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Fundamentos de Enfermagem 1 Sono e Repouso 1º Ciclo de Estudos do Curso de Licenciatura em Enfermagem Sono e Repouso 2 ◼ Introdução ◼ Sono ◼ Natureza do Sono ◼ Ciclo do Sono ◼ Ritmos Circadianos ◼ Alterações do Sono/Repouso ◼ Intervenções de Enfermagem Introdução 3 ◼ O fenómeno de dormir e de repousar alivia potencialmente o espírito, a mente e o corpo. ◼ O cérebro é afetado negativamente pela privação de sono e repouso. ◼ Trata-se de uma necessidade humana básica. ◼ Apresenta uma componente reparadora por redução da atividade corporal para um rejuvenescimento mental e físico http://www.youtube.com/watch?v=4IB15yn2MLc&feature=related Sono 4 ◼ Estado de relaxamento necessário a todos os seres humanos ◼ Processo natural e universal ◼ Estado de serenidade ◼ Restaura a função cerebral ◼ O cérebro impõe naturalmente o sono http://www.youtube.com/watch?v=sk8o3GGFNiI Sono 5 ◼ Experiência sensorial ◼ A perceção e a reação ao meio ambiente diminuem ◼ Despertar por estímulos táteis, auditivos e visuais ◼ Os estímulos são seletivos (ex: choro RN) Sono 6 ◼ O sono é influenciado por relógio biológico individual que não regula apenas o sono mas também os níveis de alerta ao longo do dia ◼ Em cada 24 horas o indivíduo tem um grande período de sono e um grande período de vigília Sono 7 ◼ A duração e profundidade do sono variam acentuadamente em indivíduos saudáveis ◼ Período total é de 7 a 7H30m com amplitude de 4 a 10 horas ◼ Tempo total de sono maior na infância ◼ Sono eficiente poucos despertares noturnos e mínima sonolência diurna ◼ Sono eficaz permite máxima função diurna Sono 8 ◼ Recurso à redução da atividade corporal ◼ Redução da consciência que não se mantém quando acordado ◼ Metabolismo diminuído (Temperatura corporal, PA, FC) ◼ Postura imóvel ◼ Sensibilidade diminuída ◼ Reversível a estímulos externos Estudo do Sono 9 Polissonografia ◼ EEG (eletroencefalograma) ◼ EMG (eletromiograma) ◼ EOG (eletrooculigrama) ◼ Avaliação parâmetros vitais (FR, FC) Natureza do Sono 10 Tipos de atividade ◼ Sono de movimentos não rápidos dos olhos – NREM (Non Rapid Eye Movement) ◼ Sono de movimentos rápidos dos olhos – REM (Rapid Eye Movement) ◼ NREM- Cerca do 75% - 80% de uma noite de sono - Relaxamento progressivo ▪ REM – 20% - 25% 11 Sono Ciclo do Sono 12 ◼ O ciclo do sono consiste na repetição de um padrão de períodos REM e NREM (4-5 ciclos) a iniciar e a terminar num estado de vigília ◼ A extensão de um ciclo de sono completo tem cerca de 90 min. ◼ Ocorre um ciclo intrínseco básico de atividade/repouso do SNC que é altamente individualizado ◼ Breves despertar acontecem normalmente ao longo da noite, especialmente no final de cada ciclo Vigília – 5% N1 (inicio do sono) – 2% - 5% N2 (sono ligeiro) – 45% - 55% N3 (sono mais profundo) - 23% REM – 20-25% (onde ocorre sonhos vívidos, os olhos movem-se rapidamente e os sinais vitais flutuam para cima e para baixo. 13 Arquitetura do Sono Sono NREM 14 Fisiologia ◼ Diminuição da FC e FR ◼ Diminuição TA ◼ Diminuição Taxa metabólica ◼ Diminuição Temp. corporal ◼ Associado ao domínio dos ramos parassimpáticos do SNA, resultando um grau de ativação fisiológico baixo Sono REM 15 ◼ Representa cerca de 20 – 25% de uma noite de sono ◼ Movimentos rápidos dos olhos (obs por EOG) ◼ Intensa atividade fisiológica ◼ Também designado por sono ativo ou paradoxal Fisiologia ◼ Movimentos oculares rápidos e intensos no eletrooculograma ◼ Neurónios do tronco cerebral e da medula exibem hiperpolarização ou aumento da excitabilidade com consequente incapacidade para transmitir estímulos Sono REM 16 ◼ Imobilidade – muito semelhante à paralisia dos grandes músculos posturais e esqueléticos ◼ Aumenta grandemente a atividade metabólica e a circulação sanguínea ao cérebro ◼ Eletroencefalograma é ativo e muito semelhante ao do estado vigilância Sono REM 17 ◼ Aumento do débito cardíaco, pressão arterial e frequência cardíaca ◼ Aumento da secreção gástrica ◼ Frequência respiratória altamente variável ◼ Aumento consumo de O2 ◼ Associado com a ativação do ramo simpático do SNA Sono REM 18 ◼ O mais reparador ◼ Tem como função o equilíbrio emocional e mental ◼ Tem sido teorizado que durante o REM a informação é processada e revista Sono REM 19 Ritmos Circadianos 20 que se◼ São ritmos biológicos internos repetem em cada 24 horas ◼ Persistem independentemente do ambiente ◼ Podem ser exógenos ou endógenos. ◼ A sincronização entre ambos é essencial ao bem estar http://www.youtube.com/watch?v=hSsVnKXG7O0&feature=related Ritmos Exógenos 21 ◼ Ciclos da luz e Escuridão ◼ Temperatura Ambiente ◼ Vento ◼ Humidade Ritmos Endógenos 22 ◼ Frequência Cardíaca ◼ Pressão Arterial ◼ Temperatura corporal ◼ Produção hormonal ◼ Ciclo menstrual Ciclos Circadianos - Sono 23 ◼ A mudança do horário de sono implica uma ressincronização interna ao novo padrão de sono ◼ Este processo é variável individualmente ◼ Tempo mínimo de 3 dias Ritmos Circadianos 24 ◼ Cronobiologia – estudo dos ritmos biológicos ◼ O relógio biológico individual inclui os ritmos circadianos/ ritmos biológicos que se repetem em cada 24 horas ◼ “circa” – acerca de ◼ “dies” - dia “Achados" Circadianos 25 ◼ Enfartes cardíacos – maior frequência entre as 6 e as 12 horas ◼ Pico de temperatura no período da tarde ◼ Melhoria de absorção de determinados fármacos a determinadas horas do dia ◼ Farmacociência ◼ Maior produção de determinadas hormonas durante a noite e outras durante o dia Vigília - Repouso 26 ◼ A atividade – repouso deve ser sincronizada com o relógio intrínseco biológico ◼ Quando o sono é sincronizado com o ritmo circadiano: ◼ O indivíduo dorme durante a fase lenta do ritmo fisiológico e psicológico ◼ A vigília e atividade ocorrem durante a fase alta Sono = Equilíbrio 27 Fatores Externos ◼ Horário de trabalho ◼ Compromissos sociais ◼ Influências da sociedade Fatores Internos ◼ Idade ◼ Estado saúde vs doença sonho http://www.youtube.com/watch?v=8cZf6o8HFvA&feature=related http://www.youtube.com/watch?v=mDM17fFfhdY&feature=related Sesta 28 ◼ Sono curto ou superficial ◼ Duração de minutos a 1-2 horas depende da idade ◼ No meio ou fim da tarde ◼ Investigação ◼ Aumento do poder de concentração e níveis de atividade superiores Adormecer 29 ◼ Iniciar uma baixa de atividade corporal ◼ Sem sinais de desassossego ou dificuldade em conciliar ou adormecer, quando colocado na posição adequada Alterações do Sono/ Repouso 30 ◼ Tentativa de dormir em horas em que deveria estar acordado ou ativo ◼ Estar acordado e ativo durante horas em que normalmente se estaria a dormir Dessincronização circadiana Fase de mudança Alterações do Sono/ Repouso 31 O sono dessincronizado é de baixa qualidade: ◼ Limiar de vigília diminui ◼ Despertares são mais prováveis ◼ Ansiedade ◼ Depressão ◼ Inquietação ◼ Irritabilidade ◼ Diminuição da precisão Alterações do Sono/ Repouso 32 ◼ Insónia ◼ Distúrbio do inicio e da manutenção do sono ◼ Hipersónia ◼ Distúrbio de sonolência excessiva ◼ Distúrbios do ritmo sono-vigília ◼ Parassónias – condições anormais, comportamentos, funções ou movimentos que ocorrem durante o sono – sonambulismo, pesadelos, bruxismo, terrores noturnos… Insónias - Classificação 33 ◼ Psicofisiológicas ◼Esporádicas ◼Persistentes ◼ Associadas a distúrbios psiquiátricos ◼ Associadas a medicamentos e álcool ◼ Associadas a distúrbios respiratórios e induzidos pelo sono ◼ Associados a mioclonias relacionadas com o sono e “pernas inquietas” Insónia 34 ◼ Incapacidade crónica de dormir ou de se manter a dormir toda ou durante os períodos de sono planeados, apesar do posicionamento confortável num ambiente agradável ◼ Frequentemente associados a factores psicológicos ou físicos ◼ Stress emocional ◼ Ansiedade ◼ Dor/ Desconforto◼ Abuso fármacos / drogas … http://www.youtube.com/watch?v=tZm4w56Ybd0 Hipersónias - classificação 35 ◼ Psicofisiologias ◼ Associadas a distúrbios psiquiátricos ◼ Associadas a medicamentos e álcool ◼ Associadas a distúrbios respiratórios ◼ Narcolepsia – alteração neurológica em que o controlo do sono do sono e da vigilia, caracterizado por excessiva sonolência durante o dia Hipersónias 36 ◼ Duração anormalmente longa de um sono excessivamente profundo (+25%) ◼ Confusão ao acordar ◼ Sonolência extrema ◼ Letargia ◼ Associada a fatores mais psicológicos que físicos Parassónias 37 ◼ Atividades físicas particularmente vividas que se apresentam durante o sono. ◼ Terrores noturnos ◼ Pesadelo ◼ Sonambulismo ◼ Enurese relacionada com sono ◼ Caimbras noturnas Pesadelo 38 ◼ Sonho fase REM ◼ Sentimentos crescentes de medo intenso ao qual é impossível fugir ◼ Terror, aflição ou extrema ansiedade ◼ Habitualmente acorda quem dorme Sonanbulismo 39 ◼ Atividade motora durante o sono ◼ Culmina habitualmente com o levantar da cama para deambular a dormir ◼ Duração de minutos a meia hora ◼ Sem memória do episódio ao acordar ◼ Associado a fadiga, stress e ansiedade Repouso 40 ◼ Recurso à redução da atividade corporal permanecendo acordado e consciente ◼ Posição imóvel ◼ Duração variável ◼ Estado de bem estar ◼ Isento de sentimentos de ansiedade e medo ◼ Pode ser obtido também através do sono Cansaço 41 ◼ Diminuição da força ou resistência ◼ Sensação de lassidão, fadiga ◼ Bocejo frequente ◼ Pouca atenção ◼ Nunca se sentir bem repousado ◼ Diminuição resposta estímulos ◼ Associado a atividade física extenuante Exaustão 42 ◼ Perda de forças ou resistência ◼ Sensação de estar extenuado ◼ Irritabilidade crescente ◼ Total falta de forças ◼ Perdade capacidade de contração muscular em resposta a estímulos ◼ Associada a atividade física extenuante ou exposição a pressão psicológica Intervenções de Enfermagem ◼ Objetivo ◼ Melhorar qualidade do sono • Como: Sono Comprometido (Filho: hipersónia, insónia, sonambulismo..) - Ações específicas (Intervenções autónomas) ◼ Avaliar evolução do sono Qualidade do sono Duração do sono noturno Duração do sono diurno ▪ Implementar estratégias de promoção do sono ▪ Gerir medicação ▪ Referenciar sono comprometido ao médico 43 Intervenções de Enfermagem ◼ Objetivo ◼ Melhorar qualidade do sono • Como: ◼ Potencial para melhorar o conhecimento sobre promoção do sono Ações específicas ◼ Avaliar evolução do conhecimento sobre promoção do sono Conhecimento sobre promoção do sono ◼ Ensinar sobre padrão de sono ◼ Ensinar sobre complicações da privação do sono ◼ Ensinar sobre estratégias de promoção do sono 44 Oportunidade de Aprendizagem 45 ◼ Evitar bebidas cafeinadas e estimulantes ◼ Manter horário regular ◼ Exercício regular ◼ Cama adequada ◼ Não fumar ◼ Evitar álcool/aditivos ◼ Resolver problemas emocionais ◼ Evitar grandes refeições antes de… ◼ Desenvolver ritual de sono Intervenções Específicas 46 ◼ Anamnese do sono ◼ Promover ambiente favorável ao sono com diminuição progressiva do ruído e luz ◼ Executar massagem (diminuir tensão) ◼ Providenciar utensilios adequados (colchão, almofada,…) ◼ Executar técnicas de relaxamento (muscular e respiratório) ◼ Administrar indutores do sono segundo prescrição médica