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Apostila de Direito Civil (Pessoa Jurídica): aborda constituição, tipos, domicílio, associações, fundações, organizações religiosas e partidos, sociedades, EIRELI, desconsideração, extinção e direitos de personalidade; traz resumo, mapas mentais, questões e gabaritos.

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DIREITO CIVIL
Pessoa Jurídica 
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerência de Produção de Conteúdo: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
240524339037
ANTÔNIO ALEX
Doutorando em Direito pelo UniCEUB; mestre pela UnB; bacharel em Direito e 
Engenharia Elétrica pela UnB. Possui licenciatura em Física; pós-graduação em 
Direito Notarial e Registral, Direito Processual Civil e Gestão Pública. Atua como 
advogado voluntário no Núcleo Cível de Tribunais Superiores da Defensoria Pública 
do DF. Servidor público federal aprovado em vários concursos públicos.
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para DAIANE LEMKE DOS SANTOS - 01289106231, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Direito Civil 
Pessoa Jurídica 
Antônio Alex
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Pessoa Jurídica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1. Conceito de Pessoa Jurídica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2. Constituição da Pessoa Jurídica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
3. Tipos de Pessoa Jurídica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
4. Domicílio da Pessoa Jurídica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
5. Associações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
6. Fundações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
7. Organizações Religiosas e Partidos Políticos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
8. Sociedades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
9. EIRELI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47
10. Desconsideração da Personalidade Jurídica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48
11. Extinção da Pessoa Jurídica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60
12. Direitos de Personalidade da Pessoa Jurídica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63
resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65
Mapas Mentais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69
Questões de Concurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73
Gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86
Gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87
referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 134
Anexo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 135
 
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Pessoa Jurídica 
Antônio Alex
APreSeNtAÇÃoAPreSeNtAÇÃo
Olá, querido(a) aluno(a), tudo bem?
Sou o professor Antônio Alex Pinheiro.
Sou graduado em Engenharia Elétrica e Direito pela UnB, com Mestrado também pela 
UnB, cursando atualmente o Doutorado em Direito pelo UniCeub. Possuo pós-graduação 
em Direito Processual Civil, em Direito Notarial e Registral e em Gestão Pública. Também 
finalizei o curso de graduação de licenciatura em Física.
Minha experiência com concursos públicos começou no ano de 2.003 e continua até então, 
nessa trajetória fui aprovado nos concursos públicos da Caixa Econômica Federal, Polícia 
Rodoviária Federal, Polícia Federal, Curso de Oficial da PMDF, professor da Secretaria de 
Educação do Distrito Federal, professor do Instituto Federal de Brasília e Anatel. Atualmente 
ocupo o cargo de Especialista em Regulação na Anatel. Recentemente logrei êxito na aprovação 
para o cargo de Notário e Registrador dos Tribunais de Justiça do Ceará, do Amazonas, do 
Paraná e de Santa Catarina, quando aprofundei meus estudos em relação ao Direito Civil. 
No concurso para o cargo de Notário ou Registrador, o conteúdo de Direito Civil tem um 
peso extremamente importante nas três fases: prova objetiva, prova discursiva e prova oral.
Desde o ano de 2015, exerço também a advocacia voluntária pela Defensoria Pública 
do DF na área de Direito Civil. Atualmente estou lotado no núcleo de Defensoria Pública do 
DF junto aos Tribunais Superiores, atividade que me trouxe grande aprendizado na área de 
Direito Civil. Como fruto de minhas pesquisas, recentemente também publiquei livros na 
área de Direito Civil. Assim, quero compartilhar minhas experiências adquiridas ao longo 
da minha vida para lhe auxiliar em seu processo de aprovação.
O nosso curso de Direito Civil foi elaborado sabendo que o concurseiro não dispõe 
de muito tempo disponível para seu estudo, com cada aula estrategicamente pensada e 
elaborada com os principais conceitos relacionados com o respectivo assunto para facilitar 
o entendimento e a fixação do conteúdo. Além do mais, tendo em vista a forte cobrança de 
lei seca em questões de Direito Civil, para economizar seu tempo, sempre farei menção aos 
artigos correspondentes ao conteúdo estudado. Assim, além de você entender o conceito 
estudado, vai saber como o assunto é disposto na respectiva redação da lei.
Ao final da aula, apresento uma lista de exercícios dos últimos anos que permitem 
a fixação do conteúdo estudado. Por fim, os esquemas e resumos das aulas trazem os 
principais pontos estudados em cada aula. Quanto aos mesmos, recomendo que sejam 
estudados entre os intervalos das aulas para facilitar a fixação do conteúdo.
Espero que você goste do que vamos estudar e do material a seguir. Por favor: material 
obrigatório! Então, fica ligado no curso GRAN. Estou esperando as dúvidas no Fórum do aluno!
 
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Além do mais, o art. 60 do Código Civil garante à minoria o poder de convocar a reunião 
dos órgãos deliberativos, entretanto, cabe ressaltar que é apenas a convocação para reunião, 
sendo que o quórum para decisão será o estabelecido no estatuto:
Art. 60. A convocação dos órgãos deliberativos far-se-á na forma do estatuto, garantido a 1/5 
(um quinto) dos associados o direito de promovê-la.
Também há previsão de exclusão do associado, entretanto, conforme previsão no art. 
57 do CC, somente ocorrerá em caso de ocorrência justa causa, que deverá ser apurada em 
processe instruído com a possibilidade de ampla defesa e contraditório. A justa causa pode 
ser a quebra da affectio societatis, por meio de desvirtuamento dos fins da associação, 
justificando a exclusão do associado:
Art. 57. A exclusão do associado só é admissível havendo justa causa, assim reconhecida em 
procedimento que assegure direito de defesa e de recurso, nos termos previstos no estatuto.
019. 019. (VUNESP/TJ-AL NOTÁRIO E REGISTRADOR/REMOÇÃO/2019) Determinada organização 
religiosa estabelece, em seu estatuto, a exclusão de modo automático de associado que se 
declarar agnóstico, sem necessidade de qualquer notificação ou procedimento. Diante disso,
a) a previsão estatuária é nula por não prever um procedimento que assegure direito de 
defesa e recurso.
b) a previsão estatuária é válida ante à ciência do associado ao ingressar no quadro associativo.
c) a previsão estatuária terá validade desde que estivesse grafada em letras maiores e em 
destaque no estatuto.
d) a previsão é inválida por não ser admissível, em nenhuma hipótese, a exclusão de associado 
de organização religiosa,
Conforme Artigo 57 do CC.
A exclusão do associado só é admissível havendo justa causa, assim reconhecida em procedimento 
que assegure direito de defesa e de recurso, nos termos previstos no estatuto.
Letra a.
Além do mais, segundo o Inciso XX, do art. 5º, da Constituição Federal, o associado 
possui o direito de se retirar da associação a qualquer tempo, desta forma, o associado 
não poderá ser obrigado a permanecer filiado à entidade:
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Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos 
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, 
à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
XX – ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado;
Por fim, em caso de dissolução da sociedade, o Código Civil trouxe previsão de destinação 
dos bens da associação dissolvida, desta forma, os bens remanescentes devem ser destinados 
à entidade de fins não econômicos designada no estatuto ou, então, em caso de omissão por 
deliberação dos associados, à instituição municipal, estadual ou federal, de fins idênticos 
ou semelhantes:
Art. 61. Dissolvida a associação, o remanescente do seu patrimônio líquido, depois de deduzidas, 
se for o caso, as quotas ou frações ideais referidas no parágrafo único do art. 56, será destinado 
à entidade de fins não econômicos designada no estatuto, ou, omisso este, por deliberação dos 
associados, à instituição municipal, estadual ou federal, de fins idênticos ou semelhantes.
020. 020. (FCC/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO/2022) A Defensoria Pública do 
Mato Grosso foi procurada por uma comunidade denominada “Paconezinho” que reside em 
bairro ocupado há anos, sem a devida regularização de propriedade. Os usuários pretendem 
criar uma associação de moradores para defender seus direitos e buscaram orientações a 
respeito do regime jurídico da aludida modalidade de pessoa jurídica, a qual
a) garante a transferência automática da condição de associado aos herdeiros do associado 
falecido, independentemente de previsão estatutária.
b) é dispensada legalmente de elaborar estatuto social.
c) não admite a instituição de associados com vantagens especiais, pois todos devem ter 
direitos iguais.
d) admite a exclusão de associado sem justa causa, desde que reconhecida em procedimento 
que assegure direito de defesa e de recurso.
e) constitui-se pela união de pessoas que se organizam para fins não econômicos, inexistindo, 
entre os associados, direitos e obrigações recíprocas.
a) Errada. Conforme art. 56, do CC: “A qualidade de associado é intransmissível, se o estatuto 
não dispuser o contrário.”
b) Errada. Conforme art. 54, do CC:
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Sob pena de nulidade, o estatuto das associações conterá:
I – a denominação, os fins e a sede da associação;
II – os requisitos para a admissão, demissão e exclusão dos associados;
III – os direitos e deveres dos associados;
IV – as fontes de recursos para sua manutenção;
V – o modo de constituição e de funcionamento dos órgãos deliberativos; (Redação dada pela 
Lei n. 11.127, de 2005)
VI – as condições para a alteração das disposições estatutárias e para a dissolução.
VII – a forma de gestão administrativa e de aprovação das respectivas contas. (Incluído pela Lei 
n. 11.127, de 2005)
c) Errada. Conforme art. 55, do CC: “Os associados devem ter iguais direitos, mas o estatuto 
poderá instituir categorias com vantagens especiais.”
d) Errada. Conforme art. 57, do CC: “A exclusão do associado só é admissível havendo justa 
causa, assim reconhecida em procedimento que assegure direito de defesa e de recurso, 
nos termos previstos no estatuto.”
e) Certa. Conforme art. 53 do CC: “Constituem-se as associações pela união de pessoas 
que se organizem para fins não econômicos.”
Letra e.
021. 021. (FGV/OAB UNIFICADO/NACIONAL/XXXVI EXAME/2022) João Paulo, Thiago, Ana e Tereza, 
amigos de infância, consultam um advogado sobre a melhor forma de, conjuntamente, 
desenvolverem atividade com o propósito de auxiliar na educação formal de jovens de uma 
comunidade da cidade ABC.
Os amigos questionam se deveriam constituir uma pessoa jurídica para tal fim e informam ao 
advogado que gostariam de participar ativamente da administração e do desenvolvimento 
das atividades de educação. Além disso, os amigos concordam que a referida pessoa jurídica 
a ser constituída não deve ter finalidade lucrativa.
Diante do cenário hipotético narrado, o advogado(a) deverá indicar
a) a necessidade de constituição de uma associação e alertar aos amigos que o custeio da 
referida associação deverá ser arcado por eles, tendo em vista a ausência de finalidade 
lucrativa.
b) a necessidade de constituição de uma associação que poderá desenvolver atividade 
econômica, desde que a totalidade dos valores auferidos seja revertida para a própria 
associação.
c) a constituição de uma fundação, porque é a modalidade mais adequada para que os 
amigos possam participar ativamente da administração e das atividades de educação.
d) a constituição de uma fundação e alertar aos amigos que o custeio da referida fundação 
deverá ser arcado por eles, tendo em vista a ausência de finalidade lucrativa e a impossibilidade 
de aportes financeiros por outraspessoas que não pertencem à fundação.
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a) Errada. Embora as associações não possuam fins econômicos, podem elas desenvolver 
atividade econômica, conforme entendimento da doutrina (Enunciado 534, CJF/STJ). Dessa 
forma, ao contrário do que consta da assertiva, não necessariamente os interessados em 
constituir referida pessoa jurídica deverão arcar com o seu custeio, podendo os recursos 
virem de uma atividade desenvolvida pela associação – desde que desprovida de finalidade 
lucrativa – ou de outra fonte prevista no respectivo estatuto, conforme arts. 53, caput, e 
54, IV, do Código Civil:
Art. 53. Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não 
econômicos. Parágrafo único. Não há, entre os associados, direitos e obrigações recíprocos. [...]
Art. 54. Sob pena de nulidade, o estatuto das associações conterá: [...]
IV – as fontes de recursos para sua manutenção.
b) Certa. É o entendimento que prevalece na doutrina, consoante Enunciado 534 do CJF/STJ:
JURISPRUDÊNCIA
As associações podem desenvolver atividade econômica, desde que não haja finalidade 
lucrativa.
Dessa forma, como não poderá haver finalidade lucrativa, os recursos provenientes da 
atividade econômica desenvolvida deverão ser revertidos integralmente para a própria 
associação. Sobre o tema, leciona Carlos Roberto Gonçalves (Direito civil brasileiro, volume 
1: parte geral. 15. ed. [livro eletrônico]. São Paulo: Saraiva, 2017): A circunstância de uma 
associação eventualmente realizar negócios para manter ou aumentar o seu patrimônio, sem, 
todavia, proporcionar ganhos aos associados não a desnatura, sendo comum a existência 
de entidades recreativas que mantêm serviço de venda de refeições aos associados, de 
cooperativas que fornecem gêneros alimentícios e conveniências a seus integrantes, bem 
como agremiações esportivas que vendem uniformes, bolas etc. aos seus componentes. A 
redação do retrotranscrito art. 53, ao referir-se a “fins não econômicos”, é imprópria, pois 
toda e qualquer associação pode exercer ou participar de atividades econômicas. O que 
deve ser vedado é que essas atividades tenham finalidade lucrativa.
c) Errada. Não há impedimento para que os instituidores da associação participem ativamente 
da administração e das atividades de educação desenvolvidas, o que deverá vir previsto no 
estatuto, conforme art. 54, I, III e VII, CC:
Art. 54. Sob pena de nulidade, o estatuto das associações conterá:
I – a denominação, os fins e a sede da associação; [...]
III – os direitos e deveres dos associados; [...]
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VII – a forma de gestão administrativa e de aprovação das respectivas contas. Desse modo, 
ainda que a constituição de uma fundação seja igualmente adequada à finalidade almejada, 
não há óbice para que os amigos constituam uma associação e nela participem ativamente da 
administração e das atividades educacionais desenvolvidas.
d) Errada. Embora, em tese, João Paulo, Thiago, Ana e Tereza pudessem, por ato inter vivos 
(escritura pública), constituir uma fundação para finalidade educacional (art. 62, parágrafo 
único, III, CC), não é correto afirmar que a pessoa jurídica não poderá receber aportes 
financeiros de pessoas não pertencentes à fundação, o que poderá vir discriminado no ato 
constitutivo ou no respectivo estatuto.
Letra b.
6 . FUNDAÇÕeS6 . FUNDAÇÕeS
Fundações também são pessoas jurídicas de direito privado, entretanto, diferentemente 
das associações e sociedades, as fundações são resultantes da afetação de um patrimônio, 
instituídas por escritura pública ou por testamento, que adquire personalidade civil para 
a realização de finalidade ideal ou não econômica:
Art. 62. Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura pública ou testamento, 
dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina, e declarando, se quiser, a 
maneira de administrá-la.
022. 022. (RBO/PREF. MONGAGUÁ PROCURADOR MUNICIPAL/2022) Com relação às pessoas 
jurídicas, assinale a alternativa correta.
a) A pessoa jurídica estrangeira não poderá funcionar no Brasil sem a autorização do 
Congresso Nacional.
b) As pessoas jurídicas de direito público são regulamentadas pela Lei de Licitações, mesmo 
se tiverem estrutura de direito privado.
c) As autarquias são pessoas jurídicas de direito público interno, diferentemente das 
associações públicas.
d) As fundações são pessoas jurídicas que se tratam do conjunto de bens arrecadados com 
finalidade e interesse social.
a) Errada. A autorização é dada pelo Poder Executivo (não pelo Congresso Nacional). Vejamos:
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Art. 1.134. A sociedade estrangeira, qualquer que seja o seu objeto, não pode, sem autorização 
do Poder Executivo, funcionar no País, ainda que por estabelecimentos subordinados, podendo, 
todavia, ressalvados os casos expressos em lei, ser acionista de sociedade anônima brasileira.
b) Errada. As pessoas jurídicas de direito público são regulamentadas pelo art. 41 do CC:
Art. 41. São pessoas jurídicas de direito público interno:
I – a União;
II – os Estados, o Distrito Federal e os Territórios;
III – os Municípios;
IV – as autarquias, inclusive as associações públicas; (Redação dada pela Lei n. 11.107, de 2005) 
V – as demais entidades de caráter público criadas por lei.
Parágrafo único. Salvo disposição em contrário, as pessoas jurídicas de direito público, a que se 
tenha dado estrutura de direito privado, regem-se, no que couber, quanto ao seu funcionamento, 
pelas normas deste Código.
c) Errada. Tanto as autarquias quanto as associações públicas são pessoas jurídicas de 
direito público interno. Vejamos:
Art. 41. São pessoas jurídicas de direito público interno: (...)
IV – as autarquias, inclusive as associações públicas.
d) Certa. A assertiva está de acordo com o seguinte dispositivo do Código Civil. Vejamos:
Art. 62, do CC: Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura pública ou testamento, 
dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina, e declarando, se quiser, a 
maneira de administrá-la.
Parágrafo único. A fundação somente poderá constituir-se para fins de:
Letra d.
Para instituição da fundação são necessários 2 elementos fundamentais: o fim e o 
patrimônio.
Em relação aos fins, as fundações são criadas para os fins previstos no parágrafo único 
do art. 62 do CC, que são de assistência social, cultura, defesa e conservação do patrimônio 
histórico e artístico, educação, saúde, e outros, Cabe ressaltar que o rol destes fins não é 
exaustivo, sendo possível a criação de fundações com fim diferente, desde que não tenha 
finalidade lucrativa.
Quanto ao patrimônio, os bens destinados à instituição da fundação devem ser livres e 
desembaraçados, cabe ressaltar, conforme o art. 63 do CC, que em caso de insuficiência dos 
bens afetados, os mesmos serão se de outro modo não dispuser o instituidor, incorporados 
em outra fundação que se proponha a fim igual ou semelhante.
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O processo de constituição da fundação envolve 04 (quatro) fases: Ato de Instituição, 
Elaboração do Estatuto, Aprovação do Estatuto e Registro.
O Ato de instituição ocorre com a afetação de bens livres, por meio de uma escritura 
pública ou por testamento, para a execução de fins não lucrativos. Os bens podem ser móveis 
ou imóveis, mas aptos a produzir rendas ou serviços contribuindo para que a fundação atinja 
seus fins. Portanto, a fundação é um patrimônio afetado por meio de escritura pública 
ou testamento, para finalidade não econômica, cujo estatuto é registrado no Cartório de 
Registro Civil de Pessoas Jurídicas (RCPJ):
FINALIDADE NÃO ECONÔMICA 
RCPJ (MP)
Estatuto
PATRIMÔNIO AFETADO por Escritura Pública ou 
Testamento
FUNDAÇÃO
Em seguida, ocorre a Elaboração do Estatuto, cabendo àqueles a quem o instituidor 
cometer a aplicação do patrimônio, ou ao Ministério Público, no caso de o estatuto não 
ser elaborado no prazo determinado ou em 180 (cento e oitenta dias), não havendo prazo 
determinado:
Art. 65. Aqueles a quem o instituidor cometer a aplicação do patrimônio, em tendo ciência do 
encargo, formularão logo, de acordo com as suas bases (art. 62), o estatuto da fundação projetada, 
submetendo-o, em seguida, à aprovação da autoridade competente, com recurso ao juiz.
Parágrafo único. Se o estatuto não for elaborado no prazo assinado pelo instituidor, ou, não 
havendo prazo, em cento e oitenta dias, a incumbência caberá ao Ministério Público.
A terceira fase se refere à Aprovação do Estatuto, cabendo ao Ministério Público Estadual 
ou ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios a incumbência de aprová-lo, 
podendo inclusive propor alterações no estatuto. Caso a atividade da fundação se estenda 
por mais de uma unidade da federação, caberá manifestação de cada um dos órgãos do 
Ministério Público estadual.
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Da manifestação do Ministério Público, cabe recurso para o juizado de primeiro grau. 
Caso o Estatuto seja elaborado pelo Ministério Público, caberá ao juizado de primeiro grau 
proceder à aprovação do estatuto, havendo possibilidade de recurso para a segunda instância.
Por fim, na quarta fase ocorre o registro do estatuto no Registro Civil de Pessoas 
Jurídicas (RCPJ), sendo o ato necessário para constituir a pessoa jurídica fundação, ou seja, 
determina o início da existência legal da fundação.
023. 023. (FGV/DEFENSOR PÚBLICO DO ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL/2022/XVIII) Juliano 
viveu uma vida de excessos e se preocupa em dar um fim útil ao considerável conjunto de 
bens que amealhou durante a sua vida. Por isso, deseja que, após a sua morte, 20% dos seus 
bens sejam destinados à instituição de uma fundação para fins de defesa, conservação e 
promoção do meio ambiente dos povos ribeirinhos.
A partir disso, é correto afirmar que:
a) se insuficientes para instituir a fundação, os bens deixados por Juliano deverão retornar 
ao monte a ser inventariado, a fim de que se faça a partilha.
b) para alterar o estatuto da fundação, a reforma deve ser deliberada por 2/3 dos competentes 
para gerir e representá-la e não desvirtuar ou contrariar o seu fim.
c) se o estatuto não for elaborado no prazo assinado pelo instituidor, ou, não havendo 
prazo, em 180 dias, a incumbência caberá ao Ministério Público.
d) tornando-se inútil, impossível ou ilícita a finalidade a que visa a fundação, ou vencido o 
prazo da sua existência, o juiz lhe promoverá a extinção, incorporando o seu patrimônio a 
outra fundação.
a) Errada. Sendo insuficiente o patrimônio deixado por Juliano para instituição da fundação, e 
inexistindo disposição do fundador acerca da destinação em tal hipótese, será ele incorporado 
em outra fundação que se proponha a fim igual ou semelhante, nos termos do art. 63, CC:
Art. 63. Quando insuficientes para constituir a fundação, os bens a ela destinados serão, se de 
outro modo não dispuser o instituidor, incorporados em outra fundação que se proponha a fim 
igual ou semelhante.
b) Errada. Além dos requisitos constantes da assertiva, faz-se necessária a aprovação pelo 
MP, no prazo máximo de 45 (quarenta e cinco) dias, consoante art. 67, CC:
Art. 67. Para que se possa alterar o estatuto da fundação é mister que a reforma:
I – seja deliberada por dois terços dos competentes para gerir e representar a fundação;
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II – não contrarie ou desvirtue o fim desta;
III – seja aprovada pelo órgão do Ministério Público no prazo máximo de 45 (quarenta e cinco) dias, 
findo o qual ou no caso de o Ministério Público a denegar, poderá o juiz supri-la, a requerimento 
do interessado.
c) Certa. É a previsão do parágrafo único do art. 65 do CC:
Art. 65. Aqueles a quem o instituidor cometer a aplicação do patrimônio, em tendo ciência do 
encargo, formularão logo, de acordo com as suas bases (art. 62), o estatuto da fundação projetada, 
submetendo-o, em seguida, à aprovação da autoridade competente, com recurso ao juiz.
Parágrafo único. Se o estatuto não for elaborado no prazo assinado pelo instituidor, ou, não 
havendo prazo, em cento e oitenta dias, a incumbência caberá ao Ministério Público.
d) Errada. A extinção da fundação deve ser promovida pelo MP ou qualquer interessado, e 
não pelo juiz, consoante art. 69, CC:
Art. 69. Tornando-se ilícita, impossível ou inútil a finalidade a que visa a fundação, ou vencido o 
prazo de sua existência, o órgão do Ministério Público, ou qualquer interessado, lhe promoverá a 
extinção, incorporando-se o seu patrimônio, salvo disposição em contrário no ato constitutivo, ou 
no estatuto, em outra fundação, designada pelo juiz, que se proponha a fim igual ou semelhante.
Letra c.
Conforme já brevemente relatado, a fiscalização de fundações compete ao Ministério 
Público do Estado onde estiver instalada a fundação, caso a atividade se estenda a mais uma 
unidade da federação, a fiscalização caberá a cada um deles. A fiscalização do Ministério 
Público ocorre para que não seja desvirtuado o fim da fundação, que são criadas para fins 
não lucrativos:
Art. 66. Velará pelas fundações o Ministério Público do Estado onde situadas
§ 1º Se funcionarem no Distrito Federal ou em Território, caberá o encargo ao Ministério Público 
do Distrito Federal e Territórios.
§ 2º Se estenderem a atividade por mais de um Estado, caberá o encargo, em cada um deles, ao 
respectivo Ministério Público.
Quanto à alteração do estatuto da fundação, conforme art. 67, o Código Civil estabelece 
que qualquer alteração deverá ser submetida à aprovação do Ministério Público, há necessidade 
quórum adequado, bem como, não pode existir o desvirtuamento da finalidade da fundação:
Art. 67. Para que se possa alterar o estatuto da fundação é mister que a reforma:
I – seja deliberada por dois terços dos competentes para gerir e representar a fundação;
II – não contrarie ou desvirtue o fim desta;
III – seja aprovada pelo órgão do Ministério Público, e, caso este a denegue, poderá o juiz supri-
la, a requerimento do interessado.
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III – seja aprovada pelo órgão do Ministério Público no prazo máximo de 45 (quarenta e cinco) dias, 
findo o qual ou no caso de o Ministério Público a denegar, poderá o juiz supri-la, a requerimento 
do interessado.
Em relação ao fim da Fundação, conforme o Código Civil, existem 2 (duas) hipóteses 
de extinção: tornando-se ilícita, impossível ou inútil a finalidade a que visa a fundação ou 
vencido o prazo de sua existência.
Art. 69. Tornando-se ilícita, impossível ou inútil a finalidade a que visa a fundação, ou vencido o 
prazo de sua existência, o órgão do Ministério Público, ou qualquer interessado, lhe promoverá a 
extinção, incorporando-se o seu patrimônio, salvo disposição em contrário no ato constitutivo, ou 
no estatuto, em outra fundação, designada pelo juiz, que se proponha a fim igual ou semelhante.
O processo de extinção deve ser promovido por qualquer interessado ou pelo Ministério 
Público, que devem velar inclusive pela destinação do patrimônio remanescente, conforme 
ato constitutivo. Caso não exista previsão de destinação, devem velar pela incorporação do 
patrimônio em outra fundação, designada pelo juiz, que se proponha a fim igual ou semelhante.
024. 024. (FGV/ AUDITOR FEDERAL DE CONTROLE EXTERNO TCU/CONTROLE EXTERNO/AUDITORIA 
GOVERNAMENTAL/2022) Adauto instituiu por testamento fundação com fins de promoção 
de educação de jovens carentes de São Paulo e, para tal, realizou a dotação de bens livres com 
a parte disponível de sua herança. Quando ele faleceu, o estatuto foi elaborado, aprovado 
pelo Ministério Público e inscrito no órgão competente. A fundação começou a funcionar, mas 
agora, depois de um ano de funcionamento, precisará realizar alterações no seu estatuto.
A reforma, além de deliberada por dois terços dos competentes para gerir e representar a 
fundação e não contrariar ou desvirtuar o fim da fundação, deve ser:
a) aprovada expressamente pelo órgão do Ministério Público dentro do prazo legal, descabido 
o suprimento judicial em caso de denegação ou ausência de manifestação.
b) aprovada pelo órgão do Ministério Público, expressa ou tacitamente (pelo decurso dentro 
do prazo legal sem manifestação), descabido o suprimento judicial.
c) aprovada pelo órgão do Ministério Público e, se ele denegar ou não se manifestar no 
prazo legal, poderá o juiz supri-la a requerimento do interessado.
d) aprovada expressamente pelo órgão do Ministério Público, sendo cabível suprimento 
judicial somente no caso de ele não se manifestar no prazo legal.
e) aprovada pelo órgão do Ministério Público, expressa ou tacitamente (pelo decurso 
dentro do prazo legal sem manifestação), sendo cabível suprimento judicial somente no 
caso de denegação.
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a) Errada. É permitido o suprimento judicial, a requerimento do interessado, quando o 
Ministério Público não se manifestar no prazo legal ou denegar a aprovação (art. 67, III, 
Código Civil).
b) Errada. A aprovação da alteração do estatuto exige manifestação expressa do Ministério 
Público; não se admite aprovação tácita.
c) Certa. A reforma do estatuto da fundação, além de deliberada por dois terços dos 
competentes para gerir e representar a fundação e não contrariar ou desvirtuar o fim da 
fundação, deve ser aprovada pelo órgão do Ministério Público e, se ele denegar ou não se 
manifestar no prazo legal, poderá o juiz supri-la a requerimento do interessado, conforme 
determina o art. 67 do Código Civil.
Art. 67. Para que se possa alterar o estatuto da fundação é mister que a reforma:
I – seja deliberada por dois terços dos competentes para gerir e representar a fundação;
II – não contrarie ou desvirtue o fim desta;
III – seja aprovada pelo órgão do Ministério Público no prazo máximo de 45 (quarenta e cinco) dias, 
findo o qual ou no caso de o Ministério Público a denegar, poderá o juiz supri-la, a requerimento 
do interessado. (Redação dada pela Lei n. 13.151, de 2015)
d) Errada. O suprimento judicial é cabível no caso do Ministério Público não se manifestar 
no prazo legal ou quando a aprovação do estatuto for denegada (art. 67, III, Código Civil).
e) Errada. Não se admite aprovação tácita e o suprimento judicial é cabível também no caso 
do Ministério Público não se manifestar no prazo legal (art. 67, III, Código Civil).
Letra c.
7 . orGANiZAÇÕeS reliGioSAS e PArtiDoS PolÍtiCoS7 . orGANiZAÇÕeS reliGioSAS e PArtiDoS PolÍtiCoS
Com a promulgação da Lei n. 10.825/03, que alterou o Código Civil de 2002, as organizações 
religiosas e os partidos políticos foram incluídos como pessoas jurídicas autônomas.
A justificativa para inclusão das organizações religiosas como pessoa jurídica autônoma 
estava no fato de possuírem características de associação e também de sociedade. Por um 
lado, não possuem fins econômicos, entretanto, as práticas perpetradas reúnem situações 
que remetem a existência de direitos e obrigações.
Desta forma, a solução encontrada foi a inserção das organizações religiosas como 
pessoas jurídicas próprias, compondo o Inciso IV do art. 44 do CC:
Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:
I – as associações;
II – as sociedades;
III – as fundações.
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IV – as organizações religiosas;
V – os partidos políticos.
Já em relação aos partidos políticos, também não possuem fins econômicos, apresentando 
objetivos específicos de natureza política. Desta forma, não podem ser associações, 
fundações ou sociedade, isto porque não possuem fim cultural, assistencial, educacional, 
religioso ou moral.
Algumas das disposições específicas dos partidos políticos inclusive estão previstas no 
texto constitucional, como a possibilidade de criação, fusão, incorporação e extinção de 
partidos políticos, respeitando a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, 
os direitos fundamentais da pessoa humana, o caráter nacional, a proibição de recebimento 
de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes, a 
prestação de contas à Justiça Eleitoral, o acesso a recursos do fundo partidário e a vedada 
à utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar.
Em relação ao registro, os partidos políticos se submetem a regras particulares, sendo 
que inicialmente os partidos políticos devem submeter o seu estatuto a registro no Cartório 
de Registro Civil de Pessoas Jurídica, adquirindo desta forma personalidade jurídica.
Em seguida, os partidos devem submeter o registro de seu estatuto ao Tribunal Superior 
Eleitoral, sendo um requisito obrigatório para que o partido possa participar do processo 
eleitoral, receber recursos do Fundo Partidário e ter acesso gratuito ao rádio e à televisão.
Desta forma, diante das disposições específicas que se aplicam aos partidos políticos, 
os partidos políticos adquiriram personalidade jurídica autônoma no Código Civil de 2002. 
Assim, os partidos políticos são constituídos com objetivos de natureza política, com fins 
não econômicos, cujo estatuto é registrado inicialmente no Cartório de Registro Civil de 
Pessoas Jurídicas (RCPJ), sendo, posteriormente,registrado no Tribunal Superior Eleitoral:
registro sucessivo no TSE
Registro inicial do estatuto no RCPJ
Fins não econômicos
OBJETIVOS DE NATUREZA POLÍTICA
PARTIDOS POLÍTICOS
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025. 025. (INSTITUTO AOCP/MPE-RS/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO/DIREITO CLASSE A/2021/
ADAPTADA) Em relação às pessoas jurídicas, julgue o item:
Em relação aos partidos políticos, tem-se que estes possuem peculiaridades tão próprias 
e específicas que geram a necessidade de serem tratados como sui generis, não podendo 
ser classificados como pessoa jurídica de direito público ou privado, mas sim pessoa jurídica 
de singularidade não classificada.
Nos termos do art. 44 do CC, os partidos políticos são pessoas jurídicas de direito privado.
Errado.
026. 026. (INSTITUTO AOCP/MPE-RS/ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO/DIREITO CLASSE A/2021/
ADAPTADA) Em relação às pessoas jurídicas, julgue o item:
Os partidos políticos são classificados como pessoa jurídica de direito transitório com fins 
motivados, sendo tratados em legislação esparsa relativa à administração pública, sendo 
que, em que pese o Código Civil Brasileiro não trazer normativas quanto a tais pessoas 
jurídicas, considera aplicável aos partidos políticos as disposições relativas à desconsideração 
da personalidade jurídica.
Nos termos do art. 44 do CC, os partidos políticos são pessoas jurídicas de direito privado.
Errado.
8 . SoCieDADeS8 . SoCieDADeS
Sociedade constitui a reunião de pessoas, para um ou mais negócios determinados, que 
reciprocamente se obrigam a contribuir, com bens ou serviços, para o exercício de atividade 
econômica e a partilha, entre si, dos resultados, conforme art. 981 do CC:
Art. 981. Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir, 
com bens ou serviços, para o exercício de atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados.
Parágrafo único. A atividade pode restringir-se à realização de um ou mais negócios determinados
O assunto relacionado com as Sociedades não será aprofundado neste tópico porque 
se trata de um conteúdo pertinente à disciplina de Direito Empresarial. Entretanto, serão 
abordadas algumas noções para adequada compreensão do tema.
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Assim, se o objetivo da pessoa é empreender atividade econômica, visando perseguir 
atividade lucrativa, o que ela deve constituir é uma SOCIEDADE. As sociedades são formadas 
por meio de um contrato social.
Conforme o art. 982 do CC, as sociedades podem ser classificadas em SIMPLES e 
EMPRESÁRIAS:
Art. 982. Salvo as exceções expressas, considera-se empresária a sociedade que tem por objeto 
o exercício de atividade própria de empresário sujeito a registro (art. 967); e, simples, as demais.
Parágrafo único. Independentemente de seu objeto, considera-se empresária a sociedade por 
ações; e, simples, a cooperativa.
Cabe ressaltar que tanto a sociedade simples como a empresária visam ao lucro. 
Entretanto, a sociedade simples, em regra, tem como atividade principal aquelas de natureza 
intelectual, científica, literária ou artística, inclusive com o concurso de auxiliares ou 
colaboradores, em que a pessoa do sócio é indispensável para o exercício da atividade, ou 
seja, marcada pela pessoalidade.
Desta forma, caso esporadicamente exerçam algum ato de natureza empresarial, não 
é suficiente para modificar a natureza desta sociedade. O registro da sociedade simples é 
realizado no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas, não se submetendo à legislação de 
falência e recuperação judicial. Exemplo: um jovem abre uma escola para ensinar a tocar violão.
Por outro lado, a sociedade empresária tem como atividade principal o exercício de 
atividade própria de empresário, nos termos do art. 966 do CC, o qual considera empresário 
quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a 
circulação de bens ou de serviços. Enquanto a sociedade simples é marcada pela pessoalidade, 
a sociedade empresária é caracterizada pela impessoalidade, ou seja, a pessoa do sócio não 
é indispensável para atividades da sociedade.
O registro da sociedade empresária é realizado na Junta Comercial, inclusive se 
submetendo à legislação de falência e recuperação judicial. Exemplo: um supermercado.
SOCIEDADE
REUNIÃO DE PESSOAS (art. 981 CC)
Contribuição com bens e serviços, 
exercício de Atividade Econômica
Partilha, ente si, dos resultados
Com registro do contrato social no 
RCPJ (simples) ou Junta Comercial 
(Empresária)
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9 . eire9 . eirelili
Nos termos da antiga redação do art. 44 do CC, a EIRELI não era propriamente uma 
sociedade, mas uma pessoa jurídica unipessoal com responsabilidade limitada ao seu capital 
social. Através da EIRELI é possível constituir uma pessoa jurídica por uma ÚNICA pessoa 
física, com responsabilidade limitada.
Anteriormente, já havia o chamado empresário individual, que é a pessoa física que 
se inscreve e se registra na Junta Comercial como empresário, sendo que as dívidas por 
ele assumidas recaíam sobre o seu patrimônio pessoal, isto porque a responsabilidade do 
empresário individual é ilimitada.
Diante desta problemática, as pessoas constituíam as chamadas sociedades de fachada, 
na qual a atividade era exercida por uma única pessoa, entretanto, convidava outra pessoa 
para fazer parte da sociedade somente para proteger o patrimônio pessoal das dívidas 
empresariais, isto porque na sociedade limitada responsabilidade está limitada ao capital 
social integralizado. Assim, para resolver esta problemática, a Lei n. 12.441/2011 alterou o 
Código Civil, incluindo a empresa individual de responsabilidade limitada como uma pessoa 
jurídica de direito privado (EIRELI).
Os requisitos para a criação da EIRELI estavam previstos no art. 980 A do CC, revogados 
pela lei n. 14.382/2022, que estabelecia, dentre outras coisas, totalidade do capital social 
devidamente integralizado e desde que não seja inferior a 100 (cem) vezes o maior salário 
mínimo vigente no país, o nome empresarial deverá ser formado pela inclusão da expressão 
“EIRELI”, a pessoa natural que constituir empresa individual de responsabilidade limitada 
somente poderá figurar em uma única empresa dessa modalidade e deve ser aplicar à 
EIRELI as regras previstas para as sociedades limitadas, inclusive a desconsideração da 
personalidade jurídica:
Art. 980-A. A empresa individual de responsabilidade limitada será constituída por uma única 
pessoa titular da totalidade do capital social, devidamente integralizado, que não será inferior 
a 100 (cem) vezes o maior salário-mínimo vigente no País.
Com a recente lei n. 13.874/2019 (lei de liberdade econômica), passou a der admitida 
no ordenamento brasileiro a SOCIEDADE LIMITADA UNIPESSOAL, de um sócio proprietário, 
sem ter seus bens pessoais atrelados às dívidas da empresa:
Art. 1.052. Na sociedade limitada, a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas 
quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social.§ 1º A sociedade limitada pode ser constituída por 1 (uma) ou mais pessoas. (Incluído pela Lei 
n. 13.874, de 2019)
§ 2º Se for unipessoal, aplicar-se-ão ao documento de constituição do sócio único, no que couber, 
as disposições sobre o contrato social. (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
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Essa importante mudança no direito empresarial, veio resolver um problema que afetava 
muitas sociedades. Até então, a sociedade limitada poderia exercer suas atividades com 
um único sócio, em caráter incidental e temporário, tão somente pelo prazo de 180 dias, 
em conformidade com o artigo 1033, IV, do Código Civil. Nos casos de retirada, de exclusão 
ou morte dos demais sócios, se a sociedade não fosse reconstituída no prazo de 180 dias, 
ela seria dissolvida por falta de pluralidade de sócios. Dentro dessa hipótese, ela precisaria 
ser reestruturada pela admissão de novos sócios, ou por sua transformação em Empresa 
Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI), sob pena de dissolução legal. Todavia, para 
a transformação de uma sociedade em EIRELI é preciso observar duas importantes exigências 
específicas relativas ao seu capital social, que deve ser totalmente integralizado no momento 
de sua constituição; e, ser superior ao limite mínio de 100 salários-mínimos (artigo 980-A, 
do Código Civil). Esses dois fatores eram bastante impactantes na continuidade da atividade 
empresarial, tendo em vista o prazo exíguo de 180 dias para sua reconstituição. No entanto, 
com a criação da sociedade limitada unipessoal, essas questões foram solucionadas, pois, 
diferentemente da EIRELI, em que se exige o capital social mínimo de 100 salários-mínimos, 
e sua integralização total, a sociedade limitada unipessoal pode ser aberta com capital 
social de qualquer valor, por exemplo, de R$ 1.000,00.
Em seguida, foi publicada a lei n. 14.195/2021, estabelecendo o fim das Empresas 
Individuais de Responsabilidade Limitada (EIRELI), isso, porque, entendeu-se que houve 
revogação tácita de todos os dispositivos do Código Civil que tratavam da EIRELI: inciso VI 
do artigo 44 e artigo 980-A e seus parágrafos em razão da incompatibilidade com a nova 
legislação. Vejamos as disposições do art. 41 da lei n. 14.195/2021:
Art. 41. As empresas individuais de responsabilidade limitada existentes na data da entrada em 
vigor desta Lei serão transformadas em sociedades limitadas unipessoais independentemente 
de qualquer alteração em seu ato constitutivo.
Parágrafo único. Ato do Drei disciplinará a transformação referida neste artigo.
Assim, as empresas que já estão registradas como EIRELI seriam transformadas, 
automaticamente, em Sociedade Limitada Unipessoal, sem necessidade, inclusive, de 
averbação na Junta Comercial de alteração à margem de seus registros. Por fim, houve 
a publicação da lei n. 14.382/2022 que revogou todas as disposições relacionadas com a 
EIRELI do Código Civil.
10 . DeSCoNSiDerAÇÃo DA PerSoNAliDADe JUrÍDiCA10 . DeSCoNSiDerAÇÃo DA PerSoNAliDADe JUrÍDiCA
Desconsideração da Personalidade Jurídica consiste no afastamento temporário da 
autonomia patrimonial da pessoa jurídica, por ordem judicial, com o intuito de, mediante a 
constrição do patrimônio de seus sócios ou administradores, possibilitar o adimplemento 
de dívidas assumidas pela sociedade, nasceu para combater fraudes.
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A legislação confere às pessoas jurídicas personalidade distinta de seus membros, 
inclusive separação entre o patrimônio da pessoa jurídica e da pessoa física.
Assim, diante da autonomia da pessoa jurídica, em alguns momentos ela passou a ser 
utilizada como instrumento para a prática de fraudes contra credores, isso porque nas 
sociedades limitadas a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas 
já integralizadas. Os sócios contraiam dívidas já com a expectativa de não pagá-las ou 
pagá-las de forma insuficiente conforme somente o valor capital social da pessoa jurídica 
integralizado.
Cabe esclarecer que a desconsideração da personalidade jurídica não é uma hipótese 
de extinção da pessoa jurídica, ou seja, não é uma despersonalização. A desconsideração 
apenas levanta momentaneamente a barreira de autonomia de separação entre a pessoa 
física e a jurídica para atingir bens particulares dos sócios ou administradores que possam 
ser utilizados para responsabilização de obrigações contraídas pela pessoa jurídica. Em 
seguida, a pessoa jurídica pode continuar sua existência normal.
027. 027. (CEBRASPE/CESPE/TJ-SC/NOTÁRIO E REGISTRADOR/PROVIMENTO/2023) Em se tratando 
de despersonalização da personalidade jurídica, a teoria adotada pelo Código Civil brasileiro é a
a) teoria maior, na sua vertente subjetiva.
b) teoria menor, nas suas duas vertentes, objetiva e subjetiva.
c) teoria menor, na sua vertente subjetiva.
d) teoria maior, nas suas duas vertentes, objetiva e subjetiva.
e) teoria menor, na sua vertente objetiva.
A assertiva “d” está correta, visto que exige prova do desvio de finalidade da sociedade ou 
a confusão patrimonial entre o patrimônio dos sócios e o da sociedade empresária. Bem 
como, subdivide-se em subjetiva e objetiva. Pela primeira formulação, a desconsideração 
requer o elemento fraude, enquanto, pela segunda, basta que se demonstre a confusão 
patrimonial. Vejamos:
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou 
pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando 
lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios 
da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso.
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O ordenamento jurídico brasileiro adotou, como regra, a Teoria Maior da desconsideração da 
personalidade jurídica, mas a legislação consumerista incorporou a Teoria Menor, por ser mais 
ampla e mais benéfica ao consumidor, pois não exige prova da fraude, do abuso de direito ou de 
confusão patrimonial. Portanto, basta a demonstração do estado de insolvência do fornecedor 
ou do fato de a personalidade jurídica representar um obstáculo ao ressarcimento dos prejuízos 
causados.
Fonte: https://www.tjdft.jus.br/consultas/jurisprudenc...
JURISPRUDÊNCIA
1. A aplicação da desconsideração da personalidade jurídica deve ser excepcional, 
sendo a regra a preservação da autonomia patrimonial, devendo ser deferida quando 
presentes os requisitos do Art. 50 do Código Civil. 2. O ordenamento jurídico adotou 
a teoria maior da desconsideração da personalidade jurídica a qual exige prova do 
desvio de finalidade da sociedade ou a confusão patrimonial entre o patrimônio dos 
sócios e o da sociedade empresária.
Acórdão 1369154, 07090171820218070000, Relator: ROBERTO FREITAS, Terceira Turma 
Cível, data de julgamento: 31/8/2021, publicado no DJE: 17/9/2021.
Acerca da desconsideração da personalidade jurídica, nosso ordenamento consagra duas teoriasbásicas para a responsabilização dos sócios: teoria maior e teoria menor. A primeira aplica-se ao 
caso de desvirtuamento da personalidade jurídica, ao passo que a segunda se caracteriza pelo 
simples inadimplemento das obrigações da sociedade. A teoria maior, por sua vez, subdivide-se 
em subjetiva e objetiva. Pela primeira formulação, a desconsideração requer o elemento fraude, 
enquanto que, pela segunda, basta que se demonstre a confusão patrimonial.
Fonte: https://www.tjdft.jus.br/consultas/jurisprudenc...
JURISPRUDÊNCIA
6. Extrai-se do artigo 28, §5º, do Código de Defesa do Consumidor que a sistemática 
consumerista adotou a Teoria Menor, admitindo a desconsideração da personalidade 
sempre que ela for óbice ao ressarcimento dos prejuízos causados aos consumidores, 
de forma diversa da posição adotada pelo Código Civil no seu art. 50, onde prevalece 
a Teoria Maior da desconsideração, em que se faz necessária a comprovação do abuso 
da autonomia jurídica, consubstanciada pelo desvio de finalidade ou pela confusão 
patrimonial.
Acórdão 1366614, 07122762120218070000, Relator: SANDOVAL OLIVEIRA, Segunda 
Turma Cível, data de julgamento: 25/8/2021, publicado no DJE: 13/9/2021.
Letra d.
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Diante do referido instituto, surgiram algumas teorias para subsidiar a aplicação da 
desconsideração da personalidade jurídica:
• Teoria Maior: Para ela, não basta que a pessoa jurídica esteja insolvente e, portanto, 
impossibilitada financeiramente de cumprir com suas obrigações perante seus 
credores para que a desconsideração seja aplicada. A Teoria Maior somente reconhece 
a desconsideração da personalidade jurídica quando ficar configurado a existência 
de a) requisitos objetivos: insuficiência patrimonial do devedor e b) requisitos 
subjetivos: desvio de finalidade ou confusão patrimonial através da fraude ou do 
abuso de direito. Previsão no art. 50 do CC:
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou 
pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando 
lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios 
da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso. (Redação dada pela Lei n. 
13.874, de 2019)
§ 1º Para os fins do disposto neste artigo, desvio de finalidade é a utilização da pessoa jurídica 
com o propósito de lesar credores e para a prática de atos ilícitos de qualquer natureza. (Incluído 
pela Lei n. 13.874, de 2019)
§ 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios, 
caracterizada por: (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
I – cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou vice-
versa; (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
II – transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor 
proporcionalmente insignificante; e (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
III – outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial. (Incluído pela Lei n. 13.874, de 
2019)
§ 3º O disposto no caput e nos §§ 1º e 2º deste artigo também se aplica à extensão das obrigações 
de sócios ou de administradores à pessoa jurídica. (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
§ 4º A mera existência de grupo econômico sem a presença dos requisitos de que trata o caput 
deste artigo não autoriza a desconsideração da personalidade da pessoa jurídica. (Incluído pela 
Lei n. 13.874, de 2019)
§ 5º Não constitui desvio de finalidade a mera expansão ou a alteração da finalidade original 
da atividade econômica específica da pessoa jurídica. (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
028. 028. (FGV/CGE-SC/AUDITOR DO ESTADO/DIREITO/2023) A Sociedade Ômicron Comércio de 
Alimentos e Bebidas Ltda., nos últimos cinco anos, transferiu ativos para seus dois únicos 
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sócios, sem nenhuma espécie de contraprestação. A transferência corresponde a setenta 
e cinco por cento do patrimônio líquido da sociedade, o que conduziu à inadimplência de 
diversas obrigações, incluindo um contrato de mútuo bancário.
Diante da situação narrada, assinale a afirmativa correta.
a) A transferência de ativos da Sociedade Ômicron para seus sócios sem efetiva contraprestações 
caracteriza confusão patrimonial para fins de desconsideração da personalidade jurídica.
b) O Código Civil brasileiro adota a teoria maior para fins de desconsideração da personalidade 
jurídica, que pode ser reconhecida de ofício pelo juiz no caso hipotético do enunciado.
c) A desconsideração da personalidade jurídica no caso da sociedade Ômicron depende da 
existência de grupo econômico.
d) A desconsideração da personalidade jurídica não se aplica aos contratos bancários, visto 
que a sociedade é considerada vulnerável juridicamente.
e) Em caso de abuso da personalidade jurídica, o credor poderá requerer a desconsideração 
da personalidade jurídica, que atingirá, se decretada judicialmente, a todas as obrigações 
da sociedade, inclusive, as vincendas.
a) Certa. A transferência de ativos para os sócios sem efetiva contraprestações caracteriza 
confusão patrimonial para fins de desconsideração da personalidade jurídica por força do 
disposto no art. 50, § 2º, II, do Código Civil.
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou 
pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando 
lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios 
da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso. (Redação dada pela Lei n. 
13.874, de 2019)
§ 1º Para os fins do disposto neste artigo, desvio de finalidade é a utilização da pessoa jurídica 
com o propósito de lesar credores e para a prática de atos ilícitos de qualquer natureza. (Incluído 
pela Lei n. 13.874, de 2019)
§ 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios, 
caracterizada por: (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
I – cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou vice-
versa; (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
II – transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor 
proporcionalmente insignificante; e (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019).
A desconsideração da personalidade jurídica é a superação episódica da personalidade 
jurídica da sociedade, em caso de fraude, abuso, ou simples desvio de função, objetivando 
a satisfação do terceiro lesado junto ao patrimônio dos próprios sócios, que passam a ter 
responsabilidade pessoal pelo ilícito causado.
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b) Errada. O Código Civil brasileiro adota a teoria maior para fins de desconsideração da 
personalidade jurídica, masnão pode ser reconhecida de ofício pelo juiz, depende de pedido 
da parte ou do Ministério Público (art. 133, caput, CPC).
Art. 133. O incidente de desconsideração da personalidade jurídica será instaurado a pedido da 
parte ou do Ministério Público, quando lhe couber intervir no processo.
A teoria maior da desconsideração da personalidade jurídica exige a presença de dois 
requisitos: o abuso da personalidade jurídica e o prejuízo ao credor. Foi a teoria adotada 
pelo art. 50 do Código Civil. A teoria menor da desconsideração da personalidade jurídica 
exige um único elemento, o prejuízo ao credor. Foi a teoria adotada pela Lei 9.605/1998, 
para os danos ambientais e pelo Código de Defesa do Consumido.
c) Errada. A desconsideração da personalidade jurídica no caso da sociedade Ômicron não 
depende da existência de grupo econômico (art. 50, § 4º, Código Civil).
d) Errada. Não há restrição à aplicação da desconsideração da personalidade jurídica 
aos contratos bancários e não há elementos na questão para concluir que a sociedade é 
vulnerável juridicamente.
e) Errada. Em caso de abuso da personalidade jurídica, o credor poderá requerer a 
desconsideração da personalidade jurídica, que atingirá, se decretada judicialmente, 
somente as obrigações objeto do processo em que se deu a desconsideração.
Letra a.
029. 029. (WE DO/CM SL OESTE/PROCURADOR JURÍDICO/2020) Acerca das disposições 
concernentes às pessoas jurídicas no Código Civil, assinale a alternativa correta:
a) Decai em dois anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito 
privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no 
registro;
b) A autonomia patrimonial das pessoas jurídicas é um instrumento lícito de alocação e 
segregação de riscos, estabelecido pela maioria simples dos sócios com a finalidade de 
estimular empreendimentos, para a geração de empregos, tributo, renda e inovação em 
benefício de todos;
c) Constitui desvio de finalidade a expansão ou a alteração da finalidade original da atividade 
econômica específica da pessoa jurídica;
d) Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios, 
caracterizada por transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, 
ainda que de pequena monta;
e) O cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador, 
ou vice-versa caracteriza confusão patrimonial.
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a) Errada. Conforme art. 45, Parágrafo único, do CC:
“Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, 
por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro.”
b) Errada. Conforme art. 49-A, Parágrafo único, do CC:
A autonomia patrimonial das pessoas jurídicas é um instrumento lícito de alocação e segregação 
de riscos, estabelecido pela lei com a finalidade de estimular empreendimentos, para a geração 
de empregos, tributo, renda e inovação em benefício de todos.
c) Errada. Conforme art. 50, § 5º do CC:
“Não constitui desvio de finalidade a mera expansão ou a alteração da finalidade original 
da atividade econômica específica da pessoa jurídica.”
d) Errada. Conforme Art. 50, § 2º, do CC:
Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios, 
caracterizada por:
II – transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor 
proporcionalmente insignificante.
e) Certa. Conforme Art. 50, § 2º, do CC:
Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios, 
caracterizada por:
I – cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou 
vice-versa.
Letra e.
• Teoria Menor: a Teoria Menor da desconsideração da personalidade jurídica é uma 
teoria ampla, mais benéfica ao credor, pois não exige prova da fraude ou do abuso 
de direito. Nem é necessária a prova da confusão patrimonial entre os bens da 
pessoa jurídica e física. Basta, nesse sentido, que o credor demonstre o estado de 
insolvência do fornecedor, ou, ainda, o fato de a personalidade jurídica representar 
um obstáculo ao ressarcimento dos prejuízos causados. Possui aplicação no âmbito 
de proteção dos consumidores, do meio ambiente e defesa da concorrência. Previsão 
no § 5º, do art. 28 do CDC, art. 4º da Lei n. 9.605/1.998 (Meio ambiente), art. 34 da 
Lei n. 12.529/2011 e § 2º do art. 133 do CPC:
CDC: Art. 28. O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando, em 
detrimento do consumidor, houver abuso de direito, excesso de poder, infração da lei, fato ou ato 
ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. A desconsideração também será efetivada 
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quando houver falência, estado de insolvência, encerramento ou inatividade da pessoa jurídica 
provocados por má administração.
§ 5º Também poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for, de 
alguma forma, obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores.
Meio Ambiente: Art. 4º Poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade 
for obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados à qualidade do meio ambiente.
Anti-Truste: Art. 34. A personalidade jurídica do responsável por infração da ordem econômica 
poderá ser desconsiderada quando houver da parte deste abuso de direito, excesso de poder, 
infração da lei, fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social.
Parágrafo único. A desconsideração também será efetivada quando houver falência, estado de 
insolvência, encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração.
CPC: Art. 133. O incidente de desconsideração da personalidade jurídica será instaurado a pedido 
da parte ou do Ministério Público, quando lhe couber intervir no processo.
§ 2º Aplica-se o disposto neste Capítulo à hipótese de desconsideração inversa da personalidade 
jurídica
Por fim, existe a chamada a desconsideração inversa da personalidade jurídica, que 
consiste em afastar, por ordem judicial, a autonomia patrimonial da pessoa jurídica para 
responsabilizar a sociedade por obrigação do sócio pessoa física.
EXEMPLO
Considere o sócio de uma empresa que estando prestes a se divorciar, para evitar a partilha 
do bem com sua esposa, compra um veículo e o coloca em nome da empresa, ou seja, da 
pessoa jurídica.
Desta forma, o veículo foi comprado com recursos da pessoa física. Assim, com a desconsideração 
inversa da pessoa jurídica é possível afastar a autonomia da pessoa jurídica para chegar aos 
bens da pessoa jurídica que foram adquiridos a partir de recursos da pessoa física.
Resumindo:
Desconsideração da Personalidade Jurídica
Desconsideração Inversa da Personalidade 
Jurídica
Atingir bens pessoais dos sócios por obrigação 
contraída pela pessoa jurídica.
Atingir bens da pessoa jurídica por obrigação 
contraída pelo sócio.
DESCONSIDERAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA É DIFERENTE DE DESPERSONALIZAÇÃO.
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030. 030. (FGV/TJ-MS/JUIZ ESTADUAL/2023) Em ação de divórcio, Bernadete pretende o 
atingimento dos bens da sociedade controlada por seu ex-marido, Paulo, para a qual ele 
transferira todo o seu patrimônio, a fim de frustrar a devida meação.
Nesse caso, a hipótese é de desconsideração:
a) inversa, regida pela teoria menor, sem expressa previsão no Código Civil.
b) indireta, regida pela teoria maior, com expressa previsão no Código Civil.
c) expansiva, regida pela teoria maior, sem expressa previsão no Código Civil.
d) inversa, regida pela teoria maior, com expressa previsão no Código Civil.
e) indireta, regida pela teoria menor, sem expressa previsão no Código Civil.
A desconsideração inversa da personalidade jurídica tem por objetivo permitir a expropriação 
do patrimônio das pessoas jurídicas de direito privado pelas dívidas contraídas por seus 
sócios (Cristiano Chaves de Farias e Nelson Rosenvald, Curso de Direito Civil, v. 1, 21 ed., 
Juspodivm, 2023, p. 568). Tem fundamento no art. 50, § 3º do Código Civil.
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou 
pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando 
lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios 
da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso. (Redação dada pela Lei n. 
13.874, de 2019)
§ 1º Para os fins do disposto neste artigo, desvio de finalidade é a utilização da pessoa jurídica 
com o propósito de lesar credores e para a prática de atos ilícitos de qualquer natureza. (Incluído 
pela Lei n. 13.874, de 2019)
§ 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios, 
caracterizada por: (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
I – cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou vice-
versa; (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
II – transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor 
proporcionalmente insignificante; e (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
III – outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial. (Incluído pela Lei n. 13.874, de 
2019)
§ 3º O disposto no caput e nos §§ 1º e 2º deste artigo também se aplica à extensão das obrigações 
de sócios ou de administradores à pessoa jurídica. (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
§ 4º A mera existência de grupo econômico sem a presença dos requisitos de que trata o caput 
deste artigo não autoriza a desconsideração da personalidade da pessoa jurídica. (Incluído pela 
Lei n. 13.874, de 2019)
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§ 5º Não constitui desvio de finalidade a mera expansão ou a alteração da finalidade original da 
atividade econômica específica da pessoa jurídica. (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
A teoria maior da desconsideração da personalidade jurídica exige a presença de dois 
requisitos: o abuso da personalidade jurídica e o prejuízo ao credor. Foi a teoria adotada pelo 
art. 50 do Código Civil (Flávio Tartuce, Manual de Direito Civil, 13 ed., Método, 2023, p. 172).
Letra d.
E um assunto novo que vem sendo cobrado em provas é sobre a DESCONSIDERAÇÃO 
POSITIVA da personalidade jurídica, que é requerida pelo próprio devedor para conservar 
seu patrimônio mínimo, notadamente o bem de família que esteja em nome da pessoa 
jurídica. Assim, conforme entendimento do STJ, que admite a desconsideração positiva de 
personalidade jurídica para proteger bem de família, bem como com o Enunciado 285 da 
IV Jornada de Direito Civil. Vejamos:
JURISPRUDÊNCIA
Enunciado 285 – IV Jornada de Direito Civil: A teoria da desconsideração, prevista no 
art. 50 do Código Civil, pode ser invocada pela pessoa jurídica, em seu favor.
Para o STJ: “O motivo que levou à criação da doutrina da desconsideração da 
personalidade, desde sua origem no direito anglo-americano (disregard of the legal 
entity), foi afastar temporariamente a autonomia patrimonial da pessoa jurídica para 
satisfazer interesse do credor em razão de prática abusiva do sócio. No caso, o que 
se pretende é o inverso, vale dizer, suspender a personalidade jurídica da sociedade 
empresarial para se conferir proteção ao devedor que utiliza imóvel de propriedade da 
empresa como moradia. Trata-se da denominada ‘desconsideração da personalidade 
jurídica positiva’, expressão cunhada pela doutrina para justificar proteção conferida 
pela Lei n. 8.009/90 a imóvel pertencente à pessoa jurídica, no qual residam os sócios. 
Sustenta-se que ‘a teoria da desconsideração da personalidade sempre foi utilizada sob 
o aspecto negativo (punitivo/repressivo) (…)’, propondo Fábio Ricardo Rodrigues Brasilino 
seja utilizada também ‘sob o ponto de vista positivo, ou seja, para resguardo a dignidade 
da pessoa e outros valores constitucionais’ (“A desconsideração da personalidade 
jurídica positiva”. Revista de Direito Empresarial: ReDE, v. 2, n. 6, p. 91-105, nov./dez. 
2014)” (REsp n. 1.514.567/SP, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, 
julgado em 14/3/2023, DJe de 24/4/2023.)
Segue abaixo um quadro resumo comparando a teoria menor e a teoria maior da 
desconsideração da personalidade jurídica:
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Teoria MAIOR Teoria MENOR
O Direito Civil brasileiro adotou, como regra geral, a 
chamada teoria maior da desconsideração. Isso porque 
o art. 50 exige que se prove o desvio de finalidade 
(teoria maior subjetiva) ou a confusão patrimonial 
(teoria maior objetiva).
No Direito do Consumidor e no Direito Ambiental, 
adotou-se a teoria menor da desconsideração. 
Isso porque, para que haja a desconsideração da 
personalidade jurídica nas relações jurídicas envolvendo 
consumo ou responsabilidade civil ambiental não se 
exige desvio de finalidade nem confusão patrimonial.
Deve-se provar:
1) Abuso da personalidade (desvio de finalidade ou 
confusão patrimonial);
2) Que os administradores ou sócios da pessoa jurídica 
foram beneficiados direta ou indiretamente pelo 
abuso (novo requisito trazido pela Lei n. 13.874/2019).
De acordo com a Teoria Menor, a incidência da 
desconsideração se justifica:
a) pela comprovação da insolvência da pessoa jurídica 
para o pagamento de suas obrigações, somada à má 
administração da empresa (art. 28, caput, do CDC); ou
b) pelo mero fato de a personalidade jurídica 
representar um obstáculo ao ressarcimento de 
prejuízos causados aos consumidores, nos termos 
do § 5º do art. 28 do CDC.
STJ. 3ª Turma. REsp 1735004/SP, Rel. Min. Nancy 
Andrighi, julgado em 26/06/2018.
Prevê a possibilidade de se estender as obrigações 
da empresa a sócios e administradores (mesmo que 
não sejam sócios).
Somente prevê a possibilidade de se estender 
obrigações da empresa a sócios (não fala em 
“administradores”).
Adotada pelo art. 50 do CC. Prevista no art. 4º da Lei n. 9.605/98 (Lei Ambiental)
Segue abaixo alguns importantes julgados relacionados com a desconsideração da 
personalidade jurídica:
JURISPRUDÊNCIA
A despeito de não se exigir prova de abuso ou fraude para aplicação da Teoria Menor da 
desconsideração da personalidade jurídica, não é possível a responsabilização pessoal 
de sócio que não desempenhe atos de gestão, ressalvadaa prova de que contribuiu, 
ao menos culposamente, para a prática de atos de administração.
STJ. 3ª Turma. REsp 1.900.843-DF, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, Rel. para 
acórdão Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 23/5/2023 (Info 777).
EMENTA
AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE 
JURÍDICA. APLICAÇÃO. TEORIA MENOR. INOVAÇÃO. INADMISSIBILIDADE.
DECISÃO. EFEITOS. EXTENSÃO. BENS DO CÔNJUGE DA SÓCIA. REEXAME. SÚMULA N. 
7/STJ. NÃO PROVIMENTO.
1. É inadmissível a adição de teses não suscitadas sequer nas razões ou contrarrazões 
do recurso especial por consistir em indevida inovação.
2. A desconsideração da personalidade jurídica, quando cabível, atinge os bens dos 
sócios ou administradores que praticaram ou se beneficiaram da conduta ilícita. Não 
havendo no acórdão local qualquer informação de que o cônjuge da sócia se enquadre 
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numa daquelas situações, o reexame da questão esbarra nas disposições do verbete 
n. 7 da Súmula desta Corte.
3. Agravo interno a que se nega provimento.
ACÓRDÃO
A Quarta Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos 
do voto da Sra. Ministra Relatora. Os Srs.
Ministros Antonio Carlos Ferreira (Presidente), Marco Buzzi, Luis Felipe Salomão e Raul 
Araújo votaram com a Sra. Ministra Relatora. AIRESP 1740658
EMENTA
RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL EM FASE DE CUMPRIMENTO DE 
SENTENÇA. COOPERATIVA HABITACIONAL. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE 
JURÍDICA. INCIDÊNCIA DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. SÚMULA 602/
STJ. APLICAÇÃO DA TEORIA MENOR. INCLUSÃO DE MEMBRO DO CONSELHO FISCAL. 
IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE PRÁTICA DE ATOS DE GESTÃO. ACÓRDÃO RECORRIDO 
REFORMADO PARA ACOLHER A EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE, A FIM DE AFASTAR A 
RESPONSABILIDADE DO RECORRENTE PELOS PREJUÍZOS DA SOCIEDADE COOPERATIVA. 
RECURSO PROVIDO.
1. Cinge-se a controvérsia a saber se é possível responsabilizar membro do conselho 
fiscal de cooperativa por dívidas desta, tendo em vista o deferimento do pedido de 
desconsideração da personalidade jurídica.
2. Ao contrário do que estabelece o Código Civil (art. 50), que adota a teoria maior da 
desconsideração da personalidade jurídica, a qual exige a demonstração de abuso da 
personalidade, consubstanciado no desvio de finalidade ou confusão patrimonial, o Código 
de Defesa do Consumidor acolhe a teoria menor, segundo a qual a responsabilização 
dos sócios ou administradores será possível sempre que a pessoa jurídica for obstáculo 
ao ressarcimento dos prejuízos causados ao consumidor (CDC, art. 28, § 5º).
3. Na hipótese em julgamento, considerando que a cooperativa executada é do ramo 
habitacional, em cujo conselho fiscal participou o recorrente, deve ser aplicada a teoria 
menor da desconsideração da personalidade jurídica, pois, nos termos da Súmula 
n. 602/STJ, “o Código de Defesa do Consumidor é aplicável aos empreendimentos 
habitacionais promovidos pelas sociedades cooperativas”.
4. No entanto, mesmo sendo aplicada a teoria menor no presente caso, em que não 
se exige a prova do abuso da personalidade jurídica, o art. 28, § 5º, do Código de 
Defesa do Consumidor não pode ser interpretado de forma tão ampla a permitir a 
responsabilização de quem jamais integrou a diretoria ou o conselho de administração 
da cooperativa, como no caso do ora recorrente, que exerceu, por breve período, 
apenas o cargo de conselheiro fiscal, o qual não possui função de gestão da sociedade.
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5. Dessa forma, salvo em casos excepcionais, em que houver comprovação de que o 
conselheiro fiscal tenha agido com fraude ou abuso de direito, ou, ainda, tenha se 
beneficiado, de forma ilícita, em razão do cargo exercido, não se revela possível a sua 
responsabilização por obrigações da sociedade cooperativa.
6. Recurso especial provido. RESP 1804579
11 . eXtiNÇÃo DA PeSSoA JUrÍDiCA11 . eXtiNÇÃo DA PeSSoA JUrÍDiCA
Vimos que o começo da pessoa jurídica ocorre com o registro do seu ato constitutivo no 
órgão competente, conforme art. 45 do CC. Assim como a pessoa física, a pessoa jurídica 
possui um ciclo de vida, podendo sofrer modificações de seu contrato ou estatuto, que 
devem ser averbadas no órgão competente.
A pessoa jurídica também está sujeita à hipótese de extinção, sendo o processo de extinção 
de uma pessoa jurídica caraterizado pelas fases: dissolução, liquidação e cancelamento da 
inscrição da pessoa jurídica.
Extinção da PJ
Dissolução Liquidação
Cancelamento
da inscrição
Assim, inicialmente temos a dissolução:
Art. 51. Nos casos de dissolução da pessoa jurídica ou cassada a autorização para seu funcionamento, 
ela subsistirá para os fins de liquidação, até que esta se conclua.
§ 1º Far-se-á, no registro onde a pessoa jurídica estiver inscrita, a averbação de sua dissolução.
§ 2º As disposições para a liquidação das sociedades aplicam-se, no que couber, às demais 
pessoas jurídicas de direito privado.
§ 3º Encerrada a liquidação, promover-se-á o cancelamento da inscrição da pessoa jurídica.
A dissolução pode ocorrer de 4 (quatro) formas distintas:
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Dissolução 
da PJ
Convencional
Legal
Administrativa
Judicial
Tipo Rol exemplificativo Previsão
Convencional
Por previsão dos sócios, conforme previsão no 
estatuto ou contrato.
Art. 1033 do CC
Legal
Falecimento de sócio, anulada sua constituição, 
exaurimento de seu fim social, falência etc.
Inciso II, do Art. 1028 do 
CC, art. 1.034 do CC, Lei 
n. 11.101/05,
Administrativa
Cassação de autorização do Poder Executivo, 
Tornando-se ilícita, impossível ou inútil a 
finalidade da pessoa jurídica, etc.
Art. 1.125 do CC, art. 69 
do CC,
Judicial
Em regra, ocorre quando a pessoa jurídica se 
enquadra em casos de dissolução previstos no 
estatuto, contrato ou lei e mesmo assim continua 
em operação. Diante da situação, algum sócio a 
ingressar com ação no poder judiciário.
Art. 1.034 do CC
031. 031. (CESPE/CEBRASPE/MPR/ANALISTA DO MPU/2018) A respeito de interpretação de lei, 
pessoas jurídicas e naturais, negócio jurídico, prescrição, adimplemento de obrigações e 
responsabilidade civil, julgue o item a seguir.
Com a dissolução da pessoa jurídica, a personalidade desse ente não desaparece, mas 
subsiste até que a liquidação seja concluída.
A questão acima precisa ser analisada conforme as disposições do art. 51 do CC, o qual 
prevê, no caso de dissolução da pessoa jurídica, sua continuidade para fins de liquidação. 
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Além do mais, o seu parágrafo 3º prevê o cancelamento da pessoa jurídica somente após 
o encerramento da fase liquidação. Desta forma, a afirmativa é verdadeira.
Certo.
Desta forma, após a dissolução da pessoa jurídica, tem início o processoDOS SANTOS - 01289106231, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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Antônio Alex
Muito bem-vindo ao nosso curso, vamos ao trabalho!!!!
“Nenhum obstáculo é tão grande se sua vontade de vencer for maior.”
Forte abraço e bons estudos!
Antônio Alex Pinheiro
@prof._antonio_alex
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PESSOA JURÍDICAPESSOA JURÍDICA
1 . CoNCeito De PeSSoA JUrÍDiCA1 . CoNCeito De PeSSoA JUrÍDiCA
Pessoa Jurídica é o grupamento humano, com personalidade jurídica própria, criado 
na forma da lei, para consecução de fins comuns. A pessoa jurídica é uma decorrência da 
capacidade de viver em sociedade dos seres humanos, que procuram se agrupar para atingir 
de forma mais eficiente seus objetivos.
Além das pessoas físicas ou naturais, as pessoas jurídicas, que são entidades abstratas, 
criadas pelo homem por meio de ferramentas jurídicas, passaram a ser reconhecidas como 
sujeito de direito e de obrigações, com personalidade jurídica própria.
Um ponto importante que deve ser esclarecido é que o simples fato de uma entidade 
possuir o Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas (CNPJ) na Secretaria da Receita Federal 
do Brasil, não significa que a entidade necessariamente será uma pessoa jurídica.
Quem vai dizer necessariamente que são as pessoas jurídicas é a lei, mais precisamente 
o Código Civil. Diante do exposto, uma entidade pode possuir CNPJ simplesmente para 
fins de tributários, não constituindo uma pessoa jurídica.
A natureza jurídica das pessoas jurídicas é explicada por diferentes teorias, destacando-
se inicialmente as Correntes Negativista e Afirmativista.
Segundo a Corrente Negativista, a pessoa jurídica é simplesmente um agrupamento de 
pessoas, não existindo uma vontade autônoma da pessoa jurídica. Entretanto, a referida 
corrente não prevaleceu.
Já a Corrente Afirmativista prevaleceu aceitando a existência autônoma da pessoa 
jurídica, porém, esta corrente pode ser subdividida em 3 (três) Teorias:
a) Teoria da Ficção:
Para esta teoria, a pessoa jurídica seria uma criação da pura técnica do direito, tendo 
uma existência meramente ideal ou abstrata. As críticas à referida teoria é que ela enxerga 
a pessoa jurídica no plano das ideias, desprezando as relações sociais.
b) Teoria da Realidade Objetiva:
Segundo esta teoria, a pessoa jurídica seria um organismo social vivo, não sendo explicada 
pela técnica do direito, mas pela sociologia. A crítica a esta teoria é que ele limitou o estudo 
da pessoa jurídica no campo da sociologia, desprezando a técnica do direito na constituição 
da pessoa jurídica.
c) Teoria da Realidade Técnica:
Por fim, para esta teoria, a pessoa jurídica seria uma criação do direito, mas que também 
participa de relações sociais. A Teoria da Realidade Técnica da pessoa jurídica é a adotada 
pelo Código Civil de 2.002.
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001. 001. (QUADRIX//CAU-SC/ADVOGADO/2022) As pessoas jurídicas podem ser conceituadas 
como sendo conjuntos de
a) pessoas, que não adquirem personalidade própria, mas podem assumir obrigações e ser 
titulares de direitos.
b) bens arrecadados, que adquirem personalidade própria por uma ficção legal, mas são 
incapazes de assumir obrigações.
c) pessoas ou de bens arrecadados, sem personalidade própria.
d) pessoas ou de bens arrecadados, que adquirem personalidade própria por uma ficção 
legal.
e) pessoas ou de bens arrecadados, que adquirem personalidade própria, com capacidade 
para assumir obrigações, mas não podem ser titulares de direitos.
a) Errada. A pessoa jurídica adquire personalidade própria, que não se confunde com as 
pessoas que a constitui, conforme prevê o art. 49-A do CC:
Art. 49-A. A pessoa jurídica não se confunde com os seus sócios, associados, instituidores ou 
administradores.
Parágrafo único. A autonomia patrimonial das pessoas jurídicas é um instrumento lícito de alocação 
e segregação de riscos, estabelecido pela lei com a finalidade de estimular empreendimentos, 
para a geração de empregos, tributo, renda e inovação em benefício de todos.
b) Errada. A pessoa jurídica tem personalidade e capacidade para adquirir obrigações.
c) Errada. A pessoa jurídica adquire personalidade própria, distinta daqueles que a constitui.
d) Certa. De fato, a pessoa jurídica é o ente abstrato, criado por ficção legal e formado 
pelo conjunto de bens ou pessoas, que tem identidade própria (e, portanto, existência e 
responsabilidade jurídicas), podendo ser de direito público ou privado, conforme dispõe o 
art. 40 do CC:
Art. 40. As pessoas jurídicas são de direito público, interno ou externo, e de direito privado.
Vale lembrar que há três teorias explicativas da pessoa jurídica: 1) Teoria da ficção legal: 
entende que a pessoa jurídica não tem existência real, sendo apenas uma abstração criada 
por lei. Capitaneada por Savigny, tal teoria sustenta que só a pessoa natural tem vontade 
e, assim, existência real. 2) Teoria da realidade objetiva ou orgânica: sustenta que a pessoa 
jurídica não é uma ficção legal, mas uma realidade sociológica, dotada de existência e 
vontade próprias, distintas das de seus membros, que nascem por imposição de forças 
sociais. Capitaneada por de Gierke e Zitelman, é criticada, ao argumento de que a volitividade 
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é característica apenas da pessoa humana. 3) Teoria da realidade técnica (ou teoria das 
instituições jurídicas, de Hauriou): entende que a personalidade jurídica é atribuída pela 
ordem jurídica estatal, ou seja, é conferida pelo direito, sendo um expediente técnico. As 
pessoas jurídicas são uma realidade jurídica, com atuação social reconhecida. É, segundo 
a doutrina, a que melhor define a pessoa jurídica.
e) Errada. A pessoa jurídica tem personalidade e capacidade para adquirir obrigações, bem 
como para ser titular de direitos.
Letra d.
Recentemente, houve uma alteração legislativa para ressaltar que a pessoa jurídica 
não se confunde com os seus sócios, associados, instituidores ou administradores, veja:
Art. 49-A. A pessoa jurídica não se confunde com os seus sócios, associados, instituidores ou 
administradores. (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
Parágrafo único. A autonomia patrimonial das pessoas jurídicas é um instrumento lícito de alocação 
e segregação de riscos, estabelecido pela lei com a finalidade de estimular empreendimentos, 
para a geração de empregos, tributo, renda e inovação em benefício de todos.
Inclusive já foi cobrada em prova:
002. 002. (INSTITUTO ACCESS/ TJ-PB/JUIZ LEIGO/2022) A autonomia patrimonial das pessoas 
jurídicas é
a) um instrumento lícito de alocação e segregação de riscos, estabelecido pela lei com a 
finalidade de estimular empreendimentos, para a geração de empregos, tributo, renda e 
inovação em benefício de todos.
b) um instrumento lícito de alocação e segregação de riscos, estabelecido pela lei com a 
finalidade de estimular empreendimentos, para a geraçãode liquidação, 
que consiste no pagamento das dívidas, partilha do patrimônio remanescente entre os 
sócios ou destinação do patrimônio conforme previsão estatuária. Com o encerramento 
da liquidação, promove-se o cancelamento da inscrição da pessoa jurídica no Registro Civil 
de Pessoas Jurídicas ou na Junta Comercial.
032. 032. (CONSULPLAN/TJ-MG NOTÁRIO E REGISTRADOR/PROVIMENTO/2019) Considerando 
as prescrições do Código Civil acerca das pessoas jurídicas, assinale a alternativa correta.
a) Nos casos de dissolução da pessoa jurídica ou cassada, a autorização para seu funcionamento, 
subsistirá para fins de liquidação pelo prazo de dois anos.
b) Decai em dois anos o direito de anular as decisões tomadas pela administração coletiva 
da pessoa jurídica, quando violarem o estatuto, ou forem eivadas de erro, dolo, simulação 
ou fraude.
c) São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das 
organizações religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou 
registro dos atos constitutivos.
d) As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos 
seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros, ressalvado o direito de regresso 
contra os causadores do dano em qualquer hipótese.
a) Errada. Não há prazo estabelecido para funcionamento da pessoa jurídica na hipótese de 
dissolução, conforme, art. 51 do CC, irá ocorrer até que a liquidação se conclua. Vejamos:
Art. 51, do CC: Nos casos de dissolução da pessoa jurídica ou cassada a autorização para seu 
funcionamento, ela subsistirá para os fins de liquidação, até que esta se conclua.
b) Errada. Conforme parágrafo único do art. 45 do CC, decai em três anos o direito de 
anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, 
contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro.
c) Certa. Nos termos do art. 44, § 1º:
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São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das organizações 
religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos 
constitutivos e necessários ao seu funcionamento.
d) Errada. Nos termos do art. 43 do CC, as pessoas jurídicas de direito público interno são 
civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que nessa qualidade causem danos a 
terceiros, ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano, se houver, por parte 
destes, culpa ou dolo. Assim, o direito de regresso ocorrerá apenas no caso de culpa ou dolo.
Letra c.
12 . DireitoS De PerSoNAliDADe DA PeSSoA JUrÍDiCA12 . DireitoS De PerSoNAliDADe DA PeSSoA JUrÍDiCA
A pessoa jurídica também possui direitos de personalidade. Embora os direitos de 
personalidade tenham sido criados para proteger a pessoa humana, frente aos fundamentos 
da dignidade da pessoa humana, aplica-se no que couber à pessoa jurídica os direitos de 
personalidade, inclusive também positivado no Código Civil:
Art. 52. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade.
Neste sentido, o termo no que couber, delimita a aplicação dos direitos de personalidade 
de forma coerente com a própria estrutura da pessoa jurídica, os direitos de personalidade 
aplicam-se para proteger o nome e imagem da pessoa jurídica, não se aplicando para a 
proteção da integridade física da mesma. Além do mais, a Súmula 227 do STJ traz previsão 
de dano moral à pessoa jurídica:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 227 do STJ: A pessoa jurídica pode sofrer dano moral.
033. 033. (CEBRASPE/CESPE/MPE-SC/PROMOTOR DE JUSTIÇA/2021) Acerca do tratamento 
conferido pelo Código Civil às pessoas jurídicas,
Ás pessoas jurídicas não é assegurada a proteção dos direitos da personalidade, uma vez 
que estes se aplicam às pessoas naturais.
Conforme Artigo 52 do CC. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos 
direitos da personalidade. Nesse sentido, a jurisprudência reconhece, por exemplo, a 
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existência de danos morais da pessoa jurídica, compreendendo-os como a violação à sua 
honra objetiva, isto é, ao nome, à imagem, à reputação que ela tem na coletividade. A 
Súmula 227 do STJ enuncia que a pessoa jurídica pode sofrer dano moral: A pessoa jurídica 
pode sofrer dano moral.
Errado.
Se você gostou do material ou tem críticas, dá um feedback, bem como poste suas 
dúvidas lá no fórum. Estou esperando você lá no Fórum! Estudaaaaa!!!!
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RESUMORESUMO
Nesta aula, você deve fixar os seguintes pontos:
PESSOA JURÍDICA é o grupamento humano, com personalidade jurídica própria, criado 
na forma da lei, para consecução de fins comuns.
A pessoa jurídica pode ser explicada por 3 (três) teorias:
a) Teoria Ficção: a pessoa jurídica seria uma criação da pura técnica do direito, tendo 
uma existência meramente ideal ou abstrata.
b) Teoria da Realidade Objetiva: a pessoa jurídica seria um organismo social vivo, não 
sendo explicada pela técnica do direito, mas pela sociologia.
c) Teoria da Realidade Técnica: a pessoa jurídica seria uma criação do direito, mas que 
também participa de relações sociais.
O Código Civil adotou a Teoria da Realidade Técnica.
reQUiSitoS PArA CriAÇÃo De UMA PeSSoA JUrÍDiCA
Requisitos 
da PJ
Vontade 
Humana
Elaboração 
do ato 
constitutivo
Registro do ato 
constitutivo
Objetivos 
Lícitos
REGISTRO DE PESSOA JURÍDICA: EFEITO CONSTITUTIVO
REGISTRO DE PESSOA FÍSICA: EFEITO DECLARATÓRIO
ATO CONSTITUTIVO: Estatuto Social ou Contrato Social
ESTATUTO SOCIAL: Cooperativa, Entidades sem fins lucrativos e sociedades por ações.
CONTRATO SOCIAL: Demais sociedades.
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ENTES DESPERSONALIZADOS: o espólio, a massa falida, a herança jacente, a herança 
vacante, o condomínio. Os referidos entes não são pessoas jurídicas conforme o Código 
Civil vigente, entretanto, possuem capacidade processual para postular perante o Poder 
Judiciário na defesa de interesses próprios.
tiPoS De PeSSoAS JUrÍDiCAS
Pessoa Jurídica de Direito Público Pessoa Jurídica de Direito Privado
MEUDA:
M= Município;
E= Estados, o Distrito Federal e os Territórios;
U= União;
D= Demais entidades de caráter público criadas 
por lei;
A= Autarquias;
SAPO com Fé:
Sociedades
Associações
Partidos Políticos
Organizações Religiosas
Fundações
DoMiCÍlio DAS PeSSoAS JUrÍDiCAS
DOMICÍLIO DAS PESSOAS JURÍDICAS
União Distrito Federal
Estados e Territórios Respectivas Capitais
Município Sede da administração (prefeitura)
Demais pessoas jurídicas 
de direito privado
Local de funcionamento das respectivas diretorias e administrações
OU
Onde elegerem domicílio especial no seu estatuto ou atos constitutivos
ASSOCIAÇÃO: pessoa jurídica de direito privado formada pelaunião de pessoas para 
persecução de objetivos não econômicos.
FUNDAÇÃO: pessoa jurídica de direito privado resultantes da afetação de um patrimônio, 
instituídas por escritura pública ou por testamento, que adquire personalidade civil para 
a realização de finalidade ideal ou não econômica.
ORGANIZAÇÃO RELIGIOSA e PARTIDO POLÍTICO: são pessoas jurídicas autônomas.
PARTIDO POLÍTICO: adquire personalidade jurídica com o registro de seu estatuto 
no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídica. Para que o partido possa participar do 
processo eleitoral, receber recursos do Fundo Partidário e ter acesso gratuito ao rádio e à 
televisão, o partido deve submeter o registro de seu estatuto ao Tribunal Superior Eleitoral.
SOCIEDADE: constitui a reunião de pessoas, para um ou mais negócios determinados, 
que reciprocamente se obrigam a contribuir, com bens ou serviços, para o exercício de 
atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados. Tipos de Sociedades: Simples e 
Empresária.
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EIRELI: pessoa jurídica constituída por uma ÚNICA pessoa física, com responsabilidade 
limitada. A EIRELI não é uma sociedade, é uma pessoa jurídica unipessoal com responsabilidade 
limitada ao seu capital social. A totalidade do capital social deve estar devidamente 
integralizada, não podendo ser inferior a 100 (cem) vezes o maior salário mínimo vigente 
no país e o nome empresarial deverá ser formado pela inclusão da expressão “EIRELI”.
DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA: consiste no afastamento temporário 
da autonomia patrimonial da pessoa jurídica, por ordem judicial, com o intuito de, mediante 
a constrição do patrimônio de seus sócios ou administradores, possibilitar o adimplemento 
de dívidas assumidas pela sociedade.
teoriAS DeSCoNSiDerAÇÃo DA PerSoNAliDADe JUrÍDiCA
1) TEORIA MAIOR: somente reconhece a desconsideração da personalidade jurídica 
quando ficar configurado a existência de a) requisitos objetivos: insuficiência patrimonial 
do devedor e b) requisitos subjetivos: desvio de finalidade ou confusão patrimonial através 
da fraude ou do abuso de direito. Previsão no art. 50 do CC
2) TEORIA MENOR: é uma teoria ampla, mais benéfica ao credor, pois não exige prova 
da fraude ou do abuso de direito. Nem é necessária a prova da confusão patrimonial entre 
os bens da pessoa jurídica e física. Basta, nesse sentido, que o credor demonstre o estado 
de insolvência do fornecedor, ou, ainda, o fato de a personalidade jurídica representar um 
obstáculo ao ressarcimento dos prejuízos causados. Possui aplicação no âmbito de proteção 
dos consumidores, do meio ambiente e defesa da concorrência. Previsão no § 5º, do art. 
28 do CDC, art. 4º da Lei n. 9.605/1.998 (Meio ambiente), art. 34 da Lei n. 12.529/2011 e 
§ 2º do art. 133 do CPC.
Desconsideração da Personalidade Jurídica
Desconsideração Inversa da Personalidade 
Jurídica
Atingir bens pessoais dos sócios por obrigação 
contraída pela pessoa jurídica.
Atingir bens da pessoa jurídica por obrigação contraída 
pelo sócio.
DESCONSIDERAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA É DIFERENTE DE DESPERSONALIZAÇÃO.
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Extinção da PJ
Dissolução Liquidação
Cancelamento
da inscrição
DiSSolUÇÃo DA PeSSoA JUrÍDiCA
Dissolução 
da PJ
Convencional
Legal
Administrativa
Judicial
Tipo Rol exemplificativo Previsão
Convencional
Por previsão dos sócios, conforme previsão no estatuto ou 
contrato.
Art. 1033 do CC
Legal
Falecimento de sócio, anulada sua constituição, exaurimento 
de seu fim social, falência etc.
Inciso II, do Art. 1028 do 
CC, art. 1.034 do CC, Lei n. 
11.101/05,
Administrativa
Cassação de autorização do Poder Executivo, Tornando-se 
ilícita, impossível ou inútil a finalidade da pessoa jurídica, etc.
Art. 1.125 do CC, art. 69 
do CC,
Judicial
Em regra, ocorre quando a pessoa jurídica se enquadra em 
casos de dissolução previstos no estatuto, contrato ou lei 
e mesmo assim continua em operação. Diante da situação, 
algum sócio a ingressar com ação no poder judiciário.
Art. 1.034 do CC
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MAPAS MENTAISMAPAS MENTAIS
reQUiSitoS PArA CriAÇÃo De UMA PeSSoA JUrÍDiCA
Requisitos 
da PJ
Vontade 
Humana
Elaboração 
do ato 
constitutivo
Registro do ato 
constitutivo
Objetivos 
Lícitos
REGISTRO DE PESSOA JURÍDICA: EFEITO CONSTITUTIVO
REGISTRO DE PESSOA FÍSICA: EFEITO DECLARATÓRIO
FASeS De eXtiNÇÃo DA PeSSoA JUrÍDiCA
Extinção da PJ
Dissolução Liquidação
Cancelamento
da inscrição
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DiSSolUÇÃo DA PeSSoA JUrÍDiCA
Dissolução 
da PJ
Convencional
Legal
Administrativa
Judicial
Direito Público
Interno
Externo
Estados Estrangeiros
Pessoas de Direito 
Internacional
Direito Privado
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Municípios
Estados, DF e 
Territórios
União
Demais entidades
Autarquias, inclusive associações 
públicas
Sociedades
Associações
Partidos Políticos
Organizações Religiosas
Fundações
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Pessoa Jurídica 
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FINS NÃO ECONÔMICOS
RCPJ
Estatuto
UNIÃO DE PESSOAS
ASSOCIAÇÃO
FINALIDADE NÃO ECONÔMICA 
RCPJ (MP)
Estatuto
PATRIMÔNIO AFETADO por Escritura Pública ou 
Testamento
FUNDAÇÃO
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QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO
001. 001. (IDHTEC/CM ITAPISSUMA/PROCURADOR/2024) A respeito das pessoas jurídicas é 
incorreto afirmar:
a) Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito 
privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no 
registro.
b) Os atos dos administradores, exercidos nos limites de seus poderes definidos no ato 
constitutivo, obrigam a pessoa jurídica.
c) A existência legal das pessoas jurídicas de direito público começa com a inscrição do 
ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou 
aprovação do PoderExecutivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar 
o ato constitutivo.
d) A pessoa jurídica não se confunde com os seus sócios, associados, instituidores ou 
administradores.
e) Nos casos de dissolução da pessoa jurídica ou cassada a autorização para seu funcionamento, 
ela subsistirá para os fins de liquidação, até que esta se conclua.
002. 002. (FCC/TRT 11ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO/JUDICIÁRIA/”SEM ESPECIALIDADE”/2024) 
Segundo o disposto no Código Civil, as organizações religiosas têm natureza jurídica de
a) pessoa jurídica de direito privado.
b) pessoa jurídica de direito público externo.
c) pessoa jurídica de direito público interno.
d) associação pública.
e) autarquia.
003. 003. (INSTITUTO CONSULPLAN/MPE-SC PROMOTOR DE JUSTIÇA/2024) Tendo em vista as 
regras que norteiam execução penal brasileira e os entendimentos dos Tribunais Superiores, 
julgue o item a seguir.
A desconsideração inversa da personalidade jurídica é o ato jurídico pelo qual no início do 
processo judicial se faz o pedido de responsabilização contra a sociedade e, também, contra os 
sócios, sob o fundamento de fraude ou de confusão patrimonial. Neste caso, ao contrário da 
desconsideração tradicional, na qual uma vez que não se encontra o patrimônio da sociedade 
para satisfazer eventual crédito e, por consequência, instaura-se procedimento incidental de 
desconsideração, para tentar alcançar o patrimônio dos sócios, na desconsideração inversa, 
desde o início do processo judicial, já existe a demanda contra a sociedade e os sócios.
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004. 004. (FGV/CAM DEP/ANALISTA LEGISLATIVO/CONSULTOR LEGISLATIVO/ÁREA III/”PROVA C. 
ESP. REAPLICADA”/2024) A Associação de Produtores de Frutas foi constituída há dez anos 
e já possui quarenta associados. A finalidade da associação é unir os produtores de frutas 
da cidade de Nova Vida e contribuir para o fomento da atividade, bem como defender os 
direitos e garantias individuais e coletivos dos associados. Lúcio, associado e titular de cota 
do patrimônio da associação, faleceu na última semana, e tem Horácio como único herdeiro. 
Laura, antiga associada, pretende destituir um dos administradores por considerar que 
este realiza uma gestão indevida dos recursos para a manutenção da administração. Ana, 
associada há cinco anos, entende que já é o momento de incluir no estatuto uma categoria 
de associados com vantagens especiais, sugerindo a categoria de “associados beneméritos”.
Considerando a situação hipotética narrada, analise as assertivas a seguir.
I – Após o falecimento de Lúcio, a transferência de quota do patrimônio da associação 
importará na atribuição da qualidade de associado ao seu herdeiro Horácio, se existir 
previsão estatutária nesse sentido.
II – Laura poderá convocar Assembleia Geral com a finalidade de destituir um dos 
administradores se reunir ao menos vinte e um associados para promovê-la.
III – O estatuto pode prever a categoria de associados com vantagens especiais, no caso, 
de “associados beneméritos” pretendida por Ana, visto que isso não afasta a exigência de 
que todos os associados devam ter iguais direitos.
Está correto o que se afirma em
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) III, apenas.
d) I e III, apenas.
e) II e III, apenas
005. 005. (INSTITUTO CONSULPLAN/MPE-SC/PROMOTOR DE JUSTIÇA/2024) Tendo em vista as 
regras que norteiam execução penal brasileira e os entendimentos dos Tribunais Superiores, 
julgue o item a seguir.
Uma Fundação privada, instituída em 1972, tem por objeto a prestação de serviços de 
saúde e é a mantenedora de um hospital em um determinado município de Santa Catarina. 
Exercendo a função de “zelar” pelas fundações privadas, o Promotor de Justiça local, 
analisando as contas e balanços patrimoniais da fundação dos últimos anos, percebeu que 
a situação financeira está precária, com clara deterioração do patrimônio de instituição. 
Concluindo em sua análise que o problema do desequilíbrio financeiro está atrelado à 
má gestão, com pagamentos excessivos a diretores e conselheiros e gestão temerária do 
hospital, o Promotor promoveu Ação Civil Pública, com pedido liminar de afastamento dos 
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diretores e conselheiros e nomeação de interventor, para buscar o reequilíbrio financeiro 
da Fundação e propiciar a manutenção do funcionamento do hospital da mantenedora. A 
atitude do Promotor está juridicamente correta.
006. 006. (FGV/MPE-GO/PROMOTOR DE JUSTIÇA/2024) Pedro Silva é o sócio majoritário das 
sociedades empresárias pertencentes à família Silva: Silva Eventos Ltda., Silva Tour Ltda. e 
Silva Alimentos e Bebidas Ltda.
A Silva Eventos Ltda. foi constituída há 2 anos e é administrada diretamente por Carlos, filho 
mais novo de Pedro, com 20 anos de idade. A sociedade empresária enfrenta dificuldades 
financeiras, deixando de cumprir algumas obrigações. Em razão disso, Carlos não faz 
qualquer retirada, nem mesmo a título de pro labore. No entanto, utiliza o cartão de 
crédito da sociedade para algumas despesas pessoais de pequeno valor, como transporte 
e alimentação.
A Silva Tour Ltda. foi constituída há mais de 30 anos e sempre foi a grande realização de 
Pedro Silva que, justamente por isso, não poupa esforços e estratégias para reerguer a 
sociedade empresária que perdeu muitos clientes e está deficitária desde 2020. Já a Silva 
Alimentos e Bebidas Ltda. vem apresentando crescimento e lucros consideráveis.
Diante dos resultados das três empresas e visando preservar ao máximo, o patrimônio 
da família, Pedro Silva transfere parte considerável dos bens móveis e imóveis da Silva 
Alimentos e Bebidas Ltda. para a Silva Tour Ltda., além de pagar os credores da Silva Tour 
com recursos da Silva Alimentos e Bebidas Ltda. A estratégia é bem-sucedida para salvar a 
Silva Tour Ltda. mas a Silva Alimentos e Bebidas passa a acumular dívidas e entra em colapso 
financeiro, deixando de cumprir suas obrigações com diversos credores.
Diante da situação hipotética narrada, analise as afirmativas a seguir.
I – A utilização do cartão de crédito da Silva Eventos Ltda. para as despesas de transporte 
e alimentação de Carlos configura confusão patrimonial, independentemente do valor de 
tais despesas.
II – A existência do grupo econômico, por si só, autoriza a desconsideração da personalidade 
jurídica para a satisfação dos credores.
III – A estratégia adotada por Pedro Silva para salvar a Silva Tour Ltda. configura confusão 
patrimonial.
Está correto o que se afirma em
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) III, apenas.
d) I e II, apenas.
e) I e III, apenas.
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007. 007. (CEBRASPE/CESPE/PROCURADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE/2024) A 
empresa XYZ Ltda. propôs ação judicial contra a associação civil ABC, requerendo a condenação 
da ré ao pagamento de indenização por danos materiais. Em primeira instância, o pedido 
foi julgado procedente. A decisão foi mantida em segunda instância e transitou em julgado. 
Iniciou-se o cumprimento de sentença e, em razão da tentativa infrutíferade penhora dos 
bens do patrimônio da associação civil ABC, a empresa XYZ Ltda. requereu a desconsideração 
da personalidade jurídica da ré.
Considerando a situação hipotética apresentada, o entendimento jurisprudencial do Superior 
Tribunal de Justiça (STJ), o Código Civil e a doutrina majoritária acerca do assunto, assinale 
a opção correta.
a) Na hipótese de desconsideração da personalidade jurídica, haverá a imputação de 
responsabilidade patrimonial apenas aos associados que estão em posição de poder na 
condução da pessoa jurídica.
b) Ocorrida a desconsideração da personalidade jurídica de associação civil, o pagamento 
do débito será arcado com o patrimônio de todos os associados.
c) Para a desconsideração da personalidade jurídica, exige-se a demonstração, pela empresa 
XYZ Ltda., do desvio de finalidade e da confusão patrimonial.
d) Em razão de a associação civil não ter fins econômicos, não é possível a desconsideração 
da sua personalidade jurídica.
e) O Código Civil adota a teoria menor da desconsideração da personalidade da pessoa 
jurídica.
008. 008. (CEBRASPE/CESPE/ INPI/ANALISTA DE PLANEJAMENTO, GESTÃO E INFRAESTRUTURA 
EM PROPRIEDADE INDUSTRIAL/GESTÃO E SUPORTE/DIREITO/2024) A respeito de aplicação 
das leis civis, de pessoas naturais e jurídicas e de bens, julgue o item seguinte.
O início da existência legal de uma fundação ocorre com a inscrição do ato constitutivo no 
registro civil de pessoas jurídicas.
009. 009. (FUNDEP/MPE-MG/PROMOTOR DE JUSTIÇA/LX/2023) As pessoas jurídicas de direito 
privado estão dispostas no Código Civil e são assim denominadas, pois suas relações e 
interesses são particulares, não tendo o Estado interesse direto na sua relação político-
econômica. Com base nessa premissa, são pessoas jurídicas de direito privado, EXCETO:
a) As fundações.
b) As sociedades.
c) As organizações religiosas.
d) As associações, inclusive as públicas.
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010. 010. (FAUEL/PREF. PIÊN/ADVOGADO/2023) Assinale a alternativa CORRETA sobre as pessoas 
jurídicas, conforme o Código Civil.
a) Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato 
constitutivo no respectivo registro, após a necessária autorização ou aprovação do Poder 
Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo.
b) Decai em dois anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito 
privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no 
registro.
c) Se a pessoa jurídica tiver administração coletiva, as decisões se tomarão pela maioria de 
votos dos presentes, salvo se o ato constitutivo dispuser de modo diverso.
d) A autonomia patrimonial das pessoas jurídicas é um instrumento que não pode ser 
utilizado como forma lícita de alocação e segregação de riscos.
e) As pessoas jurídicas de direito privado, sem prejuízo do previsto em legislação especial e 
em seus atos constitutivos, poderão realizar suas assembleias gerais por meio eletrônico, 
exceto no caso de assembleias gerais de destituição de administradores e alteração de 
estatutos.
011. 011. (FUNDATEC/PROCERGS/ANALISTA TÉCNICO/ ADVOGADO/CÍVEL/2023) O Título II do 
Código Civil trata das pessoas jurídicas. Sobre a temática, analise as assertivas abaixo e 
assinale a alternativa correta.
I – A União, as Autarquias, os Estados e os Municípios são pessoas jurídicas de direito público 
interno.
II – As fundações, as organizações religiosas e os partidos políticos são pessoas jurídicas 
de direito privado.
III – O desvio de finalidade e a confusão patrimonial são circunstâncias aptas a embasar 
pedido de desconsideração da personalidade jurídica a fim de possibilitar que os bens 
particulares dos sócios e/ou administradores beneficiados pelo abuso respondam pelas 
obrigações da pessoa jurídica.
a) Todas estão corretas.
b) Todas estão incorretas.
c) Apenas III está correta.
d) Apenas I e II estão corretas.
e) Apenas II e III estão corretas.
012. 012. (CEBRASPE/CESPE/PREF. FORTALEZA/ANALISTA FAZENDÁRIO MUNICIPAL/ DIREITO/2023) 
Acerca da personalidade jurídica, à luz da Constituição Federal de 1988 e do Código Civil, 
julgue o item a seguir.
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A existência legal das pessoas jurídicas de direito privado começa com a inscrição do ato 
constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou 
aprovação do Poder Executivo.
013. 013. (IBADE/RBPREV/PROCURADOR JURÍDICO PREVIDENCIÁRIO/2023) As pessoas jurídicas 
têm personalidade própria, podendo ser de direito público, interno ou externo, ou de direito 
privado, conforme previsto no Código Civil. Com isso, é correto afirmar que:
a) as associações podem ser pessoas jurídicas de direito público interno ou de direito privado.
b) os partidos políticos são pessoas jurídicas de direito público interno.
c) o empreendedor individual é pessoa jurídica de direito privado.
d) a União é pessoa de direito público externo.
e) as empresas públicas são pessoas de direito público interno.
014. 014. (CEBRASPE/CESPE/PREF. FORTALEZA/ANALISTA FAZENDÁRIO MUNICIPAL/DIREITO/2023) 
Acerca da personalidade jurídica, à luz da Constituição Federal de 1988 e do Código Civil, 
julgue o item a seguir.
A personalidade jurídica é um atributo exclusivo das pessoas físicas, não se estendendo a 
entidades como empresas e associações.
015. 015. (FGV/TJ-GO/JUIZ ESTADUAL/2023) São pessoas jurídicas de direito privado, segundo 
o Código Civil:
a) sociedades, fundações, organizações religiosas e territórios.
b) associações, fundações, organizações religiosas e empresas individuais de responsabilidade 
limitada.
c) sociedades de economia mista e empresas públicas.
d) União, Estados, Municípios e Territórios.
e) associações, sociedades, fundações, organizações religiosas e partidos políticos.
016. 016. (VUNESP/TJ-SP/OFICIAL DE JUSTIÇA/2023) No que diz respeito às pessoas jurídicas, 
assinale a alternativa correta.
a) Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do 
ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou 
aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar 
o ato constitutivo.
b) São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das 
organizações religiosas, sendo permitido, mesmo que sem fundamentação, a negativa 
pelo poder público do registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento.
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c) As associações são civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que, nessa qualidade, 
causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano, 
apenas se houver, por parte destes, dolo.
d) Prescreve em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito 
privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no 
registro.
e) São pessoas jurídicas de direito privado as associações, sociedades,fundações, organizações 
religiosas, partidos políticos e as empresas individuais de responsabilidade limitada.
017. 017. (IBEST/CRF-SC/ADVOGADO/2023) A personalidade jurídica é um atributo que a ordem 
jurídica estatal outorga a entes que o merecerem (DINIZ, 2008). Relativamente a pessoas 
jurídicas, assinale a alternativa correta.
a) As pessoas jurídicas podem ser de direito público (interno ou externo) e de direito privado, 
sendo os Estados estrangeiros considerados pessoas jurídicas de direito público externo.
b) A existência legal das pessoas jurídicas de direito privado tem seu início com a vontade 
humana, seguida de autorização estatal para seu funcionamento.
c) O associado pode, de per si, transferir sua qualidade de filiado ou membro a terceiro, 
juntamente com fração ideal do patrimônio da associação, em ato inter vivos.
d) O instituidor de uma fundação a cria por escritura pública ou testamento, mas deve 
observar a impossibilidade de que ela tenha por finalidade atividades religiosas.
e) O domicílio da pessoa jurídica coincide com o domicílio do presidente, sócio ou administrador 
e, quando houver mais de uma sede, o endereço da empresa será o domicílio.
018. 018. (INSTITUTO CONSULPAM/TCM-PA/CONSELHEIRO SUBSTITUTO/2023) Tendo em vista as 
determinações da Lei n. 10.406/2002 (Código Civil brasileiro) sobre as associações, assinale 
a alternativa CORRETA.
a) Não há, entre os associados, direitos e obrigações recíprocos.
b) Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins econômicos 
ou não.
c) Os associados devem ter iguais direitos, não podendo o estatuto instituir categorias 
com vantagens especiais.
d) A exclusão de associado é admissível mesmo não havendo justa causa.
019. 019. (VUNESP/TRF 3ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO /JUDICIÁRIA/OFICIAL DE JUSTIÇA 
AVALIADOR FEDERAL/2023) Acerca das associações, instituto previsto no Código Civil, é 
correto afirmar que
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a) sob pena de nulidade, o estatuto das associações conterá, dentre outros requisitos, os 
direitos e deveres dos associados.
b) se o estatuto não dispuser o contrário, a qualidade de associado é transmissível desde 
que previamente autorizada por 1/5 (um quinto) dos associados.
c) os associados devem ter iguais direitos, sendo vedado ao estatuto instituir categorias 
com vantagens especiais.
d) a exclusão do associado só é admissível havendo justa causa, assim reconhecida em 
procedimento que assegure direito de defesa e de recurso, mediante aprovação de 2/3 
(dois terços) dos associados.
e) se constituem associações pela união de pessoas que se organizem para fins não 
econômicos, havendo, entre os associados, direitos e obrigações recíprocos.
020. 020. (IESES/TJ-AM/NOTÁRIO E REGISTRADOR/REMOÇÃO/2023) Em conformidade com o 
art. 62 do Código Civil, a fundação somente poderá constituir-se para fins de, EXCETO:
a) Educação.
b) Morais.
c) Pesquisa científica, desenvolvimento de tecnologias alternativas, modernização de sistemas 
de gestão, produção e divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos.
d) Atividades religiosas.
021. 021. (CEBRASPE/CESPE/PROCURADOR DO ESTADO DE SERGIPE/2023) Assinale a opção 
correta no que diz respeito à pessoa jurídica, conforme o estabelecido no Código Civil.
a) A proteção dos direitos da personalidade, via de regra, não se aplica às pessoas jurídicas.
b) Os atos dos administradores da pessoa jurídica, mesmo que não exorbitem os limites dos 
poderes definidos no seu ato constitutivo, não a obrigam de imediato, mas apenas após 
ratificados pela maioria absoluta dos sócios ou associados.
c) O poder público não pode negar reconhecer ou registrar atos constitutivos de organizações 
religiosas, independentemente do cunho filosófico ou doutrinário da religião.
d) A personalidade da empresa pode ser desconsiderada sempre que estiver dificultando 
o recebimento de quantias líquidas e exigíveis por parte de algum credor.
e) A mera existência de grupo econômico autoriza a desconsideração da personalidade 
jurídica inversa de uma das empresas que o compõem.
022. 022. (EJAP/TJ-AP/RESIDÊNCIA JURÍDICA/2023) Em relação à desconsideração da personalidade 
jurídica disciplinada no Código Civil brasileiro, assinale a alternativa correta:
a) Confusão patrimonial é a utilização da pessoa jurídica com o propósito de lesar credores 
e para a prática de atos ilícitos de qualquer natureza.
b) A desconsideração inversa da personalidade jurídica não encontra previsão no ordenamento 
jurídico brasileiro, sendo uma construção doutrinária e jurisprudencial.
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c) Para que ocorra a desconsideração da personalidade jurídica é necessário o abuso de 
personalidade, caracterizado pelo desvio de finalidade ou confusão patrimonial.
d) A mera expansão ou alteração da finalidade original da atividade econômica específica 
da pessoa jurídica configura o denominado desvio de finalidade.
e) É suficiente a existência de grupo econômico para a que ocorra a desconsideração da 
personalidade jurídica.
023. 023. (FGV/CAM DEP/ANALISTA LEGISLATIVO /CONSULTOR LEGISLATIVO/ÁREA II/2023) Em 
2019, Maria da Conceição e Dandara constituíram o Restaurante e Bar Beco das Memórias 
Ltda. Destaca-se que a administração da pessoa jurídica, por força do contrato social, 
pertence a Dandara, apesar de ser a sócio minoritária.
No entanto, a partir de março de 2020, devido à pandemia de Covid-19, Maria da Conceição 
vem realizando a administração de fato da sociedade, utilizando sua própria conta bancária 
para o recebimento dos créditos da sociedade, bem como para adimplir as obrigações da 
sociedade, além das suas obrigações pessoais.
Maria da Conceição, inclusive, relata que utilizou dos seus próprios recursos para adimplir as 
obrigações da sociedade, com destaque para a folha de pagamento, os tributos, a energia 
elétrica, os alugueres e fornecedores. Nos últimos meses, no entanto, Maria da Conceição 
não vem conseguindo honrar todos os compromissos financeiros da sociedade, o que conduz 
a diversas inadimplências, levando pânico aos credores devido à escassez patrimonial da 
sociedade devedora.
Diante da situação narrada, assinale a afirmativa correta.
a) A desconsideração da personalidade jurídica, por força do Código Civil, é possível devido 
à confusão patrimonial, visto a ausência de separação de fato entre os patrimônios, 
caracterizada por cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do 
administrador ou vice-versa.
b) O ato de Maria da Conceição no cumprimento das obrigações da sociedade deve ser 
considerado um ato de mera liberalidade, devendo, por conseguinte, os credores exigirem 
o pagamento exclusivamente da sociedade, real devedora.
c) O Código Civil brasileiro expressamente impede a responsabilização dos sócios pelas 
obrigações sociais.
d) A desconsideração da personalidade jurídica no Direito brasileiro só é admitida para 
alcançar o patrimônio pessoal do administrador, no caso em questão, Dandara, sendo 
impossível o alcance do patrimônio de Maria da Conceição.
e) A desconsideração da personalidade é vista de forma restritiva no ordenamento jurídico 
brasileiro, só alcançando a hipótese de desvio de finalidade, o que não ocorre no caso.
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024. 024. (IESES/TJ-AM/NOTÁRIO E REGISTRADOR/REMOÇÃO/2023) Entende-se por confusão 
patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios, caracterizada por, EXCETO:
a) Pagamentos de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações.
b) Outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial.
c) Transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor 
proporcionalmente insignificante.
d) Cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou 
vice-versa.
025. 025. (FUVEST/USP/PROCURADOR/2023) A desconsideração da personalidade jurídica 
autorizada pelo Código Civil sujeita-se ao seguinte parâmetro:
a) Desvio de finalidade é a utilização da pessoa jurídica com o propósito de lesar credores e 
para a prática de atos ilícitos de natureza civil e penal, exclusivamente, além do uso indevido 
da personalidade para a satisfação de interesses de seus sócios ou administradores.
b) Uma hipótese de confusão patrimonial que autoriza a desconsideração da personalidade 
jurídica decorre da ausência de separação de fato entre os patrimônios, caracterizada pela 
transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor 
proporcionalmente insignificante.
c) A confusão patrimonial que autoriza a desconsideração da personalidade jurídica decorre 
do cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou 
vice-versa, mas não da prática de outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial.
d) A mera existência de grupo econômico autoriza a desconsideração da personalidade da 
pessoa jurídica, ainda que não estejam presentes os requisitos do abuso da personalidade 
jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial.
e) Autoriza a desconsideração da personalidade jurídica por desvio de finalidade a mera 
expansão da atividade econômica específica ou mesmo a alteração da finalidade original 
da pessoa jurídica.
026. 026. (VUNESP/TJ-SP/OFICIAL DE JUSTIÇA/2023) A empresa ABC Ltda. é uma sociedade 
empresarial que atua na venda de produtos eletrônicos. Nos últimos anos, a empresa 
enfrentou dificuldades financeiras acumulando dívidas consideráveis com fornecedores e 
credores em razão da transferência de ativos sem efetivas contraprestações, razão pela 
qual decidiu alterar a finalidade original de sua atividade econômica específica. No entanto, 
os sócios não foram beneficiados diretamente pelo abuso de direito praticado. Diante da 
situação hipotética, alguns credores da empresa entraram com ações judiciais buscando 
a desconsideração da personalidade jurídica da ABC Ltda.
Considerando o disposto no Código Civil, para que seja concedida a desconsideração da 
personalidade jurídica
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a) poderá ser adotada a teoria menor, na qual basta a demonstração do estado de 
insolvência do fornecedor ou do fato de a personalidade jurídica representar um obstáculo 
ao ressarcimento dos prejuízos causados.
b) basta a demonstração da transferência de ativos ou de passivos sem efetivas 
contraprestações que caracteriza a confusão patrimonial, a qual, por sua vez, caracteriza 
o abuso da personalidade jurídica.
c) basta a mera alteração da finalidade original da atividade econômica específica da pessoa 
jurídica.
d) é necessária a demonstração do desvio de finalidade e da confusão patrimonial.
e) é necessário que os sócios tenham sido beneficiados diretamente pelo abuso de direito 
praticado.
027. 027. (INSTITUTO AOCP/MPC- SE/SUBPROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS/2023) 
Em relação à desconsideração da personalidade jurídica e aos bens públicos, assinale a 
alternativa correta.
a) Por intermédio da desconsideração inversa da personalidade jurídica, é possível que 
o credor lesado satisfaça, com o patrimônio pessoal dos administradores da empresa, a 
obrigação não cumprida.
b) O abuso da personalidade jurídica decorrente do desvio de finalidade consiste na ausência 
de separação de fato entre os patrimônios, o qual resta caracterizado, notadamente, pelo 
cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou 
vice-versa.
c) O Código Civil, quanto à desconsideração da personalidade jurídica, filiou-se à teoria 
menor, cujo teor pressupõe a configuração de abuso da personalidade jurídica.
d) As terras devolutas pertencem, em regra, aos Estados-membros, com exceção daquelas 
indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias 
federais de comunicação e à preservação ambiental, que são de propriedade da União.
e) Os bens públicos de uso comum do povo, tais como as escolas públicas e os hospitais 
públicos, enquanto conservarem a sua qualificação, não podem ser alienados.
028. 028. (CEBRASPE/CESPE/TC-DF/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO/AUDITORIA/2023) A respeito 
da desconsideração da personalidade jurídica prevista no Código Civil, julgue o item a seguir, 
considerando, quando cabível, a jurisprudência dos tribunais superiores.
Para fins de desconsideração da personalidade jurídica prevista no Código Civil, não constitui 
desvio de finalidade a mera expansão ou a alteração da finalidade original da atividade 
econômica específica da pessoa jurídica.
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029. 029. (CEBRASPE/CESPE/TC-DF/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO/ AUDITORIA/2023)A 
respeito da desconsideração da personalidade jurídica prevista no Código Civil, julgue o 
item a seguir, considerando, quando cabível, a jurisprudência dos tribunais superiores.
O Código Civil adotou, como regra geral, a teoria menor da desconsideração da personalidade 
jurídica, sendo suficiente a inexistência de bens em nome da pessoa jurídica para atingir 
os bens dos sócios.
030. 030. (CEBRASPE/CESPE/TCE-MS/PROCURADOR DE CONTAS SUBSTITUTO/2023) A respeito 
da desconsideração da personalidade jurídica, julgue os itens seguintes.
I – O abuso da personalidade jurídica que viabiliza a desconsideração desta é demonstrado 
pela presença do desvio de finalidade ou da confusão patrimonial.
II – A caracterização de grupo econômico é motivo suficiente para viabilizar a desconsideração 
da personalidade jurídica.
III – A pessoa jurídica possui interesse e legitimidade para recorrer de decisão que desconsidere 
sua personalidade jurídica nos casos em que almeje defender direito próprio.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas o item II está certo.
c) Apenas os itens I e III estão certos.
d) Apenas os itens II e III estão certos.
e) Todos os itens estão certos.
031. 031. (VUNESP/TJ-AL/NOTÁRIO E REGISTRADOR/ PROVIMENTO/2023) O artigo 50 do Código 
Civil dispõe que poderá o juiz desconsiderar a personalidade jurídica em caso de abuso da 
personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial. 
A confusão patrimonial, de acordo com o Código Civil, é entendida como a ausência de 
separação de fato entre os patrimônios e caracteriza-se por
a) atos de descumprimento da autonomia patrimonial.
b) transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações,independentemente 
do valor.
c) cumprimento pela sociedade de quaisquer obrigações do sócio ou do administrador ou 
vice-versa.
d) ausência de patrimônio para saldar a obrigação.
032. 032. (CEBRASPE/CESPE/TC-DF/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO/AUDITORIA/2023) Acerca do 
instituto da desconsideração da personalidade jurídica, julgue o item a seguir, considerando, 
quando cabível, a jurisprudência dos tribunais superiores.
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A teoria maior da desconsideração da personalidade jurídica, adotada pela legislação civil, 
exige prova do desvio de finalidade da sociedade ou confusão patrimonial entre o patrimônio 
dos sócios e o da sociedade empresária.
033. 033. (CEBRASPE/CESPE/AGER-MT/ANALISTA REGULADOR/DIREITO/2023) No que se refere 
às pessoas jurídicas, julgue os itens a seguir.
I – Os direitos da personalidade não se estendem às pessoas jurídicas de direito privado.
II – As organizações religiosas e os partidos políticos são considerados pessoas jurídicas de 
direito privado.
III – As associações são pessoas jurídicas de direito privado constituídas pela união de pessoas 
que se organizam com o objetivo de promover atividades sociais, culturais ou esportivas, 
com ou sem fins econômicos.
IV – As fundações de natureza privada podem ser instituídas por escritura pública e podem 
se destinar à promoção da ética, da cidadania, da democracia e dos direitos humanos.
Assinale a opção correta.
a) Apenas os itens I e II estão certos.
b) Apenas os itens I e III estão certos.
c) Apenas os itens II e IV estão certos.
d) Apenas os itens I, III e IV estão certos.
e) Apenas os itens II, III e IV estão certos.
034. 034. (SUSTENTE/DPE-PE/ESTAGIÁRIO/CURSO DE DIREITO/2023) A respeito das pessoas 
jurídicas, assinale a alternativa INCORRETA.
a) Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito 
privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no 
registro.
b) A desconsideração da personalidade jurídica ocorrerá apenas no caso de confusão 
patrimonial.
c) Nos casos de dissolução da pessoa jurídica ou cassada a autorização para seu funcionamento, 
ela subsistirá para os fins de liquidação, até que esta se conclua.
d) A pessoa jurídica não se confunde com os seus sócios, associados, instituidores ou 
administradores.
e) A autonomia patrimonial das pessoas jurídicas é um instrumento lícito de alocação e 
segregação de riscos.
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GABARITOGABARITO
1. c
2. a
3. E
4. d
5. C
6. c
7. a
8. C
9. d
10. c
11. a
12. C
13. a
14. E
15. e
16. a
17. a
18. a
19. a
20. b
21. c
22. c
23. a
24. a
25. b
26. b
27. d
28. C
29. E
30. c
31. a
32. C
33. c
34. b
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (IDHTEC/CM ITAPISSUMA/PROCURADOR/2024) A respeito das pessoas jurídicas é 
incorreto afirmar:
a) Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito 
privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no 
registro.
b) Os atos dos administradores, exercidos nos limites de seus poderes definidos no ato 
constitutivo, obrigam a pessoa jurídica.
c) A existência legal das pessoas jurídicas de direito público começa com a inscrição do 
ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou 
aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar 
o ato constitutivo.
d) A pessoa jurídica não se confunde com os seus sócios, associados, instituidores ou 
administradores.
e) Nos casos de dissolução da pessoa jurídica ou cassada a autorização para seu funcionamento, 
ela subsistirá para os fins de liquidação, até que esta se conclua.
a) Certa. A assertiva é cópia literal do seguinte dispositivo do Código Civil. Vejamos:
Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato 
constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do 
Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo.
Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de 
direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição 
no registro.
b) Certa. A assertiva está em harmonia com o Código Civil. Examine:
Art. 47. Obrigam a pessoa jurídica os atos dos administradores, exercidos nos limites de seus 
poderes definidos no ato constitutivo.
c) Errada. A existência legal das pessoas jurídicas de direito privado começa com a inscrição 
do ato constitutivo no respectivo registro. Vejamos:
Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato 
constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do 
Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo.
d) Certa. É o que dispõe o Código Civil. Examine:
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Art. 49-A. A pessoa jurídica não se confunde com os seus sócios, associados, instituidores ou 
administradores. (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
e) Certa. Aplica-se ao caso, o artigo 51, caput, do Código Civil. Vejamos:
Art. 51. Nos casos de dissolução da pessoa jurídica ou cassada a autorização para seu funcionamento, 
ela subsistirá para os fins de liquidação, até que esta se conclua.
Letra c.
002. 002. (FCC/TRT 11ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO/JUDICIÁRIA/”SEM ESPECIALIDADE”/2024) 
Segundo o disposto no Código Civil, as organizações religiosas têm natureza jurídica de
a) pessoa jurídica de direito privado.
b) pessoa jurídica de direito público externo.
c) pessoa jurídica de direito público interno.
d) associação pública.
e) autarquia.
As organizações religiosas têm natureza jurídica de pessoa jurídica de direito privado, de 
acordo com o art. 44, IV do Código Civil.
Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:
IV – as organizações religiosas; (Incluído pela Lei n. 10.825, de 22.12.2003)
São organizações religiosas todas as entidades de direito privado, formadas pela união 
de indivíduos com o propósito de culto a determinada força ou forças sobrenaturais, por 
meio de doutrina e ritual próprios, envolvendo, em geral, preceitos éticos (Pablo Stolze e 
Rodolfo Pamplona Filho, Novo Curso de Direito Civil, v. 1 [livro eletrônico], 26 ed., Saraiva 
Educação, 2024, p. 724).
Letra a.
003. 003. (INSTITUTO CONSULPLAN/MPE-SC PROMOTOR DE JUSTIÇA/2024) Tendo em vista as 
regras que norteiam execução penal brasileira e os entendimentos dos Tribunais Superiores, 
julgue o item a seguir.
A desconsideração inversa da personalidadejurídica é o ato jurídico pelo qual no início do 
processo judicial se faz o pedido de responsabilização contra a sociedade e, também, contra os 
sócios, sob o fundamento de fraude ou de confusão patrimonial. Neste caso, ao contrário da 
desconsideração tradicional, na qual uma vez que não se encontra o patrimônio da sociedade 
para satisfazer eventual crédito e, por consequência, instaura-se procedimento incidental de 
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desconsideração, para tentar alcançar o patrimônio dos sócios, na desconsideração inversa, 
desde o início do processo judicial, já existe a demanda contra a sociedade e os sócios.
Ocorre a desconsideração inversa da personalidade jurídica quando é afastado o princípio 
da autonomia patrimonial da pessoa jurídica para responsabilizar a sociedade por obrigação 
do sócio (Carlos Roberto Gonçalves, Direito Civil Esquematizado, v. 1, 13 ed., Saraiva, 2023, 
p. 295). Estabelece o Enunciado 283 da IV Jornada de Direito Civil:
JURISPRUDÊNCIA
É cabível a desconsideração da personalidade jurídica denominada “inversa” para 
alcançar bens de sócio que se valeu da pessoa jurídica para ocultar ou desviar bens 
pessoais, com prejuízo a terceiros.
Tem fundamento no art. 50, § 3º do Código Civil.
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou 
pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando 
lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios 
da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso. (Redação dada pela Lei n. 
13.874, de 2019)
§ 1º Para os fins do disposto neste artigo, desvio de finalidade é a utilização da pessoa jurídica 
com o propósito de lesar credores e para a prática de atos ilícitos de qualquer natureza. (Incluído 
pela Lei n. 13.874, de 2019)
§ 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios, 
caracterizada por: (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
I – cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou vice-
versa; (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
II – transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor 
proporcionalmente insignificante; e (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
III – outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial. (Incluído pela Lei n. 13.874, 
de 2019)
§ 3º O disposto no caput e nos §§ 1º e 2º deste artigo também se aplica à extensão das obrigações 
de sócios ou de administradores à pessoa jurídica. (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
§ 4º A mera existência de grupo econômico sem a presença dos requisitos de que trata o caput 
deste artigo não autoriza a desconsideração da personalidade da pessoa jurídica. (Incluído pela 
Lei n. 13.874, de 2019)
§ 5º Não constitui desvio de finalidade a mera expansão ou a alteração da finalidade original da 
atividade econômica específica da pessoa jurídica. (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
Errado.
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004. 004. (FGV/CAM DEP/ANALISTA LEGISLATIVO/CONSULTOR LEGISLATIVO/ÁREA III/”PROVA C. 
ESP. REAPLICADA”/2024) A Associação de Produtores de Frutas foi constituída há dez anos 
e já possui quarenta associados. A finalidade da associação é unir os produtores de frutas 
da cidade de Nova Vida e contribuir para o fomento da atividade, bem como defender os 
direitos e garantias individuais e coletivos dos associados. Lúcio, associado e titular de cota 
do patrimônio da associação, faleceu na última semana, e tem Horácio como único herdeiro. 
Laura, antiga associada, pretende destituir um dos administradores por considerar que 
este realiza uma gestão indevida dos recursos para a manutenção da administração. Ana, 
associada há cinco anos, entende que já é o momento de incluir no estatuto uma categoria 
de associados com vantagens especiais, sugerindo a categoria de “associados beneméritos”.
Considerando a situação hipotética narrada, analise as assertivas a seguir.
I – Após o falecimento de Lúcio, a transferência de quota do patrimônio da associação 
importará na atribuição da qualidade de associado ao seu herdeiro Horácio, se existir 
previsão estatutária nesse sentido.
II – Laura poderá convocar Assembleia Geral com a finalidade de destituir um dos 
administradores se reunir ao menos vinte e um associados para promovê-la.
III – O estatuto pode prever a categoria de associados com vantagens especiais, no caso, 
de “associados beneméritos” pretendida por Ana, visto que isso não afasta a exigência de 
que todos os associados devam ter iguais direitos.
Está correto o que se afirma em
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) III, apenas.
d) I e III, apenas.
e) II e III, apenas
I – Certa. De fato, como regra, a transmissão de cota ou fração ideal, seja por ato inter vivos 
ou mortis causa, não implica transferência da qualidade de associado ao adquirente ou 
herdeiro, salvo se houver previsão estatutária nesse sentido, conforme disposição expressa 
do parágrafo único do art. 56 do Código Civil:
Art. 56. A qualidade de associado é intransmissível, se o estatuto não dispuser o contrário.
Parágrafo único. Se o associado for titular de quota ou fração ideal do patrimônio da associação, 
a transferência daquela não importará, de per si, na atribuição da qualidade de associado ao 
adquirente ou ao herdeiro, salvo disposição diversa do estatuto.
Logo, a contrário sensu, com o falecimento de Lúcio, a transferência de quota do patrimônio 
da associação importará na atribuição da qualidade de associado ao seu herdeiro, Horácio, 
se existir previsão estatutária nesse sentido.
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II – Errada. A destituição dos administradores constitui competência privativa da assembleia 
geral (art. 59, I, CC), sendo que o quórum para deliberação deverá vir previsto no estatuto 
(art. 59, parágrafo único, CC). Além disso, conforme art. 60 do Código Civil, a convocação 
dos órgãos deliberativos far-se-á na forma do estatuto, garantido a 1/5 (um quinto) dos 
associados o direito de promovê-la. Logo, a convocação da AG, considerando que a Associação 
de Produtores de Frutas conta com 40 (quarenta) associados, poderia se dar pelo quórum 
de 8 associados (1/5 de 40), não se exigindo maioria absoluta. Vejamos os preceitos legais:
Art. 59. Compete privativamente à assembleia geral:
I – destituir os administradores;
II – alterar o estatuto.
Parágrafo único. Para as deliberações a que se referem os incisos I e II deste artigo é exigido 
deliberação da assembleia especialmente convocada para esse fim, cujo quórum será o estabelecido 
no estatuto, bem como os critérios de eleição dos administradores.
Veja:
Art. 60. A convocação dos órgãos deliberativos far-se-á na forma do estatuto, garantido a 1/5 
(um quinto) dos associados o direito de promovê-la.
III – Certa. A assertiva está de acordo com a disposição do art. 55 do Código Civil:
Art.55. Os associados devem ter iguais direitos, mas o estatuto poderá instituir categorias com 
vantagens especiais.
Letra d.
005. 005. (INSTITUTO CONSULPLAN/MPE-SC/PROMOTOR DE JUSTIÇA/2024) Tendo em vista as 
regras que norteiam execução penal brasileira e os entendimentos dos Tribunais Superiores, 
julgue o item a seguir.
Uma Fundação privada, instituída em 1972, tem por objeto a prestação de serviços de 
saúde e é a mantenedora de um hospital em um determinado município de Santa Catarina. 
Exercendo a função de “zelar” pelas fundações privadas, o Promotor de Justiça local, 
analisando as contas e balanços patrimoniais da fundação dos últimos anos, percebeu que 
a situação financeira está precária, com clara deterioração do patrimônio de instituição. 
Concluindo em sua análise que o problema do desequilíbrio financeiro está atrelado à 
má gestão, com pagamentos excessivos a diretores e conselheiros e gestão temerária do 
hospital, o Promotor promoveu Ação Civil Pública, com pedido liminar de afastamento dos 
diretores e conselheiros e nomeação de interventor, para buscar o reequilíbrio financeiro 
da Fundação e propiciar a manutenção do funcionamento do hospital da mantenedora. A 
atitude do Promotor está juridicamente correta.
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A atitude do Promotor ao promover a ação civil pública com pedido liminar de afastamento 
dos diretores e conselheiros e nomeação de interventor, para buscar o reequilíbrio financeiro 
da Fundação e propiciar a manutenção do funcionamento do hospital da mantenedora foi 
correta.
Entre as incumbências do Ministério Público está a defesa da ordem jurídica e, no que pertine 
às fundações, pessoas jurídicas de direito privado, elas nascem, vivem e extinguem-se sob 
a vista dele, de acordo com o disposto no art. 66 do Código Civil. O patrimônio da fundação 
a partir do momento que é constituída, pertence à sociedade, beneficiária das atividades 
que serão desenvolvidas, sempre de natureza social e de interesse público, circunstância que 
atribui legitimidade para o ajuizamento de ações que visem tornar efetiva sua atribuição 
de fiscalizar as fundações (José Eduardo Sabo Paes, Fundações, associações e entidades 
de interesse social: aspectos jurídicos, administrativos, contábeis, trabalhistas e tributários, 
11 ed., Forense, 2021, p. 543).
Art. 66. Velará pelas fundações o Ministério Público do Estado onde situadas.
§ 1º Se funcionarem no Distrito Federal ou em Território, caberá o encargo ao Ministério Público 
do Distrito Federal e Territórios. (Redação dada pela Lei n. 13.151, de 2015)
§ 2º Se estenderem a atividade por mais de um Estado, caberá o encargo, em cada um deles, ao 
respectivo Ministério Público.
Certo.
006. 006. (FGV/MPE-GO/PROMOTOR DE JUSTIÇA/2024) Pedro Silva é o sócio majoritário das 
sociedades empresárias pertencentes à família Silva: Silva Eventos Ltda., Silva Tour Ltda. e 
Silva Alimentos e Bebidas Ltda.
A Silva Eventos Ltda. foi constituída há 2 anos e é administrada diretamente por Carlos, filho 
mais novo de Pedro, com 20 anos de idade. A sociedade empresária enfrenta dificuldades 
financeiras, deixando de cumprir algumas obrigações. Em razão disso, Carlos não faz 
qualquer retirada, nem mesmo a título de pro labore. No entanto, utiliza o cartão de 
crédito da sociedade para algumas despesas pessoais de pequeno valor, como transporte 
e alimentação.
A Silva Tour Ltda. foi constituída há mais de 30 anos e sempre foi a grande realização de 
Pedro Silva que, justamente por isso, não poupa esforços e estratégias para reerguer a 
sociedade empresária que perdeu muitos clientes e está deficitária desde 2020. Já a Silva 
Alimentos e Bebidas Ltda. vem apresentando crescimento e lucros consideráveis.
Diante dos resultados das três empresas e visando preservar ao máximo, o patrimônio 
da família, Pedro Silva transfere parte considerável dos bens móveis e imóveis da Silva 
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Alimentos e Bebidas Ltda. para a Silva Tour Ltda., além de pagar os credores da Silva Tour 
com recursos da Silva Alimentos e Bebidas Ltda. A estratégia é bem-sucedida para salvar a 
Silva Tour Ltda. mas a Silva Alimentos e Bebidas passa a acumular dívidas e entra em colapso 
financeiro, deixando de cumprir suas obrigações com diversos credores.
Diante da situação hipotética narrada, analise as afirmativas a seguir.
I – A utilização do cartão de crédito da Silva Eventos Ltda. para as despesas de transporte 
e alimentação de Carlos configura confusão patrimonial, independentemente do valor de 
tais despesas.
II – A existência do grupo econômico, por si só, autoriza a desconsideração da personalidade 
jurídica para a satisfação dos credores.
III – A estratégia adotada por Pedro Silva para salvar a Silva Tour Ltda. configura confusão 
patrimonial.
Está correto o que se afirma em
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) III, apenas.
d) I e II, apenas.
e) I e III, apenas.
I – Errada. A utilização do cartão de crédito da Silva Eventos Ltda. para as despesas de 
transporte e alimentação de Carlos configura confusão patrimonial, exceto os de valor 
proporcionalmente insignificante. Vejamos:
Art. 50, § 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os 
patrimônios, caracterizada por: (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
I – cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou vice-
versa; (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
II – transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor 
proporcionalmente insignificante; e (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
III – outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial. (Incluído pela Lei n. 13.874, 
de 2019)
II – Errada. A existência do grupo econômico, por si só, não autoriza a desconsideração da 
personalidade jurídica para a satisfação dos credores. Vejamos:
Art. 50, § 4º A mera existência de grupo econômico sem a presença dos requisitos de que trata o 
caput deste artigo não autoriza a desconsideração da personalidade da pessoa jurídica. (Incluído 
pela Lei n. 13.874, de 2019)
III – Certa. A assertiva está em harmonia com o Código Civil. Examine:
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Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou 
pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando 
lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios 
da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso. (Redação dada pela Lei n. 
13.874, de 2019)
§ 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios, 
caracterizada por: (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
I – cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou vice-
versa; (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
II – transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações,exceto os de valor 
proporcionalmente insignificante; e (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
III – outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial. (Incluído pela Lei n. 13.874, 
de 2019)
JURISPRUDÊNCIA
1. A aplicação da desconsideração da personalidade jurídica deve ser excepcional, 
sendo a regra a preservação da autonomia patrimonial, devendo ser deferida quando 
presentes os requisitos do Art. 50 do Código Civil.
2. O ordenamento jurídico adotou a teoria maior da desconsideração da personalidade 
jurídica a qual exige prova do desvio de finalidade da sociedade ou a confusão patrimonial 
entre o patrimônio dos sócios e o da sociedade empresária.” Acórdão 1369154, 
07090171820218070000, Relator: ROBERTO FREITAS, Terceira Turma Cível, data de 
julgamento: 31/8/2021, publicado no DJE: 17/9/2021.
Letra c.
007. 007. (CEBRASPE/CESPE/PROCURADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE/2024) A 
empresa XYZ Ltda. propôs ação judicial contra a associação civil ABC, requerendo a condenação 
da ré ao pagamento de indenização por danos materiais. Em primeira instância, o pedido 
foi julgado procedente. A decisão foi mantida em segunda instância e transitou em julgado. 
Iniciou-se o cumprimento de sentença e, em razão da tentativa infrutífera de penhora dos 
bens do patrimônio da associação civil ABC, a empresa XYZ Ltda. requereu a desconsideração 
da personalidade jurídica da ré.
Considerando a situação hipotética apresentada, o entendimento jurisprudencial do Superior 
Tribunal de Justiça (STJ), o Código Civil e a doutrina majoritária acerca do assunto, assinale 
a opção correta.
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a) Na hipótese de desconsideração da personalidade jurídica, haverá a imputação de 
responsabilidade patrimonial apenas aos associados que estão em posição de poder na 
condução da pessoa jurídica.
b) Ocorrida a desconsideração da personalidade jurídica de associação civil, o pagamento 
do débito será arcado com o patrimônio de todos os associados.
c) Para a desconsideração da personalidade jurídica, exige-se a demonstração, pela empresa 
XYZ Ltda., do desvio de finalidade e da confusão patrimonial.
d) Em razão de a associação civil não ter fins econômicos, não é possível a desconsideração 
da sua personalidade jurídica.
e) O Código Civil adota a teoria menor da desconsideração da personalidade da pessoa 
jurídica.
a) Certa. A assertiva está de acordo com o entendimento do STJ. É admissível a desconsideração 
da personalidade jurídica de associação civil, mas a responsabilidade patrimonial deve se 
limitar aos associados em posições de poder na condução da entidade. Vejamos:
JURISPRUDÊNCIA
4. É admissível a desconsideração da personalidade jurídica de associação civil, 
contudo a responsabilidade patrimonial deve ser limitada apenas aos associados 
que estão em posições de poder na condução da entidade, pois seria irrazoável 
estender a responsabilidade patrimonial a um enorme número de associados que 
pouco influenciaram na prática dos atos associativos ilícitos.
5. No caso dos autos, a desconsideração da personalidade jurídica da associação está 
atingindo apenas o patrimônio daqueles associados que exerceram algum cargo diretivo 
e com poder de decisão dentro da entidade, bem como se reconheceu o abuso da 
personalidade jurídica, porquanto o regime jurídico próprio das formas associativas 
sofreu distorções e desvirtuamento de seu propósito. Infirmar tais conclusões 
demandaria o reexame de provas, o que é vedado nesta instância extraordinária, sob 
pena de incidência do óbice da Súmula 7/STJ. (REsp n. 1.812.929/DF, relator Ministro 
Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 12/9/2023, DJe de 28/9/2023.)
A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu, por unanimidade, 
que é admissível a desconsideração da personalidade jurídica de associação civil, mas a 
responsabilidade patrimonial deve se limitar aos associados em posições de poder na 
condução da entidade. Para o colegiado, não se pode estender essa responsabilização ao 
conjunto dos associados, os quais têm pouca influência na eventual prática de irregularidades 
(REsp 1.812.929).
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b) Errada. Conforme entendimento do STJ, não se pode estender a responsabilização ao 
conjunto dos associados, os quais têm pouca influência na eventual prática de irregularidades. 
Portanto, ocorrida a desconsideração da personalidade jurídica de associação civil, o 
pagamento do débito será arcado com o patrimônio dos associados que estão em posições 
de poder na condução da entidade. Vejamos: A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça 
(STJ) entendeu, por unanimidade, que é admissível a desconsideração da personalidade 
jurídica de associação civil, mas a responsabilidade patrimonial deve se limitar aos associados 
em posições de poder na condução da entidade. Para o colegiado, não se pode estender essa 
responsabilização ao conjunto dos associados, os quais têm pouca influência na eventual 
prática de irregularidades (REsp 1.812.929).
c) Errada. Para a desconsideração da personalidade jurídica, exige-se a demonstração, pela 
empresa XYZ Ltda., do desvio de finalidade ou da confusão patrimonial. Vejamos:
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou 
pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando 
lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios 
da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso. (Redação dada pela Lei n. 
13.874, de 2019)
d) Errada. É sim possível a desconsideração da sua personalidade jurídica da associação 
civil, ainda que não tenha fins econômicos. Vejamos:
JURISPRUDÊNCIA
Enunciado 284 da IV Jornada de Direito Civil: As pessoas jurídicas de direito privado 
sem fins lucrativos ou de fins não-econômicos estão abrangidas no conceito de abuso 
da personalidade jurídica.
e) Errada. O Direito Civil brasileiro adotou a chamada teoria maior da desconsideração. 
Isso porque o art. 50 exige que se prove o desvio de finalidade (teoria maior subjetiva) ou 
a confusão patrimonial (teoria maior objetiva). Vejamos:
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou 
pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando 
lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios 
da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso.
JURISPRUDÊNCIA
1. A aplicação da desconsideração da personalidade jurídica deve ser excepcional, 
sendo a regra a preservação da autonomia patrimonial, devendo ser deferida quando 
presentes os requisitos do Art. 50 do Código Civil.
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2. O ordenamento jurídico adotou a teoriade empregos, renda, inovação 
e diminuição de tributos em benefício de todos.
c) um instrumento lícito de locação e incremento de riscos, estabelecido pela lei com a 
finalidade de estimular empreendimentos, para a geração de empregos, tributo, renda e 
inovação em benefício de todos.
d) um instrumento lícito de alocação e segregação de riscos, estabelecido pela lei com a 
finalidade de estimular empreendimentos, para a geração de empregos, tributo, renda e 
inovação em benefício de todos que sejam seus sócios.
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a) Certa. É a redação do p. único do art. 49-A do Código Civil, dispositivo que fora incluído 
pela Lei n. 13.874/2019 (Lei de Liberdade Econômica):
Art. 49-A. A pessoa jurídica não se confunde com os seus sócios, associados, instituidores ou 
administradores.
Parágrafo único. A autonomia patrimonial das pessoas jurídicas é um instrumento lícito de alocação 
e segregação de riscos, estabelecido pela lei com a finalidade de estimular empreendimentos, 
para a geração de empregos, tributo, renda e inovação em benefício de todos.
b) Errada. A geração de tributos em benefício da coletividade consubstancia um dos fins 
da autonomia patrimonial da pessoa jurídica (art. 49-A, parágrafo único, CC).
c) Errada. A autonomia patrimonial é um instrumento legal e lícito de alocação e segregação 
de riscos (art. 49-A, parágrafo único, CC).
d) Errada. Os benefícios advindos da autonomia patrimonial têm por destinatários a 
coletividade – pois estreitamente relacionados à função social da empresa – não sendo, 
por isso, restritos aos respectivos sócios (art. 49-A, parágrafo único, CC).
Letra a.
2 . CoNStitUiÇÃo DA PeSSoA JUrÍDiCA2 . CoNStitUiÇÃo DA PeSSoA JUrÍDiCA
Incialmente cabe esclarecer que, conforme o Código Civil, existem pessoas jurídicas de 
direito privado e de direito público interno ou externo.
Para a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, inicialmente alguns requisitos 
são exigidos para a criação de uma pessoa jurídica:
a) Vontade humana: vontade de criar uma entidade distinta de seus membros;
b) Elaboração do ato constitutivo: elaboração do estatuto ou contrato. O estatuto social 
é utilizado pelas sociedades em ações, cooperativas e entidades sem fins lucrativos, ou o 
contrato social é utilizado pelas demais sociedades;
c) Registro do ato constitutivo: registro no Registro Civil de Pessoas Jurídicas ou Junta 
Comercial, a depender na natureza da pessoa jurídica;
d) Objetivos Lícitos: Objetivos ilícitos podem impedir o registro ou extinguir a pessoa jurídica.
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Requisitos 
da PJ
Vontade 
Humana
Elaboração 
do ato 
constitutivo
Registro do ato 
constitutivo
Objetivos 
Lícitos
Além do mais, conforme art. 45 do Código Civil, há um requisito que é exigido apenas 
para algumas pessoas jurídicas tendo em vista o interesse estratégico de seus fins, citando, 
por exemplo, empresas estrangeiras, agências de seguros, bancos e outras:
e) Autorização do Poder Executivo.
Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do 
ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou 
aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar 
o ato constitutivo.
Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de 
direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição 
no registro.
003. 003. (CEBRASPE/CESPE/MPE-AC/PROMOTOR DE JUSTIÇA/2022) O prazo para anular a 
constituição das pessoas jurídicas de direito privado conta-se do(a)
a) conhecimento da irregularidade.
b) assinatura do ato constitutivo.
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c) publicação da inscrição no registro.
d) início das atividades.
e) primeira reunião deliberativa.
As pessoas jurídicas de direito privado têm sua constituição iniciada com o registro do ato 
constitutivo (estatuto ou contrato social). No entanto, o direito à anulação, por defeito 
do respectivo ato, está sujeito a prazo decadencial e se opera em três anos, contados da 
publicação do registro (inscrição do ato constitutivo no respectivo registro), conforme 
prevê o art. 45, parágrafo único, do CC:
Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato 
constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do 
Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo.
Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de 
direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição 
no registro.
Letra c.
AA pessoapessoa naturalnatural adquireadquire ppersonalidadeersonalidade jurídicajurídica aa partirpartir dodo nascimentonascimento comcom aa vida,vida, ee 
parapara aa pessoapessoa jurídicajurídica comocomo funciona?funciona?
Ainda conforme o art. 45 do CC, a existência legal das pessoas jurídicas de direito 
privado começa com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, 
quanto necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo.
Assim, a personalidade da pessoa jurídica de direito privado é adquirida com o registro 
do seu respectivo ato constitutivo. E aí vem o próximo questionamento, o registro se trata 
de um ato de natureza declaratória ou constitutiva? O registro dos atos de criação das 
pessoas jurídicas tem efeito constitutivo, enquanto o registro da pessoa natural tem efeito 
declaratório. O registro da pessoa jurídica possui efeitos ex-nunc.
REGISTRO DE PESSOA 
JURÍDICA
EFEITO CONSTITUTIVO
REGISTRO DE PESSOA FÍSICA EFEITO DECLARATÓRIO
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004. 004. (CEBRASPE/CESPE/TCE-SC/AUDITOR-FISCAL DE CONTROLE EXTERNO/ DIREITO/2022) 
Julgue o item a seguir, acerca do direito civil.
A existência legal das pessoas jurídicas de direito privado começa com a publicação do seu 
registro no diário oficial do órgão de registro competente.
Por expressa previsão do Código Civil, a existência legal das pessoas jurídicas de direito 
privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro. Vejamos:
Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato 
constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do 
Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo.
Errado.
Além do mais, conforme o parágrafo único do art. 45 do CC, o prazo para anular o ato 
constitutivo de constituição das pessoas jurídicas por algum defeito é decadencial de 03 
(três) anos.
O registro, quemaior da desconsideração da personalidade 
jurídica a qual exige prova do desvio de finalidade da sociedade ou a confusão 
patrimonial entre o patrimônio dos sócios e o da sociedade empresária. Acórdão 
1369154, 07090171820218070000, Relator: ROBERTO FREITAS, Terceira Turma Cível, 
data de julgamento: 31/8/2021, publicado no DJE: 17/9/2021.
Letra a.
008. 008. (CEBRASPE/CESPE/ INPI/ANALISTA DE PLANEJAMENTO, GESTÃO E INFRAESTRUTURA 
EM PROPRIEDADE INDUSTRIAL/GESTÃO E SUPORTE/DIREITO/2024) A respeito de aplicação 
das leis civis, de pessoas naturais e jurídicas e de bens, julgue o item seguinte.
O início da existência legal de uma fundação ocorre com a inscrição do ato constitutivo no 
registro civil de pessoas jurídicas.
Aplica-se ao caso, o artigo 45 do Código Civil. Vejamos:
Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:
III – as fundações. Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado 
com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de 
autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações 
por que passar o ato constitutivo.
Certo.
009. 009. (FUNDEP/MPE-MG/PROMOTOR DE JUSTIÇA/LX/2023) As pessoas jurídicas de direito 
privado estão dispostas no Código Civil e são assim denominadas, pois suas relações e 
interesses são particulares, não tendo o Estado interesse direto na sua relação político-
econômica. Com base nessa premissa, são pessoas jurídicas de direito privado, EXCETO:
a) As fundações.
b) As sociedades.
c) As organizações religiosas.
d) As associações, inclusive as públicas.
a) Errada. São pessoas jurídicas de direito privado as fundações. Examine: “Art. 44, CC. São 
pessoas jurídicas de direito privado: (...) III – as fundações.”
b) Errada. As sociedades são pessoas jurídicas de direito privado. Vejamos: “Art. 44, CC. São 
pessoas jurídicas de direito privado: (...) II – as sociedades.”
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c) Errada. As organizações religiosas também são pessoas jurídicas de direito privado. Vejamos: 
“Art. 44, CC. São pessoas jurídicas de direito privado: (...) IV – as organizações religiosas.”
d) Certa. As associações públicas são pessoas jurídicas de direito público interno. Vejamos:
Art. 41. São pessoas jurídicas de direito público interno:
IV – as autarquias, inclusive as associações públicas;
Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:
I – as associações.”
Letra d.
010. 010. (FAUEL/PREF. PIÊN/ADVOGADO/2023) Assinale a alternativa CORRETA sobre as pessoas 
jurídicas, conforme o Código Civil.
a) Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato 
constitutivo no respectivo registro, após a necessária autorização ou aprovação do Poder 
Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo.
b) Decai em dois anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito 
privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no 
registro.
c) Se a pessoa jurídica tiver administração coletiva, as decisões se tomarão pela maioria de 
votos dos presentes, salvo se o ato constitutivo dispuser de modo diverso.
d) A autonomia patrimonial das pessoas jurídicas é um instrumento que não pode ser 
utilizado como forma lícita de alocação e segregação de riscos.
e) As pessoas jurídicas de direito privado, sem prejuízo do previsto em legislação especial e 
em seus atos constitutivos, poderão realizar suas assembleias gerais por meio eletrônico, 
exceto no caso de assembleias gerais de destituição de administradores e alteração de 
estatutos.
a) Errada. É precedida, apenas quando necessário, de autorização ou aprovação do Poder 
Executivo. Vejamos:
Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato 
constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do 
Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo.
b) Errada. Decai em três (não dois) anos o direito de anular a constituição das pessoas 
jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo. Vejamos:
Art. 45, Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas 
jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de 
sua inscrição no registro.
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c) Certa. A assertiva é cópia literal do seguinte dispositivo do Código Civil. Vejamos:
Art. 48. Se a pessoa jurídica tiver administração coletiva, as decisões se tomarão pela maioria 
de votos dos presentes, salvo se o ato constitutivo dispuser de modo diverso.
d) Errada. A autonomia patrimonial das pessoas jurídicas é um instrumento lícito de alocação 
e segregação de risco. Examine:
Art. 49-A, Parágrafo único. A autonomia patrimonial das pessoas jurídicas é um instrumento 
lícito de alocação e segregação de riscos, estabelecido pela lei com a finalidade de estimular 
empreendimentos, para a geração de empregos, tributo, renda e inovação em benefício de todos.
e) Errada. Na verdade, poderão realizar suas assembleias gerais por meio eletrônico, inclusive 
no caso de assembleias gerais de destituição de administradores e alteração de estatutos. 
Vejamos:
Art. 48-A. As pessoas jurídicas de direito privado, sem prejuízo do previsto em legislação especial 
e em seus atos constitutivos, poderão realizar suas assembleias gerais por meio eletrônico, 
inclusive para os fins do disposto no art. 59 deste Código, respeitados os direitos previstos de 
participação e de manifestação. (Incluído pela Lei n. 14.382, de 2022).
Vide:
Art. 59. Compete privativamente à assembleia geral: (Redação dada pela Lei n. 11.127, de 2005)
I – destituir os administradores; (Redação dada pela Lei n. 11.127, de 2005)
II – alterar o estatuto. (Redação dada pela Lei n. 11.127, de 2005)
Parágrafo único. Para as deliberações a que se referem os incisos I e II deste artigo é exigido 
deliberação da assembleia especialmente convocada para esse fim, cujo quórum será o estabelecido 
no estatuto, bem como os critérios de eleição dos administradores. (Redação dada pela Lei n. 
11.127, de 2005)
Letra c.
011. 011. (FUNDATEC/PROCERGS/ANALISTA TÉCNICO/ ADVOGADO/CÍVEL/2023) O Título II do 
Código Civil trata das pessoas jurídicas. Sobre a temática, analise as assertivas abaixo e 
assinale a alternativa correta.
I – A União, as Autarquias, os Estados e os Municípios são pessoas jurídicas de direito público 
interno.
II – As fundações, as organizações religiosas e os partidos políticos são pessoas jurídicas 
de direito privado.
III – O desvio de finalidade e a confusão patrimonial são circunstâncias aptas a embasar 
pedido de desconsideração da personalidade jurídica a fim de possibilitar que os bens 
particulares dos sócios e/ou administradores beneficiados pelo abuso respondam pelas 
obrigações da pessoa jurídica.
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a) Todas estão corretas.
b) Todas estão incorretas.c) Apenas III está correta.
d) Apenas I e II estão corretas.
e) Apenas II e III estão corretas.
I – Certa. A assertiva está de acordo com o seguinte dispositivo do Código Civil. Vejamos:
Art. 41. São pessoas jurídicas de direito público interno:
I – a União;
II – os Estados, o Distrito Federal e os Territórios;
III – os Municípios;
IV – as autarquias, inclusive as associações públicas;
V – as demais entidades de caráter público criadas por lei.
II – Certa. A assertiva está em harmonia com o Código Civil. Examine:
Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:
I – as associações;
II – as sociedades;
III – as fundações.
IV – as organizações religiosas; (Incluído pela Lei n. 10.825, de 22.12.2003)
V – os partidos políticos. (Incluído pela Lei n. 10.825, de 22.12.2003)
III – Certa. Aplica-se ao caso, o artigo 50 do Código Civil. Vejamos:
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou 
pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando 
lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios 
da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso.
Letra a.
012. 012. (CEBRASPE/CESPE/PREF. FORTALEZA/ANALISTA FAZENDÁRIO MUNICIPAL/ DIREITO/2023) 
Acerca da personalidade jurídica, à luz da Constituição Federal de 1988 e do Código Civil, 
julgue o item a seguir.
A existência legal das pessoas jurídicas de direito privado começa com a inscrição do ato 
constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou 
aprovação do Poder Executivo.
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A assertiva está de acordo com o seguinte dispositivo do Código Civil. Vejamos:
Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato 
constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do 
Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo.
Certo.
013. 013. (IBADE/RBPREV/PROCURADOR JURÍDICO PREVIDENCIÁRIO/2023) As pessoas jurídicas 
têm personalidade própria, podendo ser de direito público, interno ou externo, ou de direito 
privado, conforme previsto no Código Civil. Com isso, é correto afirmar que:
a) as associações podem ser pessoas jurídicas de direito público interno ou de direito privado.
b) os partidos políticos são pessoas jurídicas de direito público interno.
c) o empreendedor individual é pessoa jurídica de direito privado.
d) a União é pessoa de direito público externo.
e) as empresas públicas são pessoas de direito público interno.
a) Certa. As associações públicas têm personalidade jurídica de direito público interno, de 
acordo com o art. 40, IV do Código Civil e as associações privadas têm personalidade jurídica 
de direito privado, nos termos do art. 44, I do Código Civil.
“Art. 41. São pessoas jurídicas de direito público interno:... IV – as autarquias, inclusive as 
associações públicas; (Redação dada pela Lei n. 11.107, de 2005). “
Vide: “Art. 44, CC. São pessoas jurídicas de direito privado: I – as associações.”
b) Errada. Os partidos políticos são pessoas jurídicas de direito privado (art. 44, Código Civil).
“Art. 44, CC. São pessoas jurídicas de direito privado:
(...) V – os partidos políticos. (Incluído pela Lei n. 10.825, de 22.12.2003)”
c) Errada. O empreendedor individual não é pessoa jurídica, é pessoa física que explora 
uma atividade.
d) Errada. A União é pessoa de direito público interno (art. 44, I, Código Civil). Não confunda 
a União com a República Federativa do Brasil (Estado brasileiro), esta sim, pessoa jurídica 
de direito externo, representada no plano internacional pela União (art. 21, I, Constituição 
Federal).
“Art. 41, CC. São pessoas jurídicas de direito público interno:
I – a União.”
Vide:
“Art. 21, CF/1988. Compete à União:
I – manter relações com Estados estrangeiros e participar de organizações internacionais.”
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e) Errada. As empresas públicas são pessoas de direito privado, de acordo com o art. 5º, II, 
do Decreto-Lei 200/1967 e art. 3º, caput, da Lei 13.303/2016:
Art. 5º Para os fins desta lei, considera-se:
(...) II – Empresa Pública – a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com 
patrimônio próprio e capital exclusivo da União, criado por lei para a exploração de atividade 
econômica que o Governo seja levado a exercer por força de contingência ou de conveniência 
administrativa podendo revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito.
Vide:
Art. 3º Empresa pública é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com 
criação autorizada por lei e com patrimônio próprio, cujo capital social é integralmente detido 
pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios.
Letra a.
014. 014. (CEBRASPE/CESPE/PREF. FORTALEZA/ANALISTA FAZENDÁRIO MUNICIPAL/DIREITO/2023) 
Acerca da personalidade jurídica, à luz da Constituição Federal de 1988 e do Código Civil, 
julgue o item a seguir.
A personalidade jurídica é um atributo exclusivo das pessoas físicas, não se estendendo a 
entidades como empresas e associações.
A personalidade jurídica estende-se a entidades como empresas e associações, uma vez 
que estas são titulares de direitos da personalidade, como por exemplo direito à tutela ao 
nome, à marca, à imagem, à reputação, à honra (objetiva). Vejamos:
“Art. 52, CC. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da 
personalidade.”
JURISPRUDÊNCIA
Súmula 227-STJ: A pessoa jurídica pode sofrer dano moral.
O que se protege é a honra objetiva da pessoa jurídica.
Assim, quando se fala que a pessoa jurídica pode sofrer danos morais, o que se está dizendo 
é que ela pode sofrer danos contra seu bom nome, fama, reputação etc. Desse modo, é 
possível que a pessoa jurídica sofra dano moral, desde que demonstrada ofensa à sua honra 
objetiva (imagem e boa fama) (STJ. 4ª Turma. AgInt no AREsp 913.343/RS, Rel. Min. Marco 
Buzzi, julgado em 06/03/2018).
Veja como o tema já foi cobrado em prova: (MPU/2013 CESPE) A pessoa jurídica pode 
sofrer dano moral nos casos de violação à sua honra subjetiva (errado). A pessoa jurídica 
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é possuidora de bens extrapatrimoniais. Conforme previsto no art. 52 do CC, apesar de 
despida de direitos ligados à personalidade humana (saúde, integridade física e psíquica), a 
pessoa jurídica é titular de direitos da personalidade, tais como à tutela ao nome, à marca, 
à imagem, à reputação, à honra (objetiva), à intimidade (como nos segredos industriais), à 
liberdade de ação etc. CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 227-STJ. Buscador Dizer 
o Direito, Manaus. Disponível em: . 
Acesso em: 03 out.2023
Errado.
015. 015. (FGV/TJ-GO/JUIZ ESTADUAL/2023) São pessoas jurídicas de direito privado, segundoo Código Civil:
a) sociedades, fundações, organizações religiosas e territórios.
b) associações, fundações, organizações religiosas e empresas individuais de responsabilidade 
limitada.
c) sociedades de economia mista e empresas públicas.
d) União, Estados, Municípios e Territórios.
e) associações, sociedades, fundações, organizações religiosas e partidos políticos.
a) Errada. Os territórios são pessoas jurídicas de direito público interno.
b) Errada. Apenas as associações, fundações e organizações religiosas são pessoas jurídicas 
de direito privado.
c) Errada. De acordo com o Código Civil, apenas as associações, sociedades, fundações, 
organizações religiosas e partidos políticos são pessoas jurídicas de direito privado.
d) Errada. A União, os Estados, Municípios e Territórios são pessoas jurídicas de direito 
público interno. Vejamos:
Art. 41. São pessoas jurídicas de direito público interno:
I – a União;
II – os Estados, o Distrito Federal e os Territórios;
III – os Municípios;
IV – as autarquias, inclusive as associações públicas; (Redação dada pela Lei n. 11.107, de 2005)
V – as demais entidades de caráter público criadas por lei.
e) Certa. A assertiva está de acordo com o Código Civil. Verifique o seguinte dispositivo:
Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:
I – as associações;
II – as sociedades;
III – as fundações;
IV – as organizações religiosas; (Incluído pela Lei n. 10.825, de 22.12.2003)
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V – os partidos políticos; (Incluído pela Lei n. 10.825, de 22.12.2003)
VI – (Revogado pela Lei n. 14.382, de 2022)
Letra e.
016. 016. (VUNESP/TJ-SP/OFICIAL DE JUSTIÇA/2023) No que diz respeito às pessoas jurídicas, 
assinale a alternativa correta.
a) Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do 
ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou 
aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar 
o ato constitutivo.
b) São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das 
organizações religiosas, sendo permitido, mesmo que sem fundamentação, a negativa 
pelo poder público do registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento.
c) As associações são civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que, nessa qualidade, 
causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano, 
apenas se houver, por parte destes, dolo.
d) Prescreve em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito 
privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no 
registro.
e) São pessoas jurídicas de direito privado as associações, sociedades, fundações, organizações 
religiosas, partidos políticos e as empresas individuais de responsabilidade limitada.
a) Certa. A assertiva é cópia literal do seguinte dispositivo do Código Civil. Vejamos:
Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato 
constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do 
Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo.
b) Errada. É vedado a negativa pelo poder público do registro dos atos constitutivos e 
necessários ao seu funcionamento. Vejamos:
Art. 44, § 1º São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das 
organizações religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro 
dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento.
c) Errada. As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis pelos 
referidos atos, não as associações, uma vez que são pessoas jurídicas de direito privado. 
Vejamos:
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Art. 43. As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos 
seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo contra 
os causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo.
Vide:
“Art. 44, CC. São pessoas jurídicas de direito privado: I – as associações.”
d) Errada. Na verdade, decai (não prescreve) em três anos o direito de anular a constituição 
das pessoas jurídicas de direito privado. Vejamos:
Art. 45, Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas 
jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de 
sua inscrição no registro.
e) Errada. As empresas individuais de responsabilidade limitada não são mais consideradas 
pessoas jurídicas de direito privado. Ademais, foram transformadas em Sociedade Limitada 
Unipessoal. Vejamos:
Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:
I – as associações;
II – as sociedades;
III – as fundações;
IV – as organizações religiosas; (Incluído pela Lei n. 10.825, de 22.12.2003)
V – os partidos políticos; (Incluído pela Lei n. 10.825, de 22.12.2003)
VI – (Revogado pela Lei n. 14.382, de 2022)
Letra a.
017. 017. (IBEST/CRF-SC/ADVOGADO/2023) A personalidade jurídica é um atributo que a ordem 
jurídica estatal outorga a entes que o merecerem (DINIZ, 2008). Relativamente a pessoas 
jurídicas, assinale a alternativa correta.
a) As pessoas jurídicas podem ser de direito público (interno ou externo) e de direito privado, 
sendo os Estados estrangeiros considerados pessoas jurídicas de direito público externo.
b) A existência legal das pessoas jurídicas de direito privado tem seu início com a vontade 
humana, seguida de autorização estatal para seu funcionamento.
c) O associado pode, de per si, transferir sua qualidade de filiado ou membro a terceiro, 
juntamente com fração ideal do patrimônio da associação, em ato inter vivos.
d) O instituidor de uma fundação a cria por escritura pública ou testamento, mas deve 
observar a impossibilidade de que ela tenha por finalidade atividades religiosas.
e) O domicílio da pessoa jurídica coincide com o domicílio do presidente, sócio ou administrador 
e, quando houver mais de uma sede, o endereço da empresa será o domicílio.
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a) Certa. A assertiva está em harmonia com o Código Civil. Examine:
“Art. 42, CC. São pessoas jurídicas de direito público externo os Estados estrangeiros e todas 
as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público.”
b) Errada. A existência legal das pessoas jurídicas de direito privado tem seu início com 
a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de 
autorização ou aprovação do Poder Executivo. Vejamos:
“Art. 45, CC. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição 
do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização 
ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que 
passar o ato constitutivo.”
c) Errada. Salvo disposição em contrário no estatuto, a qualidade de associado éintransmissível. 
Vejamos:
“Art. 56, CC. A qualidade de associado é intransmissível, se o estatuto não dispuser o 
contrário.”
d) Errada. Na verdade, deve observar a possibilidade de que ela tenha por finalidade 
atividades religiosas. Vejamos:
Art. 62. Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura pública ou testamento, 
dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina, e declarando, se quiser, a 
maneira de administrá-la.
Parágrafo único. A fundação somente poderá constituir-se para fins de: (Redação dada pela Lei 
n. 13.151, de 2015) (...)
IX – atividades religiosas; e (Incluído pela Lei n. 13.151, de 2015)
e) Errada. O domicílio da pessoa jurídica é o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias 
e administrações, ou onde elegerem domicílio especial no seu estatuto ou atos constitutivos 
e, quando houver mais de um estabelecimento em lugares diferentes, cada um deles será 
considerado domicílio para os atos nele praticados. Vejamos:
Art. 75. Quanto às pessoas jurídicas, o domicílio é:
IV – das demais pessoas jurídicas, o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e 
administrações, ou onde elegerem domicílio especial no seu estatuto ou atos constitutivos.
§ 1º Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, cada um deles 
será considerado domicílio para os atos nele praticados.
Letra a.
018. 018. (INSTITUTO CONSULPAM/TCM-PA/CONSELHEIRO SUBSTITUTO/2023) Tendo em vista as 
determinações da Lei n. 10.406/2002 (Código Civil brasileiro) sobre as associações, assinale 
a alternativa CORRETA.
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a) Não há, entre os associados, direitos e obrigações recíprocos.
b) Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins econômicos 
ou não.
c) Os associados devem ter iguais direitos, não podendo o estatuto instituir categorias 
com vantagens especiais.
d) A exclusão de associado é admissível mesmo não havendo justa causa.
a) Certa. A assertiva é cópia literal do seguinte dispositivo do Código Civil. Vejamos:
“Art. 53, CC. (...) Parágrafo único. Não há, entre os associados, direitos e obrigações recíprocos.”
b) Errada. Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem apenas 
para fins não econômicos. Vejamos:
“Art. 53, CC. Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para 
fins não econômicos.”
c) Errada. O estatuto pode instituir categorias com vantagens especiais. Examine:
“Art. 55, CC. Os associados devem ter iguais direitos, mas o estatuto poderá instituir 
categorias com vantagens especiais.”
d) Errada. A exclusão do associado só é admissível havendo justa causa, conforme o Código 
Civil. Vejamos: “
“Art. 57, CC. A exclusão do associado só é admissível havendo justa causa, assim reconhecida 
em procedimento que assegure direito de defesa e de recurso, nos termos previstos no 
estatuto.”
Letra a.
019. 019. (VUNESP/TRF 3ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO /JUDICIÁRIA/OFICIAL DE JUSTIÇA 
AVALIADOR FEDERAL/2023) Acerca das associações, instituto previsto no Código Civil, é 
correto afirmar que
a) sob pena de nulidade, o estatuto das associações conterá, dentre outros requisitos, os 
direitos e deveres dos associados.
b) se o estatuto não dispuser o contrário, a qualidade de associado é transmissível desde 
que previamente autorizada por 1/5 (um quinto) dos associados.
c) os associados devem ter iguais direitos, sendo vedado ao estatuto instituir categorias 
com vantagens especiais.
d) a exclusão do associado só é admissível havendo justa causa, assim reconhecida em 
procedimento que assegure direito de defesa e de recurso, mediante aprovação de 2/3 
(dois terços) dos associados.
e) se constituem associações pela união de pessoas que se organizem para fins não 
econômicos, havendo, entre os associados, direitos e obrigações recíprocos.
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a) Certa. A assertiva está em harmonia com o Código Civil. Examine:
Art. 54. Sob pena de nulidade, o estatuto das associações conterá:
I – a denominação, os fins e a sede da associação;
II – os requisitos para a admissão, demissão e exclusão dos associados;
III – os direitos e deveres dos associados;
IV – as fontes de recursos para sua manutenção;
V – o modo de constituição e de funcionamento dos órgãos deliberativos; (Redação dada pela 
Lei n. 11.127, de 2005)
VI – as condições para a alteração das disposições estatutárias e para a dissolução;
VII – a forma de gestão administrativa e de aprovação das respectivas contas. (Incluído pela Lei 
n. 11.127, de 2005)
b) Errada. Se o estatuto não dispuser o contrário, a qualidade de associado é intransmissível. 
Examine:
“Art. 56, CC. A qualidade de associado é intransmissível, se o estatuto não dispuser o 
contrário.”
c) Errada. É permitido ao estatuto instituir categorias com vantagens especiais. Vejamos:
“Art. 55, CC. Os associados devem ter iguais direitos, mas o estatuto poderá instituir 
categorias com vantagens especiais.”
d) Errada. A exclusão do associado só é admissível havendo justa causa, assim reconhecida 
em procedimento que assegure direito de defesa e de recurso, nos termos previstos no 
estatuto. Vejamos:
Art. 57. A exclusão do associado só é admissível havendo justa causa, assim reconhecida em 
procedimento que assegure direito de defesa e de recurso, nos termos previstos no estatuto. 
(Redação dada pela Lei n. 11.127, de 2005)
e) Errada. Não há, entre os associados, direitos e obrigações recíprocos. Examine:
Art. 53. Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não 
econômicos.
Parágrafo único. Não há, entre os associados, direitos e obrigações recíprocos.
Letra a.
020. 020. (IESES/TJ-AM/NOTÁRIO E REGISTRADOR/REMOÇÃO/2023) Em conformidade com o 
art. 62 do Código Civil, a fundação somente poderá constituir-se para fins de, EXCETO:
a) Educação.
b) Morais.
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c) Pesquisa científica, desenvolvimento de tecnologias alternativas, modernização de sistemas 
de gestão, produção e divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos.
d) Atividades religiosas.
a) Errada. A assertiva está de acordo com o seguinte dispositivo do Código Civil. Vejamos:
“Art. 62. (...) Parágrafo único. A fundação somente poderá constituir-se para fins de:
(...) III – educação; (Incluído pela Lei n. 13.151, de 2015)”
b) Certa. Não há previsão de fins morais para a constituição de fundação. Vejamos:
Art. 62, Parágrafo único. A fundação somente poderá constituir-se para fins de:
I – assistência social; (Incluído pela Lei n. 13.151, de 2015)
II – cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico; (Incluído pela Lei n. 13.151, 
de 2015)
III – educação; (Incluído pela Lei n. 13.151, de 2015)
IV – saúde; (Incluído pela Lei n. 13.151, de 2015)
V – segurança alimentar e nutricional; (Incluído pela Lei n. 13.151, de 2015)
VI – defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento 
sustentável; (Incluído pela Lei n. 13.151, de 2015)
VII – pesquisa científica,desenvolvimento de tecnologias alternativas, modernização de sistemas 
de gestão, produção e divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos; (Incluído 
pela Lei n. 13.151, de 2015) VIII – promoção da ética, da cidadania, da democracia e dos direitos 
humanos; (Incluído pela Lei n. 13.151, de 2015)
IX – atividades religiosas; e (Incluído pela Lei n. 13.151, de 2015) X – (VETADO).
c) Errada. A assertiva está em harmonia com o Código Civil. Examine:
Art. 62, Parágrafo único. A fundação somente poderá constituir-se para fins de:
VII – pesquisa científica, desenvolvimento de tecnologias alternativas, modernização de sistemas 
de gestão, produção e divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos; (Incluído 
pela Lei n. 13.151, de 2015)
d) Errada. A assertiva está de acordo com o Código Civil. Verifique o seguinte dispositivo:
“Art. 62. (...) Parágrafo único. A fundação somente poderá constituir-se para fins de: (...) 
IX – atividades religiosas; e. “
Letra b.
021. 021. (CEBRASPE/CESPE/PROCURADOR DO ESTADO DE SERGIPE/2023) Assinale a opção 
correta no que diz respeito à pessoa jurídica, conforme o estabelecido no Código Civil.
a) A proteção dos direitos da personalidade, via de regra, não se aplica às pessoas jurídicas.
b) Os atos dos administradores da pessoa jurídica, mesmo que não exorbitem os limites dos 
poderes definidos no seu ato constitutivo, não a obrigam de imediato, mas apenas após 
ratificados pela maioria absoluta dos sócios ou associados.
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c) O poder público não pode negar reconhecer ou registrar atos constitutivos de organizações 
religiosas, independentemente do cunho filosófico ou doutrinário da religião.
d) A personalidade da empresa pode ser desconsiderada sempre que estiver dificultando 
o recebimento de quantias líquidas e exigíveis por parte de algum credor.
e) A mera existência de grupo econômico autoriza a desconsideração da personalidade 
jurídica inversa de uma das empresas que o compõem.
a) Errada. A proteção dos direitos da personalidade, via de regra, aplica-se às pessoas 
jurídicas. Vejamos:
“Art. 52, CC. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da 
personalidade.”
b) Errada. Os atos dos administradores da pessoa jurídica, que exorbitem os limites dos 
poderes definidos no seu ato constitutivo, a obrigam de imediato. Vejamos:
“Art. 47, CC. Obrigam a pessoa jurídica os atos dos administradores, exercidos nos limites 
de seus poderes definidos no ato constitutivo.”
c) Certa. A assertiva está de acordo com o seguinte dispositivo do Código Civil. Vejamos:
Art. 44, § 1º São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das 
organizações religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro 
dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento. (Incluído pela Lei n. 10.825, de 
22.12.2003)
d) Errada. O ordenamento jurídico adotou a teoria maior da desconsideração da personalidade 
jurídica, que exige prova do desvio de finalidade da sociedade ou a confusão patrimonial 
entre o patrimônio dos sócios e o da sociedade empresária. Vejamos:
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou 
pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando 
lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios 
da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso.
O ordenamento jurídico brasileiro adotou, como regra, a Teoria Maior da desconsideração 
da personalidade jurídica, mas a legislação consumerista incorporou a Teoria Menor, por 
ser mais ampla e mais benéfica ao consumidor, pois não exige prova da fraude, do abuso 
de direito ou de confusão patrimonial.
Portanto, basta a demonstração do estado de insolvência do fornecedor ou do fato de a 
personalidade jurídica representar um obstáculo ao ressarcimento dos prejuízos causados. 
Fonte: https://www.tjdft.jus.br/consultas/jurisprudencia.
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1. A aplicação da desconsideração da personalidade jurídica deve ser excepcional, 
sendo a regra a preservação da autonomia patrimonial, devendo ser deferida quando 
presentes os requisitos do Art. 50 do Código Civil.
2. O ordenamento jurídico adotou a teoria maior da desconsideração da personalidade 
jurídica a qual exige prova do desvio de finalidade da sociedade ou a confusão patrimonial 
entre o patrimônio dos sócios e o da sociedade empresária.” Acórdão 1369154, 
07090171820218070000, Relator: ROBERTO FREITAS, Terceira Turma Cível, data de 
julgamento: 31/8/2021, publicado no DJE: 17/9/2021.
6. Extrai-se do artigo 28, §5º, do Código de Defesa do Consumidor que a sistemática 
consumerista adotou a Teoria Menor, admitindo a desconsideração da personalidade 
sempre que ela for óbice ao ressarcimento dos prejuízos causados aos consumidores, 
de forma diversa da posição adotada pelo Código Civil no seu art. 50, onde prevalece 
a Teoria Maior da desconsideração, em que se faz necessária a comprovação do abuso 
da autonomia jurídica, consubstanciada pelo desvio de finalidade ou pela confusão 
patrimonial. Acórdão 1366614, 07122762120218070000, Relator: SANDOVAL OLIVEIRA, 
Segunda Turma Cível, data de julgamento: 25/8/2021, publicado no DJE: 13/9/2021.
e) Errada. A mera existência de grupo econômico sem a presença dos requisitos de que trata o 
artigo 50, caput, não autoriza a desconsideração da personalidade da pessoa jurídica. Examine:
Art. 50, § 4º A mera existência de grupo econômico sem a presença dos requisitos de que trata o 
caput deste artigo não autoriza a desconsideração da personalidade da pessoa jurídica. (Incluído 
pela Lei n. 13.874, de 2019)
Letra c.
022. 022. (EJAP/TJ-AP/RESIDÊNCIA JURÍDICA/2023) Em relação à desconsideração da personalidade 
jurídica disciplinada no Código Civil brasileiro, assinale a alternativa correta:
a) Confusão patrimonial é a utilização da pessoa jurídica com o propósito de lesar credores 
e para a prática de atos ilícitos de qualquer natureza.
b) A desconsideração inversa da personalidade jurídica não encontra previsão no ordenamento 
jurídico brasileiro, sendo uma construção doutrinária e jurisprudencial.
c) Para que ocorra a desconsideração da personalidade jurídica é necessário o abuso de 
personalidade, caracterizado pelo desvio de finalidade ou confusão patrimonial.
d) A mera expansão ou alteração da finalidade original da atividade econômica específica 
da pessoa jurídica configura o denominado desvio de finalidade.
e) É suficiente a existência de grupo econômico para a que ocorra a desconsideração da 
personalidade jurídica.
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a) Errada. Desvio de finalidade é a utilização da pessoa jurídica com o propósito de lesar 
credores e para a prática de atos ilícitos de qualquer natureza. Vejamos:
“Art. 50, CC (...) § 1º Para osfins do disposto neste artigo, desvio de finalidade é a utilização 
da pessoa jurídica com o propósito de lesar credores e para a prática de atos ilícitos de 
qualquer natureza.”
b) Errada. A desconsideração inversa da personalidade jurídica encontra previsão no §3º 
do artigo 50 do Código Civil. Vejamos:
“Art. 50, CC (...) § 3º O disposto no caput e nos §§ 1º e 2º deste artigo também se aplica à 
extensão das obrigações de sócios ou de administradores à pessoa jurídica. (Incluído pela 
Lei n. 13.874, de 2019).”
JURISPRUDÊNCIA
A Teoria da Desconsideração Inversa da Personalidade Jurídica foi adotada 
expressamente pelo Código Civil Brasileiro de 2002, com alteração dada pela Lei 
13.874/2019, ao consagrar a possibilidade de atingir bens de pessoa jurídica diversa 
da relação processual quando o devedor principal formalmente transfere bens para 
esta para se esquivar da sua obrigação material. (...) A abalizada doutrina preconiza 
que: Para a hipótese de abuso da personalidade jurídica, caracterizado por desvio de 
finalidade ou confusão patrimonial, o caput do art. 50 do Código Civil prescreve que 
os efeitos de determinadas obrigações da pessoa jurídica sejam estendidos aos bens 
particulares de seus integrantes. Já o § 3º, introduzido pela Lei 13.874/2019, consagra 
a chamada desconsideração inversa da personalidade jurídica, cujo cabimento era 
reconhecido havia muito tanto pela doutrina quanto pela jurisprudência. Nessa última 
modalidade, a desconsideração revela-se útil quando o devedor, para esquivar-se de 
seus credores, formalmente transfere seus bens particulares a pessoa jurídica sob 
seu controle direto ou indireto. Em tais casos, a extensão dos efeitos da obrigação do 
sujeito devedor à pessoa jurídica por ele controlada frustra a manobra fraudulenta, 
pois permite que o credor se satisfaça à custa do patrimônio social. Curiosamente, uma 
das primeiras ocorrências de desconsideração da personalidade jurídica já relatadas 
deu-se na modalidade inversa. Trata-se do caso First National Bank of Chicago v. Trebein 
Company, julgado em 1898. Para evitar que seu patrimônio fosse consumido por suas 
dívidas, F.C. Trebein constituiu, com quatro familiares, a empresa Trebein Company, 
transferindo-lhe todos os seus bens. No entanto, seus credores acusaram a manobra e 
afirmaram em juízo que a companhia havia sido criada com o propósito de defraudá-
los. O argumento foi acolhido pela Suprema Corte de Ohio, que considerou a empresa 
responsável pelo pagamento das dívidas de F. C. Trebein. (...) Com efeito, o instituto 
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da desconsideração inversa da personalidade jurídica, medida excepcional, autoriza 
o juiz atingir episodicamente a personalidade da pessoa jurídica diversa da relação 
processual, para que haja a reparação do dano causado ao credor. Entretanto, essa 
medida apenas encontra justificativa quando o executado, para fraudar a execução 
ou furta-se da sua obrigação patrimonial perante os seus credores, formalmente 
transfere suas propriedades ou seus bens a pessoa jurídica sob seu controle direto 
ou indireto. Busca-se, desse modo, impedir qualquer ato fraudulento praticado pelo 
devedor, que prejudique os direitos de terceiro, devendo ser deferida mediante prova 
robusta da existência de abuso de direito, caracterizado pelo desvio de finalidade ou 
pela confusão patrimonial entre os bens do devedor e a sociedade a ser atingida.” 
Acórdão 1352316, 07024532320218070000, Relator: LEILA ARLANCH, Sétima Turma 
Cível, data de julgamento: 30/6/2021, publicado no DJE: 23/7/2021.
3. A desconsideração inversa ou invertida torna possível responsabilizar a empresa 
pelas dívidas contraídas por seus sócios e tem como requisito o abuso da personalidade 
jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou a confusão patrimonial (CPC, art. 
133, § 2º; CC, art. 50).
4. Trata-se de medida excepcional, cabível quando se comprova que o devedor (pessoa 
física) utilizou-se indevidamente da pessoa jurídica para resguardar bens e valores de 
seu acervo pessoal, a fim de esquivar-se de seus compromissos financeiros.” Acórdão 
1367498, 07200527220218070000, Relator: DIAULAS COSTA RIBEIRO, Oitava Turma 
Cível, data de julgamento: 26/8/2021, publicado no DJE: 9/9/2021.
c) Certa. A assertiva está de acordo com o Código Civil. Verifique o seguinte dispositivo:
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou 
pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando 
lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios 
da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso.
d) Errada. A mera expansão ou alteração da finalidade original da atividade econômica 
específica da pessoa jurídica não configura o denominado desvio de finalidade. Vejamos:
“Art. 50, CC (...) § 5º Não constitui desvio de finalidade a mera expansão ou a alteração da 
finalidade original da atividade econômica específica da pessoa jurídica.”
e) Errada. Não é suficiente a existência de grupo econômico para a que ocorra a desconsideração 
da personalidade jurídica, uma vez que é necessário preencher os requisitos previstos no 
art. 50, caput, do Código Civil.
“Art. 50, CC (...) § 4º A mera existência de grupo econômico sem a presença dos requisitos 
de que trata o caput deste artigo não autoriza a desconsideração da personalidade da 
pessoa jurídica.”
Letra c.
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023. 023. (FGV/CAM DEP/ANALISTA LEGISLATIVO /CONSULTOR LEGISLATIVO/ÁREA II/2023) Em 
2019, Maria da Conceição e Dandara constituíram o Restaurante e Bar Beco das Memórias 
Ltda. Destaca-se que a administração da pessoa jurídica, por força do contrato social, 
pertence a Dandara, apesar de ser a sócio minoritária.
No entanto, a partir de março de 2020, devido à pandemia de Covid-19, Maria da Conceição 
vem realizando a administração de fato da sociedade, utilizando sua própria conta bancária 
para o recebimento dos créditos da sociedade, bem como para adimplir as obrigações da 
sociedade, além das suas obrigações pessoais.
Maria da Conceição, inclusive, relata que utilizou dos seus próprios recursos para adimplir as 
obrigações da sociedade, com destaque para a folha de pagamento, os tributos, a energia 
elétrica, os alugueres e fornecedores. Nos últimos meses, no entanto, Maria da Conceição 
não vem conseguindo honrar todos os compromissos financeiros da sociedade, o que conduz 
a diversas inadimplências, levando pânico aos credores devido à escassez patrimonial da 
sociedade devedora.
Diante da situação narrada, assinale a afirmativa correta.
a) A desconsideração da personalidade jurídica, por força do Código Civil, é possível devido 
à confusão patrimonial, visto a ausência de separação de fato entre os patrimônios, 
caracterizada por cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do 
administrador ou vice-versa.
b) O ato de Maria da Conceição no cumprimento das obrigações da sociedade deve ser 
considerado um ato de mera liberalidade, devendo, por conseguinte, os credores exigirem 
o pagamento exclusivamente da sociedade, real devedora.
c) O Código Civil brasileiro expressamente impede a responsabilizaçãodos sócios pelas 
obrigações sociais.
d) A desconsideração da personalidade jurídica no Direito brasileiro só é admitida para 
alcançar o patrimônio pessoal do administrador, no caso em questão, Dandara, sendo 
impossível o alcance do patrimônio de Maria da Conceição.
e) A desconsideração da personalidade é vista de forma restritiva no ordenamento jurídico 
brasileiro, só alcançando a hipótese de desvio de finalidade, o que não ocorre no caso.
a) Certa. Na hipótese da questão é possível a desconsideração da personalidade decorrente 
da confusão patrimonial por força do disposto no art. 50 do Código Civil, notadamente o 
caput e o § 2º, I.
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou 
pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando 
lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios 
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da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso. (Redação dada pela Lei n. 
13.874, de 2019)
§ 1º Para os fins do disposto neste artigo, desvio de finalidade é a utilização da pessoa jurídica 
com o propósito de lesar credores e para a prática de atos ilícitos de qualquer natureza. (Incluído 
pela Lei n. 13.874, de 2019)
§ 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios, 
caracterizada por: (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
I – cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou vice-
versa; (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
II – transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor 
proporcionalmente insignificante; e (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
III – outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial. (Incluído pela Lei n. 13.874, 
de 2019)
§ 3º O disposto no caput e nos §§ 1º e 2º deste artigo também se aplica à extensão das obrigações 
de sócios ou de administradores à pessoa jurídica. (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
§ 4º A mera existência de grupo econômico sem a presença dos requisitos de que trata o caput 
deste artigo não autoriza a desconsideração da personalidade da pessoa jurídica. (Incluído pela 
Lei n. 13.874, de 2019)
§ 5º Não constitui desvio de finalidade a mera expansão ou a alteração da finalidade original da 
atividade econômica específica da pessoa jurídica. (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019).
A desconsideração da personalidade jurídica permite que o juiz, em casos de fraude e de 
má-fé, desconsidere o princípio de que as pessoas jurídicas têm existência distinta da dos 
seus membros e os efeitos dessa autonomia, para atingir e vincular os bens particulares 
dos sócios à satisfação das dívidas da sociedade (Carlos Roberto Gonçalves, Direito Civil 
Brasileiro, v. 1, 22 ed., Saraiva, 2024, p. 231).
b) Errada. O ato de Maria da Conceição no cumprimento das obrigações da sociedade não 
deve ser considerado um ato de mera liberalidade porque a reiteração de tais atos configura 
confusão patrimonial, situação que permite aos credores requererem a desconsideração 
da personalidade jurídica para exigir o pagamento das dívidas da sociedade, dos sócios.
c) Errada. O Código Civil brasileiro não impede a responsabilização dos sócios pelas obrigações 
sociais.
d) Errada. A desconsideração da personalidade jurídica no Direito brasileiro é admitida para 
alcançar o patrimônio pessoal do administrador ou sócios, no caso em questão é possível 
o alcance do patrimônio de Maria da Conceição.
e) Errada. A desconsideração da personalidade jurídica alcança a hipótese de desvio de 
finalidade e confusão patrimonial.
Letra a.
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024. 024. (IESES/TJ-AM/NOTÁRIO E REGISTRADOR/REMOÇÃO/2023) Entende-se por confusão 
patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios, caracterizada por, EXCETO:
a) Pagamentos de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações.
b) Outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial.
c) Transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor 
proporcionalmente insignificante.
d) Cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou 
vice-versa.
a) Certa. Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre 
os patrimônios, caracterizada por transferência de ativos ou de passivos sem efetivas 
contraprestações. Vejamos:
Art. 50, § 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os 
patrimônios, caracterizada por: (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
I – cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou vice-
versa; (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
II – transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor 
proporcionalmente insignificante; e (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
III – outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial.
b) Errada. A assertiva está de acordo com o seguinte dispositivo do Código Civil. Vejamos:
Art. 50, § 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os 
patrimônios, caracterizada por: (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019) (...)
III – outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial.
c) Errada. É o que dispõe o Código Civil. Examine:
Art. 50, § 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os 
patrimônios, caracterizada por: (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
II – transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor 
proporcionalmente insignificante; e (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
d) Errada. É o que dispõe o Código Civil. Examine:
Art. 50, § 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os 
patrimônios, caracterizada por: (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
II – transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor 
proporcionalmente insignificante; e (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
Letra a.
025. 025. (FUVEST/USP/PROCURADOR/2023) A desconsideração da personalidade jurídica 
autorizada pelo Código Civil sujeita-se ao seguinte parâmetro:
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a) Desvio de finalidade é a utilização da pessoa jurídica com o propósito de lesar credores e 
para a prática de atos ilícitos de natureza civil e penal, exclusivamente, além do uso indevido 
da personalidade para a satisfação de interesses de seus sócios ou administradores.
b) Uma hipótese de confusão patrimonial que autoriza a desconsideração da personalidade 
jurídica decorre da ausência de separação de fato entre os patrimônios, caracterizada pela 
transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor 
proporcionalmente insignificante.
c) A confusão patrimonial que autoriza a desconsideração da personalidade jurídica decorredo cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou 
vice-versa, mas não da prática de outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial.
d) A mera existência de grupo econômico autoriza a desconsideração da personalidade da 
pessoa jurídica, ainda que não estejam presentes os requisitos do abuso da personalidade 
jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial.
e) Autoriza a desconsideração da personalidade jurídica por desvio de finalidade a mera 
expansão da atividade econômica específica ou mesmo a alteração da finalidade original 
da pessoa jurídica.
a) Errada. A assertiva restringiu as hipóteses de desvio de finalidade. Isso porque, ocorre 
desvio de finalidade quando utiliza a pessoa jurídica para a prática de atos ilícitos de qualquer 
natureza (não somente para a prática de atos ilícitos de natureza civil e penal). Vejamos:
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou 
pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando 
lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios 
da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso. (Redação dada pela Lei n. 
13.874, de 2019)
§ 1º Para os fins do disposto neste artigo, desvio de finalidade é a utilização da pessoa jurídica 
com o propósito de lesar credores e para a prática de atos ilícitos de qualquer natureza. (Incluído 
pela Lei n. 13.874, de 2019).
b) Certa. A assertiva está de acordo com o seguinte dispositivo do Código Civil. Vejamos:
Art. 50, § 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os 
patrimônios, caracterizada por: (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
(...) II – transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor 
proporcionalmente insignificante; e (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
c) Errada. A prática de outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial também 
pode configurar confusão patrimonial que autoriza a desconsideração da personalidade 
jurídica. Vejamos:
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Art. 50, § 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os 
patrimônios, caracterizada por: (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
I – cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou vice-
versa; (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
II – transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor 
proporcionalmente insignificante; e (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
III – outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial. (Incluído pela Lei n. 13.874, de 
2019).
d) Errada. A assertiva viola o seguinte dispositivo do Código Civil. Vejamos:
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou 
pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando 
lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios 
da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso. (Redação dada pela Lei n. 
13.874, de 2019)
§ 4º A mera existência de grupo econômico sem a presença dos requisitos de que trata o caput 
deste artigo não autoriza a desconsideração da personalidade da pessoa jurídica. (Incluído pela 
Lei n. 13.874, de 2019)
e) Errada. A assertiva viola o seguinte dispositivo do Código Civil. Vejamos:
“Art. 50. § 5º Não constitui desvio de finalidade a mera expansão ou a alteração da finalidade 
original da atividade econômica específica da pessoa jurídica. (Incluído pela Lei n. 13.874, 
de 2019).”
Letra b.
026. 026. (VUNESP/TJ-SP/OFICIAL DE JUSTIÇA/2023) A empresa ABC Ltda. é uma sociedade 
empresarial que atua na venda de produtos eletrônicos. Nos últimos anos, a empresa 
enfrentou dificuldades financeiras acumulando dívidas consideráveis com fornecedores e 
credores em razão da transferência de ativos sem efetivas contraprestações, razão pela 
qual decidiu alterar a finalidade original de sua atividade econômica específica. No entanto, 
os sócios não foram beneficiados diretamente pelo abuso de direito praticado. Diante da 
situação hipotética, alguns credores da empresa entraram com ações judiciais buscando 
a desconsideração da personalidade jurídica da ABC Ltda.
Considerando o disposto no Código Civil, para que seja concedida a desconsideração da 
personalidade jurídica
a) poderá ser adotada a teoria menor, na qual basta a demonstração do estado de 
insolvência do fornecedor ou do fato de a personalidade jurídica representar um obstáculo 
ao ressarcimento dos prejuízos causados.
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b) basta a demonstração da transferência de ativos ou de passivos sem efetivas 
contraprestações que caracteriza a confusão patrimonial, a qual, por sua vez, caracteriza 
o abuso da personalidade jurídica.
c) basta a mera alteração da finalidade original da atividade econômica específica da pessoa 
jurídica.
d) é necessária a demonstração do desvio de finalidade e da confusão patrimonial.
e) é necessário que os sócios tenham sido beneficiados diretamente pelo abuso de direito 
praticado.
a) Errada. O Direito Civil brasileiro adotou a chamada teoria maior da desconsideração. 
Isso porque o art. 50 exige que se prove o desvio de finalidade (teoria maior subjetiva) ou 
a confusão patrimonial (teoria maior objetiva). Já no Direito do Consumidor e no Direito 
Ambiental, adotou-se a teoria menor da desconsideração. Isso porque, para que haja a 
desconsideração da personalidade jurídica nas relações jurídicas envolvendo consumo ou 
responsabilidade civil ambiental, basta provar a insolvência da pessoa jurídica.
b) Certa. A assertiva está de acordo com o Código Civil. Para que seja concedida a 
desconsideração da personalidade jurídica deve ser caracterizado o desvio de finalidade 
ou a confusão patrimonial, sendo esta caracterizada por transferência de ativos ou de 
passivos sem efetivas contraprestações. Assim, caracteriza o abuso da personalidade 
jurídica. Vejamos:
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou 
pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando 
lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios 
da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso.
§ 1º Para os fins do disposto neste artigo, desvio de finalidade é a utilização da pessoa jurídica 
com o propósito de lesar credores e para a prática de atos ilícitos de qualquer natureza. (Incluído 
pela Lei n. 13.874, de 2019)
§ 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios, 
caracterizada por: (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
I – cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou vice-
versa; (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
II – transferênciade ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor 
proporcionalmente insignificante; e (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
III – outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial.
c) Errada. Não basta a mera alteração da finalidade original da atividade econômica específica 
da pessoa jurídica, uma vez que não constitui desvio de finalidade. Examine:
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“Art. 50 (...) § 5º Não constitui desvio de finalidade a mera expansão ou a alteração da 
finalidade original da atividade econômica específica da pessoa jurídica.”
d) Errada. É necessária a demonstração do desvio de finalidade ou da confusão patrimonial.
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou 
pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando 
lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios 
da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso.
e) Errada. Os sócios podem ser beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso. Examine:
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou 
pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando 
lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios 
da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso.
Letra b.
027. 027. (INSTITUTO AOCP/MPC- SE/SUBPROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS/2023) 
Em relação à desconsideração da personalidade jurídica e aos bens públicos, assinale a 
alternativa correta.
a) Por intermédio da desconsideração inversa da personalidade jurídica, é possível que 
o credor lesado satisfaça, com o patrimônio pessoal dos administradores da empresa, a 
obrigação não cumprida.
b) O abuso da personalidade jurídica decorrente do desvio de finalidade consiste na ausência 
de separação de fato entre os patrimônios, o qual resta caracterizado, notadamente, pelo 
cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou 
vice-versa.
c) O Código Civil, quanto à desconsideração da personalidade jurídica, filiou-se à teoria 
menor, cujo teor pressupõe a configuração de abuso da personalidade jurídica.
d) As terras devolutas pertencem, em regra, aos Estados-membros, com exceção daquelas 
indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias 
federais de comunicação e à preservação ambiental, que são de propriedade da União.
e) Os bens públicos de uso comum do povo, tais como as escolas públicas e os hospitais 
públicos, enquanto conservarem a sua qualificação, não podem ser alienados.
a) Errada. Na verdade, é possível que o credor lesado se satisfaça à custa do patrimônio 
social, ou seja, ao juiz é permitido atingir episodicamente a personalidade da pessoa jurídica 
diversa da relação processual, para que haja a reparação do dano causado ao credor. Vejamos:
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expressamente pelo Código Civil Brasileiro de 2002, com alteração dada pela Lei 
13.874/2019, ao consagrar a possibilidade de atingir bens de pessoa jurídica diversa 
da relação processual quando o devedor principal formalmente transfere bens para 
esta para se esquivar da sua obrigação material. (...) A abalizada doutrina preconiza 
que: Para a hipótese de abuso da personalidade jurídica, caracterizado por desvio de 
finalidade ou confusão patrimonial, o caput do art. 50 do Código Civil prescreve que 
os efeitos de determinadas obrigações da pessoa jurídica sejam estendidos aos bens 
particulares de seus integrantes. Já o § 3º, introduzido pela Lei 13.874/2019, consagra 
a chamada desconsideração inversa da personalidade jurídica, cujo cabimento era 
reconhecido havia muito tanto pela doutrina quanto pela jurisprudência. Nessa última 
modalidade, a desconsideração revela-se útil quando o devedor, para esquivar-se de 
seus credores, formalmente transfere seus bens particulares a pessoa jurídica sob 
seu controle direto ou indireto. Em tais casos, a extensão dos efeitos da obrigação do 
sujeito devedor à pessoa jurídica por ele controlada frustra a manobra fraudulenta, 
pois permite que o credor se satisfaça à custa do patrimônio social. Curiosamente, uma 
das primeiras ocorrências de desconsideração da personalidade jurídica já relatadas 
deu-se na modalidade inversa. Trata-se do caso First National Bank of Chicago v. Trebein 
Company, julgado em 1898. Para evitar que seu patrimônio fosse consumido por suas 
dívidas, F.C. Trebein constituiu, com quatro familiares, a empresa Trebein Company, 
transferindo-lhe todos os seus bens. No entanto, seus credores acusaram a manobra e 
afirmaram em juízo que a companhia havia sido criada com o propósito de defraudá-
los. O argumento foi acolhido pela Suprema Corte de Ohio, que considerou a empresa 
responsável pelo pagamento das dívidas de F. C. Trebein. (...) Com efeito, o instituto 
da desconsideração inversa da personalidade jurídica, medida excepcional, autoriza 
o juiz atingir episodicamente a personalidade da pessoa jurídica diversa da relação 
processual, para que haja a reparação do dano causado ao credor. Entretanto, essa 
medida apenas encontra justificativa quando o executado, para fraudar a execução 
ou furta-se da sua obrigação patrimonial perante os seus credores, formalmente 
transfere suas propriedades ou seus bens a pessoa jurídica sob seu controle direto 
ou indireto. Busca-se, desse modo, impedir qualquer ato fraudulento praticado pelo 
devedor, que prejudique os direitos de terceiro, devendo ser deferida mediante prova 
robusta da existência de abuso de direito, caracterizado pelo desvio de finalidade 
ou pela confusão patrimonial entre os bens do devedor e a sociedade a ser atingida. 
Acórdão 1352316, 07024532320218070000, Relator: LEILA ARLANCH, Sétima Turma 
Cível, data de julgamento: 30/6/2021, publicado no DJE: 23/7/2021.
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b) Errada. O abuso da personalidade jurídica decorrente da confusão patrimonial consiste na 
ausência de separação de fato entre os patrimônios, o qual resta caracterizado, notadamente, 
pelo cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador 
ou vice-versa. Examine:
Art. 50, § 1º Para os fins do disposto neste artigo, desvio de finalidade é a utilização da pessoa 
jurídica com o propósito de lesar credores e para a prática de atos ilícitos de qualquer natureza. 
(Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
§ 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios, 
caracterizada por: (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
I – cumprimento repetitivo pela sociedadede obrigações do sócio ou do administrador ou vice-
versa; (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
II – transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor 
proporcionalmente insignificante; e (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
III – outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial.
c) Errada. O Código Civil, quanto à desconsideração da personalidade jurídica, filiou-se à 
teoria maior (não menor), cujo teor pressupõe a configuração de abuso da personalidade 
jurídica. Vejamos:
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou 
pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando 
lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios 
da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso. (Redação dada pela Lei n. 
13.874, de 2019).
O ordenamento jurídico brasileiro adotou, como regra, a Teoria Maior da desconsideração 
da personalidade jurídica, mas a legislação consumerista incorporou a Teoria Menor, por 
ser mais ampla e mais benéfica ao consumidor, pois não exige prova da fraude, do abuso 
de direito ou de confusão patrimonial. Portanto, basta a demonstração do estado de 
insolvência do fornecedor ou do fato de a personalidade jurídica representar um obstáculo 
ao ressarcimento dos prejuízos causados.
JURISPRUDÊNCIA
(...) 1. A teoria menor da desconsideração da personalidade jurídica emerge como 
um dos fundamentos doutrinários destinados ao estabelecimento das condições 
exigidas para o alcance patrimonial dos sócios de uma sociedade empresária, com 
aplicação restrita a situações excepcionais que demandam proteção a bens jurídicos 
de significativo relevo social e notório interesse público, tais como aqueles albergados 
pelo Direito Ambiental e pelo Direito do Consumidor.
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2. Segundo entendimento perfilhado pelo c. STJ, a teoria menor pode ser aplicada na 
hipótese de comprovação da insolvência da pessoa jurídica no adimplemento de suas 
obrigações, somada à má administração da empresa, nos termos do art. 28, caput, do 
CDC, ou, ainda, nos casos em que evidenciada a utilização da personalidade jurídica 
como óbice ao ressarcimento de prejuízos causados ao consumidor, nos termos do 
art. 28, § 5º, do CDC (REsp n. 1735004/SP, Relatora: Ministra Nancy Andrighi, Data de 
Julgamento: 26/06/2018, Publicado no DJE: 28/06/2018).
3. Tratando-se de incontroversa relação de consumo, inexistindo bens penhoráveis e 
havendo obstáculo ao ressarcimento dos prejuízos causados ao consumidor, decorrente 
da ausência de patrimônio da sociedade empresária executada com aptidão para 
quitação do débito exequendo, deve ser mantida a decisão recorrida, que acolheu o 
pedido de desconsideração da personalidade jurídica formulado pelo consumidor, ora 
agravado, para alcançar o patrimônio dos sócios da fornecedora, ora recorrentes, nos 
termos do art. 28, § 5º, do CDC. (grifo nosso) Acórdão 1394567, 07345048720218070000, 
Relatora: SANDRA REVES, Segunda Turma Cível, data de julgamento: 26/1/2022, 
publicado no DJe: 11/2/2022.
d) Certa. A assertiva está de acordo com o entendimento do STF.
JURISPRUDÊNCIA
São bens da União apenas as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras; 
defesa das fortificações e construções militares; defesa das vias federais de comunicação; 
e preservação ambiental. Já o restante das terras devolutas é de propriedade do 
respectivo Estado-membro. Vejamos: As terras devolutas pertencem, em regra, aos 
Estados-membros, com exceção daquelas indispensáveis à defesa das fronteiras, das 
fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação 
ambiental, que são de propriedade da União (art. 20, II, da CF/88).
As terras devolutas pertencem aos Estados-membros desde a Constituição de 1891, 
que delas excetuava apenas a porção do território indispensável para a defesa das 
fronteiras, fortificações, construções militares e estradas de ferro federais. Esse 
mesmo tratamento jurídico foi mantido, com pequenas variações, nas Constituições de 
1934, 1937, 1946, 1967, EC 1 de 1969 e, finalmente, na Constituição Federal de 1988.
Caso concreto: no Estado de São Paulo havia uma grande área que era considerada 
como terra devoluta. Diante disso, em 1939, o Estado ajuizou ação discriminatória 
para regularizar essa área, tendo o pedido sido julgado procedente, com a expedição 
de títulos de domínio das terras em favor do autor.
A União, posteriormente, propôs ação anulatória alegando que as referidas terras 
seriam de sua propriedade desde 1872, por anexação. O Estado de São Paulo, por sua 
vez, alegou que eram terras devolutas, e, por isso, passíveis de alienação a particulares.
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Apesar de inexistente, à época, qualquer registro imobiliário no sentido de se cuidar 
de terras devolutas, não se exigiria prova nesse sentido, pois a regra então vigente 
era no sentido da presunção da natureza devoluta dessas terras.
Assim, havia presunção de que eram terras devolutas e cabia à União o ônus de provar 
que adquiriu as terras por meio de compra ou anexação; que as terras lhe eram úteis; 
e a exata individuação para fins de saber se elas coincidem com as áreas em relação 
às quais o estado de São Paulo expediu os títulos que se pretende anular.
É possível concluir que a União adquiriu terras na região, mediante compra ou anexação. 
Entretanto, não há provas de que essas terras tenham sido efetivamente úteis para 
o suposto fim original a que se prestariam. Além disso, não há qualquer precisão na 
individuação dessas terras à época da aquisição. A União não se desincumbiu de seu 
ônus probatório.
STF. Plenário. ACO 158/SP, Rel. Min. Rosa Weber, julgado em 12/3/2020 (Info 969).
oo queque sãosão terrasterras devolutas?devolutas? AA quemquem elaselas pertencem?pertencem?
Terras devolutas são aquelas que não tem nenhuma utilização pública específica e que 
não se encontram, por qualquer título, integradas ao domínio privado. As terras devolutas 
pertencem, em regra, aos Estados-membros, com exceção daquelas indispensáveis à defesa 
das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação 
e à preservação ambiental, que são de propriedade da União (art. 20, II, da CF/88).
Cuidado com a redação do art. 20, II, da CF/88 porque uma leitura apressada pode levar à 
conclusão errada:
Art. 20. São bens da União:
II – as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções 
militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, definidas em lei.
Desse modo, não são todas as terras devolutas que são bens da União. São bens da União 
apenas as terras devolutas indispensáveis à: 1) defesa das fronteiras; 2) defesa das 
fortificações e construções militares; 3) defesa das vias federais de comunicação; e 4) 
preservação ambiental.
O restante das terras devolutas é de propriedade do respectivo Estado-membro, nos 
termos do art. 26, IV:
Art. 26. Incluem-se entre os bens dos Estados:
IV – as terras devolutas não compreendidas entre as da União.
CAVALCANTE, Márcio André Lopes. As terrasinclusive pode ser anulado, precisa seguir alguns requisitos legais:
Art. 46. O registro declarará:
I – a denominação, os fins, a sede, o tempo de duração e o fundo social, quando houver;
II – o nome e a individualização dos fundadores ou instituidores, e dos diretores;
III – o modo por que se administra e representa, ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente;
IV – se o ato constitutivo é reformável no tocante à administração, e de que modo;
V – se os membros respondem, ou não, subsidiariamente, pelas obrigações sociais;
VI – as condições de extinção da pessoa jurídica e o destino do seu patrimônio, nesse caso.
005. 005. (FCC/MPE-PE/PROMOTOR DE JUSTIÇA/2022) Com base no disposto no ordenamento 
jurídico a respeito das pessoas jurídicas de direito privado, considere as assertivas abaixo:
I – A existência legal e a personalidade da pessoa jurídica se iniciam com a inscrição do ato 
constitutivo no respectivo registro.
II – O registro do ato constitutivo deverá, dentre outros elementos, indicar a forma da 
administração e quem a representa, judicial ou extrajudicialmente.
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III – A falta de menção no registro, se o ato constitutivo é ou não reformável, não constitui 
vício ou irregularidade, tampouco inviabiliza o funcionamento da pessoa jurídica.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I.
b) II.
c) I e II.
d) II e III.
e) I e III.
I – Certa. É a disposição do art. 45, caput, CC:
Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato 
constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do 
Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo.
Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de 
direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição 
no registro.
II – Certa. Cuida-se de elemento ou dado obrigatório do registro elencado no art. 46, III, CC:
Art. 46. O registro declarará:
I – a denominação, os fins, a sede, o tempo de duração e o fundo social, quando houver;
II – o nome e a individualização dos fundadores ou instituidores, e dos diretores;
III – o modo por que se administra e representa, ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente;
IV – se o ato constitutivo é reformável no tocante à administração, e de que modo;
V – se os membros respondem, ou não, subsidiariamente, pelas obrigações sociais;
VI – as condições de extinção da pessoa jurídica e o destino do seu patrimônio, nesse caso.
III – Errada. Cuida-se de elemento ou dado obrigatório do registro elencado no art. 46, 
III, CC: “Art. 46. O registro declarará: IV – se o ato constitutivo é reformável no tocante à 
administração, e de que modo.”
Letra c.
Constituída a pessoa jurídica, conforme art. 47 do CC, obrigam a pessoa jurídica os atos 
dos administradores, exercidos NOS LIMITES de seus poderes definidos no ato constitutivo:
Art. 47. Obrigam a pessoa jurídica os atos dos administradores, exercidos nos limites de seus 
poderes definidos no ato constitutivo.
Quanto à administração da pessoa jurídica, se porventura, a mesma vier a faltar, o juiz, 
a requerimento de qualquer interessado, nomeará um administrador provisório:
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Art. 49. Se a administração da pessoa jurídica vier a faltar, o juiz, a requerimento de qualquer 
interessado, nomear-lhe-á administrador provisório.
Também deve ser ressaltada diante da autonomia privada, a separação entre a pessoa 
jurídica e seus instituidores ou administradores, reforçada pela disposição normativa do 
art. 49-A do CC:
Art. 49-A. A pessoa jurídica não se confunde com os seus sócios, associados, instituidores ou 
administradores. (Incluído pela Lei n. 13.874, de 2019)
Parágrafo único. A autonomia patrimonial das pessoas jurídicas é um instrumento lícito de alocação 
e segregação de riscos, estabelecido pela lei com a finalidade de estimular empreendimentos, 
para a geração de empregos, tributo, renda e inovação em benefício de todos
Considerando que o registro das pessoas jurídicas tem natureza constitutiva, no caso 
de entes sem registro, os mesmos são considerados entes despersonificados, ou então, 
conhecidos como sociedade de fato ou sociedade irregular. Neste caso, a responsabilidade 
dos sócios ou administradores é solidária e ilimitada pelas obrigações sociais, conforme as 
disposições dos artigos. 986 a 990 do CC.
Também é importante ressaltar a existência dos chamados entes despersonificados com 
capacidade processual, como por exemplo, o espólio, a massa falida, a herança jacente, a 
herança vacante, o condomínio. Os referidos entes não são pessoas jurídicas conforme 
o Código Civil vigente, entretanto, possuem capacidade processual para postular perante 
o Poder Judiciário na defesa de seus interesses.
Quanto às pessoas jurídicas de Direito Público, suas regras de criação não estão previstas 
no Código Civil, concentrando seu campo de estudo no Direito Constitucional e no Direito 
Administrativo. A título de exemplo, podemos destacar a previsão do Inciso XIX do art. 37 da 
Constituição de 1.988, que prevê a necessidade de lei específica para criação de autarquias: 
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, 
moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de 
empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, 
neste último caso, definir as áreas de sua atuação;
Recentemente foi introduzida no ordenamento jurídico a possibilidade de as pessoas 
jurídicas de direito privado estarem realizando assembleias gerais por meio eletrônico:
Art. 48-A. As pessoas jurídicas de direito privado, sem prejuízo do previsto em legislação especial 
e em seus atos constitutivos, poderão realizar suas assembleias gerais por meio eletrônico, 
inclusive para os fins do disposto no art. 59 deste Código, respeitados os direitos previstos de 
participação e de manifestação.
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Art. 59. Compete privativamente à assembleia geral: (Redação dada pela Lei n. 11.127, de 2005)
I – destituir os administradores; (Redação dada pela Lei n. 11.127, de 2005)
II – alterar o estatuto. (Redação dada pela Lei n. 11.127, de 2005)
Parágrafo único. Para as deliberações a que se referem os incisos I e II deste artigo é exigido 
deliberação da assembleia especialmente convocada para esse fim, cujo quórum será o estabelecido 
no estatuto, bem como os critérios de eleição dos administradores. (Redação dada pela Lei n. 
11.127, de 2005)
006. 006. (INSTITUTO ACCESS/TJ-PB/JUIZ LEIGO/ 2022) É correto afirmar que as pessoas jurídicas 
de direito privado
a) poderão, excepcionalmente, realizar suas assembleias-gerais por meios eletrônicos, 
inclusive para destituirdevolutas pertencem, em regra, aos Estados-
membros, com exceção daquelas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações 
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e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, que 
são de propriedade da União. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Disponível em: . Acesso em: 20 dez.2023.
e) Errada. Os bens públicos de uso especial, tais como as escolas públicas e os hospitais 
públicos, enquanto conservarem a sua qualificação, não podem ser alienados. Vejamos:
Art. 99. São bens públicos:
I – os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças;
II – os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento 
da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias.
Vide:
Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto 
conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar.
Letra d.
028. 028. (CEBRASPE/CESPE/TC-DF/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO/AUDITORIA/2023) A respeito 
da desconsideração da personalidade jurídica prevista no Código Civil, julgue o item a seguir, 
considerando, quando cabível, a jurisprudência dos tribunais superiores.
Para fins de desconsideração da personalidade jurídica prevista no Código Civil, não constitui 
desvio de finalidade a mera expansão ou a alteração da finalidade original da atividade 
econômica específica da pessoa jurídica.
A questão exige o conhecimento do que está previsto no Código Civil. O Direito Civil brasileiro 
adotou a chamada teoria maior da desconsideração. Isso porque o artigo 50 exige que se 
prove o desvio de finalidade (teoria maior subjetiva) ou a confusão patrimonial (teoria 
maior objetiva). Verifique o seguinte dispositivo:
“Art. 50, CC (...) § 5º Não constitui desvio de finalidade a mera expansão ou a alteração da 
finalidade original da atividade econômica específica da pessoa jurídica. (Incluído pela Lei 
n. 13.874, de 2019).”
Veja mais:
JURISPRUDÊNCIA
1. A aplicação da desconsideração da personalidade jurídica deve ser excepcional, 
sendo a regra a preservação da autonomia patrimonial, devendo ser deferida quando 
presentes os requisitos do Art. 50 do Código Civil.
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2. O ordenamento jurídico adotou a teoria maior da desconsideração da personalidade 
jurídica a qual exige prova do desvio de finalidade da sociedade ou a confusão 
patrimonial entre o patrimônio dos sócios e o da sociedade empresária. Acórdão 
1369154, 07090171820218070000, Relator: ROBERTO FREITAS, Terceira Turma Cível, 
data de julgamento: 31/8/2021, publicado no DJE: 17/9/2021.
Certo.
029. 029. (CEBRASPE/CESPE/TC-DF/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO/ AUDITORIA/2023)A 
respeito da desconsideração da personalidade jurídica prevista no Código Civil, julgue o 
item a seguir, considerando, quando cabível, a jurisprudência dos tribunais superiores.
O Código Civil adotou, como regra geral, a teoria menor da desconsideração da personalidade 
jurídica, sendo suficiente a inexistência de bens em nome da pessoa jurídica para atingir 
os bens dos sócios.
O Código Civil adotou, como regra geral, a teoria maior da desconsideração da personalidade 
jurídica, a qual exige prova do desvio de finalidade da sociedade ou a confusão patrimonial 
entre o patrimônio dos sócios e o da sociedade empresária. Vejamos:
Art. 50, CC. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou 
pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando 
lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios 
da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso.
Veja:
JURISPRUDÊNCIA
1. A aplicação da desconsideração da personalidade jurídica deve ser excepcional, 
sendo a regra a preservação da autonomia patrimonial, devendo ser deferida quando 
presentes os requisitos do Art. 50 do Código Civil.
2. O ordenamento jurídico adotou a teoria maior da desconsideração da personalidade 
jurídica a qual exige prova do desvio de finalidade da sociedade ou a confusão 
patrimonial entre o patrimônio dos sócios e o da sociedade empresária. Acórdão 
1369154, 07090171820218070000, Relator: ROBERTO FREITAS, Terceira Turma Cível, 
data de julgamento: 31/8/2021, publicado no DJE: 17/9/2021.
Errado.
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030. 030. (CEBRASPE/CESPE/TCE-MS/PROCURADOR DE CONTAS SUBSTITUTO/2023) A respeito 
da desconsideração da personalidade jurídica, julgue os itens seguintes.
I – O abuso da personalidade jurídica que viabiliza a desconsideração desta é demonstrado 
pela presença do desvio de finalidade ou da confusão patrimonial.
II – A caracterização de grupo econômico é motivo suficiente para viabilizar a desconsideração 
da personalidade jurídica.
III – A pessoa jurídica possui interesse e legitimidade para recorrer de decisão que desconsidere 
sua personalidade jurídica nos casos em que almeje defender direito próprio.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está certo.
b) Apenas o item II está certo.
c) Apenas os itens I e III estão certos.
d) Apenas os itens II e III estão certos.
e) Todos os itens estão certos.
I – Certa. O Direito Civil brasileiro adotou a chamada teoria maior da desconsideração. Isso 
porque o art. 50 exige que se prove o desvio de finalidade (teoria maior subjetiva) ou a 
confusão patrimonial (teoria maior objetiva). Vejamos:
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou 
pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando 
lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios 
da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso.
JURISPRUDÊNCIA
1. A aplicação da desconsideração da personalidade jurídica deve ser excepcional, 
sendo a regra a preservação da autonomia patrimonial, devendo ser deferida quando 
presentes os requisitos do Art. 50 do Código Civil.
2. O ordenamento jurídico adotou a teoria maior da desconsideração da personalidade 
jurídica a qual exige prova do desvio de finalidade da sociedade ou a confusão 
patrimonial entre o patrimônio dos sócios e o da sociedade empresária. Acórdão 
1369154, 07090171820218070000, Relator: ROBERTO FREITAS, Terceira Turma Cível, 
data de julgamento: 31/8/2021, publicado no DJE: 17/9/2021.
II – Errada. A caracterização de grupo econômico não é motivo suficiente para viabilizar 
a desconsideração da personalidade jurídica. É necessária prova do desvio de finalidade 
da sociedade ou a confusão patrimonial entre o patrimônio dos sócios e o da sociedade 
empresária. Vejamos:
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Art. 50, § 4º A mera existência de grupo econômico sem a presença dos requisitos de que trata o 
caput deste artigo não autoriza a desconsideração da personalidade da pessoa jurídica. (Incluído 
pela Lei n. 13.874, de 2019).
III – Certa. A assertiva está de acordo com o entendimento do STJ. Vejamos:
JURISPRUDÊNCIA
Em uma execução proposta pelo credor contra a empresa devedora, se o juiz determinar 
a desconsideração da personalidade jurídica e a penhora dos bens dos sócios, a pessoa 
jurídica tem legitimidade para recorrer contra essa decisão, desde que o recurso seja 
interposto com o objetivo de defender a sua autonomia patrimonial, isto é, a proteção 
da sua personalidade. No recurso, a pessoa jurídica não pode se imiscuir indevidamente 
na esfera de direitos dos sócios ou administradores incluídos no polo passivo por força 
da desconsideração.
STJ. 3ª Turma. REsp 1421464-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 24/4/2014 
(Info 544).
AA pessoapessoa jurídicajurídica temtem legitimidadelegitimidade parapara recorrerrecorrer contracontra aa decisãodecisão queque determinadetermina aa 
desconsideraçãodesconsideração dede suasua personalidadepersonalidade jurídica?jurídica?
SIM. A pessoa jurídica tem legitimidade para impugnar decisão interlocutória que desconsidera 
sua personalidade para alcançar o patrimônio de seus sócios ou administradores, desde 
que o faça com o intuito de defender a sua regular administração e autonomia — isto é, 
a proteção da sua personalidade —, sem se imiscuir indevidamente na esfera de direitos 
dos sócios ou administradores incluídos no polo passivo por força da desconsideração. 
Segundo o art. 50 do CC, verificado “abuso da personalidade jurídica”, poderá o juiz decidir 
que os efeitos de certas e determinadas relações obrigacionais sejam estendidos aos bens 
particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica. O referido abuso, segundo a 
lei, caracteriza-se pelo desvio de finalidade da pessoa jurídica ou pela confusão patrimonial 
entre os bens dos sócios/administradores com os da pessoa moral. Assim, a desconsideração 
da personalidade jurídica, em essência, está ligada à concepção de moralidade, probidade, 
boa-fé a que submetem os sócios e administradores na gestão e administração da pessoa 
jurídica. Vale também destacar que, ainda que a concepção de abuso nem sempre esteja 
relacionada a fraude, a sua figura está, segundo a doutrina, eminentemente ligada a prejuízo, 
desconforto, intranquilidade ou dissabor que tenha sido acarretado a terceiro, em decorrência 
de um uso desmesurado de um determinado direito. Desse modo, a desconsideração da 
personalidade da pessoa jurídica é uma decisão judicial que atinge (afeta) não apenas os 
interesses dos credores e das pessoas físicas, mas também da própria sociedade jurídica 
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que está sendo acusada de ser indevidamente manipulada. Logo, a pessoa jurídica tem 
interesse de recorrer nesse caso, desde que seja capaz de demonstrar que a pertinência 
de seu intuito, ou seja, que está defendendo a sua autonomia patrimonial (a proteção de 
sua personalidade jurídica). CAVALCANTE, Márcio André Lopes. (I) legitimidade da pessoa 
jurídica para recorrer contra a decisão que determina a desconsideração. Buscador Dizer 
o Direito, Manaus. Disponível em: . 
Acesso em: 26 jan.2024.
Letra c.
031. 031. (VUNESP/TJ-AL/NOTÁRIO E REGISTRADOR/ PROVIMENTO/2023) O artigo 50 do Código 
Civil dispõe que poderá o juiz desconsiderar a personalidade jurídica em caso de abuso da 
personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial. 
A confusão patrimonial, de acordo com o Código Civil, é entendida como a ausência de 
separação de fato entre os patrimônios e caracteriza-se por
a) atos de descumprimento da autonomia patrimonial.
b) transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, independentemente 
do valor.
c) cumprimento pela sociedade de quaisquer obrigações do sócio ou do administrador ou 
vice-versa.
d) ausência de patrimônio para saldar a obrigação.
a) Certa. A assertiva está de acordo com o Código Civil. Verifique o seguinte dispositivo:
Art. 50, § 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os 
patrimônios, caracterizada por:
I – cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou 
vice-versa;
II – transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor 
proporcionalmente insignificante; e
III – outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial.
b) Errada. É entendida como a ausência de separação de fato entre os patrimônios e 
caracteriza-se por transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, 
exceto os de valor proporcionalmente insignificante. Vejamos:
Art. 50, § 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os 
patrimônios, caracterizada por:
(...) II – transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor 
proporcionalmente insignificante.
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c) Errada. É caracterizada por cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do 
sócio ou do administrador ou vice-versa. Examine:
Art. 50, § 2º Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os 
patrimônios, caracterizada por:
I – cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou 
vice-versa.
d) Errada. Inexiste previsão legal nesse sentido.
Letra a.
032. 032. (CEBRASPE/CESPE/TC-DF/AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO/AUDITORIA/2023) Acerca do 
instituto da desconsideração da personalidade jurídica, julgue o item a seguir, considerando, 
quando cabível, a jurisprudência dos tribunais superiores.
A teoria maior da desconsideração da personalidade jurídica, adotada pela legislação civil, 
exige prova do desvio de finalidade da sociedade ou confusão patrimonial entre o patrimônio 
dos sócios e o da sociedade empresária.
O Direito Civil brasileiro adotou a chamada teoria maior da desconsideração. Isso porque 
o art. 50 exige que se prove o desvio de finalidade (teoria maior subjetiva) ou a confusão 
patrimonial (teoria maior objetiva). Vejamos: 
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou 
pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando 
lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios 
da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso. (Redação dada pela Lei n. 
13.874, de 2019).
JURISPRUDÊNCIA
1. A aplicação da desconsideração da personalidade jurídica deve ser excepcional, 
sendo a regra a preservação da autonomia patrimonial, devendo ser deferida quando 
presentes os requisitos do Art. 50 do Código Civil.
2. O ordenamento jurídico adotou a teoria maiorda desconsideração da personalidade 
jurídica a qual exige prova do desvio de finalidade da sociedade ou a confusão 
patrimonial entre o patrimônio dos sócios e o da sociedade empresária. Acórdão 
1369154, 07090171820218070000, Relator: ROBERTO FREITAS, Terceira Turma Cível, 
data de julgamento: 31/8/2021, publicado no DJE: 17/9/2021.
Certo.
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033. 033. (CEBRASPE/CESPE/AGER-MT/ANALISTA REGULADOR/DIREITO/2023) No que se refere 
às pessoas jurídicas, julgue os itens a seguir.
I – Os direitos da personalidade não se estendem às pessoas jurídicas de direito privado.
II – As organizações religiosas e os partidos políticos são considerados pessoas jurídicas de 
direito privado.
III – As associações são pessoas jurídicas de direito privado constituídas pela união de pessoas 
que se organizam com o objetivo de promover atividades sociais, culturais ou esportivas, 
com ou sem fins econômicos.
IV – As fundações de natureza privada podem ser instituídas por escritura pública e podem 
se destinar à promoção da ética, da cidadania, da democracia e dos direitos humanos.
Assinale a opção correta.
a) Apenas os itens I e II estão certos.
b) Apenas os itens I e III estão certos.
c) Apenas os itens II e IV estão certos.
d) Apenas os itens I, III e IV estão certos.
e) Apenas os itens II, III e IV estão certos.
I – Errada. Os direitos da personalidade estendem-se às pessoas jurídicas de direito privado. 
Vejamos:
Art. 52. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade.
II – Certa. A assertiva está de acordo com o Código Civil. Verifique o seguinte dispositivo:
Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:
I – as associações;
II – as sociedades;
III – as fundações.
IV – as organizações religiosas;
V – os partidos políticos;
VI – (Revogado pela Lei n. 14.382, de 2022)
III – Errada. As associações são pessoas jurídicas de direito privado constituídas pela união 
de pessoas que se organizem para fins não econômicos. Examine:
Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:
I – as associações;
Art. 53. Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não 
econômicos.
Parágrafo único. Não há, entre os associados, direitos e obrigações recíprocos.
IV – Certa. A assertiva está de acordo com o seguinte dispositivo do Código Civil. Vejamos:
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Art. 62. Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura pública ou testamento, 
dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina, e declarando, se quiser, a 
maneira de administrá-la.
Parágrafo único. A fundação somente poderá constituir-se para fins de:
I – assistência social;
II – cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico;
III – educação;
IV – saúde;
V – segurança alimentar e nutricional;
VI – defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento 
sustentável;
VII – pesquisa científica, desenvolvimento de tecnologias alternativas, modernização de sistemas 
de gestão, produção e divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos;
VIII – promoção da ética, da cidadania, da democracia e dos direitos humanos;
IX – atividades religiosas; e
X – (VETADO).
Letra c.
034. 034. (SUSTENTE/DPE-PE/ESTAGIÁRIO/CURSO DE DIREITO/2023) A respeito das pessoas 
jurídicas, assinale a alternativa INCORRETA.
a) Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito 
privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no 
registro.
b) A desconsideração da personalidade jurídica ocorrerá apenas no caso de confusão 
patrimonial.
c) Nos casos de dissolução da pessoa jurídica ou cassada a autorização para seu funcionamento, 
ela subsistirá para os fins de liquidação, até que esta se conclua.
d) A pessoa jurídica não se confunde com os seus sócios, associados, instituidores ou 
administradores.
e) A autonomia patrimonial das pessoas jurídicas é um instrumento lícito de alocação e 
segregação de riscos.
a) Certa. A assertiva é cópia literal do seguinte dispositivo do Código Civil. Vejamos:
Art. 45, Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas 
jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de 
sua inscrição no registro.
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b) Errada. A desconsideração da personalidade jurídica ocorrerá no caso de confusão 
patrimonial ou de desvio de finalidade. Vejamos:
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou 
pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando 
lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios 
da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso.
c) Certa. A assertiva está em harmonia com o Código Civil. Examine:
Art. 51. Nos casos de dissolução da pessoa jurídica ou cassada a autorização para seu funcionamento, 
ela subsistirá para os fins de liquidação, até que esta se conclua.
d) Certa. É o que dispõe o Código Civil. Examine:
Art. 49-A. A pessoa jurídica não se confunde com os seus sócios, associados, instituidores ou 
administradores.
e) Certa. A assertiva está de acordo com o seguinte dispositivo do Código Civil. Vejamos:
Art. 49-A, Parágrafo único. A autonomia patrimonial das pessoas jurídicas é um instrumento 
lícito de alocação e segregação de riscos, estabelecido pela lei com a finalidade de estimular 
empreendimentos, para a geração de empregos, tributo, renda e inovação em benefício de todos.
Letra b.
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REFERÊNCIASREFERÊNCIAS
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Senado Federal, 
1988
BRASIL. Decreto-Lei n. 4.657, de 4 de setembro de 1942. Brasília: Senado Federal, 1988
BRASIL. Lei n. 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Brasília: Senado Federal, 1988
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Esquematizado. 11 ed. Editora Saraiva, 2021.
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ANEXOANEXO
eNUNCiADoS e SÚMUlAS
Enunciado 142 – Art. 44: Os partidos políticos, os sindicatos e as associações religiosas 
possuem natureza associativa, aplicando-se-lhes o Código Civil.
Enunciado 143 – Art. 44: A liberdade de funcionamentodas organizações religiosas 
não afasta o controle de legalidade e legitimidade constitucional de seu registro, nem a 
possibilidade de reexame pelo Judiciário da compatibilidade de seus atos com a lei e com 
seus estatutos.
Enunciado 144 – Art. 44: A relação das pessoas jurídicas de Direito Privado, constante 
do art. 44, incisos I a V, do Código Civil, não é exaustiva.
Enunciado 280 – Arts. 44,57 e 60. Por força do art. 44, § 2º, consideram-se aplicáveis às 
sociedades reguladas pelo Livro II da Parte Especial, exceto às limitadas, os arts. 57 e 60, 
nos seguintes termos: (A) Em havendo previsão contratual, é possível aos sócios deliberar 
a exclusão de sócio por justa causa, pela via extrajudicial, cabendo ao contrato disciplinar 
o procedimento de exclusão, assegurado o direito de defesa, por aplicação analógica do 
art. 1085; (B) As deliberações sociais poderão ser convocadas pela iniciativa de sócios que 
representem 1/5 (um quinto) do capital social, na omissão do contrato. A mesma regra 
aplica-se na hipótese de criação, pelo contrato, de outros órgãos de deliberação colegiada. 
(I Jornada de Direito Comercial) 3. A Empresa Individual de Responsabilidade Limitada – 
EIRELI não é sociedade unipessoal, mas um novo ente, distinto da pessoa do empresário 
e da sociedade empresária.
Enunciado 145 – Art. 47:0 art. 47 não afasta a aplicação da teoria da aparência.
Enunciado 7º – Art. 50: só se aplica a desconsideração da personalidade jurídica quando 
houver a prática de ato irregular e, limitadamente, aos administradores ou sócios que nela 
hajam incorrido.
Enunciado 51 – Art. 50: a teoria da desconsideração da personalidade jurídica – disregard 
doctrine – fica positivada no novo Código Civil, mantidos os parâmetros existentes nos 
microssistemas legais e na construção jurídica sobre o tema.
Enunciado 146 – Art. 50: Nas relações civis, interpretam-se restritivamente os parâmetros 
de desconsideração da personalidade jurídica previstos no art. 50 (desvio de finalidade 
social ou confusão patrimonial). (Este Enunciado não prejudica o Enunciado n. 7).
Enunciado 281 – Art. 50. A aplicação da teoria da desconsideração, descrita no art. 50 
do Código Civil, prescinde da demonstração de insolvência da pessoa jurídica.
Enunciado 282 – Art. 50.0 encerramento irregular das atividades da pessoa jurídica, por 
si só, não basta para caracterizar abuso de personalidade jurídica.
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Enunciado 283 – Art. 50. É cabível a desconsideração da personalidade jurídica denominada 
“inversa” para alcançar bens de sócio que se valeu da I para ocultar ou desviar bens pessoais, 
com prejuízo a terceiros.
Enunciado 284 – Art. 50. As pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos ou 
de fins não econômicos estão abrangidas no conceito de abuso da personalidade jurídica.
Enunciado 285 – Art. 50. A teoria da desconsideração, prevista no art. 50 do Código Civil, 
pode ser invocada pela pessoa jurídica em seu favor.
Enunciado 406 – Art. 50: A desconsideração da personalidade jurídica alcança os grupos 
de sociedade quando estiverem presentes os pressupostos do art. 50 do Código Civil e houver 
prejuízo para os credores até o limite transferido entre as sociedades. (I Jornada de Direito 
Comercial) 9. Quando aplicado às relações jurídicas empresariais, o art. 50 do Código Civil 
não pode ser interpretado analogamente ao art. 28, § 5º, do CDC ou ao art. 2º, § 2º, da CLT.
STJ 227 – A pessoa jurídica pode sofrer dano moral.
Enunciado 286 – Art. 52. Os direitos da personalidade são direitos inerentes e essenciais 
à pessoa humana, decorrentes de sua dignidade, não sendo as pessoas jurídicas titulares 
de tais direitos.
Enunciado 534 – art. 53: As associações podem desenvolver atividade econômica, desde 
que não haja finalidade lucrativa.
Enunciado 577 – A possibilidade de instituição de categorias de associados com vantagens 
especiais admite a atribuição de pesos diferenciados ao direito de voto, desde que isso não 
acarrete a sua supressão em relação a matérias previstas no art. 59 do CC.
Enunciado 407 – Art. 61: A obrigatoriedade de destinação do patrimônio líquido 
remanescente da associação à instituição municipal, estadual ou federal de fins idênticos 
ou semelhantes, em face da omissão do estatuto, possui caráter subsidiário, devendo 
prevalecer a vontade dos associados, desde que seja contemplada entidade que persiga 
fins não econômicos.
Enunciado 8º – Art. 62, parágrafo único: a constituição de fundação para fins científicos, 
educacionais ou de promoção do meio ambiente está compreendida no CC, art. 62, 
parágrafo único.
Enunciado 9º – Art. 62, parágrafo único: o art. 62, parágrafo único, deve ser interpretado 
de modo a excluir apenas as fundações com fins lucrativos.
Enunciado 10 – Art. 66, § I o: em face do princípio da especialidade, o art. 66, § I o, deve 
ser interpretado em sintonia com os arts. 70 e 178 da LC n. 75/93.
Enunciado 147 – Art. 66: A expressão “por mais de um Estado”, contida no § 2º do art. 
66, não exclui o Distrito Federal e os Territórios. A atribuição de velar pelas fundações, 
prevista no art. 66 e seus parágrafos, ao MP local – isto é, dos Estados, DF e Territórios 
onde situadas – não exclui a necessidade de fiscalização de tais pessoas jurídicas pelo M.F., 
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quando se tratar de fundações instituídas ou mantidas pela União, autarquia ou empresa 
pública federal, ou que destas recebam verbas, nos termos da Constituição, da LC n. 75/93 
e da Lei de Improbidade.
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	Sumário
	Apresentação
	Pessoa Jurídica
	1. Conceito de Pessoa Jurídica
	2. Constituição da Pessoa Jurídica
	3. Tipos de Pessoa Jurídica
	4. Domicílio da Pessoa Jurídica
	5. Associações
	6. Fundações
	7. Organizações Religiosas e Partidos Políticos
	8. Sociedades
	9. EIRELI
	10. Desconsideração da Personalidade Jurídica
	11. Extinção da Pessoa Jurídica
	12. Direitos de Personalidade da Pessoa Jurídica
	Resumo
	Mapas Mentais
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	Referências
	Anexoos administradores e alterar o estatuto, respeitados os direitos 
previstos de participação e de manifestação.
b) poderão realizar suas assembleias-gerais por meios eletrônicos, inclusive para destituir 
os administradores e alterar o estatuto, respeitados os direitos previstos de participação 
e de manifestação.
c) poderão realizar suas assembleias-gerais por meios eletrônicos, exceto para destituir 
os administradores e alterar o estatuto, respeitados os direitos previstos de participação 
e de manifestação.
d) não poderão realizar suas assembleias-gerais por meios eletrônicos, mesmo para destituir 
os administradores ou alterar o estatuto quando respeitados os direitos previstos de 
participação e de manifestação.
a) Errada. A possibilidade de realização de assembleias-gerais por meios eletrônicos foi 
incluída pela Lei n. 14.382/2022, que acrescentou o art. 48-A ao Código Civil e, ao contrário 
do que consta da assertiva, não é uma medida a ser utilizada em caráter excepcional, mas 
sim permanente, desde que não haja prejuízo do previsto em legislação especial e em seus 
atos constitutivos, bem como sejam respeitados os direitos previstos de participação e 
de manifestação:
Art. 48-A. As pessoas jurídicas de direito privado, sem prejuízo do previsto em legislação especial 
e em seus atos constitutivos, poderão realizar suas assembleias gerais por meio eletrônico, 
inclusive para os fins do disposto no art. 59 deste Código, respeitados os direitos previstos de 
participação e de manifestação.
b) Certa. É a disposição do art. 48-A do Código Civil:
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Art. 48-A. As pessoas jurídicas de direito privado, sem prejuízo do previsto em legislação especial 
e em seus atos constitutivos, poderão realizar suas assembleias gerais por meio eletrônico, 
inclusive para os fins do disposto no art. 59 deste Código, respeitados os direitos previstos de 
participação e de manifestação.
c) Errada. A realização de assembleias-gerais virtuais poderá ter por objeto deliberações 
atinentes à destituição dos administradores e à alteração do estatuto (art. 48-A c.c. 
art. 59, CC).
d) Errada. Como já adiantado, com as alterações promovidas pela Lei n. 14.382/2022, as 
pessoas jurídicas de direito privado poderão realizar assembleias-gerais virtuais, inclusive para 
destituir seus administradores ou alterar seus estatutos, e desde que: (i) não haja prejuízo 
do previsto em legislação especial e em seus atos constitutivos; e (ii) sejam respeitados os 
direitos previstos de participação e de manifestação (art. 48-A c.c. art. 59, CC).
Letra b.
3 . tiPoS De PeSSoA JUrÍDiCA3 . tiPoS De PeSSoA JUrÍDiCA
Inicialmente, o artigo 40 do Código Civil divide as pessoas jurídicas de direito público e 
de direito privado:
Art. 40. As pessoas jurídicas são de direito público, interno ou externo, e de direito privado.
As pessoas jurídicas de direito público podem ser subdivididas em Direito Público Externo 
e Direito Público Interno. As pessoas jurídicas de Direito Público externo são reguladas pelo 
chamado Direito Internacional, envolvendo outros países, organizações internacionais (ONU, 
OIT, OTAN, etc.), o Vaticano, Blocos Comerciais, como a União Europeia, Mercosul, Nafta, 
conforme previsto no art. 42 do CC:
Art. 42. São pessoas jurídicas de direito público externo os Estados estrangeiros e todas as 
pessoas que forem regidas pelo direito internacional público.
Já as pessoas jurídicas de Direito Público estão previstas no art. 41 do CC:
Art. 41. São pessoas jurídicas de direito público interno:
I – a União;
II – os Estados, o Distrito Federal e os Territórios;
III – os Municípios;
IV – as autarquias, inclusive as associações públicas;
V – as demais entidades de caráter público criadas por lei.
Parágrafo único. Salvo disposição em contrário, as pessoas jurídicas de direito público, a que se 
tenha dado estrutura de direito privado, regem-se, no que couber, quanto ao seu funcionamento, 
pelas normas deste Código.
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Vejamos um pequeno esquema das pessoas jurídicas:
Direito Público
Interno
Externo
Estados Estrangeiros
Pessoas de Direito 
Internacional
Direito Privado
007. 007. (CEBRASPE/CESPE/SEFAZ-RS/AUDITOR-FISCAL DA RECEITA ESTADUAL/2019) As 
associações públicas são pessoas jurídicas de direito
a) Privado.
b) Público interno.
c) Público externo.
d) Privado ou público.
e) Privado e de capital público
Conforme Artigo 41 do CC. São pessoas jurídicas de direito público interno:
I – a União;
II – os Estados, o Distrito Federal e os Territórios;
III – os Municípios;
IV – as autarquias, inclusive as associações públicas;
V – as demais entidades de caráter público criadas por lei.
Parágrafo único. Salvo disposição em contrário, as pessoas jurídicas de direito público, a que se 
tenha dado estrutura de direito privado, regem-se, no que couber, quanto ao seu funcionamento, 
pelas normas deste Código.
Letra b.
008. 008. (FCC/SEFAZ-PE/AUDITOR-FISCAL DO TESOURO ESTADUAL/2022) De acordo com o 
Código Civil, são pessoas jurídicas de direito público interno
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a) as fundações, os partidos políticos e as associações públicas.
b) a União, os Estados, os Municípios, o Distrito Federal e os Estados estrangeiros.
c) os partidos políticos e as sociedades controladas pela União.
d) as autarquias, inclusive as associações públicas.
e) as fundações e as autarquias, com exceção das associações públicas.
a) Errada. As fundações e os partidos políticos são pessoas jurídicas de direito privado (art. 
44, III e V, CC).
b) Errada. Os Estados estrangeiros, assim como as pessoas regidas pelo direito internacional 
público, são pessoas jurídicas de direito público externo (art. 42, CC).
c) Errada. Tanto os partidos políticos quanto as sociedades controladas pela União são 
pessoas jurídicas de direito privado (art. 44, II e V, CC).
d) Certa. É a previsão do art. 41, IV, CC:
Art. 41. São pessoas jurídicas de direito público interno:
I – a União;
II – os Estados, o Distrito Federal e os Territórios;
III – os Municípios;
IV – as autarquias, inclusive as associações públicas;
V – as demais entidades de caráter público criadas por lei.
Parágrafo único. Salvo disposição em contrário, as pessoas jurídicas de direito público, a que se 
tenha dado estrutura de direito privado, regem-se, no que couber, quanto ao seu funcionamento, 
pelas normas deste Código.
e) Errada. Como já visto, as autarquias e as associações públicas são pessoas jurídicas de 
direito público interno (art. 41, IV, CC). Ademais, as fundações, de acordo com o Código 
Civil, são pessoas jurídicas de direito privado (art. 44, III, CC).
Letra d.
Não podemos nos esquecer dos territórios federais, isso, porque, integram a União, 
constituindo-se em descentralizações administrativas da União, ou seja, verdadeiras 
autarquias. Vejamos um exercício com eles:
009. 009. (IDIB/CREMERJ/ADVOGADO/2019) Com base nas disposições do Código Civil sobre as 
pessoas jurídicas, assinale a alternativa correta:
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a) São pessoas jurídicas de direito público externo os Estados estrangeiros e todas as 
pessoas que forem regidas pelo direito internacional público.
b) São pessoas jurídicas de direito privado, dentre outras, as associações públicas.
c) As organizações religiosas são pessoas jurídicas de direito público interno.
d) Os Territórios não são pessoas jurídicas de direito público interno.
a) Certa. Conforme Artigo 42 do CC. São pessoas jurídicas de direito público externo os 
Estados estrangeiros e todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público.
b) Errada. Nos termos do art. 41 do CC, as associações públicas são pessoas jurídicas de 
direito público.
c) Errada. Nos termos do art. 44 do CC, as associações são pessoas jurídicas de direito privado.
d) Errada. Os Territórios Federais integram a União, constituindo-se em descentralizações 
administrativas desse Ente Federativo, ou seja, verdadeiras autarquias. Conforme art. 41 
do CC, as autarquias são pessoas jurídicas de direito público interno.
Letra a.
Quanto ao parágrafo único, do art. 41 do CC, o Enunciado n. 141 da III JDC:
JURISPRUDÊNCIA
A remissão do art. 41, parágrafo único, do Código Civil às pessoas jurídicas de direito 
público, a que se tenha dado estrutura de direito privado, diz respeito às fundações 
públicas e aos entes de fiscalização do exercício profissional. Vejamos:
010. 010. (FAUEL/CM COLOMBO/ADVOGADO/2019) Assinale a alternativa CORRETA, a respeito 
das pessoas jurídicas, conforme o Código Civil de 2002.
a) Salvo disposição em contrário, as pessoas jurídicas de direito público, a que se tenha dado 
estrutura de direito privado, a exemplo das autarquias, regem-se, no que couber, quanto 
ao seu funcionamento, pelas normas do Código Civil.
b) Decai em cinco anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito 
privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição 
no registro.
c) Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do 
ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou 
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aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar 
o ato constitutivo.
d) São pessoas jurídicas de direito público interno os Estados estrangeiros e todas as pessoas 
que forem regidas pelo direito internacional público.
a) Errada. Enunciado 141 da III JDC:
JURISPRUDÊNCIA
A remissão do art. 41, parágrafo único, do Código Civil às pessoas jurídicas de direito 
público, a que se tenha dado estrutura de direito privado, diz respeito às fundações 
públicas e aos entes de fiscalização do exercício profissional.
b) Errada. Nos termos do art. 45 do CC, parágrafo único. Decai em três anos o direito de 
anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, 
contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro.
c) Certa. Nos termos do art. 45 do CC, começa a existência legal das pessoas jurídicas de 
direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando 
necessário, de autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro 
todas as alterações por que passar o ato constitutivo.
d) Errada. Nos termos do art. 42 do CC, são pessoas jurídicas de direito público externo os 
Estados estrangeiros e todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público.
Letra c.
Para decorar, lembre-se da regrinha: MEUDA.
M= Municípios;
E= Estados, o Distrito Federal e os Territórios;
U= União;
D= Demais entidades de caráter público criadas por lei;
A= Autarquias.
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Municípios
Estados, DF e Territórios
União
Demais entidades
Autarquias, inclusive associações públicas
As pessoas jurídicas de Direito Público interno envolvem os entes da administração 
direta: União, Estados, Distrito Federal, Territórios e Municípios. Também envolvem os 
entes da administração indireta, órgãos descentralizados, criados por lei para execução 
de atividades de interesse público, englobando autarquias, fundações públicas e demais 
entidades de caráter público criadas por lei.
O Consórcio Público é uma pessoa jurídica criada por lei com a finalidade de executar a 
gestão associada de serviços públicos, onde os entes consorciados, que podem ser a União, 
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, no todo em parte, destinarão pessoal e bens 
essenciais à execução dos serviços transferidos. Os Consórcios Públicos se enquadram no 
Inciso IV, do art. 41 do CC: inclusive as associações públicas;
Segundo a redação do Inciso V do art. 41 do CC: as demais entidades de caráter público 
criadas por lei, a doutrina dominante entende pode enquadrar neste conceito as fundações 
públicas e agências reguladoras.
011. 011. (CONSULPAM/PREF. PAULO AFONSO/PROCURADOR/CÍVEL, ADMINISTRATIVO E 
TRABALHISTA/JUDICIAL ADMINISTRATIVO/2020) Sobre as pessoas jurídicas, de acordo com 
o Código Civil, assinale a alternativa CORRETA:
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a) As pessoas jurídicas são de direito privado, interno ou externo, e de direito público.
b) As autarquias são pessoas jurídicas de direito público interno.
c) São pessoas jurídicas de direito público interno os Estados estrangeiros e todas as pessoas 
que forem regidas pelo direito internacional público.
d) Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito público com a inscrição do 
ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou 
aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar 
o ato constitutivo.
Conforme Artigo 41 do CC. São pessoas jurídicas de direito público interno:
I – a União;
II – os Estados, o Distrito Federal e os Territórios;
III – os Municípios;
IV – as autarquias, inclusive as associações públicas;
V – as demais entidades de caráter público criadas por lei.
Parágrafo único. Salvo disposição em contrário, as pessoas jurídicas de direito público, a que se 
tenha dado estrutura de direito privado, regem-se, no que couber, quanto ao seu funcionamento, 
pelas normas deste Código.
Letra b.
Além do mais, o art. 43 do CC traz a responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito 
público interno para com terceiros. Conforme esta disposição, a responsabilidade civil das 
pessoas jurídicas de direito público interno é objetiva, ou seja independe de dolo ou culpa:
Art. 43. As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos 
seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo contra 
os causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo.
012. 012. (FCC/PROCURADORDO MUNICÍPIO DE TERESINA/2022) Quanto às pessoas jurídicas:
a) São livres a criação, organização, estrutura interna e funcionamento das organizações 
religiosas, podendo porém o Poder Público negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos 
constitutivos se contrários à moral, aos bons costumes e ao consenso social.
b) São de direito privado, entre outras, as associações, as sociedades, as fundações e as 
autarquias, excluídas as associações públicas.
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c) As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos 
seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo 
contra os causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo.
d) Começa a existência legal daquelas de direito privado com o início efetivo de suas 
atividades associativas ou empresariais, independentemente de inscrição formal de seus 
atos constitutivos.
e) Se tiverem a administração coletiva, as decisões se tomarão pela unanimidade de votos 
dos presentes, salvo estipulação diversa nos atos constitutivos.
a) Errada. A assertiva tomou por base a literalidade do art. 44, § 1º, do Código Civil, que 
assim dispõe:
Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado: [...] § 1º São livres a criação, a organização, a 
estruturação interna e o funcionamento das organizações religiosas, sendo vedado ao poder público 
negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento.
b) Errada. As autarquias são pessoas jurídicas de direito público (art. 41, IV, CC e art. 5º, I, 
DL n. 200/1967).
c) Certa. É a disposição do art. 43 do CC, que repisa, em parte, o art. 37, § 6º, da CRFB/1988:
Art. 43. As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos 
seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo contra 
os causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo.
d) Errada. As pessoas jurídicas de direito privado têm início de sua existência legal com o 
registro dos seus atos constitutivos no órgão competente, nos termos do art. 45, caput, CC:
Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato 
constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do 
Poder Executivo, averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo.
Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito 
privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro.
e) Errada. Se tiverem a administração coletiva, as decisões da pessoa jurídica se tomarão 
pela maioria de votos dos presentes, salvo estipulação diversa nos atos constitutivos, 
consoante art. 48, caput, CC:
Art. 48. Se a pessoa jurídica tiver administração coletiva, as decisões se tomarão pela maioria 
de votos dos presentes, salvo se o ato constitutivo dispuser de modo diverso.
Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular as decisões a que se refere este artigo, 
quando violarem a lei ou estatuto, ou forem eivadas de erro, dolo, simulação ou fraude.
Letra c.
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Entretanto, caso a pessoa jurídica de direito público seja condenada a indenizar o 
particular, ela tem direito de ação regressiva contra o agente público caso tenha agido com 
dolo ou culpa.
Já em relação às pessoas jurídicas de Direito Privado, o rol está previsto no art. 44 do CC:
Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:
I – as associações;
II – as sociedades;
III – as fundações.
IV – as organizações religiosas;
V – os partidos políticos;
Para decorar, lembre-se daquele sapo que não lava o pé, mas não é qualquer um, é o sapo 
que não lava o pé religioso:
S. A. P. O. F (sapo com “F”).
Sociedades
Associações
Partidos Políticos
Organizações Religiosas
Fundações
Sociedades
Associações
Partidos Políticos
Organizações Religiosas
Fundações
Cabe ressaltar que doutrina afirma que esse rol, previsto no art. 44 do CC, é exemplificativo, 
podendo ser reconhecidas outras pessoas jurídicas de direito privado, enunciado 144 da 
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Jornada de Direito Civil: “A relação das pessoas jurídicas de direito privado, estabelecida 
no art. 44, incisos I a V, do Código Civil, não é exaustiva”.
No artigo 44 do Código Civil, as organizações religiosas e os partidos políticos não faziam 
parte da redação original do Código Civil de 2.002. Desta forma, foi realizada uma alteração 
legislativa do art. 44 do CC, concedendo às organizações religiosas e aos partidos políticos 
a natureza jurídica de pessoas jurídicas autônomas.
Já em relação aos sindicatos, percebe-se que o mesmo não consta do rol do art. 44 do 
CC, desta forma, não constitui uma pessoa jurídica autônoma, os sindicatos são associações.
Também deve ser ressaltada a inclusão no ano de 2011 de um novo tipo de pessoa 
jurídica no rol do art. 44 do CC: Empresa Individual de Responsabilidade Limitada, que á 
uma modalidade de empresa constituída por uma única pessoa como sócio.
Em relação às fundações, o Inciso III do art. 44 se restringe às entidades de natureza 
privada, isto porque podem existir as chamadas fundações públicas, que são classificadas 
como pessoas jurídicas de direito público interno.
Resumindo:
Pessoa Jurídica de Direito Público Pessoa Jurídica de Direito Privado
MEUDA:
M= Município;
E= Estados, o Distrito Federal e os Territórios;
U= União;
D= Demais entidades de caráter público criadas 
por lei;
A= Autarquias;
SAPOFE:
Sociedades
Associações
Partidos Políticos
Organizações Religiosas
Fundações
013. 013. (FCC/DPE-AM/ANALISTA JURÍDICO DE DEFENSORIA/CIÊNCIAS JURÍDICAS/2022) De 
acordo com o artigo 44 do Código Civil, são pessoas jurídicas de direito privado as
a) sociedades, as autarquias e as fundações.
b) associações, as organizações religiosas e os partidos políticos.
c) fundações, as sociedades e as agências reguladoras.
d) empresas individuais com responsabilidade limitada, a União e os partidos políticos.
e) organizações religiosas, os Municípios e as associações.
As pessoas jurídicas de direito privado vêm dispostas, como consta do enunciado, no art. 
44 do Código Civil, cuja redação é a seguinte:
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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:
I – as associações;
II – as sociedades;
III – as fundações.
IV – as organizações religiosas;
V – os partidos políticos.
VI – (Revogado pela Lei n. 14.382, de 2022)
§ 1º São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das organizações 
religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registrodos atos 
constitutivos e necessários ao seu funcionamento.
§ 2º As disposições concernentes às associações aplicam-se subsidiariamente às sociedades que 
são objeto do Livro II da Parte Especial deste Código.
§ 3º Os partidos políticos serão organizados e funcionarão conforme o disposto em lei específica.
Merece menção que as empresas individuais de responsabilidade limitada (Eirelis), que 
foram extintas pela MP n. 1.085/2021, posteriormente convertida na Lei n. 14.382/2022, 
já não constam mais do art. 44 do CC.
Letra b.
4 . DoMiCÍlio DA PeSSoA JUrÍDiCA4 . DoMiCÍlio DA PeSSoA JUrÍDiCA
A regra geral para as pessoas jurídicas de direito privado é que não tem residência, mas 
sede ou estabelecimento em determinado lugar. Trata-se de domicílio especial, que pode 
ser onde funcionarem as respectivas diretorias ou administrações, ou então, livremente 
escolhido no seu estatuto ou atos constitutivos.
Já para as pessoas jurídicas de direito público interno, têm por seu domicílio a sede de 
seu governo.
As disposições relativas ao domicílio das pessoas jurídicas de direito privado estão no 
art. 75 do CC:
Art. 75. Quanto às pessoas jurídicas, o domicílio é:
I – da União, o Distrito Federal;
II – dos Estados e Territórios, as respectivas capitais;
III – do Município, o lugar onde funcione a administração municipal;
IV – das demais pessoas jurídicas, o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e 
administrações, ou onde elegerem domicílio especial no seu estatuto ou atos constitutivos.
§ 1 Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, cada um deles será 
considerado domicílio para os atos nele praticados.
§ 2 Se a administração, ou diretoria, tiver a sede no estrangeiro, haver-se-á por domicílio da 
pessoa jurídica, no tocante às obrigações contraídas por cada uma das suas agências, o lugar 
do estabelecimento, sito no Brasil, a que ela corresponder.
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Pessoa Jurídica 
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014. 014. (QUADRIX/CRO-AC/ASSISTENTE JURÍDICO/2019) A respeito das pessoas naturais e 
jurídicas, da personalidade, da capacidade, dos direitos de personalidade e do domicílio, 
julgue o item.
Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, cada um desses 
será considerado como domicílio para os atos nele praticados, independentemente de seus 
estatutos ou atos constitutivos.
Conforme Artigo 75 do CC. Quanto às pessoas jurídicas, o domicílio é:
I – da União, o Distrito Federal;
II – dos Estados e Territórios, as respectivas capitais;
III – do Município, o lugar onde funcione a administração municipal;
IV – das demais pessoas jurídicas, o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e 
administrações, ou onde elegerem domicílio especial no seu estatuto ou atos constitutivos.
§ 1º Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, cada um deles 
será considerado domicílio para os atos nele praticados.
Certo.
DOMICÍLIO DAS PESSOAS JURÍDICAS
União Distrito Federal
Estados e Territórios Respectivas Capitais
Município Sede da administração (prefeitura)
Demais pessoas jurídicas 
de direito privado
Local de funcionamento das respectivas diretorias e administrações
OU
Onde elegerem domicílio especial no seu estatuto ou atos constitutivos
015. 015. (CEBRASPE/CESPE/PROCURADOR DO ESTADO DE RONDÔNIA/2022) Uma sociedade 
empresária que estava sediada em território nacional no endereço X mudou sua sede e 
administração para o endereço Y, promovendo as devidas atualizações no registro civil. Três 
meses depois, mudou-se novamente, para o endereço Z, mas, neste último caso, deixou de 
registrar a nova alteração de endereço no serviço notarial competente.
Com referência a essa situação hipotética, sabendo-se que todos os endereços permaneceram 
na mesma unidade federativa, é correto afirmar que
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a) apenas o endereço Y será considerado domicílio da pessoa jurídica.
b) tanto o endereço X quanto o endereço Y serão considerados domicílios da pessoa jurídica.
c) apenas o endereço Z será considerado domicílio da pessoa jurídica.
d) apenas o endereço X será considerado domicílio da pessoa jurídica.
e) tanto o endereço Y quanto o endereço Z serão considerados domicílios da pessoa jurídica.
A questão deve ser resolvida conforme o art. 75 do CC:
Art. 75. Quanto às pessoas jurídicas, o domicílio é:
I – da União, o Distrito Federal;
II – dos Estados e Territórios, as respectivas capitais;
III – do Município, o lugar onde funcione a administração municipal;
IV – das demais pessoas jurídicas, o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e 
administrações, ou onde elegerem domicílio especial no seu estatuto ou atos constitutivos.
§ 1º Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, cada um deles 
será considerado domicílio para os atos nele praticados.
§ 2º Se a administração, ou diretoria, tiver a sede no estrangeiro, haver-se-á por domicílio da 
pessoa jurídica, no tocante às obrigações contraídas por cada uma das suas agências, o lugar 
do estabelecimento, sito no Brasil, a que ela corresponder
Assim, o domicílio da pessoa jurídica corresponde ao lugar onde funcionarem as respectivas 
diretorias e administrações, ou onde elegerem domicílio especial no seu estatuto ou atos 
constitutivos. A empresa em questão elegeu como seu domicílio Y, entretanto, suas diretorias 
e administrações funcionam no município Z. Portanto, os municípios Y e Z representam 
domicílio dessa pessoa jurídica.
Letra b.
Cabe ressaltar também a possibilidade de pluralidade de domicílios da pessoa jurídica 
de direito privado no caso de diversos estabelecimentos instalados em lugares diferentes, 
sendo que cada um deles será considerado domicílio para os atos neles praticados.
E se a pessoa jurídica de direito privado possuir sede de sua administração ou diretoria no 
estrangeiro, será considerado domicílio da pessoa jurídica, o lugar de cada estabelecimento 
situado no Brasil que a corresponder à obrigação contraída.
5 . ASSoCiAÇÕeS5 . ASSoCiAÇÕeS
Nos termos do art. 53 do CC, as Associações são pessoas jurídicas de direito privado 
formada pela união de pessoas para persecução de objetivos não econômicos:
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Art. 53. Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não 
econômicos.
Parágrafo único. Não há, entre os associados, direitos e obrigações recíprocos.
016. 016. (CEBRASPE/CESPE/DPE-RO/ANALISTA DA DEFENSORIA PÚBLICA/JURÍDICA/2022) 
Composta por um conjunto de pessoas, essa modalidade de pessoa jurídica possui fins 
determinados, não lucrativos, e pode ser considerada uma espécie de corporação; pode 
desenvolver atividade econômica, desde que não haja finalidade lucrativa; não há direitos 
e obrigações recíprocas entre as pessoas que a compõem; tem identidade diversa de seus 
membros e deve ser registrada no registro civil de pessoas jurídicas.
O texto precedente apresenta uma descrição de
a) sociedade.
b) associação.
c) fundação privada.
d) organização religiosa.
e) empresa individual de responsabilidadelimitada.
a) Errada. Vejamos dispositivo do Código Civil que trata do tema:
Art. 981. Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir, 
com bens ou serviços, para o exercício de atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados.
b) Certa. A assertiva revela o disposto no enunciado. Vejamos:
Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:
I – as associações.
Art. 53. Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não 
econômicos.
Parágrafo único. Não há, entre os associados, direitos e obrigações recíprocos.
c) Errada. Vejamos dispositivo do Código Civil que trata das fundações privadas:
Art. 62. Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura pública ou testamento, 
dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina, e declarando, se quiser, a 
maneira de administrá-la.
Parágrafo único. A fundação somente poderá constituir-se para fins de:
d) Errada. Organização religiosa, assim como os partidos políticos, é um tipo de pessoa 
jurídica autônoma, prevista no art. 44 do CC.
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e) Errada. Empresa individual de responsabilidade limitada era uma modalidade de empresa 
que era formada por um único sócio, ou seja, pelo próprio empresário que deseja abrir um 
negócio e ser o único dono. Essa modalidade foi extinta, tendo em vista que foi substituída 
pela sociedade limitada unipessoal. Vejamos: DA EMPRESA INDIVIDUAL DE RESPONSABILIDADE 
LIMITADA: Art. 980-A – revogado.
Letra b.
Cabe esclarecer que as associações podem desenvolver atividades econômicas, conforme 
Enunciado 534 do CJF:
JURISPRUDÊNCIA
As associações podem desenvolver atividade econômica, desde que não haja finalidade 
lucrativa”.
O prazo para anulação de constituição de uma associação em virtude de algum defeito 
em seu ato constitutivo é mesmo previsto no parágrafo único do art. 45 do CC.
Vejamos:
017. 017. (QUADRIX/SEE-DF/PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA/DIREITO/2022) Julgue o item a 
seguir, referente ao direito civil.
As associações são constituídas pela união de pessoas que se organizam para fins não 
econômicos, o que gera direitos e obrigações recíprocas entre os associados.
Na realidade, as associações, apesar de serem constituídas pela união de pessoas que se 
organizam para fins não econômicos, não geram direitos e obrigações recíprocas entre os 
associados. Vejamos:
Art. 53. Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não 
econômicos.
Parágrafo único. Não há, entre os associados, direitos e obrigações recíprocos.
Errado.
Assim, verifica-se que não há, entre os associados, direitos e obrigações recíprocos, além 
do mais, como não existem fins econômicos, não há divisão de lucros entre os associados. 
Entretanto, a associação pode gerar receitas para se manter, não pode existir é a partilha 
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ou divisão de lucros entre os associados. Exemplo de associação: associação de moradores, 
associação de servidores, associação de proteção ao meio ambiente etc.
A diferença fundamental entre sociedades e associações está no fato de que as associações 
não visam lucro. Entretanto, não pode ser esquecida a disposição do parágrafo 2º do art. 
44 do CC, que estabelece que as disposições concernentes às associações aplicam-se 
subsidiariamente às sociedades.
O ato constitutivo da associação é o estatuto, que deve ser registrado no Registro Civil 
de Pessoas Jurídicas (RCPJ), seguindo os requisitos do art. 44 do CC:
Art. 54. Sob pena de nulidade, o estatuto das associações conterá:
I – a denominação, os fins e a sede da associação;
II – os requisitos para a admissão, demissão e exclusão dos associados;
III – os direitos e deveres dos associados;
IV – as fontes de recursos para sua manutenção;
V – o modo de constituição e funcionamento dos órgãos deliberativos e administrativos;
V – o modo de constituição e de funcionamento dos órgãos deliberativos;
VI – as condições para a alteração das disposições estatutárias e para a dissolução.
VII – a forma de gestão administrativa e de aprovação das respectivas contas.
As associações correspondem a união de pessoas, para fins não econômicos, sendo 
instituídas por meio de um estatuto, devidamente registrado no Cartório de Registro Civil 
de Pessoas Jurídicas (RCPJ):
FINS NÃO ECONÔMICOS
RCPJ
Estatuto
UNIÃO DE PESSOAS
ASSOCIAÇÃO
O art. 55 do CC estabelece que, em regra, os associados devem ter direitos iguais, 
entretanto, não há impedimento para que algumas categorias de associados possuam 
vantagens especiais:
Art. 55. Os associados devem ter iguais direitos, mas o estatuto poderá instituir categorias com 
vantagens especiais.
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O Código Civil também estabelece que, em regra, a qualidade de associado é intransmissível, 
exceto se o estatuto trouxer previsão contrária. Assim, existindo previsão expressa, a 
qualidade de associado pode ser transmitida por ato inter vivos ou causa mortis.
Além do mais, a simples transferência de quota ou fração ideal do patrimônio da 
associação a herdeiro não importará na direta atribuição da qualidade de associado ao 
herdeiro, sendo necessária a existência de previsão expressa no estatuto da associação:
Art. 56. A qualidade de associado é intransmissível, se o estatuto não dispuser o contrário.
Parágrafo único. Se o associado for titular de quota ou fração ideal do patrimônio da associação, 
a transferência daquela não importará, de per si, na atribuição da qualidade de associado ao 
adquirente ou ao herdeiro, salvo disposição diversa do estatuto.
018. 018. (CEBRASPE/CESPE/SEFAZ-CE/AUDITOR-FISCAL/JURÍDICO DA RECEITA ESTADUAL/2021) 
A respeito da vigência de lei, dos direitos da personalidade, das associações, da mediação 
e da responsabilidade do fornecedor de serviços, julgue o item seguinte.
Uma das formas legais de transmissão de associado ao herdeiro consiste em aquele ser 
titular de quota do patrimônio da associação.
Conforme Artigo 56 do CC.
A qualidade de associado é intransmissível, se o estatuto não dispuser o contrário.
Parágrafo único. Se o associado for titular de quota ou fração ideal do patrimônio da associação, 
a transferência daquela não importará, de per si, na atribuição da qualidade de associado ao 
adquirente ou ao herdeiro, salvo disposição diversa do estatuto.
Errado.
Em relação aos órgãos que compõem uma associação, conforme o Inciso V do art. 54, o 
estatuto deve trazer o modo de constituição e de funcionamento dos órgãos deliberativos. 
O Código Civil traz a previsão expressão da existência da chamada assembleia geral, que é 
o órgão máximo, com as seguintes competências privativas:
Art. 59. Compete privativamente à assembleia geral:
I – destituir os administradores;
II – alterar o estatuto.
Parágrafo único. Para as deliberações a que se referem os incisos I e II deste artigo é exigido 
deliberação da assembleia especialmente convocada para esse fim, cujo quórum será o estabelecido 
no estatuto, bem como os critérios de eleição dos

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