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DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO
BIO 270 - VIROLOGIA GERAL E MOLECULAR
Março, 2026
Adriele Jéssica do Carmo Santos 
adriele.jessica@ufv.br 
Microrganismos
Microrganismos estão em toda parte;
Muitos são benéficos e importantes para o equilíbrio dos ecossistemas;
Alguns são patogênicos e podem causar doenças;
Por isso, são necessários métodos de controle, como desinfecção e esterilização.
Controle de Microrganismos
O controle de microrganismos consiste no conjunto de técnicas utilizadas para eliminar, reduzir ou impedir o crescimento microbiano em superfícies, objetos, tecidos e ambientes.
Objetivos:
Prevenir infecções e a disseminação de patógenos
Garantir segurança em ambientes laboratoriais e hospitalares
Assegurar a qualidade e a conservação de produtos
Principais métodos:
Desinfecção
Esterilização
Antissepsia
Processo que elimina a maioria dos microrganismos patogênicos.
Existe uma grande variedade de desinfetantes químicos;
Deve-se utilizar sua correta diluição para garantir o efeito germicida;
Utilizar sempre equipamento de proteção: luvas, jaleco e óculos de proteção.
Desinfecção
O cloro tem alto poder oxidante, germicida mais potente existente;
Não é recomendado para materiais metálicos;
Não utilizar para antissepsia: irritante para tecidos vivos;
NaDCC (dicloroisocinurato de sódio): tratamento de água.
Desinfetantes a base de cloro
Concentração ótima de 70%;
Bactericida, fungicida e virucida para vírus envelopados; não age sobre esporos e vírus não-envelopados;
Promove desnaturação de proteínas e dissolução da membrana;
Amplamente utilizado na desinfecção de superfícies e objetos;
Pode ser empregado como antisséptico, porém causa ressecamento da pele, que pode ser contornado com formulação com glicerina 2%.
Desinfetantes a base de álcool 
 Ação semelhante ao cloro, atuando por oxidação de componentes celulares
Bactericida e fungicida, baixa atividade esporocida;
Solução de álcool iodado 0,5 ou 1%: sensível ao calor e luz, risco de alergias;
Iodopovidona ou PVPI  iodo + PVP (polímero polivinilpirrolidona)
Melhor ação germicida que o álcool iodado;
Mais seguro  utilizado como antisséptico para as mãos, limpeza de ferimentos e limpeza da pele no pré-operatório
Desinfetantes a base de iodo
Formaldeído (formol)
Grande poder redutor, excelente germicida, age sobre esporos;
Vapor tóxico à pele e mucosas;
Utilizado em fumigação de ambientes e equipamentos;
Potencial cancerígeno;
Forma sólida: paraformaldeído.
Glutaraldeído
Germicida e esporicida;
Solução a 2% previamente alcalinizada com bicarbonato;
Não corrosivo, muito utilizado em instrumentos hospitalares;
Menos irritante que o formol, porém ainda tóxico para tecidos vivos.
Desinfetantes
Peróxido de hidrogênio (água oxigenada)
Desinfetante poderoso
Ação oxidativa
Ação germicida e esporocida;
Solução de 3 a 6%;
Utilizado para desinfecção de ambientes hospitalares; tratamento de água, esgoto e efluentes industrias;
Instável em presença de luz e calor, devendo ser armazenado em recipientes escuros
Corrosivo para objetos metálicos.
Desinfetantes
Desinfetantes
Desinfecção
DESINFECÇÃO DA ÁREA E SUPERFÍCIES
- Exige a combinação de desinfetantes químicos líquidos ou gasosos.
Superfícies contaminadas ou com suspeita de contaminação: 
- Hipoclorito de sódio (5000 ppm) ou álcool 70%.
Salas e equipamentos: 
 Podem ser fumigadas com formaldeído gasoso. 
 Fervura do formol (35 ml/m3) para geração de gás
 Todas as aberturas da sala precisam ser vedadas. 
 Tempo de ação: cerca de 8 horas
 A entrada no local só deve ocorrer com máscaras apropriadas ou após ventilação adequada.
Procedimento realizado por duas pessoas, devido ao alto risco (gás tóxico e carcinogênico).
Desinfecção
DESINFECÇÃO DAS CÂMARAS DE SEGURANÇA BIOLÓGICA
- Paraformaldeído sobre uma chapa elétrica quente. 
 Deixa-se o formaldeído evaporar por completo. 
 Manter câmera fechada por 1 noite. 
 Após ligar exaustor para remoção do formaldeído. 
Esterilização 
Processo que elimina completamente todas as formas de vida microbiana
Principais métodos de esterilização
Métodos físicos
Calor úmido (autoclave)
Calor seco (estufa)
Radiação
Filtração
incineração
Esterilização 
Autoclavagem
Calor Úmido
É um dos métodos mais utilizados em laboratório para esterilização de objetos e soluções.
Esterilização 
Autoclavagem
Temperatura de 121 °C por 15-30 min, ou 134°C por 5 mim.
Os materiais devem ser empacotados em papel ou plástico apropriado e colocados espaçados de modo que o vapor consiga atingir todos os objetos;
Indicadores de esterilização: químicos (fita zebrada, teste de Bowie-Dick, SIL-250) e biológicos.
.
Esterilização 
Estufa 
Exposição de materiais a altas temperaturas de ar seco, o que provoca desidratação e oxidação dos componentes celulares, levando à morte dos microrganismos, inclusive esporos bacterianos.
Utilizada para esterilização de vidrarias e instrumentos metálicos.
Calor seco
Esterilização 
Radiação ultravioleta
A radiação é bastante utilizada para esterilização de cabines de segurança biológica;
A radiação UV não tem grande eficiência esterilizante pois não possui poder de penetração em líquidos, tecidos etc. 
Pode ser utilizada para esterilizar superfícies apenas. Alguns microrganismos são resistentes a luz UV.
Esterilização 
Filtração
Método útil para esterilização de soluções sensíveis a temperatura (ex.: meios de cultura com antibiótico, soro fetal bovino)
 
Diâmetro do poro = 0,22 m
Esterilização 
Incineração
Método útil de descarte de lixo de laboratório.
temperaturas muito altas (≈800–1200°C)
É o método mais utilizado para descarte de resíduos hospitalares;
Não é sustentável: geração de gases tóxicos para o meio ambiente.
Câmara dupla ≠ câmara simples
1° câmara: ocorre a queima inicial do material (≈800–900°C), gera gases e partículas.
2° câmara: os gases são queimados novamente (≈1000–1200°C), ocorre a combustão completa.
Antissepsia
Consiste na remoção de microrganismos de tecidos vivos, como pele e mucosas.
Objetivos:
Prevenir infecções em procedimentos clínicos
Reduzir a microbiota da pele e mucosas
Evitar contaminação de feridas.
Principais agentes antissépticos:
Álcool 70%
Iodo
Peróxido de hidrogênio (água oxigenada)
Técnicas assépticas 
Conjunto de medidas utilizadas para evitar a contaminação por microrganismos em um determinado ambiente ou objeto. 
Principais práticas:
Higienização das mãos
Uso de EPI (luvas, máscara, jaleco)
Desinfecção de superfícies e materiais
Esterilização prévia de instrumentos
Trabalhar próximo à chama ou em cabine de fluxo laminar
Evitar falar, tossir ou movimentar-se excessivamente durante o procedimento.
Dúvidas?
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