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U N I D A D E 2 | T U T O R A M A R I A N A
CLASSIFICAÇÃO DO RECÉM-NASCIDO DE 
 ACORDO COM SUA IDADE GESTACIONAL 
 E PESO AO NASCER
Primeira avaliação de estado nutricional é o peso ao nascer. 
Além da relação do nascimento com a idade gestacional, o 
peso ao nascer também é um parâmetro utilizado para avaliar 
 as condições do RN.
Os fatores que mais influenciam de forma negativa para o 
crescimento intrauterino, denominados fatores de risco para baixo 
peso ao nascer, são:
(BRASIL, 2002a)
Tabagismo, a ingestão de álcool e outras drogas, 
doenças infecciosas crônicas e doenças sexualmente 
transmissíveis da gestante, presença de hipertensão 
arterial na gestação, elevada paridade, intervalo curto 
 entre partos, gestações múltiplas, idade materna 
acima de 35 anos e estado nutricional da gestante.
ASPECTOS FISIOLÓGICOS DO SISTEMA GASTROINTESTINAL 
DO LACTENTE
(PALMA; DISHCHEKENIAN, 2009)
Os nutrientes são disponibilizados para o feto através da circulação placentária, que 
passam do sangue materno para a circulação fetal. Os nutrientes são 
imediatamente utilizáveis, sem necessidade de hidrólise e mecanismos de 
absorção. O principal nutriente utilizado como fonte energética é a glicose, e os 
aminoácidos livres são utilizados para a síntese proteica.
O sistema digestório no embrião é um dos primeiros a ser reconhecido. Entre a 
vigésima quarta e trigésima sexta semanas gestacionais este sistema é 
morfologicamente similar ao do RN a termo, porém possui imaturidade funcional. O 
 desenvolvimento longitudinal do trato gastrointestinal é mais evidenciado no 
último trimestre de gestação. Até aos três a quatro anos de idade esse 
desenvolvimento continua em uma velocidade menor.
Ao nascimento os reflexos de sucção e extrusão já ocorrem e são 
importantes nos primeiros meses de vida. Esse mecanismo condiciona a 
alimentação líquida para o bebê que é capaz de extrair leite das mamas. A 
partir dos 4 a 6 meses o bebê já começa a aceitar alimentos semissólidos. É 
quando o reflexo de extrusão desaparece. Entre o sétimo e nono mês de 
vida, os movimentos de mordedura começam a aparecer, momento que 
ocorre a erupção dos primeiros dentes.
ATENÇÃO: É importante relembrar que a principal fonte de energia do feto 
é oriunda da glicose. Já a partir do nascimento a gordura passa a ser uma 
das principais fontes de energia dos bebês.
ASPECTOS FISIOLÓGICOS DO SISTEMA GASTROINTESTINAL 
DO LACTENTE
O processo de digestão nos primeiros meses de vida apresenta algumas 
particularidades.
As vitaminas e minerais são absorvidos normalmente desde os primeiros meses de vida.
• A amilase está presente 
 na saliva, porém a 
digestão começa no 
intestino proximal 
(amilase pancreática)
• Carboidrato mais 
 importante é a
lactose
Digestão das proteínas (a 
concentração de ácido clorídrico 
 e pepsina aumenta 
progressivamente nos primeiros 
meses)
Lipase lingual (importante 
 papel na digestão das 
gorduras). lipase 
pancreática e sais biliares 
no RN ainda é baixa.
De acordo com as RDA de 1989, a recomendação é de 30 a 40 kcal/kg/dia para adultos e 
90 a 120 kcal/kg/dia para RN.
As necessidades aumentadas de energia são justificadas pela alta taxa metabólica basal do 
bebê e também pelas altas taxas de crescimento e desenvolvimento dos primeiros meses 
e anos.
No caso de presença de sobrepeso ou obesidade, as Diretrizes de Obesidade no 
Diagnóstico e Tratamento da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de 
Endocrinologia e Metabolismo alertam para que as abordagens nutricionais sejam 
baseadas no controle do ganho ponderal e de comorbidades caso estejam presentes.
NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO LACTENTE
Cálculo do GET para lactentes:
Multiplicar o GEB (GER) pelo fator atividade (FA).
 Sedentárias o FA de 1,2 ou 1,3
 Crianças ativas, o FA 1,4 ou 1,5
NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO LACTENTE
Exemplo:
Paciente masculino, 2 meses e 5dias.
Peso: 4,3kg
Cálculo do GET para lactentes:
Multiplicar o GEB (GER) pelo fator atividade (FA).
 Sedentárias o FA de 1,2 ou 1,3
 Crianças ativas, o FA 1,4 ou 1,5
NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO LACTENTE
Exemplo:
Paciente masculino, 2 meses e 5dias.
Peso: 4,3kg
60,9 x P – 54
60,9 x 4,3 -54
261,87 -54 → 207,87kcal
207,87 x 1,2 (FA) → 
249,44kcal
NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO LACTENTE
Exemplo:
Paciente masculino, 2 meses e 5dias. 
 Peso: 4,3kg Estatura: 56 cm
NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO LACTENTE
Exemplo:
Paciente masculino, 2 meses e 5dias. 
 Peso: 4,3kg Estatura: 56 cm
0,167 x P + 15,17 x E – 617,6
0,167 x 4,3 + 15,17 x 56 – 617,6
0,718 + 849,52 – 617,6 = 232,64kcal
232,64 x 1,2 (FA) = 279,17
NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO LACTENTE
EER (kcal/dia) = 89 x peso da criança (kg) – 100 + Energia de deposição.
Exemplo:
Paciente masculino, 2 meses e 5dias. 
 Peso: 4,3kg Estatura: 56 cm
NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO LACTENTE
Exemplo:
Paciente masculino, 2 meses e 5dias. Peso: 4,3kg Estatura: 56 cm
EER (kcal/dia) = 89 x peso da criança (kg) – 100 + Energia de deposição. 
EER= 89 x 4,3 – 100 + 175kcal
EER= 382,7 – 100 + 175kcal → EER= 457,7Kcal
EER para crianças de 0 a 36 meses
EER (kcal/dia) = 89 x peso da criança (kg) – 100 + Energia de deposição.
AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DO LACTENTE
Os fatores intrínsecos que determinam o crescimento incluem 
fatores genéticos, metabólicos, más formações congênitas e os 
 fatores extrínsecos que compreendem a saúde e cuidados 
gerais com a criança, habitação e higiene e especialmente a 
alimentação.
A velocidade de crescimento é particularmente elevada até os 
dois primeiros anos de vida seguida de um declínio gradativo e 
pronunciado até os cinco anos de idade. Depois de 5 anos a 
velocidade de crescimento é relativamente constante, de 5 a 6 
cm por ano. No início do estirão da adolescência a velocidade 
de crescimento aumenta muito.
AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DO LACTENTE
Peso Estatura
Perímetro 
cefálico - PC
Circunferência do braço
– quando não é possível 
 analisar peso e 
estatura
Perímetro torácico – PT: A 
relação PT/PC até os 6 
meses de vida devem
ser de 1 em crianças sadias
Dobra cutâneas - 
tricipital e 
subescapular
AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DO LACTENTE
Para crianças os referenciais antropométricos são as curvas de crescimento.
A OMS recomenda o uso dos seguintes índices 
antropométricos para avaliar o estado nutricional 
de crianças e adolescentes:
 Para crianças de 0 a 5 anos incompletos:
 Peso para a idade = P/I
 Peso para a estatura = P/E
 IMC para a idade = IMC/I
 Estatura para a idade = E/I
• Para crianças de 5 a 10 anos incompletos:
• Peso para a idade = P/I
• IMC para a idade = IMC/I
• Estatura para a idade = E/I
• Para adolescentes de 10 a 19 anos:
• IMC para idade = IMC/I
• Estatura para a idade – E/I
AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DO LACTENTE
O profissional deverá coletar as medidas 
antropométricas, no caso de crianças as mais 
frequentes são o peso e a estatura.
Posteriormente, utilizar os gráficos de acordo com o 
sexo e idade e identificar a localização de acordo com 
 o percentil ou escore z.
Com a identificação do intervalo dos pontos de corte 
é possível classificar o estado nutricional da criança, 
de acordo com os índices antropométricos.
AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DO LACTENTE
O ganho de peso é 
considerado o melhor 
indicador do estado 
nutricional de crianças 
 abaixo de um ano.
A pesagem periódica 
é fundamental, pois 
possibilita identificar 
mudanças agudas no 
estado nutricional.
Desta forma uma 
abordagem nutricional 
 mais precoce evita 
grandes prejuízos.
AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DO LACTENTE
Os exames bioquímicos são ferramentas importantes para 
complementar a avaliação do estado nutricional, auxiliando no 
diagnóstico nutricional, na detecção de risco de sub ou 
superalimentação, e no acompanhamento nutricional de crianças e 
também adolescentes.
Exames bioquímicos
Questionar a mãe sobre a frequência diária das mamadas, o 
tempo das mamadas,se ocorre o esvaziamento das mamas, se a 
nutriz reveza as mamas, a quantidade de fraldas que são usados 
por dia, as características da defecção e diurese, se houve 
alguma mudança na dinâmica alimentar da criança nos últimos 
dias
Anamnese nutricional
AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DO LACTENTE
Os principais testes laboratoriais que 
são úteis para a avaliação do estado 
nutricional estão relacionados a 
seguir:
 Retinol plasmático
 Zinco plasmático
 Vitamina D (25-OH plasmático)
 Vitamina E sérica
 Vitamina C plasmática
 Vitamina B6 (piridoxina plasmática)
 Vitamina B12
 Folato sérico
 Cálcio total
 Cálcio ionizável
 Hemoglobina
 Hematócrito
 Volume corpuscular médio
 Índice de saturação da transferrina
 Ferretina
 Transferrina
 Ferro
Capacidade total de ligação do ferro
A INFLUÊNCIA DO ALEITAMENTO MATERNO PARA O 
LACTENTE E O DESMAME
Aleitamento materno e obesidade:
Existe um risco aumentado que crianças com sobrepeso ou obesidade tornem-se 
adultos obesos e com predisposição inerente do desenvolvimento de doenças 
crônicas (BALABAN et al., 2004).
Aleitamento materno e anemia:
O leite materno não é uma fonte alimentar com níveis de ferro elevado, contudo, a 
biodisponibilidade do ferro neste alimento é alta.
Uma das estratégias protetoras e recomendadas na prevenção contra a deficiência 
de ferro e a instalação da anemia é a contraindicação de uso de leite de vaca in 
natura, não processado, em pó ou fluido antes dos 12 meses. O aumento da 
prevalência do aleitamento materno no Brasil nos últimos anos é apontado como 
um dos motivos para a discreta melhora em relação aos casos de anemia em 
crianças
Amamentação e cólica do lactente:
Alguns alimentos consumidos pela nutriz já foram apontados como causadores de cólica como 
o amendoim, chocolate, leite, refrigerantes e frutas cítricas. Não houve comprovação cientifica 
de que esses alimentos provoquem cólica.
Considera-se a etiologia da cólica do lactente multifatorial. Constituem parte de uma resposta 
fisiológica adaptativa, hiperperistaltismo, intolerância alimentar à alergia, às proteínas do leite 
de vaca e desequilíbrio da microbiota intestinal e também da influência de fatores ambientais.
Algumas evidências indicam que crianças que param de ser amamentadas precocemente 
apresentam cólicas com maior frequência
Amamentação e caries dentária
Entre todos os benefícios já comprovados no crescimento, desenvolvimento, redução do risco 
de doenças principalmente as infecciosas o aleitamento materno influência na saúde oral e 
dental.
A frequência elevada de mamadas ao dia, mamadas de longa duração e mamadas noturnas 
frequentes. A consequência destes hábitos favorece o acúmulo de leite materno sobre os 
dentes que associado ao baixo fluxo salivar e a ausência de higienização oral torna o ambiente 
propício para a instalação de cárie dentária
(RIBEIRO; COUTINHO, 2016)
A INFLUÊNCIA DO ALEITAMENTO MATERNO PARA O 
LACTENTE E O DESMAME
TÓPICO 2 – INTRODUÇÃO 
DE NOVOS ALIMENTOS
NECESSIDADES NUTRICIONAIS APÓS AOS 6 
 MESES DE IDADE
REQUERIMENTO DE MACRONUTRIENTES
Necessidade proteíca
Weffort e Lamounier
 Neonatos: 2,5 a 3,0 g /Kg/dia
Lactentes: 2,0 a 2,5 g/Kg/dia 
RDA
Crianças de 7 a 12 meses: 
1,5g/kg/dia
FAO: Ingestão mínima de proteína 
recomendada para evitar o 
desenvolvimento
de desnutrição:
 Crianças de 0,5 ou 6 meses
 Meninos: 1,31 g/Kg/dia
 Meninas: 1,31 g/Kg/dia
 Crianças de 1 ano
 Meninos: 1,14g/Kg/dia
 Meninas: 1,14g/Kg/dia
 Crianças de 1,5 anos
 Meninos: 1,03g/Kg/dia
 Meninas: 1,03g/Kg/dia
 Crianças de 2 anos
 Meninos: 0,97g/Kg/dia
 Meninas: 0,97g/Kg/dia
Os carboidratos são as principais fontes energéticas de utilização rápida do organismo. 
São necessárias quantidades suficientes do consumo deste macronutriente para evitar 
cetose e hipoglicemia. Esta quantidade deve ser de no mínimo de 5g/kg/dia
De acordo com a RDA (AI), a recomendação de CHO para crianças de zero a seis meses 
de idade é de 60 gramas ao dia, para a idade de sete a dozes meses é de 95 gramas ao 
dia e a partir de um ano até três anos é de 130 gramas ao dia (INSTITUTE OF MEDICINE, 
2005). É aceitável uma distribuição de carboidrato de 55 a 75%, de acordo com a FAO, 
2003, e de 50 a 75%.
A recomendação da ingestão de lipídios antes dos seis meses é de 31 gramas ao dia, 
garantido através do aleitamento materno exclusivo e dos 7 aos 12 meses é de 30 
gramas ao dia A distribuição para crianças entre 1 a 3 anos é de 30 a 40% do VET 
(INSTITUTE OF MEDICINE, 2005).
Micronutrientes : Até aos seis meses de idade as necessidades de vitaminas e minerais 
são contempladas pelo leite materno.
NECESSIDADES NUTRICIONIAS APÓS AOS 6 MESES DE IDADE
ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR
Qual é a definição de alimentação complementar?
De acordo com a OMS (1998), alimentação 
complementar é a alimentação no período em que 
 além do leite materno, outros alimentos ou 
líquidos são oferecidos à criança. E alimento 
complementar é o alimento oferecido à criança 
durante o período de alimentação complementar, 
que não seja o leite materno (MONTE; 
GIUGLIANE, 2004).
SOCIEDADE BRASILEIRA ENDOCRINOLOGIA E METABOLISMO, 2007)
•
•
•
•
•
•
•
• A introdução deve ser lenta e gradual. A criança está em um processo de aprendizagem sobre 
novos sabores. É comum que a criança rejeite os alimentos nas primeiras vezes que são 
ofertados. Pode estranhar o sabor, a consistência e o utensilio como a colher.
Os horários da alimentação do bebê devem ser flexíveis.
A oferta de alimentos deve estar em sintonia com o desejo de se alimentar demonstrado pela 
criança.
A quantidade de alimentos deve também ser observada, respeitando a capacidade gástrica do 
bebê que após aos seis meses é de 20-30 ml/kg de peso.
O aleitamento materno associado à alguma refeição deve acontecer após a refeição quando a 
criança não estiver saciada.
A partir do início da introdução dos alimentos complementares é necessário oferecer água para 
a criança no intervalo entre as refeições (BRASIL, 2003).
Uma das recomendações é que a oferta de alimentos deve ser através de colheres e os líquidos 
através de copos.
Os cuidados com a higiene dos alimentos também devemser
repassados através das orientações nutricionais.
Deve considerar:
• Alimentação de 0 a 6 meses de vida: Leite materno exclusivo.
• Do 6º mês ao 24º mês: leite materno mais alimentos complementares.
•No 6º mês: introduzir frutas e depois de alguns dias, introduzir a primeira papa 
principal.
•No 7º ao 8º mês: além da primeira papa principal de misturas múltiplas, 
introduzir a segunda papa de misturas múltiplas, mais frutas.
•Do 9º ao 11º mês: oferecer gradualmente os alimentos consumidos pela família 
com adaptações da consistência para a criança. A consistência dos alimentos 
deve evoluir progressivamente.
INICIO DA ALIMENTAÇÃO 
 COMPLEMENTAR:
A primeira papa (papa principal) de múltipla mistura deve:
Ser oferecida no horário do almoço ou jantar. Dê preferência com a refeição compartilhada 
com a família.
•Melhorar com o passar dos dias. No início a criança pode rejeitar e aceitar pequenas 
quantidades, é recomendado oferecer leite materno após a papa para complementar a 
refeição até que a criança demonstre sinais de saciedade.
A segunda papa de múltipla mistura deve:
•Ser oferecida a criança a partir do 7º mês de idade. Se a criança recebeu uma papa de 
múltipla mistura no almoço, oferecer outra no jantar.
OBS: Entre o 6º e 11º mês, além do leite materno, a criança deverá receber três refeições ao 
dia no seguinte esquema: fruta mais duas papas de múltipla mistura. Já a criança que não 
estiver recebendo leite materno deverá receber cinco refeições ao dia, no seguinte esquema: 
duas papas e três porções de fórmula infantil e fruta.
INICIO DA ALIMENTAÇÃO 
 COMPLEMENTAR:
Forma de preparo:
A recomendação da ingestão hídrica para crianças 
até 12 meses é de 700 mL para os bebês com idade 
 entre 0 a 6 meses. Entre 7 e 12 meses a 
recomendaçãoé de 800 mL.
(RAPLEY et al., 2015; ARANTES et al., 2018)
TÉCNICA DE INTRODUÇÃO ALIMENTAR BLW
O método Baby-led weaning (BLW) é baseado 
nos conceitos de que as crianças escolhem os 
momentos de início das refeições; o que vai 
ser consumido, claro com opções saudáveis 
oferecidas pelo cuidador; o ritmo que as 
refeições são realizadas e a quantidade que 
será ingerida.
A criança passa a ser a “condutora” do 
processo alimentar. Os cuidadores assumem 
um papel intermediário, disponibilizando os 
alimentos, favorecendo um ambiente 
agradável para o exercício das habilidades 
motoras pelos bebês.
TÓPICO 3 – 
SUPLEMENTAÇÃO 
NUTRICIONAL NA INFÂNCIA
ALIMENTOS ENRIQUECIDOS OU FORTIFICADOS
A definição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA 
considera alimento enriquecido ou fortificado todo aquele ao qual 
for adicionado um nutriente com a finalidade de reforçar seu valor 
nutricional.
SUPLEMENTOS VITAMÍNICOS E MINERAIS
A utilização de vitamina por via medicamentosa é indicada pelo 
Ministério da Saúde, bem precocemente, para recém-nascidos logo 
após ao nascimento.
Dietas inadequadas são a maior causa de carência de micronutrientes.
As três principais carências de micronutrientes no mundo inclui a deficiência 
de vitamina A, ferro e iodo. Cerca de um terço da população mundial 
apresenta alguma deficiência de um desses micronutrientes, sendo as 
mulheres em período reprodutivo e as crianças as mais acometidas.
SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL NA INFÂNCIA
Vitamina k
É administrada a vitamina K ao nascimento, na dose de 1 mg via Intramuscular.
A indicação da vitamina K tem objetivo de prevenir sangramento precoce e hemorragia de 
 qualquer natureza. Algumas proteínas que participam no processo de coagulação 
sanguínea são dependentes da vitamina K.
Vitamina D
Alguns fatores predispõem o risco de hipovitaminose D para o bebê como: deficiência da 
vitamina durante a gestação; práticas de alimentação vegetariana ou veganas; 
pigmentação cutânea escura; ausência de exposição ao sol; uso de protetor solar; viver 
em altitudes elevadas; ser habitante de áreas urbanas com muitos prédios ou áreas com 
muita poluição que bloqueiam a incidência de raios solares; uso de medicamentos como 
anticonvulsivantes fenobarbital e hidantoína, glicocorticoides e antirretrovirais
Recomenda a suplementação de vitamina D para recém-nascidos a termo, a partir da 
primeira semana independente do esquema alimentar, aleitamento materno exclusivo
SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL NA INFÂNCIA
Vitamina A
Crianças situadas em regiões de maior risco de hipovitaminose A precisam de 
 suplementação medicamentosa na forma de megadoses da vitamina A
Suplementação profilática com ferro
A introdução de alimentos complementares aos seis meses de idade ou antes, pode 
representar um momento crítico em relação ao status do ferro da criança.
As crianças de seis a vinte e quatro meses de idade fazem parte do público alvo desta 
política que consiste em suplementação profilática com sulfato ferroso via oral. A 
dosagem preconizada nesta fase é de 1 mg/kg peso ao dia.
Para os de baixo peso, a dose é maior, 3 mg/kg de peso ao dia até aos doze meses e 
para recém-nascidos com menos de 1000 gramas a dose deve ser de 4 mg/kg de peso 
ao dia.
Para crianças residentes em regiões com prevalência de anemia ferropriva superior a 
40%, recomenda-se suplementação profilática com ferro elementar continuada dos 2 
aos 12 anos de idade. A dosagem neste caso é de 30 mg ao dia.
(BRASIL, 2015)
Fortificação de alimentos
Esta política prevê a fortificação das farinhas de trigo e milho com fumarato 
ferroso e sulfato ferroso de boa disponibilidade. As proporções devem ser de 4 a 9 
mg para cada 100 gramas de farinha.
Estratégia NutriSus
É uma estratégia de fortificação da alimentação infantil com micronutrientes 
(vitaminas e minerais). Consiste na adição direta de saches, com pó contendo 
vários micronutrientes, aos alimentos em ambiente escolar.
ATIVIDADE
Calcular necessidade energética pela formula de Sholfield e EER - menino de 4 
meses, 6,9 kg de peso corporal e 63,9 centímetros de estatura:
SHOLFIELD
Multiplicar o GEB (GER) pelo fator atividade (FA).
Sedentárias o FA de 1,2 ou 1,3
Crianças ativas, o FA 1,4 ou 1,5
0,167 x P + 15,17 x E – 617,6
0,167 x 6,9 + 15,17 x 63,9 – 617,6
1,15 + 969,3 – 617,6
352,85 kcal 
352,85 x 1,3 → 458,7kcal/dia
EER - Energia de deposição: 56
EER (kcal/dia) = 89 x peso da criança (kg) – 100 + Energia 
de deposição.
EER = 89 x 6,9 -100 + 56
EER = 614,1 – 100 + 56
EER = 570,1Kcal / dia
ATIVIDADE
Calcule a necessidade de proteína – menino de 9 meses de idade e seu peso atual é 
de 10,1 kg e estatura de 75 cm:
RDA diz que a recomendação de proteína para uma criança de 7 a 
12 meses deve ingerir em torno de 1,5g/kg/dia
10,1 x 1,5g PTN = 15,15g de PTN por dia.
BOM ESTUDO!
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	ASPECTOS FISIOLÓGICOS DO SISTEMA GASTROINTESTINAL DO LACTENTE
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	Peso Estatura
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	A INFLUÊNCIA DO ALEITAMENTO MATERNO PARA O LACTENTE E O DESMAM
	A INFLUÊNCIA DO ALEITAMENTO MATERNO PARA O LACTENTE E O DESMAM (2)
	NECESSIDADES NUTRICIONIAS APÓS AOS 6 MESES DE IDADE
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	ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR
	Deve considerar:
	INICIO DA ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR:
	INICIO DA ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR: (2)
	Forma de preparo:
	TÉCNICA DE INTRODUÇÃO ALIMENTAR BLW
	Dietas inadequadas são a maior causa de carência de micronutrie
	SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL NA INFÂNCIA
	SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL NA INFÂNCIA (2)
	Suplementação profilática com ferro
	Fortificação de alimentos
	Slide 37
	Slide 38
	Slide 39

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