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AUTARQUIA DE ENSINO SUPERIOR DE ARCOVERDE – AESA ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE DE ARCOVERDE- ESSA CURSO DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA MATHEUS HONÓRIO DE ALMEIDA RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM PSICOLOGIA CLÍNICA ARCOVERDE – PE 2024 AUTARQUIA DE ENSINO SUPERIOR DE ARCOVERDE – AESA ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE DE ARCOVERDE- ESSA CURSO DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA MATHEUS HONÓRIO DE ALMEIDA RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM PSICOLOGIA CLÍNICA Relatório Final de Estágio Supervisionado em Psicologia Clínica apresentado como requisito avaliativo parcial da disciplina Estágio Específico II – Psicologia Clínica do Curso de Graduação em Psicologia da Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde (AESA-ESSA). Local do estágio: Clínica Escola de Psicologia da AESA/ESSA (CEPA) Supervisora da clínica: Gisele Barros Supervisora de estágio: Profª Ma. Karla Polyana de Barros Correia ARCOVERDE – PE 2024 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO ESTAGIÁRIO ALUNO(A) Nome completo: Matheus Honório de Almeida Nº de matrícula: 2019125043 Endereço e Telefone: Rua São Geraldo, Bairro São Geraldo nº 85; (87) 991328363 LOCAL DO ESTÁGIO Nome da instituição: Clínica Escola de Psicologia da AESA/ESSA (CEPA) Endereço e Telefone: Avenida Gumercindo Cavalcante, nº 420 – São Cristóvão, Arcoverde-PE. (87) 99927-4397 SUPERVISORA Nome: Karla Polyana de Barros Correia CRP: 02/16732 PERÍODO DO ESTÁGIO Estágio I e II - Data de início e de término: 26/02/2024 - 11/06/2024 Carga horária total: 480 horas Sumário 1. INTRODUÇÃO 4 2. OBJETIVOS 4 2.1. OBJETIVO GERAL 4 2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 4 3. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DA PACIENTE 4 4. HISTÓRIA PREGRESSA 4 5. MOTIVO DA BUSCA 5 6. HISTÓRIA ATUAL 5 7. AVALIAÇÃO INICIAL DA PACIENTE 6 8. PLANO TERAPÊUTICO 6 9. TÉCNICAS DA TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL 7 10. AVALIAÇÃO FINAL DA PACIENTE 8 11. DIAGRAMA DE CONCEITUALIZAÇÃO COGNITIVA 8 12. CONCLUSÃO 9 13. REFERÊNCIAS 10 14. ANEXOS: 10 1. INTRODUÇÃO Este relatório apresenta um estudo clínico, a respeito dos estágios clínicos específicos I e II. O estágio clínico foi escolhido para ser realizado na Clínica Escola da Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde, clínica que tem como função prestar serviços de atendimento psicológico à comunidade e tem por finalidade atender pacientes encaminhados de pontos de atendimento público. O acompanhamento na clínica durou um ano, após o qual o paciente recebeu alta. Cada atendimento dura 40 minutos e utiliza técnicas diferentes para atender às necessidades individuais de cada paciente. O foco é proporcionar um espaço seguro, acolhedor e que promova o bem-estar e o desenvolvimento psicológico dos clientes. O paciente é recebido na recepção pela profissional responsável pela clínica, que então o encaminha para o estagiário no plantão. Este atendimento é realizado em uma sala exclusiva e dura de trinta a cinquenta minutos. Durante a entrevista, o estagiário preenche um formulário com os dados pessoais do paciente, incluindo nome, endereço, telefone e medicamentos que ele tomou, entre outras informações. Depois disso, ele ouve o relato da queixa do paciente para resumi-lo posteriormente no mesmo prontuário. Após o tempo na fila de espera o paciente começa a terapia. A abordagem da terapia cognitivo-comportamental (TCC) foi escolhida devido à sua eficácia. A TCC é uma abordagem estruturada e orientada para objetivos que permite ao terapeuta e ao paciente trabalharem juntos para identificar e corrigir pensamentos e comportamentos disfuncionais. A especificidade desta abordagem fornece ferramentas e técnicas práticas que os pacientes podem usar todos os dias para melhorar a sua saúde e funcionamento emocional. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma abordagem da psicologia caracterizada por ser um modelo breve, estruturado e focado em psicoterapia que visa resolver problemas atuais e modificar pensamentos e comportamentos disfuncionais (BECK, 2013,p. 36). Karla Polyana de Barros Correia, a professora, supervisionou esses estágios e acompanhou de perto o desenvolvimento das atividades. Como resultado de sua orientação e feedback contínuo, podendo assim melhorar suas habilidades terapêuticas e a aplicação do TCC. A supervisão permite a discussão de casos clínicos, avaliação dos progressos dos pacientes e recomendações de melhores práticas, garantindo o atendimento de qualidade aos pacientes e o crescimento profissional do estagiário. A duração total dos estágios específicos I e II foi de 480 horas, totalizando 80 horas de supervisão. O presente relatório descreve as atividades realizadas durante o estágio supervisionado em Psicologia Clínica na Clínica Escola da AESA. O objetivo principal do estágio foi aplicar os conhecimentos teóricos adquiridos no curso à realidade, bem como desenvolver as habilidades e competências necessárias para trabalhar em Psicologia Clínica como um profissional. Ao longo do estágio, foram realizados atendimentos psicoterapêuticos individuais sob supervisão, usando métodos como psicoterapia centrada na pessoa e TCC. Semanalmente, as reuniões de supervisão foram realizadas para discutir casos e receber instruções dos supervisores. A Clínica Escola da AESA visa fornecer atendimento psicológico qualificado à comunidade e dar aos alunos do curso de psicologia a oportunidade de praticar profissionalmente sob supervisão. A clínica atende uma variedade de clientes, incluindo crianças, adolescentes, adultos e idosos. Eles oferecem serviços de psicoterapia familiar, individual e em grupo. 2. OBJETIVOS 2.1. OBJETIVO GERAL Aplicar os conhecimentos práticos e teóricos advindos do curso de Psicologia, na Clínica Escola da AESA. Adquirindo habilidades e competências necessárias para trabalhar na Psicologia Clínica. 2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS · promover a saúde mental e fornecer condições para o enfrentamento de conflitos e transtornos psicológicos de indivíduos ou grupos para os pacientes que procuram a Clínica Escola da AESA · Participar das reuniões de supervisão semanalmente, aprender sobre casos clínicos e receber instruções para a prática profissional. 3. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DA PACIENTE Nome do paciente: Heitor Samuel da Silva Valença Idade: 6 anos Sexo: Masculino Escolaridade: Pré II 4. HISTÓRIA PREGRESSA A Sr.ª Janiely da Silva Bezerra, relata que seu filho Heitor Samuel teve uma infância comum, gostava de brincar, durante seus primeiros anos de vida era uma criança como qualquer outra. Não teve nenhum problema durante a gestação nem no parto. O único trauma relevante que a mãe aponta, foi a agressão sofrida pela mesma e por seu filho, pelo pai da criança. A aquisição da fala não foi atrasada, era um bebê como a própria mãe relata "esperto". O relacionamento com outras crianças também é normal para uma criança de sua idade, assim como com seus familiares também. 5. MOTIVO DA BUSCA A Sr.ª Janiely da Silva Bezerra procurou atendimento junto ao serviço de Psicologia na Clínica Escola de Psicologia da AESA para seu filho Heitor Samuel da Silva Valença, revelou como queixas iniciais Hiperatividade e violência nas brincadeiras. Posteriormente relatando a suspeita de TEA encaminhado pela escola, muito agitado e com problemas na escola. 6. HISTÓRIA ATUAL O paciente atualmente com 6 anos tem dificuldades de comunicação com outras pessoas fora de seu convívio, possui dificuldades para se manter focado muito tempo em uma atividade. Fato este que vem preocupando a sua mãe devido ao seu desempenho escolar. O paciente Heitor Samuel apesar de se dar bem com todos os colegas de sua turma encontra-se um pouco atrasado devido a seu atraso na escrita, o qual vem prejudicando o seu rendimento escolar. 7. AVALIAÇÃO INICIAL DA PACIENTE Inicialmente o paciente apresentou-se um pouco desconfortável e acuado durante as primeiras sessões, por causa disso as 3 primeiras sessões foram focalizadas em familiarizar a criança ao setting terapêutico, o espaçono qual iríamos passar o semestre e durante as 3 sessões iniciais foi dedicado a criar um vínculo terapêutico com o paciente. Na primeira sessão após a anamnese via-se que Heitor Samuel não queria estar na sala lúdica, apesar de todos os brinquedos e estímulos que a sala tem a oferecer, demonstrando assim que o paciente não tinha vontade de estar lá. Porém isso foi mudando gradativamente com o decorrer das sessões. A mãe relatou que durante as duas primeiras sessões o filho parecia estar menos agitado do que o habitual. 8. PLANO TERAPÊUTICO A primeira sessão foi destinada à entrevista inicial com a mãe da paciente para coletar o histórico de vida de seu filho e ouvir quais as queixas que a mãe tinha sobre os comportamentos de seu filho. Com isso a mãe foi relatando sobre a suspeita de autismo em seu filho, indicado por uma professora da escola. A partir da entrevista inicial da mãe foi possível construir um planejamento terapêutico para o paciente e moldar a partir de como a criança iria se desenvolvendo. Com isso foi realizada a psicoterapia individual, focalizada no desenvolvimento das habilidades sociais da criança e a psicoeducação com a mãe e a criança. Segundo Del Prette (2005) Há evidências de que se a criança desenvolver um amplo repertório de habilidades sociais, terá mais probabilidade de desenvolver relações sociais mais saudáveis e menor risco de ser rejeitada por seus pares no futuro. 9. TÉCNICAS DA TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL 10. AVALIAÇÃO FINAL DA PACIENTE O paciente inicialmente não demonstrou melhora nos aspectos trabalhados, mas com o decorrer das sessões foram vistos a melhora do paciente. No qual as técnicas da Terapia Cognitivo-Comportamental foram importantes para o desenvolvimento do paciente, identificando sua crença central e pensamentos disfuncionais e a partir disso construir junto ao paciente sua reestruturação cognitiva. O paciente demonstrou uma boa adesão ao tratamento, frequentando regularmente as sessões de terapia e aplicando as técnicas que aprendeu em sua vida diária. A capacidade da paciente de se socializar e interagir com colegas de escola e familiares melhorou significativamente. Embora o paciente ainda apresente um atraso na escrita e leitura, apesar do pouco tempo sob acompanhamento da criança houve uma ligeira melhora nas funções cognitivas. O paciente em questão chegou sem saber o nome e como identificar as cores e após as sessões, ele está conseguindo identificar grande parte delas. Ademais o paciente não conseguia escrever seu nome e posteriormente aprendeu. 11. DIAGRAMA DE CONCEITUALIZAÇÃO COGNITIVA Dados Relevantes da História de Vida · agressão do pai · abandono do pai Crença(s) Centra(l/is) · desamparo (não é capaz) Crenças Condicionais/Regras · não consigo fazer isso · vamos fazer outra coisa · não quero fazer Estratégia(s) Compensatória(s) · desistir de suas tarefas · ir fazer outras coisas · isolamento. SITUAÇÃO 1 SITUAÇÃO 2 SITUAÇÃO 3 fazer prova estudar em casa ir para terapia Pensamento Automático Pensamento Automático Pensamento Automático “não vou conseguir” “nunca vou entender” “não gosto de lá” Significado do P.A Significado do P.A Significado do P.A pensa que não é capaz pensa que não consegue medo pelo que é novo Emoção Emoção Emoção ansiedade, vergonha raiva, tristeza medo, angústia Comportamento Comportamento Comportamento desiste da prova sai da mesa e vai brincar chorar Adaptado do livro de Judith S. Beck. Terapia Cognitiva: Teoria e Prática, Artmed, 2007 12. CONCLUSÃO Ao examinar o caminho que o paciente Heitor Samuel percorreu durante o processo terapêutico, pode-se concluir que houve um progresso significativo, tanto no paciente quanto em seus pais e no terapeuta. O objetivo do tratamento era principalmente demonstrar a capacidade do participante de crescimento social e cognitivo e isto foi realizado. Esse trabalho foi muito instrutivo porque alguns aspectos foram revelados, outros foram tratados e alguns nem mesmo foram vistos. Devido ao fato de ser um estágio em uma clínica-escola e que o caso apresentado exige uma quantidade significativa de esforço de todos os envolvidos, incluindo experiência profissional, conhecimentos teóricos e resultados apresentados, é evidente que os objetivos foram alcançados. Não obstante a esses aspectos é importante destacar que o paciente tem o seu próprio tempo e que deve ser respeitado. Gradativamente foi desenvolvendo meios para lidar com seus conteúdos, contudo, merece atenção o fato de que ainda apresenta economia na fala e um comportamento restrito a si mesmo necessitando explorar mais o convívio social. 13. REFERÊNCIAS BECK, Judith S. Terapia cognitivo-comportamental: teoria e prática. 2 Porto Alegre: Artmed, 2013, 413 p. 36 Del Prette, Z. A. P. (2005). Psicologia das habilidades sociais na infância: teoria e prática. Petrópolis, RJ: Vozes. 14. ANEXOS: image1.png image2.jpg image3.jpg