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Sistema Nervoso 
Periférico: Via Autonômica
Medicina
Profª. Caroline M. P. Schuabb, PhD
Sorria... 
Isso é um 
assalto!
Como você 
fica????
Em menos de um segundo, o seu corpo passou de 
um estado tranquilo de repouso para um estado de 
pânico e agitação. 
A resposta está na reação reflexa de luta ou fuga, 
integrada e coordenada pelo sistema nervoso 
central (SNC) e realizada pela porção eferente do 
sistema nervoso periférico (SNP). 
Os neurônios eferentes levam comandos rápidos do 
SNC para os músculos e glândulas do nosso corpo.
Essa informação é levada pelos nervos, que são 
feixes de axônios.
Sistema 
nervoso 
periférico 
(SNP)
A porção eferente do SNP pode ser 
subdividida em dois grupo distintos.
Neurônios motores somáticos (voluntário), 
os quais controlam os músculos 
esqueléticos.
Neurônios autonômicos (involuntário ou 
vegetativo), os quais controlam os músculos 
liso e cardíaco, diversas glândulas e parte 
do tecido adiposo.
Sistema Nervoso 
Autônomo
Sua função não está sob controle voluntário. 
O sistema nervoso autônomo também 
denominado sistema nervoso visceral, devido 
ao controle que exerce sobre os órgãos 
internos ou vísceras.
É dividido em dois sistemas: Simpático e 
Parassimpático
Simpático vs
Parassimpático 
????
A melhor forma de distinguir as duas 
divisões é de acordo com o tipo de 
situação na qual elas estão mais 
ativas!!!
Parassimpático
• Se você está descansando tranquilamente 
após uma refeição, o parassimpático está 
no comando, assumindo o controle de 
atividades rotineiras, como a digestão. 
• Os neurônios parassimpáticos são, às 
vezes, considerados como controladores 
das funções de “repouso e digestão”.
Simpático
O simpático está no comando 
durante situações estressantes, 
como o aparecimento da cobra, 
que é uma ameaça em 
potencial.
Simpático A ativação simpática é a 
resposta generalizada de 
luta ou fuga
• O coração acelera.
• Os vasos sanguíneos dos 
músculos e do coração dilatam.
• Os vasos periféricos contraem. 
• O fígado começa a liberar 
glicose para fornecer energia 
para a contração muscular. 
Nessa situação, quando a vida está em perigo, a digestão torna-
se um processo de menor importância, e o sangue é desviado 
do trato gastrintestinal para os músculos esqueléticos.
“Run Forest!!! Run!!!!”
A 
homeostasia 
depende de 
um 
equilíbrio 
dinâmico 
entre as 
divisões 
autônomas.
Centros de controle 
autonômico
• O SN autônomo trabalha com o 
sistema endócrino e com o sistema de 
controle dos comportamentos para 
manter a homeostasia no corpo.
• A informação sensorial proveniente do 
sistema somatosensorial e dos 
receptores viscerais segue para os 
centros de controle homeostático, 
localizados no hipotálamo, na ponte e 
no bulbo.
• Esses centros monitoram e regulam 
funções importantes, como a pressão
arterial, a temperatura corporal e o 
equilíbrio hídrico.
Reflexos autônomos 
- Medula
• A medula espinal e o encéfalo integram a 
informação sensorial.
• Os reflexos mais simples podem ser 
integrados na medula espinal, sem a 
influência de sinais provenientes dos 
centros encefálicos superiores.
• Mesmo reflexos espinais simples 
geralmente enviam informações
sensoriais para o encéfalo, gerando a 
percepção do estímulo.
MicçãoReflexos 
autônomos –
Medula
Ex.: Micção
Divisões 
simpáticas e 
parassimpáticas 
As divisões simpática e parassimpática do 
sistema nervoso autônomo apresentam as 
quatro propriedades de controle da 
homeostasia descritas por Walter Cannon: 
1. Preservação das condições do meio 
interno 
2. Regulação para cima ou para baixo (up ou 
down-regulation) por controle tônico
3. Controle antagonista
4. Sinais químicos com diferentes efeitos em 
diferentes tecidos
Exemplo de 
ação 
antagonista 
do SNA
• A inervação simpática aumenta a frequência 
cardíaca, e a estimulação parassimpática a 
diminui. 
• A frequência cardíaca pode ser regulada
alterando-se as proporções relativas dos
controles simpático e parassimpático.
Estrutura 
das vias 
autônomas
• Todas as vias simpáticas e parassimpáticas são
formadas por dois neurônios em série.
• O primeiro neurônio, chamado de pré-ganglionar, 
sai do SNC e projeta-se para um gânglio 
autonômico, localizado fora do SNC. 
• No gânglio, o neurônio pré-ganglionar faz sinapse 
com um segundo neurônio, chamado de neurônio 
pós-ganglionar.
1ª sinapse 2ª sinapse
Localização dos gânglios e atividade das divisões do SNA
Uma das divisões autônomas será excitatória e a outra inibitória.
Gânglios simpáticos
• A maioria das vias simpáticas tem origem 
nas regiões torácica e lombar da medula 
espinal.
• Os gânglios simpáticos são encontrados 
principalmente em duas cadeias dispostas 
ao longo de ambos os lados da coluna 
vertebral, com gânglios adicionais ao 
longo da aorta descendente.
• As vias simpáticas normalmente possuem 
neurônios pré-ganglionares curtos e 
neurônios pós-ganglionares longos.
Gânglios 
parassimpáticos
• Muitas vias parassimpáticas se originam no 
tronco encefálico, e seus axônios deixam o 
encéfalo por vários nervos cranianos.
• Outras vias parassimpáticas se originam na 
região sacral e controlam os órgãos pélvicos.
• Os gânglios parassimpáticos estão localizados 
muito próximos ou sobre a parede dos órgãos-
alvo.
• O principal nervo parassimpático é o nervo 
vago (nervo craniano X). Este nervo possui por 
volta de 75% das fibras nervosas 
parassimpáticas.
Sinalização 
química do 
Sistema 
autônomo
Tanto os neurônios pré-ganglionares
simpáticos quanto os parassimpáticos 
liberam acetilcolina (ACh) como 
neurotransmissor, que atua sobre os 
receptores colinérgicos nicotínicos 
(nAChR) dos neurônios pós-ganglionares.
Sinalização 
química do 
Sistema 
autônomo
A maioria dos neurônios pós-ganglionares 
simpáticos secreta noradrenalina (NA), a 
qual atua sobre os receptores 
adrenérgicos das células-alvo.
Sinalização 
química do 
Sistema 
autônomo
A maioria dos neurônios pós-ganglionares 
parassimpáticos secreta acetilcolina, a 
qual atua sobre os receptores colinérgicos
muscarínicos (mAChR) das células-alvo.
Sinalização 
química do 
Sistema 
autônomo
Exemplo
Vias autonômicas 
controlam os músculos 
liso e cardíaco, 
glândulas e tecido 
adiposo
• A sinapse entre um neurônio pós-
ganglionar autonômico e a sua 
célula-alvo é chamada de junção 
neuroefetora.
• O neurotransmissor é 
simplesmente liberado no líquido 
intersticial para se difundir até o 
local onde os receptores 
estiverem localizados.
Sinapse adrenérgica e remoção de NA
Sinapse colinérgica e remoção de ACh
Dinâmica da 
resposta 
autônoma 
Início da 
sinalização
• Acetilcolina e noradrenalina, são sintetizados nas
varicosidades do axônio.
• São empacotados em vesículas sinápticas como 
forma de armazenamento.
• A liberação de neurotransmissores segue o padrão 
encontrado em outras células: 
despolarização –> sinalização pelo cálcio –> exocitose
• Difunde-se pelo líquido intersticial até encontrar um 
receptor na célula-alvo ou se afasta da sinapse.
Dinâmica da 
resposta 
autônoma 
Fim da 
sinalização
A ativação do receptor pelo neurotransmissor 
termina quando o neurotransmissor:
1. difunde-se para longe da sinapse.
2. metabolizado por enzimas no líquido 
extracelular.
3. transportado ativamente para dentro das 
células próximas à sinapse. 
A recaptação pelas varicosidades permite que os 
neurônios reutilizem o neurotransmissor.
Dinâmica da resposta autônoma - Fim da sinalização da Noradrenalina
Dinâmica da resposta autônoma - Fim da sinalização da Acetilcolina
Receptores
SNA
Receptores Simpáticos
Os receptores 
adrenérgicos são 
de dois tipos: 
α(alfa)
β(beta)
Com alguns subtipos 
para cada um deles
Receptores Simpáticos - Alfa
• Os dois receptores alfa – o tipo mais comum de receptor 
simpático – (α1 e α2) respondem fortemente à noradrenalina e 
apenas fracamente adrenalina.
Sinalização dos 
receptores α
• Os receptores α1 são acoplados à Proteína Gq.• Portanto, agem via IP3 e Ca2+ e PKC. 
àProduz contração muscular ou secreção por exocitose.
• Os receptores α2 são acoplados à Proteína Gi.
• Agem diminuem o AMP cíclico intracelular
à Produz relaxamento da musculatura lisa (trato 
gastrintestinal) ou diminuição da secreção (pâncreas). 
Também estão presentes nos vasos sanguíneos.
Receptores Simpáticos - Beta
Os três subtipos principais de receptores β diferem em suas afinidades pelas 
catecolaminas. 
• Os receptores β1 respondem igualmente à noradrenalina e   
adrenalina. 
• Os receptores β2 são mais sensíveis à adrenalina do que à 
noradrenalina. 
• Os receptores β3, encontrados principalmente no tecido adiposo, são 
inervados e mais sensíveis à noradrenalina do que à adrenalina.
Sinalização dos 
receptores β
• Todos os receptores β aumentam o AMP cíclico 
(Proteína Gs).
• A resposta da célula-alvo depende do subtipo de 
receptor e da via específica ativada na célula-alvo. 
• Por exemplo, a ativação dos receptores β1 intensifica a 
contração muscular cardíaca, porém a ativação dos 
receptores β2 produz relaxamento da musculatura lisa 
de muitos órgãos.
Resumo receptores simpáticos
Musculatura lisa nos bronquíolos e Fígado possuem β2
Receptores 
Parassimpáticos -
Muscarínicos
Receptores Parassimpáticos - Muscarínicos
Costa, S. ICB-USP
Silverthorn, 8ª edição
Respostas 
simpáticas e 
parassimpáticas 
e seus 
mecanismos
Neurotransmissores pós-ganglionar
Via 
Simpática-
Supra renal
A medula da glândula suprarrenal é descrita 
frequentemente como um gânglio simpático
modificado.
Os neurônios pré-ganglionares simpáticos 
projetam-se da medula espinal para a medula da 
glândula suprarrenal, onde fazem sinapse com 
corpos celulares sem axônios, denominados 
células cromafins, secretam o neuro-hormônio
adrenalina diretamente no sangue.
Via Simpática-Supra renal
Medula da 
suprarrenal
• É um tecido neuroendócrino associado ao 
sistema nervoso simpático.
• A medula da glândula suprarrenal se desenvolve 
a partir do mesmo tecido embrionário que 
origina os neurônios simpáticos e é uma 
estrutura neurossecretora.
Medula da 
suprarrenal
• Os neurônios pós-ganglionares não possuem axônios, que normalmente 
se projetariam para as células-alvo. 
• Esses corpos celulares sem axônios, denominados células cromafins, 
secretam o neuro-hormônio adrenalina diretamente no sangue. 
• Em resposta a sinais de alerta provenientes do SNC, a medula da 
glândula suprarrenal libera grandes quantidades de adrenalina.
Resumão 
das vias 
autônomas
FIM

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