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Ascaris lumbricoides Classificação científica • Reino;Animalia • Filo:Nematoda • Ordem:Ascaridida • Família:Ascarididae • Gênero:Ascaris • Espécie:Ascaris lumbricoides HELMINTO PARASITA INTESTINAl NEMATODA (corpo cilíndrico) • Ascaris lumbricoides (popularmente: lombriga, bicha) • Ascaridíase ou • Ascariose • Estima-se 4 a10 número de vermes por pessoa. • Relatos de casos de 500 a 700 parasitos. Ascaris lumbricoides Verme adulto fêmea (15-30 cm) Verme adulto macho (10-25 cm) Ascaris lumbricoides • Parasito afilado • Cilíndrico • Branco leitoso Nota:quando eliminado cor(rósea ou avermelhado) • Fêmeas são maiores, mais grossas que os machos. Recurvadas em todo sentido do seu corpo e com parte posterior retilínea. Verme adulto fêmea (15-30 cm) • Macho cauda curvada. Verme adulto macho (10-25 cm) • 30 Ascaris lumbricoides Vermes adultosVermes adultos causando obstrução intestinal Ovos em diferentes fases/férteis Ovos férteis (50 µm) Ovos em diferentes fases/férteis • Ovóides, • coloraração castanho escuro ou amarelada, • Dupla membrana, • membrana mamilonada (consitência albuminosa) OVOS CORTICADOS, • Possuem uma massa de células germinativas. Ovos em diferentes fases/férteis descorticados • Ovóides, • Castanho claro ou amarelado, • Desprovido de membrana mamilonada, • Membrana externa é lisa. • Possuem uma massa de células germinativas. Ovos em diferentes fases/inférteis • São alongados, • Castanho escuro, • Membrana mamilonada, • Citoplasma granuloso de aspécto grosseiro. Ovos larvados HABITAT ✔ Intestino delgado (jejuno e íleo). ❖ Ficam presos à mucosa por meio de fortes lábios ou migram pela luz intestinal ❖ Longevidade de 1 a 2 anos no intestino ❖ único hospedeiro é o homem . • O parasito não se multiplica no hospedeiro, caso ocorrer infecção por tempo maior que seu ciclo biológico pode ter ocorrido reinfecção. TRANSMISSÃO • Ingestão de ovos infectantes através da água e alimentos contaminados. • Poeira e insetos (moscas e baratas) podem veicular mecanicamente ovos infectantes. Ciclo biológico • os ovos engolidos sofrem ruptura e liberam larvas no intestino( larva rabiditóide) . • Essas larvas, levadas pelo sangue, passam pelo: fígado, coração, pulmões, brônquios, sendo novamente engolidas. • Retornam ao intestino, onde se tornam adultas, para se acasalar e pôr ovos. Ciclo biológico • No organismo humano, o ovo leva de 2,5 a 3 meses para se transformar em larva e depois em verme adulto.. Ciclo biológico (Monoxênico) • 1.Ovos contendo larva contaminam água e/ou alimentos; • 2.Ingestão dos alimentos(ovos/larvados); • 3.Passagem do ovo (estômago) e liberação da larva no intestino delgado; • 4.Penetração das larvas na parede intestinal; • 5.Larvas ( sistema porta )até os pulmões; • 6.Larvas alvéolos, Migração das larvas para a faringe; • 7.Expulsão das larvas pela expectoração ou deglutição das mesmas; • 8.Larvas atingem novamente o duodeno transformando-se em adultos. PATOGENIA • 1- LARVAS: lesões hepáticas e pulmonares • Fígado: focos hemorrágicos e de necrose (fibrosamento) • Pulmões: focos hemorrágicos • edemaciação dos alvéolos • infiltrado parenquimatoso eosinofílico PATOGENIA • manifestações alérgicas. • febre • dispnéia, • bronquite e pneumonia • tosse com muco, catarro sanguinolento/ larvas. PATOGENIA • 2- VERMES ADULTOS: • Ação espoliadora (proteínas, carboidratos, lipídios e vit A e C). • Ação tóxica (Ag-AC: edema, urticária, convulsões). • Ação mecânica (irritação, enovelamento, obstrução). • Localizações ectópicas (“ascaris errático”) • (apêndice cecal, canal colédoco, pâncreas, eliminação pela boca e narinas) Bolo de vermes causando a ruptura de intestino PATOGENIA A intensidade das manifestações depende: • - do nº de parasitas presentes, • - estado nutricional do hospedeiro, • - resposta imune do hospedeiro. Sintomatologia • Eliminação de vermes (ânus) freqüentemente o primeiro indício de infecção. • Sintomas variáveis com o grau de infecção. Nota: infecções leves são assintomáticas • Manifestações intestinais( sobretudo em crianças): Vômitos, Dor abdominal, Diarréia. Sintomatologia • Manifestações pulmonares(observadas em regiões endêmicas Síndrome de Löeffler Febre, Tosse seca, Dor torácica, Eosinofilia e infiltratado pulmonar transitório, Pneumonia atípicas. Sintomatologia • Manifestações hepáticas • Dor, • Hepatomegalia, • Icterícia, • Náuseas, • Vômitos, • Simula quadro de hepatite viral, DIAGNÓSTICO • Método: pesquisa de ovos (parasitológico de fezes). • Parasitismo exclusivo • por fêmeas: ovos inférteis. • por machos: exame negativo. DIAGNÓSTICO • Identificação de vermes adultos nas fezes e/ ou sua eliminação através da boca , nariz e outras. • Exame de escarro ou lavado gástrico para a pesquisa de larvas do helminto. TRATAMENTO • OMS: ✔ Albendazol - impede absorção de glicose pelos helmintos, determinando sua morte. Dose( 400mg em dose única) pode ser repedida após 14 dias. ✔ Mebendazol – mecanismo de ação idêntico ao albendazol. Dose (100mg 2x dia /3 dias) TRATAMENTO ✔ Levamisole: Baixa toxidade, Tolerabilidade com índice de cura entre 90% e 100%, Dose: adultos (150 a 160 mg dose única) crianças (80 mg dose única) TRATAMENTO • Piperazina Paralisa a musculatura dos vermes(expulsos pelo peristaltismo intestinal), Atualmente é empregado apenas em casos de oclusão intestinal e suspeita de obstrução biliar. Dose: 50 a 100mg/Kg/dia 6 dias (dose máxima diária 3g) pode ser repetido após 14 dias de intervalo. TRATAMENTO • GESTANTES: somente após o 1º trimestre de gravidez • OCLUSÃO: Jejum e sonda nasogástrica (medicamento + óleo mineral) • Tratamento cirúrgico. EPIDEMIOLOGIA EPIDEMIOLOGIA • parasita cosmopolita (áreas tropicais) • 30% pop. Mundial • 70 a 90% crianças de 1 a 10 anos • temp. média anual elevada (25-30 ºC) • umidade ambiente elevada (>70%) • viabilidade do ovo infectante por vários meses • ovos no peridomicílio (crianças defecam). PROFILAXIA • Educação em saúde • Construção de redes de esgoto com tratamento e/ou • fossas sépticas. • Tratamento em massa da população parasitada. • Proteção dos alimentos contra poeira/insetos. • Lavar bem frutas /verduras ingeridas cruas. • Bons hábitos de higiene.