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Questões resolvidas

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ECONOMIA DO SETOR PÚBLICO - 1º Semestre / 2020 - P2 - TIPO 1 
Página 2 
ECONOMIA DO SETOR PÚBLICO 
 
 
1 
Para Adam Smith em A riqueza das nações (1776), a busca por lucro e a competição dos agentes privados pelo fornecimento de 
bens levam a economia “como por uma mão invisível” a produzir o que é desejado da melhor maneira possível. Essa visão 
predominaria no século XIX e veio de encontro a outra doutrina predominante no século XVIII que era o: 
 
(A) desenvolvimentismo. 
(B) keynesianismo. 
(C) monetarismo. 
(D) mercantilismo. 
(E) laissez-faire. 
 
 
2 
Em determinada economia, a Taxa Marginal de Transformação é de 3 unidades de alimento para produzir 2 unidades de vestuário, 
mas a Taxa de Marginal de Substituição de alimento é de 3 unidades de alimento para 1 unidade de vestuário. Neste caso, é 
correto afirmar que: 
 
(A) todos os indivíduos estão maximizando sua utilidade. 
(B) a economia é mais igualitária do que eficiente. 
(C) essa economia está em um ponto sob a curva de contrato. 
(D) a economia é pareto eficiente. 
(E) a economia é ineficiente. 
 
 
3 
Falhas em determinadas condições necessárias para atingir a eficiência podem ser importantes o suficiente para justificar a 
interferência do governo. 
 
Uma falha que justifica a interferência do Estado é a de: 
 
(A) existência de um mercado para cada commodity. 
(B) informação perfeita. 
(C) mercados completos. 
(D) bens públicos. 
(E) competição perfeita. 
 
 
4 
“Federalismo fiscal é a forma como uma federação se organiza entre seus entes federados para melhor arrecadação de recursos, 
visando, assim, a prover uma melhor oferta de seus bens demandados pela população.” 
 
Fonte: repositorio.enap.gov.br 
 
Existem algumas formas de ajuda federal a comunidades locais. Quando há financiamento de uma parcela dos gastos com bens 
determinados, isso é considerado um: 
 
(A) Flypaper Effect. 
(B) Determined Block Grant. 
(C) General Block Grant. 
(D) Matching Grant. 
(E) Specific Block Grant. 
 
 
 
 
ECONOMIA DO SETOR PÚBLICO - 1º Semestre / 2020 - P2 - TIPO 1 
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5 
Há um trade-off entre eficiência e equidade. Para o governo aumentar a equidade, é comum que se deixe de produzir certa 
quantidade de produto, o que implica uma ineficiência. Isso ocorre pela distorção nos incentivos dos agentes, a qual é provocada 
pela intervenção governamental. Existe uma ferramenta que permite à sociedade realizar um ranking das alocações de recurso e 
escolher a que fornece mais bem-estar. Essa ferramenta é conhecida como: 
 
(A) isoquanta. 
(B) curva de contrato. 
(C) caixa de Edgeworth. 
(D) função de bem-estar social. 
(E) curva de utilidade. 
 
 
6 
Existe um tipo de imposto que geralmente é referência para avaliar a performance dos outros tributos e que não distorce os 
incentivos dos agentes. 
 
Esse imposto é conhecido como: 
 
(A) pigouviano. 
(B) ad valorem. 
(C) proporcional. 
(D) lump sum. 
(E) proporcional. 
 
 
7 
Sejam gim e rum substitutos. Suponha que o rum é taxado distorcivamente. Suponha que outro imposto distorcivo seja aplicado 
no gim, aumentando seu preço. Haverá deslocamento de demanda do gim para o rum, diminuindo a ineficiência no mercado de 
rum. Se essa diminuição de peso morto for grande o bastante, pode aumentar o bem-estar geral da economia, em relação à 
situação anterior. Essa situação se aplica dentro da Teoria: 
 
(A) do segundo melhor. 
(B) do imposto regressivo. 
(C) da hipótese do duplo-dividendo. 
(D) da taxa ótima por usuário. 
(E) do imposto lump sum. 
 
 
8 
O Modelo de Edgeworth a respeito da tributação ótima mostra que os indivíduos têm funções de utilidade idênticas que 
dependem apenas de suas rendas. Com essa função de bem-estar, o valor máximo deve ser atingido quando: 
 
(A) as rendas dos indivíduos forem iguais. 
(B) o imposto for distribuído justamente entre pessoas com diferentes capacidades de pagar. 
(C) o governo taxar o capital a uma mesma taxa em todos os setores e indivíduos de uma só vez para financiar um projeto. 
(D) o fardo excessivo marginal for minimizado. 
(E) taxar de forma expressiva atividades complementares ao lazer. 
 
 
 
 
ECONOMIA DO SETOR PÚBLICO - 1º Semestre / 2020 - P2 - TIPO 1 
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O Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) é o imposto incidente sobre a renda e os proventos de contribuintes residentes no 
país ou residentes no exterior que recebam rendimentos de fontes no Brasil. 
 
Caso as tabelas do IRPF se mantenham constantes nos períodos de inflação ou de crescimento econômico, é correto afirmar que: 
 
(A) 
aumentará a carga tributária média em todos os níveis de renda inicialmente sujeitos à tributação (e em alguns níveis de renda 
inicialmente isentos de tributação pessoal). 
(B) seria o equivalente a diminuir o percentual do imposto cobrado pelo governo. 
(C) a carga tributária permanecerá a mesma. 
(D) 
o imposto devido, T, como uma proporção de renda Y, diminuirá mais que proporcionalmente em relação à elevação da 
inflação. 
(E) 
diminuirá a carga tributária média em todos os níveis de renda inicialmente sujeitos à tributação (e em alguns níveis de renda 
inicialmente isentos de tributação pessoal). 
 
 
10 
Um bem público não necessariamente inclui todos os bens financiados por meio de impostos, e o fato de um bem ser provido pelo 
governo não o torna necessariamente público como na definição econômica. 
 
A respeito dos bens públicos é correto afirmar que: 
 
(A) 
eficiência requer que a provisão de bem público seja aumentada até que a soma dos benefícios marginais entre todos os 
consumidores do bem seja igual ao custo marginal. 
(B) 
eficiência requer que a provisão de bem público seja tal que a soma dos benefícios marginais entre todos os consumidores do 
bem seja maior que o custo marginal. 
(C) para achar a demanda total por um bem público, deve-se somar horizontalmente as quantidades a cada preço. 
(D) não incentiva as pessoas a agirem como free-rider. 
(E) é um bem excluível e rival. 
 
 
11 
Ao produzir, uma fábrica de plásticos não leva em consideração a dificuldade de descarte adequado de seu produto após o uso, 
uma vez que o plástico não é biodegradável. Logo: 
 
(A) os produtores e os consumidores de plásticos deveriam pagar pela externalidade imposta à população em geral. 
(B) o governo deveria subsidiar a produção, para que os produtores possam pagar pelo descarte adequado dos plásticos usados. 
(C) o custo social da produção de plástico é menor que o custo privado. 
(D) o preço do plástico para os consumidores deveria ser menor, para diminuir o lucro dos produtores poluidores. 
(E) deve-se proibir a reciclagem do plástico, pois esse processo barateia os plásticos. 
 
 
12 
Suponha que uma indústria está poluindo um rio. Ao descobrir isso, o governo local decide taxar a emissão de poluição, em vez 
de taxar o produto. Logo: 
 
(A) a indústria continuará poluindo, pois seu custo marginal é muito inferior ao custo social marginal causado. 
(B) 
a indústria deverá reduzir suas emissões até que o custo marginal de redução de uma unidade adicional de poluição seja 
inferior ao benefício social marginal. 
(C) causará um estímulo na adoção de métodos de produção menos poluentes. 
(D) causará um ajuste somente no nível de produção da indústria. 
(E) não haverá um efeito distributivo dessa taxa por meio do pagamento de impostos ao governo.

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