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Parasitologia Juliana Cavalcante – Biomédica Juliana Cavalcante - Biomédica Maceió, Julho 2025 Especialista em Análises Clínicas Auditora Interna ISO 17025/2005 Assessoria de Biologia Médica - LACEN/AL Instrutora e RT curso de Análises Clínicas - SENAC Ancylostoma duodenalis ANCILOSTOMÍDEOS Ancilostomose, ancilostomíase, amarelão ou doença do Jeca Tatu; Vermes cilíndricos; 02 pares de dentes (superior e inferior); Habitat: jejuno, duodeno e íleo. Monoxênico CICLO BIOLÓGICO Eliminação dos ovos Formação da larva rabdtóide dentro do ovo Eclosão da larva Penetra no organismo do homem, através da pele CICLO EVOLUTIVO 1. 24 a 48 h após eliminação dos ovos; 2. Formação de L1 (formação da larva rabdtóide dentro do ovo); 3. Dois dias – Eclosão da larva L1 – L2 – L3 ; 4.Penetra no organismo do homem, através da pele; 5. Circulação – coração – pulmão ; 6. L4 – expectorada ou deglutida; 7. ID – L5 – maturidade sexual 8. Acasalamento - ovipostura Penetração da larva L3 através da pele; Condições para desenvolvimento do ovo no meio ambiente: umidade › 90%, solo arenoso, ambiente livre de dejetos. TRANSMISSÃO PATOGENIA Lesões traumáticas e fenômenos vasculares no local da penetração; Sensação de picada, hiperemia, prurido, edema; Febrícula, tosse seca, rouquidão; Dores epigástricas, náuseas, vômitos, diarreias intensas, flatulências; Anemia microcítica e hipocrômica, eosinofilia; Anorexia DIAGNÓSTICO Clínico: anamnese e sintomatologia cutânea; Laboratorial – HPJ; Controle de áreas endêmicas: saneamento básico, educação sanitária Tratamento: Albendazol e Mebendazol Strongyloides stercoralis Estrongiloidose Parasita que mede 2 – 3 mm; Regiões quentes; Forma parasitária adulta é a fêmea; o macho tem vida livre; Larva com cauda bifurcada; Monoxênico CICLO BIOLÓGICO Habitat: mucosa duodenal As larvas são eliminadas nas fezes Ciclo externo Autoinfecção CICLO EVOLUTIVO 1. Habitat: mucosa duodenal; 2. Os ovos eclodem no intestino; as larvas são eliminadas nas fezes; 3. Ciclo externo: larvas penetram na pele e migram para coração, pulmão, brônquios e faringe; 4. Autoinfecção: ingestão de alimentos ou fezes (coprofagia) que contenham larvas Larvas penetram na pele e migram para coração, pulmão, brônquios e faringe; Autoinfecção: ingestão de alimentos ou fezes (coprofagia) que contenham larvas TRANSMISSÃO PATOGENIA Alterações cutâneas: edema, eritema, prurido, pápulas hemorrágicas; Pulmonar: edema pulmonar, síndrome de Loeffler, insuficiência respiratória; Intestinal: pontos hemorrágicos e ulcerosos, dores abdominais, diarreia, esteatorreia, desidratação, vômitos, emagrecimento; Pneumonia, meningite, óbito. DIAGNÓSTICO Clínico Laboratorial: Baermann (LARVAS)/HPJ Tratamento: Albendazol/Ivermectina Taenia solium Taenia saginata É uma zoonose, porque acomete tanto o homem como animais; Vermes com corpo segmentado (proglotes), hermafrodita, ventosas Heteroxênico CICLO BIOLÓGICO Hospedeiro intermediário: T. solium são suínos e T. saginata os bovinos Parasita adulto – teníase Ovo – cisticercose Habitat Intestino delgado Cisticerco – tecido subcutâneo, muscular, cérebro, coração e olhos CICLO EVOLUTIVO Homem parasitado elimina proglotes cheias de ovos para o meio externo; HI (boi, na T. saginata; e porco, na T. solium) ingere os ovos; Estômago – ID – liberação dos ovos que serão transportados a todos os órgãos e tecidos; HD ingere carne crua ou mal cozida – os ovos transformam-se em tênia adulta ou migram para outros órgãos (olhos, cérebro, fígado, músculos, coração, pulmão) PATOGENIA Teníase: tonturas, apetite excessivo, náuseas, vômitos, alargamento do abdômen, perda de peso; Cisticercose: anemia, ataques epileptiformes, desordem mental, alucinações, demência, dispneia, palpitações, cegueira, hidrocefalia. DIAGNÓSTICO Clínico Laboratorial – HPJ/Tamização, ELISA, RIFI, anatomopatológico Prognóstico desfavorável – neurocisticercose Tratamento: Praziquantel EPIDEMIOLOGIA Ampla distribuição no Brasil; Precárias condições de higiene da população; Método extensivo de criação de animais; Hábito de comer carne pouco cozida ou assada; Sistemas de esgoto precários; Tratamento de água adequado para consumo humano, animais ou para regar plantações. Hymenolepis nana e Hymenolepis diminuta Infecção intestinal causada por uma espécie de tênia; Menor dos parasitas: verme adulto mede 3-5 cm e os ovos cerca de 40µm de diâmetro, transparentes e incolores; Ingestão acidental de pulgas que carregam as larvas do parasita Encontrado no íleo de ratos e camundongos; Adultos e crianças (8 – 12 anos) CICLO EVOLUTIVO Ovos sobrevivem mais de 10 dias em um ambiente externo. A larva adulta pode viver de 4 a 8 semanas; Quando seus ovos são ingeridos por meio de água contaminada, alimentos e mão contaminada por fezes, são levados até a mucosa intestinal se transformando em larva; Habitat: intestino delgado; Sintomas: agitação, insônia, irritabilidade, dor abdominal, diarreia, crises epileptiformes. OBRIGADA!