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HIGIENE E PROFILAXIA EDUCAÇÃO EM SAÚDE • O termo educação em saúde vem sendo utilizado desde as primeiras décadas do século XX, inicialmente chamada de Educação Sanitária, que surge no Brasil a partir da necessidade do Estado brasileiro de controlar as epidemias de doenças infectocontagiosas. • A educação em saúde é o processo educativo que envolve as relações entre os profissionais e a população que necessita construir seus conhecimentos e aumentar sua autonomia nos cuidados individual e coletivamente. Visa o desenvolvimento crítico e reflexivo do indivíduo sobre sua saúde, capacitando-o para opinar nas decisões de sua saúde. HIGIENE Higiene é uma medida profilática. A sua prática é feita por todos, que através do uso do conhecimento promovem a saúde, evitam doenças ou incapacidades. E também, claro, prologam a vida pessoal ou alheia. • Além das ações voltadas para o cuidado e preservação do corpo, também fazem parte do que denominamos higiene pessoal todas as ações direcionadas a manutenção da saúde mental. • Nessa expectativa, o homem deve ser orientado a buscar uma vida equilibrada. Saúde física e mental dependem de ações individuais e coletivas. • Desenvolver hábitos saudáveis quanto a higiene, habilitação, alimentação, prática desportiva, a trabalho, fazer postura e exercício, permitindo-lhes a sua utilização imediata e futura. • Desenvolver no indivíduo e atitude correta quanto as suas responsabilidade na conservação da própria saúde, da sua família e da comunidade em que vive. • Padrões de higiene e profilaxia estão relacionados com o surgimento de doenças infectocontagiosas individuais e coletivas. Objetivos • Prevenção e promoção de saúde através de medidas pessoais e coletivas; Antiassepsia • Emprego de substâncias antiassépticas; • Conjunto de meios (especialmente calor e agentes químicos) para destruir germes patogênicos e prevenir infecções. Ex: Limpeza da pele antes de uma cirurgia ou coleta de sangue, etc. Assepsia • Ausência de matéria infecciosa, patogênica; • Conjunto de meios (especialmente físicos), para impedir a entrada de germes patogênicos no organismo e prevenir infecções. Ex: Lavagem das mãos Esterilização • Eliminação de toda e qualquer forma de vida presente em um determinado material ou ambiente. Ex: físicos (autoclave) e químicos (formaldeído) Sanitização • Tratamento que leva a diminuição da vida microbiana nos utensílios alimentares e equipamentos de manipulação de alimentos até os níveis seguros de saúde pública. Desinfecção • Inativação ou redução do número de microrganismos. • Eliminação da potencialidade infecciosa do objeto ou superfície. Ex: limpeza com substância química em paredes, leitos, etc. • Desde muito cedo, percebeu-se que, a medida que a sociedade se organizava, os ajuntamentos humanos aumentavam significativamente, passando os homens a viverem muito próximos uns dos outros, em cidades, favelas e em outros tipos de comunidade. • Diante da ausência de regulação que impedem a proliferação de doenças, os homens, vivendo em aglomerados cada vez mais complexos, foram encontrando formas de estabelecer regras seguidas por todos, de modo a organizar a sociedade. • Nessa busca pela não propagação das doenças, normas de conduta foram sendo estabelecidas com o objetivo de “modelar comportamentos que pudessem resultar em riscos e danos à saúde da coletividade”. ENFRENTAMENTO DE DOENÇAS NA HISTÓRIA HUMANA TEORIA AMBIENTALISTA • Florence referia-se não somente ao valor da higiene e da profilaxia, mas à necessidade de os profissionais de enfermagem observarem regras e princípios que melhor preservassem e conservassem a saúde, de modo a evitar o aparecimento de doenças. • Para Florence, o primeiro e mais importante princípio norteador (orientador) das ações dos profissionais de enfermagem era: “Conservar o ar que ele (doente) respira tão puro quanto o ar exterior, sem deixá-lo sentir frio”. Ela afirmava também que nada mais teria valor se esse princípio fosse desconsiderado. FLORENCE NIGHTINGALE • Muitas doenças são transmitidas quando um desses cinco pontos não é observado ou considerado. Adiante, de forma mais detalhada, serão destacadas medidas de saneamento hoje normatizadas e que devem ser adotadas. • Em seus escritos, Florence deixa claro que uma boa ventilação na casa é essencial para evitar a transmissão de doenças. Para tanto, é necessário um fluxo contínuo de renovação do ar, ou seja, uma permanente troca de ar, do interior de casa para o exterior e vice-versa. • Muitas doenças têm o ar como veículo de transmissão. Dentre estas destacamos a tuberculose, a a meningite, a gripe, etc. • Pela água, muitas doenças podem ser transmitidas ao homem. São as chamadas doenças de ventilação hídrica. • Nesses casos, a água serve de meio de transporte para o agente causador da doença que, em geral, é eliminado pelo próprio homem, através de seus dejetos (fezes, urina, etc.) ou por poluentes químicos. TIPOS DE HIGIENE • Pessoal: é um conjunto de hábitos de limpeza que cada pessoa exerce no próprio corpo. • Coletiva: é um conjunto de regras higiênicas estabelecidas pela sociedade às pessoas. Higiene Pessoal Limpeza das Mãos • Mãos possuem sulcos, onde podem se acumular microrganismos (não manusear alimentos sem lavar as mãos); • Lavá-las sempre antes e após ir ao banheiro (a lavagem deve abranger todas as partes das mãos); • Unhas sempre cortadas e limpas são importantes medidas de prevenção de doenças (verminoses e doenças intestinais podem ser evitadas com os simples hábitos de cortar as unhas e lavar bem as mãos. • São os cuidados que temos com o corpo. Esse tipo de higiene além de prevenção normal contra doenças tem a função de causarmos boa impressão aos outros. • Influenciando diferente na comunicação e no relacionamento interpessoal. Lavagem correta das mãos Limpeza das Mãos – Álcool 70% • Deve ser utilizado em mãos sem sujidade visível; • Quando utilizado em regiões com sujidades visíveis, pode atuar como fixador dos microrganismos; • Cuidado com o ressecamento excessivo da pele, pois pode levar a lesões. Banho: • Acúmulo progressivo de suor e sebo, que se somam às sujeiras exteriores (poeiras, terra, areia, etc). • A consequência de um banho mal tomado: aparecimento de vermelhidão na pele, odor desagradável, risco de aparecimento de piolhos e sarna, micoses, seborreia, infecções urinárias e corrimento vaginal nas meninas. • O banho é indispensável à saúde do corpo. Depois do banho, certifica-se que estejam bem limpos e secos os espaços entre os dedos, virilhas, ouvidos, nariz e outras dobras. Higiene Oral • Higiene oral após a ingestão de alimentos, antes de ir dormir e ao acordar (creme dental com fluor); • Uma boa escovação: mínimo 3 min com movimentos verticais, horizontais e circulares; • Utilizar fio dental Complicações da higienização bucal insuficiente • Erosão e corrosão do esmalte dentário pela ação de ácidos provenientes da decomposição de restos alimentares realizada pelas bactérias; • As principais causas são a higiene dental deficitária e a ingestão de alimentos açucarados; • A principal bactéria envolvida nesse processo é a Streptococcus mutans Cabelos • Devem ser lavados, no mínimo, 2 vezes por semana; • Nos cabelos cumulam-se poeiras e gorduras que devem ser eliminadas; • Cabelos muito grandes e sujos, facilitam o aparecimento e multiplicação de piolhos. Vestuário • Roupa e calçado devem estar sempre limpos e serem adequados ao tempo que faz; • O vestuário é importante na temperatura corporal; • Alguns tecidos retém suor, propiciando um mau odor. Horas de Sono • O sono assegura o repouso de cérebro e a reconstrução dos tecidos; • O tempo normal varia de 6 a 8 horas; • Uma boa noite de descanso é vital para a manutenção da saúde mental e física. Benefícios • Perda de peso; • Redução da pressão arterial; • Melhora do nível deaçúcar sérico; • Diminuição do colesterol LDL e aumento do HDL; • Diminui o estresse; • Aumenta a circulação sanguínea no cérebro. Recomendações • Roupas leves e sapatos adequados; • Manter-se hidratado; • Início lento e graduado. Atividade Física • A prática de atividades físicas traz benefícios aos sistemas respiratório e cardiovascular, fortalece os músculos, é bom para regularizar o intestino, baixar o colesterol, perder peso e muitas coisas; • Moderação e cautela devem ser levados em conta; • Quando um indivíduo está praticando atividades físicas, o corpo libera uma substância chamada endorfina que é responsável pelo bem estar, assim esta pessoa desenvolve melhor seu lado psicológico. HIGIENE COLETIVA • Cuidados de limpeza e profilaxia que vão além do cuidado a si próprio; • São normas e condutas adotadas pela sociedade a fim de manter o convívio social saudável a todos. • O objetivo é evitar a transmissão de doenças e facilitar o convívio social em lugares comuns, não individuais e compartilhados. • Saneamento básico, água tratada, coleta de lixo, etc. HIGIENE DA HABITAÇÃO • Cômodos devem ser rigorosamente limpos diariamente (atenção especial com o lixo doméstico); • Saneamento básico (abastecimento de água, coleta de lixo, rede de esgotos entre outros). Dentre as condições desejáveis para uma habitação higiênica, temos como necessário: • Ar puro, isento de poeiras, gases tóxicos e de germes; • Iluminação solar é outra condição básica, pois mata os micróbios; HIGIENE MENTAL • Pensamentos positivos nos ajudam a agirmos melhor, temos mais saúde, somos mais felizes. Até o sentidos ficam mais apurados, a memória mental se desfaz. E nossos órgãos como o estômago, o fígado e o coração funcionam melhor. • Ainda podemos dizer que a higiene mental é a chave do sucesso. Para mantê-la basta ler, praticar esporte, passear, viajar, acampar, assistir bons filmes, etc. HIGIENE AMBIENTAL Esta relacionada a nossa vida e a natureza. Devemos cultivar alguns hábitos como: • Não jogar lixo no chão e/ou nos rios, colocando-os sempre nas lixeiras corretas; • Não deixar água parada em vasos, garrafas e pneus velhos; • Abrir as janelas para gerar uma circulação de ar, manter limpos os ambientes, não destruir a natureza. HIGIENE DOS ALIMENTOS • Segundo a Organização Mundial de Saúde, a higiene dos alimentos compreende: “Todas as medidas necessárias para garantir a inocuidade sanitária dos alimentos. Mantendo as qualidades que lhes são próprias e com especial atenção para o conteúdo nutricional”. • Conservação dos alimentos; cozimento adequado dos alimentos; imersão dos alimentos em uma solução de hipoclorito de sódio. VIGILÂNCIA SANITÁRIA • A vigilância sanitária é entendida como um conjunto de ações capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, na produção e circulação de bens e na prestação de serviços de interesse da saúde, abrangendo: I – o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da produção ao consumo; e II – o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou indiretamente com a saúde. Regulação: “todo controle, sustentado e especializado, feito pelo Estado ou em seu nome, que intervém nas atividades de mercado que são ambivalentes, pois, embora úteis, apresentam riscos para a saúde da população”. A regulação é uma função mediadora entre os interesses da saúde e os interesses econômicos; ou seja, a vigilância sanitária constitui uma instância social de mediação entre a produção de bens e serviços e a saúde da população. • Acidentes com produtos perigosos; • Efeitos dos fatores físicos; • Condições saudáveis no ambiente de trabalho. Conjunto de ações que visa coordenar, avaliar, planejar, acompanhar, inspecionar e supervisionaras ações de vigilância relacionadas às doenças e agravos à saúde no que se refere a: • Água para consumo humano; • Contaminação do ar e do solo; • Desastres naturais; • Contaminantes ambientais e substâncias químicas; VIGILÂNCIA AMBIENTAL Cabe a SINVSA (Subsistema Nacional de Vigilância em Saúde Ambiental): • Elaborar indicadores e sistema de informação de Vigilância em Saúde Ambiental para análise e monitoramento; • Promover intercâmbio de experiências, ações educativas e orientações; • Democratizar o conhecimento na área. Classificação dos Riscos Controlados pela Vigilância Sanitária Riscos ocupacionais • Processo de produção, substância, intensidades, carga horária, ritmo e ambiente de trabalho. Riscos Iatrogênicos (decorrentes de tratamento médico e uso de serviços de saúde) • Medicamentos, infecção hospitalar, sangue e hemoderivados, radiações ionizantes • Tecnologias médico-sanitárias, procedimentos e serviços de saúde. Riscos ambientais • Água (consumo e mananciais hídrico), esgoto, lixo (doméstico, industrial, hospitalar) • Valores e transmissores de doenças (mosquitos, barbeiro, animais), poluição de ar, do solo e de recursos hídricos, transporte de produtos perigosos, etc. Riscos Institucionais • Creches, escolas, clubes, hotéis, portos, aeroportos, fronteiras, estações ferroviárias e rodoviárias, salão de beleza, saunas, etc. Riscos Sociais • Transporte, alimentos, substâncias psicoativas, violências, grupos vulneráveis, necessidades básicas insatisfeitas. Slide 1 Slide 2: HIGIENE E PROFILAXIA Slide 3: HIGIENE Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8: ENFRENTAMENTO DE DOENÇAS NA HISTÓRIA HUMANA Slide 9: TEORIA AMBIENTALISTA Slide 10 Slide 11: TIPOS DE HIGIENE Slide 12: Higiene Pessoal Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20: HIGIENE COLETIVA Slide 21: HIGIENE DA HABITAÇÃO Slide 22: HIGIENE MENTAL Slide 23: HIGIENE AMBIENTAL Slide 24: HIGIENE DOS ALIMENTOS Slide 25: VIGILÂNCIA SANITÁRIA Slide 26 Slide 27: VIGILÂNCIA AMBIENTAL Slide 28 Slide 29: Classificação dos Riscos Controlados pela Vigilância Sanitária Slide 30 Slide 31