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U N I D A D E 2 | T U T O R A M A R I A N A CLASSIFICAÇÃO DO RECÉM-NASCIDO DE ACORDO COM SUA IDADE GESTACIONAL E PESO AO NASCER Primeira avaliação de estado nutricional é o peso ao nascer. Além da relação do nascimento com a idade gestacional, o peso ao nascer também é um parâmetro utilizado para avaliar as condições do RN. Os fatores que mais influenciam de forma negativa para o crescimento intrauterino, denominados fatores de risco para baixo peso ao nascer, são: (BRASIL, 2002a) Tabagismo, a ingestão de álcool e outras drogas, doenças infecciosas crônicas e doenças sexualmente transmissíveis da gestante, presença de hipertensão arterial na gestação, elevada paridade, intervalo curto entre partos, gestações múltiplas, idade materna acima de 35 anos e estado nutricional da gestante. ASPECTOS FISIOLÓGICOS DO SISTEMA GASTROINTESTINAL DO LACTENTE (PALMA; DISHCHEKENIAN, 2009) Os nutrientes são disponibilizados para o feto através da circulação placentária, que passam do sangue materno para a circulação fetal. Os nutrientes são imediatamente utilizáveis, sem necessidade de hidrólise e mecanismos de absorção. O principal nutriente utilizado como fonte energética é a glicose, e os aminoácidos livres são utilizados para a síntese proteica. O sistema digestório no embrião é um dos primeiros a ser reconhecido. Entre a vigésima quarta e trigésima sexta semanas gestacionais este sistema é morfologicamente similar ao do RN a termo, porém possui imaturidade funcional. O desenvolvimento longitudinal do trato gastrointestinal é mais evidenciado no último trimestre de gestação. Até aos três a quatro anos de idade esse desenvolvimento continua em uma velocidade menor. Ao nascimento os reflexos de sucção e extrusão já ocorrem e são importantes nos primeiros meses de vida. Esse mecanismo condiciona a alimentação líquida para o bebê que é capaz de extrair leite das mamas. A partir dos 4 a 6 meses o bebê já começa a aceitar alimentos semissólidos. É quando o reflexo de extrusão desaparece. Entre o sétimo e nono mês de vida, os movimentos de mordedura começam a aparecer, momento que ocorre a erupção dos primeiros dentes. ATENÇÃO: É importante relembrar que a principal fonte de energia do feto é oriunda da glicose. Já a partir do nascimento a gordura passa a ser uma das principais fontes de energia dos bebês. ASPECTOS FISIOLÓGICOS DO SISTEMA GASTROINTESTINAL DO LACTENTE O processo de digestão nos primeiros meses de vida apresenta algumas particularidades. As vitaminas e minerais são absorvidos normalmente desde os primeiros meses de vida. • A amilase está presente na saliva, porém a digestão começa no intestino proximal (amilase pancreática) • Carboidrato mais importante é a lactose Digestão das proteínas (a concentração de ácido clorídrico e pepsina aumenta progressivamente nos primeiros meses) Lipase lingual (importante papel na digestão das gorduras). lipase pancreática e sais biliares no RN ainda é baixa. De acordo com as RDA de 1989, a recomendação é de 30 a 40 kcal/kg/dia para adultos e 90 a 120 kcal/kg/dia para RN. As necessidades aumentadas de energia são justificadas pela alta taxa metabólica basal do bebê e também pelas altas taxas de crescimento e desenvolvimento dos primeiros meses e anos. No caso de presença de sobrepeso ou obesidade, as Diretrizes de Obesidade no Diagnóstico e Tratamento da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo alertam para que as abordagens nutricionais sejam baseadas no controle do ganho ponderal e de comorbidades caso estejam presentes. NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO LACTENTE Cálculo do GET para lactentes: Multiplicar o GEB (GER) pelo fator atividade (FA). Sedentárias o FA de 1,2 ou 1,3 Crianças ativas, o FA 1,4 ou 1,5 NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO LACTENTE Exemplo: Paciente masculino, 2 meses e 5dias. Peso: 4,3kg Cálculo do GET para lactentes: Multiplicar o GEB (GER) pelo fator atividade (FA). Sedentárias o FA de 1,2 ou 1,3 Crianças ativas, o FA 1,4 ou 1,5 NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO LACTENTE Exemplo: Paciente masculino, 2 meses e 5dias. Peso: 4,3kg 60,9 x P – 54 60,9 x 4,3 -54 261,87 -54 → 207,87kcal 207,87 x 1,2 (FA) → 249,44kcal NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO LACTENTE Exemplo: Paciente masculino, 2 meses e 5dias. Peso: 4,3kg Estatura: 56 cm NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO LACTENTE Exemplo: Paciente masculino, 2 meses e 5dias. Peso: 4,3kg Estatura: 56 cm 0,167 x P + 15,17 x E – 617,6 0,167 x 4,3 + 15,17 x 56 – 617,6 0,718 + 849,52 – 617,6 = 232,64kcal 232,64 x 1,2 (FA) = 279,17 NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO LACTENTE EER (kcal/dia) = 89 x peso da criança (kg) – 100 + Energia de deposição. Exemplo: Paciente masculino, 2 meses e 5dias. Peso: 4,3kg Estatura: 56 cm NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO LACTENTE Exemplo: Paciente masculino, 2 meses e 5dias. Peso: 4,3kg Estatura: 56 cm EER (kcal/dia) = 89 x peso da criança (kg) – 100 + Energia de deposição. EER= 89 x 4,3 – 100 + 175kcal EER= 382,7 – 100 + 175kcal → EER= 457,7Kcal EER para crianças de 0 a 36 meses EER (kcal/dia) = 89 x peso da criança (kg) – 100 + Energia de deposição. AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DO LACTENTE Os fatores intrínsecos que determinam o crescimento incluem fatores genéticos, metabólicos, más formações congênitas e os fatores extrínsecos que compreendem a saúde e cuidados gerais com a criança, habitação e higiene e especialmente a alimentação. A velocidade de crescimento é particularmente elevada até os dois primeiros anos de vida seguida de um declínio gradativo e pronunciado até os cinco anos de idade. Depois de 5 anos a velocidade de crescimento é relativamente constante, de 5 a 6 cm por ano. No início do estirão da adolescência a velocidade de crescimento aumenta muito. AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DO LACTENTE Peso Estatura Perímetro cefálico - PC Circunferência do braço – quando não é possível analisar peso e estatura Perímetro torácico – PT: A relação PT/PC até os 6 meses de vida devem ser de 1 em crianças sadias Dobra cutâneas - tricipital e subescapular AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DO LACTENTE Para crianças os referenciais antropométricos são as curvas de crescimento. A OMS recomenda o uso dos seguintes índices antropométricos para avaliar o estado nutricional de crianças e adolescentes: Para crianças de 0 a 5 anos incompletos: Peso para a idade = P/I Peso para a estatura = P/E IMC para a idade = IMC/I Estatura para a idade = E/I • Para crianças de 5 a 10 anos incompletos: • Peso para a idade = P/I • IMC para a idade = IMC/I • Estatura para a idade = E/I • Para adolescentes de 10 a 19 anos: • IMC para idade = IMC/I • Estatura para a idade – E/I AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DO LACTENTE O profissional deverá coletar as medidas antropométricas, no caso de crianças as mais frequentes são o peso e a estatura. Posteriormente, utilizar os gráficos de acordo com o sexo e idade e identificar a localização de acordo com o percentil ou escore z. Com a identificação do intervalo dos pontos de corte é possível classificar o estado nutricional da criança, de acordo com os índices antropométricos. AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DO LACTENTE O ganho de peso é considerado o melhor indicador do estado nutricional de crianças abaixo de um ano. A pesagem periódica é fundamental, pois possibilita identificar mudanças agudas no estado nutricional. Desta forma uma abordagem nutricional mais precoce evita grandes prejuízos. AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DO LACTENTE Os exames bioquímicos são ferramentas importantes para complementar a avaliação do estado nutricional, auxiliando no diagnóstico nutricional, na detecção de risco de sub ou superalimentação, e no acompanhamento nutricional de crianças e também adolescentes. Exames bioquímicos Questionar a mãe sobre a frequência diária das mamadas, o tempo das mamadas,se ocorre o esvaziamento das mamas, se a nutriz reveza as mamas, a quantidade de fraldas que são usados por dia, as características da defecção e diurese, se houve alguma mudança na dinâmica alimentar da criança nos últimos dias Anamnese nutricional AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DO LACTENTE Os principais testes laboratoriais que são úteis para a avaliação do estado nutricional estão relacionados a seguir: Retinol plasmático Zinco plasmático Vitamina D (25-OH plasmático) Vitamina E sérica Vitamina C plasmática Vitamina B6 (piridoxina plasmática) Vitamina B12 Folato sérico Cálcio total Cálcio ionizável Hemoglobina Hematócrito Volume corpuscular médio Índice de saturação da transferrina Ferretina Transferrina Ferro Capacidade total de ligação do ferro A INFLUÊNCIA DO ALEITAMENTO MATERNO PARA O LACTENTE E O DESMAME Aleitamento materno e obesidade: Existe um risco aumentado que crianças com sobrepeso ou obesidade tornem-se adultos obesos e com predisposição inerente do desenvolvimento de doenças crônicas (BALABAN et al., 2004). Aleitamento materno e anemia: O leite materno não é uma fonte alimentar com níveis de ferro elevado, contudo, a biodisponibilidade do ferro neste alimento é alta. Uma das estratégias protetoras e recomendadas na prevenção contra a deficiência de ferro e a instalação da anemia é a contraindicação de uso de leite de vaca in natura, não processado, em pó ou fluido antes dos 12 meses. O aumento da prevalência do aleitamento materno no Brasil nos últimos anos é apontado como um dos motivos para a discreta melhora em relação aos casos de anemia em crianças Amamentação e cólica do lactente: Alguns alimentos consumidos pela nutriz já foram apontados como causadores de cólica como o amendoim, chocolate, leite, refrigerantes e frutas cítricas. Não houve comprovação cientifica de que esses alimentos provoquem cólica. Considera-se a etiologia da cólica do lactente multifatorial. Constituem parte de uma resposta fisiológica adaptativa, hiperperistaltismo, intolerância alimentar à alergia, às proteínas do leite de vaca e desequilíbrio da microbiota intestinal e também da influência de fatores ambientais. Algumas evidências indicam que crianças que param de ser amamentadas precocemente apresentam cólicas com maior frequência Amamentação e caries dentária Entre todos os benefícios já comprovados no crescimento, desenvolvimento, redução do risco de doenças principalmente as infecciosas o aleitamento materno influência na saúde oral e dental. A frequência elevada de mamadas ao dia, mamadas de longa duração e mamadas noturnas frequentes. A consequência destes hábitos favorece o acúmulo de leite materno sobre os dentes que associado ao baixo fluxo salivar e a ausência de higienização oral torna o ambiente propício para a instalação de cárie dentária (RIBEIRO; COUTINHO, 2016) A INFLUÊNCIA DO ALEITAMENTO MATERNO PARA O LACTENTE E O DESMAME TÓPICO 2 – INTRODUÇÃO DE NOVOS ALIMENTOS NECESSIDADES NUTRICIONAIS APÓS AOS 6 MESES DE IDADE REQUERIMENTO DE MACRONUTRIENTES Necessidade proteíca Weffort e Lamounier Neonatos: 2,5 a 3,0 g /Kg/dia Lactentes: 2,0 a 2,5 g/Kg/dia RDA Crianças de 7 a 12 meses: 1,5g/kg/dia FAO: Ingestão mínima de proteína recomendada para evitar o desenvolvimento de desnutrição: Crianças de 0,5 ou 6 meses Meninos: 1,31 g/Kg/dia Meninas: 1,31 g/Kg/dia Crianças de 1 ano Meninos: 1,14g/Kg/dia Meninas: 1,14g/Kg/dia Crianças de 1,5 anos Meninos: 1,03g/Kg/dia Meninas: 1,03g/Kg/dia Crianças de 2 anos Meninos: 0,97g/Kg/dia Meninas: 0,97g/Kg/dia Os carboidratos são as principais fontes energéticas de utilização rápida do organismo. São necessárias quantidades suficientes do consumo deste macronutriente para evitar cetose e hipoglicemia. Esta quantidade deve ser de no mínimo de 5g/kg/dia De acordo com a RDA (AI), a recomendação de CHO para crianças de zero a seis meses de idade é de 60 gramas ao dia, para a idade de sete a dozes meses é de 95 gramas ao dia e a partir de um ano até três anos é de 130 gramas ao dia (INSTITUTE OF MEDICINE, 2005). É aceitável uma distribuição de carboidrato de 55 a 75%, de acordo com a FAO, 2003, e de 50 a 75%. A recomendação da ingestão de lipídios antes dos seis meses é de 31 gramas ao dia, garantido através do aleitamento materno exclusivo e dos 7 aos 12 meses é de 30 gramas ao dia A distribuição para crianças entre 1 a 3 anos é de 30 a 40% do VET (INSTITUTE OF MEDICINE, 2005). Micronutrientes : Até aos seis meses de idade as necessidades de vitaminas e minerais são contempladas pelo leite materno. NECESSIDADES NUTRICIONIAS APÓS AOS 6 MESES DE IDADE ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR Qual é a definição de alimentação complementar? De acordo com a OMS (1998), alimentação complementar é a alimentação no período em que além do leite materno, outros alimentos ou líquidos são oferecidos à criança. E alimento complementar é o alimento oferecido à criança durante o período de alimentação complementar, que não seja o leite materno (MONTE; GIUGLIANE, 2004). SOCIEDADE BRASILEIRA ENDOCRINOLOGIA E METABOLISMO, 2007) • • • • • • • • A introdução deve ser lenta e gradual. A criança está em um processo de aprendizagem sobre novos sabores. É comum que a criança rejeite os alimentos nas primeiras vezes que são ofertados. Pode estranhar o sabor, a consistência e o utensilio como a colher. Os horários da alimentação do bebê devem ser flexíveis. A oferta de alimentos deve estar em sintonia com o desejo de se alimentar demonstrado pela criança. A quantidade de alimentos deve também ser observada, respeitando a capacidade gástrica do bebê que após aos seis meses é de 20-30 ml/kg de peso. O aleitamento materno associado à alguma refeição deve acontecer após a refeição quando a criança não estiver saciada. A partir do início da introdução dos alimentos complementares é necessário oferecer água para a criança no intervalo entre as refeições (BRASIL, 2003). Uma das recomendações é que a oferta de alimentos deve ser através de colheres e os líquidos através de copos. Os cuidados com a higiene dos alimentos também devemser repassados através das orientações nutricionais. Deve considerar: • Alimentação de 0 a 6 meses de vida: Leite materno exclusivo. • Do 6º mês ao 24º mês: leite materno mais alimentos complementares. •No 6º mês: introduzir frutas e depois de alguns dias, introduzir a primeira papa principal. •No 7º ao 8º mês: além da primeira papa principal de misturas múltiplas, introduzir a segunda papa de misturas múltiplas, mais frutas. •Do 9º ao 11º mês: oferecer gradualmente os alimentos consumidos pela família com adaptações da consistência para a criança. A consistência dos alimentos deve evoluir progressivamente. INICIO DA ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR: A primeira papa (papa principal) de múltipla mistura deve: Ser oferecida no horário do almoço ou jantar. Dê preferência com a refeição compartilhada com a família. •Melhorar com o passar dos dias. No início a criança pode rejeitar e aceitar pequenas quantidades, é recomendado oferecer leite materno após a papa para complementar a refeição até que a criança demonstre sinais de saciedade. A segunda papa de múltipla mistura deve: •Ser oferecida a criança a partir do 7º mês de idade. Se a criança recebeu uma papa de múltipla mistura no almoço, oferecer outra no jantar. OBS: Entre o 6º e 11º mês, além do leite materno, a criança deverá receber três refeições ao dia no seguinte esquema: fruta mais duas papas de múltipla mistura. Já a criança que não estiver recebendo leite materno deverá receber cinco refeições ao dia, no seguinte esquema: duas papas e três porções de fórmula infantil e fruta. INICIO DA ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR: Forma de preparo: A recomendação da ingestão hídrica para crianças até 12 meses é de 700 mL para os bebês com idade entre 0 a 6 meses. Entre 7 e 12 meses a recomendaçãoé de 800 mL. (RAPLEY et al., 2015; ARANTES et al., 2018) TÉCNICA DE INTRODUÇÃO ALIMENTAR BLW O método Baby-led weaning (BLW) é baseado nos conceitos de que as crianças escolhem os momentos de início das refeições; o que vai ser consumido, claro com opções saudáveis oferecidas pelo cuidador; o ritmo que as refeições são realizadas e a quantidade que será ingerida. A criança passa a ser a “condutora” do processo alimentar. Os cuidadores assumem um papel intermediário, disponibilizando os alimentos, favorecendo um ambiente agradável para o exercício das habilidades motoras pelos bebês. TÓPICO 3 – SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL NA INFÂNCIA ALIMENTOS ENRIQUECIDOS OU FORTIFICADOS A definição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA considera alimento enriquecido ou fortificado todo aquele ao qual for adicionado um nutriente com a finalidade de reforçar seu valor nutricional. SUPLEMENTOS VITAMÍNICOS E MINERAIS A utilização de vitamina por via medicamentosa é indicada pelo Ministério da Saúde, bem precocemente, para recém-nascidos logo após ao nascimento. Dietas inadequadas são a maior causa de carência de micronutrientes. As três principais carências de micronutrientes no mundo inclui a deficiência de vitamina A, ferro e iodo. Cerca de um terço da população mundial apresenta alguma deficiência de um desses micronutrientes, sendo as mulheres em período reprodutivo e as crianças as mais acometidas. SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL NA INFÂNCIA Vitamina k É administrada a vitamina K ao nascimento, na dose de 1 mg via Intramuscular. A indicação da vitamina K tem objetivo de prevenir sangramento precoce e hemorragia de qualquer natureza. Algumas proteínas que participam no processo de coagulação sanguínea são dependentes da vitamina K. Vitamina D Alguns fatores predispõem o risco de hipovitaminose D para o bebê como: deficiência da vitamina durante a gestação; práticas de alimentação vegetariana ou veganas; pigmentação cutânea escura; ausência de exposição ao sol; uso de protetor solar; viver em altitudes elevadas; ser habitante de áreas urbanas com muitos prédios ou áreas com muita poluição que bloqueiam a incidência de raios solares; uso de medicamentos como anticonvulsivantes fenobarbital e hidantoína, glicocorticoides e antirretrovirais Recomenda a suplementação de vitamina D para recém-nascidos a termo, a partir da primeira semana independente do esquema alimentar, aleitamento materno exclusivo SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL NA INFÂNCIA Vitamina A Crianças situadas em regiões de maior risco de hipovitaminose A precisam de suplementação medicamentosa na forma de megadoses da vitamina A Suplementação profilática com ferro A introdução de alimentos complementares aos seis meses de idade ou antes, pode representar um momento crítico em relação ao status do ferro da criança. As crianças de seis a vinte e quatro meses de idade fazem parte do público alvo desta política que consiste em suplementação profilática com sulfato ferroso via oral. A dosagem preconizada nesta fase é de 1 mg/kg peso ao dia. Para os de baixo peso, a dose é maior, 3 mg/kg de peso ao dia até aos doze meses e para recém-nascidos com menos de 1000 gramas a dose deve ser de 4 mg/kg de peso ao dia. Para crianças residentes em regiões com prevalência de anemia ferropriva superior a 40%, recomenda-se suplementação profilática com ferro elementar continuada dos 2 aos 12 anos de idade. A dosagem neste caso é de 30 mg ao dia. (BRASIL, 2015) Fortificação de alimentos Esta política prevê a fortificação das farinhas de trigo e milho com fumarato ferroso e sulfato ferroso de boa disponibilidade. As proporções devem ser de 4 a 9 mg para cada 100 gramas de farinha. Estratégia NutriSus É uma estratégia de fortificação da alimentação infantil com micronutrientes (vitaminas e minerais). Consiste na adição direta de saches, com pó contendo vários micronutrientes, aos alimentos em ambiente escolar. ATIVIDADE Calcular necessidade energética pela formula de Sholfield e EER - menino de 4 meses, 6,9 kg de peso corporal e 63,9 centímetros de estatura: SHOLFIELD Multiplicar o GEB (GER) pelo fator atividade (FA). Sedentárias o FA de 1,2 ou 1,3 Crianças ativas, o FA 1,4 ou 1,5 0,167 x P + 15,17 x E – 617,6 0,167 x 6,9 + 15,17 x 63,9 – 617,6 1,15 + 969,3 – 617,6 352,85 kcal 352,85 x 1,3 → 458,7kcal/dia EER - Energia de deposição: 56 EER (kcal/dia) = 89 x peso da criança (kg) – 100 + Energia de deposição. EER = 89 x 6,9 -100 + 56 EER = 614,1 – 100 + 56 EER = 570,1Kcal / dia ATIVIDADE Calcule a necessidade de proteína – menino de 9 meses de idade e seu peso atual é de 10,1 kg e estatura de 75 cm: RDA diz que a recomendação de proteína para uma criança de 7 a 12 meses deve ingerir em torno de 1,5g/kg/dia 10,1 x 1,5g PTN = 15,15g de PTN por dia. BOM ESTUDO! “ | T U T O R A M A R I A N A CLASSIFICAÇÃO DO RECÉM-NASCIDO DE ACORDO COM SUA IDADE GESTACI Os fatores que mais influenciam de forma negativa para o cresc ASPECTOS FISIOLÓGICOS DO SISTEMA GASTROINTESTINAL DO LACTENTE ASPECTOS FISIOLÓGICOS DO SISTEMA GASTROINTESTINAL DO LACTENTE (2) O processo de digestão nos primeiros meses de vida apresenta al NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO LACTENTE NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO LACTENTE (2) NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO LACTENTE (3) NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO LACTENTE (4) NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO LACTENTE (5) NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO LACTENTE (6) NECESSIDADES NUTRICIONAIS DO LACTENTE (7) AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DO LACTENTE Peso Estatura Slide 16 AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DO LACTENTE (2) AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DO LACTENTE (3) Slide 19 AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DO LACTENTE (4) AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DO LACTENTE (5) A INFLUÊNCIA DO ALEITAMENTO MATERNO PARA O LACTENTE E O DESMAM A INFLUÊNCIA DO ALEITAMENTO MATERNO PARA O LACTENTE E O DESMAM (2) NECESSIDADES NUTRICIONIAS APÓS AOS 6 MESES DE IDADE NECESSIDADES NUTRICIONIAS APÓS AOS 6 MESES DE IDADE ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR Deve considerar: INICIO DA ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR: INICIO DA ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR: (2) Forma de preparo: TÉCNICA DE INTRODUÇÃO ALIMENTAR BLW Dietas inadequadas são a maior causa de carência de micronutrie SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL NA INFÂNCIA SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL NA INFÂNCIA (2) Suplementação profilática com ferro Fortificação de alimentos Slide 37 Slide 38 Slide 39