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RLVS – G4b T2 RODÍZIO URGÊNCIA E EMERGÊNCIA – 9° Período AULA 1 Prof.: José Francisco Temas do Rodízio de UE: dor torácica, arritmias na emergência, PCR, emergências neurológicas, emergências endócrinas, insuficiência respiratória, acidentes com animais peçonhentos e intoxicações exógenas. ECG DOR TORÁCICA AGUDA NA EMERGÊNCIA ECG O ECG consegue determinar gravidade, sugerir alterações cardíacas, metabólicas, neurológicas. Sistema elétrico do coração: • O nó sinusal/sinoatrial (NSA) gera o estímulo elétrico que se difunde pelos átrios através dos feixes intermodais (primeiro despolariza AD e depois AE). O estímulo então desce p/ o nó atrioventricular (NAV), que retarda a passagem do estímulo, permitindo que os átrios contraiam antes dos ventrículos. Após o NAV, o estímulo segue pelo feixe de His, no septo interventricular, o qual apresenta 2 ramos – direito e esquerdo. Depois chega nas fibras de Purkinje que possibilitam a passagem do impulso elétrico pelos ventrículos Em condições normais o estímulo nasce no nó sinoatrial (NSA). O estímulo irá seguir para as fibras internodais, nó atrioventricular (NAV), sofre o retardo e a partir daí segue pelos feixes de His esquerdo e direito, células de purkinje e por último despolariza a base dos ventrículos. Repouso → ausência de corrente elétrica. Início de despolarização → começa a gerar corrente elétrica. Final da despolarização → contração. Repolarização → relaxamento. RLVS – G4b T2 COMO POSICIONAR OS ELETRODOS? • O que é derivação? É uma medida de potencial entre dois pontos distintos. *Brasil x Flamengo *Triângulo de Einthoven (DI, DII e DIII) + outras derivações (avF, avL, avR). O eixo NORMAL do coração estará entre -30° e +90°. RLVS – G4b T2 O que eu não consigo definir? Consigo ver se o ECG está para a direita, para esquerda, para baixo, para cima. Mas, não consigo ver se o vetor está para frente ou para trás. E como posso fazer isso??? CRIANDO DERIVAÇÕES! ● Linha paraesternal no 4° espaço intercostal - V1 (direita), V2(esquerda); ● Linha hemiclavicular 5° espaço intercostal - V4; ● V3 = entre o V2 e o V4; ● Linha axilar anterior - V5; ● Linha axilar média - V6; DI, DII, DIII, aVR, aVL, aVR → derivações do plano FRONTAL ou PERIFÉRICAS. V1, V2, V3, V4, V5, V6 → derivações do plano HORIZONTAL ou PRECORDIAIS. RLVS – G4b T2 Linha de raciocínio a seguir na AVALIAÇÃO DO ECG – roteiro com 9 passos: 1. IDENTIFICAÇÃO: Nome do paciente, idade, sexo, hora, data do momento do exame (normalmente está no cabeçalho do exame). o Pode ocorrer troca de exame de pacientes. o O ECG seriado é importante na SCA, por isso é necessário o horário de cada exame. o Alguns parâmetros no ECG dependem do sexo (ex. valor do intervalo QT, do ponto J). ▪ Alguns parâmetros para diagnosticar sobrecarga ventricular esquerda são diferentes para homens e mulheres o Idade é importante – os critérios de sobrecarga variam de acordo com a idade. ▪ Há variações nos parâmetros considerados normais de FC de um recém-nascido para um adulto, por exemplo. 2. PADRONIZAÇÃO: o Velocidade do registro (normalmente é 25 mm/s → N). ▪ Corresponde à 5 quadradões em 1 segundo. Logo, 1 quadradinho (1mm) = 0,04s. o Pode-se fazer 2N – 50 mm/s (quando se deseja aumentar a amplitude) ou fazer N/2 – 12,5 mm/s. o Para conseguir enxergar melhor em algumas restrições clínicas (ex. em hipotireoidismo, miocardiopatias restritivas), pode-se alterar a padronização para 2N. o Há situações em que o QRS possui voltagem elevado e isso pode fazer com que o traçado não caiba no ECG ou que um QRS fique sobreposto ao outro. Nesses casos, pode-se alterar a padronização para N/2. ▪ Quando se aumenta a amplitude de velocidade (2N), espaça os QRS (tendência a ter uma bradicardia) – amplia a visualização. ▪ Quando se divide pela metade a velocidade (N/2), aproxima os QRS (tendencia a ter taquicardia). o Avalia por meio da barra retangular que em geral fica no canto à direita; o normal é que essa barra tenha 10 quadradinhos de altura (2 quadradões) e 5 quadradinhos (1 quadradão) de duração. RLVS – G4b T2 ✓ No ECG, 1 quadrado pequeno corresponde a 1 mm no traçado; 1 quadrado grande por sua vez é formado por 5 quadrados pequenos de altura e por 5 quadrados pequenos de largura. ✓ Normalmente, cada quadrado pequeno na horizontal corresponde a 40 milissegundos (ms) de duração (0,04 seg). ✓ Assim, 1.0 segundo corresponde a 25 quadrados pequenos. Desta forma, a regra é que a velocidade do papel do eletro seja de 25 quadrados pequenos por segundo o que é o mesmo que dizer 25 milímetros por segundo (25 mm/s). ✓ Já em relação à amplitude, o padrão é que 10 quadrados pequenos verticais correspondem a 1 milivolt (mV). ✓ Ou seja, um quadrado pequeno corresponde a 0,1 mV. Esta amplitude padrão é chamada de N. ✓ Se 1 mV corresponder ao dobro da amplitude normal, ou seja, 20 quadrados pequenos ao invés de 10, diz-se que a amplitude é 2N. 3. RITMO E FC: o Importante saber se o ritmo é sinusal: ▪ Avaliar a onda P (despolarização atrial) → deve ter a mesma morfologia (côncava, com porção inicial simétrica à final), sempre preceder o complexo QRS, estar positiva em DI, DII e avF e negativa em avR. o Deve-se determinar a regularidade (se o espaço entre os QRS é regular). o Para determinar a FC: ▪ Se o ritmo é regular →1500/n° de quadradinhos entre 2 ondas R (cada quadradinho tem 40 ms de duração e 1mm de amplitude) ou 300/n° de quadradões entre 2 ondas R (que contém 5 quadradinhos); ▪ Se o ritmo é irregular → contar o n° de complexos QRS no DII longo e multiplicar por 6. RLVS – G4b T2 ATENÇÃO: A simples presença de onda P, não é suficiente para afirmarmos que o ritmo é sinusal. 4. ONDA P: o Representa a despolarização atrial. ▪ Primeiro ocorre a DESPOLARIZAÇÃO do AD (onde está localizado o NÓ SINUSAL) e depois do AE. Logo, didaticamente o primeiro componente da ONDA P é sobre AD e o segundo sobre AE. o Duração normal = até 120 ms (até 3 quadradinhos). o Amplitude normal = 2,5 mm (até 2,5 quadradinhos). o Deve-se buscar sinais de sobrecarga atrial (aumento de amplitude ou aumento de duração) – a melhor derivação p/ avaliar é D2 longo. ▪ Na sobrecarga de AD (SAD) a primeira porção da onda P pode ficar apiculada (aumenta a onda P em amplitude), enquanto na sobrecarga de AE (SAE) pode-se aumentar a duração da onda P. ▪ Doenças que causam sobrecarga de átrio direito (ex. estenose tricúspide) → aumento da amplitude da onda P. ▪ Doenças que causam sobrecarga de átrio esquerdo (ex. estenose mitral) → aumento da duração da onda P. ▪ Onda P entalhada e bífida (2° componente c/ amplitude > que a do 1° componente) → fala a favor de sobrecarga de AE – porque a despolarização do AE leva mais tempo quando há sobrecarga. o A sobrecarga de um dos átrios lentifica muito a despolarização da câmara afetada em relação à não afetada que tende a separar as ondas p por átrio, indicando o atraso do átrio comprometido em relação ao sadio. ▪ ÍNDICE DE MORRIS: V1 onda P negativa, com área maior que 1 mm2. (1 quadradinho de duração x 1 quadradinho de amplitude). Indica aumento de AE. o FA é irregularmente irregular (ausência de onda P) – o estímulo de microreentrada se localiza nas vv. pulmonares; não é o NSA que gera o estímulo elétrico, por isso não há onda P. RLVS – G4b T2 Obs.: O diagnóstico de sobrecarga cardíaca, tanto atrial quanto ventricular, somente é confirmado por meio de ecocardiograma; no ECG somente pode interrogar e dizer que há indícios no exame. *Morris. Assim, se houver uma sobrecarga de átrio esquerdo (SAE), esperamos que a onda P fique entalhada e bífida em DII, com duração ≥ 120 ms (3mm). E com o componente final negativo em V1 > 1mm de amplitude e 40ms de duração (Morris). 5. INTERVALO PR: oIntervalo é o espaço que contém as ondas; o intervalo vai do início da onda P ao início do complexo QRS. o Corresponde à passagem do estímulo do NSA até o NAV. ▪ Representa o intervalo entre a despolarização das células do nó sinusal até o início da despolarização do miocárdio ventricular (nó AV). ▪ Ou seja, engloba a ativação (despolarização) das células dos átrios e o retardo que o Nó AV faz sobre o estímulo elétrico. o Duração normal = 120 a 200 ms (entre 3 a 5 quadradinhos). ▪ Acima de 5 quadradinhos há um atraso de condução (PR longo); ▪ E se está abaixo de 3 quadradinhos há aceleração (pré excitação) na condução (PR curto); o O segmento é o espaço entre as ondas - segmento PR é a região isoelétrica que começa no final da onda P e termina no início do complexo QRS. ▪ O segmento PR pode indicar infarto atrial. RLVS – G4b T2 6. COMPLEXO QRS: o Reflete a despolarização ventricular – a despolarização do septo interventricular é representada por R. o Devemos avaliar duração, amplitude e morfologia do complexo QRS. o Duração normal = 80 a 120 ms (2 a 3 quadradinhos). ▪ Duração aumentada → pensar em bloqueios de ramo. o Amplitude das derivações do plano frontal = até 5 mm. o Amplitude normal nas derivações precordiais = até 10 mm. o Importante p/ verificar bloqueios, sobrecarga ventricular. o Índices utilizados para avaliar a sobrecarga de ventrículo esquerdo (SVE): ▪ Cornell (R de avL + S de V3 ≥ 28 mm no homem ou ≥ 20 mm na mulher) – ou seja, depende do SEXO. ▪ Sokolow-Lyon (S de V1 + R de V5 ou V6 ≥ 35 mm) – utiliza a derivação em que o R estiver maior. ▪ R de avL ≥ 11 mm. o Índices utilizados para avaliar a sobrecarga de ventrículo direito (SVD): ▪ Sokolow-Lyon invertido (R de V1 + S de V5 ou V6 ≥ 10,5 mm) – utiliza a derivação em que o S estiver maior. ▪ R de V1 ≥ 6 mm. RLVS – G4b T2 o Eixo cardíaco: normal é de -30° a +90° (de avL à avF). P/ determinar o eixo cardíaco, é necessário saber 2 derivações → D1 e avF. Avalia a amplitude do QRS nessas derivações. Se em D1 e avF, o complexo QRS estiver positivo, o eixo estará entre 0° e 90°. o Aumento na duração do QRS > 3 quadradinhos (QRS ALARGADO) pode significar um distúrbio de condução intraventricular → BLOQUEIO DE RAMO. o Para avaliar o bloqueio de ramo, avalia as derivações V1 e V6. ▪ BRE: onda R de baixa amplitude ou ausente nas derivações V1 e V2, seguidas por ondas S profundas (padrão rS ou QS); onda R alargada em entalhe em V6 (“aspecto em torre”). ▪ BRD: morfologia de RsR’ em V1 (“orelha do coelho”); onda S empastada em V6. Quais são as derivações perpendiculares entre si? DI - aVF; DII - aVL; DIII - aVR; RLVS – G4b T2 OBS.: BLOQUEIOS DE RAMO: Primeiro critério p/ definição de bloqueio de ramo é QRS alargado. Depois avalia as derivações V1 e V6. 7. SEGMENTO ST: o Espaço entre o final do QRS e o início da onda T. o É isodifásica. Ele deve ser comparado com a linha de base, o segmento PR. o Importante avaliar o ponto J (situado na junção do final do QRS com o início do segmento ST). o Representa o intervalo entre o fim da despolarização ventricular e o início da repolarização ventricular. o Como saber se tem infra ou supradesnivelamento? Devemos observar o segmento PR, pois o segmento ST deve estar alinhado com o segmento PR. Caso ele esteja acima, temos um supradesnivelamento do segmento ST, se estiver abaixo temos um infradesnivelamento. ▪ Dizemos então em supradesnivelamento do segmento ST, elevação (acima de 2 quadradinhos para os homens; e 1,5 quadradinho para as mulheres; exceção para os homens jovens sem comorbidade é > 2,5 quadradinhos) do segmento ST ou corrente de lesão subepicárdica. RLVS – G4b T2 ▪ Infra maior que 0,5 mm. ▪ Supra ou infra de ST – presente em 2 ou mais derivações contíguas. ▪ Supra de segmento ST: o Homens - Supra ST: ponto J > 2mm em V2-V3; o Mulheres - Supra ST: ponto J > 1,5 mm V2 V3; ▪ Nas demais derivações: > 1mm para ambos; o Adultos jovens sexo masculino 2,5 mm J; RLVS – G4b T2 o D1 e avL= parede lateral alta. o D2, D3 e avF = parede inferior. o V1-V6 + D1 e avL= parede anterior extensa. DICA: Em pacientes com SUPRADESNIVELAMENTO do SEGMENTO ST sempre considerar IAM, mas não se esquecer dos DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS: SVE; BRE; repolarização precoce; aneurisma de ventrículo esquerdo; pericardite. MORFOLOGIA DO SUPRA ST: ❖ Supra “feliz” = concavidade para cima = causas benignas; ❖ Supra “triste” = concavidade para baixo = pensar em IAM; 8. ONDA T: o Representa a repolarização dos ventrículos (fase 3 do potencial de ação). o É uma onda assimétrica - porção ascendente lenta e descendente rápida. o É negativa em V1, avR (e em alguns casos em D2 e D3); nas outras derivações é positiva. o Permite identificar distúrbios hidroeletrolíticos (hipo e hipercalemia). o Tem que avaliar polaridade. 9. INTERVALO QT: o Vai do início do complexo QRS até o final da onda T. o Algumas condições alargam QT: hipo/hipercalemia. o Duração normal: ▪ Homem = 450 ms ▪ Criança = 460 ms ▪ Mulher = 470 ms o iQTc (intervalo QT corrigido com a FC) = QT / RR ▪ No caso de intervalo QT longo, deve-se pensar em medicações que prolonguem este intervalo. Ex.: Amiodarona, antipsicóticos, antifúngicos, ou síndromes genética azitromicina, cloroquina (existem inúmeras); ▪ No caso de QT curto, deve-se pensar em hipercalemia, hipercalcemia. DOR TORÁCICA CASO CLÍNICO: • Paciente masculino de 60 anos, 70 kg, HAS, DM 2, DLP, HF irmão com IAM aos 46 anos, ex-tabagista abstêmico há 1 mês. Há 40 min, durante subida ao ponto turístico da cidade de Piumhi – Cruz do Supra sugestivo de IAM - supra “triste” (concavidade para baixo), presentes em 2 derivações vizinhas!! RLVS – G4b T2 Monte, iniciou quadro de dor torácica retroesternal opressiva com irradiação pra MSE ipsilateral de forte intensidade associado a sudorese e náuseas. Deu entrada na Santa Casa de Piumhi. E agora? o Tem que avaliar a probabilidade pré-teste para DAC, caracterizar o tipo de dor e manejar. *Diabético é pior do que hipertenso. EPIDEMIOLOGIA • As doenças cardiovasculares são a segunda causa de morbimortalidade mundial. • Aproximadamente 10% das visitas ao PS têm como causa dor torácica aguda. Com 15% diagnóstico de SCA. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL • Realizado por meio de ANAMNESE x EXAME FÍSICO x Propedêutica complementar (ECG + Rx Tórax + Exames Laboratoriais) • Importante diferenciar se a etiologia é Cardíaca ou Não Cardíaca • Causas potencialmente fatais: Pneumotórax, Embolia pulmonar, Dissecção de aorta, SCA, Ruptura esofágica *Dor torácica – mnemônico PEDIR: • Pneumotórax • Embolia pulmonar (TEP) • Dissecção de aorta • IAM (SCA) • Ruptura de esôfago DOR ANGINOSA • Probabilidade para DAC (SABERRRRR) – Fatores de risco (Anamnese x Exame físico) o Fatores de risco: Idade > 60, HAS, DM, DLP, Tabagismo, DAC conhecida, HF de DAC precoce – 1° grau (60) ▪ INTERMEDIÁRIA: 2 FR (exceto DM, DAC ou idade >60) ▪ ALTA: mais de 2 FR ou DM ou DAC ou idade >60 • Classificação da Dor – Localização/irradiação x Tipo x Fatores desencadeantes / atenuantes o Dor em queimação/aperto/compressão, que irradia para MSE, mandíbula, pescoço (dor mais anginosa). • Tipo (A, B, C e D): o Dor tipo A: definitivamente anginosa (presença das características típicas); o Tipo B: provavelmente anginosa (presença de 2 características típicas); o Dor tipo C: provavelmente não anginosa (presença de 1 característica típica); o Tipo D: definitivamente não anginosa (nenhuma característica típica). • SCA: tem que solicitar ECG, Rx de tórax e Exames de laboratório. RLVS – G4b T2 RLVS – G4b T2 PROTOCOLO DOR TORÁCICA - SCA • Realizar Anamnese e Exame físico• Realizar ECG em até 10 minutos da admissão. Seriar ECG se houver dor no máximo 3/3 horas • Realizar Rx de tórax (considerando diagnóstico diferencial – dissecção aórtica por ex.) • Solicitar marcadores de necrose miocárdica (Troponina US / troponina convencional x CPK / CKMB) + Hemograma, função renal, eletrólitos, coagulograma A PA deve ser medida nos dois membros, em caso de assimetria, a principal suspeita deve ser Dissecção de Aorta. Deve-se também palpar os pulsos e comparar bilateralmente. RLVS – G4b T2 OBS.: No frio aumenta o risco de doenças cardiovasculares – no frio ocorre vasoconstrição, o que em um paciente já com lesão endotelial pode levar à falta de oferta e isquemia do miocárdio. SÍNDROME CORONARIANA ➢ Síndrome coronariana crônica: Angina estável ➢ Síndrome coronariana aguda: SCASSST x SCACSST Síndrome coronariana crônica • Angina estável: desconforto precordial opressivo / queimação. Desencadeada pelo esforço, estresse emocional, frio ou após refeições copiosas. Podendo irradiar e duração aproximadamente 5 minutos. Aliviada com repouso ou nitratos, cujas características não se alteram no período de 2 meses. Síndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento do segmento ST (SCASSST) • Apresentação clínica: o Angina de início recente: CCS II / III (esforços moderados/mínimos esforços). Início com menos de 2 meses. o Angina em repouso: repouso, prolongada > 20 minutos. ▪ Angina que desperta o paciente à noite fala a favor de instabilidade de placa → é uma angina instável (SCA). o Angina em crescendo: agravamento recente da angina estável. Piora de classe funcional. Esforços menores desencadeando angina, aumento da intensidade e/ou duração da dor. ▪ É angina que está piorando, com progressivo menor limiar ao esforço. o Angina pós infarto: ▪ Por ex. pode ser uma complicação do Stent. • Sintomas atípicos e equivalentes anginosos: em Idosos, mulheres, diabéticos, doentes renais crônicos, pacientes com demências, pacientes transplantados cardíacos. o Sudorese, dispneia, epigastralgia. Nesses pacientes a dor torácica não costuma ser tão clássica. • Importante realizar Eletrocardiograma em até 10 minutos – pode apresentar: o Normal o Infradesnivelamento do segmento ST ≥ 0,5 mm em 2 ou mais derivações contíguas o Inversão de onda T > 1 mm simétrica em 2 ou mais derivações contíguas ▪ Onda T é negativa em V1 e avR (alguns casos em DIII); as outras derivações devem ter onda T positiva. ▪ O normal é que a onda T tenha uma porção ascendente lenta e uma descendente rápida – onda T simétrica fala a favor de isquemia subendocárdica. RLVS – G4b T2 *1ª imagem: infra de segmento ST. 2ª imagem: infra de segmento ST com tendencia a inversão de onda T. 4ª imagem: onda S empastada (BRD). 5ª imagem: inversão de onda T. 6ª imagem: infra pequeno, porém com inversão de onda T. Isquemia – desequilíbrio entre a oferta e o consumo (aumento do consumo ou diminuição da oferta). *Infra em D1 e aVL (2 derivações contínguas). DII com infra, porém DIII e avF não. V2-V6 com infra. avR com supra. ECG DE GRAVIDADE – infra em 6 ou mais derivações + supra de avR. Fala a favor de lesão em tronco ou doença arterial múltipla. *Inversão de onda T em DI e avL. V3 – onda T plus minus. Sd. de Wellens → pensar em lesão de ADA proximal. RLVS – G4b T2 *DII, DIII e avF estão infradas. avR com supra. Infra em 8 derivações + avR com supra → ECG de alto risco. *V2 e V3 com leve supra – fisiológico. Não há infras. Logo, ECG normal. • Marcadores de necrose miocárdica: o Escolha: TROPONINA quantitativa ultrassensível (TnUs) – Troponina C, Troponina T e TROPONINA I ▪ Troponina ultrassensível (US) faz um diagnóstico mais cedo de injúria miocárdica. ▪ Troponina T pode estar presente na estrutura renal e por isso pode estar aumentada na DRC. ▪ Ideal é troponina I. o Se indisponibilidade de TnUS ou apenas há troponina qualitativa: dosar CPK e CKMB. ▪ CPK e CKMB não usa mais na rotina. Usa quando não tem troponina quantitativa. RLVS – G4b T2 ▪ CPK / CKMB massa (VR 25% macro-CK. Curva de 0 e 6 horas ▪ Troponina qualitativa = no resultado vem apenas reagente ou não reagente. ▪ CKBB, CKMM, CKMB o Avaliar tempo de sintomas (referência é 6h). Se > 6 horas de dor, 01 única dosagem de TnUS. Se 6h, dosa os marcadores em 0h e 6h. o A troponina permite diferenciar Angina instável x IAMSSST (necrose de cardiomiócitos → troponina elevada) o Injúria miocárdica aguda /crônica x IAM o Injúria miocárdica: elevação de troponina cardíaca acima do percentil 99. Injúria aguda se aumento >20% do valor basal da troponina / queda dos valores seriados. Obs.: Ou seja, CKMB/CPK – relação de 4 a 25% fala a favor de infartocoronariopatia; abaixo de 4% descarta infarto. TROPONINA ELEVADA NÃO É SINÔNIMO DE INFARTO. SOMENTE SIGNIFICA QUE HÁ INJÚRIA MIOCÁRDICA. Lembrar que dano miocárdico pode ocorrer na sepse. • IAMSSST: Elevação / queda de marcador de necrose miocárdica + 1 dos critérios o Troponina elevada (agudo) + • Tipos: • Tipo 1: espontâneo; placa ateromatosa rompe, ocorre formação de trombo com diminuição da perfusão. • Tipo 2: em paciente com FA de alta resposta, em choque séptico. • Tipo 3: paciente que tem clínico de dor anginosa e sofre PCR e morre. • Tipo 4: ocorre após angioplastia ou trombose de stent - Sinais e sintomas de isquemia miocárdica (CLÍNICA) OU - ECG sugestivo de isquemia / novas ondas Q patológicas OU - ECO – evidenciando cardiopatia segmentar / CATE RLVS – G4b T2 • Tipo 5: paciente que realizou cirurgia de revascularização miocárdica. Troponina 10x o valor normal. Evidências de isquemia – clínica do paciente, ECG com sinais de isquemia ou ECO com alterações. Tratamento: • Sala de emergência – MOV / Internação e estratificação de risco o O2 se sat O2 180x110 mmHg) ou congestão pulmonar. ▪ CI: PAS 75 anos); Ticagrelor (CI: AVCH, plaquetopenia, diálise, hepatopatas, atenção pneumopatas e bradicardia) ▪ Clopidogrel e Prasugrel inibem irreversivelmente o ADP. ▪ Ticagrelor inibe as plaquetas de modo reversível. É o melhor porque o paciente pode ir para cirurgia imediatamente se necessário (risco menor de sangramento). No caso dos outros inibidores de P2Y12, precisa interromper o uso por alguns dias antes de qualquer procedimento cirúrgico (clopidogrel5 dias; AAS 7 dias). RLVS – G4b T2 o Antagonista Glicoproteína IIb / IIIa (Tirofiban): administrado na sala hemodinâmica. Realizado em pacientes troponina alterada, uso DAPT e /ou alta carga de trombótica no CATE. • 2- Antitrombóticos: o Heparinas: ▪ HNF dose inicial 60 UI / Kg em bólus – máx 4000 UI. Manutenção de 12 UI / Kg EV. Realizar TTPa de 6/6 horas, manter entre 1,5 a 2,5. Priorizar em pacientes dialíticos, DRC, clearance creatinina 75 anos 0,75 mg / Kg SC de 12/12 horas. • Se ClCr 240 mseg, Bradiarritimias / BAV 2-3 grau, PAS 240 mseg, Bradiarritimias / BAV 2-3 grau, PAS 5, creatinina > 2,5 homens ou > 2,0 mulheres, ClCr 75 anos). Ticagrelor (CI: AVCH, plaquetopenia, diálise, hepatopatas, atenção pneumopatas e bradicardia) o Antagonista Glicoproteína IIb / IIIa (Tirofiban): sala hemodinâmica. Pacientes troponina alterada, uso DAPT e /ou alta carga de trombótica no CATE, slow or no reflow após angioplastia. • 2- Antitrombóticos: o Heparinas: ▪ HNF (angioplastia - dose inicial 100 UI / Kg – EV). TTPa 6/6 horas, manter entre TCA 250/350 s – sala hemodinâmica. Pacientes dialíticos, DRC clearance creatinina- BRD novo, até 12 horas do início dos sintomas pode trombolisar (se não houver CI absolutas). o Considerar CATE, pacientes com 12 a 48 horas de sintomas, se evidência clínica ou eletrocardiográfica de isquemia. o Angioplastia primária é escolha, com stents farmacológicos. o Mesmo trombólise com critérios de reperfusão, transferência para coronariografia após 2 a 24 horas pós fibrinolítico. ▪ Existe angioplastia de resgate caso o paciente continue apresentando dor mesmo após trombólise. o Choque cardiogênico + IAM: tratar lesão culpada o SCACSST: tratar de forma estagiada as demais lesões. o CRVM (cirurgia de revascularização do miocárdio): considerar se falha trombólise ou angioplastia; ou complicações mecânicas do IAM (ruptura de septo, de parede). RLVS – G4b T2 • A administração de fibrinolíticos deve ser realizado até 30 minutos do contato médico, se não houver contra-indicações, para pacientes com dor torácica sugestiva, com duração de > 20 minutos e 90 kg 50 mg EV. Uso pré hospitalar, menos sangramento o Alteplase – tPA: considerar peso e tempo de sintomas. Exemplo 6 horas. 2 frascos 50 mg. 15 mg EV bolus, 50 mg (0,75 mg /kg) em 30 min, 35 mg (0,5 mg /kg) em 60 min. Dose máx 100 mg ACIMA DE 12H não trombolisa o paciente. • Critérios de reperfusão: o Melhora da dor o Arritmias de reperfusão (RIVA, bloqueios de ramo, bradicardia sinusal) o Redução do supra > 50 % após 60 min o Pico precoce de marcadores de necrose miocárdica (por isso é importante pedir troponina) RLVS – G4b T2 *Saber as CI absolutas. No caso de suspeita de dissecção aórtica é importante realizar RX de tórax. • 4- Anti – isquêmicos: o Beta bloqueador: Todos os pacientes se não houver CI, 24 horas ▪ CI: iPR > 240 mseg, Bradiarritimias / BAV 2-3 grau, PAS 240 mseg, Bradiarritmias / BAV 2-3 grau, PAS 5 (hipercalemia), creatinina > 2,5 homens ou > 2,0 mulheres, ClCr