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Disciplina: Antropologia Jurídica 
Professor Dr. Luiz Carlos Carvalho de Oliveira 
Esse trabalho individual ou em dupla é a 1ª Nota 
Acadêmicos: ANA KAROLINE ASSUNÇÃO SALES e WAGNER GOMES 
VALES 
 
1ª NOTA da disciplina 
ATENÇÂO: As respostas estão no Texto Aprender Antropologia de Laplantine, 
nos Capítulos Introdução, Capítulos 1, 2, 3 e 4. 
 
As próximas questões são sobre o livro Aprender Antropologia Laplantine. 
1. O autor diz no final do Capítulo de Introdução que muitas sociedades 
contemporâneas vivem “mutações culturais” (pág.20 versão pdf). Ao que ele se 
refere? 
R- O estudo do homem inteiro: só pode ser considerada como antropológica uma abordagem 
integrativa que objetive levar em consideração as múltiplas dimensões do ser humano em 
sociedade. E há cinco áreas principais da antropologia, que mantém relações estreitas entre si. 
A antropologia biológica (ou física):consiste no estudo das variações dos caracteres biológicos 
do homem no espaço e no tempo. Antropologia pré-histórica: estudo do homem através dos 
vestígios materiais enterrados no solo. Antropologia linguística: estuda a linguagem e suas 
manifestações: literatura, tradição oral e, mais recentemente, mídias de massa. Antropologia 
psicológica: estuda os processos e o funcionamento do psiquismo humano. Antropologia social 
e cultural (ou etnologia): diz respeito a tudo que constitui uma sociedade: economia, técnicas, 
organização política e jurídica, sistemas de parentesco, sistemas de conhecimento, crenças 
religiosas, etc. Mas o estudo não objetiva o levantamento destes aspectos, e sim a 
compreensão da relação entre eles próprios e a sociedade. 
O estudo do homem em sua diversidade: Visando constituir os “arquivos” da humanidade em 
suas diferenças significativas, a antropologia inicialmente privilegiou as áreas de civilização 
exteriores à nossa. Apenas a distância em relação a nossa sociedade nos permite fazer esta 
descoberta: aquilo que tomávamos por natural em nós mesmos é, de fato, cultural. Daí 
decorre a necessidade, em antropologia, de um certo “estranhamento”, a perplexidade 
provocada pelo encontro das culturas que são para nós as mais distantes e cujo encontro vai 
levar a uma modificação do olhar que se tinha sobre si mesmo. Presos a uma única cultura, 
somos não apenas cegos à dos outros, mas míopes quando se trata da nossa. A experiência da 
alteridade leva-nos a ver aquilo que nem conseguiríamos imaginar, dada a dificuldade em fixar 
nossa atenção no que nos é habitual, familiar, cotidiano e que consideramos “evidente”. 
 
 
 
2. Ao que o autor se refere quando fala da figura do mau selvagem e do bom 
civilizado? Desenvolva essa noção do capítulo 1. 
R- O mau selvagem era designado por não ter uma sociedade organizada, não ter 
religião, leis, moral, considerados “bárbaros”(aparência física, nus ou vestidos de pele 
de animais, modo alimentar, comer carne crua ou qualquer ato de canibalismo) Assim, 
não ac r ed i t and o em D eus , n ã o tendo alma, não tendo acesso à linguagem, 
sendo assustadoramente feio e alimentando-se como um animal, o selvagem 
é apreendido nos modos de um bestiár i o . O bom civilizado é religioso, visa o 
bem do seu grupo e o benefício de todos. 
3. Ao que o autor se refere quando fala na da figura do bom selvagem e do mau 
civilizado? Desenvolva essa noção do capítulo 1. 
R- Já o bom selvagem, eram vistos como bons, por não terem contato com a civilização, 
por estarem perto e preservarem a natureza, viviam de um modo natural (vivendo na 
harmonia e na transparência). O mau civilizado é visto por não acreditar em 
nenhum deus, por ser pronto a massacrar seus semelhantes, até compartilhar suas 
mulheres (sejam elas sua mãe ou sua irmã, en t r e a s qu a i s e l es não f az i am 
d i fe r en ça , igualmente os bárbaros. 
4. No que consiste o “totemismo”? Essa noção está no capítulo 3. 
R- Feitas a partir de resultados de pesquisas de campo realizadas por outras pessoas, no 
caso viajantes, missionários, administradores das novas terras, se utilizando de 
instrumentos criados pelos cientistas que ficavam em sua metrópole se encarregando 
apenas de receber, estudar e interpretar as informações trazidas pelos intermediadores 
entre cientista e o objeto de pesquisa e, na falta de algum documento, os cientistas 
procuravam complementar apenas com suas intuições 
5. Comente as duas objeções (críticas) ao “evolucionismo” no capítulo 3. 
 
Ou seja, o ”arcaísmo” ou a ”primitividade” são menos fases da História do que a 
vertente simétrica e inversa da modernidade do Ocidente; o qual define o acesso 
entusiasmante à civilização em função dos valores da época: produção econômica, 
religião monoteísta, propriedade privada, família monogâmica, moral vitoriana. 
O pesquisador, efetuando de um lado a definição de seu objeto de pesquisa através do 
campo empírico das sociedades ainda não ocidentalizadas, e, de outro, identificando-se 
às vantagens da civilização à qual pertence, o evolucionismo aparece logo como a 
justificação teórica de uma prática: o colonialismo. 
6. Que crítica Boas elabora à noção de estágios evolutivo de Morgan? Desenvolva 
essa noção do capítulo 4 
 
Franz Boas faz uma crítica a antropologia cultural evolucionista do século XIX e mostra 
o perigo do pensamento evolucionista, primeiramente porque não utilizavam a pesquisa 
de campo como forma de entrar em contato com a realidade social, então essa realidade 
social e cultural não era uma informação coletada pelo próprio antropólogo, mas sim 
por meio de informantes que passavam um viés preconceituoso. 
O pensamento evolucionista preconiza uma forma de pensar, sentir e agir que toma 
como parâmetro a sua própria cultura como sendo a correta e a partir de uma analogia 
com a sua cultura, concebe as outras como inferiores. A teoria da evolução tem o papel 
de entender o quanto o homem tem uma única forma de habitar, ser e estar no mundo, é 
uma teoria que surge relacionada às teorias de Charles Darwin, aplicando as leis para 
entender a ação humana e compreender que é um processo de evolução que vai do 
estágio primitivo ao avançado, e que todos os povos devem passar pelo mesmos 
estágios de evolução. 
 
7. Que críticas e que contribuições Malinowski traz para a Antropologia como 
ciência? Desenvolva essa noção do capítulo 4. 
 
A principal contribuição de Malinowski à antropologia foi o desenvolvimento de um 
novo método de investigação de campo, cuja origem remonta à sua intensa experiência 
de pesquisa na Austrália, inicialmente com o povo Mailu (1915) e posteriormente com 
os nativos das Ilhas Trobriand (1915-16, 1917-18). 
Por um lado, o autor defende a importância do estudo etnográfico como parte 
constitutiva desse campo de conhecimento que começava a adquirir traços mais 
efetivos. Quando Malinowski se refere a etnografia, ele está falando, em seus termos, da 
descrição de “resultados empíricos e descritivos da ciência do homem” 
(MALINOWSKI, 1978, p.22). O autor defendia a necessidade de um trabalho que 
contemplasse todas as determinações presentes daquilo que se investigava: “sem 
dúvida, para que um trabalho etnográfico seja válido, é imprescindível que cubra a 
totalidade de todos os aspectos – social, cultural e psicológico – da comunidade” (1978, 
p.12). Por outro lado, Malinowski reconhecia as limitações impostas a esse tipo de 
estudo: “na etnografia, o autor é, ao mesmo tempo, o seu próprio cronista e historiador; 
suas fontes de informação são, indubitavelmente, bastante acessíveis, mas também 
extremamente enganosas e complexas.”

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