ambiente. Isso é devido às mudanças climáticas, as chuvas e a situação de exposição constante das 
obras causando-lhes as mais variadas patologias. Desta forma, este artigo tem como objetivo 
diagnosticar, identificar e propor recuperações das principais manifestações patológicas de uma 
edificação escolhida e localizada em Senhor do Bonfim/Ba. Desta forma, foram realizados 
levantamentos fotográficos e pesquisas em bibliografias que representem situações similares. De 
acordo com levantamento feito, foi possível identificar problemas no telhado e na madeira, 
desplacamento do reboco externo, umidade nas paredes, parte do piso e contra piso interno que 
estava danificado além de patologias visíveis no piso externo ao empreendimento como acumulo de 
mato e pedras portuguesas soltas. As causas identificadas é resultado do abandono da edificação e 
por consequência a falta de manutenção da mesma, que com o tempo exposta as intempéries do 
ambiente, aflorou patologias. Sendo assim, antes mesmo de corrigir uma patologia, é importante 
saber a origem e o que pode ter causado. Na construção civil, é preciso entender que para um 
empreendimento ter um nível satisfatório e com durabilidade, todas as áreas envolvidas precisam 
estar em harmonia, inclusive a manutenção. 
 
 
Palavras chave: Patologias. Edificações. Intempéries. Recuperação. Manutenção 
 
 
Introdução 
 
Na atualidade, uma das grandes preocupações das empresas construtoras 
que atuam no mercado imobiliário no que diz respeito à construção de edifícios 
residenciais e comerciais, é em relação à vida útil desses empreendimentos. 
A presença de manifestações patológicas indicará o momento de se fazer as 
intervenções de restauração. A infiltração de água através de trincas, fissuras, 
descascamentos, bolhas, descoloramento dentre outros, representam as principais 
manifestações. O tempo com que essas patologias aparecem, variam em função 
das condições de exposição do empreendimento, bem como também a qualidade 
dos materiais utilizados. 
 
 
De acordo com Silva e Javon (2016), os avanços tecnológicos dentro da 
construção civil e as técnicas executadas em projetos foi dois dos fatores que 
favoreceram para a queda da qualidade na construção, gerando um grande aumento 
nas patologias. Desta forma, os empreendimentos ficaram mais leves, com seus 
componentes estruturais mais expostos. Além disso, os quesitos econômicos 
também contribuíram para que as obras fossem executadas com maior rapidez e 
pouco rigor no que diz respeito aos materiais e serviços. 
Segundo Weiszfolg (2018), patologia é a ciência que estuda a origem, a 
natureza e os sintomas das doenças. Na construção civil, a patologia remete ao 
campo que estuda as alterações estruturais, suas causas e efeitos bem como a 
recuperação e correção. 
Para Paulo Helene (1988), patologia pode ser a parte da Engenharia que 
estuda os mecanismos, causas, sintomas e origem dos defeitos na construção civil, 
ou seja, é o estuda das partes que compõe a análise do problema. 
Desta forma, atualmente são diversas as manifestações patológicas 
encontradas em edificações: corrosão de armadura, carbonatação, trincas, 
rachaduras, fissuras, recalque, infiltrações, dentre outros. 
Para Capello (2010), o surgimento dessas patologias pode derivar: de 
projetos mal feitos, falta de controle tecnológico, má qualidade dos materiais, falha 
na etapa de construção, equipe sem preparação para execução de projetos, falta de 
fiscalização por conta dos gestores e até mesmo uso inadequado das edificações e 
a falta de manutenção. 
Sendo assim, o objetivo deste artigo é produzir um estudo de caso, 
mapeando, identificando a origem e analisando as principais manifestações 
patológicas encontradas em uma edificação em Senhor do Bonfim, no interior da 
Bahia com endereço na Avenida ACM, s/n°, Santos Dumont (figura 1), que esta 
passando atualmente por reformas e foi construída em 2012, possibilitando analisar 
e identificar as manifestações patológicas de acordo com sua localização, idade e 
tipo da estrutura, apresentando, assim, ao meio acadêmico e profissional a 
importância de um bom desempenho técnico construtivo bem como uma boa 
manutenção no tempo certo. 
 
 
Figura 1 – imagem da edificação escolhida 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: o autor, 2022 
Desenvolvimento 
 
De acordo com a NBR 15575 (2013), em geral as obras possuem uma vida 
útil de no mínimo 50 anos onde, na maioria das vezes, as edificações apresentam 
patologias muito antes disso devido a diversos fatores como materiais, execução, 
projeto e falta de manutenção. 
Segundo Sachs (2015), executar a recuperação de uma patologia é bem 
mais difícil do que construir. Isso se deve ao fato de que, muitas vezes a edificação 
esta em uso, o que complica nos trabalhos de restauração. 
Desta forma, as principais patologias identificadas na edificação escolhida foi 
à deterioração da madeira do telhado, desplacamento do reboco e lixiviação do piso 
externo de concreto. Tudo isso proveniente da falta de manutenção, da exposição às 
intempéries e abandono do empreendimento. 
 
Deterioração da cobertura de madeira 
De acordo com Brito (2012), as estruturas de madeira são vulneráveis a 
deterioração palas mais diversas causas e agentes. Por se tratar de um material 
natural, as patologias iniciais podem estar relacionadas à forma, a descoloração 
decorrente de alguns fungos ou até mesmo defeitos severos decorrente dos ataques 
de insetos. A deterioração deste material pode trazer grades danos na área da 
engenharia, sobretudo quando a madeira compõe elementos estruturais. 
 
 
Ainda de acordo com Brito (2012), as principais origens da deterioração da 
madeira advêm dos agentes biológicos (como insetos, bactérias, fungos), dos 
agentes abióticos (como agentes físicos, agentes atmosféricos e danos devido ao 
fogo), falhas humanas durante a construção, falhas humanas durante a utilização, 
ações mecânicas, ações químicas e ações biológicas. 
Desta forma, foi constatada na edificação escolhida que a deterioração da 
madeira foi por causas naturais de agentes bióticos, ou seja, os demais tipos de 
fungos (figuras 2). Esses fungos sugiram em decorrência da presença de umidade 
(já que o telhado apresentava aberturas devido ao vento que destelhou a cobertura, 
abrindo espaço para que a chuva entrasse em contato com a madeira), temperatura 
adequada para a proliferação do mesmo e o oxigênio. 
Figura 2 – manifestação patológica na madeira do telhado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: o autor, 2022 
 
Sendo assim, o primeiro passo para solucionar esta patologia foi fechar as 
aberturas no telhado, recolocando as telhas no lugar para que a chuva não atingisse 
a madeira novamente causando a umidade. Logo após, identificar os pontos onde a 
madeira estava deteriorada e executar a troca. Ressaltando que, não houve a troca 
total do madeiramento, e sim, apenas dos pontos onde houve identificação da 
patologia. 
 
Em seguida, a madeira foi tratada com produtos adequados para impedir 
novamentea proliferação de fungos e o surgimento de novas patologias, e para 
finalizar foi colocado um forro no teto (figura 5 e 6). 
 
 
 
 
Figura 5 – madeira trocada e tratada 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: o autor, 2022 
 
Figura 6 – forro 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: o autor, 2022 
 
Desplacamento do reboco 
 
Segundo Machado (2013), argamassa é o resultado da mistura de diversos 
elementos à água. Os elementos típicos de uma argamassa é o cimento, areia e, em 
alguns casos, a cal. Podendo também ser adicionado alguns aditivos químicos a fim 
de ter uma maior capacidade impermeabilizante ou até mesmo um tempo de 
secagem mais rápido ou mais demorado elevando a resistência. 
 
 
Mesmo com toda a tecnologia disponível no mercado, ainda assim, é 
possível observar problemas nas argamassas em suas diversas aplicações, seja nas 
fachadas, pisos ou teto. Um desses problemas é o desplacamento, ou 
destacamento, que nada mais é que o rompimento de uma parte do revestimento, 
levando ao seu colapso localizado, ou seja, uma parte da argamassa já seca se 
desprende do substrato. 
 
As causas mais comuns para esse desplacamento é o rejuntamento mal 
executado, mudanças constantes e severas na temperatura, a execução de 
camadas muito finas, execução de camadas muito espessas e corrosão de 
armaduras. 
 
Contudo, constatou-se que na 
edificação em estudo, a causa do 
desplacamento pontual do reboco foi 
devido às mudanças constantes e severas 
de temperatura. Os materiais reagem à 
temperatura através da expansão (ao calor) 
e retração (ao frio). A argamassa quando 
exposta sem os devidos preparos a este 
tipo de situação, faz com que os poros 
sofram pequenas fissuras que, em longo 
prazo, destaca-se da base (figura 7). 
A solução encontrada para resolver 
esta patologia foi fazer a remoção pontual 
do reboco, observando se a área não esta 
contaminada e realizando procedimentos (como o chapisco) para preparar a base 
para um novo reboco (figura 8). 
Desta forma, a argamassa precisa possuir características compatíveis com a 
superfície que irá ter contato. Quando em estado endurecido, para que não ocorra a 
mesma patologia novamente, a argamassa precisa ter resistência a tração e ao 
cisalhamento e um bom modulo de elasticidade com a superfície de contato, 
gerando uma boa aderência sem fissurar ou descolar. Em seguida, foi feita a pintura 
externa de toda edificação (figura 9). 
 
 
Figura 8 – reboco pontual executado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: o autor, 2022 
 
Figura 9 – pintura externa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: o autor, 2022 
 
Lixiviação do piso de concreto - Área externa 
 
A lixiviação do concreto é uma patologia muito comum que é causada, 
basicamente, pelo contato da estrutura com a água. Para Vieira (2017), no decorrer 
do processo de hidratação do cimento é construído um composto denominado 
hidróxido de cálcio. Esta substância, quando entra em contato com a água, pode ser 
rompida e levada para fora da superfície do concreto. Tal processo recebe o nome 
de lixiviação. 
 
 
A lixiviação pode ocorrer em qualquer tipo e formato de concreto, seja nas 
mais recentes até as com vida útil mais avançada. 
 
A principal causa do surgimento do problema é a utilização de cimentos 
mais puros (sem nenhum tipo de adição). A presença de adições, como 
escórias e pozolanas na mistura, faz com que o hidróxido de cálcio seja 
consumido e transformado em outros compostos que não sofrem lixiviação 
(VIEIRA, 2017). 
 
Quando a lixiviação acontece de forma moderada, ao qual foi constatada no 
piso externo da edificação em estudo, apenas a estética da estrutura é afetada 
(figura 10). Quando esta patologia começa a agredir, removendo excessivamente os 
compostos do concreto, espaços vazios são criados ficando, assim, sujeito a ações 
de alguns agentes nocivos favorecendo o processo de carbonatação do concreto 
abrindo espaço para o agir do cloreto presente na atmosfera. 
 
Figura 10 – lixiviação do piso externo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: o autor, 2022 
 
Esta patologia surgiu decorrente as chuvas constantes no local, já que, se 
trata da parte externa da edificação que fica mais exposta. 
 
Sendo assim, como se trata de uma patologia comum, quando prejudica 
apenas a superfície do concreto, a solução resume-se apenas na limpeza do local 
para a retirada do carbonato de cálcio utilizando um jato d’água sob pressão. Em 
 
 
casos mais avançados da patologia, exige-se a presença de um profissional 
capacitado para que possa avaliar os danos. 
 
Desta forma, na edificação, a solução mais viável tanto por conta das 
condições do piso como por estética, já que, no local funciona o Tribunal de Justiça, 
foi aplicar a cerâmica também na parte externa (figura 11). 
 
Figura 11 – cerâmica piso externo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: o autor, 2022 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conclusão 
 
Conclui-se neste artigo, considerando o método de estudo de caso e 
revisões bibliográficas realizadas, que as patologias na construção civil podem surgir 
em qualquer etapa do processo, possuindo diversas origens. Desta forma, é 
importante controlar, padronizar a qualidade dos serviços que fazem parte do 
processo como um todo. 
A análise dos fatos das manifestações patológicas coletados na edificação 
deixa evidente que o surgimento das patologias foi devido ao abandono do local 
que, por consequência, deixou de receber manutenção preventiva adequada. 
Como se trata de uma edificação que receberá certo fluxo de pessoas 
diariamente mostra-se de extrema importância a realização dos reparos e ações 
dispostos neste artigo, com a finalidade de fortalecer o desempenho construtivo dos 
elementos que apresentaram patologias aumentando a sua vida útil. 
É importante dizer que, as manutenções periódicas após o termino da 
reforma e das ações propostas se faz necessária para evitar o surgimento de 
patologias futuras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
1 AGUIAR, Ayslan; BARROS, Natália; MORAES, Karoline. Avaliação das 
manutenções patológicas de uma edificação educacional pública em Maceió – 
AL. Congresso Técnico Cientifico da Engenharia e da Agronomia. CONTECC, 2018. 
Maceió, Alagoas. Disponível em: Acesso em 14 de novembro de 2022. 
2 ANDRADE, Erika Bressan Botellho. Principais manifestações patológicas 
encontradas em edificações. Brasil Escola. 2016. Disponível em: Acesso em 14 de 
novembro de 2022. 
3 Patologia das edificações: o que é e como trata-lá? Thórus Engenharia Blog. 
2020. Disponível em: 
Acesso em 15 de novembro de 2022. 
4 SILVA, Amanda et. al. Manifestações patológicas na estrutura de um telhado: 
estudo de caso. Congresso Brasileiro Ciência e Sociedade. Inovação, Diversidade 
e Sustentabilidade. Centro Universitário Santo Agostinho. Teresina – PI. 2019. 
5 JUNIOR, Pedro Alcântara de Mattos; JUNIOR, Luis Gustavo Machado; MIRANDA; 
Paulo Matheus de Araujo. Deterioração de coberturas de madeira: vicio 
construtivo ou manutenção inadequada? Um estudo de casos múltiplos. 
Congresso Brasileiro de Engenharia de Avaliações e Perícias. XIX COBREAP. 2017. 
6 MASUERO, Angela Borges. Manifestações patológicas associadas à 
argamassa de revestimento. AEC Web. 2021. Disponível em: Acesso em 16 de novembro de 2022. 
7 VIEIRA, Silvia. Problemas causados pela lixiviação do concreto. Mapa da obra. 
2017. Disponível em:causados-pela-lixiviacao-do-concreto/ > Acesso em 18 de novembro de 2022.

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