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A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Estomatologia - 2 ano - Apostila Completa. Estomatologia, Odontologia (Universidade da Região de Joinville) A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Estomatologia - 2 ano - Apostila Completa. Estomatologia, Odontologia (Universidade da Região de Joinville) Baixado por Gabriella (gaabi.justo@gmail.com) lOMoARcPSD|21664082 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=estomatologia-2-ano-apostila-completa https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-da-regiao-de-joinville/estomatologia-odontologia/estomatologia-2-ano-apostila-completa/14557545?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=estomatologia-2-ano-apostila-completa https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-da-regiao-de-joinville/estomatologia-odontologia/4866256?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=estomatologia-2-ano-apostila-completa https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=estomatologia-2-ano-apostila-completa https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-da-regiao-de-joinville/estomatologia-odontologia/estomatologia-2-ano-apostila-completa/14557545?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=estomatologia-2-ano-apostila-completa https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-da-regiao-de-joinville/estomatologia-odontologia/4866256?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=estomatologia-2-ano-apostila-completa ESTOMATOLOGIA 2° ano 1 DE JANEIRO DE 2019 UNIVILLE UNIIVERIDADE Sara Siewert dos Santos Baixado por Gabriella (gaabi.justo@gmail.com) lOMoARcPSD|21664082 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=estomatologia-2-ano-apostila-completa Conceitos básicos - Diagnóstico diferencial: relação de doenças ou alterações que mostram sinais e sintomas semelhantes e são compatíveis com uma determinada lesão. - Diagnóstico clínico ou hipótese diagnóstica: identifica uma doença pela anamnese e exame físico (exame clínico), dentre aqueles relacionados no diagnóstico diferencial que apresenta maior coincidência de detalhes de uma determinada doença. - Diagnóstico definitivo ou diagnóstico final é o descobrimento ou reconhecimento de uma lesão. - Prognóstico: a predição da evolução de uma doença e suas consequências. Pode ser classificado em relação a vida, ao órgão e à cura, como bom, mau, duvidoso ou incerto. Nomenclatura - Estomatologia: origem grega na qual stómato, stomus significa “boca” e lógus, “ciência, estudo, tratado”. Estomatologia significa o estudo das afecções da boca. - Semiologia: origem grega onde semeyon significa “sinal, sintoma” e lógus “ciência, estudo, tratado”. Semiologia refere-se à ciência ou ao estudo dos sinais e sintomas e à arte de interpretá-los. - Semiotécnica: técnica de obtenção dos sinais e sintomas. - Propedêutica clínica: propedeuticus significa “que serve de introdução a uma arte ou ciência; preliminar”. A propedêutica clínica engloba a análise e valorização dos dados (informações) obtidos relacionando-os com as possíveis causas e efeitos de uma lesão, propondo um diagnóstico diferencial. - Semiogênese : Semeyon (grego), sinal ou sintoma e genesis (grego), geração, origem, formação. Semiogênese são os mecanismos de formação dos sinais e sintomas (etiofisiopatogenia). - Sinal: dado objetivo que pode ser notado pelo profissional, tanto por semiotécnica, quanto meios subsidiários. Exemplos: vômito, cianose, pulsação, bolha, úlcera. - Sintoma: sensação subjetiva relatada durante a anamnese pelo paciente e não visualizada pelo profissional. Exemplos: dor, queimação, tontura, formigamento. - Sintomatologia: é o conjunto de sinais e sintomas. - Síndrome: conjunto de sinais e/ou sintomas que caracterizam uma doença. - Sinal ou sintoma prodrômico: é o sinal ou sintoma que precede o aparecimento de uma doença. Exemplo: prurido peri labial que antecede a formação das vesículas na infecção pelo vírus do herpes simples tipo I. - Sinal ou sintoma patognomônico: é o sinal ou sintoma que por si só define a doença. Variação anatômica - São diferenças entre os indivíduos semelhantes, com características diferentes do aspecto mais comum, mas ainda estão dentro dos padrões de normalidade. GRANULOS DE FORDYCE - Múltiplas pápula de coloração branco- amarelada, localizadas na mucosa jugal (geralmente bilateral), mucosa retromissural e mucosas labiais. - Assintomáticas, são achados clínicos. - Também chamado glândulas sebáceas ectópicas. PAPILA PAROTIDEA HIPERTRÓFICA - Localizada na mucosa jugal. - Geralmente apresenta-se como uma pequena protuberância mas quando aparece hipertrófica pode ser confundida com uma bolha. LEUCOEDEMA - Edema intra-epitelial. - Mais comum e acentuado em pacientes fumantes. - Mais prevalente em melanoderma. - É uma mancha branca-acinzentada, difuda, assintomática, na mucosa jugal. - Pode ter superfície lisa ou pregueada. LINHA ALBA - Hiperqueratose comum na mucosa jugal causada pelo atrito dos dentes segundo a linha oclusal. - Elevação linear, bilateral, assintomática, esbranquiçada, na altura do plano oclusal. PAPILITE FOLIADA - Papila encontrada na borda da língua correspondente ao tecido linfoide. - Ranhuras, podendo ser avermelhada. GLOSSITE ROMBOIDAL MEDIANA - Terço posterior do dorso da língua na linha média, anteriormente as papilas caliciformes. Baixado por Gabriella (gaabi.justo@gmail.com) lOMoARcPSD|21664082 - Pode apresentar-se como nódulo ou vegetação, lisa ou rugosa, avermelhada. - Manifestação da candidíase, em alguns casos é observada no palato devido ao contato das estruturas. LÍNGUA FISSURADA - Sulco central no dorso da língua e deste saem fissuras secundarias em direção à margem da língua. - Hereditário. - Indivíduos com Síndrome de Down. LÍNGUA PILOSA - Aumento na produção de queratina ou decréscimo na descamação normal da língua. - Papilas filiformes alongadas agem como absorvente da dieta ingerida, principalmente rica em corantes, podendo haver pigmentação. - Gosto amargo / mau hálito. - Associado ao uso de antibióticos de largo espectro e de corticoides sistêmicos, higiene bucal deficiente, bochechos com antiácidos, radioterapia, proliferação de bactérias e fungos, e tabagismo. LÍNGUA CRENADA - Marcas deixadas pelo contorno dos dentes na borda da língua. LÍNGUA GEOGRAFICA - Glossite migratória benigna. - Mapa, onde áreas do dorso da língua estão despapiladas. - Relacionada a um período de estresse, localizada no dorso da língua. - Pode haver ardência e dor em períodos de remissão e exacerbação. Deve-se evitar alimentação condimentada, cítrica e excessivamente quente, nesse período. VARICOSIDADES LINGUAIS - Múltiplas vesículas ou bolhas de coloração vermelho escuro/azuladas, assintomático. - Localizado no ventre e margens linguais. - São ectasias vasculares (veia dilatada e tortuosa). CARUNCULA SUBLINGUAL PROEMINENTE - Essa carúncula pode apresentar-se com um aspecto de inchaço, como se fosse uma bolha. - Localizada no assoalho bucal. TÓRUS E EXOSTOSES - Crescimentos ósseos benignos, situados na cortical óssea. - Localizadas no palato duro e assoalho bucal. - Hereditário e hiperfunção mastigatória. - Uni ou bilateral, único ou múltiplos nódulos, com mucosa de superfície íntegra, assintomáticos. - Tratamento cirúrgico ou não, quando necessário. PAPILA INCISIVA HIPERTRÓFICA - Papila localizada atrás dos incisivos centrais superiores. - Aspecto de inchaço, parecendo uma bolha. Lesões fundamentaisdas infecções é resultado da disseminação direta através de aerossóis emitidos por um paciente com a doença ativa. -Infecção é diferente da doença ativa. -A tuberculose primária ocorre em pessoas não expostas ao microorganismo previamente e quase sempre envolve os pulmões. Na maioria dos indivíduos, resulta apenas em um nódulo localizado, fibrocalcificado, situado no local inicial de desenvolvimento. -Poucos pacientes progridem de infecção para doença ativa. Desenvolve-se em fase mais tardia da vida, a partir da reativação do microorganismo em uma pessoa previamente infectada. É chamada de tuberculose secundária. Pode ocorrer disseminação difusa através do sistema vascular (tuberculose miliar). - Características clínicas: *Primária: o Geralmente assintomática. o Ocasionalmente pode ocorrer febre e efusão pleural. *Secundária: o Geralmente no ápice do pulmão, mas podem propagar-se para muitos sítios diferentes por material infectado expectorado ou vasos sanguíneos/linfáticos. o Sintomas: febre baixa, mal-estar, anorexia, perda de peso, sudorese noturna. o Com a progressão da fase pulmonar: tosse acompanhada de hemoptise e dor torácica. o A tuberculose extrapulmonar é bastante encontrada em pacientes com HIV. o Na cabeça e pescoço: nódulos linfáticos cervicais, laringe, ouvido, cavidade nasal, nasofaringe, cavidade oral, parótida, esôfago, coluna vertebral. o Lesões orais: A maioria são úlceras crônicas e indolores; áreas leucoplásicas nodulares/granulares/firmes. As lesões da tuberculose primária usualmente envolvem a gengiva, sulco mubobucal e áreas de inflamação adjacentes a dentes ou em locais de exodontia; As lesões da secundária estão mais na língua, palato e lábios. As primárias geralmente estão associadas ao aumento dos linfonodos. LEPRA(HANSENÍASE) -Doença infecciosa crônica produzida pelo Mycobacterium leprae. -Baixa infectividade -Os microorganismos precisam de baixa temperatura corpórea para sobreviver. -A doença ativa progride por estágios de invasão, proliferação, ulceração e resolução com fibrose. -2 apresentações clínicas: *Lepra tuberculóide: o Desenvolve-se em pacientes com reação auto-imune elevada. *Lepra lepromatosa: o Pacientes com redução da resposta imune mediada por células. o Apresentam numerosos microorganismos nos tecidos, apresentam doença difusa. - Características clínicas: o Classificada em 2 categorias: Paucibacilar: Corresponde mais ao padrão tuberculóide e mostra um pequeno número de lesões bem circunscritas e hipopigmentadas. O envolvimento dos nervos resulta em anestesia da área afetada e perda da sudorese. As lesões orais são raras nessa variante. Multibacilar: Corresponde ao padrão lepromatoso e começa vagarosamente com numerosas máculas ou pápulas bem definidas e hipopigmentadas sobre a pele que, com o tempo, torna-se espessa. O cabelo/sobrancelhas/cílios se perdem. O envolvimento dos nervos causa perda da sensibilidade, da sudorese. Baixado por Gabriella (gaabi.justo@gmail.com) lOMoARcPSD|21664082 O envolvimento nasal resulta em epistaxe, obstrução e perda do olfato. O colapso do dorso do nariz é considerado patognomônico. Lesões bucais: palato duro, palato mole, gengiva vestibular superior/inferior, mucosa jugal. Os tecidos afetados aparecem como pápulas firmes e amareladas ou avermelhadas, sésseis, que desenvolvem ulceração e necrose. As lesões linguais se iniciam como áreas de erosão que podem resultar em grandes nódulos. A infecção do lábio pode resultar em macroqueilia. A infiltração direta do processo inflamatório pode destruir o osso subjacente às áreas com envolvimentos dos tecidos moles. Face leprosa (atrofia da espinha nasal anterior, atrofia da crista alveolar anterior do maxilar e alterações inflamatória endonasais). O envolvimento da maxila pode causar perda dos dentes ou deformidades nos decíduos. Pode haver perfuração do palato. Os nervos facial e trigêmeo podem estar envolvidos (paralisia uni/bilateral; principalmente ramo maxilar do trigêmeo). ACTINOMICOSE - Os actinomicetos são componentes saprófitas da flora bucal. -Actinomyces israelii e Actinomyces viscosus. -locais de colonização: cripta amigdaliana, placa e cálculo dental, dentina cariada, sulco gengival e bolsas periodontais. - Características clínicas: o Pode ser tanto uma infecção aguda quando crônica (associada à fibrose). o Maior prevalência: região cervico-facial, região abdominal e pélvica, sistema pulmonar, pele, sistema genitourinário (contraceptivos intra-uterinos). o Na região cervico-facial, o organismo penetra no tecido por uma área de trauma anterior. A infecção não se dissemina ao longo dos planos faciais e não obedece as rotas dos vasos e nervos. o A descrição clássica é de uma área endurecida de fibrose, que ao final forma uma área central mais macia de abscesso. A infecção pode estender-se para a superfície, formando uma fístula. A dor costuma ser mínima nesse caso. o Pode haver envolvimento das glândulas salivares (abscessos) o Osteomielite sctinomicótica da mandíbula e maxila. o Lesões periapicais inflamatórias - Diagnóstico: o Cultura o Biópsia das lesões o Aspiração (presença de grânulos sulfúricos) - Tratamento: o Antibiótico por período prolongado em altas doses. o Drenagem do abscesso o Excisão do trajeto fistuloso GUN -Gengivoestomatite ulcerativa necrosante (aguda) -“Piorréia”, “boca de trincheira” -Fatores: má higienização, stress, bacilo fusiforme + espiroqueta (Borrelia vincentii) -Manifestações clínicas: dor, hipereremia gengival, necrose de papilas, odor fétido, sialorréia. -Diagnóstico: história e aspecto clínico -Tratamento: cuidados locais e penicilina SÍFILIS -Infecção crônica causada pelo Treponema pallidum. -Os modos primários de transmissão são o contato sexual e mãe/feto -A infecção sofre uma evolução em 3 estágios. -O portador só transmite nos 2 primeiros. -As mulheres grávidas podem transmitir no 3º estágio também. Quanto mais cedo durante a gestação a mãe tiver a infecção, menor a chance de infecção fetal. A infecção do feto pode ocorrer em qualquer época da gestação, mas os estigmas só se desenvolvem a partir do 4º mês de gestação. -Lesões orais são incomuns, mas podem ocorrer em qualquer estágio. - Características clínicas: *Sífilis primária: o Caracterizada pelo cancro que se desenvolve no local da inoculação do microorganismo, tornando-se clinicamente evidente entre 3 e 90 dias após a exposição inicial. o A genitália externa e o ânus são as regiões mais comuns, e na área afetada principia uma lesão papular, que desenvolve uma ulceração central. Baixado por Gabriella (gaabi.justo@gmail.com) lOMoARcPSD|21664082 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=estomatologia-2-ano-apostila-completa o Lesões orais: Mais comuns nos lábios, língua, palato, gengiva e amígdalas. Surge como uma ulceração indolor ou, raramento, como uma proliferação vascular semelhante a um granuloma piogênico. A linfoadenopatia regional, que é bilateral, é encontrada na maioria dos pacientes. Se não tratada, a lesão inicial cicatriza dentro de 3 a 8 semanas. *Sífilis secundária: o É descoberta clinicamente entre 4 a 10 semanas após a infecção inicial. o As lesões secundárias podem surgir antes que a lesão primária tenha sido completamente resolvida. o Aparecimento de sintomas sistêmicos: linfoadenopatia indolor, dor de garganta, mal-estar, dor de cabeça, perda de peso, febre e dores músculo-esqueléticas. o Um sinal consistente é uma erupção cutânea maculopapular, difusa e indolor, que é disseminada, podendo atingir as áreas plantar e palmar. o A erupção também pode envolver a cavidade oral e surgir como áreas maculopapulares vermelhas. Ainda que a erupção possa deixar cicatrizes e hiper/hipopigmentação, ela regenera semdeixar marcas na maioris dos pacientes. o Alguns pacientes apresentam áreas focais de exocitose intensa e espongiose da mucosa oral, levando a zonas de mucosa sensível e esbranquiçada, conhecidas como placas mucosas. Pode ocorrer necrose do epitélio superficial, levando à descamação da pele e à exposição do tecido conjuntivo. Lesões múltiplas. Pode ocorrer recidiva. o Em algumas situações, a sifílis secundária pode apresentar uma forma agressiva e disseminada conhecida como lues maligna (febre, dor de cabeça, mialgia, ulcerações necróticas, artralgia). *Sífilis terciária: o Após o segundo estágio, os pacientes entram em um período assintomático, livres de lesões e sintomas, conhecidos como sífilis latente. o Este período de latência pode durar de 1 a 30 anos; então, desenvolve-se a sífilis terciária. o Envolvimento do sistema vascular, nervoso central, inflamações granulomatosas (pele, mucosa, tecidos moles, ossos e órgãos internos). O local ativo da inflamação granulomatosa, conhecido como goma, aparece como uma lesão endurecida, nodular ou ulcerada, que pode produzir destruição tecidual extensa. o Lesões intra-orais usualmente afetam o palato (perfuração) e a língua (glossite intersticial e glossite luética) *Sífilis congênita: o 3 características diagnósticas prodrômicas (tríade de Hutchinson): 1. Dentes de Hutchinson (alteração nos incisivos/incisivos em chave de fenda; e dos molares – molares em amora, molares de Fournier, molares de Moon) 2. Queratite ocular intersticial (não está presente no nascimento; superfície córnea opaca, perda de visão) 3. Surdez provocada pelo comprometimento do oitavo par craniano - Tratamento: o Abordagem terapêutica individualizada o Profilaxia oftálmica (eritromicina, tetraciclina ou nitrato de prata) nos olhos dos recém- nascidos para evitar oftalmia gonocócica neonatal. Doenças autoimunes - Resposta inflamatória que o corpo destina contra ele mesmo - Não tem cura, apenas tratamento paliativo SÍNDROME DE SJOGREN - Afeta principalmente as glândulas lacrimais e salivares - Mediada por linfócitos -> Linfócitos infiltram glândulas -> Glândulas param de realizar sua função -> Xerostomia/Xeroftalmia - Mulheres de 80 a 90% - Adultos de idade média - Raramente descrito em crianças - Relacionado com estresse - Características clínicas: - Intraglandulares: xerostomia (boca) e xeroftalmia (olho) - Extraglandulares: articular (artrite), cutâneo, pulmonar, trato geniturinário, trato gastrintestinal e neurológico -> Primária: somente a Síndrome Sicca -> Secundária: outras alterações autoimunes associadas à Sindrome Sicca (artrite reumatóide) Baixado por Gabriella (gaabi.justo@gmail.com) lOMoARcPSD|21664082 - XEROSTOMIA: maior característica da Síndrome, saliva espumosa, sem acúmulo na região de assoalho, dificuldade de engolir alimentos, paladar alterado/atrofia das papilas, dificuldade de usar próteses, língua fissurada, candidíase/candidose, cáries, tumefação das glândulas salivares (1/3 a 1/5 dos pacientes, difusa e firme, glândulas maiores, bilateral, dor e sialadenite bacteriana retrógrada) - XEROFTALMIA: ocular (oftalmo faz Teste de Schirmer) - Diminuição da camada aquosa, defeitos na superfície do epitélio ocular, dor, visão borrada - Histopatológico: infiltração linfocítica (muitas bolinhas roxas) - Diagnóstico: biópsia das glândulas salivares menores do lábio inferior - Tratamento e prognóstico: o Terapia antifúnfica (fluconazol e nistatina) e aplicação de flúor o Xerostomia: salivas artificiais, chicletes sem açúcar, ingestão de água e sialogogos o Xeroftalmia: lágrimas artificiais, óculos fechado e fechamento do ponto lacrimal o Risco de linfoma é 40x maior o Tratamento paliativo PÊNFIGO VULGAR - Conjunto de doenças vesicobolhosas que acometem membranas mucosas e pele - Vários tipos: vegetante, foliáceo, eritematoso, paraneoplásico e induzido por drogas - 0,7 a 5 casos por milhão por ano, mulheres - Ataca o desmossomo -> Desmossomos destruídos -> Queratinócitos perdem adesão -> Bolha intraepitelial - Perda da aderência celular -> Separação das células epiteliais (acantólise) -> Formação de bolhas ou vesículas intraepiteliais - Bolha intraepitelial se rompe -> Fica aparecendo o fundo eritematoso - Características clínicas: difícil observar bolhas/vesículas intra-orais, área desnuda eritematosa (após bolha), 50% tem lesões orais antes da cutânea, sinal de Nikolsky - Diagnóstico: biópsia para o histológico ou imunofluorescência direta (ambas para ver a fenda epitelial com material proteico amorfo) PENFIGÓIDE - Doenças bolhosas auto-imune crônica: auto- anticorpos contra componentes da membrana basal. - Similar ao pênfigo: histológico e prognostico diferentes - Rompimento entre o epitélio e o conjuntivo - Bolhas subepidérmicas/submucosas - Tipos: cicatricial, bolhoso, gestacional e epidermólise bolhosa adquirida - Adultos de meia idade e idosos, mulheres - Características clínicas: qualquer mucosa bucal pode ser acometida, mucosa bucal (85% -> gengiva, palato e mucosa), envolve conjuntiva/alterações oculares e envolvimento cutâneo (menos) - Ocular: conjuntivite crônica, queimação, ausência de lágrimas, fibrose subconjuntival, aderências (simbléfaros), eversão das pálpebras (entrópio), união das pálpebras -> perda da visão - Clinicamente não dá pra diferenciar pênfigo de pênfigoide -> precisa fazer histopatológico - Histopatológico: entre o epitélio e o conjuntivo - Tratamento: corticóides (uso tópico: propionato de clobetasol 0,05% e dexametasona 0,1mg/mL bochechos 3x/dia, 21 dias ou pode estender mais um pouco) LÚPUS ERITEMATOSO - Raro, doença imunologicamente mediada, múltiplos órgãos e sistemas - Etiologia: predisposição genética, ambientais (radiação UV), infecciosos (vírus Ebstein Bar), auto imunidade/perda da tolerância imunológica - Tipos: sistêmico, crônico, subagudo cutâneo - Aspectos clínicos: rash malar (asa de borboleta), rash discoide, fotossensibilidade, úlceras orais, artrite não erosiva - Sistêmico: artrite, febre, perda de peso, complicações renais, insuficiência hepática e envolvimento cardíaco - Manifestações bucais menores - Tratamento: corticóides de uso crônico e imunossupressores (azatioprina) -> imunidade baixa Baixado por Gabriella (gaabi.justo@gmail.com) lOMoARcPSD|21664082 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=estomatologia-2-ano-apostila-completa- Processos patológicos básicos que aparecem clinicamente por variadas alterações morfológicas na pele ou na mucosa bucal, têm características clínicas específicas que associadas a história clínica fundamentam o diagnóstico. - Modificações da mucosa bucal por processos inflamatórios, degenerativos, circulatórios, tumorais, metabólicos ou por defeitos de formação. CARACTERÍSTICAS SEMIOLÓGICAS Superficial – tecido epitelial. Elevada. Plana. Depressão. Primária – princípio da doença. Secundária – estágio mais avançado da doença. CLASSIFICAÇÃO 1. Alteração de cor - mácula ou mancha. 2. Por acúmulo de substâncias sólidas – placa, pápula, nódulo e tumefação. 3. Por acúmulo de líquidos – vesícula, bolha, pústula e abcesso. 4. Por perda tecidual – erosão, úlcera, necrose e fissura. MÁCULA - Área circunscrita da epiderme ou mucosa, de coloração distinta do tecido adjacente. - Pode aparecer isolada ou em grupo, sem elevação ou depressão em relação ao tecido vizinho. - É de pequeno tamanho. MANCHA - Área circunscrita da epiderme ou mucosa, de coloração distinta do tecido adjacente. - Pode aparecer isolada ou em grupo, sem elevação ou depressão em relação ao tecido vizinho. - Possui maior tamanho. Baixado por Gabriella (gaabi.justo@gmail.com) lOMoARcPSD|21664082 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=estomatologia-2-ano-apostila-completa PAPÚLA - Formação sólida, pequena, arredondada ou ovalada, e elevada do epitélio. - Tamanho até 5mm. - Pode ser séssil ou pediculada. - Ex: Grânulos de Fordyce, líquen plano, papilomas, fibromas e estomatite nicotínica. NÓDULO - Massa sólida de tecido, de forma arredondada ou ovalada, subcutânea ou submucosa. - Pode localizar-se na profundidade dos tecidos ou mais próximo a superfície ou sobressaindo-se da pele ou da mucosa. - Medindo de 5mm até 3 cm. PLACA - Elevação de consistência fibrosa, bem circunscrita, que pode se estender por vários centímetros, podendo ser resultante de uma aglomeração de pápulas. - Ex: leucoplasias, queratoses irritativas, líquen plano etc. TUMEFAÇÃO - Todo aumento volumétrico difuso, maior de 3 cm, seja de ordem inflamatória, infecciosa ou neoplásica (sólidos). VESÍCULA - Até 3mm, conteúdo seroso ou mucoso. BOLHA - Maior que 3mm, conteúdo seroso ou mucoso. PÚSTULA - Vesícula ou bolha com conteúdo purulento. - Ex: varicela, varíola e impetigo. EROSÃO - Solução de continuidade do epitélio de revestimento, superficial e geralmente não expõe o tecido conjuntivo. ÚLCERA - Destruição do epitélio. É mais profunda que a erosão expondo o tecido conjuntivo subjacente. - Úlcera aftosa recorrente – AFTA, não tem causa definida. Quando está em bolha = processo de cicatrização. - Úlcera traumática – a partir de um trauma físico como mordida. FISSURA - Lesão linear. - Exposição do tecido conjuntivo. NECROSE - Morte tecidual. - Lesões produzidas por calor, frio, radiações, medicamentos, anestésicos, incisões incorretas. Descrição das lesões fundamentais SEQUÊNCIA 1. Lesão fundamental; 2. Forma 3. Localização; 4. Número; 5. Tamanho; 6. Base; 7. Superfície; 8. Limites / Contorno; 9. Coloração 10. Consistência; 11. Sintomatologia; 12. Palpação das linfonodos regionais; 13. Tempo de evolução; LESÃO FUNDAMENTAL - Mancha, mácula, pápula, placa, nódulo, tumefação, vesícula, bolha, pústula, ulcera, erosão, fissura; FORMA - Cônica. - Esférica. - Cilíndrica. - Ovóide. - Arredondado. LOCALIZAÇÃO - Extra-bucal: várias regiões da cabeça. - Intra-bucal: região labial (mucosa, vermelhão e pele), jugal (retrocomissura), assoalho da boca, língua (dorso e ventre) palato duro, palato mole, orofaringe, gengiva (livre e inserida), lado D e E. NÚMERO - Única ou múltiplas. TAMANHO - MM ou CM (aproximadamente). BASE - Séssil ou pediculada (mobilidade?). SUPERFÍCIE - Lisa – mucosa. - Irregular – lobulada, granulomatosa, verrucosa, queratótica, crostosa, papilomatosa... LIMITES - Nítidos, precisos, imprecisos, difusos. CONTORNO - Regular ou irregular. COLORAÇÃO - Vermelha, branca, azulada, azul-violácea, negra, amarela ou outra cor. CONSISTÊNCIA - Flutuante, flácida, edematosa, elástica, dura (fibrosa, lenhosa, cartilaginosa, óssea). Baixado por Gabriella (gaabi.justo@gmail.com) lOMoARcPSD|21664082 Semiotécnica do exame bucal PROCESSO DE DIAGNÓSTICO - Sinais e sintomas → Ex. clínico (anamnese + ex. físico) → Hip. diagnósticas → Ex. complementares → Diag. final → Tratamento e proservação. EXAME CLÍNICO - Anamnese. - Exame físico. o Semiologia. o Semiotécnica. EXAME FÍSICO GERAL - Pressão arterial. - Pulso arterial. - Ritmo respiratório. - Glicemia. - Peso. - Temperatura. EXAME FÍSICO LOCORREGIONAL - Inspeção. - Palpação. - Percussão. - Auscultação. - Olfato. - Outros. EXAME FÍSICO LOCORREGIONAL EXTRA-ORAL - Simetria facial. - Seios Paranasais. - Olhos. - Músculos faciais e Gl. Parótida. - ATM. - Cadeias glanglionares. EXAME FÍSICO LOCORREGIONAL INTRA-ORAL - Lábios. - Mucosa labial. - Fundo de vestíbulo. - Gengiva. - Mucosa Jugal. - Língua. - Assoalho bucal. - Palato duro/mole. - Orofaringe. - Dentes. HIPÓTESES DIAGNÓSTICAS - Diagnóstico diferencial. EXAMES COMPLEMENTARES - Hematológico. - Imaginológico. - Histopatológico. TRATAMENTO - Cirúrgico. - Medicamentoso. - Acompanhamento. Sinais vitais - Sinais vitais são sinais clínicos da função orgânica básica. Resultam das interações entre os sistemas orgânicos e de determinadas patologias, refletindo a homeostasia do organismo. - Medições mais frequentes obtidas pela equipe de Saúde. - São indicadores do estado de saúde. - A avaliação dos sinais vitais permite identificar necessidades básicas dos pacientes de uma maneira rápida e eficiente. - Os sinais vitais e outras medições fisiológicas são a base para solução de problemas clínicos. OS SINAIS VITAIS - Temperatura. - Pulso. - Pressão arterial. - Frequência respiratória. - A dor seria o 5º sinal vital. TEMPERATURA - O ser humano é mantido em uma temperatura constante em torno de 37ºC, sendo que as extremidades do corpo podem se apresentar em menor temperatura. - Perda ou ganho excessivo de calor pode levar a morte. - Hipotermia: redução da T. corporal para valores ↓35°C. - Hipertermia: elevação da T. corporal acima do ponto de regulação térmica. - Temperatura Basal (normal) do corpo: 36,8ºC à 37,3ºC. - Fatores que afetam a temperatura. o Idade: Recém-nascido: mecanismos de controle de temperatura são imaturos. Idoso: possui uma faixa de regulação mais estreita, temperatura normal em dias frios 35ºC, corporal 36ºC, deterioração dos mecanismos de controle. o Exercício: aumenta o metabolismo, atividade muscular (ex: corrida de longa distância, pode elevar a temperatura corporal em até 41ºC temporariamente). o Estresse: Estresse físico ou emocional eleva a temperatura. o Ambiente: Ambientes muito frio ou muito quentes influenciam na nossa regulação. PULSO (FREQUENCIA CARDÍACA) - O pulso é a onda de distensão de uma artéria transmitida pela pressão que o coração exerce sobre o sangue. Baixado por Gabriella (gaabi.justo@gmail.com) lOMoARcPSD|21664082 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=estomatologia-2-ano-apostila-completa - Esta onda é perceptível pela palpação de uma artéria e se repete com regularidade, segundo as batidas do coração. - Através do pulso ou das pulsações do sangue dentro do corpo, é possível avaliar se a circulação e o funcionamento do coração estão normais ou não. - Corresponde ao número de batimentos (pulsações) por minuto e varia de acordo com a idade e sexo. - Adultos: 60 a 100bpm. - Crianças: 80 a 120 bpm. - Bebês: 100 a 160 bpm. - Frequência: o Taquicardia: > 100 bpm (↑ FC e P).o Bradicardia: 140/90 mmHg) está associado a: ansiedade, obesidade, doenças vasculares. Hemograma ERITROGRAMA - ANEMIA – Hemograma completo o ↓ Eritrócitos. o ↓ Hemoglobina o ↓ Hematócrito. o ↓ HCM e CHCM – Hipocrômica. o ↓ VCM, HCM e CHCM – Microcítica. o ↓ VCM – Macrocítrica. - ANEMIA FERROPRIVA – Dosagem de ferro e ferritina. o ↓ Ferro sérico. - ANEMIA PERNICIOSA - Dosagem de B12 e de ácido fólico. o ↓ B12. o ↓ Ácido fólico. o Gera síndrome da ardência bucal. OBS: anemia pode levar a alterações bucais como: língua despapilada, ardência no palato, queilite angular. Baixado por Gabriella (gaabi.justo@gmail.com) lOMoARcPSD|21664082 LEUCOGRAMA - INFECÇÕES BACTERIANAS. o Neutrofilia – aumento de granulócitos neutrófilos. o Monocitose - aumento de monócitos. - INFECÇÕES VIRAIS. o Linfocitose – aumento de linfócitos. - PARASITOSE. o Eosinofilia – aumento de eosinófilos. o Basofilia – aumento de basófilos. - PLAQUETOPENIA o Diminuição de plaquetas. o Gera hemorragia. - TROMBOCITOSE / HIPERPLAQUETOSE. o Aumento de plaquetas. o Pode levar a uma pré-disposição a trombose. Coagulograma DISTÚRBIOS SANGUÍNEOS - São condições que alteram a capacidade dos vasos sanguíneos, plaquetas e fatores de coagulação de promoverem hemostasia. - Podem ser genéticos ou adquiridos. - GENÉTICOS: Hemofilia A (deficiência do fator VIII – 80%), hemofilia B (deficiência do fator IX), doença de Von Willebrand (adesão das plaquetas). - ADQUIRIDOS: mais comum - Doença hepática, medicamentos, Leucemia, radiação etc... ETIOLOGIA - Alteração patológica da parede dos vasos; - Redução significativa do número de plaquetas; - Plaquetas defeituosas; - Defeito da função plaquetária; - Deficiência de um ou mais fatores de coagulação; - Drogas anticoagulantes; FISIOPATOLOGIA - Quatro fases: 1 e 2 = primárias / 3 e 4 = secundárias. 1. FASE VASCULAR o Imediatamente após a lesão; o Vasoconstrição na área afetada; o Retração das artéria traumatizadas; o Aumento da pressão extravascular; 2. FASE PLAQUETÁRIA o Plaquetas fazem manutenção da integridade vascular, formação do tampão plaquetário, estabilização do tampão plaquetário. o Plaquetas e paredes dos vasos tornam-se “viscosas”; o Tampão mecânico das plaquetas fecha a abertura dos vasos lesionados; o Inicia-se segundos após a lesão. 3. FASE DE COAGULAÇÃO o Leva de 8 a 9 minutos. o Trombina → fibrinogênio → fibrina. 4. FASE FIBRINOLÍTICA o Liberação de agentes antitrombóticos; o Baço e fígado destroem os agentes antitrombóticos. - Ocorre em duas vias: 1. Via extrínseca (envolvendo componentes do sangue, mas, também, elementos que usualmente não estão presentes no espaço intravascular); 2. Via intrínseca (iniciada por componentes presentes no intravascular), que convergem no ponto de ativação do fator X (“via final comum”). TESTES LABORATORIAIS - Úteis para avaliar os pacientes com distúrbios de sangramento; - Paciente refere histórico de problema de sangramento; -Membro familiar refere histórico de problema de sangramento; - Sinais de distúrbio de sangramento são descobertos durante exame clínico. - Coagulograma é dividido em: o Tempo de Sangramento (TS) o Contagem de plaquetas o Tempo de Coagulação (TC) o Tempo de Protrombina (TP/TAP/RNI) o Tempo de Tromboplastina Ativada (TTPa) TEMPO DE SANGRAMENTO (TS) - Tempo necessário para cessar a hemorragia de um ferimento com ± 2 mm de profundidade; - Avalia a função plaquetária; - 1 – 4 minutos. - Não é confiável: desuso. - Tempo de sangramento aumentado pode ser causado por: o Pacientes anticoagulados: (heparina,Warfarin) o Pacientes usam aspirina (antiagregante plaquetário) o Hepatopatas o Anemias o Leucemias o Púrpura trombocitopênica: trombocitopenia o Hemofilia (fator VIII / fator IX) Baixado por Gabriella (gaabi.justo@gmail.com) lOMoARcPSD|21664082 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=estomatologia-2-ano-apostila-completa CONTAGEM DE PLAQUETAS - Normal: 140.000 a 400.000/ mm3 - Trombocitopenia↓ X trombocitose↑ - 50.000 a 100.000: sangramento excessivo em traumas graves; -a deficiência de fatores abaixo de 30%. - 24 – 36 s. TEMPO DE TROMBINA - Capacidade do fibrinogênio formar o coágulo inicial. - Normal: 9 a 13s. PREVENÇÃO DE HEMORRAGIA - Anamnese cuidadosa: detectar paciente com potencial de sangramento - Sangramentos anormais, sangramentos na família; - Medicações que interferem na coagulação: 1. Aspirina. 2. Anticoagulantes (pacientes que tiveram infarto, válvulas cardíacas, trombose, AVC, etc). 3. Antibióticos de largo espectro: mudança na flora intestinal com diminuição da producão de vit. K. 4. Álcool: cirrose (diminui a produção dos fatores de coagulação). 5. Drogas quimioterápicas: diminui o nº de plaquetas. 6. Certas ervas medicinais. - Doenças sistêmicas (hipertensão, hepatite). Exames bioquímicos e correlações clínicas GLICEMIA - Aumento da taxa de glicose sanguínea: hiperglicemia. - Mecanismo regulador hormonal (insulina e glucagon). - Desequilíbrio deste mecanismo. o Diminuição da taxa de açúcar = Hipoglicemia. o Elevação da taxa de açúcar = hiperglicemia = Diabete Melito. - Glicemia em jejum de 12h. - Valores entre 80 a 99mg/dl – normal. - Avalia a glicemia nas últimas 24h. Baixado por Gabriella (gaabi.justo@gmail.com) lOMoARcPSD|21664082 DIABETE MELITO - Insuficiência total ou parcial da produção de insulina. - Classificação: o Tipo 1. o Tipo 2. - Paciente portador de DM. - Resistência diminuída às infecções. - Retardo na cicatrização. - Reabsorção alveolar precoce. - Anamnese (poliúria, polidpsia, polifagia) conduz solicitação de exame que determine a dosagem de glicose; - Confirmada hipótese clínica – endocrinologista. CUIDADOS COM PACIENTE DIABÉTICO - Cuidado especial com as doenças periodontais. - Verificar necessidade de Profilaxia antibiótica em procedimentos cirúrgicos. - Consultar o médico – adequar dose de insulina para o tratamento. - Consultas curtas, se demorar, interromper para refeições leves. - Descompensados – aguardar condições metabólicas se equilibrarem. HEMOGLOBINA GLICOSILADA HbA1c - Controle do tratamento do diabete. - Últimos 3 meses. - Parte da glicose circulante se liga a hemoglobina (fração A1c), ficando ligada até que o eritrócito seja destruído (3meses). - Ligação proporcial a glicemia. - Valores de referência dependem do método laboratorial. VDRL – SOROLOGIA PARA LUES - O VDRL (Venereal Diseases Research Laboratory) é um exame laboratorial de diagnóstico para sífilis, doença sexualmente transmissível causada pelo Treponema pallidum. - Falso positivo. - FTA-Abs: especifico para anticorpo. Biópsia - Remoção de tecido. - Toda peça obtida de uma intervenção deve ser enviada para exame histopatológico. - Indicações: o Lesões persistentes. o Esclarecer o diagnóstico. o Tratamento. - Situações de risco: o Melanoma. o Hemangioma (proliferação de vasos sanguíneos – risco de hemorragia). BIÓPSIA INTRA-ÓSSEA - Instrumental adequado e com capacidade de corte. o Broca cirúrgica. o Cinzéis. BIÓPSIA DE TECIDOS MOLES - Instrumental adequado e com capacidade de corte. o Pinça saca-bocado. o Bisturi. o Punch. - Cuidados: o Incisão em formato de cunha. o Comtemplar área de transição. o Não apertar o material com a pinça. o Não remover apenas material necrótico. BIÓPSIA EXCISIONAL - Remoção total da lesão. BIÓPSIA INCISIONAL - Remoção parcial da lesão. - Lesões extensas e suspeita de malignidade. o Acondicionar o fragmento em um frasco bem fechado com formol 10% (24h). o Recipiente rotulado e identificado. o Ficha de biópsia devidamente preenchida. o Em caso de biópsias ósseas, enviar radiografia. PROCEESSAMENTO - Macroscopia, fixação, inclusão, corte do material, coloração (H&E), confecção do laudo. Citologia esfoliativa - Exame microscópico de esfregaços obtidos da superfície epitelial = detecção precoce de malignidade. - Não substitui a biópsia. INDICAÇÕES - Acompanhamento de lesões potencialmente cancerizáveis. Baixado por Gabriella (gaabi.justo@gmail.com) lOMoARcPSD|21664082 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=estomatologia-2-ano-apostila-completa - Avaliação periódica de áreas que sediaram lesões carcinomatosas. - Quando a condição geral de saúde do paciente não permitir a biópsia. VANTAGEM - Fácil. - Barato. DESVANTAGEM - Acontece muito falso negativo. TÉCNICA - Raspar a lesão com espátula ou cytobrush. - Espalhar uniformemente o material obtido sobre uma lâmina de vidro. - Acondicionar a lâmina em álcool etílico 90° ou 70° GL (30min). - Etiquetar o frasco. PROCESSAMENTO - Coloração Papanicolau. - Classificação: 0, I, II, III, IV, V. Punção aspirativa por agulha fina (PAAF) - Retirada de tecido por meio de aspiração. INDICAÇÕES - Redução do tamanho da lesão para posterior remoção. - Identificação do conteúdo lesional (cistos odontogênicos). TÉCNICA - Assepsia da área. - Anestesia local (dependendo da situação). - Inserção da agulha fina até a lesão fazendo movimento em todas as direções (calibre 18G). - Puncionar duas ou três vezes. - Retirada de células. PROCEDIMENTO - Cell Block. - Transferência do material para tubo de ensaio. - Centrifugar a 2000 rpm durante 20 minutos. - Obtenção de uma massa de células. - Fixação em solução de formol a 10% por 24h. - Após, processamento semelhante ao descrito no tópico biópsias. Exame de imagem - Intra – bucais (periapical, interproximal e oclusal). - Extra – bucais. SIALOGRAFIA - Conceito: é o estudo radiográfico das glândulas salivares por meio de contraste (opaco à radiação). - Não é possível fazer esse procedimento na glândula sublingual pois seus ductos são muito pequenos. - Indicação: usada no estudo anatômico e funcional das glândulas parótidas e submandibulares com suspeita de anomalias. - Sialólito – calcificação dentro das glândulas. Causa a doença: sialolitíase. Sialólito causa obstrução dos ductos. PANORÂMICA - Conceito: radiografia realizada pela rotação de um fino feixe de radiação, em um plano horizontal, ao redor de um eixo que se localiza intra-bucalmente. - Pode ser feito pelo técnico em radiologia. - Imagem destorcida. - Indicação: avaliação ortodôntica, avaliar lesões ósseas, previamente a uma cirurgia buco-maxilo- facial, como parte da avaliação do suporte ósseo periodontal, avaliação dos dentes terceiros molares, avaliação de fraturas em todas as partes da mandíbula, planejamento pré-operatório, é utilizado também para verificar anomalias dentais, patologias, anatomia, entre outros. TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA VOLUMÉTRICA (cone-beam) - Conceito: mais detalhada do que as radiografias convencionais. - Para avaliar tecidos duros. Se necessário pode- se fazer a tomografia com janela de tecidos moles, por questões financeiras. - Faz cortes coronal, axial e sagital. - É capaz de obter imagens em tons de cinza de cortes de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas graças ao processamento por um computador. - Fan Beam (medicina) x Cone Beam (odontologia). - Hipodenso = preto/radiolúcido. - Isodenso = cinza. - Hiperdenso = branco/radiopaco. - Indicações: estomatologia – avaliação de lesões intra-ósseas (cistos e tumores odontogênicos). RESSONANCIA MAGNÉTICA - Conceito: técnica que permite determinar propriedades de uma substância através da correlação da energia absorvida contra a frequência. - Indicada para avaliar tecidos moles. Baixado por Gabriella (gaabi.justo@gmail.com) lOMoARcPSD|21664082 - Grande magneto (formação de um campo eletromagnético) -> corpo humano (átomos de hidrogênio posicionados em um eixo de atuação) -> átomos são submetidos à uma força de frequência fraca causada pelo campo eletromagnético = movimento dos átomos -> campo eletromagnético sessado = retorno dos átomos à sua posição original = emissão de ondas de radio-frequência -> sinal de ressonância -> formaçãoda imagem. - Hipossinal = preto/radiolúcido - Isossinal = cinza. - Hiperssinal = branco/radiopaco. - Indicações: avaliação da ATM e diagnóstico de lesões. - Paciente com aparelho ortodôntico e/ou implante pode fazer ressonância. - Pacientes com marca passo não é indicado fazer ressonância. - Tecido mole tem maior sinal de ressonância porque tem mais hidrogênio. - Janela T1 e T2 – cada janela tem um aspecto de cor para cada lesão. Infecções fúngicas CANDIDOSES BUCAIS - Causada pela Candida albicans. - Pode se apresentar de duas formas, conhecida como dimorfismo: o Levedura: Relativamente inócua. o Hifas: Invasão dos tecidos do hospedeiro. - Três fatores gerais podem determinar a evidência clínica da infecção: 1. O estado imunológico do hospedeiro. 2. O meio ambiente da mucosa bucal. 3. A resistência da C. albicans. - Atinge tanto indivíduos imunodeprimidos quanto totalmente saudáveis. CANDIDOSE PSEUDOMEMBRANOSA: “SAPINHO” - Caracterizada pela presença de placas brancas aderentes da mucosa oral. As placas brancas são compostas por massas de hifas emaranhadas, leveduras, células epiteliais descamadas e fragmentos de tecido necrótico. - Estas placas podem ser removidas pela raspagem. - A mucosa adjacente pode estar normal ou eritematosa. Se houver sangramento a mucosa terá sido afetada também por outro processo, como o líquen plano ou pelo efeito quimioterápico para o tratamento de câncer. - Pode ser iniciada: pela exposição do paciente a antibióticos (eliminando bactérias competidoras de amplo espectro), responsável por uma expressão aguda, ou por estar debilitado o sistema imunológico do paciente, responsável por uma crônica. - Sintomas são leves, e consistem em sensação de queimação da mucosa bucal ou um gosto desagradável na boca, formação de placas elevadas na mucosa jugal, palato e superfície da dorsal da língua. CANDIDOSE ERITEMATOSA - Não apresentam manchas brancas. - Podem ser verificadas várias manifestações clínicas: 1. Candidose atrófica aguda: o Se segue à administração de antibiótico de amplo espectro. o Sensação de queimação que é acompanhada pela perda das papilas filiformes da superfície dorsal da língua (língua fica avermelhada). 2. As outras formas de Candidose Eritematosa são geralmente crônicas e assintomáticas, tais como: o Atrofia papilar central da língua - Área eritematosa bem delimitada, lesão simétrica. o Glossite romboidal mediana - Regressão da lesão com antifúngicos. Alguns pacientes com Glossite romboidal mediana também podem apresentar sinais de infecção por Candida em outros locais da mucosa bucal. Esta apresentação da Candidose eritematosa é denominada CANDIDÍASE MULTIFOCAL CRÔNICA. A lesão do palato aparece como uma área eritematosa, que resulta do contato com a superfície dorsal da língua em repouso. o Queilite angular - Envolvimento das comissuras labiais. Caracterizado por eritema, fissuração e descamação. Pode ser um componente da Candidose multifatorial crônica, porém muitas vezes ocorre isoladamente, especialmente em pessoas idosas com dimensão vertical reduzida. Baixado por Gabriella (gaabi.justo@gmail.com) lOMoARcPSD|21664082 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=estomatologia-2-ano-apostila-completa A saliva tende a se acumular nestas áreas, retendo umidade e favorecendo uma infecção por leveduras. o Estomatite protética - Tirar próteses a noite toda ou por 4 horas diárias. Apresenta eritema, algumas vezes acompanhado por petéquias hemorrágicas, localizadas na área das bordas de dentadura de uma prótese superior removível. Apresenta Processo raramente sintomático. Pode ser causada pelo uso contínuo da prótese, prótese mal confeccionada (acúmulo de MO embaixo da dentadura), alergia à base da dentadura ou polimerização inadequada do acrílico da dentadura. CANDIDOSE CRÔNICA HIPERPLÁSICA - Lesões brancas que não saem com a raspagem. - Menos comum e também é discutível. Pode ser apenas uma Candidose superposta a uma lesão leucoplásica preexistente. No entanto, em alguns casos, a presença isolada da Candida pode ser capaz de induzir lesões hiperceratóticas. - LEUCOPLASIA SALPICADA: São lesões leucoplásicas, associadas com infecção por Candida, com áreas finas e mescladas de branco e vermelho. CANDIDOSE MUCOCUTÂNEA - Correlacionada à defeitos imunológicos. - Usualmente o problema imunológico torna-se evidente durante os primeiros anos de vida, quando o paciente começa a desenvolver infecção por Candida na boca, unhas, pele e outras superfícies mucosas. - Lesões bucais não se destacam com a raspagem. - Diagnóstico: Observar sinais clínicos; citologia esfoliativa, biópsia e meio de cultura. - Tratamento: Medicamentos antifúngicos (Nistatina, Clotrimazol...) HISTOPLASMOSE - Infecção fúngica sistêmica; - Agente etiológico: Histoplasma capsulatum. - Crescimento em solos úmidos enriquecidos por excremento de morcegos e pássaros. Esporos existentes no ar são inalados, penetram no interior das passagens terminais dos pulmões e germinam. - Características clínicas e radiográficas; - Sintomas leves. - Expressão da doença depende da quantidade de esporos inalados. - Produção de linfócitos T = destruição dos MO invasores. HISTOPLASMOSE AGUDA - Infecção pulmonar autolimitada. - Inalação de alta quantidade de esporos. Sintomas: Febre, cefaleia, mialgia, tosse não- produtiva, anorexia. – Ocorre calcificação dos linfonodos hílares. HISTOPLASMOSE CRÔNICA - Afeta principalmente os pulmões. - Pacientes do sexo masculino, brancos, em idade avançada, imunodeprimidos. Sintomas: Febre, dispneia, dor torácica, hemoptise, perda de peso, febre, dor torácica e fraqueza. HISTOPLASMOSE DISSEMINADA - Disseminação progressiva da infecção para sítios extrapulmonares. - Os tecidos que podem ser afetados são: Baço, glândula suprarrenal, rins, SNC e mucosa bucal. - A maioria das lesões bucais ocorre com a forma disseminada da doença. As áreas mais comuns afetadas são língua, palato e mucosa jugal. Apresenta-se como uma lesão solitária, dolorosa, com várias semanas de duração, eritematosas ou brancas com superfícies irregulares. As lesões ulceradas apresentam margens firmes e elevadas, podendo ser indistinguíveis clinicamente de uma úlcera maligna. - Diagnóstico: Exame histopatológico ou cultura, testes sorológicos. - Tratamento: o Aguda: Não requer tratamento específico, apenas cuidados de suporte como analgésicos e antitérmicos. o Crônica: Necessita de tratamento. O dano pulmonar é progressivo se não tratado, podendo resultar em morte. Tratamento de escolha é Anfotericina B intravenosa, Cetoconazol ou Itraconazol. PARACOCCIDIOIDOMICOSE - Infecção fúngica profunda; - Agente etiológico: Paracoccidioides brasiliensis. - Visto principalmente em pacientes da América do Sul ou da América central. - Predileção pelos homens – efeito protetor dos hormônios femininos. - Os pacientes geralmente trabalham na agricultura. Baixado por Gabriella (gaabi.justo@gmail.com) lOMoARcPSD|21664082 - Embora a infecção seja autolimitada, o MO pode disseminar-se pela via linfática ou hematogênica para vários tecidos (linfonodos, pele e glândulas suprarrenais). O envolvimento adrenal geralmente resulta em hipoadrenocorticismo (Doença de Addison). - As lesões bucais são ulcerações com aspecto semelhante a amoras, que afetam mais a mucosa alveolar, a gengiva e o palato, lábios orofaringe e a mucosa jugal. - Diagnóstico: Podem ser obtidos espécimes para cultura. - Tratamento e prognóstico: Depende da gravidade da doença – Sulfonamidas, Anfotericina B ou cetoconazol. ASPERGILOSE Doença fúngica caracterizada pelas formas invasiva e não-invasiva: → NÃO-INVASIVA: Ocorre no hospedeiro normal como uma reação alérgica. → INVASIVA: Frequentementeobservada em pacientes imunocomprometidos, diabete Mellito, regime quimioterápico, transplantes. - Agente etiológico: Aspergillus flavus; - Os m.o existentes no solo, água são liberados no ar e são inalados pelo hospedeiro humano. - Características clínicas o No hospedeiro normal: a doença pode aparecer como uma alergia afetando os seios (sinusite fúngica alérgica), ataque de asma. o Pode ser encontrada após extração dentária ou tratamento endodôntico. o O tecido danificado predispõe à infecção do seio, resultando na dor localizada. Porta de entrada pode ser a gengiva marginal ou sulco gengival. Inicialmente são notadas ulcerações gengivais dolorosas. ASPERGILOSE DISSEMINADA - Paciente imunocomprometido, leucêmicos. Sítio primário de inoculação: pulmões. Paciente tem dor torácica, tosse e febre, infecção pode disseminar-se para fígado, SNC, olho, pele... - Diagnóstico: Cortes histológicos, meio de cultura. - Tratamento: o Pacientes imunocompetentes: desbridamento cirúrgico pode ser o suficiente. o Corticosteroides; o Itraconazol. Infecções virais HPV – VÍRUS DO PAPILOMA HUMANO - Conceito o Infecções sexualmente transmissíveis são causadas por vírus, bactérias ou outros M.O. o Negligencia do uso de preservativos para sexo anal, vaginal e oral. o Transmissão oral por sexo oral. o Indivíduos imunocompetentes – saudáveis, provavelmente não vai adoecer (desenvolver lesão), mas pode acontecer. o Indivíduos imunocomprometidos – maior chance de desenvolvimento da lesão bucal. o Mais de 200 tipos de vírus do HPV. o Só dá pra saber que tem HPV quando tem a lesão para analisar - Transmissão o 8 a cada 10 pessoas já entraram em contato com o vírus. o Vírus pode ficar latente na camada basal. o Vírus entra na camada basal do epitélio pelas microfissuras. o Infecta as células e se prolifera. o Usa as células para trabalhar a favor dele, existe replicação viralcelular muito alta e se tem mais queratinócitos proliferando terá um aumento de volume. o Esse aumento de volume forma a verruga. o Células do epitélio sobem e são descamadas, nesse momento pode haver contaminação do companheiro. o Relações conjugais. o Se achar uma lesão em crianças e o histopatológico confirmar que é HPV – suspeitar de abuso sexual. Encaminhar a documentação para o conselho tutelar. Outra possibilidade – a mãe na hora do parto tinha lesão na vagina e passou pra criança, mas será em outras partes do corpo. Muito difícil ter em boca. - Características clínicas o Papiloma escamoso Parede couve- flor, irregular. Lesão única. Aspecto esbranquiço por conta do aumento do epitélio. o Verruga vulgar. Menos irregular que o papiloma, pouco mais plana. Pode ser isolada ou múltipla.5 o Condiloma acuminado. Pior que tem. Baixado por Gabriella (gaabi.justo@gmail.com) lOMoARcPSD|21664082 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=estomatologia-2-ano-apostila-completa Cresce rápido. Normalmente múltiplo. Se dissemina muito mais rápido. Lugares bizarros – ex: freio lingual. Aspecto mais volumoso, lesões maiores. Sempre pedir exame de HIV. - Características histopatológicas o Nas três lesões tem queratinócitos alterados. Os estágios replicativos e maturacionais do vírus são responsáveis por alterações citoplasmática (coilocitose). As células que tem o vírus são chamadas de coilócitos. Pega a lamina e vê que o citoplasma ao redor do núcleo um alo esbranquiçado e o núcleo está todo amassado e irregular, parece uma uva passa. o Pela histopatologia consegue ter confirmação de que tipo de lesão se trata de acordo com as projeções epiteliais – cristas epiteliais. o Papiloma – cristas epiteliais irregulares. Projeções ponte-agudas. Lesão de tamanho variável. o Verruga vulgar – muita queratina sobre a lesão, projeções importantes. o Condiloma acuminado – componente de conjuntivo um pouco maior. Projeções epiteliais mais internas (as outras são mais externas), projeções reinvocadas. o Com essas informações mais o tipo de projeção vista em clínica o patologista pode definir o diagnóstico. - Potencial oncogênico o Interrupção da sequência de genes supressores tumorais (p53) = inibição da apoptose, desregulação do ciclo celular e indução de instabilidade genética. o Tipos de vírus com alto risco: 16, 18, 45 e 48. o Tipos de vírus com médio risco: 31, 33, 35, 39, 51 e 52. o Tipos de vírus com baixo risco: 6, 11, 41, 42, 43 e 44. o Câncer de colo de útero e de boca. o HPV: fator de risco. o Às vezes o aumento de volume e proliferação não param, podendo virar lesão cancerígena. - Vacina o Quadrivalente (HPV de baixo risco – 6 a 11 e de alto risco 16 a 18). - Tratamento das lesões o Remoção das lesões – por: Ácido tricloroacético 60%. Várias lesões. Paciente faz em casa, quando é cuidadoso. Quando não é, faz em consultório com cotonete até o paciente aguentar. Crioterapia. Queima das lesões. Resultado pior, recidiva mais rápido. Eletrocauterização. Cirurgia. Lesão única pra confirmar diagnostico. o Avaliação médica (região genital). o Pedir para parceiro fazer o exame do HPV. o Pedir para o paciente fazer exames para outras ISTs. SÍNDROME DA IMUNODEFICIENCIA ADQUIRIDA (SIDA ou AIDS). - Conceito: o Doença de origem infecciosa, viral, letal. o Transmissível através do sangue e secreções contaminadas, atingindo o sistema imunológico do portador, deixando-o predisposto às infecções oportunistas. o Tropismo pelo linfócito – célula que produz anticorpos. o HIV x AIDS Vírus do HIV. Não é porque o paciente tem o vírus que ele vai desenvolver a doença. Considera-se um paciente com AIDS quando a taxa de linfócitos TCD4 está inferior a 350. Quando o paciente tem o vírus mas não tem/controla com medicamentos a doença, tudo certo. Não usa o medicamento, tem a doença – paciente passível de riscos de contaminação e transmissão. Tem carga viral alta e taxa de linfócitos baixa – imunocomprometido. Consegue suspeitar o HIV pela boca através das lesões. Candidíase muito extensa – desconfiar. - Epidemiologia o Pessoas com fundamental completo – 8,3. o Pessoas com ensino superior completo – índice de 8,4. o Quebra de tabus. o Mais HIV em heterossexuais. o Homem HIV positivo e mulher HIV negativo = chance de quase 100% da mulher adquirir o vírus. o Mulher HIV positivo e homem HIV negativo = chance de menos de 50% do homem adquirir o vírus. o Prevalente em 35 a 39 anos. - Tratamento Baixado por Gabriella (gaabi.justo@gmail.com) lOMoARcPSD|21664082 o Transmissão vertical, via sexual, contato profissional com sangue, usuários de drogas injetáveis, transfusionados (mais difícil hoje em dia). o Sexo oral – se tiver uma ferida/porta de entrada na boca, pode transmitir. o Contato com secreções contaminadas -> entra na corrente sanguínea -> vírus infecta os linfócitos TCD4 -> linfócito para de produzir anticorpo -> imunocomprometidos -> predisposição à doenças oportunistas. - Características clínicas o Infecção aguda: logo após a infecção (autolimitada 3-4 semanas). Pode ser diagnostico como virose. Linfonodos infartados, fica meio mole. o Estágio assintomático (8 a 10 anos) – vírus em latência ou já pode começar a ter sintomas. o Manifestações orais: sarcoma de kaposi, linfoma não-hodgkin, herpes, candidíase, histoplasmose. Sarcoma de kaposi – massa/nódulo avermelhado que aparece na região de gengiva livre. Pode se confundir com granuloma piogênico. Tumor maligno. Fazer cirurgia e quimio. Linfoma não-Hodgkin – neoplasia maligna. Muito associado ao HIV. Biópsia incisional. Leucoplasia pilosa oral – estrias bilaterais – pegou isso em clínica, pede o ANTIHIV. Raro e associado ao HIV. Paciente compensou, sai sozinha. Herpes – em grande proporção, quadro alarmante.Pode ter intraorgal (raro em paciente saudável). Tratar com corante e laser e destrói o vírus – fazendo com que suma em 5/6 dias (ia durar 15). Candidíase – extensa, desproporcional. Histoplasmose – doença fungica tanto em boca quando em pele (sistêmica). o Carga viral e taxa de TCD4 são sempre inversamente proporcionais. o Paciente com infecção aguda – queda de TCD4 e aumento da carga viral. o Paciente assintomático – aumento de TCD4 e queda da carga viral. o Começa a transmitir quando adquire o vírus. Se a carga viral for muito baixa (indetectável) não transmite, a partir do momento em que aumenta, começa a transmitir. o Paciente que toma o antirretroviral pode ter a carga viral tão baixa que ela pode ser indetectável. - Marcadores laboratoriais o Solicitar exame antiHIV. o Anti HIV 1 e 2 convecional. o Encaminhar pro infectologista. o Teste rápido – tem no posto de saúde. Coleta de uma gota de sangue em uma plaquinha – 1 risquinho negativo, 2 risquinhos positivo. Apenas para matar curiosidade, encaminhar pro infecto para confirmar. - Tratamento o TARV – coquetel. o Profilaxia pré (paciente HIV negativo que ter filho com seu parceiro HIV positivo, assim se previne pois estará se expondo. Profissionais do sexo. Paciente que não se previne com camisinha ao fazer sexo – vírus não chega nos linfócitos. Tomar 20 dias antes da exposição) e pós-infecção. o Diagnosticado – encaminha imediatamente pra TARV – começar o tratamento o quanto antes. o Tem pacientes que começam e somem. o Paciente tem HIV, e o parceiro? E os filhos? Paciente às vezes não conta. o Paciente se trata e o parceiro não. Paciente não melhora porque vive se reinfectando. o Paciente não aceita. o Efeitos colaterais da TARV – náusea, fraqueza. o TARV é feita de acordo com a condição do paciente, ou seja, cada paciente tem uma TARV diferente. o Acidentes perfuro-cortantes. Quanto antes começar a TARV mais difícil o vírus infectar. No máximo 3-4 horas após o acidente é o ideal. HERPES SIMPLES - Características clínicas: da família HHV - 2 tipos: HSV-1 (Região oral facial e ocular) HSV-2 (Região Genital) - Transmissão: contato com pessoa contaminada - Incubação: 3 a 9 dias (após entrar em contato com o vírus) - Infecção primária (primeira vez de contato com o vírus) -> não possui anticorpos - Vírus é transportado nos nervos através dos axônios - Fica em latência no gânglio do nervo trigêmeo (pode ficar em latência para sempre, ser Baixado por Gabriella (gaabi.justo@gmail.com) lOMoARcPSD|21664082 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=estomatologia-2-ano-apostila-completa ativado/desenvolver lesão ou nem ser infectado/sistema imune barra) - GEAH: Gengivo Estomatite Herpética Aguda (primeiro contato, manifestação primária do vírus principalmente em crianças) -> úlceras mais sérias - Reativação do vírus: depois de ter ulcerado, entra em latência. - Idade avançada, estresse emocional, gravidez, doenças sistêmicas - Reativado no nervo trigêmeo, transportado através do axônio, desenvolvimento do eritema - Clinicamente: borda do vermelhão do lábio, pele adjacente aos lábios, cicatrização em 10 dias - Antes das vesículas: sinal prodrômico/antecede a lesão 1 dia antes (dor, ardência, prurido) - Não precisa de biópsia para os tradicionais, apenas para os que se mantém além do tempo normal - Fenda intraeptelial, acúmulo de líquido contaminante. Queratinócitos degradados - Tratamento: tópico ou oral o Medicamento: Aciclovir o Tópico (Zovirax): 5 vezes ao dia (intervalos de 4 horas) durante 5 dias o Aplicar na região durante a fase prodrômica o Oral: 200mg, 5 vezes ao dia, durante 5 dias o Laser: - na lesão presente (com PDT) -> desinfecta a área, destrói os vírus - protocolo profilático (infravermelho) -> vírus não se aproxima mais à região perilabial. EPSTEIN BARR – EBV - Características clínicas: associado ao Linfócito B (Célula alvo) -> ele infecta esta célula, domina e usa ela para sua própria reprodução - Associado à várias lesões: Carcinoma Nasofaríngeo, Linfoma de Hodgkin, Linfoma de Burkitt (África, pac. HVI+), Leucoplasia Pilosa (pac. HVI+) e Mononucleose Infecciosa Aguda - Leucoplasia Pilosa: replicação epitelial do EBV em paciente imuno comprometido devido ao HIV, pacientes HIV descompensados, placa branca bilateral, assintomática, resultado do foco epitelial de replicação do vírus EBV, regressão espontânea (com tratamento do quadro geral do paciente), não é tratada diretamente - Mononucleose Infecciosa Aguda: assintomático, crianças (mais grave), coriza, nariz vermelho, placas brancas na orofaringe, febre, tratamento paliativo com Prednisona (60 a 80mg) por 2 a 3 dias e Aciclovir creme 6 vezes ao dia. HEPATITE - Características clínicas: inflamação no fígado causada por infecção do vírus da hepatite (pode comprometer funções do fígado -> bile, coagulação do sangue, vitaminas...) - Vírus se mantém estável em temperatura ambiente por mais de 5 dias - Hepatite A: mais associada a crianças, aguda com baixo risco de cronificar, contaminação oro- fecal, icterícia, urina escura, fezes claras e mal- estar. o Ciclo: vírus ingerido, cruza com enterócito no intestino, pega corrente sanguínea, chega no fígado e contamina hepatócito. - Hepatite B: “amarelão”, mais contagiosa, risco de infecção 57x maior que HIV, transmissão não somente pelo sangue, ciclo igual à A. o Aguda: sintomas aparecem 4 a 12 semanas depois do contato com vírus o Sintomas genéricos (mal-estar, dor de cabeça, dor no corpo, cansaço, febre, falta de apetite). o 90% dos adultos que contraem a doença se recuperam completamente. o Ficam com o vírus. o Crônica: 5 a 10% passam da aguda para crônica o 20 a 50% dos casos crônicos evoluem para doença hepática avançada o Coloração amarelada dasmucosas e pele (icterícia), coceira, urina escura, fezes claras. o Não tem cura, existe vacina. - Hepatite C: contaminação por relação sexual, compartilhamento de seringas, acidentes pérfuro-cortantes, mais frequente por contato com sangue contaminado, ciclo igual aos outros o 70% das hepatites crônicas, 40% dos casos de cirrose e 60% de hepatocarcinomas o Primeira causa de transplante hepático o Progressão da cirrose é assintomática (leva uns 20 anos) o Aguda: primeiros 6 meses de infecção (3 estágios) 1. Pré-ictérico: após incubação do vírus e antes da icterícia (anorexia, náusea, vomito, mal-estar...) 2. Ictérica: aparecimento da icterícia (hepatomegalia dolorosa/aumento do fígado, esplenomegalia ocasional/aumento do baço e hiperbilirrubinemia intensa e progressiva) Baixado por Gabriella (gaabi.justo@gmail.com) lOMoARcPSD|21664082 3. Convalescença: desaparece a icterícia (cansaço e fraqueza) o 20% podem superar e 80% seguir para crônica. o Crônica: assintomática (replicação viral baixa, pode transmitir) ou sintomática o Cirrose hepática: múltiplas inflamações, fibrose difusa, formação de nódulos, necrose celular. Insuficiência hepática progressiva e falência total (precisa transplante). o Hepatocarcinoma: câncer primário no fígado. o Agressivo com alto índice de óbito. - Tratamento odontológico para estes pacientes: alterações de coagulação, defeitos quantitativos e qualitativos de plaquetas, diminuição dos fatores prócoagulantes. o Testes de função hepática por coleta de sangue: na membrana do hepatócito. o TGO: transaminase glutâmico-oxalacética. o TGP: transaminase glutâmico-pirúvica. o Pedir também hemograma e coagulograma. o Plaquetas: normalmente possui 150.000 - 350.000. o Cirurgias pequenas: precisa ter no mínimo 50.000/mm3 plaquetas. o Cirurgias grandes: precisa ter no mínimo 80.000/mm3 plaquetas. o Qualquer Hepatite Aguda: não operar, apenas urgência. o Adequação do meio bucal. Semiologia das glândulas salivaresGLÂNDULAS SALIVARES MENORES OU ACESSÓRIAS - 600 a 1000 pequenas glândulas espalhadas na mucosa bucal; - Exceção: gengiva e 1/3 anterior do palato duro; - Responsáveis por 5% da secreção salivar; 1. Labiais, Jugais, Sublinguais /glândulas de Rivinus, Palato mole e úvula, Glossopalatinas , Coxim retromolar - Linguais: 1. Glândulas de Blandim e Nuhn: porção anterior da língua 2. Glândulas de Ebner: associadas as papilas caliciformes 3. Glândulas da raiz da língua GLÂNDULAS SALIVARES MAIORES - PARÓTIDA - Mais desenvolvida das glândulas salivares; - Aspecto lobulado e consistência fibrosa (25g); - Possui dois lobos: profundo e superficial; - Ducto parótideo (canal de Stenon) 4 a 6cm de comp. e 3 mm de diâmetro – papila parotídea. SUBMANDIBULAR - Formato ovóide ou piriforme; - 7 a 8 g - Região submandibular; - (75% do total). - Ducto submandibular (Wharton): 4 a 5 cm de comp. e 2 a 4 mm de diâmetro; - Carúncula sublingual. SUBLINGUAL - A menor das glândulas salivares; - 3g; - Reunião de pequenas glândulas; - Secreção ( 5%); - Ductos sublinguais: 10 a 30 orifícios ao longo da prega sublingual. SALIVA - Natureza mista; - Repouso: 15ml/h (ácida); - Estimulada: 80 a 1500ml/dia (alcalina); - Constituição: 99% água, proteínas (mucina), lipídeos, glicose, uréia, cálcio, fosfato, lisozima, imunoglobulinas, ar... SEMIOLOGIA DAS GLÂNDULAS SALIVARES - Anamnese - Exame Físico: o Inspeção o Palpação o Análise da secreção salivar - Exames complementares o Imaginológicos o Laboratoriais o Histopatológico o Sialometria ANAMNESE - História da Doença atual 1. Início e duração da lesão o Lesões inflamatórias: desenvolvimento rápido com aumento de volume considerável; o Fenômenos de retenção: desenvolvimento lento, com surtos de remissão; o Neoplasias benignas: desenvolvimento lento, contínuo e gradual; o Neoplasias maligna: crescimento rápido. 2. Sintomatologia o Xerostomia o Dores pré e pró-prandiais o Febre o Inaptência 3. História médica: Baixado por Gabriella (gaabi.justo@gmail.com) lOMoARcPSD|21664082 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=estomatologia-2-ano-apostila-completa o Diabetes Melitus o Drogas/medicamentos EXAME FÍSICO - Inspeção - tumefações, assimetria, coloração, extensão e localização. 1. Extra- oral: o Regiões parótideas o Labiais o Submandibulares. 2. Intra-oral: o Toda mucosa bucal: labial superior e inferior, jugal, palatina, lingual e assolho bucal. o Papila parotídea o Pregas e carúncula sublinguais o Ressecamento da mucosa: língua fissurada, atrofia papilar, saburra lingual. - Palpação: dificuldade devido as estruturas adjacentes (Genovese, 1985) o Consistência, limites, sensibilidade, flutuação, mobilidade, infiltração, e temperatura; o Palpação bimanual. o Palpação bidigital. - Exame da secreção salivar o Ordenha: massagem da glândula a ser examinada, desde sua extemidade até o conduto excretor, com movimentos enérgicos; o Estimulação química-psíquica: sialogogos (frutas cítricas ou pilocarpina) o Quantidade de secreção salivar e características (clara, viscosa, purulenta). o Ideal: saliva clara, abundante e fluída. o Saliva espessa e escassa: hipofunção glandular. o Saliva turva: infecção. EXAMES COMPLEMENTARES - IMAGEM - Radiografias - Sialografia - Ultra-sonografia - Cintilografia - Tomografia computadorizada - Ressonância Magnética nuclear RADIOGRAFIAS - Detecção de cálculos e corpos estranhos. - 1º opção - Vantagens o Facilidade técnica o Baixo custo o Aparelhagem disponível - Desvantagens o 20% dos sialolítos são radiolúcidos. - Radiografias Intrabucais o Oclusal: (submandibular ou sublingual) o Periapical: (Cálculos submandibular) e papila parotidea. - Radiografias extrabucais o Panorâmicas (cálculos na parótida e cálculos posteriores na submandibular); o Lateral obliqua e PA de mandíbula. SIALOGRAFIA - Introdução de um meio de contraste através do ducto excretor da glândula salivar e posterior exame radiográfico - Muito utilizada no passado; - Procedimento invasivo e doloroso; - Pode ocasionar processos infecciosos após a realização do exame; - Possibilidade de perfuração do ducto; - Pode empurrar o cálculo a porções mais distais do ducto; - Possibilidade de processos alérgicos; - Contra-indicado: processos agudos. ULTRA-SONOGRAFIA - Exame dinâmico - Simples - Baixo custo - Rápido - Não utiliza radiação ionizante (inócuo) - Orientação para execução da PAAF (punção aspirativa agulha fina) - Diagnosticar aumento de volume glandular, sialolitos, cistos e tumores - Depende do radiologista HISTOPATOLÓGICO - Biopsias incisionais e excisionais - Biopsia por aspiração PUNÇÃO ASPIRATIVA POR AGULHA FINA – PAAF - Deve ser realizada por patologista experiente - A agulha de calibre fino (6,5 – mais alcalino. Muda conforme alimentação. - Qualidade o Qualidade = fiabilidade o Serosa: não forma fio – muito aguada e sem qualidade. o Fluída: 2 cm a 4 cm. o Viscosa: >5cm. – baba muito. - Cor o Transparente = boa. o Turva = tem muita mucina. o Amarelada = processo infeccioso, pode ter pus. o Vermelhada = com sangue. - Fatores que afetam a coleta do fluxo salivar: o Hidratação o Olfação o Posição do corpo o Exposição à luz o Estimulação prévia o Tamanho da glândula o Estímulo unilateral o Drogas o Doenças sistêmicas - Fluxo salivar em repouso o Tempo de coleta: 5 ou 15 min. o Paciente sentado, sem conversar; o Pescoço inclinado para frente; o Não deglutir a saliva; o Jejum de 2h; o Enxaguar a boca previamente a coleta. - Fluxo salivar estimulado o Tempo de coleta: 5 ou 15min. o Paciente sentado, mastigando um dispositivo, por 1 minuto, sem coletar (despreza) o Durante os próximos 5 minutos, coleta a saliva a cada minuto, sem deglutir, sempre mastigando o dispositivo. o Cálice de vidro graduado 1ml HIPOSSALIVAÇÃO X XEROSTOMIA - HIPOSSALIVAÇÃO o Diminuição do fluxo salivar. o É um sinal. - XEROSTOMIA - Sensação (subjetiva) de boca seca. - É um sintoma. - Pode estar associado a uma Enfermidade ou condição patológica.- HGS - Patologia ou não das GLS - Raramente se observa de modo isolado. FÁRMACOS - MAIS DE 450 GRUPOS - PRINCIPAIS GRUPOS: o Antidepressivos o Antihipertensivos o Anticonvulsivos o Diuréticos o Antipsicóticos o Antihistaminicos o Laxantes o Narcóticos Baixado por Gabriella (gaabi.justo@gmail.com) lOMoARcPSD|21664082 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=estomatologia-2-ano-apostila-completa o Hipnóticos o Anoréxicos o Analgésicos ENFERMIDADES SISTEMICAS QUE PODEM CAUSAR HGS OU XEROSTOMIA - Sindrome de Sjogren (tec conjuntivo) - AIDS (imunológico) - Diabetes Mellitus (hormonal) - Parkinson (neurológico) - Psiquica (depressão) - Hipertensão - Desidratação RADIOTERAPIA - RADIAÇÃO DE CABEÇA E PESCOÇO 1 SEMANA SALIVA 50 A 60% - DOSE = SALIVA MAIS - 50 GY (grey) de radiação - geralmente é irreversível - 60 a 70 GY radiação – ausência total e irreversível. - COMPLICAÇÕES ORAIS: o Hipossalivação. o Xerostomia. o Mucosite. o Sabor alterado. o Osteorradionecrose. o Cáries radioterápicas. o Trismo. o Intolerância as PPR. DIAGNÓSTICO DE HGS E XEROSTOMIA - ANAMNESE - Anamnese o Dados pessoais o Enfermidades? o Fármacos? o Radiação de cabeça e pescoço? o Higiene oral? o Fumo? o Álcool? - EXAME FÍSICO o Sialometria - INSPEÇÃO o Cáries atípicas o Periodontite - PALPAÇÃO - EXAMES COMPLEMENTARES SINAIS CLÍNICOS ORAIS ASSOCIADOS COM HGS OU XEROSTOMIA - Patologia dental - Patologia periodontal - Alterações protéticas - Infecções - Patologia na mucosa oral - Lingua saburrosa - Halitose TRATAMENTO - Etiológico – depende da causa. - Sintomático 1. Hidratação do paciente 2. Estímulos salivares locais (mastigatórios, gustativos) 3. Estímulos salivares sistêmicos(sialogogos) ex: bromexina, pilocarpina… - Substitutos salivares (saliva artificial) - Medidas terapêuticas alternativas - Medidas preventivas: 1. Eliminar placa bacteriana 2. Higiene oral 3. Flúor 4. Clorexidina 5. Dieta 6. Suprimir: álcool, fumo e cafeína 7. Umidificadores ambientais. Infecções bacterianas IMPETIGO -Infecção superficial da pele causada pelo Streptococcus pyogenes e pelo Staphylococcus aureus, isoladamente ou em conjunto. -Essa infecção é endêmica e podem ocorrer epidemias em crianças jovens. -A maioria dos casos origina-se em áreas de dermatite ou trauma prévio. -Indivíduos portadores podem transmitir através do contato da pele. -Os surtos estão relacionados à má higiene, condições de vida insalubres e climas quentes e úmidos. - Características clínicas: o Ocorre mais comumente sobre a pele da face ou das extremidades. o Podem ser observados prurido e linfadenopatia. o Manifestações sistêmicas são raras. o Alguns casos apresentam-se como uma queilite exfoliativa ou podem lembrar um quadro de herpes simples recorrente. -2 padrões clínicos: 1. Infecção produz vesículas frágeis que se rompem rapidamente, sendo substituídas por uma crosta âmbar, espessa e aderente. 2. Bolha flácida de longa duração, que após a ruptura forma uma crosta fina cor de mel. Baixado por Gabriella (gaabi.justo@gmail.com) lOMoARcPSD|21664082 - Diagnóstico: o Isolamento do S. pyogenes ou do S. aureus em culturas da pele atingida. - Tratamento e prognóstico: o Impetigo não-bolhoso: antibiótico tópico o Impetigo bolhoso: antibiótico sistêmico oral por 1 semana o Se tratadas tardiamente, as lesões aumentam e se disseminam. o Complicações: glomerulonefrite aguda ERISIPELA -Infecção superficial da pele. -Associada aos streptococos B-hemolíticos -Dissemina-se pelos canais linfáticos, que se tornam preenchidos por fibrina, leucócitos e estreptococos. - Características clínicas: o Tende a ocorrer em pacientes jovens e idosos, ou imunocomprometidos. o Pode ocorrer em qualquer local da pele, especialmente em áreas com trauma anterior. o Quando as lesões ocorrem na face, apresentam-se normalmente na região geniana, pálpebras e dorso do nariz, algumas vezes produzindo lesões em forma de borboleta (lembra lúpus eritematoso). o Se as pálpebras estão envolvidas, apresentam-se edemaciadas e fechadas (lembra angioedema) o A área afetada é dolorida, vermelho- brilhante, bem circunscrita, aumentada de volume, endurecida e quente ao toque. o Outros sinais/sintomas: febre, elevação da contagem de leucócitos, náuseas e vômitos. o A confirmação diagnóstica é difícil porque as culturas usualmente não são proveitosas. - Tratamento e prognóstico: o Penicilina ou eritromicina o No início do tratamento, a área da pele envolvida com freqüência aumenta em volume (reação secundária à liberação de toxinas oriundas da lise dos estreptococos). o Complicações: abscessos, gangrena, fasciite necrosante, síndrome do choque tóxico com possível falência dos órgãos, tromboflebite, glomerulonefrite aguda, septicemia, endocardite e morte. o Podem-se desenvolver recorrências na mesma área (várias recorrências podem resultar em aumentos permanentes e desfigurantes). AMIDALITE E FARINGITE ESTREPTOCÓCICA -Causadas por diversos microorganismos → adenovírus, enterovírus, influenza, parainfluenza, Epstein-Barr -A disseminação se dá por contato pessoa a pessoa com infecção nasal ou secreções orais. - Características clínicas: o Os sinais e sintomas variam de leves a intensos. o Achados comuns: súbito aparecimento de garganta dolorida, febre alta, disfagia, hiperplasia amigdaliana, vermelhidão da orofaringe e amígdalas, petéquias palatais, linfadenopatia cervical e um exsudato amigdaliano amarelado. o Sintomas sistêmicos: cefaléia, mal-estar, anorexia, dor abdominal, vômito. - Tratamento e prognóstico: o Além da redução da morbidade localizada da infecção, os principais objetivos do tratamento são a prevenção do desenvolvimento da febre reumática aguda e complicações como glomerulonefrite aguda, síndrome do choque tóxico, bacteremia e celulite de tecidos profundos. DIFTERIA -Produzida pelo Corynebacterium diphteriae -A espécie humana é o único hospedeiro e a infecção é adquirida pelo contato com uma pessoa infectada ou portadora. -A bactéria causa uma toxina letal, que causa necrose tecidual. -A infecção está quase erradicada -Pode acometer pessoas imunocomprometidas ou que não foram tratadas corretamente ou que não receberam injeções de reforço. - Características clínicas: o Os sinais e sintomas surgem em 1 a 5 dias após a exposição ao microorganismo. o Sintomas sistêmicos iniciais: febre baixa, cefaléia, mal-estar, anorexia, dor de garganta e vômitos. o Envolve principalmente as superfícies mucosas (podendo atingir as cutâneas), podendo produzir exsudatos nas regiões nasal, amigdaliana, faringeana, laringotraqueal, conjuntival ou genital. o Lesões na cavidade oral: áreas dispersas de necrose encontradas na mucosa bucal, lábio, palato duro/mole e língua. Baixado por Gabriella (gaabi.justo@gmail.com) lOMoARcPSD|21664082 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=estomatologia-2-ano-apostila-completa o A paralisia relacionada com a toxina pode afetar os nervos oculomotor, facial, faringeano, diafragmático e músculos intercostais. A paralisia do palato mole pode levar à regurgitação nasal durante à deglutição. O envolvimento oral e nasal tem sido relatado com disseminador para a pele adjacente da face e dos lábios. - Tratamento e prognóstico: o Antitoxina +antibióticos (eritromicina, penicilina endovenosas) o Após 4 dias de antibioticoterapia, a maioria dos pacientes não apresenta mais infecção. o Baixo índice de mortalidade. TUBERCULOSE -Doença infecciosa crônica, causada pelo Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch). -Mais de 1,8 bilhões de pessoas infectadas -Desnutrição, falta de saneamento, HIV, imigrantes de regiões endêmicas -A maioria