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CENTRO UNIVERSITÁRIO DA REGIÃO DA CAMPANHA CURSO DE ENFERMAGEM
ANDRÉIA BARDIM DE MENEZES SILVA
A ATUAÇÃO DA EQUIPE DE ASSISTÊNCIA NO CUIDADO AO IDOSO COM DEMÊNCIA
BAGÉ
2025
ANDRÉIA BARDIM DE MENEZES SILVA
A ATUAÇÃO DA EQUIPE DE ASSISTÊNCIA NO CUIDADO AO IDOSO COM DEMÊNCIA
Projeto que tenha por finalidade a qualificação da pesquisa para o desenvolvimento do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, apresentado à banca examinadora do Curso de Enfermagem do Centro Universitário da Região da Campanha, campus Bagé, como requisito parcial para a obtenção da titulação de Bacharel em Enfermagem, tendo como orientadora a Prof.ª Enf.ª Débora Machado de Souza.
 
BAGÉ
 2025
CENTRO UNIVERSITÁRIO DA REGIÃO DA CAMPANHA CURSO DE ENFERMAGEM
A COMISSÃO AVALIADORA, ABAIXO ASSINADA, APROVA O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO:
ELABORADO POR:
ANDRÉIA BARDIM DE MENEZES SILVA
ORIENTADO POR:
Prof.ª Enf.ª DÉBORA MACHADO DE SOUZA
COMO REQUISITO PARCIAL PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE BACHAREL EM ENFERMAGEM.
BANCA EXAMINADORA:
Sheila Lucas da Silveira Tavares
Isadora Romanda Silva
BAGÉ
2025
AGRADECIMENTOS
Agradeço, primeiramente a Deus, pela força, saúde e sabedoria que me sustentaram ao longo de toda esta trajetória. 
Aos meus familiares, expresso minha profunda gratidão pelo apoio incondicional, pelo amor e pela paciência demonstrados em cada etapa deste caminho. 
Aos professores, agradeço pela dedicação, pelo incentivo constante e pelos ensinamentos valiosos que levarei comigo para a vida profissional e pessoal. 
Aos colegas e amigos, sou grata pela parceria, pelo companheirismo e pelas palavras de motivação que tornaram os momentos difíceis mais leves. 
Por fim, agradeço a todos que, de alguma forma, contribuíram para a realização deste trabalho e para a minha formação acadêmica. Cada gesto,conselho ou apoio fez diferença e será sempre lembrado.
RESUMO
A demência em pessoas idosas trata-se de uma enfermidade neurológica de caráter crônico e evolutivo, representando um desafio que impacta significativamente a vida dos familiares e cuidadores, sobretudo no aspecto emocional. Justifica-se pela necessidade de qualificar essa equipe de assitência, garantindo estratégias eficazes e humanizadas e também para reduzir a carga emocional dos cuidadores. Objetivo geral é compreender os desafios enfrentados pela equipe de assistência ao paciente na prestação de cuidados ao idoso com demência, bem como, examinar como a comunicação da equipe afeta a criação de planos de cuidado integrados e focados no idoso com demência, analisar o impacto da formação contínua e do apoio emocional no bem-estar, rendimento e retenção da equipe e a valiar o efeito da participação familiar, intermediada pela equipe. Nas últimas décadas, o envelhecimento populacional tornou-se uma das principais transformações demográficas em todo o mundo. Essa proximidade permite um cuidado mais humanizado, centrado na pessoa e em suas necessidades individuais. As políticas públicas direcionadas à população idosa desempenham um papel fundamental na promoção de um envelhecimento digno. Os avanços da neurociência têm ampliado de forma significativa a compreensão dos mecanismos biológicos envolvidos no surgimento e na progressão das demências. No Brasil o cuidado de idosos com demência recai majoritariamente sobre familiares. Pesquisa qualitativa, de natureza descritiva, possibilitando uma análise abrangente e sensível do objeto de estudo. Conduzida em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI). Participou deste estudo profissionais integrantes da equipe de assistência ao paciente. Incluídos profissionais de saúde que compõem a equipe de assistência ao paciente. Excluídos profissionais que estivavam em período de afastamento labora.l A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas por meio de entrevistas individuais presenciais processo analítico. Seguiu as três fases clássicas da análise de conteúdo propostas por Bardin. Benefícios foi a contribuição para a valorização do papel desempenhado pela equipe de assitência na atenção aos idosos institucionalizados. Os riscos, embora mínimos, podem ocorrer desconfortos emocionais durante a participação na entrevista. Marcada por desafios relacionados à capacitação continuada, valorização profissional e suporte institucional, aspectos que dialogam diretamente com os objetivos desta pesquisa. Os resultados apontam fragilidades significativas. A família desempenha um papel crucial no bem-estar emocional dos idosos. A análise dos dados permitiu compreender como a comunicação entre os membros da equipe, a capacitação contínua, o suporte emocional e a participação familiar impactam diretamente na qualidade do cuidado oferecido. O diálogo é considerado essencial para organizar o trabalho e conduzir os cuidados diários. 
Palavras-chave: Idoso; Demência; Equipe de Assistência ao Paciente.
ABSTRCT
Dementia in older adults is a chronic and progressive neurological disease, representing a challenge that significantly impacts the lives of family members and caregivers, especially emotionally. This is justified by the need to qualify the care team, ensuring effective and humane strategies, and also to reduce the emotional burden on caregivers. The general objective is to understand the challenges faced by the patient care team in providing care to older adults with dementia, as well as to examine how team communication affects the creation of integrated care plans focused on older adults with dementia, to analyze the impact of continuous training and emotional support on the well-being, performance, and retention of the team, and to evaluate the effect of family participation, mediated by the team. In recent decades, population aging has become one of the main demographic transformations worldwide. This proximity allows for more humane care, centered on the person and their individual needs. Public policies directed at the elderly population play a fundamental role in promoting dignified aging. Advances in neuroscience have significantly broadened the understanding of the biological mechanisms involved in the onset and progression of dementia. In Brazil, the care of elderly people with dementia falls predominantly on family members. This qualitative, descriptive research allows for a comprehensive and sensitive analysis of the object of study. It was conducted in a Long-Term Care Facility for the Elderly (ILPI). Participants in this study were professionals who are part of the patient care team. Included were healthcare professionals who are part of the patient care team. Excluded were professionals who were on leave from work. Data collection was carried out through semi-structured interviews conducted individually in person. The analytical process followed the three classic phases of content analysis proposed by Bardin. Benefits included contributing to the appreciation of the role played by the care team in the care of institutionalized elderly people. Risks, although minimal, included possible emotional discomfort during participation in the interview. Marked by challenges related to ongoing training, professional development, and institutional support—aspects that directly relate to the objectives of this research—the results point to significant weaknesses. The family plays a crucial role in the emotional well-being of the elderly. Data analysis allowed us to understand how communication among team members, ongoing training, emotional support, and family participation directly impact the quality of care offered. Dialogue is considered essential for organizing work and conducting daily care.
Key-words: Elderly; Dementia; Patient Care Team.
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
	CONEP
	Conselho Nacional de Ética em Pesquisa
	CONEP
	Conselho Nacional de Ética em Pesquisa/Ministério da Saúde
	ILPI
	Instituição de Longa Permanência para Idosos
	MEEM
	Mini - Exame do Estado Mental
	MS
	Ministério da SaúdeBagé, como requisito parcial para a obtenção da titulação de Bacharel em Enfermagem, tendo como orientadora a Prof.ª Enf.ª Débora Machado de Souza.
BAGÉ
2025
RESUMO
A demência em pessoas idosas trata-se de uma enfermidade neurológica de caráter crônico e evolutivo.O cuidado de indivíduos com demência demanda elevada responsabilidade, representando um desafio que impacta significativamente a vida dos familiares e cuidadores. Justifica-se qualificar essa equipe é importante não só para garantir estratégias eficazes e humanizadas, mas também para reduzir a carga emocional dos cuidadores, promover transições mais seguras e minimizar o uso excessivo de medicamentos. Objetivo geral é compreender os desafios enfrentados pela equipe de assistência ao paciente na prestação de cuidados ao idoso com demência. O envelhecimento populacional constitui um fenômeno global irreversível, cujas implicações sociais, econômicas e sanitárias desafiam os modelos tradicionais de organização das políticas públicas e dos sistemas de saúde. A escuta ativa, a empatia e o reconhecimento das trajetórias de vida dos pacientes são aspectos fundamentais do cuidado assistencial. A educação em saúde, dirigida tanto aos idosos quanto aos seus cuidadores, é uma estratégia central para a prevenção de agravos e a promoção de hábitos saudáveis. As políticas públicas direcionadas à população idosa desempenham um papel fundamental na promoção de um envelhecimento digno. O campo da neurociência tem avançado significativamente no entendimento dos mecanismos biológicos que envolvem o surgimento e a progressão das demências. Cuidado de idosos com demência recai majoritariamente sobre familiares, que muitas vezes não possuem treinamento ou suporte adequados. Pesquisa qualitativa, de natureza descritiva. Conduzida em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI). Inseridos profissionais que atuamdiretamente no cuidado de idosos diagnosticados com demência, excluídos os que estiverem em período de afastamento laboral. Realizada por meio de entrevistas semiestruturadas individuais presenciais com os profissionais que integram a equipe de assistência, processo analítico. contribua para a valorização do papel desempenhado pela equipe na atenção aos idosos institucionalizados. Podem ocorrer desconfortos emocionais durante a participação na entrevista. Respeitará os princípios éticos de autonomia, beneficência.
Palavras-chave:Idoso; Demência; Equipe de Assistência ao Paciente.
ABSTRACT
Dementia in older adults is a chronic and progressive neurological disease. Caring for individuals with dementia demands a high level of responsibility, representing a challenge that significantly impacts the lives of family members and caregivers. Qualifying this team is justified not only to ensure effective and humane strategies, but also to reduce the emotional burden on caregivers, promote safer transitions, and minimize the excessive use of medication. The general objective is to understand the challenges faced by the patient care team in providing care to elderly individuals with dementia. Population aging is an irreversible global phenomenon, whose social, economic, and health implications challenge traditional models of public policy and health system organization. Active listening, empathy, and recognition of patients' life trajectories are fundamental aspects of care. Health education, directed at both older adults and their caregivers, is a central strategy for preventing complications and promoting healthy habits. Public policies directed at the elderly population play a fundamental role in promoting dignified aging. The field of neuroscience has made significant advances in understanding the biological mechanisms involved in the onset and progression of dementia. The care of elderly people with dementia falls largely on family members, who often lack adequate training or support. This is a qualitative, descriptive study conducted in a Long-Term Care Facility for the Elderly (LTCF). Participants included professionals who work directly in the care of elderly people diagnosed with dementia, excluding those on leave from work. The study was conducted through individual, face-to-face semi-structured interviews with the professionals who are part of the care team, using an analytical process. The aim is to contribute to valuing the role played by the team in the care of institutionalized elderly people. Emotional discomfort may occur during participation in the interview. The ethical principles of autonomy and beneficence will be respected.
Key-words: Elderly; Dementia; Patient Care Team.
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
	CONEP
	Conselho Nacional de Ética em Pesquisa
	CONEP
	Conselho Nacional de Ética em Pesquisa/Ministério da Saúde
	ILPI
	Instituição de Longa Permanência para Idosos
	MEEM
	Mini-Exame do Estado Mental
	MS
	Ministério da Saúde
	OPAS
	Organização Pan – Americana da Saúde
	PNSPI
	Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa
	SEPA
	Serviço Escola de Psicologia Aplicada
	SUS
	Sistema Único de Saúde
	TCLE
	Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE)
	UBS
	Unidade Básica de Saúde
LISTA DE QUADROS E TABELAS
Tabela1: Orçamento do Projeto de Trabalho de Curso	26
Quadro1: Cronograma do Projeto e do Trabalho de Conclusão de Curso	27
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO.	8
JUSTIFICATIVA	9
TEMA	..................................................................................................................................9
PROBLEMA	9
HIPÓTESES	10
OBJETIVOS	10
Objetivo Geral	10
Objetivos específicos	10
2 REVISÃO DE LITERATURA	11
ENVELHECIMENTO POPULACIONAL E O PAPEL DA EQUIPE DE
ASSISTÊNCIA AO PACIENTE NO CUIDADO COM O IDOSO...............................................11
POLÍTICAS PÚBLICAS PARA IDOSOS	13
DEMÊNCIA EM IDOSOS	14
A EQUIPE DE ASSISTÊNCIA AO PACIENTE NO CUIDADO COM PESSOAS IDOSAS COM DEMÊNCIA	15
3 METODOLOGIA..........................................................................................................17
CARACTERÍSTICAS DA PESQUISA	17
LOCAL E PERÍODO DE ESTUDO	18
PARTICIPANTES DO ESTUDO	19
CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO	20
INSTRUMENTO UTILIZADO NA COLETA DE DADOS	20
COLETA DE DADOS	21
ANÁLISE DE DADOS	22
RISCOS E BENEFÍCIOS	23
ASPECTOS ÉTICOS	23
4 ORÇAMENTO	24
5 CRONOGRAMA	25
REFERÊNCIAS	27
APÊNCIDES	.........................................32
APÊNDICE A-SOLICITAÇÃO PARA REALIZAÇÃO DA PESQUISA..................................33
APÊNDICE B–TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO	34
APÊNDICE C–ROTEIRO DA ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA......................................36
1 INTRODUÇÃO
A demência em pessoas idosas trata-se de uma enfermidade neurológica de caráter crônico e evolutivo, que atinge milhões de indivíduos emtodo o mundo. De acordo com Zorzetto (2023), ao menos1,76 milhão de pessoas com mais de 60 anos têm alguma forma de demência no Brasil. Essa condição, segundo Santos (2024), compromete diversas funções cognitivas fundamentais, como memória, raciocínio lógico, linguagem e comportamento.
O cuidado de indivíduos com demência demanda elevada responsabilidade, representando um desafio que impacta significativamente a vida dos familiares e cuidadores, sobretudo no aspecto emocional (Silva, 2024). O Ministério da saúde (2023) reconhece a demência como uma condição crônica e evolutiva que afeta as funções cognitivas
A demência acarreta deterioração progressiva das habilidades cognitivas, ocasionando modificações comportamentais, como a repetição constante de perguntas ou relatos, episódios de desorientação e negligência com atividades rotineiras (Silva et al., 2023).
Para pessoas diagnosticadas com demência, é imprescindível o estabelecimento de uma rotina diária organizada, com o objetivo de proporcionar maior sensação de segurança e bem-estar (Mestre, 2024). É importante sempre levar em consideração atividades como a higiene pessoal, alimentação e o horário de repouso, que devem ocorrer de maneira regular e previsível (Costa, 2022).
É fundamental que a equipe de assistência aopaciente responsável pelo paciente com demência esteja constantemente atualizada, visto que de acordo com Passarelles et al. (2020), a falta de conhecimento e a sobrecarga podem causar estresse e esgotamento, sendo recomendada a participação em grupos de apoio para compartilhar experiências e promover o bem-estar coletivo. A família e os cuidadores devem buscar informações confiáveis, priorizando o auto cuidado e contando com uma rede de apoio. Além disso, segundo o Estatuto da Pessoa Idosa, no seu artigo nº97, deixar de prestar assistência à pessoa idosa, tem pena de 06 meses a um ano além de multa, o que enfatiza a importância legal de garantir cuidado adequado e contínuo (Brasil, 2003).
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JUSTIFICATIVA
A atuação da equipe de assistência no cuidado de pacientes com demência é essencial por permitir uma abordagem global, que integra diferentes saberes e direciona intervenções centradas nas necessidades individuais, incluindo suporte à família. Zucchella et al. (2018) destacam que as intervenções não farmacológicas realizadas por equipes de assistência – como terapia ocupacional, exercícios cognitivos e suporte psicológico – têm efeitos significativos na qualidade de vida dos pacientes e no alívio do desgaste dos cuidadores.
Conforme Grand et al. (2011), afirmam que “os esforços cumulativos de equipes de assistência de saúde avançaram nossa compreensão da demência, possibilitando estratégias de manejo mais específicas e integradas” . Uma revisão integrativa por Zucchella et al. (2018) ainda reforça que tais equipes são capazes de reduzir sintomas comportamentais,melhorar transições assistenciais e diminuir o uso de psicofármacos.
A importância dessa abordagem também é confirmada por um estudo nacional que reporta cuidados mais humanos e uma visão holística do idoso quando há comunicação eficaz entre profissionais de diferentes áreas do saber. Em paralelo,um estudo britânico comparativo mostrou ganhos clínicos consistentes: a qualidade de vida, função social e bem-estar emocional melhoraram de forma significativa após 6 e 12 meses, quando comparado ao cuidado convencional.
Portanto, qualificar essa equipe é importante não só para garantir estratégias eficazes e humanizadas, mas também para reduzir a carga emocional dos cuidadores, promover transições mais seguras e minimizar o uso excessivo de medicamentos. Tais benefícios justificam plenamente a relevância deste estudo.
TEMA
A atuação da equipe de assistência ao paciente n ocuidado ao idoso com demência.
PROBLEMA
Quais são os principais desafios enfrentados pela equipe de assistência ao paciente na prestação de cuidados ao idoso com demência?
HIPÓTESES
A comunicação eficaz entre os membros da equipe de assistência ao paciente contribui para a elaboração de planos de cuidado mais coerentes e integrados, beneficiando diretamente a saúde e bem-estar de idosos com demência.
Estratégias de capacitação contínua e suporte emocional para profissionais da equipe de assistência ao paciente resultam em maior resiliência em enorrotatividade no atendimento a idosos com demência.
A participação ativa da família no processo de cuidado, quando mediada pela equipe de assistência ao paciente, favorece a adesão ao tratamento e melhora os desfechos clínicos e emocionais do idoso com demência.
Barreiras estruturais e institucionais, como a escassez de recursos humanos e materiais, dificultam a implementação de um cuidado integral ehumanizado ao idoso com demência.
OBJETIVOS
Objetivo Geral
Compreender os desafios enfrentados pela Equipe de Assistência ao paciente na prestação de cuidados ao idoso com demência.
Objetivos Específicos
- Examinar como a comunicação da equipe afeta a criação de planos de cuidado integrados e focados no idoso com demência.
- Analisar o impacto da formação contínua e do apoio emocional no bem-estar, rendimento e retenção da equipe.
- Avaliar o efeito da participação familiar, intermediada pela equipe, no cuidado e progresso dos idosos com demência.
- Entender os principais desafios e como são enfrentados pela Equipe de Assistência ao paciente na prestação de cuidados ao idoso com demência.
2 REVISÃO DE LITERATURA
ENVELHECIMENTO POPULACIONAL E O PAPEL	DA	EQUIPE DE ASSISTÊNCIA AO PACIENTE NO CUIDADO COM O IDOSO
Nas últimas décadas, o envelhecimento populacional tornou-se uma das principais transformações demográficas em todo o mundo (Santos, 2024).
No Brasil, esse fenómeno tem-se intensificado: de2010 a 2022,o númerode pessoas com 65 anos ou mais aumentou 57,4%, passando de 14,1 milhões para 22,2 milhões, representando 10,9% da população. Este crescimento acelerado é impulsionado pelo aumento da esperança média de vida, que subiu de 71,1anos em 2000para 76,4 anos em 2023, e pela queda das taxas de natalidade (Cruz, 2023).
Projeções indicam que, até 2070, cerca de 37,8% dos habitantes do país serão idosos. Este fenômeno é particularmente visível em países desenvolvidos, mas também começa a evidenciar-se em diversas nações em desenvolvimento. O envelhecimento populacional constitui um fenômeno global irreversível, cujas implicações sociais, econômicas e sanitárias desafiam os modelos tradicionais de organização das políticas públicas e dos sistemas de saúde (Santos, 2024).
Como destaca Camarano (2020), a transição demográfica em curso no Brasil tem-se acelerado nas últimas décadas, exigindo respostas estruturadas e interdisciplinares para lidar com uma população cada vez mais longeva. Esta realidade impõe a necessidade de repensar o papel dos profissionais de saúde na promoção do envelhecimento saudável e nagarantia da dignidade humana ao longo do ciclo vital (Atafona, 2024).
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) destaca que o envelhecimento saudável é um processo contínuo de otimização da habilidade funcional e de oportunidades para manter e melhorar a saúde física e mental, promovendo independência e qualidade de vida ao longo da vida. A ampliação da expectativa de vida, apontada por antos (2024) e confirmada por dados da OMS (Barbosa, 2021), não pode ser compreendida apenas como um avanço biomédico; trata-se também de uma questão ética e social.
Cada membro da equipa contribui comsua formação específica para elaborar e executar planos terapêuticos personalizados, voltados não apenas para o tratamento de doenças, mas tambémpara a promoção da autonomia, prevenção de agravos e melhoria da qualidade de vida do idoso (Mestre, 2024).
Sendo assim, a atuação da Equipe de Assistência ao paciente assume um pape lcentral na promoção de um cuidado integral, contínuo e humanizado aos idosos.
De acordo com Vieira et al. (2025) essa atuação integrada, que articula saberes diversos e práticas complementares, é essencial para lidar coma complexidade das condições crónicas, como as demências, e para garantir respostas eficazes às múltiplas dimensões do envelhecimento.
A atuação da equipe de assistência ao paciente transcende o modelo biomédico tradicional, adotando princípios como a integralidade do cuidado, a humanização dos atendimentos e o foco nas ingularidade de cada paciente. 
Segundo Viegas (2024), "a atuação integrada da equipe multiprofissional na Atenção Primária à Saúde, pautada na humanização e integralidade, melhora a relação entre profissionais e pacientes, otimiza planos terapêutico se fortalece o vínculo terapêutico" Essa abordagem está alinhada com os pressupostos da atenção primária à saúde e promove a continuidade, a proximidade e a efetividade das ações de cuidado, especialmente nos casos de demência e outras condições crônicas e complexas do envelhecimento.
Essa proximidade permite um cuidado mais humanizado, centrado na pessoa e em suas necessidades individuais. A equipe também atua na orientação da família e dos cuidadores, promovendo educação em saúde, incentivo à autonomia do idoso e prevenção de quedas, lesões e complicações decorrentes de doenças (Silva, 2020). A escuta ativa, a empatia e o reconhecimento das trajetórias de vida dos pacientes são aspectos fundamentais do cuidado assistencial (Carvalho;Nogueira, 2023).
Além de intervenções técnicas, o cuidado exige sensibilidade cultural, conhecimento da rede de apoio familiar e compreensão das condições psicossociais do idoso. Ao elaborar planos terapêuticos individualizados, a equipe leva em consideração não apenas os diagnósticos clínicos, mas também os contextos sociais e afetivos, o que potencializa a adesão ao tratamento e a autonomia do paciente (Souza et al., 2022).
Outra dimensão relevante é o papel educativo desempenhado pelos profissionais da equipe de assistência ao paciente. A educação em saúde, dirigida tanto aos idosos quanto aos seus cuidadores, é uma estratégia central para a prevenção de agravos e a promoção de hábitos saudáveis (Rocha; Batista, 2020). Isso inclui a prevenção de quedas, o manejo de doenças crônicas, o uso racional de medicamentos e a estimulação cognitiva e funcional.
 Segundo Mendes e Ferreira (2021), capacitar esses profissionais e máreas como gerontologia, cuidados paliativos, saúde mental e tecnologias assistivas é fundamental para qualificar a atenção ao idoso e construir um sistema de saúde mais inclusivo, eficiente e compassivo.
Por fim, a valorização da equipe de assistência ao paciente no contexto do envelhecimento populacional requer investimento contínuo em formação especializada, reconhecimento profissional e adequadas condições de trabalho.
POLÍTICAS PÚBLICAS PARA IDOSOS
As políticas públicas direcionadas à população idosa desempenham um papel fundamental na promoção de um envelhecimento digno. No Brasil, legislações como o Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003) e a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (Portaria nº 2.528/2006) visam garantir direitos e estabelecer diretrizes para o cuidado integral à saúde do idoso, incluindo a atuação de equipes assistenciais (Brasil, 2006).
O Estatuto do Idoso estabelece princípiose diretrizes voltados à promoção, proteção e defesa dos direitos das pessoas com 60 anos ou mais, assegurando um envelhecimento digno, seguro e com qualidade de vida. Entre os diversos direitos garantidos,destacam-se o acesso prioritário às aúde, à assistência social, à justiça, ao transporte e à educação (Brasil, 2022). O Estatuto também enfatiza a responsabilidade da família, da sociedade e do Estado no amparo ao idoso, promovendo a inclusão e prevenindo a negligência, o abuso e a violência (Brasil, 2022).
A Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (PNSPI) orienta o Sistema Único de Saúde (SUS) na promoção do envelhecimento saudável e na organização da atençãointegral à saúde da populaçãoidosa. Seu principal objetivo é assegurar a autonomia, a independência e a qualidade d evida dos idosos, a PNSPI destaca a importância de ações voltadas à prevenção,ao diagnóstico precoce, ao tratamento adequado e a osuporte à família e cuidadores. A política incentiva a capacitação dos profissionais de saúde para atuaremde forma humanizada eeficaz noatendimento a essa população (Brasil, 2006).
A atuação da Equipe deAssistência ao paciente é essencial para lidar com a complexidade das condições crônicas, como as demências, e para garantir respostas eficazes às múltiplas dimensões do envelhecimento. Essa abordagem integrada permite uma compreensão mais ampla das necessidades dos idosos, promovendo intervenções que consideram aspectos físicos, emocionais, sociais e cognitivos (Costa, 2022).
Já a PNSPI foca especificamente na área da saúde, orientando o SUS na organização de uma atenção integral e humanizada voltada às necessidades específicas dos idosos, com ênfase na prevenção e no tratamento de doenças comuns ao envelhecimento, como a demência (Nunes, et al., 2025). Ambas as políticas são indispensáveis e se complementam. Juntas,elas fortalecem a atuação da equipe de assistência ao paciente como agente essencial na promoção do cuidado integral, na defesa dos direitos e na melhoria da qualidade de vida dos idosos com demência.
DEMÊNCIA EM IDOSOS
O envelhecimento populacional tem levado a um aumento significativo na prevalência de demências, especialmente a Doença de Alzheimer, que representa a forma mais comum dessa condição, de acordo com Brito et al.( 2024), a Doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, sendo a forma mais comum de demência. A demência é uma síndrome caracterizada pelo declínio progressivo da memória e de mais outras funções cognitivas, de intensidade suficiente para interferir como desempenho nas atividades (Rosa et al., 2024).
Estudos como o de Tobbin et al.(2021), indicam que cerca de 40% dos casos de demência poderiam ser prevenidos por meio do controle desses fatores. O diagnóstico precoce da demência é fundamental para o manejo adequado da doença. Ferramentas como o Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) são amplamente utilizadas na atenção primária para rastreamento cognitivo (Andres et al., 2024).
Nos últimos anos, o campo da neurociência tem avançado significativamente no entendimento dos mecanismos biológicos que envolvem o surgimento e a progressão das demências. Tais avanços têm impulsionado o desenvolvimento de novas estratégias diagnósticas que vão além da avaliação clínica tradicional:
Além disso, avanços recentes na área da neurociência têm permitido a incorporação de biomarcadores plasmáticos no processo diagnóstico, os quais, aliados a avaliações neuropsicológicas mais detalhadas, oferecem maior precisão na identificação precoce de diferentes tipos de demência (Pereira, 2020).
Tais recursos tornam-se ainda mais importantes diante do envelhecimento populacional, exigindo maior preparo dos sistemas de saúde para lidar com a crescente demanda por diagnósticos e intervenções especializadas, de acordo com Lopes (2024), a atenção às necessidades específicas da geriatria é fundamental para garantir que acrescente população idosa receba cuidados de saúde adequados e adaptados às suas particularidades.
A demência em idosos representa um desafio crescente para a saúde pública brasileira. Cerca de 80% dos casos de demência no Brasil não são diagnosticados, o que dificulta intervenções precoces e adequadas (Rosa, et al., 2024). Essa estimativa é destacada pelo Ministério da Saúde em uma publicação de setembro de 2024, que ressalta o problema multifatorial do subdiagnóstico e o impactodo estigma associado à doença.
Para enfrentar esse desafio, o Ministério lançou o fluxograma "Identificação da Demência na Atenção Primária", visando auxiliar profissionais de saúde no diagnóstico oportuno ainda na atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS). A implementação de estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e suporte aos profissionais que compõe a equipe é essencial para enfrentar essa realidade, de acordo com Lobanco et al. (2023), políticas públicas eficazes e investimentos em educação e saúde são fundamentais para melhorar a qualidade de vida dos idosos com demência e de seus cuidadores.
A EQUIPE DE ASSISTÊNCIA AO PACIENTE NO CUIDADO COM PESSOAS IDOSAS COM DEMÊNCIA
No Brasil, o cuidado de idosos com demência recai majoritariamente sobre familiares, que muitas vezes não possuem treinamento ou suporte adequados. Essa situação pode levar ao desgaste físico e emocional dos cuidadores, afetando sua saúde e bem-estar. A falta de políticas públicas eficazes para apoiar esses cuidadores agrava o problema, destacando a necessidade de programas de educação e suporte psicológico para essa população (Leite, 2023) .
Outro ponto fundamental que deve ser levado em conta quando se fala de cuidadores é a comunicação eficaz entre o cuidador e o idoso comdemência. Essa comunicação é essencial para o bem-estar de ambos. Diante do crescente envelhecimento populacional e da consequente elevação nos casos de demência, torna-se urgente refletir sobre o papel central desempenhado pelos cuidadores — formais ou informais — no contexto do cuidado ao idoso. O impacto físico, emocional e social que recai sobre essas pessoas é significativo e, muitas vezes ,negligenciado pelas estruturas de apoio existentes.
Além disso, oreconhecimento da equipe de assistência ao paciente com o elo essencial nesse processo reafirma a importância de investir na formação contínua e na atuação humanizada desses profissionais. Ao atuar de forma integrada, essa equipe contribui de maneira decisiva para um cuidado mais qualificado, centrado na pessoa e alinhado com os princípios da humanização e da integralidade em saúde (Filho, et al., 2024).
O envelhecimento populacional tem levado a um aumento significativo na prevalência de demências, como a Doença de Alzheimer, impondo desafios consideráveis à prática da equipe de assistência ao paciente (Junior, 2024). Esses profissionais desempenham um papel crucial na assistência a esses pacientes, enfrentando diversas dificuldades que impactam a qualidade do cuidado prestado (Anger; Camino, 2024).
De acordo com Prado (2024), a equipe enfrenta desafios relacionados às alterações neuropsiquiátricas em pessoas idosas com demência, como agitação, agressividade e delírios. Esses sintomas exigem estratégias específicas de cuidado e uma abordagem individualizada para garantir a segurança e o bem-estar do paciente (Vieira et al., 2025).
Além disso, a comunicação eficaz com pacientes com demência é um desafio significativo. Brito et al. (2024) destacam que a progressão da doença compromete a capacidade de expressão e compreensão dos pacientes, dificultando a interação e a implementação de cuidados adequados. Os profissionais da equipe de assistência ao paciente precisam desenvolver habilidades de comunicação alternativas e sensíveis às necessidades desses indivíduos (Figueiredo; Pereira; Moraes, 2021). A falta de capacitação específica também é um obstáculo importante. 
De acordo com Cruz (2023), é necessária formação contínua dos profissionais da Equipe deAssistência ao paciente para lidar com as complexidades do cuidado ao idoso com demência, incluindo o manejo de sintomas comportamentais e a orientação aos familiares.
No contexto dos cuidados paliativos, Marinho et al. (2023) apontam para a dificuldade em avaliar e tratar a dor em pacientes com demência avançada, bem como a importância de uma abordagem centrada na pessoa, que considere aspectos psicossociais e espirituais. A implementação de protocolos de cuidados neuro paliativos e a comunicação eficaz entre profissionais de saúde, pacientes e familiares são essenciais para melhorar aqualidade devidadesses pacientes (Marinho et al., 2023).
Por fim, Silva et al. (2021) identificam desafios estruturais na gestão do cuidado ao idoso dependente, como a escassez de recursos, a desarticulação da rede de serviços e a falta de segurança. Esses fatores comprometema efetividade das ações de proteção, prevenção e promoção da saúde, exigindo estratégias integrativas e colaborativas por parte da equipe de assistência ao paciente.
Verificou-se em trabalhos como o de Marion (2022) que o aumento da longevidade e a crescente prevalência de doenças neurodegenerativas, como a Doença de Alzheimer, exigem transformações estruturais nos sistemas de saúde, pautadas em políticas públicas eficazes, formação profissional continuada e abordagens de cuidado centradas na pessoa
A equipe de assistência ao paciente ocupa posição estratégica nesse cenário, promovendo não apenas a assistência clínica, mas também ações educativas, preventivas e de suporte emocional tanto para os idosos quanto para seus cuidadores (Cardoso, 2025). A literatura, como a de Oliveira (2022), evidencia que o cuidado integral ao idoso com demência demanda competências específicas, sensibilidade ética, empatia e capacidade de articulação com a rede de serviços sociais e de saúde.
3 METODOLOGIA DA PESQUISA
CARACTERÍSTICAS DA PESQUISA
Este estudo será desenvolvido por meio de uma pesquisa qualitativa, de natureza descritiva, organizada em duas etapas complementares que se articulam para oferecer uma compreensão profunda e contextualizada do fenômeno investigado. A abordagem qualitativa, conforme destacam Flick (2022) e Minayo (2020), tem como foco a compreensão dos significados atribuídos pelos sujeitos às suas vivências e práticas, considerando os contextos sociais, culturais e históricos nos quais estão inseridos.
A perspectiva qualitativa, de acordo com Gil (2022) permite captaros valores, crenças, percepções e emoções envolvidas nas práticas de cuidado, indo além da simples quantificação de dados. Isso é particularmente relevante no campo da geriatria,onde o cuidado é permeado po raspectos afetivos, éticos e relacionais que nem sempre são visíveis ou mensuráveis por métodos quantitativos.
A pesquisa também se caracteriza como descritiva, pois busca observar, registrar, analisar e correlacionar fatos e fenômenos tal como ocorrem na realidade, sem manipulação direta das variáveis envolvidas. Para Vieira (2022) essa natureza descritiva se manifesta no esforço em levantar, com riqueza de detalhes, as características, comportamentos, rotinas e estratégias utilizadas nos contextos de cuidado geriátrico.
Em suma, a combinação entre a abordagem qualitativa e o delineamento descritivo possibilita uma análise abrangente e sensível do objeto de estudo, permitindo tanto a apreensão das dimensões subjetivas do cuidado quanto a sistematização de informações que contribuam para a formulação de estratégias mais eficazes e humanizadas no atendimento à população idosa.
LOCAL E PERÍODO DE ESTUDO
A presente pesquisa será conduzida em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) localizada em município da região sudoeste do Rio Grande do Sul, após a autorização do local (Apêndice A). Esse tipo de instituição caracteriza-se por oferecer cuidados contínuos a pessoas idosas que, em função de limitações físicas, cognitivas ou sociais, necessitam de apoio em suas atividades diárias, demandando uma equipe multiprofissional para assegurar o bem-estar e a qualidade de vida dos residentes.
A coleta de dados será realizada nos meses de agosto e setembro de 2025, nos turnos da manhã e da tarde, conforme agendamento prévio com a instituição e disponibilidade dos participantes.
PARTICIPANTES DO ESTUDO
Serão convidados a participar deste estudo profissionais integrantes da Equipe de Assistência ao paciente que atuam diretamente no cuidado de idosos com demência na instituição pesquisada. A composição dessa equipe poderá incluir, médicos, enfermeiros, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, assistentes sociais e nutricionistas, cuja atuação conjunta é fundamental para a prestação de um cuidado integral e centrado no paciente
A seleção dos participantes será feita por amostragem intencional, com base em critérios de inclusão previamente definidos: ter vínculo profissional ativo com a instituição, atuar diretamente com pacientes idosos com diagnóstico de demência, e ter disponibilidade para participar voluntariamente da entrevista. O número de participantes será determinado com base no critério de saturação teórica,ou seja ,as entrevistas serão realizadas até o ponto em que novas informações relevantes deixem de emergir do conteúdo, conforme orientações metodológicas de Minayo (2020).
A participação será inteiramente voluntária e condicionada à assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) (Apêndice B), conforme as diretrizes estabelecidas pelas Resoluções nº 466/2012 e nº 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde. O consentimento será obtido de forma ética e transparente, garantindo que os profissionais recebam explicações claras sobre os objetivos, os procedimentos, os possíveis riscos e os benefícios da pesquisa, respeitando sua autonomia, privacidade e dignidade.
Para garantir o anonimato dos participantes, suas identidades serão preservadas em todas as etapas da pesquisa. Os depoimentos serão identificados por códigos alfanuméricos (por exemplo, F1, F2, F3...), sem qualquer menção a nomes, cargos ou outras informações que possam permitir sua identificação. Os dados coletados serão armazenados de forma segura e utilizados exclusivamente para fins acadêmicos e científicos, seguindo os princípiosde confidencialidade e integridade ética.
CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO
Serão incluídos no estudo os profissionais de saúde que compõem a equipe de assistência ao paciente da Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) e que atendam aos seguintes critérios: possuir vínculo profissional ativo com a instituição no momento da coleta de dados; ter, no mínimo, seis meses de atuação contínua na ILPI, garantindo familiaridade com a rotina institucional e com os residentes.
Também serão inseridos profissionais que atuamdiretamente no cuidado de idosos diagnosticados com demência, independentemente da área de formação, incluindo, por exemplo, profissionais de enfermagem, medicina, psicologia, fisioterapia, nutrição, terapia ocupacional, serviço social, entre outros; demonstrar disponibilidade para participar da entrevista dentro do período estipulado pela pesquisa; concordar com os princípios éticos da pesquisa, mediante a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE); e ter idade igual ou superior a 18 anos.
Serão excluídos da pesquisa os profissionais que: Serão considerados critérios de exclusão os seguintes casos: profissionais que estiverem em período de afastamento laboral por licença médica, licença maternidade ou paternidade, férias ou qualquer outro tipo de afastamento oficial no momento da coleta de dados; aquelesque não atuar em diretamente no cuidado aos idosos com demência, como os alocados em setores administrativos, de manutenção, limpeza ou serviços gerais.
Além de indivíduos que apresentarem vínculo temporário com a instituição, como estagiários ou voluntários eventuais que não desempenhem funções de cuidado direto; participantes que recusarem assinar oTermo de Consentimento Livre e Esclarecido ou que, mesmo após o devido esclarecimento sobre a pesquisa, não se sentirem confortáveis em participar, além daqueles que apresentarem qualquer impedimento ético ou legal que comprometa a participação no estudo.
INSTRUMENTO UTILIZADO NA COLETA DE DADOS
A coleta de dados será realizada por meio de entrevistas semiestruturadas, utilizando um roteiro elaborado (Apêndice C).
As entrevistas semiestruturadas são caracterizadas por um conjunto de perguntas previamente definidas, mas com flexibilidade para explorar novos temas que possam emergir durante a conversa, facilitando uma compreensão mais rica e detalhadado fenômeno estudado. As questões abertas são fundamentais nesse tipo de entrevista, pois não impõem respostas pré-determinadas, incentivando os entrevistados a compartilharem informações e reflexões pessoais, o que é essencial para a obtenção de dados qualitativos significativos (Castro; Oliveira, 2022).
A confidencialidade e o anonimato dos participantes serão rigorosamente assegurados em todas as etapas da pesquisa. As entrevistas serão identificadas por códigos alfanuméricos, e os dados coletados serão utilizados exclusivamente para fins científicos. Todo o material será armazenado de forma segura, com acesso restrito a pesquisadora responsável.
COLETA DE DADOS
A coleta de dados será realizada por meio de entrevistas individuais presenciais comos profissionais que integram a equipe de assistência ao paciente da Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI). As entrevistas serão previamente agendadas em articulação com a administração da instituição, respeitando a disponibilidade dos participantes e a rotina institucional, a coleta de dados só iniciará a partir da autorização concedida.
As entrevistas ocorrerão em uma sala de aula disponibilizada pela ILPI, garantindo um ambiente reservado, silencioso e propícioà escuta atenta e ao sigilo das informações compartilhadas. Esse cuidado visa assegurar o conforto dos participantes e a confidencialidade dos dados, conforme os preceitos éticos estabelecidos pela Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde.
Cada entrevista será conduzida de forma individual, permitindo ao participante expressar-se com liberdade, sem interferência de terceiros. Com a autorização préviados entrevistados, as conversas serão gravadas em dispositivo eletrônico de áudio, assegurando a fidelidade na posterior transcrição do conteúdo.
O roteiro utilizado nas entrevistas será baseado em questões abertas, previamente estruturadas a partir dos resultados da revisã osistemática realizada na fase inicial da pesquisa. Esse instrumento busca explorar aspectos como os desafios enfrentados na prática profissional, as estratégias adotadas no cuidado aos idosos com demência e a percepção dos entrevistados sobre o papel da Equipe de Assistência ao paciente no contexto institucional.
Após a realização das entrevistas, os áudios gravados serão transcritos na íntegra, de forma fidedigna, respeitando a linguagem dos participantes. As transcrições servirão de base para a análise qualitativa do material, conduzida conforme a metodologia definida para a pesquisa.
ANÁLISE DE DADOS
A análise dos dados obtidos por meio das entrevistas será realizada com base na técnica de análise de conteúdo, conforme proposta por Laurence Bardin (2016). Essa técnica é amplamente utilizada em pesquisas qualitativas por permitir a organização, sistematização e interpretação dos dados textuais, possibilitando a identificação de significados, padrões e categorias relevantes para o objeto de estudo.
O processo analítico seguirá as três fases clássicas da análise de conteúdo propostas por Bardin, pré-análise: Nesta fase inicial, serárealizada a organização do material coletado, a leitura flutuante das transcrições das entrevistas e a escolha dos documentos que serão analisados (Valle; Ferreira, 2025). Exploração do material: Trata-se da etapa emque ocorre a codificação do conteúdo, com a categorização e agrupamento das unidades de registros e segundo critérios temáticos. Será realizada a identificação das categorias empíricas emergentes, com base nos objetivos da pesquisa e nos núcleos de sentido presentes nas falas dos participantes (Valle; Ferreira, 2025).
Tratamento dos resultados, inferência e interpretação: Na última etapa, os dados serão interpretados à luz do referencial teórico da pesquisa. Os resultados obtidos serão discutidos de forma crítica, buscando identificar significados, contradições e implicações das falas dos entrevistados em relação ao cuidado de idosos com demência em instituições de longa permanência (Bardin, 2016).
A análise de conteúdo, como destaca Bardin (2016), não se limita à contagem de palavras ou frequência de termos, mas busca compreender os significados presentes nas mensagens, o que a torna particularmente adequada para estudos voltados à compreensão das percepções, experiências e discursos dos sujeitos pesquisados.
RISCOS E BENEFÍCIOS
A presente pesquisa apresenta risco mínimo para os participantes, conforme classificação da Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde. Os principais riscos estão relacionados à possível exposição emocional durante o relato de experiências profissionais, especialmente ao abordar desafios e situações sensíveis vivenciadas no cuidado a idosos com demência. Caso necessário, os participantes serão orientados a procurar apoio institucional ou psicológico disponível na própria instituição ou por meio da rede pública de saúde (Brasil, 2012).
Quanto aos benefícios, espera-se que o estudo contribua para a valorização do papel desempenhado pela equipe multiprofissional na atenção aos idosos institucionalizados, além de proporcionar subsídios para a reflexão crítica e a qualificação das práticas assistenciais.
Em relação aos riscos, embora mínimos, podem ocorrer desconfortos emocionais durante a participação na entrevista, uma vez que os profissionais poderão ser convidados a relatar experiências desafiadoras relacionadas ao cuidado de idosos com demência. Para mitigar tais riscos e oferecer suporte adequado, o estudo contará com o apoio do Serviço Escola de Psicologia Aplicada (SEPA). O SEPA tem como objetivo aplicar e desenvolver técnicas para a promoção da saúde mental, proporcionando assistênciaprofilática e terapêutica mediante a aplicação dos conhecimentos da psicologia.
ASPECTOS ÉTICOS
O estudo acontecerá de acordo com os procedimentos éticos, seguindo as recomendações presentes na Resolução da Portaria 466/12 e 510/2016 do Conselho Nacional de Ética em Pesquisa/Ministério da Saúde (CONEP/MS) da pesquisa com seres humanos, e contará com o consentimento livre e esclarecido prestado ao participante (Brasil; 2012; Brasil, 2016).
A resolução 510/2016 trata dos direitos dos participantes do estudo, das informações da pesquisa, da privacidade, do sigilo, do direito de suspender a pesquisa, de definir se a identidade será divulgada e quais informações podem ser compartilhadas. É de responsabilidade do pesquisador manter o sigilo de todos os dados coletados, antes e após a pesquisa (Brasil, 2016).
A portaria 466/12 salienta também os riscos e benefícios que a pesquisa pode gerar, e os cuidados para minimizá-los. A pesquisa deve gerar benefícios aos participantes maiores que os riscos. Caso o pesquisador identifique algum risco ou prejuízo, o Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) deverá ser notificado para avaliar o encerramento ou reformulação do estudo (Brasil, 2012).
Ressalta-se que, em conformidade com a Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde, o local específico da pesquisa não será identificado, a fim de preservar o sigilo institucional e garantir a confidencialidade das informações.
 A pesquisa respeitará os princípios éticos de autonomia, beneficência, não maleficência e justiça, assegurando a proteção dos participantes e a integridade dos dados coletados.
4 ORÇAMENTO
Esses serão os custos orçamentários (tabela1), relacionados aos gastos para o desenvolvimento desta pesquisa, o orçamento será custeado pelo pesquisador responsável por esse estudo.
Tabela1- Orçamento do Projeto e doTrabalho de Conclusão de Curso
	Recursos
materiais
	Valor unitário
	Quantidade
	Total
	Locomoção
	R$100,00
	4
	R$400,00
	Impressão
	R$0,50
	100
	R$50,00
	Encadernação
	R$5,00
	2
	R$10,00
	Total
	
	
	R$160,00
Fonte:Autora,2025.
5 CRONOGRAMA
O cronograma apresentado a seguir, por meio do Quadro 1, tem como finalidade orientar a execução do Projeto e do Trabalho de Conclusão de Curso, possibilitando o acompanhamento do desenvolvimento das atividades de pesquisa. Além disso, permite verificar se o desempenho está adequado e se o estudo está sendo realizado dentro dos prazos estipulados.
Quadro1- Cronograma do Projeto e doTrabalho de Conclusão de Curso
	ETAPAS
	
	
	
	2025
	
	
	
	
	
	
	
	Mar
	Abr
	Mai
	Jun
	Jul
	Ago
	Set
	Out
	Nov
	Dez
	Elaboração teórica do projeto
	
X
	
X
	
X
	
X
	
	
	
	
	
	
	Encaminhado ao CEP
	
	
	
	
X
	
	
	
	
	
	
	Qualificação do projeto à banca examinadora
	
	
	
	
X
	
	
	
	
	
	
	Coletade dados
	
	
	
	
	
	X
	X
	
	
	
	Transcrição e análise dos dados em resultados e discussão
	
	
	
	
	
	
	
	
X
	
X
	
	Defesado TCC
à banca examinadora
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
X
Fonte: Autora,2025.
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APÊNDICES
APÊNDICE A- SOLICITAÇÃO PARA REALIZAÇÃO DA PESQUISA
APÊNDICE B–TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
CENTRO UNIVERSITÁRIO DA REGIÃO DA CAMPANHA CURSO DE ENFERMAGEM
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Projeto: A atuação da Equipe de Assistência ao paciente no Cuidado ao Idoso com Demência
PROCEDIMENTOS: Serão efetuadas entrevistas gravadas em formato de áudio com os profissionais que compõem a equipe de assistência ao paciente da Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI), localizada na região sudoeste do RioGrande do Sul. Os resultados serão usados exclusivamente para fins acadêmicos pela pesquisadora e sua orientadora no desenvolvimento do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Os entrevistados terão sua privacidade e anonimato garantidos e poderão responder integral ou parcialmente às perguntas, sem prejuízo ou consequências negativas decorrentes de sua participação.
RISCOS: Esta pesquisa apresenta risco mínimo aos participantes. Não serão realizados procedimentos invasivos, dolorosos, ou que envolvam coleta de material biológico. O principal risco se refere a eventuais desconfortos emocionais durante a entrevista, caso sejam mencionadas situações sensíveis relacionadas à prática profissional. Caso isso ocorra, os participantes serão orientados a buscar apoio no Serviço Escola de Psicologia Aplicada (SEPA), é um serviço vinculado à instituição e pode oferecer acolhimento e suporte ao voluntário que precisar.
BENEFÍCIOS: A participação na pesquisa permitirá contribuir para uma melhor compreensão da atuação da equipe de assistência ao paciente no cuidado ao idoso com demência, além de fomentar a valorização dessa prática no contexto institucional. Os resultados poderão, ainda, subsidiar melhorias na qualidade da assistência prestada e fortalecer políticas públicas voltadas ao envelhecimento. Para o pequisador, os dados obtidos serão essenciais para a construção do TCC e aprofundamento acadêmico na área da saúde do idoso.
PARTICIPAÇÃO VOLUNTÁRIA: A participação nesta pesquisa é inteiramente voluntária. O participante poderá se recusar a responder a qualquer pergunta ou desistir da entrevista a qualquer momento, sem necessidade de justificativa e sem que isso implique qualquer prejuízo pessoal ou profissional.
CONFIDENCIALIDADE: Os dados coletados serão tratados com total sigilo. Nenhuma informação que permitaidentificar os participantes será divulgada. Os áudios das entrevistas serão armazenados em ambiente seguro, sob responsabilidade da pesquisadora, e utilizados apenas para fins acadêmicos. Após a conclusão da pesquisa, os arquivos serão devidamente descartados.
CONSENTIMENTO: Declaro que fui informado (a) de forma clara e objetiva sobre os objetivos, procedimentos, riscos e benefícios desta pesquisa. Estou ciente de que minha participação é voluntária e que possodesistir a qualquer momento. Autorizo a gravação da entrevista e concordo coma utilização dos dados para fins acadêmicos. Receberei uma via assinada deste Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
 ASSINATURA DO PARTICIPANTE
ANDRÉIA BARDIM DE MENEZES SILVA
Acadêmica do curso de Enfermagem – Centro Universitário da Região da Campanha (URCAMP) – Campus Bagé – RS
E-mail: 	
Telefone: 	
Alegrete, 	de 	de 2025.
APÊNDICE C –ROTEIRO DA ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA
Roteiro de Entrevista
Para garantir o anonimato dos participantes, suas identidades serão preservadas em todas as etapas da pesquisa .Os depoimentos serão identificados por códigos alfanuméricos sequenciais, como F1, entrevistado e o número sequente.
Compreensão da Instituição e Estrutura
1. Como você descreveria a instituição de longa permanência onde trabalha?
2. A estrutura física da instituição atende adequadamente às necessidades dos idosos, incluindo acessibilidade e espaços para convivência?
Rotina e Cuidados aos Idosos
3. Como é organizada a rotina dos idosos e quais tipos de assistência de saúde são oferecidos?
4. Há protocolos definidos para atendimentos de emergência e encaminhamentos externos?
Desafios e Necessidades
5. Quais são os principais desafios enfrentados pela equipe de enfermagem no cuidado diário aos idosos?
6. Há carência de materiais, equipamentos ou pessoal que impactem na qualidade do atendimento?
	
 Relaçõese Clima Institucional
7. Como você avalia a comunicação entre os membros da equipe de saúde no planejamento e execução do cuidado aos idosos?
8. A equipe recebe capacitações contínuas e suporte emocional? Como isso influência seu desempenho e bem-estar?
9. De que forma a família participa do cuidado dos idosos, e qual o impacto dessa participação na adesão ao tratamento?
APÊNDICE B-ARTIGO CIENTÍFICO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
A ATUAÇÃO DA EQUIPE DE ASSISTÊNCIA NO CUIDADO AO IDOSO COM DEMÊNCIA
Andréia Bardim De Menezes Silva
Débora Machado De Souza
RESUMO
A demência em pessoas idosas tratava-se de uma enfermidade neurológica de caráter crônico e evolutivo. O cuidado de indivíduos com demência demanda elevada responsabilidade, representando um desafio que impacta significativamente a vida dos familiares e cuidadores. Justifica-se a equipe de assistência responsável pelo paciente com demência esteja constantemente atualizada. Objetivo geral, reduzir a carga emocional dos cuidadores, promover transições mais seguras e minimizar o uso excessivo de medicamentos. Pesquisa qualitativa, de natureza descritiva em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI). Coleta de dados foi realizada nos meses de agosto e setembro de 2025. Identificados como F1, F2, F3, F4, F5, F6, F7 e F8, garantindo-se o anonimato conforme preconizado pelos princípios éticos da pesquisa. Composto majoritariamente por profissionais do sexo feminino. Verificou-se que parte dos entrevistados relatou ter participado de cursos e palestras voltados ao cuidado de idosos e pessoas com demência. A análise dos dados permitiu compreender como a comunicação da equipe, a capacitação contínua e o suporte emocionam. Observou-se que o diálogo é reconhecido como elemento fundamental para a organização do trabalho e para a condução dos cuidados diários. Os resultados indicam fragilidade nesse campo, com ações pontuais e pouco sistematizadas. Constatou-se sua ocorrência de forma desigual, com famílias mais presentes e outras quase ausentes. Estudo contribui para a compreensão das dinâmicas que permeiam o cuidado em instituições de longa permanência, apontando a necessidade de políticas institucionais mais robustas voltadas à formação permanente, valorização profissional e fortalecimento das relações entre equipe, idoso e família.
Palavras-chave: Idoso; Demência; Equipe de Assistência ao Paciente.
ABSTRACT
Dementia in elderly people is a chronic and progressive neurological disease. Caring for individuals with dementia demands a high level of responsibility, representing a challenge that significantly impacts the lives of family members and caregivers. It is justified that the care team responsible for patients with dementia be constantly updated. The general objective was to reduce the emotional burden on caregivers, promote safer transitions, and minimize the excessive use of medication. This was a qualitative, descriptive study conducted in a Long-Term Care Facility for the Elderly (ILPI). Data collection took place in August and September 2025. Participants were identified as F1, F2, F3, F4, F5, F6, F7, and F8, ensuring anonymity as stipulated by ethical research principles. The sample consisted predominantly of female professionals. It was found that some interviewees reported having participated in courses and lectures focused on the care of elderly people and people with dementia. Data analysis allowed us to understand how team communication, continuous training, and support affect individuals emotionally. It was observed that dialogue is recognized as a fundamental element for organizing work and conducting daily care. The results indicate weaknesses in this area, with sporadic and poorly systematized actions. Its occurrence was found to be uneven, with some families more present and others almost absent. This study contributes to understanding the dynamics that permeate care in long-term care institutions, highlighting the need for more robust institutional policies focused on ongoing training, professional development, and strengthening relationships between staff, the elderly, and their families.
Keywords: Elderly; Dementia; Patient Care Team.
INTRODUÇÃO
A demência em pessoas idosas tratava-se de uma enfermidade neurológica de caráter crônico e evolutivo, que atinge milhões de indivíduos em todo o mundo. Pessoas com mais de 60 anos tinham alguma forma de demência no Brasil. Essa condição, segundo Santos (2024), compromete diversas funções cognitivas fundamentais, como memória, raciocínio lógico, linguagem e comportamento (Zorzetto, 2023).
O cuidado de indivíduos com demência demanda elevada responsabilidade, representando um desafio que impacta significativamente a vida dos familiares e cuidadores, sobretudo no aspecto emocional (Silva, 2024). O Ministério da saúde reconhece a demência como uma condição crônica e evolutiva que afeta as funções cognitivas (Brasil, 2023).
A demência acarreta deterioração progressiva das habilidades cognitivas, ocasionando modificações comportamentais, como a repetição constante de perguntas ou relatos, episódios de desorientação e negligência com atividades rotineiras (Silva et al., 2023). Para pessoas diagnosticadas com demência, foi imprescindível o estabelecimento de uma rotina diária organizada, como objetivo de proporcionar maior sensação de segurança e bem-estar (Mestre, 2024). É importante sempre levar em consideração atividades como a higiene pessoal, alimentação e o horário de repouso, que devem ocorrer de maneira regular e previsível (Costa, 2022).
É fundamental que a equipe de assistência ao paciente responsável pelo paciente com demência esteja constantemente atualizada, A falta de conhecimento e a sobrecarga podem causar estresse e esgotamento, sendo recomendada a participação em grupos de apoio para compartilhar experiências e promover o bem-estar coletivo (Passarelles et al., 2020). 
Além disso, segundo o Estatuto da Pessoa Idosa,no seu artigo nº 97, deixar de prestar assistência à pessoa idosa, tinha pena de 06 meses a uma no além de multa, o que enfatiza aimportância legal de garantir cuidado adequado e contínuo (Brasil, 2003).
 De acordo com Zucchella et al. (2018), destacam que as intervenções não farmacológicas realizadas por equipes multidisciplinares, como terapia ocupacional, exercícios cognitivos e suporte psicológico, tinham efeitos significativos na qualidade devida dos pacientes e no alívio do desgaste dos cuidadores.
Portanto, equipe de assistência ao paciente responsável pelo paciente com demência esteja constantemente atualizada qualificar essa equipe é fundamental não só para garantir estratégias eficazes e humanizadas, mas também para reduzir a carga emocional dos cuidadores, promover transições mais seguras e minimizar o uso excessivo de medicamentos. Tais benefícios justificam plenamente a relevância deste estudo.
METODOLOGIA
Este estudo foi desenvolvido por meio de uma pesquisa qualitativa, de natureza descritiva, organizada em duas etapas complementares que se articulam para oferecer uma compreensão profunda e contextualizada do fenômeno investigado. A abordagem qualitativa, conforme destacam Flick (2022) e Minayo (2020), tendo como foco a compreensão dos significados atribuídos pelos sujeitos às suas vivências e práticas, considerando os contextos sociais, culturais e históricos nos quais estão inseridos.
Apresente pesquisa foi conduzida em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) localizada em município da região sudoeste do Rio Grande do Sul, após a autorização do local. Esse tipo de instituição caracteriza-se por oferecer cuidados contínuos a pessoas idosas que, em função de limitações físicas, cognitivasousociais,necessitamdeapoioemsuasatividadesdiárias,demandando uma equipe multiprofissional para asseguraro bem-estar e a qualidadede vida dos residentes.
A coleta de dados foi realizada nos meses de agosto e setembro de 2025, nos turnos da manhã e da tarde, conforme agendamento prévio com a instituição e disponibilidade dos participantes. Foram convidados a participar deste estudo profissionais integrantes da equipe de assistência ao paciente que atuam diretamente no cuidado de idosos com demência na instituição pesquisada.
A composição dessa equipe pode incluir, médicos, enfermeiros, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, assistentes sociais e nutricionistas, cuja atuação conjunta foi fundamental para aprestação de um cuidado integral e centrado no paciente. A análise dos dados obtidos por meio das entrevistas foi realizada com base na técnica de análise de conteúdo, conforme proposta por Laurence Bardin (2016). Essa técnica foi amplamente utilizada em pesquisas qualitativas por permitir a organização, sistematização e interpretação dos dados textuais, possibilitando a identificação de significados, padrões e categorias relevantes para o objeto de estudo.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Participaram deste estudo oito profissionais atuantes em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) localizada no município de Alegrete/RS, identificados como F1, F2, F3, F4, F5, F6, F7 e F8, garantindo-se o anonimato conforme preconizado pelos princípios éticos da pesquisa. 
O grupo é composto majoritariamente por profissionais do sexo feminino, o que reflete a realidade histórica da área do cuidado e da enfermagem, tradicionalmente marcada pela feminização das profissões relacionadas à assistência em saúde.
Quanto à formação e função exercida, observa-se a presença de profissionais com diferentes níveis de escolaridade e áreas de atuação, incluindo técnicas de enfermagem, cuidadoras, nutricionista, profissionais da área administrativa e integrantes da equipe multidisciplinar. Essa diversidade evidencia a complexidade do cuidado ofertado aos idosos com demência, que demanda uma abordagem integrada e interdisciplinar, envolvendo não apenas a assistência direta, mas também suporte nutricional, organizacional e psicossocial.
Em relação ao tempo de experiência, identificam-se tanto profissionais com longa trajetória na instituição, como no caso da entrevistada F5, que atua há aproximadamente dez anos no local, quanto profissionais com vínculo mais recente, o que permite diferentes percepções sobre o processo de trabalho e a evolução dos cuidados ao longo do tempo. Essa heterogeneidade contribui para uma visão ampla acerca das práticas, desafios e transformações ocorridas na instituição.
No que se refere à capacitação profissional, verificou-se que parte dos entrevistados relatou ter participado de cursos e palestras voltados ao cuidado de idosos e pessoas com demência, destacando-se menções a formações oferecidaspor instituições privadas, além de ações educativas pontuais promovidas pela própria instituição. Entretanto, também emergiu nas falas a percepção de que essas capacitações ainda são insuficientes ou irregulares, sobretudo no que diz respeito à preparação contínua e ao cuidado emocional dos profissionais, evidenciando uma lacuna importante na formação e no suporte da equipe.
Quanto à especialização, poucos participantes relataram possuir formação específica em geriatria ou gerontologia, sendo que a maioria atua com base na experiência prática e no aprendizado cotidiano. Essa realidade reforça a necessidade de investimentos em educação permanente, especialmente considerando a complexidade que envolve o cuidado ao idoso com demência, que exige conhecimentos técnicos, sensibilidade emocional e habilidades comunicacionais específicas.
Esta categoria tem como objetivo analisar de que forma a comunicação estabelecida entre os membros da equipe influencia a organização do cuidado e a construção de práticas integradas voltadas ao idoso com demência. Essa categoria emerge principalmente das questões 3 e 7 da entrevista, que abordam a organização da rotina e a avaliação da comunicação entre os profissionais no planejamento e execução do cuidado.
As falas evidenciam que a comunicação é compreendida como elemento fundamental para o funcionamento da instituição e para a organização do cuidado diário. A entrevistada F1afirma:
“A gente conversa bastante, sempre explico como quero que seja feito, porque cada idoso é diferente, então tento organizar conforme o perfil das gurias.” (F1)
Demonstrando que o diálogo é utilizado como estratégia de orientação e alinhamento das práticas. Esse relato evidencia uma preocupação em adequar o cuidado às necessidades individuais das residentes, ainda que de forma empírica.
De forma semelhante, a próxima entrevistada destaca:
“A comunicação aqui é boa, a gente se entende bem, quando tem alguma coisa diferente a gente conversa e resolve.” (F2)
“Quando muda alguma coisa eu explico bem o porquê, aí elas entendem melhor e aceitam.” (F5)
Contudo, observa-se que essa comunicação, embora presente e valorizada, permanece centrada principalmente emaspectos operacionais, voltados à condução da rotina e à resolução imediata de situações emergentes. Não se evidencia, nas falas, um planejamento coletivo sistematizado ou espaços formais destinados à discussão interdisciplinar dos casos e à construção conjunta de planos de cuidado individualizados, o que indica uma fragilidade na consolidação de práticas verdadeiramente integradas.
Enquanto pesquisadora, compreendo que a comunicação relatada pelos participantes revela avanços importantes no que se refere à organização do trabalho e ao fortalecimento das relações interpessoais dentro da equipe, no entanto, considero que essa comunicação ainda semantém em um nível funcional, carecendo de maior intencionalidade pedagógica e reflexiva.
Essa análise dialoga com estudos recentes que destacam a comunicação como elemento estruturante do cuidado em ILPIs. Veras e Oliveira (2020) apontam que a comunicação qualificada entre profissionais contribui diretamente para a elaboração de planos de cuidado mais coerentes, integrados e humanizados, especialmente no contexto do envelhecimento e das doenças neurodegenerativas. Da mesma forma, Camacho, Santos e Figueiredo(2021) afirmam que a comunicação efetiva favorece a tomada de decisão compartilhada e fortaleceo cuidado centrado no idoso, promovendo maior qualidade na assistência prestada em instituições de longa permanência.
Dessa forma, torna-se evidente que, embora a comunicação seja reconhecida pelos profissionais como elemento essencial do cuidado, ainda se faz necessária sua ampliação enquanto instrumento de planejamento, reflexão e integração das práticas, de modo a consolidar um cuidado verdadeiramente centrado no idoso com demência.
Esta categoria tem como objetivo analisar de que maneira a capacitação contínua e o suporte emocional oferecidos à equipe influenciam o bem-estar, o desempenho profissional e a permanência dos trabalhadores no cuidado a idosos com demência. Está diretamente vinculada ao segundo objetivo específico da pesquisa, que busca investigar os efeitos da capacitação contínua e do suporte emocional no bem-estar, desempenho e permanência da equipe. A categoria emerge, sobretudo, a partir da questão 8 da entrevista, que aborda se a equipe recebe capacitações contínuas e suporte emocional e como isso impacta sua atuação.
As falas dos participantes evidenciam que, embora existam algumas iniciativas de capacitação, estas ocorrem de forma pontual e não sistemática, revelando fragilidades na política de educação permanente da instituição. A entrevistada F3 afirma:
“A gente já teve algumas palestras, mas não é algo frequente, às vezes passa bastante tempo sem ter nada.” (F3)
“Aprendimaisnapráticamesmo,nodiaadia,porquecurso mesmo é difícil acontecer.” (F6)
“A gente lida com situações bem difíceis, às vezes é pesado, e não tem muito apoio psicológico pra gente.” (F4)
“Tem dias que a gente sai muito cansada, não só fisicamente, mas mentalmente também.” (F7)
É importante compreender que a ausência de uma política estruturada de capacitação contínua e suporte emocional compromete não apenas a qualidade da assistência prestada, mas tambémo bem-estar dos profissionais e sua permanência no serviço. Considero que o cuidado ao idoso com demência exige não apenas conhecimentos técnicos específicos, mas também preparo emocional constante, uma vez que o convívio diário com a progressão da doença, a dependência e as alterações comportamentais gera sobrecarga física e psíquica.
A literatura corrobora esses achados, visto que, segundo Aragão e Peduzzi (2020), a educação permanente em saúde é fundamental para qualificar o cuidado em contextos complexos, como as ILPIs, promovendo maior segurança profissional e melhoria na assistência. Já Silva e Gomes (2022) destacam que a ausência de suporte emocional adequado contribui significativamente para o esgotamento físico e mental dos profissionais que atuam com idosos dependentes, especialmente aqueles acometidos por demência, reforçando a necessidade de estratégias institucionais voltadas ao cuidado de quem cuida.
Dessa forma, evidencia-se que a fragilidadedas ações de capacitação contínua e o limitado suporte emocional oferecido à equipe impactam diretamente no desempenho profissional e na qualidade do cuidado dispensado aos idosos com demência, reforçandoa urgência de políticas institucionais que valorizem a formação permanente e o acolhimento emocional como pilares do cuidado humanizado.
Esta categoria tem como objetivo analisar de que forma a participação da família, mediada pela equipe multiprofissional, influencia o tratamento e a evolução dos idosos com demência institucionalizados. Está diretamente vinculada ao terceiro objetivo específico da pesquisa, que busca avaliar o impacto da participação familiar, mediada pela equipe, no tratamento e evolução dos idosos com demência. A categoria emerge, principalmente, a partir da questão 9 da entrevista, que aborda a forma como a família participa do cuidado e o impacto dessa participação na adesão ao tratamento.
As falas dos entrevistados revelam que a participação familiar ocorre de maneira heterogênea, variando desde familiares mais presentes e participativos até aqueles que mantêm contato apenas esporádico com os idosos. As entrevistadas relatam que:
“Tem família que vem bastante, participa, pergunta como oidoso está, mas tem outras que quase não aparecem.” (F2)
“Quando a família vem, o idoso fica mais calmo, mais tranquilo, parece que melhora até o humor.” (F5)
“Tem idoso que quase não recebe visita, a gente percebe que eles ficam mais tristes, mais quietos.” (F7)
Compreendo que a participação familiar configura-se como elemento essencial no cuidado ao idoso com demência, sobretudo por contribuir para a manutenção da identidade, da memória afetiva e do sentimento de pertencimento. Considero que a mediação da equipe é indispensável para orientar a família, esclarecer dúvidas e promover sua inserção no cuidado de forma ética e humanizada. A ausência de estratégias que estimulem a participação familiar pode resultar em práticas mais frias e institucionalizadas, distanciando-se dos princípios do cuidado centrado na pessoa.
Segundo Neri e Diniz (2020), a participação familiar no cuidado ao idoso institucionalizado favorece a adesão ao tratamento, melhora os aspectos emocionais e contribui para a percepção de qualidade de vida. Da mesma forma, Lima e Andrade (2022) apontam que apresença da família, quando mediada pela equipe de saúde, fortalece o vínculo afetivo e promove maior segurança emocional ao idoso,especialmente em casos dedemência, onde o reconhecimento e o afeto familiar desempenham papel fundamental na estabilização comportamental.
Dessa forma, evidencia-se que a participação familiar, quando presente e mediada de forma adequada pela equipe, contribui significativamente para a melhoria do quadro emocional e comportamental dos idosos com demência, impactando positivamente no tratamento e na qualidade do cuidado. Entretanto, a ausência ou baixa participação familiar permanece como um desafio importante, exigindo da equipe estratégias cada vez mais sensíveis e integradoras para garantir um cuidado humanizado e centrado na pessoa.
CONSIDERAÇÕESFINAIS
A análise dos dados permitiu compreender como a comunicação da equipe, a capacitação contínua e o suporte emocional, bem como a participação familiar, interferem na qualidade do cuidado prestado, evidenciando tanto avanços quanto fragilidades presentes no cotidiano institucional.
A caracterização dos participantes revelou uma equipe majoritariamente feminina, multiprofissional e com diferentes níveis de formação e experiência, o que demonstra a complexidade do cuidado demandado pelos idosos com demência. Apesar do comprometimento dos profissionais, constatou-se que a ausência de especialização específica em geriatria ou gerontologia e a irregularidade das ações de capacitação indicam a necessidade de maior investimento institucional em educação permanente, especialmente considerando as especificidades que envolvem o manejo da demência.
No que se refere à comunicação da equipe, observou-se que o diálogo é reconhecido como elemento fundamental para a organização do trabalho e para a condução dos cuidados diários. Entretanto, essa comunicação ainda se apresenta predominantemente voltada a questões operacionais, não se consolidando como espaço estruturado de planejamento coletivo e reflexão assistencial. Tal aspecto evidencia que, embora haja esforço em manter uma relação comunicativa funcional, ainda se faz necessária sua ampliação enquanto instrumento estratégico para a construção de planos de cuidado integrados e centrados na pessoa idosa.
Quanto à capacitação contínua e ao suporte emocional, os resultados indicam fragilidade nesse campo, com ações pontuais e pouco sistematizadas. As falas evidenciam que grande parte do aprendizado ocorre na prática diária, o que pode comprometer a segurança e a qualidade da assistência, além de favorecer a sobrecarga física e emocional dos profissionais. A ausência de suporte emocional estruturado mostra-se como um fator que impacta diretamente no bem-estar e no desempenho da equipe, reforçando a importância de políticas institucionais que valorizem o cuidado de quem cuida.
No que concerne à participação familiar,constatou-seOPAS
	Organização Pan – Americana da Saúde
	PNSPI
	Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa
	SEPA
	Serviço Escola de Psicologia Aplicada
	SUS
	Sistema Único de Saúde
	TCLE
	Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE)
	UBS
	Unidade Básica de Saúde
SUMÁRIO
1 INTRDUÇÃO	09
2 OBJETIVOS	11
2.1 OBJETIVO GERAL	11
2.2 OBJETIVO ESPECIFÍCOS	11
3 REVISÃO DE LITERATURA	12
 3.1 ENVELHECIMENTO POPULACIONAL E O PAPEL DA EQUIPE DE ASSISTÊNCIA AO PACIENTE NO CUIDADO COM O IDOSO...................................12
 3.2 POLÍTICAS PÚBLICAS PARA IDOS................................................................14
 3.3 DEMÊNCIA EM IDOSOS...............................................................................................15
 3.4 A EQUIPE DE ASSISTÊNCIA AO PACIENTE NO CUIDADO COM PESSOAS IDOSAS COM DEMÊNCIA ...........................................................................................16
4 METODOLOGIA DA PESQUISA...............................................................................19
 4.1 CARACTERÍSTICA DA PESQUISA.................................................................19
 4.2 LOCAL E PERÍODO DE ESTUDO...................................................................19
 4.3 PARTICIPANTE DO ESTUDO.........................................................................20
 4.4 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO....................................................20
 4.5 INSTRUMENTO UTILIZADO NA COLETA DE DADOS..................................21
 4.6 COLETA DE DADOS........................................................................................21
 4.7 ANÁLISE DE DADOS.......................................................................................22
 4.8 RISCOS E BENEFÍCIOS..................................................................................23
 4.9 ASPECTOS ÉTICOS........................................................................................23
5 RESULTADOS E DISCUSSÃO.................................................................................24
 5.1 DESAFIOS ENFRENTADOS PELA EQUIPE DE ASSISTÊNCIA AO PACIENTE NA PRESTAÇÃO DE CUIDADOS AO IDOSO COM DEMÊNCIA..........26
 5.2 COMUNICAÇÃO DA EQUIPE E SUA INFLUÊNCIA NA CONSTRUÇÃO DO CUIDADO INTEGRADO AO IDOSO COM DEMÊNCIA...........................................27
 5.3 CAPACITAÇÃO CONTÍNUA E SUPORTE EMOCIONAL DA EQUIPE.........28
 5.4 A PARTICIPAÇÃO FAMILIAR MEDIADA PELA EQUIPE E SEUS IMPACTOS NO TRATAMENTO DO IDOSO COM DEMÊNCIA................................29
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................................31
REFERÊNCIAS.............................................................................................................33
APÊNCIDES..................................................................................................................39
1 INTRODUÇÃO
A demência em pessoas idosas trata-se de uma enfermidade neurológica de caráter crônico e evolutivo, que atinge milhões de indivíduos em todo o mundo, principalmente p (
1,76
milhão
)essoas com mais de 60 anos tem alguma forma de demência no Brasil (Santos, 2024). Esta condição compromete diversas funções cognitivas fundamentais, como memória, raciocínio lógico, linguagem e comportamento (Zorzetto, 2023).
O cuidado de indivíduos com demência demanda elevada responsabilidade, representando um desafio que impacta significativamente a vida dos familiares e cuidadores, sobretudo no aspecto emocional (Silva, 2024). O Ministério da Saúde reconhece a demência como uma condição crônica e evolutiva que afeta asf unções cognitivas (Brasil, 2023).
A demência acarreta deterioração progressiva das habilidades cognitivas, ocasionando modificações comportamentais, como a repetição constante de perguntas ou relatos, episódios de desorientação e negligência com atividades rotineiras (Silva et al., 2023).
Para pessoas diagnosticadas com demência, foi imprescindível o estabelecimento de uma rotina diária organizada, com o objetivo de proporcionar maior sensação de segurança e bem-estar (Mestre, 2024). É importante sempre levar em consideração atividades como a higiene pessoal, alimentação e o horário de repouso, que devem ocorrer de maneira regular e previsível (Costa, 2022).
É fundamental que a equipe de assistência ao paciente responsável pelo paciente com demência esteja constantemente atualizada, a falta de conhecimento e a sobrecarga podem causar estresse e esgotamento, sendo recomendada a participação em grupos de apoio para compartilhar experiências e promover o bem-estar coletivo (Passarella et al., 2020). Além disso, segundo o Estatuto da Pessoa Idosa, no seu artigo nº 97, deixar de prestar assistência à pessoa idosa, tinha pena de 06 meses a um ano, além de multa, o que enfatiza a importância legal de garantir cuidado adequado e contínuo (Brasil,2003). 
De acordo com Zucchella et al. (2018) destacam que as intervenções não farmacológicas realizadas por equipes de assistência – como terapia ocupacional, exercícios cognitivos e suporte psicológico – tinham efeitos significativos na qualidade de vida dos pacientes e no alívio do desgaste dos cuidadores.
 (
39
)
De acordo com Grand et al. (2011) afirmam que “os esforços cumulativos de equipes multidisciplinares de saúde avançaram nossa compreensão da demência, possibilitando estratégias de manejo mais específicas e integradas”. É reforçado que tais equipes foram capazes de reduzir sintomas comportamentais, melhorar transições assistenciais e diminuir o uso de psicofármacos (Zucchella et al., 2018).
Portanto, qualificar essa equipe é fundamental não só para garantir estratégias eficazes e humanizadas, mas também para reduzir a carga emocional dos cuidadores, promover transições mais seguras e minimizar o uso excessivo de medicamentos. Tais benefícios justificam plenamente a relevância deste estudo.
2 OBJETIVOS
OBJETIVO GERAL
Compreender os desafios enfrentados pela Equipe de Assistência ao paciente na prestação de cuidados ao idoso com demência.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Examinar como a comunicação da equipe afeta a criação de planos de cuidado integrados e focados no idoso com demência.
- Analisar o impacto da formação contínua e do apoio emocional no bem-estar, rendimento e retenção da equipe.
- Avaliar o efeito da participação familiar, intermediada pela equipe, no cuidado e progresso dos idosos com demência.
3 REVISÃO DE LITERATURA
3.1 ENVELHECIMENTO POPULACIONAL E O PAPEL DA EQUIPE DE ASSISTÊNCIA AO PACIENTE NO CUIDADO COM O IDOSO
Nas últimas décadas, o envelhecimento populacional tornou-se uma das principais transformações demográficas em todo o mundo (Santos, 2024).
No Brasil,esse fenómeno tem-se intensificado: de 2010 a 2022, o número de pessoas com 65 anos ou mais aumentou 57,4%, passando de 14,1 milhões para 22,2 milhões, representando 10,9% da população. Este crescimento acelerado foi impulsionado pelo aumento da esperança média de vida, que subiu de 71,1 ano sem 2000 para 76,4 ano sem 2023, e pela queda das taxas de natalidade (Cruz, 2023).
Projeções indicam que até o ano de 2070 cerca de 37,8% dos habitantes do país foram idosos. Este fenômeno foi particularmente visível em países desenvolvidos, mas também começa a evidenciar-se em diversas nações em desenvolvimento. O envelhecimento populacional constituiu um fenômeno global irreversível, cujas implicações sociais, econômicas e sanitárias desafiam os modelos tradicionais de organização das políticas públicas e dos sistemas de saúde (Santos, 2024).
Como destaca Camarano (2020), a transição demográfica em curso no Brasil tem-se acelerado nas últimas décadas, exigindo respostas estruturadas e interdisciplinares para lidar com uma população cada vez mais longeva. Esta realidade impõe a necessidade de repensar o papel dos profissionais de saúde na promoção do envelhecimento saudável e nagarantia da dignidade humana ao longo do ciclo vital (Atafona,sua ocorrência de forma desigual, com famílias mais presentes e outras quase ausentes. Quando presente, a família contribui significativamente parao bem-estar emocional dosidosos,refletindo em maior tranquilidade e melhora no comportamento. Nesse contexto, destaca-se o papel mediador da equipe como elemento fundamental para promover a aproximação familiar e garantir uma assistência mais humanizada e centrada na pessoa.
De modo geral, os resultados evidenciam que o cuidado ao idoso com demência em ILPI demanda não apenas estrutura física adequada, mas sobretudo investimentoemcomunicaçãoqualificada,capacitaçãocontínuaesuporteemocional aos profissionais, além do fortalecimento do vínculo com a família. Tais elementos mostram-se essenciais para a efetivação de práticas integradas, humanizadas e alinhadas aos princípios da atenção centrada no idoso.
Assim, este estudo contribui para a compreensão das dinâmicas que permeiam o cuidado em instituições de longa permanência, apontando a necessidade de políticas institucionais mais robustas voltadas à formação permanente, valorização profissional e fortalecimento das relações entre equipe, idoso e família. Sugere-se, portanto, que futuras pesquisas aprofundem essa temática, ampliando o olhar sobre estratégias que promovam qualidade de vida, dignidade e cuidado integral aos idosos com demência.
REFERÊNCIAS
ARAGÃO, L.L.; PEDUZZI, M. Educação Permanente em saúde e suas Contribuições para o Trabalho em Equipe. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 73, n. 2, 2020.
BARDIN, L. Análise de Conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2016.
BRASIL. Ministério da Saúde. Linha de Cuidado para Atenção à Pessoa Idosa. Brasília, 2023.
BRASIL. Estatuto da Pessoa Idosa.Lei nº10.741,de1ºdeoutubrode2003. Brasília: Diário Oficial da União, 2003.
CAMACHO, A.C.L.; SANTOS, R.M.; FIGUEIREDO, W.S. Comunicação no
Cuidado à Pessoa Idosa Institucionalizada. Revista Kairós Gerontologia, v.24, n.1, 2021.
COSTA, M.R. Organização da Rotina Diária no Cuidado ao Idoso com Demência.
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A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) destaca que o envelhecimento saudável foi um processo contínuo de otimização da habilidade funcional e de oportunidades para manter e melhorar a saúde física e mental, promovendo independência e qualidade de vida ao longo da vida.
Cada membro da equipe contribuiu com sua formação específica para elaborar e executar planos terapêuticos personalizados, voltados não apenas para o tratamento de doenças, mas tambémpara a promoção da autonomia, prevenção de agravos e melhoria da qualidade de vida do idoso (Mestre, 2024).
De acordo com Vieira et al. (2025) essa atuação integrada ,que articula saberes diversos e práticas complementares, foi essencial para lidar com a complexidade das condições crónicas, como as demências, e para garantir respostas eficazes às múltiplas dimensões do envelhecimento. Sendo assim, a atuação da equipe de assistência ao paciente assume um papel central na promoção de um cuidado integral, contínuo e humanizado aos idosos.
Segundo Viegas (2024), a atuação integrada da equipe assistêncial na Atenção Primária à Saúde (APS), pautada na humanização e integralidade, melhora a relação entre profissionais e pacientes, otimiza planos terapêuticos e fortalece o vínculo terapêutico. Essa abordagem está alinhada com os pressupostos da atenção primária à saúde e promove a continuidade ,aproximidade e a efetividade das ações de cuidado.
Essa proximidade permite um cuidado mais humanizado, centrado na pessoa e em suas necessidades individuais. A equipe também atua na orientação da família e dos cuidadores, promovendo educação em saúde, incentivo à autonomia do idoso e prevenção de quedas,lesões e complicações decorrentes de doenças (Silva, 2020). A escuta ativa, a empatia e o reconhecimento das trajetórias de vida dos pacientes foram aspectos fundamentais do cuidado assistencial (Carvalho; Nogueira, 2023).
Além de intervenções técnicas, o cuidado exige sensibilidade cultural, conhecimento da rede de apoio familiar e compreensão das condições psicossociais do idoso. Ao elaborar planos terapêuticos individualizados, a equipe leva em consideração não apenas os diagnósticos clínicos, mas também os contextos sociais e afetivos, o que potencializa a adesão ao tratamento e a autonomia do paciente (Souza et al., 2022).
Outra dimensão relevante foi o papel educativo desempenhado pelos profissionais da Equipe de Assistência ao paciente. A educação em saúde, dirigida tanto aos idosos quanto aos seus cuidadores, foi uma estratégia central para a prevenção de agravos e a promoção de hábitos saudáveis (Rocha; Batista, 2020).
Segundo Mendes e Ferreira (2021), capacitar esses profissionais em áreas como gerontologia, cuidados paliativos, saúde mental e tecnologias assistivas foi fundamental para qualificar a atenção ao idoso e construir um sistema de saúde mais inclusivo, eficiente e compassivo. Por fim, a valorização da equipe de assistência ao paciente no contexto do envelhecimento populacional requer investimento contínuo em formação especializada, reconhecimento profissional e adequadas condições de trabalho.
3.2 POLÍTICAS PÚBLICAS PARA IDOSOS
As políticas públicas direcionadas à população idosa desempenham um papel fundamental na promoção de um envelhecimento digno. No Brasil, legislações como o Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003) e a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (Portaria nº 2.528/2006) visam garantir direitos e estabelecer diretrizes para o cuidado integral à saúde do idoso, incluindo a atuação de equipes assistenciais (Brasil, 2006).
O Estatuto do Idoso estabelece princípios e diretrizes voltados à promoção, proteção e defesa dos direitos das pessoas com 60 anos ou mais, assegurando um envelhecimento digno, seguro e com qualidade de vida. Entre os diversos direitos garantidos, destacam-se o acesso prioritário à saúde, à assistência social, à justiça, ao transporte e à educação (Brasil, 2022). O Estatuto também enfatiza a responsabilidade da família, da sociedade e do Estado no amparo ao idoso, promovendo a inclusão e prevenindo a negligência, o abuso e a violência (Brasil, 2022).
A Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (PNSPI) orienta o Sistema Único de Saúde (SUS) na promoção do envelhecimento saudável e na organização da atenção integral à saúde da população idosa. Seu principal objetivo foi assegurar a autonomia, a independência e a qualidade de vida dos idosos, a PNSPI destaca a importância de ações voltadas à prevenção, ao diagnóstico precoce, ao tratamento adequado e ao suporte à família e cuidadores. A política incentiva a capacitação dos profissionais de saúde para atuarem de forma humanizada e eficaz no atendimento a essa população (Brasil, 2006).
A atuação da equipe de assistência ao paciente foi essencial para lidar com a complexidade das condições crônicas, como as demências, garantindo respostas eficazes às múltiplas dimensões do envelhecimento. Essa abordagem integrada permite uma compreensão mais ampla das necessidades dos idosos, promovendo intervenções que consideram aspectos físicos, emocionais, sociais e cognitivos (Costa, 2022).
Já a PNSPI foca especificamente na área da saúde, orientando o SUS na organização de uma atenção integral e humanizada voltada às necessidades específicas dos idosos, com ênfase na prevenção e no tratamento de doenças comuns ao envelhecimento, como a demência (Nunes et al., 2025). Ao analisar conjuntamente o Estatuto do Idoso (2003) e a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa – PNSPI (2006), observa-se que ambas são indispensáveis e se complementam. Juntas,fortalecem a atuação da equipe de assistência como agente essencial na promoção do cuidado integral, na defesa dos direitose na melhoria da qualidade de vida dos idosos com demência.
3.3 DEMÊNCIA EM IDOSOS
O envelhecimento populacional tem contribuído para o aumento significativo da prevalência das demências, especialmente da Doença de Alzheimer, reconhecida como a forma mais comum dessa condição. A Doença de Alzheimer configura-se como uma enfermidade neurodegenerativa progressiva que acomete milhões de pessoas em todo o mundo, sendo responsável pela maior parte dos casos de demência (Brito et al., 2024). 
A demência, por sua vez, é caracterizada por um declínio progressivo da memória e de outras funções cognitivas, em intensidade suficiente para comprometer o desempenho nas atividades cotidianas (Rosa et al., 2024).
Nas últimas décadas, os avanços da neurociência têm ampliado de forma significativa a compreensão dos mecanismos biológicos envolvidos no surgimento e na progressão das demências. Esses progressos também impulsionaram o desenvolvimento de estratégias diagnósticas mais precisas, que extrapolam a avaliação clínica tradicional. Entre essas inovações, destacam-se os biomarcadores plasmáticos, cuja incorporação ao processo diagnóstico, associada a avaliações neuropsicológicas detalhadas, tem aprimorado a identificação precoce dos diferentes tipos de demência (Pereira, 2020).
No âmbito da saúde do idoso, Lopes (2024) destaca a importância de considerar as especificidades da geriatria para garantir que a população envelhecida receba cuidados adequados às suas necessidades clínicas e sociais. A demência entre idosos representa um desafio crescente para a saúde pública no Brasil. Estima-se que aproximadamente 80% dos casos no país permaneçam sem diagnóstico, o que compromete a implementação de intervenções precoces e eficazes (Rosa et al., 2024). 
Ao examinar conjuntamente o Estatuto do Idoso (2003) e a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa – PNSPI (Brasil, 2006), percebe-se que ambas são indispensáveis e se complementam. Essas políticas fortalecem o papel da equipe de assistência na promoção do cuidado integral, na defesa dos direitos e na melhoria da qualidade de vida dos idosos com demência.
Com o objetivo de mitigar tais lacunas, o Ministério da Saúde lançou o fluxograma “Identificação da Demência na Atenção Primária” (Brasil, 2023) destinado a apoiar profissionais de saúde na detecção oportuna desses casosno âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). 
A implementação de estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e suporte às equipes de saúde mostra-se essencial para enfrentar essa realidade. Nesse sentido, Lobanco et al. (2023) enfatizam que políticas públicas eficazes, aliadas a investimentos contínuos em educação e saúde são fundamentais para promover a qualidade de vida de idosos com demência e de seus cuidadores.
3.4 A EQUIPE DE ASSISTÊNCIA AO PACIENTE NO CUIDADO COM PESSOAS IDOSAS COM DEMÊNCIA
No Brasil o cuidado de idosos com demência recai majoritariamente sobre familiares, que muitas vezes não possuem treinamento ou suporte adequados. Essa situação pode levar ao desgaste físico e emocional dos cuidadores, afetando sua saúde e bem-estar. A falta de políticas públicas eficazes para apoiar esses cuidadores agrava o problema, destacando a necessidade de programas de educação e suporte psicológico para essa população (Leite, 2023).
Destacada na literatura recentemente a comunicação eficiente entre o cuidador e o idoso com demência, qualificando essencialmente o cuidado, reduzindo o estresse, melhorando o manejo de sintomas comportamentais do idoso (Silva et al., 2019; Pereira & Santos, 2021). 
Estudos também apontam que o impacto físico, emocional e social sobre cuidadores é expressivo, envolvendo exaustão e sobrecarga (Oliveira et al.,2020; Souza & Carvalho, 2022). Nesse contexto, torna-se urgente reconhecer o papel central desses cuidadores, cujas necessidades ainda são frequentemente negligenciadas pelas redes de apoio (Lopes, Fernandes & Cruz, 2023).
O envelhecimento populacional tinha levado a um aumento significativo na prevalência de demências, como a Doença de Alzheimer, impondo desafios consideráveis à prática da equipe de assistência ao paciente (Junior, 2024). Esses profissionais desempenham um papel crucial na assistência a esses pacientes, enfrentando diversas dificuldades que impactam a qualidade do cuidado prestado (Anger; Camino, 2024).
Conforme Prado (2024) aponta, a equipe enfrenta desafios importantes diante das alterações neuropsiquiátricas em pessoas idosas com demência, incluindo agitação, agressividade e delírios. A comunicação também apresenta-se como dificuldade significativa, pois a progressão da doença compromete a expressão e a compreensão dos pacientes, como destacam Brito et al. (2024). Nesse cenário, torna-se essencial que os profissionais desenvolvam estratégias comunicacionais alternativas e sensíveis às necessidades desses indivíduos (Figueiredo, Pereira, Moraes, 2021).
A falta de capacitação específica também foi um obstáculo importante, sendo necessário a formação contínua dos profissionais da equipe de assistência ao paciente para lidar com as complexidades do cuidado ao idoso com demência, incluindo o manejo de sintomas comportamentais e a orientação aos familiares (Cruz, 2023).
No contexto dos cuidados paliativos, Marinho et al. (2023) apontam para a dificuldade em avaliar e tratar a dor em pacientes com demência avançada, bem como a importância de uma abordagem centrada na pessoa que considere aspectos psicossociais e espirituais. A implementação de protocolos de cuidados neuro paliativos e a comunicação eficaz entre profissionais de saúde, pacientes e familiares foram essenciais para melhorar a qualidade de vida desses pacientes.
Concordante Silva et al. (2021), identificam desafios estruturais na gestão do cuidado ao idoso dependente, como a escassez de recursos, a desarticulação da rede de serviços e a falta de segurança. Esses fatores comprometiama efetividade das ações de proteção, prevenção e promoção da saúde, exigindo estratégias integrativas e colaborativas por parte da equipe de assistência ao paciente.
Verificou-se em trabalhos como o de Marion (2022) que o aumento da longevidade e a crescente prevalência de doenças neurodegenerativas, como a Doença de Alzheimer, exigem transformações estruturais nos sistemas de saúde, pautadas em políticas públicas eficazes, formação profissional continuada e abordagens de cuidado centradas na pessoa.
A equipe de assistência ao paciente ocupa posição estratégica nesse cenário, promovendo não apenas a assistência clínica, mas também ações educativas, preventivas e de suporte emocional tanto para os idosos quanto para seus cuidadores (Cardoso, 2025). A literatura, como a de Oliveira (2022), evidencia que o cuidado integral ao idoso com demência demanda competências específicas, sensibilidade ética, empatia e capacidade de articulação com a rede de serviços sociais e de saúde.
4 METODOLOGIA DA PESQUISA
4.1 CARACTERÍSTICAS DA PESQUISA
Este estudo foi desenvolvido por meio de uma pesquisa qualitativa, de natureza descritiva, organizada em duas etapas complementares que se articulam para oferecer uma compreensão profunda e contextualizada do fenômeno investigado. A abordagem qualitativa, conforme destacam Flick (2022) e Minayo (2020), tendo como foco a compreensão dos significados atribuídos pelos sujeitos às suas vivências e práticas, considerando os contextos sociais, culturais e históricos nos quais estão inseridos.
A perspectiva qualitativa, de acordo com Gil (2022) permite captar os valores, crenças, percepções e emoções envolvidas nas práticas de cuidado, indo além da simples quantificação de dados. Isso foi particularmente relevante no campo da geriatria, onde o cuidado foi permeado por aspectos afetivos, éticos e relacionais que nem sempre foram visíveis ou mensuráveis por métodos quantitativos.
A pesquisa também se caracteriza como descritiva, pois buscou observar, registrar, analisar e correlacionar fatos e fenômenos tal como ocorrem na realidade, sem manipulação direta das variáveis envolvidas. Para Vieira (2022) essa natureza descritiva se manifesta no esforço em levantar, com riqueza de detalhes, as características, comportamentos, rotinas e estratégias utilizadas nos contextos de cuidado geriátrico.
Em suma, a combinação entre a abordagem qualitativa e o delineamento descritivo possibilita uma análise abrangente e sensível do objeto de estudo, permitindo tanto a apreensão das dimensões subjetivas do cuidado quanto a sistematização de informações que contribuam para a formulação de estratégias mais eficazes e humanizadas no atendimento à população idosa.
4.2 LOCAL E PERÍODO DE ESTUDO
Apresente pesquisa foi conduzida em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) localizada em município da região sudoeste do Rio Grande do Sul, após a autorização do local. Esse tipo de instituição caracteriza-se por oferecer cuidados contínuos para pessoas idosas que em função de limitações físicas, cognitivas ou sociais, necessitam de apoio em suas atividades diárias,demandando uma equipe assistencial assegurando o bem-estar e a qualidade de vida dos residentes. A coleta de dados foi realizada nos meses de agosto e setembro de 2025, nos turnos da manhã e da tarde, com agendamento prévio da instituição e disponibilidade dos participantes.
4.3 PARTICIPANTES DO ESTUDO
Foram convidados a participar deste estudo profissionais integrantes da equipe de assistência ao paciente que atuam diretamente no cuidado de idosos com demência na instituição pesquisada. A composição dessa equipe incluiu médico, enfermeiro, psicólogo, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, assistente social, nutricionista, técnicos de enfermagem e cuidadores, totalizando 08 participantes, cuja atuação conjunta foi fundamental para a prestação de um cuidado integral e centrado no paciente.
A seleção dos participantes foi feita por amostragem intencional, com base em critérios de inclusão previamente definidos: ter vínculo profissional ativo com a instituição, atuar diretamente com pacientes idosos com diagnóstico de demência, e ter disponibilidade para participar voluntariamente da entrevista.
A participação foi inteiramente voluntária e condicionada à assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), conforme as diretrizes estabelecidas pelas Resoluções nº 466/2012 e nº 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde. O consentimentofoi obtido de forma ética e transparente, garantindo que os profissionais recebam explicações claras sobre os objetivos, os procedimentos, os possíveis riscos e os benefícios da pesquisa, respeitando sua autonomia, privacidade e dignidade.
Para garantir o anonimato dos participantes, suas identidades foram preservadas em todas as etapas da pesquisa. Os depoimentos foram identificados por códigos alfanuméricos ( F1, F2, F3...). Os dados coletados foram armazenados de forma segura e utilizados exclusivamente para fins acadêmicos e científicos, seguindo os princípios de confidencialidade e integridade ética.
4.4 CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO
Foram incluídos no estudo os profissionais de saúde que compõem a equipe de assistência ao paciente da Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) e que atenderam aos seguintes critérios: possuir vínculo profissional ativo com a instituição no momento da coleta de dados; ter, no mínimo, seis meses de atuação contínua na ILPI, garantindo familiaridade com a rotina institucional e com os residentes.
Inseridos profissionais que atuam diretamente no cuidado de idosos diagnosticados com demência, independentemente da área de formação, incluindo profissionais de enfermagem, medicina, psicologia, fisioterapia, nutrição, terapia ocupacional, serviço social, entre outros, que tiveram disponibilidade na participação da entrevista dentro do período estipulado pela pesquisa e concordaram com os princípios éticos da pesquisa, mediante aassinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), e com idade igual ou superiora 18 anos.
Excluídos da pesquisa os profissionais que: estivavam em período de afastamento laboral por licença médica, licença maternidade ou paternidade, férias ou qualquer outro tipo de afastamento oficial no momento da coleta de dados, aqueles que não atuam diretamente no cuidado aos idosos com demência, como os alocados em setores administrativos, de manutenção, limpeza ou serviços gerais.
Além de indivíduos que apresentarem vínculo temporário com a instituição, como estagiários ou voluntários eventuais que não desempenhem funções de cuidado direto, participantes que recusaram assinar oTermo de Consentimento Livre e Esclarecido ou que, mesmo após o devido esclarecimento sobre a pesquisa, não se sentiram confortáveis em participar, além daqueles que apresentaram qualquer impedimento ético ou legal que comprometa a participação no estudo.
4.5 INSTRUMENTO UTILIZADO NA COLETA DE DADOS
A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas, utilizado um roteiro elaborado. As entrevistas semi estruturadas foram caracterizadas por um conjunto de perguntas previamente definidas, mas com flexibilidade para explorar novos temas que possam emergir durante a conversa, facilitando uma compreensão mais rica e detalhada do fenômeno estudado. As questões abertas foram fundamentais nesse tipo de entrevista, pois não impõem respostas pré-determinadas, incentivando os entrevistados a compartilharem informações e reflexões pessoais, o que foi essencial para a obtenção de dados qualitativos significativos (Castro; Oliveira, 2022).
A confidencialidade e o anonimato dos participantes foram rigorosamente assegurados em todas as etapas da pesquisa. As entrevistas foram identificadas por códigos alfanuméricos, e os dados coletados foram utilizados exclusivamente para fins científicos.Todo o material foi armazenado de forma segura, com acesso restrito à pesquisadora responsável.
4.6 COLETA DE DADOS
A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas individuais presenciais com os profissionais que integram a equipe de assistência ao paciente da Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI). A coleta de dados foi previamente agendada em articulação com a administração da instituição, respeitando a disponibilidade dos participantes e a rotina institucional, a coleta de dados iniciou a partir da autorização concedida.
As entrevistas correram em uma sala de aula disponibilizada pela ILPI, garantindo um ambiente reservado, silencioso e propícioà escuta atentae ao sigilo das informações compartilhadas. Esse cuidado visava assegurar o conforto dos participantes e a confidencialidade dos dados, conforme os preceitos éticos estabelecidos pela Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde.
Cada uma foi conduzida de forma individual, permitindo ao participante expressar-se com liberdade, sem interferência de terceiros. Com a autorização préviadosentrevistados,asconversasforamgravadasem dispositivoeletrônicode áudio, assegurando a fidelidade na posterior transcrição do conteúdo.
O roteiro utilizado foi baseado em questões abertas, previamente estruturadas a partir dos resultados da revisão sistemática realizada na fase inicial da pesquisa. Esse instrumento buscou explorar aspectos como os desafios enfrentados na prática profissional, as estratégias adotadas no cuidado aos idosos com demência e a percepção dos entrevistados sobre o papel da equipe de assistência ao paciente no contexto institucional.
Após a realização das entrevistas, os áudios gravados foram transcritos na íntegra, de forma fidedigna, respeitando a linguagem dos participantes. As transcrições servirão de base para a análise qualitativa do material, conduzida conforme a metodologia definida para a pesquisa.
4.7 ANÁLISE DE DADOS
A análise dos dados obtidos por meio das entrevistas foi realizada com base na técnica de análise de conteúdo, conforme proposta por Laurence Bardin (2016). Essa técnica foi amplamente utilizada em pesquisas qualitativas por permitir a organização, sistematização e interpretação dos dados textuais, possibilitando a identificação de significados, padrões e categorias relevantes para o objeto de estudo.
O processo analítico seguirá as três fases clássicas da análise de conteúdo propostas por Bardin, pré-análise: Nesta fase inicial, foi realizada a organização do material coletado, a leitura flutuante das transcrições das entrevistas e a escolha dos documentos que foram analisados (Valle; Ferreira, 2025). Exploração do material: Trata-se da etapa emque ocorreu a codificação do conteúdo, com a categorização e agrupamento das unidades de registros segundo critérios temáticos. Será realizada a identificação das categorias empíricas emergentes, com base nos objetivos da pesquisa e nos núcleos de sentido presentes nas falas dos participantes (Valle; Ferreira, 2025).
Tratamento dos resultados, inferência e interpretação: Na última etapa, os dados foram interpretados à luz do referencial teórico da pesquisa. Os resultados obtidos foram discutidos de forma crítica, buscando identificar significados, contradições e implicações das falas dos entrevistados em relação ao cuidado de idosos com demência em instituições de longa permanência (Bardin, 2016).
A análise de conteúdo, como destaca Bardin (2016), não se limita à contagem de palavras ou frequência de termos, mas buscou compreender os significados presentes nas mensagens, o que a torna particularmente adequada para estudos voltados à compreensão das percepções, experiências e discursos dos sujeitos pesquisados.
4.8 RISCOS E BENEFÍCIOS
A presente pesquisa apresentava risco mínimo para os participantes, conforme classificação da Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde. Os principais riscos estão relacionados à possível exposição emocional durante o relato de experiências profissionais, especialmente ao abordar desafios e situações sensíveis vivenciadas no cuidado a idosos com demência. Caso necessário, os participantes foram orientados a procurar apoio institucional ou psicológico disponível na própria instituição ou por meio da rede pública de saúde (Brasil, 2012).
Quanto aos benefícios, espera-se que o estudo contribua para a valorização do papel desempenhado pela equipe de assitência na atenção aos idosos institucionalizados, além de proporcionar subsídios para a reflexão crítica e a qualificação das práticas assistenciais.
Em relação aos riscos, embora mínimos, podem ocorrer desconfortosemocionais durante a participação na entrevista, uma vez que os profissionais poderão ser convidados a relatar experiências desafiadoras relacionadas ao cuidado de idosos com demência.
4.9 ASPECTOS ÉTICOS
O estudo aconteceu de acordo com os procedimentos éticos, seguiu as recomendações presentes na Resolução da Portaria 466/12 e 510/2016 do Conselho Nacional de Ética em Pesquisa/Ministério da Saúde (CONEP/MS) da pesquisa com seres humanos, e contou com o consentimento livre e esclarecido prestado ao participante (Brasil, 2012 e Brasil, 2016).
A resolução 510/2016 trata dos direitos dos participantes do estudo, das informações da pesquisa, da privacidade, do sigilo, do direito de suspender a pesquisa, de definir se a identidade foi divulgada e quais informações podem ser compartilhadas. É responsabilidade do pesquisador manter o sigilo de todos os dados coletados, antes e após a pesquisa (Brasil, 2016).
A portaria 466/12 salienta também os riscos e benefícios que a pesquisa pode gerar, e os cuidados para minimizá-los. A pesquisa deve gerar benefícios aos participantes maiores que os riscos. Não foi constatado nehum risco, caso o ocorresse algum risco ou prejuízo, o Comitê de Ética emPesquisa (CEP) deveria ser notificado para avaliar o encerramento ou reformulação do estudo (Brasil, 2012).
Ressalta-se que, em conformidade com a Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde, o local específico da pesquisa não foi identificado, a fim de preservar o sigilo institucional e garantir a confidencialidade das informações. A pesquisa respeitou os princípios éticos de autonomia, beneficência, não maleficência e justiça, assegurando a proteção dos participantes e a integridade dos dados coletados.
5. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Neste capítulo serão destacados os resultados e a discussão dos dados encontrados no estudo. Os dados foram categorizados de acordo com os objetivos propostos pelo estudo. A partir desta categorização emergiram as seguintes categorias: Compreender os desafios enfrentados pela Equipe de Assistência ao paciente na prestação de cuidados ao idoso com demência; Examinar como a comunicação da equipe afeta a criação de planos de cuidado integrados e focados no idoso com demência; Analisar o impacto da formação contínua e do apoio emocional no bem-estar, rendimento e retenção da equipe e Avaliar o efeito da participação familiar, intermediada pela equipe, no cuidado e progresso dos idosos com demência.
Para caracterizar os participantes desta pesquisa foram realizadas perguntas sobre a comunicação dos entrevistados com os idosos; a capacitação contínua e o suporte emocional oferecidos à equipe, o desempenho profissional e a permanência dos trabalhadores no cuidado a idosos com demência e a participação familiar mediada pela equipe e seus impactos no tratamento do idoso com demência. No intuito de demonstrar as falas aproximando de suas vivências.
Entrevistados 8 participantes atuantes neste cenário, que demontraram muita sabedoria e conficção em suas respostas, preservados suas identificações conforme citados anteriormente, identificados como F1, F2, F3, F4, F5, F6, F7 e F8. O grupo é composto majoritariamente por profissionais do sexo feminino, o que reflete a realidade histórica da área do cuidado e da enfermagem, tradicionalmente marcada pela feminização das profissões relacionadas à assistência em saúde.
Em relação ao tempo de experiência, identificam-se tanto profissionais com longa trajetória na instituição, apoximadamente 10 anos e recente de 06 meses de atuação profissional, o que permite diferentes percepções sobre o processo de trabalho e a evolução dos cuidados ao longo do tempo. Essa heterogeneidade contribui para uma visão ampla acerca das práticas, desafios e transformações ocorridas na instituição.
No que se refere à capacitação profissional, verificou-se que parte dos entrevistados relatou ter participado de cursos e palestras voltados ao cuidado de idososepessoascomdemência,destacando-semençõesaformaçõesoferecidaspor instituições privadas, além de ações educativas pontuais promovidas pela própria instituição. Entretanto, também emergiu nas falas a percepção de que essas capacitações ainda são insuficientes ou irregulares, sobretudo no que diz respeito à preparação contínua e ao cuidado emocional dos profissionais, evidenciando umalacuna importante na formação e no suporte da equipe.
Quanto à especialização, poucos participantes relataram possuir formação específica em geriatria ou gerontologia, sendo que a maioria atua com base na experiência prática e no aprendizado cotidiano. Essa realidade reforça a necessidade de investimentos em educação permanente, especialmente considerando a complexidade que envolve o cuidado ao idoso com demência, que exige conhecimentos técnicos, sensibilidade emocional e habilidades comunicacionais específicas.
De modo geral, o perfil dos participantes revela uma equipe de assistência comprometida com o cuidado aos idosos, porém marcada por desafios relacionados à capacitação continuada, valorização profissional e suporte institucional, aspectos que dialogam diretamente com os objetivos desta pesquisa e que serão aprofundados nas categorias analíticas a seguir.
5.1 DESAFIOS ENFRENTADOS PELA EQUIPE DE ASSISTÊNCIA AO PACIENTE NA PRESTAÇÃO DE CUIDADOS AO IDOSO COM DEMÊNCIA
A equipe da asistência que cuida de idosos com demência enfrenta vários desafios, como a falta de treinamento específico e preparação adequada. Também há dificuldades na comunicação e no manejo de comportamentos complicados, como agitação e perambulação. Os cuidadores muitas vezes se sentem sobrecarregados e emocionalmente desgastados. Além disso, o cuidado costuma ser fragmentado, e há obstáculos para acessar equipes de assistência, como fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. O sistema de saúde também apresenta barreiras burocráticas e estruturais, o que torna necessário usar a criatividade e elaborar um plano de cuidado que seja contínuo e flexível (Costa e Santos, 2025).
As falas relatam os desgastes e as sobregargas de seus cotidianos entre outros eventualmente ocorridos. A entrevistada F5 afirma:
“Fatores como a escassez de pessoal e materiais somam-se à sobrecarga do serviço ambulatorial e ao déficit na formação técnica dos profissionais. Mesmo quando buscam auxílio, esses profissionais enfrentam dificuldades devido à baixa acessibilidade das equipes multiprofissionais” (F5). 
A falas na descrição da instituição de longa permanência onde trabalha:
“É um ambiente agradável, bem estruturas, comportndo0 os idosos e com recursos disponiveisn pra trabalhar.” (F8)
As falas na relacionada na estrutura física da instituição:
“ Está se adequando a acessibilidade conforme a legislação prevê”. (F7)
Aos protocolos definidos para atendimentos de emergência e encaminhamentos externos as falas foi e seguinte:
“Sim, temos sempre um médico de plantão que nos nortea quando necessário.” (F4)
Nesse cenário, a equipe de assistência enfrenta diversos desafios, que vão desde dificuldades relacionadas à localização até a organização do trabalho das equipes de saúde. Quando se trata de idosos que dependem de ajuda, esses problemas podem ficar ainda mais complicados, já que muitas vezes eles têm mobilidade reduzida e precisam do cuidador para se locomover.
5.2 COMUNICAÇÃO DA EQUIPE E SUA INFLUÊNCIA NA CONSTRUÇÃO DO CUIDADO INTEGRADO AO IDOSO COM DEMÊNCIA
Esta categoria tem como objetivo analisar de que forma a comunicação estabelecida entre os membros da equipe influencia a organização do cuidado e a construção de práticas integradas voltadas ao idoso com demência. 
As falas evidenciam que a comunicação é compreendida como elemento fundamental para o funcionamento da instituição e para a organização do cuidado diário.
A entrevistada F1afirma:
“A gente conversa bastante, sempre explico como quero que seja feito, porque cada idoso é diferente, então tento organizar conforme o perfil das gurias” (F1)
Demonstrando que o diálogo é utilizado como estratégia de orientação e alinhamentodas práticas. Esse relato evidencia uma preocupação em adequar o cuidado às necessidades individuais das residentes, ainda que de forma empírica.
De forma semelhante, a próxima entrevistada destaca:
“A comunicação aqui é boa, a gente se entende bem, quando tem alguma coisa diferente a gente conversa e resolve.” ( F2)
“Quando muda alguma coisa eu explico bem o porquê, aí elas entendem melhor e aceitam.” (F5)
Contudo, observa-se que essa comunicação, embora presente e valorizada, permanece centrada principalmente em aspectos operacionais, voltados à condução da rotina e à resolução imediata de situações emergentes.
Entendo que a comunicação relatada pelos participantes demonstra progressos significativos no que diz respeito à organização do trabalho e ao fortalecimento das relações interpessoais dentro da equipe. 
No entanto, considero que essa comunicação ainda permanece em um nível funcional, necessitando de uma maior intencionalidade pedagógica e reflexiva. Essa análise se alinha a estudos recentes que apontam a comunicação como um elemento central para o cuidado em ILPIs.
Veras e Oliveira (2020) apontam que a comunicação qualificada entre profissionais contribui diretamente para a elaboração de planos de cuidado mais coerentes, integrados e humanizados, especialmente no contexto do envelhecimento e das doenças neurodegenerativas. 
Da mesma forma, Camacho, Santos e Figueiredo (2021) afirmam que a comunicação efetiva favorece a tomada de decisão compartilhada e fortalece o cuidado centradono idoso, promovendo maior qualidade na assistência prestada em instituições de longa permanência.
Consequentemente torna-se evidente que, embora a comunicação seja reconhecida pelos profissionais como elemento essencial do cuidado, ainda se faz necessária sua ampliação enquanto instrumento de planejamento, reflexão e integração daspráticas, de modo a consolidar um cuidado verdadeiramente centrado no idoso com demência.
5.3 CAPACITAÇÃO CONTÍNUA E SUPORTE EMOCIONAL DA EQUIPE
Esta categoria tem como objetivo analisar de que maneira a capacitação contínua e o suporte emocional oferecidos à equipe influenciam o bem-estar, o desempenho profissional e a permanência dos trabalhadores no cuidado a idosos com demência. 
As falas dos participantes evidenciam que, embora existam algumas iniciativas de capacitação, estas ocorrem de forma pontual e não sistemática, revelando fragilidades na política de educação permanente da instituição.
“A gente já teve algumas palestras, mas não é algo frequente, às vezes passa bastante tempo sem ter nada.” (F3)
“Aprendi mais na prática mesmo, no dia a dia,porque curso mesmo é difícil acontecer.” (F6)
“A gente lida com situações bem difíceis, às vezes é pesado, enão tem muito apoio psicológico pra gente.” (F4)
“Tem dias que a gente si muito cansada, não só fisicamente, mas mentalmente”. (F7)
É importante compreender que a ausência de uma política estruturada de capacitação contínua e suporte emocional compromete não apenas a qualidade da assistência prestada, mas tambémo bem-estar dos profissionais e sua permanência no serviço. O cuidado ao idoso com demência exige não apenas conhecimentos técnicos específicos, mas também preparo emocional constante, uma vez que o convívio diário com a progressão da doença, a dependência e as alterações comportamentais gera sobrecarga física e psíquica.
As falas sobre os principais desafios enfrentados pela equipe de enfermagem no cuidado diário aos idosos:
“Acredito que o princial desafio é a falta de efetivos e profissionais com preparação para o trabalho”. (F1)
Segundo Aragão e Peduzzi, a literatura corrobora esses achados, visto que, 
a educação permanente em saúde é fundamental para qualificar o cuidado em contextos complexos, como as ILPIs, promovendo maior segurança profissional e melhoria na assistência. Já Silva e Gomes (2022) destacam que a ausência de suporte emocional adequado contribui significativamente para o esgotamento físico e mental dos profissionais que atuam com idosos dependentes, especialmente aqueles acometidos por demência, reforçando a necessidade de estratégias institucionais voltadas ao cuidado de quem cuida.
Sobre carência de materiais, equipamentos ou pessoal que impactem na qualidade do atendimento, as falas da F6:
“ Estamos sempre necessitando de doações,pois a demanda de recursos, usamos alguns equipamentos coletivamente.”(F6)
Dessa forma, evidencia-se que a fragilidade das ações de capacitação contínua e o limitado suporte emocional oferecido à equipe impactam diretamente no desempenho profissional e na qualidade do cuidado dispensado aos idosos com demência, reforçando a urgência de políticas institucionais que valorizem a formação permanente e o acolhimento emocional como pilares do cuidado humanizado.
5.4 A PARTICIPAÇÃO FAMILIAR MEDIADA PELA EQUIPE E SEUS IMPACTOS NO TRATAMENTO DO IDOSO COM DEMÊNCIA
 
Esta categoria teve como objetivo analisar de que forma a participação da família, mediada pela equipe de assistência, influencia o tratamento e a evolução dos idosos com demência institucionalizados. 
As falas dos entrevistados revelam que a participação familiar ocorre de maneira heterogênea, variando desde familiares mais presentes e participativos até aqueles que mantêm contato apenas esporádico com os idosos. As entrevistadas relatam que:
“Tem família que vem bastante,participa,pergunt acomo o idoso está, mas tem outras que quase não aparecem.” (F2)
“Quando a família vem, o idoso fica mais calmo, mais tranquilo, parece que melhora até o humor.” (F5)
“Tem idoso que quase não recebe visita, a gente percebe que eles ficam mais tristes, mais quietos.” (F7)
Compreendo que a participação familiar configura-se como elemento essencial no cuidado ao idoso com demência, sobretudo por contribuir para a manutenção da identidade, da memória afetiva e do sentimento de pertencimento. Considero que a mediação da equipe é indispensável para orientar a família, esclarecer dúvidas e promover sua inserção no cuidado de forma ética e humanizada. A ausência de estratégias que estimulem a participação familiar pode resultar em práticas mais frias e institucionalizadas, distanciando-se dos princípios do cuidado centrado na pessoa.
Segundo Neri e Diniz (2020), a participação familiar no cuidado ao idoso institucionalizado favorece a adesão ao tratamento, melhora os aspectos emocionais e contribui para a percepção de qualidade de vida. Da mesma forma, Lima e Andrade (2022) apontam que apresença da família, quando mediada pela equipe de saúde, fortalece o vínculo afetivo e promove maior segurança emocional ao idoso,especialmente em casos de demência, onde o reconhecimento e o afeto familiar desempenham papel fundamental na estabilização comportamental.
Dessa forma, evidencia-se que a participação familiar, quando presente e mediadadeformaadequadapelaequipe,contribuisignificativamenteparaamelhoria do quadro emocional e comportamental dos idosos com demência, impactando positivamente no tratamento e na qualidade do cuidado. Entretanto, a ausência ou baixa participação familiar permanece como um desafio importante, exigindo da equipe estratégias cada vez mais sensíveis e integradoras para garantir um cuidado humanizado e centrado na pessoa.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A análise dos dados permitiu compreender como a comunicação entre os membros da equipe, a capacitação contínua, o suporte emocional e a participação familiar impactam diretamente na qualidade do cuidado oferecido. Essa análise revelou tanto avanços quanto fragilidades presentes no cotidiano das instituições de longa permanência para idosos. 
A caracterização do perfil dos participantes evidenciou uma equipe predominantemente feminina, multiprofissional e com variados níveis de formação e experiência, refletindo a complexidade exigida nos cuidados aos idosos com demência. Apesar do comprometimento demonstrado pelos profissionais, a ausência de especialização em geriatria ou gerontologia, juntamente com a irregularidade nas iniciativas de capacitação, aponta para a necessidadede maior investimento institucional em educação permanente, especialmente considerando as particularidades do manejo da demência. 
No que diz respeito à comunicação entre os profissionais, ficou claro que o diálogo é considerado essencial para organizar o trabalho e conduzir os cuidados diários. Contudo, essa comunicação ainda se mantém majoritariamente voltada para questões operacionais, não se consolidando como um espaço estruturado para planejamento coletivo e reflexão interdisciplinar. Embora haja esforços para manter uma comunicação funcional, torna-se evidente a necessidade de expandi-la como um instrumento estratégico para a construção de planos de cuidado integrados e centrados na pessoa idosa. 
Em relação à capacitação contínua e ao suporte emocional, os resultados apontam fragilidades significativas. As ações existentes são pontuais e pouco sistematizadas, e grande parte do aprendizado ocorre na prática diária. Tal cenário pode comprometer tanto a segurança quanto a qualidade do cuidado prestado, além de aumentar a sobrecarga física e emocional da equipe. A falta de um suporte emocional estruturado é um fator que afeta diretamente o bem-estar e o desempenho dos profissionais, reforçando a urgência de políticas institucionais que priorizem o cuidado à equipe responsável pelo atendimento. 
Quanto à participação familiar, foi constatado que ela ocorre de forma desigual, com algumas famílias mais ativas e outras praticamente ausentes. Quando presente, a família desempenha um papel crucial no bem-estar emocional dos idosos, contribuindo para maior tranquilidade e melhoria no comportamento. Nesse contexto, destaca-se o papel mediador da equipe como elemento chave para incentivar a aproximação familiar e garantir uma assistência mais humanizada e centrada na pessoa. 
De forma geral, os resultados mostram que o cuidado ao idoso com demência em instituições de longa permanência requer não apenas uma estrutura física adequada, mas também investimentos em comunicação qualificada, capacitação contínua dos profissionais, suporte emocional e fortalecimento dos laços com as famílias. Esses elementos são fundamentais para implementar práticas integradas, humanizadas e alinhadas aos princípios da atenção centrada no idoso. 
Este estudo contribui para a compreensão das dinâmicas envolvidas no cuidado em instituições de longa permanência, evidenciando a necessidade de políticas institucionais mais robustas voltadas à formação contínua, valorização dos profissionais e fortalecimento das relações entre equipe, idoso e família. Futuras pesquisas poderiam explorar ainda mais estratégias que promovam qualidade de vida, dignidade e cuidado integral aos idosos com demência.
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APÊNCIDES
APÊNDICE A–PROJETO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
CENTRO UNIVERSITÁRIO DA REGIÃO DA CAMPANHA CURSO DE ENFERMAGEM
ANDRÉIA BARDIM DE MENEZES SILVA
A ATUAÇÃO DA EQUIPE DE ASSISTÊNCIA NO CUIDADO AO IDOSO COM DEMÊNCIA
BAGÉ
2025
ANDRÉIA BARDIM DE MENEZES SILVA
A ATUAÇÃO DA EQUIPE DE ASSISTÊNCIA NO CUIDADO AO IDOSO COM DEMÊNCIA
Projeto que tenha por finalidade a qualificação da pesquisa para o desenvolvimento do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, apresentado à banca examinadora do Curso de Enfermagem do Centro Universitário da Região da Campanha, campus

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