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INFECTO III Endocardite infecciosa, Erisipela e Celulite, Meningites ENDOCARDITE INFECCIOSA Infecção do endotélio cardíaco CLASSIFICAÇÃO ENDOCARDITE AGUDA ENDOCARDITE SUBAGUDA Clínica: MUITO toxêmico Clínica: quadro ARRASTADO Agente: S. aureus Agente: S. viridans e Enterococos Fisiopatologia Normalmente há um processo dentário ou algo que cause bacteremia concomitante à uma lesão cardíaca prévia, para que o agente consiga infectar o coração. · Bacteremia + lesão cardíaca prévia → endocardite · O S. aureus consegue causar endocardite sem lesão cardíaca prévia! · Bacteremia → hemocultura · Lesão cardíaca prévia → ecocardiograma · Vegetação valvar → sopro Etiologia - Válvulas nativas · Streptococcus viridans · Enterococcus faecalis & faecium SUBAGUDO · Streptococcus bovis · O grande fator de risco para bacteremia por S. bovis é lesão colônica (Ca colorretal, pólipos, DII)! · Pedir colonoscopia! Usuários drogas EV Vegetações grandes Embolizam · S. aureus (agudo) · Fungos (subagudo) · Grupo HACEK: subagudo (crescimento fastidioso) * S. bovis → nova nomenclatura · Gallolyticus, Lutentiensis, Infantarius, Pasteurianus Localização 1) Mitral 2) Aórtica 3) Mitro-aórtica 4) Válvulas à direita O usuário de drogas EV tem a tricúspide como válvula mais acometida! · Agentes mais associados: Staphylococcus, Candida e Pseudomonas! · Pode haver embolização pulmonar! Diagnóstico · Padrão-ouro → diagnóstico patológico! · Mais usado → critérios da Duke University · Definitivos! A causa de morte da endocardite infecciosa geralmente é a complicação mecânica → a vegetação pode travar a válvula, o abscesso pode causar insuficiência mitral aguda... ou até mesmo romper para o saco pericárdico! CRITÉRIOS DEFINITIVOS DA DUKE UNIVERSITY 2 maiores ou 1 maior e 3 menores ou 5 menores MAIORES MENORES Hemocultura - Microrganismos típicos em 2 amostras - Hemocultura ou sorologia (+) para Coxiella Febre Ecocardiograma - Vegetação - Abscesso - Deiscência de prótese Predisposição ou usuário de drogas EV Nova regurgitação valvar (sopro) Fenômenos vasculares - Embolia arterial - Infartos pulmonares sépticos - Aneurismas micóticos (infecção do endotélio causa embolia do vasa vasorum) - Hemorragias conjuntivais, AVEh - Lesões de Janeway --- Fenômenos Imunológicos - Glomerulonefrite - Nódulos de Osler / Manchas de Roth - Fator Reumatoide --- Evidências microbiológicas - Diferentes do critério maior (1 amostra...) Tratamento VÁLVULA NATIVA “Não quero errar” · Cobrir S. aureus, S. viridans e Enterococo · Oxacilina + Penicilina + Gentamicina Usuário de drogas EV · MRSA (?), Pseudomonas, Enterococos · Vancomicina + Gentamicina VÁLVULA ARTIFICIAL ( 1 ano → tratar igual à nativa! A infecção da válvula artificial 5-7 dias · Vegetações móveis > 10mm Profilaxia Para quem? Paciente de ALTO RISCO: válvula artificial, endocardite prévia, transplantados cardíacos com valvulopatias, algumas cardiopatias congênitas* Quais procedimentos? Manipulação gengival ou da região periapical dos dentes ou perfuração da mucosa (extração, abscesso, limpeza de tártaro); trato respiratório (amigdalectomia, adenoidectomia ou biópsia da mucosa) Quais antibióticos? Amoxicilina 2g VO (1h antes do procedimento) Incapaz de ingerir →Ampicilina ou Cefazolina ou Ceftriaxone Alérgicos → Clindamicina (VO, IM ou EV) ou Azitromicina/Claritromicina (VO) *Algumas cardiopatias congênitas: · Houve reparo? · Não → apenas as cianóticas · Parcial → pelo resto da vida · Completo → até 6 meses pós-reparo ERISIPELA E CELULITE ERISIPELA CELULITE Profundidade Superficial Subcutâneo Coloração Vermelhidão Rósea Bordas Bem definidas Imprecisas Sensibilidade Dor intensa Dor Agente S. pyogenes S. aureus ou S. pyogenes Tratamento (10 - 14 dias) Penicilina Cefalosporina 1ª G / Oxacilina MENINGITE Infecção meníngea e do espaço subaracnoide Fisiopatologia · Aquisição e colonização oro-nasofaríngea · Invasão da corrente sanguínea · Pode haver meningite com ou sem sepse, e sepse sem meningite! Etiologia Bacterioscopia · Diplococo gram (-) → Meningococo · Diplococo gram (+) → Pneumococo · Bacilo gram (-) → Haemophilus · Bacilo gram (+) → Listeria Os diplococos são os 2 principais agentes da meningite → meningococo e pneumococo! FAIXAS ETÁRIAS Neonatos 4 semanas a 3 meses 3 meses até 55 anos E. coli Streptococcus agalactie (GBS) Listeria E. coli, GBS, Listeria Pneumococo Haemophilus Meningococo Pneumococo > 55 anos, gestantes, imunossuprimidos: meningococo, pneumococo e Listeria Após neurocx, infecção de shunt: S. aureus, S. epidermidis, Pseudomonas e enterobactérias, Listeria Clínica · Febre, cefaleia, vômitos, fotofobia, diminuição do nível de consciência (75%) · Rigidez de nuca → neonatos não! · Sinais de KERNIG e BRUDZINSKI · BRUDZINSKI: paciente em decúbito dorsal → o examinador tenta encostar o mento no tórax do paciente → fletir a coxa sobre o abdome e a perna sobre a coxa → sinal de irritação meníngea · KERNIG: paciente em decúbito dorsal → elevar o membro inferior fletido → o examinador irá estender a perna do paciente → dor na região posterior → sinal indicativo de possível irritação meníngea · Convulsão (20 – 40%) · Pode ser: FEBRIL ou MENINGOENCEFALITE ou ABSCESSO · SIADH DOENÇA MENINGOCÓCICA · Meningite 55% · Meningite + Meningococcemia 30% · Meningococcemia 15% Quanto mais me afasto da MENINGITE e mais me aproximo da SEPSE → PIOR O PROGNÓSTICO! Síndrome de Waterhouse-Friderichsen · Destruição hemorrágica das adrenais → choque por falência adrenal · Causas: sepse por meningococo ou Pseudomonas em crianças Coleção subdural · Meningite pneumocócica Diagnóstico · Punção lombar (L3-L4 ou L4-L5) · TC antes da punção se: convulsão / papiledema / déficit focal / imunodeprimido · Evidenciar lesão expansiva (punção de risco) → indicar punção lombar guiada por raquimanometria · Contraindicação absoluta: infecção em sítio de punção Líquor · Aumento de PMN + glicose baixa → bacteriana · Aumento de PMN + glicose normal → caxumba (pode ser bacteriana) · Bacteriana + glicorraquia normal: punção precoce ou ATBterapia · Aumento de LMN + glicose baixa → fúngica ou BK · Paciente HIV (+) lembrar de criptococo · Aumento de LMN + glicose normal · Viral: lesão temporal = HERPES · Leptospirose ou BK Tratamento Neonatos 4 semanas a 3 meses 3 meses até 55 anos E. coli Streptococcus agalactie (GBS) Listeria E. coli, GBS, Listeria Pneumococo Haemophilus Meningococo Pneumococo CEFOTAXIMA + AMPICILINA CEFTRIAXONA + AMPICILINA CEFTRIAXONA ± VANCOMICINA · A Ceftriaxona em neonatos pode causar kernicterus! > 55 anos, gestantes, imunossuprimidos: meningococo, pneumococo e Listeria Após neurocx, infecção de shunt: S. aureus, S. epidermidis, Pseudomonas e enterobactérias, Listeria CEFTRIAXONA ± VANCOMICINA + AMPICILINA CEFTAZIDIME ou CEFEPIME + VANCOMICINA + AMPICILINA Dexametasona · Só para Haemophilus e Pneumococo · Antes da 1ª dose de ATB · Manter por 2 – 4 dias Nova punção liquórica · Febre além de 48h · Pneumocócica em 24 – 36h (avaliar glicorraquia que deve subir com o ATB) Profilaxia Meningococo e Haemophilus DOENÇA MENINGOCÓCICA · Todos os contatos familiares e íntimos; profissionais de saúde (se IOT/aspiração VA sem máscara) · Escolas, creches, orfanatos · 4 horas por 5 a 7 dias · Rifampicina 600mg - 12/12h por 2 dias · Ceftriaxona 250mg IM (1x) → escolha para grávidas nos EUA · Ciprofloxacino 500-750mg (1x) · Não fazer vacinação de bloqueio! Apenas em surtos ou epidemias! Isolamento · Isolamento respiratório (gotícula → máscaracirúrgica) nas primeiras 24h do tratamento. A gotícula é uma molécula grande/pesada, assim, a gravidade rapidamente a joga para baixo, de modo que ela alcança distâncias de até 1m (já o aerossol é uma molécula pequena, capaz de subir e se espalhar de forma muito mais fácil no ambiente. · O isolamento só tem benefício para Haemophilus e Meningococo image3.jpeg image1.jpeg image2.jpeg