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Aula 2 – Seguridade Social. 
 
 O artigo 194 da Constituição Federal (CF), previsto no Título VIII – Da Ordem 
Social, prevê a Seguridade Social como um sistema (organização) definindo-a no seu 
“caput”: 
“ Art. 194. A seguridade social compreende um conjunto integrado de 
ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a 
ASSEGURAR os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência 
social.” 
 
 A Seguridade Social tem o intuito de proteger e garantir ao cidadão as suas 
necessidades sociais mínimas, qual seja: saúde, assistência social e previdência social. 
“Não se trata apenas da necessidade de o Estado fornecer prestações 
econômicas aos cidadãos, mas também do fornecimento de meios para 
que o indivíduo consiga suplantar as adversidades, que seja prestando 
assistência social, quer seja por meio da prestação de assistência 
sanitária. Tudo isso independente da contribuição do beneficiário. Todas 
as receitas do sistema sairão do orçamento geral do Estado, ou seja, são 
direitos garantidos pelo simples exercício da cidadania”. (HORVATH 
JUNIOR, M. Direito Previdenciário. 13.ed. São Paulo: Rideel, 2022, p. 101). 
 
 A saúde, assistência social e previdência social é um direito social 
consubstanciado no artigo 6º da CF, a qual diz: 
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o 
trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência 
social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos 
desamparados, na forma desta Constituição. (Redação dada pela 
Emenda Constitucional nº 90, de 2015) 
 
 O objetivo maior da nossa Constituição Federal é construir uma sociedade livre, 
justa e solidária, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade, com o intuito de 
erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir a desigualdade social e regional (art.3º 
CF). 
 
 Para se garantir o bem estar social e existência digna ao ser humano há que se 
resguardar pela sociedade e o Poder Público a saúde, a assistência e a previdência social. 
 
 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc90.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc90.htm
Da Saúde: 
 
 O Artigo 196 da CF dispõe: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, 
garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de 
doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para 
sua promoção, proteção e recuperação”. 
 
 No Brasil temos o Sistema Único de Saúde (SUS) é um sistema público de saúde 
que oferece serviços gratuitos e universais a todos os cidadãos brasileiros, inclusive para 
estrangeiros que não residem no País. 
 
 O acesso a saúde independe de pagamento e é irrestrito, até as pessoas ricas 
também podem utilizar do serviço público de saúde, sem qualquer contribuição para ter 
direito a este atendimento. 
 
O SUS é um dos maiores e mais complexos sistemas de saúde pública do mundo, 
e seu atendimento consiste desde uma avaliação de pressão arterial até um transplante 
de órgão, garantindo acesso integral, universal e gratuito a toda a população do País.1 
 
Da Assistência Social: 
 
 A assistência social é direito do cidadão e dever do Estado. 
“Os sujeitos protegidos são todos aqueles que não têm renda para fazer 
frente a sua própria subsistência, nem família que os ampare, ou seja 
“pobres” na acepção jurídica do termo”. (HORVATH JUNIOR, M. Direito 
Previdenciário. 13.ed. São Paulo: Rideel, 2022, p. 127). 
 
 A assistência social está prevista no artigo 203 e 204 da CF e tem o intuito de 
prestar assistência a quem dela necessitar independentemente de contribuição à 
seguridade social e tem o objetivo de resguardar a proteção à família, a maternidade, à 
infância, à adolescência e à velhice, habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de 
deficiência, redução da vulnerabilidade socioeconômica de famílias em situação de 
pobreza ou de extrema pobreza; garantir um salário mínimo de benefício mensal à 
 
1 https://www.gov.br/saude/pt-br/sus 
pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover 
à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família, conforme dispuser a lei. 
 
 No Brasil fixam o valor do salário mínimo como patamar de existência digna do 
ser humano,2 qual seja: alimentação, vestuário e moradia. 
 
 O Poder Público, portanto, garante o valor de um salário – mínimo mensal à 
pessoa com deficiência e ao idoso com 65 (sessenta e cinco) anos ou mais que 
comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção, nem de tê-la provida 
por sua família (artigo 20 da Lei 8.742/93). 
 
 Primeiramente a pessoa com deficiência ou idoso tem de buscar seus meios de 
prover sua subsistência com a sua própria família, pois, somente então, é dever do 
Estado prover, desde que comprovado o requisito de “miserabilidade”. 
 
 Para a Lei 8.742/93 – Lei Orgânica Social – LOAS, o conceito de família é o 
requerente, o cônjuge ou companheiro, os pais e, na ausência de um deles, a madrasta 
ou o padrasto, os irmãos solteiros, os filhos e enteados solteiros e os menores tutelados, 
desde que vivam sob o mesmo teto (artigo 20, § 1º). 
 
 
 O artigo 20, § 2º da Lei 8.742/93 – Lei Orgânica Social – LOAS considera-se pessoa 
com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, 
intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir 
sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais 
pessoas. 
 
 A avaliação da deficiência será realizada através de avaliação biopsicossocial, por 
meio de médico para analisar a doença (impedimento ao trabalho) e assistente social 
para avaliar as barreiras que o indivíduo se depara no meio social em que vive em 
decorrência dessa doença, na forma do artigo 20, §6º do mesmo diploma legal. 
 
 
2 HORVATH JUNIOR, M. Direito Previdenciário. 13.ed. São Paulo: Rideel, 2022, p. 103. 
 
 No que tange a comprovação do requisito miserabilidade, o artigo 20, §3º da Lei 
8.742/93 dispõe que o indivíduo deverá comprovar renda per capita família igual ou 
menor que ¼ do salário mínimo. 
 
 Portanto, para concessão desse benefício há que se comprovar o critério objetivo 
de renda per capita família de igual ou inferior a ¼ do salário mínimo. 
 
 O cálculo da renda per capita considerará a soma dos rendimentos auferidos 
mensalmente pelos membros da família que vivam sob o mesmo teto. 
 
 São excluídos da renda per capita familiar o valor de um salário mínimo percebido 
por outro ente familiar, em razão de concessão de outro benefício de prestação 
continuada ou benefício previdenciário na forma do artigo 20, § 14 da Lei 8.742/93. 
 
 No entanto, tanto o Superior Tribunal de Justiça – STJ quanto o Supremo Tribunal 
Federal – STF reconheceram que esse critério não deveria ser o único parâmetro para 
aferir a condição de hipossuficiência ou miserabilidade. 
 
 No Tema 185 do STJ e o Tema 27 do STF permitiram demonstrar a condição de 
hipossuficiência ou miserabilidade por outros meios de prova, mesmo quando a renda 
per capita do núcleo familiar for superior a ¼ do salário mínimo. 
 
 Em consonância a essas orientações jurisprudenciais, foi incluído no § 11º no 
artigo 20, da Lei 8.742/93 através da Lei 13.146/2015 que estabeleceu a possibilidade 
de outros elementos probatórios da condição de miserabilidade do grupo familiar e da 
situação de vulnerabilidade. 
 
 Posteriormente foi criado o artigo 20 – B da Lei 14.176/2021, que estabelece: 
Art. 20-B. Na avaliação de outros elementos probatórios da condição de 
miserabilidade e da situação de vulnerabilidade de que trata o § 11 do art. 
20 desta Lei, serão considerados os seguintes aspectos para ampliação do 
critério de aferição da renda familiar mensal per capita de que trata o § 
11-A do referido artigo: 
I – o grau da deficiência;.II – a dependência de terceiros para o desempenho de atividades básicas 
da vida diária; e 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8742.htm#art20%C2%A711
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8742.htm#art20%C2%A711
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8742.htm#art20%C2%A711a
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8742.htm#art20%C2%A711a
III – o comprometimento do orçamento do núcleo familiar de que trata o 
§ 3º do art. 20 desta Lei exclusivamente com gastos médicos, com 
tratamentos de saúde, com fraldas, com alimentos especiais e com 
medicamentos do idoso ou da pessoa com deficiência não 
disponibilizados gratuitamente pelo SUS, ou com serviços não prestados 
pelo Suas, desde que comprovadamente necessários à preservação da 
saúde e da vida. 
 
 Agora a legislação atual estabelece critérios objetivos e específico para avaliação 
da condição de miserabilidade, qual seja: gastos com médicos e medicamentos, 
tratamento de saúde, alimentos especiais. 
 
 Logo, realização de pericia social que analisem elementos não previstos em lei, 
tal como, patrimônio familiar, alimentos na geladeira mostram-se incompatíveis com os 
parâmetros estabelecidos em lei, podendo ser consideradas ilegais. 
 
Da Previdência Social: 
 A Previdência Social está consubstanciada nos artigos 201 e 202 da CF. 
 
 A Previdência Social será organizada sob a forma do Regime Geral de Previdência 
Social – RGPS, de caráter contributivo e de filiação obrigatório, ou seja, havendo o 
exercício de atividade é necessário a respectiva contribuição previdenciária. 
 
 As contribuições previdenciárias têm-se o intuito de resguardar os riscos sociais, 
classificadas pela constituição em: cobertura nos eventos de incapacidade temporária 
ou permanente ao trabalho, idade avançada, proteção à maternidade, especialmente a 
gestante, proteção ao trabalhador em situação de desemprego voluntário, salário 
família, salário reclusão e pensão por morte para os dependentes. 
“A previdência social é forma de proteção social que tem por finalidade 
assegurar a manutenção dos beneficiários (segurados e dependentes) 
quando os riscos e as contingências sociais cobertas ocorrerem. 
Previdência vem do latim previdere, que significa ver com antecipação as 
contingências sociais e preparar-se para enfrenta-las 
A previdência tem como objetivo a proteção dos eventos previstos no art. 
201 da Constituição brasileira, a saber: incapacidade temporária ou 
permanente, morte, idade avançada, reclusão, proteção à maternidade, 
proteção contra desemprego involuntário, encargos familiares e acidente 
do trabalho”. (HORVATH JUNIOR, M. Direito Previdenciário. 13.ed. São 
Paulo: Rideel, 2022, p. 101/102). 
No Brasil temos três modalidades de previdência social: Regime Geral de 
Previdência Social – RGPS, Regime Próprio de Previdência Social – RPPS e Regime de 
Previdência Complementar (fechada ou aberta). 
 
Mas, afinal, o que é Previdência Social? 
A Previdência Social é um seguro mediante contribuição realizada pelas pessoas 
vinculadas ou não a algum tipo de atividade laboral, garantindo a pessoa que paga e a 
seus dependentes prestação pecuniária e serviço contra eventos infortunísticas (morte, 
invalidez, desemprego, reclusão, maternidade, doença, acidente de trabalho, idade 
avançada). 
 
A Previdência Social rege pelos princípios da compulsoriedade, contribuição e 
solidariedade, ou seja, todos devem contribuir com o exercício de trabalho e essa 
contribuição advém de lei e não é convencionada. 
 
A Previdência Social tem natureza alimentar no intuito de promover a 
subsistência básica do ser humano, cuja demora ou indeferimento descabido podem 
causar danos irreparáveis a existência digna de quem dependa das prestações do seguro 
social. 
 
O Regime Geral de Previdência Social – RGPS se inicia com a filiação do segurado 
através do exercício de atividade remunerada ou mediante contribuição para aqueles 
que exerce atividades sem fins lucrativos (facultativo). 
 
O RGPS é regido pelas Leis n. 8.212/91 (Lei de Custeio) e a Lei 8.213/91 (Lei de 
Benefícios da Previdência Social) e o Decreto 3.048/99 – alterado pelo Decreto 
10.410/99 – (Regulamento da Previdência Social). 
 
A partir de 13.11.2019, para ser considerado tempo de contribuição, carência e 
manutenção da qualidade de segurado, as contribuições sociais devem ser realizadas no 
valor do salário mínimo, não podendo ultrapassar o teto máximo da previdência social, 
na forma do 195, § 14 da CF e artigo 19 – “E” do Decreto 3.048/99 – incluído pelo Decreto 
10.410/20203 . 
 
Tratando -se de contribuinte individual autônomo, para contagem de tempo de 
contribuição, carência e manutenção da qualidade de segurado, a legislação sempre 
determinou o pagamento no valor do salário mínimo vigente. 
 
 
3 § 14. O segurado somente terá reconhecida como tempo de contribuição ao Regime Geral de Previdência 
Social a competência cuja contribuição seja igual ou superior à contribuição mínima mensal exigida para 
sua categoria, assegurado o agrupamento de contribuições. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 
103, de 2019) 
Art. 19-E. A partir de 13 de novembro de 2019, para fins de aquisição e manutenção da qualidade de 
segurado, de carência, de tempo de contribuição e de cálculo do salário de benefício exigidos para o 
reconhecimento do direito aos benefícios do RGPS e para fins de contagem recíproca, somente serão 
consideradas as competências cujo salário de contribuição seja igual ou superior ao limite mínimo 
mensal do salário de contribuição. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) 
§ 1º Para fins do disposto no caput, ao segurado que, no somatório de remunerações auferidas no 
período de um mês, receber remuneração inferior ao limite mínimo mensal do salário de contribuição 
será assegurado: (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) 
I - complementar a contribuição das competências, de forma a alcançar o limite mínimo do salário de 
contribuição exigido; (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) 
II - utilizar o excedente do salário de contribuição superior ao limite mínimo de uma competência para 
completar o salário de contribuição de outra competência até atingir o limite mínimo; ou (Incluído pelo 
Decreto nº 10.410, de 2020) 
III - agrupar os salários de contribuição inferiores ao limite mínimo de diferentes competências para 
aproveitamento em uma ou mais competências até que estas atinjam o limite mínimo. (Incluído pelo 
Decreto nº 10.410, de 2020) 
§ 2º Os ajustes de complementação, utilização e agrupamento previstos no § 1º poderão ser efetivados, 
a qualquer tempo, por iniciativa do segurado, hipótese em que se tornarão irreversíveis e irrenunciáveis 
após processados. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) 
§ 3º A complementação de que trata o inciso I do § 1º poderá ser recolhida até o dia quinze do mês 
subsequente ao da prestação do serviço e, a partir dessa data, com os acréscimos previstos no art. 35 da 
Lei nº 8.212, de 1991. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) 
§ 4º Os ajustes de que tratam os incisos II e III do § 1º serão efetuados na forma indicada ou autorizada 
pelo segurado, desde que utilizadas as competências do mesmo ano civil definido no art. 181-E, em 
conformidade com o disposto nos § 27-A ao § 27-D do art. 216. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 
2020) 
§ 5º A efetivação do ajuste previsto no inciso III do § 1º não impede o recolhimento da contribuição 
referente à competência que tenha o salário de contribuição transferido, em todo ou em parte, para 
agrupamento com outra competência a fim de atingir o limite mínimo mensal do salário de 
contribuição. (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020) 
§ 6º Para complementação ou recolhimento da competência que tenha o salário de contribuição 
transferido, em todo ou em parte, na forma prevista no § 5º, será observado o disposto no § 3º. (Incluído 
pelo Decreto nº 10.410, de 2020)§ 7º Na hipótese de falecimento do segurado, os ajustes previstos no § 1º poderão ser solicitados por 
seus dependentes para fins de reconhecimento de direito para benefício a eles devidos até o dia quinze 
do mês de janeiro subsequente ao do ano civil correspondente, observado o disposto no § 4º. (Incluído 
pelo Decreto nº 10.410, de 2020) 
 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc103.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc103.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Decreto/D10410.htm#art1
Quanto ao teto previdenciário, para o respectivo ano letivo, a Portaria 
Interministerial MPS/MF de 06 de 01.01.2025 determinou o valor de R$ 8.157,41 (oito 
mil, cento e cinquenta e sete reais e quarente um centavo). 
 
Logo, pelo Regime Geral de Previdência Social – RGPS, ninguém recebe ou 
contribui acima do teto previdenciário de R$ 8.157,41 (oito mil, cento e cinquenta e sete 
reais e quarente um centavo) – na competência de 2025. 
 
Regime Próprio de Previdência Social – RPPS 
 
 O RPPS visa dar cobertura previdenciária aos servidores públicos – titulares de 
cargo efetivo. Fazem parte deste regime os servidores públicos da União, Estado e 
Municípios que preferiram organizar seu pessoal segundo um estatuto próprio (artigo 
12 da Lei 8.213/91)4. 
 
Os militares também tem o seu regime próprio, seguindo normas igualmente 
diferenciadas. 
 
A maioria dos municípios brasileiros não possui regime próprio de previdência. 
Nesse caso, os seus servidores participam obrigatoriamente do Regime Geral de 
Previdência Social – RGPS. 
 
“O que caracteriza um regime próprio de previdência social é que ele é 
regido por normas editadas pela própria pessoa jurídica de direito público 
(ente federativo) que os instituiu. Assim, podemos afirmar que o regime 
próprio é aquele que, mediante lei específica prevê cobertura para os 
servidores públicos civil, militar e servidores das autarquias. A União 
possui dois regimes próprios de previdência, um dos militares e outros 
dos servidores civis. Todos os Estados brasileiros já possuem regimes 
próprios para atender a seus servidores. Nem todos os municípios têm 
regime próprio previdenciário. Os servidores de municípios que não 
tenham regime próprio estão vinculados ao Regime geral de Previdência 
Social” (HORVATH JUNIOR, M. Direito Previdenciário. 13.ed. São Paulo: 
Rideel, 2022, p. 165). 
 
 
4 Art. 12. O servidor civil ocupante de cargo efetivo ou o militar da União, dos Estados, do Distrito Federal 
ou dos Municípios, bem como o das respectivas autarquias e fundações, são excluídos do Regime Geral 
de Previdência Social consubstanciado nesta Lei, desde que amparados por regime próprio de previdência 
social. 
 O artigo 40 da CF prevê o regime próprio de previdência social e rege pelo caráter 
contributivo e solidário, mediante contribuição não só do ente federativo, de servidores 
ativos, de aposentados e pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio 
financeiro e atuarial. 
 
 O RPPS passou por várias reformas previdenciárias antes da EC 103/2019, qual 
seja: EC 20/1998; EC 41/2003; EC 47/2005. Cada vez mais o RPPS está chegando próximo 
as normas do RGPS. Tem-se falado que futuramente haverá unificação dessas normas. 
 
Regime Previdência Privada Complementar 
 
 É formada por duas modalidades: 
a) Regime de Previdência Complementar dos Servidores Públicos (art. 40, § 14, § 16 
– da CF); 
b) Regime de Previdência Privada Complementar: regime contratado 
facultativamente pelo particular e tem natureza privada e contratual, regido pelo 
direito privado. 
 
 O regime de previdência privada pode ser dividido em duas categorias: fechada, 
que são aplicados aos grupos fechados como uma empresa; e aberto, que são 
organizadas por instituições financeiras e disponibilizados para quem deles tiver 
interesse em participar, por exemplo: Brasilprev, Bradesco Previdência, Flexprev Itaú, 
etc. 
 
 Atualmente, as leis que regulam a matéria são as leis complementares 108/2001 
e 109/2001. 
 
 
 
 
 
 
 
BIBLIOGRAFIA 
 
CASTRO, C.A.P.; LAZZARI. Direito Previdenciário. 3.ed., rev. e atual. Rio de 
Janeiro: Forense; Método, 2023. 
HORVATH JUNIOR, M. Direito Previdenciário. 13ed. São Paulo: Rideel, 2022. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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