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*"~,,~
"\ 1" -
~t",~
Esta análise deve ser feita nos sentidos longitudinal, transversal e vertical.
Análise longitudinal das arcadas
o objetivo é determinar o espaço requerido na arcada para o alinhamento correto dos dentes.
Para tanto, deve-se calcular o espaço requerido e o espaço presente em cada arcada. A diferença
entre o espaço requerido e o espaço presente é denominada discrepância do modelo. Ela será
positiva quando o espaço presente na arcada for maior que o espaço requerido, e negativa, quando
o espaço presente for menor que o requerido.
O primeiro passo, portanto, é determinar o espaço requerido. Isto é feito diretamente no modelo
do paciente, tomando-se o diâmetro mesiodistal de cada dente: pré-molares, caninos e incisivos, de
ambos os lados.
Antes de se iniciar a tomada de medidas dos diâmetros mesiodistais dos dentes, deve-se marcar
no modelo a linha mediana (LM) do paciente. Inicialmente, será demonstrado um caso sem desvio
de linha mediana. Marca-se no modelo a linha mediana óssea, que neste caso coin~ide com a linha
mediana dentária.
Espaço requerido Mx
Espaço presente Mx-
Lado direito Lado esquerdo
Espaço requerido M~
Espaço presente Md-
LM
Mx = maxila
Md = mandíbula
Análise Cefalométrica - Diagnóstico e Planejamento Ortodôntico
Com o auxílio de um compasso de pontas secas, pontas estas que devem ser finas, ajusta-se o
compasso no diâmetro mesiodistal do incisivo central. Uma vez ajustado o compasso, transfere-se
esta medida para a linha "Espaço requerido Md" da ficha, a partir da linha mediana assinalada.
Observe que a linha mediana assinalada na ficha em vermelho se refere à linha mediana óssea.
Lado direito
Espaço requerido Mx
Espaço presente Mx
!Lado esquerdo,
Espaço requerido Md
Espaço presente Md
A seguir, ajusta-se o compasso no diâmetro mesiodistal do incisivo lateral e transfere-se esta
medida para a ficha, a partir da marca correspondente à face distal do incisivo central.
Lado direito Lado esquerdo
Espaço requerido Mx
Espaço presente Mx
LM
Espaço requerido Md
Espaço presente Md
O mesmo procedimento deve ser efetuado para o canino, tomando-se sempre o cuidado de medir
o maior diâmetro mesiodistal. Neste caso, como o canino apresenta giroversão, é fácil a tomada da
medida, todavia, alguns casos de apinhamento necessitam comparação com o dente correspondente
do lado oposto para que a medida seja feita corretamente. Ajustado o compasso corretamente, a
medida deve ser transferida para a ficha, a partir da marca da distal do incisivo lateral.
Lado direito Lado esquerdo
Espaço requerido Mx
Espaço presente Mx
LM
Espaço requerido Md
Espaço presente Md
H
Repete-se o procedimento para o primeiro pré-molar.
182
--- . _IIi'K
Análise do Modelo
Lado direito Lado esquerdo
LM
Espaço requerido Mx
Espaço presente Mx
Espaço requerido Md
Espaço presente Md
~.~",.>
Mede-se o diâmetro mesiodistal do segundo pré-molar e transfere-se a medida para a ficha.
Lado direito LM Lado esquerdo
Espaço requerido Mx
Espaço presente Mx
Espaço requerido Md
Espaço presente Md
Tendo-se registradas as medidas de todos os dentes localizados mesialmente ao primeiro molar
de um lado, repete-se os procedimentos para o outro lado.
~paço requerido Mx
~spaço presenteMx
=
Lado direito LM Lado esquerdo
=
IÉSpaço.requêrido Md
!=spaço presente Md
=
=
Com o auxílio de régua milimetradadevidamente aferida, mede-se o espaço requerido para cada
lado da arcada e anota-se na ficha. Da mesma maneira deve-se medir o espaço requerido para a
arcada superior. Observe que, no exemplo acima, se tratava de um caso de dentição permanente,
sem desvio de linha mediana (LM). A obtenção de valores diferentes para cada lado foi devida ao
fato de o paciente apresentar pequena diferença no tamanho dos dentes.
Cálculo do espaço requerido durante a fase de dentição
mista
Durante esta fase, como os dentes permanentes no segmento lateral, denominadazona de apoio,
ainda não erupcionaram, torna-se necessário estimar o diâmetro mesiodistal dos caninos e pré-
molares. Isto pode ser feito por meio de dois métodos: método radiográfico de Huckaba e método
estatístico de Moyers. O método de Huckaba consta de radiografias periapicais utilizando-se cone
longo. Mede-se o diâmetro mesiodistal (M-D) do dente decíduo presente na cavidade bucal e o diâ-
183
Análise Cefalométrica - Diagnóstico e Planejamento Ortodôntico
metro de sua projeção radiográfica na película. A seguir, mede-se o diâmetro da projeção radiográfica
do dente permanente. Considerando que as distorções devem ser iguais, aplica-se a regra de 3
simples:
diâm. M-D do Pm -
diâmetro M-D do molar decíduo da radiografia X diâmetro M-D do molar
decíduo do modelo
diâmetro M-D do Pm da radiografia
Pm = pré-molar
o método estatístico de Moyers baseia-se na tabela de probabilidade da relação entre a somatória
dos diâmetros mesiodistais dos quatro incisivos inferiores e a soma do caninÓt,"dOprimeiro e segun-
do Pm de cada lado, tanto para a arcada inferior como para a superior. É importante salientar que a
previsão da somatória dos dentes superiores é feita por meio da somatória dos incisivos inferiores.
Moyers fez a tabela com diferentes índices de probabilidade, que varia de 5 a 95%, entretanto
adotamos a de 75% por termos constatado na clínica diária como sendo muito próxima da realidade,
tendo até um espaço remanescente, que permite migração mesial espontânea do molar. Este espa-
ço é denominado espaço livre de Nance e é cerca de 1,7 mm para a arcada superior e 2,2 mm para
a arcada inferior.
A seguir, será apresentado um caso em que o paciente apresenta desvio da LM maxilar e denti-
ção mista. Nem sempre a LM dentária coincide com a linha mediana da maxila ou da mandíbula.
Então, se torna necessário determinar o plano sagital mediano.
o Marca-se, no modelo, um ponto na região posteri-
or da rafe palatina mediana.
o A seguir, um ponto na região posterior da rugosi-
dade palatina, ainda na parte basal, região esta
que não é influenciada por desvios dentários.
o Unem-se estes dois pontos por um segmento de
reta. Esta é a linha sagital mediana.
o Sobre a linha sagital mediana previamente mar-
cada no modelo, superpõe-se uma placa transpa-
rente quadriculada, denominada simetroscópio.
o Prolonga-se a linha até a borda do incisivo e mar-
ca-se a linha mediana maxilar.
o A superposição do simetroscópio permite medir
as assimetrias transversais, em especial, as mor-
dida cruzadas uni- ou bilaterais; e assimetrias de
posições dos dentes no sentido ântero-posterior.
Neste caso, observa-se desvio da LM dentária superior para o lado direito, caninos decíduos
simetricamente posicionados, molar superior esquerdo mesializado. No sentido transversal os pri-
meiros molares estão simetricamente posicionados, embora o molar esquerdo apresente rotação no
sentido mesiopalatino mais acentuado.
184
Análise do Modelo
o Articulam-se os modelos em relação cêntrica, uti-
lizando-se para isto o registro de mordida.
o Tendo-se marcado um ponto sobre a borda do in-
cisivo correspondente à linha mediana maxilar,
traça~se um segmento de reta vertical sobre a
coroa dos incisivos superior e inferior, marcando-
se deste modo o ponto mais anterior das linhas
medianas maxilar e mandibular.
~.~"',
o Tendo-se constatado a presença de desvio da li-
nha mediana dentária em relação à LM óssea, a
mesma deve ser medida e transferida para a fi-
cha, na linha correspondente ao espaço requeri-
do, o que é feito com o auxílio de compasso com
pontas secas.
~
Espaço requerido Mx
Espaço presente Mx
Espaço requerido Md
Espaço presente Md
LM
o O mesmo procedimento deve ser efetuado em
relação ao eventual desvio da linha mediana infe-
rior.
I
i
I
I
IlEspaço requerido Mx
Espaço presente Mx
Espaço requerido Md
Espaço presente Md
LM
Espaço requerido Mx
LM
o Com o auxílio de uma régua milimetrada,
mede-se o desvio aferido e anota-se na
ficha no quadro 1 do "Propósito de mo-
vimentação" .
185
Análise Cefalométrica - Diagnóstico e PlanejamentoOrtodôntico
Propósito de movimentação - Quadro 1
Lado direito
Maxila
erro molar
Mandfbula
Lado esquerdo
erro molar
Os desvios aferidos devem ser anotado no quadro 2 do "Propósito de movimentação", conforme
o exemplo seguinte:
D O valor da linha mediana dentária desviada para o lado direito deve ser anotado no quadro 2, na
coluna positiva do lado direito, pois a sua correção criará espaço deste lado.
D O mesmo valor deve ser anotado com sinal negativo na coluna negativa do lado esquerdo,
porque para a correção será necessário espaço deste lado. Cuidado para que os valores da
maxila sejam anotados no quadro 2, na porção correspondente à maxila. O mesmo deve ocorrer
quando se tratar da mandíbula.
Propósito de movimentação - Quadro 2
Lado direito Lado esquerdo
mm mm
Mandíbula NegativoPositivo NegativoPositivo
Discrepância do modelo
Correção da LM Ct2,à" E'g,Ô)
Movimento do incisivo
Movimento molar
Curva de Spee
Expansão-disjunção"
Extração
Stripping
Prótese
Outros
186
- ."'-"">"",- - ,,'" li -.-r' ,ni - -'""'iliillli""'oII"8I1__.'~" W'iil~""'" "",-,..."""",,,,:: ", -.:...1ii~'
Lado direito Lado esquerdo
mm mm
Maxila NegativoPositivo Negativo Positivo
Discrepância do modelo
Correção da LM +3,0""' (3,0)
Movimento do incisivo
Movimento molar
Curva de Spee
Expansão-disjunção
Extração
Stripping
Prótese
Outros
Análise do Modelo
Espaço requerido Mx
Espaço presente Mx
Espaço requerido Md
Espaço presente Md
LM ~.t.,.~
Após ter marcado a linha mediana dentária, inicia-se a medição dos dentes. Ainda com o auxílio
do compasso com pontas secas, ajustamos-o ao diâmetro mésio-distal do incisivo central inferior
esquerdo e marcamos essa dimensão na ficha no quadro correspondente "Análise longitudinal", na
linha "Espaço requerido Md" a partir da linha média dentária previamente assinalada. Observe que a
linha vertical vermelha assinalada LM se refere à linha mediana óssea.
Espaço requerido Mx
Espaço presente Mx
Espaço requerido Md
Espaço presente Md
LM
Depois, ajusta-se o compasso ao diâmetro mesiodistal do incisivo lateral no modelo e transfere-
se esta medida para a ficha, a partir da marca distal do incisivo central.
Espaço requerido Mx
Espaço presente Mx
Espaço requerido Md
Espaço presente Md
LM
A seguir, ajusta-se o compasso ao diâmetro mesiodistal do incisivo central direito e marca-se na
ficha, tomando-se o cuidado de que a ponta mesial fique sobre a linha mediana dentária previamen-
te demarcada.
187
Análise Cefalométrica - Diagnóstico e Planejamento Ortodôntico
Espaço requerido Md
Espaço presente Md
~~J>
LM
Ajusta-se o compasso no incisivo lateral direito e transfere-se para a ficha, a partir da marca
correspondente à face distal do incisivo central.
Tendo-se marcados na ficha os espaços requeridos para os incisivos inferiores, ajusta-se uma
régua milimetrada observando-se que o ponto zero da escala deve coincidir com a linha mediana
dentária marcada na ficha e não com a linha mediana óssea assinalada em vermelho na ficha.
Quando o paciente não apresenta desvio de LM, a linha mediana dentária coincide com a linha
mediana óssea. Verifica-se o espaço necessário para cada lado e anota-se na ficha "Espaço re-
querido".
Espaço requerido Mx
Espaço presente Mx
LM
Espaço presente M
Mandíbula
Espaço requerido
Maxila
NE?steexemplo, cada lado somou 14,0 mm, portanto, a somatória dos quatro incisivos inferiores
é de 28,0 mm. Consultando a tabela de Moyers, constata-se que quando esta soma é 28,0 mm, a
soma dos pré-molares e canino de cada lado é de 25,1 mm para os inferiores, e 25,3 mm, para os
superiores. Observe que a somatória dos dentes superiores é feita também baseada na somatória
dos incisivos inferiores. Estes valores são anotados na ficha.
Tabela de Moyers (Probabilidade de 75,0%)
188
-~- ~,-
L2 19,5 20,0 20,5 21,0 21,5 22,0 22,5 23,0 23,5 24,0 24,5 25,0 25,5 26,0 26,5 27,0 27,5 28,Ç 29,5 29,0
SUP 20,6 20,9 21,2 21,5 21,8 22,0 22,3 22,6 22,9 23,1 23,4 23,7 24,0 24,2 24,5 24,8 25,0 25,3 25,6 25,9
INF 20,1 20,4 20,7 21,0 21,3 21,6 21,9 22,2 22,5 22,8 23,1 23,4 23,7 24,0 24,3 24,6 24,8 25,1 25,4 25,7
Análise do Modelo
Mandíbula
Espaço requerido
Maxila
A seguir, tem-se apenas que proceder à soma para a mandíbula. Para a maxila, verifica-se na
ficha qual foi a soma dos quatro incisivos superiores, que também foram medidos pelo mesmo
~esso que os inferiores, e acrescenta-se na ficha. Feito isto, faz-se a soma.
Mandíbula Maxila
Uma vez estimada a soma de cada lado, anota-se, no quadro "Análise longitudinal", na linha
correspondente ao espaço requerido para a maxila-e mandíbula.
LM
i~
li
Análise longitudinal
Lado direito
&spaço requerido Mx
gspaço presente Mx
Espaço requerido Md
Espaço presente Md
Lado esquerdo
II
II
,
.~
~
189
Análise Cefalométrica - Diagnóstico e Planejamento Ortodôntico
Espaço presente
A determinação do espaço presente deve ser feita com a maior precisão possível, pois é de
fundamental importância no planejamento ortodôntico. Ela é determinada pela somatória dos espa-
ços existentes entre a face mesial do primeiro molar de um lado, até a face mesial do primeiro molar
do outro lado. Existem dois métodos para a sua determinação. O primeiro e mais preciso consta de
um fio de latão que deve ser adaptado sobre o modelo, desde a face mesial do primeiro molar do
lado direito, passando sobre os pontos de contato dos pré-molares e caninos e ainda sobre a face
incisal dos incisivos, indo até a face mesial do primeiro molar do lado esquerdo. Quando o modelo
apresenta algum incisivo com giroversão acentuada, pode-se adotar dois critérios diferentes. O pri-
meiro consta de se adaptar o fio sobre a parte mais anterior do incisivo. Nesfê"baso,deve-se tomar
o cuidado de, ao traçar o cefalograma, utilizar o ponto mais anterior da face incisal. Tal procedimento
aumenta o espaço presente, diminuindo desta forma a discrepância do modelo, ao mesmo tempo
que aumenta a protrusão do dente no cefalograma, aumen-
tando desta forma a discrepância cefalométrica. Um com-
pensa o outro. O mesmo critério deve ser adotado nas avali-
ações do modelo e do cefalograma. Após assentamento do
fio sobre o modelo, marca-se no fio a linha mediana previa-
mente determinadano modelo.Alinha-se o fio e mede-secom
uma régua milimetrada. A seguir,os valores encontradossão
anotados na ficha, no quadro correspondente à "Análise lon-
gitudinal".
Análise longitudinal
Lado direito LM
Espaço requerido Mx
Espaço presente Mx
Espaço requerido Md
Espaço presente Md
Lado esquerdo
=
=
=
O mesmo procedimento deve ser feito na arca-
da inferior. Observe que o fio foi ajustado deixando
a face incisal do incisivocentral inferioresquerdofora
do contorno, e assim sendo, deve-se tomar o cui-
dado, ao traçar o cefalograma, de marcar a face
incisal do incisivo central direito, que deverá ser
observado na radiografia cefalométrica um pouco
mais para trás. Após o ajuste do fio, marca-se a li-
nha mediana previamente.
190
Análise do Modelo
Lado direito
~spaço requerido Mx
!;Espaçopresente Mx
!;EspaçorequeridoMd
Espaço presente Md
Análise longitudinal
LM Lado esquerdo
==
==
Lado direito
Espaço requerido Mx
Espaço presente Mx
Espaço requerido Md
Espaço presente Md
LM
O espaço presente também pode ser medido por meio do compasso com pontas secas. Neste
caso, divide-se a arcada dentária em segmentos de reta a partir da linha mediana óssea. Ajusta-se
o compasso no tamanho do primeiro segmento, a partir da linha mediana óssea e transfere-se para
a ficha na linha correspondente ao "espaço presente", também a partir da linha mediana.
Lado direito
Espaço requerido Mx
Lado esquerdo
Espaço presente Mx
Espaço requerido Md
Espaço presente Md
LM
-"
A seguir, partindo ainda da linha mediana óssea maréada no modelo, ajusta-se o compasso ao
segmento correspondente do lado oposto e transfere-se para a ficha.
.,
Lado direito L..,
Espaço requerido Mx I!
Espaço presente Mx
Espaço requerido Md
Espaço presente Md
191
11 ... "111
AnáliseCefalométrica - Diagnóstico e Planejamento Ortodôntico
o mesmo procedimento é efetuado para o segmento de reta seguinte.
Lado direito Lado esquerdo
Espaço requerido Mx
Espaço presente Mx
Espaço requerido Md
Espaço presente Md
~
LM
A seguir, ajusta-se o compasso no comprimento do segmento do lado oposto e transfere-se para
a ficha.
Lado direito Lado
esquerdo
Espaço requerido Mx
Espaço presente Mx
,Espaço requerido Md;
Espaço presente Md .
LM
,Geralmente, no segmento lateral, a medida é tomada do ponto de contato mesial do primeiro
molar à cúspide do canino decíduo. Ajustado o compasso, a medida é transferida para a ficl'1a.
Lado esquerdo
Espaço requerido Md
Espaço presente Md
LM
Para completar, ajusta-se o compasso no segmento lateral do lado oposto e marca-se na ficha.
192
,"na
\
Análise do Modelo \
Análise longitudinal
Lado direito LM Lado esquerdo L.,direito
I
L.;;6sqperdo;
(mm) (mm)
Espaço requerido Mx
(~ ~':
Espaço presente Md =
Tendo-se marcados na ficha os comprimentos dos diversos segmentos, mede-se com régua
'11ilimetradao "espaço presente" de cada lado, e anota-se na ficha no quadro correspondente.
Largura das arcadas
Considera-se ser importante a medida da largura das arcadas para o diagnóstico adequado e
plano do tratamento das maloclusões. Em nossa clínica utilizamos dois métodos de diferentes auto-
res. O primeiro é o de Korkhaus, no qual a largura da arcada em nível molar é determinada basean-
do-se na somatória do diâmetro M-D dos quatro incisivos superiores. Embora Korkhaus tenha esta-
belecido a largura ao nível de molar e pré-molar, preconizamos apenas o uso em nível molar, pois a
largura ao nível_de pré-molares é dada pela forma da arcada.
Para a arcada súperior, ela é medida da fossa mesial do primeiro molar superior direito à fossa
mesial do primeiro molar superior esquerdo. Esta medida pode ser feita por meio do compasso com
pontas secas ou com o auxílio de um fio de latão, que uma vez ajustado, é cortado e medido.
193
.
li!'
m
"'!!
'"
.. '!!!lI
'ifi"
/ Análise Cefalométrica - Diagnóstico e Planejamento Ortodôntico
Na arcada inferior, ela é medida do ápice da cúspide mediana vestibular do primeiro molar inferior
do lado esquerdo ao ápice da cúspide mediana vestibular do primeiro molar do lado direito. O proces-
so de medida é o mesmo empregado para a arcada superior. Os valores encontrados são anotados
no quadro correspondente à largura das arcadas, segundo Korhaus.
Largura das arcadas, segun-
do Korkhaus
A seguir, tem-se a tabela da largura das arcadas, preconizada
por Korhaus, na qual a largura intermolar é fornecida baseando-se
na somatória do diâmetro M-D dos quatro inci'sivos superiores. O
valor é igual para os molares superiores e inferiores, pois os pontos
de referência são pontos que devem se articular.
Tabela da largura das arcadas, segundo Korkhaus.
Outro sistema utilizado é o preconizado por McNamara, James A. Neste sistema se mede a
largura do arco da intersecção do sulco lingual com a margem gengival do primeiro molar do lado
direito à intersecção do sulco lingual com a margem gengival do primeiro molar do lado esquerdo.
Esta medida pode ser feita com o auxílio de compasso com pontas secas ou por meio de fio de
latão, que após ajustado, é cortado e medido.
194
L 2,111,2 27,0 27,5 28,0 28,5 29,0 29,5 30,0 30,5 31,0 31,5 32,0 32,5 33,0 33,5 34,0 34,5 35,0 35,5 36,0
6a6 41,5 42,3 43,0 43,8 44,5 45,3 46,0 46,8 47,5 48,5 49,0 50,0 51,0 51,5 52,5 53,0 54,0 54,5 55,5
Análise do Modelo
Os valores encontrados são anotados na ficha, no quadro correspondente à tabela da largura
das arcadas, segundo McNamara, na qual encontram-sevalores médios para as larguras das arca-
das em nível de primeiro molar superior e primeiro molar inferior.
Tabela da largura das arcadas, segundo McNamara.
Prevista
Homens rMulheres
Atual
Primeio molar superior
Primeiro molar inferior
37,4
34,1
36,2
32,8
{'~..,;>
O método preconizado por McNamara não leva em consideração o tamanho dos dentes e sofre
alteração nos casos de rotações dos molares, mas não sofre alterações devidas às inclinações no
sentido vestibulopalatino dos molares. Já o método de Korkhaus é muito influenciado por este tipo
de inclinação. É muito útil termos anotadas na ficha as medidas efetuadas pelos dois métodos,
interpretando-as concluímos se é necessário expansão ou disjunção.
Proporção do tamanho dos dentes
A somatória dos diâmetros mesiodistais dos doze primeiros dentes inferiores deve apresentar
uma proporção com a somatória dos diâmetros mesiodistais dos doze primeiros dentes superiores,
para que seja possível uma boa intercuspidação e bom trespasse horizontal e vertical. A esta rela-
ção dá-se o nome índice de Bolton, cujo valor é de 91,3% :t 0,26. Quando encontrarmos este índice
de valor aumentado significa que os dentes inferiores são proporcionalmente maiores que os supe-
riores. Quanto maior for o valor, menor será o trespasse horizontal e vertical, podendo até chegar à
mordida cruzada anterior, caso não ocorra espaçamento dos dentes superiores. Quando o índice
assume valores inferiores a 91,3% :t 0,26, significa que os dentes superiores são proporcionalmente
maiores que os dentes inferiores, sendo que quanto menor for o índice do paciente em relação à
média, maior será o trespasse horizontal e vertical do paciente. Para que a alteração deste índice
apresente variações significantes do trespasse horizontal e vertical que necessitem intervenção, é
necessário que a alteração seja superior a duas vezes o desvio padrão de 0,26.
Quando este índice nos informa que existe uma desproporção na somatória dos diâmetros dos
dentes, torna-se necessário calcular a relação que a soma dos diâmetros mesiodistais dos caninos
e incisivos inferiores apresenta com a soma dos diâmetros mesiodistais dos caninos e incisivos
superiores, a fim de saber quais são os dentes responsáveis pela discrepância. O índice de Bolton
para os dentes anteriores é de 77,2% :t 0,22. Portanto, calcula-se a discrepância total e a discrepân-
cia para o segmento anterior.
Para a sua determinação, mede-se o diâmetro M-D dos
primeiros molares e anota-se no quadro correspondente a
"Relação entre as arcadas", onde já se tem anotado o "es-
paço requerido". Para obter a somatória, basta somar os
subtotais obtidos para cada lado.
195
Análise Cefalométrica - Diagnóstico e Planejamento Ortodôntico
Relação entre as arcadas
As somatórias obtidas são transferidas para o quadro abaixo, no qual st3"talcula o índice, que
neste caso é de 94,8%.
(Soma dos 12 dentes inferiores) 100,4 X 100 = 95,0%
(Soma dos 12 dentes superiores) 105,6
Padrão = 91,3% :!: 0,26
Obtido Oíndice, usaremos uma das duas fórmulas seguintes. Como no exemplo o valor obtido é
de 95,0%, usaremos a primeira fórmula, pois o valor é maior que 91,3%. Nela anotamos a soma dos
doze dentes inferiores do paciente, que é 100,4. A seguir, por meio da somatória dos 12 dentes
superiores, obtida no modelo, procuramos na "Tabelada relação entre as arcadas", qual o valor que
a somatória dos 12 dentes inferiores deveria apresentar. Neste caso exemplificado, este valor é de
105,6. Na tabela, encontram-se valores 105 e 106, sendo que para 105 de somatória dos dentes
superiores deveríamos ter 95,9 de somatória do dentes inferiores. Para o número 106, a tabela nos
fornece o valor 96,8, portanto, para 105,6 estimamos 96,4. Este valor deve ser transferido para a
fórmula.
Valor ~ 91,3% (12 dentes inf. paciente =) ~ - (12 dentes inf. tabela =)@ = @. Exc. dentes inf.
Valor5.91,3% (12 dentes sup. paciente =) - (12 dentes sup. tabela =) = Exc. dentes sup.
Subtraindo-se do valor medido no modelo o valor encontrado na tabela tem-se o excedente (Exc),
que no caso é de 4,0 mm. Para localizar onde este excesso se encontra, calcula-se a "relação entre
os segmentos anteriores" no quadro a seguir, utilizando-se medidas já efetuadas nos modelos.
(Soma dos 6 dentes inferiores) ~ ~
X100=~
(Soma dos 6 dentes superiores)~
Padrão = 77,2%:!: 0,22
Como o valor encontradofoi 81,8% é maior que o padrão, utilizamos a primeira fórmula a seguir,
na qual anotamos a soma dos caninos e incisivos medida no modelo (6 dentes inferiores do pacien-
te) e a soma que estes dentes deveria apresentar, para poderem se articular devidamente com os
dentes superiores, cuja soma é 55,0 mm. Esta soma denominada "soma dos dentes inferiores da
tabela" é encontrada na "tabela da relação entre os segmentos anteriores". Procuramos na linha Mx
o valor 55,0 e verificamos, na linha abaixo, que o valor deve ser 42,5.
Valor maior que 77,2% :!:0,22 (6 dentes inf. do pac.r:~~. - (6 dentes inf. da tabela~. =@.. Exc. inf.
Valor menor que 77,2% :!: 0,22 (6 dentes inf. do pac.) - (6 dentes inf. da tabela) = Exc. inf.
196
..._,."""""",. .""." .1II1II1"'"
Análise do Modelo
Portanto, neste caso temos um paciente com excedente mandibular de 3,8 mm, sendo que/
destes 3,8 mm, 2,5 mm estão localizados de canino a canino. O restante 1,8 mm está localizado na
região de molar e pré-molares.
Tabela da relação entre os segmentos anteriores
Tabela da relação entre as arcadas
",,>
Curva de Spee
Para que haja boa intercuspidação e oclusão funcional, é importante que a curva de Spee seja
praticamente plana, portanto, um dos objetivos de tratamento é o nivelamento desta curva. Este
nivelamento requer espaço, que deve ser levado em consideração no cálculo da discrepância do
modelo. A maneira mais prática de se fazer isto é ajustar sobre a superfície oclusal dos dentes um
segmento de fio de cobre, moldando desta forma a curva existente entre os molares e os incisivos.
A seguir, corta-se o fio e mede-se, mantendo-se a forma adquirida. Depois, endireita-se o fio e mede-
se novamente. A diferença entre as duas medidas é o espaço requerido para a correção da curva.
Vista lateral da curva de Spee com fio de latão
ajustado sobre a mesma.
Após ajustado o fio, coloca-se sobre régua mílíme-
trada e mede-se. Neste caso, temos 33 mm.
--,..""",'" ,=._, ,'II'~..,
Vista oe/usal com o fio ajustado.
A seguir, endireita-se o fio e mede-se novamente.
Observe que a nova medida é de 34 mm. Portanto,
para nivelarmos esta curva de Spee necessitamos
de 1 mm de espaço na arcada.
197
-,,""" "."--",'.' -'-"'."" ,,""',
Análise Cefalométrica - Diagnóstico e Planejamento Ortodôntico
Propósito de movimentação - Quadro 2
Lado direito
mm
Lado esquerdo
mm
Mandíbula Negativo I Positivo Negativo I Positivo
Discrepância do modelo
Correção da LM
Movimento do incisivo
Movimento molar
Curva de Spee
Expansão-d isjunção
I\.
Extração
Stripping
Prótese
Outros
Toda curva, quer seja acentuada ou reversa, sempre requererá espaço para o seu nivelamento,
portanto o valor encontrado deve sempre ser anotado na coluna de valores negativos. É importante
salientarmos, ainda, que é possível encontrarmos valores diferentes para cada hemiarcada.
Erro molar
O erro molar deve ser medido dos lados direito e esquerdo, com os modelos articulados, conforme
o registro de mordida. Deve ser medido pela "relação que a cúspide mesiovestibular do primeiro molar
superior apresenta com a fossa mesiovestibular do primeiro molar inferior. Os valores obtidos devem
ser anotados na ficha, na parte correspondente a "Propósito de movimentação". Nesta mesma ficha, o
erro molar deve ser representado por duas linhas verticais para facilitar o plano de tratamento.
O erro molar é a distância entre a ponta da
cúspide mesiovestibular do primeiro molar
superior e o sulco mesiovestibular do pri-
meiro molar inferior. Receberá sinal positi-
vo quando o sulco mesiovestibular do pri-
meiro molar inferior estiver para trás da
cúspide mesiovestibular do primeiro molar
superior.
198
O erro molar é maior quando avaliado por
meio da distância entre a ponta da cúspide
vestibular do segundo Pm superior e o es-
paço interdentário entre o segundo Pm in-
ferior e o primeiro Pm inferior, devido à cús-
pide do segundo Pm, anatomicamente.
estar desviada mais para mesial.
Lado direito Lado esquerdo
mm mm
Maxila NegativoPositivo NegativoPositivo
Discrepância do modelo
Correção da LM
Movimento do incisivo
Movimento molar
}H'J
Curva de Spee
Expansão-disjunção
Extração
Stripping
Prótese
Outros
Análise do Modelo
Propósito de movimentação
Lado direito LM Lado esquerdo
Maxila
~+6 Ommerro molar , .
Mandíbula
2,Olmm ~O~ m~erro molar
::.~;".~
No quadro acima temos representado um caso Classe 11,com erro molar de 6,0 mm do lado
direito e 5,0 mm do lado esquerdo, com desvio de 2,0 mm da linha mediana superior para a direita.
Caso apresentasse algum desvio de linha mediana inferior, isto seria marcado na linha inferior.
A seguir, apresentaremos o modelo completo da ficha que preconizamos para análise de modelo
e propósito de movimentação.
Análise de modelo
Análise longitudinal
Espaço requerido Md
Espaço presente Md
=
Lado direito LM Lado esquerdo
Espaço requerido Mx
Espaço presente Mx
=
Cálculo do espaço requerido na dentição mista
Mandíbula Maxila
Propósito de movimentação
Lado direito LM Lado esquerdo
Maxila
erro molar erro molar
Mandíbula
199
Análise Cefalométrica - Diagnóstico e Planejamento Ortodôntico
Propósito de movimentação - Quadro 2
Lado direito
mm
Lado esquerdo
mm
Lado direito
II
Lado esquerdo
mm mm
Mandíbula Negativo I Positivo II Negativo I Positivo Maxila Negativo I Positivo Negativo I Positivo
Discrepância do modelo
Correção da LM
Movimento do incisivo
Discrepância do modelo
Correção da LM
Movimento do incisivo
Movimento molar Movimento molar "tt~
Curva de Spee
Expansão-disjunção
Curva de Spee
Expansão-disjunção
Extração
Stripping
Extração
Stripping
Prótese Prótese
OutrosOutros
Tabela de Moyers (Probabilidade de 75,0%)
Largura das arcadas
Largura das arcadas, segundo Korkhaus Tabela da largura das arcadas, segundo McNamara
Tabela da largura das arcadas, segundo Korkhaus
200
..~
2:""2,1fT,"219,5 20,0 20,5 21,0 21,5 22,0 22,5 23,0 23,5 24,0 24,5 25,0 25,5 26,0 26,5 27,0 27,5 28,0 28,5 29,0
SUP 20,6 20,9 21,2 21,5 21,8 22,0 22,3 22,6 22,9 23,1 23,4 23,7 24,0 24,2 24,5 24,8 25,0 25,3 25,6 25,9
INF 20,1 20,4 20,7 21,0 21,3 21,6 21,9 22,2 22,5 22,8 23,1 23,4 23,7 24,0 24,3 24,6 24,8 25,1 25,4 25,7
Prevista Atual
Homens Mulheres
Primeiro molar superior 37,4 mm 36,2 mm
Primeiro molar inferior 34,1 mm 32,8 mm
2: 2,111,2 27,0 27,5 28,0 28,5 29,0 29,5 30,0 30,5 31,0 31,5 32,0 32,5 33,0 33,5 34,0 34,5 35,0 35,5 36,0
6a6 41,5 42,3 43,0 43,8 44,5 45,3 46,( 46,8 47,5 48,5 49,0 50,0 51,0 51,5 52,5 53,0 54,0 54,5 55,5
Análise do Modelo
Relação entre as arcadas
(Soma dos 12 dentes inf.)
(Soma dos 12 dentes sup.)
X 100 = %
Padrão =91 ,3% :!: 0,26}~1';~
Valor maior que 91.3% (12 dentes inf. paciente =) -
(12 dentes sup. paciente =) - (12 dentes sup. tabela =) = Exc. dentes sup.Valor menor que 91.3%
(12 dentes inf. tabela =) = Exc. dentes inf.
Relação entre os segmentos anteriores
Padrão 77,2% :!:0,22(Soma dos 6 dentes inferiores)
(Soma dos 6 dentes superiores)
X 100 %
Valor maior que 77,2% :!: 0,22
Valor menor que 77,2% :t 0,22
(6 dentes inf. do pac.) - (6 dentes inf. da tabela) = Exc. inf. anterior
(6 dentes sup. do pac.) - (6 dentes sup. da tabela) = Exc.sup. anterior
Tabela da relação entre as arcadas
c.::l':~'J; Rí:1d. Pwf. psrboyr6 Caste'o S/C U4t.
CGC: 02.446.320/0001>03
201