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Decisão sobre Repercussão Geral
12/06/2023 PLENÁRIO
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.426.306 
TOCANTINS
RELATORA : MINISTRA PRESIDENTE
RECTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS 
PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL 
RECTE.(S) :ESTADO DO TOCANTINS E OUTRO(A/S)
PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS 
RECDO.(A/S) :NERIVAN CORREIA DOS SANTOS 
ADV.(A/S) :EDSON DIAS DE ARAUJO 
EMENTA
DIREITO PREVIDENCIÁRIO. APELO EXTREMO DO INSS. AUSÊNCIA DE 
PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. NÃO 
CONHECIMENTO. SERVIDORA PÚBLICA APOSENTADA. ESTABILIDADE 
EXCEPCIONAL DO ART. 19 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS 
TRANSITÓRIAS. EQUIPARAÇÃO A SERVIDOR OCUPANTE DE CARGO EFETIVO. 
IMPOSSIBILIDADE. VINCULAÇÃO AO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. 
PRECEDENTES. MANIFESTAÇÃO PELA EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL 
COM REAFIRMAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA. DECISÃO RECORRIDA EM 
DISSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 
RELEVÂNCIA DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DO 
IGEPREV/TO A QUE SE DÁ PROVIMENTO.
1. Não houve, no recurso extraordinário interposto de acórdão cuja 
publicação deu-se após a Emenda Regimental nº 21, de 30.4.2007, 
demonstração da existência de repercussão geral. Inobservância do art. 
1.035, §§ 1º e 2º, do CPC. O preenchimento desse requisito demanda a 
efetiva demonstração, no caso concreto, da existência de questões 
relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que 
ultrapassem os interesses subjetivos do processo (art. 1.035, §§ 1º e 2º, do 
CPC). A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que 
ausência da preliminar acarreta a inadmissibilidade do recurso 
extraordinário, mesmo nos casos de repercussão geral presumida ou 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A16E-045E-F677-BF5E e senha 3059-4EED-7526-B735
Supremo Tribunal FederalSupremo Tribunal Federal
Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 23
Decisão sobre Repercussão Geral
RE 1426306 RG / TO 
reconhecida em outro processo.
2. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal consolidou-se 
no sentido de que os beneficiados pela estabilidade excepcional prevista 
no art. 19 do ADCT não são detentores das vantagens privativas dos 
servidores ocupantes de cargo efetivo, o que afasta a possibilidade de 
participação no regime próprio de previdência social, exclusivo dos 
titulares de cargos efetivos aprovados em concurso público.
3. Recurso extraordinário manejado pelo INSTITUTO NACIONAL DO 
SEGURO SOCIAL – INSS não conhecido. Apelo extremo do IGEPREV/TO 
provido, para julgar improcedentes os pedidos deduzidos na inicial. 
Invertidos os ônus da sucumbência, observada eventual concessão dos 
benefícios da gratuidade da justiça.
4. Fixada a seguinte tese: Somente os servidores públicos civis detentores 
de cargo efetivo (art. 40, CF, na redação dada pela EC 20/98) são vinculados ao 
regime próprio de previdência social, a excluir os estáveis nos termos do art. 19 
do ADCT e os demais servidores admitidos sem concurso público.
Decisão: O Tribunal, por maioria, reputou constitucional a questão, 
vencido o Ministro Edson Fachin. O Tribunal, por maioria, reconheceu a 
existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada, 
vencido o Ministro Edson Fachin. No mérito, por unanimidade, 
reafirmou a jurisprudência dominante sobre a matéria. 
Ministra ROSA WEBER
Relatora
2 
Supremo Tribunal Federal
Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A16E-045E-F677-BF5E e senha 3059-4EED-7526-B735
Supremo Tribunal Federal
RE 1426306 RG / TO 
reconhecida em outro processo.
2. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal consolidou-se 
no sentido de que os beneficiados pela estabilidade excepcional prevista 
no art. 19 do ADCT não são detentores das vantagens privativas dos 
servidores ocupantes de cargo efetivo, o que afasta a possibilidade de 
participação no regime próprio de previdência social, exclusivo dos 
titulares de cargos efetivos aprovados em concurso público.
3. Recurso extraordinário manejado pelo INSTITUTO NACIONAL DO 
SEGURO SOCIAL – INSS não conhecido. Apelo extremo do IGEPREV/TO 
provido, para julgar improcedentes os pedidos deduzidos na inicial. 
Invertidos os ônus da sucumbência, observada eventual concessão dos 
benefícios da gratuidade da justiça.
4. Fixada a seguinte tese: Somente os servidores públicos civis detentores 
de cargo efetivo (art. 40, CF, na redação dada pela EC 20/98) são vinculados ao 
regime próprio de previdência social, a excluir os estáveis nos termos do art. 19 
do ADCT e os demais servidores admitidos sem concurso público.
Decisão: O Tribunal, por maioria, reputou constitucional a questão, 
vencido o Ministro Edson Fachin. O Tribunal, por maioria, reconheceu a 
existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada, 
vencido o Ministro Edson Fachin. No mérito, por unanimidade, 
reafirmou a jurisprudência dominante sobre a matéria. 
Ministra ROSA WEBER
Relatora
2 
Supremo Tribunal Federal
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 23
Manifestação sobre a Repercussão Geral
12/06/2023 PLENÁRIO
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.426.306 
TOCANTINS
DIREITO PREVIDENCIÁRIO. APELO EXTREMO 
DO INSS. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR 
FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. 
NÃO CONHECIMENTO. SERVIDORA PÚBLICA 
APOSENTADA. ESTABILIDADE EXCEPCIONAL DO 
ART. 19 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES 
CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS. 
EQUIPARAÇÃO A SERVIDOR OCUPANTE DE 
CARGO EFETIVO. IMPOSSIBILIDADE. 
VINCULAÇÃO AO REGIME GERAL DE 
PREVIDÊNCIA SOCIAL. PRECEDENTES. 
MANIFESTAÇÃO PELA EXISTÊNCIA DE 
REPERCUSSÃO GERAL COM REAFIRMAÇÃO DE 
JURISPRUDÊNCIA. DECISÃO RECORRIDA EM 
DISSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO 
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RELEVÂNCIA 
DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. RECURSO 
EXTRAORDINÁRIO DO IGEPREV/TO A QUE SE 
DÁ PROVIMENTO.
Manifestação da Senhora Ministra Rosa Weber (Presidente): Trata-
se de recursos extraordinários interpostos com fundamento no art. 102, 
III, a, da Constituição Federal, pelo INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO 
SOCIAL (INSS) e pelo INSTITUTO DE GESTÃO PREVIDENCIÁRIA DO ESTADO 
DO TOCANTINS (IGEPREV/TO) contra acórdão proferido pelo Tribunal 
Regional Federal da 1ª Região, por meio do qual mantida a sentença de 
procedência do pedido.
Na origem, a recorrida, servidora aposentada do quadro de pessoal 
do Estado do Tocantins, ajuizou, perante a 2ª Vara Federal da Seção 
Judiciária do Estado do Tocantins, ação contra o INSS, o IGEPREV/TO e o 
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Supremo Tribunal Federal
12/06/2023 PLENÁRIO
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.426.306 
TOCANTINS
DIREITO PREVIDENCIÁRIO. APELO EXTREMO 
DO INSS. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR 
FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. 
NÃO CONHECIMENTO. SERVIDORA PÚBLICA 
APOSENTADA. ESTABILIDADE EXCEPCIONAL DO 
ART. 19 DO ATO DAS DISPOSIÇÕES 
CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS. 
EQUIPARAÇÃO A SERVIDOR OCUPANTE DE 
CARGO EFETIVO. IMPOSSIBILIDADE. 
VINCULAÇÃO AO REGIME GERAL DE 
PREVIDÊNCIA SOCIAL. PRECEDENTES.sob o código 39E2-F36A-F374-3CA2 e senha DD45-F439-62AF-4799
Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 23
Manifestação sobre a Repercussão Geral
RE 1426306 RG / TO 
proventos, atendidos os requisitos previstos na legislação 
própria do RPPS deverão ser pagos pelo IGEPREV/TO.” 
(eDOC. 15, p. 8, 13-15)
Como se vê, a controvérsia dos autos vincula-se à interpretação do 
art. 40 da Carta Política e do art. 19 do Ato das Disposições 
Constitucionais Transitórias, que tratam do regime previdenciário 
aplicável aos titulares de cargos efetivos e da norma transitória que 
conferiu estabilidade no serviço público aos servidores públicos civis em 
exercício na data da promulgação da Constituição, há pelo menos cinco 
anos continuados, e que não tenham sido admitidos na forma regulada 
no art. 37 da Constituição.
Inegável, portanto, a presença de questão constitucional, pois em 
discussão a interpretação sistemática dos referidos dispositivos 
constitucionais, com a finalidade de definir o regime previdenciário 
aplicável aos servidores estabilizados pelo art. 19 do ADCT não 
efetivados por concurso público, se o regime próprio de previdência do 
Estado a que vinculado o servidor ou se o regime geral de previdência 
social.
Quanto à existência de repercussão geral da matéria constitucional 
suscitada, desde logo, observo estar presente acentuada relevância 
jurídica e econômica na questão constitucional objeto do recurso 
extraordinário, a ultrapassar os interesses subjetivos do processo, 
porquanto em debate controvérsia solucionada inclusive por precedentes 
qualificados desta Suprema Corte, proferidos em controle concentrado de 
constitucionalidade, a alcançar relações de trato sucessivo entre 
servidores e autarquias previdenciárias.
De outro lado, observo que a definição quanto ao regime de filiação 
previdenciária do servidor e a proteção dos seus direitos sociais, se alinha 
com os seguintes objetivos da Agenda 2030 das Nações Unidas: promover 
o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego 
pleno e produtivo e trabalho decente para todas e todos e promover 
sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, 
proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, 
15 
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RE 1426306 RG / TO 
proventos, atendidos os requisitos previstos na legislação 
própria do RPPS deverão ser pagos pelo IGEPREV/TO.” 
(eDOC. 15, p. 8, 13-15)
Como se vê, a controvérsia dos autos vincula-se à interpretação do 
art. 40 da Carta Política e do art. 19 do Ato das Disposições 
Constitucionais Transitórias, que tratam do regime previdenciário 
aplicável aos titulares de cargos efetivos e da norma transitória que 
conferiu estabilidade no serviço público aos servidores públicos civis em 
exercício na data da promulgação da Constituição, há pelo menos cinco 
anos continuados, e que não tenham sido admitidos na forma regulada 
no art. 37 da Constituição.
Inegável, portanto, a presença de questão constitucional, pois em 
discussão a interpretação sistemática dos referidos dispositivos 
constitucionais, com a finalidade de definir o regime previdenciário 
aplicável aos servidores estabilizados pelo art. 19 do ADCT não 
efetivados por concurso público, se o regime próprio de previdência do 
Estado a que vinculado o servidor ou se o regime geral de previdência 
social.
Quanto à existência de repercussão geral da matéria constitucional 
suscitada, desde logo, observo estar presente acentuada relevância 
jurídica e econômica na questão constitucional objeto do recurso 
extraordinário, a ultrapassar os interesses subjetivos do processo, 
porquanto em debate controvérsia solucionada inclusive por precedentes 
qualificados desta Suprema Corte, proferidos em controle concentrado de 
constitucionalidade, a alcançar relações de trato sucessivo entre 
servidores e autarquias previdenciárias.
De outro lado, observo que a definição quanto ao regime de filiação 
previdenciária do servidor e a proteção dos seus direitos sociais, se alinha 
com os seguintes objetivos da Agenda 2030 das Nações Unidas: promover 
o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego 
pleno e produtivo e trabalho decente para todas e todos e promover 
sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, 
proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, 
15 
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
RE 1426306 RG / TO 
responsáveis e inclusivas em todos os níveis.
De mais a mais, a temática possui expressivo potencial de 
multiplicidade, como comprova o alto índice de provimento de recursos 
extraordinários similares pelos Ministros desta Suprema Corte levantado 
pela Secretaria de Gestão de Precedentes.
No mérito, a jurisprudência desta Suprema Corte consolidou-se no 
sentido de que “os servidores abrangidos pela estabilidade excepcional prevista 
no art. 19 do ADCT não se equiparam aos servidores efetivos, os quais foram 
aprovados em concurso público. Aqueles possuem somente o direito de 
permanecer no serviço público nos cargos em que foram admitidos, não tendo 
direito aos benefícios privativos dos servidores efetivos (…) Conforme consta do 
art. 40 da Constituição Federal, com a redação dada pela EC nº 42/2003, 
pertencem ao regime próprio de previdência social tão somente os servidores 
titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
municípios, incluídas suas autarquias e fundações” (ARE 1.069.876-AgR/SP, 
Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 13.11.2017).
Mais recentemente, o Supremo Tribunal Federal, ao julgamento da 
ADPF 573/PI, de relatoria do Ministro Roberto Barroso, confirmou o 
entendimento, no sentido de que os beneficiados pela estabilidade 
excepcional prevista no art. 19 do ADCT não são detentores das 
vantagens privativas dos servidores ocupantes de cargo efetivo, o que 
afasta a possibilidade de participação no regime próprio de previdência 
social, como se observa de sua ementa:
“DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ADPF. LEI 
ESTADUAL. TRANSPOSIÇÃO DE REGIME CELETISTA PARA 
ESTATUTÁRIO. INCLUSÃO DE SERVIDORES PÚBLICOS NÃO 
CONCURSADOS E DETENTORES DE ESTABILIDADE EXCEPCIONAL NO 
REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL.
I. Objeto
1. Arguição de descumprimento de preceito fundamental 
contra os arts. 8º e 9º da Lei nº 4.546/1992, do Estado do Piauí, 
que incluíram no regime próprio de previdência social daquele 
ente federativo servidores públicos não admitidos por concurso 
16 
Supremo Tribunal Federal
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Supremo Tribunal Federal
RE 1426306 RG / TO 
responsáveis e inclusivas em todos os níveis.
De mais a mais, a temática possui expressivo potencial de 
multiplicidade, como comprova o alto índice de provimento de recursos 
extraordinários similares pelos Ministros desta SupremaCorte levantado 
pela Secretaria de Gestão de Precedentes.
No mérito, a jurisprudência desta Suprema Corte consolidou-se no 
sentido de que “os servidores abrangidos pela estabilidade excepcional prevista 
no art. 19 do ADCT não se equiparam aos servidores efetivos, os quais foram 
aprovados em concurso público. Aqueles possuem somente o direito de 
permanecer no serviço público nos cargos em que foram admitidos, não tendo 
direito aos benefícios privativos dos servidores efetivos (…) Conforme consta do 
art. 40 da Constituição Federal, com a redação dada pela EC nº 42/2003, 
pertencem ao regime próprio de previdência social tão somente os servidores 
titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
municípios, incluídas suas autarquias e fundações” (ARE 1.069.876-AgR/SP, 
Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 13.11.2017).
Mais recentemente, o Supremo Tribunal Federal, ao julgamento da 
ADPF 573/PI, de relatoria do Ministro Roberto Barroso, confirmou o 
entendimento, no sentido de que os beneficiados pela estabilidade 
excepcional prevista no art. 19 do ADCT não são detentores das 
vantagens privativas dos servidores ocupantes de cargo efetivo, o que 
afasta a possibilidade de participação no regime próprio de previdência 
social, como se observa de sua ementa:
“DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ADPF. LEI 
ESTADUAL. TRANSPOSIÇÃO DE REGIME CELETISTA PARA 
ESTATUTÁRIO. INCLUSÃO DE SERVIDORES PÚBLICOS NÃO 
CONCURSADOS E DETENTORES DE ESTABILIDADE EXCEPCIONAL NO 
REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL.
I. Objeto
1. Arguição de descumprimento de preceito fundamental 
contra os arts. 8º e 9º da Lei nº 4.546/1992, do Estado do Piauí, 
que incluíram no regime próprio de previdência social daquele 
ente federativo servidores públicos não admitidos por concurso 
16 
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
RE 1426306 RG / TO 
público e aqueles detentores da estabilidade excepcional do art. 
19 do ADCT.
II. Preliminares
2. A ADPF é o instrumento processual adequado para 
impugnar dispositivos que antecedem a norma constitucional 
invocada como paradigma (art. 40, CF, na redação dada pela EC 
nº 20/1998), sendo possível que o parâmetro de 
inconstitucionalidade reúna normas constitucionais anteriores e 
posteriores ao ato questionado. 
3. A Lei Complementar estadual nº 13/1994, que dispõe 
sobre o Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado do 
Piauí, não explicitou quais categoriais de servidores seriam 
abrangidas pelo regime estatutário nem criou qualquer regime 
de transição para os servidores admitidos no serviço público 
antes da Constituição de 1988 e da EC nº 20/1998. Não houve, 
portanto, revogação tácita da Lei Estadual nº 4.546/1992. 
4. É possível afastar o óbice de ausência de impugnação do 
complexo normativo quando (i) houver relação de 
interdependência entre as normas; e (ii) os dispositivos 
possuírem teor análogo e a causa de pedir for a mesma. 
Precedentes.
III. Mérito
5. Consoante já decidido por esta Corte, admite-se a 
transposição do regime celetista para o estatutário apenas para 
os servidores admitidos por concurso público e para aqueles 
que se enquadrem na estabilidade excepcional do art. 19 do 
ADCT. A criação do regime jurídico único previsto na redação 
original do art. 39 da CF não prescinde da observância à regra 
do concurso público.
6. A jurisprudência do STF é no sentido de que os 
beneficiados pela estabilidade excepcional prevista no art. 19 
do ADCT não são detentores das vantagens privativas dos 
servidores ocupantes de cargo efetivo, o que afasta a 
possibilidade de participação no regime próprio de 
previdência social. A partir da EC nº 20/1998, o regime próprio 
é exclusivo para os detentores de cargo efetivo, os quais foram 
17 
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RE 1426306 RG / TO 
público e aqueles detentores da estabilidade excepcional do art. 
19 do ADCT.
II. Preliminares
2. A ADPF é o instrumento processual adequado para 
impugnar dispositivos que antecedem a norma constitucional 
invocada como paradigma (art. 40, CF, na redação dada pela EC 
nº 20/1998), sendo possível que o parâmetro de 
inconstitucionalidade reúna normas constitucionais anteriores e 
posteriores ao ato questionado. 
3. A Lei Complementar estadual nº 13/1994, que dispõe 
sobre o Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado do 
Piauí, não explicitou quais categoriais de servidores seriam 
abrangidas pelo regime estatutário nem criou qualquer regime 
de transição para os servidores admitidos no serviço público 
antes da Constituição de 1988 e da EC nº 20/1998. Não houve, 
portanto, revogação tácita da Lei Estadual nº 4.546/1992. 
4. É possível afastar o óbice de ausência de impugnação do 
complexo normativo quando (i) houver relação de 
interdependência entre as normas; e (ii) os dispositivos 
possuírem teor análogo e a causa de pedir for a mesma. 
Precedentes.
III. Mérito
5. Consoante já decidido por esta Corte, admite-se a 
transposição do regime celetista para o estatutário apenas para 
os servidores admitidos por concurso público e para aqueles 
que se enquadrem na estabilidade excepcional do art. 19 do 
ADCT. A criação do regime jurídico único previsto na redação 
original do art. 39 da CF não prescinde da observância à regra 
do concurso público.
6. A jurisprudência do STF é no sentido de que os 
beneficiados pela estabilidade excepcional prevista no art. 19 
do ADCT não são detentores das vantagens privativas dos 
servidores ocupantes de cargo efetivo, o que afasta a 
possibilidade de participação no regime próprio de 
previdência social. A partir da EC nº 20/1998, o regime próprio 
é exclusivo para os detentores de cargo efetivo, os quais foram 
17 
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RE 1426306 RG / TO 
aprovados em concurso público. Precedentes.
IV. Conclusão
7. Interpretação conforme a Constituição do art. 9º da Lei 
Estadual nº 4.546/1992, de modo a excluir do regime próprio de 
previdência social todos os servidores públicos não detentores 
de cargo efetivo, ou seja, aqueles servidores públicos admitidos 
sem concurso público, inclusive aqueles abrangidos pelo art. 19 
do ADCT. Inconstitucionalidade, por arrastamento, do art. 5º, 
IV, da Lei Estadual nº 4.546/1992.
8. Modulação de efeitos da decisão para ressalvar os 
aposentados e aqueles que tenham implementado os requisitos 
para aposentadoria até a data da publicação da ata de 
julgamento, mantidos estes no regime próprio dos servidores 
daquele estado.
9. Pedido julgado parcialmente procedente, com a fixação 
da seguinte tese: “1. É incompatível com a regra do concurso 
público (art. 37, II, CF) a transformação de servidores celetistas não 
concursados em estatutários, com exceção daqueles detentores da 
estabilidade excepcional (art. 19 do ADCT); 2. Sãoadmitidos no 
regime próprio de previdência social exclusivamente os 
servidores públicos civis detentores de cargo efetivo (art. 40, 
CF, na redação dada pela EC nº 20/98), o que exclui os estáveis 
na forma do art. 19 do ADCT e demais servidores admitidos 
sem concurso público”.”
(ADPF 573/PI, Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, 
DJe 09.3.2023)
Essa diretriz tem sido reiterada em diversas decisões, em casos 
idênticos ao presente. Confira-se a propósito: ARE 1.364.531/TO, Rel. Min. 
Dias Toffoli, DJe 25.02.2022; ARE 1.381.190/TO, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 
16.5.2022; RE 1.362.166/TO, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 21.02.2022; RE 
1.364.524/TO, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 11.5.2022; RE 1.364.535/TO, 
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 02.3.2022; RE 1.369.863/TO, Rel. Min. 
Roberto Barroso, DJe 22.4.2022; RE 1.381.716/TO, da minha lavra, DJe 
04.7.2022; RE 1.392.419/TO, Rel. Min. André Mendonça, RE 1.403.847/TO, 
Rel. Min. Nunes Marques, DJe 05.12.2022; RE 1.416.017/TO, Rel. Min. 
18 
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Supremo Tribunal Federal
RE 1426306 RG / TO 
aprovados em concurso público. Precedentes.
IV. Conclusão
7. Interpretação conforme a Constituição do art. 9º da Lei 
Estadual nº 4.546/1992, de modo a excluir do regime próprio de 
previdência social todos os servidores públicos não detentores 
de cargo efetivo, ou seja, aqueles servidores públicos admitidos 
sem concurso público, inclusive aqueles abrangidos pelo art. 19 
do ADCT. Inconstitucionalidade, por arrastamento, do art. 5º, 
IV, da Lei Estadual nº 4.546/1992.
8. Modulação de efeitos da decisão para ressalvar os 
aposentados e aqueles que tenham implementado os requisitos 
para aposentadoria até a data da publicação da ata de 
julgamento, mantidos estes no regime próprio dos servidores 
daquele estado.
9. Pedido julgado parcialmente procedente, com a fixação 
da seguinte tese: “1. É incompatível com a regra do concurso 
público (art. 37, II, CF) a transformação de servidores celetistas não 
concursados em estatutários, com exceção daqueles detentores da 
estabilidade excepcional (art. 19 do ADCT); 2. São admitidos no 
regime próprio de previdência social exclusivamente os 
servidores públicos civis detentores de cargo efetivo (art. 40, 
CF, na redação dada pela EC nº 20/98), o que exclui os estáveis 
na forma do art. 19 do ADCT e demais servidores admitidos 
sem concurso público”.”
(ADPF 573/PI, Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, 
DJe 09.3.2023)
Essa diretriz tem sido reiterada em diversas decisões, em casos 
idênticos ao presente. Confira-se a propósito: ARE 1.364.531/TO, Rel. Min. 
Dias Toffoli, DJe 25.02.2022; ARE 1.381.190/TO, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 
16.5.2022; RE 1.362.166/TO, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 21.02.2022; RE 
1.364.524/TO, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 11.5.2022; RE 1.364.535/TO, 
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 02.3.2022; RE 1.369.863/TO, Rel. Min. 
Roberto Barroso, DJe 22.4.2022; RE 1.381.716/TO, da minha lavra, DJe 
04.7.2022; RE 1.392.419/TO, Rel. Min. André Mendonça, RE 1.403.847/TO, 
Rel. Min. Nunes Marques, DJe 05.12.2022; RE 1.416.017/TO, Rel. Min. 
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
RE 1426306 RG / TO 
Alexandre de Moraes, DJe 02.02.2023; RE 1.421.314/TO, Rel. Min. Luiz Fux, 
DJe 28.02.2023; DJe 10.4.2023. Nessa linha, colaciono os seguintes julgados 
colegiados: 
“AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 
EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. SERVIDORA 
PÚBLICA APOSENTADA. ESTABILIDADE DO ART. 19 DO 
ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS 
TRANSITÓRIAS. IMPOSSIBILIDADE DE EQUIPARAÇÃO 
ENTRE SERVIDORES ESTÁVEIS NÃO EFETIVOS E 
SERVIDORES EFETIVOS. VINCULAÇÃO AO REGIME 
GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. PRECEDENTES. 
AGRAVO REGIMENTAL PROVIDO PARA DAR 
PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.”
(RE 1.375.560-AgR/TO, Red. p/ acórdão Min. Cármen 
Lúcia, Primeira Turma, DJe 04.7.2022)
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 
Administrativo. Servidores públicos detentores da estabilidade 
excepcional do art. 19 do ADCT. Inclusão no regime próprio de 
previdência social. Impossibilidade. Precedentes. 
1. Os servidores abrangidos pela estabilidade excepcional 
prevista no art. 19 do ADCT não se equiparam aos servidores 
efetivos, os quais foram aprovados em concurso público. 
Aqueles possuem somente o direito de permanecer no serviço 
público nos cargos em que foram admitidos, não tendo direito 
aos benefícios privativos dos servidores efetivos. 
2. Conforme consta do art. 40 da Constituição Federal, 
com a redação dada pela EC nº 42/03, pertencem ao regime 
próprio de previdência social tão somente os servidores 
titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos municípios, inclusive de suas autarquias e 
fundações. 
3. Agravo regimental provido para se dar provimento ao 
recurso extraordinário, sem condenação ao pagamento de 
custas ou de honorários advocatícios, nos termos do art. 55 da 
19 
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RE 1426306 RG / TO 
Alexandre de Moraes, DJe 02.02.2023; RE 1.421.314/TO, Rel. Min. Luiz Fux, 
DJe 28.02.2023; DJe 10.4.2023. Nessa linha, colaciono os seguintes julgados 
colegiados: 
“AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 
EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. SERVIDORA 
PÚBLICA APOSENTADA. ESTABILIDADE DO ART. 19 DO 
ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS 
TRANSITÓRIAS. IMPOSSIBILIDADE DE EQUIPARAÇÃO 
ENTRE SERVIDORES ESTÁVEIS NÃO EFETIVOS E 
SERVIDORES EFETIVOS. VINCULAÇÃO AO REGIME 
GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. PRECEDENTES. 
AGRAVO REGIMENTAL PROVIDO PARA DAR 
PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.”
(RE 1.375.560-AgR/TO, Red. p/ acórdão Min. Cármen 
Lúcia, Primeira Turma, DJe 04.7.2022)
“Agravo regimental em recurso extraordinário. 
Administrativo. Servidores públicos detentores da estabilidade 
excepcional do art. 19 do ADCT. Inclusão no regime próprio de 
previdência social. Impossibilidade. Precedentes. 
1. Os servidores abrangidos pela estabilidade excepcional 
prevista no art. 19 do ADCT não se equiparam aos servidores 
efetivos, os quais foram aprovados em concurso público. 
Aqueles possuem somente o direito de permanecer no serviço 
público nos cargos em que foram admitidos, não tendo direito 
aos benefícios privativos dos servidores efetivos. 
2. Conforme consta do art. 40 da Constituição Federal, 
com a redação dada pela EC nº 42/03, pertencem ao regime 
próprio de previdência social tão somente os servidores 
titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos municípios, inclusive de suas autarquias e 
fundações. 
3. Agravo regimental provido para se dar provimento ao 
recurso extraordinário, sem condenação ao pagamento de 
custas ou de honorários advocatícios, nos termos do art. 55 da 
19 
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
RE 1426306 RG / TO 
Lei nº 9.099/95.”
(RE 1.381.167-AgR/TO, Red. p/ acórdão Min. Dias Toffoli, 
Primeira Turma, DJe 05.9.2022)
Vale ressaltar que, na sessão virtual realizada entre 19.5.2023 e 
26.5.2023, o Plenário desta Suprema Corte, ao exame do RE 1.380.122-
AgR-EDv/TO, Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, pendente de 
publicação, hipótese rigorosamente idêntica à veiculada nestes autos, deu 
provimento aos embargos de divergência, para afastar a possibilidade de 
servidores do Estado de Tocantins, remanescentes do Estado de Goiás, 
vincularem-se ao regime próprio de previdência social. 
Vê-se, portanto, que o Tribunal a quo afastou-se da jurisprudência 
pacífica, uniforme, estável, íntegra e coesa desta Suprema Corte a respeito 
do tema. 
A racionalização da prestação jurisdicional por meio do instituto da 
repercussão geral provou-se hábil meio de realização do direito 
fundamental do cidadão a uma tutela jurisdicional mais célere e mais 
eficiente. O sistema de gestão qualificada de precedentes garante, ainda, 
maior segurança jurídica ao jurisdicionado, ao permitir que o 
entendimento desta Suprema Corte, nos temas de sua competência, seja 
uniformemente aplicado por todas as instâncias judiciais e em todas as 
unidades da federação.
Desse modo, com o fito de evitar um desnecessário empenho da 
máquina judiciária na prolação de inúmeras decisões idênticas sobre o 
mesmo tema, além de salvaguardar os já referidos princípios 
constitucionais informadores da atividade jurisdicional, submeto a 
questão em análise à sistemática da repercussão geral, para que se lhe 
imprimam os efeitos próprios do instituto.
Diante da uníssona jurisprudência deste Supremo Tribunal a 
respeito, proponho, ainda, sua reafirmação, mediante o enunciado da 
seguinte tese:
“Somente os servidores públicos civis detentores de cargo 
efetivo (art. 40, CF, na redação dada pela EC 20/98) são 
20 
Supremo Tribunal Federal
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RE 1426306 RG / TO 
Lei nº 9.099/95.”
(RE 1.381.167-AgR/TO, Red. p/ acórdão Min. Dias Toffoli, 
Primeira Turma, DJe 05.9.2022)
Vale ressaltar que, na sessão virtual realizada entre 19.5.2023 e 
26.5.2023, o Plenário desta Suprema Corte, ao exame do RE 1.380.122-
AgR-EDv/TO, Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno, pendente de 
publicação, hipótese rigorosamente idêntica à veiculada nestes autos, deu 
provimento aos embargos de divergência, para afastar a possibilidade de 
servidores do Estado de Tocantins, remanescentes do Estado de Goiás, 
vincularem-se ao regime próprio de previdência social. 
Vê-se, portanto, que o Tribunal a quo afastou-se da jurisprudência 
pacífica, uniforme, estável, íntegra e coesa desta Suprema Corte a respeito 
do tema. 
A racionalização da prestação jurisdicional por meio do instituto da 
repercussão geral provou-se hábil meio de realização do direito 
fundamental do cidadão a uma tutela jurisdicional mais célere e mais 
eficiente. O sistema de gestão qualificada de precedentes garante, ainda, 
maior segurança jurídica ao jurisdicionado, ao permitir que o 
entendimento desta Suprema Corte, nos temas de sua competência, seja 
uniformemente aplicado por todas as instâncias judiciais e em todas as 
unidades da federação.
Desse modo, com o fito de evitar um desnecessário empenho da 
máquina judiciária na prolação de inúmeras decisões idênticas sobre o 
mesmo tema, além de salvaguardar os já referidos princípios 
constitucionais informadores da atividade jurisdicional, submeto a 
questão em análise à sistemática da repercussão geral, para que se lhe 
imprimam os efeitos próprios do instituto.
Diante da uníssona jurisprudência deste Supremo Tribunal a 
respeito, proponho, ainda, sua reafirmação, mediante o enunciado da 
seguinte tese:
“Somente os servidores públicos civis detentores de cargo 
efetivo (art. 40, CF, na redação dada pela EC 20/98) são 
20 
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
RE 1426306 RG / TO 
vinculados ao regime próprio de previdência social, a excluir os 
estáveis nos termos do art. 19 do ADCT e os demais servidores 
admitidos sem concurso público.”
Ante o exposto, reconheço o caráter constitucional e a repercussão 
geral da controvérsia trazida neste recurso extraordinário e proponho a 
reafirmação da jurisprudência, mediante fixação da tese acima enunciada, 
submetendo o tema aos eminentes pares.
Com base na fundamentação acima, não conheço do recurso 
extraordinário do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, dou 
provimento ao recurso extraordinário do Instituto de Gestão 
Previdenciária do Estado do Tocantins – IGEPREV/TO, para julgar 
improcedentes os pedidos formulados na inicial. Invertidos os ônus da 
sucumbência, observada eventual concessão dos benefícios da gratuidade 
da justiça.
Brasília, 31 de maio de 2023.
Ministra Rosa Weber
Presidente
21 
Supremo Tribunal Federal
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RE 1426306 RG / TO 
vinculados ao regime próprio de previdência social, a excluir os 
estáveis nos termos do art. 19 do ADCT e os demais servidores 
admitidos sem concurso público.”
Ante o exposto, reconheço o caráter constitucional e a repercussão 
geral da controvérsia trazida neste recurso extraordinário e proponho a 
reafirmação da jurisprudência, mediante fixação da tese acima enunciada, 
submetendo o tema aos eminentes pares.
Com base na fundamentação acima, não conheço do recurso 
extraordinário do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, dou 
provimento ao recurso extraordinário do Instituto de Gestão 
Previdenciária do Estado do Tocantins – IGEPREV/TO, para julgar 
improcedentes os pedidos formulados na inicial. Invertidos os ônus da 
sucumbência, observada eventual concessão dos benefícios da gratuidade 
da justiça.
Brasília, 31 de maio de 2023.
Ministra Rosa Weber
Presidente
21 
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 23MANIFESTAÇÃO PELA EXISTÊNCIA DE 
REPERCUSSÃO GERAL COM REAFIRMAÇÃO DE 
JURISPRUDÊNCIA. DECISÃO RECORRIDA EM 
DISSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO 
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RELEVÂNCIA 
DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. RECURSO 
EXTRAORDINÁRIO DO IGEPREV/TO A QUE SE 
DÁ PROVIMENTO.
Manifestação da Senhora Ministra Rosa Weber (Presidente): Trata-
se de recursos extraordinários interpostos com fundamento no art. 102, 
III, a, da Constituição Federal, pelo INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO 
SOCIAL (INSS) e pelo INSTITUTO DE GESTÃO PREVIDENCIÁRIA DO ESTADO 
DO TOCANTINS (IGEPREV/TO) contra acórdão proferido pelo Tribunal 
Regional Federal da 1ª Região, por meio do qual mantida a sentença de 
procedência do pedido.
Na origem, a recorrida, servidora aposentada do quadro de pessoal 
do Estado do Tocantins, ajuizou, perante a 2ª Vara Federal da Seção 
Judiciária do Estado do Tocantins, ação contra o INSS, o IGEPREV/TO e o 
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 23
Manifestação sobre a Repercussão Geral
RE 1426306 RG / TO 
Estado do Tocantins, com o objetivo de converter sua aposentadoria pelo 
regime geral de previdência social (RGPS) para o regime próprio (RPPS) 
vinculado ao IGEPREV/TO.
Relatou que em 1978 fora contratada como professora do Estado de 
Goiás e transferida para o Estado do Tocantins em 1989, estabilizada por 
força do art. 19 do ADCT da Constituição Federal, sem aprovação em 
concurso público. Apontou que, por força da Lei estadual 1.246/2001, 
deixara de contribuir para o regime próprio, passando a contribuir para o 
RGPS. Aposentou-se pelo INSS em 2004, por tempo de contribuição, 
segundo as regras do regime geral de previdência (eDOC. 3).
O Juízo de primeiro grau deferiu a antecipação de tutela (eDOC. 5, 
fls. 1-5) e, ao apreciar o mérito da pretensão deduzida, julgou procedente 
a pretensão autoral de aposentadoria por tempo de contribuição de professora, 
a partir do pedido administrativo, com proventos integrais e observância da 
paridade entre proventos e vencimentos, pelo Regime Previdenciário Próprio 
do Estado do Tocantins, gerido pelo IGEPREV/TO (eDOC. 6).
Manejados recursos de apelação pelas autarquias previdenciárias, a 
Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região negou 
provimento à apelação do IGEPREV/TO, à apelação do INSS e à remessa 
oficial, em acórdão assim ementado:
“PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGENTES 
PÚBLICOS CONTRATADOS PELO ESTADO DE GOIÁS. 
ESTABILIDADE ADQUIRIDA. ART. 19 DO ADCT. AUSÊNCIA 
DE EFETIVIDADE. TRANSFERÊNCIA PARA O ESTADO DE 
TOCANTINS. DIREITOS PREVIDENCIÁRIOS: IGUALDADE 
ENTRE OS SERVIDORES ESTÁVEIS NÃO EFETIVOS E OS 
EFETIVOS. DESVINCULAÇÃO DO RPPS E VINCULAÇÃO 
AO RGPS. CONTRIBUIÇÕES VERTIDAS. DIREITO DE 
PERMANÊNCIA NO RPPS. COMPENSAÇÃO ENTRE 
REGIMES.
1. A pretensão deduzida nesta ação é sobre a possibilidade 
de a parte autora permanecer vinculada ao Instituto de 
Previdência do Estado do Tocantins - IPETINS, atual Instituto 
de Gestão Previdenciária do Tocantins — IGEPREV.
2 
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RE 1426306 RG / TO 
Estado do Tocantins, com o objetivo de converter sua aposentadoria pelo 
regime geral de previdência social (RGPS) para o regime próprio (RPPS) 
vinculado ao IGEPREV/TO.
Relatou que em 1978 fora contratada como professora do Estado de 
Goiás e transferida para o Estado do Tocantins em 1989, estabilizada por 
força do art. 19 do ADCT da Constituição Federal, sem aprovação em 
concurso público. Apontou que, por força da Lei estadual 1.246/2001, 
deixara de contribuir para o regime próprio, passando a contribuir para o 
RGPS. Aposentou-se pelo INSS em 2004, por tempo de contribuição, 
segundo as regras do regime geral de previdência (eDOC. 3).
O Juízo de primeiro grau deferiu a antecipação de tutela (eDOC. 5, 
fls. 1-5) e, ao apreciar o mérito da pretensão deduzida, julgou procedente 
a pretensão autoral de aposentadoria por tempo de contribuição de professora, 
a partir do pedido administrativo, com proventos integrais e observância da 
paridade entre proventos e vencimentos, pelo Regime Previdenciário Próprio 
do Estado do Tocantins, gerido pelo IGEPREV/TO (eDOC. 6).
Manejados recursos de apelação pelas autarquias previdenciárias, a 
Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região negou 
provimento à apelação do IGEPREV/TO, à apelação do INSS e à remessa 
oficial, em acórdão assim ementado:
“PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGENTES 
PÚBLICOS CONTRATADOS PELO ESTADO DE GOIÁS. 
ESTABILIDADE ADQUIRIDA. ART. 19 DO ADCT. AUSÊNCIA 
DE EFETIVIDADE. TRANSFERÊNCIA PARA O ESTADO DE 
TOCANTINS. DIREITOS PREVIDENCIÁRIOS: IGUALDADE 
ENTRE OS SERVIDORES ESTÁVEIS NÃO EFETIVOS E OS 
EFETIVOS. DESVINCULAÇÃO DO RPPS E VINCULAÇÃO 
AO RGPS. CONTRIBUIÇÕES VERTIDAS. DIREITO DE 
PERMANÊNCIA NO RPPS. COMPENSAÇÃO ENTRE 
REGIMES.
1. A pretensão deduzida nesta ação é sobre a possibilidade 
de a parte autora permanecer vinculada ao Instituto de 
Previdência do Estado do Tocantins - IPETINS, atual Instituto 
de Gestão Previdenciária do Tocantins — IGEPREV.
2 
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Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 23
Manifestação sobre a Repercussão Geral
RE 1426306 RG / TO 
2. Não há falar em prescrição do fundo de direito nas 
relações de trato sucessivo, como no caso de aposentadoria, 
prescrevendo-se tão somente as parcelas vencidas antes do 
quinquênio que precede ao ajuizamento da ação, nos termos do 
parágrafo único do art. 103 da Lei de Benefícios, da Súmula 
85/STJ e da jurisprudência desta Corte, assim como no Decreto 
n. 20.910, de 1932, que estabelece a prescrição das ações contra a 
Fazenda Pública.
3. O INSS tem legitimidade para figurar no processo, 
porquanto ainda se cuidam de segurados a ele vinculados, de 
modo que é necessário, para retorno ao RPPS, o desfazimento 
do vínculo com o RGPS, com as compensações pecuniárias 
entre os regimes, assim como ocorreu quando tais servidores 
foram incluídos no regime geral. Portanto, há litisconsórcio 
necessário entre o INSS e o Estado do Tocantins, tendo ambos 
legitimidade passiva.
4. O ADCT, em seu art. 19, assegurou a estabilidade 
excepcional no Serviço Público aos empregados públicos 
contratados sem concurso público, que estivessem em exercício 
há pelo menos cinco anos na data da promulgação da 
Constituição de 1988.
5. Os servidores que ingressaram mediante concurso 
público tiveram os empregos transformados em cargos efetivos, 
com o advento do Regime Jurídico Único, previsto no art. 37, na 
sua redação original, conforme lei de cada entidade política 
(União, Estados, Distrito Federal e Municípios); os que não 
ingressaram mediante concurso público, adquiriram 
estabilidade, mas não a efetividade, tudo conforme o regime 
jurídico adotado supervenientemente pelo respectivo ente 
político.
6. No caso dos autos, os servidores foram contratados 
inicialmente pelo Estado de Goiás, na década de 1970, sendo 
estabilizados nos respectivos empregos por força do art.19 do 
ADCT, em outubro de 1988, e posteriormente transferidos para 
o recém-instalado Estado de Tocantins, em 1989, vertendo, 
desde então, contribuições para o Regime Próprio do Estado de 
3 
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RE 1426306 RG / TO 
2. Não há falar em prescrição do fundo de direito nas 
relações de trato sucessivo, como no caso de aposentadoria, 
prescrevendo-se tão somente as parcelas vencidas antes do 
quinquênio que precede ao ajuizamento da ação, nos termos do 
parágrafo único do art. 103 da Lei de Benefícios, da Súmula 
85/STJ e da jurisprudência desta Corte, assim como no Decreto 
n. 20.910, de 1932, que estabelece a prescrição das ações contra a 
Fazenda Pública.
3. O INSS tem legitimidade para figurar no processo, 
porquanto ainda se cuidam de segurados a ele vinculados, de 
modo que é necessário, para retorno ao RPPS, o desfazimento 
do vínculo com o RGPS, com as compensações pecuniárias 
entre os regimes, assim como ocorreu quando tais servidores 
foram incluídos no regime geral. Portanto, há litisconsórcio 
necessário entre o INSS e o Estado do Tocantins, tendo ambos 
legitimidade passiva.
4. O ADCT, em seu art. 19, assegurou a estabilidade 
excepcional no Serviço Público aos empregados públicos 
contratados sem concurso público, que estivessem em exercício 
há pelo menos cinco anos na data da promulgação da 
Constituição de 1988.
5. Os servidores que ingressaram mediante concurso 
público tiveram os empregos transformados em cargos efetivos, 
com o advento do Regime Jurídico Único, previsto no art. 37, na 
sua redação original, conforme lei de cada entidade política 
(União, Estados, Distrito Federal e Municípios); os que não 
ingressaram mediante concurso público, adquiriram 
estabilidade, mas não a efetividade, tudo conforme o regime 
jurídico adotado supervenientemente pelo respectivo ente 
político.
6. No caso dos autos, os servidores foram contratados 
inicialmente pelo Estado de Goiás, na década de 1970, sendo 
estabilizados nos respectivos empregos por força do art. 19 do 
ADCT, em outubro de 1988, e posteriormente transferidos para 
o recém-instalado Estado de Tocantins, em 1989, vertendo, 
desde então, contribuições para o Regime Próprio do Estado de 
3 
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
RE 1426306 RG / TO 
Tocantins (RPPS-TO). Depois de muitos anos de contribuição ao 
sistema de Previdência do Estado, precisamente em junho de 
2001, a Lei Estadual n. 1.246 excluiu os servidores 
remanescentes do Estado de Goiás não efetivos, estabilizados 
ou não, do seu regime próprio, transferindo-os para o Regime 
Geral de Previdência Social (RGPS), pelo qual muitos 
servidores se aposentaram.
7. Como houve contribuição ao regime próprio de 
previdência do Estado de Tocantins por, pelo menos, 12 anos, é 
evidente que esses servidores, ainda que não efetivados, mas 
estáveis no serviço público, vinculam-se a esse regime, porque, 
de outro modo, as contribuições seriam vertidas sem sequer 
haver expectativa de contraprestação de benefício. Essa situação 
jurídica de vinculação a um instituto de previdência não 
poderia ser desconsiderada, com a transferência pura e simples 
de todos esses servidores para o Regime Geral da Previdência 
Social, sem que tivessem a oportunidade de aderir ou 
manifestar sua vontade de se vincularem a tal regime geral. A 
transferência do RPPS para o RGPS não poderia operar sem a 
aquiescência do segurado, porque isso importa violar o 
princípio da segurança jurídica, mais especificamente o 
princípio da confiança objetiva.
8. Devem ser aplicados aos servidores estáveis não 
efetivos os mesmos direitos dos efetivos, como bem se 
pronunciou a Advocacia Geral da União, no Parecer Nº - GM — 
030, no Processo Nº - 00001.005869/2001-20, de Origem do 
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, e aprovado 
com efeito vinculativo pelo Presidente da República.
9. A Lei Estadual n. 1.246/2001 do Estado de Tocantins, 
posteriormente revogada pela Lei n. 1.614/2005, que 
simplesmente transferiu todos os servidores estabilizados para 
o Regime Geral da Previdência Social, é malferidora desse 
direito de permanência no Regime Próprio de Previdência do 
Estado do Tocantins. Atualmente, a Lei Estadual n. 2.726/2013 
de Tocantins, incluiu como segurados do Regime Próprio de 
Previdência Social (RPPS-TO), os servidores remanescentes do 
4 
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Tocantins (RPPS-TO). Depois de muitos anos de contribuição ao 
sistema de Previdência do Estado, precisamente em junho de 
2001, a Lei Estadual n. 1.246 excluiu os servidores 
remanescentes do Estado de Goiás não efetivos, estabilizados 
ou não, do seu regime próprio, transferindo-os para o Regime 
Geral de Previdência Social (RGPS), pelo qual muitos 
servidores se aposentaram.
7. Como houve contribuição ao regime próprio de 
previdência do Estado de Tocantins por, pelo menos, 12 anos, é 
evidente que esses servidores, ainda que não efetivados, mas 
estáveis no serviço público, vinculam-se a esse regime, porque, 
de outro modo, as contribuições seriam vertidas sem sequer 
haver expectativa de contraprestação de benefício. Essa situação 
jurídica de vinculação a um instituto de previdência não 
poderia ser desconsiderada, com a transferência pura e simples 
de todos esses servidores para o Regime Geral da Previdência 
Social, sem que tivessem a oportunidade de aderir ou 
manifestar sua vontade de se vincularem a tal regime geral. A 
transferência do RPPS para o RGPS não poderia operar sem a 
aquiescência do segurado, porque isso importa violar o 
princípio da segurança jurídica, mais especificamente o 
princípio da confiança objetiva.
8. Devem ser aplicados aos servidores estáveis não 
efetivos os mesmos direitos dos efetivos, como bem se 
pronunciou a Advocacia Geral da União, no Parecer Nº - GM — 
030, no Processo Nº - 00001.005869/2001-20, de Origem do 
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, e aprovado 
com efeito vinculativo pelo Presidente da República.
9. A Lei Estadual n. 1.246/2001 do Estado de Tocantins, 
posteriormente revogada pela Lei n. 1.614/2005, que 
simplesmente transferiu todos os servidores estabilizados para 
o Regime Geral da Previdência Social, é malferidora desse 
direito de permanência no Regime Próprio de Previdência do 
Estado do Tocantins. Atualmente, a Lei Estadual n. 2.726/2013 
de Tocantins, incluiu como segurados do Regime Próprio de 
Previdência Social (RPPS-TO), os servidores remanescentes do 
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Manifestação sobre a Repercussão GeralRE 1426306 RG / TO 
serviço público de Goiás em exercício no Estado de Tocantins, 
incluindo o servidor público estabilizado, o que tenha 
adquirido este status por efeito do art. 19 do ADCT.
10. Essa é mais uma razão para julgar-se procedente o 
pedido formulado na inicial, porque a injustiça da transferência 
de servidores ao RGPS voltou a ser corrigida, mas não alcançou 
significativo número de servidores que, no RGPS, se 
aposentaram, com proventos desvinculados da remuneração do 
cargo (ou emprego) público, sobre o qual contribuíram ao 
IGPREV e nele deveriam permanecer, porque a submissão ao 
RPPS não dependia da efetividade no cargo (ou emprego), mas 
da estabilidade no serviço público, que lhes foi assegurada por 
disposição de quilate constitucional.
11. Tal como o instituto de previdência do Tocantins e o 
INSS procederam às compensações financeiras com a 
transferência dos servidores do RPPS para o RGPS, assim 
devem proceder às compensações nesse retorno.
12.Apelação do IGEPREV/TO, apelação do INSS e remessa 
oficial desprovidas.” (eDOC. 15, fls. 27-28)
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados (eDOC. 22).
Na presente sede recursal, o INSS aponta violação dos arts. 5º, 
XXXVI, 37, II, e 40, § 13, da Constituição Federal, e art. 19 do ADCT 
(eDOC. 24). No tocante à configuração de repercussão geral, aduz que 
esta Suprema Corte no RE 661.256/DF, já reconheceu a repercussão geral da 
matéria relativa à desaposentação.
Para amparar sua pretensão, afirma que a Corte Federal olvida do teor 
do art. 18, §2º, da Lei 8.213/91, bem como do julgamento dos Recursos 
Extraordinários nº 381.367, 661.256 e 827.833, sob a sistemática de repercussão 
geral, no sentido da impossibilidade da Desaposentação, por evidente ausência de 
amparo constitucional e legal para tanto.
Defende que os sujeitos da relação jurídica decorrente do ato não podem 
simplesmente exigir a sua alteração, principalmente quando a opção feita for 
onerosa para uma das partes, sob pena de ofensa ao ato jurídico perfeito.
Sustenta, em síntese, que os artigos 37, II, c/c o art. 40, § 13, ambos da 
5 
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serviço público de Goiás em exercício no Estado de Tocantins, 
incluindo o servidor público estabilizado, o que tenha 
adquirido este status por efeito do art. 19 do ADCT.
10. Essa é mais uma razão para julgar-se procedente o 
pedido formulado na inicial, porque a injustiça da transferência 
de servidores ao RGPS voltou a ser corrigida, mas não alcançou 
significativo número de servidores que, no RGPS, se 
aposentaram, com proventos desvinculados da remuneração do 
cargo (ou emprego) público, sobre o qual contribuíram ao 
IGPREV e nele deveriam permanecer, porque a submissão ao 
RPPS não dependia da efetividade no cargo (ou emprego), mas 
da estabilidade no serviço público, que lhes foi assegurada por 
disposição de quilate constitucional.
11. Tal como o instituto de previdência do Tocantins e o 
INSS procederam às compensações financeiras com a 
transferência dos servidores do RPPS para o RGPS, assim 
devem proceder às compensações nesse retorno.
12.Apelação do IGEPREV/TO, apelação do INSS e remessa 
oficial desprovidas.” (eDOC. 15, fls. 27-28)
Opostos embargos de declaração, foram rejeitados (eDOC. 22).
Na presente sede recursal, o INSS aponta violação dos arts. 5º, 
XXXVI, 37, II, e 40, § 13, da Constituição Federal, e art. 19 do ADCT 
(eDOC. 24). No tocante à configuração de repercussão geral, aduz que 
esta Suprema Corte no RE 661.256/DF, já reconheceu a repercussão geral da 
matéria relativa à desaposentação.
Para amparar sua pretensão, afirma que a Corte Federal olvida do teor 
do art. 18, §2º, da Lei 8.213/91, bem como do julgamento dos Recursos 
Extraordinários nº 381.367, 661.256 e 827.833, sob a sistemática de repercussão 
geral, no sentido da impossibilidade da Desaposentação, por evidente ausência de 
amparo constitucional e legal para tanto.
Defende que os sujeitos da relação jurídica decorrente do ato não podem 
simplesmente exigir a sua alteração, principalmente quando a opção feita for 
onerosa para uma das partes, sob pena de ofensa ao ato jurídico perfeito.
Sustenta, em síntese, que os artigos 37, II, c/c o art. 40, § 13, ambos da 
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RE 1426306 RG / TO 
CF/88, c/c o art. 19 da ADCT, evidenciam que aquele(a) que ingressou no serviço 
público, por mais que estabilizado por força do art. 19 da ADCT, não ocupa cargo 
efetivo quando não ingresse através de concurso público (art. 37, II, CF/88). 
Consequentemente, deve lhe ser aplicado o Regime Geral de Previdência Social 
(art. 40, §13, da CF/88).
Por fim, afirma não ser lícito a recorrida obter aposentadoria mais 
vantajosa pelo IGEPREV/TO desprezando todos os valores já pagos pelo INSS ao 
longo de anos, os quais, a rigor, ainda teriam que ser objeto de compensação . Por 
essa razão, na eventual hipótese de se admitir o pedido, só se poderia 
aceitá-lo com efeitos ex tunc, cabendo à parte autora a devolução dos valores 
recebidos, ou seja, a retirada dos efeitos jurídicos do ato que se quer desconstituir.
Requer o conhecimento e provimento do recurso extraordinário, 
para julgar improcedentes os pedidos iniciais da parte autora.
Por sua vez, o IGEPREV/TO aponta violação do art. 40 da 
Constituição da República, e do art. 19, caput, e § 1º, do ADCT (eDOC. 29).
No tocante à configuração de repercussão geral, o recorrente pontua 
que (i) a questão constitucional extrapola os limites subjetivos da lide, 
implicando nítido abalo econômico e jurídico; (ii) jurídico, pois, ao concluir 
pelo direito dos servidores estabilizados a fazerem parte do Regime Próprio de 
Previdência, o Tribunal de origem ampliou a aplicação da norma 
constitucional, beneficiando quem expressamente foi excluído; e (iii) econômico, 
uma vez que o retorno dos servidores ao Regime Próprio de Previdência implica 
grave ônus ao Erário Público, interferindo negativamente no equilíbrio atuarial 
do sistema.
No mérito, assevera que a autora é servidora com estabilidade 
excepcional por força do art. 19 do ADCT, e não servidora ocupante de 
cargo efetivo criado por lei, cuja investidura se dá através de concurso público. 
Por essa razão, pela interpretação literal do art. 40 da Constituição Federal, 
verificado silêncio eloquente da norma, a recorrida não estaria abrangida 
pelo Regime Previdenciário do Estado, mas sim pelo Regime Geral do INSS.
Aponta que o Supremo Tribunal Federal já decidiu que o servidor 
que preenche as condições exigidas pelo art. 19 do ADCT é estável no 
emprego para o qual foi contratado pela Administração, mas não é 
6 
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CF/88, c/c o art. 19 da ADCT, evidenciam que aquele(a) que ingressou no serviço 
público, por mais que estabilizado por força do art. 19 da ADCT,não ocupa cargo 
efetivo quando não ingresse através de concurso público (art. 37, II, CF/88). 
Consequentemente, deve lhe ser aplicado o Regime Geral de Previdência Social 
(art. 40, §13, da CF/88).
Por fim, afirma não ser lícito a recorrida obter aposentadoria mais 
vantajosa pelo IGEPREV/TO desprezando todos os valores já pagos pelo INSS ao 
longo de anos, os quais, a rigor, ainda teriam que ser objeto de compensação . Por 
essa razão, na eventual hipótese de se admitir o pedido, só se poderia 
aceitá-lo com efeitos ex tunc, cabendo à parte autora a devolução dos valores 
recebidos, ou seja, a retirada dos efeitos jurídicos do ato que se quer desconstituir.
Requer o conhecimento e provimento do recurso extraordinário, 
para julgar improcedentes os pedidos iniciais da parte autora.
Por sua vez, o IGEPREV/TO aponta violação do art. 40 da 
Constituição da República, e do art. 19, caput, e § 1º, do ADCT (eDOC. 29).
No tocante à configuração de repercussão geral, o recorrente pontua 
que (i) a questão constitucional extrapola os limites subjetivos da lide, 
implicando nítido abalo econômico e jurídico; (ii) jurídico, pois, ao concluir 
pelo direito dos servidores estabilizados a fazerem parte do Regime Próprio de 
Previdência, o Tribunal de origem ampliou a aplicação da norma 
constitucional, beneficiando quem expressamente foi excluído; e (iii) econômico, 
uma vez que o retorno dos servidores ao Regime Próprio de Previdência implica 
grave ônus ao Erário Público, interferindo negativamente no equilíbrio atuarial 
do sistema.
No mérito, assevera que a autora é servidora com estabilidade 
excepcional por força do art. 19 do ADCT, e não servidora ocupante de 
cargo efetivo criado por lei, cuja investidura se dá através de concurso público. 
Por essa razão, pela interpretação literal do art. 40 da Constituição Federal, 
verificado silêncio eloquente da norma, a recorrida não estaria abrangida 
pelo Regime Previdenciário do Estado, mas sim pelo Regime Geral do INSS.
Aponta que o Supremo Tribunal Federal já decidiu que o servidor 
que preenche as condições exigidas pelo art. 19 do ADCT é estável no 
emprego para o qual foi contratado pela Administração, mas não é 
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RE 1426306 RG / TO 
efetivo, e por isso não pode ser equiparado ao servidor público efetivo no 
que diz respeito aos efeitos legais.
Argumenta não ser possível conceder o mesmo tratamento jurídico — 
ainda mais quando a Constituição e a lei tratam de forma diversa — [a] pessoas 
em situações jurídicas distintas. Pensamento contrário, afirma, acarretaria 
nítida afronta ao princípio da igualdade e da moralidade, por implicar 
privilégio não aceito nem autorizado pelo ordenamento constitucional a quem 
não se submeteu ao mesmo processo de seleção do concursado.
Requer o conhecimento e provimento de seu recurso extraordinário, 
a fim de julgar improcedente os pedidos da exordial.
A recorrida apresenta contrarrazões pugnando pelo não 
conhecimento do extraordinário ante a ausência de demonstração da 
repercussão geral. Assenta distinção da tese de desaposentação com a 
concessão do benefício que a parte autora entende correto e incorporado a seu 
patrimônio jurídico, pois não busca o cômputo de períodos/contribuições 
posteriores à aposentação.
Quanto ao mérito, aduz que o acórdão combatido está em 
consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmada 
no RE 836.189/TO, bem como com o que foi decidido na ADI 4.876/MG.
Cita o PARECER/MPS/CJ/Nº 3.333/2004, cuja conclusão vinculante 
foi no sentido de que os servidores públicos estabilizados (art. 19 do ADCT), 
por estarem submetidos a regime estatutário (...) são filiados a regime próprio de 
previdência.
Por fim, requer seja desprovido o recurso extraordinário, com a 
manutenção do acórdão recorrido (eDOC. 26).
A Vice-Presidência do Tribunal Regional Federal da 1ª Região 
admitiu o extraordinário do IGEPREV/TO (eDOC. 34) e, no tocante ao 
apelo extremo do INSS, admitiu-o em parte. Considerou, no ponto, que 
os argumentos sobre a desaposentação e a inobservância do art. 18, § 2º, 
da Lei 8.213/1991 encontrariam óbice nas Súmulas 284 e 636 do STF. No 
mais, admitiu o recurso referente à transposição para o regime estatutário de 
servidores celetistas com a estabilidade adquirida com base no art. 19 do ADCT 
(eDOC. 33).
7 
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efetivo, e por isso não pode ser equiparado ao servidor público efetivo no 
que diz respeito aos efeitos legais.
Argumenta não ser possível conceder o mesmo tratamento jurídico — 
ainda mais quando a Constituição e a lei tratam de forma diversa — [a] pessoas 
em situações jurídicas distintas. Pensamento contrário, afirma, acarretaria 
nítida afronta ao princípio da igualdade e da moralidade, por implicar 
privilégio não aceito nem autorizado pelo ordenamento constitucional a quem 
não se submeteu ao mesmo processo de seleção do concursado.
Requer o conhecimento e provimento de seu recurso extraordinário, 
a fim de julgar improcedente os pedidos da exordial.
A recorrida apresenta contrarrazões pugnando pelo não 
conhecimento do extraordinário ante a ausência de demonstração da 
repercussão geral. Assenta distinção da tese de desaposentação com a 
concessão do benefício que a parte autora entende correto e incorporado a seu 
patrimônio jurídico, pois não busca o cômputo de períodos/contribuições 
posteriores à aposentação.
Quanto ao mérito, aduz que o acórdão combatido está em 
consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmada 
no RE 836.189/TO, bem como com o que foi decidido na ADI 4.876/MG.
Cita o PARECER/MPS/CJ/Nº 3.333/2004, cuja conclusão vinculante 
foi no sentido de que os servidores públicos estabilizados (art. 19 do ADCT), 
por estarem submetidos a regime estatutário (...) são filiados a regime próprio de 
previdência.
Por fim, requer seja desprovido o recurso extraordinário, com a 
manutenção do acórdão recorrido (eDOC. 26).
A Vice-Presidência do Tribunal Regional Federal da 1ª Região 
admitiu o extraordinário do IGEPREV/TO (eDOC. 34) e, no tocante ao 
apelo extremo do INSS, admitiu-o em parte. Considerou, no ponto, que 
os argumentos sobre a desaposentação e a inobservância do art. 18, § 2º, 
da Lei 8.213/1991 encontrariam óbice nas Súmulas 284 e 636 do STF. No 
mais, admitiu o recurso referente à transposição para o regime estatutário de 
servidores celetistas com a estabilidade adquirida com base no art. 19 do ADCT 
(eDOC. 33).
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RE 1426306 RG / TO 
Destaco que em relação à parte não admitida, o INSS interpôs 
agravo (eDOC. 40) dirigido a esta Corte, por entender necessária a 
admissão total do seu recurso extraordinário.
É o relatório.
Primeiramente, consabido que o juízo de admissibilidade a quo nãovincula nem torna precluso o reexame da matéria pelo juízo ad quem, uma 
vez estabelecido pelo parágrafo único do art. 1.034 do CPC/2015 que: 
Admitido o recurso extraordinário ou o recurso especial por um fundamento, 
devolve-se ao tribunal superior o conhecimento dos demais fundamentos para 
a solução do capítulo impugnado.
No preciso dizer de Barbosa Moreira (BARBOSA MOREIRA, José 
Carlos. Comentários ao Código de Processo Civil - vol. 5. 10. ed. Rio de 
Janeiro: Forense, 2002 p. 265-266), entendimento aplicável ao Código de 
Processo Civil de 2015, o juízo de admissibilidade proferido pelo órgão 
perante o qual interposto o recurso não basta para assegurar a obtenção 
do novo julgamento perseguido, seja pela possibilidade de advir algum 
fato que torne inadmissível o recurso, seja por não ficar preclusa a 
reapreciação da matéria pelo órgão ad quem, que procederá livremente 
ao controle da admissibilidade, inclusive para declarar insatisfeito 
algum ou mais de um dos pressupostos tidos, no juízo a quo, como 
cumpridos.
O agravo em recurso extraordinário manejado pelo Instituto 
Nacional de Seguro Social – INSS (eDOC. 40) merece ser conhecido, tendo 
em vista devidamente impugnados os fundamentos da decisão proferida 
pela Vice-Presidência do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, no 
entanto, o apelo extremo a que ele se refere não comporta conhecimento 
(eDOC. 24). 
É que não foi demonstrada, em referido recurso extraordinário 
interposto de acórdão cuja publicação se deu após a Emenda Regimental 
nº 21, de 30.4.2007, a repercussão geral da matéria constitucional versada 
no apelo extremo.
O preenchimento desse requisito demanda a demonstração, no caso 
concreto, da existência de questões relevantes do ponto de vista 
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Destaco que em relação à parte não admitida, o INSS interpôs 
agravo (eDOC. 40) dirigido a esta Corte, por entender necessária a 
admissão total do seu recurso extraordinário.
É o relatório.
Primeiramente, consabido que o juízo de admissibilidade a quo não 
vincula nem torna precluso o reexame da matéria pelo juízo ad quem, uma 
vez estabelecido pelo parágrafo único do art. 1.034 do CPC/2015 que: 
Admitido o recurso extraordinário ou o recurso especial por um fundamento, 
devolve-se ao tribunal superior o conhecimento dos demais fundamentos para 
a solução do capítulo impugnado.
No preciso dizer de Barbosa Moreira (BARBOSA MOREIRA, José 
Carlos. Comentários ao Código de Processo Civil - vol. 5. 10. ed. Rio de 
Janeiro: Forense, 2002 p. 265-266), entendimento aplicável ao Código de 
Processo Civil de 2015, o juízo de admissibilidade proferido pelo órgão 
perante o qual interposto o recurso não basta para assegurar a obtenção 
do novo julgamento perseguido, seja pela possibilidade de advir algum 
fato que torne inadmissível o recurso, seja por não ficar preclusa a 
reapreciação da matéria pelo órgão ad quem, que procederá livremente 
ao controle da admissibilidade, inclusive para declarar insatisfeito 
algum ou mais de um dos pressupostos tidos, no juízo a quo, como 
cumpridos.
O agravo em recurso extraordinário manejado pelo Instituto 
Nacional de Seguro Social – INSS (eDOC. 40) merece ser conhecido, tendo 
em vista devidamente impugnados os fundamentos da decisão proferida 
pela Vice-Presidência do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, no 
entanto, o apelo extremo a que ele se refere não comporta conhecimento 
(eDOC. 24). 
É que não foi demonstrada, em referido recurso extraordinário 
interposto de acórdão cuja publicação se deu após a Emenda Regimental 
nº 21, de 30.4.2007, a repercussão geral da matéria constitucional versada 
no apelo extremo.
O preenchimento desse requisito demanda a demonstração, no caso 
concreto, da existência de questões relevantes do ponto de vista 
8 
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
RE 1426306 RG / TO 
econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses 
subjetivos do processo (art. 1.035, §§ 1º e 2º, do CPC/2015). A afirmação 
genérica da existência de repercussão geral ou a simples indicação de 
tema ou precedente desta Suprema Corte são insuficientes para o 
atendimento do pressuposto. 
A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que deficiência 
de fundamentação da preliminar acarreta a inadmissibilidade do recurso 
extraordinário, mesmo nos casos de repercussão geral presumida ou 
reconhecida em outro processo. Nesse sentido:
“QUESTÃO DE ORDEM. RECONHECIMENTO, PELO 
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DA PRESENÇA DA 
REPERCUSSÃO GERAL EM DETERMINADO PROCESSO. 
PRELIMINAR FORMAL E FUNDAMENTADA DE 
REPERCUSSÃO GERAL NOS OUTROS RECURSOS QUE 
TRATEM DO MESMO TEMA. EXIGIBILIDADE. 
1. Questão de ordem resolvida no sentido de que o 
reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, da presença 
da repercussão geral da questão constitucional em 
determinado processo não exime os demais recorrentes do 
dever constitucional e processual de apresentar a preliminar 
devidamente fundamentada sobre a presença da repercussão 
geral (§ 3º do art. 102 da Constituição Republicana e § 2º do 
art. 543-A do CPC). 
2. Agravo regimental desprovido.” 
(ARE 663.637-AgR-QO/MG, Rel. Min. Ayres Britto, 
Tribunal Pleno, DJe 06.5.2013).
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 
Repercussão geral não demonstrada. Requisito de 
admissibilidade. Precedentes. 
1. A ausência de argumentação expressa, formal e 
objetivamente articulada pela parte recorrente para 
demonstrar, nas razões do recurso extraordinário, a existência 
de repercussão geral da matéria suscitada, inviabiliza o exame 
do referido recurso mesmo na hipótese de repercussão geral 
9 
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econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses 
subjetivos do processo (art. 1.035, §§ 1º e 2º, do CPC/2015). A afirmação 
genérica da existência de repercussão geral ou a simples indicação de 
tema ou precedente desta Suprema Corte são insuficientes para o 
atendimento do pressuposto. 
A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que deficiência 
de fundamentação da preliminar acarreta a inadmissibilidade do recurso 
extraordinário, mesmo nos casos de repercussão geral presumida ou 
reconhecida em outro processo. Nesse sentido:
“QUESTÃO DE ORDEM. RECONHECIMENTO, PELO 
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DA PRESENÇA DA 
REPERCUSSÃO GERAL EM DETERMINADO PROCESSO. 
PRELIMINAR FORMAL E FUNDAMENTADA DE 
REPERCUSSÃO GERAL NOS OUTROS RECURSOS QUE 
TRATEM DO MESMO TEMA. EXIGIBILIDADE. 
1. Questão de ordem resolvida no sentido de que o 
reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, da presença 
da repercussão geral da questão constitucional em 
determinado processo não exime os demais recorrentes do 
dever constitucional e processual de apresentar a preliminar 
devidamente fundamentadasobre a presença da repercussão 
geral (§ 3º do art. 102 da Constituição Republicana e § 2º do 
art. 543-A do CPC). 
2. Agravo regimental desprovido.” 
(ARE 663.637-AgR-QO/MG, Rel. Min. Ayres Britto, 
Tribunal Pleno, DJe 06.5.2013).
“Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 
Repercussão geral não demonstrada. Requisito de 
admissibilidade. Precedentes. 
1. A ausência de argumentação expressa, formal e 
objetivamente articulada pela parte recorrente para 
demonstrar, nas razões do recurso extraordinário, a existência 
de repercussão geral da matéria suscitada, inviabiliza o exame 
do referido recurso mesmo na hipótese de repercussão geral 
9 
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RE 1426306 RG / TO 
presumida ou já reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal 
em outro feito. 
2. Agravo regimental não provido, com imposição de 
multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 
1.021, § 4º, do CPC). 
3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios 
pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado 
em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos 
termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados 
os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual 
concessão de justiça gratuita.” 
(ARE 1.135.507-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal 
Pleno, DJe 20.11.2018)
“DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA 
DA PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. 
REQUISITO RECURSAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 1.035, §§ 
1º E 2º, DO CPC. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU 
RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA 
APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA 
REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO NÃO PROVIDO.
1. As razões do agravo interno não se mostram aptas a 
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
2. Não houve, no recurso extraordinário interposto de 
acórdão cuja publicação se deu após a Emenda Regimental nº 
21, de 30.4.2007, demonstração da existência de repercussão 
geral. Inobservância do art. 1.035, §§ 1º e 2º, do CPC. O 
preenchimento desse requisito demanda a efetiva 
demonstração, no caso concreto, da existência de questões 
relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou 
jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos do processo 
(art. 1.035, §§ 1º e 2º, do CPC). A jurisprudência desta Corte é 
firme no sentido de que ausência da preliminar acarreta a 
inadmissibilidade do recurso extraordinário, mesmo nos casos 
de repercussão geral presumida ou reconhecida em outro 
processo. 
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RE 1426306 RG / TO 
presumida ou já reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal 
em outro feito. 
2. Agravo regimental não provido, com imposição de 
multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 
1.021, § 4º, do CPC). 
3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios 
pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado 
em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos 
termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados 
os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual 
concessão de justiça gratuita.” 
(ARE 1.135.507-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal 
Pleno, DJe 20.11.2018)
“DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA 
DA PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. 
REQUISITO RECURSAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 1.035, §§ 
1º E 2º, DO CPC. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU 
RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA 
APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA 
REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO NÃO PROVIDO.
1. As razões do agravo interno não se mostram aptas a 
infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
2. Não houve, no recurso extraordinário interposto de 
acórdão cuja publicação se deu após a Emenda Regimental nº 
21, de 30.4.2007, demonstração da existência de repercussão 
geral. Inobservância do art. 1.035, §§ 1º e 2º, do CPC. O 
preenchimento desse requisito demanda a efetiva 
demonstração, no caso concreto, da existência de questões 
relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou 
jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos do processo 
(art. 1.035, §§ 1º e 2º, do CPC). A jurisprudência desta Corte é 
firme no sentido de que ausência da preliminar acarreta a 
inadmissibilidade do recurso extraordinário, mesmo nos casos 
de repercussão geral presumida ou reconhecida em outro 
processo. 
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RE 1426306 RG / TO 
3. Agravo interno conhecido e não provido.”
(ARE 1.419.616-AgR/MS, de minha relatoria, Tribunal 
Pleno, DJe 05.5.2023)
Na espécie, a autarquia federal, em suas razões recursais, limita-se a 
afirmar a presença de repercussão geral da matéria em um único 
parágrafo, sem desenvolvimento dialético de fundamentos, referindo-se, 
para tanto, a precedente qualificado absolutamente inaplicável ao caso. 
Ressalto que a deficiência da preliminar de repercussão geral nas 
razões do recurso extraordinário não pode ser suprida por meio de 
posterior veiculação nas razões do agravo de instrumento, alcançada pelo 
manto da preclusão consumativa.
Em síntese: não conheço do recurso extraordinário manejado pelo 
Instituto Nacional de Seguro Social – INSS (eDOC. 24).
No tocante ao apelo extremo interposto pelo INSTITUTO DE GESTÃO 
PREVIDENCIÁRIA DO ESTADO DO TOCANTINS – IGEPREV/TO, presentes os 
pressupostos recursais intrínsecos e extrínsecos, conheço do recurso e 
passo ao exame quanto à existência de repercussão geral da questão 
constitucional suscitada.
Inicialmente verifico a existência de questão constitucional.
Em análise no presente caso o direito de servidores não efetivos, 
mas estáveis pela regra do art. 19 do ADCT, de serem convertidos ao 
regime próprio do Estado de Tocantins, após terem sido aposentados 
com vínculo no regime geral de previdência social, sob a 
responsabilidade do INSS.
Anoto, desde logo, que a presente discussão jurídica, ao contrário do 
sustentado pelo INSS, não se confunde com o objeto do RE 661.256/SC, 
Rel. p/ acórdão Min. Dias Toffoli, processado e julgado sob a sistemática da 
repercussão geral, no qual se fixou a seguinte tese:
“No âmbito do Regime Geral de Previdência Social - 
RGPS, somente lei pode criar benefícios e vantagens 
previdenciárias, não havendo, por ora, previsão legal do direito 
à 'desaposentação' ou à ‘reaposentação’, sendo constitucional a 
11 
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RE 1426306 RG / TO 
3. Agravo interno conhecido e não provido.”
(ARE 1.419.616-AgR/MS, de minha relatoria, Tribunal 
Pleno, DJe 05.5.2023)
Na espécie, a autarquiafederal, em suas razões recursais, limita-se a 
afirmar a presença de repercussão geral da matéria em um único 
parágrafo, sem desenvolvimento dialético de fundamentos, referindo-se, 
para tanto, a precedente qualificado absolutamente inaplicável ao caso. 
Ressalto que a deficiência da preliminar de repercussão geral nas 
razões do recurso extraordinário não pode ser suprida por meio de 
posterior veiculação nas razões do agravo de instrumento, alcançada pelo 
manto da preclusão consumativa.
Em síntese: não conheço do recurso extraordinário manejado pelo 
Instituto Nacional de Seguro Social – INSS (eDOC. 24).
No tocante ao apelo extremo interposto pelo INSTITUTO DE GESTÃO 
PREVIDENCIÁRIA DO ESTADO DO TOCANTINS – IGEPREV/TO, presentes os 
pressupostos recursais intrínsecos e extrínsecos, conheço do recurso e 
passo ao exame quanto à existência de repercussão geral da questão 
constitucional suscitada.
Inicialmente verifico a existência de questão constitucional.
Em análise no presente caso o direito de servidores não efetivos, 
mas estáveis pela regra do art. 19 do ADCT, de serem convertidos ao 
regime próprio do Estado de Tocantins, após terem sido aposentados 
com vínculo no regime geral de previdência social, sob a 
responsabilidade do INSS.
Anoto, desde logo, que a presente discussão jurídica, ao contrário do 
sustentado pelo INSS, não se confunde com o objeto do RE 661.256/SC, 
Rel. p/ acórdão Min. Dias Toffoli, processado e julgado sob a sistemática da 
repercussão geral, no qual se fixou a seguinte tese:
“No âmbito do Regime Geral de Previdência Social - 
RGPS, somente lei pode criar benefícios e vantagens 
previdenciárias, não havendo, por ora, previsão legal do direito 
à 'desaposentação' ou à ‘reaposentação’, sendo constitucional a 
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RE 1426306 RG / TO 
regra do art. 18, § 2º, da Lei nº 8.213/91.”
Com efeito, cumpre verificar no presente recurso se possui amparo 
constitucional a pretensão da servidora do Estado do Tocantins, com 
estabilidade excepcional pelo art. 19 do ADCT, de anular o ato que a 
excluiu do regime próprio de previdência estadual e a incluiu no regime 
geral de previdência, no qual se aposentou. Por consequência, impõe-se 
analisar se sua aposentadoria, concedida no âmbito do RGPS, pode ser 
convertida em aposentadoria por tempo de contribuição com proventos 
integrais e paridade pelo RPPS, à alegação de que o § 13 do art. 40 da 
Constituição da República não a alcança.
Eis os fundamentos da Primeira Turma do Tribunal Regional Federal 
da 1ª Região, ao negar provimento aos recursos de apelação e à remessa 
necessária e, consequentemente, manter a sentença de procedência:
“O regime jurídico entre a Administração Pública e seus 
servidores deve ser único (art. 39 da CF/88), e com o advento da 
Emenda Constitucional n. 20, de 1998, determinou-se que aos 
servidores titulares de cargo efetivo, nos termos do art. 40, 
caput, o regime de previdência passa a ser de caráter 
contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo 
ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, 
mas isso apenas a partir da referida emenda, que, como todo 
ato legislativo superveniente, deve respeitar o ato jurídico 
perfeito, como foi a inclusão anterior dos servidores 
estabilizados pelo art. 19 do ADCT no regime próprio de 
previdência de Tocantins.
Na redação original da Constituição, no referido art. 40, 
havia previsão de que a lei disporia sobre a aposentadoria em 
cargos ou empregos temporários (§ 2º), não se inferindo, daí, 
que o servidor estável, mas não efetivo e beneficiário do art. 
19 do ADCT devesse ser excluído do regime próprio e, 
portanto, de que estivesse submetido ao regime geral da 
Previdência Social.
(...)
12 
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regra do art. 18, § 2º, da Lei nº 8.213/91.”
Com efeito, cumpre verificar no presente recurso se possui amparo 
constitucional a pretensão da servidora do Estado do Tocantins, com 
estabilidade excepcional pelo art. 19 do ADCT, de anular o ato que a 
excluiu do regime próprio de previdência estadual e a incluiu no regime 
geral de previdência, no qual se aposentou. Por consequência, impõe-se 
analisar se sua aposentadoria, concedida no âmbito do RGPS, pode ser 
convertida em aposentadoria por tempo de contribuição com proventos 
integrais e paridade pelo RPPS, à alegação de que o § 13 do art. 40 da 
Constituição da República não a alcança.
Eis os fundamentos da Primeira Turma do Tribunal Regional Federal 
da 1ª Região, ao negar provimento aos recursos de apelação e à remessa 
necessária e, consequentemente, manter a sentença de procedência:
“O regime jurídico entre a Administração Pública e seus 
servidores deve ser único (art. 39 da CF/88), e com o advento da 
Emenda Constitucional n. 20, de 1998, determinou-se que aos 
servidores titulares de cargo efetivo, nos termos do art. 40, 
caput, o regime de previdência passa a ser de caráter 
contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo 
ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, 
mas isso apenas a partir da referida emenda, que, como todo 
ato legislativo superveniente, deve respeitar o ato jurídico 
perfeito, como foi a inclusão anterior dos servidores 
estabilizados pelo art. 19 do ADCT no regime próprio de 
previdência de Tocantins.
Na redação original da Constituição, no referido art. 40, 
havia previsão de que a lei disporia sobre a aposentadoria em 
cargos ou empregos temporários (§ 2º), não se inferindo, daí, 
que o servidor estável, mas não efetivo e beneficiário do art. 
19 do ADCT devesse ser excluído do regime próprio e, 
portanto, de que estivesse submetido ao regime geral da 
Previdência Social.
(...)
12 
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Manifestação sobre a Repercussão Geral
RE 1426306 RG / TO 
Depois de muitos anos de contribuição ao sistema de 
Previdência do Estado, precisamente em junho de 2001, a Lei 
Estadual n. 1.246 excluiu os servidores remanescentes do 
Estado de Goiás não efetivos, estabilizados ou não, do seu 
regime próprio, transferindo-os para o Regime Geral de 
Previdência Social (RGPS), pelo qual muitos servidores se 
aposentaram.
(...)
Assim, foram pelo menos 12 anos de contribuição e, como 
houve contribuição ao Regime Próprio de Previdência do 
Estado de Tocantins, é evidente que esses servidores, ainda que 
não efetivados, mas estáveis no serviço público, vinculavam-se 
a esse regime, porque, de outro modo, as contribuições seriam 
vertidas ao RPPS sem sequer haver expectativa de 
contraprestação de benefício pelo mesmo sistema.
(...)
Faz-se necessário, no caso dos autos, a observância dos 
princípios da segurança jurídica e da proteção da confiança, 
subprincípios do Estado de Direito, e da consequente 
necessidade de estabilidade das situações jurídicas criadaspela 
própria Administração ao incluir a parte autora em um regime 
próprio de previdência e depois transferi-la para o regime geral.
Entendo que a Lei Estadual n. 1.246/2001 do Estado de 
Tocantins, posteriormente revogada pela Lei n. 1.614/2005, que 
simplesmente transferiu todos os servidores estabilizados para 
o Regime Geral da Previdência Social, é malferidora desse 
direito de permanência no Regime Próprio de Previdência do 
Estado do Tocantins.
Em verdade, a transferência do RPPS para o RGPS não 
poderia operar sem a aquiescência do segurado, porque isso 
importa violar o princípio da segurança jurídica, mais 
especificamente o princípio da confiança objetiva, porque uma 
vez assegurados aos empregados públicos a estabilidade no 
serviço público, por mandamento constitucional (art. 19 do 
ADCT), e tendo ingressado e permanecido no RPPS por longos 
anos, a legislação superveniente findou por alterar as 
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Depois de muitos anos de contribuição ao sistema de 
Previdência do Estado, precisamente em junho de 2001, a Lei 
Estadual n. 1.246 excluiu os servidores remanescentes do 
Estado de Goiás não efetivos, estabilizados ou não, do seu 
regime próprio, transferindo-os para o Regime Geral de 
Previdência Social (RGPS), pelo qual muitos servidores se 
aposentaram.
(...)
Assim, foram pelo menos 12 anos de contribuição e, como 
houve contribuição ao Regime Próprio de Previdência do 
Estado de Tocantins, é evidente que esses servidores, ainda que 
não efetivados, mas estáveis no serviço público, vinculavam-se 
a esse regime, porque, de outro modo, as contribuições seriam 
vertidas ao RPPS sem sequer haver expectativa de 
contraprestação de benefício pelo mesmo sistema.
(...)
Faz-se necessário, no caso dos autos, a observância dos 
princípios da segurança jurídica e da proteção da confiança, 
subprincípios do Estado de Direito, e da consequente 
necessidade de estabilidade das situações jurídicas criadas pela 
própria Administração ao incluir a parte autora em um regime 
próprio de previdência e depois transferi-la para o regime geral.
Entendo que a Lei Estadual n. 1.246/2001 do Estado de 
Tocantins, posteriormente revogada pela Lei n. 1.614/2005, que 
simplesmente transferiu todos os servidores estabilizados para 
o Regime Geral da Previdência Social, é malferidora desse 
direito de permanência no Regime Próprio de Previdência do 
Estado do Tocantins.
Em verdade, a transferência do RPPS para o RGPS não 
poderia operar sem a aquiescência do segurado, porque isso 
importa violar o princípio da segurança jurídica, mais 
especificamente o princípio da confiança objetiva, porque uma 
vez assegurados aos empregados públicos a estabilidade no 
serviço público, por mandamento constitucional (art. 19 do 
ADCT), e tendo ingressado e permanecido no RPPS por longos 
anos, a legislação superveniente findou por alterar as 
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RE 1426306 RG / TO 
consequências jurídicas de uma relação previdenciária há muito 
estabilizada, operando uma alteração futura das consequências 
esperadas nessa relação jurídica.
(...)
Atualmente, a Lei Estadual n. 2.726/2013 de Tocantins 
incluiu como segurados do Regime Próprio de Previdência 
Social (RPPS-TO) os servidores remanescentes do antigo 
Serviço Público do Estado de Goiás em exercício no Estado de 
Tocantins, incluindo o servidor público estabilizado, vale 
dizer, o que tenha adquirido este status por efeito do art. 19 do 
ADCT, nos termos do art. 1º:
(...)
Essa é mais uma razão para se julgar procedente o pedido 
formulado na inicial, porque a injustiça da transferência de 
servidores ao RGPS voltou a ser corrigida, mas não alcançou 
significativo número de servidores que, no RGPS, se 
aposentaram, com proventos desvinculados da remuneração do 
cargo (ou emprego) público, sobre o qual contribuíram ao 
IGEPREV e nele deveriam permanecer, porque a submissão ao 
RPPS não dependia da efetividade no cargo (ou emprego), 
mas da estabilidade no serviço público, que lhes foi 
assegurada por disposição de quilate constitucional.
(...)
Na verdade, não se trata de desaposentação, como foi 
muitíssimo debatido em incontáveis casos e afinal resolvido 
pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário n. 
661256/SC, mas de simplesmente se fazer retornar ao RPPS do 
Tocantins quem foi indevidamente transferido para o RGPS, a 
cargo do INSS.
(...)
Tal como o instituto de previdência do Tocantins e o INSS 
procederam às compensações financeiras com a transferência 
dos servidores do RPPS para o RGPS, assim devem também 
proceder às compensações nesse retorno, inclusive 
considerando os proventos pagos pelo INSS ao servidor que, 
por uma ou outra razão, se aposentou nesse período, cujos 
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Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
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RE 1426306 RG / TO 
consequências jurídicas de uma relação previdenciária há muito 
estabilizada, operando uma alteração futura das consequências 
esperadas nessa relação jurídica.
(...)
Atualmente, a Lei Estadual n. 2.726/2013 de Tocantins 
incluiu como segurados do Regime Próprio de Previdência 
Social (RPPS-TO) os servidores remanescentes do antigo 
Serviço Público do Estado de Goiás em exercício no Estado de 
Tocantins, incluindo o servidor público estabilizado, vale 
dizer, o que tenha adquirido este status por efeito do art. 19 do 
ADCT, nos termos do art. 1º:
(...)
Essa é mais uma razão para se julgar procedente o pedido 
formulado na inicial, porque a injustiça da transferência de 
servidores ao RGPS voltou a ser corrigida, mas não alcançou 
significativo número de servidores que, no RGPS, se 
aposentaram, com proventos desvinculados da remuneração do 
cargo (ou emprego) público, sobre o qual contribuíram ao 
IGEPREV e nele deveriam permanecer, porque a submissão ao 
RPPS não dependia da efetividade no cargo (ou emprego), 
mas da estabilidade no serviço público, que lhes foi 
assegurada por disposição de quilate constitucional.
(...)
Na verdade, não se trata de desaposentação, como foi 
muitíssimo debatido em incontáveis casos e afinal resolvido 
pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário n. 
661256/SC, mas de simplesmente se fazer retornar ao RPPS do 
Tocantins quem foi indevidamente transferido para o RGPS, a 
cargo do INSS.
(...)
Tal como o instituto de previdência do Tocantins e o INSS 
procederam às compensações financeiras com a transferência 
dos servidores do RPPS para o RGPS, assim devem também 
proceder às compensações nesse retorno, inclusive 
considerando os proventos pagos pelo INSS ao servidor que, 
por uma ou outra razão, se aposentou nesse período, cujos 
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Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp

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