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CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS 
MOTOR M790 MOTORV22 
01. Ciclo de Funcionamento 4 tempos 4 tempos 
02. Número de Cilindros 2, vertical 2 vertical 
03.Diâmetro do Cilindro 90mm 90mm 
04.Curso do Pistão 100mm 100mm 
05. Cilindrada 1272cm3 1272cm3 
06. RPM: a) normal (STD) 1800 a 3000 1800 a 3000 
b) especial (sob consulta) 1500 a 3000 1500 a 3000 
07. CURVA "A" CURVA "B" CURVA "F" CURVA "B" 
Potência: 15 CV 1800 17 CV 1800 
ABTN NBR 11,00 kw RPM 12 50 kw RPM 29,9 CV 3000 21 CV 2300 
5484 E N BR 6396 24 CV 3000 27 CV 3000 22,0 kw RPM 
17 60 kw RPM 19 80 kw RPM 
08. Razão de Compressão 18:1 
09. Momento de força efetivo reduzido para 
curva veicular ?Oda Nm a 2250 RPM 
10. Refrigeração A ar, por turbina 
incorporada ao volante 
11. Área Mínima Livre para Entrada 
de Ar de Refriqeração do Motor 600 cm2 
12. Lubrificação Forçada por bomba 
13. Capacidade do Cárter 6,0 lts. c/fi ltro 
5,5 lts. s/filtro 
14. Filtragem do Óleo Lubrificante Tela metálica no cárter, 
cartucho externo 
15. Filtro de Ar Em banho de óleo 
16. Capacidade do Tanque de Combustível 19,7 lts. 
17. Sistema de Partida Elétrica, ou manual por corda 
18. Bomba Injetora BOSCH, PFR 2K 80A393 
19. Bico Injetor BOSCH, DLLA 1405 587 
20. Pressão de Compressão 22 kg/cm2 
21. Sistema de lniecão Direta 
22. Sentido de Giro (olhando-se para o volante) Horário 
23. Velocidade Média do Pistão 10 m/s (3000 rpm) 
24. Consumo Específico de Combustível 429 g/kwh (curva F) 
25. Consumo de Ar para Refriaeracão 20 m3/min a 3000 rom 
26. Consumo de Ar para Combustão 1 2 m3/min a 3000 rpm 
27. Relacão peso/potência 12 2 ka/kw 
28. Pressão do óleo Lubrificante 1 kg/cm2, com motor quente 
29. Capacidade da Cuba do Filtro de Ar 0,6 lts. 
30. Inclinação Máxima em Todas as Direções 20° 
31. Peso (STD com partida elétrica) 215 kg 
32. Dimensões (motor STD e Dimensões Máximas) 785 mm altura 
750 mm largura 
770 mm comprimento 
33. Grau de lrreqularidade +/-25% 
34. Consumo de Óleo Lubrificante 2,7 a 4, 1 g/kwh 
Entende-se, pela ABNT NBR 5484 · NBA 6396 o que segue: 
curva A: Potência Efetiva contínua não limitada Reduzida 
curva B: Potência Efetiva contínua limitada Reduzida 
curva F: Potência Efetiva líquida Reduzida D1 
15,6 kw RPM 
18:1 
6 7 da Nm 
A ar, por turbina 
incorp. ao volante 
600 cm2 
Forçada p/bomba 
6,0 lts. e/filtro 
5.5 lts. s/fi ltro 
Tela metálica no 
cárter cartucho 
externo 
Em banho de óleo 
19 7 lts. 
Por corda 
BOSCH,PFR 
2K 80A393 
BOSCH,DLLA 
140S 587 
22 kçi/cm2 
Direta 
Horário 
7 3 m/s 
374 g/kwh 
25 m3/min 
1,4 m3/min 
11,4 ka/kw 
1 kg/cm2, 
e/motor quente 
0,6 lts. 
20° 
185,5 kg (a seco) 
785 mm altura 
750 mm largura 
770 mm compr. 
+/- 25% 
2,7 a 4,1g/kwh 
~ 
FERRAMENTAS ESPECIAIS 
Item Código Denominação 
. 1 f 7007.099.009.00.1 Extrator engrenagem do virabrequim 
2 f 7007 .099.010.00.9 Colocador da engrenagem do virabrequim 
3 ~~ "' 7007.099.011.00.7 Extrator e colocador - Bucha virabrequim 
4 ~ 7007.099.012.00.5 Colocador bucha do mancai do virabrequim 
5 / 7007.099.013.00.3 Guia do disco da embreagem 
6 1~ 7003.099.013.00.2 Ferramenta de verificação do ponto de 
injeção e curso útil 
7 ~ 8002.199.027.00.2 Suporte para manutenção do motor 
ti Suporte microcomparador para verificação 
8 ~ 7003.099.012.00.4 da altura da câmara ou combustão 
9 ~ 7007.099.016.00.6 Adaptador para motor 
10 1 7003.099.016.00.5 
Chave para regular curso útil 
bomba injetora 
11 ~ 7003.099.009.00.0 Ferr. p/verificar pressão óleo do motor 
12 f 7007.099.015.00.8 Extrator do rolamento menor do comando 
{ 
02 
·f,. 
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' 
RECOMENDAÇÕES PARA A DESMONTAGEM 
DO MOTOR 
Sempre que efetuar uma desmontagem, tenha à 
disposição as ferramentas especiais e universais, 
assim como as peças para reparação necessária 
(juntas, vedadores, colas, etc.). 
As ferramentas especiais e universais devem ser 
limpas e guardadas em locais próprios e só de­
vem ser usadas para os fins a que se destinam. 
Tome todas as precauções de segurança, pois 
elas são sua proteção durante o trabalho. 
Siga a numeração dos itens de cada operação, 
em seqüência. 
Limpe imediatamente todo e qualquer óleo derra­
mado. 
Desconecte os terminais da bateria antes de fazer 
qualquer reparo no motor. 
Após remover um componente, coloque-o em lo­
cal adequado, junto com os elementos de fixação 
(parafusos, prisioneiros, porcas, arruelas, etc.). 
Não altere as características do motor. 
ROTEIRO PARA DESMONTAGEM DO 
MOTOR M790 · V22 
1. Fixar o motor no suporte 8002.199.027.00.2 
juntamente com o adaptador 
7007.099.016.00.6. 
Fig. D2 - Fixação do motor no suporte 
D3 
2. Drenar o óleo do cárter e retirar o filtro do 
óleo. Para isto, utilizar um dispositivo adequa­
do. 
Fig. D3 - Remoção do filtro do óleo 
3. Para retirar o tanque do óleo diesel deve-se fe­
char a passagem do óleo através de um dispo­
sitivo adequado. 
Fig. D4 - Fechamento da Passagem do óleo 
4. Retirar o tanque de óleo diesel. 
5. Retirar os componentes: 
- Motor de partida 
- Filtro de ar 
- Escapamento e acessórios anexos. 
6. Agora retirar as tampas dos balancins_ 
Fig. D5- Retirada das tampas dos balancins 
7. Retirar o coletor de escape. 
8. Retirar as tubulações do bico/bomba e a de re­
torno. Podem ser retirados também os bicos 
injetores e as arruelas de vedação. 
Fig. D6 - Retirada das tubulações e bicos injetores. 
9. Retirar os suportes dos balancins e as vare­
tas. 
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~t1\t;;;;;;t,~~;:J ,,,, 
Fig. D7 - Remoção dos suportes 
10. Retirar a bomba de transferência de combustí­
vel. Após retirar a bomba injetora, a qual deve­
rá sair livremente sem qualquer esforço. Para 
·isto, o motor deverá estar acelerado comple­
tamente, a fim de deixar a cremalheira no lo­
cal correto. 
D4 
Fig. D8- Retirada da bomba injetora 
11. Retirar a carenagem. 
Nota: Os defletores de ar devem ser retirados 
somente no momento de remover os cilindros. 
12. Retirar as porcas dos cabeçotes de forma cru­
zada e por etapas. Remover os cabeçotes e os 
tubos das varetas. 
Obs.: Não alterar a posição do cabeçote, cilin­
dro, êmbolo e biela referente aos cilindros (1) 
e (2). 
Fig. D9- Retirada do cabeçote 
i 
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13. Agora, poderá ser retirada a tampa inferior do 
cárter devendo-se, para isto, girar o motor. 
Fig. 010- Tampa inferior do cárter 
14. Soltar os parafusos e as capas das bielas. 
Fig. 011 - Retirada dos parafusos da biela 
15. Retirar os defletores de ar. 
05 
Fig. 012- Desmontagem das chapas defletoras. 
16. Retirar os conjuntos: biela, pistão e cilindro. 
Fig. 013- Remoção do cilindro 
17. Girar o motor e retirar os contrapesos da árvo­
re de manivela, marcando a posição dos mes­
mos. 
Afrouxar os parafusos da capa do mancai central, 
sem retirá-la. 
----· e e, 
Fig. D14 - Retirada dos parafusos dos contrapesos 
18. Girar o motor a fim de evitar que os tuchos 
caiam. Retirar a tampa do comando, a qual, 
geralmente, sai junto com o comando. 
Fig. D15- Retirada da tampa do comando 
19. Remover os tuchos das varetas. 
20. Marcar a posiç~o da engrenagem da bomba 
em relação à engrenagem da árvore de mani­
vela. 
21. Frear o volante utilizando dispositivo adequa­
do. Após, retirar a engrenagem da bomba de 
óleo com um sacador universal. A seguir, reti­
rar a bomba. 
Nota: Não alterar a posição de engrenamento 
dos pinhões da bomba de óleo. 
06 
Fig. D16 - Retirada da engrenagem da bomba de 
óleo 
22. Retirar a válvula de sobreposição. 
23. Retirar o parafuso da engrenagem. Após, reti­
rar a engrenagem da árvore de manivela utili­
zando a ferramenta 7007.099.009.00.1, retiran­
do em seguida a chaveta. 
Fig. 017 - Retirada da engrenagem da árvore de 
manivela 
24. Retirar o volante. 
25. Retirar a flange da árvore de manivela, utili­
zando dois parafusos M8 que servem de extra­
tor. 
Fig. 018- Extração da flange da árvore de manivela 
! 
\ 
\, 
26. Retirar os dois parafusos que prendem o man­
cai central ao bloco, em seguida, retirar a ár­o motor em geral. 
- Reapertar os parafusos e porcas. 
3. Manutenção a cada 120 horas. 
- Trocar o óleo lubrificante do motor. 
- Limpar as aletas dos cilindros, cabeçotes e 
turbina do volante. 
4. Manutenção a cada 180 horas. 
- Trocar o elemento do filtro do óleo de com­
bustível. 
5. Manutenção a cada 240 horas. 
-Substituir o cartucho do filtro do óleo lubrifi­
cante. 
6. Manutenção a cada 400 horas.· 
- Testar bicos injetores. 
- Verificar folga das válvulas. 
- Limpar o motor em geral. 
Observação: 
A primeira troca de óleo do cárter deve ser feita 
com 25 horas de trabalho. Atentar com impurezas 
no óleo combustível. Utilizar óleo SAE 30 HD para 
troca de óleo do cárter. 
TABELA DE LUBRIFICANTES E EQUIVALENTES 
- ESPECIFICAÇÃO TEMPERATURA AMBIENTE 
ATÉ 30ºC ACIMA DE 30ºC 
FABRICANTE MIL L 2104C - SAE 30 MIL 2104 C · SAE 40 
lpiranga lpilube SD-30 lpilube SD-40 
Shell Rimula CT-30 Rimula CT-40 
Essa Brindilla D3 30 Brindilla 
Texaco Ursa Oil LA-3 Ursa Oi I LA-3 
Atlantic Ultramo ED-3 Ultrarno ED-3 
Mobil Oil Delvac 1330 Delvac 1330 
Castrai Tropical Super 30 Tropical Super 40 
Petrobrás Lubrax MD-400 Lubrax MD-400 
Tutela Agerter SAE 30 Agerter SAE 40 
Nota: Produto para conservação do motor indicado pela Agrale: SHELL FERROPROT 501. 
D47 
f 
AGRALE 
MANUAL 
DE 
OFICINA 
UNIDADE DE 
ASSISTÊNCIA TÉCNICA 
Seção E 
COMPLEMENTO 
{ 
ÍNDICE 
COMPLEMENTO 
DIAGNÓSTICO DE FALHAS ....................................................................................................... E1 
TABELA REGULAGEM DOS MOTORES AGRALE ................................................................... E2 
INFLUÊNCIA DA ALTITUDE NO DESEMPENHO DO MOTOR ................................................ E3 
PROVA APÓS RECONDICIONAMENTO ................................................................................... E3 
APLICAÇÃO DE MOTORES ........................................................................................................ E5 
SISTEMA ELÉTRICO ................................................................................................................... E8 
FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS ...................................................................................... E36 
PROTEÇÃO PARA ESTOCAGEM DE MOTORES ................................................................... E37 
' 
' 
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' l J 
t) 
DIAGNÓSTICO DE FALHAS 
Falhas 
Baixa rotação de partida 
Motor não pega 
Partida difícil 
Falta de combustão 
Consumo excessivo de combustível 
Fumaça preta no escape 
Fumaça branca no escape (azul) 
Pressão do óleo baixa 
Batidas 
Funcionamento irregular 
Vibração 
Pressão do óleo alta 
Superaquecimento 
Pressão interna excessiva 
Compressão baixa 
Paradas, etc. 
Motor dispara 
Falta de potência 
1. Bateria com carga insuficiente 
2. Conexões elétricas mal-feitas ou soltas 
3. Motor de partida defeituoso 
4. Óleo lubrificante de viscosidade incorreta 
5. Baixa rotação de partida 
6. Tanque de combustível vazio 
7. Puxar o BAP 
8. Tubo de retorno de combustível entupido 
9. Bomba alimentadora defeituosa 
10. Filtro de combustível bloqueado 
11. Filtro de ar muito sujo 
12. Ar no sistema de combustível 
13. Bomba injetora defeituosa 
14. Injetores defeituosos 
15. Distribuição de peças incorretas 
16. Compressão baixa 
17. Respiro do tanque bloqueado 
18. Combustível de tipo ou grau incorreto 
19. Bomba injetora mal montada 
20. Tubo de escape bloqueado 
21. Vazamento pela junta do cabeçote 
22. Superaquecimento 
23. Funcionamento frio 
24. Folga de válvulas incorretas 
25. Válvulas presas 
26. Tubos de injeção incorretos 
Causa provável 
1, 2, 3, 4 
5, 6, 8, 9, 10, 12, 13, 14, 15, 16, 
18, 27, 28, 29. 
5, 7, 8, 9, 1 o, 11, 12, 13, 14, 15, 
16, 17, 18, 20, 25, 27, 28, 29. 
8, 9, 10, 12, 13, 14, 15, 16, 21, 22, 
24, 25, 26, 28. 
11, 13, 14, 15, 16, 18, 20, 21, 24, 25, 
27, 28, 29, 49. 
11, 13, 14, 15, 16, 18, 20, 21, 23, 24, 
25, 27, 28, 29, 49. 
4, 15, 16, 21, 23, 27, 29, 30, 31, 40. 
4, 32, 33, 34, 35, 37, 38, 39, 47. 
9, 14, 15, 18, 22, 24, 25, 27, 29, 31, 
32, 40, 41, 48. 
8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 16, 17, 22, 
24, 25, 26, 29, 31, 40, 48. 
13, 14, 16, 21, 22, 25, 26, 29, 40, 42, 43. 
4, 36. 
11, 13, 14, 15, 20, 21, 40, 44, 45, 50. 
21, 27, 29, 30, 40, 46. 
11, 15, 21, 24, 25, 27, 28, 29, 30, 41, 48. 
10, 11, 12. 
31. 
8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 
18, 20, 21, 22, 23, 27, 28, 29. 
27. Camisas gastas 
28. Válvulas sedes picadas 
29. Anéis de segmento quebrados ou presos 
30. Hastes das válvulas e guias gastas 
31. Filtro de ar abastecido com óleo de viscosidade 
incorreta ou acima do nível 
32. Mancais gastos ou danificados 
33. Quantidade insuficiente de óleo no cárter 
34. Bomba do óleo com desgaste excessivo 
35. Válvula de alívio engripada aberta 
36. Válvula de alívio engripada fechada 
37. Mola da válvula de alívio quebrada 
38. Tubulação de sucção defeituosa ou entupida 
39. Filtro de ar bloqueado 
40. Engripamento ou quebra do êmbolo 
41. Altura incorreta da câmara de combustão 
42. Suporte do motor ou coxins defeituosos 
43. Carcaça do volante ou volante desalinhados 
ou desbalanceado 
44. Restrição na passagem de ar 
45. Obstrução da área de entrada do ar 
46. Tubo de respiro 
47. Tela do cárter bloqueada 
48. Mola de válvulas quebrada 
49. Curso útil desregulado 
50. Motor trabalhou com sobrecarga. 
E1 
TABELA DE REGULAGEM DOS MOTORES AGRALE 
é0" o é0" o 
(O Q Q_ 1(1) ~ o_o... iro 
>- - ü ~ E rn ·u rnE rnro - >- ·- ,._ E::Jc o ::J Q. :::, o E.~-- 3 ~ ~~ii 2 ü Cll ü ro ~ 
9,5 
34 
46 
29 
34 
46 
29 
34 
46 
29 
34 
46 
29 
46 
Obs.: Para maior vida útil deve-se selecionar um 
motor com potência 10% superior a reque­
rida pelo equipamento. 
Quando regulada a rotação do motor ava­
zio, ou seja, sem carga, deve-se observar 
um pequeno acréscimo de rotação, em tor­
no de 10%. 
3: 
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Cll ·-
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e 
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o,._ 
3000 "O o 
"O 
3600 o Cll 
X,._ 
3000 2,6 
·- Q) 4 12° 135 Q) -
o Q) 
3600 zg 
1800 3,5 4 25° 
2300 3,7 2 26° 
1800 3,5 4 25° 
2300 3,7 2 26° 
2500 3,7 2 26° 
1800 3,5 4 27° 11 O 
2300 3,7 ,._ 2 28° o 
1800 3,5 o "O 4 27° 
2300 3,7 "O ~ 2 28° Cll Q) 
2500 3,7 - Q) 2 28° o o 
115UU 0,0 2 cu 4 23° ""1W 
2300 j,( 2 24u 135 
~ 
1800 3,5 4 23° 11 O 
L,5UU 3,7 2 24° -
2750 3,7 2 24° 135 
LOUU 
2500 3,7 2 17° 180 
2750 
1800 3,2 17° 
JUUU 4,U 20,5° 
115UU 3,2 o 2 17° 180 o -o 
3000 4,0 -o e 20,5° Cll Cll 
3000 4,U - E 20,5° o o 
2200 4,0 2tornando a mistura ar-combustível rica. 
Tem-se então, uma diminuição da potência devi­
do à combustão incompleta. Neste caso deve-se 
diminuir a quantidade de combustível injetado na 
câmara de combustão. 
Os valores de potência estão sujeitos às varia­
ções que dependem da pressão atmosférica = 
0,981 BAR (até 300m acima do nível do mar). Umi­
dade relativa do ar 60% e temperatura 20ºC. Re­
dução de potência: 
a) Perde-se 1 % para cada 100 metros acima dos 
300 metros sobre o nivel do mar. 
b) Perde-se 4% para cada 10ºC de temperatura 
acima de 20ºC. 
c) Quanto à umidade, pouco influi. 
PROVA E FUNCIONAMENTO APÓS 
RECONDICIONAMENTO 
Apesar de todos os cuidados empregados no re­
condicionamento do motor é absolutamente ne­
cessário determinar de modo mecânico o bom 
funcionamento do motor. O teste definitivo antes 
do emprego pelo usuário será o funcionamento e 
regulagem do motor numa bancada apropriada 
chamada "Banco de Provas". O motor completa­
mente montado, inclusive com seus acessórios, 
será fixado no banco de provas ligado aos dife­
rentes sistemas de controle: 
a) Reservatório de consumo 
b) Termômetros (óleo, gases de escape, cabeço-
te) 
c) Manômetro de pressão de óleo 
d) Tacômetro 
e) Acoplamento flexível (cardã, luva elástica) ao 
freio 
* Dados ilustrativos devem ser aplicados pelo 
mecânico para efeito de aplicação prática: 
P = Potência (cv) 
T = Velocidade de Rotação (rpm) 
p = Peso levantado (kg) 
C = Constante do dinamômetro cujo valor é 
igual a 1000. 
P= 'Tí'xpxlxN 
30 X 75 
P = Potência (CV) 
N = Velocidade (rpm) 
L = Comprimento do braço da alavanca (m) 
p = peso em kg 
'íÍ = 3, 1416 
E3 
* Nota: Para transformar potência, de cv para kw 
deve-se dividir o resultado obtido em cv 
por 1,36. 
Freio eletromagnético 
V x A- p 
736 x R 
V = volt R = rendimento 
A= ampére 736W = 1 CV 
As potências obtidas por leitura direta são então 
corrigidas em função da pressão barométrica e 
da temperatura ambiente. 
Obs.: Valores para correção de potência nos mo­
tores Agrale: 
Pressão: Perde-se 1 % de potência para ca­
da 100 m acima de 300. 
Temperatura: Perde-se 4% de potência pa­
ra cada 10ºC acima de 20ºC. 
ACIONAMENTO DO MOTOR 
Através do motor de arranque deve-se pôr o motor 
em funcionamento. É preciso assegurar-se do 
bom funcionamento da bomba de óleo e da válvu­
la de alívio através de um manômetro de pressão. 
Em regime baixo o motor não deve girar a golpes 
e sacudidas, nem tampouco expelir fumaça (caso 
em que é preciso verificar os injetores). As condi­
ções de aquecimento do motor nas bancadas são 
pouco diferentes daquelas quando está instalado 
no veículo ou acoplamento. Em todos os casos o 
óleo lubrificante deve ser mantido a uma tempera­
tura entre 70 a 90ºC. 
CICLO DE FUNCIONAMENTO DO MOTOR 
RECONDICIONADO 
Quando da utilização de peças novas faz-se ne­
cessário pré-amaciar o motor a fim de permitir o 
assentamento entre as superfícies das peças reti­
ficadas. Com isso, diminui-se a carga estática de 
fricção permitindo um melhor deslizamento das 
peças móveis (cilindros, pistões, anéis, bronzi­
nas, etc.). A título de indicação, o ciclo a ser apli­
cado para o funcionamento de um motor diesel, 
pode ser o seguinte (M790 a 3000 rpm): 
- 15 min. a 600/800 rpm sem carga 
- 15 min. a 2000 rpm 1/4 de carga 
- 15 min. a 2500 rpm 1/2 carga 
- 15 min. a 2750 rpm 3/4 carga 
- 15 min. a 3000 rpm 4/4 carga 
Obs.: É normal um motor emitir fumaça azulada, 
o que indica uma combustão de óleo rema­
nescente no interior do cilindro. Entretanto, 
esse fenômeno deve desaparecer após pou­
cas horas de funcionamento. 
Importante: 
Observar atentamente a temperatura do óleo do 
motor. 
Graças à precisão à usinagem atual e o respeito 
pelas tolerâncias de montagem o ciclo de ama-
ciamento pode, sem ser totalmente suprimido, 
ser notavelmenie abreviado. 
Ao término do amaciamento, após se ter verifica­
do temperaturas, pressão e ter sido aplicada a 
prova de plena carga, deve-se proceder à regula­
gem definitiva do motor a fim de se obter o máxi­
mo rendimento do mesmo. 
CONTROLE APÓS CICLO DE AMACIAMENTO 
- Verificar e limpar o filtro de óleo 
1. Efetuar uma verificação geral do motor: 
1.1. Reaperto geral de todas as peças e parafusos; 
1.2. Reaperto do cabeçote obedecendo o torque 
indicado; 
1.3. Verificação de todas as juntas e ajustes, vaza­
mentos nos retentares, folga nos mancais e 
rolamentos; 
1.4. Verificação dos injetores (pressão e pulveriza-
ção). 
2. Regular novamente as válvulas. 
3. Verificar o início e final de injeção da bomba. 
4. Verificar a vazão de óleo lubrificante aos balan­
cins (M790: evitar entrada de óleo no coletor de 
ar no cabeçote). 
5. Verificar a compressão de cada cilindro, fazen­
do o motor girar com o motor de arranque 
(M790 - 22 kg/cm2; M90 · 19 kg/cm; M93 · 19 
kg/cm2). 
Para se obter o máximo de rendimento no motor 
deve-se: 
-Verificar o curso da árvore de carnes. 
-Verificar e assegurar-se do funcionamento do 
regulador centrífugo, observando a tensão das 
molas equilibrantes de separação dos contra­
pesos. 
- Verificar o consumo de combustível em g/CVh. 
V X d X 3600 = g/CVh 
t X p 
V = volume da proveta (9) 
d = densidade do combustível 
3600 = segundos que 1 hora contém 
t = tempo registrado para o consumo de com­
bustível da proveta (5) 
p = potência registrada (cv) 
-Controlar a temperatura dos gases de escapa­
mento, pois estes indicam o rendimento térmi­
co. 
- Fazer o controle da temperatura de saída do co­
letor de escape (esta não deverá ser superior a 
550ºC, a plena potência). 
-Após se ter determinado os pontos de potência 
e consumo, deve-se controlar a potência fazen­
do variar a carga de frenagem de modo a esta­
belecer uma curva de torque-motor. Para se de­
terminar o torque procede-se: 
E4 
M = Torque (kgfm) 
P = Potência (cv) 
N = Rotação (rpm) 
716 = Constantes 
716 X p 
N 
A potência serve para a determinação das curvas 
do motor. O torque serve para determinar o me­
lhor regime de trabalho do motor porque indica os 
pontos de força máxima em função da velocida­
de. 
Obs.: É possível obter uma potência maior no mo­
tor, mas pode ocorrer freqüentemente um 
prejuízo no consumo e na vida útil domes­
mo. 
Somente no banco de provas e com mecâ­
nico habilitado que siga rigorosamente as 
medidas de regulagem estabelecidas pelo 
fabricante, pode-se obter a exatidão destes 
valores. 
kW 
22 --------------------
19 
15 
CURVA F • M790 
ABNT NBR 6396 • 5484 
li -----
.. :;i':_C:".~~ 
1 1 1 
a,o · · · RPM 
1500 2000 2500 3000 
1 Rotaçao de Trabalho ( Hm carga) 1 
Fig. E1 - Banco de provas e curvas de potência 
O consumo excessivo num motor diesel traz co­
mo conseqüência: 
1 - Fumaça negra (combustível não queimado). 
2 - Elevação da temperatura do escape 
(600/650ºC). 
3 - Deformação das válvulas. 
{' 
~ 
4 - Engripamento dos pistões. 
5 - Diluição e poluição do óleo lubrificante. 
Após a regulagem do motor e as curvas de potên­
cia traçadas procede-se a retirada do filtro. Torna­
se então a recolocar óleo no motor, conferindo-se 
cuidadosamente a quantidade colocada. A seguir 
proceder-se a um teste de vedação do motor por 
0,5 hora a potência de 4/4, observando-se as varia­
ções de temperaturas no motor. A seguir, o motor 
deve ser novamente esvaziado e o óleo pesado 
para determinar o consumo de óleo por CV/hora. 
Este consumo se situa geralmente entre 2 a 3 
g/CVh. 
Pode-se então pintar o motor, etiquetá-lo e 
entregá-lo ao usuário. 
Exemplo: 
Motor Potência RPM Torque 
Tipo Máxima Máxima Máximo RPM 
M90 F 9,55 kw 2750 3,7 kqfm 1800 
M790 F 22,05 kw 3000 7 7 kafm 2100 
APLICAÇÕES DOS MOTORES 
Existe no mercado uma variada gama de equipa­
mentos que podem ser classificados em três ca­
tegorias. Portanto, os motores que acionam tais 
equipamentos devem ter características compatí­
veis para que o usuário obtenha o máximo de eco­
nomia, desempenho e durabilidade do seu motor 
e equipamento. 
SELEÇÃO DO MOTOR 
Os motores Agrale são os únicos que possuem re­gulagem ideal para cada tipo de equipamento, 
conforme classificação abaixo: 
CONTÍNUA A (ABNT NBR 6396A) · CARGA E 
ROTAÇÃO CONSTANTE: 
Especial para bomba d'água com recalque, com­
pactadores de solo, compressores de ar, propul­
são de barcos. 
CONTÍNUA B (ABNT NBR 63968) - CARGA 
VARIÁVEL E ROTAÇÃO CONSTANTE: 
Geradores, trituradores, forrageiras, bo~ba 
d'água para garimpo, moedores de cana, desinte­
gradores. 
VEICULAR F (ABNT NBR 5484) - CARGA E 
ROTAÇÃO VARIÁVEL: 
Para aplicação veicular - Trator, carreta agrícola, 
colheitadeira de cereais, pá carregadeira, Damper 
rolo compactador. 
Após definida a curva de regulagem, deve-se ob­
servar que as condições de referência para deter­
minação da potência declarada obedecer as nor­
mas ABNT NBR 6396 para motores estacionários 
(A e B) e ABNT N BR 5484 para motores veiculares 
E5 
(F), com pressão atmosférica de 0,981 bar (até 300 
m acima do nível do mar, umidade relativa do ar 
de 60% e temperatura ambiente de 20ºC). 
Conforme o local de trabalho do motor podem 
ocorrer reduções de potência de aproximadamen­
te 1 % a cada 100 metros acima de 300 metros de 
altitude e aproximadamente 4% a cada 10ºC aci­
ma de 20°C. 
Deve-se considerar as perdas de potência em 
acessórios extras, tais como: alternador para car­
ga de bateria, bombas hidráulicas, acoplamentos, 
etc. para se calcular a potência disponível. 
Considerar que durante o amaciamento do motor 
a potência aumentará gradativamente (cerca de 
5% até atingir a potência nominal declarada). 
Agora pode-se selecionar a potência necessária, 
conforme tabela de potência abaixo: 
TA BELA DE POTÊNCIAS 
RPM M-73 M-80 M-85 M-90 M-931D M-790 
3600 3,3 - - - - -
3000 2,9 - - - - 17,6 
2900 2,8 - - - - 17.3 
2800 2,8 - - - - 17,0 
2750 2,7 - - - - 16,7 
2700 2,6 - - - - 16,5 
2650 2,6 - - - - 16,5 
 2450 2,3 8,7 15,4 a: - - -
::::, 2400 2,3 - - - 8,6 15, 1 
(.) 
2300 2,2 4,8 6,1 7,3 8,2 14,7 
2200 2, 1 4,6 5,9 7,2 7,8 14,0 
2100 2,0 4,6 5,8 7,0 7,4 13,2 
2000 1,8 4,4 5,7 6,8 7,0 12,5 -
1900 - 4,3 5,4 6,5 6,5 11,8 
1800 - 4,1 5,1 6,2 6, 1 11,0 
1700 - 3,9 4,8 5,9 5,6 9,9 
1600 - 3,7 4,5 5,4 5, 1 9,2 
1500 - 3,4 4,2 5,1 4,7 8,1 
RPM M-73 M-80 M-85 M-90 M-931D M-790 
3600 3,7 - - - - -
3000 3,2 - - - - 19,8 
2900 3,2 - - - - 19,5 
2800 3,1 - - - - 19,1 
2750 3,0 - - - - 18,9 
2700 2,9 - - - - 18,7 
2650 2,9 - - - - 18,6 
m 2600 2,8 - - - - 18,4 
2550 2.7 - - - - 18, 1 2450 2,6 9,3 17,6 a: - - -
::> 2400 2,5 - - - 9,2 17,3 
C) 
2300 2,4 5,1 6,6 8,1 8,8 16,5 
2200 2,3 5,1 6,5 7,9 8,5 16,2 
2100 2,1 5,0 6,4 7,7 8,1 15,1 
2000 2,0 4,8 6,2 7,4 7,6 14,3 
1900 - 4,6 5,9 7,1 7,2 13,6 
1800 - 4,5 5,7 6,8 6,8 12,5 
1700 - 4,3 5,4 6,4 6,2 11,8 
1600 - 4,0 5,0 5.9 5,7 10,7 
1500 - 3,7 4,7 5,6 5, 1 9,6 
RPM M-73 M-80 M-85 M-90 M-931D 
3600 4,4 - - - -
3000 3,7 - - - -
2900 3,5 - - - -
2800 3,5 - - - -
2750 3,4 - - - 10,8 ---· 
2700 3,2 - - - 10,6 
2650 3,2 - - - 10,4 
LL 2600 3.1 - - - 10,3 --~--
1 o~ 1 2550 3,1 - - -
 2450 2,9 5,6 7,3 8,9 9,8 a: 
::, 2400 2,8 5,5 7,3 8,8 9,6 
(.) 
2300 2,6 5,4 7, 1 8,6 9,3 
2200 2,5 5,4 6,9 8,4 8,9 
2100 2,3 5.3 6,7 8,1 8,5 
2000 2,2 5, 1 6,5 7,7 8,1 
1900 - 4,9 6,2 7,3 7,6 
1800 - 4,7 5,9 6.7 7,2 
1700 - 4,4 5.7 6,6 6,7 
1600 - 4,2 5.4 6,2 6.2 
1500 - 3,9 5, 1 5,8 5,7 
Nota: Estas potências estão em kw. 
TOMADAS DE FORÇA 
Para o motor M73: 
- No volante: (principal). 
M-790 
-
22,0 _ 
21,7 
21,3 
21,2 
21,0 
21,0 
20.6 
20.4 
20. 1 
19,8 
19,5 
1-ª2.__ 
18,0 
17,3 
16,5 
15,4 
14,3 
13,2 
12,1 __ 
11,0 
- No virabrequim: direto ou com tampa flangéa-
vel. 
- No comando: direto ou com tampa flangeável. 
Para os motores MBO - M85 - M90 e M93: 
- No volante (principal). 
- No comando (2:1) 
- No virabrequim (tampa do comando) para acio-
namento de bombas hidráulicas. 
Para o motor M790: 
- No volante. 
- No virabrequim (principal). 
- Tomada exclusiva para acionamento de bom-
bas hidráulicas. 
Obs.: Pode-se utilizar mais de uma tomada de for­
ça simultaneamente, desde que a soma das 
potências dos equipamentos acionados 
não ultrapasse a potência do motor. 
TIPOS DE ACOPLAMENTOS: 
-Monobloco 
- Luva elástica 
- Polia e correia 
ACESSÓRIOS 
Todos os acessórios disponíveis constam no ca­
tálogo de peças de motores diesel Agrale. 
CORREIAS 
As correias em "V" bitola estreita são emprega­
das onde se requer alta velocidade nas correias 
(acima de 40 m/s) ou onde o espaço disponível 
não permite o uso de correias em "V" standard, 
pois estas ocupam o dobro do espaço. As cor­
reias em "V" standard, são as preferidas em lo­
cais onde as máquinas movidas funcionam ex­
centricamente e a correia tem que absorver este 
alto grau de irregularidade. A velocidade da cor-
i 
E6 
reia não deve exceder a 30 m/s. 
A eficiência total (rendimento) da transmissão por 
correias é dado pelos fabricantes como sendo de 
95%. 
Recomendações para instalação de transmissão 
por correias: 
1. O diâmetro dw da polia motora, no motor, deve 
ser o maior possível. Isto faz com que a força 
radial atue na árvore de manivela. 
2. A relação de transmissão não deve ser maior 
que 3 a 3,5. 
3. A distância entreeixos deve ser estabelecida 
dentro dos limites estabelecidos pela equação. 
jA = 0,7a2x(DW + dw) j 
DW = diâmetro da polia maior 
dw = diâmetro da polia menor 
4. Os esticadores aumentam o número de curvas 
na correia e são, a princípio, indesejáveis. 
Eles são necessários, onde a distância entreei­
xos é muito grande pois evitam que a correia fi­
que batendo. 
O diâmetro do rolo esticador não deve ser 
maior que dw. 
O rolo esticador deve atuar pelo lado interno da 
correia no lado não tencionado. Sendo assim, 
todas as curvas ficam na mesma direção. 
5. Em transmissão por múltiplas correias, todas 
elas devem ser dimensionadas com o mesmo 
comprimento. 
6. As correias devem ser tencionadas e retencio­
nadas. 
Elas esticam consideravelmente depois de 1/2 
a 1 hora de funcionamento. O sistema de ten­
cionamento deve permitir uma regulagem de 2 
a 3% sobre o comprimento da corrente. 
B 
Certo 
Errado 
Fig. E2 - Esticadores 
Quando houver patinamento na correia é preferí­
vel usar um maior número de correias do que 
esticá-la, pois o esticamento força o eixo provo­
cando a quebra. 
Por outro lado, quando se fizer necessário um nú­
mero muito grande de correias, deve-se colocar 
mancais de apoio externo ao motor, que possibili­
ta também o uso de correias tracionando da hori­
zontal para cima, já que os motores Agrale em ge­
ral só aceitam, aplicações com correias traciona­
das da horizontal para baixo. 
Como o motor Agrale pode funcionar normalmen­
te com uma inclinação de até 20° em qualquer di­
reção, possibilita a aplicação de correias tracio­
nadas da horizontal para cima até 20°. 
MOTOR 
Fig. E3 - Correias 
POLIA 
HORIZONTAL + 
ACJMA"f' 
1 
1 
\ 
------t 
E? 
CÁLCULO DE POLIA E ROTAÇÃO 
Para se obter um bom rendimento, manter o mo­
tor e a máquina acionada dentro do regime de ro­
tação indicado, é importante colocar polias de 
diâmetros adequados. Para o cálculo do diâmetro 
das polias e da rotação utiliza-se a seguinte fór­
mula: 
DP X RPM = dp X rpm 
rotação da máquina 
diâmetro da polia da máquina 
rotação do motor 
diâmetro da polia do motor 
DIÂMETRO DA POLIA DO 
MOTOR (DP) 
dp x rpm 
RPM 
ROTAÇÃO DO MOTOR (RPM) 1 RPM = dp ~;pm 
DIÂMETRO DA POLIA 
DA MÁQUINA (dp) 
ROTAÇÃO DA 
MÁQUINA (rpm) 
jdp 
j rpm 
DP x RPM 
rpm 
= DP ~:PM 1 
Após o cálculo efetuado devemos observar uma 
reserva de força para o motor em torno de 10%. 
Exercícios: 
1. Qual a rotação de uma máquina com a polia de 
360 mm de diâmetro acionada por um motor 
M85 a 7,0 CV com rotação de 1800 RPM e polia 
de 1,60 mm de diâmetro? 
2. Temos uma bomba d'água para acionar, com 
polia de 150.mm de diâmetro e rotação de 3600 
rpm, necessitando de uma potência de 10 CV 
para acioná-la. Qual motor vamos usar para a 
aplicação equal o diâmetro da polia do motor? 
3. Temos um triturador de cereais que trabalha a 
3000 rpm e necessita de 10 CV, e temos um mo­
tor M90 curva A, 1800 RPM com polia de 150 mm 
de diâmetro. O que é necessário ser feito para 
que esse motor possa acionar o triturador? 
SISTEMA ELÉTRICO 
O sistema tem como função alimentar de energia 
elétrica aos diversos componentes do circuito 
através do alternador e bateria. 
Este sistema compõe-se de: alternador, regulador 
de voltagem e bateria. 
o alternador tem a função básica de recarregar a 
bateria e alimentar os consumidores enquanto o 
motor está em movimento. 
O alternador transforma a energia mecânica for­
necida pelo motor em energia elétrica. Portanto, é 
um gerador de energia elétrica. 
O regulador de voltagem é um componente que 
tem como função manter constante a tensão do 
alternador (conforme a solicitação da bateria e de 
outros consumidores) além de servir como ele­
mento de proteção. 
A bateria recebe energia elétrica do alternador e a 
transforma em energia química para logo 
transformá-la em energia elétrica no processo de 
Díodo Chapa de arrefecimento Anel coletor 
Fig. E4 - Alternador em corte 
ES 
descarga. Portanto, a bateria é um acumulador de 
energia elétrica. 
ALTERNADOR 
Sob o ponto de vista de manutenção, o alternador 
não requer cuidados especiais com a exceção da 
tensão da correia. O desgaste das escovas é ex­
traordinariamente baixo em virtude da baixa cor­
rente de excitação e da blindagem dos anéis cole­
tores contra água e impurezas. 
O bom funcionamento e durabilidade da bateria 
depende da carga constante do alternador e de 
certos cuidados de manutenção e de operação. 
Os retificadores (diodos) do alternador têm por fi­
nalidade permitir somente a passagem da corren­
te positiva e num único sentido. 
Como os retificadores têm alta resistência à pas­
sagem de corrente num sentido e baixa resistên­
cia no sentido oposto, são ligados de forma a per­
mitirem que a corrente transmita somente do al­
ternador para a bateria e circuitos. 
Os componentes elétricos são alimentados pela 
bateria, enquanto o motor está parado, e pelo al­
ternador, durante a operação do motor. 
Enrolamento 
do estator 
Mancai de 
acionamento 
\ 
\. 
\ 
\ 
\ 
' 
CIRCUITO DE CARGA COM ALTERNADOR 
1. Os retificadores impedem a descarga da bate­
ria. 
AMPERIMETRO 
RETIFICADORES 
1 
\ 
?coNSUMO 
1 DCSUGADO 
- ALTERNADOR 
PARADO BATERIA 
Fig. E5 
2. Consumo suprido pela bateria. 
Fig. E6 
ALTERNADOR 
PARADO OU 
DEFEITUOSO 
CONSUMO 
LIGADO 
-
3. Alternador carregando a bateria. 
- \-
! CONSUMO 
DESLIGADO 
- -
Fig. E? 
-
+ 
+ 
E9 
4. Alternador suprindo o conjunto e carregando a 
bateria. 
~ 
1 - - t 
0 CONSUMO 
INFERIOR À i CAPACIDA.DE DO 
ALTERNADOR 
- -
Fig. E8 
5. Alternador suprindo somente o consumo. 
-· 
Fig. E9 
CONSUMO IGUAL 
A CAPACIDA.DE 
DO ALTERNADOR 
+ • 
6. Alternador suprindo o consumo até o máximo 
de sua capacidade, enquanto a bateria fornece 
a diferença. 
- -
! i CONSUMO .. SUPERIOR ºA 
CAPACIDA.DE 
00 ALTERNADO 
- -
Fig. E 10 
Cuidados relativos ao funcionamento do 
alternador 
a. o alternador só pode funcionar se estiver co­
nectado ao regulador de voltagem e a bateria, a 
fim de evitar danos aos retificadores de corren­
te e ao regulador de voltagem. 
b. Se houver necessidade de funcionar o motor 
sem bateria, é preciso interromper as ligações 
entre o alternador e o regulador de voltagem. 
c. Bateria conectada com inversão dos pólos pro­
voca imediata destruição dos diodos retifica­
dores da instalação elétrica do veículo ou de 
outros componentes do sistema de carga. 
d. Nunca testar a existência de tensão mediante 
ligeiro contato com a massa (conforme se faz 
habitualmente nas instalações do dínamo), 
pois, isto danificará seriamente o alternador. 
e. Para carga rápida da bateria e também para 
serviços de reparos com solda elétrica no equi­
pamento aplicado ao motor, devem ser desliga­
dos os cabos positivo e negativo da bateria, a 
fim de evitar danos aos componentes elétricos. 
f. Durante o funcionamento do motor não desli­
gar a bateria (mesmo que seja por um breve ins­
tante), pois tal procedimento, provocará danos 
aos diodos retificadores. 
g. Verificar periodicamente se os fios de ligação 
da bateria e do alternador estão bem firmes, 
pois eles são os responsáveis pelo bom conta­
to e, obviamente, pela passagem da corrente. 
Com isto evita-se danos ao circuito elétrico. 
BATERIA 
A durabilidade da bateria depende do cuidado 
que temos com ela e não do tempo de funciona­
mento. 
Manutenção correta da bateria 
Uma manutenção correta da bateria, permitirá 
antecipar-se a eventuais falhas que venham a 
ocasionar problemas na operação do motor. 
a. Nunca permitir que o nível do eletrólito fique 
abaixo da parte superior das placas, pois tal fa­
to acarreta uma alta concentração do ácido, 
que poderá danificar os separadores e debilitar 
as placas. Além disso, as áreas das placas ex­
postas à atmosfera estão sujeitas a um rápido 
processo de sulfatação comprometendo a du­
rabi I idade da bateria. 
b. Verificar o nível do eletrólito periodicamente. 
As placas devem estar completamente cober­
tas pelo eletrólito, para se obter um eficiente 
desempenho da bateria: o nível do eletrólito es­
tá correto quando o líquido ficar cerca de 10 
mm acima das placas. 
E10 
c. Utilizar somente água destilada para reabaste­
cer os elementos da bateria. 
d. Conservar a bateria com pelo menos 3/4 de sua 
carga, para evitar que as placas se sulfatizem e 
percam a eficiência. 
e. Evitar sobrecargas; carga excessiva provoca 
superaquecimento nos terminais expandindo 
as placas positivas, podendo emperrá-las ou 
quebrá-las. 
f. Nunca adicionar ácido sulfúrico ao eletrólito 
de um elemento, quando o nível estiver abaixo 
do normal. Quando houver necessidade de adi­
cionar eletrólito, este deverá ter o mesmo peso 
específico daquele existente no elemento. 
g. A fixação da bateria ao suporte não deverá es­
tar frouxa nem excessivamente apertada. 
h. Verificar os cabos quanto à corrosão e desgas­
te do isolamento. 
i. Verificar as tampas dos elementos quanto à 
quebra, trincas e obstruções dos furos de respi­
ro. 
j. Manter a bateria sempre limpa. 
Estado de carga da bateria 
Verificar a densidade do eletrólito, utilizando um 
densímetro. O valor encontrado indicará aproxi­
madamente o estado de carga da bateria. 
Peso específico Estado de carga 
1 250 - 1 270 100% 
1 210 - 1,240 75% 
1 180 - 1 200 50% 
1 140 - 1,170 25% 
inferior a 1 120 descarreaada 
Se o peso específico entre os elementos apresen­
tar uma diferença de 40 pontos ou mais, substituir 
a bateria. 
Valores de peso específico inferiores _a 1,250, nor­
malmente indicam que a bateria está apenas des­
carregada, desde que entre os elementos não ha­
ja uma variação superior a 40 pontos e o eletrólito 
se apresente limpo. 
Instalação da bateria 
1. Antes de instalar a bateria, inspecionar o com­
partimento e peças de fixação quanto a possí­
veis danos por corrosão provocada por ácido 
sulfúrico. 
2. Certificar-se de que o compartimento está livre 
de sujeiras ou objetos que possam causar da­
nos à caixa da bateria. 
( 
3. Certificar-se de que os isolamentos dos cabos 
estejam perfeitos. Os terminais dos cabos e da 
bateria devem estar limpos. 
Uma leve camada de graxa mineral o'u vaselina 
deve ser aplicada aos terminais dos cabos e a 
CABO MASSA DA BATERIA 
SUPORTE DA 
BATERIA 
BATERIA 
Fig. E11 - Instalação da bateria 
E11 
parte superior dos bomc. 
terminais haverem sido apertaYcorrente de 35 A, até que a tensão atinja 
o ponto de regulagem (12,6 a 14V); neste momen­
to, o ponteiro do amperímetro deverá cair lenta­
mente. 
Gire o reostato de carga, até que o amperimetro 
torne a indicar uma corrente de 35 A. 
D+ 
D-
DF 1-... --
REGULADOR DE 
VOLTAGEM 
CHAVE 
ALTERNADOR 
J-----~ 
Nota: Se a tensão for superior a 14 V, verificar se 
existe bom contato entre as conexões do alterna­
dor e regulador de voltagem. Atendendo assim 
possíveis inversões de ligação. Nada constatado, 
substituir o regulador de voltagem. 
- Se a corrente for inferior a 35 A, ligue um fio, 
unindo os terminais DF e D+ do alternador, verifi­
cando no amperímetro se a corrente atinje seu va­
lor máximo; se isto ocorrer, deve-se substituir o 
regulador de tensão. Caso contrário, o alternador 
deverá ser retirado e seus componentes testados 
separadamente. 
APARELHO 
1 
+ 
BATERIA 
'-------------------···----------' 
CONSUMIDORES 
Fig. E12. Verificação da corrente do alternador 
REGULADOR DE TENSÃO 
O regulador de tensão não exige manutenção ou 
regulagem. 
Em caso de danos ou insuficiência no funciona­
mento, o mesmo deverá ser substituído. 
Por sua vez, o voltímetro deverá permanecer indi­
cando a tensão, de no mínimo, 12,6 V. 
E12 
,· 
ESTATOR 
Teste de curto-circuito entre as bobinas e a carca­
ça. 
Com o aparelho de teste, verificar se as bobinas 
do estator estão em massa com a carcaça. 
Se o ponteiro oscilar, há curto-circuito com a 
massa, deve ser eliminado. 
1 
/' 
/' 
// 
Fig. E13- Curto-circuito entre bobinas e carcaça 
Teste de resistência ôhmica das bobinas 
Medir a resistência das bobinas do estator, entre 
as saidas das fases, com ohmímetro, a fim de se 
comprovar se estão iguais as resistências nos 
três grupos de bobinas. 
~ 
~ 
Fig. E14 - Resistência ôhmica das bobinas 
A resistência ôhmica de cada enrolamento (bobi­
na) deve ser de 0,26 - 0,31 ohms nos três grupos, 
caso contrário, substituir o estator. 
Nota: Examinar os fios e enrolamentos do estator 
com as falhas ou defeitos de isolação. 
Ei3 
ROTOR 
Teste de continuidade da bobina de campo. 
Este teste é realizado ligando-se aos dois anéis 
do rotor uma lâmpada de 110 ou 220 V em série. 
Acendendo-se a lâmpada, o circuito não se en­
contra interrompido. 
LÂMPADA EM 
SERIE 
ROTOR 
Fig. E15- Continuidade da bobina de campo 
Teste de curto-circuito à massa da bobina 
de campo 
Com uma lâmpada de 110 ou 220 V em série ligar 
uma das pontas a um dos anéis do rotor e a outra 
às massas polares. A lâmpada deverá permane­
cer apagada; se a lâmpada se acender, substituir 
o rotor. 
LÂMPADA EM 
SERIE 
Fig. E16-Curto-circuito à massa da bobina 
Teste de curto-circuito entre espiras da 
bobina de campo - - - · ·· 
Para verificar a existência de curto-circuito entre 
as espiras da bobina do rotor, efetuar as ligações 
conforme esquema a seguir. 
Fig. E17 - Curto-circuito entre espiras 
Ajustar a tensão por meio do reostato, para ova­
lor indicado nas especificações, e verificar se a 
corrente indicada no amperímetro corresponde à 
especificada para este tipo de rotor. 
Corrente obtida com valor acima do especificado 
indica curto-circuito entre espiras ou corrente 
abaixo da especificada; ausência de corrente, in­
dica interrupção ou mau estado da bobina; substi­
tuir o rotor. 
RETIFICADORES DE CORRENTE (DIODOS) 
A função dos diodos do alternador é retificar a 
corrente gerada, ou seja, transformar a corrente 
alternada em corrente contínua. Existem diodos 
"POSITIVOS" e diodos "NEGATIVOS". A diferen­
ça entre eles indica a posição em que é montado 
o silício. 
o diodo positivo permite a passagem da corrente 
somente da haste para a carcaça e o diodo negati­
vo somente permite a passagem da corrente da 
carcaça para a haste. 
ANODO 
SENTIDO DE 1 
PASSAGEM 'f 
11---HASTE 
+SENTIDO DE 
I BLOQUEIO 
CÁTODO 
DIODO POSITIVO 
CARCAÇA 
CÁTODO 
SENTIDO DE+ 
PASSAGEM 1 
ÁNODO 
1 
SENTIDO DE 
f BLOQUEIO 
DIODO NEGATIVO 
Fig. E18 -Tipos de diodos 
E14 
Teste diodo positivo 
Para testar o diodo, faça as ligações a seguir: 
Gire o comando do reostato até obter 20 ampéres. 
Agora inverta as ligações do diodo. Neste sentido 
a corrente não deve passar. Portanto, no diodo po­
sitivo, a corrente só deve fluir no sentido da haste 
para a carcaça, em sentido contrário a corrente 
não deve passar. 
t 
Fig. E19 - Teste do diodo positivo 
Teste diodo negativo 
As ligações e testes são iguais ao teste do diodo 
positivo, porém, a corrente somente deve fluir no 
sentido contrário, ou seja, da carcaça para a has­
te. 
r 
IJIITEIIJA 
Fig. E20 - Teste do diodo negativo 
Í• 
.. -i 
DESMONTAGEM E MONTAGEM 
Desmontagem 
1. Remova os três parafusos tirantes de fixação 
das tampas, sem retirar ainda a polia e o venti­
lador do alternador. 
2. Prendendo a polia ou rotor numa morsa, com 
os mordentes recobertos de material macio, re­
tirar a porca de fixação da polia. 
3. Remover a polia com o auxílio de um saca­
polias. Caso não desencaixe do eixo ao ser pu­
xada com a mão bater levemente com um mar­
telo de plástico. 
4. Retirar em seguida: o ventilador, a chaveta e o 
espaçador. 
5. Para separar o estator da tampa dianteira, ba­
ter levemente com um martelo. 
6. Remover as porcas de ambos os parafusos (ter­
minais B + e W) e levantar para trás a chapa 
dos diodos (retificadores). 
7. Remover o porta-escovas da tampa traseira, de­
saparafusando os dois parafusos de fixação e 
desconectando o terminal do conjunto retifica­
dor. 
ANEL ONDULADO 
ROLAMENTO 
TAMl:A DIANTEIRA 
POLIA 
Fig. E22 - Alternador desmontado 
Pi_ACA SUPORTE 
~OLAMENTO 
ROTOR 
ESCOVAS 
PORTA 
E15 
Fig. E21 - Saca-polias 
8. Dessoldar os terminais do estator (utilizando 
um alicate a fim de proteger os diodos contra o 
calor). 
Desaparafusar a chapa dos diodos de excita­
ção e removê-la juntamente com a chapa jos 
diodos positivos. 
TAMPA TRASEIRA 
CHAPA DOS DIODOS 
DE EXITA ÃO 
Limpeza 
Limpar individualmente cada peça do alternador 
com tricloroetileno. O tempo de limpeza com este 
produto deverá ser o menor possível. Em seguida, 
secar a peça. Nunca deixar peças de molho. 
Montagem 
Efetuar a montagem de maneira inversa à des­
montagem. 
Observações: 
- O rolamento blindado e o semiblindado, utiliza­
do no alternador, deverão ser substituídos 
aproximadamente c_ada 2000 horas. 
- Não é necessário lubrificar o rolamento blinda­
do (lubrificação permanente). 
- Verificar o rolamento semiblindado quanto ao 
desgaste e, se necessário, substituí-lo. 
Lubrificar o rolamento de um lado só com gra­
xa apropriada, e encaixá-lo com o lado blinda­
do para baixo, no mancai da tampa dianteira. 
Colocar a placa suporte. 
TORQUE P.ARA PORCA DE FIXACAO 
Nm 1 Kofm 
30-35 1 3,0-3 5 
Fig. E23- Porca da polia do alternador 
E16 
-Antes de instalar o alternador testá-lo, para de­
terminar se está ou não em condições de pro­
duzir a potência especificada. 
LOCALIZAÇÃO DE FALHAS 
Em caso de defeitos no equipamento gerador, 
deve-se levar em consideração que nem sempre 
as causas se encontram no alternador ou no regu­
lador de voltagem. Podem encontrar-se também 
na bateria, nos condutores, etc. 
FALHA CAUSA PROVÁVEL 
A bateria não é -Condutor entre a bateria e a chave 
carregada ou é de ignição e partida ou o condutor 
insuficiente entre a bateria e a massa soltos, 
danificados, ou com mau contato. 
- Bateria defeituosa. 
- Retificadores danificados, anéis 
coletores sujos. 
- Regulador defeituoso. 
- Correia em "V" demasiadamente 
frouxa. 
A lâmpada indicadora -Lâmpada indicadora de carga 
de carga não acende queimada. 
com o motor parado e - Bateria descarregada. 
a chave de ignição e 
partida ligada. - Bateria defeituosa. 
-Condutores soltos, danificados ou 
mau contato. 
-Curto-circuito em um diodo 
positivo no alternador. 
- Escovas gastas. 
-Camada de óxido nos anéis 
coletores. Enrolamento do rotor 
interrompido. 
A lâmpada indicadora -Condutor "D +",com curto-
de carga fica acesa circuitoa massa. 
(com luminosidade - Regulador defeituoso. 
inalterada) em alta - Retificadores defeituosos, anéis 
rotação. coletores sujos, curto-circuito no 
condutor "DF" ou no enrolamento 
do rotor. 
E17 
·-·-
CORREÇÃO 
--- ·-
-Substituir os condutores, melhor:_,r 
o contato. 
- Substituí-la. 
- Reparar ou substituir. 
-Substituir o regulador. 
- Esticar a correia: pode ceder apenas 
de 1,5 a 2 cm, ao ser pressionada 
com o polegar. 
-
-Substituir a lâmpada. 
-Carregar a bateria. Para isto, 
desconetar os bornes. 
- Substituí-la. 
-Substituir os condutores 
danificados ou refazer o contato. 
- Desconectar imediatamente o 
condutor "B +" ou desligar a chave 
geral da bateria, a fim de evitar a 
descarga completa da bateria com o 
motor parado, consertar o 
alternador. 
-Substituir as escovas. 
-Reparar. 
-Substituir o condutor. 
-Substituir o regulador. 
-Reparar. 
FALHA CAUSA PROVÁVEL CORREÇÃO 
Com o motor parado, a - Resistência de transição no -Substituir os condutores 
lâmpada indicadora circuito da corrente de carga ou danificados, melhorar o contato. ! 
de carga fica acesa, no condutor a lâmpada 
mas com o motor em indicadora de carga. 
funcionamento ela só 
diminui a luminosidade - Regulador defeituoso. -Substituir o regulador. 
(não chega a apagar-se) -Alternador defeituoso. -Reparar. 
A lâmpada indicadora -A correia em "V" está - Esticar a correia de tal 
de carga emite luz demasiadamente frouxa. maneira, que ela ceda apenas de 
1 
trêmula. de 1,5 a 2 cm, ao ser pressionada 
com o polegar. 
Ruído no alternador. - Rolamento está defeituoso. -Substituir. 
- Retificador está em curto. -Substituir. 
-Correia frouxa, gasta ou desfiada. - Regular ou substituir. 
-O ventilador do alternador 
está empenado. - Regular ou substituir. 
- Parafusos de montagem soltos. -Apertar. 
, 
E18 
>. 
\ 
\ 
; 
1 
/ 
MOTOR DE PARTIDA 
A função do motor de partida é acionar o volante 
do motor para vencer a inércia e compressão do 
motor, fazendo com que este atinja a rotação ne­
cessária para entrar em funcionamento. 
O acionamento do volante do motor se efetua por 
meio do pinhão do motor de partida que aciona a 
cremalheira fixada no volante. Quando a chave de 
partida atinge a posição "C", o mecanismo de 
avanço atua deslocando o pinhão em direção da 
cremalheira. Se houver coincidência dos dentes 
do pinhão e da cremalheira, o engrenamento é 
imediato. Se não houver coincidência dos dentes, 
o motor começa a girar e o pinhão é forçado agi­
rar até engrenar com a cremalheira. Enquanto a 
chave de partida é mantida na posição "C", o pi­
nhão fica engrenado com a cremalheira, acionan­
do, portanto, o volante do motor. 
Quando o volante do motor entra em funciona­
mento, e pelo fato de alcançar maior rotação que 
o motor de partida, se desfaz a ligação mecânica 
entre o pinhão e a cremalheira, retornando o mes­
mo a sua posição inicial por ação da mola de re­
torno. 
DESLIGADA 
LIGADA 
e 
Fig. E24. Chave de partida do motor 
MOTOR DE 
PARTIDA É 
ACIONADO 
E19 
Após o desligamento mecânico entre o pir/ o e 
cremalheira, a chave de partida automaticamente 
desfaz a ligação elétrica, retornando à posição 
"B" por ação da mola logo após que o operador 
deixa de impulsionar. 
Nota: Não se deve acionar a chave de partida para 
a posição "C" enquanto o motor estiver em movi­
mento, pois ocasionará danos ao motor de parti­
da. 
Roda livre 
O pinhão móvel usado para acoplamento do mo­
tor de partida à cremalheira é do tipo com roda li­
vre. 
A roda livre acopla o pinhão ao dispositivo de ar­
raste de modo que o pinhão é girado apenas 
quando acionado pelo eixo do induzido, sendo 
desfeita essa ligação mecânica tão logo o pinhão 
passe a girar com maior velocidade. Para este 
fim, os roletes podem deslizar sobre uma superfí­
cie curva, cujo traçado faz com que os roletes se 
travem na parte mais estreita entre o anel da roda 
livre e o pinhão para o acionamento do motor do 
veículo. Ao entrar em funcionamento o motor, a 
crescente rotação do pinhão faz com que sejam 
deslocados os roletes (contra a ação de uma mo­
la) para a parte mais larga do anel, tocando ape­
nas de leve o anel e o pinhão. Em estado de repou­
so, os roletes são pressionados por molas para o 
lado mais estreito do espaço intermediário para 
que, em nova partida, o pinhão seja imediato e se­
guramente acoplado ao anel da roda livre. 
Mola de 
retrocesso 
Alavanca de 
comando 
Mola de 
engrenamento 
Disco de 
freio 
Arraste 
Pinhão 
Eixo do induzido 
com fuso 
Roda livre 
Bobina de 
retenção 
Batente 
Sentido de 
acoplamento 
Pinhão 
Fig. E25 - Motor de partida em corte 
Anel de 
guia 
E20 
Chave 
Bobina de 
campo 
Contato 
Induzido 
Curva de 
deslizamento 
dos roletes 
Mola 
Rolete 
Anel de 
acoplamento 
Haste do pinhão 
Sapata 
polar 
Borne de 
ligação 
Ponte de 
contato 
Mancai do lado 
do coletor 
Mola da 
escova 
Coletor 
Escova 
Carcaça 
TESTES 
Teste do motor de partida sob carga 
Este teste determina o consumo de corrente do 
motor de partida sob carga normal de funciona­
mento. 
Se durante este teste a corrente for superior à es­
pecificada, o motor de partida deverá ser removi­
do e separado. 
Nota: Ao efetuar o teste, o motor deverá estar à 
temperatura normal de funcionamento, o que pro­
porciona uma carga normal ao motor de partida. 
Utilizando um aparelho de teste convencional, 
proceder como segue: 
a. Girar o botão de controle do aparelho de teste 
para a posição "desligado"(-); este botão é que 
comanda a resistência variável (reostato de 
carvão), existente no aparelho. 
b. Conectar os terminais positivos do amperíme­
tro ao borne negativo da bateria. 
FIOS 
FIOS 
NEGATIVOS 
c. Posicionar a alavanca dG ~- _. ,erador com débi­
to nulo na posição parada, evitando assim que 
o motor entre em funcionamento. 
d. Girar a chave de ignição para a posição de par­
tida, mantendo-a nesta posição durante 15 se­
gundos, anotando a leitura da escala indicada 
pelo voltímetro. 
e. Liberar a chave de ignição para a posição "des­
ligada" e girar o botão de controle do aparelho 
de teste no sentido horário (+),até que a leitu­
ra do voltímetro seja exatamente ígual àquela 
registrada quando o motor de partida fazia o 
motor girar. 
f. Verificar a leitura do amperímetro; se for supe­
rior à especificada, retirar o motor de partida 
para reparo. 
INTERRUPTOR ______ 
DE IGNIÇÃO 
SOLENÓIDE 
HASTE PARA 
LIGAÇÃO 
Fig. E26 - Teste do motor de partida 
E21 
MOTOR DE;_---­
PARTIDA 
Teste do motor de partida sem carga 
Este teste permite identificar deficiências relati­
vas a enrolamentos abertos ou em curto, eixo do 
induzido empenado ou induzido roçando nas sa­
patas polares. 
Fig. E27 - Teste do motor de partida sem carga 
Nota: 
O teste sem carga só poderá ser realizado com o 
motor de partida fora do veículo. 
a. Fazer as ligações conforme a figura E27. 
b. Certificar-se de que não está passando corren­
te pelo amperímetro (reostato com a máxima 
resistência) e fazer a leitura no voltímetro. 
c. Desligar o motor de partida da bateria e dimi­
nuir a resistência do reostato, até que o voltí­
metro indique a mesma leitura obtida com o 
motor de partida em funcionamento. O amperí­
metro indicará a corrente absorvida pelo motor 
sem carga. 
Teste de verificação do circuito do induzido 
Em certas circunstâncias é possível localizar cir­
cuito aberto no induzido, examinando-se o cole­
tor. 
Pontos queimados no coletor são produzidos por 
um arco voltáico que se forma toda vez que o ca­
nal, no que está ligado o circuito aberto, passa 
sob uma escova. 
E22 
Teste de isolamento do induzido e das bobinas 
de campo 
Este teste determina se existem enrolamentos 
com isolamento que permite curto-circuito com a 
carcaça do motor ou com o núcleo do induzido. 
Se o ponteiro oscilar, é sinal de que está havendo 
massa e o induzido deverá ser substituído. 
Fig. E28 - Teste de isolamento do induzido 
Verificar o coletor quanto à excentricidade. lnspe-. 
cionara árvore do induzido e as duas buchas 
quanto à existência de riscos ou desgaste exces­
sivo. 
Excentricidade máxima 
do eixo coletor 
em mm 
O 20 
Fig. E29 - Verificação da excentricidade 
Verificar se os isolamentos das bobinas de 
campo estão queimados ou gastos. 
Com um aparelho de teste verificar se as bobinas 
estão em curto-circuito com a carcaça. Se o pon­
teiro oscilar, há curto-circuito na massa o qual de­
verá ser eliminado. 
Fig. E30 - Verificação dos isolamentos 
Com um aparelho de teste, verificar se há inter­
rupção nas bobinas. 
Se não houver interrupção, o ponteiro oscilará: se 
um dos campos estiver interrompido será neces­
sário repará-lo. 
Fig. E31 - Verificação da interrupção 
E23 
Escovas 
a. Verificar os suportes das escovas quanto a mo­
las quebradas e isolador defeituoso. 
b. Verificar a tensão das molas; se não estiver 
dentro das especificações, substituir as molas 
das escovas. 
c. Verificar se os suportes das escovas, que de­
vem ficar isolados, estão fazendo massa. 
Os suportes das escovas são em número de 
quatro; dois devem estar isolados e dois devem 
fazer contato com a tampa. 
SUPORTE DA 
ESCOVA ISOLADO 
SUPORTE DA ESCOVA~ E 
CONTATO COM A TAMPA 
SUPORTE DA ESCOVA EM 
MOLA • .• . _..........CONTATO COM A TAMPA 
esco'::ti \'"~"' ~ ,=~ ,soc,oo 
Fig. E32 - Escovas do motor de partida 
Pinhão 
a. Examinar o desgaste dos dentes do pinhão de 
acionamento. 
Os dentes devem engrenar mais da metade da 
profundidade nos dentes da cremalheira, evi­
tando assim que ocorram falhas tanto na cre­
malheira quanto no pinhão. 
b. Substituir o pinhão de acionamento e a crema­
lheira que estiverem rebaixados, picotados, 
quebrados ou que mostrem sinais de acopla­
mento inadequado. 
Fig. E33 - Pinhão 
Teste do solenóide 
Os testes para determinação das condições das 
bobinas do solenóide, consistem na medição da 
corrente através delas, quando é aplicada uma de­
terminada tensão. 
Nota: A bobina de retenção (bobina fina) deve 
ser testada antes que a grossa, para evitar 
que o calor desenvolvido durante os tes­
tes de bobina grossa, resultem em leituras 
incorretas nos testes da bobina fina. 
l\folu dos contatos Contatos 
Núcleo fixo 
Bobina 
Fig. E34- Solenóide 
Bobina de retenção (ou fina) 
Bornes 
Ponte de 
contatos 
Eixo divididc, 
Mola de n:trocesso 
a. Ligue os cabos do aparelho de testes ao sole­
nóide, conforme o esquema a seguir. 
E24 
b. Gire o comando do reostato para a direita até 
obter a tensão especificada. 
Se o valor em ampéres for acima do especifica­
do, isto indica curto-circuito entre espiras na 
bobina de retenção. 
ENTRADA 
Fig. E35 - Teste da bobina de retenção 
Bobina de impulsão (ou grossa) 
a. Ligue os cabos do aparelho de testes ao sole­
nóide, conforme o esquema a seguir. 
b. Gire o comando do reostato para a direita até 
obter a tensão especificada. 
Se o valor em ampéres for acima do especifica­
do isto indica curto-circuito entre espiras na 
bobina de impulsão. 
ENTRAD;,_ 
Fig. E36 - Teste da bobina de impulsão 
MOTOR DE PARTIDA BOSCH 
DESMONTAGEM E MONTAGEM 
Desmontagem 
Para desmontar o motor de partida proceder con­
forme segue: 
1. Desligar o cabo massa da bateria. 
2. Desligar o cabo (+)da bateria e os fios que es­
tão conectados ao solenóide do motor de parti­
da. 
3. Retirar os três parafusos que fixam o motor de 
partida na carcaça do volante do motor. 
4. Com o motor de partida sobre uma bancada, re­
mova os parafusos de fixação do solenóide à 
flange, e puxando-o, desencaixar do cotovelo 
de ferro de proteção. 
5. Desengatar o núcleo do solenóide com a mola 
do garfo do pinhão e remover o núcleo. 
6. Retirar as duas porcas que fixam a tampa das 
escovas. Para remover a tampa das escolvas é 
necessário, também, remover os quatro parafu­
sos que fixam o suporte das escovas na tampa. 
Retirar a tampa, o suporte das escovas, as ar­
ruelas calço e o isolante. 
Nota: Duas das quatro escovas estão soldadas 
à bobina de campo. 
7. Retirar os dois tirantes e o corpo. 
1 
MANCAL 
INTERMEDIÁRIO 
MANCAL 
9 8 
1. Induzido 
2. Arruelas 
3. Bucha sinterizada 
4. Jogo de escovas 
5. Isolador 
6. Isolador 
Fig. E37 - Motor de partida Bosch desmontado 
7. Corpo bobinas de campo 
8. Bucha sinterizada 
9. Pinhão 
10. Bucha sinterizada 
11. Garfo do pinhão 
12. Conjunto do solenóide 
E25 
TAMPA DA.S 
ESCOVAS 
3 
8. Retirar o eixo do garfo do pinhão, removendo 
a seguir o conjunto do induzido, o mancai in­
termediário e o pinhão. 
9. Remover o pinhão. Para tal, empurrar a arruela 
contra o pinhão e remover o anel-trava com 
um alicate, cuidando para não riscar o eixo. 
Remover, a seguir, o mancai intermediário e 
as arruelas calço e isolante. 
10. Marcar a posição das bobinas de campo, com 
os respectivos núcleos, e a posição do con­
junto na carcaça. 
PRENDER NA 
~MORSA ~ 
Fig. E38 - Corpo das Bobinas de Campo 
Montagem 
1. Efetuar a montagem de maneira inversa à des­
montagem. 
2. Instalar o motor de partida posicionando-o na 
carcaça do volante, e fixá-lo através de seus 
três parafusos ao torque de 45 Nm (4,5 kgfm). 
Ligar os fios do sistema elétrico, anteriormente 
desconectados do solenóide e o cabo massa 
da bateria. 
E26 
11. Colocar um apoio entre as sapatas polares 
(núcleos) para evitar o empenamento do con­
junto durante a desmontagem. Remover o pa­
rafuso de fixação das sapatas polares, con­
servando cada bobina com o seu núcleo. 
12. Verificar o estado das buchas do induzido, se 
necessário, substitui-las. 
13. Limpar o induzido, a árvore do induzido, o so­
lenóide e a carcaça do motor de partida com 
pano seco. O pinhão nunca deverá ser lavado 
nem lubrificado internamente seja com quero­
sene, solvente, óleo ou graxa, pois recebe lu­
brificação permanente. 
Lavar as demais peças com solvente e secá­
las. 
CHAVE DE FENDA 
ESPEC!AL ________ _ 
' j 
' 
\ 
'\ 
\ 
) 
) 
MOTOR DE PARTIDA WAPSA 
Desmontagem 
1. Desligue o cabo positivo da bateria. 
2. Desligar o cabo e os fios que estão conectados 
ao solenóide do motor de partida. 
3. Retirar os três parafusos que fixam o motor de 
partida na carcaça do volante do motor. 
@ @ 
~~i~ 
@,p}~~-· 
2 (i) 4 
1. Bucha sinterizada 
2. Carcaça 
3. Pinhão 
4. Bobinas de Campo 
5. Núcleos 
6. Induzido 
7. Arruelas 
Fig. E39 - Motor de partida Wapsa desmontado 
E27 
4. Com o motor de partida fixado em uma morsa, 
remova os dois parafusos que fixam a tampa e 
as arruelas isolantes. 
5. Remova as escovas de seus alojamentos no su­
porte e remover o corpo com as bobinas de 
campo e o solenóide. 
6. Retirar o solenóide removendo os dois parafu­
sos da sapata e a porca de entrada das bobinas 
de campo. 
1 
S(D 0 8 9 
8. Suporte das escovas 
9. Tampa 
1 O. Tampa de contato 
11. Solenóide 
12. Garfo 
13. Núcleo 
7. Remover: o parafuso de ajuste do garfo, o in­
duzido, o garfo e o núcleo do solenóide. 
8. Remover o pinhão. Para tal, empurrar a arruela 
contra o pinhão e remover o anel-trava com 
um alicate, cuidando para não riscar o eixo. 
9. Remover o suporte das escovas retirando os 
três parafusos e suas respectivas porcas. 
10. Marcar a posição das bobinas de campo, com 
os respectivos núcleos, e a posição do con­
junto na carcaça. 
11. Colocar um suporte entre as sapatas polares 
(núcleos) para evitar o empenamento do con­
junto durante a desmontagem. Remover o pa­
rafuso de fixação das sapatas polares, con-
SOLENÓIDE WAPSA 
Os solenóides de fixação à carcaça e conjunto de 
contatos montados em tampa parafusada, podem 
ter os contatos substituídos sempre que necessá­
rio. 
Desmontagem 
1. Na tampa de plástico não é necessário a re­
moção das porcas e arruelas do terminal de 
saída. É preciso, entretanto, dissoldar o fio do 
terminal junto à porca do mesmo, depois de 
removido os parafusos de fixação. 
servando cada bobina com seu núcleo. Veja fi­
gura 15. 
12. Verificar o estado das buchas do induzido. Se 
necessário, substituí-las. 
13. Limpar o induzido, a árvore do induzido, o so­
lenóide,a carcaça do motor de partida com 
pano seco. O pinhão nunca deverá ser lavado 
ou lubrificado internamente, pois recebe lubri­
ficação permanente. Lavar as demais peças e 
secá-las. 
Montagem 
1. Efetuar a montagem de maneira inversa à des­
montagem. 
2. Examine a superfície de contato móvel 
(disco). Se estiver oxidado demais, desmonte­
º do conjunto e inverta sua posição, ou substi­
tua. Na montagem, observe se as arruelas iso­
lantes do disco não foram invertidas. A mon­
tagem correta pode ser observada na figura 
E40. Os contatos fixos podem ser limados ou 
invertidos nas superfícies de contato. 
3. Examine o estado dos isolantes e as ligações. 
Arruelas e isolantes partidos, em mau estado 
ou queimados, devem ser substituídos. 
Montagem 
1. Monte a tampa plástica no solenóide e solde 
o fio.no terminal inferior. 
Tampa de plástico / Jsota..nt~ 
Dessoldar o · 
!lo para des­
montar 
Fig. E40 - Solenóide Wapsa desmontado 
E28 
j 
l 
\ 
LOCALIZAÇÃO DE FALHAS Certificar-se que a bateria auxiliar está correta­
mente ligada: o pólo positivo da bateria auxiliar 
deverá estar ligado ao positivo da bateria, ou seja, 
a bateria auxiliar deverá ser ligada em paralelo, e 
nunca em série, com a bateria instalada no motor. As falhas comumente atribuídas ao sistema de 
partida são decorrência de descarga da bateria ou 
defeito no motor de partida. 
Nos casos em que o motor de partida não conse­
guir girar o motor, ou girar lentamente, conectar 
uma bateria auxiliar ao sistema. Se, mesmo com 
a bateria auxiliar conectada, o motor de partida 
não fizer girar o motor, determinar a causa da ava­
ria. 
Os valores obtidos nos testes elétricos dependem 
do estado em que se encontra a bateria (capaci­
dade e estado de carga). 
FALHA 
O induzido não gira ou 
faz apenas lentamente 
O induzido gira até o 
pinhão engrenar, 
parando em seguida 
O induzido gira mas 
o pinhão não engrena 
A duração do teste provoca aquecimento do mo­
tor de partida e descarga da bateria. Assim sendo, 
a duração do teste deve ser a menor possível, e a 
bateria deve estar perfeitamente carregada. 
CAUSA PROVÁVEL CORREÇÃO 
- bateria descarregada - carregar a bateria 
- bateria defeituosa -substituir 
- terminais da bateria soltos ou -apertar os terminais: limpar os 
oxidados; ligação à massa terminais e bornes, e untá-los 
deficiente com graxa mineral. 
- bornes ou escovas do motor de -eliminar o curto-circuito 
partida em curto-circuito com a 
massa. 
- escovas do motor de partida não -verificar as escovas, limpá-las ou 
encostam no coletor, emperram substituí-las; se necessário, limpar 
ern suas guias, gastas, quebradas, as guias nos porta-escovas. 
cheias de óleo ou sujas. 
-chave de partida queimada ou -substituir a chave de partida. 
danificada (peças soltas, não 
permitindo bom contato). 
- solenóide do motor de partida -substituir. 
danificado. 
- queda demasiada de tensão nos -verificar os condutores do motor 
condutores; condutores danificados de partida e respectivas conexões. 
ou conexões soltas. 
-bateria com carga insuficiente. -carregar a bateria. 
- pressão insuficiente das escovas. -verificar as escovas; limpá-las 
ou substituí-las. 
- solenóide do motor de partida -substituir. 
defeituoso. 
-queda demasiada de tensão -verificar os condutores e suas 
nos condutores. conexões. 
-acoplamento da roda livre patina. -substituir. 
- pinhão sujo - limpar o pinhão. 
-pinhão e cremalheira com - limar as rebarbas. 
rebarbas. 
E29 
O motor de partida -chave de ignição não desliga, - soltar o cabo de partida na 
continua girando após ou solenóide do motor de bateria ou no motor de partida; 
liberada a chave partida prende. substituir a chave de ignição 
de ignição ou o solenóide. 
O pinhão não -pinhão ou dentes da cremalheira -limpar cuidadosamente ou eliminar 
desengrena após o sujos ou danificados; mola de a rebarba nos dentes da 
motor haver entrado retrocesso sem força ou quebrada. cremalheira e no pinhão, substituir 
em funcionamento a mola de retrocesso. 
Motor de partida na bancada de teste 
Rotação e corrente -queda de tensão nos contatos -substituir o solenóide. 
muito baixas do solenóide do motor de partida. 
-queda de tensão nos terminais -limpar e reapertar os terminais; 
do solenóide do motor de partida verificar os condutores, as 
ou na passagem para o coletor. escovas e o coletor. 
- bobina do induzido dessoldada; -substituir o induzido. 
interrupção do induzido. 
-escovas empenadas ou gastas. -substituir as escovas. 
Rotação muito baixa, -curto entre espiras na bobina -substituir as bobinas ou o induzido. 
corrente muito elevada de campo ou no induzido. 
(aquecimento 
excessivo) - atrito mecânico provocado por -verificar os mancais e substituir 
mancai, retentor, induzido preso as buchas, se necessário; verificar 
ou pressão das escovas muito e regular a pressão das escovas. 
elevada. 
Forte faiscamento -coletor ovalizado, isoladores -retificar o coletor e rebaixar 
das escovas do coletor salientes. os isoladores. 
-coletor dessoldado. -substituir o induzido. 
Tensão muito baixa - bateria descarregada -carregar a bateria. 
- ligação massa da bancada ao -restabelecer a ligação massa. 
motor de partida deficiente. 
J 
E30 
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS 
MOTOR DE PARTIDA MOTOR M80-85-90-93 M790 
Marca BOSCH WAPSA 
Modelo EF 12V 0,8 kw MP-B-38 
Tensão 12 V 12 V 
Potência 0,8 kw 1,6 kw 
Sentido de rotação Horário Horário 
Ângulo de pressão 14°30' 20° 
Número de dentes do pinhão 9 13 
Número de dentes da cremalheira do volante 104 104 
Folga axial do induzido 0,05 · 0,35 mm 0,7 
ESPECIFICAÇÕES ELÉTRICAS 
Teste de Solenóide 
MARCA Bobina de Retenção Bobina de Impulsão 
Ampéres Ampéres 
VOLTS VOLTS 
Mín. Máx. Mín. Máx. 
BOSCH 5 10,8 12 7,3 58,5 64,5 
WAPSA 4 6,5 8,5 4 10 13 
ESPECIFICAÇÕES DE TOROU E 
) 
• 
Especificações de torque Nm kgfm 
Parafusos fixação do motor de partida à 45 4,5 
carcaça do volante 
' E31 
LINHA M80 M85 M90 M93 
Sistema elétrico com painel sem manômetro, painel com manômetro para 
pressão do óleo, motor de partida e alternador. 
8 
Sistema elétrico de partida à distância. Painéis 
E32 
11 ,_____ __ __, 
Sistema elétrico de partida e parada à distância, motor de partida, 
alternador e conjunto solenóide. 
E33 
4 
ESQUEMA ELÉTRICO DE PARTIDA 
7106.011.066.00.6 
+ 
BATERIA 
ESQUEMA ELÉTRICO MARINIZADO 
7017 .011.041.00.7 
REGULADOR 
ALTERNADOR 
BATERIA 
LÃMPAOA 
00 ÓLEO 
E34 
LÃMPADA 
PILOTO 
--LÃMPADA PILOTO 
ESQUEMA ELÉTRICO MARINIZADO M90 
7106.011.067 .00.4 
REGULADOR 
+ 
BATERIA 
LÂMPADA 
DE ÓLEO 
LÃMPADA 
PILOTO 
CHAVE DE 
CONTATO 
ESQUEMA ELÉTRICO PARTIDA E PARADA À DISTÂNCIA-WASPA 
7107 .011.008.00.6 
SOLENÓIDE 
BOTÃO DE PARTIDA 
E35 
LÂMPADA PILOTO 
CHAVE DE CONTATO 
BOTÃO DE PARADA 
Máquina p/lavar peças 
Talha 
Morsa 
Prensa hidráulica 
Esmeril 
Furadeira manual 
Furadeira bancada 
Bomba para lavagem quente/frio 
Chaves de boca 4 a 50 mm 
Chaves estrela 4 a 50 mm 
Chaves combinada 4 a 46 mm 
Chaves soquete 9 a 36 mm 
Cabo de força 1/2" 
Cabo catraca 1/2" 
Extensão 1/2" compr. 5" 
Extensão 1/2" compr. 10" 
Junta universal 1/2" 
Chaves allen 2 a 12 mm 
Chaves "L" 1 O a 21 mm 
Base magnética 
Relógio comparador 0,01 - 10 mm 
Micrômetros 25 a 100 mm 
Torquímetro 120 Nm (12 kgfm) 
Paquímetro universal 150 mm 
Paquímetro profundidade 150 mm 
Calibre lâminas 0,05 a 1,0 mm 
EQUIPAMENTOS 
Bomba para lubrificação 
Arco de Serra 
Almotolia 
Equipamento para pintura 
Compressor de ar 
Solda elétrica 
Solda oxi-acetileno 
FERRAMENTAS UNIVERSAIS 
Chave de fenda 3/16 x 6" 
Chave de fenda 1/4 x 6" 
Chave de fenda 5/16 x 8" 
Chave phillips 3/16 x 8" 
Chave phillips 5/16 x 8" 
Alicate freno int./ext. 
Alicate universal 
Alicate pressão 
Alicates bico reto/curvo 
Alicate telefone 
Martelos pena/bola/fibra/borracha 
APARELHOS PARA MEDIÇÃO 
E36 
Teste de bicos injetores 400 lbs 
Carregador de bateria 
Multiteste 
Densímetro 
Proveta graduada 1000mi 
Termômetro O a 250° C 
Tacômetro 
' 
PROTEÇÃOINTERNAPARAESTOCAGEM 
A. Objetivo 
Evitar a corrosão interna do motor durante o pe­
ríodo inativo. 
B. Validade 
Procedimento válido para período de seis (06) 
meses, após o qual todo o processo deverá ser 
refeito. 
e. ldentif icação 
Etiquetar o motor com o seguinte texto: 
"ESTE MOTOR ESTÁ PROTEGIDO PARA ESTO­
CAGEM; NÃO DEVE SER GIRADO MANUAL­
MENTE ANTES DE SER COLOCADO EM OPE­
RAÇÃO NORMAL". 
"PROTEÇÃO VÁLIDA ATÉ ......... .1 ......... ./ .......... " 
mês ano 
B. Óleo protetivo 
Óleo combustível de conservação: "Shell Fer­
roprot 501 ". 
E. Procedimento 
1. Colocar óleo H D 30 no cárter e proceder 
amaciamento e regulagem. 
2. Retirar o bico injetor e pulverizar 10 mi de 
óleo "Shell Ferroprot 501" na câmara de 
combustão. 
3. Drenar o óleo H D 30 do cárter. 
4. Conforme necessidade, lavar e pintar o mo­
tor observando para que não entre água ou 
E37 
outros produtos químicos para o interior do 
motor. 
5. O tanque de combustível deverá ser pulveri­
zado com 50% de óleo diesel e 50% de óleo 
HD 30, sendo em seguida fechados ou co­
nectados todas as mangueiras do motor. 
6. Quando houver alternador e motor de parti­
da, besuntar seus terminais com graxa. 
7. Colocar o volante do motor na posição em 
que todas as válvulas (admissão e escape) 
estejam fechadas e observar que o mesmo 
não seja tirado desta posição durante o pe­
ríodo de estoque. 
Preparo do motor para retorno ao trabalho 
1. Limpar perfeitamente as paredes externas. 
2. Retirar a graxa dos terminais do alternador e 
motor de partida. 
3. Colocar óleo HD 30 no cárter até o nível corre­
to. 
4. Lubrificar os balancins com óleo H D 30. 
5. Girar a árvore de manivela manualmente, a fim 
de "deslocar" os casquilhas. 
6. Limpar o tanque de combustível e abastecer 
com óleo novo. 
7. "Sangrar" o sistema de combustível. 
8. O motor pode ser posto em funcionamento. 
\ 
' 
i 
i ' 
AGRALES.A. 
FÁBRICA 1 . 
BR-116, Km 145, N2 15.104 
Caixa Postal, 1311 
End. Telegráfico: "AGRALE" 
Fone PABX: (054) 222.1133 
Telex: 542.1n 
95050-180 • CAXIAS DO SUL· RS 
FÁBRICA 2 
AS/Acesso Oeste a Caxias do Sul, 
Distrito Industrial - Km 02 
Caixa Postal 1311 
End. Telegráfico: "AGRALE" 
Fone PABX: (054) 227.1133 
Telex: 542.156 
95010-550 • CAXIAS DO SUL· RS 
./ 
rvore de manivela. 
-":::-
Fig. 019 - Soltar parafusos que fixam mancai cen­
tral ao bloco 
27. Retirar o tubo de respiro e válvula. 
Observar a correta posição da chapa defletora 
do tubo. 
PORCA SEXTAVADA 
OE VEDAÇÃO 
CONJUNTO DO TUBO DE RESPIRO 
~JUNTA DE VED~AO DO TUBO DE RESPIRO 
~~MOLA DE PRESSAO DO TUBO DE RESPIRO 
~ARRUELA LIMITADORA DO TUBO DE RESPIRO 
-~ MEMBRANA DO TUBO DE RESPIRO 
~PRATO DE VENTILACÃD DO TUBO DE RESPIRO 
~ 
~PARAFUSO PRISIONEIRO -- ·-·- -
PrncA SEXTAVADA~ _- - · -~-~~ -----....___ 
ARRUELA USA ~-•;/ .--~----
PENEIRA 00 TUBO OE RESPIRO ,·.·;_ .·. ;:.-- ~- ~-~~.:~~~~~, 
. ~; ~ .-~-:'--"> e, --
CHAPA DEFLETORA DO TUBO DE RESPIRO ~ ..___ "'.::.:S. '_....-,1 / 
'·11 ;~. ::',.J' -:,\ .. 
' ~ ....:~-c;\o/ . 1, .\4o· 
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Fig .. 020 - Retirar tubo de respiro e chapa defletora. 
28. Para retirar a tampa dos tuchos devemos em­
purrar a alavanca do regulador totalmente pa­
ra o lado do volante. 
Nota: Observar que a tampa possui o guia da 
haste do acelerador. 
29. Remover o pino elástico do eixo da alavanca 
do acelerador. 
30. Remover a alavanca do acelerador e a flange 
de atrito. 
07 
31. Soltar a mola de torção e a mola da haste de 
acionamento. Retirar o eixo da alavanca do 
acelerador observando que a alavanca do re­
gulador sai junto com a alavanca de ligação e 
com a haste de acionamento da bomba injeto­
ra. 
32. Retirar o rolamento do comando, utilizando o 
dispositivo 7007.099.015.00.8. 
Fig. 021 - Extração do rolamento do comando 
33. Retirar os casquilhes do lado do comando 
com dispositivo adequado. 
Fig. 022- Extração dos casquilhas 
34. Retirar o botão auxiliar de partida, com o dis­
positivo 7003.099.016.00.5. 
Obs.: Na prática, isso poderá ser feito se hou­
ver real necessidade. 
ANÁLISE DE CONJUNTOS 
Quanto à: 
- limpeza 
- Inspeção 
- Medição 
- Tolerâncias 
Recomendações para a análise de conjuntos: 
Siga a numeração dos itens de cada operação em 
seqüência. 
Após remover um componente, coloque-o em lo­
cal adequado, junto com os elementos de fixação 
(parafusos, prisioneiros, porcas, arruelas, etc.). 
Ao efetuar limpezas (por exemplo: remoção de 
restos de juntas), evite danificar as peças. 
Ao manusear produtos químicos, proteja as mãos 
e os olhos com equipamentos adequados e siga 
corretamente as instruções do fabricante. 
Coloque o material usado na limpeza em local se­
guro. 
Após a limpeza inspecione as peças visualmente. 
As ferramentas especiais e as universais devem 
ser limpas e guardadas em locais próprios e só 
devem ser usados para os fins a que se destina. 
As especificações para tolerâncias de montagem 
devem ser rigorosamente obedecidas. 
Para lubrificar as peças, utilize sempre óleo novo 
do mesmo tipo e viscosidade recomendados para 
o _motor. 
BLOCO 
Ao desmontar um motor é necessário que se faça 
uma boa limpeza no bloco, raspando a crosta de 
óleo que se forma nas paredes internas e princi­
palmente nas galerias de óleo. Estas crostas de 
óleo ocorre devido ao tempo de uso e as impure­
zas do próprio óleo. Isto acarreta uma diminuição 
nos diâmetros internos das galerias reduzindo a 
circulação de óleo, o que afeta a lubrificação dos 
demais componentes do motor. 
D8 
Após a limpeza, deve ser feito um exame a fim de 
detectar possíveis trincas ou desgastes excessi­
vos. 
1 Lavar completamente o bloco e passar ar no 
circuito de lubrificação. 
2. Examinar parafusos prisioneiros e pinos­
guias, substituindo, se necessário. 
Os parafusos prisioneiros dos cilindros pos­
suem menos fios de rosca na extremidade fi­
xada no bloco. 
Fig. 023 - Bloco do motor 
3. Examinar furos com roscas. 
4. Limpar e examinar faces de alojamento das 
tampas, flange e cilindros. 
5. Efetuar a pré-montagem do bloco. 
Obs.: Aplicar loctite 271 para fixação dos pa­
rafusos prisioneiros, bujões e pinos-guias. 
VOLANTE 
1. Efetuar a limpeza do volante, aletas, etc. 
2. Verificar o alojamento da bucha-guia e furos. 
3. Peso·do volante: 
Peso Ko 
Volante Normal 30,5 
Versão Clark, Suzin 21.2 
Nota: O balanceamento do volante não deve ser 
alterado. 
4. Para remoção e instalação da cremalheira 
deve-se aquecê-la ( + /- 80ºC). 
Fig. 024 - Volante 
BOMBA DO ÓLEO 
1. Antes de desmontar a bomba marcar os eixos 
conforme indicado na figura 025. 
Obs.: Marcar com tinta. 
2. Limpar as peças. 
3. Examinar engrenagens. 
4. Verificar a folga das engrenagens entre a car­
caça e o bloco: 
Folga em mm 
Axial O 050 a O 127 
Radial Máxima O 10 
Nota: Quando a folga for além do especificado 
substituir a bomba. 
5. Montar a bomba observando as marcas feitas 
anteriormente. 
Fig. 025 - Bomba do óleo 
09 
VÁLVULA DE SOBREPRESSÃO 
1. Desmontar a válvula. 
----ARRUELA DE VEDAÇÃO 
-----ANEL DE VEDAÇÃO 
Fig. D26- Válvula de sobrepressão 
2. Substituir os vedadores. 
Nota: A substituição da válvula se faz necessá­
ria quando a pressão ultrapassar os valores es­
pecificados. 
Pressão kfa/cm2 
Mínima 1 
Máxima 4 
A pressão deve ser verificada com o óleo na tem­
peratura no"rmal de funcionamento (motor 
quente). 
COMANDO DE VÁLVULAS E REGULADOR 
DE ROTAÇÕES 
Fig. D27 - Eixo do comando de válvulas 
1 - Carne para válvula de escape. 
2 - Carne para válvula de admissão. 
3- Carnes para a bomba injetora. 
4 - Carne para a bomba de transferência. 
5 - Eixo do comando 
Remover o comando de válvulas da tampa com o 
auxílio de um martelo de fibra. 
Fig. 028 - Comando de válvula 
1. Limpar o comando examinando se há desgaste 
nos rolamentos de apoio, carnes, engrenagens, 
contrapesos, luva do regulador, copo e arrue­
las. 
2. Verificar dimensões do eixo do comando. 
Curso dos Carnes em mm 
Admissão 7 42 
Escape 7,42 
Bomba injetora 7 00 
3. DESMONTAGEM 
3.1. Remover os contrapesos. 
029- Regulador de rotações 
3.2. Remover a engrenagem do eixo com o auxílio 
de um dispositivo adequado e uma prensa. 
3.3. Examinar o desgaste da luva e das arruelas de 
encosto. 
Nota: 
- Para motores com rotações acima de 1800 rpm 
a mola do regulador possui um diâmetro do fio 
de4,0mm. 
- Para motores com limite máximo de 1800 rpm a 
mola do regulador possui um diâmetro do fio 
de3,2mm. 
Diâmetro do fio RPM 
32 Até 1800 
40 1800 a 3000 
4. Montar o comando, observando a figura 028. 
Notas: 
-Observar o tipo de mola em função da rotação 
específica do motor. 
-Ao montar a engrenagem deve-se aquecê-la a 
( + -) 80°G. 
-Atentar para a liberdade de movimento dos 
contrapesos com os suportes. 
- Montar o rolamento maior previamente aqueci­
do ( + -) 80ºC. 
-O rolamento menor deverá ser montado a pos­
terior no bloco. 
-Observar o perfeito estado de conservação da 
luva e das arruelas de encosto. 
010 
·, 
TUCHOS DAS VARETAS DAS VÁLVULAS 
1. Limpar os tuchos. 
2. Verificar as condições de trabalho 
Situação normal: 
Fig. D30 -Tucho (Funcionamento Normal) 
Defeito, tucho não gira. 
Fig. D31 - Tucho (Mau Funcionamento) 
3. Verificar alojamento dos tuchos no bloco. 
Diâmetro emmm 
Nominal 16.000 
Máximo 16.018 
4. Verificar o diâmetro dos tuchos: 
D11 
Diâmetro em mm 
15,984 a 15,966 
5. Verificar passagem do óleo nos tuchos. 
ÁRVORE DE MANIVELA 
A árvore da manivela tem perfurações e canais de 
lubrificação interna. Possui também câmaras ob­
turadas (ditas câmaras de óleo) nas quais o óleo é 
centrifugado devido ao movimento de rotação da 
árvore de manivela, provocando assim uma filtra­
gem final do óleo. 
Fig. D32-Árvore de manivela 
1. Retirar o mancai central. 
2. Remover destrutivamente as tampas de veda­
ção (T). 
3. Lavar com solvente adequado e limpar as gale­
rias de óleo. 
4. Verificar se há trincas ou riscos. 
5. Verificaro alinhamento. 
Fig. D33 -Alinhamento da árvore de manivela 
Árvore de Manivela em mm 
Empenamento máximo 
Admissível 0,040 
3. Verificar as dimensões dos munhões e moen­
tes. 
Fig. D34 - Verificação de munhões e moentes 
Diâmetro em mm 
Munhão "A" 
Standard 54,03 a 54 04 
1? Reparo 53 78 a 53 79 
2? Reparo 53,53 a 53 54 
Munhão "B" 
Standard 60,89 a 60,91 
1? Reparo 60 64 a 60 66 
2? Reoaro 60,39 a 60 41 
Munhão "C" 
Standard 66 01 a 66 02 
1? Reparo 65 76 a 65,77 
2? Reparo 65,51 a 65.52 
Moentes "1" e "2" 
Standard 50 93 a 50,94 
1? Reparo 50,68 a 50,69 
2? Reparo 50,43 a 50,44 
Dimensões emmm 
Largura dos Moentes 40,00 a 40,06 
Laro. do Munhão Central 32 97 a 33 03 
Desgaste Máximo 0,10 
Ovalizacão Máxima 0.01 
Conicidade Máxima 0,01 
Raio de Concordância emmm 
Munhão "A" 1 5 a 2,5 (lado haste) 
Munhão "B" 3,5 
Munhão "C" 1,5 a 2.5 (lado haste) 
Moentes "1" e "2" 3,9 a 4, 1 com rebaixo 
de 005 a O 07 
D12 
7. Raio de Concordância ou Raio Rolado é execu­
tado sob pressão para evitar a sobrecarga de 
tensões, eliminando cantos vivos, que são pon­
tos causadores de tensões e trincas. 
VERIFICAÇÃO DE RAIO 
Fig. D35 - Verificação do raio 
Observando-se limites além do especificado ou a 
existência de riscos, providenciar a retificação da 
peça. 
Após a retífica limpar cuidadosamente a peça e 
conferir as dimensões. 
8. Ao colocar o mancai central, observar para que 
o rasgo do encaixe do casquilho, na parte supe­
rior do mancai, fique voltado para o mesmo la­
do da bomba injetora. 
O aperto final do mancai central deve ser dado 
após a colocação da árvore de manivela no blo­
co. 
Fig. D36 -Colocação da tampa de vedação 
9. Os contrapesos devem ser montados somente 
após a colocação da árvore no bloco. 
TAMPA DO COMANDO 
1 · Limpeza 
2 · Remoção/Instalação do Retentor 
Fig. D37 - Colocação do retentor 
3 · Empenamento da tampa 
Empenamento em mm 
0,050 
FLANGE-MANCAL DA ÁRVORE DE MANIVELA 
1. Retirar o retentor, a arruela defletora e o cas­
quilho, utilizando-se de um dispositivo adequa­
do. 
Nota: Observar o lado da arruela defletora. 
Fig. D38 - Flange-mancal da árvore de manivela 
colocação do retentor 
2. Montar a flange com o casquilho alinhado com 
o furo de lubrificação. 
3. Montar a arruela defletora com o lado côncavo 
para dentro. 
Observar a posição da arruela. Esta não deve 
interferir com a flange nem com o retentor. 
4. Montar o retentor. 
CILINDRO 
1. Limpar o cilindro interna e externamente, verifi­
cando se há aletas quebradas. 
D13 
Obs.: Deve-se ter muito cuidado na limpeza das 
aletas, pois elas se partem com muita facilida­
de, provocando deficiência de refrigeração na­
quela região do cilindro. 
2. Verificar na borda do cilindro se há rebarbas. 
3. Verificar a região de assentamento do cilindro 
para que não ocorra assentamento irregular en­
tre o cilindro e o bloco. 
ASSENTO (FACE./ 
DE VEDAÇÃO) 
Fig. D39 - Cilindro 
REBARBA 
4. Examinar o brunido do cilindro e a existência 
de riscos profundos no sentido vertical. 
Fig. 040- Brunido Riscos 
5. Verificar as dimensões do cilindro. 
CONICIDADE 'B·C" 
RELÓGIO COMPARADOR 
SÚBITO 
90° 
Fig. D41 - Verificação do cilindro 
Diâmetro em rnm 
Standard 90,00 a 90,02 
1? Reparo 90,25 a 90 27 
2? Reparo 90,50 a 90,52 
Dimensões em mm 
DesQaste Máximo 0,10 
Ovalização Máxima O 050 
Conicidade Máxima O 025 
Altura do Cilindro 118 8- 118,6 
Observando-se limites além do especificado ou a 
existência de riscos, providenciar a retificação da 
peça. 
7. Após a retífica, limpar cuidadosamente a peça 
e conferir as dimensões. 
D14 
CONJUNTO ÊMBOLO E BIELA 
1. Retirar os anéis com auxílio de um dispositivo 
adequado. 
Fig. 042- Retirada dos anéis f 
2. Retirar os anéis elásticos. 
Fig. D43 - Extração dos anéis elásticos 
3. Retirar o pino do êmbolo manualmente. 
Fig. 044 - Extração do pino do êmbolo 
Nota: Se houver dificuldade para retirar o pino 
aqueça o êmbolo em água ou óleo até a tempera­
tura de + -80°C. 
4. Limpar os êmbolos examinando se há rachadu­
ras, riscos ou deformações visíveis. 
5. Limpar os resíduos de carvão das canaletas, 
sem danificá-las, utilizando-se de um pedaço 
de anel de segmento. 
6. Verificar as dimensões dos êmbolos. 
015 
Diâmetro em mm 
Standard 89 93 a 89.95 
1? Reparo 90 18 a 90.20 
2? Reparo 90 43 a 90.45 
~, 
o 
Fig. D45. Êmbolo 
7. Introduza os anéis manualmente nos cilindros 
e use os· êmbolos para alinhá-los de 20 a 30 mm 
do topo. 
Folaa em mm 
1? Anel 040a065 
2? Anel O 40 a O 65 
3? Anel 0.30 a 0.60 
Desaaste Máximo 1,5 
Fig. D46 - Medida da folga do anel 
8. Observar para que as marcas dos anéis ("C" ou 
"TOP") fiquem voltadas para cima. 
Fig. D47 - Anéis de segmento 
Nota: 1? canaleta: anel cromado. 
9. Montar os anéis nos êmbolos com auxílio de 
um dispositivo adequado. 
Fig. D48 - Montagem dos anéis 
10. Verificar a folga dos anéis nas canaletas. 
Folaa em mm 
1? Canaleta 011a014 
2? Canaleta O 07 a 0,10 
3? Canaleta 0.05 a 0,08 
Fig. D49 - Verificação da folga dos anéis 
BIELA 
1. Limpar as bielas. 
2. Verificar o empenamento das bielas com auxí­
lio de dispositivo adequado. 
D16 
Em enamento em mm 
Máximo Admissível 0050 
1 
~ 
Fig. D50 - Verificação do empenamento 
3. Verificar o alinhamento das bielas. 
Desalinhamento em mm 
Máximo Admissível 0020 
Fig. D51 - Alinhamento da biela 
Cuidados: 
-Os eixos do pé e da cabeça devem ser perfeita­
mente paralelos. 
-O entreeixo deve ser feito com grande preci­
são. 
Nota: Observar que a marca de referência da capa 
e da biela coincidam. 
Fig. D52 - Marcas da biela 
4. Fixar a capa da biela com torque de 6,0 kgfm e 
verificar o diâmetro do casquilho. 
Diâmetro do Casquilho em mm 
Standard 51,017 a 50 974 
1? Reparo 50 763 a 50,724 
2? Reparo 50 517 a 50,474 
Desgaste Máximo 0,10 mm 
Fig. 053- Verificação do diâmetro do casquilho 
-O assentamento dos casquilhos deve ser feito 
com tolerâncias extremamente precisas. 
5. Verificar o diâmetro interno da bucha da biela. 
017 
Diâmetro da Bucha em mm 
Interno 28,036 a 28 078 
Fig. D54 - Verificação do diâmetro da bucha 
O torneamento interno da bucha deve ser feito 
com precisão para que a montagem do pino seja 
feita com deslizamento suave. 
6. Observando limites além do especificado, 
substituir a bucha. 
7. Retirar a bucha com auxilio de dispositivo ade­
quado. 
Fig. 055 - Desmontagem da bucha 
8. Ao montar a bucha, observar o alinhamento 
do furo de lubrificação. 
Fig. D56- Montagem da bucha 
9. Verificar as dimensões do pino do êmbolo. 
Diâmetro do Pino em mm 
27,996 a 28,000 
Fig. D57 - Verificação do pino do êmbolo 
10. Verificar a folga entre pino do êmbolo e a bu­
cha da biela. 
Folga em mm 
0,036 a 0,082 
11. Limpar o alojamento e montar os casquilhos 
posicionando as travas corretamente. 
D18 
Fig. D58- Montagem do casquilho 
12. Verificar a carga de aperto dos casquilhas. 
1 Carga de Aperto 1 em mm 
0,05a0,10 
12.1.Aplicar o torque de 60 Nm (6,0 kgfm) nos pa­
rafusos. 
12.2. Verificar o diâmetro com o uso do compara­
dor de diâmetro interno. 
12.3. Soltar um parafuso. 
12.4. Refazer a medição e comparar com a medida 
fornecida. 
Fig. D59 - Verificação da carga de aperto do cas­
quilho 
13. Ao montar o êmbolo na biela observar para 
que a câmara fique voltada para o lado do bi­
co injetor e a trava do casquilho acompanhe o 
sentido de giro da árvore de manivela. 
Nota: No M790 a câmara do êmbolo fica voltada 
para o lado oposto da trava superior da biela. 
14. Introduzir o pino manualmente e montar os 
anéis elásticos. 
Fig. 060 - Colocação do pino no êmbolo 
Fig. 061 - Montagem do êmbolo e na biela 
15. OBSERVAÇÕES: 
- Lubrificar o êmbolo e o cilindro. 
-Quando da montagem do êmbolo no cilin-
dro, DEVE-SE observar para que a abertura 
dos anéis de segmento fiquem a 120º. 
Fig. 062 - Montagem dos anéis 
019 
-A câmara, na cabeça do êmbolo, DEVE ficar 
voltada para o lado do bico injetor ou volta­
da para o lado oposto ao furo do prisioneiro 
mais comprido.+ 
FURO DO PRISIONEIRO 
Fig. 063 - Montagem do êmbolo no cilindro 
16. Montar o êmbolo no cilindro. 
Fig. 064- Montagem do êmbolo no cilindro 
CABEÇOTE 
1. Remover os balancins do suporte. 
1.1. Limpar e desobstruir os furos de passagem de 
óleo. 
1.2. Verificar: 
Dimensões em mm 
Diâmetro do eixo 18 980 a 18 967 
Diâmetro interno da bucha 19,046 a 18 988 
Folqa O 079 a o 008 
Folga máxima 015 
Observando-se limites além do especificado, 
substituir o suporte e/ou as buchas dos balan­
cins. 
1.3. Examinar face de contato dos balancins com 
as válvulas. 
2. Montar os balancins no suporte com arruelas 
de compensação e anéis-trava. 
Após, verificar a folga axial dos balancins. 
Folga axial em mm 
0,10a0,30 
3. Soltar as buchas cônicas das válvulas com au­
xílio de um dispositivo adequado. 
Fig. D65 - Desmontagem das buchas cônicas 
4. Limpar o cabeçote examinando se há rachadu­
ras ou deformações visíveis. 
5. Verificar o comprimento livre das molas de vál­
vulas. 
Comprimento em mm 
Externa 58 00 
Interna 45 50 
6. Verificar o diâmetro das hastes das válvulas 
em três posições. 
D20 
Diâmetro das Hastes em mm 
Admissão 8,950 a 8 935 
Escape 8 950 a 8,935 
Fig. D66 - Medição da haste das válvulas 
7. Verificar o diâmetro interno das guias de válvu­
las. 
Dimensões em mm 
Diâmetro após montaqem 9 020 a 9 000 
Folga entre o guia 
e a válvula O 050 a 0,085 
Observando-se os limites além do especificado, 
substituir o guia. 
8. Remover o guia de válvula com o auxílio de um 
dispositivo adequado e uma prensa. 
Fig. D67 - Remoção dos guias das válvulas 
I 
9. Instalar o guia da válvula (lado chanfrado para 
baixo) com o auxílio de um dispositivo ade­
quado e prensa. Observar a altura do guia em 
relação à face do cabeçote. 
Altura em mm 
16,00 a 15,90 
GUIAS DE VÁLVULAS 
Fig. D68 - Guias de válvulas 
10. Passar alargador nas guias de válvulas após 
estas estarem montadas. 
Fig. D69- Uso do alargador nas guias 
11. Assentar a válvula na sede com auxílio de dis­
positivo adequado e pasta de esmeril. 
D21 
11.1. Instalar uma mola sob o cone da válvula e 
colocar o sugador sobre o prato da mesma. 
11.2. Esmerilhar a válvula até que a mesma apre­
sente um perfeito assentamento. 
O cone não pode apresentar canais ou riscos 
de esmerilhamento. 
--___-::::::::::: e. 
e); 
Fig. D70- Esmerilhamento da válvula 
12.3. Controlar a perfeita vedação da válvula pro­
cedendo como segue: Marcar com grafite ou 
giz a circunferência do cone da válvula. 
Após, girando-a lentamente na sede verificar 
o contato uniforme da mesma. 
Fig. D71 - Controle da vedação da válvula 
13. Verificar a distância entre a face do cabeçote 
e a face da válvula. · 
Fig. D72 - Verificação da distância entre a 
face do cabeçote e a face da válvula 
Dimensões em mm 
Profundidade O 50 a o 60 
Profundidade máxima O 90 
14. Verificar a largura da face de assento da vál­
vula e da sede. 
Laraura Máxima em mm 
Válvula 20 
Sede 20 
Fig. D73 - Verificação da largura da face 
Observando os limites além do especificado, 
substituir a sede. 
15. Remover a sede da válvula. 
15.1. Entalhar a sede da válvula em dois lados 
opostos. 
Fig. D74- Remoção da sede da válvula 
15.2. Puncionar e, com uma furadeira elétrica, fa­
zer 4 furos de 2 mm de diâmetro, tendo-se o 
cuidado de não danificar a superfície de as­
sento no cabeçote. 
D22 
Fig. D75- Remoção da sede da válvula 
15.3. Quebrar a sede da válvula com o auxílio de 
uma talhadeira. 
15.4. Limpar devidamente a superfície de aloja­
mento. 
Nota: A superfície de assento no cabeçote não 
pode ser danificada. 
16. Instalar a sede da válvula. 
16.1. Aquecer o cabeçote até 250°C e prensar o 
novo assento de válvula com o auxílio de 
uma prensa hidráulica. 
Deixar esfriar o cabeçote até a temperatura 
ambiente e iniciar a retificagem do assento. 
16.2. Fresar a sede da válvula. 
1 Ân~ulo 
~a(ura 
44,5° 
5mm 
Atenção: Não deixar marcas de vibrações na su­
perfície da sede. 
Fig. D76- Fresagem da sede da válvula 
16.3. Efetuar o assentamento da válvula nova na 
sede com auxílio de dispositivo adequado e 
pasta de esmeri 1. 
16.4. Montar as válvulas no cabeçote com auxílio 
de dispositivo adequado observando a dis­
posição correta das peças. 
----BUCHA CÔNICA 
~~--PRATO 
~)----CÁPSULA 
tc...~1"~-ANEL 
Fig. D77 - Peças das válvulas 
Fig. D78 - Montagem das válvulas 
BICO INJETOR 
1. Inicialmente efetuamos os testes do bico inje­
tor. 
O porta-injetor deve ser conectado ao aparelho 
com o respectivo tubo de pressão. 
1.1. Teste de pressão 
Com o registro do manômetro fechado movi­
mentar a alavanca várias vezes. Se a agulha 
do bico injetor estiver com movimento livre 
ocorrerá a emissão de um som sibilante agu­
do. 
D23 
O valor da pressão de abertura está gravado 
no corpo do porta-injetor. Com o registro do 
manômetro aberto, movimentar lentamente a 
alavanca manual até que o bico injetor emita 
um jato com um leve som característico. Ler a 
pressão de abertura. 
Se o valor lido divergir da pressão de abertura 
prescrita, efetuar a correção através de calços 
de regulagem. 
Fig. D79- Teste do bico injetor 
Obs.: A porca de fixação do bico injetor no porta­
injetor deve ser atarrachada manualmente 
e após aplicado um torque de 60 a 90 Nm (6 
a 9 kgfm). 
Remover a porca da capa. A força da mola de­
verá ser aumentada com o acréscimo de ar­
ruelas de compensação caso a pressão pres­
crita não for atingida. Se a pressão lida no ma­
nômetro for maior que a prescrita deve-se di­
minuir o número de arruelas. 
1.2. Forma do jato 
Em velocidade de teste reduzida o jato é dis­
solvido e a pulverização é grossa. 
Com velocidades maiores os jatos serão mais 
cheios e com fina pulverização. 
Na área em que não "canta" (som característi­
co) há a formação de um jato em forma de um 
fio não pulverizado. 
1.3. Estanqueidade 
Com o ponteiro do manômetro posicionado 
em 20 kgf/cm2 (20 bar) abaixo da pressão de 
abertura prescrita, durante 10 segundos, não 
deve ocorrer gotejamento no bico. 
Fig. D80 - Estanqueidade 
1.4. Retorno 
Acionar a alavanca manual até próximo à 
pressão de abertura do injetor. A pressão de­
verá decrescer aproximadamente 30% no es­
paço de 4 a 30 segundos. 
Com a pressão ajustada a correção dos defei­
tos, acusados nos testes, se faz através da 
limpeza. 
2. Limpeza do bico 
2.1. Desmontar o porta-injetor. 
~,ORTA-ONaETOR 
:----ARRUELA DE COMPENSAÇÃO 
..---MOLA 
$-~--- PINO DE PRESSÃO 
$1------DISCO INTERMEDIÁRIO 
F::~~::"I "ºª 
~PORCA DE FIXAÇÃO 
f----ARRUELA DE VEDAÇAO 
Fig. D81 - Limpeza do bico 
D24 
A fim de evitar a corrosão da agulha, esta so­
mente poderá ser pega pelo pino superior de 
pressão. 
Fig. D82 - Retirada da agulha 
2.2. Exame visual 
-A agulha do bico deve apresentar assento 
liso e sem desgaste. 
-O pino de pulverização não deve apresentar 
dano ou desgaste. 
- O corpo do bico deve estar com o assento 
da agulha sem marcas, sem carvão, e de­
sr bstruído. 
O jato de injeção ou pulverização do bico de­
pende do assento da válvula de agulha e da 
forma do orifício de saída do combustível. 
Uma vedação do assento da agulha poderá 
ocasionar o acúmulo de combustível. 
Pela limpeza, ou polimento, esta deficiência 
poderá ser facilmente eliminada. 
Para a execução deste serviço o recinto de 
trabalho deverá estar completamente isento 
de limalhas de metal, sujeira ou areia, pois 
tais impurezas podem ocasionar a inutiliza­
ção da sede. 
Também o uso de panos de limpeza com fia­
pos podem ocasionar desarranjos. Por isso a 
limpeza do bico deverá ser feita mediante o 
uso de escovas, pincéis e óleo combustível 
limpo. 
. } 
: t 
J 
} 
A parte interna do porta-injetor poderá ser lim­
pa por intermédio de um palito de madeira ou 
óleo combustível limpo, ao passo que a agu­
lha do injetor deverá ser limpa com um pano 
isento de sujeira. Peças carbonizadas devem 
ser fixadas em um torno e serem limpas com 
um pedaço de madeira previamente impregna­
do de óleo. 
Nota: Nunca usar lixas,rasquetes ou apetrechos 
similares. 
Produtos recomendados: 
Solvente - Cholothenz (Tricloroetileno) 
Óleo de Teste- ISO 4113 (Castrei ou Atlantic) 
Obs.: Kit Bosch para limpeza. 
Fig. D83 - Kit para limpeza Bosch 
2.3. Teste de Deslizamento 
A agulha, banhada em óleo de teste, deve ser 
retirada 1/3 de seu comprimento fora do corpo 
e solta na vertical, devendo deslígar livremen­
te até seu assento. 
3. Montar o porta-injetor e realizar novamente os 
testes do bico injetor. 
Não obtendo o resultado esperado substituir o 
bico injetor. 
BOMBA INJETORA 
1. Efetuar a limpeza externa da bomba. 
Obs.: Para proceder a desmontagem da bomba 
injetora devemos atentar para um ambiente 
de trabalho completamente limpo. Utilizar, 
para limpeza, somente óleo combustível 
limpo, escovas ou pincéis e ar comprimido. 
D25 
2. Para remover o pino-guia segurar a bomba com 
o pino-guia voltado para baixo e bater no rolete 
com a mão. Após, retirar os tubos de roletes e o 
prato inferior que sai junto com a mola e o pis­
tão da bomba. 
Obs.: O pistão só deve ser manuseado pela asa 
de acionamento e depositado sobre uma 
superfície limpa a fim de evitar contamina­
ção por impurezas. 
3. Remover as mangas de regulagem e a crema­
lheira. 
4. Remover o porta-válvula, mola e válvula de 
pressão. 
5. Remover com cuidado os cilindros da bomba. 
Obs.: Devido a precisão de fabricação nunca 
se deve trocar o pistão ou o cilindro em 
separado. 
6. Examinar o elemento (pistão e cilindro) aten­
tando quanto a riscos ou desgaste. Tais peças, 
após examinadas e limpas, devem permanecer 
unidas. 
Nota: Observando riscos no elemento providen­
ciar a substituição. 
SCO OE FECHAMENTO.!~ 
ANEL-!// 
PINO EXCfNTRICO 
PINO GUIA 
o~----PORTA-VÁLVULA 
1r------PEÇA ENCHIMENTO 
"-=:1º ... :=--~=--~=--~=--:_==-;;;~E~A V::·~::AÇÃO 
ELEMENTO DA VÁLVULA 
CORPO VÁLVULA OE PRESSÃo 
ELEMENTO (CJLINDROI 
1----PINO DE ENCOSTO 
ANEL DE SEGURANÇA 
1011------MANGA DE REGULAGEM 
ir-------ELEMENTO (PISTÃO} 
;---PRATO SUPERIOR 
---MOLA 
~:~~~----_-_-_-_PRATO INFERIOR 
fiíiijiL= TUBO 
u1-'-----EIXO 
©t-----ROLETE 
Fig. D84 - Bomba injetora 
7. Após a perfeita limpeza das peças, pode-se 
montar a bomba injetora. 
8. Montar os cilindros dos elementos atentando­
se para o perfeito encaixe do rasgo com o pino 
existente no interior do corpo da bomba. 
Fig. 085- Posição do cilindro 
A seguir deve-se colocar a válvula de pressão, 
a arruela de vedação nova, a mola e o porta­
válvula com o seu anel de vedação novo e apli­
car o torque de 32 a 35 Nm (3,2 a 3,5 kgfm). 
9. Colocar a cremalheira com seu pino batente e 
montar as mangas de regulagem alinhando o 
ponto em relação à cremalheira. 
Fig. D86- Montagem da cremalheira 
A seguir proceder a montagem do pistão do 
elemento com a mola e os respectivos pratos. 
Colocar no cilindro, observando a posição 
correta para encaixe. O entalhe na asa do pis­
tão deve ficar alinhado com o furo de alimen­
tação do cilindro. 
D26 
Fig. D87 - Montagem do cilindro 
10. Montar os tubos de roletes pressionando-os e 
colocando o pino-guia e o anel de segurança. 
A seguir aciona-se os tubos algumas vezes 
para comprovar a correta montagem. 
Obs.: A lubrificação do pistão e cilindro é promo­
vida pelo próprio óleo diesel. A parte inte­
rior (interna do motor) da bomba é lubrifica­
da pelo óleo existente no cárter do motor. 
TANQUE DO COMBUSTÍVEL 
1. Retirar o óleo diesel. 
2. Retirar as mangueiras e as conexões. 
3. Verificar o interior do tanque, quanto a oxida­
ção e impurezas. Para remoção da oxidação 
no interior do tanque usar produtos químicos 
adequados. 
4. Proceder a limpeza do interior do tanque com 
o uso de óleo diesel. 
5. Limpar o filtro do tanque e examinar a tela. 
Fig. D88 -Tanque do combustível 
/ 
6. Examinar a tampa do tanque quanto ao veda­
dor e respiro. 
7. Mangueiras devem ser substituídas conforme 
necessidade. 
8. Ao montar as conexões deve-se substituir as 
arruelas de vedação. 
9. O tanque deve ser reabastecido ao final da jor­
nada de trabalho para evitar a condensação da 
umidade, a qual pode provocar a oxidação do 
tanque. 
FILTRO DEAR 
1. Soltar as presilhas que prendem a cuba ao cor­
po do filtro. 
2. Retirar o óleo sujo da cuba e providenciar sua 
limpeza. 
Obs.: Proceder a limpeza das partes utilizando 
somente óleo diesel e ar comprimido. 
3. Remover o elemento filtrante e efetuar a sua 
limpeza. 
4. Verificar o estado do anel de vedação da cuba 
ao corpo. 
-----ANEL DE VEDAÇÃO 
PRESILHA 
NÍVEL DO ÓLEO 
Fig. D89 - Filtro de ar 
D27 
Fig. 090 - Limpeza do filtro 
5. Montar o anel de vedação. 
6. Recolocar o óleo novo na cuba até o nível indi­
cado. 
Fig. D91 - Nível de óleo na cuba 
7. Fixar a cuba com as presilhas encaixando-as 
perfeitamente. 
RECOMENDAÇÕES PARA A MONTAGEM 
DO MOTOR 
Na montagem, verifique se as peças estão nas po­
sições corretas e se estão limpas. 
Siga a numeração dos itens de cada operação em 
seqüência. 
Para lubrificar as peças utilizar sempre óleo novo 
do mesmo tipo e viscosidade recomendados para 
o motor. 
Para obter o momento de força (torque) correto 
nos parafusos, porcas e prisioneiros, as roscas 
devem estar limpas e levemente oleadas. 
Nas peças com vários pontos de fixação (por 
exemplo: tampa do comando) distribua os apertos 
de forma cruzada e em duas etapas (50% e 100% 
do momento de força especificado). 
Não faça regulagens, se não souber como fazê­
las corretamente. 
Nunca limpe, lubrifique ou regule um motor em 
funcionamento, a não ser que tenha recebido trei­
namento adequado. 
Não fume ao abastecer o reservatório de combus­
tível. 
Não se recomenda pôr o motor em funcionamen­
to em recintos fechados, pois os gases de esca­
pamento são extremamente venenosos. 
Somente uma pessoa qualificada deverá ficar res­
ponsável pelo motor. 
Não altere as características do motor. 
Todas as juntas e anéis de vedação devem ser 
substituídas a cada montagem do motor. 
D28 
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS MOTOR M790 
EV22 
Cabeçote emmm 
Diâmetro do Furo 
para o Guia ..................................... 13,018-13,000 
Ângulo da Superfície de Vedação 
para a Válvula ................................................ 44,5º 
Diâmetro do Alojamento 
da Sede Postiça Admissão ........... 41,025- 41,000 
da Sede Postiça Escape ............... 37,025 - 37,000 
Profundidade do Alojamento 
da Sede Postiça ..................................... 10,6-10,5 
Balancim 
1 
emmm 
Diâmetro do Alojamento 
da Bucha ......................................... 21,021 - 21,000 
Diâmetro Externo 
da Bucha ......................................... 21,050 - 21,030 
Interferência de 
Montagem .......................................... 0,009 - 0,050 
Diâmetro Interno 
da Bucha ......................................... 19,046-18,988 
Folga do Eixo 
na Bucha ............................................. 0,079 - 0,008 
Folga Máxima .................................................. 0,15 
Folga Axial. ........................................... O, 1 O a 0,30 
Molas das Válvulas emmm 
Diâmetro do Fio- Extern~ ............................... 3,75 
- lnterna ................................ 2,80 
Diâmetro Interno - Externa ................ 28,80- 28,20 
- lnterna ................. 21, 10- 20,50 
Comprimento Livre Externa ......................... 58,00 
Comprimento Livre Interna .......................... 45,50 
Válvulas emmm Casquilho da Biela emmm 
Diâmetro da Haste ........................... 8,950 a 8,935 Diâmetro após Montado 
Standard ........................................ 51,017 a 50,974 
Folga da Válvula 
na Guia .............................................. 0,050 a 0,085 1? Reparo ....................................... 50, 767 a 50,724 
Folga Máxima .................................................. 0,12 2? Reparo ....................................... 50,717 a 50,474 
Ângulo da Face de Largura .............................................. 30,80 a 31,00 
Vendação ..........................................................45° 
Folga entre o Casquilho 
Profundidade da Válvula abaixo e o Moente ......................................... 0,034 a 0,087 
da Face do Cabeçote ........................... 0,50 a 0,60 
Carga de Aperto do 
Profundidade Máxima .................................... 0,90 Casquilho .............................................. 0,05 a O, 10 
Guia das Válvulas 
1 
emmm Comando de Válvulas emmm 
Diâmetro Externo ........................... 13,036 - 13,028 Levantamento dos 
Tuchos .............................................................. 7,42 
Diâmetro Interno 
após a Montagem .......................................... 9,020 Desgaste Máximo 
dos Cames ............................................... 0,2 radial 
Interferência de 
Montagem .......................................... 0,036 - 0,010 
Sede Postiça das Válvulas 1 emmm 
Diâmetro Externo Admissão ........ 41,135-41, 125 
Biela 
1 
emmm 
Diâmetro de Alojamento 
do Casquilho .................................. 54,009-53.990 
Diâmetro Externo Escape ............. 37;135-37, 125 Largura do Alojamento 
Ângulo da Face de 
do Casquilho .......................................... 33,9 - 33,5 
Vedação ......................................................... 44,5° Diâmetro do Alojamento 
da Bucha da Biela .......................... 32,016-32,000 
Interferência de 
Montagem .......................................... O, 100 - O, 135 Fotga Axial. ........................................ O, 100- 0,202 
Folga Radial ....................................... 0,034- 0,087 
Bomba do Óleo Lubrificante 1 emmm 
Desalinhamento ............................................ 0,020 
Folga Axial das 
Empenamento Máximo ................................ 0,050 
Engrenagens ...................................... 0,050- O, 127 
Folga das Válvulas a Frio emmm 
Eixo dos Balancins emmm 
Admissão ......................................................... O, 10 
Diâmetro ......................................... 18,980-18,967 
Escape .............................................................. 0,10 
D29 
Bucha da Biela 
1 
emmm 
Diâmetro Externo ........................... 32,011 - 32,050 
Diâmetro lnterno ............................ 28,036 - 28,078 
Folga entre o Pino do 
Êmbolo e a Bucha .............................. 0,036 - 0,082 
Desgaste Máximo 
Admissível. .................................................... O, 110 
Cilindro 
1 
emmm 
Diâmetro Interno 
Standard ............................................ 90,00 a 90,02 
1? Reparo ........................................... 90,25 a 90,27 
2? Reparo ........................................... 90,50 a 90,52 
Desgaste Máximo ............................................ 0,10 
Ovalização Máxima ....................................... 0,050 
Conicidade Máxima ...................................... 0,025 
Altura do Cilindro ............................... 118,8- 118,6 
Árvore de Manivelas 
1 
emmm 
Diâmetro dos Moentes 
Standard ............................................ 50,93 a 50,94 
1? Reparo ........................................... 50,68 a 50,69 
2? Reparo ........................................... 50,43 a 50,44 
Desgaste Máximo ........................................... 0,10 
Ovalização Máxima ......................................... 0,01 
Conicidade Máxima ........................................ 0,10 
Largura dos Moentes ....................... 40,00 a 40,06 
Raio de Concordância .............................. 3,9 a 4, 1 
com rebaixo de ..................................... 0,05 a 0,07 
Folga Axial da 
Árvore ..................................................... 0,30 a 0,40 
030 
Árvore de Manivelas l emmm 
Diâmetro dos Munhões 
"A" 
Standard ............................................ 54,03 a 54,04 
1? Reparo ........................................... 53,78 a 53,79 
2? Reparo ........................................... 53,53 a 53,54 
"B" Central 
Standard ............................................ 60,89 a 60,91 
1? Reparo ........................................... 60,64 a 60,66 
2? Reparo ........................................... 60,39 a 60,41 
"C" 
Standard ............................................ 66,01 a 66,02 
1? Reparo ........................................... 65,76 a 65,77 
2? Reparo ........................................... 65,51 a 65,52 
Desgaste Máximo ........................................... 0,10 
Ovalização Máxima ......................................... 0,01 
Conicidade Máxima ........................................ 0,01 
Largura dos Munhões 
"B" Central. ....................................... 32,97 a 33,03 
Raio de Concordância 
Munhão "A" e "C" ............... 1,5 e 2,5 (lado haste) 
Munhão "B" ....................................................... 3,5 
Êmbolo emmm 
Diâmetro 
Standard ............................................ 89,93 a 89,95 
1? Reparo ........................................... 90,18 a 90,20 
2? Reparo ........................................... 90,43 a 90,45 
Largura do 
1? Canalete ........................................... 2,60 a 2,62 
2? Canalete ........................................... 2,56 a 2,58 
3.? Canaleta ........................................... 5,04 a 5,06 
Diâmetro do Alojamento 
do Pino ............................................ 28,005- 28,000 
. i 
j 
f'" 
1, ; 
4 i 
i -' 
t 
Anéis de Segmento 
1 
emmm 
Folgado 
1? Canalete O, 11 a 0,14 
2? Canalete ........................................... 0,07 a O, 10 
3? Canalete ........................................... 0,05 a 0,08 
Folga entre Pontas 
1? Anel. .................................................. 0,40a0,65 
2? Anel ................................................... 0,40 a 0,65 
3? Anel ................................................... 0,30 a 0,60 
Desgaste Máximo ............................................. 1,5 
Pino do Êmbolo emmm 
Diâmetro ........................................ 27,996 a 28,000 
Comprimento .................................... 77,00 a 76,80 
Altura da Câmara de Combustão 1 emmm 
Entre a Face do Cabeçote 
e o Êmbolo ............................................. 0,85 a 0,95 
D31 
TABELA DE TORQUES 
MOTOR AGRALE M790 
Torque 
Especificação Recomendado 
Identificação Completa Aarale Código Agrale Nota 
Agrale kgfm Nm 
Porca do Parafuso Prisioneiro M9 X 1,25 Roscas e Superfícies de Apoio 
do cilindro Especial 5,0 50 7007 .004.016.00.0 Deverão ser Lubrificadas 
Parafuso da Biela M10 Especial Roscas e Superfícies de Apoio 
Classe 12.9 6,0 60 7006.004.022.00.0 Deverão ser Lubrificadas 
Parafuso dos Contrapesos da M10 4101.037.098.02.9 M10 x 30 DIN 912 
Árvore de Manivela Classe 10.9 6,5 65 4101.038.001.02.2 M10 x 45 DIN 912 
Porca do Flange do Mancai M10 DIN 934 
Classe 8.8 5,0 50 4102.011.011.00.4 
Parafuso de Fixação M8 x 5 DIN 931 
do Porta-Injetor Classe 8.8 1,0-1,5 10-15 4101.045.037.01 .9 Apertar Uniformemente 
Porca de Capa 7003.008.011.00.6 M14 x 1,5 (bico) 
Conexão dos Tubos 3,5 35 7006.008.002.00.8 M12 x 1,5 (bomba) 
Porta-Válvula da 7007.008.024.00.0 Um Torque maior pode 
Bomba Injetora 3,2·3,5 32-35 bloquear a Bomba Injetora 
Porca de Capa do (Conjunto) 
Bico Injetor 8,0 80 7006.008.028.00.3 M22 x 1,5 
Fixação do Eixo dos Balancins M10 x 1 Classe 8.8 
Autofreno 5,0 50 7006.006.023.00.6 Apertar em Conjunto 
Fixação do Eixo dos Balancins M8 DIN 934 
Classe 8.8 3,0 30 4102.011.007.02.8 Apertar em Conjunto 
Parafuso de Fixação do Volante M12 x 75 DIN 912 
Classe 12.9 14,5 145 4101.038.014.01. 7 
Parafuso para Fixação do M12 x 55 DIN 912 
Mancai Central Classe 10.9 11,0 110 4101.038.012.01 .1 
Parafuso para Fixação do M12 x 110 DIN 912 
Mancai Central Classe 10.9 11,0 110 4101.038.017.01 .O 
t:>arafuso da Engrenagem da M16 x 35 DIN 912 
Arvore de Manivela Classe 10.9 19,0 190 4101.038.050.01 .1 
Parafuso de Fixação da M8 DIN 912 
Flange do Filtro de Óleo Classe 8.8 3,0 30 4101.037 .082.01 .5 
Parafuso de Fixação da Tampa M8 DIN 912 4101.037.092.01 .4 M8 x 60 
de Comando Classe 8.8 3,0 30 4101.037 .082.01 .5 M8x 20 
Parafuso de Fixação da M10 DIN 912 4101.038.003.01 .o M10 X 55 
Tampa de Comando Classe 8.8 5,0 50 4101.037 .096.01 .5 M10 x.·20 
4101.038.015.01 .4 M10 X 80 
4101.Q38.005.01 .5 M10 X 65 
Obs.: Limpar bem os parafusos e usar óleo para lubrificá-los ao dar o torque. 
D32 
TABELA DE TORQUES 
MOTOR AGRALE M790 
Torque 
Especificação Recomendado 
Identificação Completa Aorale Código Agrale Nota 
Agrale kgtm Nm 
Parafuso de Fi_xação M8 DIN 931 
da Bomba de Oleo Classe 8.8 3,0 30 4101.045.033.01 .8 M8x 35 
Fixação da _Engrenagem M10 
Bomba de Oleo Autofreno 3,0 30 7007.007.008.00.4 
Parafuso Fixação 
do Suporte - Tubo M8 DIN 933 
das Varetas Classe 8.8 3,0 30 4101.047.087.05.3 M8x18 
Parafuso de Fixação M8 DIN 912 
da Tampa do Cárter Classe 8.8 3,0 30 4101 .037 .090.01 .8 M8x 45 
Fixação dos Balancins M8 DIN 934 
Classe 10 3,0 30 4102.011.007.02.8 
Bujão Válvula M22 
Sobrepressão DIN 908 5,0 50 4010.012.005.00.0 M22 X 1,5 
APLICAÇÃO DE COLA NO M790 
Componente Qte. Finalidade Tipo de Local de Aplicação Observação 
Cola 
Parafuso Prisioneiro M8 x 25 04 Vedação e travamento junto Loctite 271 No Parafuso Prisioneiro Fixação Bomba Injetora 
DIN 938 8.8 · 4101.051.013.01.1 Bloco do Motor 
Parafuso Prisioneiro M10 x 20 04 Vedação e travamento junto ao Loctite 271 No Parafuso Prisioneiro Fixação Flange Mancai 
DIN 835 8.8 · 4101.035.017.01.3 Bloco do Motor Virabrequim 
Parafuso Prisioneiro M8 x 20 02 Vedação e travamento _junto ao Loctite 271 Em um prisioneiro e no furo Fixação Conjunto Eixo 
DIN 939 8.8 • 4101.050.011.01.6 Bloco do Motor roscado cego Acelerador 
Parafuso Sextavado M6 x 20 02 Vedação preventiva e travamento Loctite 271 No furo roscado cego Fixação Bomba Alimentadora 
DIN 933 8.8 · 4101.047.068.01.2 junto ao Bloco do Motor 
Parafuso Prisioneiro do 02 Vedação preventiva junto ao Loctite 271 No furo roscado cego Prisioneiros próximos às 
Cilindro - 7007.001.014.00.8 Bloco do Motor galerias de óleo 
Tampa Roscada - 01 Vedação e travamento junto Loctite 271 Na tampa e no furo -
7007.001 .003.00.1 Bloco do Motor roscado 
Bujão Tampa Inferior - 01 Travamento junto a tampa Loctite 271 No Bujão Fixação Tubo 
7007.001.026.00.2 inferior 
Tampa de Vedação D= 18 01 Vedação preventiva junto a Loctite 271 Na tampa de vedação -
DIN 443 • 4012.010.009.00.0 tampa inferior 
Parafuso Sext. Interno M8 x 20 02 Vedação preventiva junto ao Loctite 271 No furo roscado cego Fixação Flange FIitro Óleo 
DIN 912 8.8 • 4101.037.082.01.5 Bloco do Motor 
Pino Vedador - 02 Vedação preventiva junto ao Loctite 271 No Pino -
7007.001 .007.00.2 Bloco do Motor ' 
Pino Vedador - 03 Vedação preventiva junto ao Loctite 271 No pino -
7007.001.034.00.6 Bloco do Motor 
Parafuso Sextavado Interno 04 Travamento preventivo junto ao Loctite 271 No parafuso Fixação Suporte Contrapesos 
7007.005.031.00.8 Comando de Válvulas 
Parafuso Sext. Interno M8 x 20 02 Travamento preventivo junto ao Loctite 271 No parafuso Fixação Tampa Comando 
DIN 912 8.8 • 4101.037.082.01.5 Bloco do Motor (Região do BAP) 
Parafuso Sext. Interno M10 x 20 01 Travamento preventivo junto ao Loctite 271 No parafuso Fixação Tampa Comando 
DIN 912 8.8 • 4101.037.096.01.5 Bloco do Motor (Interno Inferior) 
Bujão M10 x 1,5 DIN 906 03 Travamento e vedação junto á Loctite 271 No Bujão -
4018.011.020.00.0 Tampa de Comando 
Parafuso Sext. M6 x 16 DIN 93.3 02 Vedação junto ao Suporte das Loctite 271 No parafuso Fixação Guia Haste 
8.8 - ZnAm • 4101.047.066.05.7 Varetas Acionamento 
Parafuso Prisioneiro M8 x 70 02 Travamento e vedação junto ao Loclite 271 No Parafuso Prisioneiro Fixação Suporte Balancins 
DIN 835 88 • 4101.035.020.01.7 Cabeçote do Cilindro 
D33 
Componente Qte. 
Bujão - 7007.001.030.00.4 02 
Interruptor Pressão Óleo 01 
8005.111.033.00.8 (Opcional) 
Parafuso Sext. Interno M8 x 18 03 
DIN 912 8.8 - 4101.037.081.01.7 -
opc. 
Parafuso Sext. Interno M15 x 50 02 
DIN 912 8.8- 4101.038.002.01.2 
opc. 
Parafuso Sextavado M10 x 100 02 
DIN 931 8.8 - 4101.045.067.01 .6 
opc. 
Arruela - Parafuso Prisioneiro 02 
Cilindro - 7007.004.017.00.8 
· Porc;a-;>arafuso Prisioneiro 02 
Cilindro - 7007.004.016.00.0 
Parafuso sem cabeça M8 x 8 01 
DIN 913 8.8 - 4101.040.014.01.3 
Porca Sextavada M8 DIN 934 01 
Classe 8 ZnAm -
4102.01 .007 .05.1 
Tampa de Comando 01 
7007.005.013.00.6 - Opcionais: 
7007.005.013.01.4 
7007 .005.013.02.2 
Calço de Ajuste cn 
7007.008.003.00.4 (0,2) 
7007.008.003.01.2 (0,3) 
7007.008.003.02.0 (0,5) 
APLICAÇÃO DE COLA NO M790 
Finalidade Tipn de Local de Aplicação 
Cola 
Vedação preventiva e Loctite 271 No Bujão 
travamento junto ao Bloco do 
Motor 
Vedação e Travamento junto ao Loctite 271 No interruptor 
Bloco do Motor 
Vedação junto a Tampa de Loctite 271 No Parafuso 
Comando 
Vedação junto á flange Loctite 271 No Parafuso 
Vedação junto á flange Loctite 271 No Parafuso 
Vedação junto ao Suporte dos Loctite 567 Na Arruela 
Balancins 
Vedação junto ao Parafuso Loctite 567 No Parafuso Prisioneiro 
Prisioneiro do Cilindro 
Vedação junto ao Bloco do Loctite 567 No furo roscado 
Motor 
Vedação junto ao Parafuso Loctite 567 No Parafuso Prisioneiro 
Prisioneiro Conjunto Respiro 
Vedação junto ao Bloco do Loctite 515 Na Tampa 
Motor 
Vedação entre calços de ajuste Loctite 515 Nos calços 
e entre último calço de ajuste 
e calço Bomba Injetora 
D34 
Observação 
Lado Comando e Lado Volante 
Limpar furo roscado no Bloco 
Fixação Flange Bomba 
Hidráulica (Nos 3 furos 
passantes 
Fixação Bomba Hidráulica 
Fixação Bomba Hidráulica 
Vedação Prisioneiro Comprido 
Vedação Prisioneiro Comprido 
No furo roscado interno 
Na porca externa - Fixação 
Montagem Bomba Injetora 
{ 
' 
í 
MONTAGEM DO MOTOR M790 
1. Colocar o eixo da alavanca do acelerador com 
o anel de vedação novo. 
2. Colocar a mola de torção. 
3. Colocar a alavanca do regulador junto com a 
alavanca de ligação e junto com a haste de 
acionamento da bomba injetora. 
4. Montar no eixo a mola de torção e alavanca de 
ligação. 
5. Montar o pino elástico observando para que fi­
que paralelo ao eixo, a fim de permitir o livre 
movimento da alavanca de ligação em relação 
ao eixo. 
/ 
Fig. 092 - Alavanca do acelerador 
6. Montar a flange de atrito e a alavanca do ace­
lerador, ajustando a folga. 
7. Colocar a mola da haste de acionamento. 
8. Colocar a tampa dos tuchos (guia do acelera­
dor) cuidando para que não danifique a mola 
ao montá-la. 
Torque dos Parafusos: 
20 Nm - 2,0 kgfm 
Obs.: Aplicar torque de forma cruzada. 
035 
Fig. 093 - Alavanca do acelerador 
9. Colocar o botão auxiliar de partida deixando o 
excêntrico numa posição intermediária. 
rn. Colocação da tampa roscada do lado do vo­
lante. 
Aplicar cola Loctite 271 na rosca e enroscar a 
tampa até obtermos a medida de 254,10 +/-
0,03 mm da face do bloco até a tampa. Com is­
to estamos ajustando a folga axial do eixo de 
comando. 
Fig. 094 - Ajustagem da folga axial do comando 
11. Colocar o casquilho de encosto no lado do co­
mando, utilizar p dispositivo adequado. 
Nota: Observar o posicionamento correto em re­
lação ao pino-guia do casquilho. 
o 
o 
Fig. D95- Colocação do casquilho de encosto 
12. Colocar a arruela do casquilho de encosto (la­
do interno). 
Fig. D96 - Colocação do casquilho de encosto 
13. Girar o motor e lubrificar os munhões da árvo­
re de manivela montando esta com o mancai 
central já inserido, porém sem os contrape­
sos. 
Fig. D97 - Colocação da árvore de manivela 
Após, fixar o mancai central e a capa do man­
cai central, observando o torque de 110 Nm 
(11 kgfm). 
15. Montar a flange traseira cuidando a posição 
do furo de lubrificação. Observar o torque de 
50 Nm (5,0 kgfm). 
15.1. Colocar a arruela defletora com o auxílio de 
um dispositivo adequado. 
Obs.: A arruela não pode interferir com a 
flange nem com o retentor; deve ficar 
numa posição intermediária. 
15.2. Usar um dispositivo adequado para não dani­
ficar o retentor ao colocar aflange da árvore 
de manivela. 
Fig. D98- Colocação da flange 
16. A seguir, verificar se a árvore de manivela gira 
livremente. 
17. Colocar os contrapesos observando a posição 
(marcação feita na desmontagem). 
D36 
Verificar o alinhamento dos contrapesos e ob­
servar o torque de 65 Nm (6,5 kgfm) nos para­
fusos. 
18. Enroscar parafusos guias na árvore de mani­
vela, a fim de facilitar o correto posicionamen­
to do volante. Devemos enroscar um dos para­
fusos no local da bucha-guia. 
19. Colocar o volante. 
20. Enroscar os parafusos de fixação, frear o vo­
lante com um dispositivo adequado e apertar 
os parafusos de forma cruzada até obter o tor­
que de 145 Nm (14,5 kgfm). 
21. Retirar o freio do volante. 
22. Medir a profundidade da engrenagem. Efetuar 
medida da ponta da árvore de manivela até o 
casquilho de encosto (forçando o volante até 
o encosto). 
( 
( 
.. 
A diferença de medida é a folga axial da árvo­
re de manivela. 
Folga Axial em mm 
0,30 a 0,40 
Caso essa folga não seja encontrada deve-se 
substituir a engrenagem por outra até que se 
encontre a folga axial recomendada. 
Fig. D99 - Verificação da engrenagem 
23. Colocar o anel de vedação e a chaveta na ár­
vore de manivela. 
24. Frear o volante com um dispositivo adequado. 
25. Coloque a engrenagem a quente ( + /- 80ºC) ou 
então utilizar o dispositivo 7007.099.010.00.9. 
D37 
Fig. 0100- Colocação da engrenagem com 
dispositivo 
26. Observar o torque de 190 Nm (19 kgfm) no pa­
rafuso da engrenagem. 
27. Retirar o freio do volante. 
28. Conferir a folga axial através do dispositivo 
adequado. 
Fig. D101 - Verificação da folga axial 
29. Montar a bomba do óleo lubrificante (a mes­
ma não utiliza junta). 
Fig. D102 - Montagem da bomba do óleo 
30. Montar a engrenagem da bomba observando a 
marcação. 
31. Frear o volante com um dispositivo adequado 
e aplicar o torque na porca da engrenagem da 
bomba. 
32. Retirar o dispositivo que freia o volante. 
33. Montar a válvula de alívio do óleo. 
34. Montar o rolamento menor do eixo de coman­
do. 
35. Colocar os tuchos e montar o comando de vál­
vulas. Observar para que seja colocado no 
ponto (as marcas das engrenagens do coman­
do e da árvore de manivela devem coincidir). 
Fig. 0103- Montagem do comando 
36. Colocar o guia do retentor na árvore de mani­
vela e montar a tampa. Observar o torque dos 
parafusos. 
Torque kqfm Nm 
Parafuso M8 3,0 30 
Parafuso M10 50 50 
Fig. D104- Montagem da tampa do comando 
37. Lubrificar os moentes da árvore de manivela e 
montar o conjunto do cilindro, êmbolo e biela 
(1 ). 
D38 
Montar a capa da biela observando o torque 
de 60 Nm (6,0 kgfm). 
Fig. D105-Aperto nos parafusos da biela 
Montar o conjunto do cilindro, êmbolo e biela 
(2). Montar as chapas defletoras de ar para 
prender os dois cilindros e montar a capa da 
biela (2) observando o torque. 
Fig. D106- Montagem das chapas defletoras 
38. Folga da câmara de combustão. 
Para se verificar a folga da câmara de com­
bustão deve-se utilizar um microcomparador e 
o dispositivo 7003.099.012.00.4 juntamente 
com os prolongadores. 
Colocar o microcomparador no dispositivo, 
apoiar o suporte num desempeno (superfície 
rigorosamente plana) e zerar o microcompara­
dor no visor. 
\ 
\ 
' 
Colocar o conjunto apoiado no cilindro (haste 
do microcomparador apoiada no êmbolo e na 
superfície mais alta). 
Apertar o conjunto contra o cilindro e deslo­
car o êmbolo ao PMS verificando-se qual é a 
folga existente. 
Folga Recomendada em mm 
0,85 a 0,95 
Como a altura deve ser de 0,85 a 0,95 mm, para 
determinar a espessura da junta basta sub­
trair o valor indicado pelo valor encontrado. 
Esta diferença será a espessura da junta. 
Nota: Deve-se efetuar o cálculo para cada um 
dos cilindros. 
Ex.:Folga encontrada no cilindro 1 = 0,030 mm 
0,85 - 0,30 = 0,55 mm 
0,95 - 0,30 = 0,65 mm 
A junta a ser utilizada deverá ter uma espessu­
ra mínima de 0,55 mm e máxima de 0,65 mm 
para o cilindro 1. 
Executar o mesmo procedimento para o cilin­
dro 2. 
Fig. D107 - Medida da folga da câmera 
39. Montar o tubo protetor das varetas com as 
molas para baixo. 
D39 
Fig. D108- Tubo protetor das varetas 
40. Colocar as juntas nos cabeçotes. Antes de 
dar o aperto nas porcas dos parafusos prisio­
neiros colocar o coletor dos gases de escape 
para alinhar os cabeçotes. Cuidar para que os 
anéis de vedação dos tubos das varetas este­
jam bem posicionados. 
Torque nas porcas dos cabeçotes: 
1 :'- Etapa (sem os balancins) 
Iniciar o aperto com um torque de 30 Nm (3,0 
kgfm), finalizando com o torque de 50 Nm (5,0 
kgfm). 
Nota: O aperto das porcas deve ser dado de 
forma cruzada, na seguinte ordem, 
partindo do "1" até o "4". 
Fig. D109-Aperto das porcas dos prisioneiros 
2~ Etapa (com os balancins) 
Colocar as varetas e os balancins, não esque­
cendo ajunta do suporte dos balancins. 
Ao dar o torque nas porcas, cuidar para que 
seja dado o torque de 30 Nm (3 kgfm) nas por­
cas M13 (6) e M14 (5) dos balancins. Após, dar 
o torque final de 50 Nm (5 kgfm) na porca M14 
(5) de cada cabeçote. 
Fig. D110 - Torque nas porcas dos balancins 
41. Regulagem das válvulas 
A folga das válvulas do motor M790, quer para 
admissão ou escape, é de O, 1 mm com motor 
frio. 
Para alcançar a regulagem das válvulas pro­
ceder da seguinte maneira: 
- Girar o motor em sentido horário (olhando­
se para o volante) até o final da compressão 
do cilindro n? 1 (lado oposto do volante). 
Olhando-se no visor, deve aparecer no volante 
as indicações OT ou PS, neste caso, proceder 
a regulagem de válvulas do cilindro n? 1. 
1 Folga das válvulas 
a frio (em mm) 
Fig. D111 - Regulagem das válvulas 
0,10 
/ 
/ 
D40 
A regulagem das válvulas no cilindro n? 2 de­
ve ser feita quando o pistão n? 2 estiver no 
PMS, ou seja, no final da compressão. 
Pode-se conseguir isto através do giro do vo­
lante em meia volta no sentido anti-horário, ou 
uma volta e meia no sentido horário, após ter 
regulado as válvulas do cilindro n? 1. 
42. Montar a válvula de respiro e o tubo. 
43. Regulagem do Ponto de Injeção 
43.1. Posicionar o eixo de comando com o ressal­
to virado para baixo. Aferir, com o paquíme­
tro de profundidade, a altura da face do blo­
co (onde assenta a bomba injetora) até o ca­
rne do comando de válvulas e comparar com 
o indicado na plaqueta de identificação da 
bomba injetora (82,8 + /- 0,2 mm). Se neces­
sário ajustar com calços. 
Fig. D112 - Aferição da altura da face do bloco 
43.2. Colocar a bomba injetora, cuidando a posi­
ção da cremalheira e a alavanca do acelera­
dor. 
Fig. D113- Montagem da bomba injetora 
'j 
\ 
·, 
• 1 
Nota: A bomba deve ser montada livremen­
te sem interferência. 
43.3. Girar o volante alinhando as marcas de refe­
rência do ponto existentes no bloco do mo­
tor e no volante, na fase de compressão do 
cilindro n? 1. 
~:H~%-~-~~1JJf f,~ 
: ... ·.· .. :.·. . :,.· ........ . 
Fig. D114 -Alinhamento das marcas 
43.4. Retirar o porta-válvula para o cilindro n? 1, 
bem como a mola com a peça de enchimento 
e o elemento da válvula de pressão. 
ANEL DE VEDAÇÃO 
ViLWLA OE PRESSÃO 
Fig. 0115- Porta-válvula 
43.5. Colocar o dispositivo 7003.099.013.00.2 e in­
troduzir o relógio comparador com a haste 
de extensão, aplicando uma pré-carga de 3 
mm no relógio. 
Nota: Comprimento da haste de extensão: 
70mm 
D41 
Fig. D116- Instalação do dispositivo para 
regulagem do ponto de injeção 
43.6. Girar o BAP deixando o excêntrico voltado 
para a bomba injetora. 
Fig. 0117 - Acelerador e BAP 
43.7. Acelere o motor sem puxar o BAP. 
43.8. Observar a curva de regulagem descrita na 
plaqueta do motor, rotação máxima e o pon­
to de injeção. 
C1S Rotação Final de 
C1S ·-
Tipo ~ º- Máxima Injeção e: :s:: 
:J cQ) ~ com graus ü --o Carga APMS a. 
11 O 1800 17 
A 
17,6 3000 205 
M790 .s 12 5 1800 17 
14 8 3000 20,5 
F 220 3000 20.5 
V22 B 16,2 2200 19 
43.9. Acoplar um tanque de óleo diesel a uma al­
tura mínima de 01 metro acima da bomba 
(evitar curvasna tubulação do óleo diesel). 
Fig. 0118 - Colocação de um tanque 
43.10. Abrir o registro do óleo diesel a fim de que 
este escorra através de dispositivo conta­
gotas (não deve existir vazamentos). 
43.11. Girar o volante no sentido de giro do motor. 
Na fase de compressão o óleo passará a 
gotejar pelo dispositivo contagotas. 
Quando passar a escorrer uma gota de ca­
da 10 a 20 segundos ali será o inicio da inje­
ção. Após o início da injeção deve-se conti­
nuar girando o volante. Durante alguns 
graus não sairá óleo. No instante que reini­
ciar a gotejar (1 gota de cada 1 O a 20 segun­
dos) se terá o final da injeção (ou o ponto). 
Caso não ocorra a gota, deve-se girar nova­
mente o BAP e repetir a operação 43.10. 
43.12. Agora deve-se zerar o relógio comparador e 
observar no volante como foi efetuada a in­
jeção: adiantada, atrasada ou no ponto. 
D42 
Tipoc 
kWC 
[ 
Fig. D119 · Coincidência das marcas 
43.13. Girar o volante até coincidir as marcas de 
referência do ponto no bloco e no volante, 
sempre observando a quantia, em centési­
mos de mm, indicada pelo relógio compara­
dor. 
Se a injeção ocorreu adiantada adiciona­
mos calços na mesma quantia indicada pe­
lo relógio comparador. 
Se a injeção ocorreu atrasada retiramos 
calços na mesma quantia indicada pelo re­
lógio comparador. 
43.14. Deve-se confirmar se o ponto de injeção es­
tá correto, repetindo a operação 43.13. Uma 
vez regulado o ponto de injeção procede-se 
a regulagem do curso útil. 
cO Rotação Curso 
Tipo cO º- Máxima · Útil da > e~ .... 
::l e~ Máxima Máxima ... 
:J .§ Cll • "O Q) -- ·~ 6 o =·2+ oE 6 
Q) •Cll -- e Q) 
Cll X O> 
Q) •Cll ,._ 
"O o, ·:::i co E ,._ -o - ü ~t3 ,._ Cll Cll o.oE2o e: e: o 2::-~ Cll ~ E cn·c::; ,Q) ~E - o -o :::, Cl. :::, o E :::i._ o CL O 
~ om~~E 0 CL a: ü 
A 0,82 11,0 1800 
17,6 3000 
29 
12,5 1800 M790 8 0,89 
19,8 3000 
F 0,93 19 22,0 3000 
V22 8 0,90 32 16,2 2200 
* Curva A - Rotação e carga constante. 
* Curva 8 - Rotação constante e carga variável. 
* Curva F - Rotação e carga variáveis. 
Obs.: Para maior vida útil, deve-se selecionar um 
motor com potência 10% superior à regula­
da pelo equipamento. 
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o 
"O 
Cll - (/) o Cll :::, o •Cll 
"O gi (/) o, 
Q) Q) oa: Cl. ,._ Ú) Ú) ·e_ ;;:o Cll o 
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i+ -o- e: Cll CL a.. 
o E o- Q) Ü('\J 
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•Cll o ºº º· o E~Q. 
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Q) O> ·- e (9 ,.._ .:,,:: º~ .....J~ Z-o 
LL __ 
a.._ 
3,2 17° 
4,0 oº 20,5° 
3,2 -o-g 17° 
Cll" Cll 2 180 
4,0 oE 20,5° ~o 
4,0 
ü 20,5° 
4,0 19° 
Redução de potência: 
a) Perde-se 1 % para cada 100 metros acima dos 
300 metros sobre o nível do mar. 
b) Perde-se 4% para cada 10ºC de temperatura 
acima de 20°C. 
e) Quanto à umidade, pouco influi. 
D45 
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40 
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{ 
Potência veículo { N F = Carga e velocidade angular variáveis. 
N Potência continua {NA= Carga e velocidade angular constantes. 
NB=Carga variável e velocidade angular constante. 
M =Momento. de força para potência veículo plena carga. 
n = Velocidade angular. 
q = Consumo específico de combustível com cargas parc1a1s. 
Q = Consumo absoluto de combustfvel com cargas parciais . 
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i-ITi: 
1(? 11 7 
CURVAS 
~,.,,,.~ 
:~ 
,.,,,. 
(3DC o ton) 
P? 1LI 7 i,::: 1 i17 ~ lC 1 
DO MOTOR 
M790 
CONFORME ABNT 6396-5484 
046 
/ 
: 
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' 
·. 
PLANO DE MANUTENÇÃO 
1. Manutenção diária ou a cada 10 horas. 
-Verificar o nível do óleo do cárter; completar, 
se necessário. 
-Filtro de ar; trocar o óleo do filtro de ar caso 
o motor trabalhe em ambientes poeirentos. 
-Abastecer o tanque de óleo combustível, cui­
dando para não derramar. 
-Limpar as aletas do cilindro e cabeçote, ca­
so necessário. 
·2. Manutenção semanal ou a cada 60 horas. 
-Verificar a solução ácida da bateria. 
-Verificar a tensão da corrente do alternador. 
-Abastecer o tanque de combustível. 
- Lavar a cuba e a tela do filtro de ar e trocar o 
óleo. 
- Limpar as aletas do cilindro e cabeçote. 
- Limpar

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