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1 HEMORRAGIAS DURANTE A GRAVIDEZ 
HEMORRAGIAS DA 1ª METADE 
Ocorrem antes das 12 semanas de gestação 
- ABORTAMENTO 
- GRAVIDEZ ECTÓPICA 
- ENFERMIDADE TROFLOBLÁSTICA GESTACIONAL 
• ABORTAMENTO 
Término da gestação antes da 20ª – 22ª semana ou 
peso ou= 3 abortamentos 
Suas causas podem ser por: 
- Insuficiência de corpo lúteo 
- Alteração na morfologia do Trato Genital 
Incompetência cervical: é uma condição médica que 
ocorre quando o colo do útero se dilata e encurta 
antes do final da gravidez, geralmente no segundo 
trimestre 
É a principal causa de ABORTAMENTE TARDIO 
Seu diagnóstico é feito com História Clinica: “A 
paciente vai sofrer partos prematuros com 
frequência, sempre um mais prematuro que o outro 
e que podem levar a sofrer abortamentos” 
Nesse caso o TRATAMENTO É A CERCLAGEM 
CERVICAL 
CERCLAGEM CERVICAL: a cerclagem cervical, também 
conhecida como cerclagem uterina, é um 
procedimento cirúrgico que consiste em SUTURAR O 
COLO DO ÚTERO para evitar o parto prematuro e 
abortos tardios 
o Induzido (provocado): Resultado de intervenção 
médica ou outra ação para interrupção da 
gravidez. Pode ser: 
- Legal: Realizado conforme as leis locais (ex.: 
risco de vida para a mãe, anencefalia fetal, 
gravidez resultante de estupro em alguns países). 
- Ilegal: Feito fora das normas legais, muitas vezes 
em condições inseguras. 
Obs: Nos casos de induzido geralmente se usa 
MISOPROSTOL ou MANIPULAÇÃO UTERINA 
Quando se trata de abortamento na primeira metade 
da gravidez sua classificação é feita também de 
acordo com sua evolução clínica: 
1. Ameaça de abortamento: 
- Colo Fechado + Altura Uterina Normal “A paciente 
apresenta sangramento, uma pequena dor 
abdominal, porém sua AU está normal e seu colo está 
fechado” 
2. Abortamento em curso (INEVITÁVEL): 
- Colo Aberto (nesse caso já tem a redução da altura 
uterina) 
3. Abortamento Incompleto (RETIDO): 
- Dor + Sangramento + Descolamento do saco + 
Ausência de BCF “Ele é incompleto porque ainda 
possui conteúdo retido no útero” 
4. Abortamento completo: 
- Colo fechado + Altura uterina menor 
5. Abortamento Infectado: 
- Febre + Fluxo Purulento 
TRATAMENTO: 
Ameaça de abortamento: 
➔ Repouso e sedativos 
Abortamento em curso (INEVITÁVEL): 
→ 12 semanas Curetagem (o feto já é grande, então 
não é possível fazer aspiração) 
A Aspiração Manual Intrauterina (AMIU) é um 
procedimento médico que consiste na remoção do 
conteúdo uterino por meio de uma seringa a vácuo. É 
uma técnica simples, segura e rápida, com baixas 
taxas de complicações, que serve para interromper 
uma gravidez precoce 
 
2 HEMORRAGIAS DURANTE A GRAVIDEZ 
A curetagem uterina é um procedimento cirúrgico 
ginecológico que consiste na raspagem da parede do 
útero para remover o seu conteúdo. É um 
procedimento invasivo, mas considerado seguro, que 
pode ser realizado com ou sem anestesia geral 
Abortamento Incompleto (RETIDO): 
→ Pode-se esperar a eliminação espontânea por até 
4 SEMANAS 
Caso não saia é preciso analisar: 
- Se é 12 semanas se usa MISOPROSTOL, ESPERA 
SAIR e depois faz a CURETAGEM “a curetagem ela 
deve ser feita porque após 12 semanas já tem a 
presença de ossos” 
Abortamento Infectado: 
➔ ESVAZIAMENTO UTERINO + ATB DE AMPLO 
ESPECTRO 
SE FAZ UMA HISTERECTOMIA TOTAL SE TIVER 
NECESSIDADE 
• GRAVIDEZ ECTÓPICA 
➔ Implantação do produto fora da cavidade uterina 
Localização mais frequente: Tubaria (90%) e na tuba 
a região mais frequente é a AMPULAR (80%) 
CLINICA: 
- Dor ABD + Atraso menstrual + Sangrado Vaginal 
- Sinal de Cullen (igual ao de pancreatite) “Equimose 
periumbilical” 
- Dor a Mobilização Uterina 
Exames: 
- B-HCG (+) 
- USG – Localização ectópica ou sinais sugestivos 
(massas anexiais) 
Tratamento: 
▪ Metotrexato → Massa tubaria PEQUENA (5cm), 
com embrião vivo e SEM SINAIS de 
INSTABILIDADE HEMODINAMICA 
▪ Laparotomia → massa tubária GRANDE (>5cm), 
com embrião vivo e COM SINAIS de 
INSTABILIDADE HEMODINAMICA 
▪ Gravidez tubaria ROTA → DIRETO LAPAROTOMIA 
“Paciente com instabilidade hemodinâmica se faz 
LAPAROTOMIA = SALPINGECTOMIA TOTAL” 
“Se a paciente está estável sempre optar por 
LAPAROSCOPIA” 
Paciente com dor abdominal, atraso menstrual e 
sangramento vaginal: realizar B-HCG, se for positivo 
realizar uma US transvaginal, de acordo o resultado 
definir se é: 
- Gravidez tópica: inicia pré-natal-natal 
- Gravidez tubaria integra: identificar o tamanho da 
massa tubaria, dosagem de B-HCG em 48 horas para 
ver se há ascensão dos títulos: 
 Caso sim: conduta expectante 
 Caso não: adotar conduta de acordo com o 
tamanho da massa (MTX, Laparoscopia, 
Laparotomia) 
- Gravidez tubaria rota: Laparotomia 
RESUMINDO: o tratamento vai depender de alguns 
fatores, como: 
- Estabilidade da paciente 
- Tamanho da massa anexial 
- Valor exagerado de BHCG 
O tratamento farmacológico só é feito em condições 
favoráveis a paciente, como estabilidade 
hemodinâmica, ausência de dor abdominal, desejo de 
gravidez futura 
O tratamento cirúrgico preferível sempre vai ser a 
laparoscopia por ser menos invasiva e deixar 
cicatrizes mais estética, mas pra isso precisa existir 
estabilidade hemodinâmica, caso não tenha se 
realiza a Laparotomia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 HEMORRAGIAS DURANTE A GRAVIDEZ 
• ENFERMIDADE TROFOBLASTICA GESTACIONAL 
Proliferação anormal do tecido trofoblástico, podendo 
variar de mola hidatiforme (benigna) a 
coriocarcinoma (maligno) 
 MOLA HIDATIFORME 
1. Mola Hidatiforme Completa: resultado da 
fertilização de um ÓVULO SEM NUCLEO por um ou 
dois espermatozoides, formando assim SOMENTE 
TECIDO ANEXIAL 
 
2. Mola Hidatiforme Parcial: resultado da fertilização 
de um ÓVULO NORMAL por dois espermatozoides ou 
por um ESPERMATOZOIDE DIPLOIDE, formando um 
EMBRIÃO COM OU SEM BCF 
SINAIS E SINTOMAS 
- Sangramento vaginal no primeiro trimestre, 
geralmente escuro e intermitente 
- Aumento uterino desproporcional à idade 
gestacional “Utero muito grande” 
- Hiperêmese gravídica (devido aos altos níveis de 
beta-hCG) “Excesso de vômitos” 
- Expulsão de vesículas (aspecto de "cacho de uva") 
em casos avançados 
- Cistos tecaluteínicos nos ovários (em 15-25% dos 
casos) 
DIAGNOSTICO 
1. Ultrassonografia Transvaginal: 
▪ Mola Completa: 
- "Padrão em flocos de neve" ou "tempestade de 
neve" 
- Ausência de saco gestacional e embrião 
- Cistos tecaluteinicos 
▪ Mola Parcial: 
- Presença de saco gestacional (alterado ou 
malformado) 
- Pode haver embrião ou feto (geralmente não tem) 
- Cistos Tecaluteínicos (menos que na completa) 
 CORIOCARCINOMA – NEOPLASIA 
TROFOBLASTICA GESTACIONAL 
É caracterizada por anormalidade e ausência de 
formação de VILOSIDADES CORIÔNICAS 
Pode ocorrer após qualquer tipo de gestação, 
incluindo gravidez normal, mola hidatiforme, aborto 
ou gravidez ectópica 
- Mais comum após uma mola hidatiforme completa 
(50% dos casos) 
- Pode ocorrer após aborto (25%) 
- Gestação normal (22%) 
- Gravidez ectópica (raro) 
Características clinicas: 
- Sangramento Vaginal Persistente: é o sintoma mais 
comum, geralmente após o evento gestacional 
relacionado 
- Metástases Precoces: Pulmões(mais frequentes), 
fígado e cérebro são os locais mais comuns 
- Altos Níveis de Beta-hCG: significativamente 
elevados e persistentes após a gestação 
DIAGNÓSTICO 
1. Elevação dos níveis de BHCG em 3 medidas 
semanais (>10%) 
2. Indice de Platô com variação 40.000 
- Alto Risco: Metastase Cérebro/Fígado ou Resistencia 
a Quimio 
TRATAMENTO 
- Baixo e Médio risco: Quimioterapia com 1 única 
droga 
- Alto risco: Poli-quimioterapia, justamente por sua 
resistência a quimio 
SEGUIMENTO 
- Mola hidatiforme: 6 meses após normalização do 
BHCG 
- NTG BAIXO RISCO: 12-24 meses 
- NTG ALTO RISCO: 18-24 meses 
 
 
 
 
 
 
4 HEMORRAGIAS DURANTE A GRAVIDEZ 
HEMORRAGIAS 2ª METADE 
Ocorrem depois das 12 semanas de gestação 
- PLACENTA PREVIA 
- DESCOLAMENTO PREMATURA DE PLACENTA 
- ROTURA UTERINA 
- ROTURA DE VASA PREVIA 
• PLACENTA PREVIA 
A placenta é implantada na parte inferior do útero, 
cobrindo parcial ou totalmente o colo do útero 
A implantação normalmente ocorre no fundo uterino 
"possuí mais vascularização" 
Migração placentária: a placenta prévia só pode ser 
determinada após 26 a 28 semanas de gestação já 
que o útero vai se aumentando de tamanho durante 
a gravidez e isso faz com que a placenta sofra uma 
certa “migração” 
 
FATORES DE RISCO 
- CESAREA ANTERIOR (MAIS IMPORTANTE) 
- Multiparidade 
- >35 anos 
- Gemelar 
- Tabagismo 
- Cicatriz Uterina 
OBS: Tanto a cesárea quanto alguns procedimentos 
ginecológicos traumáticos são fatores de riscos para 
placenta previa, já que nesse caso o endométrio fica 
desfavorável ou lesionado devido a cicatrizes gerada 
pós procedimentos 
CLINICA 
“Paciente multípara, cesariana anterior com quadro 
de sangramento vaginal, após 12 semanas de 
gestação, que é indolor e de cor vermelho vivo, sem 
instabilidade hemodinâmica” 
→ Hemorragia genital INDOLOR 
→ Vermelho vivo 
→ Tônus uterino normal 
DIAGNÓSTICO 
Em suspeita de placenta previa NÃO SE DEVE FAZER 
TOQUE VAGINAL, por ter riscos de descolar a 
placenta 
➔ O DIAGNÓSTICO é feito com a CLINICA + USG 
TRANSVAGINAL 
CONDUTA 
o FETO PRÉ-TERMO 
1. Internação 
2. Sinais vitais maternos 
3. Vitalidade fetal, 
4. Corticoterapia (26-34 semanas) 
5. Espera 37 semanas e INDUZ TRABALHO DE 
PARTO 
o FETO TERMO 
1. Amniotomia Precoce (romper bolsa) 
2. Parto (via obstétrica) 
Acretismo placentário: infiltração da placenta fora 
dos limites normais, ela ultrapassa a decídua basal, 
isso dificulta sua separação após o parto e aumenta o 
risco de hemorragia grave 
 
Classificação do Acretismo Placentário 
1. Placenta Acreta: A placenta adere profundamente 
ao miométrio, sem invadi-lo. 
2. Placenta Increta: A placenta penetra no 
miométrio (camada muscular do útero). 
3. Placenta Percreta: A placenta ultrapassa o 
miométrio e pode atingir órgãos adjacentes, como 
a bexiga. 
Conduta: O manejo geralmente envolve cesariana 
planejada e, em casos graves, pode ser necessária 
uma histerectomia para conter hemorragia. 
 
 
 
 
 
 
5 HEMORRAGIAS DURANTE A GRAVIDEZ 
• DESCOLAMENTO PREMATURO DA PLACENTA 
Ocorre quando a PLACENTA SE DESPRENDE PARCIAL 
OU TOTALMENTE DA PAREDE DO ÚTERO ANTES DO 
NASCIMENTO do bebê. Essa condição pode 
comprometer a oxigenação e a nutrição fetal, além de 
causar hemorragia materna grave 
CAUSAS E FATORES DE RISCO 
- Hipertensão arterial materna (incluindo pré-
eclâmpsia) 
- Trauma abdominal (acidente, queda, agressão) 
- Uso de tabaco ou drogas (cocaína, por exemplo) 
- Polidrâmnio (excesso de líquido amniótico) 
- Idade materna avançada 
- Histórico prévio do DPP 
CLINICA 
“Paciente chega referindo dor abdominal forte de 
início abrupto, geralmente com um sangramento 
vaginal escuro (pode acontecer de não ter), barriga 
dura, e com batimentos fetais diminuídos” 
- Dor abdominal abrupta 
- Sangramento coloração escura 
- Útero hipertônico 
- BCF diminuídos 
DIAGNÓSTICO 
É EXCLUSIVAMENTE CLINICO 
É UMA EMERGENCIA OBSTETRICA 
Se a paciente estiver estável hemodinamicamente há 
possibilidade de realizar alguns laboratórios, mas não 
é critério para dx 
TRATAMENTO 
1. Estabilização hemodinâmica 
2. Reposição volêmica 
3. Laboratórios (caso tenha tempo, mas não é 
obrigatório) 
Tratamento quando feto vivo e viável 
→ RESOLUÇÃO DA GESTAÇÃO 
- VIA MAIS RAPIDA 
- Cesárea maioria das vezes 
- Vaginal se possível: 
• Se Feto sem sinais de sofrimento 
• Se gestante saudável 
Se uma paciente que chega com 40 minutos de 
evolução do quadro, dilatação em 8-9 cm “famoso 
parto taquitocito”, nesse caso a via mais rápida é o 
parto vaginal, mas lembrando SÓ SE A PACIENTE 
ESTIVER ESTAVEL E FETO COM BCF E SEM 
SOFRIMENTO 
Como procedo nesse caso: 
- Amniotomia precoce 
OBS: PARTO VAGINAL SÓ É POSSIVEL SE TIVER

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