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Resumo - Hipertensão Arterial Sistêmica Medicina (Fundação Técnico-Educacional Souza Marques) Scan to open on Studocu Studocu is not sponsored or endorsed by any college or university Resumo - Hipertensão Arterial Sistêmica Medicina (Fundação Técnico-Educacional Souza Marques) Scan to open on Studocu Studocu is not sponsored or endorsed by any college or university Downloaded by Amanda Santana (as53833@gmail.com) lOMoARcPSD|19394656 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-hipertensao-arterial-sistemica https://www.studocu.com/pt-br/document/fundacao-tecnico-educacional-souza-marques/medicina/resumo-hipertensao-arterial-sistemica/105116198?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-hipertensao-arterial-sistemica https://www.studocu.com/pt-br/course/fundacao-tecnico-educacional-souza-marques/medicina/4829778?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-hipertensao-arterial-sistemica https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-hipertensao-arterial-sistemica https://www.studocu.com/pt-br/document/fundacao-tecnico-educacional-souza-marques/medicina/resumo-hipertensao-arterial-sistemica/105116198?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-hipertensao-arterial-sistemica https://www.studocu.com/pt-br/course/fundacao-tecnico-educacional-souza-marques/medicina/4829778?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-hipertensao-arterial-sistemica Resumo de Hipertensão Arterial Sistêmica 0 0 www.sanarflix.com.br Resumo Hipertensão Arterial Sistêmica Downloaded by Amanda Santana (as53833@gmail.com) lOMoARcPSD|19394656 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-hipertensao-arterial-sistemica Resumo de Hipertensão Arterial Sistêmica 1 1 www.sanarflix.com.br 1. Definição A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição clínica multifatorial, que é caracterizada por uma elevação sustentada dos níveis pressóricos ≥ 140 e/ou 90 mmHg. Percebe-se que, frequentemente, se associa com distúrbios metabólicos, alterações funcionais e estruturais de órgãos-alvo e é agravada pela presença de outros fatores de risco, como: dislipidemia, obesidade e diabetes melito (DM). A pré-hipertensão é caracterizada por uma condição com PAS entre 121 – 139 e/ou PAD entre 81 – 89 mmHg. Vale destacar que a pré-hipertensão está associada a um maior risco de desenvolvimento de HAS e complicações cardiovasculares quando comparados com normotensos. 2. Epidemiologia Os dados epidemiológicos mostram que a HAS atinge 32,5% (aproximadamente 36 milhões) de indivíduos adultos, 60% dos idosos e contribui direta ou indiretamente para cerca de 50% das mortes por doença cardiovascular. A prevalência mundial da pré-hipertensão variou de 21 – 37,7% em adultos. 3. Fatores de Risco Os principais fatores de risco associados com a HAS são, idade, sexo, obesidade, ingestão exacerbada de sal, ingestão de álcool, sedentarismo, fatores socioeconômicos e a questão genética. Nesse contexto, sabe-se que há uma relação direta e linear entre o envelhecimento da população e o aumento da prevalência de HAS, bem como uma relação direta entre o aumento nos índices de obesidade e a hipertensão. Ademais, o consumo exagerado de sal está associado tanto com a HAS como também com eventos cardiovasculares e renais. Observa-se também que o consumo abusivo de álcool aumenta os níveis pressóricos de forma consistente. Downloaded by Amanda Santana (as53833@gmail.com) lOMoARcPSD|19394656 Resumo de Hipertensão Arterial Sistêmica 2 2 www.sanarflix.com.br 4. Diagnóstico Inicialmente, ao se avaliar um paciente com suspeita de HAS, deve-se incluir a confirmação diagnóstica, a suspeição e identificação de causa secundária, além de investigar lesões de órgãos-alvo (LOA) e a avaliação do risco cardiovascular. Vale salientar que, fazem parte dessa avaliação a aferição da PA no consultório e fora dele. Obs¹- Recomenda-se, ao menos, a aferição da PA a cada 2 anos para adultos com PA ≤ 120/80 mmHg e anualmente para aqueles com PA > 120/80 mmHg eMascarada: Caracterizada por valores normais de PA no consultório, mas com PA elevada pela MAPA ou MRPA. Hipertensão Sistólica Isolada: Situação definida como PAS aumentada com a PAD normal. A hipertensão sistólica isolada e a pressão de pulso são importantes fatores de risco cardiovascular em pacientes de meia-idade e idosos. 6. Avaliação Complementar A avaliação complementar tem como objetivo detectar lesões subclínicas ou clínicas em órgão-alvo, com o intuito de melhorar a estratificação de risco Downloaded by Amanda Santana (as53833@gmail.com) lOMoARcPSD|19394656 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-hipertensao-arterial-sistemica Resumo de Hipertensão Arterial Sistêmica 5 5 www.sanarflix.com.br cardiovascular. Assim como para identificar indícios de hipertensão arterial secundária e/ou outras doenças associadas Dessa forma, além dos exames que podem ser solicitados, devem ser levados em consideração alguns fatores de risco, como: Idade (Homem > 55 anos e Mulher > 65 anos); Tabagismo; Dislipidemia; DM; História familiar prematura de doença cardiovascular. Obs – Exames de rotina para o paciente hipertenso → Análise de urina; potássio plasmático; glicemia de jejum; ritmo de filtração glomerular estimado; creatinina plasmática; colesterol total e frações; triglicérides plasmáticas; ácido úrico plasmático e ECG. 7. Estratificação de Risco O risco cardiovascular deve ser avaliado para todo indivíduo hipertenso, pois auxilia na decisão terapêutica e permite uma análise prognóstica. Na prática clínica a estratificação de risco no paciente hipertenso pode ser baseada em duas estratégias, sendo que a primeira tem como objetivo determinar o risco global diretamente relacionado à hipertensão (leva em conta os níveis da PA, fatores de risco associados, lesão de órgão alvo, presença de doença cardiovascular ou doença renal), enquanto que a segunda tem como objetivo determinar o risco de um indivíduo desenvolver uma DCV, em geral nos próximos 10 anos (não sendo específica para o paciente hipertenso). Forma simplificada para estratificar o risco cardiovascular é visto na tabela 3. Downloaded by Amanda Santana (as53833@gmail.com) lOMoARcPSD|19394656 Resumo de Hipertensão Arterial Sistêmica 6 6 www.sanarflix.com.br Tabela 3- Estratificação de risco no paciente hipertenso de acordo com fatores de risco adicionais, presença de lesão em órgão-alvo e de doença cardiovascular ou renal PAS 130 – 139 ou PAD 85 – 89 HAS estágio 1 HAS estágio 2 HAS estágio 3 Sem fator de risco Sem risco adicional Risco baixo Risco moderado Risco alto 1 – 2 fatores de risco Risco baixo Risco moderado Risco alto Risco alto ≥ 3 fatores de risco Risco moderado Risco alto Risco alto Risco alto LOA, DVC, DRC ou DM Risco alto Risco alto Risco alto Risco alto DRC – Doença renal crônica; LOA – Lesão de órgão-alvo; DM – diabetes melito; DCV – Doença cardiovascular. Obs¹ – O escore mais utilizado atualmente é o de Framingham. Esse escore deve ser calculado quando houver mais de 1 fator de risco baixo ou moderado. 8. Tratamento A abordagem terapêutica do paciente hipertenso inclui medidas não medicamentosas e o uso de fármacos específicos, com o objetivo de reduzir os níveis pressóricos, proteger órgãos-alvo, prevenir complicações cardiovasculares e renais. Dessa forma, para definir o esquema terapêutico deve-se considerar não apenas o nível da PA, mas também se há presença de fatores de riso adicionais, LOA ou DCV estabelecida. Obs¹. Sabe-se que para hipertensos estágio 1 e moderado ou baixo risco cardiovascular, a terapia não medicamentosa deve ser tentada, por 3 e 6 meses, respectivamente, sendo que a falta de controle da PA condicionará o início da terapia farmacológica. Obs². Para os indivíduos em fase de pré-hipertensão é recomendado que sejam adotadas medidas não farmacológicas. No entanto, quando o paciente é pré-hipertenso Downloaded by Amanda Santana (as53833@gmail.com) lOMoARcPSD|19394656 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-hipertensao-arterial-sistemica Resumo de Hipertensão Arterial Sistêmica 7 7 www.sanarflix.com.br e tem história prévia de DCV ou com risco cardiovascular alto, pode-se instituir o tratamento medicamentoso. Obs³. Pacientes que são classificados nos estágios 2 ou 3 e HAS e/ou de alto risco cardiovascular, devem ter o tratamento farmacológico iniciado de forma imediata, associado com a terapia não medicamentosa. Metas pressóricas: Para pacientes com alto risco CV é recomendado uma meta pressórica inferior a 130/80. Hipertensos no estágio 3, mesmo com alto risco CV, deverão ter como meta pressórica a PA 80 anos, não há evidência de benefícios proporcionados por cifras nas sinapses nervosas e os fármacos de 3ª geração (carvedilol e nebivolol) possuem efeito vasodilatador por mecanismos diferentes, como: bloquei concomitante de receptor alfa-1 adrenérgico e aumentando a síntese e liberação de oxido nítrico no endotélio vascular, respectivamente. Outro exemplo de medicamento desse grupo é o propranolol. Obs: Os efeitos adversos são: broncoespasmo, bradicardia, distúrbios da condução atrioventricular, insônia, vasoconstrição periférica e disfunção sexual. Vale destacar que, principalmente os BB de 1ª e 2ª geração são contraindicados a pacientes com asma brônquica, DPOC e bloqueio atrioventricular de segundo e terceiro graus. Alfabloqueadores: Tem como mecanismo de ação o fato de serem antagonistas competitivos dos alfa1- receptores pós-sinápticos, o que promove redução na resistência vascular periférica sem maiores mudanças no débito cardíaco. São representantes desse grupo: doxazosina, prazosina e terazosina. Obs: Os efeitos adversos podem ser: hipotensão sintomática na primeira dose e o fenômeno de tolerância. Vasodilatadores diretos: Os medicamentos que representam essa classe são a hidralazina e o minoxidil, que atuam diretamente, relaxando a musculatura lisa arterial, o que causa redução na resistência vascular periférica. Obs: Os efeitos adversos são: cefaleia, flushing, taquicardia reflexa e ração lupus- like. Bloqueadores dos canais de cálcio: Agem reduzindo a resistência vascular periférica como consequência da diminuição da quantidade de cálcio no interior das células musculares lisas das arteríolas, decorrente do bloqueio dos canais de cálcio na membrana dessas células. São classificados em 2 tipos: di-idropiridínicos (amlodipino, nifedipino, felodipino) e os não di-idropiridínicos (verapamil). Obs: Os efeitos adversos são: edema maleolar, rubor facial, bradicardia e bloqueio atrioventricular. Downloaded by Amanda Santana (as53833@gmail.com) lOMoARcPSD|19394656 Resumo de Hipertensão Arterial Sistêmica 10 10 www.sanarflix.com.br Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA): São medicamentos que tem como ação principal a inibição da ECA I, impedindo a transformação de angiotensina I em angiotensina II, de ação vasoconstritora. Obs: Os efeitos adversos são: tosse seca (o principal efeito), edema, podem provocar aumento de grau variável de ureia e creatinina e seu uso é contraindicado na gravidez. Bloqueadores dos receptores de angiotensina II (BRA): São medicamentos que antagonizam a ação da angiotensina II por meio do bloqueio especifico de receptores AT1. Obs: Os efeitos adversos são incomuns e são contraindicados na gravidez. Inibidores diretos da renina: O único representante desse grupo é o alisquireno, que atua promovendo inibição direta da ação da renina, com consequente diminuição da formação de angiotensina II. Obs: Os efeitos adversos são: rash cutâneo, diarreia e tosse. Fluxograma do tratamento FONTE: Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. Volume 107, Nº 3, Supl. 3, Setembro 2016. Downloaded by Amanda Santana (as53833@gmail.com) lOMoARcPSD|19394656 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-hipertensao-arterial-sistemica Resumo de Hipertensão Arterial Sistêmica 11 11 www.sanarflix.com.br Diagrama para combinação de Medicamentos: FONTE: Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. Volume 107, Nº 3, Supl. 3, Setembro 2016. Referências bibliográficas 1. BRASIL. Ministério da Saúde. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: hipertensão arterial sistêmica. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. (Cadernos de Atenção Básica, n. 37). 2. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. Volume 107, Nº 3, Supl. 3, Setembro 2016. Downloaded by Amanda Santana (as53833@gmail.com) lOMoARcPSD|19394656 Resumo de Hipertensão Arterial Sistêmica 12 12 www.sanarflix.com.br Downloaded by Amanda Santana (as53833@gmail.com) lOMoARcPSD|19394656 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=resumo-hipertensao-arterial-sistemica