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RESUMO INTEGRADA DE AG. AGRESSORES PARASITOLOGIA TRICURÍASE AG. ETIOLÓGICO: Trichuris trichiura. EPIDEMIOLOGIA: população mais carente, região litorânea, mais crianças. CICLO: ovos formados sofrem embriogênese formando larva de primeiro estágio → são ingeridos os ovos → larvas eclodem indo ao intestino delgado → larvas penetram epitélio intestinal onde maturam → migram para ceco e cólon onde finalizam seu desenvolvimento. TRANSMISSÃO: vento, água, alimentos, moscas. PATOGENIA: depende da carga parasitária, idade, nutrição e resposta imune. LEVE: menos de 1000 ovos/g de fezes, assintomática; MODERADA: 1000 a 9999 ovos/g de fezes, dor de cabeça, dor epigástrica, diarreia, vômitos; GRAVE: mais de 10000 ovos/g de fezes, edema, sangramento da mucosa anal, anemia, prolapso retal, falta de apetite. DIAGNÓSTICO: microscópico de fezes, anoscopia, proctoscopia, colonoscopia, hemograma. TRATAMENTO: mebendazol, albendazol. PROFILAXIA: saneamento básico, higiene, educação sanitária, ferve a água. FILARIOSE / ELEFANTÍASE AG. ETIOLÓGICO: Wulchereria bancrofti. EPIDEMIOLOGIA: urbana, Recife e regiões metropolitanas, temperatura, umidade. CICLO: mosquitos se alimentam de pessoa infectada → microfilárias se transformam em larvas → a larva infectante, L3, é depositada pelo mosquito → L3 migra pro sistema linfático do novo hospedeiro humano. TRANSMISSÃO: mosquito culex com larvas L3 infectam humano. PATOGENIA: lesões genitais, obstruções de vasos, inflamação, edema linfático, eosinofilia pulmonar tropical, elefantíase, febre filarial, linfedema. DIAGNÓSTICO: fazer exames preferencialmente no período noturno quando os parasitas vão para o sangue periférico. MICROFILÁRIA: cultura, desmoglobinização; VERME ADULTO: ultrassonografia, clínico. TRATAMENTO: dietilcarbamazina, ivermectina, albendazol. PROFILAXIA: administração de remédios em massa em populações endêmicas, larvicidas biológicos, educação em saúde. ENTEROBÍASE AG. ETIOLÓGICO: Enterobius vermiculares, verme em formato de D, há substância albuminosa. EPIDEMIOLOGIA: crianças, ambiente escolar, climas temperados, áreas litorâneas. CICLO: ingestão de ovos → larvas rabditoides eclodem do duodeno → jejuno e íleo → ceco. TRANSMISSÃO: alimentos, ovos que eclodem no reto ou região perianal migram pro ceco. PATOGENIA: normalmente assintomáticas. Quando não são, apresentam lesões anais, ruptura ileocecal, doença inflamatória pélvica, apendicite, dores abdominais, vômitos, tenesmo. DIAGNÓSTICO: clínico, parasitológico de fezes, método de Hall ou de Graham. TRATAMENTO: pamoato de pirantel ou pirvínio, mebendazol, albendazol. PROFILAXIA: higiene pessoal, evitar coçar região anal e levar dedos pra boca. ESTRONGILOIDÍASE AG. ETIOLÓGICO: Strogyloides stercoralis. EPIDEMIOLOGIA: regiões tropicais, trabalhadores rurais, imunossuprimidos. CICLO: ovos com larva filarioide penetra a pele → migra pro intestino até se tornarem larvas adultas → ovos migram para o lúmen intestinal e as formas rabditoides são excretadas. TRANSMISSÃO: solo contaminado. PATOGENIA: diarreia, vômitos. CUTÂNEA: pontos de penetração do parasita, larva currens, edema, prurido, pápulas hemorrágicas, urticárias. PULMONAR: tosse, febre, dispneia, asma, broncopneumonia, síndrome de Loffler, edema. INTESTINAL: • Enterite catarral: secreção, muco, parasita nas criptas glandulares; RESUMO INTEGRADA DE AG. AGRESSORES PARASITOLOGIA • Enterite edematosa: parasita na túnica, edema de submucosa, síndrome de má absorção intestinal; • Enterite ulcerosa: todo o intestino, ulceração com invasão bacteriana, fibrose íleo-paralítico. DISSSEMINADA: ocorre em pacientes imunodeprimidos, parasita alcança outros órgãos, causa pneumonia, hemorragias, insuficiência respiratória. DIAGNÓSTICO: clínico, exame de fezes, hemograma (eosinofilia), raio x de tórax, secreção broncopulmonar, LCR. TRATAMENTO: ivermectina, albendazol, cambendazol, tiabendazol, uso de laxativos. PROFILAXIA: educação sanitária, saneamento, tratamento profilático. ANCILOSTOMÍASE AG. ETIOLÓGICO: Ancylostoma duodenale ou Necator americanos. EPIDEMIOLOGIA: trópicos, locais de desigualdade social exacerbada. TRANSMISSÃO: DUODENALE: perfuração cutânea, ou leite materno. N. AMERICANUS: penetração na pele. PATOGENIA: PELE: erupções papilovesiculares, pápulas; TRATO RESPIRATÓRIO: tosse, bronquite, eosinofilia, síndrome de Loffler; TGI: dor, laceração de mucosa, hipoalbuminemia, diarreia, palidez, taquicardia; POUCA PARASITEMIA: entre 1 e 1999 ovos/g de fezes, assintomático. DIAGNÓSTICO: anamnese, coproparasitológico, coprocultura, ELISA, hemaglutinação, PCR. TRATAMENTO: albendazol, mebendazol. PROFILAXIA: vacinas, tratamento de áreas endêmicas. LARVA MIGRANS AG. ETIOLÓGICO: Ancilostoma braziliense/caninum, Toxocara canis/cati. HOSPEDEIRO: NATURAL: cães e gatos; ACIDENTAL: homem. EPIDEMIOLOGIA: crianças. TRANSMISSÃO: CUTÂNEA: animais infectados eliminam ovos → solos arenosos liberam as larvas dos ovos → L1 → L2 → L3 é infectante → pele em contato infecta. VISCERAL: mesmo ciclo, só que há ingestão de L3. PATOGENIA: CUTÂNEA: ponto vermelho saliente onde houve a penetração, prurido à noite, linhas tortuosas, pápulas, síndrome de Loffler; VISCERAL: depende do órgão invadido e da carga parasitária, pode causar tosse, dor, hepatomegalia, lesões de pele, comprometimento cardiológico/respiratório/neurológico; OCULAR: normalmente unilateral, granulomas, papilites, hemorragia retiniana, catarata, queratite. DIAGNÓSTICO: CUTÂNEA: anamnese, exame dermatológico. VISCERAL E OCULAR: biópsia, anamnese, hipergamaglobulinemia, exame oftalmológico, ELISA, intradermoreação, técnica de Western Blot. TRATAMENTO: CUTÂNEA: albendazol, ivermectina, neve carbônica. VISCERAL E OCULAR: albendazol, ivermectina, tiabendazol, levamisol, fenbendazol, mebendazol, dietilcarbamazina, oxigenoterapia, corticoides, vitrectomia. PROFILAXIA: educação em saúde, evitar contato com areia ou terra contaminada, restringir acesso de animais sem exames de fezes recente/periódico a ambientes públicos.