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ESOFAGITE EOSINOFÍLICA E EROSIVA ESOFAGITE EOSINOFÍLICA Doença crônica, imunomediada por antígeno, caracterizada por inflamação esofágica com predominância de eosinófilos. Principais alimentos que induzem uma resposta imune no esôfago: > leite, trigo, soja, ovos, amendoim/nozes, peixe e mariscos. FATORES DE RISCO História de atopia: alergia alimentar, asma, eczema, rinite… História familiar positiva Sexo masculino QUADRO CLÍNICO Crianças: - Recusa alimentar, vômitos, irritação, dor abdominal e dificuldade de crescimento. Adultos: - Disfagia, impactação alimentar, azia, regurgitação, dor abdominal. DIAGNÓSTICO Clínica + EDA + biópsia Achados : ✓TRAQUEIZAÇÃO DO ESÔFAGO (MÚLTIPLOS ANEIS CONCÊNTRICOS) → achado típico de questões de prova! ✓ SULCOS LONGITUDINAIS COM EXSUDATO ✓ ESTENOSES com estreitamento do lúmen e risco de impactação alimentar ✓ Presença de > 15 EOSINÓFILOS POR CAMPO DE GRANDE AUMENTO → tem que saber o valor! O número de eosinófilos esofágicos não é biomarcador confiável de gravidade. Quadros leves ou graves podem apresentar níveis semelhantes de eosinófilos esofágicos. É preciso excluir outras causas de eosinofilia ✓ DRGE, PARASITOSE, MALIGNIDADE → são causas que também podem causar infiltração de eosinófilos no esôfago! TRATAMENTO 3 ‘’D’’s: dieta, droga e dilatação. (1 OU + DAS OPÇÕES ABAIXO) (1) DIETA : retirar gatilhos alimentares (mais comuns: leites, ovos, soja e trigo) → muitas vezes não é o suficiente para o tratamento! (2) INIBIDOR DA BOMBA DE PRÓTONS POR 8 SEMANAS (se houver boa resposta: manter terapia crônica) → efeito “anti-inflamatório” no esôfago, impedindo o recrutamento de eosinófilos. (3) CORTICOTERAPIA TÓPICA COM FLUTICASONA OU BUDESONIDA SPRAY → não é a “asma do esôfago”? Só não confunda a via de administração ! Aqui o paciente deglute o corticoide! Tem que ficar pelo menos 30 minutos sem beber/comer nada após o uso! OBS → Se o paciente beber água ou comer logo após usar o medicamento, o corticoide será diluído ou removido antes de conseguir agir adequadamente na mucosa, diminuindo a eficácia. (4) DILATAÇÃO ENDOSCÓPICA : para estenoses refratárias. Para pacientes com disfagia persistente apesar do tratamento, com redução da remissão da inflamação alcançada e em pcts com disfagia grave e história de impactação alimentar. Atua nas complicações, não atuando na fisiopatologia da doença. Deve ser feita de forma gradativa, com aumentos progressivos do diâmetro do balão de 2mm por sessão. Sessões a cada 2 a 3 semanas. Risco de perfuração esofágica. DIETA A dieta → 3 formas: dieta elementar, dietas de eliminação guiadas por testes de alergia alimentar e dietas de eliminação empírica ● STEP-UP (Escalonada) 👉 Começa eliminando poucos alimentos e vai aumentando se não houver melhora. Como funciona: Inicia eliminando 1-2 alimentos mais comuns (geralmente leite e trigo). Se não houver melhora na biópsia (EGD com ≥15 eosinófilos/HPF), elimina mais 4 alimentos. Se ainda não melhorar, elimina os 6 alimentos principais. ● TOP-DOWN (Descendente) 👉 Começa eliminando todos os 6 principais alimentos desde o início, depois vai reintroduzindo gradualmente. Quais alimentos são eliminados? Leite, Trigo, Ovo, Soja, Amendoim/Nozes, Peixe/Frutos do mar Se houver melhora na biópsia, os alimentos são reintroduzidos um por vez, com nova endoscopia a cada 2-4 semanas. ESOFAGITE EROSIVA O refluxo pode ser fisiológico, não necessariamente é a doença do refluxo. ** O refluxo casual e de curta duração que geralmente ocorre durante as refeições A esofagite é uma complicação da DRGE ETIOLOGIA Relaxamentos transitórios do esfíncter esofágico inferior (EEI) → episódios em que o EEI se abre de maneira inadequada, sem estar ligado com a deglutição. Esses relaxamentos duram mais tempo que o normal (mais de 10 segundos), dando mais chance para o ácido subir. Diferente da deglutição normal, esse relaxamento não ativa os movimentos do esôfago (peristalse), que normalmente ajudariam a empurrar o ácido de volta para o estômago. Acredita-se que esses relaxamentos estão ligados a um reflexo vagovagal, esse reflexo ocorre de maneira exagerada, ou seja, o EEI se abre sem necessidade e por muito tempo, permitindo que o ácido gástrico suba para o esôfago. Hipotonia verdadeira do EEI → quando o EEI apresenta uma pressão reduzida, facilitando a passagem do conteúdo gástrico Desestruturação anatômica da junção esofagogástrica (hérnia de hiato) → o esofago vai passar pelo diafragma pelo diafragma pelo (hiato esofágico), quando se tem hérnia esse hiato fica mais largo , permitindo que o estômago “suba” para dentro do tórax, facilitando o refluxo por conta da perda de ângulo, pressão.. QUADRO CLÍNICO - Típicos >Pirose: sensação de queimação retroesternal que se irradia do epigástrio à base do pescoço, podendo atingir a garganta; 30 a 60min após a alimentação. >Regurgitação ácida: definida como a percepção do refluxo do conteúdo gástrico para a boca ou hipofaringe, sem a ocorrência de vômitos. - Atípicos Dor torácica não cardíaca (DTNC) , Globus faringeus, Asma , Tosse crônica, Pneumonias de repetição, Otite média, Sinusite crônica , Rouquidão / disfonia e Pigarro FATORES DE RISCO SINAIS DE ALARME Esses sinais indicam a necessidade de investigação urgente com endoscopia para excluir condições como estenose esofágica, úlceras, esofagite erosiva grave ou até mesmo câncer. Sinais de alarme (anemia, emagrecimento, odinofagia, disfagia) → principalmente DRGE FORMAS DE APRESENTAÇÃO ● DRGE não erosiva Ausência de erosões ao exame endoscópico; Edema e enantema, associada aos sintomas típicos; Resposta ao teste terapêutico com IBP. → Só que nem todo refluxo causa lesão, porque o esôfago tem mecanismos de defesa naturais. ● DRGE erosiva Apresentação clássica; Presença de erosões ao exame endoscópico; Classificação de Los Angeles*. COMPLICAÇÕES Estenose esofágica: É uma complicação da DRGE não tratada ou grave, quando o refluxo ácido machuca tanto o esôfago que forma úlceras profundas. Com o tempo, essas úlceras cicatrizam formando tecido fibroso → que vai estreitando o esôfago. Como desconfiar? Disfagia progressiva (começa com sólidos, depois líquidos) Impactação alimentar (comida entalada) Pode ter perda de peso Sintomas de refluxo antigos Esôfago de Barrett Metaplasia intestinal → troca do epitélio escamoso normal do esôfago por epitélio colunar (igual ao do intestino) como defesa contra o ácido. Cor salmão; longo (>3 cm) x curto. Diagnóstico: EDA com biópsias. Acompanhar o pct com EDA periódicas! > s/ displasia: EDA a cada 3-5a > c/ displasia: EDA 6 meses no primeiro ano. Após, anual. Todo Barrett precisa de IBP, mesmo sem sintomas de refluxo! DIAGNÓSTICO É CLÍNICO Pirose e regurgitação pelo menos 2x por semana por mais de 4 semanas. Se pct jovem e sem sinais de alarme -> iniciar teste diagnóstico terapêutico com IBP (III Consenso da DRGE Brasileiro). - Exames complementares EDA Indicações para EDA: Sinais de Alarme. Fatores de risco para complicações (homem; > 45 anos; obesos; sintomas há mais de 5 anos). Pacientes que não responderam ao teste de supressão ácida com IBP. CLASSIFICAÇÃO - Los Angeles GRAU A: uma ou mais erosões 5mm em sua maior extensão, não contígua entre os ápices das pregas esofágicas; GRAU C: erosões contíguas (ou convergentes) entre os ápices das pregas, envolvendo padrão-ouro. > para pcts com EDA normal, sintomas atípicos e/ou sintomas refratários. > maior benefício: dúvida diagnóstica. > correlação dos sintomas com episódios de refluxo. > incômodo paraser realizado. Manometria convencional e de alta resolução > mede a pressão esofágica e no EEI. Hipomotilidade do corpo? Hipotensão do EEI? TRATAMENTO ● Farmacológica A grande maioria se beneficia com o tratamento clínico, que envolve medidas comportamentais e farmacológicas. IBP (inibidor da bomba de prótons): principal! - Bloqueiam de forma irreversível a bomba H+/K+ ATPase localizada nas células parietais gástricas. - Uso: em jejum, 30 minutos antes do café da manhã. Dose plena p/ DRGE não complicada. Dose dobrada p/ pcts com complicações (estenose, úlcera ou Barret) ou com manif atípicas. Tempo: 4 a 8 semanas. ● comportamentais Elevar a cabeceira da cama em 15 a 28 cm. Evitar refeições pesadas e gordurosas 2 a 3 horas antes de dormir. Tratar a obesidade. Evitar: cafeína, vinagre, alho, refrigerantes, frituras, bebidas alcoólicas e chás. Evitar condimentos como pimentas, temperos prontos, molho inglês, molho de pimenta, shoyu, páprica, noz moscada, canela, mostarda e catchup. Diminuir ou parar de fumar. Dormir de lado esquerdo. ● Cirurgia → FUNDOPLICATURA A NISSEN Indicações Absolutas: Esofagite erosiva grave (Classificação C ou D de Los Angeles) Hérnia de hiato > 5 cm com sintomas (mesmo que a esofagite não seja tão grave) Refratariedade ao tratamento com IBP por pelo menos 8 semanas Eventos adversos por IBP (diarreia, hipomagnesemia...) “IHH... O ALARME” I dade > 40-45 anos L infadenopatia H ist.familiar de câncer gástrico A marelão (icterícia) H ematêmese R auuuuull (vômitos de repetição) O dinofagia e disfagia M assa palpável A nemia E magrecimento