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BIOSFERA E BIODIVERSIDADE 
 
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NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia-se com a ideia visionária e da realização do sonho 
de um grupo de empresários na busca de atender à crescente demanda de 
cursos de Graduação e Pós-Graduação. E assim foi criado o Instituto, como uma 
entidade capaz de oferecer serviços educacionais em nível superior. 
O Instituto tem como objetivo formar cidadão nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em diversos setores profissionais e para a 
participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e assim, colaborar na 
sua formação continuada. Também promover a divulgação de conhecimentos 
científicos, técnicos e culturais, que constituem patrimônio da humanidade, 
transmitindo e propagando os saberes através do ensino, utilizando-se de 
publicações e/ou outras normas de comunicação. 
Tem como missão oferecer qualidade de ensino, conhecimento e cultura, 
de forma confiável e eficiente, para que o aluno tenha oportunidade de construir 
uma base profissional e ética, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. E dessa forma, 
conquistar o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos 
de qualidade. 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
NOSSA HISTÓRIA ............................................................................................. 1 
1 - Biosfera ......................................................................................................... 3 
1.1 - A Terra pode ser dividida assim: ................................................................ 3 
2 - Os Principais Ecossistemas Brasileiros ........................................................ 4 
2.2 - Mata de cocais ........................................................................................... 6 
2.3 - Pantanal mato-grossense .......................................................................... 6 
2.4 - Campos sulinos .......................................................................................... 7 
2.5 - Caatinga ..................................................................................................... 8 
2.6 - Restinga ..................................................................................................... 8 
2.7 - Manguezal .................................................................................................. 9 
2.8 - Cerrado .................................................................................................... 10 
2.9 - Mata Atlântica .......................................................................................... 11 
2.10 - Mata de araucária .................................................................................. 11 
3 - O Homem e a Biosfera ................................................................................ 12 
3.1 - A Degradação da Biosfera ....................................................................... 13 
3.2 - O Desenvolvimento Sustentável .............................................................. 14 
3.3 - A Degradação das Florestas .................................................................... 14 
3.4 - A Degradação dos Ecossistemas Marinhos ............................................. 15 
4.1 - Biodiversidade Brasileira .......................................................................... 17 
Mas o que é a Biodiversidade? ........................................................................ 19 
REFERÊNCIAS ................................................................................................ 21 
 
 
 
 
3 
 
 
 
1 - Biosfera 
Ainda não temos conhecimento da existência de outro lugar no Universo, 
além da Terra, onde aconteça o fenômeno a que chamamos de vida. 
A vida na Terra é possível porque a luz do Sol chega até aqui. Graças a 
sua posição em relação ao Sol, o nosso planeta recebe uma quantidade de 
energia solar que permite a existência da água em estado líquido, e não apenas 
em estado sólido (gelo) ou gasoso (vapor). A água é essencial aos organismos 
vivos. A presença de água possibilita a vida das plantas e de outros seres 
capazes de produzir alimento a partir da energia solar e permite também, 
indiretamente, a sobrevivência de todos os outros seres vivos que se alimentam 
de plantas ou animais. Pela fotossíntese que há a absorção de água e gás 
carbônico e liberação de oxigênio, a energia do Sol é transformada em um tipo 
de energia presente nos açucares, que pode então ser aproveitada por seres 
que realizam esse processo e por outros seres a eles relacionados na busca por 
alimento. 
1.1 - A Terra pode ser dividida assim: 
• Litosfera - a parte sólida formada a partir das rochas; 
• Hidrosfera - conjunto total de água do planeta (seus rios, lagos, 
oceanos); 
• Atmosfera - a camada de ar que envolve o planeta; 
• Biosfera - as regiões habitadas do planeta. 
Biosfera é o conjunto de todos os ecossistemas da Terra. É um conceito 
da Ecologia, relacionado com os conceitos de litosfera, hidrosfera e atmosfera. 
Incluem-se na biosfera todos os organismos vivos que vivem no planeta, embora 
o conceito seja geralmente alargado para incluir também os seus habitats. 
4 
 
 
 
 
A biosfera inclui todos os ecossistemas que estão presentes desde as 
altas montanhas (até 10.000 m de altura) até o fundo do mar (até cerca de 10.000 
m de profundidade). 
Nesse diferentes locais, as condições ambientais também variam. Assim, 
a seleção natural atua de modo diversificado sobre os seres vivos em cada 
região. Sob grandes profundidades no mar, por exemplo, só sobrevivem seres 
adaptados à grande pressão que a água exerce sobre eles e a baixa (ou 
ausente) luminosidade. Já nas grandes altitudes montanhosas, sobrevivem 
seres adaptados a baixas temperaturas e ao ar rarefeito. Na biosfera, portanto, 
o ar, a água, o solo, a luz são fatores diretamente relacionados à vida. 
2 - Os Principais Ecossistemas Brasileiros 
 O Brasil possui uma grande diversidade de ecossistemas. Quase todo o 
seu território está situado na zona tropical. Por isso, nosso país recebe grande 
quantidade de calor durante todo o ano, o que favorece essa grande diversidade. 
Veja, no mapa a seguir, exemplos dos principais ecossistemas encontrados no 
Brasil. 
 
 
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MAPA DOS ECOSSISTEMAS BRASILEIROS - IBGE 
 
 
 
2.1 - Floresta Amazônica 
 
Estende-se além do território nacional, com chuvas frequentes e 
abundantes. Apresenta flora exuberante, com espécies, como a seringueira, o 
guaraná, a vitória-régia, e é habitada por inúmeras espécies de animais, como o 
peixe-boi, o boto, o pirarucu, a arara. Para termos uma ideia da riqueza da 
biodiversidade desses ecossistemas, ele apresenta, até o momento, 1,5 milhão 
de espécies de vegetais identificadas por cientistas. 
6 
 
 
 
Foto: Peixe boi e seringueira 
2.2 - Mata de cocais 
A mata de cocais situa-se entre a floresta amazônica e a caatinga. São 
matas de carnaúba, babaçu, buriti e outras palmeiras. Vários tipos de animais 
habitam esse ecossistema, como a araracanga e o macaco cuxiú. 
 
 
Foto: Araracanga 
2.3 - Pantanal mato-grossense 
 Localizado na região Centro-Oeste do Brasil, engloba parte dos estados 
do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. Área que representa a terra úmida 
mais importante e conhecida do mundo (maior planície alagável do planeta), com 
espantosos índices de biodiversidade animal. Sofre a influência de diversos 
ecossistemas, como o cerrado, a floresta Amazônica, a mata Atlântica, assim 
como os ciclos de seca e cheia, e de temperaturas elevadas. São 140 mil 
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quilômetros quadrados só no Brasil, equivalente a 5 Bélgicas ou ao território de 
Portugal. É onde vivem jacarés cerca de 32 milhões , 365 espécies de aves, 240 
de peixes, 80 de mamíferos e 50 de répteis. Mais de 600.000 capivaras habitam 
a região. O pantanal é escolhido comopouso de milhões de pássaros, entre eles 
o tuiuiús, a ave-símbolo da região. Os cervos-do-pantanal, bem mais raros, 
também fazem parte da fauna local. 
 
 
Foto: Cervo Pantaneiro 
 
2.4 - Campos sulinos 
Os campos sulinos são formações campestres encontradas no sul do 
país, passando do interior do Paraná e Santa Catarina até o sul do Rio Grande 
do Sul. Os campos sulinos são conhecidos como pampas, termo de origem 
indígena que significa "regiões planas". Em geral, há predomínio das gramíneas, 
plantas conhecidas como grama ou relva. Animais como o ratão-do-banhado, 
preá e vários tipos de cobras são ali encontrados. 
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Foto: Campos sulinos e ratão do banhado. 
 
2.5 - Caatinga 
A caatinga localiza-se na maior parte da região Nordeste. No longo 
período da seca, a vegetação perde as folhas e fica esbranquiçada. Esse fato 
originou o nome caatinga que na língua tupi, significa "mata branca". Os cactos, 
como o mandacaru, o xique-xique e outras plantas, são típicos da caatinga. A 
fauna inclui as cobras cascavel e jiboia, o gambá, a gralha, o veado-catingueiro 
etc. 
 
 
Foto: Cascavel e mandacaru 
2.6 - Restinga 
A restinga é típica do litoral brasileiro. Os seres que habitam esse 
ecossistema vivem em solo arenoso, rico em sais. Parte desse solo fica 
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submersa pela maré alta. Encontramos nesse ecossistema animais como maria-
farinha, besourinho-da-praia, viúva-negra, gavião-se-coleira, coruja-buraqueira, 
tiê-sangue e perereca, entre outros. Como exemplos de plantas características 
da restinga podemos citar: sumaré, aperta-goéla, açucena, bromélias, cactos, 
coroa-de-frade, aroeirinha, jurema e taboa. 
 
 
Foto: Caranguejo maria-farinha e Cacto coroa-de-frade 
 2.7 - Manguezal 
A costa brasileira apresenta, desde o Amapá até Santa Catarina, uma 
estreita floresta chamada manguezal, ou mangue. Esse ecossistema 
desenvolve-se, principalmente, no estuário e na foz dos rios, onde há água 
salobra e local parcialmente abrigado da ação das ondas, mas aberto para 
receber a água do mar. Os solos são lodosos e ricos em nutrientes. Os 
manguezais são abrigos e berçários naturais de muitas espécies de 
caranguejos, peixes e aves. Apresentam um pequeno número de espécies de 
árvores, que possuem raízes-escoras. Essas raízes são assim chamadas por 
serem capazes de fixar as plantas em solo lodoso. 
 
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Foto: Mangue e as raízes escoras 
 2.8 - Cerrado 
O cerrado ocorre principalmente na região Centro-Oeste. A vegetação é 
composta de arbustos retorcidos e de pequeno porte, sendo as principais 
espécies: o araçá, o murici, o buriti e o indaiá. É o habitat do lobo-guará, do 
tamanduá-bandeira, da onça-pintada etc. 
 
 
Foto: Palmeira de Buriti. 
 
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Foto: Tamanduá-bandeira e Filhote. 
 
2.9 - Mata Atlântica 
Esse ecossistema estende-se por todo litoral, do Rio Grande do Norte até 
o sul do país. Apresenta árvores altas e vegetação densa, pouco espaço vazio. 
É uma das áreas de maior diversidade de seres vivos do planeta. Encontra-se 
plantas como o pau-brasil, o ipê-roxo, o angico, o manacá-da-serra e o cambuci 
e várias espécies de animais, como a onça pintada, a anta, o queixada, o gavião 
e o mico-leão-dourado. 
 
 
Foto: Onça Pintada e Ipê Roxo 
2.10 - Mata de araucária 
A mata de araucária situa-se na região sub-tropical, no sul do Brasil, de 
temperaturas mais baixas. Entre outros tipos de árvores abriga o pinheiro-do-
paraná, também conhecido como araucária. Da sua fauna destacamos, além da 
ema, a maior ave das Américas, a gralha-azul, o tatu, o quati e o gato-do-mato. 
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3 - O Homem e a Biosfera 
 
 
Planisfério evidenciando as regiões terrestres e marinhas de maior 
produtividade. 
O homem, como ser vivo faz parte da biosfera, interage com os outros 
seres vivos mantendo relações ecológicas com eles, algumas vezes de forma 
harmônica, mas, na maioria das vezes de forma desarmônica, causando 
constantemente com isso prejuízos para a vida da biosfera em geral. A 
devastação de até biomas inteiros, a pesca abusiva, a substituição dos 
ecossistemas naturais por áreas destinadas a monoculturas e pecuária; 
o agronegócio em geral. 
Os seres vivos não domesticados dependem uns dos outros nos 
ecossistemas e mantêm relações específicas entre uns e outros e todos eles 
também interagindo com o meio ambiente onde vivem, se o meio ambiente 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Biosphere_CZCS_NDVI.jpg
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desaparece para ceder lugar aos agronegócios humanos todos aqueles seres 
vivos endêmicos daquela região, são extintos. 
O homem moderno e civilizado é adaptado apenas para viver em 
sociedade e dentro das cidades, ele consegue viajar e acampar 
temporariamente em quase todos os lugares do planeta mas, não consegue mais 
se adaptar à vida dos indígenas, ficou impossível para o homem moderno voltar 
a viver nu na natureza. 
Cada ser vivo tem um ambiente a que melhor se adapta, e, se 
o ecossistema em que ele vive for modificado pelo homem, a sobrevivência 
desse ser vivo é ameaçada. Do mesmo modo, outros seres vivos também são 
dependentes de ecossistemas que foram montados e organizados em teias 
alimentares, estabelecidas ao longo de milhões de gerações, e que fizeram e 
fazem a história da evolução genética de diversas espécies que viveram ou que 
ainda vivem há milhões de anos, sendo, por isso, ecossistemas bastante 
complexos e que, pouco a humanidade sabe como funcionam realmente. 
O homem tem uma responsabilidade ainda maior que os demais seres 
vivos na manutenção da saúde da biosfera, pois ele, de uma forma 
significativamente maior, pode compreender o quão complexas e intrincadas são 
essas teias alimentares que demoraram milhões de anos em evolução para 
serem o que são hoje, como pode se visto através da luta pela sobrevivência dos 
seres vivos nas florestas e nos oceanos, cheios de vida, que por vezes, 
apresenta-se bastante frágil perante as consequências da interferência humana 
na busca desenfreada pela conquista de mais territórios sobre os ecossistemas 
naturais, causando com isso, a destruição destes. 
Neste sentido, a UNESCO lançou, em 1971, o programa internacional "O 
Homem e a Biosfera" para incentivar a cooperação entre os países no sentido 
de conhecer e encontrar formas de evitar a degradação da biosfera. 
3.1 - A Degradação da Biosfera 
Com o avanço da ocupação humana sobre os mais diversos 
ecossistemas, várias têm sido as formas de impacto sobre o equilíbrio ecológico. 
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Os seres vivos e o meio ambiente estabelecem uma interação dinâmica, porém 
frágil. O grande dilema das sociedades modernas é conciliar o desenvolvimento 
tecnológico e a carência cada vez maior de recursos naturais com o equilíbrio 
da natureza. 
A tentativa de conciliação ou harmonização começou a ser intensificada 
na década de 1980, quando se tornaram muito mais visíveis e preocupantes 
várias consequências da profunda interferência do homem na paisagem: o efeito 
estufa, as chuvas ácidas, as ilhas de calor nas cidades, o buraco de ozônio, 
a poluição dos oceanos, a grande extensão dos desmatamentos e extinção de 
espécies animais, o rápido esgotamento dos recursos não-renováveis, etc. 
3.2 - O Desenvolvimento Sustentável 
O desenvolvimento sustentável proposto desde então define-se pela 
continuidade dos investimentos econômicos, das pesquisas tecnológicas e da 
exploração de matéria-prima, de tal forma que se leve em consideração não só 
o presente, mas também as gerações futuras. As diferentes nações têm 
procurado encontrar os meios de atingir a fórmula, como explorar sem destruir 
ou, pelo menos, diminuir os impactos ambientais. 
3.3 - A Degradação das Florestas 
A degradação ambiental pode ser das formações vegetais, como a 
destruição das florestas. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, 61% das 
terras que hoje pertencem ao nosso país eram cobertos por matas.No Brasil, a 
preservação ambiental ocupa um espaço cada vez maior nos meios de 
comunicação que veiculam quase diariamente materiais de esclarecimento, 
alerta e denúncia sobre o assunto. Vários movimentos organizados, como o 
"S.O.S Mata Atlântica" trabalham em prol da defesa das florestas brasileiras. 
Quando há o rompimento do equilíbrio natural (o desmatamento das florestas) 
rompem-se a relação vegetação/solo que possibilita o desenvolvimento da vida 
vegetal e animal. 
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3.4 - A Degradação dos Ecossistemas Marinhos 
Além de reunir ecossistemas riquíssimos, os oceanos funcionam como 
fonte de alimento e de trabalho para milhares de pessoas em todo o mundo. Um 
dos principais problemas que atinge os ecossistemas próximos ao litoral, 
como mangues e os pântanos, é a grande concentração populacional ao longo 
da costa em vários países. 
No caso dos recifes de coral, sua destruição é provocada pela exploração 
de mergulhadores, que retiram material para colecionar e vender, mas, 
principalmente, pela poluição das águas dos próprios oceanos. Outro fenómeno 
recente é o branqueamento dos corais, que é atribuído ao aquecimento global. 
Mais de 80% da poluição oceânica vem do continente, trazida 
pelos rios, chuvas e ventos. Entre os principais poluentes, estão: agrotóxicos 
utilizados em plantações; plásticos, latas, metais, madeiras, resíduos industriais 
como metais pesados (chumbo, mercúrio, cobre, estanho); esgotos lançados 
sem tratamento, principalmente em países mais pobres e povoados do Terceiro 
Mundo. 
Mas também há contaminação devida às atividades humanas no 
mar: óleo e petróleo derramado devido a acidentes com navios-tanques, 
rompimentos de dutos e emissários submarinos, lixo radioativo depositado por 
alguns países no fundo do mar e materiais de pesca. 
Muitos desses poluentes trazem consequências devastadoras para 
a cadeia alimentar marinha. Peixes e outros animais contaminam-se 
com pesticidas, resíduos industriais, o que é repassado a diante para outros 
animais da cadeia, de maneira que o próprio homem acaba ingerindo peixes e 
mariscos contaminados. 
O esgoto e o escoamento da área cultivada levam às águas oceânicas 
grande quantidades de nitrogênio e fósforo presente 
em detergentes e fertilizantes. Esses elementos aumentam a quantidade 
de algas principalmente nas regiões costeiras. Seu grande crescimento diminui 
o nível de oxigênio da água, sufocando as demais espécies. 
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4 - Biodiversidade 
 
O Brasil ocupa quase metade da América do Sul e é o país com a maior 
diversidade de espécies no mundo, espalhadas nos seis biomas terrestres e nos 
três grandes ecossistemas marinhos. São mais de 103.870 espécies animais e 
43.020 espécies vegetais conhecidas no país. Suas diferentes zonas climáticas 
favorecem a formação de zonas biogeográficas (biomas), a exemplo da floresta 
amazônica, maior floresta tropical úmida do mundo; o Pantanal, maior planície 
inundável; o Cerrado, com suas savanas e bosques; a Caatinga, composta por 
florestas semiáridas; os campos dos Pampas; e a floresta tropical pluvial da Mata 
Atlântica. Além disso, o Brasil possui uma costa marinha de 3,5 milhões km², que 
inclui ecossistemas como recifes de corais, dunas, manguezais, lagoas, 
estuários e pântanos. 
Esta abundante variedade de vida abriga mais de 20% do total de 
espécies do planeta, encontradas em terra e na água. Em termos globais, o 
Brasil incorporou as recomendações da Convenção sobre Diversidade Biológica 
(CBD), entidade vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU) e 
apresenta um relatório anula sobre a situação da biodiversidade brasileira, no 
Panorama da Biodiversidade Global (Global Biodiversity Outlook – GBO). O 
documento contém, ainda, uma análise das ações globais com o objetivo de 
assegurar que a biodiversidade seja conservada e usada de forma sustentável, 
17 
 
 
e que os benefícios advindos do uso dos recursos genéticos sejam 
equitativamente distribuídos. 
A situação da biodiversidade brasileira é acompanhada de perto também 
pela Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio), que tem papel relevante 
na discussão e implantação das políticas sobre a biodiversidade, bem como 
identificar e propor áreas e ações prioritárias para pesquisa, conservação e uso 
sustentável dos componentes da biodiversidade. Uma das grandes 
preocupações do governo é com as espécies brasileiras ameaçadas de 
extinção, sobre exploradas - exploração excessiva, não-sustentável, em com 
consequências negativas que, cedo ou tarde, serão prejudiciais do ponto de vista 
físico/quantitativo, qualitativo, econômico, social ou ambiental - ou ameaçadas 
de sobre exploração, requerendo políticas específicas de recuperação tanto de 
fauna terrestre e aquática como de flora. Ocorre que o processo de extinção está 
relacionado ao desaparecimento de espécies ou grupos de espécies em um 
determinado ambiente ou ecossistema. 
Para estimular ações, pesquisas e desenvolvimento de projetos de 
conservação da biodiversidade, o Ministério do Meio Ambiente lançou o Prêmio 
Nacional da Biodiversidade. A proposta pretende conhecer o mérito de 
iniciativas, atividades e projetos de organizações não governamentais, 
empresas, sociedade civil, academia, órgãos públicos, imprensa e cidadãos, que 
se destacam na busca por melhoria ou manutenção do estado de conservação 
das espécies da biodiversidade brasileira, contribuindo para a implantação das 
Metas para a Biodiversidade. 
4.1 - Biodiversidade Brasileira 
O Brasil é um país de proporções continentais: seus 8,5 milhões km² 
ocupam quase a metade da América do Sul e abarcam várias zonas climáticas 
– como o trópico úmido no Norte, o semi-árido no Nordeste e áreas temperadas 
no Sul. Evidentemente, estas diferenças climáticas levam a grandes variações 
ecológicas, formando zonas biogeográficas distintas ou biomas: a Floresta 
Amazônica, maior floresta tropical úmida do mundo; o Pantanal, maior planície 
inundável; o Cerrado de savanas e bosques; a Caatinga de florestas semi-áridas; 
os campos dos Pampas; e a floresta tropical pluvial da Mata Atlântica. Além 
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disso, o Brasil possui uma costa marinha de 3,5 milhões km², que inclui 
ecossistemas como recifes de corais, dunas, manguezais, lagoas, estuários e 
pântanos. 
A variedade de biomas reflete a enorme riqueza da flora e da fauna 
brasileiras: o Brasil abriga a maior biodiversidade do planeta. Esta abundante 
variedade de vida que se traduz em mais de 20% do número total de espécies 
da Terra eleva o Brasil ao posto de principal nação entre os 17 países mega 
diversos (ou de maior biodiversidade). 
Além disso, muitas das espécies brasileiras são endêmicas, e diversas 
espécies de plantas de importância econômica mundial como o abacaxi, o 
amendoim, a castanha do Brasil (ou do Pará), a mandioca, o caju e a carnaúba 
são originárias do Brasil. 
Mas não é só: o país abriga também uma rica sociobiodiversidade, 
representada por mais de 200 povos indígenas e por diversas comunidades 
como quilombolas, caiçaras e seringueiros, para citar alguns que reúnem um 
inestimável acervo de conhecimentos tradicionais sobre a conservação da 
biodiversidade. 
Porém, apesar de toda esta riqueza em forma de conhecimentos e de 
espécies nativas, a maior parte das atividades econômicas nacionais se baseia 
em espécies exóticas: na agricultura, com cana-de-açúcar da Nova Guiné, café 
da Etiópia, arroz das Filipinas, soja e laranja da China, cacau do México e trigo 
asiático; na silvicultura, com eucaliptos da Austrália e pinheiros da América 
Central; na pecuária, com bovinos da Índia, equinos da Ásia e capins africanos; 
na piscicultura, com carpas da China e tilápias da África Oriental; e na apicultura, 
com variedades de abelha provenientes da Europa e da África. 
Este paradoxo traz à tona uma ideia premente: é fundamental que o Brasil 
intensifique as pesquisas em busca de um melhoraproveitamento da 
biodiversidade brasileira ao mesmo tempo mantendo garantido o acesso aos 
recursos genéticos exóticos, também essenciais ao melhoramento da 
agricultura, da pecuária, da silvicultura e da piscicultura nacionais. 
19 
 
 
Como se sabe, a biodiversidade ocupa lugar importantíssimo na 
economia nacional: o setor de agroindústria, sozinho, responde por cerca de 
40% do PIB brasileiro (calculado em US$ 866 bilhões em 1997); o setor florestal, 
por sua vez, responde por 4%; e o setor pesqueiro, por 1%. Na agricultura, o 
Brasil possui exemplos de repercussão internacional sobre o desenvolvimento 
de biotecnologias que geram riquezas por meio do adequado emprego de 
componentes da biodiversidade. 
Produtos da biodiversidade respondem por 31% das exportações 
brasileiras, com destaque para o café, a soja e a laranja. As atividades de 
extrativismo florestal e pesqueiro empregam mais de três milhões de pessoas. A 
biomassa vegetal, incluindo o etanol da cana-de-açúcar, e a lenha e o carvão 
derivados de florestas nativas e plantadas respondem por 30% da matriz 
energética nacional e em determinadas regiões, como o Nordeste, atendem a 
mais da metade da demanda energética industrial e residencial. Além disso, 
grande parte da população brasileira faz uso de plantas medicinais para tratar 
seus problemas de saúde. Por tudo isso, o valor da biodiversidade é incalculável. 
Sua redução compromete a sustentabilidade do meio ambiente, a 
disponibilidade de recursos naturais e, assim, a própria vida na Terra. Sua 
conservação e uso sustentável, ao contrário, resultam em incalculáveis 
benefícios à Humanidade. Neste contexto, como abrigo da mais exuberante 
biodiversidade do planeta, o Brasil reúne privilégios e enorme responsabilidade. 
Mas o que é a Biodiversidade? 
A biodiversidade é a exuberância da vida na Terra num ciclo 
aparentemente interminável de vida, morte e transformação. 
A biodiversidade é você; a biodiversidade é o mundo; você é o mundo. 
Seu corpo contém mais de 100 trilhões de células e está conectado ao planeta 
por um sistema complexo, infinito e quase insondável: você compartilha átomos 
com tudo o que existe no mundo ao seu redor. 
Estima-se que até 100 milhões de diferentes espécies vivas dividam este 
mundo com você (ainda que menos de 2 milhões sejam conhecidas): a 
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biodiversidade abrange toda a variedade de espécies de flora, fauna e micro-
organismos; as funções ecológicas desempenhadas por estes organismos nos 
ecossistemas; e as comunidades, habitats e ecossistemas formados por eles. É 
responsável pela estabilidade dos ecossistemas, pelos processos naturais e 
produtos fornecidos por eles e pelas espécies que modificam a biosfera. Assim, 
espécies, processos, sistemas e ecossistemas criam coletivamente as bases da 
vida na Terra: alimentos, água e oxigênio, além de medicamentos, combustíveis 
e um clima estável, entre tantos outros benefícios. 
O termo biodiversidade diz respeito também ao número de diferentes 
categorias biológicas (riqueza) da Terra e à abundância relativa destas 
categorias (equitabilidade), incluindo variabilidade ao nível local (alfa 
diversidade), complementaridade biológica entre habitats (beta diversidade) e 
variabilidade entre paisagens (gama diversidade). 
Por tudo isso, o valor da biodiversidade é incalculável. Apenas quanto ao 
seu valor econômico, por exemplo, os serviços ambientais que ela proporciona 
enquanto base da indústria de biotecnologia e de atividades agrícolas, 
pecuárias, pesqueiras e florestais são estimados em 33 trilhões de dólares 
anuais, representando quase o dobro do PIB mundial. 
Mas esta exuberante diversidade biológica global vem sendo 
dramaticamente afetada pelas atividades humanas ao longo do tempo e hoje a 
perda de biodiversidade é um dos problemas mais contundentes a acometerem 
a Terra. A crescente taxa de extinção de espécies que estima-se estar entre mil 
e 10 mil vezes maior que a natural demonstra que o mundo natural não pode 
mais suportar tamanha pressão. 
Diante deste quadro, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 
que 2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade convidando o mundo a 
celebrar a vida na Terra, a refletir sobre o valor da biodiversidade e a agir para 
protegê-la. 
 
 
21 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
LINHARES, S. ; GEWANDSZNAJDER, F. Biologia Hoje: Genética, Evolução, 
Ecologia - 3ª série – 2º grau. 11 ed. São Paulo: Ática, 2003 p. 371-384. 
1. Floresta Amazônica: 
VOMERO, M. F. ; GUIMARÃES, J. L. Como salvar o Brasil. 
Superinteressante, ed. especial, São Paulo, mai. 2003. P. 9-56. In: LINHARES, 
S. ; GEWANDSZNAJDER, F. Biologia Hoje: Genética, Evolução, Ecologia - 3ª 
série – 2º grau. 11 ed. São Paulo: Ática, 2003 p. 385. 
2. Mata Atlântica: 
INSTITUTO HUMANITAS UNISINOS. A Mata Atlântica fragmentada. 
Entrevista especial com Maury Abreu. Disponível em: 
. Acessado em: 9 dez 2010. 
APREMAVI. A mata Atlântica e sua importância. Disponível em: 
. Acessado em : 9 dez 2010. 
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LEMOS, R. M. A importância do manguezal. Disponível em : 
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