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PROCESSO DE CONHECIMENTO DO TRABALHO
Direito processual do trabalho está estruturado de modo autônomo
Processo do trabalho:
- Fase de conhecimento/cognição (até a sentença de 1º grau)
- Fase de execução
Estrutura da Justiça do Trabalho:
- 1º instância = Varas do Trabalho (VT)
- 2º instância = Tribunal Regional do Trabalho (TRT)
- última instância = Tribunal Superior do Trabalho (TST)
Princípios:
- Celeridade, legalidade, imparcialidade, igualdade, publicidade, juiz natural, da proteção, e outros.
- Nem todos os processos trabalhistas são públicos, sendo possível que alguns tramitem em segredo de justi-
ça, ex.: de cunho moral, psicológico, quando a publicidade é capaz de causar dano ao empregado
Teoria Geral do Processo do Trabalho
Definição de processo: “conjunto de atos coordenados que visam satisfazer a uma demanda/pretensão de
um ou mais direitos trabalhistas violados ou ameaçados”
“Direito processual do trabalho é o conjunto de princípios, normas e instituições que regem a atividade da
justiça do trabalho, com o objetivo de dar efetividade à legislação trabalhista e social, assegurar o acesso do
trabalhador à justiça, e dirimir como justiça, o conflito trabalhista” - Mauro Schiavi
- Normas = genêro, do qual há espécies =
1. Legais: CF, CLT, CPC, leis esparsas
2. Súmulas, jurisprudências, sentenças
- Instituições: JT, MPT
- 3 PROCEDIMENTOS: (segundo o valor da causa)
Sumário: até 2 salários mínimos
Sumaríssimo: entre 2 e 40 salários mínimos
Ordinários: acima de 40 salários mínimos
Natureza Jurídica:
Direito processual trabalhista = direito público
(apenas no âmbito processual, uma vez que no âmbito material, ou seja, direito do trabalho é considerado co-
mo ramo privado)
- Gênero (processo), espécie (trabalho)
- Normas processuais e competência da justiça do trabalho
Autonomia:
- Legal - CF/88 (arts. 114 a 116), CLT (arts. 643 a 910), leis esparsas (lei 5584/70 e outras)
- Doutrinária
- Didática (conforme disciplinas das faculdades de direito, cursos e exame oab)
- Jurisdicional (integrada no poder judiciário, instituição própria especializada em causas trabalhistas)
- Científica (pesquisas, artigos, livros, e mais)
Fontes:
- Art. 22, inc. I, CF
“Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:
I - Direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do traba-
lho.”
Aplicação e Integração do Processo do Trabalho
- Art. 769, CLT
- Art. 13, 14 e 15, CPC
Art. 769 - Nos casos omissos, o direito processual comum será fonte subsidiária do direito processual do tra-
balho, exceto naquilo em que for incompatível com as normas deste Título.
Art. 13. A jurisdição civil será regida pelas normas processuais brasileiras, ressalvadas as disposições espe-
cíficas previstas em tratados, convenções ou acordos internacionais de que o Brasil seja parte.
Art. 14. A norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em curso, respeita-
dos os atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da norma revogada.
Art. 15. Na ausência de normas que regulem processos eleitorais, trabalhistas ou administrativos, as disposi-
ções deste Código lhes serão aplicadas supletiva e subsidiariamente.
Obs.:
- princípio civil somente é aplicado se não contrapor princípios trabalhistas
- direito trabalhista tem natureza alimentar, logo há particularidades que devem ser analisadas (alimentar:
destinados a garantir a subsistência dos trabalhadores e suas famílias)
- quanto menor o valor da causa, mais célere tende a ser o rito processual
História:
1. Revolução industrial - séc. XVIII
2. Aspectos históricos no Brasil:
2.1. - Período da institucionalização (função administrativa)
- Conselhos Permanentes de Conciliação e Arbitragem (1907)
- Tribunais Rurais de São Paulo
- Comissões mistas de conciliação (conflitos coletivos) e as Juntas de conciliação e julgamento (1932
- conflitos individuais)
2.2. - Período de constitucionalização
- CF/1934 - 1937 = justiça do trabalho não integrante do poder judiciário
2.3. - Consolidação da justiça do trabalho como órgão do poder judiciário (Decreto - Lei 9777/45)
- CF/1946 = Tribunal superior do trabalho (TST); Tribunais regionais do trabalho (TRT); e Juntas de
conciliação e julgamento (art. 94, V) / (são as atuais varas do trabalho)
2.4. Período Contemporâneo = final do séc. XX
- CF/88 - art. 92, II - A e IV
- Efetividade do processo do trabalho
- O processo do trabalho representa a concretização dos direitos humanos de 2º dimensão (direitos
sociais dos trabalhadores)
Organização da Justiça do Trabalho:
- composição do TST prevista no art. 111-A, da CF; (1/5 adv, 1/5 mpt, e +)
- órgãos que funcionam junto ao TST previsto no art. 111-A, §2º, CF
- tribunais regionais do trabalho previsto no art. 115, CF
Art. 111-A. O Tribunal Superior do Trabalho compõe-se de vinte e sete Ministros, escolhidos dentre brasi-
leiros com mais de trinta e cinco e menos de setenta anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ili-
bada, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal, sen-
do: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 122, de 2022)
I um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministé-
rio Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício, observado o disposto no art. 94; (Incluí-
do pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
II os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho, oriundos da magistratura da carreira, indica-
dos pelo próprio Tribunal Superior. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
§ 1º A lei disporá sobre a competência do Tribunal Superior do Trabalho. (Incluído pela Emenda Constituci-
onal nº 45, de 2004)
§ 2º Funcionarão junto ao Tribunal Superior do Trabalho: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de
2004)
I a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho, cabendo-lhe, dentre ou-
tras funções, regulamentar os cursos oficiais para o ingresso e promoção na carreira; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 45, de 2004)
II o Conselho Superior da Justiça do Trabalho, cabendo-lhe exercer, na forma da lei, a supervisão adminis-
trativa, orçamentária, financeira e patrimonial da Justiça do Trabalho de primeiro e segundo graus, como ór-
gão central do sistema, cujas decisões terão efeito vinculante. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45,
de 2004)
§ 3º Compete ao Tribunal Superior do Trabalho processar e julgar, originariamente, a reclamação para a pre-
servação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões. (Incluído pela Emenda Constitucio-
nal nº 92, de 2016)
Art. 115. Os Tribunais Regionais do Trabalho compõem-se de, no mínimo, sete juízes, recrutados, quando
possível, na respectiva região e nomeados pelo Presidente da República dentre brasileiros com mais de trinta
e menos de setenta anos de idade, sendo: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 122, de 2022)
I um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministé-
rio Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício, observado o disposto no art. 94; (Reda-
ção dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
II os demais, mediante promoção de juízes do trabalho por antigüidade e merecimento, alternadamente. (Re-
dação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
§ 1º Os Tribunais Regionais do Trabalho instalarão a justiça itinerante, com a realização de audiências e de-
mais funções de atividade jurisdicional, nos limites territoriais da respectiva jurisdição, servindo-se de equi-
pamentos públicos e comunitários. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
§ 2º Os Tribunais Regionais do Trabalho poderão funcionar descentralizadamente, constituindo Câmaras re-
gionais, a fim de assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do processo. (Incluí-
do pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)
obs.:mínimo de 7 juízes, podendo ter mais segundo a demanda de cada
região (verifica-se pelo Regimento Interno)
Art. 94. Um quinto dos lugares dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais dos Estados, e do Distrito
Federal e Territórios será composto de membros, do Ministério Público, com mais de dez anos de carreira, e
de advogados de notório saber jurídico e de reputação ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade
profissional, indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de representação das respectivas classes.
Parágrafo único. Recebidas as indicações, o tribunal formará lista tríplice, enviando-a ao Poder Executivo,
que, nos vinte dias subseqüentes, escolherá um de seus integrantes para nomeação.
- TST, TRT, Juízes do trabalho: art. 113, cf
Art. 113. A lei disporá sobre a constituição, investidura, jurisdição, competência, garantias e condições de
exercício dos órgãos da Justiça do Trabalho. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 24, de 1999)
- Varas do trabalho: art. 116, cf
Art. 116. Nas Varas do Trabalho, a jurisdição será exercida por um juiz singular. (Redação dada pela Emen-
da Constitucional nº 24, de 1999)
Estrutura Orgânica JT:
Antes:
1º instância: Juntas de Conciliação e Julgamento (JCJ), sendo que era formada por juiz classista trabalhista e
juiz classista empregadores, e superiormente o juiz togado (de carreira)
Art. 647 - Cada Junta de Conciliação e Julgamento terá a seguinte composição: (Redação dada pelo Decre-
to-lei nº 9.797, de 9.9.1946) (Vide Constituição Federal de 1988)
a) um juiz do trabalho, que será seu Presidente; (Redação dada pelo Decreto-lei nº 9.797, de 9.9.1946)
b) dois vogais, sendo um representante dos empregadores e outro dos empregados. (Redação dada pelo De-
creto-lei nº 9.797, de 9.9.1946)
Parágrafo único - Haverá um suplente para cada vogal. (Redação dada pelo Decreto-lei nº 9.797, de
9.9.1946)
=> não funciona mais dessa forma e o art. supracitado já foi revogado
Atualmente:
1º instância: Vara do trabalho, formada pelo juiz singular
Art. 652. Compete às Varas do Trabalho: (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017)
a) conciliar e julgar:
I - os dissídios em que se pretenda o reconhecimento da estabilidade de empregado;
II - os dissídios concernentes a remuneração, férias e indenizações por motivo de rescisão do contrato indi-
vidual de trabalho;
III - os dissídios resultantes de contratos de empreitadas em que o empreiteiro seja operário ou artífice;
IV - os demais dissídios concernentes ao contrato individual de trabalho;
Competência da Justiça do Trabalho:
“A jurisdição interliga os dois complexos ao molde de uma ponte que une as duas margens de um rio, amal-
gamando órgãos e instrumentos, de modo a proporcionar a dinâmica.”
- a competência é o limite dessa jurisdição
- Competência absoluta X competência relativa
A competência absoluta compreende as questões ligadas ao interesse do Estado, quais sejam, material, pes-
soal ou funcional (sendo esta inderrogável por convenção das partes). Por outro lado, a competência relati-
va está ligada ao interesse das partes, compreendendo o território ou o valor da causa.
(ex.: matéria = crime ocorrido em ambiente de trabalho, o qual será tratado na justiça criminal e não traba-
lhista. Pessoa = trabalhador CLT, tratado na JT; trabalhador estatuário, justiça comum. Território = trabalha-
dor de Santos entra c/ a ação na região competente)
Classificação da Competência da Justiça do Trabalho:
1. Em razão da matéria - art. 114, da CF, arts. 651 e 652, da CLT
- Natureza da relação jurídica
2. Em razão da pessoa - art. 114, I, CF
- Qualidade das partes envolvidas na relação jurídica
- Entes de direito público externo e interno (União, Estados e Municípios)
3. Funcional - art. 652, CLT
- Natureza das funções exercidas pelo magistrado no processo
4. Territorial - art. 651, §§ e art. 652, CLT
5. Competência internacional - art. 651, “caput”, parte final e §2º, CLT, art. 652, CLT
Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar:
I as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração
pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
II as ações que envolvam exercício do direito de greve;
III as ações sobre representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos
e empregadores;
IV os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data, quando o ato questionado envolver matéria su-
jeita à sua jurisdição;
V os conflitos de competência entre órgãos com jurisdição trabalhista, ressalvado o disposto no art. 102, I, o;
VI as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relação de trabalho;
VII as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscaliza-
ção das relações de trabalho;
VIII a execução, de ofício, das contribuições sociais previstas no art. 195, I, a, e II, e seus acréscimos legais,
decorrentes das sentenças que proferir;
IX outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho, na forma da lei.
Art. 651 - A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade onde o em-
pregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro
local ou no estrangeiro. (Vide Constituição Federal de 1988)
§ 1º - Quando for parte de dissídio agente ou viajante comercial, a competência será da Junta da localidade
em que a empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado e, na falta, será competen-
te a Junta da localização em que o empregado tenha domicílio ou a localidade mais próxima.
§ 2º - A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento, estabelecida neste artigo, estende-se aos dissí-
dios ocorridos em agência ou filial no estrangeiro, desde que o empregado seja brasileiro e não haja conven-
ção internacional dispondo em contrário. (Vide Constituição Federal de 1988)
§ 3º - Em se tratando de empregador que promova realização de atividades fora do lugar do contrato de tra-
balho, é assegurado ao empregado apresentar reclamação no foro da celebração do contrato ou no da presta-
ção dos respectivos serviços.
Art. 652. Compete às Varas do Trabalho: (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017)
a) conciliar e julgar:
I - os dissídios em que se pretenda o reconhecimento da estabilidade de empregado;
II - os dissídios concernentes a remuneração, férias e indenizações por motivo de rescisão do contrato indi-
vidual de trabalho;
III - os dissídios resultantes de contratos de empreitadas em que o empreiteiro seja operário ou artífice;
IV - os demais dissídios concernentes ao contrato individual de trabalho;
V - as ações entre trabalhadores portuários e os operadores portuários ou o Órgão Gestor de Mão de Obra -
OGMO - decorrentes da relação de trabalho;
b) processar e julgar os inquéritos para apuração de falta grave;
c) julgar os embargos opostos às suas próprias decisões;
d) impor multas e demais penalidades relativas aos atos de sua competência;
e) revogado
f) decidir quanto à homologação de acordo extrajudicial em matéria de competência da Justiça do Trabalho.
Parágrafo único - Terão preferência para julgamento os dissídios sobre pagamento de salário e aqueles que
derivarem da falência do empregador, podendo o Presidente da Junta, a pedido do interessado, constituir
processo em separado, sempre que a reclamação também versar sobre outros assuntos.
Competência ou Incompetência
(segundo a tabela)
1. ação em que se pretenda o reconhecimento da estabilidade de empregado celetista
- em razão da matéria
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Art. 652. Compete às Varas do Trabalho: a) conciliar e julgar:
I - os dissídios em que se pretenda o reconhecimento da estabilidade de empregado;
2. ação concernente a remuneração, férias e indenizações por motivo de rescisão do contrato de traba-
lho
- em razão da matéria
- territorial: vara dotrabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Art. 652. Compete às Varas do Trabalho: a) conciliar e julgar:
II - os dissídios concernentes a remuneração, férias e indenizações por motivo de rescisão do contrato indi-
vidual de trabalho;
3. os dissídios resultantes de contratos de empreitadas em que o empreiteiro seja operário ou artífice
- em razão da matéria e da pessoa
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Art. 652. Compete às Varas do Trabalho: a) conciliar e julgar:
III - os dissídios resultantes de contratos de empreitadas em que o empreiteiro seja operário ou artífice
4. processar e julgar os inquéritos para apuração de falta grave
- em razão da matéria
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Art. 652. Compete às Varas do Trabalho:
b) processar e julgar os inquéritos para apuração de falta grave;
5. quando for parte no dissídio agente ou viajante comercial
- em razão da pessoa
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Art. 651 - A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade onde o em-
pregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro
local ou no estrangeiro. (Vide Constituição Federal de 1988)
1º - Quando for parte de dissídio agente ou viajante comercial, a competência será da Junta da localidade em
que a empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado e, na falta, será competente a
Junta da localização em que o empregado tenha domicílio ou a localidade mais próxima
6. expedição de alvará para liberação do FGTS e de ordem judicial para pagamento do seguro-desem-
prego
- em razão da matéria
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar:
I as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração
pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
7. complementação de aposentadoria
- em razão da matéria
- territorial: vara cível; funcional: juiz cível; justiça comum estadual
Recurso Extraordinário (RE) 586456: Tema 190 - Competência para processar e julgar causas que envol-
vam complementação de aposentadoria por entidades de previdência privada.
Tese: Compete à Justiça comum o processamento de demandas ajuizadas contra entidades privadas de previ-
dência com o propósito de obter complementação de aposentadoria, mantendo-se na Justiça Federal do Tra-
balho, até o trânsito em julgado e correspondente execução, todas as causas dessa espécie em que houver si-
do proferida sentença de mérito até 20/2/2013.
8. as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo
- em razão da pessoa
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar:
I as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração
pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
9. as ações oriundas da relação de trabalho da administração pública direta e indireta da União, dos
Estados, do DF e dos Municípios
- em razão da pessoa
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar:
I as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração
pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
10. Dano moral ou patrimonial decorrente de acidente de trabalho
- em razão da matéria
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar:
VI as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relação de trabalho;
Súmula 392, do TST: Nos termos do art. 114, inc. VI, da Constituição da República, a Justiça do Trabalho é
competente para processar e julgar ações de indenização por dano moral e material, decorrentes da relação
de trabalho, inclusive as oriundas de acidente de trabalho e doenças a ele equiparadas.
11. Acidente de trabalho
- em razão da matéria
- territorial: vara cível; funcional: juiz cível; justiça comum estadual
Súmula 235, STF: É competente para a ação de acidente de trabalho a Justiça Cível comum, inclusive em
segunda instância, ainda que seja parte autarquia seguradora.
Súmula 501, STF: Compete à Justiça Ordinária Estadual o processo e o julgamento, em ambas as instân-
cias, das causas de acidente do trabalho, ainda que promovidas contra a União, suas autarquias, empresas pú-
blicas ou sociedades de economia mista.
Súmula 15, STJ: Compete à Justiça Estadual processar e julgar os litígios decorrentes de acidente do traba-
lho.
12. PIS e PAESP (contribuições sociais) exigir o cadastramento e pagar indenização por não ter cadas-
trado o trabalhador
- em razão da matéria
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Súmula 300, TST: Compete à JT processar e julgar ações ajuizadas por empregados em face de empregado-
res relativas ao cadastramento no Programa de Integração Social (PIS).
13. Levantamento do depósito do FGTS
- em razão da matéria
- territorial: vara federal; funcional: juiz federal; justiça comum federal
Súmula 82, do STJ: Compete à Justiça Federal, excluídas as reclamações trabalhistas, processar e julgar os
feitos relativos a movimentação do FGTS.
14. Reclamação de empregado que tenha por objeto direito fundado em quadro de carreira
- em razão da matéria e da pessoa
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Súmula 19, TST: A Justiça do Trabalho é competente para apreciar reclamação de empregado que tenha por
objeto direito fundado em quadro de carreira.
15. Descontos previdenciários fiscais
- em razão da matéria
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Súmula 368, TST: A Justiça do Trabalho é competente para determinar o recolhimento das contribuições
fiscais. A competência da Justiça do Trabalho, quanto à execução das contribuições previdenciárias, limita-
se às sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores, objeto de acordo homologado, que inte-
grem o salário-de-contribuição.
16. Não liberação das guias do seguro desemprego
- em razão da matéria
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Súmula 389, TST: I - Inscreve-se na competência material da Justiça do Trabalho a lide entre empregado e
empregador tendo por objeto indenização pelo não-fornecimento das guias do seguro-desemprego. II - O
não-fornecimento pelo empregador da guia necessária para o recebimento do seguro-desemprego dá origem
ao direito à indenização.
17. Ação de reintegração de posse ajuizada pelo empregador, decorrente de greve
- em razão da matéria
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: II as ações que envolvam exercício do direito de
greve;
Súmula Vinculante 23: A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar ação possessória ajuiza-
da em decorrência do exercício do direito de greve pelos trabalhadores da iniciativa privada.
18. Direito de greve na iniciativa privada
- em razão da matéria
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: II as ações que envolvam exercício do direito de
greve;
Súmula Vinculante 23: A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar ação possessória ajuiza-
da em decorrência do exercício do direito de greve pelos trabalhadoresda iniciativa privada.
19. Ação que envolve o exercício do direito de greve de funcionários públicos
- em razão da matéria e da pessoa; justiça comum federal
- territorial: Lei nº 7.701, Art. 2º - Compete à seção especializada em dissídios coletivos, ou seção normati-
va: I - originariamente: a) conciliar e julgar os dissídios coletivos que excedam a jurisdição dos Tribunais
Regionais do Trabalho e estender ou rever suas próprias sentenças normativas, nos casos previstos em lei; (e
emenda constitucional 45/2004)
- Lei nº 7.783/89 - direito de greve;
- Art. 37, CF: A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, pu-
blicidade e eficiência e, também, ao seguinte: VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites
definidos em lei específica;
Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exer-
cê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.
20. Representação sindical entre sindicatos
- em razão da pessoa
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: III as ações sobre representação sindical, entre
sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores;
21. Representação sindical entre sindicatos e trabalhadores
- em razão da pessoa
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: III as ações sobre representação sindical, entre
sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores;
22. Representação sindical entre sindicatos e empregadores
- em razão da pessoa
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: III as ações sobre representação sindical, entre
sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores;
23. Mandado de segurança decorrente das relações de trabalho
- em razão da matéria
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: IV os mandados de segurança, habeas corpus e
habeas data, quando o ato questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição;
24. Habeas corpus decorrente da relação de trabalho
- em razão da matéria
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: IV os mandados de segurança, habeas corpus e
habeas data, quando o ato questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição;
25. Habeas data decorrente da relação de trabalho
- em razão da matéria
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: IV os mandados de segurança, habeas corpus e
habeas data, quando o ato questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição;
26. Dano moral decorrente das relações de trabalho
- em razão da matéria
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: IV os mandados de segurança, habeas corpus e
habeas data, quando o ato questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição;
27. Ação de cumprimento de acordo e convenção coletiva de trabalho
- em razão da matéria
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
- Lei nº 8984/95, art. 1º: Compete à Justiça do Trabalho conciliar e julgar os dissídios que tenham origem
no cumprimento de convenções coletivas de trabalho ou acordos coletivos de trabalho, mesmo quando ocor-
ram entre sindicatos ou entre sindicato de trabalhadores e empregador.
28. Ação para apuração de falta grave contra empregado garantido com estabilidade
- em razão da matéria e da pessoa
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Art. 853, CLT - Para a instauração do inquérito para apuração de falta grave contra empregado garantido
com estabilidade, o empregador apresentará reclamação por escrito à Junta ou Juízo de Direito, dentro de 30
(trinta) dias, contados da data da suspensão do empregado.
Súmula 62, TST: O prazo de decadência do direito do empregador de ajuizar inquérito em face do emprega-
do que incorre em abandono de emprego é contado a partir do momento em que o empregado pretendeu seu
retorno ao serviço.
Súmula 403, STF: É de decadência o prazo de trinta dias para instauração do inquérito judicial, a contar da
suspensão, por falta grave, de empregado estável.
29. Ação de dissídio coletivo
- em razão da matéria
- territorial: TRT nos conflitos limitados à sua base territorial e TST quando extrapolar a jurisdição de um
TRT; funcional: seção de dissídios coletivos
Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: § 2º Recusando-se qualquer das partes à negoci-
ação coletiva ou à arbitragem, é facultado às mesmas, de comum acordo, ajuizar dissídio coletivo de nature-
za econômica, podendo a Justiça do Trabalho decidir o conflito, respeitadas as disposições mínimas legais
de proteção ao trabalho, bem como as convencionadas anteriormente.
Art. 11. Nas empresas de mais de duzentos empregados, é assegurada a eleição de um representante destes
com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores.
Art. 866 - Quando o dissídio ocorrer fora da sede do Tribunal, poderá o presidente, se julgar conveniente,
delegar à autoridade local as atribuições de que tratam os arts. 860 e 862. Nesse caso, não havendo concilia-
ção, a autoridade delegada encaminhará o processo ao Tribunal, fazendo exposição circunstanciada dos fatos
e indicando a solução que lhe parecer conveniente.
30. Ação de cumprimento (descumprimento, pelo empregador, de acordo ou sentença normativa)
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Art. 872 - Celebrado o acordo, ou transitada em julgado a decisão, seguir-se-á o seu cumprimento, sob as
penas estabelecidas neste Título.
Parágrafo único - Quando os empregadores deixarem de satisfazer o pagamento de salários, na conformida-
de da decisão proferida, poderão os empregados ou seus sindicatos, independentes de outorga de poderes de
seus associados, juntando certidão de tal decisão, apresentar reclamação à Junta ou Juízo competente, obser-
vado o processo previsto no Capítulo II deste Título, sendo vedado, porém, questionar sobre a matéria de fa-
to e de direito já apreciada na decisão.
Súmula 246, TST: É dispensável o trânsito em julgado da sentença normativa para a propositura da ação de
cumprimento.
Súmula 286, TST: A legitimidade do sindicato para propor ação de cumprimento estende-se também à ob-
servância de acordo ou de convenção coletivos.
Súmula 350, TST: O prazo de prescrição com relação à ação de cumprimento de decisão normativa flui
apenas da data de seu trânsito em julgado
31. Ação de cobrança de honorários advocatícios
- em razão da matéria. - Justiça comum estadual
- territorial: varas cíveis: “se a ação de cobrança objetiva o pagamento de honorários de sucumbência, em ra-
zão de vínculo contratual, a competência para processar e julgar a causa é da justiça comum estadual” - Mi-
nistra TST, Maria Cristina Peduzzi (julgado RR-16210057.2007.5.15.0051, TRT 15º região)
- funcional: juiz cível ministro Aloysio Corrêa da Veiga: “tratar-se de uma ‘relação de consumo, e não de tra-
balho’ e que a ‘competência da justiça do trabalho estará assegurada apenas quando não houver, pela nature-
za dos serviços realizados, relação contratual de trabalho”
Súmula 363, STJ: Compete à Justiça estadual processar e julgar a ação de cobrança ajuizada por profissio-
nal liberal contra cliente.
32. Crime contraorganização do trabalho – empregador que submete trabalhadores a condição análo-
ga à de escravo
- em razão da matéria
- territorial: justiça criminal federal; funcional: juízes federais; justiça comum federal
Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar:
VI - os crimes contra a organização do trabalho e, nos casos determinados por lei, contra o sistema financei-
ro e a ordem econômico-financeira;
Art. 149, CP. Reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou
a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer
meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto: Pena - reclusão, de dois
a oito anos, e multa, além da pena correspondente à violência.
-Julgamento RE 3980416
33. Execução do termo de ajustamento de conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho
- em razão da pessoa
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Art. 867 - Da decisão do Tribunal serão notificadas as partes, ou seus representantes, em registrado postal,
com franquia, fazendo-se, outrossim, a sua publicação no jornal oficial, para ciência dos demais interessa-
dos.
Parágrafo único - A sentença normativa vigorará: a) a partir da data de sua publicação, quando ajuizado o
dissídio após o prazo do art. 616, § 3º, ou, quando não existir acordo, convenção ou sentença normativa em
vigor, da data do ajuizamento; b) a partir do dia imediato ao termo final de vigência do acordo, convenção
ou sentença normativa, quando ajuizado o dissídio no prazo do art. 616, § 3º.
34. Ação de cobrança de honorários de corretagem imobiliária
- em razão da matéria
- territorial: vara cível; funcional: juiz cível; justiça comum
- Ministra Maria de Assis Calsing: “os órgãos fracionários do TST entendem que o contrato de prestação de
serviços de natureza eminentemente civil – como os de corretagem de imóveis e honorários advocatícios -,
não se inclui no conceito de relação de trabalho disposto no inciso primeiro do art. 114 da CF” (RR –
17400.86-2005.05.0034)
35. Serviço prestado por trabalhador autônomo
- em razão da matéria
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar:
I as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração
pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
IX outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho, na forma da lei.
36. Serviço prestado por trabalhador eventual
- em razão da matéria
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar:
I as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração
pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
IX outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho, na forma da lei.
37. Serviço prestado por trabalhador doméstico
- em razão da matéria
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Art. 651 - A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade onde o em-
pregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro
local ou no estrangeiro.
§ 1º - Quando for parte de dissídio agente ou viajante comercial, a competência será da Junta da localidade
em que a empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado e, na falta, será competen-
te a Junta da localização em que o empregado tenha domicílio ou a localidade mais próxima. § 2º - A com-
petência das Juntas de Conciliação e Julgamento, estabelecida neste artigo, estende-se aos dissídios ocorri-
dos em agência ou filial no estrangeiro, desde que o empregado seja brasileiro e não haja convenção interna-
cional dispondo em contrário. § 3º - Em se tratando de empregador que promova realização de atividades fo-
ra do lugar do contrato de trabalho, é assegurado ao empregado apresentar reclamação no foro da celebração
do contrato ou no da prestação dos respectivos serviços.
38. Serviço prestado por trabalhador rural
- em razão da matéria
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Art. 651 - A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade onde o em-
pregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro
local ou no estrangeiro.
§ 1º - Quando for parte de dissídio agente ou viajante comercial, a competência será da Junta da localidade
em que a empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado e, na falta, será competen-
te a Junta da localização em que o empregado tenha domicílio ou a localidade mais próxima. § 2º - A com-
petência das Juntas de Conciliação e Julgamento, estabelecida neste artigo, estende-se aos dissídios ocorri-
dos em agência ou filial no estrangeiro, desde que o empregado seja brasileiro e não haja convenção interna-
cional dispondo em contrário. § 3º - Em se tratando de empregador que promova realização de atividades fo-
ra do lugar do contrato de trabalho, é assegurado ao empregado apresentar reclamação no foro da celebração
do contrato ou no da prestação dos respectivos serviços.
39. Ação em se tratando de empregador que promova realização de atividades fora do lugar do con-
trato de trabalho
- em razão da matéria
- territorial: vara do trabalho; funcional: juiz do trabalho; justiça do trabalho: sim
Art. 651 - A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade onde o em-
pregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro
local ou no estrangeiro. § 3º - Em se tratando de empregador que promova realização de atividades fora do
lugar do contrato de trabalho, é assegurado ao empregado apresentar reclamação no foro da celebração do
contrato ou no da prestação dos respectivos serviços.
Súmula 383, TST: I - É inadmissível, em instância recursal, o oferecimento tardio de procuração, nos ter-
mos do art. 37 do CPC, ainda que mediante protesto por posterior juntada, já que a interposição de recurso
não pode ser reputada ato urgente.
II - Inadmissível na fase recursal a regularização da representação processual, na forma do art. 13 do CPC,
cuja aplicação se restringe ao Juízo de 1º grau.

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