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CURRÍCULOS E PROJETOS 
PEDAGÓGICOS
Unidade 4
Projetos pedagógicos
CEO 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Diretora Editorial 
ALESSANDRA FERREIRA
Gerente Editorial 
LAURA KRISTINA FRANCO DOS SANTOS
Projeto Gráfico 
TIAGO DA ROCHA
Autoria 
MARLY SAVIOLI
TATIANE KUCKEL
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Marly Savioli 
Olá! Meu nome é Marly Savioli e sou mestre em Educação, 
pós-graduada em Ética, Valores e Cidadania na Escola, graduada 
em Pedagogia, especializada em Administração Escolar e 
Supervisão Escolar com uma experiência técnico-profissional na 
área educacional de mais de 35 anos. 
Como educadora exerci nas escolas diversos papéis, 
tais como: professora, orientadora educacional, coordenadora 
pedagógica, vice-diretora e diretora. 
Por acreditar nas pessoas e na capacidade de mudar 
o mundo por meio da educação, atualmente trabalho para a 
Fundação Lemann, como formadora de educadores e gestores 
educacionais, orientando e subsidiando seus trabalhos com 
caminhos mais eficazes. 
Estou muito feliz em poder ajudar você nesta fase de muito 
estudo e trabalho. Conte comigo!
Tatiane Kuckel
Olá. Meu nome é Tatiane Kuckel e sou Mestre em Educação 
e Novas Tecnologias. Sou formada em Desenho pela Escola de 
Música e Belas Artes do Paraná e em Gestão da Informação pela 
Universidade Federal do Paraná. 
Tenho mais de 15 anos de experiência em processos 
e projetos para EAD, arte visuais, sistemas de informação, 
monitoramento informacional e games. 
Possuo trabalhos publicados nas linhas de Inteligência 
Artificial, EaD, Gamificação e Artes visuais. Atualmente, sou 
Gerente de Projetos e Inovação na Onilearning.
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ESEsses ícones aparecerão em sua trilha de aprendizagem nos seguintes casos:
OBJETIVO
No início do 
desenvolvimento 
de uma nova 
competência. DEFINIÇÃO
Caso haja a 
necessidade de 
apresentar um novo 
conceito.
NOTA
Quando são 
necessárias 
observações ou 
complementações. IMPORTANTE
Se as observações 
escritas tiverem que 
ser priorizadas.
EXPLICANDO 
MELHOR
Se algo precisar ser 
melhor explicado ou 
detalhado. VOCÊ SABIA?
Se existirem 
curiosidades e 
indagações lúdicas 
sobre o tema em 
estudo.
SAIBA MAIS
Existência de 
textos, referências 
bibliográficas e links 
para aprofundar seu 
conhecimento.
ACESSE
Se for preciso acessar 
sites para fazer 
downloads, assistir 
vídeos, ler textos ou 
ouvir podcasts. 
REFLITA
Se houver a 
necessidade de 
chamar a atenção 
sobre algo a 
ser refletido ou 
discutido.
RESUMINDO
Quando for preciso 
fazer um resumo 
cumulativo das últimas 
abordagens.
ATIVIDADES
Quando alguma 
atividade de 
autoaprendizagem 
for aplicada. TESTANDO
Quando uma 
competência é 
concluída e questões 
são explicadas.
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Conceitos e definições sobre projetos pedagógicos .............. 9
Projeto escolar ...................................................................................................11
Projeto Político Pedagógico .............................................................................17
Estruturação de um projeto pedagógico curricular ......... 26
A avaliação do projeto ......................................................................................35
Documentos acessórios do projeto pedagógico curricular 42
Plano de aula ......................................................................................................42
Professores e sua formação ...........................................................................43
Regimento interno .............................................................................................45
Avaliações externas ...........................................................................................46
Metodologia de ensino .....................................................................................48
Disciplinaridade ...................................................................................49
Pluridisciplinaridade e multidisciplinaridade ................................. 50
Interdisciplinaridade ...........................................................................51
Transdisciplinaridade .........................................................................51
Legislação ............................................................................................................53
Tendências curriculares no Brasil ......................................... 58
Tendência Curricular Tradicional ...................................................................58
Tendência Curricular Tecnológica ..................................................................62
Abordagem Interdisciplinar no Currículo ...................................................... 65
Tendências Curriculares Futuras ...................................................................67
Desafios e Perspectivas na Implementação das Tendências .................... 71
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Você sabia que a área de Currículos, Programas e Projetos 
Pedagógicos é fundamental na educação e desempenha um papel 
crucial na formação de futuras gerações de profissionais? Isso 
mesmo. A elaboração de projetos pedagógicos eficazes é essencial 
para garantir uma educação de qualidade e o desenvolvimento pleno 
dos estudantes. Essa área abrange desde os conceitos fundamentais 
até as tendências mais recentes no cenário educacional.
Ao longo desta unidade letiva, você mergulhará no universo 
dos Currículos, Programas e Projetos Pedagógicos. Exploraremos 
desde os conceitos básicos, como o projeto escolar e o projeto 
político-pedagógico, até a estruturação de projetos curriculares, 
documentos auxiliares, metodologias de ensino e as tendências 
curriculares que moldam a educação no Brasil. Prepare-se para 
adquirir conhecimentos essenciais que o capacitarão a contribuir de 
forma significativa para a educação e o desenvolvimento dos alunos. 
Vamos começar essa jornada educacional!
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Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 4. O nosso objetivo 
é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências 
profissionais até o término desta etapa de estudos:
1. Identificar as diferentes conceitualizações do projeto 
pedagógico em função do currículo.
2. Interpretar a estruturação de um projeto pedagógico 
curricular.
3. Explorar possibilidades na construção de um projeto 
pedagógico curricular.
4. Explicar a nova BNCC e os caminhos que construíram.
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Conceitos e definições sobre 
projetos pedagógicos
OBJETIVO
Ao término deste capítulo, você será capaz 
de entender como funcionam os conceitos 
fundamentais de Projetos Pedagógicos, incluindo 
o Projeto Escolar e o Projeto Político Pedagógico. 
Isso será fundamental para o exercício de sua 
profissão na área educacional. Aqueles que 
tentaram se envolver com Projetos Pedagógicos 
sem a devida instrução, muitas vezes enfrentaram 
desafios significativos ao elaborar e implementar 
práticas educacionais eficazes. E, então, motivado 
para desenvolver essa competência essencial? 
Avante na sua jornada educacional!
Ao conhecermos o histórico dos currículos escolares, a base 
teórica que embasa o desenvolvimento curricular e a elaboração 
do currículo, também estudamos a contextualização do ensino, 
o protagonismo do estudante, a identificação das características 
da comunidade, a adequação da legislação aos ambientes e suas 
particularidades, a consideração do currículo oculto, o Projeto 
Político Pedagógico, e diversos outros elementos.
Agora, exploraremos como tudo isso se constrói no espaço 
escolar e como o professor pode ser guiado por todo esse processo, 
destacando a importância da participação na sua elaboração, 
conforme preconizado pelo artigo 14 daa estrutura curricular e o PPP de cada escola; a tarefa de 
harmonizar essas diretrizes com as particularidades locais é 
uma responsabilidade compartilhada por todos os envolvidos 
no processo educacional. Ao reconhecer e abordar essa 
responsabilidade, as escolas podem assegurar que seus currículos 
e PPPs sejam ao mesmo tempo relevantes e enriquecedores para 
o corpo discente.
IMPORTANTE
É fundamental reconhecer a dinâmica entre as 
prescrições legais e as realidades educacionais 
individuais.
No âmbito do currículo, a legislação serve como um ponto 
de partida que define os contornos básicos do que é esperado em 
termos de aprendizagem e competências. A LDB e a BNCC orientam 
as escolas para garantir que todos os alunos tenham acesso a uma 
educação básica de qualidade, com ênfase em uma formação que vai 
além do conhecimento acadêmico, abarcando o desenvolvimento 
de habilidades sociais e emocionais. No entanto, a aplicação prática 
dessas diretrizes exige que as escolas tenham a liberdade de 
adaptá-las conforme as necessidades de suas comunidades, algo 
que é explicitamente permitido pela legislação vigente.
Ao mesmo tempo, a Constituição Federal e os PCNs 
estabelecem a estrutura para uma educação que promova a 
cidadania e o respeito aos direitos humanos. Esses documentos 
fornecem a fundação ética e moral para o PPP, incentivando as 
escolas a construírem programas que reflitam os valores de uma 
sociedade democrática e inclusiva.
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O desafio que se apresenta para os educadores é traduzir 
esses princípios e objetivos legais em ações concretas que sejam 
culturalmente relevantes e pedagogicamente sólidas. Isso exige 
um diálogo constante entre as diretrizes nacionais e as vozes 
locais, garantindo que o PPP não seja apenas um documento que 
cumpre requisitos legais, mas que seja também um manifesto vivo 
da missão e da visão da escola.
A flexibilidade permitida pela legislação reconhece 
que cada comunidade escolar possui sua própria identidade e 
desafios únicos. Portanto, cada escola deve se empenhar em 
um processo de autoavaliação e reflexão para definir como os 
objetivos nacionais podem ser alcançados de maneira eficaz em 
seu contexto particular.
A legislação proporciona o esqueleto que suporta a prática 
educacional, mas é a carne e o sangue desse esqueleto — o PPP 
que respira e o currículo que se adapta — que realmente dão 
vida à educação. Cabe a cada instituição de ensino interpretar 
e implementar a legislação de maneira que melhor atenda às 
necessidades e aspirações de seus alunos, preparando-os não 
apenas para exames e avaliações, mas para serem cidadãos 
capazes e conscientes em um mundo em constante mudança.
Ao aprofundar a relação entre legislação e prática 
educacional, é importante considerar que cada escola opera em 
um contexto único, o que requer um entendimento matizado das 
leis e das diretrizes curriculares.
A BNCC, como um documento normativo, estabelece 
competências essenciais que todos os estudantes devem 
desenvolver, mas sua operacionalização eficaz depende da 
habilidade das escolas em traduzir esses objetivos em experiências 
de aprendizagem significativas. É nesta tradução que a legislação 
encontra a prática, e é onde os educadores exercem um papel 
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crucial, como mediadores entre o currículo prescrito e o currículo 
vivenciado pelos alunos.
A adequação do PPP e do currículo à realidade local não 
é apenas uma questão de conformidade legal, mas uma prática 
pedagógica que reconhece e valoriza a diversidade cultural, 
linguística e social. A legislação oferece o arcabouço para assegurar 
um padrão de educação nacional, mas é a interpretação e a 
implementação local que determinam a qualidade e a relevância 
da educação oferecida.
Além disso, a educação inclusiva e a flexibilização do 
currículo são imperativos legais e éticos que visam garantir que 
todos os alunos tenham a oportunidade de aprender e prosperar. O 
desafio está em equilibrar a homogeneidade e a heterogeneidade, 
assegurando que as políticas educacionais sejam suficientemente 
flexíveis para permitir adaptações que atendam às necessidades 
específicas de cada aluno.
Ao concluir a discussão sobre a legislação e sua influência 
sobre o currículo e o PPP, fica claro que a legislação é um ponto de 
partida vital, mas não é o destino. O sucesso educacional depende 
de como cada escola navega do caminho da legislação até as práticas 
pedagógicas que ressoam com suas próprias comunidades. É esse 
processo reflexivo e adaptativo que transforma a legislação em 
uma educação viva que não apenas atende, mas também inspira 
e capacita os alunos.
RESUMINDO
E, então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo deste 
capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. 
 
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Você deve ter aprendido que os itinerários formativos 
representam uma estratégia essencial para atender 
à diversidade de interesses e necessidades dos 
estudantes, permitindo-lhes trilhar caminhos 
educacionais personalizados, como defendido 
por Morin (2015) ao enfatizar a necessidade de 
uma educação que prepare para a vida em sua 
complexidade. A flexibilidade curricular, discutida 
por autores como Lopes (2004), é o mecanismo 
que possibilita a implementação dos itinerários 
formativos, oferecendo a adaptabilidade necessária 
para acomodar diferentes abordagens pedagógicas 
e conteúdos programáticos. Essa flexibilidade 
é também o que torna possível uma educação 
verdadeiramente inclusiva, um pilar central para a 
educação de qualidade para todos.
Além disso, você deve ter compreendido a 
importância de uma educação inclusiva, que, 
segundo a Unesco (2011), deve transcender a 
simples presença física na sala de aula, avançando 
para a participação ativa e o sucesso educacional de 
cada aluno. A flexibilização do currículo é um dos 
caminhos para atingir esse objetivo, como indica 
Gadotti (2000), ao reconhecer a pluralidade de 
contextos e indivíduos no processo educativo.
Concluímos, portanto, que a combinação de 
itinerários formativos com a flexibilidade curricular 
forma a espinha dorsal de um sistema educacional 
que se esforça por equidade e excelência. Isso se 
alinha com as ideias de Vazquez (1977), que vê na 
educação o potencial para a transformação social, 
começando na sala de aula. Portanto, armado com 
esse conhecimento, você está agora mais bem 
equipado para navegar e contribuir para o contínuo 
desenvolvimento de currículos que respondam 
às demandas de uma sociedade em constante 
evolução. Avante na construção de uma prática 
pedagógica que seja tão diversificada e dinâmica 
quanto o mundo em que vivemos!
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Tendências curriculares no Brasil
OBJETIVO
Ao término deste capítulo, você será capaz de 
entender como funcionam as métricas e as 
cargas horárias curriculares, elementos-chave na 
estruturação de programas de ensino eficazes. 
Isto será fundamental para o exercício de sua 
profissão na área da educação, pois permite a 
criação de currículos equilibrados que respeitam 
tanto os requisitos legais, quanto as necessidades 
de aprendizado dos alunos. As pessoas que 
tentaram estruturar currículos sem considerar 
adequadamente as métricas e as cargas horárias 
enfrentaram problemas ao não cumprir os padrões 
educacionais ou ao sobrecarregar os estudantes e 
professores. E, então? Motivado para desenvolver 
esta competência essencial para planejar e 
executar programas educacionais de qualidade? 
Vamos lá. Avante na construção de uma jornada 
educacional bem-sucedida e gratificante para 
todos os envolvidos!
Tendência Curricular Tradicional 
As formas de se conceber o currículo vem influenciadas pelas 
posturas políticas que se estabelecem ao decorrer da história.
O MEC atualmente elabora referenciaisdetalhados de 
conteúdos curriculares para o ensino básico.
A legislação, as orientações nacionais, a metodologia escolhida 
por cada escola, a realidade local, as concepções e escolhas de 
conteúdo, são grandes influenciadores nas tendências curriculares.
A criação das políticas nacionais é inevitavelmente, 
um processo de ´bricolagem´; um constante 
processo empréstimo e cópia de fragmentos 
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e partes de ideias de outros contextos, de uso 
e melhoria das abordagens locais já tentadas 
e testadas, de teorias canibalizadoras, de 
investigação, de adoção de tendências e modas e, 
por vezes, de investimentos em tudo aquilo que 
possa vir a funcionar. A maior parte das políticas 
são frágeis, produto de acordos, algo que pode 
ou não funcionar; elas são retrabalhadas, 
aperfeiçoadas, ensaiadas, crivadas de nuances e 
textos. (BALL, 2001, p. 102)
A nova Base Nacional Curricular Comum chega de 
acordo com muita pesquisa e participação de diversos setores 
com algumas mudanças de nomenclaturas e adequações à 
contemporaneidade.
Por exemplo, os antigos temas transversais eram: Ética, 
Saúde, Meio Ambiente, Orientação Sexual, Trabalho e Consumo e 
Pluralidade Cultural, definidos nos PCNs, agora serão chamados de 
Temas Integradores e são eles: Ética, Direitos Humanos e Cidadania; 
Sustentabilidade; Tecnologias Digitais; Culturas Africanas e Indígenas.
Cabe ainda alertar que apesar de nesse novo documento 
existir um apelo para a que haja uma ligação entre as disciplinas, 
seus conteúdos estão apresentados de forma disciplinar.
As mudanças significativas apresentadas pela nova BNCC 
se sustentam em aspectos significativos, como por exemplo:
 • Uma definição em relação aos seus princípios 
pedagógicos. 
 • A consideração das peculiaridades das etapas da 
educação básica e de seus sujeitos.
 • A incorporação das modalidades da educação básica e 
de suas temáticas sociais.
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Não há dúvidas de que a diversidade é um dos pontos 
valorizados em seu texto final. 
Nota-se a afirmação de competências a serem desenvolvidas 
e tudo a ser estudado devem desenvolver habilidades.
Vejam alguns destaques da nova BNCC:
 • Ensino religioso excluído e passa a ser optativo nas 
redes de ensino.
 • Ensino de história organizado pela cronologia de fatos.
 • A Língua estrangeira a ser ensinada é a Inglesa. Antes 
era de escolha de cada rede.
 • Reforço ao respeito a pluralidade: raça, gênero, religião, 
entre outras.
 • Todos os estudantes devem estar alfabetizados ao final 
do segundo ano do Ensino fundamental.
É importante ressaltar que a BNCC não é um currículo e, 
sim, a base para sua construção.
É necessário entender sua proposta e consolidarmos a 
importância da formação dos professores para uma ação em sala 
de aula que priorize o entendimento, a vivência, as diversidades 
por meio de simulações da realidade.
Mesmo havendo rejeição da comunidade escolar quanto ao 
apelo político que se estampa nos currículos, a escola é parte dessa 
dinâmica e a cada tendência política que se sobressaí, a escola e 
seus currículos sofrerão adequações a cada intencionalidade dos 
governantes eleitos.
No atual momento histórico e político brasileiro, em que 
um novo Presidente do país assume seu posto, novas concepções 
políticas tomarão conta do currículo e as tendências podem ser 
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progressistas ou retrocedentes. Tudo dependerá do ponto de 
vista de cada cidadão. 
Imagem 4.10 - Influência do sistema político na escola
Posicionamento 
político
Currículo escolar
influencia
Fonte: Elaborada pela autoria (2021).
SAIBA MAIS
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos 
o acesso às seguintes fontes de consultas e 
aprofundamentos disponíveis nos QR code aqui .
 
 
https://blog.portaleducacao.com.br/
https://revistas.pucsp.br/curriculum/article/view/6302
http://ixcoloquio.paulofreire.org.br/
https://www.scielo.br/j/rbedu/a/bjF9YRPZJWWyGJFF9xsZprC/?lang=pt
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REFLITA
Considerando a seguinte citação:
Toda política curricular é constituída de 
propostas e práticas curriculares e como 
também as constitui, não é possível de forma 
absoluta separá-las e desconsiderar suas 
inter-relações. Trata-se de um processo 
de seleção e de produção de saberes, de 
visões de mundo, de habilidades, de valores, 
de símbolos e significados, portanto, 
de culturas capaz de instituir formas de 
organizar o que é selecionado, tornando-o 
apto a ser ensinado. (LOPES, 2004, p.57)
Reflita sobre a complexidade do trabalho do 
professor mediante tantas informações e 
constatações e registre como, em sua percepção, 
a equipe gestora poderá orientá-los em reuniões 
formativas.
Tendência Curricular Tecnológica
A Tendência Curricular Tecnológica aborda como a 
educação está se adaptando para incluir e integrar tecnologias 
em resposta à evolução digital. No contexto educacional 
contemporâneo, a fluência tecnológica não é apenas desejável, 
mas essencial, e os currículos devem refletir essa realidade.
A tecnologia não é apenas uma ferramenta de ensino, 
mas também um campo de estudo em si. Com o avanço rápido 
das inovações digitais, é imperativo que os currículos preparem 
os alunos com as habilidades necessárias para navegar, analisar 
e criar dentro do espaço digital. A alfabetização digital, a 
programação, a cidadania digital e a compreensão da inteligência 
artificial são agora componentes cruciais da educação.
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Essa integração curricular apresenta desafios significativos, 
desde a necessidade de formação contínua dos professores até a 
garantia de acesso igualitário à tecnologia para todos os alunos. 
A solução para esses desafios passa pelo desenvolvimento de 
parcerias estratégicas, investimentos em infraestrutura e a 
promoção de políticas educacionais inclusivas que assegurem que 
nenhum aluno seja deixado para trás na era digital.
Além disso, o currículo deve ser flexível o suficiente para 
se adaptar às constantes mudanças tecnológicas. Isso implica a 
adoção de uma abordagem pedagógica que valorize o pensamento 
crítico e a solução de problemas, habilidades essas que permitem 
aos alunos adaptarem-se a novas ferramentas e plataformas à 
medida que surgem.
A Tendência Curricular Tecnológica também implica a 
utilização de ferramentas e recursos digitais para personalizar 
a aprendizagem. Plataformas de aprendizagem adaptativa, por 
exemplo, podem oferecer caminhos personalizados que atendem 
às necessidades individuais de cada aluno, permitindo um ritmo 
de aprendizado que se ajusta às suas capacidades e estilos de 
aprendizagem.
Exige uma reavaliação de como a educação é entregue e 
uma redefinição do que significa estar preparado para o futuro. Os 
currículos devem ser projetados não só para ensinar tecnologia, 
mas também para utilizar a tecnologia como um meio de ensinar 
e aprender, preparando os alunos para um mundo em que a 
tecnologia é onipresente e em constante evolução.
Além de incorporar habilidades tecnológicas no currículo, 
é vital reconhecer que a tendência curricular tecnológica 
também implica um deslocamento na cultura pedagógica. Isso 
inclui repensar os papéis de professores e alunos no processo 
de aprendizagem. Os educadores devem se posicionar como 
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facilitadores e orientadores no uso da tecnologia, enquanto os 
alunos são encorajados a se tornarem aprendizes autônomos e 
colaborativos, utilizando as redes de conhecimento e a tomada de 
decisão crítica em ambientes de aprendizagem digital.
Adicionalmente, a implementação bem-sucedida de 
um currículo tecnológico requer uma infraestrutura robusta. 
Isso envolve não apenas hardware e software adequados, mas 
também uma rede segura e confiável, e suporte técnico acessível, 
salientando a importânciade uma infraestrutura tecnológica 
confiável para o aprendizado no século XXI.
Outro aspecto a ser considerado é a avaliação de 
aprendizagem. As métricas de avaliação precisam evoluir para 
medir o sucesso em ambientes de aprendizagem tecnológicos. 
Portfólios digitais, avaliações baseadas em projetos e rubricas 
detalhadas podem fornecer uma visão mais abrangente do 
progresso do aluno do que os testes padronizados tradicionais, 
oferecendo uma abordagem mais holística para avaliar a 
alfabetização digital.
Por fim, a tendência curricular tecnológica deve ser alinhada 
com questões éticas e de cidadania digital, preparando os alunos 
para enfrentar questões como privacidade, segurança cibernética 
e ética da informação. A integração de discussões sobre a ética da 
tecnologia é crucial para desenvolver uma compreensão completa 
e responsável das implicações da tecnologia na sociedade.
A tendência curricular tecnológica não é apenas sobre a 
adoção de novas ferramentas, mas também sobre a criação de um 
ecossistema educacional que seja adaptável, resiliente e consciente 
das implicações sociais e éticas da tecnologia. A preparação para 
essa tendência envolve uma abordagem integrada que combina 
infraestrutura, pedagogia, avaliação e ética para formar estudantes 
equipados para prosperar na era digital.
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Abordagem Interdisciplinar no 
Currículo
A abordagem interdisciplinar no currículo é uma 
metodologia educativa que busca conectar e integrar 
conhecimentos de diferentes disciplinas para proporcionar 
uma compreensão mais rica e holística dos temas abordados. 
Essa abordagem é explorada como uma forma de romper com 
os compartimentos estanques do conhecimento tradicional e 
encorajar os alunos a fazerem conexões entre diferentes áreas de 
estudo e a vida real.
Incorporar a interdisciplinaridade no currículo implica em 
uma série de práticas pedagógicas inovadoras. Isso pode incluir 
projetos que cruzem fronteiras disciplinares, como estudos de 
caso que combinem ciências, tecnologia, engenharia, artes e 
matemática (STEAM), ou temas globais que exigem a colaboração 
de línguas, ciências sociais e ciências naturais.
Os benefícios de uma abordagem interdisciplinar são 
amplamente documentados na literatura acadêmica. O currículo 
interdisciplinar pode aumentar a relevância do aprendizado para 
os alunos, tornando o conteúdo mais aplicável e memorável. 
Fazenda (2011) sustenta que essa abordagem também desenvolve 
habilidades de pensamento crítico e resolução de problemas, pois 
os alunos aprendem a aplicar o conhecimento de uma área na 
compreensão de outra.
Desenvolver um currículo interdisciplinar, contudo, 
apresenta seus desafios. Exige que os professores colaborem 
estreitamente e, muitas vezes, repensem suas práticas pedagógicas 
e isso pode ser facilitado por uma liderança escolar que valorize 
e apoie a integração curricular e por sistemas de avaliação que 
reconheçam o aprendizado interdisciplinar.
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As ferramentas e recursos para apoiar a abordagem 
interdisciplinar incluem plataformas colaborativas online, onde 
professores podem compartilhar planos de aula e recursos, e 
programas de desenvolvimento profissional focados na pedagogia 
interdisciplinar.
A abordagem interdisciplinar no currículo é uma resposta 
progressiva à necessidade de educação integrada que espelha 
a complexidade do mundo moderno. Ao promover a fusão de 
disciplinas, essa abordagem não só enriquece o conhecimento 
dos alunos, mas também os prepara para navegar e contribuir 
para um mundo cada vez mais interconectado e interdependente.
Imagem 4.11 - Interdisciplinaridade no Currículo
Fonte: Elaborada pela autoria a partir de IA (2023).
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SAIBA MAIS
A abordagem interdisciplinar no currículo tem se 
mostrado uma estratégia valiosa para aprimorar o 
processo de ensino-aprendizagem, estabelecendo 
conexões entre diferentes áreas do saber e 
promovendo uma compreensão mais integrada do 
mundo. Essa metodologia vai além da mera junção 
de conteúdos de diferentes disciplinas; ela busca 
criar uma experiência de aprendizado em que o 
conhecimento é visto como uma rede interconectada 
de informações, refletindo a natureza interligada dos 
desafios e problemas do mundo real.
Com a interdisciplinaridade, os alunos são incentivados 
a pensar de forma crítica e criativa, desenvolvendo a capacidade 
de aplicar conceitos aprendidos em um contexto para entender 
e resolver questões em outro. Esse enfoque não apenas prepara 
os estudantes para o ambiente de trabalho contemporâneo, que 
valoriza a capacidade de pensar além das fronteiras tradicionais, mas 
também promove maior engajamento e motivação para aprender, 
ao verem o conhecimento como relevante e aplicável às suas vidas.
Ao adotar uma abordagem interdisciplinar, as escolas 
assumem o papel de liderança na educação do futuro, equipando 
os alunos com as habilidades e o conhecimento necessários para 
prosperar em um mundo cada vez mais complexo e interconectado.
Tendências Curriculares Futuras 
As Tendências Curriculares Futuras, são previsões e 
recomendações sobre como os currículos podem evoluir para 
atender às necessidades de uma sociedade em constante 
mudança e de um mercado de trabalho em rápida transformação. 
As tendências curriculares do futuro são informadas por inovações 
tecnológicas, mudanças sociais e econômicas, avanços científicos 
e a crescente interconexão global.
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Uma das tendências emergentes é o ensino STEAM (Ciência, 
Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), que integra as artes 
nas disciplinas STEM tradicionais, promovendo a criatividade 
e o pensamento inovador. Essa abordagem é respaldada por 
pesquisas que mostram como a criatividade é essencial para a 
inovação em campos técnicos e científicos.
Outra tendência é o aumento do ensino personalizado e 
adaptativo, que utiliza dados e inteligência artificial para adaptar o 
currículo às necessidades e ritmo de aprendizado de cada aluno. O 
ensino híbrido e on-line também continuará a crescer, como mostrado 
pela expansão do e-learning durante a pandemia de COVID-19, o que 
sugere um modelo educacional mais flexível e acessível.
Além disso, há um foco crescente na aprendizagem 
baseada em competências, em que o progresso dos alunos é 
medido pela sua capacidade de aplicar habilidades em diferentes 
contextos, em vez de apenas acumular conhecimento. Essa 
tendência é acompanhada por uma ênfase na aprendizagem ao 
longo da vida, preparando os alunos para um mundo em que a 
educação contínua é uma necessidade.
A educação para a cidadania global e a sustentabilidade 
são outras áreas que estão ganhando destaque. Diante dos 
desafios globais, como as mudanças climáticas e a desigualdade, 
é vital que os currículos preparem os alunos para serem cidadãos 
conscientes e engajados.
O currículo do futuro deve ser inclusivo e equitativo, 
garantindo que todos os alunos, independentemente de suas origens 
ou habilidades, tenham acesso a uma educação de qualidade que os 
prepare para contribuir positivamente para a sociedade.
Estas tendências curriculares futuras representam um 
movimento em direção a uma educação que é mais integrada, 
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personalizada e alinhada com as habilidades e conhecimentos 
necessários para o século XXI. À medida que o mundo continua a 
mudar, os currículos devem evoluir para preparar os alunos para 
enfrentar os desafios do amanhã com confiança e competência.
À medida que avançamos na compreensão das Tendências 
Curriculares Futuras, fica evidente que a educação está se dirigindo 
para uma abordagem mais dinâmica e interativa. A gamificação do 
aprendizado, por exemplo, está se tornando uma ferramenta popular 
para engajar os alunos, utilizando elementos de jogos para tornar 
o aprendizadomais envolvente. Isso alinha-se com as teorias de 
motivação e engajamento, que apontam para a eficácia do aprendizado 
baseado em jogos na retenção e aplicação do conhecimento.
A educação em habilidades socioemocionais também é 
uma tendência emergente, reconhecendo que habilidades como 
empatia, colaboração e resiliência são tão importantes quanto o 
conhecimento acadêmico para o sucesso no século XXI. Autores 
têm defendido a inclusão de inteligência emocional no currículo, 
uma tendência que está ganhando terreno à medida que as 
escolas buscam formar alunos mais equilibrados e preparados 
para os desafios da vida.
Outra tendência é o crescente reconhecimento da 
importância da educação intercultural. Com a globalização e a 
migração internacional, os currículos estão se adaptando para 
incluir uma compreensão mais profunda de diferentes culturas e 
perspectivas, destaca como essencial para a cidadania global.
A sustentabilidade também está se tornando um 
tema transversal, com currículos incorporando princípios de 
desenvolvimento sustentável e consciência ambiental. Isso reflete uma 
mudança em direção a práticas educacionais que não só informam os 
alunos sobre os desafios ambientais, mas também os capacitam para 
serem agentes de mudança em direção a um futuro mais sustentável.
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A inclusão digital, a ética da tecnologia e a segurança 
cibernética são outras áreas que estão sendo incorporadas nos 
currículos futuros. A necessidade de ensinar os alunos a navegar de 
forma segura e ética no mundo digital é cada vez mais reconhecida, 
que fornece um quadro para a cidadania digital responsável.
A implementação dessas tendências requer uma reflexão 
cuidadosa sobre como os currículos são projetados, entregues 
e avaliados. Isto implica uma colaboração mais estreita entre 
educadores, formuladores de políticas, alunos e a comunidade, 
para garantir que a educação seja uma jornada contínua e coesa 
que equipa os alunos com as habilidades necessárias para 
prosperar em um mundo em constante mudança.
IMPORTANTE
Um importante aspecto das tendências curriculares 
futuras é a ênfase na alfabetização de dados. Em 
um mundo cada vez mais orientado por dados, a 
capacidade de interpretar, analisar e comunicar 
dados é uma habilidade essencial. A alfabetização 
de dados deve ser incorporada ao currículo para 
preparar os alunos para tomar decisões baseadas 
em evidências e para participar plenamente na 
sociedade e na economia.
Esta tendência reflete uma mudança mais ampla na 
educação, que vai além do ensino de fatos e procedimentos para 
o desenvolvimento de um pensamento mais analítico e crítico. 
A alfabetização de dados ensina os alunos a questionarem a 
veracidade e a procedência das informações, uma habilidade 
crucial em uma era de notícias falsas e desinformação.
Portanto, ao olhar para as tendências curriculares futuras, 
não se trata apenas de quais novos conteúdos são ensinados, 
mas de como esses conteúdos podem desenvolver nos alunos as 
competências para navegar e moldar o mundo ao seu redor. A 
alfabetização de dados se destaca como um componente crucial 
71CURRÍCULOS E PROJETOS PEDAGÓGICOS
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nesse cenário, evidenciando o papel da educação em preparar 
cidadãos informados, responsáveis e capacitados.
Desafios e Perspectivas na 
Implementação das Tendências
À medida que avançamos na implementação de novas 
tendências curriculares, somos confrontados com uma série 
de desafios e perspectivas que devem ser cuidadosamente 
considerados. Ball (2001) ressalta a complexidade das políticas 
educacionais globais e suas implicações nas práticas locais, 
sugerindo que as inovações curriculares devem equilibrar as 
influências internacionais com as necessidades e contextos locais.
Boutinet (1990) aborda o projeto educacional como um 
fenômeno cultural e social, indicando que qualquer mudança 
curricular deve considerar os aspectos antropológicos da 
comunidade escolar. Isso é ecoado na Lei de Diretrizes e Bases 
da Educação Nacional (BRASIL, LDB, 1996), que estabelece a 
necessidade de adaptação do currículo às realidades socioculturais 
e aos desafios locais, mantendo, no entanto, um padrão 
educacional nacional.
Fazenda (2011) discute a integração e interdisciplinaridade 
no ensino brasileiro, apresentando o desafio de implementar 
práticas educacionais que transcendam as fronteiras disciplinares 
tradicionais em favor de uma abordagem mais holística e integrada, 
essencial na adaptação às novas tendências curriculares.
A avaliação educacional, segundo Freitas et al. (2009), 
também enfrenta desafios, já que as métricas convencionais 
podem não se adequar às novas metodologias de ensino. 
Por sua vez, Furtado (2014) destaca a importância de uma 
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gestão democrática na atualização dos currículos, reforçando a 
necessidade de envolver todos os stakeholders no processo.
Gadotti (2000) e Gardner (1983) ressaltam a importância 
de olhar para o futuro da educação de uma maneira que valorize 
tanto as múltiplas inteligências quanto as perspectivas atuais e 
futuras do processo educativo.
Lopes (2004) aborda as políticas curriculares, indicando 
que a implementação de tendências curriculares deve ser feita de 
maneira crítica e reflexiva para garantir a continuidade da educação 
de qualidade e a incorporação de mudanças significativas.
A administração no contexto educacional, segundo 
Maximiano (2006), e a qualificação da escola, discutida por Murillo 
(2007), são aspectos fundamentais para a implementação eficaz 
das tendências curriculares, pois destacam a importância de uma 
gestão eficiente e de uma abordagem qualitativa para a educação.
Nicolescu (1999) propõe uma abordagem transdisciplinar 
que pode oferecer uma nova perspectiva para enfrentar os 
desafios educacionais, permitindo uma compreensão mais 
profunda e integrada do conhecimento e da aprendizagem.
A alfabetização midiática e informacional, conforme 
delineada pela UNESCO (2011), é um aspecto chave nas tendências 
curriculares, garantindo que os alunos estejam preparados para 
navegar em um mundo mediado por tecnologia.
Finalmente, a filosofia da práxis de Vazquez (1977) lembra-
nos da importância de uma educação que não apenas prepara 
os alunos para o mercado de trabalho, mas também para a 
participação ativa e crítica na sociedade.
Portanto, os desafios na implementação das tendências 
curriculares vão desde a adaptação de políticas educacionais 
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globais à realidade local, passando pela necessidade de abordagens 
pedagógicas inovadoras e interdisciplinares, até a importância da 
participação democrática na gestão educacional. A superação desses 
desafios requer um compromisso com a formação contínua, a 
colaboração entre todos os membros da comunidade educacional e 
uma reflexão constante sobre as práticas pedagógicas.
Sordi (2010) destaca que a negociação em políticas de 
regulação da qualidade da escola pública é um espaço crítico em 
que se debatem e se definem os rumos da educação, e é, neste 
espaço, que muitos dos desafios da implementação das tendências 
curriculares devem ser enfrentados.
A perspectiva da teoria geral da administração 
de Maximiano (2006) pode oferecer insights valiosos na 
implementação de mudanças curriculares. A abordagem sistêmica 
propõe que a educação seja vista como um sistema no qual todas 
as partes estão interconectadas, e as mudanças em uma área do 
currículo podem ter implicações em todo o sistema educacional. 
Esse entendimento pode ajudar as escolas a antecipar desafios e a 
planejar de forma mais eficaz as transições curriculares.
Morin (2015), por sua vez, argumenta pela necessidade de 
uma educação que promova a compreensão complexa, habilidade 
que se torna cada vez mais necessária à medida que os currículos 
evoluem para incluir não apenas conhecimento técnico, mas 
também competênciascomo pensamento crítico e a capacidade 
de lidar com a incerteza e a complexidade. Isso se alinha com as 
propostas de Nicolescu (1999) sobre transdisciplinaridade, que 
enfatiza a necessidade de ultrapassar as fronteiras disciplinares 
tradicionais para abordar os desafios contemporâneos.
Ao mesmo tempo, a alfabetização midiática e informacional 
proposta pela UNESCO (2011) é uma competência essencial que deve 
ser integrada em todas as áreas do currículo, preparando os alunos 
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para serem consumidores críticos e produtores responsáveis de 
conteúdo digital. A capacidade de analisar criticamente as informações 
e de se engajar em comunicação digital ética é fundamental em um 
mundo onde a mídia desempenha um papel tão central.
Em suma, a implementação de tendências curriculares 
futuras é um processo multifacetado que requer um planejamento 
cuidadoso, colaboração entre diferentes partes interessadas, e um 
compromisso com a inovação pedagógica e a melhoria contínua. 
Os educadores devem ser apoiados por políticas e práticas que 
reconheçam a importância de preparar os alunos para um mundo 
em rápida mudança, ao mesmo tempo que se assegura que todas 
as mudanças curriculares sejam inclusivas, equitativas e relevantes 
para as necessidades dos alunos e da sociedade.
RESUMINDO
E, então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo 
deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. 
Você deve ter aprendido que as métricas e as cargas 
horárias curriculares são mais do que números e 
horas; elas são indicadores essenciais da qualidade 
e da intensidade da experiência educacional.
Por meio dos exemplos práticos abordados, você 
viu como as métricas podem ser utilizadas para 
garantir que os objetivos de aprendizagem estejam 
alinhados com o tempo disponível e como esses 
objetivos podem ser adaptados para diferentes 
contextos e estilos de aprendizagem. A eficácia de 
qualquer currículo depende da sua implementação 
prática, que deve estar em harmonia com o tempo 
destinado ao aprendizado.
75CURRÍCULOS E PROJETOS PEDAGÓGICOS
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Nos desafios e soluções apresentados, 
reconhecemos os obstáculos comuns encontrados 
pelos educadores, como a rigidez dos currículos e a 
dificuldade de atender às necessidades individuais 
dos alunos dentro das horas estabelecidas. 
A resposta a esses desafios, muitas vezes, 
requer inovação e flexibilidade, que defendem 
a personalização do ensino para atender à 
diversidade dos alunos.
Discutimos as ferramentas e recursos que 
podem auxiliar na medição e na gestão eficaz do 
tempo curricular. Ferramentas de planejamento 
e plataformas de gestão de aprendizagem, são 
essenciais para ajudar os educadores a monitorar 
o progresso e ajustar as cargas horárias conforme 
necessário.
Você deve ter aprendido que um currículo 
bem-sucedido não é estático, mas dinâmico e 
responsivo, permitindo ajustes e reformulações 
contínuas para atender às demandas de um 
ambiente educacional em constante mudança. 
A carga horária e as métricas associadas são 
vitais, mas devem ser flexíveis o suficiente para 
permitir que os educadores e alunos explorem 
a profundidade e a amplitude do conhecimento 
em um ritmo que favoreça a máxima absorção e 
aplicação.
Então, armado com esse conhecimento e 
entendimento, você está agora mais preparado 
para enfrentar o desafio de desenvolver e 
aplicar currículos que sejam, ao mesmo tempo, 
estruturados e adaptáveis, rigorosos e acessíveis, 
desafiadores e alcançáveis. Avante na sua missão 
de proporcionar uma educação que seja tanto 
disciplinada quanto inspiradora!
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RE
FE
RÊ
N
CI
A
S
A Onda [Filme]. Direção de Dennis Gansel. Alemanha: Constantin 
Film, 2008. Youtube. (107 min). Disponível em: https://www.
youtube.com/watch?v=QBjeX5jPRi4. Acesso em: 09 mar. de 2021.
ANTUNES, Celso. Trabalhando com projetos Moodle. Youtube. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=O6O5uMu0-
1º. Acesso em: 09 mar. de 2021.
BALL, S. Diretrizes políticas globais e relações públicas locais em 
educação. Currículo sem Fronteiras, v.1, n.2, p. 99-116, jul/dez 
2001.
BOUTINET, J.-P. Antropologia do Projecto. Lisboa: Instituto Piaget, 
1990.
BRASIL. Lei n.º 9394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as 
diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, 
Brasília, DF, 23 dez. 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.
br/ccivil_03/LEIS/L9394.htm. Acesso em: 09 mar. de 2021.
FAZENDA, I. C. A. (org.). Integração e interdisciplinaridade no 
ensino brasileiro: Efetividade ou ideologia. 6. ed. São Paulo: 
Edições Loyola Jesuítas, 2011.
FREITAS, L. C. et. al. Avaliação Educacional: Caminhando pela 
contramão. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2009.
FURTADO, J. Entrevista de Júlio Furtado concedida à Revista 
Direcional Educador. Disponível em: http://juliofurtado.com.
br/2014/08/27/projeto-politico-pedagogico-curriculo-e-gestao-
democratica-algumas-perguntas-e-respostas/. Acesso em: 04 jan. 
de 2019.
GADOTTI, M. Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre: 
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GARDNER, H. Quadros mentais: a teoria das inteligências 
múltiplas. [S.l.]: Livros Básicos,1983.
https://www.youtube.com/watch?v=QBjeX5jPRi4
https://www.youtube.com/watch?v=QBjeX5jPRi4
77CURRÍCULOS E PROJETOS PEDAGÓGICOS
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LOPES, Alice Casimiro. Políticas curriculares: continuidade ou 
mudança de rumos? Revista Brasileira de Educação (Impresso), 
São Paulo, n.26, p. 109-188, 2004.
MAXIMIANO, A. C. A. Teoria Geral da Administração: da revolução 
urbana à revolução digital. 6.ed. São Paulo: Atlas, 2006.
MORIN, E. Ensinar a viver: manifesto para mudar a educação. 
Tradução de Edgard de Assis Carvalho e Mariza Perassi Bosco. 
Porto Alegre: Sulina, 2015.
MURILLO, F. J. A qualificação da escola: conceito e caracterização. 
In: MURILLO, F. J.; MUÑOZ-REPISO, Mercedes. A qualificação da 
escola: um novo enfoque. Porto Alegre: Artmed, 2007.
NICOLESCU, B. O manifesto da transdisciplinaridade. São Paulo: 
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PIZZI, L.C.V.; LIMEIRA, A. C. S. Currículo do PROEJA: diálogos entre 
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Disponível em https://revistas.pucsp.br/curriculum/article/
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REGIMENTO ESCOLAR. Revista Nova Escola. Disponível em: 
https://bit.ly/3bteK6l. Acesso em: 09 mar.2021.
SORDI, M. R. L. Há espaços para a negociação em políticas de 
regulação da qualidade da escola pública? Educação: Teoria e 
Prática. Rio Claro: Unesp - v. 20, n.35, jul.-dez., p. 147-162, 2010.
UNESCO. Currículo de alfabetização midiática e informacional 
para professores. Unesco, 2011.
VAZQUEZ, A. S. Filosofia da práxis. 2. ed. Rio de Janeiro: Paz e 
Terra, 1977.
	Conceitos e definições sobre projetos pedagógicos
	Projeto escolar
	Projeto Político Pedagógico
	Estruturação de um projeto pedagógico curricular 
	A avaliação do projeto
	Documentos acessórios do projeto pedagógico curricular 
	Plano de aula
	Professores e sua formação 
	Regimento interno
	Avaliações externas
	Metodologia de ensino
	Disciplinaridade
	Pluridisciplinaridade e multidisciplinaridade
	Interdisciplinaridade
	Transdisciplinaridade
	Legislação
	Tendências curriculares no Brasil
	Tendência Curricular Tradicional 
	Tendência Curricular Tecnológica
	Abordagem Interdisciplinar no Currículo
	Tendências Curriculares Futuras 
	Desafios e Perspectivas na Implementação das TendênciasLei de Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional (LDBEN) n.º 9394/96, que estabelece: 
Art. 14. Lei dos respectivos Estados e 
Municípios e do Distrito Federal definirá as 
normas da gestão democrática do ensino 
público na educação básica, de acordo com as 
suas peculiaridades e conforme os seguintes 
princípios:
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I - participação dos profissionais da 
educação na elaboração do projeto 
pedagógico da escola.
O projeto pedagógico é um instrumento teórico-
metodológico que visa ajudar a enfrentar os desafios do cotidiano 
da escola, só que de uma forma refletida, consciente, sistematizada, 
orgânica e, o que é essencial, participativa.
Antes de nos aprofundarmos sobre o assunto, é importante 
esclarecer que quando falamos de Projeto Pedagógico, estamos 
nos referindo àquele que dará vida ao currículo e orientará os 
professores em vários aspectos de seu planejamento.
Existem projetos escolares, também pedagógicos, que 
são entendidos como atividades, desafios, em que um ou mais 
professores podem planejar e realizar na escola.
Para que fique bem clara essa diferença, vamos explicar 
detalhadamente.
O termo projeto tem origem no latim projectu, que, por sua 
vez, é particípio passado do verbo projicere, que significa “lançar 
para diante”. Plano, intento, desígnio.
VOCÊ SABIA?
É projeto porque reúne propostas de ação concreta 
para serem executadas durante determinado 
período de tempo. 
É político por considerar a escola como um espaço 
de formação de cidadãos conscientes, responsáveis 
e críticos, que atuarão individual e coletivamente na 
sociedade, modificando os rumos que ela vai seguir. 
É pedagógico porque define e organiza as 
atividades e os projetos educativos necessários ao 
processo de ensino e aprendizagem. 
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11CURRÍCULOS E PROJETOS PEDAGÓGICOS
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Projeto escolar
Como professores, temos a missão de entrar em uma sala 
de aula e conduzir o ensino e a consequente aprendizagem de 
forma agradável e interessante, para que os estudantes se sintam 
motivados a participar das atividades.
Muitos aspectos referentes à metodologia e didática 
podem ser explorados aqui, mas como nosso foco é a prática de 
projeto, focaremos nesse assunto.
Um projeto é uma forma de trabalhar ideias, conceitos, 
experiências e pesquisas por meio de uma situação-problema 
proposta pelo professor.
É buscando a solução para uma situação-problema 
que os alunos aprendem sobre determinados assuntos. É um 
aprendizado de acordo com a vivência.
Imagem 4.1 - Mapa conceitual- Projeto de ensino
 
Fonte: Elaborada pela autoria (2021).
12 CURRÍCULOS E PROJETOS PEDAGÓGICOS
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O termo projeto é associado às diferentes acepções: 
intenção (propósito, objetivo, problema a resolver); esquema 
(design); metodologia (planos, procedimentos, estratégias, 
desenvolvimento).  Assim, podem ser concebidas a atividade 
intelectual de elaboração do projeto e as atividades múltiplas de 
sua realização (BOUTINET, 1990).
Existem vários motivos para trabalhar com projetos 
escolares, sendo um deles, por exemplo, propiciar um melhor 
entendimento sobre determinado assunto.
Muito importante entender que fazer uso da metodologia 
de projetos para ensinar é mais um caminho para se atender ao 
currículo construído para cada escola.
SAIBA MAIS
Sobre projetos, recomendamos assistir o vídeo: 
Trabalhando com Projetos Moodle de Celso Antunes. 
Acesse no QR code disponível aqui . 
E o filme A onda. Acesse no QR code disponível aqui .
https://www.youtube.com/watch?v=O6O5uMu0-1o
https://www.youtube.com/watch?v=QBjeX5jPRi4
13CURRÍCULOS E PROJETOS PEDAGÓGICOS
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Além do que já foi mencionado sobre a missão dos 
professores em sala de aula e a metodologia de projetos, você 
pode expandir a discussão para incluir elementos como:
1. Interdisciplinaridade: a interdisciplinaridade é a 
prática de integrar conhecimentos de diversas áreas 
para construir uma compreensão mais completa e 
relevante dos temas estudados. Na educação, isso 
significa criar conexões entre disciplinas, fomentando 
um aprendizado que reflita a natureza interconectada 
do conhecimento no mundo real.
2. Desenvolvimento de habilidades: o desenvolvimento 
de habilidades envolve a capacitação dos alunos em 
competências cruciais como pensamento crítico, 
resolução de problemas, colaboração e comunicação. 
Estas habilidades são essenciais para o sucesso dos 
alunos, tanto no ambiente acadêmico quanto na vida 
profissional e pessoal.
3. Engajamento estudantil: o engajamento estudantil 
é fundamental para a aprendizagem efetiva. Quando 
os alunos estão envolvidos e motivados, eles tendem 
a colocar mais esforço em suas tarefas, participar 
ativamente nas aulas e estar mais inclinados a aprender 
e reter informações.
4. Avaliação formativa: a avaliação formativa é uma 
abordagem de avaliação que se concentra no processo 
de aprendizado. Diferentemente da avaliação somativa, 
que avalia o aluno ao final de um período de ensino, a 
avaliação formativa ocorre durante o processo educativo 
e é usada para melhorar a aprendizagem em tempo real.
14 CURRÍCULOS E PROJETOS PEDAGÓGICOS
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5. Conexão com a comunidade: a conexão com a 
comunidade envolve expandir a sala de aula para incluir 
o entorno local e mais amplo, criando oportunidades 
para os alunos aplicarem seus conhecimentos em 
situações reais e contribuírem para a sociedade.
6. Personalização do aprendizado: a personalização do 
aprendizado é a adaptação do ensino para atender às 
necessidades, habilidades e interesses individuais dos 
alunos. Isto pode envolver a adaptação de conteúdos, 
práticas pedagógicas e ritmos de aprendizagem para 
cada aluno.
7. Tecnologia e recursos digitais: a integração de 
tecnologia e recursos digitais no ensino e aprendizagem 
pode aumentar o engajamento dos alunos, proporcionar 
acesso a uma ampla gama de informações e recursos, e 
prepará-los para as exigências do século XXI.
8. Sustentabilidade e cidadania global: educar 
para a sustentabilidade e cidadania global significa 
ensinar os alunos a entender e agir sobre questões 
globais importantes, como as mudanças climáticas, 
a desigualdade e a necessidade de desenvolvimento 
sustentável.
9. Aprendizagem baseada em projetos (ABP): a ABP 
é uma metodologia que coloca os alunos como 
protagonistas de seu aprendizado. Eles participam 
ativamente na exploração de problemas complexos e 
relevantes, o que resulta em uma aprendizagem mais 
profunda e significativa.
Vamos abordar pontos que detalharão o valor dos projetos 
escolares no contexto educacional, mas também destacarão 
como eles são fundamentais para preparar os alunos para uma 
15CURRÍCULOS E PROJETOS PEDAGÓGICOS
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participação ativa e consciente na sociedade. Assim, os projetos 
escolares se apresentam como uma estratégia pedagógica 
poderosa, que alinham as necessidades dos alunos com os 
objetivos educacionais e com a prática pedagógica contemporânea.
Você pode também considerar os seguintes aspectos:
10. Flexibilidade curricular: a flexibilidade curricular 
permite que os programas de ensino se adaptem às 
mudanças nas demandas educacionais, aos interesses 
dos alunos e às novas descobertas científicas e 
culturais. Isso significa que os currículos são capazes 
de se ajustar para incorporar novos tópicos e métodos 
de ensino, mantendo-se relevantes e engajantes.
11. Contribuição para a inclusão: um currículo inclusivo 
é aquele que é projetado para ser acessível a todos 
os alunos, independentemente de suas habilidades, 
origens culturais, ou necessidades especiais. Ele 
promove a equidade, garantindo que cada aluno tenha 
a oportunidade de aprender e ter sucesso.
12. Parcerias com outras instituições: estabelecer 
parcerias com universidades, empresas, e organizações 
não governamentais pode enriquecer o currículo, 
trazendo recursos externos, expertise e oportunidades 
de aprendizadoprático que expandem os horizontes 
dos alunos.
13. Autonomia do aluno: a autonomia do aluno é 
encorajada ao permitir que eles tenham escolhas 
no seu processo de aprendizagem, promovendo 
a autorregulação e a capacidade de definir metas 
pessoais, o que pode aumentar a motivação e o 
envolvimento com o material de estudo.
16 CURRÍCULOS E PROJETOS PEDAGÓGICOS
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14. Papel do educador: o papel do educador é fundamental 
na orientação e no suporte ao desenvolvimento do 
aluno. Os educadores servem como facilitadores, 
mentores e modelos, adaptando seu ensino para 
atender às necessidades individuais dos alunos e 
inspirando-os a alcançar seu potencial máximo.
15. Avaliação baseada em competências: este tipo de 
avaliação foca em medir a capacidade do aluno de 
aplicar conhecimentos e habilidades em diferentes 
contextos, em vez de simplesmente medir o que foi 
memorizado, incentivando uma aprendizagem mais 
profunda e aplicável.
16. Feedback dos alunos: o feedback dos alunos sobre o 
ensino e o currículo é essencial para um sistema de 
ensino responsivo e centrado no aluno. Ele fornece 
insights valiosos para os educadores ajustarem suas 
práticas e melhorarem a experiência educacional.
17. Documentação e reflexão: a documentação do 
processo de aprendizagem e a reflexão sobre ele 
são práticas importantes que permitem aos alunos e 
educadores avaliar o progresso, identificar desafios e 
celebrar sucessos, promovendo uma mentalidade de 
crescimento e aprendizado contínuo.
18. Impacto a longo prazo: o impacto a longo prazo do 
currículo e da abordagem pedagógica adotada pela 
escola vai além do desempenho acadêmico. Ele inclui 
o desenvolvimento de indivíduos bem preparados 
para enfrentar desafios futuros, tanto pessoais quanto 
profissionais, e que possam contribuir de maneira 
significativa para a sociedade.
17CURRÍCULOS E PROJETOS PEDAGÓGICOS
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Projeto Político Pedagógico
O Projeto Político Pedagógico é o documento que traduz 
como a escola ensinará, considerando a legislação vigente, 
as ideias institucionais, os objetivos gerais, as concepções de 
educação e caracterização da comunidade escolar.
A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) orienta para a relevância 
da gestão democrática, enfatizando que a elaboração dos projetos 
deve ser um processo compartilhado, envolvendo a participação 
de representantes de cada segmento, garantindo uma visão real e 
sistêmica da realidade.
Visão sistêmica “é um conjunto de partes ou elementos 
que formam um todo unitário ou complexo” (MAXIMIANO, 2006).
Imagem 4.2 - Visão sistêmica
Representantes 
dos responsáveis 
dos estudantes
Representantes 
do corpo 
docente
Representantes 
dos funcionários 
da escola
Representantes 
da equipe técnico-
pedagógica
Representantes 
dos estudantes
Representantes 
da comunidade 
em que a escola 
está inserida
Gestão 
Democrática
 
Fonte: Elaborada pela autoria (2021).
18 CURRÍCULOS E PROJETOS PEDAGÓGICOS
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Por meio da participação de todos os setores da escola, 
é possível entender melhor a percepção de cada parcela que a 
constitui, para assim construir um documento que identifique o 
posicionamento das partes em função do todo.
Outro aspecto relevante, é a frequência com que formamos 
percepções sobre um evento e tiramos conclusões a partir 
delas. Isso são inferências. Ao pensarmos em um documento 
tão importante, é preciso trabalhar com evidências, e por isso a 
relevância da participação de todos.
Não podemos apenas assumir que uma situação é 
positiva ou negativa. Destaca-se a importância de documentos 
comprobatórios ou depoimentos registrados para nos fornecerem 
informações sobre a realidade que estamos avaliando.
Com esses documentos fundamentais em mãos, os 
participantes irão se manifestar para que se construam metas 
comuns que traduzam um caminho claro para todos que ali vão 
trabalhar. Podemos afirmar que o PPP é a identidade da escola 
construída pelas ideias do coletivo.
Importante reforçar que tudo deve ser construído 
alicerçado em normas, regulamentos, legislação vigente, 
orientações curriculares e metodologias locais.
O PPP é uma maneira oficial de materialização 
do currículo. Através dele, estabelecemos uma 
forma de organização do trabalho pedagógico 
que parte, essencialmente, da definição a 
respeito de que aluno a escola quer formar. 
A partir dessa definição, o PPP permite uma 
organização coerente de planos de ação que 
vão dar forma ao currículo da escola. O Projeto 
Político Pedagógico é que dá vida e personalidade 
ao currículo da escola. (FURTADO, 2014, on-line)
19CURRÍCULOS E PROJETOS PEDAGÓGICOS
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Continuando com a explanação sobre o Projeto Político 
Pedagógico (PPP), podemos acrescentar mais elementos para 
ampliar a discussão:
 • Planejamento reflexivo: enfatiza que o PPP é um 
plano vivo que requer revisão e reflexão contínua. Não 
é um documento estático, mas um guia em constante 
evolução que reflete as mudanças na comunidade 
escolar e na sociedade.
 • Formação de valores: discute a importância do PPP 
na formação de valores e princípios éticos nos alunos, 
contribuindo para seu desenvolvimento moral e cívico.
 • Inclusão e diversidade: destaca como o PPP deve 
abordar a inclusão e respeitar a diversidade, garantindo 
que as necessidades de todos os alunos sejam atendidas 
e que cada um se sinta valorizado e parte do ambiente 
escolar.
 • Avaliação institucional: introduz a ideia de que o 
PPP também serve como ferramenta para a avaliação 
institucional, ajudando a escola a medir o seu progresso 
em relação aos objetivos estabelecidos e identificar 
áreas para melhoria.
 • Comunicação e transparência: ressalta a necessidade 
de comunicação efetiva e transparência na elaboração 
e na implementação do PPP, para garantir que todos os 
envolvidos estejam informados e comprometidos.
 • Adaptação a novas realidades: aborda a capacidade 
do PPP de se adaptar a novas realidades, como 
mudanças tecnológicas e sociais, garantindo que a 
educação fornecida permaneça relevante e eficaz.
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 • Participação comunitária: explica como o PPP pode 
fortalecer a relação entre a escola e a comunidade, 
envolvendo pais, responsáveis e parceiros locais no 
processo educacional.
 • Sustentabilidade do projeto: discute como o PPP 
pode ser utilizado para assegurar a sustentabilidade 
do projeto educativo, integrando práticas de gestão 
responsáveis e ambientalmente conscientes.
 • Desenvolvimento profissional: mostra como o 
PPP influencia o desenvolvimento profissional dos 
educadores, incentivando a formação contínua e a 
atualização pedagógica.
 • Práticas pedagógicas inovadoras: considera como 
o PPP pode ser um catalisador para a introdução 
de práticas pedagógicas inovadoras e criativas que 
estimulem o pensamento crítico e a aprendizagem 
significativa.
 • Educação para a cidadania global: destaca como 
o PPP pode incorporar elementos de educação 
para a cidadania global, preparando os alunos para 
enfrentarem desafios globais e agirem como cidadãos 
do mundo.
Ao expandir a discussão sobre o Projeto Político 
Pedagógico, pode-se também contemplar:
 • Integração curricular: o PPP pode enfatizar a 
importância de um currículo integrado, que não apenas 
conecta diferentes disciplinas, mas também vincula o 
aprendizado escolar à vida cotidiana, tornando o ensino 
mais relevante para os alunos.
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 • Equidade educacional: o PPP deve abordar estratégias 
para promover a equidade educacional, assegurando 
que cada aluno, independentemente de sua origem ou 
condições socioeconômicas, tenha acesso a uma educação 
de qualidade e a oportunidades iguais para o sucesso.
 • Resposta às necessidades locais: um PPP eficaz é 
sensível ao contexto local, refletindo as necessidades 
e valores da comunidade onde a escola está inserida e 
contribuindo para o desenvolvimento local.
 • Foco no bem-estarestudantil: o bem-estar dos 
alunos deve ser uma prioridade no PPP, com políticas e 
práticas que assegurem um ambiente de aprendizado 
seguro, acolhedor e saudável.
 • Preparação para a mudança: o PPP deve preparar a 
escola e seus alunos para a mudança, equipando-os 
com a flexibilidade e resiliência necessárias para se 
adaptarem a novos desafios e oportunidades.
 • Liderança participativa: o documento deve valorizar 
a liderança participativa, incentivando a tomada 
de decisão colaborativa e o envolvimento de todos 
os membros da comunidade escolar no processo 
educacional.
 • Avaliação como ferramenta de aprendizado: o 
PPP pode abordar a avaliação não só como uma 
forma de medir o desempenho, mas também como 
uma ferramenta para promover a aprendizagem e o 
desenvolvimento pessoal dos alunos.
 • Promoção da criatividade: encorajar a criatividade 
por meio do PPP pode ser uma forma de estimular 
o pensamento inovador e a expressão individual, 
habilidades essenciais para o futuro.
22 CURRÍCULOS E PROJETOS PEDAGÓGICOS
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Ao abordar todos esses elementos, o PPP é reconhecido 
não apenas como um documento ou um plano de ação, mas 
como uma declaração de missão viva que articula a visão, valores, 
e práticas pedagógicas de uma instituição educacional, e serve 
como um mapa para a jornada de aprendizagem de cada aluno.
Para colocar em prática as amplas diretrizes estabelecidas 
pelo Projeto Político Pedagógico (PPP), uma escola pode adotar as 
seguintes ações concretas:
 • Realizar workshops de planejamento: organizar 
reuniões regulares de planejamento envolvendo todos 
os membros da comunidade escolar para revisar e 
atualizar o PPP, garantindo que ele continue relevante 
e reflexivo das necessidades atuais.
 • Desenvolver programas de formação de valores: 
implementar programas e atividades curriculares 
que fomentem valores éticos e cívicos, como respeito 
mútuo, justiça social e integridade.
 • Criar políticas de inclusão: estabelecer políticas 
claras de inclusão que garantam a acessibilidade, 
acomodações adequadas e suporte para a diversidade 
de necessidades dos alunos.
 • Utilizar o PPP para avaliação institucional: usar o PPP 
como uma ferramenta para a autoavaliação regular da 
escola, medindo o progresso em relação aos objetivos 
e ajustando as práticas conforme necessário.
 • Melhorar a comunicação: manter canais de 
comunicação abertos e transparentes, como boletins 
informativos e plataformas digitais, para que todos os 
stakeholders estejam informados sobre as iniciativas e 
progressos do PPP.
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 • Adaptar-se às novas realidades: introduzir programas 
que abordem competências digitais e literacia mediática 
para preparar os alunos para a era digital.
 • Engajar-se com a comunidade: estabelecer parcerias 
com organizações locais para projetos comunitários, 
estágios e atividades de aprendizado-serviço que 
conectem os alunos com o mundo fora da escola.
 • Promover práticas sustentáveis: integrar práticas de 
sustentabilidade no currículo e na gestão da escola, 
como reciclagem, gestão de recursos e projetos de 
ciência ambiental.
 • Incentivar o desenvolvimento profissional: oferecer 
oportunidades de desenvolvimento profissional para 
os professores, como workshops, cursos de atualização 
e conferências, para manter a qualidade do ensino.
 • Inovar nas práticas pedagógicas: encorajar os 
professores a experimentar novas abordagens 
pedagógicas, como aprendizagem baseada em projetos, 
gamificação e aprendizado colaborativo.
 • Educar para a cidadania global: incorporar temas 
de cidadania global no currículo, ensinando os alunos 
sobre questões internacionais e incentivando-os a 
pensar em soluções para problemas globais.
Cada uma dessas ações práticas é uma aplicação direta dos 
princípios do PPP, que juntos formam um caminho para a escola 
cumprir sua missão educativa de maneira eficaz e significativa.
Para efetivar as diretrizes do Projeto Político Pedagógico, 
uma escola pode empreender uma série de ações estratégicas 
que materializam os princípios e valores descritos no documento. 
É fundamental que a prática educativa seja permeada por uma 
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visão crítica e reflexiva que se traduza em ações concretas. Por 
exemplo, a implementação de currículos adaptáveis, em que 
a educação deve ser um processo contínuo de reconstrução e 
reformulação de experiências.
Projetos interdisciplinares são essenciais para romper os 
silos do conhecimento, incentivando os alunos a ver as conexões 
entre diferentes áreas de estudo. Além disso, para fortalecer a 
gestão democrática, a importância de construir comunidades de 
aprendizagem na qual todos os stakeholders tenham voz ativa nas 
decisões educacionais.
Quanto às estratégias de avaliação, a adoção de múltiplas 
formas de avaliação pode fornecer uma visão mais holística do 
progresso dos alunos. E em relação ao bem-estar estudantil, 
a importância de criar um ambiente escolar que apoie tanto o 
desenvolvimento acadêmico quanto emocional dos alunos.
Para incorporar as tecnologias educacionais de maneira 
eficaz, devemos não apenas utilizar as ferramentas digitais 
disponíveis, mas também repensar as práticas pedagógicas para 
alavancar essas tecnologias de maneira crítica e criativa.
No que diz respeito ao desenvolvimento profissional dos 
professores, o aprendizado contínuo e a liderança são aspectos 
cruciais para a transformação educacional alinhada com o PPP. 
Por fim, para assegurar a relevância do aprendizado, a integração 
de experiências práticas que preparem os alunos para os desafios 
e oportunidades do século XXI.
Portanto, a implementação do PPP exige um 
comprometimento com a melhoria contínua e a adaptação às 
necessidades emergentes dos alunos, preparando-os não apenas 
academicamente, mas também como cidadãos globais conscientes, 
que promovem a educação para a vida em um mundo interconectado.
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RESUMINDO
E, então, gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza 
de que você realmente entendeu o tema de 
estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o 
que vimos. Este capítulo é dedicado à seleção 
e organização dos conteúdos curriculares na 
escola, um componente vital no desenvolvimento 
de um projeto pedagógico eficaz. Ele inicia com a 
discussão sobre a natureza e a importância dos 
diferentes tipos de conteúdo que compõem o 
currículo.
Aborda os conteúdos factuais e conceituais, que 
são a base do conhecimento acadêmico, incluindo 
fatos, conceitos, princípios e teorias que os 
estudantes devem aprender. A ênfase é colocada 
na forma como estes conteúdos contribuem para 
a construção do conhecimento e do pensamento 
crítico dos alunos.
Segue aprofundando nos conteúdos 
procedimentais, que se referem ao “saber fazer”. 
Estes incluem processos, técnicas e métodos que os 
alunos devem dominar para aplicar o conhecimento 
na prática, incentivando o desenvolvimento de 
habilidades práticas e cognitivas. 
Por fim, discute os conteúdos atitudinais, que 
envolvem valores, atitudes e normas. Essa parte 
destaca a importância de formar não apenas alunos 
informados, mas também cidadãos conscientes e 
responsáveis, que valorizam o respeito mútuo, a 
cooperação e a integridade.
Ao longo do capítulo, a importância de uma 
abordagem integrada é enfatizada, mostrando 
como a inter-relação entre os diferentes tipos 
de conteúdo contribui para uma experiência 
educacional rica e equilibrada.
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Estruturação de um projeto 
pedagógico curricular 
OBJETIVO
Ao término deste capítulo, você será capaz de 
entender como funciona a avaliação de projetos 
pedagógicos curriculares. Esse conhecimento será 
fundamental para o exercício de sua profissão 
como educador. As pessoas que tentaram realizar 
avaliações de projetos sem a devida instrução 
muitasvezes enfrentaram desafios significativos 
ao garantir que seus projetos atendam às 
necessidades dos estudantes e alcancem os 
objetivos desejados. E então? Motivado para 
desenvolver essa competência? Vamos lá. Avante!
Como sabemos, existem documentos que são apenas 
copiados de outros anos para cumprir uma burocracia. O Projeto 
Político Pedagógico não foge à regra, o que não é vantajoso. 
Acreditando na relevância da construção coletiva e na necessidade 
de que seja um documento orientador que reflita as expectativas 
locais, quais medidas devemos adotar para assegurar que o 
Projeto Político Pedagógico cumpra efetivamente o papel de guiar 
as ações educacionais?
Existem algumas recomendações importantes e vamos 
explorá-las, considerando, inclusive, as referências orientadas 
pelo MEC.
Antes de qualquer planejamento, é fundamental identificar 
para que escola o documento se destina.
Observem que não é uma ação muito simples, pois exige 
uma pesquisa responsável, em que se verificarão várias vertentes.
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Uma questão importante é como é composta a comunidade 
que frequenta a unidade escolar. Nesse momento, é preciso nos 
aprofundarmos nessa informação, indo além de meras inferências.
É importante termos claro:
 • a classe social predominante;
 • os tipos de residências (comunidades, rural, urbana, 
indígenas, entre outras);
 • a formação escolar das famílias;
 • o tipo de trabalho que dá sustento às famílias;
 • os meios de transportes disponíveis (ônibus, barco, 
entre outros);
 • o nível de violência local?
 • a influência do tráfico de drogas;
 • a religião predominante das famílias;
 • a predominância sociocultural das famílias.;
 • as formas de diversão local;
 • os tipos de música mais ouvidas pela comunidade.
Ainda existem outros aspectos que podem ser explorados
e é aconselhável que, além das informações obtidas por 
meio da participação da comunidade escolar, haja a iniciativa de 
percorrer a comunidade e dialogar com os residentes.
Me lembro de uma escola da cidade de Santo André-São 
Paulo, EMEF Maria Carolina de Jesus, que identificou as dificuldades 
de transporte dos estudantes ao explorar os bairros vizinhos. 
Ao constatar que muitos alunos percorriam um trajeto bastante 
extenso a pé até a escola, chegando já exaustos e suados, tornou-
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se evidente a impossibilidade de iniciar as aulas imediatamente. 
Era necessário reservar um tempo para descanso e higiene.
Só conseguimos entender a realidade que o estudante 
vivencia quando vivenciamos junto pelo menos por um dia.
Imagem 4.3 – Conhecendo a comunidade escolar
Fonte: Freepik.
Outra maneira de obter evidências é por meio de uma 
pesquisa respondida pela comunidade. Depois de tabulada, muitas 
evidências podem ser usadas para contribuir nesse trabalho.
Mas a caracterização não para por aí. Ainda é preciso 
identificar outras questões, como, por exemplo:
 • Quais os resultados a escola vêm apresentando nos 
últimos anos? Claro que essa informação deve gerar 
uma reflexão sobre as causas e a importância desse 
avanço. Em quais setores essa melhoria deve ocorrer?
 • Quem são os educadores, suas formações e o 
empenho que demonstram ao longo de sua vivência 
nesse espaço. Se forem professores antigos, já devem 
existir avaliações anteriores para serem examinadas, 
reservando sempre a importância de se trabalhar com 
evidências, e não inferências.
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 • Que prática pedagógica vem se desenvolvendo ao 
longo dos anos? Existe formação para os professores? 
A equipe pedagógica acompanha o trabalho dos 
professores em sala de aula?
 • Qual missão a escola tem diante daquela comunidade, 
quais ações já foram realizadas e quais os objetivos 
alcançados?
 • Estão satisfeitos com os resultados alcançados até 
então?
 • Qual a percepção de pontos forte e fracos da unidade 
escolar?
 • A taxa de evasão é justificada de que forma? O que se 
pode fazer para contornar essa situação?
 • Qual é a relação série-idade?
Gadotti (2000, on-line) afirma que “um projeto necessita 
rever o instituído para, a partir dele, instituir outra coisa”. Tornar-
se instituinte.
Ainda no processo de caracterização, é preciso entender 
a realidade da escola. O que temos disponível para trabalhar? 
Caracterizar:
 • Estrutura física da unidade escolar;
 • Condições financeiras e recursos possíveis;
 • Parcerias existentes e que podem ser úteis;
 • Concepção de educação da unidade, entre outras.
Com tantas informações em mãos, é fundamental 
conscientizar os participantes da construção do Projeto Pedagógico 
sobre sua importância e como ele pode ser um instrumento 
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para direcionar a implementação de ações relevantes na escola, 
atendendo às particularidades da realidade local.
Visto por essa perspectiva, o projeto atua como uma forma 
de unir esforços coletivos, unificando ações dispersas para criar 
colaborações que busquem alternativas para diferentes aspectos 
do trabalho pedagógico-administrativo. Ele busca promover 
um senso de pertencimento, envolvendo todos os participantes 
na definição de objetivos compartilhados que guiarão as ações 
futuras. O intuito é fortalecer a coesão coletiva necessária para 
que a ação conjunta alcance seus objetivos.
Depois dessa conscientização, chega-se ao momento 
de entender o que fazer. Analisando dados qualitativamente e 
quantitativamente, a equipe deve iniciar uma prospecção do que 
essa comunidade necessita.
A teoria em si [...] não transforma o mundo. 
Pode contribuir para sua transformação, 
mas para isso tem que sair de si mesma, e, 
em primeiro lugar, tem que ser assimilada 
pelos que vão ocasionar, com seus atos reais, 
efetivos, tal transformação. Entre a teoria e 
a atividade prática transformadora se insere 
um trabalho de educação das consciências, 
de organização dos meios materiais e planos 
concretos de ação: tudo isso como passagem 
indispensável para desenvolver ações reais, 
efetivas. Nesse sentido, uma teoria é prática 
na medida em que materializa, através de uma 
série de mediações, o que antes só existia 
idealmente, como conhecimento da realidade 
ou antecipação ideal de sua transformação. 
(VAZQUEZ, 1977, p. 207)
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A equipe deve identificar as situações para depois priorizar 
as mais importantes a serem desenvolvidas no projeto que será 
revisto anualmente.
Por exemplo, se a escola está inserida em uma comunidade 
em que o tráfico de drogas é muito significativo, um aspecto a 
ser trabalhado é justamente os perigos desse envolvimento, as 
possibilidades que o estudante pode ter para não entrar nesse 
ciclo vicioso imposto na comunidade. 
REFLITA
Será possível a escola garantir que os estudantes 
não se envolvam com drogas? Quais ações podem 
ser desenvolvidas na escola para que esses 
estudantes sejam conscientizados sobre os perigos 
que os cercam? É possível, de acordo com um 
currículo oculto, desenvolver reflexões contínuas 
sobre as influências maléficas que um ambiente 
social pode oferecer?
Outro exemplo, é detectar, pela análise de resultados 
anteriores, se muitos alunos não se alfabetizam na fase considerada 
“normal” para isso. Diante dessa informação, a equipe deve se 
preparar para agir corrigindo essa situação. Para isso, é preciso se 
aprofundar nas causas que levam a essa realidade.
Ainda, conforme Gadotti (2000, on-line):
Não se constrói um projeto sem uma direção 
política, um norte, um rumo. Por isso, todo 
projeto pedagógico da escola é também 
político, O projeto pedagógico da escola é, por 
isso mesmo, sempre um processo inconcluso, 
uma etapa em direção a uma finalidade que 
permanece como horizonte da escola.
Diante das constatações é preciso definir as prioridades 
para um determinado espaço de tempo. Não se deve tentar 
32 CURRÍCULOS E PROJETOS PEDAGÓGICOSU
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resolver tudo de uma vez, pois não será possível abarcar todas as 
necessidades. É necessário focar objetivos realizáveis dentro da 
escola e aqueles que são considerados de maior importância.
Imagem 4.4 – Escolha de prioridades
A ESCOLHA DAS PRIORIDADES QUE FAÇAM PARTE DO PPP
PRIORIDADES PRIORIDADES
SAÚDE
DROGAS
FAMÍLIA
PRECONCEITO
RESPEITO
Fonte: Elaborada pela autoria (2021).
Uma vez estabelecidas algumas prioridades, o próximo 
passo é considerar a estratégia para alcançar os objetivos 
selecionados, lembrando-se sempre de que toda prática deve ser 
respaldada por uma fundamentação teórica.
A equipe deve se perguntar? O que fazer? Como fazer? O 
que precisamos para fazer? O que preservar e o que inovar?
o abordar essas questões por meio de reflexões coletivas, 
desenvolvemos um percurso alinhado com o currículo. Esse 
caminho visa auxiliar na implementação de ações que possibilitem 
alcançar os objetivos do projeto pedagógico.
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É importante recordar que cada ação planejada deve ser 
viável e evitar redundâncias. Devemos ser criativos, explorando 
todas as oportunidades de contexto e protagonismo para garantir 
a originalidade das iniciativas.
Toda a comunidade escolar deve estar envolvida nesse 
projeto. Muitas ações podem ser de responsabilidade das 
famílias, dos funcionários, dos alunos, do Conselho de Escola, dos 
professores e quem mais estiver envolvido. Uma vez que as ações 
para o ano letivo estejam estabelecidas, será necessário designar 
as pessoas responsáveis por sua execução.
É crucial enfatizar que deve haver sempre uma pessoa 
designada como responsável, mesmo que haja colaboração 
de diversos indivíduos na execução de determinadas 
iniciativas. A presença de um ponto de contato é essencial para 
fornecer informações à equipe gestora sobre o progresso das 
implementações.
A continuação da discussão sobre a implementação 
do Projeto Político Pedagógico (PPP) em uma escola pode 
ser enriquecida com a inclusão de mais elementos e citações 
bibliográficas que reforçam a necessidade de uma prática 
educacional holística e adaptativa.
Incorporação de inteligências múltiplas: Gardner (1983) 
introduziu a teoria das inteligências múltiplas, que pode ser 
aplicada no PPP para criar estratégias diferenciadas que atendam 
às diversas formas de aprender dos alunos, reconhecendo e 
valorizando suas forças e habilidades únicas.
Atenção à educação inclusiva: a inclusão deve ser o 
cerne da prática educacional, incentivando escolas a se tornarem 
comunidades acolhedoras onde todos os alunos possam aprender 
juntos, independentemente de suas diferenças ou dificuldades.
34 CURRÍCULOS E PROJETOS PEDAGÓGICOS
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Integração de competências para o século XXI: 
importante integrar ao currículo as competências do século XXI, 
como pensamento crítico, comunicação, colaboração e criatividade, 
para preparar os alunos para um futuro em constante mudança.
Promoção da alfabetização midiática e informacional: 
a Unesco (2011) enfatiza a necessidade de desenvolver a 
alfabetização midiática e informacional entre os alunos para 
que possam navegar e participar efetivamente na sociedade da 
informação.
Adaptação a diferentes contextos culturais: enfatizar 
a necessidade de adaptação curricular para refletir e respeitar 
diferentes contextos culturais, promovendo uma educação que 
seja inclusiva e multicultural.
Foco na sustentabilidade: que a educação para a 
sustentabilidade seja integrada em todas as áreas do currículo, 
preparando os alunos para viverem de forma sustentável e 
responsável.
Adaptação às mudanças climáticas: pontuar a 
importância de educar os alunos sobre as mudanças climáticas 
e de desenvolver a sua capacidade de responder e se adaptar a 
esses desafios globais.
Práticas reflexivas de ensino: reflexão na prática do 
ensino, incentivando os educadores a refletirem sobre suas 
experiências para melhorar continuamente suas práticas 
pedagógicas.
Desenvolvimento de lideranças estudantis: o 
desenvolvimento de lideranças entre os alunos é essencial para seu 
crescimento pessoal e para a criação de um ambiente escolar positivo.
35CURRÍCULOS E PROJETOS PEDAGÓGICOS
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Fomento à participação dos pais: a participação dos pais 
no processo educativo é fundamental para o sucesso dos alunos, e 
o PPP deve incluir estratégias para envolver os pais e responsáveis 
na vida escolar de seus filhos.
Incorporar esses conceitos e abordagens no PPP assegura 
que o documento não apenas dirija o currículo e a prática 
educativa, mas também responda ativamente às necessidades 
de uma sociedade em constante transformação, alinhando a 
educação com as demandas contemporâneas e futuras.
A avaliação do projeto
Quando queremos atingir um objetivo, precisamos de uma 
métrica que nos indique se ele foi atingido. Vejamos um exemplo 
bem claro.
EXEMPLO:
Objetivo: todos os alunos do segundo ano do Ensino 
Fundamental alfabetizados ao final do ano.
Observem que a palavra “todos” significa aqui 100% 
dos alunos da série. Assim sendo, é preciso que haja 
uma medida que oriente de onde partimos, para depois 
verificarmos aonde estamos chegando.
Ao final da implementação do PPP, deve-se ter 
instrumentos de avaliação que nos ajudem a comparar 
os resultados e identificar quantos porcento dos alunos 
atingiram a meta. A partir daí, é possível refletir sobre o 
que funcionou, o que não funcionou e o que pode e deve 
ser ajustado para futuros momentos.
36 CURRÍCULOS E PROJETOS PEDAGÓGICOS
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É nesse processo que a avaliação pode ser empregada de 
maneira adequada, auxiliando-nos na busca por novas 
direções e enfrentamento de novos desafios, e assim 
sucessivamente. Antes de tirar conclusões, é essencial 
questionar o grupo se todas as ações foram executadas 
conforme o planejado.
É muito comum registrar tudo no papel e não realizar o 
que foi planejado, ou mesmo da forma que foi previsto.
Outra questão sobre a avaliação é que ela deve ser 
processual. O Projeto Político Pedagógico não é inflexível. 
Algumas percepções podem mudar durante o processo de ação. 
Dessa forma, acompanhamento contínuo do que foi planejado, 
pelos gestores escolares, são uma forma de avaliar se o que foi 
planejado precisa ser corrigido.
Não há dúvidas de que um Projeto Político Pedagógico 
será influenciado por diversas situações que se apresentam 
dinamicamente no cotidiano escolar. 
Existem muitas influências, como, por exemplo, a falta de 
formação dos professores para realizar determinadas ações, já 
que o Projeto Político Pedagógico influenciará muito o plano de 
aula e a metodologia usada.
Dessa forma, reforçando o que Freitas et al. (2009) e 
Sordi (2010) discorrem, o Projeto Político Pedagógico representa 
um importante instrumento capaz de selar o pacto coletivo pela 
conquista da qualidade negociada, referenciada em cada escola a 
partir do diálogo entre as necessidades e concepções dos atores 
internos e do poder público. 
Para abordar eficazmente a avaliação de um projeto 
pedagógico curricular, é crucial considerar o complexo cenário 
das políticas educacionais e as práticas locais, como sugere 
37CURRÍCULOS E PROJETOS PEDAGÓGICOS
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Ball (2001), que examina as tensões entre as diretrizes políticas 
globais e as realidades locais na educação. Boutinet (1990) fornece 
uma perspectiva valiosa, destacando a importância de uma 
abordagem antropológica ao projeto, enfatizando a necessidade 
de compreender a cultura e o contexto nos quais o projeto 
pedagógico é desenvolvido e avaliado.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (BRASIL, 
1996) estabelece o quadro legal para a avaliação educacional no 
Brasil, exigindo que as práticas de avaliação estejam alinhadas com 
os princípios de equidade e qualidade. Fazenda (2011) ressalta 
a necessidade de integração e interdisciplinaridade no ensino 
brasileiro, o que deve ser refletido na avaliação dos projetos 
pedagógicospara garantir que eles atendam a uma educação 
holística e coerente.
Freitas et al. (2009) criticam a abordagem tradicional 
de avaliação educacional, propondo um caminho alternativo 
que valoriza a diversidade e a complexidade dos processos de 
aprendizagem. Furtado (2014) discute como o Projeto Político 
Pedagógico deve estar intrinsecamente ligado ao currículo e à 
gestão democrática, sendo essencial que a avaliação deste projeto 
reflita tais conexões.
Gadotti (2000) oferece uma perspectiva atualizada da 
educação, que deve ser considerada na avaliação do projeto 
pedagógico, assegurando que ela esteja alinhada com as tendências 
educacionais contemporâneas. A teoria das inteligências múltiplas 
de Gardner (1983) também pode ser aplicada na avaliação, 
sugerindo que um projeto pedagógico deve atender a uma 
variedade de estilos de aprendizagem e inteligências.
Lopes (2004) examina as políticas curriculares, apontando 
a importância de avaliar se os projetos pedagógicos estão 
promovendo continuidade ou mudança nos rumos da educação. 
38 CURRÍCULOS E PROJETOS PEDAGÓGICOS
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Maximiano (2006) destaca a visão sistêmica da administração, 
que pode ser aplicada à avaliação de projetos pedagógicos para 
entender como diferentes componentes do sistema educacional 
interagem e influenciam o sucesso do projeto.
Morin (2015) argumenta que a educação deve ensinar a 
viver, uma filosofia que deve ser refletida na avaliação do projeto 
pedagógico, assegurando que ele prepare os alunos para os 
desafios da vida. Murillo (2007) enfoca a qualificação da escola, 
sugerindo que a avaliação do projeto pedagógico deve incluir uma 
análise do seu impacto na melhoria da qualidade da educação.
Nicolescu (1999) propõe o conceito de transdisciplinaridade, 
que poderia enriquecer a avaliação ao promover uma compreensão 
mais integrada e holística do conhecimento. A alfabetização 
midiática e informacional, conforme delineado pela Unesco (2011), 
é outro aspecto importante que deve ser considerado na avaliação 
do projeto, avaliando como os alunos estão sendo preparados 
para navegar na sociedade da informação.
Finalmente, Vazquez (1977) destaca a filosofia da práxis, 
que é pertinente na avaliação do projeto pedagógico, pois 
sublinha a importância da ação e reflexão na transformação 
social. Portanto, a avaliação de um projeto pedagógico deve ser 
multifacetada, contemplando as dimensões legais, teóricas e 
práticas da educação, e estar comprometida com a melhoria 
contínua e a relevância social da aprendizagem.
Podemos considerar a seguinte abordagem integrada:
Alinhamento global e contexto local – conforme 
destacado por Ball (2001), a avaliação de um projeto pedagógico 
deve levar em conta a intersecção entre as políticas educacionais 
globais e as dinâmicas locais. Isso significa que, embora as escolas 
possam ser influenciadas por tendências e padrões internacionais, 
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a avaliação deve ser personalizada para refletir o contexto cultural, 
social e político específico da comunidade escolar.
Perspectiva antropológica do projeto – Boutinet (1990) 
enfatiza a importância de entender os projetos como fenômenos 
culturais. Portanto, a avaliação de um projeto pedagógico deve 
considerar os significados e as práticas culturais que influenciam e 
são influenciados pelo projeto.
Legalidade e flexibilidade – a LDB (Brasil, 1996) fornece 
o arcabouço legal dentro do qual os projetos pedagógicos 
operam, e a avaliação deve garantir a conformidade com esses 
parâmetros, ao mesmo tempo que permite flexibilidade suficiente 
para inovações e adaptações locais.
Interdisciplinaridade e integração – inspirado no 
trabalho de Fazenda (2011), a avaliação deve contemplar a eficácia 
do projeto em promover a interdisciplinaridade e a integração 
curricular, preparando os alunos para a complexidade do mundo 
contemporâneo.
Abordagem crítica à avaliação – Freitas et al. (2009) 
desafiam a abordagem tradicional de avaliação. Assim, a 
avaliação de um projeto pedagógico deve ser crítica, reflexiva e 
orientada para a melhoria, indo além de medidas quantitativas e 
considerando o impacto qualitativo na comunidade escolar.
Gestão democrática e participativa – o trabalho de 
Furtado (2014) reforça a necessidade de o PPP estar enraizado em 
práticas de gestão democrática e participativa. A avaliação deve, 
portanto, envolver todos os stakeholders, incluindo alunos, pais, 
professores e comunidade local.
Atualização e tendências contemporâneas – Gadotti 
(2000) aponta para a necessidade de uma educação que se 
mantenha atualizada com as tendências contemporâneas. A 
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avaliação deve, portanto, considerar como o projeto pedagógico 
responde e se adapta às mudanças na educação e na sociedade.
Diversidade de inteligências e estilos de aprendizagem 
– conforme proposto por Gardner (1983), a avaliação deve refletir 
a eficácia do projeto em atender às diversas inteligências e aos 
estilos de aprendizagem dos alunos, garantindo uma educação 
inclusiva e abrangente.
Políticas curriculares e mudança – Lopes (2004) destaca 
a importância de avaliar a influência do projeto pedagógico nas 
políticas curriculares e sua capacidade de promover mudanças 
significativas.
Visão sistêmica e administração – a abordagem de 
Maximiano (2006) sugere que a avaliação do projeto pedagógico 
deve adotar uma visão sistêmica, considerando a inter-relação 
entre todas as partes do sistema educacional.
Educação para a vida e os desafios globais – Morin (2015) 
e Murillo (2007) defendem uma educação voltada para a vida e 
para enfrentar desafios globais. A avaliação deve medir como o 
projeto contribui para preparar os alunos para a cidadania global 
e para a vida em um mundo interconectado.
Transdisciplinaridade e alfabetização midiática – o 
manifesto de Nicolescu (1999) e o currículo da Unesco (2011) 
ressaltam a importância da transdisciplinaridade e da alfabetização 
midiática e informacional, que devem ser consideradas na 
avaliação do projeto para garantir que os alunos estejam aptos a 
navegar em um mundo mediado por tecnologia.
Incorporando esses princípios na avaliação, a escola pode 
garantir que seu projeto pedagógico seja não apenas cumpridor 
de normas, mas também um veículo transformador que promove 
uma educação significativa e relevante para seus alunos.
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RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo 
deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você 
deve ter aprendido que a avaliação de um projeto 
pedagógico curricular é um processo complexo e 
multifacetado que requer um olhar atento e crítico.
Conforme discutido, a avaliação deve ser vista como 
uma ferramenta de desenvolvimento contínuo, 
não apenas como um fim em si mesma. Essa 
perspectiva é reforçada que uma avaliação eficaz 
serve como um espelho que reflete a realidade 
do projeto, permitindo ajustes e aprimoramentos 
necessários.
Você aprendeu sobre a importância de alinhar 
os objetivos do projeto com as necessidades dos 
alunos, e a necessidade de integrar todas as partes 
interessadas no processo de avaliação, uma visão.
Esperamos que agora você possa aplicar esses 
conceitos à sua prática profissional, identificando 
não só o que deve ser avaliado, mas também 
como e por quê. Avaliar é, portanto, um processo 
contínuo de reflexão, ação e reação, um ciclo 
vital para o crescimento e sucesso de qualquer 
projeto pedagógico.
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Documentos acessórios do 
projeto pedagógico curricular 
OBJETIVO
Ao término deste capítulo, você será capaz de 
entender como funcionam os itinerários formativos 
e a flexibilidade curricular dentro da educação 
inclusiva. Esses conceitos são fundamentais para 
o exercício de sua profissão, permitindoa criação 
de ambientes de aprendizagem que atendam às 
necessidades de todos os alunos. Aqueles que 
tentaram implementar currículos rígidos sem a 
devida instrução enfrentaram problemas ao tentar 
atender à diversidade de estilos de aprendizagem e 
necessidades individuais dos estudantes. E, então? 
Motivado para desenvolver esta competência que é 
essencial para uma educação moderna e inclusiva? 
Vamos lá. Avante na jornada para criar espaços 
educacionais mais adaptativos e acolhedores!
Sabemos que várias questões influenciam o trabalho em 
sala de aula. Uma delas é o currículo, que foi determinado em 
função de todos os estudos gerados pela construção do Projeto 
Político Pedagógico.
Não pretendemos aqui esgotar todas as possiblidades que 
envolvem essa construção, mas sim mencionar algumas que são 
de extrema importância nesse processo.
Vamos iniciar pelo plano de aula do professor.
Plano de aula
Definida a montagem dos conteúdos programáticos 
é fundamental que os professores tenham consciência da 
caracterização da comunidade escolar e procure estratégias que 
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ajudem a concretizar o objetivo maior da escola: o processo de 
ensino-aprendizagem.
Como o Projeto Político Pedagógico é para toda a 
comunidade escolar, todos os envolvidos devem estar conscientes 
de seus objetivos e elaborar ações pensadas para atingi-lo.
Nesse momento, o professor é um dos protagonistas das 
mudanças sonhadas e caberá a ele isolar percepções individuais 
em prol da percepção coletiva.
É nesse caminhar que o professor vai procurar estratégias 
que ajudem nessa empreitada.
Considerando o exemplo de querer 100% dos alunos 
alfabetizados no segundo ano:
 • Quais ações precisam ser aprimoradas?
 • Quais ações já foram realizadas e não funcionaram?
 • O que podemos mudar?
Logo, o plano de aula deve transpirar o Projeto Político 
Pedagógico e, para isso, o professor precisa de acompanhamento, 
orientação e formação constante.
Professores e sua formação 
Não se pode ignorar que muitos professores já estão em 
ação a muitos anos. Alguns já cansados e sem motivação. Outros 
acabaram de se formar e não sabem por onde começar. Sempre 
encontraremos pessoas dispostas, interessadas e comprometidas 
com a educação.
Em todo os casos, a ideia do Projeto Político Pedagógico 
vem nortear as ações dos profissionais no ambiente escolar. Mas 
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será que o professor sabe como fazer na prática o que foi pensado? 
Além disso, temos as relações que se estabelecem na escola.
Existem relações positivas e negativas, por exemplo, 
quando alguns professores não estão convencidos de seu papel 
no projeto e acabam por desmotivar os outros. 
É preciso garantir a união da equipe e tornar as relações 
positivas para que o projeto não seja sucateado. Nesse caso, 
comunicação e diálogo são de extrema importância para que haja 
garantia das relações.
Independente do Projeto Político Pedagógico, os professores 
precisam de formação constante, pois o cotidiano pode fazer com 
que muito do que se aprendeu seja deixado pra trás.
Caberá à equipe pedagógica dar vida a fundamentação 
teórica, ajudando os professores a viabilizar suas práticas de 
acordo com o PPP, por meio do acompanhamento sistemático e 
de reuniões formativas.
Para que a equipe pedagógica consiga motivar os 
professores e demais pessoas da comunidade escolar, essa equipe 
precisa estar motivada. Todos percebem quando alguém fala o 
que deve ser feito, mas no fundo não acredita no que está falando.
Ser exemplo é fundamental. Por isso, alguns líderes 
conseguem transformar pequenos negócios em grandes 
empreendimentos. As pessoas envolvidas precisam ver “luz” nas 
palavras do outro.
Uma das ações do Projeto Político Pedagógico deve basear-
se no planejamento formativo dos professores. Por onde começar 
e até onde chegar são metas definidas em conjunto com a equipe.
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Diante da complexidade das relações que se estabelecem na 
escola, garantir o comprometimento dos professores por meio do 
currículo e do Projeto Político Pedagógico é um verdadeiro desafio.
Na Finlândia, referência mundial em educação, as 
dificuldades dos professores são resolvidas conjuntamente. Se 
um professor está com dificuldade em realizar alguma atividade 
para atingir um determinado objetivo, todos da escola se reúnem 
para ajudá-lo. Não há críticas e sim colaboração.
Regimento interno
O regimento escolar deve conter todas as orientações 
necessárias para que a escola funcione dentro de normas 
preestabelecidas.
Logo, deve prever, entre outras coisas, matrículas, 
transferências, documentos, certificados, direitos e deveres de 
toda a comunidade escolar, metodologias usadas, calendários, 
critérios de avaliação e retenção de estudantes, atribuição de 
papéis e serviços gerais.
O regimento interno traduz o que a escola é, o que 
pretende e, principalmente, o que é preciso para participar dela.
Antes de termos o Projeto Político Pedagógico, o Regimento 
Interno era a referência para os trabalhos desenvolvidos. 
Considerando essas importantes informações, esse regimento 
poderá contribuir com o Projeto Político Pedagógico e o currículo, 
ou mesmo atravancar algumas ações previstas. Por esse motivo, 
esse documento deve ser de ciência de todos para que não haja 
embates entre ações e normas.
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Avaliações externas
A avaliação por si só já tem um peso em sua 
representatividade para os alunos e professores. O peso negativo 
que ela representa se deve ao conceito de que a capacidade em 
aprender será medida por uma prova. 
Vale lembrar que avaliações mal elaboradas podem trazer 
resultados inequívocos. O valor do aluno fica registrado de acordo 
um número que dificilmente cumpre o seu papel processual. 
Entendemos que as aulas deveriam ser planejadas respondendo 
à análise dos resultados e a possíveis necessidades apresentadas 
em avaliações, sempre privilegiando a ideia de pesquisa-ação. 
Imagem 4.5 – Avaliação como pesquisa-ação
Planejar aula 
e ministrar
Analisar 
resultados
Analisar 
resultados
Planejar aula 
e ministrar
Avaliar
Avaliar
Fonte: Elaborada pela autoria (2021).
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Além disso, temos hoje as avaliações externas. São elas:
 • ANA – Avaliação Nacional da Alfabetização. É aplicada 
aos estudantes do terceiro ano do ensino fundamental.
 • Saeb – Sistema de Avaliação da Educação Básica. Desde 
2005, é aplicada a cada dois anos aos estudantes do 5º 
e 9º anos do ensino fundamental.
 • Saeb – Ensino Médio. Os estudantes do 3º ano do 
ensino médio da rede pública também prestam o Saeb, 
respondendo a itens de Língua Portuguesa e Matemática. 
 • Enem – Exame Nacional do Ensino Médio. Foi criado 
em 1998 com o objetivo de avaliar os sistemas de 
ensino, mas se tornou peça-chave nos vestibulares, 
a partir de sua incorporação aos programas de 
seleção para universidades do Governo Federal, em 
que o desempenho por aluno se tornou critério para 
preencher vagas em faculdades privadas e públicas. 
ENADE – Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes. 
faz parte do Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação 
Superior) e objetiva avaliar a qualidade dos cursos de formação 
superior. Ou seja, o objetivo não é avaliar o estudante e sim a 
qualidade dos cursos.
Imagem 4.6 – Avaliações externas
AVALIAÇÕES 
EXTERNAS
ANA SAEB ENEM ENADE
Fonte: Elaborada pela autoria (2021).
http://www.inep.gov.br/superior/sinaes/
http://www.inep.gov.br/superior/sinaes/
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Todas essas avaliações têm por objetivo principal trazer 
informações sobre como as escolas estão trabalhando e o nível 
de aprendizagem que os alunos estão adquirindo. De acordo com 
a análise dos resultados é possível realizar diversas intervenções 
no currículo, sempre objetivando um melhor desempenhodos 
estudantes.
Muitas escolas, diante desses resultados e da pressão 
que sofrem das Secretarias de Educação e da sociedade, acabam 
por balizar seu Projeto Político Pedagógico em função dessas 
avaliações.
A principal função das avaliações externas é orientar as 
políticas educacionais, subsidiando escolas e ações na sala de 
aula. Isso foge totalmente da forma como algumas escolas a veem: 
como a busca por um ranking melhor entre as demais escolas.
Para atingirem um ranqueamento bom, acabam por treinar 
os alunos especificamente para responder a essas avaliações. O 
que não pode se esquecer é que um Projeto Político Pedagógico é 
muito mais que garantia de notas, sejam nas avaliações internas 
ou externas. Isso pode se tornar muito mecanizado e resultar em 
negligência de aspectos como a aprendizagem, a socialização e as 
necessidades da comunidade.
Metodologia de ensino
Diante de um Projeto Político Pedagógico em que os 
principais objetivos já foram definidos, caberá reforçar com os 
professores as abordagens de trabalho: disciplinar, pluridisciplinar, 
multidisciplinar, interdisciplinar e transdisciplinar.
Essas abordagens revelarão as concepções de educação de 
cada unidade escolar. Para o desenvolvimento de qualquer uma 
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delas será preciso a adequação de espaços físicos, planejamento de 
aula, utilização de equipamentos e até mesmo ações fora da escola.
Cabe-nos agora explicitar cada abordagem para que 
não haja dúvidas sobre o que estamos falando. As abordagens 
multidisciplinar, pluridisciplinar e interdisciplinar fundamentam-
se nas mesmas bases, que são as disciplinas, ou seja, o recorte do 
conhecimento. 
Disciplinaridade
A disciplinaridade é o caminho que temos percorrido 
repetidamente nas escolas. Trata-se da fragmentação de 
conhecimentos que não se convergem, como demonstrado na 
imagem a seguir:
Imagem 4.7 – Avaliações externas
DISCIPLINA DISCIPLINA DISCIPLINADISCIPLINA DISCIPLINA DISCIPLINA
LÍNGUA 
PORTUGUESA 
MATEMÁTICA HISTÓRIACIÊNCIAS GEOGRAFIA ARTES
 
Fonte: Elaborada pela autoria (2021).
Nesse jogo dialógico de interlocuções, o modo como tomamos 
posse do conhecimento, fragmentado, em forma de compartimentos, 
produz ignorâncias globais que levam ao pensamento mutilado e 
que conduz a ações mutilantes (MORIN, 2015).
Os críticos a essa forma de apresentação curricular acusam 
a falta de ligação entre as disciplinas, que consequentemente se 
tornam estagnadas na cabeça do estudante, ao acreditar que, por 
exemplo, o que se aprende em ciências não se relaciona à geografia.
Sabemos hoje que isso está errado e queremos que o 
estudante entenda como cada parte estudada está inserida no 
todo, ou seja, no mundo em que vivemos.
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Pluridisciplinaridade e 
multidisciplinaridade
Neste caso, as disciplinas continuam fragmentadas, porém 
existe uma intencionalidade de discutir um determinado assunto 
em diversas disciplinas.
No caso da multidisciplinaridade não ocorre a relação 
entre os temas tratados em diferentes disciplinas. Cada disciplina 
explora o mesmo tema, mas não o conecta com as demais.
Para Fazenda (2011, p. 71-72), na pluridisciplinaridade 
ocorre uma aproximação de disciplinas afins:
A pluridisciplinaridade é a justaposição 
de disciplinas mais ou menos próximas, 
dentro de um mesmo setor de 
conhecimentos. Por exemplo: física e 
química; biologia e matemática; sociologia 
e história. Mas na verdade não se contribui 
para uma profunda modificação da base 
teórica, problemática e metodológica 
dessas ciências em sua individualidade. 
[...] É uma comunicação que não as 
modifica internamente. Neste nível ainda 
não existe uma profunda interação e 
coordenação. 
Apesar da tentativa, pela pluridisciplinaridade, de romper a 
estagnação entre um conhecimento e outro, o resultado é ineficaz, 
pois ainda se assenta na ideia de que cada matéria contribui com 
informações próprias do seu campo de conhecimento.
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Interdisciplinaridade
Entramos aqui na ideia de relacionar os conteúdos 
trabalhados e, assim, os estudantes poderiam entender o 
aprendizado dentro de uma totalidade de conhecimentos. 
Imagem 4.8 – Interdisciplinaridade
PORTUGUÊS
MATEMÁTICA
HISTÓRIA
GEOGRAFIA CIÊNCIAS
 Fonte: Elaborada pela autoria (2021).
A interdisciplinaridade tem papel central nessa formação, 
pois seu objetivo é a passagem de um saber setorizado para o 
conhecimento total, o qual visa à formação do homem completo 
(FAZENDA, 2011).
A interdisciplinaridade propõe relações entre as disciplinas 
mantendo intercâmbio de experiências. Ou seja, o intuito é 
derrubar os muros dos saberes, reconhecer a unidade dos saberes 
e perceber a diversidade dos saberes.
Mesmo sendo uma forma de trabalho pedagógico já 
há muito estudada e defendida, poucas escolas conseguem 
realmente implementar seus currículos dessa forma.
Transdisciplinaridade
 Um sonho a ser realizado! Pensar em transdisciplinaridade 
é conceber um trabalho organizado por eixos-temáticos integrados 
às disciplinas.
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Pensar em transversalidade na educação é partir da 
realidade prática e aprender a teoria sobre essa realidade. Assim, 
os elementos estudados passam entre, por meio das disciplinas.
Essa forma curricular rompe com a ideia de individualidade 
e busca a interação e a cooperação entre disciplinas na construção 
de um conhecimento. Apesar de ser uma tarefa muito complexa, 
vem sendo amplamente discutida no meio acadêmico. 
Diante dessas metodologias de trabalho pedagógico, 
o currículo deve ser uma coluna vertebral que vigie pela 
intencionalidade e transpareça seu enfoque pedagógico. 
Imagem 4.9 – Transdisciplinaridade
Matemática 
Língua 
Portuguesa Artes 
Ciências 
História Geografia
Fonte: Elaborada pela autoria (2021).
Para que essa forma tão sonhada de se trabalhar na 
escola aconteça, entre outras coisas, será importante vencer a 
disciplinaridade que está enraizada profundamente no cotidiano 
dos professores.
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VOCÊ SABIA?
O termo transdisciplinaridade foi usado pela 
primeira vez por Piaget, em 1970, em um Congresso 
sobre interdisciplinaridade, ao afirmar que ”... esta 
etapa interdisciplinar deverá posteriormente ser 
sucedida por uma etapa superior transdisciplinar”. 
Em seguida, em 1971 e 1977, Piaget volta a usar o 
termo em seus estudos.
Legislação
A construção curricular e o Projeto Político Pedagógico 
estão vinculados à LDB, à Constituição Federal, aos PCNs e, agora, 
também à nova BNCC. A legislação não somente estabelece 
o quadro para garantir a uniformidade nas oportunidades 
de aprendizagem em todo o território nacional, mas também 
reconhece a necessidade de adaptar as diretrizes educacionais 
às particularidades de cada contexto local. Essa dualidade é 
crucial: por um lado, assegura um padrão de qualidade e uma 
visão comum; por outro, permite que cada comunidade articule 
o seu currículo com características próprias que atendem às suas 
necessidades específicas.
Portanto, ao desenvolver o currículo e o PPP, as escolas 
devem considerar cuidadosamente como a legislação nacional 
pode ser interpretada e implementada de maneira a refletir 
e respeitar a diversidade cultural, social e econômica de suas 
comunidades. Isso requer um equilíbrio delicado entre a 
adesão aos padrões nacionais e a personalização com base em 
considerações locais.
A adequação das diretrizes legais à realidade local é uma 
tarefa complexa que demanda um entendimento profundo não 
só das leis, mas também da comunidade em que a escola está 
inserida. O desafio está em manter a integridade das normativas 
54 CURRÍCULOS E PROJETOS PEDAGÓGICOS
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nacionais enquanto se abraça a flexibilidade necessária para criar 
um ambiente educacional inclusivo e eficaz.
Em suma, a legislação é a espinha dorsal que sustenta

Mais conteúdos dessa disciplina