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Secretaria de Estado SEDUC da Educação Tutoria Ficha Técnica Ronaldo Ramos Caiado Governador do Estado de Goiás Daniel Elias Carvalho Vilela Vice-governador do Estado de Goiás Aparecida de Fátima Gavioli Soares Pereira Secretária de Estado da Educação Helena da Costa Bezerra Secretária-Adjunta de Educação Lucca Silva Perdigão Chefe de Gabinete Oberdan Humberto Rodrigues Valle Procurador Setorial Alessandra Oliveira de Almeida Diretora Pedagógica Patrícia Morais Coutinho Diretora de Política Educacional Andros Roberto Barbosa Diretor Administrativo e Financeiro Giselle Pereira Campos Faria Superintendente de Educação Infantil e Ensino Fundamental Osvany da Costa Gundim Cardoso Superintendente de Ensino Médio Elaine Machado Silveira Superintendente de Desporto Educacional, Arte e Educação Rupert Nickerson Sobrinho Superintendente de Atenção Especializada Márcia Maria de Carvalho Pereira Superintendente de Gestão Estratégica e Avaliação de Resultados Cel. Mauro Ferreira Vilela Superintendente de Segurança Escolar e Colégio Militar Márcio Roberto Ribeiro Capitelli Superintendente do Programa Bolsa Educação Hudson Amarau de Oliveira Superintendente de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas Taís Gomes Manvailer Superintendente de Planejamento e Finanças Leonardo de Lima Santos Superintendente de Gestão Administrativa Gustavo de Morais Veiga Jardim Superintendente de Infraestrutura Bruno Marques Correia Superintendente de Tecnologia Marcley Rodrigues de Matos Chefe da Comunicação Setorial Equipe da Gerência Educação Integral 2024 Bianca Kelly Verly Maia Pereira Gerente de Educação Integral Janaína Fernandes da Silva Maracaípe Coordenadora de Informação e Monitoramento das Escolas de Tempo Integral José Joaquim Gomes Neto Coordenação de Acompanhamento das Escolas de Tempo Integral - EF e EM Belizia Oliveira Nóbrega Dorian Carneiro de Abreu Carvalho Pinto Glenia das Chagas Carneiro Silva Gustavo Bordignon Franz Herica Cristina de Araújo Kathelyn Luiza Gonçalves Barbosa Marcilene Barbosa de Andrade Mirian Vieira Teixeira Silvia Aparecida dos Santos Santana Revisão Marcilene Barbosa de Andrade Projeto Gráfico e Diagramação Sarah Marciano Silva 3Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 Sumário APRESENTAÇÃO • 5 CONCEITOS E REFERENCIAIS DA TUTORIA • 7 » O sujeitO da tutOria: juventudes • 8 » O que é a tutOria? • 10 » tutOria nOs CentrOs de ensinO em PeríOdO integral • 13 » PedagógiCa da Presença • 15 » PrOCessO de esCOlha dO tutOr • 16 » dimensões da tutOria • 17 » tutOr: sujeitO em COnstruçãO • 18 A TUTORIA COMO FORTALECIMENTO DO PROTAGONISMO E PROJETO DE VIDA • 20 » tutOria Para a exCelênCia aCadêmiCa • 21 » tutOria COmO fOrtaleCimentO dO PrOjetO de vida • 23 » tutOria COmO fOrtaleCimentO dO PrOtagOnismO juvenil • 24 » tutOria COmO fOrtaleCimentO da gestãO • 25 PROCESSOS E PROCEDIMENTOS • 27 » CaminhOs da tutOria • 28 » O temPO da tutOria • 30 » O esPaçO da tutOria • 30 » O PaPel dO tutOr e dO estudante • 31 » registrOs e PrOCessOs de aCOmPanhamentO • 32 4Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 » Lista/Pasta ou PLaniLha da Coordenação de integração CurriCuLar • 33 » instrumentOs de aPOiO à tutOria • 33 » Lista de Fotos ou CatáLogo de estudantes • 34 » tomada de deCisão Baseada em dados • 34 » doCumentos de registro de tutoria • 35 » vulnerabilidade: COmO agir? • 36 ESCUTA ATIVA E COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS • 38 » vínCulO e emPatia • 39 » esCuta ativa • 41 » COmuniCaçãO nãO viOlenta • 42 » COmPetênCias sOCiOemOCiOnais • 44 REFERÊNCIAS • 46 5Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 Apresentação Caros professores e professoras, É com grande satisfação que apresentamos o Caderno de Tutoria da co- leção “Meu CEPI é 10”. Este trabalho se debruça sobre a metodologia da tutoria, cuja importância reside na compreensão de que a educação plena e integral vai além de um currículo estruturado, métodos eficientes e materiais inovadores; ela demanda uma rede de apoio sólida e bem articulada. Nesse contexto, destaca-se o papel dos educadores na escola - profes- sores, gestão, coordenadores, servidores administrativos – que atuam como promotores de intencionalidade formativa. Eles auxiliam os estudantes em suas trajetórias, alicerçadas em valores como a democracia, honestidade, idoneidade e empatia. É nesse cenário que se ressalta a atuação dos profes- sores tutores nos Centros de Ensino em Período Integral (CEPIs), pois essa metodologia se configura como um elo essencial de apoio para os estudan- tes, conectando-os a diferentes camadas e representações dentro e fora da escola. A tutoria estabelece um vínculo qualificado, pautado pelo compromisso com o projeto de vida dos estudantes e fortalecido pelo afeto e pelo genuíno interesse em seu desenvolvimento. Neste caderno, refletiremos sobre a tutoria, suas bases, métodos e possi- bilidades, além de seu profundo compromisso com os projetos de vida dos estudantes. Exploraremos conceitos, processos e procedimentos, e, claro, a afirmação e reafirmação da construção e reconstrução dos afetos que impul- sionem o desenvolvimento e a realização dos projetos de vida dos milhares de estudantes em nossos CEPIs. Boa leitura! EquipE dE Educação intEgral 6Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 7Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 CONCEITOS E REFERENCIAIS DA TUTORIA 8Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 O sujeito da tutoria: juventudes A juventude é uma fase da vida marcada por pro- fundas transformações e desafios, sendo um perío- do crucial para a construção da identidade. Nessa etapa, os jovens buscam sua independência, es- tabelecem círculos de relações, reconhecem ter- ritórios de interesses, desenvolvem habilidades e definem seus projetos de vida. No entanto, essa jor- nada é complexa, pois exige lidar com mudanças físicas e emocionais, além de conciliar as expec- tativas da sociedade com seus próprios desejos e aspirações. É importante destacar que adolescência e juven- tude são fases da vida que, apesar de serem colo- cadas dentro de uma faixa etária, não se encontram de maneira delineada dentro da experiência de vida dos sujeitos. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (BRASIL, 1990), a adolescência compreende dos 12 aos 18 anos. Já o Estatuto da Juventude define a juventude como período dos 15 anos aos 29 anos. Assim, temos imbricações en- tre a experiência assumida como juventude e como adolescência. Segundo Gomes Neto (2023), a distinção entre essas duas fases é complexa, pois envolve não apenas mudanças corporais, mas também repre- sentações sociais, a construção de identidade e fa- tores culturais e sociais, além da própria experiên- cia do jovem ou adolescente. Para determinados grupos, as experiências sociais podem correspon- der ao que se espera dos adolescentes; em outros, os sujeitos podem enfrentar situações que os levam “A tutoria é muito importante para nós, por isso agradecemos a oportunidade de ter uma tutoria e, principalmente, uma excelente tutora.” Estudante do CEPI Professor César Augusto Ceva – CRE de Pires do Rio 9Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 a assumir responsabilidades e experiências asso- ciadas à vida adulta. O uso do termo “juventudes” no plural reflete essa multiplicidade, reconhecendo que não há ho- mogeneidade nessa etapa da vida. A juventude é moldada por uma série de fatores, como contexto cultural, condições socioeconômicas, localização geográfica, etnia e raça, gênero e acesso a recur- sos. Nesse sentido, compreendemos que a juven- tude ou adolescência vivenciada por nossos es- tudantes é diversa, complexa e multifacetada. Isso demanda que o professor tutor tenha a sensibilida- de e a capacidade de interpretar essas perspecti- vas dentro do contexto escolar. De acordo com o “Atlas da Juventude”, em par- ceria com a FGV Social, o Brasil vive atualmente a maior população jovem de sua história, com cer- ca de 47,8 milhões de pessoasnessa faixa etária. Contudo, o estudo também revela que a porcenta- gem de jovens está em declínio, concentrando-se principalmente nas periferias metropolitanas, além de evidenciar o aprofundamento das desigualda- des entre essa população. Esse cenário apresenta um desafio significativo: como apoiar nossos jovens, considerando a diver- sidade de suas experiências, os múltiplos engaja- mentos, as diferentes perspectivas, bem como as variadas possibilidades e oportunidades? Que tipo de vínculo a escola deve construir para atender a essas necessidades? Reconhecemos que a escuta ativa, o fortale- cimento do estudante, o apoio na construção de projetos de vida e a garantia da aprendizagem são estratégias fundamentais. Nesse contexto, a tutoria surge como uma ferramenta essencial para trans- formar e qualificar esses vínculos, promovendo o desenvolvimento integral dos estudantes. “Obrigada por dispor de tempo e paciência para nos acompanhar pedagogicamente e até mesmo como um ombro amigo.” Estudante do CEPI Osvaldo da Costa Meireles – CRE de Luziânia 10Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 Foto: Hevelyn Gontijo O que é a tutoria? A educação tem o potencial de construir as bases de uma sociedade mais justa, fraterna, democrá- tica e responsável, tanto social quanto ambiental- mente. No entanto, os inúmeros desafios enfrenta- dos na formação básica de jovens, provenientes de experiências sociais tão diversas, são signifi- cativos. Desde a promulgação da Constituição de 1988, a educação foi reconhecida como um direito universal, considerando tanto a perspectiva indivi- dual quanto as obrigações do Estado e da família. Esse princípio foi reafirmado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394/96), que assegura o acesso à educação para todos. Qual é o papel da escola no desenvolvimen- to social? Que bases formativas ela pode oferecer aos jovens? Como enfrentar os desafios de uma so- ciedade em constante transformação, marcada por camadas complexas de relações? No cerne dessas reflexões está a pergunta essencial: que tipo de jo- vem a escola é capaz de formar? “Agradeço pela compreensão, cuidado e atenção das tutoras.” Estudante do CEPI Osvaldo da Costa Meireles – CRE de Luziânia 11Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 Diante das múltiplas necessidades, perspectivas e diferenças, emergiu a ideia de uma educação in- tegral, voltada para o desenvolvimento das habili- dades essenciais que capacitam os estudantes a enfrentar os desafios do século XXI e a participar ativamente da sociedade. O relatório da Comis- são Internacional sobre Educação para o Século XXI para a UNESCO (DELORS et al., 1998 [1996]) apoia essa abordagem, enfatizando a importância de uma educação que priorize a formação cidadã no contexto contemporâneo. Além disso, a LDB de- fende a ampliação progressiva do tempo de per- manência dos alunos na escola, promovendo um processo educacional mais democrático. Nesse contexto, a educação integral em tempo integral apresenta-se como um território genuíno de desenvolvimento para os jovens. O Plano Nacional de Educação (2014), por meio de sua Meta 6, es- tabelece a meta de “oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender pelo menos 25% dos(as) alu- nos(as) da educação básica”. O objetivo é formar jovens competentes, capazes de aplicar o conhecimento adquirido para interpre- tar o mundo. Esses jovens devem ser solidários, comprometidos com a realidade e ativos na trans- formação social. Além disso, é imprescindível que sejam autônomos, com capacidade de tomar deci- sões baseadas em uma visão clara de si mesmos e da realidade que os cerca. Reconhecer esse pro- cesso de formação como uma vocação da esco- la é consistente com os valores de uma sociedade comprometida com princípios como honestidade, integridade, respeito e responsabilidade. Ao longo da vida, aprendemos o valor de uma rede de apoio. Saber que podemos contar com pessoas que se importam conosco nos ajuda a en- frentar os desafios com maior segurança. Na es- cola, os estudantes encontram inspiração em pro- “O encontro com tutores poderia ser mais frequente, mas todos são ótimos e muito compreensivos.” Estudante do CEPI Castelo Branco – CRE de Uruaçu 12Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 fessores, servidores, gestores e outros agentes que atuam como referências. Nesse sentido, a tutoria desponta como uma fer- ramenta de apoio e reafirmação dos avanços por meio da colaboração. Trata-se de um suporte sis- temático oferecido por educadores para fortalecer valores, reafirmar responsabilidades e desenvolver competências que permitam aos jovens lidar com decisões, conflitos e inseguranças. Conforme Lá- zaro e Asensi (apud Agüis et al., 2002), “a tutoria é uma atividade inerente à função do professor, rea- lizada individual e coletivamente com os alunos de uma sala de aula, para facilitar a integração nos processos de aprendizagem”. No contexto educacional, a tutoria destaca-se como um instrumento pedagógico essencial para apoiar o desenvolvimento acadêmico e pessoal dos estudantes. Ela promove uma educação mais humanizada, com foco no fortalecimento dos valo- res e no desenvolvimento das habilidades necessá- rias para enfrentar os desafios da vida. A tutoria vai além de uma simples metodologia: é uma aborda- gem colaborativa que integra os diversos agentes escolares, criando vínculos e fortalecendo projetos de vida. A tutoria, tema central deste documento, trans- cende a simples metodologia. Representa uma abordagem colaborativa que integra os diversos agentes escolares, estabelecendo bases sólidas para uma construção sistemática, em que vínculos, cuidado, reflexão e projetos de vida se tornam efe- tivos e propositivos. “Obrigado por sempre tentar me ajudar, sua força me encoraja a conquistar o que precisa ser conquistado.” Estudante do CEPI Parque Estrela D’Alva XIII – CRE de Águas Lindas 13Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 Tutoria nos Centros de Ensino em Período Integral Nos Centros de Ensino em Período Integral (CE- PIs), a tutoria desempenha um papel central como metodologia que acompanha, inspira, orienta e es- tabelece vínculo com os estudantes. Além disso, a tutoria fortalece o sentimento de pertencimento à escola, auxilia no monitoramento da frequência, fomenta o protagonismo juvenil, promove o diálogo e a colaboração, e potencializa as ações da gestão escolar. Assim, a tutoria torna-se um suporte essencial para o desenvolvimento de jovens competentes, solidários e autônomos, capacitando-os a enfrentar os desafios do século XXI. Os professores desem- penham um papel inspirador e equilibrado, ajudan- do os estudantes a lidar com a vida, as relações e as expectativas, além de indicar caminhos para o protagonismo escolar. Nos CEPIs, é fundamental que os educadores es- tejam abertos à metodologia da tutoria. Essa dispo- sição generosa é crucial para que o processo seja conduzido com eficiência, orientado por princípios sólidos que promovam o desenvolvimento integral dos estudantes. Os Quatro Pilares da Educação Apresentado no relatório da UNESCO “Educação: Um Tesouro a Descobrir” (1996), são princípios fundamentais para o desenvolvimento integral do indivíduo ao longo da vida. Cada um desses pilares desempenha um papel crucial na formação de cidadãos capazes de enfrentar os desafios do século XXI. “Agradeço à minha tutora por estar me ajudando a me organizar e ao tutor por estar ali para me ouvir.” Estudante do CEPI Parque Estrela D’Alva XIII – CRE de Águas Lindas 14Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 CONHECER FAZER CONVIVER SER Aprender a Aprender a Aprender a Aprender a Esse pilar enfatiza o desenvolvimento da habilidade de ad- quirir, construir e utilizar o conhecimento de maneira autô- noma e crítica. Trata-se de aprender a aprender, cultivando a curiosidade intelectual e a capacidade de lidar com si- tuações complexas,que exigem raciocínio e pensamento reflexivo. Focado nas competências práticas e habilidades necessá- rias para o trabalho e a vida em sociedade, este pilar en- volve a aplicação do conhecimento em situações reais. Ele promove a capacidade de enfrentar desafios e adaptar-se a novas condições, destacando a importância do trabalho em equipe e da colaboração. Este pilar sublinha a importância de compreender e res- peitar os outros, além de trabalhar em conjunto de forma harmoniosa. Promove a educação para a paz, a tolerância, e o respeito às diversidades culturais, sociais e pessoais, essencial para a construção de uma sociedade mais justa e solidária. O pilar mais abrangente, que visa o desenvolvimento inte- gral do indivíduo, abrangendo a dimensão física, emocio- nal, intelectual e ética. Ele se concentra na formação da identidade, na autonomia pessoal e na capacidade de to- mar decisões conscientes e responsáveis, com um sentido de propósito e ética. 15Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 Pedagogia da Presença A pedagogia da presença é um princípio desen- volvido por Antônio Carlos Gomes da Costa, que estabelece que essa presença deve ser empática e afirmativa, capaz de promover reflexões sobre a vida, o futuro e a construção de um espírito comuni- tário. Essa abordagem pode pavimentar um mode- lo de relação entre educandos e educadores fun- damentado na generosidade e na empatia. Esse modo de significar as relações na escola destaca a relevância do educador para além de sua mera presença física no ambiente escolar. Pro- põe-se uma presença integral, caracterizada por escuta atenta, empatia, respeito às singularidades de cada estudante e um envolvimento genuíno no processo de desenvolvimento deles. Mais do que ensinar conteúdos, a pedagogia da presença, atre- lada à metodologia da tutoria, permite o cultivo de vínculos genuínos baseados em confiança e dispo- nibilidade. Esse vínculo favorece a criação de um ambiente seguro, acolhedor e estimulante para o crescimento intelectual e emocional dos estudan- tes. Essa presença acolhedora ganha significado ao estabelecer relações de confiança e transforma- ção. Nesse sentido, Antônio Carlos (2021, p. 83) afirma: “Significar é assumir, diante de alguém ou de alguma coisa, uma atitude de não indiferença.” A postura generosa e encorajadora do educa- dor, ao acompanhar os alunos em seus desafios e conquistas, oferece suporte não apenas acadêmi- co, mas também emocional. Dessa forma, o pro- fessor torna-se uma figura de referência positiva, capaz de estimular a autonomia e o protagonismo dos estudantes, contribuindo para a construção de “Meu tutor é uma pessoa sensacional. Todas as vezes que tenho dificuldades, procuro por ele, e ele sempre está disposto a me ajudar.” Estudante do CEPI Parque Estrela D’Alva XIII – CRE de Águas Lindas 16Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 Processo de escolha do Tutor sua autoestima e senso de pertencimento. Como resultado, as interações interpessoais melhoram, criando um ambiente mais colaborativo e acolhe- dor – elementos fundamentais para o sucesso edu- cacional. O título deste tópico destaca um passo essen- cial para consolidar a tutoria: a escolha do tutor. A formação integral, em tempo integral, oferecida pe- los Centros de Ensino em Período Integral (CEPIs) busca desenvolver jovens capazes de interpretar o mundo de maneira crítica e ética. Esses jovens devem ser agentes de solução e iniciativa frente aos diversos desafios da vida, capazes de avaliar múltiplas variáveis em suas decisões e escolher ca- minhos pautados em princípios e valores. Assim, o exercício diário da escolha é um desafio que a es- cola pode promover de forma estruturada. A escolha do tutor é um processo crucial para a construção de vínculos que favoreçam a formação, o desenvolvimento e o projeto de vida dos estudan- tes. Para isso, é necessário respeitar a aproxima- ção, a admiração e o respeito que alguns estudan- tes desenvolvem por determinados educadores. Nos CEPIs, essa escolha ocorre entre 15 e 30 dias após o início das aulas, permitindo que os estu- dantes conheçam melhor os professores e possam identificar aqueles com quem estabelecem maior afinidade. No dia da escolha, é essencial garantir equilíbrio no número de estudantes acompanhados por cada professor, evitando sobrecarga ou desi- gualdade na distribuição. A tutoria deve represen- tar uma abertura generosa para o outro e para seu desenvolvimento. “Minha tutora ajuda no meu projeto de vida.” Estudante do CEPI Presidente Vargas – CRE de Formosa 17Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 Dimensões da Tutoria Segundo Agüis (2002), a tutoria se apresenta como uma estratégia eficaz para a promoção da educação integral, que considera todas as dimen- sões do desenvolvimento humano. Sendo assim, ela mesma se orienta em vários aspectos: oriEntação pEssoal: A tutoria reconhece os grandes desafios enfrentados pelos estudantes em suas decisões, na adaptação de suas expec- tativas e na construção de suas relações e visões de futuro. Ela auxilia o processo de autoconheci- mento, ajudando o estudante a refletir sobre seus movimentos e as forças que atravessam suas expe- riências. Assim, a tutoria fortalece uma visão mais positiva dos estudantes sobre si mesmos e seus projetos de vida. oriEntação acadêmica: Muitos estudantes en- frentam dificuldades para estabelecer uma rotina de estudos organizada. A tutoria apoia a constru- ção de hábitos positivos voltados para a autoges- tão, disciplina, autorregulação e responsabilidade, contrastando esses objetivos com os impulsos e distrações do dia a dia. oriEntação profissional: O Projeto de Vida dos estudantes inclui o desafio de escolher uma pro- fissão. Esse processo passa pelo reconhecimento de suas habilidades, interesses e pela busca de sentido nas opções disponíveis. A tutoria auxilia o estudante a fazer escolhas coerentes com suas ca- racterísticas pessoais, ajudando a evitar decisões baseadas apenas em status. “Não tenho o que reclamar. A tutoria é organizada, e os professores atendem com atenção.” Estudante do CEPI Presidente Vargas – CRE de Formosa 18Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 Tutor: sujeito em construção A formação de cada ser humano é um processo contínuo que demanda apoio. Agüis (2002) alerta para o risco de criar um perfil idealizado de tutor, tão perfeito que desestimule os educadores a par- ticipar do processo de maneira aberta e generosa. Com frequência, ouve-se que determinado pro- fessor “não tem perfil” para ser tutor. No entanto, é necessário questionar o que significa “ter perfil”. A ideia de que o tutor já chega à escola com todas as competências e habilidades desenvolvidas não deve ser uma regra. O processo de formação do tutor deve ser visto como um percurso, assim como o desenvolvimento dos estudantes. Como nos apontou Argüis, a construção do ser humano é complexa, multifacetada, possui várias camadas de intencionalidades, afetos, vivências. Assim, reconhecer que os educadores também po- dem ser formados incide no mesmo ponto em que reconhecemos que também os estudantes podem aprender, desenvolver e melhorar os modos como se engajam no mundo e tomam suas decisões. Pere Arnaiz, citado por Agüis (2002, p. 17), apre- senta um conjunto de qualidades desejáveis que podem ser intencionalmente trabalhadas e fomen- tadas em educadores, fortalecendo o papel trans- formador da tutoria. “Quero agradecer à minha tutora, ela é incrível comigo, me ajuda muito, me apoia e, quando precisa, briga. Ela é incrível. A melhor do mundo, mais que uma tutora, é uma amiga, professora e companheira.” Estudante do CEPI Dr. Mauá Cavalcante Sávio – CRE de Anápolis 19Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 qualidadEs EssEnciais dE um tutor 1. Qualidades humanas (o ser do tutor): » Empatia » Maturidade intelectual, volitiva e afetiva » Sociabilidade » Responsabilidade » Capacidade de acolhimento e aceitação2. Qualidades científicas (o saber): » Conhecimento da psicologia do (a) estudante » Domínio de elementos pedagógicos » Compreensão das necessidades individuais dos alunos 3. Qualidades técnicas (o saber fazer): » Trabalho eficaz em equipe » Participação em projetos e progra- mas de formação » Desenvolvimento de estratégias personalizadas para alunos 1. 2. 3. 20Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 A TUTORIA COMO FORTALECIMENTO DO PROTAGONISMO E PROJETO DE VIDA 21Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 Tutoria para a Excelência acadêmica A tutoria é um componente essencial no contex- to acadêmico, caracterizando-se por um acompa- nhamento personalizado que vai além da simples transmissão de conhecimento. Esse processo ofe- rece aos estudantes um ambiente de aprendizado mais acolhedor, atento às suas individualidades e necessidades específicas. O tutor atua como um guia, auxiliando no desenvolvimento de competên- cias de estudo, na autogestão do tempo, na elabo- ração e consolidação de planos de estudo, além de ajudar no enfrentamento de barreiras emocio- nais e cognitivas que podem comprometer o de- sempenho escolar. Por meio da tutoria, os alunos encontram um su- porte consistente que os incentiva a refletir sobre seu projeto de vida e a construir estratégias para alcançá-lo. Esse processo promove a autonomia e a resiliência necessárias para superar os desafios acadêmicos e pessoais que surgem ao longo do caminho. A busca pela excelência acadêmica, entendida como um processo contínuo de aprimoramento, é amplamente favorecida pelo suporte oferecido pela tutoria. Uma tutoria bem planejada e propositiva pode contribuir significativamente para o sucesso escolar, aumentando a confiança e o engajamento dos estudantes. Além disso, ela oferece um acom- panhamento capaz de identificar e abordar dificul- dades de forma precoce e proativa. Para que o processo de tutoria seja eficaz e pro- mova mudanças positivas no comportamento e no “Agradeço muito ao meu tutor por me ajudar nos momentos difíceis e a melhorar meu estudo.” Estudante do CEPI Rui Barbosa – CRE de Ceres 22Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 desempenho dos estudantes, é essencial que o tu- tor analise diversos aspectos, como: desempenho acadêmico, frequência escolar, participação em eletivas e clubes, e disciplinas em que o aluno en- frenta maior dificuldade. Identificar os pontos frá- geis permite a elaboração de um plano de ação que inclua reflexões sobre comportamento, hábi- tos, prioridades e processos de estudo. Nesse contexto, o professor tutor desempenha um papel fundamental ao apoiar os estudantes na construção de hábitos de estudo consistentes, in- centivando o engajamento em seus projetos de vida e auxiliando-os a enfrentar os diversos desafios que surgem durante o processo de crescimento. Como melhorar o desempenho do tutorado? Aumentar a frequência Escolher clubes e eletivas adequados Focar em disciplinas com menor desempenho Potencializar habilidades e competências Maior contato com o conteúdo e professores. Desenvolvimento de habilidades específicas. Equilíbrio nas notas. Maximização do desempenho. “O papel de um tutor na escola é muito importante para incentivar o aluno a seguir em frente.” Estudante do CEPI Dr. Mauá Cavalcante Sávio – CRE de Anápolis 23Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 Tutoria como fortalecimento do Projeto de Vida Todos os esforços voltados para a construção da excelência acadêmica têm como objetivo fortale- cer as condições para a realização do projeto de vida dos estudantes. Nesse sentido, a tutoria pode contribuir significativamente para que esse percur- so seja comprometido e sistematizado. Ademais, observa-se que cada etapa da expe- riência acadêmica dos (das) estudantes exige uma habilidade específica do professor: Nesta fase, mais próxima da infância, os estudantes apresentam comportamentos característicos dessa etapa de transição. A tutoria pode ajudar os adolescentes a refletirem sobre temas como o cuidado com o corpo, o respeito ao outro, a prevenção de violências e bullying, bem como o cuidado com a escola e consigo mesmos. É um momento oportuno para desenvolver habilidades essenciais para a convivência, o trabalho em grupo e a comunicação não violenta. Ensino Fundamental 2ª Fase Na primeira série, os estudantes começam a mergulhar em si mesmos, explorando sua história, identidade e potenciais. Esse processo é guiado pelo componente “projeto de vida”, e a tutoria deve ajudar o estudante a refletir sobre seu papel na escola, na família e em sua comunidade, incentivando-o a encontrar sentido na construção de seu projeto de vida e a planejar o futuro. Além disso, é fundamental observar as transformações físicas e emocionais pelas quais eles estão passando. Ensino Médio 1ª Série “A tutoria é uma coisa massa, tipo você tem alguém que te ajuda a toda hora.” Estudante do CEPI Domingos Alves – CRE de Santa Helena de Goiás 24Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 Tutoria como fortalecimento do Protagonismo Juvenil A escola oferece inúmeras oportunidades para que os estudantes assumam papéis protagonis- tas. Contudo, esse protagonismo só se torna viável quando a equipe escolar cria espaços de partici- pação e valoriza as iniciativas juvenis. É essencial adotar uma perspectiva que reconheça o jovem como uma potência, uma fonte de inovação e solu- ções. Nesta etapa, os estudantes avançam na construção de seus projetos de vida, e a tutoria desempenha um papel central na sistematização desse processo. É importante abordar aspectos como comportamento, responsabilidades escolares, sonhos e as ações necessárias para realizá-los. Nesse momento, os estudantes começam a construir reflexões mais complexas sobre estruturas de poder e os limites que essas impõem. O tutor deve, portanto, demonstrar empatia e ser capaz de desenvolver argumentos mais elaborados para dialogar com os jovens. Ensino Médio 2ª Série No último ano do Ensino Médio, os estudantes consolidam seus projetos de vida e começam a projetar-se para o futuro. Isso, muitas vezes, vem acompanhado de medo e insegurança, intensificados pela pressão de tomar decisões corretas e atender às expectativas dos adultos. A tutoria deve focar em fortalecer a confiança e a resiliência dos alunos, ajudando- os a manterem-se firmes em seus planos ou a ajustá-los de maneira reflexiva e crítica. Ensino Médio 3ª Série 25Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 A tutoria desempenha um papel fundamental nesse processo, promovendo diálogos e reflexões sobre diversas escolhas dos estudantes, como par- ticipação em clubes, liderança de turma, mediação de conflitos e formas de lidar com desafios na co- municação com professores. Assim, a tutoria se torna um espaço colaborativo onde os estudantes podem amadurecer suas iniciativas e fortalecer seu protagonismo. Tutoria como fortalecimento da Gestão A tutoria também desempenha um papel essen- cial no fortalecimento da gestão escolar, contribuin- do para que os estudantes se tornem participantes ativos e conscientes das dinâmicas escolares. Ao promover momentos de reflexão e diálogo, a tuto- ria fomenta a participação em atividades como clu- bes, lideranças de turma e mediação de conflitos. Dessa forma, não apenas contribui para a forma- ção dos alunos, mas também enriquece a gestão escolar ao criar um ambiente mais colaborativo e democrático. A valorização das juventudes em sua multiplici- dade ressignifica o papel da equipe gestora, am- pliando os espaços de escuta e participação dos estudantes. Quando a escola reconhece as capa- cidades e iniciativas dos jovens, a gestão se torna mais inclusiva e sensível às suas realidades. Essa abordagem exige uma mudança de perspectiva, na qual os jovens deixam de ser apenas receptores de diretrizes escolares para se tornarem parceiros “Amo minha tutora, ela me fez mudar e criar mais maturidade e cabeça para resolveras coisas, e lidar com os meus problemas. Sinto como se eu tivesse outra visão de tudo, e agradeço a ela por isso.” Estudante do CEPI Rui Barbosa – CRE de Ceres 26Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 na construção de soluções e estratégias, criando uma escola que dialoga com suas aspirações e de- safios. Ao proporcionar um espaço de diálogo, apren- dizado e amadurecimento colaborativo, a tutoria fortalece a gestão escolar ao promover uma cultu- ra de corresponsabilidade. Nesse processo, os es- tudantes desenvolvem habilidades para lidar com conflitos, aprimoram competências de comunica- ção e constroem uma visão crítica e reflexiva de suas ações. Assim, a gestão escolar se beneficia de uma comunidade mais engajada, onde alunos e professores caminham juntos na construção de um ambiente educacional que apoia o crescimento integral e valoriza o protagonismo juvenil. “A cada dia que passa, aprendo mais e mais e agradeço muito por me ensinar vá-rias coisas que eu tinha dificuldade.” Estudante do CEPI Dom Bosco – CRE de Jussara 27Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 PROCESSOS E PROCEDIMENTOS 28Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 Caminhos da Tutoria A tutoria afirma e reafirma o compromisso da escola com os estudantes e seu processo de de- senvolvimento. Ela representa uma expressão viva e pulsante do vínculo generoso entre o educador e o projeto de vida dos alunos, refletindo o cuida- do e o apoio necessários para que cada um deles construa sua trajetória com segurança e propósito. A tutoria se apresenta como um espaço de escuta, orientação e diálogo, no qual o educador partici- pa ativamente do crescimento pessoal e acadêmi- co dos estudantes, reforçando o papel da escola como um ambiente de formação integral. COmuniCaçãO sistemátiCa, Planejada COmuniCaçãO COm intenCiOnalidade PedagógiCa avaliaçãO dO PerCursO de desenvOlvimentO dO estudante melhOria dO estudante nas relações interPessOais, nas esCOlhas e na estruturaçãO dOs afetOs desenvOlvimentO dO PrOjetO de vida interaçãO PedagógiCa “Depois que comecei a participar da tutoria, melhorei bastante no meu desenvolvimento, comportamento, e só tenho a agradecer.” Estudante do CEPI Dom Bosco – CRE de Jussara 29Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 É importante destacar que a tutoria não deve ser um processo improvisado ou desprovido de plane- jamento. Pelo contrário, trata-se de um apoio sis- temático, articulado e cuidadosamente estruturado para auxiliar os estudantes em suas escolhas, pro- mover o autoconhecimento, desenvolver compe- tências socioemocionais e fomentar a construção de hábitos saudáveis. A tutoria oferece um suporte consistente, alinhado às necessidades dos alunos, contribuindo para seu crescimento integral. Assim, ela transcende o conteúdo acadêmico, abrangen- do o desenvolvimento pessoal em suas múltiplas dimensões. Nos Centros de Educação em Período Integral (Cepis), a tutoria está inserida na perspectiva dos ambientes de aprendizagem. Sob essa ótica, todos os espaços escolares são concebidos como locais que estimulam processos de aprendizado. Dessa forma, esses ambientes estruturam oportunidades para o saber, para o estabelecimento de relações significativas e para interações saudáveis, promo- vendo o crescimento dos estudantes. Nesse contexto, compreendemos que a tutoria deve ser conduzida com intencionalidade. Isso sig- nifica refletir sobre o tempo e o espaço dedicados a essa prática, compreendendo-a como um momen- to planejado para favorecer o desenvolvimento in- tegral dos alunos, respeitando suas necessidades e promovendo interações que potencializem seu aprendizado e crescimento. “Acho a tutoria algo muito importante, até porque minha tutora me ajudou a superar muitos momentos. Não tem nada melhor do que conversar com alguém em quem a gente confia. Espero que meu vínculo com a minha tutora nunca acabe..” Estudante do CEPI Bartolomeu Bueno – CRE de Quirinópolis 30Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 O Tempo da Tutoria O Espaço da Tutoria O tempo da tutoria deve responder a demandas específicas dos estudantes, sendo pautado por objetivos claros. Esse momento deve ser planejado para oferecer apoio e promover o desenvolvimento de maneira direcionada, com foco nas necessida- des individuais de cada estudante. Em relação ao espaço, é essencial que o tutor adote alguns cuidados fundamentais: » Transparência e segurança: Evitar reu- niões isoladas com os estudantes, preferindo locais discretos, porém visíveis, para garantir a transparência do encontro. » Postura profissional: Durante a conversa, é importante evitar situações que possam ser interpretadas de forma inadequada, bem como relatos pessoais ou intimistas por parte do tu- tor. O ambiente deve permanecer respeitoso e profissional. “Acho a tutoria algo de extrema importância e necessário para a vida do estudante em sua afirmação escolar.” Estudante do CEPI Ary Ribeiro Valadão – CRE de Goiânia “A tutoria é algo fundamental na escola.” Estudante do CEPI Dom Veloso – CRE de Itumbiara 31Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 Como agir diante de situações que exigem atenção espeCial dos estudantes? Estudantes em es- tado de confusão e angústia precisam de um diálogo mais próximo e acolhedor, portanto o professor deve garantir esse encontro com maior celeridade. Diálogo Em casos de violên- cia, o professor deve informar o gestor imediatamente para tomar as providên- cias cabíveis. Notificação Professores devem observar comporta- mentos dissonantes e convocar reuniões quando necessário. Observação O Papel do Tutor e do Estudante É fundamental que haja uma compreensão cla- ra dos papéis durante a tutoria. O professor deve atuar dentro dos limites de sua função como edu- cador, mantendo uma postura profissional que res- peite a dinâmica do processo educativo. Por sua vez, o estudante deve ser acolhido e respeitado em sua individualidade, mesmo que apresente com- portamentos mais maduros ou “adultizados”. Essa abordagem assegura que o vínculo entre tutor e aluno seja construído com base no respeito mútuo, contribuindo para o fortalecimento de um ambiente educativo seguro e formativo. “Sou muito grata por ter uma tutoria de verdade, que me ajudou e ainda ajuda em várias coisas.” Estudante do CEPI Dom Veloso – CRE de Itumbiara 32Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 Registros e processos de acompanhamento A dinâmica escolar é extremamente acelerada, com uma grande quantidade de afazeres, proces- sos e planejamentos. Diante desse cenário, como conduzir de forma propositiva e qualificada um processo de tutoria com 15 ou 20 estudantes? É imprescindível sistematizar esse processo para que ele seja eficaz. O tutor deve orientar-se pelos registros das conversas, que permitem retomar os tópicos discutidos e verificar se os acordos e en- caminhamentos foram cumpridos, se os problemas mudaram de perspectiva ou se houve amadureci- mento em relação às pautas tratadas. É fundamental reconhecer o valor dos registros no acompanhamento do desenvolvimento dos es- tudantes. Esses documentos contribuem significa- tivamente para o avanço dos alunos na escola e para a consolidação de seu potencial. Caso a ins- tituição julgue necessário, pode personalizar os re- gistros para incluir outras informações, desde que se respeite sua integridade e conteúdo. Deve-se ressaltar que esses registros não podem ser manipulados por terceiros, considerando que podem conter questões delicadas, íntimas ou con- fidenciais, compartilhadas pelos estudantes em si- tuações de confiança. A confiança é, inclusive, um elemento essencial para o bom andamento e a efe- tividade da tutoria. “Gosto muito da tutoria e amo quando tem encontro com os tutores, pois posso me abrir e falar sobre os problemas que enfrento, tanto na vida pessoal quanto acadêmica.” Estudante do CEPI Domingos Alves – CRE de Santa Helenade Goiás 33Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 Instrumentos de Apoio à Tutoria Embora não seja exclusiva da tutoria, essa fer- ramenta é extremamente útil para compreender as situações, escolhas e trajetórias dos estudantes, além de facilitar a identificação de responsabilida- des e a ativação de redes de colaboração. A lista pode incluir o nome de cada estudante por turma, o clube escolhido, o tutor e, se possível, a eletiva cursada. Isso permite que gestão, coordenação ou professores identifiquem rapidamente o tutor de um estudante e repassem informações relevantes quando necessário. Instrumentos como este agilizam a tomada de decisões em situações específicas e ajudam a ma- pear as escolhas e trajetórias dos alunos, fortale- cendo o apoio e acolhimento que a escola pode oferecer. Lista/Pasta ou Planilha da Coordenação de Integração Curricular “Agradeço ao meu tutor e a quem teve a ideia de criar a tutoria.” Estudante do CEPI Professor César Augusto Ceva – CRE de Pires do Rio 34Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 Identificar e reconhecer os estudantes pode le- var tempo, especialmente em escolas com grande número de turmas. Organizar um catálogo de fotos, agrupadas por turma, pode facilitar esse processo. Assim, mesmo professores que não lecionam para uma turma específica podem identificar os alunos e acionar as redes de apoio quando necessário. Esses e outros instrumentos podem ser utilizados para aprimorar a gestão dos processos, garantindo maior efetividade no apoio aos estudantes. Toda tomada de decisão requer conhecimento, dados e evidências para garantir uma avaliação ampla, precisa e respeitosa. A efetividade da tuto- ria pode ser observada em várias dinâmicas esco- lares, como a redução de conflitos, a melhoria nas relações entre alunos e professores, a diminuição de faltas e transferências, além de mudanças posi- tivas no engajamento dos estudantes com a escola. Para entender como os estudantes percebem a tutoria e como ela se materializa na prática, é re- comendável realizar pesquisas periódicas de fee- dback. Essas pesquisas podem ser feitas por meio de formulários em plataformas como Google For- ms, com perguntas sobre o processo de tutoria, es- colhas, encontros e efetividade. Lista de Fotos ou Catálogo de Estudantes Tomada de Decisão Baseada em Dados “[A tutoria] me ajuda a entender as coisas melhor e me organizar.” Estudante do CEPI Castelo Branco – CRE de Uruaçu “Agradeço à tutoria, pois é através dela que minha saúde mental melhorou muito, e meu foco nos estudos também!” Estudante do CEPI Edmundo Pinheiro de Abreu – CRE de Goiânia 35Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 A escola deve organizar documentos que forneçam ao tutor informações completas sobre os estudantes, além de permitir que a gestão e os professo- res identifiquem os tutores responsáveis por cada aluno. Esses documentos podem ser personalizados pela escola, mas deve con- ter informações básicas, como: » Nome do estudante » Série e turma » Projeto de vida » Clubes Juvenis » Componentes curriculares com maior facilidade ou dificuldade » Pautas dos encontros » Encaminhamentos realizados Documentos de Registro de Tutoria Registro dos encontros Projeto de Vida Componentes Curriculares com Facilidade Hobbies Data Pautas Encaminhamento Clubes Juvenis Disciplinas com dificuldade Habilidades Nome: Série: Turma: Ser professor de Física Matemática, física e química Games 10/04 • Notas do 1º bimestre • Excesso de faltas • Maior atenção ao com- pontente matemática. Fazer todas as ativida- des. • Diminuir as faltas. Dormir mais cedo para estar mais disposto. Clube de Xadrez História e Língua Portuguesa Comunicação, criati- vidade 36Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 Durante a tutoria, ao identificar situações de vul- nerabilidade, o professor deve agir com empatia, ética e discrição, respeitando a privacidade do es- tudante. O primeiro passo é escutar atentamente, proporcionando um ambiente acolhedor e seguro para que o aluno se sinta à vontade para comparti- lhar suas dificuldades. É essencial evitar julgamentos e observar sinais que indiquem possíveis riscos à saúde física, emo- cional ou social. Em casos graves, como suspeitas de violência, abuso ou abandono, o professor deve garantir a confidencialidade, mas não manter sigilo absoluto, comunicando a situação à coordenação pedagógica e à gestão escolar. A coordenação e a gestão, por sua vez, devem acionar as redes de apoio de acordo com as orien- tações da SEDUC/CRE. O professor deve continuar acompanhando o estudante, demonstrando apoio e promovendo um ambiente educativo inclusivo, enquanto a equipe responsável conduz as interven- ções necessárias. Perguntas para construção de formulário de pesquisa sobre a efetividade da tutoria ou aponte seu celular para o QR CODE. CLIQUE AQUI Vulnerabilidade: Como agir? “Muito obrigado por me colocar na linha e por me ajudar em tudo, muito obrigado.” Estudante do CEPI Domingos Alves – CRE de Santa Helena de Goiás https://docs.google.com/document/d/1NgS7rCzpfGrxiNvT32XolMt7o-In1JVe/edit?usp=drive_link&ouid=106225636909516275770&rtpof=true&sd=true 37Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 1. 2. 3. 4. 5. passos a sErEm sEguidos: Escuta ativa: Ouvir o estudante com atenção, empatia e respeito, evitando julgamentos. Identificação do risco: Observar e registrar, de forma objetiva, os sinais de vulnerabilida- de. Relato institucional: Informar a coordenação e gestão para as providências. Conduzir e acionar as redes de apoio segun- do orientações da SEDUC/CRE. Acompanhamento contínuo: Manter o apoio ao aluno dentro do ambiente escolar, refor- çando o sentimento de acolhimento e perten- cimento. 38Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 ESCUTA ATIVA E COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS 39Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 O sucesso da tutoria depende de vários fatores: um ambiente saudável e organiza-do, abertura ao outro, empatia, uma rede de apoio, além da dispo- nibilidade tanto do tutor quanto do tutorando, entre outros. Nesse sentido, destaca-se como fundamen- tal o compromisso com o potencial dos estudantes, acreditando em sua capacidade de avançar tanto em processos internos quanto externos. Esses pro- cessos envolvem a forma como os alunos perce- bem a si mesmos e como projetam suas ações em seus círculos de relacionamento. Para que a tutoria seja efetiva, é importante considerar alguns aspectos essenciais: Sentimo-nos valorizados quando somos notados, e nosso esforço e progresso são reconhecidos. Na tutoria, reconhecer o aluno dentro do ambiente es- colar é uma atitude essencial. Essa percepção cria uma dinâmica de responsabilidade e corresponsa- bilidade com os estudantes. É igualmente impor- tante não ser indiferente à presença ou ausência do aluno nos espaços escolares. Mostrar ao estudante que ele é importante implica adotar uma postura de escuta ativa e observação atenta. Uma tutoria efetiva baseia-se no interesse genuíno do tutor pela trajetória de desenvolvimento do estudante. Assim, evitando julgamentos, é pos- sível identificar progressos e fragilidades, o que permite estabelecer metas e ajustar comportamen- tos de forma construtiva. Vínculo e empatia 1. nãO indiferença “Tutores são muito importantes para os alunos, pois os ajudam a serem pessoas melhores.” Estudante do CEPI Bartolomeu Bueno – CRE de Quirinópolis 40Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 Estar atento aos movimentos dos estudantes é essencial para compreender como eles se veem, pensam e se projetam em suas relações e intera- ções cotidianas. Essa observação ajuda a identi- ficar sinais de apatia, desânimo ou intenção de abandonar a escola. Quanto mais rápido forem as intervenções, mais eficazes elas serão. Além disso, a observação atenta pode revelar sinais de violência, alterações de humor, ansieda- de ou tristeza, possibilitando ações preventivas oucorretivas de forma ágil e eficiente. O tutor deve estar consciente da posição que ocupa nesse processo. Apesar de construir víncu- los significativos com os estudantes, é imprescin- dível manter-se dentro do papel de professor. Isso inclui cuidado com a linguagem utilizada, postura corporal e temas abordados. O profissionalismo também se manifesta na prudência em relação à proximidade física, evitando interpretações equivo- cadas ou mal-entendidos. As conversas durante a tutoria devem ser dire- cionadas à vida escolar, buscando sempre promo- ver reflexões e planejamentos que incentivem o de- senvolvimento acadêmico e social dos estudantes. Por isso, é importante evitar temas que não tenham relação direta com o contexto escolar ou que não contribuam significativamente para o progresso dos estudantes. 2. 3. 4. ObservaçãO atenta ZelO intenCiOnalidade “A tutoria pode me ajudar tanto no meu desenvolvimento acadêmico quanto em questões pessoais, e isso é muito importante.” Estudante do CEPI Ary Ribeiro Valadão – CRE de Goiânia 41Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 A escuta ativa é um elemento essencial na tutoria, proporcionando um es- paço de diálogo genuíno e respeitoso. Quando o tutor ouve com atenção, sem interrupções ou julgamentos, demonstra interesse pelas preocupações, ideias e sentimentos do estudante, fortalecendo uma relação de confiança e respeito mútuo. Essa prática permite captar não apenas o que é dito, mas também os significados subjacentes, como emoções e necessidades, crian- do um ambiente acolhedor e compreensivo. A escuta ativa também auxilia na identificação de barreiras que dificultem o progresso acadêmico ou emocional do estudante, facilitando o planejamento de ações mais assertivas. Perguntas abertas, reformulações e validações aju- dam a aprofundar a compreensão do contexto do estudante, incentivando-o a refletir sobre suas questões e desenvolver sua autonomia. Essa prática vai além da tutoria, promovendo uma comunicação empática e respeitosa em toda a escola. Ela fortalece as relações interpessoais, contribui para a mediação de conflitos e consolida dinâmicas colaborativas e inclusi- vas. Escuta Ativa 1. 2. 3. componEntEs da Escuta ativa Atenção Plena e Empatia Concentrar-se totalmente na pessoa que está falando. Demonstrar compreensão e empatia pelos sentimentos e perspectivas do outro, validando suas emoções. Parafrasear Repetir o que foi dito com suas próprias palavras para confirmar a compreensão e mostrar que você está prestando atenção. Perguntas investigativas, devolutiva Fazer perguntas e fornecer respostas que mostram que você está envolvido e interessado. 42Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 A comunicação não violenta (CNV) é um recur- so essencial na tutoria, pois promove um diálogo baseado no respeito mútuo, na empatia e na com- preensão das necessidades de cada indivíduo. Com a CNV, o tutor aprende a expressar pensa- mentos e sentimentos de forma clara e assertiva, sem julgamentos ou acusações, enquanto busca compreender as perspectivas do estudante. Essa abordagem cria um ambiente seguro e aco- lhedor, facilitando a resolução de conflitos de ma- neira construtiva e fortalecendo as relações. Além disso, a CNV ensina habilidades importantes para a vida, como a capacidade de ouvir sem reagir defen- sivamente, expressar emoções de forma respeitosa e buscar soluções alternativas para problemas. Para implementar a CNV na escola, é necessário adotar estratégias que promovam a escuta empá- tica, a expressão clara de necessidades e a bus- ca conjunta por soluções. Essa prática não apenas melhora as interações no ambiente escolar, mas também prepara os estudantes para lidar com de- safios sociais e profissionais no futuro. Além disso, a CNV é uma ferramenta poderosa para lidar com situações delicadas ou desafiadoras no ambiente escolar. Por meio dela, o tutor pode identificar e comunicar as necessidades subjacen- tes de cada situação, incentivando o aluno a fazer o mesmo. Isso permite que ambos colaborem na busca de soluções que sejam satisfatórias para to- dos os envolvidos. A prática da comunicação não violenta também ensina ao estudante habilidades importantes para a vida, como a capacidade de ou- vir sem reagir defensivamente, de expressar suas emoções de forma respeitosa e de encontrar alter- Comunicação não violenta “Depois da tutoria, eu melhorei muito. A tutoria é muito boa para desenvolver e superar as inseguranças. Agradeço de coração ao meu tutor.” Estudante do CEPI Bartolomeu Bueno – CRE de Quirinópolis 43Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 nativas para resolver problemas sem recorrer ao confronto ou à passividade. Para uma efetiva prática da comunicação não vio- lenta na escola, é importante que se leve em conta: Estratégias de Comuni- cação Eficaz Pedidos claros e possíveis Empatia Observação sem julgamento Expressão clara de sentimentos Resolução colaborativa de conflitos Escuta ativa Identificação de necessidades • Fazer solicitações objetivas • Realizáveis • Demonstrar atenção genuí- na sem interrupções • Reconhecer necessidade por trás dos comportamen- tos • Compreender sentimen- tos antes de responder • Descrever fatos sem críticas • Compartilhar emoções sem acusações • Buscar soluções • Atender necessidades de ambas as partes “Obrigado ao meu tutor, que é bem sincero comigo, me ajudou bastante.” Estudante do CEPI Dr. Menezes Junior – CRE de Itumbiara 44Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 As competências socioemocionais desempe- nham um papel fundamental no desenvolvimento integral dos estudantes, sendo indispensáveis para o sucesso acadêmico e a formação cidadã. Habi- lidades como resiliência emocional, empatia, auto- gestão e engajamento social ajudam os estudantes a compreender e gerenciar suas emoções, estabe- lecer relacionamentos saudáveis e tomar decisões responsáveis. A tutoria escolar é um catalisador nesse proces- so, oferecendo suporte individualizado que fortale- ce a autoconfiança dos estudantes e os ajuda a su- perar adversidades emocionais e sociais. Por meio da escuta ativa e da comunicação não violenta, os tutores incentivam os alunos a identificar suas emo- ções, refletir sobre comportamentos e estabelecer metas que promovam melhorias no desempenho acadêmico e nas relações interpessoais. Incorporar competências socioemocionais ao currículo escolar, mediadas por uma tutoria bem estruturada, não só melhora o desempenho aca- dêmico, mas também prepara os estudantes para enfrentar desafios da vida em sociedade com inteli- gência emocional e autoconfiança. Assim, a escola cumpre seu papel de formar cidadãos capazes de tomar decisões responsáveis e de contribuir positi- vamente para as dinâmicas sociais. Competências Socioemocionais “Muito obrigada ao professor pelo ótimo acompanhamento na tutoria, por dar o suporte quando necessário e por dar voz ao aluno. A melhor escolha de tutoria que poderia ter feito.” Estudante do CEPI Dr. Menezes Junior – CRE de Itumbiara 45Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 macrocompEtências socioEmocionais Resiliência emocional abeRtuRa ao novo amabilida- de autoges- tão engaja- mento com os outRos Demonstrar equilíbrio e controle diante de emoções como raiva, insegurança e ansiedade fortale- ce a capacidade dos indivíduos de enfrentar desafios e superar adversidades. Essa prática é fundamental para estimular um aprendizado enri- quecedor, tornando os alunos receptivos a diversas culturas, opiniões e desafios, expandindo sua visão de mundo. Fomentar a amabilidade na esco- la cria um ambiente de respeito mútuo, fortalecer laços afetivos e uma comunidade escolar mais saudável e positiva. Essa habilidade está relaciona- da com a capacidade de fazer escolhas, promover liberdade e autonomia. Indivíduos com auto- gestão são reconhecidos por sua disciplina, perseverança, eficiên- cia e orientação para metas.O desenvolvimento dessa com- petência na escola é fundamental para promover relações interpes- soais saudáveis, preparando os es- tudantes não apenas para a convi- vência na sociedade, mas também para o ambiente profissional. » Tolerância ao estresse » Autoconfiança » Tolerância à frustração » Curiosidade para Aprender » Imaginação Criativa » Interesse Artístico » Empatia » Respeito » Confiança » Determinação » Organização » Foco » Persistência » Responsabilidade » Iniciativa Social » Assertividade » Entusiasmo 1. 2. 3. 4. 5. A integração dessas competências no currículo escolar, mediada por uma tutoria bem estruturada, não apenas melhora o desempenho acadêmico, mas também prepara os estudantes para a vida em sociedade, permitindo que enfrentem desafios com confiança e inteligência emocional, mais discussões para tomar decisões sobre sua vida, seu futuro e as diversas dinâmicas da sociedade. 46Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 Referências 47Caderno Tutoria Meu CEPI é 10 ARGÜÍS, Ricardo et al. Tutoria: com a palavra, o estudante. Tra- dução Fátima Murad. Porto Alegre: Artmed, 2002. BRASIL. Lei no 12.852, de 5 de agosto de 2013. Institui o Estatuto da Juven-tude e dispõe sobre os direitos dos jovens, os princípios e diretrizes das políti-cas públicas de juventude e o Sistema Nacional de Juventude - SINAJUVE. Brasília, DF: Presidência da República, 2013 Disponível em: http://www.planalto. gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/ lei/l12852.htm. Acesso em: 18/10/24 BRASIL. Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Esta- tuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1990. Disponível em: http://www.planalto. gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm. Aces- so em: 18/10/24 BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de de- zembro de 1996. Estabelece as dire- trizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez. 1996. Disponível em: http:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/ l9394.htm . Acesso em: 26 jul. 2024. BRASIL. Ministério da Educação. Plano Nacional de Educação: 2014- 2024. Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Disponível em: https://pne. mec.gov.br/images/pdf/pne_conhe- cendo_20_metas.pdf Acesso em: 26 jul. 2024. DELORS, Jacques et al. Educa- ção: um tesouro a descobrir. Rela- tório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI. 2. ed. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: MEC: UNESCO, 1998. GOMES NETO, J. J. 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Tutoria nos Centros de Ensino em Período Integral Pedagógica da Presença Processo de escolha do Tutor Dimensões da Tutoria Tutor: sujeito em construção A TUTORIA COMO FORTALECIMENTO DO PROTAGONISMO E PROJETO DE VIDA Tutoria para a Excelência acadêmica Tutoria como fortalecimento do Projeto de Vida Tutoria como fortalecimento do Protagonismo Juvenil Tutoria como fortalecimento da Gestão PROCESSOS E PROCEDIMENTOS Caminhos da Tutoria O Tempo da Tutoria O Espaço da Tutoria O Papel do Tutor e do Estudante Registros e processos de acompanhamento Lista/Pasta ou Planilha da Coordenação de Integração Curricular Instrumentos de Apoio à Tutoria Lista de Fotos ou Catálogo de Estudantes Tomada de Decisão Baseada em Dados Documentos de Registro de Tutoria Vulnerabilidade: Como agir? ESCUTA ATIVA E COMPETENICAS SOCIOEMOCIONAIS Vínculo e empatia Escuta Ativa Comunicação não violenta Competências Socioemocionais Referências