Logo Passei Direto
Buscar
Material

Esta é uma pré-visualização de arquivo. Entre para ver o arquivo original

FARMACOLOGIA 
Atualizado 01.2020 
 
Professor 
_____________________________ 
 
_____/____/_____ Início 
 
Previsão de término 
____/_____/____ 
 
 
 
“Farmacologia aplicada à 
enfermagem trás o 
conhecimento técnico 
sobre os fármacos, sua 
ação, atuação e reações 
que podem ocasionar. 
Deve ser do 
conhecimento de todos 
os profissionais da 
saúde. A 
FARMACOLOGIA estuda 
as interações que a 
droga (fármaco) tem 
com os sistemas 
biológicos em toda a 
extensão do corpo 
humano”. 
 
 
Elaboração 
Prof Prof Marlon Amorin 
 
Formatação, Edição e 
Revisão 
Prof Enfª Juliana Targino 
 
Direção 
 Enfª Mônica de Moraes 
 
 
 
 
 
Introdução 
A farmacologia é sem dúvida umas das 
principais ferramentas para profissionais da área 
de saúde, ou em sentido mais amplo, para todos 
os profissionais que necessitam ou lidam 
diretamente e indiretamente com fármacos e 
medicamentos. A compreensão do modo com o 
qual os fármacos agem no organismo é de 
fundamental importância para o melhor emprego 
dos medicamentos. 
Há anos, os medicamentos são usados 
como recursos para combater diversas doenças e 
assim manter e restaurar a 
saúde, que é uma necessidade 
básica do ser humano. Nos 
primórdios a terapêutica 
empregada era baseada no 
misticismo (mistério religioso), 
e acreditava-se que as doenças 
eram causadas por demônios e 
maus espíritos. Torna-se 
importante salientar que o 
indivíduo enfermo é aquele que 
não apresenta bem-estar físico, mental ou social1. 
A sua fase científica iniciou, 
aproximadamente, a partir da segunda metade 
de século XIX. No entanto, a Farmacologia é uma 
ciência moderna e, hoje, é o ponto chave na 
formação dos profissionais de saúde1. 
A administração de um medicamento 
procura sempre um efeito benéfico (efeito 
farmacológico), mas não podemos esquecer que 
todos os medicamentos, potencialmente, podem 
provocar efeitos prejudiciais em maior ou menor 
intensidade. Qualquer erro pode trazer 
consequências fatais para o cliente1. 
Portanto, é indispensável que os 
profissionais da área da saúde tenham muito 
conhecimento, consciência e uma atuação 
extremamente cuidadosa e responsável1. 
Conceitos Históricos dos cuidados 
Farmacológicos 
 
Na antiguidade, a origem das doenças, 
até os filósofos gregos, era quase sempre 
atribuída às causas sobrenaturais como castigo 
dos deuses ou infringida por outrem sob a forma 
de intenções ruins como; mau-olhado ou outros 
meios semelhantes. A preocupação com a 
explicação da saúde e da doença, sem ser em 
bases sobrenaturais, nasceu com a filosofia grega, 
e, sua busca de uma explicação 
da constituição da natureza2. 
Na escola de Kos, onde 
Hipócrates seria aluno, 
desenvolveu-se, pela primeira 
vez, a ideia de uma patologia 
geral. Segundo esta escola, os 
processos mórbidos eram 
devidos a uma reação da 
natureza a uma dada situação, 
em que havia um desequilíbrio 
humoral, sendo, então, a doença, constituída de 
três fases: 
• A apepsia, caracterizada pelo 
aparecimento do desequilíbrio; 
• A pepsis, onde a febre, a 
inflamação e o pus eram devidos à 
reação do corpo. 
• A crisis ou lysis, onde se dava 
a eliminação respectivamente, 
brusca ou lenta, dos humores 
em excesso2. 
 Desde seus primórdios, o 
ser humano percebeu os 
efeitos curativos das plantas medicinais, notando 
que de alguma forma sob a qual o vegetal 
medicinal era administrado (pó, chá, banho e 
Farmacologia 
Farmacologia Data ___/___/____ Ciclo Básico 
 
Segundo Paracelsus (1493- 
1541), “Todas as substâncias 
são venenos, não há nenhuma 
que não seja veneno. A dose 
correta é que diferencia um 
veneno de um remédio”. 
 
4 
outros) proporcionava a recuperação da saúde do 
indivíduo2. 
As plantas medicinais, utilizadas há 
milhares de anos, servem de base para estudos na 
produção de novos medicamentos2. 
A cultura brasileira sofreu sérias 
influências desta mistura de etnias, tanto no 
aspecto espiritual, como material, fundindo-se 
aos conhecimentos existentes no país2. 
Provavelmente, as plantas tiveram 
influência importante na alimentação, para 
alívio, e, também para casos de envenenamento 
do homem primitivo. Algumas plantas e animais 
com características tóxicas, já eram utilizados 
para a guerra, execuções de indivíduos, e, para a 
caça2. 
A História registra que Cleópatra testou 
algumas plantas em suas escravas quando 
decidiu suicidar2. 
Cerca de 4.000 anos a.C., os sumerianos 
conheciam os efeitos psíquicos provocados pelo 
ópio, inclusive também para a melhora da 
diarreia2. 
Embora a Farmacologia tenha sido 
reconhecida como ciência no final do século XIX, 
na Alemanha, as ervas já serviam para a 
manipulação de remédios há bastante tempo, e, 
as drogas de origem vegetal predominaram no 
tratamento das doenças até a década de 1920 
quando a indústria farmacêutica moderna iniciou 
o desenvolvimento produzindo produtos 
químicos sintéticos2. 
 
Por que estudar 
Farmacologia? 
A disciplina Farmacologia envolve os 
conhecimentos necessários para o profissional de 
saúde, pois, consiste no estudo do mecanismo 
pelo qual os agentes químicos afetam as funções 
dos sistemas, portanto, de forma ampla, pois, 
envolve o estudo da interação dos compostos 
químicos (drogas) com os organismos vivos 
atuando, em maioria, através da influência das 
moléculas das drogas em constituintes das 
células2. 
 
O profissional de enfermagem tem a 
função de preparar e administrar os 
medicamentos para o paciente, identificar e 
comunicar possíveis reações adversas e 
problemas relacionados aos medicamentos (lote, 
validade, medicamentos em mau estado de 
conservação) 3. 
A responsabilidade em administrar 
medicamentos ao paciente é uma importante 
tarefa. Devido a isso, o profissional de 
enfermagem deve ter conhecimento sobre: a ação 
da droga no organismo; a dose e quais fatores 
podem interferir na sua ação; as vias que podem 
ser administradas; a farmacocinética da droga 
(Absorção e eliminação)3. 
 
5 
O código de Deontologia de Enfermagem 
trata como proibição o ato de administrar 
medicamento sem conhecimento da droga; 
“Art. 78 Administrar medicamentos sem 
conhecer indicação, ação da droga, via de 
administração e potenciais riscos, respeitados os graus 
de formação do profissional”. 
E na lei do exercício profissional pelo 
DECRETO N 94.406/87 
Art. 10 – O Técnico de Enfermagem exerce as 
atividades auxiliares, de nível médio técnico, 
atribuídas à equipe de Enfermagem, cabendo-lhe: 
I – Preparar o paciente para consultas, exames 
e tratamentos; 
..... 
III – executar tratamentos especificamente 
prescritos, ou de rotina, além de outras atividades de 
Enfermagem, tais como: 
-Ministrar medicamentos por via oral e 
parenteral; 
 
A Farmacologia é utilizada com os 
objetivos2: 
 
PROFILÁTICA: O medicamento tem ação 
preventiva contra doenças. 
Exemplo: As vacinas podem atuar na prevenção 
de doenças. 
 
TERAPÊUTICA: O 
medicamento tem ação 
curativa, pode curar a 
patologia. 
Exemplo: Os 
antibióticos têm ação 
terapêutica, curando as 
doenças. 
 
PALIATIVO: O medicamento tem capacidade de 
diminuir os sinais e sintomas da doença, mas não 
promove a cura. 
Exemplo: Os anti-hipertensivos diminuem a 
pressão arterial, mas 
não curam a 
hipertensão arterial; os 
antitérmicos e 
analgésicos diminuem a 
febre e a dor, porém não 
curam a patologia 
causadora dos sinais e 
sintomas. 
DIAGNÓSTICA: O medicamento auxilia no 
diagnóstico, elucidando exames radiográficos. 
Exemplo: Os contrastes são medicamentos que, 
associado aos exames radiográficos, auxiliam em 
diagnósticos de patologias. 
 
 
SUBSTITUTIVA: repõe substancias que se 
encontram ausentes. Ex.: Insulina. 
 
Conceitos Gerais 
A palavra FARMACOLOGIA é derivada 
de pharmakon, de origem grega, que significa 
“droga” podendo ter também outros
vários 
significados desde uma substância de uso 
terapêutico ou como veneno, de uso místico ou 
sobrenatural, sendo utilizados na antiguidade 
como remédios (ou com estes objetivos) até 
mesmo insetos, vermes e húmus. É definida como 
a ciência que estuda a natureza e as propriedades 
dos fármacos e principalmente ação dos 
medicamentos2. 
A palavra DROGA origina do holandês antigo 
droog que significa folha seca, pois, antigamente 
quase todos os medicamentos eram 
feitos à base de vegetais. Embora em 
francês drogue signifique erva, relacionada por 
alguns autores como a origem da palavra droga, 
a maioria dos autores, fundamentando-se em 
antigos dicionários, afirmam que se deve a 
palavra droga origem do nome2. 
 
 
 
 
 
6 
DEFINIÇÕES 
 
REMÉDIO: Todo meio usado com fim de 
prevenir ou de curar as doenças. 
 
DROGA: É toda substância originada do reino 
animal e vegetal que poderá ser transformada em 
medicamento. 
MEDICAMENTO: É toda a substância que, 
introduzida no organismo humano, vai 
preencher uma das seguintes finalidades: 
• Preventiva ou Profilática: quando evita o 
aparecimento de doenças ou reduz a 
gravidade da mesma. 
• Diagnóstica: localiza a área afetada. 
• Terapêutica: quando é usada no tratamento da 
doença. 
• Paliativa: quando diminui os sinais e sintomas 
da doença, mas não promove a cura. 
 
DOSE: É uma determinada quantidade de 
medicamento introduzida no organismo para 
produzir efeito terapêutico e promover alterações 
ou modificações das funções do organismo ou do 
metabolismo celular. 
 
POSOLOGIA: Descreve a quantidade de um 
medicamento, que deve ser administrado de uma 
só vez ou de modo fracionado num intervalo de 
tempo determinado (em geral por dia) para que a 
dose seja alcançada. 
Ex: 8/8h; 12/12h; 24/24h 
 
PRINCÍPIO ATIVO: É a substância que existe na 
composição do medicamento, responsável por 
seu efeito terapêutico. Também pode ser 
chamado fármaco. 
Exemplo: 
Fluimucil® Xarope (água destilada, açúcar, 
 
essência, corante, acetilcisteína, etc). 
 
FÓRMULA FARMACÊUTICA: é o conjunto de 
substâncias que compõem a forma pela qual os 
medicamentos são apresentados e possui os 
seguintes componentes: 
- Princípio ativo (agente químico) 
- O corretivo (sabor, corantes, açúcares) 
Veículo: 
Termo utilizado para designar a parte 
líquida (não medicamentosa) de uma 
formulação: água, álcool. 
- E o veículo (dá volume, em forma de talco, pós) 
Excipiente: 
Termo utilizado para designar todas as 
partes não-medicamentosas que auxiliam na 
absorção dos medicamentos no organismo. 
Ex: 
 
 
FORMA FARMACÊUTICA: É a maneira física 
pela qual o medicamento se apresenta. 
Ex: 
 
 
 
 
• Dipirona (Novalgina®) Injetável 
• Ampicilina (Binotal®) Suspensão 
• Cetoconazol (Nizoral®) Creme 
• Salbutamol (Aerolin®)Spray 
 
FORMAS SÓLIDAS: 
 
Pó 
O medicamento que se apresenta na 
forma de pó, deve ser diluído em líquido 
apropriado, conforme orientação do fabricante. 
Ex: Fluimucil® - envelope (dilui-se em água). 
 
7 
Comprimido 
É o pó comprimido em formato próprio, 
redondo ou ovalado. Pode ser sulcado, isto é, 
trazer uma marca que auxilia sua divisão em 
partes. Há comprimidos que não devem ser 
partidos. 
Exemplo: Metildopa (Aldomet®, Nifedipina 
Adalat-R®)). 
Digoxina –comprimido 
Fenitoína (Hidantal®)-comprimido 
Drágeas 
Contém um núcleo com o medicamento, 
revestido por uma solução de queratina, açúcar e 
corante. Enquanto a maioria dos comprimidos se 
dissolve no estômago as drágeas têm liberação 
entérica, isto é, são absorvidas no intestino. São 
usadas para: 
* Mascarar sabor e odor desagradável 
* Proteção da mucosa estomacal 
* Facilitar a deglutição, etc. 
Exemplo: Fenilbutasona drágeas 
(Butazolidina®) Diclofenaco drágeas 
(Cataflan®). 
 
Observação: Esses dois medicamentos são 
irritantes da mucosa gástrica. Tomados em 
drágeas provocam menor efeito irritante. 
 
Cápsula (Comprimido revestido) 
As cápsulas podem ser duras (contém 
substâncias sólidas) ou moles (contém 
substâncias líquidas). 
Exemplo: Cefalexina-500 mg.-cáps.(Keflex®) 
Vitamina E-400 mg.(Vita-E®). 
 
Supositório 
São apresentados na forma cônica 
(absorção mais rápida do PA) ou de dorpedo 
(absorção mais lenta do PA). Destina-se à 
aplicação retal. Sua ação pode ser local ou 
sistêmica. 
Exemplo: Supositório de glicerina (ação local) 
Supositório de dipirona (ação sistêmica) 
 
FORMAS LÍQUIDAS 
 
Solução 
Constituída de uma ou mais substâncias, 
que são dissolvidas em um veículo (solvente, 
substância, na solução, presente em maior 
quantidade). É uma mistura homogênea de 
líquidos ou de líquidos e sólidos, de modo a 
formarem uma única fase. 
Exemplo: Solução de permanganato de potássio 
a 1%. 
Solução fisiológica –0,9%. Álcool-70%. 
Xarope 
Solução que contém 2/3 de açúcar. 
Veículo: água. 
Exemplo: Aerolin® xarope (salbutamol, água, 
açúcar). 
Elixir 
Solução que, além do soluto, contém 20% de 
álcool e 20% de açúcar. 
Exemplo: Elixir paregórico, Decadron 
Suspensão 
São misturas heterogêneas, constituídas 
de partículas sólidas, insolúveis na parte líquida, 
ficando a parte sólida suspensa no líquido. 
Exemplo: Hidróxido de alumínio (Aldrox®) - 
Amoxicilina–suspensão. (Amoxil®) 
Emulsão 
Formada por dois 
líquidos imiscíveis (que não se 
misturam). É composta de óleo 
e água. 
Exemplo: Emulsão de vaselina 
líquida (Agarol). 
 
 
8 
FORMAS 
PASTOSAS 
 
São as 
formas 
farmacêuticas de 
uso externo (não 
passam pelo T.G.I). 
 
Pomada 
Formas semi-sólidas de consistência macia e 
oleosa, de pouca penetração na pele. 
Exemplo: Betametasona pomada (Betnovate®). 
Creme 
Forma semi-sólida de consistência macia e mais 
aquosa, possui maior penetração que a pomada. 
Exemplo: Betametasona creme (Betnovate®) 
 
Pasta 
Forma semi-sólida de consistência macia, 
contendo 20% de pó. Atua na superfície da pele, 
sem penetrá-la. 
Exemplo: Óxido de zinco pasta (Pasta da Água). 
 GEL 
Forma semi-sólida, de pouca penetração na pele, 
devido ao tamanho de suas partículas. Exemplo: 
Escina gel (Reparil). 
Observação: Ordem decrescente de penetração: 
Creme Pomada Gel Pasta. 
 
FORMAS GASOSAS 
 
São usadas principalmente para a 
administração de substâncias voláteis (que 
evaporam). 
Entre elas incluem-se os aerossóis, que 
são medicamentos sólidos ou líquidos acrescidos 
de gases para nebulização. 
 
Exemplo: Halotano frasco (Fluotane®). 
Beclometasona aeroso (Beclosol®). 
Salbutamol spray (Aerolin®). 
 
OUTROS CONCEITOS 
 
MEDICAMENTOS SIMPLES: Aqueles usados a 
partir de um único fármaco. 
Ex. Xarope de Vitamina-C. 
 
MEDICAMENTO COMPOSTO: É aquele que 
contém em sua fórmula dois ou mais princípios 
ativos. 
Ex.: 
Buscopan Composto®, onde existem duas 
substâncias ativas, a dipirona e a escopolamina. 
Buscopan Plus® 
Brometo de N-butilescopolamina..... 10 mg(P.A) 
Paracetamol....................................800 mg(P.A) 
Excipientes.....................................................q.s 
 
Tylex® 
Fosfato de Codeína..........................7,5 mg (P.A) 
Paracetamol....................................500 mg (P.A) 
Excipiente.......................................................q.s. 
 
MEDICAMENTO DE USO EXTERNO: São 
aqueles aplicáveis na superfície do corpo ou nas 
mucosas. 
Ex.: Cremes, Xampus... 
 
MEDICAMENTOS DE MANIPULAÇÃO: São 
aqueles preparados na própria farmácia, de 
acordo com normas e doses estabelecidas por 
farmacopeia ou formulários e com uma 
designação uniforme. 
 
 
MEDICAMENTOS PLACEBOS: São 
substâncias ou 
preparações inativas, 
administradas para 
satisfazer a necessidade 
psicológica do paciente de 
tomar drogas. 
 
MEDICAMENTOS HOMEOPÁTICOS: são 
preparados a partir de substâncias naturais 
provenientes dos reinos animal, vegetal e 
mineral, e não apenas plantas como muitos 
acreditam. 
 
MEDICAMENTO
FITOTERÁPICO: São 
medicamentos obtidos a partir de plantas 
 
9 
medicinais. Eles são obtidos empregando-se 
exclusivamente derivados de droga vegetal 
(extrato, tintura, óleo, cera, exsudato, suco e 
outros). 
 
Antes de passar para os próximos conceitos 
vamos aprender como os medicamentos posse 
se nominar. 
 
Nomenclatura dos medicamentos 
Cada medicamento possui no mínimo três 
nomes: 
*Químico 
*Comercial 
*Genérico 
O nome químico é o único que descreve a 
estrutura química do fármaco. Identifica plena e 
exatamente a estrutura química. Visto que às 
vezes é muito longo, o nome químico não é 
adequado para uso rotineiro. 
Ex: 7,Cl,1-3-dihidro,5-fenil..... 
 
MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA OU DE 
MARCA: Os laboratórios farmacêuticos 
investem anos em pesquisas para desenvolver 
medicamentos e, por isso, possuem a 
exclusividade sobre a comercialização da 
fórmula durante um determinado período, que 
pode chegar a 20 anos. 
Estes medicamentos são denominados de 
Referência ou de Marca. Após a expiração da 
patente, há a liberação para produção de 
medicamentos genéricos e similares. 
O nome registrado ou comercial, refere-se 
ao nome individual selecionado e usado pelo 
fabricante do medicamento. Se o medicamento é 
fabricado por mais de uma companhia, como 
frequentemente acontece, cada firma dá o seu 
próprio nome registrado. 
Ex: Valium® (Roche) Diempax ®(Sanofi) 
 
NOME FANTASIA OU COMERCIAL: O nome 
de fantasia é aquele registrado e protegido 
internacionalmente e que identifica um 
medicamento como produto de uma 
determinada indústria. 
Um mesmo medicamento pode ser 
comercializado sob muitos nomes de fantasia. A 
expressão "nome de fantasia" nada tem a ver com 
as características químicas ou farmacológicas dos 
medicamentos. São criados mais em função de 
uma identificação comercial dos produtos. 
Ex: 
 
 
 
 
 
 
MEDICAMENTO GENÉRICO: 
É aquele que contém o mesmo fármaco (princípio 
ativo), na mesma dose e forma farmacêutica, é 
administrado pela mesma via e com a mesma 
indicação terapêutica do medicamento de 
referência no país, apresentando a mesma 
segurança que o medicamento de referência no 
país. 
É mais barato porque os fabricantes de 
genéricos, ao produzirem medicamentos após ter 
terminado o período de proteção de patente dos 
originais, não precisam investir em pesquisas e 
refazer os estudos clínicos que dão cobertura aos 
efeitos colaterais, que são os custos inerentes à 
investigação e descoberta de novos 
medicamentos, visto que estes estudos já foram 
realizados para a aprovação do medicamento 
pela indústria que primeiramente obtinha a 
patente. 
Assim, podem vender medicamentos 
genéricos com a mesma qualidade do original 
que detinha a patente a um preço mais baixo. 
Na embalagem dos genéricos deve estar 
escrito "Medicamento Genérico" dentro de uma 
tarja amarela. Como os genéricos não têm marca, 
o que você lê na embalagem é o princípio ativo do 
medicamento. 
O nome genérico, refere-se ao nome 
comum, pelo qual um fármaco é reconhecido 
como substância isolada, sem levar em conta o 
fabricante. É o nome oficial dos fármacos, pode 
ser compreendido no mundo todo. 
MEDICAMENTO SIMILAR: Cópia do 
medicamento de referência. Alguns itens, porém, 
podem ser diferentes, como dose ou indicação de 
administração, tamanho e forma do produto, 
prazo de validade, embalagem, rotulagem, 
excipientes e veículo, devendo sempre ser 
identificado por nome comercial ou marca. Um 
medicamento referência vendido somente sob a 
 
 
10 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
forma de comprimido pode possuir um 
similar na forma líquida. 
Representados por meio de uma marca 
comercial própria, esses medicamentos são uma 
opção ao medicamento de marca. 
Ex: 
Nome genérico: Paracetamol 
Nome químico: 4-hidroxiacetanilida, 
p-acetilaminofenol, N-acetil-p-aminofenol 
Nome de fantasia: Tylenol 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FATORES IMPORTANTES 
RELACIONADOS AS VIAS DE 
ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTO 
 
Via de administração é o caminho pelo 
qual uma substância interage com o organismo, 
ou seja entra pelo organismo. A substância 
precisa ser transportada do ponto de entrada até 
parte do corpo onde deseja-se que ocorra sua 
ação (a menos que esse local seja na superfície do 
corpo, tópica). 
 
11 
As propriedades farmacocinéticas de uma 
droga que você aprenderá a seguor, (é, as 
propriedades relacionadas a absorção, 
distribuição e eliminação fo farmaco) são 
bastante influenciadas pela via de administração 
que podem ser classificadas em: 
CLASSIFICAÇÃO: 
As vias de administração de fármacos podem ser 
a grosso modo divididas em: 
ENTERAL: efeito sistêmico (não-local); recebe-se a 
substância via trato digestivo; 
Ex: Via o Oral (VO) 
PARENTERAIS: efeito sistêmico; recebe-se a 
substância por outra forma que não pelo trato 
digestivo; 
Ex: Endovenosa 
 
“Mesmo diante disso os medicamentos 
administrados em vias, enteral ou parenteais 
podem sofrer diferentes tipos de ação”. 
 
AÇÃO DOS MEDICAMENTOS 
 
Os medicamentos agem no organismo 
vivo sob várias maneiras, produzindo efeito ou 
ação. 
 
AÇÃO LOCAL: Aquele que exerce seu efeito no 
local da aplicação, sem passar pela corrente 
sanguínea (pomadas e colírios). 
Tipos de ação local: 
a) Antisséptico: Impede o desenvolvimento de 
microrganismos. Ex: álcool iodado, clorexedina. 
b) Adstringente: Medicamento que contrai o 
tecido. Ex: loção para fechar os poros. 
c) Irritante: Medicamentos que irritam os tecidos. 
d) Paliativo: Aplicado no local para alívio da dor. 
e) Emoliente: Lubrifica e amolece o tecido. 
f) Anestésico: Paralisa as terminações nervosas 
sensoriais. 
 
AÇÃO GERAL OU SISTÊMICA: A medicação é 
primeiramente absorvida, depois entra na 
corrente sanguínea para atuar no local de ação 
desejado. 
 
 
Para produzir um efeito geral, é 
necessário que o medicamento caia na corrente 
sanguínea, pois através dela o medicamento 
atinge o órgão ou tecido sobre o qual tem ação 
específica. 
Tipos de ação geral ou sistêmica 
a) Estimulante: aumentam a atividade de um 
órgão ou tecido. Ex: Cafeína estimula o SNC. 
b) Depressor: diminuem as funções de um tecido 
ou órgão. Ex.: Morfina deprime o SNC. 
c) Cumulativo: medicamento cuja a eliminação é 
mais lenta do que sua absorção, e a concentração 
do mesmo vai aumentando no organismo. 
Ex.. Digitalina. 
d) Anti-infeccioso: Capaz de destruir os 
microrganismos responsáveis por uma infecção. 
e) Antagônicos: Quando as duas ou mais 
substâncias administradas têm efeito contrário. 
 
AÇÃO REMOTA: Ocorre em partes distantes do 
organismo. Uma droga pode estimular um órgão 
que por sua vez estimula outro. (digitalina = 
coração = aumenta a circulação = maior atividade 
diurética). Ex: Noradrenalina 
 
 
AÇÃO LOCAL GERAL: Uma droga aplicada 
poderá produzir um efeito local, ser absorvida e 
provocar um efeito geral. 
Ex: Epinefrina aplicada na mucosa nasal = estanca 
a hemorragia = absorção da corrente circulatória 
= aumento da pressão arterial. 
 
Após aprender um pouco mais sobre a 
FARMACOCINÉTICA e a 
FARMACODINÂMICA, vamos aprender uma a 
uma as vias de administração de medicamentos. 
 
 
12 
FARMACOCINÉTICA x 
FARMACODINÂMICA 
 
Farmacocinética e farmacodinâmica são 
conceitos distintos. A farmacocinética é o estudo 
do caminho que o medicamento faz no 
organismo desde que é ingerido até que é 
excretado e a farmacodinâmica é o estudo da 
interação deste medicamento com o local de 
ligação, que vai ocorrer durante este caminho. 
Farmacocinética 
 
Farmacocinética é a área da farmacologia 
que estuda o destino dos fármacos no organismo, 
desde a administração até a eliminação do 
organismo. Abrange os processos de absorção, 
distribuição,
biotransformação e excreção. 
A ideia de cinética (movimento) é 
adequada para ilustrar essa área da farmacologia, 
pois indica a movimentação dos fármacos pelo 
organismo. 
 
ABSORÇÃO: 
Consiste na passagem da droga, do local 
que foi administrada até a corrente circulatória. 
Quando se injeta uma substância por via 
endovenosa, não se pode falar propriamente em 
absorção, já que a droga é colocada diretamente 
na corrente circulatória. Os Fármacos injetados 
por via intramuscular são rapidamente 
absorvidos, devido à irrigação sanguínea do 
local. Pode-se assim, aumentar a absorção de um 
fármaco por estas vias por meio de massagens ou 
de aplicações quentes que promovem a 
vasodilatação no local, ou diminuí-la pelo uso 
conjunto de um vasoconstritor. 
A velocidade de absorção também 
depende do solvente usado, uma substância em 
solução oleosa será absorvida mais lentamente do 
que a mesma droga em solução aquosa. A 
solução oleosa difunde-se pouco nos espaços 
entre as células, ficando localizada na pequena 
área do tecido em que foi depositada; desta 
forma, entra em contato com poucos vasos 
sanguíneos e a superfície para sua absorção é 
pequena. A solução aquosa, ao contrário, 
difunde-se pelo tecido, pondo a substância em 
contato com maior número de vasos sanguíneos, 
o que aumenta a superfície para sua absorção. 
 
Observações: 
1. Antes da absorção ocorre uma desintegração da 
FF (Fórmula farmacêutica) e dissolução do 
P.A(Princípio ativo): 
DISTRIBUIÇÃO: 
Passagem da droga da corrente 
sanguínea para os diversos tecidos. Os tecidos 
mais vascularizados (Rins, Fígado, Coração) 
recebem maior quantidade de droga. Os tecidos 
menos vascularizados (Pele, Tecido Adiposo, 
Cartilagem, Tecido ósseo), recebem menor 
quantidade de droga. 
O endotélio (parede de vaso sanguíneo) 
se modifica em dois tipos de tecido: No cérebro e 
na placenta, recebendo o nome de barreira 
placentária e barreira hemato encefálica, 
dificultando a distribuição de drogas nesses 
tecidos. 
 
ABSORÇÃO 
DISTRIBUIÇÃO 
ALIMINAÇÃO 
METABOLISMO 
 
13 
BIOTRANSFORMAÇÃO: 
É a transformação química da droga, ação 
do organismo sobre a droga, transformando-a em 
um composto mais facilmente excretado. O 
objetivo de tal processo é acelerar a excreção da 
droga, pois os fármacos são reconhecidos como 
substâncias estranhas ao organismo. 
Principais órgãos de biotransformação são: 
• Fígado (100%), podendo ocorrer em 
menor porcentagem nos pulmões 
• Pulmões (20%), 
• Rins(8%), 
• Intestino (6%), 
• Placenta (5%), 
• Pele(1%), 
• Cérebro (0.5%). 
 São órgãos que possuem enzimas 
inativadoras. Tal processo, pode também 
transformar uma droga inativa (pró- droga) em 
uma droga ativa- exemplo- Enalapril (Renitec®) 
–quem faz efeito são seus metabólitos ativos, ou 
seja, primeiro precisa ser biotransformado para 
depois exercer seu efeito terapêutico. 
Observação: 
• Qualquer patologia hepática compromete a 
eliminação da droga. (Ex: Etilista). 
• Extremos etários podem ter a 
biotransformação alterada. 
 
EXCREÇÃO: 
A excreção implica na saída do fármaco 
do organismo. O principal órgão de excreção são 
os rins (urina). 
Porém pode ocorrer em menor 
porcentagem pelo intestino (fezes), pulmões 
(“bafo”), glândulas mamarias (leite), glândula 
salivar (saliva), glândula lacrimal (lágrima), 
glândula sudorípara (suór). Depende da 
característica físico-química da droga: 
Exemplo: Droga sólida: Fezes 
Droga líquida: Renal Droga gasosa: Pulmonar 
 
Farmacodinâmica 
A farmacodinâmica (às vezes descrita 
como o que o fármaco faz no corpo), é o estudo 
dos efeitos bioquímicos, fisiológicos e 
moleculares dos fármacos no corpo e diz respeito 
à ligação ao receptor (incluindo a sensibilidade 
do receptor), aos efeitos pós-receptor e às 
interações químicas. 
A farmacodinâmica, juntamente com a 
farmacocinética [o que o corpo faz com o 
fármaco, ou o destino do fármaco no corpo], 
ajuda a explicar a relação entre a dose e a 
resposta, ou seja, os efeitos do fármaco. 
A resposta farmacológica depende da 
ligação do fármaco a seu alvo. A concentração do 
fármaco no sítio receptor influencia o efeito do 
fármaco. 
A farmacodinâmica de um fármaco pode 
ser modificada por alterações fisiológicas 
decorrentes de alguma doença, envelhecimento 
ou outros fármacos. 
As doenças que afetam as respostas 
farmacodinâmicas incluem mutações genéticas, 
tireotoxicose, má nutrição, miastenia gravis, 
doença de Parkinson e algumas formas de 
diabetes melito resistentes à insulina. Essas 
doenças podem alterar a ligação ao receptor e o 
nível de proteínas ligantes ou diminuir a 
sensibilidade do receptor. 
O envelhecimento tende a afetar as 
respostas farmacodinâmicas por meio de 
alterações na ligação ao receptor ou na 
sensibilidade da resposta pós-receptor (efeito do 
envelhecimento na resposta a medicamentos). 
 
14 
As interações farmacodinâmicas fármaco-
fármaco resultam em competição por sítios de 
ligação de receptor ou alteram a resposta pós-
receptor. 
 
EFEITO ADVERSO OU INDESEJADO: Ação 
diferente do efeito planejado. Ou segundo 
definição da Anvisa: "É qualquer resposta a um 
medicamento que seja prejudicial, não 
intencional, e que ocorra nas doses 
normalmente utilizadas em seres humanos 
para profilaxia, diagnóstico e tratamento de 
doenças, ou para a modificação de uma função 
fisiológica”. 
EFEITO COLATERAL: É a consequência que a 
ingestão de determinado medicamento pode 
causar no organismo do indivíduo, ou seja, um 
efeito paralelo ao que é desejado pela substância 
farmacológica. 
Ex: Sedação, ou sonolência causada pelo uso de 
anti-histamínicos 
Agonistas e antagonista e 
interação medicamentosa 
 
Na farmacologia, agonista refere-se às 
ações ou estímulos provocados por uma resposta, 
referente ao aumento (ativação) ou diminuição 
(inibição) da atividade celular. Sendo uma droga 
receptiva. 
Agonista inverso causa uma ação oposta 
do agonista. 
Os denominados antagonistas agem 
como bloqueadores dos receptores, ou seja, 
diminuem as respostas dos neurotransmissores, 
presentes no organismo. O antagonismo pode 
diminuir ou anular o efeito do agonista. 
O motivo deste aprendizado é para que 
você entenda que os medicamentos sem 
prescrição médica, se misturados podem ser 
perigosos, podendo os mesmos interagir entre 
si. 
O efeito de um antagonista sobre o 
agonista se torna inferior devido as constantes 
estimulações. 
As interações medicamentosas podem ser 
discutidas considerando as seguintes situações: 
 
1) Indiferença farmacológica - quando da 
associação de dois medicamentos, o mecanismo 
de ação de um não interfere no mecanismo de 
ação do outro. Quer dizer, os dois medicamentos 
não interagem sob nenhum aspecto de sua ação 
farmacodinâmica ou farmacocinética. 
Exemplo: a associação de quimioterápicos e 
analgésicos antitérmicos. Aqueles têm ação 
etiotrófica, isto é, atuam diretamente sobre o 
agente causal da doença; estes atuam produzindo 
analgesia e hipotermia. 
 
 
15 
2) Sinergismo - quando um medicamento 
intensifica os efeitos de outro. Para simplificar: o 
medicamento “A” intensifica os efeitos do 
medicamento “B”. 
“A” = efeito de intensidade 1 
“A” + “B”= efeito de intensidade maior do que 1 
No sinergismo pode ocorrer uma potencialização 
do efeito, ou seja, a presença simultânea dos dois 
medicamentos no organismo provoca efeito 
maior do que a soma de seus efeitos isolados. 
Assim: “A” = efeito de intensidade 1 
 “B” = efeito de intensidade 1 
 “A” + “B” = efeito de intensidade maior que 2. 
As interações farmacodinâmicas podem 
ocorrer quando dois ou mais fármacos atuam 
sobre um mesmo receptor, ou sobre um mesmo 
órgão ou sobre um mesmo sistema fisiológico. 
São as mais previsíveis e as mais 
frequentes, evidentemente quando se conhecem 
as ações dos fármacos; infelizmente
nem sempre 
se presta a devida atenção. Na prática, esse tipo 
de interação ocorre com extraordinária 
frequência, não só aumentando um efeito 
farmacológico, como, também, diminuindo ou 
suprimindo um efeito tóxico. Entretanto, com a 
mesma frequência, por falta de previsão, são 
comuns as reações adversas. Estas interações 
podem ocorrer em vários níveis: nos próprios 
receptores farmacológicos, no mesmo órgão ou 
sistema fisiológico ou por modificação do 
equilíbrio hidroeletrolítico. 
 
Exemplos de 20 interações 
medicamentosas 
 
Para Favero, não há uma escala para 
classificar quais são as interações mais perigosas, 
pois elas estão dentro de um contexto de uso. “A 
interação pode ser perigosa, mas pode não ser 
frequente. Mais importante é ressaltar as de 
maior frequência”, lembra ele, que cita alguns 
exemplos de interações. 
1. Ácido acetilsalicílico (AAS) e captopril – O 
ácido acetilsalicílico pode diminuir a ação 
anti-hipertensiva do captopril. 
2. Omeprazol, varfarina e clopidogrel – O 
omeprazol (inibidor da bomba de prótons) 
pode aumentar a ação da varfarina e 
diminuir a ação do clopidogrel 
(antitrombóticos). 
3. Ácido acetilsalicílico e insulina – O AAS 
pode aumentar a ação hipoglicemiante da 
insulina. 
4. Amoxicilina e ácido clavulânico – A 
amoxicilina associada ao ácido clavulânico 
aumenta o tempo de sangramento e de 
protrombina (elemento proteico da 
coagulação sanguínea) quando usada com 
AAS. 
5. Inibidores da monoamina oxidase (MAO) e 
tiramina (monoamina derivada da tirosina) – 
O inibidores da monoamina oxidase 
(tratamento da depressão) associada à 
tiramina (tyros = queijo) pode promover 
crises hipertensivas e hemorragia 
intracraniana. 
6. Omeprazol e fenobarbital – O omeprazol 
usado com fenobarbital (anticonvulsivante) 
pode potencializar a ação do barbitúrico. 
7. Levodopa e dieta proteica - Levodopa (L-
dopa) - usada no tratamento da doença de 
Parkinson - tem ação terapêutica inibida por 
dieta hiperproteica. 
8. Leite e tetraciclina - Os íons divalentes e 
trivalentes (Ca2+, Mg2+, Fe2+ e Fe3+) - 
presentes no leite e em outros alimentos - são 
capazes de formar quelatos não absorvíveis 
com as tetraciclinas, ocasionando a excreção 
fecal dos minerais, bem como a do fármaco. 
9. Óleo mineral e vitaminas - Grandes doses de 
óleo mineral interferem na absorção de 
vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K), β-
caroteno, cálcio e fosfatos, devido à barreira 
física e à diminuição do tempo de trânsito 
intestinal. 
10. Diurético e minerais - Altas doses de 
diuréticos (ou seu uso prolongado) promove 
aumento na excreção de minerais. Exemplo: 
furosemida, diurético de alça, acarreta perda 
de potássio, magnésio, zinco e cálcio. 
 
16 
11. Alimentos e penicilina e eritromicina - Após 
a ingestão de alimentos ou líquidos, o pH do 
estômago dobra. Essa modificação pode 
afetar a desintegração das cápsulas, drágeas 
ou comprimidos e, consequentemente, a 
absorção do princípio ativo. O aumento do 
pH gástrico em função dos alimentos ou 
líquidos pode reduzir a dissolução de 
comprimidos de eritromicina ou de 
tetraciclina. 
12. Alimentos e fenitoína ou dicumarol - 
Medicamentos como a fenitoína ou o 
dicumarol desintegram-se mais facilmente 
com a alcalinização do pH gástrico. O pH 
também interfere na estabilidade, assim 
como na ionização dos fármacos, 
promovendo uma alteração na velocidade e 
extensão de absorção. 
13. Antibióticos e vitamina C - Os antibióticos 
não devem ser misturados com vitamina C 
ou qualquer substância que a contenha 
(sucos cítricos), pois ela inibe a ação dos 
antibióticos. 
14. Anticoncepcionais orais e anti-hipertensivos 
- Os anticoncepcionais (em geral) podem 
elevar a pressão arterial, anulando a ação dos 
hipotensores. 
15. Benzodiazepínicos (em geral) e cimetidina - 
A administração de cimetidina e alguns 
benzodiazepínicos (alprazolam, 
clordiazepóxido, clorazepato, diazepam e 
triazolam) resulta em diminuição do 
clearence plasmático e aumento da meia vida 
plasmática e concentração destes 
benzodiazepínicos. Além disso, pode ocorrer 
aumento do efeito sedativo com o uso de 
cimetidina e benzodiazepínicos. 
16. Digoxina e diazepam - O diazepam pode 
reduzir a excreção renal da digoxina, com 
aumento da meia vida plasmática e risco de 
toxicidade. Esse efeito é também relatado 
com o alprazolam. 
17. Antidiabéticos orais e pirazolônicos - A 
administração de fenilbutazona e outros 
derivados pirazolônicos, concomitantemente 
aos antidiabéticos orais, pode potencializar a 
atividade hipoglicêmica. 
18. Anticoncepcionais orais e indutores de 
enzimas microssônicas – Os 
anticoncepcionais orais (em geral), quando 
usados com indutores de enzimas 
microssônicas (rifampicina, barbitúricos, 
carbamazepina, fnitoína, primidona, 
griseofulvina) podem ter seu efeito 
anticoncepcional diminuído. 
19. Anticoagulantes orais e anticoncepcionais 
orais – Pode ocorrer a diminuição dos efeitos 
dos anticoagulantes (em geral) quando 
usados com os anticoncepcionais. 
20. Bebidas alcoólicas e ansiolíticos, hipnóticos e 
sedativos - Uma interação muito relevante é 
a potencialização do efeito depressor do 
sistema nervoso central (SNC) do álcool por 
ansiolíticos, hipnóticos e sedativos. A 
depressão resultante dessa interação pode 
causar até a morte por falência 
cardiovascular, depressão respiratória ou 
grave hipotermia. 
Interações do bem 
 
Há também as interações de efeito que 
ocorrem quando dois ou mais fármacos em uso 
concomitante têm ações farmacológicas similares 
ou opostas, atuando em sítios e por mecanismos 
diferentes. Podem produzir sinergismos ou 
antagonismos, sem modificar a farmacocinética 
ou o mecanismo de ação. 
“Deve-se considerar que há interações 
benéficas que são utilizadas como ferramentas da 
terapêutica, como o sulfametoxazol associado 
com trimetroprima, que produzem uma reação 
sinérgica para aumento do espectro 
antibacteriano”, comenta Favero. 
Outro exemplo é a naloxona (antagonista 
opioide) usada no tratamento de intoxicações de 
fármacos opioides. 
 
INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA COM 
ALIMENTOS 
Os medicamentos e os alimentos podem 
interagir entre si de forma benéfica ou 
 
17 
indesejável. No primeiro caso, facilitando a 
absorção ou diminuindo seus efeitos colaterais. 
Eles são utilizados intencionalmente para 
bloqueio da toxicidade dos opioides, em caso de 
superdosagem de opioides, e depressão 
respiratória por essa substância. 
 Por outro lado, pode impedir tal 
absorção, diminuindo sua eficácia e 
comprometendo o tratamento de determinada 
enfermidade. Podem ter implicações clínicas 
tanto no processo terapêutico como na 
manutenção do estado nutricional, cabendo ao 
médico repassar ao paciente todas as informações 
sobre esta relação, alertando para as associações 
negativas. 
Estas interações são múltiplas, com mais 
de 300 descrições. Todavia, poucas são 
clinicamente relevantes, daí a importância de o 
paciente ter conhecimento acerca de suas 
medicações, da sua necessidade de tomá-las e a 
forma correta de sua administração ao relacioná-
las com os alimentos. 
Grupo de risco 
Com relação aos riscos das interações 
entre alimentos e medicamentos, é importante 
observar que as pessoas de idade mais avançada 
compõem o grupo de maior risco, tendo em vista 
as modificações fisiológicas provocadas pela 
passagem dos anos, com a consequente 
diminuição da absorção de fármacos. Além disso, 
o metabolismo e a capacidade de eliminação 
também estão alterados. 
A diminuição da eficácia terapêutica, o 
aumento de efeitos tóxicos, a má absorção e a 
utilização incompleta de nutrientes 
comprometem o estado nutricional ou acentuam 
o quadro de desnutrição já existente. Tudo isto 
reforça a atenção sobre os pacientes idosos, 
vítimas potenciais das interações 
medicamentosas, notadamente aqueles com um 
histórico
de doenças crônicas e que utilizam uma 
grande quantidade de remédios. 
Também as crianças estão incluídas neste 
grupo de alerta aos riscos das interações, uma vez 
que nessa fase da vida o sistema de 
desintoxicação ainda não se desenvolveu por 
completo. Por fim, as grávidas e as lactantes, além 
dos enfermos abaixo do peso corporal e com 
alterações renais. 
Uma das principais observações a serem 
seguidas é que os remédios devem ser tomados 
sempre no mesmo horário e da mesma maneira, 
conforme a prescrição médica. 
A advertência acerca da proibição do 
consumo de medicamentos com bebidas 
alcoólicas é inevitável. 
O álcool pode modificar os efeitos de 
alguns remédios, como o acenocumarol, a 
insulina e a metformina, além de analgésicos. 
De forma geral recomenda-se evitar o 
consumo com leites e seus derivados, café, 
alimentos com fibra e suco de pomelo, pois 
podem alterar as características de absorção e 
biodisponibilidade dos medicamentos. Fármacos 
como o paracetamol, ácido acetilsalicílico e 
ergotamina têm sua absorção aumentada quando 
ingeridos junto com cafeína. 
A ingestão de medicamentos logo após a 
pessoa ter se alimentado ajuda a diminuir os 
efeitos colaterais, que podem provocar doenças 
digestivas. 
Tudo aquilo que as pessoas ingerem pode 
interferir no tratamento de alguma enfermidade. 
Vias de administração de 
medicamentos 
 
 Vamos aprender um pouco mais sobre 
cada uma delas: 
As vias de administração podem ser agrupadas 
em dois grandes grupos: 
•Enterais, nas quais o trato gastrointestinal (TGI) 
é usado para entrada da droga 
•Parenterais, na quais vias extra gastrointestinais 
são utilizadas. 
 
18 
 Essas vias podem ser ainda subgrupadas 
em Parenterais diretas (o acesso se faz por 
injeção) Parenterais indiretas (o acesso a elas 
dispensa o uso de injeção). 
Biodisponibilidade 
 
Indica a velocidade e a extensão de 
absorção de um princípio ativo em uma forma de 
dosagem, a partir de sua curva 
concentração/tempo na circulação sistêmica ou 
sua excreção na urina. 
 
 
 
BIODISPONIBILIDADE, segundo (LIEBERMAN 
e col., 1990), é definida como a quantidade e 
velocidade na qual o princípio ativo é absorvido, 
tornando-se disponível para a sua atuação no 
sítio de ação alvo. 
 A biodisponibilidade e consequentemente 
o grau de absorção de uma substância, está 
intimamente relacionada com algumas 
variáveis, tais como: 
-Grau de pureza da droga utilizada. 
-Tipo de sal empregado. 
-PH ideal para a absorção. 
-Veículo empregado para administração. 
-Presença de outras substâncias no tubo 
gastro intestinal. 
A princípio, quanto mais rápido se dá a 
absorção de uma substância e quanto mais 
rápida estiver ela biodisponível, mais rápida 
será a sua ação terapêutica, desde que a dose 
absorvida seja suficiente para a obtenção do 
efeito desejado. 
Partindo dessa premissa, substâncias 
em solução, de uso sublingual, intra 
musculares e endovenosas são mais 
rapidamente absorvidas que cápsulas e 
comprimidos, que necessitam de um processo 
preliminar de digestão. 
 
 
 
19 
PRINCIPAIS DROGAS E SUAS 
ATUAÇÕES: 
 
Antihipertensivos: 
São substâncias capazes de diminuir a 
pressão sanguínea. São também utilizados outros 
grupos farmacológicos como colaboradores como 
os diuréticos e os ansiolíticos; porém o 
tratamento de hipertensão inclui medidas 
auxiliares, não farmacológicas como dieta, 
controle de peso, baixa ingestão de sódio, 
exercícios físicos. 
Ex: Metildopa (Aldomet®) Benazepril 
(Lotensin®) Captopril (Capoten®) Enalapril 
(Renitec®) Lisinopril ( Zestril®) Losartam 
(Aradois®) 
 
Diuréticos 
São medicamentos que atuam sobre os 
rins, aumentando o volume urinário, reduzindo 
assim, a quantidade de líquidos retidos no 
organismo. Provoca também o aumento da 
eliminação de sais minerais (sódio, potássio, etc.). 
São frequentemente utilizados como 
colaboradores no tratamento da hipertensão 
arterial, devido à diminuição do volume 
circulante. 
Ex: HCTZ (hidroclorotiazida)-Clorana® 
Clortalidona-Higroton® Furosemida-lasix® 
 
Antiarrítmicos 
O coração normal apresenta batimentos 
de 70 vezes por minuto. As arritmias indicam 
uma anormalidade no ritmo cardíaco, gerando 
uma bradicardia (abaixo de 60 
batimentos/minuto), ou uma taquicardia (acima 
de 100 batimentos/minuto), causada pos stress, 
drogas, álcool, fumo, café, exercícios físicos 
inadequados, atividade sexual exagerada, 
aterosclerose (comprometimento das artérias por 
acúmulo de gordura e endurecimento das 
paredes das artérias), isquemia. Quando a região 
do miocárdio afetada pela isquemia é 
suficientemente grande, pode ocorrer arritmia. 
Os antiarrítmicos têm por objetivo 
devolver a normalidade do rítmo cardíaco. 
Ex: Amiodarona (Ancoron®) 
Diltiazem (Balcor®, Cardizen®) Propranolol 
(Inderal®) Verapamil (Dilacoron®) 
As reações adversas mais comuns dos 
antiarrítmicos são: reações de hipersensibilidade, 
sintomas gastrintestinais (gosto amargo, náuseas, 
vômito, diarréia), vermelhidão na pele, cefaléia, 
constipação intestinal, cansaço, fraqueza, 
diminuição do desempenho sexual masculino, 
inchaço de membros inferiores. 
Um dos meios não farmacológicos de 
tratamento de arritmias inclui implantação de 
marca- passos artificiais. 
 
Antiagregantes plaquetares, antiagreantes 
plaquetários ou antiplaquetários 
 São fármacos usados para evitar a ativação e 
agregação das plaquetas para prevenir trombose 
em pacientes de risco. Seu principal 
representante é o ácido acetilsalicílico (aspirina). 
Não confundir com anticoagulantes, também 
usados para prevenir trombose com outros 
mecanismos de ação, nem com trombolíticos, 
usados para romper trombos. 
Antiagregantes Plaquetários: (AAS – 100mg, 
Persantin® – dipiridamol). 
 
 
Anticoagulantes 
São substâncias que impedem a 
agregação plaquetária e consequentemente a 
formação de trombos. Os anticoagulantes são 
uma classe de fármacos empregados no 
tratamento de disfunções da homeostasia, assim 
como os inibidores plaquetários, trombolíticos e 
anti-hemorrágicos. 
Fibrinolíticos ou trombolíticos 
São os fármacos usados para dissolver os 
trombos sanguineos. Estimulam a conversão do 
plasminogénio inactivo presente no sangue, em 
plasmina activa. Esta é uma enzima que degrada 
a fibrina a proteína fibrilhar que forma o trombo. 
 
COAGULANTES - Vitamina K (Kanakion®, 
Synkavit®) 
É utilizado para reverter a anticoagulação 
e consequentemente diminuir o sangramento 
provocado por anticoagulantes. 
A principal aplicação terapêutica é no 
recém-nascido. Os níveis de vitamina K no 
recém-nascido são praticamente limítrofes 
podendo ser exacerbados por uma absorção 
nutricional inadequada nos primeiros dias de 
vida, a administração profilática de pequenas 
 
20 
doses de vitamina-K ao recém-nascido é 
rotineiramente recomendada e considerada 
segura. 
 
Broncodilatadores: São medicamentos que 
produzem o relaxamento da musculatura 
brônquica, melhorando a função pulmonar pela 
dilatação das vias aéreas. 
Ex: Brometo de Ipratrópio (Atrovent®) 
Bromidrato de fenoterol (Berotec®) 
Aminofilina Salbutamol (Aerolin®). 
 
Antitussígenos ou Sedativos da Tosse: São 
medicamentos que produzem calma e alívio da 
tosse, se dividem em opioides (derivado do ópio 
= suco em grego, suco desidratado das sementes 
da planta Papoula somniferum) e não opioides. 
Os antitussígenos opioides atuam no 
centro da tosse, que se localiza no sistema 
nervoso centra e os não opioides atuam na árvore 
traqueo- brônquica, diminuindo a intensidade e 
o número de acessos. 
A tosse representa um mecanismo de 
defesa, por isso, só deve ser combatida quando se 
torna excessiva, através dela, evita-se o acúmulo 
de secreções nos brônquios. Quando as secreções 
são abundantes, os sedativos da tosse são 
contraindicados. 
Ex: Codeína- Belacodid® (opióide) Clobutinol
– 
Silomat® (não opióide) Dropropizina – Vibral® 
(não opióide). 
 
Corticoides: São medicamentos empregados 
como anti-inflamatório e antialérgico, largamente 
utilizado na forma de aerossóis (“bombinhas”). 
 
Descongestionantes nasais: Os processos 
inflamatórios (bronquite, rinite), envolvem uma 
vasodilatação nasal e hiper secreção da mucosa. 
Portanto, um método de controlar a hiper 
secreção é com uso de vasoconstritores nasais, 
mas comumente causam vasoconstrição 
generalizada e uma tendência à elevação da 
pressão arterial. 
Ex: Pseudoefedrina (+ loratadina- Loranil –D® ) 
Oxiimetazolina (Afrin®) 
 
ANTIBIÓTICOS ANTIBACTERIOSTÁTICOS 
URINÁRIOS. 
São medicamentos, cuja ação é inibir ou 
reduzir o crescimento microbiano somente nas 
vias urinárias. 
Ex: Fenazopiridina – Pyridium® Ácido 
Nalidíxico-Wintomylon® Ácido pipemídico-
Pipurol® 
 
Hipnóticos 
São medicamentos, que agem deprimindo 
S.N.C; de maneira a induzir ao sono, é um sono 
superficial com característica de sono fisiológico. 
Também são utilizados como medicação 
pré-anestésica, em procedimentos endoscópicos, 
Angiografia Coronariana, Cateterização cardíaca, 
etc. 
Exemplo: 
Midazolam (Dormonid®); 
Flurazepan (Dalmadorm®); 
Flunitrazepan (Rohypnol®); 
 
Anticonvulsivantes 
Os medicamentos anticonvulsivantes 
atuam deprimindo SNC, fazendo com que as 
crises convulsivas sejam atenuadas ou abolidas. 
São empregados no combate às convulsões e 
epilepsias, que é uma desordem nervosa crônica, 
caracterizada por breves ataques convulsivos, 
com perda da consciência, que duram de 5 a 20 
minutos e variam grandemente em frequência e 
gravidade. 
Exemplo: 
Fenobarbital (Gardenal®, Edhanol®); 
Fenitoína (Hidantal®); 
Carbamazepina (Tegretol®). 
 
Benzodiazepínicos 
Os benzodiazepínicos atuam como 
depressores do Sistema Nervoso Central, 
produzindo desde fraca sedação até hipnose e 
coma, dependendo da dose. Suas principais 
indicações são para: Ansiedade, insônia, 
anticonvulsivantes, alguns como o clonazepan 
(Rivotril®) pode ser utilizado para distúrbio do 
pânico. 
 
Os principais representantes desse grupo são: 
Diazepan (Dimepax®, Valium®); 
Clordiazepóxido (Limbitrol®); 
Lorazepan (Lorax®); 
Alprazolam (Frontal®); 
Bromazepan (Lexotan®); 
 
21 
Clonazepan (Rivotril®) 
Antipsicóticos 
Uma pessoa psicótica está fora de contato 
com a realidade. Pode “ouvir” vozes ou ter ideias 
estranhas e irreais (por exemplo, pensar que os 
outros podem ouvir seus pensamentos, ou que 
estão tentando prejudicá-la, ou achar que é 
alguém famoso como o presidente do país, Jesus 
Cristo). A pessoa pode se tornar agressiva ou 
agitada sem razão aparente, ou passar muito 
tempo isolada, ou na cama, dormindo durante o 
dia e acordada durante a noite. Pode negligenciar 
a própria aparência, ficando sem trocar de roupa 
ou tomar banho, ou pode ter dificuldades de se 
comunicar, dizendo coisas sem sentido ou 
falando muito pouco. 
Os medicamentos antipsicóticos não 
curam a doença, mas podem abolir ou abrandar 
seus sintomas, além de melhorar o paciente a na 
fase aguda da doença, ajudam a evitar novas 
recaídas, sendo utilizados como medicamentos 
de manutenção. 
Alguns Antipsicóticos estão disponíveis 
em apresentação injetável (Haldol® - Decanoato), 
de ação prolongada; sua administração uma ou 
duas vezes/mês, garante que o medicamento está 
sendo utilizado. 
Exemplo: 
Clorpromazina (Amplictil®); 
Haloperidol (Haldol®); 
Tioridazida (Melleril®); 
Levomepromazina (Neozine®); 
Periciazina (Neulepril®); 
Pipotiazina (Piportil®); 
 
Anti-Inflamatórios Não-Esteroidais 
Todos os Antiinflamatórios não 
esteróides (AINE), possuem atividades 
analgésica (A=não; gesia=dor), Antipirética 
(Anti=contrário; Piro=fogo, ardor), 
Antiinflamatória (Anti=contrário; 
inflamação=dor, calor, rubor, edema), embora 
uns possuam maior atividade que outros. 
São Analgésicos fracos do ponto de vista 
de potência analgésica, por serem incapazes de 
suprir dores intensas (cólicas renais, dor de 
infarto), tendo, portanto, seu emprego limitado 
ao alívio de dores menores. 
Exemplo: 
Cetoprofeno (Profenid®); 
Diclofenaco (Cataflan®, Voltarem®); 
Fenilbutazona (Butazolidina®); 
Fenoprofeno (Trandor®); 
Ibuprofeno (Danilon®, Motrim®); 
Indometacina (Indocid®); 
Naproxeno (Naprosyn®); 
Piroxicam (Feldene®, Inflamene®); 
Tenoxicam (Tilatil®); 
 
Analgésicos Opioides 
Os opiáceos são drogas derivadas do ópio 
(ópio=suco em grego), sendo a droga obtida do 
suco da papoula Papauer Somniferum que é 
desidratado, transformando-se em pó de ópio. 
Em 1680 Sydenham escreveu: “Entre os remédios 
que o Deus todo-poderoso reservou ao homem 
para aliviar seus sofrimentos, nenhum é tão 
universal e eficaz quanto o ópio”. 
O ópio contém mais de 20 substâncias 
distintas. Em 1806 foi isolada uma substância 
pura no ópio, a qual se chamou Morfina, em 
homenagem a Morfeu, Deus Grego dos sonhos. 
Foram descobertas outras substâncias, logo após 
a morfina – A codeína em 1832. 
A utilização de substâncias puras no lugar 
de preparações de ópio natural, começou a 
generalizar-se por todo o mundo médico em 
meados do século XIX. O termo analgésico 
opiáceos, incluem a morfina, a codeína e uma 
ampla variedade de congêneres semi-sintéticos 
derivados deles e da tebaína, outro componente 
do ópio (medicamentos morfino-símile). 
A Endorfina é um termo genético que se 
refere aos opióides endógenos, como encefalinas, 
dinorfinas e B-endorfinas. 
Os analgésicos opioides, são analgésicos 
fortes do ponto de vista de potência analgésica, 
induzem ao sono, são para dores intensas (dor de 
infarto do miocárdio, cólicas renais ou biliares, 
dores tumorais, etc), também proporcionam o 
alívio sintomático da tosse, e da diarreia, porém, 
em geral, a doença básica produzindo uma certa 
 
22 
tolerância (dose maior para conseguir o mesmo 
efeito ou administração em intervalos menores) e 
também um certo grau de dependência física. 
Exemplo: 
Morfina (Dimorf®); 
Anfentanil (Rapifen®); 
Buprenorfina (Temgesic®); 
Codeína (Tylex®, Belacodid® (tosse), Setux® 
(tosse)); 
Fentanila (Durogesic®, Fentanil®); 
Meperidina (Dolantina®, Dolosal®); 
Metadona (Metadon®); 
Nalbufina (Nubain®); 
Propoxifeno (Doloxene®); 
 
Antidepressivo 
A depressão é uma doença com certa base 
genética, que apresenta mudanças nos sistemas 
químicos cerebrais, que envolvem os 
neurotransmissores. Acredita-se que na 
depressão ocorra dificuldades com o 
funcionamento normal da serotonina 
(neurotransmissor), alterando o equilíbrio 
cerebral. 
Com o Antidepressivo, ocorre uma 
normalização da serotonina, aumentando assim, 
a quantidade de transmissão, devolvendo o 
equilíbrio cerebral e fazendo com que o paciente 
a ser mentalmente alerta. 
Os antidepressivos também são utilizados 
para distúrbios caracterizados principalmente 
por ansiedade. Podem bloquear os sintomas de 
distúrbios do pânico, com palpitações, angústia, 
tontura, dores no peito, náusea e falta de ar. 
Podem também ser utilizados para tratar 
algumas fobias (medos de coisas ou situações 
específicas). 
A melhora da depressão, não ocorre 
imediatamente, após se começar a tomar o 
medicamento, levando de 1 a 3 semanas para 
começar a fazer efeito. 
Exemplo: 
Clomipramina (Anafranil®); 
Imipramina (Tofranil®); 
Amitriptilina (Tryptanol®); 
Fluoxetina (Prozac®); 
Maprotilina (Ludiomil®); 
Paroxetina (Aropax®); 
Nefazodone (Serzone®); 
 
Antibióticos 
São medicamentos que atuam sobre 
infecções bacterianas, não atuando sobre vírus, 
nem fungos. Estão entre os agentes mais 
indiscriminadamente prescritos, em parte por 
possuírem excelente perfil de segurança, o que 
resulta em um importante fator de contribuição 
para o crescente problema internacional de 
resistência bacteriana aos antibióticos, gerando 
sérias preocupações quanto ao futuro da terapia 
de muitas doenças
infecciosas. 
O emprego clínico dos antibióticos 
fundamenta-se em: 
• Diagnóstico presuntivo do médico (por 
exemplo, 85% dos casos de infecções do trato 
urinário em mulheres sexualmente ativas, 
resultam em infecção por Escherichia coli). 
• Após o conhecimento do médico dos 
resultados de cultura e antibiograma, que 
consiste no estudo da sensibilidade dos 
microorganismos aos diversos tipos de 
antibióticos. 
Por fim, é conveniente frisar, que outros 
aspectos devem ser analisados, como: Fatores 
ligados ao paciente: 
• Alergia medicamentosa 
• Avaliação das funções hepáticas e renais 
• Custo 
Fatores ligados à droga: 
• Atividade contra a bactéria em questão 
• Perfil de efeitos adversos 
• Frequência das doses Fatores bacterianos: 
• Descobrir a bactéria envolvida a fim de se 
estabelecer a antibióticoterapia em questão. 
Observações: 
• Cada antibiótico é específico para 
determinado grupo de bactérias. Quando, 
porém, ele age sobre um grupo maior de 
bactérias, o antibiótico é classificado de largo 
espectro. 
• Os antibióticos só podem ser administrados 
sob receita médica, em vista dos riscos que eles 
representam: resistência ao microorganismo, 
ineficácia no tratamento, efeitos colaterais 
nocivos. 
Ex: Antibiótico X Anticoncepcional – 
O anticoncepcional é absorvido no 
intestino, através da flora intestinal, se a flora 
intestinal está debilitada pelo antibiótico, o 
anticoncepcional não é bem absorvido e é 
excretado, sem fazer seu efeito. 
 
23 
Tais medicamentos são uma grande arma 
no combate às infecções, pois antigamente 
morria- se de sífilis, pneumonia, porém devem 
ser indicados devidamente e administrados de 
forma correta por profissionais habilitados. 
A terapia medicamentosa deve ser 
cumprida, (não devendo ser interrompida 
quando o quadro infeccioso apresentar melhora). 
 
Corticoides 
São hormônios sintetizados pela glândula 
suprarrenal, localizada em cima dos rins. 
Sintetiza os mineralocorticóides e os 
glicocorticóides, com propriedades 
antiinflamatória, antialérgica potente e 
antiimunitário (em altas doses). 
São os mais eficazes anti-inflamatórios 
disponíveis, promovem melhora sintomática de 
uma série de manifestações clínicas, sem afetar a 
evolução da doença básica. Em uso agudo são 
bem tolerados, em tratamento prolongado, 
surgem efeitos adversos graves. Por isso a terapia 
corticoide fica reservada a situações nas quais 
comprovou sua real eficácia ou em casos de falha 
na terapêutica com agentes nas inócuas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
24 
DILUIÇÃO DE MEDICAMENTOS 
 
1º Exemplo: 
Frasco-ampola de Keflin de 1g ( Cefalotina 
Sódica) 
 
Deve-se diluir de preferência por um volume 
de 5 ml de solvente, assim obtém-se uma 
solução total de 5ml. Para saber quanto de 
Keflin existe em cada ml, deve-se seguir a 
 
Regra de Três. 
Então, 1000mg – 5ml 
X mg – 1ml 
Resposta: Cada ml da diluição terá 200mg 
 
2º Exemplo: 
Frasco-ampola de Amplicilina de 500 mg. 
Deve-se diluir de preferência com 5 ml de 
solvente, assim obtém-se uma solução 
medicamentosa total de 5ml onde estarão 
500 mg de Amplicilina. 
Então, 500mg – 5ml 
X mg – 1ml 
 
 
(cada ml da diluição terá 100mg) 
Resposta: Cada ml da diluição terá 100mg 
 
PENICILINA CRISTALINA 
Antibiótico de largo espectro largamente 
utilizado em unidades hospitalares tem frasco- 
ampola em apresentações mais comuns com 
5.000.000 UI e 10.000.000 UI. 
 
Diferente da maioria das medicações, no 
solvente da penicilina cristalina, deve-se 
considerar o volume do soluto, que no frasco-
ampola de 5.000.000 UI equivale a 2 ml e no 
frasco de 10.000.000 UI equivale a 4 ml. 
Quando coloca-se 8ml de Água Destilada 
em 1 Frasco-Ampola de de 5.000.000 UI, obtém- 
se como resultado uma solução contendo 10ml. 
Quando coloca-se 6 ml de Água 
Destilada em 1 Frasco-Ampola de 10.000.000 UI, 
obtém- se como resultado uma solução contendo 
10ml. 
Esquematizando: 
se 5.000.000 UI estão para 8 ml AD + 2 ml de 
cristais (10ml), logo 5000.000 UI estão para 10 
ml. se 10.000.000 UI estão para 6 ml AD + 4 ml 
de cristais (10 ml), logo 10.000.000 UI estão para 
10 ml. se 10.000.000 UI estão para 16 ml AD + 4 
ml de cristais (20 ml), logo 10.000.000 UI estão 
para 20 ml. 
 
Observação: 
1) Lembre-se que a quantidade de solvente (AD), 
se não estiver expressa na prescrição ou houver 
orientação do fabricante, quem determina é 
quem está preparando. 
 
2) Utiliza-se 8ml no caso de Penicilina Cristalina 
de 5.000.000 UI e 6ml no caso de Penicilina 
Cristalina de 10.000.000 UI, para que tenha-se 
maior facilidade na hora do cálculo. 
 
3) Ao administrar Penicilina Cristalina, lembre-
se que esta medicação é colocada normalmente 
em bureta com 50ml ou 100ml, conforme PM. 
REDILUIÇÃO 
Se diluir uma solução significa dissolver 
(Pasquale, 2009); adiciona-se a ela solvente não 
alterando a massa do soluto. Então o que é 
rediluição? 
Cálculo de Medicamento 
 
Farmacologia 
 
Data ___/___/____ 
 
Ciclo básico 
 
x = 200 
mg 
X = 100 
mg 
A capacidade da maioria dos frascos - ampolas 
de medicamentos é de no máximo 10ml. 
 
25 
É diluir mais ainda o medicamento, 
aumentando o volume do solvente (Água 
Destilada, SF, SG ou diluente para injeção), com 
o objetivo de obter dosagens pequenas, ou seja, 
concentrações menores de soluto, porém com 
um volume que possa ser trabalhado (aspirado) 
com segurança. 
Utiliza-se a rediluição quando se necessita 
de doses bem pequenas, como as utilizadas em: 
neonatologia, pediatria e algumas clínicas 
especializadas. 
Fazendo este exercício pode-se entender 
melhor; 
 
Foi prescrito Aminofilina 15mg IV, tem-se na 
unidade, ampolas de 240mg/10 ml. Como 
proceder? 
Deve-se entender o que foi pedido e então colocar o 
que se tem. 
 
 
 
Coloque sempre a fórmula para nunca 
errar. A seguir é só substituir com os valores do 
exercício 
Lembre: quando a droga for representada como 
no exemplo, deve-se escrevê-la da 
forma: 240mg – 10 ml 
 
Difícil aspirar pequeno volume. Não? 
Vamos fazer um comparativo para melhor 
entendimento: 
Quando se tem muitas pessoas para o 
jantar, porém não se estava esperando, lembre-
se da expressão: 
"Colocar mais água no feijão". A 
quantidade de grãos é a mesma, no entanto, ao 
se colocar mais água, o volume torna-se maior. 
O mesmo ocorre quando prepara-se o suco 
em pó e coloca-se mais água do que o indicado 
pelo fabricante. A quantidade de pó é a mesma, 
porém o volume foi aumentado (Refluímos o pó 
do suco). 
Ficou mais claro com esses exemplos? 
 
• • • 
 
Tem-se agora uma nova apresentação. 
Lembre-se que falamos de aumento de 
volume com a mesma quantidade de soluto 
(24mg). Agora é só aspirarmos mais 9ml de 
AD completando 10ml que corresponde a 
24mg. Por que completar 10 ml? 
Apenas para facilitar os cálculos: 
CÁLCULOS COM INSULINA 
A insulina é sempre medida em 
unidades internacionais (UI) ou (U). 
 
26 
Atualmente existem no mercado frascos 
de insulina graduada em 100 UI/ml e seringas de 
insulina graduadas também em 100 UI/ml. 
Exemplo: 
Prescrição Médica 20 UI de insulina 
NPH rotulado 100 UI/ml e seringa de insulina 
graduada 100 UI/ml. 
Resposta: Deve-se aspirar na seringa de 
insulina até a demarcação de 20 UI. 
 
Neste caso é muito tranquilo, pois tanto 
o frasco quanto a seringa tem a mesma relação 
unidades/ml; isto significa que o frasco tem a 
apresentação 100 UI/ml e a seringa também tem 
esta apresentação. 
Quando se tem frascos com apresentação 
diferente da graduação da seringa ou ainda 
quando não existir seringa de insulina na 
unidade, utiliza-se uma "fórmula". Será 
necessário o uso de seringas hipodérmicas de 3 
ou 5 ml. 
Utilizando o mesmo exemplo
de uma 
prescrição de 20 UI de insulina NPH, tendo o 
frasco de 100 UI/ml, mas com seringas de 3 ml. 
Resposta: Deve-se aspirar 0,2 ml na seringa 
utilizada ( 3 ou 5 ml 
 
 
 
Se não houver nenhum tipo de seringa de 
insulina na unidade e sendo necessário o uso de 
seringa hipodérmica (3 ml-5 ml), o volume 
aspirado terá por base sempre 1ml da seringa, 
não importando o tamanho da seringa. Atenção: 
caso a Prescrição Médica seja em valores 
mínimos, não sendo possível aspirá-lo, o médico 
deverá ser comunicado, pois não está indicada a 
diluição da insulina devido a perda da 
estabilidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
27 
SORO 
 
É uma solução que pode ser isotônica, 
hipertônica e hipotônica e tem como finalidades: 
hidratação, alimentação, curativos, solvente de 
medicações (ampolas), compressa ocular, 
compressas diversas, e outros. 
 
Define-se da seguinte forma: 
Solução Isotônica: a concentração é igual 
ou próxima a do plasma sanguíneo. 
 
Solução Hipertônica: a concentração é 
maior que a do plasma sanguíneo. 
 
Solução Hipotônica: a concentração é 
menor que a do plasma sanguíneo. Alguns tipos 
de soro mais utilizados: 
 
Soro Glicosado 5 % e 10% (SG 5% e SG 10%) 
Soro Fisiológico 0,9% (SF 0,9%) 
Soro Glicofisiológico (SGF) 
Soro Ringer com lactato ou ringer simples 
 
Seus volumes podem variar de ampolas 
de 10 ml ou 20 ml e frascos de 100 ml, 250 ml, 500 
ml e 1000 ml. 
 
Pode-se manipular de forma a aumentar 
ou diminuir a concentração ou estabelecer uma 
nova solução. 
Para aumentar a concentração de um 
soro: Neste caso será necessário descobrir de 
quanto é a concentração do soro prescrito e a 
concentração da solução que temos disponível 
na unidade. 
Vamos recordar? 
Quando fala-se de SG 5% tem-se 5g —100ml 
Quando fala-se de SG 10% tem-se 10g —100ml 
Quando fala-se de SG 15% tem-se 15g —100ml 
Quando fala-se de SF 0,9% tem-se 0,9g —100ml 
 
 
 
 
 
GOTEJAMENTO DE SOLUÇÕES 
LEGENDA 
 
 
 
 
Ainda que na maioria dos Serviços essa 
tarefa seja realizada por bombas de infusão, é 
preciso observar que em provas, concursos e em 
casos de falhas nos equipamentos deve-se 
utilizar as fórmulas tradicionais com os 
seguintes elementos: 
● Volume a ser infundido em ml (V) 
● Tempo que se leva para que a solução 
“corra”; podendo ser em horas e minutos (T) 
● Gotas (gts) 
● Microgotas (mgts) Então vamos demonstrá-
las. 
 
V = volume a ser infundido 
T = tempo estipulado para a infusão em horas 
3 = constante 
 
 
 
V = Volume a ser infundido 
20 = Constante 
T = tempo estipulado para a infusão em minutos 
 
V = Volume a ser infundido 
60 = Constante 
T = tempo estipulado para a infusão em minutos 
 
 
 
 
 
 
Já estas fórmulas só poderão ser utilizadas 
Quando t (tempo) for em minutos, ou seja, 90 
min., 30 min., 180 min, etc. 
 
Estas fórmulas só poderão ser utilizadas para t 
(tempo) em “hora inteira”, isto é, 1h, 2h, 3h, 
10h, etc... 
 
28 
1º exemplo 
PM = SG 5% 500 ml 
No caso estamos trabalhando em horas 
T = 8 h 
Queremos que seja gts/min 
 
Utilizamos na fórmula: 
V = volume; 
T= tempo e 
3 é a constante (lembre-se 
que constante não muda). 
 
Realizamos a 
multiplicação. 
 
 
Realizamos a divisão. 
 
 
 
 
 
Como não conseguiremos 
partir 1 gota, deveremos 
conforme regra aritmética 
aproximar o valor do 
resultado. 
ou seja = 21 gt/min* 
 
 Resposta: Em 8 horas deverá correr 
aproximadamente 21 gotas por minutos. 
 
2º exemplo: 
 
PM= SF 0,9% 500ml 
No caso estamos trabalhando em minutos 
T = 2 horas e 30 minutos 
Vamos transformar 2 h 30 min (2 h 30’) 
 
 
tudo em minutos. 
 
 
 
Queremos que seja mgt/min 
 
Utilizamos na fórmula: 
V = volume; 
T= tempo em minutos e 
20 que é constante 
Substituímos pelos valores dados e realizamos 
as operações. 
 
Realiza-se primeiro a multiplicação e depois a 
divisão. 
 
 
 
 
 
Resposta: Em 2 horas e 30 minutos deverão 
correr 67 gt/min. 
 
3º exemplo: 
 
PM = Tienan 
500 mg =100ml 
No caso estamos trabalhando em minutos. 
T = 30 minutos 
Queremos que seja mgt/min 
 
Utilizamos a fórmula: 
Vol = Volume; 
T= tempo em minutos e 60 que é constante. 
 
 
Substituímos pelos valores dados e realizamos 
as operações. 
 
Realizamos a multiplicação e depois a divisão 
 
 
 
 
Resposta: Em 30 minutos deverá correr 200 
mgts/min. 
 
Observação: 
 Podemos ainda encontrar enunciados de 
outras formas: onde temos o volume o número 
de gotas/minuto e queremos determinar o 
tempo. 
Qual o tempo necessário para o término de uma 
solução? 
 Para descobrirmos o tempo necessário 
para o término de uma solução, devemos: 
 
gt/min 66,66 
 
ou seja = 67 gt/min 
 
29 
Ex: Vol = 500 ml 
Nº de gotas / min. = 10 gts/min. 
 
O exemplo anterior, afirmamos que o soro será 
infundido a uma velocidade de 10 gotas/min. 
 Utilizamos a fórmula para chegarmos ao 
tempo para o término da solução: Substituímos 
na fórmula os valores determinados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tempo = 16,6 h ou 16 h + 0,6 h (separamos 16 
horas inteiras mais 0,6 horas) 
Para obtermos a fração 0,6 h e somente 
relembrarmos a regra de 3. 
 
1h – 60 min. 
0,6 – x 
x = 36 min. 
 
 Portanto a solução de 500 ml, infundindo 
a uma velocidade de 10 gotas/min, irá terminar 
em 16 horas e 36 min. 
 O cálculo para conhecermos o tempo 
necessário para o término de uma solução que 
corre em micro gotas/min. é idêntico ao de 
gotas/min. 
 
 
 REFERÊNCIA 
https://irpcdn.multiscreensite.com/64d4fda7/files/uploaded/Farmacologia%20e%20Cálc
ulos.pdf 
http://www.ifcursos.com.br/sistema/admin/arquivos/18-24-27-ap0stilafarmac0l0gia.pdf 
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/farmacia/farmacologia-
aplicada-a-enfermagem/10490 
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/farmacologia-
clínica/farmacocinética/biodisponibilidade 
http://portal.anvisa.gov.br/medicamentos/conceitos-e-definicoes 
https://www.ictq.com.br/varejo-farmaceutico/645-20-interacoes-medicamentosas-mais-
frequentes

Teste o Premium para desbloquear

Aproveite todos os benefícios por 3 dias sem pagar! 😉
Já tem cadastro?

Mais conteúdos dessa disciplina