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Conhecimentos Gerais em Saúde Pública
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Hierarquia da saúde pública no Brasil 
Para que garantir um melhor funcionamento dos serviços de saúde há uma hierarquização dos 
serviços do SUS. Essa classificação é feita de acordo com a complexidade do caso a ser atendido e 
é dividida em quatro níveis: 
• Atenção Básica: engloba os atendimentos e ações de promoção, prevenção e recuperação 
do estado da saúde, 
contemplando consultas, vacinação e outras ações. Os atendimentos a famílias também se 
encaixam aqui, como gestão materna, saúde do idoso, da criança e do adolescente. 
• Atenção secundária: estágio em que alguma doença já foi identificada e demanda 
acompanhamento especializado de oftalmologistas e cardiologistas, por exemplo. 
• Atenção terciária: para pacientes com um quadro mais grave, que precisam ser internados 
para melhor acompanhamento (por exemplo, nas Unidades de Tratamento Intensivo – 
UTI). 
• Reabilitação: seria uma quarta fase para casos em que o paciente teve alta, mas ainda 
demanda um acompanhamento posterior – como fisioterapia, por exemplo. 
Com base nessa classificação, o SUS definiu as unidades de atendimentos de saúde e quais casos 
cada uma delas pode e deve atender. As principais opções são: 
• Posto de Saúde: presta assistência à população de uma determinada área (por exemplo 
um bairro), com agendamentos de consultas ou não. O atendimento é realizado por 
profissionais da saúde como enfermeiros e auxiliares e pode, ou não, contar com a 
presença de um médico. 
• Unidade Básica de Saúde (UBS): realiza atendimentos de atenção básica e integral, como 
curativos. Os atendimentos englobam especialidades fundamentais, podendo também 
oferecer serviços odontológicos. A assistência deve ser permanente e prestada por médico 
generalista ou especialistas nas áreas oferecidas – o que pode variar de uma UBS para 
outra. Além dos médicos, os enfermeiros também desempenham um papel fundamental. 
Confira aqui algumas de suas funções. 
• Unidade de Pronto-Atendimento (UPA): consiste em unidades de urgência e emergência 
abertas 24 horas. Por contar com mais recursos do que um posto de saúde, é capacitada a 
atender serviços de média a alta complexidade, como casos de pressão alta, infarto, 
fraturas ou derrame. Na UPA, é o grau de emergência que define a ordem dos 
atendimentos. 
• Hospital (incluindo o hospital universitário): destinada ao atendimento dos casos de 
atenção terciária. Geralmente os pacientes são encaminhados ao hospital pelos níveis 
anteriores, ou ainda em ambulância. Por contar com maior quantidade de recursos 
tecnológicos, também são responsáveis por atendimento clínico geral em diversas 
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especialidades. Os hospitais atendem casos de enfermidades que ameacem a vida dos 
pacientes – como câncer – e realizam cirurgias, entre várias outras funções. 
A função dos postos de atendimento – em especial dos citados acima – deve estar muito clara 
para a população. Afinal, as filas seriam reduzidas e o serviço médico agilizado se os civis 
soubessem a qual forma de atendimento recorrer em cada ocasião. É necessária a 
preocupação em educar a população, pois esse fator por si só já auxiliaria na melhoria dos 
atendimentos públicos. Em Joinville, por exemplo ,a prefeitura distribui uma cartilha que informa 
sobre as funções dos diferentes postos de atendimento. 
Além dos estabelecimentos destacados anteriormente, outros ainda integram a rede de 
atendimento do SUS, como os hemocentros (bancos de sangue), os laboratórios – onde são 
realizados exames – e os institutos de pesquisa, como a Fundação Oswaldo Cruz, vinculado ao 
Ministério da Saúde. 
Dentre tais serviços, as farmácias merecem um destaque. É nesses estabelecimentos que 
acontece a distribuição de medicamentos básicos e essenciais – por meio do Programa Farmácia 
Popular – que também engloba redes privadas de farmácias parceiras – e medicamentos 
excepcionais, geralmente de alto custo, considerados essenciais pela Política Nacional de 
Assistência Farmacêutica. 
Além das farmácias, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) é de grande 
importância para o funcionamento das complexas políticas públicas de saúde. Cabe a esse serviço 
chegar rapidamente às vítimas em situação de urgência e emergência, como aquelas envolvidas 
em acidentes de trânsito. O SAMU consiste em um serviço pré-hospitalar que faz a conexão entre 
as vítimas e os recursos necessários para um atendimento completo. 
 
Profissionais que integram o Sistema Único de Saúde 
Você já percebeu que o sistema de saúde pública no Brasil é bem complexo e vai muito além do 
diagnóstico de doenças. Como o SUS tem que lidar com uma série de questões que, de forma 
direta ou indireta, dizem respeito à saúde, isso significa que é preciso contar com uma gama 
muito variada de profissionais. 
O artigo 13 da Lei Orgânica da Saúde (Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990) destaca algumas 
das atividades essenciais para o funcionamento do Sistema Único de Saúde: 
• Alimentação e nutrição; 
• Saneamento e meio ambiente; 
• Vigilância sanitária e farmacoepidemiologia; 
• Recursos humanos; 
• Ciência e tecnologia; 
• Saúde do trabalhador. 
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Por conta disso, para que uma equipe da saúde seja constituída, é necessário contratar muito mais 
do que profissionais específicos de cada área , como médicos, enfermeiros, parteiros, entre 
outros. Administradores, gestores, biólogos, assistentes sociais são alguns dos vários profissionais 
essenciais para o funcionamento do Sistema Único de Saúde. 
Uma das maneiras de conseguir contratar mais profissionais é por meio da candidatura dos postos 
de atendimento para bolsas oferecidas pelo Ministério da Saúde. São exemplos dessas bolsas a 
Pró-residência em Saúde e a Pró-residência Médica. A primeira inclui os profissionais de saúde, 
com a exceção de médicos, que se encaixam na segunda categoria de bolsa. 
Nesses dois programas, os requisitos para aplicação são decididos nos editais. Os documentos 
informam sobre quais postos de atendimento podem se candidatar, assim como quais as regiões 
prioritárias e as áreas de atuação dos profissionais a serem contratados. Com base nisso, postos 
de atendimento especificam – em uma proposta que é enviada para avaliação no órgão 
competente – quais as áreas e a quantidade de profissionais que desejam contratar, entre outros 
detalhes exigidos. 
QUAIS AS METAS DE SAÚDE QUE UM MUNICÍPIO DEVE 
CUMPRIR? 
Esse comando vem diretamente do Ministério da Saúde, que transfere o recurso e decide em 
quais fins esse dinheiro será investido. Entretanto, tal estratégia apresenta alguns problemas. 
O primeiro deles acontece porque as metas – como o número de novas UPAs a serem construídas 
em uma dada região – são determinadas com base na quantidade de pessoas. Contudo, esse valor 
populacional é dado pelo IBGE e não reflete a realidade. 
Essa falha acontece por razões como o constante dinamismo dos cidadãos, que se mudam de um 
bairro para o outro de forma mais rápida do que o censo demográfico consegue acompanhar. 
Além disso, é difícil prever o número de gestantes que uma cidade terá em um ano. O mesmo 
acontece com a quantidade de idosos e de pessoas com doenças crônicas – aquelas que se 
desenvolvem em um curto período de tempo. 
Por conta desse cenário é possível compreender a importância de os municípios realizarem os 
próprios censos e cadastramentos. Afinal, a gestão dos recursos enviados ao município pode ser 
melhor se os governantes tiverem uma melhor noção do número de pessoas que se encaixam em 
diversas categorias.

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