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Experimento de Motor eletrico de Corrente Continua (CC) 
Italo Pablo De Araujo Arruda 
Bacharelado em Ciência e Tecnologia – Laboratório de Ondas e Termodinâmica – Turma XX 
Universidade Federal Rural do Semi-Árido – Campus Caraúbas 
Rio Grande do Norte – Brasil 
Experimento realizado em 24 de janeiro de 2025 
 
Resumo. O experimento realizado no Laboratório de Eletricidade e Magnetismo da UFERSA teve 
como objetivo estudar a força magnética sobre cargas em movimento e o funcionamento de um 
motor elétrico de corrente contínua. Baseado na interação entre um campo magnético uniforme e 
uma espira com corrente elétrica, o sistema demonstrou a geração de torque e movimento rotacional 
conforme a Lei de Ampère e a regra da mão direita. Foram investigadas a polaridade do ímã 
magnético, o comportamento do motor sob diferentes tensões e o vetor momento magnético do 
dipolo. O experimento permitiu calcular grandezas físicas como área da espira, momento magnético 
e corrente elétrica, além de analisar o equilíbrio de forças e os fatores que influenciam a rotação da 
bobina. 
 
Palavras chave: Força magnética, corrente contínua, torque, campo magnético uniforme, momento 
magnético, espira elétrica. 
 
 
A. Introdução 
 A Física, como ciência que estuda os 
fenômenos naturais e as propriedades da matéria, nos 
proporciona uma compreensão mais profunda de 
muitos eventos que observamos no cotidiano. Dentre 
as diversas contribuições da Física para o 
desenvolvimento tecnológico, o eletromagnetismo 
destaca-se como um dos conhecimentos que mais 
impactaram a sociedade. Esse avanço superou 
percepções simplistas do senso comum, 
desencadeando transformações revolucionárias. 
 Uma das mais notáveis revoluções 
proporcionadas pelo eletromagnetismo foi o 
desenvolvimento dos motores elétricos, amplamente 
utilizados em diversas situações e presentes em 
muitos aparelhos domésticos, como geladeiras, 
máquinas de lavar e ventiladores. Esses dispositivos 
possuem a capacidade de converter energia elétrica 
em energia mecânica, trazendo comodidade e 
eficiência para a humanidade. Além disso, os 
motores elétricos são caracterizados por sua 
construção simples e alta adaptabilidade, fatores que 
os tornam indispensáveis na vida moderna. 
 Os motores elétricos podem ser 
classificados em três grandes grupos, de acordo com 
o tipo de corrente elétrica utilizada, que determina o 
movimento do fluxo de elétrons em seu interior. 
Esses grupos são: motores de corrente alternada 
(CA), motores de corrente contínua (CC) e motores 
universais (CA e CC), que operam com ambos os 
tipos de corrente. 
 No experimento realizado, o motor elétrico 
construído utilizou uma corrente contínua. Esse tipo de 
corrente caracteriza-se pelo fluxo de elétrons que 
percorre um único sentido, do polo negativo para o 
positivo. Além disso, o funcionamento do motor 
baseou-se no princípio do magnetismo. 
 A operação do motor ocorreu devido a uma 
corrente elétrica que atravessava uma bobina 
condutora, gerando um campo magnético em seu 
entorno. Como a bobina era plana, comportava-se 
como um dipolo magnético. Na presença de um campo 
magnético externo, gerado por um ímã, a bobina 
sofreu a ação de um torque. Esse torque surgiu porque 
o momento de dipolo magnético da bobina tendeu a se 
alinhar com o campo magnético externo, provocando 
o movimento e permitindo o funcionamento do motor. 
B. Referencial Teórico 
 
 Para compreender o funcionamento de um 
motor de corrente contínua, é essencial ter 
familiaridade com alguns conceitos fundamentais de 
eletricidade e magnetismo. Toda matéria é composta 
por partículas chamadas prótons, nêutrons e elétrons, 
que também são conhecidas como cargas elétricas. A 
eletricidade pode ser entendida como um conjunto de 
fenômenos que resultam da movimentação ou do 
desequilíbrio dessas cargas. 
 Quando os elétrons se movimentam de 
maneira ordenada, produzem uma corrente elétrica. 
Essa corrente é gerada devido à existência de uma 
diferença de potencial aplicada a um corpo. Além 
disso, sabe-se que correntes elétricas são capazes 
de criar campos magnéticos. Por exemplo, quando 
uma corrente elétrica percorre um material 
condutor, como um fio de cobre, um campo 
magnético é gerado ao redor do condutor. O 
mesmo princípio se aplica quando a corrente passa 
através de uma bobina: haverá um campo 
magnético associado a ela, intensificando-se 
conforme as características da bobina e da corrente 
aplicada. 
 
• Campo Magnético e Força Magnética: 
 O campo magnético é uma região do espaço 
onde cargas elétricas estão sujeitas à ação de uma 
força magnética, capaz de alterar suas trajetórias. As 
interações magnéticas podem ser descritas da 
seguinte forma: correntes elétricas ou cargas móveis 
geram campos magnéticos ao seu redor. Esse campo, 
por sua vez, exerce forças sobre outras correntes ou 
cargas que se movam em sua área de influência. 
 Semelhante ao campo elétrico, o campo 
magnético é uma grandeza vetorial associada a cada 
ponto do espaço. Sua intensidade e direção podem 
ser descritas pela seguinte expressão: 
 
𝐵 = 
𝐹𝐵
|𝑞|𝑣
 
(1) 
Onde: 
B: é o campo magnético; 
FB: é a força magnética; 
q: é a carga elétrica; 
v: é a velocidade. 
 A unidade de medida para campo 
magnetico (B) no sistema internacional de unidade 
(SI) é tesla (T). Tem-se A equação (1) em sua forma 
veterial como: 
 
 
(2) 
 A força magnética que atua sobre uma 
partícula é dada pelo produto da carga elétrica da 
partícula pelo produto vetorial entre sua velocidade 
e o campo magnético. Esse produto vetorial 
determina a direção da força magnética. Assim, 
utilizando a regra da mão direita, é possível 
identificar o sentido dessa força. 
 A Figura 1 ilustra como aplicar a regra da 
mão direita para determinar o sentido da força 
magnética de forma prática e precisa. 
Figura 01: Regra da mão direita 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Halliday; Resnick (pág 444) 
 
 Como o produto vetorial temos que 
estender a mão em fechar em . O polegar diz a 
orientação da força magnética. 
 
 Em termos de módulo podemos escrever a 
Eq. 2 da seguinte forma; 
 
 𝐹𝐵 = 𝑞 𝑣 sin 𝜃 (3) 
 O ângulo θ representa a inclinação entre a 
velocidade da partícula e o campo magnético. De 
acordo com a Eq. 3, a força magnética é proporcional 
ao produto da carga e da velocidade. Portanto, se a 
carga for zero ou a partícula estiver em repouso, a 
força magnética será nula. 
 
 Além disso, observa-se que, caso o ângulo 
θ entre a velocidade e o campo magnético seja 0o ou 
180o (velocidade paralela ou antiparalela ao campo), 
a força magnética também será zero. Por outro lado, 
quando o ângulo θ for 90o (velocidade perpendicular 
ao campo), a força magnética atingirá seu valor 
máximo. 
 
• Torque: 
 O torque é uma grandeza vetorial associada 
às forças que provocam rotações em um corpo. 
Quando uma bobina é inserida em uma região com 
campo magnético externo, ela está sujeita à ação de 
um torque. Nessa situação, a bobina comporta-se 
como um dipolo magnético, e o torque que atua sobre 
ela pode ser expresso pela seguinte equação: 
 
 (4) 
 𝜇⃗ é o momento de dipolo magnético e 
𝐵 o campo magnético da bobina. A direção de 𝜇⃗ 
é dada pela regra da mão direita. Assim, quando os 
dedos da mão direita apontam na direção da 
corrente na bobina, o polegar estendido aponta na 
direção de 𝜇⃗ . A Figura 2 mostra o como se 
determina a direção e o sentido do momento 
dipolar magnético sobre uma espira. 
 
Figura 02: Regra da mão doreita para 
orientação em 𝜇⃗ 
 
Fonte: : Freedman; Young (pág 260) 
 
 Em termos de modulo, a Eq. 4 pode ser 
escrita como: 
 
 𝜏 = 𝜇⃗ 𝐵 sin 𝜃 (5) 
 Onde θ é o ângulo formado entre o 
momento de dipolo magnético e o campo 
magnético. 
 
• Campo Magnético de uma Bobina 
plana: 
 
 Para uma bobina com uma únicaespira 
circular percorrida por uma corrente elétrica, é 
possível calcular o campo magnético gerado 
apenas em pontos localizados ao longo de seu eixo 
central, analisando-a como um dipolo magnético. 
Como uma bobina é composta por várias espiras, o 
campo magnético total pode ser determinado 
avaliando inicialmente o campo de uma única 
espira e, posteriormente, somando a contribuição 
de todas as espiras. 
 
 A Figura 3 ilustra uma espira circular 
percorrida por uma corrente elétrica e destaca um 
ponto P, situado no eixo central da espira a uma 
distância z do plano em que ela se encontra. 
 
 
 
 
Figura 03: Espira circular pecorrida por uma 
corrente. 
 
Fonte: Halliday; Resnick (pág 537) 
 
 A Lei de Biot-Savart é uma das equações 
fundamentais do magnetismo, descrevendo o campo 
magnético gerado por uma corrente elétrica. Essa lei 
estabelece que a contribuição de um elemento de 
corrente para o campo magnético em um ponto do 
espaço é diretamente proporcional à corrente e ao 
vetor de distância que conecta o elemento de corrente 
ao ponto onde o campo está sendo calculado. 
Matematicamente, a Lei de Biot-Savart é expressa da 
seguinte maneira: 
 
 
𝐵 = 
µ0
4П
 ∫
𝐼 𝑑𝐼 ∗ ê
𝑟2
 
(6) 
Onde: 
µ0 : é a permeabilidade do vácuo, uma constante 
fundamental; 
I: é a corrente elétrica que circula no fio condutor; 
dI: é o vetor infinitesimal que representa o 
comprimento do elemento de corrente; 
B: é o vetor do campo magnético gerado pela 
corrente elétrica; 
ê: é o vetor unitário que aponta do elemento de 
corrente até o ponto de observação; 
r: é a distância entre o elemento de corrente e o ponto 
onde o campo magnético é calculado. 
 
 Essencialmente, a Lei de Biot-Savart 
permite calcular o campo magnético criado por uma 
distribuição de corrente. A interação entre a corrente 
e a posição do observador (representada pelo produto 
vetorial (dI X ê) é importante, pois isso determina a 
direção do campo magnético. 
 
 
 
 
• Motor de Corrente Continua (CC): 
 
 Os motores têm um papel fundamental na 
sociedade, pois estão presentes em diversos 
equipamentos do cotidiano, facilitando várias 
tarefas. Em um motor, o torque magnético atua 
sobre um condutor que transporta corrente elétrica, 
convertendo a energia em energia mecânica. No 
caso de um motor de corrente contínua (CC), seu 
funcionamento é baseado no fluxo de elétrons que 
percorre um único sentido, ou seja, a corrente 
elétrica é contínua. A Figura 4 ilustra um exemplo 
de motor CC e demonstra o seu funcionamento. 
 
Figura 04: Diagrama de moto de corrente 
continua: 
 
Fonte: Freedman; Young (pág 245) 
 
 Podemos observar que a parte móvel do 
motor é o rotor, uma extensão de fio formada por 
uma espira aberta, que gira livremente em torno de 
um eixo. As extremidades dos fios do rotor estão 
conectadas a dois segmentos condutores, que 
formam um comutador. Na Figura 4, cada um desses 
segmentos do comutador entra em contato com um 
dos terminais, ou escovas, que fazem a conexão com 
um circuito externo, incluindo uma fonte de força 
eletromotriz (fem). Isso gera uma corrente que entra 
no rotor pelo lado esquerdo (em vermelho) e sai pelo 
lado direito (em azul). Assim, o rotor funciona como 
uma espira de corrente com um momento dipolar 
magnético. 
 Como o rotor está situado entre os polos de 
um ímã permanente, ele fica imerso em um campo 
magnético gerado por esse ímã, que exerce um 
torque sobre o rotor. De acordo com a Figura 4.a, 
esse torque faz o rotor girar no sentido anti-horário, 
o que faz com que o momento dipolar magnético se 
alinhe com o campo magnético gerado pelo ímã. A 
Figura 4.b mostra o rotor girado em 90° a partir de 
sua posição inicial. 
 Se a corrente fosse constante, o rotor 
alcançaria uma posição de equilíbrio, oscilando em 
torno da orientação de 90°. Porém, nesse ponto, o 
comutador entra em ação. Nesse momento, as 
escovas entram em contato com as partes isolantes 
dos segmentos do comutador e nenhuma corrente 
flui através do rotor, fazendo com que o momento 
magnético seja igual a zero. Contudo, por inércia, o 
rotor continua a girar no sentido anti-horário, 
permitindo que a corrente flua novamente pelo rotor, 
como mostrado na Figura 4.c. 
 Embora a corrente passe em sentido contrário 
em relação aos comutadores, o rotor já terá girado 180° 
e o momento dipolar magnético continuará com a 
mesma direção e sentido do campo magnético. 
Portanto, o torque mantém a direção e o mesmo 
sentido que na Figura 4.a. Graças ao comutador, a 
corrente se inverte a cada giro de 180°, garantindo que 
o torque sempre faça o rotor girar no sentido anti-
horário. Assim, quando o motor atinge maior 
velocidade, o torque magnético médio é equilibrado 
pelo torque oposto, gerado pela resistência do ar, pelo 
atrito nos mancais do motor e entre as escovas e os 
segmentos do comutador. 
 Equação para determinar o momento dipolo 
µ de uma espira retangular com N voltas: 
 µ = 𝐼 ∗ 𝑁 ∗ 𝐴 (7) 
Onde: 
µ: Momento dipolo; 
I: Corrente aplicada no sistema; 
N: Número de voltas da bobina; 
A: Área da bobina, seja ela retangular ou circular. 
• Resistencia Elétrica: 
 A resistência elétrica é a propriedade de um 
material ou componente de dificultar o fluxo de 
corrente elétrica. Quando um corpo é exposto a uma 
diferença de potencial (tensão), ele começa a conduzir 
uma corrente elétrica, que nada mais é do que o 
movimento ordenado de elétrons. No entanto, ao 
encontrarem dificuldades para se mover, os elétrons 
acabam sendo influenciados pela resistência elétrica 
do material. 
 Componentes elétricos sujeitos a uma mesma 
tensão podem apresentar correntes elétricas diferentes, 
pois cada um oferece uma resistência distinta à 
passagem da corrente. Essa característica é chamada 
de resistência elétrica. A resistência de um material 
pode ser calculada utilizando a seguinte expressão: 
 R = 
𝑉
𝑖
 (8) 
Onde: 
R: é a resistência elétrica, em ohms (Ω); 
V: é a diferença de potencial (tensão), em volts (V); 
i: é a corrente elétrica, em amperes (A). 
C. Materiais Utilizados: 
 A seguir serão descritos os materiais 
utilizados e o procedimento experimental realizado 
no experimento motor de corrente contínua. 
• 1 bobina retangular; 
 
• 1 fonte de alimentação DC; 
 
• Conjunto eletromagnético Kurt; 
 
• Hastes para concentração da densidade 
magnética com ímãs; 
 
• Conexões de fios com pinos de pressão. 
 A bancada com os materiais utilizados 
durante a aula pratica está representada na figura 05. 
D. Procedimento Experimental e 
Resultados: 
Figura 05: Bancada com os equipamentos 
utilizados durante a prática 
 
Fonte: autoria própria, 2025. 
 A prática foi realizada no laboratório de 
Eletricidade e Magnetismo da UFERSA 
(Universidade Federal Rural do Semi Árido), 
campus Caraúbas, RN, onde foi dirigida pelo 
professor doutor Zenner Silva Pereira. A aula teve 
início com uma explicação teórica do funcionamento 
o motor elétrico de corrente contínua (CC). 
 Após explicado a teoria por trás do 
experimento, foi o momento de realizar a prática e 
observar todos os fenômenos que acontecem quando 
manipula os polos e a corrente do motor na qual foi 
utilizado. 
 Inicialmente, foi girado a bibina (espira), com 
o dedo, para analisar o que aconteceria quando não se 
tem uma corrente aplicada ao sistema. Desse modo, 
pode-se observar que a bobina não continuaria a girar, 
mostrando que o sistema precisa de uma corrente 
externa aplicada para que possa estabelecer um fluxo 
de corrente e de interação com o seu campo magnetico 
(B). 
 Após feito essa analise inicial, o sistema foi 
montado com os materiais representados na figura 05, 
de modo em que agora seria possvel passar uma 
corrente pelo sistema, uma vez em que foi conectado 
o conjunto de fios com os pinos de pressão na fonte de 
alimentação DC e noconjunto eletromagnetico Kurt. 
Cabe ressaltar que o sistema montado está 
representado na figura 06. 
 
Figura 06: Sistema montado a uma fonte de 
alimentação DC 
 
 
 
Fonte: autoria propria, 2025. 
 
 Com o sistema montado, foi recomendado 
aplicar uma tensão inicial de 1,0 V, com um tempo 
maximo de 30 segundos, para que o sistema não 
sofresse danos. Com isso, foi observado que a bobina 
começou a girar no sentido anti-horario. 
 
 Ao inverter os polos do sistema, ou seja, 
mudando a posição das hastes de concentração de 
densidade magnetica com imãs (a parte azul vai para 
baixo e a vermelha para cima), com base na figura 06, 
notou-se que o sentido do giro da bobina mudou, antes 
girava no sentido anti-horario, como foi descrito 
acima, e agora gira no sentido horario. Essa mudança 
no sentido do giro se dá por causa da interação do 
campo magnetico produzido pelo imã e pelo campo 
magnetico da bobina, onde eles interagem fazendo 
com que aja uma inversão do movimento da espira. 
 
 Utilizando a Eq. 07, foi possivel determinar 
o momento dipolar da espira. Os calculos estão 
representado a seguir. 
 
 Foi determinado tambem, antes dos 
calculos, que o numero de voltas da bobina era 5, a 
corrente aplicada era de 1 A, pois como tem uma 
tensão de 1 V e o sistema apresenta uma resistencia 
desprezivel, pode-se considerar esse valor e a área da 
bobina foi determinada medindo a sua base e altura, 
pois é um retangulo. 
 
µ = 5 ∗ 1 ∗ (0,016 ∗ 0,022) 
 
µ = 0, 00176 𝐴𝑚2 
 
 
 Também foi observado a polaridade do imã, 
onde foi visto que durante a investigação da 
polaridade de um ímã magnético, aplicamos 
novamente uma tensão de 1,0 V e analisamos os 
efeitos resultantes no movimento da bobina. 
Observamos que a inversão do campo magnético 
provocou uma mudança no sentido de rotação da 
bobina, demonstrando claramente a relação direta 
entre a polaridade do ímã e o torque gerado. 
 Esse comportamento ocorre porque a 
polaridade do ímã magnético determina a orientação 
das forças geradas pelo campo magnético sobre a 
bobina. Quando o polo norte do ímã é invertido, o 
campo magnético resultante também muda de 
orientação, o que altera as interações entre o campo 
magnético do ímã e o campo gerado pela corrente 
elétrica na bobina. Consequentemente, o torque que 
age sobre a bobina se inverte, forçando-a a girar em 
sentido oposto. 
 Em resumo, a mudança na polaridade do 
ímã modifica o alinhamento do campo magnético em 
relação ao sistema, influenciando diretamente o 
sentido de rotação da bobina e evidenciando o papel 
crítico da polaridade no comportamento dinâmico do 
sistema. 
 
 
 
 
 
 
 Durante o funcionamento da bobina, 
analisamos o comportamento do circuito e 
identificamos que, para que a corrente contínua (DC) 
flua consistentemente pelo sistema, o motor precisa 
manter um estado de equilíbrio dinâmico entre as 
forças magnéticas e mecânicas. Esse equilíbrio é 
essencial para sustentar a rotação e garantir o 
funcionamento eficiente do motor. 
 Se o sistema entrar em um estado de 
equilíbrio estático, no qual o torque gerado é incapaz 
de superar as forças resistivas (como atrito e cargas 
externas) e a inércia do sistema, a corrente DC não 
circula de forma contínua pela bobina. Nessas 
condições, o motor não gera movimento rotacional 
adequado, podendo até parar de funcionar. 
 O movimento contínuo do motor depende da 
manutenção de um torque desequilibrado, 
suficientemente grande para superar as resistências do 
sistema e manter a rotação constante. Esse torque 
desequilibrado garante que as forças atuantes no 
sistema não cheguem a um ponto de compensação 
total, permitindo a conversão contínua de energia 
elétrica em energia mecânica. 
E. Questionamentos 
 
1) Aplicar uma tensão DC de 1.0 V e de um leve 
giro inicial na bobina. Isto farà com que o 
sistema saia do repouso e começará a gira por 
si só. Nestas condições, o giro natural da bobina 
é horário ou anti-horário? Explique. 
 
 
 Anti-harario. Ao aplicar uma tensão de 1,0 V, 
observa-se que a inversão da polaridade do ímã 
magnético causa uma mudança no sentido do torque 
gerado pela interação entre o campo magnético 
externo e o campo gerado pela corrente na bobina. 
 Quando o polo norte e o polo sul são 
trocados, o sistema responde com a inversão da 
rotação da bobina, confirmando que a polaridade do 
ímã influencia diretamente o sentido de movimento do 
motor. Esse comportamento está alinhado com o 
descrito na atividade 4.2, onde o torque resultante e o 
movimento da bobina dependem da interação coerente 
entre os campos magnéticos e o fluxo de corrente 
elétrica. 
 
2) Sabendo que a bobina tem 5 voltas, determine 
o vetor do momento magnetico do dipolo 
gerado pela bobina. 
 
µ = 5 ∗ 1 ∗ (0,016 ∗ 0,022) 
 
µ = 0, 00176 𝐴𝑚2 
 
3) Na atividade 4.2, que condição é necessária 
para a corrente DC circular continuamente 
pela bobina? 
 
 Para que a corrente contínua (DC) circule 
constantemente pela bobina, é necessário que o 
motor atinja um estado de equilíbrio dinâmico entre 
o torque gerado pelas forças magnéticas e as 
resistências mecânicas. Isso significa que o torque 
deve ser suficiente para superar o atrito e as forças 
resistivas presentes, mantendo a rotação contínua da 
bobina. Caso o sistema entre em um ponto de 
equilíbrio estático, o torque será insuficiente, 
interrompendo a circulação contínua da corrente e 
parando o movimento do motor. 
 
4) Uma bobina quadrada de lado 5,0 cm é 
formada por 20 espiras e transporta uma 
corrente contínua de 10,0A. O campo 
magnético aplicado à bobina tem intensidade 
0,5 T. 
 
A) Determinar a força magnética exercida em 
cada lado da espira. 
 
 Para responder a essa questão utilizamos a 
seguinte equação: 
 
𝐹 = 𝐼 ∗ 𝐿 ∗ 𝐵 
 
𝐹 = 10 ∗ 0,05 ∗ 0,5 
 
𝐹 = 0, 25 𝑁 
 
 Para os lados paralelos (θ = 0o), então 
sin 𝜃 = 0. Assim: 
 
𝐹 = 0 𝑁 
 
B) Determinar o vetor momento de dipolo 
magnético. 
 
µ = 𝐼 ∗ 𝑁 ∗ 𝐴 
 
µ = 20 ∗ 10 ∗ (0,05 ∗ 0,05) 
 
µ = 0,5 𝐴𝑚2 
 
5) Justifique o fato da bobina com corrente I 
girar quando a mesma está imersa em um 
campo magnético B. Fazer um desenho para 
mostrar os torques, forças mecânicas e 
magnéticas, e momentos magnéticos 
dipolares que participam nesse processo. 
 
 A bobina gira devido à interação entre a 
corrente elétrica I e o campo magnético B. As forças 
magnéticas geradas nas laterais criam um torque τ, 
que faz a bobina girar. O momento magnético μ da 
bobina interage com B, mantendo o movimento 
contínuo. O equilíbrio ocorre entre as forças 
magnéticas, resistivas e inerciais do sistema. 
F. Conclusão 
 
 O experimento realizado demonstrou de 
maneira eficaz a geração de corrente e a polaridade da 
bobina em um sistema de rotação induzida. A 
aplicação de uma tensão DC de 1,0 V provocou a 
rotação inicial da bobina, fazendo com que o sistema 
saísse do estado de repouso e começasse a girar. Foi 
observada a geração de uma corrente DC e a 
polaridade da bobina foi determinada. 
 A bobina girou em sentido horário, conforme 
esperado pela configuração inicial do experimento. 
Com base nos cálculos realizados, foi possível 
determinar o valor do momento magnético de dipolo 
gerado pela bobina, sendo este de 0.00176 Am2. Este 
valor está alinhado com as previsões teóricas para uma 
bobina com 5 voltas. 
 Portanto, o experimento confirmou a eficácia 
da metodologia utilizada para induzir a rotação na 
bobina e medir os parâmetros elétricos associados. Os 
resultados obtidos contribuem para a compreensão do 
comportamento de bobinas em sistemas de rotação 
induzida, oferecendo insights valiosos para futuras 
aplicações em dispositivos eletromecânicos. 
G. Referências 
 
[1] HAYT, W. H., KEMMERLY, J. E., DURBIN, 
S. M. Análise de Circuitos Elétricos. 9ª edição. 
McGraw Hill Brasil, 2015.[2] YOUNG, H. D.; FREEDMAN, R. A. Física III 
– Eletromagnetismo. 14ª edição. Pearson, 2019. 
 
[3] HALLIDAY, D.; RESNICK, R.; WALKER, J. 
Fundamentos de Física – Volume 3: 
Eletromagnetismo. 12ª edição. LTC, 2021. 
 
[4] HELERBROCK, Rafael. Campo Magnético. 
Brasil Escola. Disponível em: 
https://brasilescola.uol.com.br/fisica/campo-
magnetico.htm. Acesso em: 27 de jan. 2025.

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