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N O Ç Õ ES D E A D M IN IS TR A Ç Ã O F IN A N C EI R A E O R Ç A M EN TÁ R IA 347 § 5º Pelo menos 70% (setenta por cento) das transferências especiais de que trata o inciso I do caput deste artigo deverão ser aplicadas em des- pesas de capital, observada a restrição a que se refere o inciso II do § 1º deste artigo. O artigo 166-A também foi incluído pela Emenda Constitucional 100/19 e trata de situações específicas de alocação das emendas aos Estados, DF e Municí- pios. Via de regra, temos duas formas de transferência, quais sejam, a transferência especial e a com finalida- de definida. Cada forma de transferência contemplará regras e procedimentos específicos, apresentados no esquema abaixo para melhor visualização. Transferências Especial Com finalidade definida Recursos são repassadas diretamente ao entente beneficiado (não necessita celebração de convênio) Pertencerá ao ente na efetivação da transferência financeira Aplicação em programa finalísticos das áreas de competência do ente Vinculado à programação estabelecida ma emenda parlamentar Aplicação nas áreas de competência da União Pelo menos 70% aplicados e despesas de capital As regras comuns às duas modalidades de transfe- rência envolvem: z Os recursos recebidos pelos entes nas duas formas de transferência não integram a base para o cálcu- lo de limite de despesas com pessoal ativo e inati- vo; e z Os recursos recebidos em transferência não pode- rão ser utilizados para pagamento de despesas com pessoal e encargos referentes ao serviço da dívida Para saber um pouco mais sobre as emendas z A Emenda Constitucional 86/15 tornou obrigatória a execução da programação orçamentária relativa às emendas individuais à LOA por parte dos con- gressistas (tais emendas são aprovadas no limite de 1,2% da Receita Corrente Líquida – RCL). Res- saltamos a obrigatoriedade da execução das emen- das individuais, e não as emendas de bancada. Somente com a introdução da Emenda Constitu- cional 100/19 as emendas de bancada passam a ser obrigatórias (no limite de 0,8% da RCL em 2020 e 1,0% da RCL em 2021). Quanta “emenda” não é mesmo? Só não confunda as Emendas Constitucionais com as emendas parla- mentares. Estas últimas, são alterações no orçamento anual feitas pelos parlamentares e podem ser de apro- priação (acréscimo de despesas para um projeto de seu interesse), remanejamento (proposição de novos projetos com recursos já previstos anteriormente), ou cancelamento (supressão, eliminação de alguma des- pesa prevista). Art. 167 – Vedações constitucionais Veremos agora as vedações constitucionais em matéria de orçamento público. As vedações se encon- tram no art. 167 da Carta de 1988. Destacamos nos quadros abaixo as principais vedações: Art. 167 São vedados: I - o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual; II - a realização de despesas ou a assunção de obri- gações diretas que excedam os créditos orçamentá- rios ou adicionais; III - a realização de operações de créditos que exce- dam o montante das despesas de capital, ressalva- das as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta; [...] Os incisos I e II são de simples compreensão. Por uma questão da responsabilidade no uso do recurso público, uma despesa imprevista no orçamento, ou uma despesa acima do que está previsto, não será per- mitida. Destacamos o inciso III, que consagra a “Regra de Ouro” e o equilíbrio orçamentário. A regra do refe- rido inciso tem como objetivo o controle do endivi- damento do Estado, impondo limites à realização de operações de créditos pelos entes. Há, contudo, uma exceção: o Poder Legislativo poderá autorizar despe- sas com finalidades específicas, por meio de créditos suplementares ou especiais, mediante aprovação por maioria absoluta. Art. 167 São vedados: [...] IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do pro- duto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manuten- ção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às opera- ções de crédito por antecipação de receita, previs- tas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo; V - a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes; VI - a transposição, o remanejamento ou a trans- ferência de recursos de uma categoria de progra- mação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa; VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados; 348 VIII - a utilização, sem autorização legislativa espe- cífica, de recursos dos orçamentos fiscal e da segu- ridade social para suprir necessidade ou cobrir déficit de empresas, fundações e fundos, inclusive dos mencionados no art. 165, § 5º; IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa. [...] O inciso IV está relacionado ao princípio da não vinculação da receita de impostos, determinando que a arrecadação de impostos não poderá ter desti- nação definida, excetuada as hipóteses definidas nes- te inciso. Esta vedação tem como objetivo permitir a aloca- ção racional dos recursos conforme as prioridades públicas e não “engessar” o orçamento público. Exis- tem, contudo, exceções à referida vinculação, como a disposta no § 4º desse mesmo artigo: § 4º É permitida a vinculação de receitas próprias geradas pelos impostos a que se referem os arts. 155 e 156, e dos recursos de que tratam os arts. 157, 158 e 159, I, a e b, e II, para a prestação de garan- tia ou contragarantia à União e para pagamento de débitos para com esta. [...] Os incisos V, VI e VII operam no sentido de redu- zir os riscos de endividamento do ente pela abertura descontrolada de créditos, bem como as alocações e realocações arbitrárias dos recursos de uma categoria para outra. Veja que se tais vedações não existissem, a essência do orçamento programático se perderia e o controle e avaliação dos programas seria prejudicado. A vedação dos incisos VIII e IX limitam a atuação do administrado, à medida que obriga a obtenção de autorização legislativa para instituição de fundos e direciona recursos para suprir déficit de empresas, fundações e fundos. § 1º Nenhum investimento cuja execução ultra- passe um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade. § 2º Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem auto- rizados, salvo se o ato de autorização for promul- gado nos últimos quatro meses daquele exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subsequente. § 3º A abertura de crédito extraordinário somen- te será admitida para atender a despesas imprevi- síveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, observado o disposto no art. 62. [...] § 5º A transposição, o remanejamento ou a transfe- rência de recursos de uma categoria de programa- ção para outra poderão ser admitidos, no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inovação, com o objetivo de viabilizar os resultados de proje- tos restritos a essas funções, mediante ato do Poder Executivo, sem necessidade da prévia autorização legislativa prevista no inciso VI deste artigo. Por fim, destacamos os parágrafos finais do art. 167. O §1º impõe importante regra na gestão orçamentária, vedando a assunção de compromissos financeiros que perdurem por mais de um exercício se estes não estive- rem previstosno PPA. De fato, caso a vedação não existisse, encontraría- mos um problema ainda maior com projetos e pro- gramas iniciados e inacabados e gestores públicos herdando verdadeiros “elefantes brancos” de gestões passadas. Note que a questão de abertura de créditos é sempre tratada com muita cautela pela legislação. E com razão, pois um “território livre” para a con- tratação de operações de crédito traria um resultado desastroso com entes assumindo dívidas impagáveis. Art. 168 – Duodécimos e Art. 169 – Limites para despesa de pessoal Para fecharmos este capítulo vamos tratar dos artigos 168 e 169 da Constituição. Art. 168 Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os créditos suple- mentares e especiais, destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério Públi- co e da Defensoria Pública, ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês, em duodécimos, na forma da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º. Trata-se de um dispositivo que objetiva regrar a execução do orçamento pelo Poder Executivo, deter- minando que os recursos devem ser entregues todo o dia 20 de cada mês em duodécimos (razão de 1/12), evitando que algum ente ou órgão sofra com a incer- teza de recebimento de recursos em sua programação orçamentária. Art. 169 A despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Muni- cípios não poderá exceder os limites estabeleci- dos em lei complementar. § 1º A concessão de qualquer vantagem ou aumen- to de remuneração, a criação de cargos, empregos e funções ou alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e entidades da admi- nistração direta ou indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público, só pode- rão ser feitas: I - se houver prévia dotação orçamentária suficien- te para atender às projeções de despesa de pes- soal e aos acréscimos dela decorrentes; II - se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de econo- mia mista. § 2º Decorrido o prazo estabelecido na lei com- plementar referida neste artigo para a adaptação aos parâmetros ali previstos, serão imediatamen- te suspensos todos os repasses de verbas federais ou estaduais aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios que não observarem os referidos limites. § 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante o prazo fixado na lei complementar referida no caput, a União, os Esta- dos, o Distrito Federal e os Municípios adotarão as seguintes providências: I - redução em pelo menos vinte por cento das despesas cargos em comissão e funções de confiança; II - exoneração dos servidores não estáveis N O Ç Õ ES D E A D M IN IS TR A Ç Ã O F IN A N C EI R A E O R Ç A M EN TÁ R IA 349 § 4º Se as medidas adotadas com base no parágra- fo anterior não forem suficientes para assegurar o cumprimento da determinação da lei comple- mentar referida neste artigo, o servidor estável poderá perder o cargo, desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a ati- vidade funcional, o órgão ou unidade administrati- va objeto da redução de pessoal. § 5º O servidor que perder o cargo na forma do parágrafo anterior fará jus a indenização corres- pondente a um mês de remuneração por ano de serviço. § 6º O cargo objeto da redução prevista nos pará- grafos anteriores será considerado extinto, vedada a criação de cargo, emprego ou função com atribui- ções iguais ou assemelhadas pelo prazo de quatro anos. § 7º Lei federal disporá sobre as normas gerais a serem obedecidas na efetivação do disposto no § 4º. O art. 169 costuma ser bastante abordado nos exames, pois o tema da despesa de pessoal é sempre polêmico, é uma das principais causas dos problemas orçamentários enfrentados pelos entes, dando origem para calorosos debates e notícias na mídia. Inicialmen- te, cabe destacar que o aumento do quadro e despesa de pessoal só será admitido na hipótese de existirem recursos suficientes na lei orçamentária e o aumento esteja autorizado na LDO exceto as empresas públi- cas e as sociedades de economia mista. As exceções à regra para os casos de empresas públicas e sociedades de economia mista são coerentes, pois essas empresas participando em um domínio econômico tipicamente das empresas privadas, terá que operar em condições semelhantes a elas para que possam ser eficientes. Importante também ressaltar as medidas que os entes deverão tomar, no que tange ao gerenciamen- to e controle das despesas de pessoal, possuem uma regra de aplicação. Em outras palavras, as medidas de reequilíbrio das contas por meio das despesas de pessoal devem seguir estritamente a ordem disposta na Constituição: primeiro, reduz-se em pelo menos 20% (vinte por cento) os cargos em comissão e funções de confiança. Se ainda assim as medidas não forem suficientes, os servidores não estáveis poderão ser demitidos. Conta Única do Tesouro e GRU Conforme vimos, o art.164 determina que, salvo disposição em contrário, as disponibilidades de caixa dos entes federativos são depositadas no Banco Cen- tral no caso da União e no caso dos Estados, Distrito Federal, Municípios, órgãos e empresas controladas pelo Poder Público utilizaram instituições financeiras oficiais. Trata-se do princípio da unidade de caixa. Algumas contas não integram a Conta Única do Tesouro como contas em moeda estrangeira; con- tas para situações especiais (autorizadas em nível ministerial); de empresas estatais independentes, que integram apenas o orçamento de investimento das estatais; de fomento; de suprimento de fundos; de Execução de Programas Sociais e de apoio à ciência e pesquisa. A Conta Única do Tesouro é exigida nos certames de modo geral, exigindo do candidato conhecimentos gerais sobre o tema. Além disso, costuma ser cobrado, no contexto de execução orçamentária, noções sobre os principais documentos utilizados pela Conta Única para movimentação de recursos. Vamos a eles. z Ordem Bancária (OB): pagamento de obrigações da unidade gestora; z Guia de Recolhimento da União (GRU): docu- mento que consolida o recolhimento de todas as receitas da União, além de depósitos diversos, devoluções, em todos os órgãos e entidades que integram o orçamento fiscal e da seguridade social, exceto as receitas administradas pelo INSS, Receita Federal e Procuradoria Geral da Fazenda Nacional; z Documento de Arrecadação de Receitas Fede- rais (Darf): recolhimento das receitas adminis- tradas pela Receita Federal e Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. Podem ser categorizados em Darf Comum (pagamento de receitas federais pelas pessoas físicas e jurídicas, exceto do Simples Nacional), Darf Simples (dedicado ao recolhimen- to das receitas pelas empresas enquadradas no Simples Nacional) e DJE (demandas judiciais ou extrajudiciais); z Guia de Previdência Social – GPS: recolhimento das receitas administradas pelo INSS z Documento de Receitas de Estados e/ou Municí- pios (DAR): recolhimento de tributos dos Governos Estaduais; z Guia de Recolhimento do FGTS e de Informa- ções da Previdência Social (GFIP): Recolhimen- to de receitas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço; z Nota de Sistema (NS): movimentações realizadas pelo BACEN na Conta Única, mediante autorização do Tesouro Nacional; z Nota de Lançamento (NL): lançamentos que ser- vem como conciliação da Conta Única. ADCT e o Novo Regime Fiscal (Emenda Constitucional Nº 95/2016) O Ato das Disposições Constitucionais Transitórias – ADCT traz também tópicos relevantes para o estudo do orçamento público. Destacamos os tópicos relevan- tes para o seu concurso a seguir. Segundo o ADCT, o PPA tem vigência de quatro anos, iniciando-se no segundo exercício financeiro do mandato do chefe do executivo e terminando no primeiro exercíciofinanceiro do mandato subsequen- te. Outros prazos concernentes ao ciclo orçamentário estão dispostos no ADCT, § 2º do art. 35: § 2º Até a entrada em vigor da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9º, I e II, serão obedecidas as seguintes normas: I - o projeto do plano plurianual, para vigência até o final do primeiro exercício financeiro do manda- to presidencial subseqüente, será encaminhado até quatro meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa; II - o projeto de lei de diretrizes orçamentárias será encaminhado até oito meses e meio antes do encer- ramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa; III - o projeto de lei orçamentária da União será encaminhado até quatro meses antes do encerra- mento do exercício financeiro e devolvido para san- ção até o encerramento da sessão legislativa. 350 O ADCT trouxe, também, regras transitórias acerca do limite de despesa com pessoal da União, Estados e Municípios, bem como regras para retorno aos limites estabelecidos. Contudo, não há que se preocupar com tais dispositivos, uma vez que a Lei Complementar 101/00 resolveu estes limites (e que são cobrados em seu exame). Por fim, um tema de debates acalorados na mídia e na academia se refere ao art. 106 do ADCT, incluído pela Emenda Constitucional nº 96/16, conhecida como a “Emenda do Teto de Gastos”: Art. 106 Fica instituído o Novo Regime Fiscal no âmbito dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União, que vigorará por vinte exercícios financeiros, nos termos dos arts. 107 a 114 deste Ato das Disposições Constitucionais Transitórias Trata-se de uma série de regras introduzidas para impor restrições orçamentárias e regras de controle do orçamento, que tem como pano de fundo os diver- sos questionamentos da saúde financeira dos entes da federação, principalmente no curso da crise eco- nômica e política vivida pelo Brasil. Dentre as diver- sas regras impostas por esses dispositivos podemos destacar: z Limites individualizados, para cada ente e órgão da Administração, das despesas primárias; z Vedações à abertura de créditos suplementares ou especiais que ampliem as despesas primárias sujeitas aos limites impostos por esse artigo; z Restrições orçamentárias aos órgãos e entes que descumprirem os limites, que podem passar pela vedação de criação de cargo público, admissão de pessoal, criação de benefícios, concessão de van- tagens, criação de despesas obrigatórias, entre outros. Os dispositivos introduzidos pela “Emenda do Teto de Gastos” têm como condão propor o princípio do equilíbrio orçamentário em um nível Constitucional, algo semelhante ao movimento ocorrido em países como Portugal e Espanha após as sérias crises finan- ceiras que enfrentaram nos anos 2000. No Brasil, tal princípio jamais esteve explícito, mas somente sugeri- do na Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complemen- tar nº 101/00) em seus artigos inaugurais. Veja que são assuntos ainda “quentes”, que podem aparecer em seu certame. Espero que tenham aproveitado este capítulo. Até a próxima e bons estudos! EXERCÍCIOS COMENTADOS 1. (FCC – 2019) A respeito do que estabelece a Consti- tuição Federal sobre as Finanças Públicas: a) o banco central poderá comprar e vender títulos de emissão do Tesouro Nacional, com o objetivo de regu- lar a oferta de moeda ou a taxa de juros. b) a competência da União para emitir moeda será exer- cida exclusivamente pela Casa da Moeda. c) é permitido ao banco central conceder, direta ou indi- retamente, empréstimos ao Tesouro Nacional e a qual- quer órgão ou entidade, ainda que não seja instituição financeira. d) as disponibilidades de caixa da União poderão ser depositadas em qualquer instituição financeira oficial, ressalvados os casos previstos em lei. e) a lei ordinária disporá, dentre outros assuntos, sobre a fiscalização financeira da Administração pública dire- ta e indireta. É o que está expressamente disposto no § 2º do art. 164. Resposta: Letra A. 2. (VUNESP – 2016) O plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais a) são instituídos por meio de projetos de lei do Poder Legislativo. b) são instrumentos colocados à disposição do Executi- vo para controle do Legislativo. c) são estabelecidos por leis de iniciativa do Poder Executivo. d) devem ser elaborados pelo Tribunal de Contas do Estado para fins de controle de gastos do Poder Exe- cutivo Municipal. e) exigem a participação popular em todas as etapas de sua elaboração. É a disposição literal do caput do art. 165. Resposta: Letra C. REFERÊNCIAS BALEEIRO, A. Uma introdução à ciência das finanças. 17. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2010 BRASIL. Manual de receita nacional: aplicado à União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Brasília: Secretaria do Tesouro Nacional, 2008. _______. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: . Acesso em: 12 set. 2020. ________. Lei complementar nº 101, de 4 de maio de 2000. Disponível em: . Acesso em: 12 set. 2020. ________. Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964. Dis- ponível em: . Acesso em: 12 set. 2020. GIACOMONI, J. Orçamento Público. 15ª edição. São Paulo: Atlas, 2010. PALUDO, Agostinho Vicente. Orçamento públi- co, administração financeira e orçamentária e LRF. 10ª ed. Salvador: JusPodivm, 2020. PROGRAMAÇÃO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA DESCENTRALIZAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA E ACOMPANHAMENTO DA EXECUÇÃO Apesar de já ter sido abordado de forma sintética na seção anterior, abrimos este tópico específico para tratar de aspecto pormenorizados da programação e execução orçamentária e financeira.