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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO UNIDADE III – Justiça do Trabalho · Organização · Evolução histórica da Justiça Laboral Não há consenso sobre o surgimento da Justiça do Trabalho, mas sabe-se que surgiu juntamente com o Direito do Trabalho, em decorrência da Revolução Industrial e que os primeiros órgãos se dedicaram especificamente à conciliação. No Brasil, os primeiros órgãos da Justiça do trabalho brasileira foram os Tribunais rurais em 1922, porque há época, o estado de São Paulo vivia praticamente do café e, portanto, a mão de obra era praticamente toda rural. Após a Revolução de 1930 e o início da Industrialização brasileira, ocorreram várias mudanças nas relações de trabalho e surgiram as Juntas de Conciliação e julgamento (1932). Somente os empregados sindicalizados tinham o direito de ação e suas decisões valiam como título de dívida certa para a execução judicial. As Constituições de 1934 e 1937 já previam a instituição da Justiça do Trabalho, embora fora do Poder Judiciário, mas não a estruturaram. Apenas com a Constituição de 1946 foi que a Justiça do Trabalho passou a integrar o Poder Judiciário, mantendo seu caráter conciliatório e cuja competência deveria ser disciplinada por Lei Complementar. Desde o princípio, a justiça do trabalho contou com a representação dos Juízes classistas (também denominados vogais) e a composição das Juntas de conciliação e julgamento e dos Tribunais (TRTs e TST) era paritária, com um representante da classe dos empregados, sendo eleito pelo Sindicato profissional e outro eleito pelo Sindicato patronal, que representava os empregadores. A CLT tem todo o processo do trabalho previsto ainda com Juízes classistas até que a EC 24/99 extinguiu a representação classista, tornando as antigas Juntas de Conciliação e Julgamento em Varas do Trabalho. Com a EC/45 a Justiça do Trabalho foi ainda mais prestigiada, concedendo-lhe a competência para dirimir não mais apenas controvérsias entre empregado e empregador, mas questões da relação de trabalho. Na atualidade, como bem acentua Amauri Mascaro Nascimento, a justiça do trabalho enfrenta grandes desafios, dentre os quais se destacam a sobrecarga dos processos, a ampliação da competência e o crescimento da litigiosidade pós-industrial. · Dos órgãos da Justiça do trabalho Dispõe a CF: Art. 111. São órgãos da Justiça do Trabalho: I - o Tribunal Superior do Trabalho; II - os Tribunais Regionais do Trabalho; III - Juizes do Trabalho. São as três instâncias da Justiça do Trabalho, sendo juízes do Trabalho a primeira, TRTs a segunda e TST a terceira instância. · Da Magistratura A CF outorga algumas garantias aos Juízes para que possam julgar com imparcialidade e independência, o que garantirá às partes mais segurança no julgado: CF/88: Art. 95. Os juízes gozam das seguintes garantias: I - vitaliciedade, que, no primeiro grau, só será adquirida após dois anos de exercício, dependendo a perda do cargo, nesse período, de deliberação do tribunal a que o juiz estiver vinculado, e, nos demais casos, de sentença judicial transitada em julgado; II - inamovibilidade, salvo por motivo de interesse público, na forma do art. 93, VIII; III - irredutibilidade de subsídio, ressalvado o disposto nos arts. 37, X e XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I. O juiz só poderá ser removido da comarca de que é titular, mediante voto da maioria absoluta do tribunal ou do CNJ assegurada a ampla defesa. E a CF/88 ainda traz algumas vedações aos Juízes: Parágrafo único. Aos juízes é vedado: I - exercer, ainda que em disponibilidade, outro cargo ou função, salvo uma de magistério; II - receber, a qualquer título ou pretexto, custas ou participação em processo; III - dedicar-se à atividade político-partidária. IV receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de pessoas físicas, entidades públicas ou privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) V exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou, antes de decorridos três anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração Os juízes do trabalho atuarão nas Varas do Trabalho, seja como titular, seja como substituto. A diferença entre ambos é que o Juiz titular estará fixo numa comarca enquanto o substituto poderá ainda ser remanejado a outra comarca, mas enquanto estiver substituindo, tem as mesmas prerrogativas e deveres do juiz titular. Nos termos do art. 112 da CF/88, a “a lei criará varas da Justiça do Trabalho, podendo, nas comarcas não abrangidas por sua jurisdição, atribuí-la aos juízes de direito, com recurso para o respectivo Tribunal Regional do Trabalho”. Assim, nas localidades em que não há Varas do trabalho, o Juiz de Direito acumula a função trabalhista e o recurso ordinário será dirigido ao TRT local. O juiz do Trabalho ingressará na carreira por concurso público de provas e títulos, como Juiz do trabalho Substituto, e após dois anos, passará a ter cargo vitalício, sendo promovido a Juiz titular, alternativamente por mérito e por antiguidade, assim também ocorrendo o acesso aos TRTs. O Juiz do trabalho faz parte da magistratura especializada, que acima de tudo, é um magistrado constitucional que devera buscar o justo equilíbrio entre o capital e o trabalho, pelo entendimento de Mauro Schiavi. Carlos Henrique Bezerra Leite concorda com tal entendimento, quando salienta que “no atual paradigma do Estado Democrático de Direito, o Juiz do trabalho assume importante papel na efetivação dos direitos humanos e fundamentais, especialmente os de dimensão juslaboral, como são os direitos fundamentais sociais trabalhistas. Para tanto, é condição necessária, a sua sólida formação humanística, elevada preparação teórica e técnica, além do compromisso inarredável com a efetivação dos direitos previstos na Constituição e nos Tratados Internacionais de Direitos Humanos.” A doutrina tem defendido e a sociedade tem requerido um papel cada vez mais atuante do Juiz no processo, onde não reste estático como mero expectador, mas exercendo poder instrutório quando necessário a formar seu livre convencimento e aplicando os princípios constitucionais processuais e a efetivação dos Tratados Internacionais dos Direitos Humanos. · Dos Tribunais Regionais do Trabalho São órgãos de segundo grau de jurisdição, compostos por Juízes do trabalho de carreira e ainda 1/5 por um membro do Ministério Público e 1/5 por membro da classe dos advogados com mais de 10 anos de exercício profissional. CF Art. 115. Os Tribunais Regionais do Trabalho compõem-se de, no mínimo, sete juízes, recrutados, quando possível, na respectiva região, e nomeados pelo Presidente da República dentre brasileiros com mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos, sendo: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) I um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício, observado o disposto no art. 94; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) II os demais, mediante promoção de juízes do trabalho por antigüidade e merecimento, alternadamente. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) § 1º Os Tribunais Regionais do Trabalho instalarão a justiça itinerante, com a realização de audiências e demais funções de atividade jurisdicional, nos limites territoriais da respectiva jurisdição, servindo-se de equipamentos públicos e comunitários. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) § 2º Os Tribunais Regionais do Trabalho poderão funcionar descentralizadamente, constituindo Câmaras regionais, a fim de assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do processo É de competência do TRTs, o julgamento dos recursos ordinários, em revisão as decisões das Varas e são a competência originária para ajuizamento de ação rescisória dissídio coletivo e de greve, mandados de segurança impetrados eme convenções coletivas de trabalho, as quais vigoram, ainda que previstas em sucessivas normas coletivas, apenas pelo prazo assinalado, não se integrando, em definitivo, aos contratos de trabalho, em atenção ao disposto no art. 7º, XXVI, da Constituição Federal. Recurso de revista conhecido e provido. Vistos, relatados e discutidos estes autos de Recurso de Revista nº TST-RR-3215100-96.2008.5.09.0003, em que é Recorrente AGÊNCIA DE FOMENTO DO PARANÁ S.A. e Recorrido MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO DA 9ª REGIÃO. O Eg. Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, pelo acórdão de fls. 344/358, complementado pelo de fls. 532/535, proferido em sede de embargos declaratórios, deu provimento parcial ao recurso ordinário do Autor. Inconformada, a Ré interpôs recurso de revista, pelas razões de fls. 544/618, com base no art. 896, a e c, da CLT. O apelo foi admitido pelo despacho de fls. 772/774. Contrarrazões a fls. 796/806. Os autos não foram encaminhados ao D. Ministério Público do Trabalho (RI/TST, art. 83, § 2º, I). É o relatório. V O T O Tempestivo o apelo (fls. 536 e 544), regular a representação (fl. 52), pagas as custas (fl. 622) e recolhido o depósito recursal (fl. 625), estão presentes os pressupostos genéricos de admissibilidade. 1 – LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA PLEITEAR DIREITOS INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. 1.1 – CONHECIMENTO. O Regional deu provimento ao recurso ordinário do Ministério Público do Trabalho, para reconhecer a sua legitimidade ativa ad causam, pelos seguintes fundamentos: “O autor, Ministério Público do Trabalho, pretende ver declarada a sua legitimidade ativa para a causa. Em suma, argumenta que o direito discutido é de interesse individual homogêneo, havendo legitimação para defendê-lo, nos termos do artigo 129, III, da CF/88 c/c os artigos 6º, VII, ‘d’, e 83, III, da Lei Complementar 75/93. Alude, ainda, que os ‘[...] interesses coletivos em sentido lato abrangem tanto os difusos, como os coletivos stricto sensu e os individuais homogêneos [...].’ (fl. 226). Por fim, acrescenta que ‘Na hipótese dos autos, buscou-se defender o interesse dos trabalhadores em relação ao pleno acesso à saúde (interesse social), questão de inegável relevância, reconhecida pela própria sentença recorrida e também pela cláusula contratual que a instituiu (fls. 19, cláusula primeira).’ (fl. 226). Pelo exposto, ‘[...] requer o ora recorrente seja dado provimento ao presente recurso ordinário, com o conseqüente afastamento de sua ilegitimidade ativa, retornando os autos à instância a quo para que examine o mérito da demanda, como entender de direito.’ (fl. 229, destaques acrescidos). A r. sentença declarou a ilegitimidade do autor (Ministério Público do Trabalho) para propor a ação civil pública em epígrafe, na qual pleiteia-se o restabelecimento do plano de saúde que era concedido aos empregados da ré. Para tanto, fundamentou o i. Julgador a quo: ‘A demandada afirma, em síntese, que o Ministério Público do Trabalho (MPT) não tem legitimidade ativa para propor a presente, pois os interesses em jogo nem são difusos, nem são coletivos, sem relevante interesse social na atuação do Parquet. Segue dizendo que pluralidade não se confunde com coletividade, sendo que no presente caso não há interesses metaindividuais em discussão. Pugna pela extinção do processo em razão da ilegitimidade ativa do Parquet. Analisamos. Primeiramente, ressaltamos que o MPT é titular da ação civil pública em razão de mandamento constitucional (artigo 129, III da CF) e de regras infraconstitucionais (LC 75/93 e Lei 7.347/85), podendo defender direitos difusos, coletivos e/ou individuais homogêneos. O artigo 81 do Código de Defesa do Consumidor conceitua cada uma dessas espécies de direitos metaindividuais. Transcrevemos: [...] No caso em deslinde, os interesses, embora sejam de uma pequena coletividade (os empregados e dependentes diretos dos empregados da demandada), são individuais e de natureza indivisível. Por mais que se argumentem que se tratam de direitos atinentes à saúde (direito social, portanto), o que justificaria a atuação do demandante, não se pode negar que os substituídos são perfeitamente individualizáveis. Assim, exsurge a ilegitimidade do Parquet na presente demanda. Pelo exposto, acolho a preliminar de ilegitimidade ativa, extinguindo o processo sem resolução do mérito, nos moldes do artigo 267, VI, do Código de Processo Civil. Preliminar acolhida.’ No presente caso, data venia do entendimento Primeiro, mas assiste razão ao recorrente. Nossa nova ordem constitucional alçou o acesso à jurisdição dentre o elenco dos direitos e garantias fundamentais, consoante se infere da dicção do artigo 5o, inciso XXXV da Lei Maior. A partir disso e da novel concepção de direitos e interesses metaindividuais ou transindividuais (que inclui os direitos individuais homogêneos), elaborou-se uma nova forma de acesso à jurisdição, a partir das class action do direito norte-americano. Nesse diapasão, adquire fundamental importância o chamado sistema integrado de acesso coletivo à justiça, com vista, no que pertine a nossa seara jurídica, do que se passou a conceber como ‘nova jurisdição trabalhista metaindividual’ (LEITE, Carlos Henrique Bezerra. Ação Civil Pública: nova jurisdição trabalhista metaindividual: legitimação do Ministério Público. São Paulo: LTr, 2001. p. 78.) Esse sistema, no que interessa ao Processo e à Justiça do Trabalho, é integrado por preceptivos da Constituição Federal (art. 127, caput e 129, III), da Lei da Ação Civil Pública - LACP (Lei 7347/85, arts. 5o e 21), do Código de Defesa do Consumidor - CDC (Lei 8078/90, título III) e da Lei Orgânica do Ministério Público da União - LOMPU (LC 75/93, arts. 83, III, e 84 c/c o art. 6o, VII, ‘d’). É o sistema integrado CF HYPERLINK "http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/103274/lei-de-a%C3%A7%C3%A3o-civil-p%C3%BAblica-lei-7347-85"/LACP HYPERLINK "http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/91585/c%C3%B3digo-de-defesa-do-consumidor-lei-8078-90"/CDC/LOMPU. Dessa integração normativa decorre a indubitável ilação de que o Ministério Público do Trabalho detém legitimidade ativa na defesa dos direitos e interesses metaindividuais ou coletivos lato sensu, quais sejam, difusos, coletivos e individuais homogêneos. A conceituação desses direitos é dada pelo Código de Defesa do Consumidor(Lei 8078/90), conforme se extrai dos incisos I, II e III, do artigo 81, verbis: I - interesses ou direitos difusos, assim entendidos, para efeitos deste Código, os transindividuais, de natureza indivisível, de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato; II - interesses ou direitos coletivos, assim entendidos, para efeitos deste Código, os transindividuais de natureza indivisível de que seja titular grupo, categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica-base; III - interesses ou direitos individuais homogêneos, assim entendidos os decorrentes de origem comum. No caso ora versado, considerando-se a alegada ofensa a preceitos de ordem constitucional-trabalhista, nos moldes fáticos delineados pela inicial, patente a controvérsia em torno de direitos sociais (art. 6o e 7o, IV, ambos da CF/88), coletivo e também individual indisponível. Isso porque a questão voltada, dentre outros, à manutenção de plano de saúde instituído pela ré, trata-se de direito e interesse que refoge da singela alçada do indivíduo, sendo imanente à sociedade como um todo. Há que mencionar, outrossim, o interesse específico daquelas pessoas que integram o quadro de empregados da ré. A manutenção do plano de saúde (nos moles pleiteados na inicial), atinge, indistintamente, toda uma classe de trabalhadores qualificados como segurados, não se tratando de mero direito individual de proteção à saúde, mas sim, de direito coletivo, com vistas à preservação da saúde dos trabalhadores. Como bem destacado por Carlos Henrique Bezerra Leite, a defesa dos interesses metaindividuais deve ser analisada também sob o enfoque ‘do princípio dauniversalidade do acesso à jurisdição e da natureza de ordem pública das normas geradoras de direitos fundamentais’ (Op. cit. p. 187.) e ninguém mais desafia o fato de que o artigo 6o e 7o da CF., na qualidade de direitos sociais, designam direitos fundamentais prestacionistas (LENIO STRECK e INGO SARLET). De tal sorte, reforma-se a r. sentença, para reconhecer a legitimidade ativa ad causam do Ministério Público do Trabalho” (fls. 344/347). Alega a Recorrente que, na situação concreta em debate, não há que se falar em direitos coletivos, difusos e individuais homogêneos, para legitimar a pretensão do Ministério Público. Afirma que a jurisprudência tem se posicionado pela ilegitimidade ativa do Ministério Público para propor ações civis públicas que versem sobre direitos individuais não-homogêneos, como no caso em tela. Aponta violação dos arts. 129, III, da Constituição Federal e 6º, VIII, d, da Lei Complementar nº 75/93 e colaciona arestos. O recurso merece conhecimento por conflito de teses com o paradigma oriundo da 2ª Região, transcrito a fls. 555/557, o qual esposa entendimento no sentido de que o Ministério Público do Trabalho não tem legitimidade ativa para figurar como substituto processual de empregados vinculados a empresa específica, por ser incabível ação civil pública em matéria determinada, disponível e de interesse individual de competência originária de junta de conciliação e julgamento. Conheço. (...). ISTO POSTO ACORDAM os Ministros da Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho, por unanimidade, conhecer do recurso de revista, quanto à legitimidade do Ministério Público do Trabalho, por divergência jurisprudencial, e, no mérito, negar-lhe provimento. Por unanimidade, conhecer do recurso de revista, quanto ao restabelecimento do plano de saúde, por contrariedade à Súmula 277 do TST, e, no mérito, dar-lhe provimento, para julgar improcedente a ação. Invertidos os ônus da sucumbência. Custas, pelo Autor, no importe de R$2.000,00, calculadas sobre o valor dado à causa na inicial de R$100.000,00, isento. Brasília, 11 de maio de 2011. Firmado por assinatura digital (MP 2.200-2/2001) Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira Ministro Relator TST - HYPERLINK "https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/270192516/conflito-de-competencia-cc-pet-241015720155000000"CONFLITO HYPERLINK "https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/270192516/conflito-de-competencia-cc-pet-241015720155000000" DE HYPERLINK "https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/270192516/conflito-de-competencia-cc-pet-241015720155000000"COMPETENCIA HYPERLINK "https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/270192516/conflito-de-competencia-cc-pet-241015720155000000" CC-Pet 241015720155000000 ( HYPERLINK "https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/270192516/conflito-de-competencia-cc-pet-241015720155000000"TST HYPERLINK "https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/270192516/conflito-de-competencia-cc-pet-241015720155000000") Data de publicação: 18/12/2015 Ementa: CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA SUSCITADO PELA AUTORA/RÉ DE CAUTELARES INOMINADAS. PERDA DO OBJETO. 1 - Constatação de que na cautelar inominada, na qual a suscitante figura como ré, foi proferida sentença, que extinguiu o processo, sem exame de mérito, nos termos do art. 267, V, do CPC, em decorrência da configuração de litispendência. 2 - Nesse cenário, não subsiste mais a decisão proferida em sede de liminar e que, segundo a suscitante, ensejaria a existência do conflito positivo de competência frente à cautelar inominada de que é parte autora. Se assim o é, resulta esvaziado o objeto do conflito de competência. Conflito de competência não conhecido . Encontrado em: DE COMPETENCIA CC-Pet 241015720155000000 (TST) Delaíde Miranda Arantes Subseção II Especializada em Dissídios Individuais DEJT 18/12/2015 - 18/12/2015 CONFLITO TST - HYPERLINK "https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/2104112/conflito-de-competencia-cc-1834006172007500-1834006-1720075000000"CONFLITO HYPERLINK "https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/2104112/conflito-de-competencia-cc-1834006172007500-1834006-1720075000000" DE HYPERLINK "https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/2104112/conflito-de-competencia-cc-1834006172007500-1834006-1720075000000"COMPETENCIA HYPERLINK "https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/2104112/conflito-de-competencia-cc-1834006172007500-1834006-1720075000000" CC 1834006172007500 1834006-17.2007.5.00.0000 ( HYPERLINK "https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/2104112/conflito-de-competencia-cc-1834006172007500-1834006-1720075000000"TST HYPERLINK "https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/2104112/conflito-de-competencia-cc-1834006172007500-1834006-1720075000000") Data de publicação: 19/09/2008 Ementa: CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA EM RAZÃO DO LUGAR - AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO OU RECLAMAÇÃO TRABALHISTA - EMPRESA QUE PRESTA SERVIÇOS EM AMBAS AS LOCALIDADES - POSSIBILIDADE DE ELEIÇÃO DO FORO PELO EMPREGADO - ART. 651 , § 3º, DO CPC . 1. Trata-se de conflito positivo de competência suscitado pelo Juízo da 9ª Vara do Trabalho de Manaus (AM), que se declarou competente para julgar a ação de consignação em pagamento ajuizada pela Reclamada em Manaus, por prevenção, tal como o Juízo da 14ª Vara do Trabalho de Belém (PA), que se declarou competente por entender que a consignatória deve ser julgada em conjunto com a reclamação trabalhista ajuizada pelo Reclamante em Belém, a teor do art. 105 do CPC . 2. Quanto ao mérito, considerado o fato de o Reclamante ter sido contratado pela Empresa Chibatão Ltda., na cidade de Manaus (AM), com admissão de emergência na cidade de Breves (PA), na função de marinheiro fluvial, para transportar cargas no percurso Manaus/Belém/Manaus e de Belém (PA) ser a localidade mais próxima de sua residência, em Breves (PA), aliado à circunstância de a Consignante e 2ª Reclamada, na ação trabalhista (Chibatão Ltda.), já ter apresentado contestação no Juízo de Belém, vem à baila o disposto no art. 651 , § 3º , da CLT , que faculta ao Obreiro a eleição do foro no local da prestação de serviços, -in casu-, o Juízo da 14ª Vara do Trabalho de Belém (PA), visando à garantia de todos os princípios protetivos do Direito do Trabalho e de acesso ao Poder Judiciário prevista no art. 5º , XXXV , da Constituição Federal . 3. Nesse sentido, colhe-se o seguinte precedente específico da SBDI-2 do TST, em caso similar . Conflito positivo de competência julg a do improc e dente, a fim de estabelecer a competência do Juízo de Belém (PA) para julgar a ação de consignação em pagamento . Encontrado em: DE COMPETENCIA CC 1834006172007500 1834006-17.2007.5.00.0000 (TST) Ives Gandra Martins Filho...Subseção II Especializada em Dissídios Individuais, DJ 19/09/2008. - 19/9/2008 CONFLITO TST - HYPERLINK "https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/385248683/conflito-de-competencia-cc-158528320165000000"CONFLITO HYPERLINK "https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/385248683/conflito-de-competencia-cc-158528320165000000" DE HYPERLINK "https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/385248683/conflito-de-competencia-cc-158528320165000000"COMPETENCIA HYPERLINK "https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/385248683/conflito-de-competencia-cc-158528320165000000" CC 158528320165000000 ( HYPERLINK "https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/385248683/conflito-de-competencia-cc-158528320165000000"TST HYPERLINK "https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/385248683/conflito-de-competencia-cc-158528320165000000") Data de publicação: 16/09/2016 Ementa: CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. NÃO CONFIGURAÇÃO. 1 . A CLT, em seus arts. 803 e 804, dispõe que o conflito de competência poderá ocorrer "quando ambas as autoridades se considerarem competentes" (conflito positivo) ou "quando ambas as autoridades se considerarem incompetentes" (conflito negativo). O NCPC, aplicado subsidiariamente (CLT, art. 769), contém regra idêntica no seu art. 66, incisos I e II. 2. Na hipótese, não consta dos autos que qualquer dos juízos tenha emitido consideraçõesacerca de sua competência ou incompetência. 3. Sendo assim, não está, tecnicamente, configurado conflito de competência a ser dirimido por esta Corte. Conflito de competência não conhecido. ANEXO III RESUMO DE RITOS O diferencial entre os ritos trabalhistas se dará pelo Valor da Causa. a) Rito sumário: valor da causa sendo até 2 (dois) salários mínimos - Rito sumário. Regido pela Lei nº 5.584/70, nos arts. 2º, §§ 3º e 4º , não traz o máximo de testemunhas, pelo que se entende como 3 em razão do que previsto na CLT. LEI N HYPERLINK "http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%205.584-1970?OpenDocument"o HYPERLINK "http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%205.584-1970?OpenDocument" 5.584, DE 26 DE JUNHO DE 1970. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art 1º Nos processos perante a Justiça do Trabalho, observar-se-ão os princípios estabelecidos nesta lei. Art 2º Nos dissídios individuais, proposta a conciliação, e não havendo acôrdo, o Presidente, da Junta ou o Juiz, antes de passar à instrução da causa, fixar-lhe-á o valor para a determinação da alçada, se êste fôr indeterminado no pedido. § 1º Em audiência, ao aduzir razões finais, poderá qualquer das partes, impugnar o valor fixado e, se o Juiz o mantiver, pedir revisão da decisão, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, ao Presidente do Tribunal Regional. § 2º O pedido de revisão, que não terá efeito suspensivo deverá ser instruído com a petição inicial e a Ata da Audiência, em cópia autenticada pela Secretaria da Junta, e será julgado em 48 (quarenta e oito) horas, a partir do seu recebimento pelo Presidente do Tribunal Regional. § 3º Quando o valor fixado para a causa, na forma dêste artigo, não exceder de 2 (duas) vêzes o salário-mínimo vigente na sede do Juízo, será dispensável o resumo dos depoimentos, devendo constar da Ata a conclusão da Junta quanto à matéria de fato. § 4º - Salvo se versarem sobre matéria constitucional, nenhum recurso caberá das sentenças proferidas nos dissídios da alçada a que se refere o parágrafo anterior, considerado, para esse fim, o valor do salário mínimo à data do ajuizamento da ação. b) Rito sumaríssimo: Será tramitado no rito sumário, o processo que estiver com o valor da causa entre entre 2 (dois) salários mínimos e 40 (quarenta) salários mínimos. Resta com previsão na CLT, no art. 852-A e seguintes. Art. 852-A. Os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação, ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo. Parágrafo único. Estão excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que é parte a Administração Pública direta, autárquica e fundacional. Art. 852-B. Nas reclamações enquadradas no procedimento sumaríssimo: I - o pedido deverá ser certo ou determinado e indicará o valor correspondente; II - não se fará citação por edital, incumbindo ao autor a correta indicação do nome e endereço do reclamado; III - a apreciação da reclamação deverá ocorrer no prazo máximo de quinze dias do seu ajuizamento, podendo constar de pauta especial, se necessário, de acordo com o movimento judiciário da Junta de Conciliação e Julgamento. § 1º O não atendimento, pelo reclamante, do disposto nos incisos I e II deste artigo importará no arquivamento da reclamação e condenação ao pagamento de custas sobre o valor da causa. § 2º As partes e advogados comunicarão ao juízo as mudanças de endereço ocorridas no curso do processo, reputando-se eficazes as intimações enviadas ao local anteriormente indicado, na ausência de comunicação. Art. 852-C. As demandas sujeitas a rito sumaríssimo serão instruídas e julgadas em audiência única, sob a direção de juiz presidente ou substituto, que poderá ser convocado para atuar simultaneamente com o titular. Art. 852-D. O juiz dirigirá o processo com liberdade para determinar as provas a serem produzidas, considerado o ônus probatório de cada litigante, podendo limitar ou excluir as que considerar excessivas, impertinentes ou protelatórias, bem como para apreciá-las e dar especial valor às regras de experiência comum ou técnica. Art. 852-E. Aberta a sessão, o juiz esclarecerá as partes presentes sobre as vantagens da conciliação e usará os meios adequados de persuasão para a solução conciliatória do litígio, em qualquer fase da audiência. Art. 852-F. Na ata de audiência serão registrados resumidamente os atos essenciais, as afirmações fundamentais das partes e as informações úteis à solução da causa trazidas pela prova testemunhal. Art. 852-G. Serão decididos, de plano, todos os incidentes e exceções que possam interferir no prosseguimento da audiência e do processo. As demais questões serão decididas na sentença. Art. 852-H. Todas as provas serão produzidas na audiência de instrução e julgamento, ainda que não requeridas previamente. § 1º Sobre os documentos apresentados por uma das partes manifestar-se-á imediatamente a parte contrária, sem interrupção da audiência, salvo absoluta impossibilidade, a critério do juiz. § 2º As testemunhas, até o máximo de duas para cada parte, comparecerão à audiência de instrução e julgamento independentemente de intimação. § 3º Só será deferida intimação de testemunha que, comprovadamente convidada, deixar de comparecer. Não comparecendo a testemunha intimada, o juiz poderá determinar sua imediata condução coercitiva. § 4º Somente quando a prova do fato o exigir, ou for legalmente imposta, será deferida prova técnica, incumbindo ao juiz, desde logo, fixar o prazo, o objeto da perícia e nomear perito. § 5º (VETADO) § 6º As partes serão intimadas a manifestar-se sobre o laudo, no prazo comum de cinco dias. § 7º Interrompida a audiência, o seu prosseguimento e a solução do processo dar-se-ão no prazo máximo de trinta dias, salvo motivo relevante justificado nos autos pelo juiz da causa. Art. 852-I. A sentença mencionará os elementos de convicção do juízo, com resumo dos fatos relevantes ocorridos em audiência, dispensado o relatório. § 1º O juízo adotará em cada caso a decisão que reputar mais justa e equânime, atendendo aos fins sociais da lei e as exigências do bem comum § 2º (VETADO) § 3º As partes serão intimadas da sentença na própria audiência em que prolatada. É permitido que se utilize o Rito Sumaríssimo em face de Sociedade de Economia Mista e Empresa Pública, mas não em relação a outros entes de direito publico. c) Rito ordinário: Rito utilizado quando o Valor da Causa for acima de 40 (quarenta) salários mínimos e utilizado em causas de maior complexidade. Regido pela CLT Diferentemente do rito sumaríssimo, nesse rito há a possibilidade de citação por Edital; há a possibilidade de demandar contra os entes da Administração Pública Direta; e o número de testemunhas é de no máximo 3 (três) para cada parte. Quanto ao pedido, poderá ser genérico, se não puder aferir o valor da postulação. Das Testemunhas nos Ritos Trabalhistas: Não é necessário em nenhum dos ritos se arrolar testemunhas na inicial ou na contestação, tendo em vista que o processo do trabalho se embasa nos princípios da celeridade, oralidade e simplicidade. As testemunhas poderão comparecer somente em audiência e em todos os ritos, o ideal é que a prova seja colhida toda de uma única vez, mas poderá o juiz segrega-la a depender da complexidade. image1.wmf image0.wmfface de juízes de Varas do Trabalho entre outras. · Do Tribunal Superior do Trabalho É órgão de cúpula da Justiça do Trabalho com jurisdição em todo o território nacional, integrante do Poder judiciário, composto por 27 Ministros (sendo 1/5 do MP e 1/5 da advocacia), cabendo-lhe uniformizar a interpretação da legislação trabalhista no âmbito da competência da Justiça do Trabalho, cumprindo ainda decidir por fim, as questões de ordem administrativas da Justiça do trabalho Art. 111-A. O Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de vinte e sete Ministros, escolhidos dentre brasileiros com mais de trinta e cinco anos e menos de sessenta e cinco anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal, sendo: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 92, de 2016) I um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício, observado o disposto no art. 94; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) II os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho, oriundos da magistratura da carreira, indicados pelo próprio Tribunal Superior. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) § 1º A lei disporá sobre a competência do Tribunal Superior do Trabalho. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) § 2º Funcionarão junto ao Tribunal Superior do Trabalho: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) I a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho, cabendo-lhe, dentre outras funções, regulamentar os cursos oficiais para o ingresso e promoção na carreira; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) II o Conselho Superior da Justiça do Trabalho, cabendo-lhe exercer, na forma da lei, a supervisão administrativa, orçamentária, financeira e patrimonial da Justiça do Trabalho de primeiro e segundo graus, como órgão central do sistema, cujas decisões terão efeito vinculante. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) § 3º Compete ao Tribunal Superior do Trabalho processar e julgar, originariamente, a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões. Os Ministros do TST são nomeados pelo presidente da República, após lista tríplice elaboradas pelo próprio Tribunal e o TST tem suas seções e funcionamento previstos no Regimento Interno do Tribunal. Junto ao TST funcionam a Escola Nacional da Magistratura, responsável pelo aperfeiçoamento dos Magistrados trabalhistas e também o Conselho Superior da Justiça do Trabalho, encarregado pela supervisão administrativa, orçamentária, financeira e patrimonial da Justiça do Trabalho de primeiro e segundo graus. Órgãos: Segundo o art. 65 do novo Regimento Interno do TST, os órgãos que compõem este Tribunal são os seguintes: a) Tribunal Pleno; b) Órgão Especial; c) Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC); d) Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI), dividida em Subseção I e Subseção II; e e) Turmas, que são oito. · Dos serviços auxiliares da Justiça do trabalho Além dos Juízes do Trabalho, as Varas e os TRTs ainda contam com o trabalho dos servidores da Justiça do Trabalho, secretarias e funcionários dos gabinetes dos Juízes e Desembargadores, que são encarregados dos serviços burocráticos. Art. 710 - Cada Junta terá 1 (uma) secretaria, sob a direção de funcionário que o Presidente designar, para exercer a função de secretário, e que receberá, além dos vencimentos correspondentes ao seu padrão, a gratificação de função fixada em lei. As secretarias das Varas são dirigidas por um(a) Diretor(a) de secretaria, sob a supervisão do Juiz e praticar os atos processuais de sua competência, como autuação, notificação, atendimento aos advogados. Art. 711 - Compete à secretaria das Juntas: a) o recebimento, a autuação, o andamento, a guarda e a conservação dos processos e outros papéis que lhe forem encaminhados; b) a manutenção do protocolo de entrada e saída dos processos e demais papéis; c) o registro das decisões; d) a informação, às partes interessadas e seus procuradores, do andamento dos respectivos processos, cuja consulta lhes facilitará; e) a abertura de vista dos processos às partes, na própria secretaria; f) a contagem das custas devidas pelas partes, nos respectivos processos; g) o fornecimento de certidões sobre o que constar dos livros ou do arquivamento da secretaria; h) a realização das penhoras e demais diligências processuais; i) o desempenho dos demais trabalhos que lhe forem cometidos pelo Presidente da Junta, para melhor execução dos serviços que lhe estão afetos. À secretaria também cabe alguns despachos, previsto no art. 206 do CPC, tais como juntada de documentos e manifestação de prazos para manifestação. A crise que se encontra no Judiciário, com o grande aumento de demandas e a pequena estrutura que se tem, tem levado ao pensamento de outorgar mais poderes aos bons serventuários, que após treinamentos, poderiam proferir pequenas decisões (despachos com algum conteúdo rescisório), sob supervisão do magistrado, o que os desafogaria e aceleraria o trâmite dos processos. · Dos distribuidores Nas localidades em que há mais de uma vara e mais de uma turma do TRT, haverá um órgão distribuidor, que por vezes, além de distribuir o processo ainda marca audiência e notifica as partes. · Jurisdição É o acesso a Justiça propriamente dito, que deverá ser visto na atualidade como na visão de Carlos Henrique Bezerra Leite “a nova concepção de acesso à justiça passa, a fortiori, pela imperiosa necessidade de se estudar a ciência jurídica processual e seu objeto num contexto político, social e econômico, o que exige do jurista e do operador do direito o recurso constante a outras ciências, inclusive a estatística, que lhe possibilitarão uma melhor reflexão sobre a expansão e complexidade dos novos litígios para, a partir daí, buscar alternativas de solução desses conflitos.” A jurisdição constitui função típica do Poder Judiciário, mas o nosso ordenamento jurídico comporta algumas exceções: · Jurisdição exercida pelo Senado Federal para processar e julgar algumas atividades por crimes de responsabilidade (art. 52 I e II); · Casos de imunidade de Jurisdição reconhecida, por força do princípio da soberania, aos estados estrangeiros e aos seus representantes diplomáticos; · Nos casos de compromisso arbitral; A jurisdição, a depender do critério do processo postulado, poderá ser dividida em algumas espécies: · Do seu objeto: a jurisdição poder ser penal ou civil (ou há quem chame de não penal); · Dos órgãos judiciários encarregados de exercê-la: a jurisdição pode ser comum ou especial; · Da hierarquia dos órgãos: a jurisdição poderá ser superior ou inferior, · Da fonte do direito utilizada no julgamento: a jurisdição poderá ser direito ou de equidade. A Sentença normativa, por exemplo, encerra típico julgamento por equidade. · Jurisdição trabalhista e seu sistema de acesso Pela definição acima apontada, pode-se dizer que a doutrina costuma distinguir a jurisdição pela competência estabelecida na CF/88 (arts. 106 a 110 e 125 e 126), sendo essas, a jurisdição comum (Justiça Federal e Justiças estaduais ordinárias) e a jurisdição especial (Justiça do trabalho, Justiça eleitoral e Justiça Militar). O sistema de acesso à justiça laboral se dá da seguinte forma: · O primeiro sistema, também chamado de jurisdição trabalhista individual, é dedicado à solução das reclamações individuais ou plúrimas, oriundas das relações de trabalho. Seu processamento é feito pelo Título X, Capítulo III da CLT e subsidiariamente pelo CPC a teor do art. 769 da CLT. · O segundo denominado jurisdição trabalhista normativa, voltado para dissídios coletivos de interesses, nos quais se buscapor intermédio do poder normativo exercido originalmente pelos Tribunais do Trabalho (CF. art. 114, § 2º) · O terceiro e último sistema denominado Jurisdição trabalhista metaindividual, é feito praticamente pela aplicação direta e simultânea de normas jurídicas da CF, LOMPU, LACP e pelo Título III do CDC, restando à CLT e ao CPC o papel de diplomas legais subsidiários. É assim chamada para diferenciar do sistema trabalhista de solução de conflitos coletivos de interesses, consubstanciado no exercício do poder normativo e historicamente utilizado para a criação de normas coletivas de trabalho, aplicáveis nos âmbitos das categorias profissional e econômica. Irá tratar de interesses metaindividuais, ou seja, interesses difusos, coletivos, e individuais homogêneos, aplicando-se as leis acima apontadas, e portanto, de forma coletiva, mas sem gerar novas obrigações ou normas, como no caso da sentença normativa. · Competência da Justiça do Trabalho Foi necessário estabelecer um critério de distribuição de demandas, para que essas não se acumulassem em um ou poucos juízes, de maneira a garantir maior efetividade e celeridade ao jurisdicionado. A esse critério foi dado o nome da competência. Como destaca Athos Gusmão Carneiro: “todos os juízes exercem jurisdição, mas a exercem numa certa medida, dentro de certos limites. São, pois, ‘competentes’ somente para processar e julgar determinadas causas. A competência, assim, é a medida da jurisdição, ou ainda é a jurisdição na medida em que pode e deve ser exercida pelo Juiz.” Há um certo consenso na doutrina processual brasileira de que os critérios da competência são: · Competência em razão da natureza da relação jurídica (competência em razão da matéria ou competência objetiva): é necessária a natureza da relação jurídica controvertida para aferição da competência. Art. 114 da CF e 652 da CLT Art. 652 - Compete às Juntas de Conciliação e Julgamento: (Vide Constituição Federal de 1988) a) conciliar e julgar: I - os dissídios em que se pretenda o reconhecimento da estabilidade de empregado; II - os dissídios concernentes a remuneração, férias e indenizações por motivo de rescisão do contrato individual de trabalho; III - os dissídios resultantes de contratos de empreitadas em que o empreiteiro seja operário ou artífice; IV - os demais dissídios concernentes ao contrato individual de trabalho; b) processar e julgar os inquéritos para apuração de falta grave; c) julgar os embargos opostos às suas próprias decisões; d) impor multas e demais penalidades relativas aos atos de sua competência; (Redação dada pelo Decreto-lei nº 6.353, de 20.3.1944) e) (Suprimida pelo Decreto-lei nº 6.353, de 20.3.1944) f) decidir quanto à homologação de acordo extrajudicial em matéria de competência da Justiça do Trabalho. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) Destaque para o acréscimo a esse artigo, pela Reforma Trabalhista que acrescentou: f) decidir quanto à homologação de acordo extrajudicial em matéria de competência da Justiça do Trabalho · Em razão da qualidade das partes envolvidas na relação jurídica controvertida: em razão de alguma das partes envolvidas, a competência será da Justiça laboral; Ex: EC/45, que em razão de ser empregado, a ação de indenização deverá ser da Justiça Laboral. · Competência em razão do Lugar (competência territorial): a regra geral no processo do trabalho, e o local de prestação de serviços. Fixada no art. 651 da CLT Art. 651 - A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. (Vide Constituição Federal de 1988) · Em razão do valor da causa: a competência em razão do valor leva em consideração o montante pecuniário da pretensão, ou seja, o valor do pedido. Na justiça do trabalho não ocorrerá uma diferenciação do órgão jurisdicional em razão do valor da causa, mas tão somente do rito a ser seguido, se sumaríssimo ou ordinário. · Em razão da hierarquia dos órgãos judiciários, também denominada de competência interna ou funcional: se dá em razão das exigências das funções exercidas pelo Juiz no processo. No processo do Trabalho a competência funcional vem disciplinada na CLT e nos Regimentos Internos dos TRTs e TST. Vale ressaltar que as competências em razão da matéria, da pessoa e funcionais são absolutas, podendo o juiz conhecer de ofício e não havendo preclusão para a parte e para o Juiz, podendo a parte invocá-la antes do trânsito em julgado. A competência em razão do território é relativa, devendo a parte invoca-la por meio de exceção de incompetência e caso não invocada pela parte no momento processual oportuno, prorroga-se a competência. A competência em razão do valor da causa não existe no processo do trabalho e a competência em razão do valor é relativa. · Da competência material da JT após a EC/45 e a competência em razão da pessoa Com a EC/45, houve uma alteração na mola mestra da competência da Justiça do trabalho, pois o que antes era exceção, ou seja, apreciar as controvérsias que antes eram exceção, ou seja, apreciar as controvérsias que envolvem a relação de trabalho, agora passou a ser a regra geral. A justiça do Trabalho brasileira passou a ser o ramo do judiciário encarregado de apreciar praticamente todas as controvérsias que envolvem e circundam o trabalho humano, favorecendo a aplicação da legislação social. Assim restou o art. 114 da CF: Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) I as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) II as ações que envolvam exercício do direito de greve; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) III as ações sobre representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) IV os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data , quando o ato questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) V os conflitos de competência entre órgãos com jurisdição trabalhista, ressalvado o disposto no art. 102, I, o; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) VI as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relação de trabalho; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) VII as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) VIII a execução, de ofício, das contribuições sociais previstas no art. 195, I, a , e II, e seus acréscimos legais, decorrentes das sentenças que proferir; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) IX outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho, na forma da lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) Algumas matérias aqui incluídas já estavam sob a jurisdição da justiça laboral, pacificamente decidido pela Jurisprudência, tal como o dano moral, outras foram incluídas como total novidade, como ações que envolvem matéria sindical, embora fosse totalmente ligadas a relação de trabalho, e outras acabaram sendo mais restringidas como a competência para criar normas, como foi o caso do ajuizamento do dissídio coletivo que ficou condicionado ao comum acordo das partes. Ficaram ainda de fora da competência da JT as ações previdenciárias, assim como as relações de trabalho entre o Poder Público e seus servidores, que seguem o regime estatutário. · Da competência material da JT Atualmente,ainda há um esforço tanto por parte da doutrina como da jurisprudência quanto à definição do que seria a relação de trabalho, para fins de fixação da competência da Justiça laboral, em consonância com a EC/45. Segundo Mauro Schiavi, relação de trabalho significa “o trabalho prestado por conta alheia, em que o trabalhador (pessoa física) coloca, em caráter preponderantemente pessoal, de forma eventual ou não eventual, gratuita ou onerosa, de forma autônoma ou subordinada, sua força de trabalho em prol de outra pessoa (física ou jurídica, de direito público ou de direito privado), podendo o trabalhador correr ou não os riscos da atividade que desempenhará”. Passado o conceito da relação de trabalho, tem-se a dirimir a questão se a competência material da Justiça do trabalho abrange todas as modalidades de relações de trabalho, ou somente algumas delas. Atualmente a doutrina de divide em três correntes, sendo uma que diz que nada mudou e que o termo relação de trabalho significa o mesmo que relação de emprego, e a competência da JT se restringe à relação de emprego; a outra que exige que a relação de trabalho tenha semelhanças com o contrato de emprego, por exemplo que haja pessoalidade, continuidade e continuidade na prestação; e uma terceira que admite qualquer espécie de prestação do trabalho humano, seja qual for a modalidade do vínculo jurídico. Para ainda Mauro Schiavi a competência material da Justiça do trabalho, abrange as lides decorrentes de qualquer espécie de prestação de trabalho humano, citando como exemplo que, em decorrência desse alargamento de abrangência, seria possível a um prestador de serviços, ajuizar reclamação trabalhista requerendo o reconhecimento do vínculo de emprego e, em pedido sucessivo, já requerer, caso não seja reconhecido o vínculo, que lhe sejam pagas as prestações decorrentes do contrato de prestação de serviços. Esse alargamento somente beneficiou a todos, empoderando ainda mais a Justiça Laboral, facilitando o acesso ao trabalhador, dignifica o trabalho humano e dá maior cidadania ao trabalhador. A jurisprudência ainda vem firmando posicionamento do que seria realmente a relação de trabalho para fins de competência material da JT, não havendo ainda Súmula ou Lei Complementar que viesse a definir tal conceito. 3.2.1.Competência da JT para as relações de trabalho que configuram relação de consumo Haveria uma discussão na doutrina sobre a competência da JT para dirimir questões relativas às prestações de serviços, relacionadas a consumo, mas em entendimento de que se a relação de trabalho, configurar também uma relação de consumo, a competência não será da JT SDI-I: Não compete à JT decidir ação de cobrança de honorários advocatícios O contrato de prestação de serviços advocatícios envolve relação de índole civil. Com esse entendimento a SDI-I declarou a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar ação de cobrança de honorários advocatícios. A seção aceitou recurso da Cooperativa de Crédito dos Médicos de Santa Rosa (RS). Contratado pela cooperativa para prestar assessoria jurídica, um advogado buscou na Justiça do Trabalho o recebimento de verbas honorárias consideradas devidas pela prestação de seus serviços. As instâncias anteriores (21ª Vara do Trabalho de Porto Alegre e o Tribunal Regional da 4ª Região (RS) declararam a incompetência da Justiça do Trabalho para julgar a questão e extinguiram o processo sem julgamento de mérito. Diante disso, o advogado recorreu ao TST. Ao analisar o recurso de revista, a Terceira Turma do TST considerou a Justiça do Trabalho competente para julgar a cobrança de honorários advocatícios. Para a Turma, o caso se enquadra a uma relação de trabalho remunerado, cuja competência é da justiça trabalhista, conforme a nova redação do artigo 114, IX, da Constituição Federal. Com o advento da Emenda Constitucional nº 45/2004, ampliou-se a competência da Justiça do Trabalho, que passou a processar e julgar outras controvérsias decorrentes das relações de trabalho. Assim, a cooperativa interpôs recurso de embargos à SDI-I, reafirmando a incompetência da justiça trabalhista para apreciar essas ações. O relator do recurso na seção, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, deu ao caso entendimento diverso da Terceira Turma. Em sua análise, a ação de cobrança de honorários não se insere no conceito de relação de trabalho. Trata-se, sim, de vínculo contratual (profissional liberal e cliente) de índole eminentemente civil, não guardando nenhuma pertinência com a relação de trabalho de que trata do artigo 114, inciso I e IX da Constituição Federal. Vieira de Mello Filho apresentou, também, duas decisões da SDI nesse mesmo sentido. Ainda segundo o ministro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), que detém a competência para decidir conflito de competência (artigo 105, I, “d”), firmou entendimento, por meio de Súmula nº 363, de que compete à Justiça Estadual processar e julgar a ação de cobrança ajuizada por profissional liberal contra cliente. Assim, seguindo o voto do relator, a SDI-I, por unanimidade, deu provimento ao recurso de embargos da cooperativa, reconhecendo a incompetência da Justiça do Trabalho e determinou a remessa do processo à Justiça Comum Estadual para julgar a ação. Ressalvaram entendimento o ministro João Oreste Dalazen e a ministra Maria de Assis Calsing. (RR-75500-03.2002.5.04.0021-Fase Atual: E) (https://tst.jusbrasil.com.br/noticias/2259218/sdi-i-nao-compete-a-jt-decidir-acao-de-cobranca-de-honorarios-advocaticios) 3.2.2. Servidor Público. Relação estatutária A JT tem competência para dirimir questões de servidores públicos que são contratados pelo regime da CLT, mas não a tem quanto aos servidores estatutários. O argumento do STF quer já se posicionou sobre o assunto é de que tais servidores são de regime estatutário e portanto, as lides que envolvam essas partes não são de competência da Justiça laboral. STF - AG.REG. NO CONFLITO DE HYPERLINK "https://stf.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/25342716/agreg-no-conflito-de-competencia-cc-7231-am-stf"COMPETÊNCIA HYPERLINK "https://stf.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/25342716/agreg-no-conflito-de-competencia-cc-7231-am-stf" CC 7231 AM (STF) Data de publicação: 27/03/2014 Ementa: Ementa: CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL. JUSTIÇA COMUM ESTADUAL E TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO. RECLAMAÇÃO TRABALHISTA. SERVIDOR PÚBLICO. REGIME ESPECIAL ADMINISTRATIVO INSTITUÍDO PELA LEI Nº 1.674/84, DO ESTADO DO AMAZONAS, COM FUNDAMENTO NO ART. 106 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1967, NA REDAÇÃO DADA PELA EC Nº 01/69. AÇÕES QUE NÃO SE REPUTAM ORIUNDAS DE RELAÇÃO DE TRABALHO. REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO. NATUREZA JURÍDICA IMUTÁVEL. AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA ADI 3.395/MC. INTERPRETAÇÃO DO ARTIGO 114, INCISO I, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, INTRODUZIDO PELA EC Nº 45/2004. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇADO TRABALHO PARA DIRIMIR CONFLITOS ENTRE SERVIDORES PÚBLICOS E ENTES DA ADMINISTRAÇÃO AOS QUAIS ESTÃO VINCULADOS. COMPETÊNCIADA JUSTIÇA COMUM. AGRAVO REGIMENTAL PROVIDO. 1. Esta Corte, ao julgar hipóteses análogas à presente em que se tratava de servidor público estadual regido por regime especial administrativo disciplinado por lei local editada com fundamento no artigo 106 da Emenda Constitucional nº 1/69, firmou o entendimento de que a competência para julgar as questões relativas a essa relação jurídica é da JustiçaComum Estadual e não da Justiça especializada. Precedentes do Plenário: CC 7.201, Relator Min. Marco Aurélio, Relator p/ Acórdão Min. Ricardo Lewandowski, DJe 12.12.2008; RE 573.202, Relator Min. Ricardo Lewandowski, Dje 05.12.2008; RE 367.638/AM, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 28.03.2003. 2. No julgamento da ADI nº 3.395, o Supremo Tribunal Federal, em sede cautelar, determinou a suspensão de toda e qualquer interpretação dada ao inciso I do artigo 114 da Constituição Federal que inclua na competência da Justiça do Trabalho a apreciação de causas instauradas entre o Poder Público e seus servidores, sejam eles de natureza estatutária ou contrato administrativo.Precedentes do Plenário: Rcl 7.157 Agr/MG, Relator Min. Dias Toffoli, DJe 19.03.2012; Rcl 6.568, Relator Min. Eros Grau, Dje 25.09.2009; Rcl 4.872, Relator Min. Marco Aurélio, Relator p... Encontrado em: , CONTRATO, SERVIDOR PÚBLICO TEMPORÁRIO. - VOTO VENCIDO, MIN. MARCO AURÉLIO: DESPROVIMENTO, AGRAVO... REGIMENTAL, COMPETÊNCIA, JUSTIÇA DO TRABALHO, JULGAMENTO, VÍNCULO DE EMPREGO, PODER PÚBLICO, SERVIDOR... PÚBLICO TEMPORÁRIO, HIPÓTESE, DISSIMULAÇÃO, CONTRATO DE TRABALHO. - VOTO VENCIDO, MIN. TEORI ZAVASCKI... 3.2.3. Contratação temporária pela Administração Pública O TST já teria decidido que a JT seria competente para dirimir conflitos trabalhistas de contratações temporárias do serviço público, através da OJ no 205, que dizia que “I – inscreve-se na competência material da Justiça do trabalho dirimir dissídio individual entre trabalhador e ente público se há controvérsia acerca do vínculo empregatício.” Recentemente, porém, os Tribunais Regionais e TST têm seguido a jurisprudência do STF que decidiu pela incompetência da Justiça do trabalho para tais assuntos. STF - AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO AI 784188 MG (STF) Data de publicação: 23/05/2011 Ementa: E MENTA: AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO. CONTRATO TEMPORÁRIO. ART. 37, IX, DA CONSTITUIÇÃO. COMPETÊNCIA. JUSTIÇA COMUM ESTADUAL. PRECEDENTE. Conforme o julgamento proferido no RE 573202 , rel. min. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJ 05.12.2008, compete à Justiça comum estadual o julgamento de causas que digam respeito a contratos temporários celebrados pela Administração Pública municipal, nos termos do artigo 37 , IX , da Constituição . Agravo regimental a que se nega provimento. · Dos contratos de empreitada e a pequena empreitada Na CLT se vê: Art. 652 - Compete às Juntas de Conciliação e Julgamento: (Vide Constituição Federal de 1988) a) conciliar e julgar: I - os dissídios em que se pretenda o reconhecimento da estabilidade de empregado; II - os dissídios concernentes a remuneração, férias e indenizações por motivo de rescisão do contrato individual de trabalho; III - os dissídios resultantes de contratos de empreitadas em que o empreiteiro seja operário ou artífice A doutrina tem intitulado esse tipo de empreitada de pequena empreitada e, portanto, aquela de pequeno porte em que o empreiteiro está diretamente envolvido na prestação de serviço, com ou sem ajudantes. A justiça do trabalho, portanto, deverá julgar possível Reclamação trabalhista ajuizada por esse pequeno empreiteiro, para requerer créditos do contrato de prestação de serviços ou mesmo para tentar desconfigurar a relação de empreitada e configurar o vinculo empregatício com o pagamento verbas atinentes. · Contrato de prestação de serviços Como bem assevera Amauri Mascaro Nascimento “foi introduzido na Lei o que já se fazia na prática, para distinguir, em cada caso, o trabalho autônomo – contrato de prestação de serviços – e o trabalho do empregado – relação de emprego, como a ordem preferencial agora fixada por lei porque primeiro examinar-se-á se há relação de emprego e só diante da ausência dos seus elementos constitutivos é que será verificado se existe um contrato de prestação de serviços autônomos” Entende a doutrina que por conta do alargamento da competência da Justiça do Trabalho, o trabalhador autônomo poderá ajuizar a RT requerendo o reconhecimento do vínculo e caso esse não seja reconhecido, já poderá requerer o pagamento das parcelas referentes a prestação de serviços. · Entes de Direito Público externo Se um ente de Direito público externo, a exemplo de uma embaixada contrata empregado em território brasileiro, terá a justiça laboral brasileira, competência para dirimir qualquer conflito advindo dessa relação. Em caso contrário seria admitir que o empregado deveria ir ao país de origem do ente para reclamar suas pretensões, inviabilizando o acesso a Justiça e o cumprimento da legislação trabalhista brasileira. Há na doutrina, entretanto discussão acerca da execução dos bens desse ente, tendo em vista que o art. 114 da CF diz que “Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar”, o que excluiria executar. Ora, mas se a justiça poderá julgar, poderá ainda efetivar o julgamento, pois se não, de nada adiantaria o julgamento. Acerca do assunto, o TST já se pronunciou através da OJ 416, SDI – I: 416. IMUNIDADE DE JURISDIÇÃO. ORGANIZAÇÃO OU ORGANISMO INTERNACIONAL. (DEJT divulgado em 14, 15 e16.02.2012) (mantida conforme julgamento do processo TST-E-RR-61600-41.2003.5.23.0005 pelo Tribunal Pleno em 23.05.2016) As organizações ou organismos internacionais gozam de imunidade absoluta de jurisdição quando amparados por norma internacional incorporada ao ordenamento jurídico brasileiro, não se lhes aplicando a regra do Direito Consuetudinário relativa à natureza dos atos praticados. Excepcionalmente, prevalecerá a jurisdição brasileira na hipótese de renúncia expressa à cláusula de imunidade jurisdicional. 3.2.7. Competência para ações que envolvem o Direito Coletivo 3.2.7.1.Greve A Justiça laboral, tradicionalmente, já avaliava as questões pertinentes ao direito de greve, com o chamado Dissídio Coletivo de Greve, também nominado de dissídio de abusividade de greve, porém deixando de avaliar questões de conseqüência desse movimento paredista. Com a publicação da EC/45 e o alargamento da competência da justiça do trabalho, as questões atinentes à prévia da Greve, como ações inibitórias que assegurarão o movimento laboral, ou ainda as ações de interdito proibitório, que ferem o direito possessório, e por fim questões que envolvam as conseqüências desse movimento paredista, tal qual indenizações, também passaram a ser de competência da justiça do trabalho. Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: (...) II as ações que envolvam exercício do direito de greve; III as ações sobre representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores; Deverá ser observado que o inciso II não restringe o direito de ação apenas aos participantes da greve nem apenas a ações que envolvam o julgamento da greve em si, mas todos os assuntos decorrentes da greve e a todas as pessoas que se sintam atingidos pela greve. E sobre o assunto, o STF: Súmula Vinculante 23 A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar ação possessória ajuizada em decorrência do exercício do direito de greve pelos trabalhadores da iniciativa privada. Quanto à greve dos servidores públicos, há quem questione na doutrina acerca da competência da Justiça laboral para dirimir conflitos de greve de servidores públicos, alegando ser aquele um direito social e, portanto, a todos os trabalhadores, tendo, porém, o STF se pronunciado que tais conflitos, independentemente de versarem sobre greve, não poderão ser dirimidos na Justiça Laboral, vez que o servidor público está sob regime estatutário e não celetista. 3.2.7.2. Ações sobre representação sindical As ações que versam sobre representação sindical, após a EC/45, também são de competência da Justiça laboral, o que antes o Juiz laboral só decidia incidenter tantum em ações como Dissídio Coletivo. III as ações sobre representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores Os doutrinadores têm uma interpretação extensiva acerca da palavra “sindicato” contida no texto constitucional, abrangendo, a seu ver, também demais entidades do sistema sindical brasileiro. Mas há também quem entenda de forma restritiva o referido texto. · Habeas Corpus, Mandado de Segurança e Habeas Data IV - os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data , quando o ato questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição Por ser medida de origem penal, havia uma discussão anterior a EC/45, acerca de ajuizamento de tal media na justiça laboral, ainda que enfrentasse questões atinentes ao direito do trabalho. Após a referida Emenda Constitucional,restou clara a competência da Justiça laboral para processar e julgar habeas corpus em questões que sejam da jurisdição da justiça laboral. Como exemplos, temos os casos em que o MM Juiz manda prender o depositário infiel, ou descumprimento de ordem judicial para cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer. Vem se entendendo que houve um alargamento dessa competência também no sentido de que caberá não só contra autoridades, mas também contra o empregador, que, por qualquer motivo, impede seu trabalhador do direito de ir e vir. O mandado de segurança, como ato assegurado a qualquer cidadão, para resguardar seu direito líquido e certo, antes da EC/45 era utilizado somente contra ato judicial e somente em algumas hipóteses restritas, poderia ser ajuizado contra ato do Direito de Secretaria que, por exemplo, se furtasse a entregar os autos em carga a uma parte. Por força da referida Emenda, atualmente, caberá também contra atos de outras autoridades como Auditores Fiscais e Delegados do Trabalho. O mandado de segurança tem sido muito utilizado em razão das decisões interlocutórias serem irrecorríveis, alegando-se o direito líquido e certo que teria sido ferido. Será processado pelo rito da Lei 12.016/09, não se aplicando o procedimento da CLT. O Habeas Data “é o direito que assiste a todas as pessoas de solicitar judicialmente a exibição dos registros públicos ou privados, nos quais estejam incluídos seus dados pessoais, para que deles tome conhecimento e, se necessário for, sejam retificados os dados, inexatos ou obsoletos ou que impliquem em discriminação”, segundo bem acentua Alexandre de Moraes. Na esfera trabalhista podem ocorrer, por exemplo, quando um empregador não tem acesso a uma “lista de maus empregadores” do Ministério do Trabalho. · Ações de indenizações por danos morais e patrimoniais A Justiça do Trabalho apreciará os danos morais e patrimoniais que não tem natureza jurídica de verba trabalhista strictu sensu mas que decorrem da relação de trabalho. O TST pacificou tal entendimento: Súmula 392/TST - 08/03/2017. Responsabilidade civil. Dano moral. Dano material. Empregado. Competência. Sucessão. Dependência. Acidente de trabalho. Doença do trabalho. Sucessores e depedentes. Julgamento pela Justiça do Trabalho. CF/88, HYPERLINK "https://www.legjur.com/legislacao/htm/cf8800000001988"arts HYPERLINK "https://www.legjur.com/legislacao/htm/cf8800000001988". 5º, V e X e 114, VI. Nos termos do art. 114, VI, da CF/88, a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar ações de indenização por dano moral e material, decorrentes da relação de trabalho, inclusive as oriundas de acidente de trabalho e doenças a ele equiparadas, ainda que propostas pelos dependentes ou sucessores do trabalhador falecido. Observe-se que também será da JT a competência para processar e julgar esse tipo de ação, de herdeiros. · Penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos da fiscalização do trabalho Antes da EC/45, o questionamento sobre multas administrativas lavradas contra empregadores, poderia ser discutida judicialmente na Justiça Federal, o que por vezes, trazia algumas situações complicadas, pois os dissídios individuais já eram de competência da Justiça Laboral e aquele poderia ter relação com esse segundo. Um exemplo disso seria uma multa lavrada em razão do não recolhimento do FGTS sobre uma parcela que o fiscal entendia ser salarial como bônus pago pelo empregador. Em eventual ação anulatória a JF confirmava a autuação. Em reclamação trabalhista, o empregado requerida o recolhimento do FGTS sobre a mesma parcela e o Juiz entenderia que não havia a obrigação da contribuição em razão de se tratar de parcela eventual. Assim, atualmente, são da competência da Justiça Laboral todas as espécies de ações propostas pelos empregadores e tomadores de serviços para discussão das penalidades administrativas que lhe foram impostas pelos órgãos de fiscalização do trabalho, como declaratórias, anulatórias, medidas cautelares, MS e etc. · Execução de oficio das contribuições sociais das sentenças que proferir Há uma discussão acerca das contribuições incidentes sobre as sentenças declaratórias de vínculos, ou seja, decisões meramente declaratórias sem cunho condenatório. O TST editou Súmula em entendimento pacificado sobre o assunto, Sumula 368 DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS. IMPOSTO DE RENDA. COMPETÊNCIA. RESPONSABILIDADE PELO RECOLHIMENTO. FORMA DE CÁLCULO. FATO GERADOR (aglutinada a parte final da Orientação Jurisprudencial nº 363 da SBDI-I à redação do item II e incluídos os itens IV, V e VI em sessão do Tribunal Pleno realizada em 26.06.2017) - Res. 219/2017, republicada em razão de erro material – DEJT divulgado em 12, 13 e 14.07.2017 I - A Justiça do Trabalho é competente para determinar o recolhimento das contribuições fiscais. A competência da Justiça do Trabalho, quanto à execução das contribuições previdenciárias, limita-se às sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores, objeto de acordo homologado, que integrem o salário de contribuição. (ex-OJ nº 141 da SBDI-1 - inserida em 27.11.1998). (...) Apesar do TST ter flexibilizado seu entendimento em momento posterior, o STF fixou entendimento de que realmente so poderá o Magistrado, executar as contribuições decorrentes das sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores objeto de acordo homologado que integrem o salário de contribuição não abrangendo execução de contribuições atinentes ao vínculo de trabalho reconhecido na decisão. · Da competência territorial Essa competência se dá em razão geográfica de cada órgão do poder judiciário trabalhista, ou seja, verifica-se a competência para a demanda de acordo com a localização de empregado e empregador. A CLT diz que: Art. 651 - A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. (Vide Constituição Federal de 1988) § 1º - Quando for parte de dissídio agente ou viajante comercial, a competência será da Junta da localidade em que a empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado e, na falta, será competente a Junta da localização em que o empregado tenha domicílio ou a localidade mais próxima. (Redação dada pela Lei nº 9.851, de 27.10.1999) (Vide Constituição Federal de 1988) § 2º - A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento, estabelecida neste artigo, estende-se aos dissídios ocorridos em agência ou filial no estrangeiro, desde que o empregado seja brasileiro e não haja convenção internacional dispondo em contrário. (Vide Constituição Federal de 1988) § 3º - Em se tratando de empregador que promova realização de atividades fora do lugar do contrato de trabalho, é assegurado ao empregado apresentar reclamação no foro da celebração do contrato ou no da prestação dos respectivos serviços. Assim, essa competência, que é relativa e deverá ser argumentada pela parte sob pena de prorrogar, deverá levar em conta os critérios fixados no art. 651, mas também, o acesso à justiça do trabalhador, como asseveram alguns doutrinadores, especialmente em caso de dúvidas. Em caso de prestar serviço em mais de um local, doutrina e jurisprudência dizem que a competência pra processar e julgar os conflitos daí advindos, deverá ser o ultimo local em que prestou serviço, mas não há um consenso, havendo quem diga que deverá ser no local que privilegie o acesso do trabalhador à justiça. Atualmente, TST se pronunciou sobre o assunto e deu prioridade ao princípio do acesso à justiça em detrimento da literalidade da regra. Tribunal Superior do Trabalho. 2ª Turma Título: Acórdão do processo Nº RR - 1662-84.2012.5.07.0025 Data: 22/10/2014 Ementa PROCEDIMENTO SUMARÍSSIMO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO EM RAZÃO DO LUGAR. AJUIZAMENTO DA AÇÃO NO DOMICÍLIO DO RECLAMANTE. PREVALÊNCIA DO DIREITO FUNDAMENTAL DE ACESSOÀ JUSTIÇA SOBRE A INTERPRETAÇÃO MERAMENTE LITERAL DO ARTIGO 651, § 3º, DA CLT. No caso, ficou incontroverso que o reclamante, residente e domiciliado em Crateús - CE, foi contratado e prestou serviços no Estado de São Paulo. O trabalhador, pretendendo receber as verbas trabalhistas que reputa devidas, ajuizou esta reclamação trabalhista na Vara do Trabalho de Crateús - CE, que possui jurisdição no local de domicílio e residência do autor. A oferta de emprego é escassa, e o desemprego é realidade social em nosso País, o que obriga vários trabalhadores a se mudarem para regiões diversas, ainda que provisoriamente, deixando para trás seus familiares, em condições precárias, com o intuito de procurar trabalho para suprir necessidades vitais de subsistência própria e de sua família. É realidade, ainda, que esses trabalhadores se submetem a condições de emprego precárias e a empregos informais. Dessa forma, tem-se cada vez mais firmado o entendimento, neste Tribunal superior (como demonstram os precedentes citados na fundamentação), de que, em casos como este ora em exame, o direito fundamental de acesso à Justiça das partes trabalhistas deve preponderar sobre a interpretação meramente literal do artigo 651, § 3º, da CLT, apontado como violado pelo recorrente. Além disso, é possível aplicar à hipótese, por analogia, a exceção prevista no § 1º do artigo 651 da CLT, que atribui competência à Vara do Trabalho do domicílio do reclamante, quando inviabilizado o ajuizamento da reclamação trabalhista no foro da celebração do contrato ou da prestação dos serviços. Essa interpretação, além de melhor corresponder à letra e ao espírito do artigo 651, caput e §§, da CLT, mostra-se mais consentânea com princípio constitucional de acesso à Justiça, previsto no artigo 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal, e com a constatação prática de que, em muitos casos, a exigência legal de que o trabalhador ajuizasse a sua reclamação no lugar em que prestou serviços, mesmo quando voltou a residir no lugar de seu domicílio, acabaria por onerar excessivamente o exercício do direito de ação pela parte hipossuficiente. Assim, o Tribunal Regional do Trabalho de origem, ao manter a sentença em que foi reconhecida a incompetência da Vara do Trabalho de Crateús – CE, para apreciar e julgar este feito, local em que o autor se encontra residente e domiciliado, por entender que esta reclamação trabalhista deveria ter sido ajuizada no local da prestação de serviços ou da contratação do obreiro, violou o disposto no artigo 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal. Recurso de revista conhecido e provido. Nome Uniforme urn:lex:br:tribunal.superior.trabalho;turma.2:acordao;rr:2014-10-22;1662-2012-25-7-0 Já no § 1º do art. 651, quando for parte o agente ou viajante, deverá ser entendido também, o vendedor externo autônomo e o representante comercial autônomo. · Competência funcional da Justiça do trabalho A competência funcional é aquela de 1º, 2º ou 3º graus dentro de um mesmo segmento do Poder Judiciário. Por tal critério, é fixada a competência dos órgãos da Justiça do Trabalho para atuar no processo. A competência funcional é absoluta, por isso pode ser conhecida de ofício, ainda que não invocada pelas partes. Se divide em: · Originária: é a competência para conhecer da causa em primeiro plano. Salvo regra expressa em sentido contrário, o processo inicia-se no primeiro grau de jurisdição; · Recursal: é a competência para praticar determinados atos dos processos, em havendo recursos das partes, como as competências dos Tribunais para julgamentos dos recursos; · Executória: é a competência, fixada na lei processual, para realizar a execução do processo, seja por títulos executivos judiciais ou extrajudiciais As competências das Varas estão previstas nos art. 652 e seguintes: Art. 652 - Compete às Juntas de Conciliação e Julgamento: (Vide Constituição Federal de 1988) a) conciliar e julgar: I - os dissídios em que se pretenda o reconhecimento da estabilidade de empregado; II - os dissídios concernentes a remuneração, férias e indenizações por motivo de rescisão do contrato individual de trabalho; III - os dissídios resultantes de contratos de empreitadas em que o empreiteiro seja operário ou artífice; IV - os demais dissídios concernentes ao contrato individual de trabalho; b) processar e julgar os inquéritos para apuração de falta grave; c) julgar os embargos opostos às suas próprias decisões; d) impor multas e demais penalidades relativas aos atos de sua competência; (Redação dada pelo Decreto-lei nº 6.353, de 20.3.1944) e) (Suprimida pelo Decreto-lei nº 6.353, de 20.3.1944) f) decidir quanto à homologação de acordo extrajudicial em matéria de competência da Justiça do Trabalho. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017) V - as ações entre trabalhadores portuários e os operadores portuários ou o Órgão Gestor de Mão-de-Obra - OGMO decorrentes da relação de trabalho; (Incluído pela Medida Provisória nº 2.164-41, de 2001) Parágrafo único - Terão preferência para julgamento os dissídios sobre pagamento de salário e aqueles que derivarem da falência do empregador, podendo o Presidente da Junta, a pedido do interessado, constituir processo em separado, sempre que a reclamação também versar sobre outros assuntos. (Vide Constituição Federal de 1988) Art. 653 - Compete, ainda, às Juntas de Conciliação e Julgamento: (Vide Constituição Federal de 1988) a) requisitar às autoridades competentes a realização das diligências necessárias ao esclarecimento dos feitos sob sua apreciação, representando contra aquelas que não atenderem a tais requisições; b) realizar as diligências e praticar os atos processuais ordenados pelos Tribunais Regionais do Trabalho ou pelo Tribunal Superior do Trabalho; c) julgar as suspeições argüidas contra os seus membros; d) julgar as exceções de incompetência que lhes forem opostas; e) expedir precatórias e cumprir as que lhes forem deprecadas; f) exercer, em geral, no interesse da Justiça do Trabalho, quaisquer outras atribuições que decorram da sua jurisdição. Art. 659 - Competem privativamente aos Presidentes das Juntas, além das que lhes forem conferidas neste Título e das decorrentes de seu cargo, as seguintes atribuições: (Vide Constituição Federal de 1988) I - presidir às audiências das Juntas; (Vide Constituição Federal de 1988) II - executar as suas próprias decisões, as proferidas pela Junta e aquelas cuja execução lhes for deprecada; (Vide Constituição Federal de 1988) III - dar posse aos vogais nomeados para a Junta, ao Secretário e aos demais funcionários da Secretaria; (Vide Constituição Federal de 1988) IV - convocar os suplentes dos vogais, no impedimento destes; V - representar ao Presidente do Tribunal Regional da respectiva jurisdição, no caso de falta de qualquer vogal a 3 (três) reuniões consecutivas, sem motivo justificado, para os fins do art. 727; VI - despachar os recursos interpostos pelas partes, fundamentando a decisão recorrida antes da remessa ao Tribunal Regional, ou submetendo-os à decisão da Junta, no caso do art. 894; (Vide Constituição Federal de 1988) VII - assinar as folhas de pagamento dos membros e funcionários da Junta; VlIl - apresentar ao Presidente do Tribunal Regional, até 15 de fevereiro de cada ano, o relatório dos trabalhos do ano anterior; IX - conceder medida liminar, até decisão final do processo, em reclamações trabalhistas que visem a tornar sem efeito transferência disciplinada pelos parágrafos do artigo 469 desta Consolidação. ( HYPERLINK "http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6203.htm"Iincluído HYPERLINK "http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6203.htm" pela Lei nº 6.203, de 17.4.1975) X - conceder medida liminar, até decisão final do processo, em reclamações trabalhistas que visem reintegrar no emprego dirigente sindicalafastado, suspenso ou dispensado pelo empregador. ( HYPERLINK "http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9270.htm"Iincluído HYPERLINK "http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9270.htm" pela Lei nº 9.270, de 1996) Já a competência funcional dos TRTs, estão fixadas na CLT mas também nos Regimentos Internos de cada Tribunal. Esses Tribunais pode estar divididos em turmas ou não. CLT Art. 678 - Aos Tribunais Regionais, quando divididos em Turmas, compete: (Redação dada pela Lei nº 5.442, de 24.5.1968) I - ao Tribunal Pleno, especialmente: (Incluído pela Lei nº 5.442, de 24.5.1968) a) processar, conciliar e julgar originàriamente os dissídios coletivos; b) processar e julgar originàriamente: 1) as revisões de sentenças normativas; 2) a extensão das decisões proferidas em dissídios coletivos; 3) os mandados de segurança; 4) as impugnações à investidura de vogais e seus suplentes nas Juntas de Conciliação e Julgamento; c) processar e julgar em última instância: 1) os recursos das multas impostas pelas Turmas; 2) as ações rescisórias das decisões das Juntas de Conciliação e Julgamento, dos juízes de direito investidos na jurisdição trabalhista, das Turmas e de seus próprios acórdãos; 3) os conflitos de jurisdição entre as suas Turmas, os juízes de direito investidos na jurisdição trabalhista, as Juntas de Conciliação e Julgamento, ou entre aquêles e estas; d) julgar em única ou última instâncias: 1) os processos e os recursos de natureza administrativa atinentes aos seus serviços auxiliares e respectivos servidores; 2) as reclamações contra atos administrativos de seu presidente ou de qualquer de seus membros, assim como dos juízes de primeira instância e de seus funcionários. II - às Turmas: (Incluído pela Lei nº 5.442, de 24.5.1968) a) julgar os recursos ordinários previstos no art. 895, alínea a ; b) julgar os agravos de petição e de instrumento, êstes de decisões denegatórias de recursos de sua alçada; c) impor multas e demais penalidades relativas e atos de sua competência jurisdicional, e julgar os recursos interpostos das decisões das Juntas dos juízes de direito que as impuserem. Parágrafo único. Das decisões das Turmas não caberá recurso para o Tribunal Pleno, exceto no caso do item I, alínea "c" , inciso 1, dêste artigo.(Incluído pela Lei nº 5.442, de 24.5.1968) Art. 679 - Aos Tribunais Regionais não divididos em Turmas, compete o julgamento das matérias a que se refere o artigo anterior, exceto a de que trata o inciso I da alínea c do Item I, como os conflitos de jurisdição entre Turmas.(Redação dada pela Lei nº 5.442, de 24.5.1968) Art. 680. Compete, ainda, aos Tribunais Regionais, ou suas Turmas: (Restabelecido com nova redação pela Lei nº 5.442, de 24.5.1968) a) determinar às Juntas e aos juízes de direito a realização dos atos processuais e diligências necessárias ao julgamento dos feitos sob sua apreciação; b) fiscalizar o comprimento de suas próprias decisões; c) declarar a nulidade dos atos praticados com infração de suas decisões; d) julgar as suspeições arguidas contra seus membros; e) julgar as exceções de incompetência que lhes forem opostas; f) requisitar às autoridades competentes as diligências necessárias ao esclarecimento dos feitos sob apreciação, representando contra aquelas que não atenderem a tais requisições; g) exercer, em geral, no interêsse da Justiça do Trabalho, as demais atribuições que decorram de sua Jurisdição Já o TST tem sua competência funcional fixada no seu próprio Regimento Interno: CAPÍTULO II DA COMPETÊNCIA Seção I Das Disposições Gerais art. 67. Compete ao Tribunal Superior do Trabalho processar, conciliar e julgar, na forma da lei, em grau originário ou recursal ordinário ou extraordinário, as demandas individuais e os dissídios coletivos que excedam a jurisdição dos Tribunais Regionais, os conflitos de direito sindical, assim como outras controvérsias decorrentes de relação de trabalho, e os litígios relativos ao cumprimento de suas próprias decisões, de laudos arbitrais e de convenções e acordos coletivos. · Conflitos de competência entre órgãos Há o conflito quando dois órgãos se declaram competentes ou incompetentes para apreciar determinada causa. Havendo conflitos entre: - duas varas do trabalho ou entre Juiz do Trabalho e juiz de direito, com jurisdição trabalhista – TRT julgará o conflito (art. 809, a, da CLT); - entre Regionais, o TST julgará (art. 808, b da CLT); - entre Juiz do Trabalho e Juiz de direito ou entre Juiz do trabalho e Juiz Federal, o STJ decidirá (art. 105, I, d, da CF); - entre TST e TJ, ou TRF, o STG julgará o conflito (art. 102, I, o da CF) - entre TRT e juiz de direito ou Federal, o STJ resolvera o conflito, nos termos do art. 105, I, d, da CF. ANEXO I Legislação CLT Art. 111. São órgãos da Justiça do Trabalho: I - o Tribunal Superior do Trabalho; II - os Tribunais Regionais do Trabalho; III - Juizes do Trabalho. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 24, de 1999) §§ 1º a 3º (Revogados pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) Art. 111-A. O Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de vinte e sete Ministros, escolhidos dentre brasileiros com mais de trinta e cinco anos e menos de sessenta e cinco anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal, sendo: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 92, de 2016) I um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício, observado o disposto no art. 94; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) II os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho, oriundos da magistratura da carreira, indicados pelo próprio Tribunal Superior. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) § 1º A lei disporá sobre a competência do Tribunal Superior do Trabalho. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) § 2º Funcionarão junto ao Tribunal Superior do Trabalho: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) I a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho, cabendo-lhe, dentre outras funções, regulamentar os cursos oficiais para o ingresso e promoção na carreira; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) II o Conselho Superior da Justiça do Trabalho, cabendo-lhe exercer, na forma da lei, a supervisão administrativa, orçamentária, financeira e patrimonial da Justiça do Trabalho de primeiro e segundo graus, como órgão central do sistema, cujas decisões terão efeito vinculante. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) § 3º Compete ao Tribunal Superior do Trabalho processar e julgar, originariamente, a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 92, de 2016) Art. 112. A lei criará varas da Justiça do Trabalho, podendo, nas comarcas não abrangidas por sua jurisdição, atribuí-la aos juízes de direito, com recurso para o respectivo Tribunal Regional do T rabalho. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) Art. 113. A lei disporá sobre a constituição, investidura, jurisdição, competência, garantias e condições de exercício dos órgãos da Justiça do Trabalho. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 24, de 1999) Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) I as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; (Incluídopela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) II as ações que envolvam exercício do direito de greve; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) III as ações sobre representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) IV os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data , quando o ato questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) V os conflitos de competência entre órgãos com jurisdição trabalhista, ressalvado o disposto no art. 102, I, o; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) VI as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relação de trabalho; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) VII as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) VIII a execução, de ofício, das contribuições sociais previstas no art. 195, I, a , e II, e seus acréscimos legais, decorrentes das sentenças que proferir; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) IX outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho, na forma da lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) § 1º Frustrada a negociação coletiva, as partes poderão eleger árbitros. § 2º Recusando-se qualquer das partes à negociação coletiva ou à arbitragem, é facultado às mesmas, de comum acordo, ajuizar dissídio coletivo de natureza econômica, podendo a Justiça do Trabalho decidir o conflito, respeitadas as disposições mínimas legais de proteção ao trabalho, bem como as convencionadas anteriormente. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) § 3º Em caso de greve em atividade essencial, com possibilidade de lesão do interesse público, o Ministério Público do Trabalho poderá ajuizar dissídio coletivo, competindo à Justiça do Trabalho decidir o conflito. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) Art. 115. Os Tribunais Regionais do Trabalho compõem-se de, no mínimo, sete juízes, recrutados, quando possível, na respectiva região, e nomeados pelo Presidente da República dentre brasileiros com mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos, sendo: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) I um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício, observado o disposto no art. 94; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) II os demais, mediante promoção de juízes do trabalho por antigüidade e merecimento, alternadamente. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) § 1º Os Tribunais Regionais do Trabalho instalarão a justiça itinerante, com a realização de audiências e demais funções de atividade jurisdicional, nos limites territoriais da respectiva jurisdição, servindo-se de equipamentos públicos e comunitários. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) § 2º Os Tribunais Regionais do Trabalho poderão funcionar descentralizadamente, constituindo Câmaras regionais, a fim de assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do processo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) Art. 116. Nas Varas do Trabalho, a jurisdição será exercida por um juiz singular. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 24, de 1999) Parágrafo único. (Revogado pela Emenda Constitucional nº 24, de 1999) Art. 117. e Parágrafo único. (Revogados pela Emenda Constitucional nº 24, de 1999) ANEXO II JURISPRUDÊNCIA TST - HYPERLINK "https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/182358316/conflito-de-competencia-cc-19818820135000000"CONFLITO HYPERLINK "https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/182358316/conflito-de-competencia-cc-19818820135000000" DE HYPERLINK "https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/182358316/conflito-de-competencia-cc-19818820135000000"COMPETENCIA HYPERLINK "https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/182358316/conflito-de-competencia-cc-19818820135000000" CC 19818820135000000 ( HYPERLINK "https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/182358316/conflito-de-competencia-cc-19818820135000000"TST HYPERLINK "https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/182358316/conflito-de-competencia-cc-19818820135000000") Data de publicação: 17/04/2015 Ementa: CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. EXECUÇÃO POR CARTA PRECATÓRIA. INDICAÇÃO DE BEM PELO JUÍZO DEPRECANTE. EMBARGOS A EXECUÇÃO. COMPETÊNCIA. SÚMULA 419 DO TST. Hipótese em que se questiona a competência para o exame de embargos a execução processada por carta precatória, em que se discute a licitude da penhora incidente sobre bem imóvel residencial de propriedade do devedor. Na forma do art. 747 do CPC c/c a Súmula 419 do TST, na execução por carta, os embargos serão oferecidos no juízo deprecante ou no juízo deprecado, mas a competência para julgá-los é do juízo deprecante, salvo se versarem, unicamente, sobre vícios ou irregularidades da penhora, avaliação ou alienação dos bens, praticados pelo juízo deprecado, caso em que a competência será deste último. Cuidando-se, pois, de ato de apreensão patrimonial praticado pelo juízo deprecado, segue-se manifesta a sua competênciapara o exame dos embargos à execução, sendo irrelevante a circunstância de o bem penhorado ter sido indicado pelo juízo deprecante. Afinal, na linha da diretriz jurisprudencial sumulada, o critério determinante para fixação da competência é, precisamente, a natureza das matérias veiculadas nos embargos à execução. Por isso, discutindo-se a licitude da penhora, ato de afetação patrimonial, incidente sobre bem imóvel residencial, qualificado como bem de família pelo executado (Lei 8.009/1990), irrecusável a competência do juízo deprecado, ora suscitante. Conflitode competência admitido para declarar a competência do Juízo da 24ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte/MG. Encontrado em: DE COMPETENCIA CC 19818820135000000 (TST) Douglas Alencar Rodrigues Subseção II Especializada em Dissídios Individuais DEJT 17/04/2015 - 17/4/2015 CONFLITO TST - RECURSO DE HYPERLINK "https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/18995484/recurso-de-revista-rr-3215100962008509-3215100-9620085090003"REVISTA : HYPERLINK "https://tst.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/18995484/recurso-de-revista-rr-3215100962008509-3215100-9620085090003" RR 3215100962008509 3215100-96.2008.5.09.0003 - Inteiro Teor . PROCESSO Nº TST-RR-3215100-96.2008.5.09.0003 Firmado por assinatura digital em 13/05/2011 pelo sistema AssineJus da Justiça do Trabalho, conforme MP 2.200-2/2001, que instituiu a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira. RECURSO DE REVISTA. 1. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA PLEITEAR DIREITOS INDIVIDUAIS INDISPONÍVEIS. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. Trata-se, na espécie, de ação civil coletiva proposta pelo Ministério Público do Trabalho da 9ª Região, pretendendo o restabelecimento do plano de saúde dos funcionários da Agência de Fomento do Paraná S.A. Objetiva, portanto, a defesa de direitos individuais indisponíveis. Legitimidade do Ministério Público amparada nos arts. 1º, V, da Lei nº 7.347/85; 127 da Constituição Federal e 6º, VII, d, da Lei Complementar nº 75/93. Recurso de revista conhecido e desprovido. 2. PLAN O DE SAÚDE - VANTAGEM PREVISTA EM NORMA COLETIVA - INCORPORAÇÃO AO CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO – IMPOSSIBILIDADE - SÚMULA 277 DO TST. Nos termos da Súmula 277 do TST, “as condições de trabalho alcançadas por força de sentença normativa vigoram no prazo assinado, não integrando, de forma definitiva, os contratos”. A diretriz, conforme reiteradamente vem decidindo esta Corte, por meio de suas Turmas e da SBDI-1, também se aplica às condições de trabalho e vantagens pactuadas por meio de acordos