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<p>1</p><p>2</p><p>SUMÁRIO</p><p>APRESENTAÇÃO ........................................................................................... 3</p><p>PROGRAMA ................................................................................................. 4</p><p>ASPECTOS LEGAIS E REQUISITOS PARA A ELABORAÇÃO DE ORÇAMENTO ........................ 5</p><p>CONCEITO E DEFINIÇÕES CONCERNENTES A ORÇAMENTOS E PLANILHAS ORÇAMENTÁRIAS .. 11</p><p>PREÇO: PREÇO DE VENDA, VALOR, PREÇO GLOBAL, BDI........................................... 14</p><p>FATORES LEVADOS EM CONSIDERAÇÃO NA PRECIFICAÇÃO DE SERVIÇOS E OBRAS DE ENGENHARIA . 19</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................. 25</p><p>REFERÊNCIAS .............................................................................................. 26</p><p>SOBRE O AUTOR ........................................................................................... 27</p><p>3</p><p>APRESENTAÇÃO</p><p>O Curso de Formação de Preços para Serviços de Engenharia, Agronomia e Geociências</p><p>tem a finalidade de procurar esclarecer conceitos fundamentais sobre orçamentos para</p><p>facilitar a compreensão dos aspectos e requisitos necessários para o profissional da área</p><p>das engenharias.</p><p>Vamos procurar formar um conhecimento básico para que todos possam entender,</p><p>desenvolver e escolher a forma mais adequada de trabalhar as questões ligadas ao</p><p>planejamento de uma obra ou serviço. Com segurança e proficiência.</p><p>O orçamento fornece informações importantes para a análise de viabilidade econômica</p><p>de uma obra ou serviço que se pretenda executar. Somente de posse de um orçamento</p><p>poderemos ter as condições necessárias para executar um empreendimento ou adquirir</p><p>um bem a contento. Portanto:</p><p>Orçamento é um item importantíssimo para projetos de engenharia.</p><p>O sucesso de qualquer empreendimento depende muito da forma com que o profissional</p><p>se comporta com essa questão. Segurança, tranquilidade e precisão para conduzir um</p><p>orçamento é importante para distinguir um bom profissional. Além dos aspectos ligados</p><p>ao conhecimento das questões de preços e valores dos serviços desenvolvidos, a</p><p>necessidade intrínseca do profissional desenvolver capacidade de análise, planejamento</p><p>e pesquisa são formas de garantir a qualidade do serviço de engenharia. Além de</p><p>promover a valorização do profissional.</p><p>Vamos então discorrer no conteúdo sobre conceitos relativos a preço de venda, preço</p><p>global, BDI, precificação, planilhas orçamentárias, etc. que acabam causando confusão</p><p>em quem não está habituado aos termos e suas funções práticas quando se fala de</p><p>orçamentos de obras ou serviços de engenharia.</p><p>Diante disso, podemos concluir que, de posse dessas informações, o profissional da área</p><p>terá condições de desenvolver o conhecimento necessário para procurar se especializar</p><p>cada vez mais.</p><p>Bom estudo e que a partir daqui a compreensão dos aspectos e requisitos para trabalhar</p><p>as questões ligadas aos orçamentos e contratos seja desenvolvida com a competência</p><p>que promova os melhores resultados.</p><p>4</p><p>PROGRAMA</p><p>O Programa do Curso de Formação de Preços para Serviços de Engenharia, Agronomia e</p><p>Geociências irá constar de três vídeo-aulas que abordarão os seguintes temas:</p><p>Unidade I - Conceitos e definições relativos aos orçamentos e planilhas orçamentárias.</p><p>Unidade II - Preços, valores. O que é custo direto e indireto. Abordagem do BDI.</p><p>Unidade III - Fatores e aspectos da precificação dos serviços e obras de engenharia.</p><p>As três vídeo-aulas abordam de maneira sucinta os temas desenvolvidos na apostila</p><p>complementar do curso, procurando destacar os tópicos mais importantes. A apostila é</p><p>um instrumento de explicação dos vários tópicos e de orientação para uma pesquisa e</p><p>aprendizado mais profundo.</p><p>Um teste de conhecimento composto de dez questões completa o curso, pretendendo</p><p>que, ao fixar os conceitos, o profissional tenha condições de identificar e trabalhar de</p><p>maneira fácil as questões relativas à elaboração dos orçamentos.</p><p>Imagem do Google.</p><p>5</p><p>ASPECTOS LEGAIS E REQUISITOS PARA A</p><p>ELABORAÇÃO DE ORÇAMENTO</p><p>a. Introdução</p><p>Orçamento é um planejamento que permite definir as despesas, lucros e as oportunidades de</p><p>investimento em um determinado prazo. Quando ele é definido, podemos estabelecer</p><p>prioridades e finalidades que vão desde permitir que os resultados sejam acompanhados</p><p>de perto e medidos até fazer correções de rumo no desenvolvimento dos serviços.</p><p>Podemos afirmar que, de posse de um orçamento bem feito, perceber e identificar</p><p>elementos que estejam fora do previsto se torna uma tarefa mais fácil. E assim, tomar</p><p>as providências para alterar a condução dos serviços de forma a evitar prejuízos. Da</p><p>mesma forma, ajuda a podermos prever possíveis dificuldades ou problemas para agirmos</p><p>preventivamente.</p><p>É muito comum identificarmos obras ou empreendimentos paralisados, causando</p><p>atrasos no desenvolvimento do seu cronograma, ou ainda apresentando custos fora das</p><p>previsões ou mesmo ainda com serviços apresentando custos superiores aos orçados.</p><p>O impacto disso no orçamento e no planejamento é sentido diretamente indicando</p><p>perdas de receita e até prejuízos difíceis de absorver. Então a previsão de custos</p><p>depende muito de o profissional exercer a capacidade de:</p><p>ANÁLISE PLANEJAMENTO CONHECIMENTO PESQUISA</p><p>Um dos requisitos principais para o sucesso na elaboração de um contrato é apresentar</p><p>um orçamento bem feito. Um orçamento bem feito, além da compreensão do método</p><p>de obtenção utilizado para a composição de preços, necessita conhecimento apurado</p><p>da organização dos serviços para que a obtenção dos quantitativos seja adequada.</p><p>Isso além de garantir o sucesso no término da obra ou serviço irá transmitir segurança</p><p>e competência para o cliente.</p><p>Um bom orçamento deverá observar informações dos insumos, composições, serviços,</p><p>mão de obra, impostos, máquinas e equipamentos.</p><p>6</p><p>Isso é determinante para que os recursos disponibilizados fiquem dentro dos gastos</p><p>previstos, além de permitir que se obtenha possíveis descontos de material e mão de</p><p>obra a serem utilizados.</p><p>Além do trabalho relativo aos aspectos de mensurar os materiais e mão de obra, haverá</p><p>a necessidade de se definir as questões relativas à legislação que estabelece os encargos</p><p>sociais e trabalhistas.</p><p>• Mão de obra: os trabalhadores envolvidos na obra precisam ser regulamentados e ter</p><p>seus direitos garantidos.</p><p>*Trabalhadores terceirizados – verificar cumprimento das exigências legais previstas em</p><p>contrato para evitar surpresas futuras. Afinal o contratante dos serviços terceirizados é</p><p>solidário às obrigações devidas pela empresa terceirizada.</p><p>• Os encargos incidem sobre a hora trabalhada sem contar os benefícios recebidos pelas</p><p>categorias de mão de obra.</p><p>*O auxílio de um contador ou do setor relativo à contabilidade da empresa permite a</p><p>definição ideal desses encargos.</p><p>Sempre em caso de dúvida cabe consultar a legislação existente para se garantir com</p><p>relação a obrigações legais.</p><p>O Decreto nº 7.983, de 8 de abril de 2013 do Governo Federal, estabelece regras e</p><p>critérios para a elaboração de referência de obras e serviços de engenharia, contratados</p><p>e executados com recursos da união e de outras providências. Logo se trata de um</p><p>instrumento legal que observa a maneira transparente e ideal para se manipular, aplicar</p><p>e controlar os recursos para a execução de obras e serviços de modo geral.</p><p>b. Decreto no. 7983 de 8 de abril de 2013.</p><p>Esse decreto estabelece as regras e critérios para a perfeita elaboração do orçamento</p><p>de referência de obras e serviços de engenharia. As diretrizes estipuladas pela legislação</p><p>são importantes instrumentos de direcionamento com vistas à uniformização que</p><p>possibilita maior controle e prevenção de detecção de fraudes e outras distorções que</p><p>possam ocasionar dano ao processo. Isso colabora para que se estabeleça condições de</p><p>execução adequada e fiscalização do desenvolvimento das aplicações de recursos controlada.</p><p>Funciona como uma</p><p>7</p><p>Isso fica mais evidente quando no capítulo II é disposto</p><p>que o custo global de referência de</p><p>obras e serviços de engenharia será obtido a partir das composições dos custos unitários</p><p>previstos nos projetos sejam menores ou iguais à mediana de seus correspondentes nos</p><p>custos unitários de referência do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da</p><p>Construção Civil – SINAP [O SINAP é mantido pela Caixa Econômica Federal – CEF,</p><p>segundo definições técnicas de engenharia da CCEF e de pesquisa de preço realizada</p><p>pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.].</p><p>Conforme o artigo 9o. do capítulo II, o preço global de referência será o resultante do</p><p>custo global de referência acrescido do valor correspondente ao BDI [O BDI é a Bonificação</p><p>e Despesas Indiretas, também conhecida como LDI (lucro e despesas indiretas) é onde</p><p>está o lucro da obra.].</p><p>A Bonificação de Despesas Indiretas - BDI, deverá destacar:</p><p>- a taxa de rateio da administração central</p><p>- percentuais de tributos que incidam sobre o preço de serviço (excluindo os de natureza</p><p>direta e personalista que oneram o contratado)</p><p>- taxa de risco, seguro e garantia de empreendimento</p><p>- taxa de lucro</p><p>O disposto nesse decreto regulamenta a importância da normatização dos itens que</p><p>compõem os orçamentos, tanto no âmbito dos serviços e obras contratados e executados</p><p>com recursos públicos, licitações e financiamento de obras com agentes financeiros. E</p><p>também orientar o desenvolvimento de orçamentos entre partes privadas.</p><p>c. E como elaborar um orçamento bem feito e de maneira objetiva?</p><p>Determinar as etapas da obra com seus respectivos serviços a executar.</p><p>Conhecer a atividade em que se vai trabalhar o orçamento é fundamental. Isso garante</p><p>que o profissional vai avaliar corretamente as necessidades. Não confiar que qualquer</p><p>discrepância será amortizada por uma folga na margem de custos. Além disso, é preciso</p><p>estar ciente de alguns aspectos que nem sempre se saltam aos olhos no panorama geral.</p><p>Observar e estar ciente:</p><p>• Dificuldades de acesso ao local dos trabalhos.</p><p>• Transporte público.</p><p>• Mão de obra local.</p><p>• Condições climáticas na região em que serão executados os serviços.</p><p>8</p><p>• Observar as especificações de todos os materiais a serem utilizados (detalhados).</p><p>• Tipo da obra.</p><p>• Classe dos profissionais que serão necessários.</p><p>• Verificar a legislação e tributação.</p><p>Nota: é importante o memorial descritivo ser bem elaborado. Observar, inclusive, se</p><p>é específico para a situação e não genérico ou baseado em outra situação. Descrições</p><p>detalhadas e bem especificadas são importantes e é preciso identificar o cuidado com</p><p>que isso foi feito.</p><p>Fazer o levantamento dos quantitativos tendo em mãos os projetos e memoriais</p><p>descritivos.</p><p>Esse é o principal trabalho do orçamentista. Análise e cálculo das áreas, volumes e</p><p>quantidades de serviços é uma tarefa que exige precisão. Lançar mão, inclusive se</p><p>necessário, de verificação “in loco” se houver qualquer dúvida em relação aos serviços</p><p>se não conseguir segurança para mensurar somente com os projetos.</p><p>A execução de uma obra ou serviço, atendendo o memorial descritivo, implica em levantar</p><p>todos os quantitativos dos materiais indicados das etapas que compõe os serviços a</p><p>serem desenvolvidos no canteiro de obras.</p><p>Além de mensurar a quantidade necessária de materiais para executar o serviço ainda</p><p>se consegue idealizar e dimensionar as equipes de trabalho necessárias. Facilita o</p><p>controle na hora de executar os serviços além de possibilitar verificar o seu desenvolvimento.</p><p>E de maneira indireta permite realizar com maior folga, ao se definir o volume total de</p><p>orçamento, a cotação e negociação de valores mais favoráveis.</p><p>Exemplo:</p><p>Dado o projeto de um barracão industrial, é identificado através da metragem de piso</p><p>bruto concretado a quantidade necessária de cada um dos materiais para produção de</p><p>concreto, a mão de obra necessária para realizar a concretagem no prazo definido assim</p><p>como o tipo e número de equipamentos necessários para realizá-la. Além disso, permite</p><p>avaliar a condição de compra de concreto usinado caso seja viável para a localização</p><p>da obra. Enfim pode contribuir para a escolha da forma de condução do serviço com</p><p>relação ao custo-benefício.</p><p>Nota: Não deixa de ser uma tarefa bastante maçante devido, às vezes, a grandeza</p><p>e diversidade encontrada no memorial. Mas atualmente dispomos de softwares que</p><p>auxiliam esse trabalho. Programas e aplicativos otimizam e organizam os dados,</p><p>colaborando para que seja mais fácil controlar um trabalho bastante repetitivo,</p><p>conforme a situação. E como essa é uma etapa muito importante é preciso cuidado em</p><p>arquivar os dados com segurança.</p><p>9</p><p>Memóriais de</p><p>Cálculo são</p><p>importantes para</p><p>permitir fácil</p><p>conferência em</p><p>caso de dúvidas</p><p>Composição de preços unitários.</p><p>Elaborar um roteiro com as composições de preços unitários com auxílio de ferramentas</p><p>e índices fixados previamente, tais como os fornecidos pela TCPO [TCPO: Tabela para</p><p>Composições e Preços para Orçamentos, lançado em 1955 e que hoje contempla 8.500</p><p>vertentes de serviços e projetos de referência calculados pelo Departamento de</p><p>Engenharia da PINI.]. A utilização de softwares de orçamento ajuda muito a tornar esse</p><p>trabalho mais dinâmico e controlado.</p><p>*É importante personalizar ao máximo o processo de composição de custos à realidade</p><p>e suas condições locais</p><p>No capítulo V, iremos detalhar e discorrer sobre os tipos de preços e sobre o que significam</p><p>no desenvolvimento dos orçamentos.</p><p>Montar os custos indiretos</p><p>São os custos que envolvem despesas com instalações de obras, administrativas, mão de</p><p>obra indireta, equipamentos e máquinas, aluguel, alimentação, encargos, etc.</p><p>A precificação que iremos adotar será feita por meio do método BDI. Se na composição</p><p>dos custos até aqui obtivemos os custos de natureza direta (materiais, mão de obra,</p><p>equipamentos, etc.) é aqui que vamos determinar as despesas que não estão ligadas</p><p>diretamente à obra. Esse método permite fazer o cálculo de um índice que será aplicado</p><p>sobre os custos chamados diretos a fim de se obter o valor final. No capítulo V, devemos</p><p>exemplificar melhor esse método.</p><p>10</p><p>Outro fator que é relevante para trabalharmos:</p><p>Cotação de Preço</p><p>Consultar fornecedores do mercado, coletando o melhor preço. Tanto de material e mão</p><p>de obra utilizados na execução da obra, quanto em relação aos serviços terceirizados.</p><p>Imagem do Google.</p><p>11</p><p>CONCEITO E DEFINIÇÕES</p><p>CONCERNENTES A ORÇAMENTOS E</p><p>PLANILHAS ORÇAMENTÁRIAS</p><p>Para cada situação podemos observar que a obtenção de um orçamento é fundamental</p><p>para garantir a efetividade do prosseguimento do planejamento de uma obra ou serviço.</p><p>1. Tipos de orçamento:</p><p>a. Orçamento Expedito</p><p>É um orçamento que é feito de maneira preliminar, sendo menos preciso, e é mais uma</p><p>estimativa de preço baseada em custos históricos, índices, gráficos e até por comparação</p><p>de projetos semelhantes.</p><p>O índice mais conhecido para a confecção desse tipo de orçamento é o Custo Unitário</p><p>Básico (CUB) fornecido pela Câmara Brasileira da Construção (CBIC) que determina um</p><p>valor fixado conforme a Unidade da Federação em que estiver sendo aplicado e em</p><p>relação ao padrão da edificação.</p><p>b. Orçamento Preliminar</p><p>É bem mais detalhado que o anterior necessitando utilizar o quantitativo calculado pelo</p><p>projeto proposto e utilizando também os valores reais para os insumos e serviços de</p><p>maior impacto. É um orçamento muito utilizado na fase de anteprojeto. É indicado para</p><p>nortear quais são os itens de maior impacto financeiro que deverão aparecer.</p><p>c. Orçamento Detalhado</p><p>Já é um trabalho que utiliza dados da composição de custos unitários com auxílio de</p><p>índices SINAP ou TCPO além da pesquisa de preços de insumos e serviços obtidos</p><p>diretamente com vendedores e prestadores de serviço.</p><p>12</p><p>Esse orçamento precisa chegar ao valor mais próximo possível do custo real da obra,</p><p>com uma margem muito reduzida de erro ou incerteza, sendo necessário para tanto,</p><p>que todos os projetos necessários estejam concluídos,</p><p>em nível básico ou executivo,</p><p>para permitir a correta obtenção dos quantitativos necessários.</p><p>2. Planilha Orçamentária</p><p>Também conhecida como Orçamento Sintético. A demonstração do valor global de</p><p>referência é feita por meio do orçamento sintético da obra.</p><p>“A Planilha Orçamentária é a relação de todos os serviços de uma obra com as respectivas</p><p>unidades de medida, quantidades e preços unitários. Ou seja, o Orçamento Sintético é</p><p>a planilha que demonstra a soma dos custos totais de referência dos serviços de acordo</p><p>com o conceito apresentado no Decreto no. 7.983/2013” (Baeta, 2012).</p><p>É uma ferramenta muito útil para controlar as receitas e resultados de uma empresa.</p><p>Pode obedecer determinada periodicidade, mensal, semestral ou anual.</p><p>PERMITE:</p><p>Elementos necessários para a elaboração de uma Planilha Orçamentária:</p><p>ORGANIZAÇÃO FINANCEIRA</p><p>AUTONOMIA PARA TOMADA DE</p><p>DECISÃO</p><p>AUMENTO DA RECEITA DA</p><p>INSTITUIÇÃO</p><p>13</p><p>a. Documentos</p><p>- Tabelas de insumos: listagem de todos os insumos previstos para a obra (em Excel</p><p>para facilitar a atualização dos itens).</p><p>- Tabelas de serviços: a listagem de todos os serviços destacados para a realização</p><p>da obra (também em Excel para permitir o orçamento com diferentes prestadores de</p><p>serviço).</p><p>b. Informações</p><p>- Custo Unitário: valor unitário para a execução de uma unidade de medida do orçamento</p><p>previsto no orçamento de referência obtido com base nos sistemas de referência de</p><p>custos ou pesquisas de mercado.</p><p>- Composição do Custo Unitário: detalhamento do custo unitário do serviço que expresse</p><p>a descrição, quantidades, produtividade, custos unitários, materiais mão de obra e</p><p>equipamentos necessários à execução de uma unidade de medida.</p><p>- Custo Total de Serviço: valor resultante da multiplicação do quantitativo do serviço</p><p>previsto no orçamento de referência por seu custo unitário de referência.</p><p>- Custo Global: é o valor resultante da somatória dos custos totais de referência de</p><p>todos os serviços necessários a plena execução da obra ou serviço de engenharia.</p><p>14</p><p>PREÇO: PREÇO DE VENDA, VALOR, PREÇO</p><p>GLOBAL, BDI</p><p>O preço de uma mercadoria está normalmente vinculado ao próprio custo de fabricação</p><p>somado a uma margem de lucro, variando de acordo com diversos fatores correlatos</p><p>como fornecedores, demanda, concorrência, etc.</p><p>Já o que se define como valor tem uma característica mais abstrata e costuma envolver</p><p>os benefícios que um produto oferece ao consumidor, e essa é uma questão que envolve</p><p>a percepção de cada pessoa.</p><p>Exemplo: Um prédio com apartamentos de alto padrão em região nobre da cidade tem</p><p>determinado preço de construção. Mas, para as unidades serem vendidas, elas passam</p><p>agregar uma característica abstrata ligada ao cenário em que ele está incorporado,</p><p>denotando assim um valor determinado de venda diferente e relativo a essa condição.</p><p>Para tornar bem claro precisamos definir o que é custo e o que é preço.</p><p>O custo se refere ao que desembolsamos para pagar os insumos utilizados para produzir</p><p>os serviços contratados. Ele pode ser direto ou indireto. O custo do nosso serviço seria</p><p>a soma do custo direto mais o custo indireto.</p><p>Já o preço será o valor que o contratante pagará ao contratado, considerando o custo</p><p>acrescido dos tributos relativos ao serviço e naturalmente ao lucro devido.</p><p>1. Preço Global</p><p>Preço global é relativo ao total contratado para a execução de uma obra ou serviço,</p><p>implicando em preço certo e total.</p><p>Na composição de custos precisamos considerar os custos diretos e indiretos.</p><p>“É de extrema importância que as composições de custos</p><p>reflitam a realidade do seu empreendimento e ao mesmo tempo a</p><p>produtividade da equipe de profissionais envolvidos na obra</p><p>ou serviço”.</p><p>15</p><p>Realizar um bom orçamento é fundamental para estimar com segurança o preço global</p><p>de uma obra ou serviço garantindo assim a rentabilidade e ao mesmo tempo a viabilidade</p><p>financeira para garantir a sua execução.</p><p>Fazer uma previsão de custos não é uma tarefa fácil. Requer atender alguns pontos</p><p>específicos:</p><p>a. Análise</p><p>b. Planejamento</p><p>c. Conhecimento</p><p>d. Pesquisa</p><p>Manter o foco no alinhamento do projeto a ser desenvolvido com a realidade que o mercado</p><p>apresenta. Após a definição dos quantitativos referentes aos serviços propostos podemos</p><p>conseguir determinar os custos diretos unitários e totais.</p><p>• Custo Direto:</p><p>Insumos que definem o custo direto:</p><p>Mão de Obra: o consumo de horas trabalhadas com pessoal qualificado (e/ou não</p><p>qualificado) para a execução de uma determinada unidade de serviço multiplicado pelo</p><p>custo horário de cada categoria profissional. O custo horário é o salário/hora do</p><p>trabalhador acrescido de todos os encargos sociais relativos.</p><p>Materiais: o consumo de materiais utilizados na execução de uma unidade de serviço</p><p>multiplicado pelo preço unitário deles.</p><p>Equipamentos: é o número de horas que se necessita para a execução de uma unidade</p><p>de serviço multiplicado pelo custo horário desse equipamento.</p><p>O consumo de cada insumo é obtido por meio do uso de tabelas de composição de</p><p>preços. Como exemplo a base SINAPI (Caixa Econômica Federal) ou o TCPO (Pini). Logo</p><p>é bastante simples, bastando multiplicar os custos diretos definidos pelo quantitativo</p><p>de cada um dos serviços para obter o valor total da obra.</p><p>Com a obtenção do custo direto de cada serviço podemos precificar a obra ou o serviço.</p><p>A precificação da obra é feita pelo método de Benefícios e Despesas Indiretas (BDI).</p><p>16</p><p>• Custo Indireto:</p><p>O que são despesas indiretas?</p><p>São as despesas que não têm relação material com a execução dos serviços. Ou seja,</p><p>são os valores relativos ao pagamento de impostos de venda, despesas financeiras,</p><p>imprevistos e o custo de administração.</p><p>Assim como as despesas diretas, as despesas indiretas têm grande interferência no</p><p>preço final da obra. Mas atuando como um fator importante na definição do valor final a</p><p>ser considerado. Para tanto necessitamos cuidar para regular esse fator de maneira que</p><p>o orçamento espelhe a realidade através de um método específico denominado de BDI.</p><p>• BDI – Benefício e Despesas Indiretas:</p><p>É um porcentual que incide sobre o preço global de contrato sobre para prestação de</p><p>serviço, materiais e equipamentos (Custo Direto).</p><p>O método de Benefícios e Despesas Indiretas objetiva efetuar o cálculo de um índice</p><p>a ser aplicado sobre os custos diretos levantados para executar a obra ou serviço. São</p><p>despesas que não são identificadas com a produção direta e mais o lucro estimado.</p><p>Conforme o disposto no capítulo III, item b, esse índice é formado por percentuais de:</p><p>- Administração central</p><p>- Despesas financeiras</p><p>- Garantias</p><p>- Seguros</p><p>- Imprevistos</p><p>- Lucros e tributos</p><p>Exemplos de custos do BDI:</p><p>- Salários dos profissionais do setor administrativo, tais como contadores, almoxarifes</p><p>e outros.</p><p>- Aluguéis de escritórios.</p><p>O Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos – IBEC, com base em consenso internacional,</p><p>sugere a fórmula para calcular o BDI de serviços para uma empresa contratante.</p><p>BDI = {[ (1+ AC + CF + S + MI ) / ( 1 – TM – TE – TF – MBC – G ) ] – 1} x 100</p><p>17</p><p>Legenda:</p><p>AC – Administração central:</p><p>É o rateio do custo da sede entre as obras da Construtora. Varia de 7% a 15% (empresas</p><p>com grande faturamento anual) e de 10% a 20% (empresas com pequeno faturamento</p><p>anual)</p><p>CF – Custo Financeiro:</p><p>Conforme a situação da empresa, principalmente em razão das condições de medição</p><p>e pagamento preconizadas no contrato e o programa de desembolso deverá verificar a</p><p>necessidade de incluir o custo financeiro.</p><p>S – Seguros:</p><p>Representam os custos referentes aos seguros previstos no contrato ou não, por exemplo:</p><p>performance bond [É um seguro que garante a execução de um contrato integralmente.</p><p>É amplamente utilizado para garantir licitações e contratos privados.], garantia de</p><p>execução contra terceiros, etc.</p><p>G – Garantias:</p><p>Refere-se ao custo para cumprir o contrato oferecendo as garantias previstas (caução,</p><p>o seguro garantia, etc.).</p><p>MI- Margem de Incerteza:</p><p>Deve ser levada em conta no cálculo do</p><p>BDI apenas por empresas contratantes. Visa</p><p>melhorar eventuais distorções no valor aproximado pelo cálculo estimado, devido ao</p><p>seu caráter genérico adotado pelos contratantes. Geralmente varia de 5% a 10%.</p><p>TM – Tributos Municipais:</p><p>Leva-se em conta tributos municipais como o ISS.</p><p>TE – Tributos Estaduais:</p><p>Leva-se em conta tributos estaduais tais como o ICMS.</p><p>TF – Tributos Federais:</p><p>Leva-se em conta tributos federais tais como PIS, COFINS, IRPJ, CSLL e INSS.</p><p>18</p><p>MBC – Margem Bruta de Contribuição (ou Lucro Bruto Previsto):</p><p>A Margem Bruta de Contribuição é um valor aleatório, próprio de cada empresa ou da</p><p>proposta de preços, e é baseado principalmente em função do mercado.</p><p>Nota: O ISS – Imposto Sobre Serviços é um tributo municipal e, portanto, varia de</p><p>município para município. Então consultar a legislação municipal do local em que a obra</p><p>ou serviço está sendo executada é essencial para compor corretamente o cálculo do</p><p>BDI. Existem municípios que taxam o ISS sobre o custo global do serviço, já outras</p><p>consideram somente a parcela referente à mão de obra. Para que não se cometam</p><p>erros no cálculo do BDI é feito cálculo de alíquota proporcional do ISS que poderá ser</p><p>utilizada na planilha do BDI que será considerado para todos os itens da planilha</p><p>orçamentária.</p><p>2. Preço de Venda</p><p>O BDI é o instrumento ideal para se fechar o valor de venda da obra ou serviço.</p><p>Demonstra a capacidade de relacionar todos os custos inerentes com a realidade</p><p>econômica do momento e as particularidades e diferenciais da obra ou serviço.</p><p>Para tanto o preço de venda será obtido pela utilização da seguinte fórmula:</p><p>Preço de Venda = custo direto x (1 + BDI/100)</p><p>19</p><p>FATORES LEVADOS EM CONSIDERAÇÃO</p><p>NA PRECIFICAÇÃO DE SERVIÇOS E OBRAS</p><p>DE ENGENHARIA</p><p>Precificar é a ação de colocar preço em algum produto ou serviço. Não é mero palpite</p><p>ou especulação. Trata-se de um processo estratégico que envolve o conhecimento de</p><p>análises financeira, de mercado e também de marketing de negócios.</p><p>PR</p><p>O</p><p>CE</p><p>SS</p><p>O</p><p>E</p><p>ST</p><p>RA</p><p>TÉ</p><p>GI</p><p>CO MERCADO</p><p>FINANCEIRO</p><p>MARKETING</p><p>Precificação é o ato de equilibrar preço, valor e margem de lucro. E não é uma composição</p><p>estática, deve ser monitorada observando as variações do mercado.</p><p>Como já vimos, preço é o custo agregado ao seu produto que você negocia com o cliente</p><p>e valor é o custo agregado às vantagens que você oferece. Os custos incluem, além do</p><p>preço pago pelo material, impostos não recuperáveis, impostos de importação, custos</p><p>de transportes, seguro, manuseio (custos invisíveis) etc.</p><p>Ponto de Equilíbrio: é quando conseguimos igualar os custos à receita. Uma empresa</p><p>é rentável quando consegue pagar todas as contas, mas não há sobra. Uma empresa é</p><p>lucrativa quando paga todos os custos e gera renda para os proprietários.</p><p>20</p><p>O engenheiro necessita conhecer esses fatores para poder ter a compreensão do que irá</p><p>realizar e determinar como fazer a precificação do trabalho de engenharia com vistas</p><p>aos serviços que deverá desenvolver.</p><p>1. Como fazer a precificação?</p><p>Para o engenheiro fazer a precificação dos serviços e obras de engenharia necessita</p><p>avaliar os fatores determinados pelos seguintes aspectos:</p><p>São fatores que impactam na forma de trabalhar os preços e valores que podemos praticar.</p><p>Questões como oferta de mercado, procura ou escassez de insumos ou produtos,</p><p>necessidade ou escassez de mão de obra especializada, etc. podem concorrer para</p><p>fomentar variações na composição financeira de uma obra.</p><p>O valor pago ao engenheiro como remuneração profissional é incluído no custo da obra.</p><p>FATORES</p><p>OFERTA</p><p>DEMANDA</p><p>FORMAÇÃO</p><p>TÉCNICA</p><p>GASTOS DIRETOS</p><p>E INDIRETOS</p><p>QUESTÕES</p><p>SUBJETIVAS, ETC.</p><p>É fundamental que o cliente tenha ciência disto, tenha noção</p><p>da sua importância para o sucesso da obra e saiba exatamente</p><p>o que está pagando pelo trabalho de engenharia.</p><p>21</p><p>2. Os fatores determinantes que devem serem levados em conta para que a precificação</p><p>do serviço seja correta são:</p><p>• Avaliar o tamanho do empreendimento a ser executado</p><p>Ao analisar as proporções da obra e o nível técnico exigido é possível determinar quais</p><p>ações necessárias para garantir a total qualidade e segurança dos trabalhos. O tamanho</p><p>da obra vai, inclusive, determinar algumas coisas que podem ser negligenciadas. Tais</p><p>como a necessidade de licenças especiais, questões legais a serem cumpridas, etc.,</p><p>para a devida regularização. Isso implica em custos adicionais que se não forem previstos</p><p>causam desiquilíbrio na planilha de contas do empreendimento.</p><p>Exemplo: uma obra que pela sua amplitude e utilização seja enquadrada em uma legislação</p><p>de impacto ambiental, poderá necessitar, além de autorizações e licenças adicionais,</p><p>custos relativos à adequação para sua obtenção.</p><p>• Avaliar o local da obra</p><p>Conhecer a localização da obra assim como o próprio local físico do desenvolvimento</p><p>dos serviços oportuniza rever as condições que serão exigidas para a realização dos</p><p>serviços. Isso ajuda a prever e considerar a necessidade de recursos específicos que</p><p>envolvam a mão de obra, equipamentos e instalações de canteiro de obra. São itens</p><p>relevantes para a composição de preço.</p><p>Exemplo: as características de topografia do terreno podem indicar a necessidade de</p><p>técnicas, equipamentos e tempo para permitir atingir os propósitos com a qualidade</p><p>desejada.</p><p>• Observar as especificidades</p><p>Cada projeto desenvolvido apresenta particularidades inerentes a ele. E com aspectos,</p><p>que mesmo considerados irrelevantes, podem concorrer para impactar o preço de</p><p>determinadas etapas do serviço. Por consequência, refletir no custo global da obra.</p><p>Quanto mais complexa a obra maior será a necessidade de se avaliar com cuidado</p><p>as características especificas apresentadas pelos projetos. E isso observando o</p><p>desenvolvimento dos serviços desde a preparação do canteiro de obra até a finalização</p><p>da etapa dos acabamentos.</p><p>Exemplo:</p><p>Uma obra em que tenha sido prevista a execução de determinado tipo de pintura especial</p><p>com finalidade decorativa.</p><p>22</p><p>É preciso avaliar a técnica necessária, a especificidade do material e sobretudo se o</p><p>tempo normal de pintura poderá ser observado para a condução das etapas subsequentes.</p><p>• Analisar o tempo de duração do contrato firmado.</p><p>O contrato será relativo à determinado prazo de duração da obra ou serviço. Analisar o</p><p>tempo gasto para a execução de certos serviços é uma questão de bastante complexidade,</p><p>dependendo da situação. Existem certos serviços em determinadas condições que</p><p>podem depender grandemente da experiência do profissional. Nem sempre os serviços</p><p>podem apresentar a simplicidade adequada para mensurar um prazo correto de execução.</p><p>Para tanto, considerar uma determinada margem de segurança pode ajudar a evitar</p><p>surpresas que acabem ocasionando atrasos na condução do cronograma.</p><p>Exemplo:</p><p>Execução manual de uma cimalha decorativa nas fachadas de uma edificação. É</p><p>uma questão de avaliar a existência de uma mão de obra que tenha condições de</p><p>executar esse serviço especial, aliada à facilidade de desenvolver o serviço. Como</p><p>se trata de um serviço artesanal, ligando conhecimento e aptidão da mão de obra,</p><p>caberá ao engenheiro avaliar conforme sua experiência com situações que requeiram</p><p>esses valores qual o prazo confortável para cumprir o proposto com a devida qualidade.</p><p>A previsão de uma margem de prazo para imprevistos se torna necessária por ser uma</p><p>atividade que depende de forma direta do fator humano e a disponibilidade de pessoal</p><p>com a qualificação necessária. Assim a rapidez e o desenvolvimento dos serviços estão</p><p>grandemente ligados à habilidade do profissional. Uns serão mais rápidos outros mais</p><p>lentos, para cumprir a qualidade exigida.</p><p>O cuidado mais importante é tornar o mais claro possível qual será a metodologia</p><p>de execução da obra ou serviço, com o máximo de detalhamento para deixar todas as</p><p>partes envolvidas bem esclarecidas.</p><p>• Considerar o valor da hora técnica.</p><p>Para calcularmos quanto vale a hora técnica do profissional o ideal é consultarmos</p><p>o Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos (IBEC) que fornecerá os parâmetros</p><p>necessários, pois será necessário identificar alguns custos a serem mensurados.</p><p>23</p><p>- Primeiro identificar os custos diretos e indiretos.</p><p>- Em seguida somam-se aos custos diretos e indiretos aos valores: da ART, do seguro de</p><p>vida e do valor total dos tributos (27,5% de Imposto de Renda Pessoa Física – IRPF e 5%</p><p>de Imposto Sobre Serviços – ISS)</p><p>Desse modo chegamos ao valor de uma despesa total mensal. A hora técnica será o</p><p>produto da divisão dessa despesa total mensal dividida pela carga horária que um</p><p>engenheiro trabalha (exemplo: 7 horas por dia, 20 dias úteis em um mês).</p><p>• Procurar e avaliar outros pontos que impactem na precificação do trabalho de engenharia</p><p>Qualquer situação que fuja da normalidade do desenvolvimento do serviço de engenharia</p><p>precisa ser identificada e trabalhada de forma a conseguir o máximo de informações e</p><p>dados que possam colaborar com sua mensuração.</p><p>3. Outras considerações</p><p>Existem outras considerações a fazer com relação à precificação. Podem influenciar</p><p>questões como:</p><p>- Análise de viabilidade da obra</p><p>- Análise das especificidades do projeto: quanto mais complexa a obra, mais aumenta o</p><p>valor de cobrança sobre o serviço que será executado.</p><p>- Possibilidade de cobrar por porcentagem de administração dos serviços: é uma prática</p><p>adotada e muito comum em grandes centros urbanos, sendo que usualmente é estipulado</p><p>como média o índice de 10% sobre o valor do serviço a ser administrado.</p><p>- Necessidade de formação especializada em determinada área para a execução do</p><p>serviço: se o engenheiro é mais especializado em determinado serviço, o preço tende a</p><p>ser diferenciado. Custo mais caro.</p><p>- O respeito aos preços praticados no mercado: nem muito baixos, nem muito altos. O</p><p>equilíbrio de preços é razão fundamental para a satisfação do cliente, aliada à valorização</p><p>do profissional.</p><p>24</p><p>Resumindo:</p><p>Saber o preço da prestação de serviço de engenharia é considerar o tempo da hora</p><p>técnica, o nível de complexidade do projeto, os recursos necessários e o tempo de</p><p>contrato.</p><p>Nunca esquecer que a qualidade da execução dos serviços deve ser muito avaliada</p><p>como fator diferencial para garantir competitividade de reputação no mercado e é,</p><p>portanto, importante na precificação.</p><p>Modelo de planilha de orçamento. Fonte: www.bing.com</p><p>25</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Use a sua formação a seu favor: destacar a suas especialidades e qualidades, como</p><p>profissional, transmite segurança e credibilidade para o cliente. A formação profissional</p><p>é importante e deve sempre estar voltada à atualização como forma de confirmar as</p><p>habilidades e expertise que os serviços requeiram. Essa forma é fator preponderante de</p><p>mostrar que o trabalho oferecido tem a maior excelência.</p><p>Uma vez que você definiu como colocar preço em um serviço ou uma obra:</p><p>- Observe o preço praticado pela concorrência em mesmo nível de qualidade que você</p><p>oferece.</p><p>- Verifique se determinou a necessidade de observar custos embutidos em especializações,</p><p>tempo de preparo ou outras necessidades subjetivas.</p><p>- Defina sua margem de lucro.</p><p>- Ofereça orçamento flexível conforme a situação se apresentar.</p><p>Esperamos que esse material possa ajudar a todos que desenvolvem trabalhos na área</p><p>de orçamento a fim de que possam agir com eficiência compatível com a necessidade</p><p>do projeto.</p><p>Elaborar orçamentos requer atenção para perceber tudo que representa custo e</p><p>despesa dentro da execução dos serviços de uma obra e para isso os profissionais precisam</p><p>conhecer e ter envolvimento com o desenvolvimento dos mesmos. Isso pode fazer a</p><p>diferença para assegurar o bom andamento da obra e garantir a lucratividade prevista</p><p>no orçamento.</p><p>26</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>Sites consultados:</p><p>IBEC – Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos. Disponível em https://ibecensino.</p><p>org.br/category/materiais-gratuitos. Acessado em outubro de 2022.</p><p>CUSTO UNITÁRIO BÁSICO – Disponível em www.cub.org.br. Acessado em outubro de</p><p>2022.</p><p>CARVALHO, Matheus. Orçamento de Obra e Planilha Orçamentária. Disponível em</p><p>https://carluc.com.br/empresa-de-engenharia-civil. Acessado em outubro de 2022.</p><p>BAETA, André A. Pachioni P. – Orçamento e Controle de Preços de Obras Públicas –. São</p><p>Paulo: Pini, 2012. p. 62.</p><p>DECRETO 7.983 DE 8 DE ABRIL DE 2013. Disponível em Decreto nº 7983 (planalto.gov.br).</p><p>Acessado em outubro de 2022.</p><p>TCPO - Como Utilizar e Otimizar o Orçamento - Sienge. Disponível em www.sienge.com.</p><p>br/blog/tcpo-como-utilizar-e-analisar . Acessado em outubro de 2022.</p><p>NBR 12721 – Avaliação de Custos Unitários de Construção para Incorporação Imobiliária</p><p>e Outras Disposições para Condomínios Edifícios – Procedimento. Disponível em ABNT -</p><p>Associação Brasileira de Normas Técnicas. Acessado em outubro de 2022.</p><p>MAIS CONTROLE. Orçamento de Obra: veja como fazer em 4 passos. E-Book disponível</p><p>em ORCAMENTO_DE_OBRAS_EM_4_PASSOS_MAIS_CONTROLE.pdf. Acessado em outubro</p><p>de 2022.</p><p>27</p><p>SOBRE O AUTOR</p><p>CARLOS MENDES FONTES NETO - Professor e Engenheiro Civil</p><p>Engenheiro Civil, formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa.</p><p>Especialista em Engenharia de Produção pela Universidade Estadual de Santa Catarina.</p><p>Engenheiro de Segurança do Trabalho pelo Centro Tecnológico Federal do Paraná – CEFET.</p><p>Mestre em Planeamento e Projecto Urbano pela Faculdade de Engenharia da Universidade</p><p>do Porto em Portugal.</p><p>Membro do Conselho Editorial da Editora Estúdio Texto (www.estudiotexto.com.br).</p><p>Tem mais de 30 anos de experiência profissional em elaboração de projetos e execução</p><p>de obras civis, planejamento e consultoria para o desenvolvimento de projetos.</p><p>Professor universitário nas disciplinas de Planejamento dos Transportes, Equipamentos</p><p>de Construção e Mecânica dos Materiais e Desenho Técnico.</p><p>Possui várias publicações em revistas cientificas indexadas e periódicos.</p><p>http://www.estudiotexto.com.br</p>