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Gestão da Qualidade em Saúde 1º Aula da Unidade 1.2 Prof. Me. Paulo Marinho A Gestão da Qualidade em saúde engloba um conjunto de metodologias e normas a serem utilizadas nas organizações e instituições com o intuito de promover a melhoria contínua em toda a cadeia de produção. A eficiência aprimorada dos processos administrativos e clínicos permite que os profissionais da saúde prestem um atendimento responsável, de alta performance e baseado em valores que refletem na satisfação e segurança do paciente. 1. Gestão da Qualidade em saúde: o que é? 2. QUAL A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DA QUALIDADE NA SAÚDE? página 00 A partir do momento que Os hospitais, clínicas ou laboratórios têm um olhar focado na qualidade, a gestão consegue padronizar processos e enxergar onde se encontram as falhas, as oportunidades e melhorias. No caso do enfrentamento de uma pandemia, por exemplo, organizações que realizaram um planejamento pautado no sistema de gestão da qualidade, puderam melhor gerenciar as ameaças. Assim, desenvolvem de forma sistemática um trabalho focado em eliminar desperdícios, reduzir falhas no processo e capacitar lideranças para enfrentar a alta demanda. Uso de sistemas e processos Ações focadas na Gestão da Qualidade facilitam caminhos para sistematizar ações que visem o bem-estar do paciente. Padronização de processos que envolvem materiais de alto custo Para alcançar a melhoria contínua sistematizando processos, é essencial usar o Procedimento Operacional Padrão (POP) é uma boa maneira para padronizar atividades nas instituições de saúde 3. PRINCÍPIOS PARA MELHORIA DA QUALIDADE NO SISTEMA DE SAÚDE Foco no paciente Atender as necessidades e expectativas do paciente é um dos grandes focos da gestão da qualidade na saúde. Focar em qualidade fornece ao paciente a tranquilidade que está recebendo o melhor atendimento, com procedimentos seguidos adequadamente. E cliente bem atendido, é cliente fidelizado. 3. PRINCÍPIOS PARA MELHORIA DA QUALIDADE NO SISTEMA DE SAÚDE ONA A Organização Nacional de Acreditação (ONA) é um método de avaliação específico para a área da saúde com o objetivo de aprimorar processos da qualidade tanto nos serviços como nos atendimentos prestados. A ONA abraça todos os segmentos da saúde como hospitais, laboratórios, ambulatórios, serviços odontológicos, serviços de hemoterapia, nefrologia, diagnóstico por imagem, serviços de Pronto Atendimento, empresas de home care, entre outros. 4. MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA QUALIDADE ISO As normas ISO (International Organization for Standardization) reúnem um conjunto de técnicas e padrões que visam estruturar e desenvolver os processos e serviços dentro das empresas. Quando falamos da gestão da qualidade, a ISO 9001 é a principal referência em nível global. Enquanto a ONA se aprofunda na área da saúde trazendo aspectos relacionados ao núcleo de segurança do paciente, gerenciamento de riscos assistenciais, a ISO 9001 serve como base para todo o tipo de negócio. 5. FERRAMENTAS ESTRATÉGICAS DE GESTÃO DA QUALIDADE PDCA O ciclo PDCA é uma metodologia com foco em melhoria contínua dos produtos, serviços e processos em geral, e serve como base para certificações como a ISO 9001. É dividido em quatro etapas que são: P (Plan, planejar); D (Do, fazer); C (check, verificar) A (Act ou agir). 5. FERRAMENTAS ESTRATÉGICAS DE GESTÃO DA QUALIDADE DIAGRAMA DE PARETO O Diagrama de Pareto também conhecido como princípio 80/20 é uma ferramenta que ajuda a analisar a frequência de incidência de determinado problema em uma empresa ou setor. A partir deste mapeamento, a empresa tem uma visão precisa dos problemas que mais impacta os resultados e concentra esforços em resolvê-los. 5. FERRAMENTAS ESTRATÉGICAS DE GESTÃO DA QUALIDADE DIAGRAMA DE PARETO Vamos ver na prática: um hospital quer verificar quais reclamações têm maior impacto na lucratividade e relacionamento com o cliente. A gestão da instituição observou que há quatro reclamações recorrentes: erros nos laudos emitidos, falta de instrução ao paciente sobre os procedimentos, tempo de espera no atendimento e mau atendimento por parte dos profissionais da saúde. Mas qual resolver primeiro? 5. FERRAMENTAS ESTRATÉGICAS DE GESTÃO DA QUALIDADE DIAGRAMA DE PARETO Vamos ver na prática: um hospital quer verificar quais reclamações têm maior impacto na lucratividade e relacionamento com o cliente. A gestão da instituição observou que há quatro reclamações recorrentes: erros nos laudos emitidos, falta de instrução ao paciente sobre os procedimentos, tempo de espera no atendimento e mau atendimento por parte dos profissionais da saúde. Mas qual resolver primeiro? 5. FERRAMENTAS ESTRATÉGICAS DE GESTÃO DA QUALIDADE BRAINSTORMING Tempestade de ideias; É uma metodologia utilizada tanto na fase de planejamento como na busca por soluções. A equipe reúne-se para discutir possíveis ideias para um plano de ação ou causas que levaram a determinado problema. Precisa ter um objetivo bem definido. No caso do Diagrama de Pareto verificou- se que erros nos laudos emitidos são uma das principais causas da insatisfação dos clientes. A partir de uma reunião com os envolvidos, levantam-se ideias para resolver o problema. 5. FERRAMENTAS ESTRATÉGICAS DE GESTÃO DA QUALIDADE Diagrama de Ishikawa O Diagrama de Ishikawa, também conhecido como Espinha de Peixe ou Diagrama de Causa e Efeito, é uma ferramenta utilizada para averiguar os motivos que levam a uma falha no produto ou processo. As causas dos problemas são divididas em 6Ms que correspondem à: mão-de-obra, material, método, máquina, medida e meio ambiente. 5. FERRAMENTAS ESTRATÉGICAS DE GESTÃO DA QUALIDADE 5 PORQUÊS A técnica dos 5 porquês é uma poderosa ferramenta que auxilia a equipe a encontrar a causa raiz de determinado problema, fazendo uma sequência de perguntas relacionadas ao “porquê” que uma situação tem acontecido na instituição. A. Por que ocorreu o cadastramento equivocado das informações do paciente? Porque o colaborador responsável não preencheu as informações necessárias. B. Porque o colaborador responsável não preencheu todas as informações necessárias? Por desconhecimento se havia um processo a ser seguido no momento do preenchimento e pensou que tais informações já eram suficientes. C. Por que o colaborador desconhecia um processo a ser seguido? Porque o conhecimento aos novos colaboradores nos últimos meses era repassado de maneira informal, sem um procedimento operacional adequado. D. Por que o conhecimento aos novos colaboradores eram passados de maneira informal? Porque não houve um treinamento específico com os novos colaboradores. E. Por que não houve treinamento específico com os novos colaboradores? Porque a instituição priorizou outras ações que não fossem o treinamento de novos colaboradores. Pensar na gestão da qualidade em saúde é praticamente uma necessidade para quem quer se manter no mercado. Permite um atendimento com foco na qualidade do paciente/cliente, na padronização e otimização de processos que consolidam a autoridade da instituição. Certificações como a ISO 9001 e ONA são pilares para organizações da área da saúde padronizarem ações pautadas na qualidade que promovam a melhoria contínua e garantam a satisfação dos pacientes e todas as partes interessadas. 6. CONCLUSÃO