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Maturação e Colheita dos Grãos
Em nossos dias armazenar a produção de grãos de uma safra é antes de tudo uma necessidade.
Após a maturação fisiológica dos grãos, inicia – se um processo de deterioração, que é irreversível. Assim, evidencia – se a necessidade de reduzir a um mínimo a velocidade desse processo de deterioração, através do estudo e da observação de diferentes fatores, durante a fase de armazenagem.
A possibilidade de reduzir as variações estacionais de preço, durante e após a safra, bem como a constituição de uma comercialização segura no mercado em períodos críticos, justificam as preocupações dos armazenadores em ampliar a segurança do produto estocado. Assim, os cuidados relativos à conservação objetivam, unicamente, reduzir a um mínimo as perdas por deterioração.
Enfim, a complexidade dos fatores que envolvem o armazenamento e, consequentemente, a manutenção da qualidade dos grãos exige do técnico envolvimento nesta parte do processo agrícola um profundo conhecimento do produto a ser conservado e das condições ambientais em que o mesmo será mantido.
TEOR DE UMIDADE NO GRÃO (%b.u.)
O teor de água (ou umidade, em linguagem corrente) é definido como produto de massa de água contida no grão (matéria seca + água = substância úmida).
A relação percentual entre o conteúdo de água e a matéria seca do grão se exprime em percentagem (% b.u.).
O controle do teor de umidade tem grande importância, visando:
a) A colheita e o beneficiamento;
b) A conservação da germinação e do vigor durante a armazenagem;
c) O peso durante a comercialização;
d) O controle de insetos e microrganismos.
Mudança no teor de água
Cálculo do teor de água dos grãos:
Teor de água em base úmida;
Teor de água em base seca;
Mudança de base
Equações utilizadas:
U = 100 (Pa/Pt) (%)
Pt = (Pms + Pa) = peso Total
Onde:
U = Teor de água;
Pa = Peso da água;
Pt = Peso total da amostra;
Pms = Peso da matéria seca.
Teor de água (Base Seca)
U = 100 (Pa/Pms)
ou
U` = Pa/Pms
Conversão de Base Úmida / Base seca
U`= { U / (100 – U)} x 100 (%)
________________________________
Ex: Umidade = 13% (Bs)
U` ={ 13/(100-13)} x 100
U` = (13/87) x 100 = 14,9 (Base Úmida)
Conversão de Base seca / Base úmida
U= { U` / (100 + U`)} x 100 (%)
________________________________
Ex: Umidade = 13% (B. úmida)
U ={ 13/(100+13)} x 100
U` = (13/113) x 100 = 11,5 (Base seca)
Mudanças no Tamanho
Colheita de grãos
Pesquisa Complementar da aula.
Influência da maturação dos grãos na longevidade do armazenamento;
Como estabelecer o momento ideal da colheita visando qualidade e longevidade dos grãos.
Seminário
Estrutura e composição química dos grãos;
Propriedades físicas dos grãos;
A água nos grãos.
Amostragem
5.1. Tipos de Amostras
5.2. Equipamentos usados na Amostragem
5.3. Época de Amostragem
5.4. Roteiro Operacional da Amostragem
O objetivo da amostragem é obter amostra representativa do lote de grãos com o intuito de indicar sua natureza, qualidade e tipo. Essa amostra deverá ter características similares, em todos os aspectos, às características médias do lote do qual foi retirada, pois a quantidade de grãos a ser analisada é, em geral, muito pequena em relação ao tamanho do lote que se supõe representar.
Tipos de Amostras
Amostra Simples
É cada pequena porção de grãos retirada de diferentes lugares do lote, por meio de um amostrador. (mais ou menos 2 kg).
Amostra Composta
É formada pela combinação e mistura de todos as amostras simples retiradas do lote. Como esta amostra é normalmente bem maior que o necessário para os vários testes, ela deverá ser reduzida. (mais ou menos 100kg).
Amostra Média
É a amostra recebida pelo laboratório para análise.
Amostra de Trabalho (2 a 5 kg)
É a amostra obtida na laboratório, por redução da amostra média, para ser usada em cada teste a ser feito.
Se as amostras simples tiverem aparência uniforme, elas poderão ser misturadas para formar a amostra composta do lote, e esta deverá ser reduzida para formar a amostra média, utilizando-se um divisor de amostra; se a amostra composta é do tamanho apropriado, ela poderá ser considerada como amostra média, sem sofrer redução.
Aula 5
Higrometria
6.1. Introdução
6. 2. Psicrômetros
6. 3. Propriedades do Ar Úmido
6. 4. Gráfico Psicrométrico
6. 5. Mistura de Massas de Ar com Diferentes Propriedades
Define-se a umidade relativa do ar como a quantidade de água existente no ar (umidade absoluta) e a quantidade máxima que poderia haver na mesma temperatura (ponto de saturação).
Uma forma simples de medir a umidade é utilizando dois termômetros: um deles com o bulbo seco e o outro com o bulbo úmido, isto é, envolto em uma gaze úmida.
O valor da temperatura medido com o termômetro úmido é menor porque a água evapora esfriando o bulbo.
Quanto menor é a umidade do ar, maior é a diferença entre as leituras, porque mais água evapora.
E, inversamente, quanto maior é a umidade do ar, menor é a evaporação, assim como a diferença entre as duas leituras.
A tabela anexa indica a umidade relativa para diferentes valores de temperatura, medida com o termômetro de bulbo seco, em função das diferenças observadas entre os valores medidos com ambos os termômetros.
AERAÇÃO DE GRÃOS
Aeração é a movimentação forçada de ar ambiente adequado através da massa de grãos, com o objetivo geral de diminuir e uniformizar a temperatura, propiciando a essa massa condições favoráveis para a conservação da qualidade durante um período de tempo prolongado.
A aeração de grãos é o método de controle ambiental mais difundido e usado na preservação da qualidade de grãos armazenados.
Essa tecnologia é usada para modificar o microclima da massa de grãos, propiciando a essa, algumas condições desfavoráveis ao crescimento de organismos prejudiciais ao grão. Além disso, com a aeração procura-se criar na massa de grãos condições favoráveis para a preservação da qualidade do grão por um período de tempo prolongado.
Essa técnica não é muito recente, pois desde 1753 já se tinha notícias de sistemas de aeração dotados de foles acionados por “moinhos de vento”. Hoje, é largamente utilizado em todo o mundo, principalmente nos Estados Unidos da América, países Europeus, Austrália, Israel e Argentina.
Um sistema de aeração engloba, de maneira geral: a)um dispositivo para movimentar e forçar a passagem do ar através da massa de grãos (ventilador);
b) dutos de alimentação de ar;
c) dutos de distribuição de ar.
CONDENSAÇÃO DE UMIDADE
O aquecimento durante o dia da chapa metálica da parede e do teto dos silos metálicos fazem com que a temperatura do ar no espaço intergranular próximo à parede se aqueça. O mesmo acontece com o ar que fica sobre a camada superior de grãos. O ar aquecido tem maior capacidade de manter vapor d’água, e como este em contato com o grão armazenado, a umidade do grão evapora e o ar fica, portanto, quente e úmido. Com a diminuição da temperatura no período noturno, a temperatura do ar nesses espaços também irá diminuir, e pode-se atingir temperatura abaixo do ponto de orvalho, ocorrendo, então, a condensação de umidade. A possibilidade de ocorrer condensação da umidade do ar em silos de concreto é menor do que nos silos metálicos.
BENEFÍCIOS DA AERAÇÃO
Resfriamento da Massa de Grãos ;
Evitar a Migração de Umidade;
Retirar “Bolsa de Calor” da Massa;
Conservação Temporária de Grãos Úmidos;
Secagem Limitada;
Remoção de Odores da Massa de Grãos Armazenados ;
Aplicação de Fumigantes em Grãos Armazenados.
PROPRIEDADES FÍSICAS DO GRÃO : RELAÇÃO COM A AERAÇÃO
Propriedades Térmicas da Massa de Grãos
A transferência de calor numa massa de grãos é um fenômeno físico complexo. Este fenômeno ocorre principalmente por condução e convecção. O calor é transferido de grãos para grãos por condução, nos pontos contato entre um e outro. O calor também é transferido de uma sessão para outra da massa por meio de convecção, em decorrência do fluxo de ar intergranular motivado por diferença
de temperatura entre pontos da massa de grãos, ou em relação ao meio exterior.
Condutividade Térmica da Massa de Grãos
A condutividade térmica de um material é a medida da intensidade de calor que passa de uma região quente para uma região mais fria, do referido material. De acordo com os dados existentes em literatura, verifica-se que a transferência de calor do ambiente para a massa de grãos, por condução, ou “vice- versa”, é um processo lento, visto que o coeficiente de condução de calor por condução é bastante baixo.
Esse aspecto é importante para a aeração, visto que, uma vez que a massa de grãos esteja resfriada, a temperatura do grão pode ser mantida por um determinado período de tempo. Assim, grandes massas de grãos podem manter maior estabilidade de temperatura do que pequenas massas.
Entalpia Específica do Grão
A entalpia específica do grão, também denominada de calor específico, é a quantidade de energia necessária para elevar a temperatura do grão de um grau. Do ponto de vista da aeração, sua importância está relacionada com a definição da quantidade de calor a ser removido de uma massa de grãos, para que a diminuição de temperatura seja estabelecida.
A entalpia da água é 4,1868 Kj.kg-1.k-1, e a do ar varia de 0,7536 a 1,0048 KJ.kg-1.k-1. Generalizando, a entalpia específica da maioria dos grãos é em torno da metade daquela do ar, e consideravelmente menor que a água.
Porosidade
Os grãos armazenados apresentam-se como uma massa porosa, constituída pelos grãos e espaço intersticial, também denominado de intergranular. A porosidade refere-se àquela porção do volume total de uma granular que não é ocupada pelas partículas do material.
O espaço intergranular numa massa de grãos, na presença de gradiente de temperatura, permite ao ar mover-se por correntes de convecção. A porosidade da massa de diferentes espécies de grãos diferem amplamente entre si. A porosidade depende da forma, do tamanho, da natureza da superfície do grão (rogosidade), e do teor de umidade, principalmente.
Do ponto de vista da aeração, a propriedade é extremamente importante, visto que o ar de aeração passa pelos espaços intergranulares. Um sistema de distribuição de ar (dutos), bem projetado, fará com que todos os grãos recebam o ar de aeração.
Dessa forma, as impurezas são um empecilho para a passagem de ar, pois bloqueiam o espaço intergranular e, consequentemente, a passagem do ar.
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