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1/18 © Ao aluno é permitido fazer uma cópia do material didático disponibilizado para uso próprio. De acordo com a Lei no. 9.610 de 19/02/1998, que trata de direitos autorais, todo aluno fica proibido de propagar, distribuir e vender o material de qualquer forma, sob pena de responder civil e criminalmente por violação da propriedade material e intelectual. Disciplina: Planejamento da Terapia Nutricional Versão 1.1 Dosagens de vitaminas e minerais: quais e precisão? Isis Tande da Silva Determinados dados bioquímicos representam ferramenta importante para o diagnóstico nutricional dos indivíduos. Esses dados podem ser chamados biomarcadores nutricionais, que se caracterizam como qualquer amostra biológica indicando o estado nutricional do indivíduo particularmente em relação à sua ingestão alimentar ou ao metabolismo dos componentes dietéticos. Nutrientes e componentes da dieta variam consideravelmente nos alimentos de acordo com o local de plantio ou processamento. Nesse sentido, os biomarcadores representam um indicador do consumo dietético de um indivíduo e do local onde esteja inserido. Para utilização de um biomarcador é importante ter uma visão bem clara de que este biomarcador não é reflexo direto da ingestão alimentar já que seus níveis plasmáticos podem sofrer influência de vários fatores como de fatores genéticos, efeito de fármacos e efeitos de determinadas doenças. A análise laboratorial constitui um importante item para a confiabilidade da dosagem de um biomarcador. Rigoroso protocolo deve ser utilizado para a coleta das amostras, para o transporte e preservação destas e para a sua análise. A análise laboratorial variará de acordo com sua precisão, acurácia, sensibilidade, especificidade, valor preditivo e validade. Precisão: grau de dispersão de um conjunto de observações em torno de um valor médio, que pode ser medida pelo desvio padrão ou pela variância indicando o grau de aderência dos valores entre si. Acurácia: grau de aderência das observações ao valor verdadeiro que, muitas vezes é desconhecido; seu valor mais provável é considerado como a média aritmética das observações. Sensibilidade e especificidade: são duas medidas que mostram quão preciso é um teste. A sensibilidade mede a capacidade do teste de identificar corretamente a 2/18 © Ao aluno é permitido fazer uma cópia do material didático disponibilizado para uso próprio. De acordo com a Lei no. 9.610 de 19/02/1998, que trata de direitos autorais, todo aluno fica proibido de propagar, distribuir e vender o material de qualquer forma, sob pena de responder civil e criminalmente por violação da propriedade material e intelectual. Disciplina: Planejamento da Terapia Nutricional Versão 1.1 presença de um fator quando ele realmente existe. Por exemplo, detectar a presença de desnutrição naqueles que realmente tem desnutrição. A especificidade mede a capacidade do teste de excluir corretamente aqueles que não possuem um fator. Por exemplo, excluir os eutróficos daqueles que são desnutridos. Um bom teste possui uma alta sensibilidade e alta especificidade. Assim ele detectará no nosso exemplo corretamente aqueles que têm desnutrição daqueles que não a tem. Valor preditivo: probabilidade de um índice predizer corretamente a presença ou ausência de doença. Validade: adequação com que qualquer medida ou índice reflete o parâmetro de interesse. Outra questão importante são os pontos de corte adotados. Esses valores são normalmente definidos com base na análise de uma população de pacientes com manifestações clínicas e/ou funcionais das deficiências. Assim, tais pontos de corte, dependendo do tipo de análise laboratorial realizada, irão variar em função da idade, raça, e/ou especificidade. O material biológico mais utilizado nas análises bioquímicas é o sangue total ou alguma de suas frações. Alguns materiais menos utilizados são urina, cabelo, saliva, sêmen, líquido amniótico, unhas, pele e mucosa bucal. Nesse contexto, a dosagem de vitaminas e minerais sinaliza o consumo alimentar e as possíveis deficiências, além de relacionar-se com estado nutricional geral do indivíduo. Serão descritas abaixo, as principais vitaminas e minerais cuja análise laboratorial podem auxiliar na avaliação do estado nutricional dos indivíduos. Da mesma forma que o inquérito alimentar, os dados bioquímicos constituem uma ferramenta que deve ser associada a outros parâmetros para que se conclua ao final o estado nutricional do indivíduo. 3/18 © Ao aluno é permitido fazer uma cópia do material didático disponibilizado para uso próprio. De acordo com a Lei no. 9.610 de 19/02/1998, que trata de direitos autorais, todo aluno fica proibido de propagar, distribuir e vender o material de qualquer forma, sob pena de responder civil e criminalmente por violação da propriedade material e intelectual. Disciplina: Planejamento da Terapia Nutricional Versão 1.1 Ácido Fólico O termo genérico folato descreve o ácido fólico e componentes relacionados com a mesma atividade biológica. Entre estes encontramos os folatos monoglutamatos e os folatos poliglutamatos, cuja absorção intestinal é de aproximadamente 70% e 50%, respectivamente. Após a absorção, os poliglutamatos são transformados em monoglutamatos no lúmen intestinal, e posteriormente são transportados para o fígado, onde encontramos cerca da metade dos estoques corporais (5-10mg, e para os tecidos periféricos. O ácido fólico é essencial e muito importante durante os primeiros 28 dias de gestação, e continua essencial durante todo o ciclo de vida. O ácido fólico está envolvido na prevenção de defeitos do tubo neural e também na prevenção da deterioração da função cognitiva nos estágios mais avançados da vida. O folato, quando está em sua forma ativa, age como coenzima nas reações do metabolismo de aminoácidos, na síntese de purina e pirimidina e na formação de ácidos nucléicos. Dessa forma, as células de rápida proliferação que são as mais sensíveis às anormalidades no metabolismo de DNA são as que primeiro demonstram a deficiência desse nutriente. Entre elas, em primeiro lugar temos as células hematopoiéticas, na sequência, as epiteliais e as células das gônadas. Assim, os primeiros sinais de deficiência serão a hiper-segmentação de neutrófilos, em primeiro lugar na medula óssea e, em seguida, no sangue periférico. Eventualmente seguidos por fadiga, anorexia, insônia, glossite, queilose angular, aftas recorrentes e palidez. Para o diagnóstico da deficiência de folato um dos principais parâmetros utilizados são as alterações morfológicas do sangue periférico que são similares ao observado na deficiência de vitamina B12. Essas modificações ocorrem quando a anemia já está instalada e representa o estágio final da deficiência de folato ou da vitamina B12. A anemia nesse caso é chamada megaloblástica e será identificada por elevados valores de volume corpuscular médio (VCM) e da concentração de 4/18 © Ao aluno é permitido fazer uma cópia do material didático disponibilizado para uso próprio. De acordo com a Lei no. 9.610 de 19/02/1998, que trata de direitos autorais, todo aluno fica proibido de propagar, distribuir e vender o material de qualquer forma, sob pena de responder civil e criminalmente por violação da propriedade material e intelectual. Disciplina: Planejamento da Terapia Nutricional Versão 1.1 hemoglobina corpuscular média (VHCM). No entanto, esses dados isolados não podem ser utilizados para diferenciar a deficiência dessas duas vitaminas. A dosagem da concentração plasmática de folato é o primeiro indicador de balanço negativo de folato. No entanto, é muito sensível à ingestão recente e não permite identificar o estado corporal dos estoques de folato. Um dos principais testes alternativos é a dosagem da concentração de folato noseritrócitos, pois, nestes, as flutuações de folato em curto prazo são menos sensíveis e estarão reduzidas apenas após alguns meses de privação de folato. Nesse estágio muitas vezes as evidências clínicas e bioquímicas dessa deficiência ainda não serão evidentes. As concentrações baixas de folato nos eritrócitos também ocorrerão durante a deficiência de B12. Assim, para um adequado diagnóstico essa avaliação deverá ser associada à concentração plasmática dessas vitaminas. Vitamina B12 O termo B12 é utilizado para descrever todos os compostos com atividade biológica de cianocobalamina. Após absorção da vitamina B12 esta é armazenada principalmente no fígado sendo que o estoque total de B12 gira em torno de 2 a 4 mg. A principal fonte da vitamina na alimentação humana provém de alimentos de origem animal. No organismo humano a vitamina B12 atua como co-fator para duas enzimas: a metionina sintase e L-metilmalonil-coA mutase, envolvidas direta ou indiretamente no metabolismo da homocisteína. A vitamina B12 está envolvida no metabolismo do ácido nucléico. Nesse contexto, a vitamina B12 age diretamente no metabolismo da homocisteína. Com a deficiência desse nutriente temos a redução da formação de homocisteína e a reação é desviada para a geração de ácido metilmalônico. Como na deficiência de folato temos um comprometimento da síntese de DNA. As manifestações clínicas da deficiência de B12 ocorrem no sistema hematopoiético, gastrointestinal e neurológico. Verifica-se a presença de anemia megaloblástica, glossite atrófica, atrofia das papilas da língua e em alguns casos 5/18 © Ao aluno é permitido fazer uma cópia do material didático disponibilizado para uso próprio. De acordo com a Lei no. 9.610 de 19/02/1998, que trata de direitos autorais, todo aluno fica proibido de propagar, distribuir e vender o material de qualquer forma, sob pena de responder civil e criminalmente por violação da propriedade material e intelectual. Disciplina: Planejamento da Terapia Nutricional Versão 1.1 diarreia. Neuropatia e disfunção da medula espinhal podem ocorrer, no entanto, são raramente observados, visto que a deficiência de B12 é normalmente diagnosticada precocemente. A vitamina B12 circula no plasma ligada a proteínas denominadas transcobalaminas, que se subdividem em transcobalamina I, II e III. No início da deficiência de B12, diante de um balanço negativo, o conteúdo de B12 ligada à transcobalamina II se reduz no plasma. Dessa forma, o percentual de saturação de transcobalamina II sérica reduzido é um dos primeiros índices alterados na deficiência. Como um marcador precoce parece uma análise bastante promissora, no entanto, encontrar o método adequado para essa dosagem é uma das maiores dificuldades. Embora imunonsaios modernos tenham sido desenvolvidos, seu uso comercial ainda não está aprovado. Na sequência, caso o balanço negativo persista ocorre a redução das concentrações séricas de B12. Essa dosagem é uma das principais medidas utilizadas para se definir o status corporal dessa vitamina. No entanto, a redução de B12 sérica ocorre também na deficiência de ferro, na deficiência de folato, em pacientes com miloma múltiplo e até mesmo e durante a gestação. Dessa forma sua especificidade é controversa. Além disso, os métodos de análise como ensaios microbiológicos, cinéticos, imunoensaios por quimioluminescência entre outros, apresentam grandes variações entre si. Apesar dessas limitações, nenhum substituto para essa dosagem é ainda totalmente aceito. A dosagem de homocisteína e do ácido metilmalônico são duas propostas atuais. A avaliação de ácido metilmalônico é bastante específica, visto que não se modifica na deficiência de folato. Além disso, mostra-se mais sensível que a dosagem de B12 sérica, tendo sido considerado superior a dosagem de homocisteína. No entanto, não é completamente sensível, visto que pode se elevar em outras situações clínicas tais como: na insuficiência renal, gravidez, doenças da tireóide, em condições de hemoconcentração e no aumento de bactérias intestinais produtoras de seu precursor ácido propriônico. Além desse fato, sua análise laboratorial depende de 6/18 © Ao aluno é permitido fazer uma cópia do material didático disponibilizado para uso próprio. De acordo com a Lei no. 9.610 de 19/02/1998, que trata de direitos autorais, todo aluno fica proibido de propagar, distribuir e vender o material de qualquer forma, sob pena de responder civil e criminalmente por violação da propriedade material e intelectual. Disciplina: Planejamento da Terapia Nutricional Versão 1.1 técnicas mais caras como espectrometria de massa e cromatografia gasosa, o que limita sua dosagem rotineira. A dosagem do ácido metilmalônico é mais simples, no entanto, sua concentração urinária aumenta drasticamente no período pós-prandial, fato que ocasiona resultados falso-positivos inviabilizando a utilização dessa análise. Assim como o ácido metilmalônico a dosagem de homocisteína é bastante específica e aparece precocemente, precede os sintomas clínicos. A associação das duas medidas seria bastante relevante, visto que a homocisteína também se eleva na deficiência de folato. Fato que não ocorre para o ácido metilmalônico. A homocisteína é ainda influenciada pela deficiência de vitamina B6, insuficiência renal, deficiência de cistationina sintase e nos erros inatos do metabolismo. Desse modo, vários fatores contribuem para baixa especificidade do teste. Além disso, da mesma forma que o ácido metilmalônico os métodos utilizados para sua análise são caros e de difícil padronização (cromatografia gasosa com espectrometria de massa, cromatografia de troca iônica, líquida de alta eficiência, imunoensaios). Para a deficiência de B12 um dos principais parâmetros utilizados são as alterações morfológicas do sangue periférico. Essas modificações representam a anemia instalada e o estágio final da deficiência de folato ou B12. Temos, do mesmo modo, a anemia megaloblástica, identificada por elevados valores de volume corpuscular médio (VCM) e da concentração de hemoglobina corpuscular média (VHCM). Dados esses que não definem se a deficiência existente é de B12 ou folato, assim a análise da concentração plasmática desses nutrientes favorece o diagnóstico. Desse modo, o diagnóstico laboratorial precoce da deficiência de vitamina B12 ainda não é muito simples. O ácido metilmalônico, a homocisteína e a transcobalamina II representam possíveis alternativas, mas para isso novas pesquisas quanto a metodologia de análise precisam ser desenvolvidas para melhor especificidade e sensibilidade. 7/18 © Ao aluno é permitido fazer uma cópia do material didático disponibilizado para uso próprio. De acordo com a Lei no. 9.610 de 19/02/1998, que trata de direitos autorais, todo aluno fica proibido de propagar, distribuir e vender o material de qualquer forma, sob pena de responder civil e criminalmente por violação da propriedade material e intelectual. Disciplina: Planejamento da Terapia Nutricional Versão 1.1 Vitamina A O termo vitamina A inclui todos os compostos com atividade biológica de retinol. Retinal (um aldeído), retinol (um álcool) e ácido retinóico compõem as principais formas encontradas. Dentre os carotenóides com atividade pró-vitamina A, o β-caroteno é o composto mais ativo e mais encontrado nos vegetais; α-caroteno e γ- caroteno possuem metade da atividade biológica do β-caroteno. A vitamina A pré- formada poder ser encontrada apenas em alimentos de origem animal. A vitamina A atua de forma bastante clara na visão, uma das principais consequências de sua deficiência é o prejuízo das funções tanto das células bastonetes quanto das células cone. Estudos populacionais brasileiros consideram a deficiência de vitamina A um problema de saúde pública nas regiões Nortee Nordeste e algumas áreas do Sudeste. As principais causas da deficiência de vitamina A podem ser resumidas em duas categorias de amplo espectro: a alimentação inadequada e a presença de processos infecciosos. Na deficiência inicialmente observa-se distúrbio de crescimento, perda de apetite e reduzida resposta imunológica com baixa resistência às infecções. A cegueira noturna, seguida por lesões oculares, se desenvolvem quando não existe mais reserva hepática de vitamina A. O indicador mais utilizado para o diagnóstico de deficiência de vitamina A é a concentração sérica de retinol. No entanto, essa medida apenas representará a condição de vitamina A quando os estoques estiverem depletados ou excessivamente altos. Além disso, uma variedade de fatores exógenos afeta o conteúdo total de vitamina A e retinol sérico, desde doença hepática, até estresse, desnutrição proteica, deficiência de zinco, doença renal crônica, infecção, fibrose cística, dieta hipolipídica, estrógenos, idade, sexo e raça. Dessa forma essa não é uma dosagem totalmente sensível e específica para diagnóstico de deficiência de vitamina A. Apesar disso, a OMS recomenda sua utilização especialmente para a detecção de risco populacional. Outra alternativa existente é a citologia de impressão conjuntival que detecta mudanças fisiológicas precoces que ocorrem na deficiência de vitamina A. Essas 8/18 © Ao aluno é permitido fazer uma cópia do material didático disponibilizado para uso próprio. De acordo com a Lei no. 9.610 de 19/02/1998, que trata de direitos autorais, todo aluno fica proibido de propagar, distribuir e vender o material de qualquer forma, sob pena de responder civil e criminalmente por violação da propriedade material e intelectual. Disciplina: Planejamento da Terapia Nutricional Versão 1.1 mudanças incluem a perda progressiva de células caliciformes na conjuntiva e em outras regiões, e o aparecimento de células epiteliais alargadas e parcialmente queratinizadas. A citologia de impressão consiste em um método não invasivo e indolor para avaliação da superfície ocular. Um papel filtro é aplicado sobre a superfície córneo-conjuntival e remove amostras que contém de uma a três camadas de células epiteliais. A técnica preserva as características morfológicas e anatômicas das células obtidas, assim, as amostras são fixadas, coradas e examinadas em laboratório, usando-se um método modificado para a citologia da superfície ocular. Esse método tem demonstrado grande validade para distinguir indivíduos com deficiência pré-clínica de vitamina A de indivíduos normais. Estudos têm demonstrado boa especificidade e sensibilidade para detecção de deficiência de vitamina A. Mais biomarcadores específicos e que detectem o risco precoce para deficiência de vitamina A são necessários. Até o momento o mais acessível na prática clínica é mesmo a dosagem de retinol, associada às variáveis clínicas. Vitamina D A vitamina D é um nutriente extremamente importante para o metabolismo ósseo. Inicialmente ela garante a adequada absorção intestinal de cálcio e fósforo, posteriormente regula a mineralização óssea. Essa definição inclui um grupo de esteróides com atividade biológica de vitamina D3 (colecalciferol). A vitamina D é absorvida no intestino ou produzida pela pele circulando no organismo associada às proteínas. A vitamina D3 biologicamente inativa, quando exposta à ação da 25- hidroxilase, presente no fígado, é convertida à 25-hidroxicolecalciferol, depois ao metabólito ativo 1,25-diidroxicolecalciferol no rim pela enzima conversora 1 α- hidroxilase. Essa enzima é produzida por estímulo do paratormônio. Além de auxiliar em sua conversão o paratormônio atua em conjunto com a forma ativa da vitamina D para aumentar as concentrações de cálcio no sangue, e atua diretamente sobre o trato gastrintestinal, rim e ossos. 9/18 © Ao aluno é permitido fazer uma cópia do material didático disponibilizado para uso próprio. De acordo com a Lei no. 9.610 de 19/02/1998, que trata de direitos autorais, todo aluno fica proibido de propagar, distribuir e vender o material de qualquer forma, sob pena de responder civil e criminalmente por violação da propriedade material e intelectual. Disciplina: Planejamento da Terapia Nutricional Versão 1.1 A dosagem do 25-hidroxicolecalciferol é a principal metodologia utilizada para detectar os níveis de vitamina D, pois em geral ela reflete os estoques hepáticos desse nutriente. O que é extremamente importante, visto que o fígado é seu principal local de reserva corporal. Além disso, essa é a forma mais abundante de vitamina D circulante e a que possui maior meia-vida. No entanto, alguns fatores influenciam sua concentração tais como: sazonalidade, uso de suplementos, latitude, idade e sexo. Apesar dessas variações sua dosagem é considerada uma medida precisa e integrativa, visto que reflete ingestão e produção cutânea. Seu nível ideal ainda é discutido. A dosagem associada do paratormônio fornece informações adicionais ao diagnóstico, visto que na deficiência de vitamina D teremos redução de cálcio sérico e elevação desse hormônio. A metodologia mais indicada para dosagem de 25-hidroxicolecalciferol é o ensaio de ligação competitiva, após sua separação por HPLC (Cromatografia Líquida de Alta Eficiência, em inglês: High Performance/Pressure Liquide Chromatography) Outros marcadores de vitamina D têm sido usados entre eles: excreção urinária de cálcio (diminui na deficiência de vitamina D), alterações nas biópsias ósseas e atividade da fosfatase alcalina (aumenta com a deficiência da vitamina D). No entanto, em geral esses métodos são complexos e onerosos, possuem baixa especificidade e sensibilidade ou indicam somente a deficiência grave de vitamina D. Ferro O ferro exerce importantes funções no metabolismo. Atua no transporte e armazenamento de oxigênio, nas reações de liberação de energia na cadeia de transporte de elétrons, na conversão de ribose e desoxiribose, como cofator de reações enzimáticas e reações metabólicas essenciais. Dessa forma é um nutriente extremamente importante para o nosso organismo. http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_inglesa 10/18 © Ao aluno é permitido fazer uma cópia do material didático disponibilizado para uso próprio. De acordo com a Lei no. 9.610 de 19/02/1998, que trata de direitos autorais, todo aluno fica proibido de propagar, distribuir e vender o material de qualquer forma, sob pena de responder civil e criminalmente por violação da propriedade material e intelectual. Disciplina: Planejamento da Terapia Nutricional Versão 1.1 A deficiência de ferro é a carência nutricional mais prevalente no mundo, observada em lactentes, pré-escolares, adolescentes e gestantes. Ela resulta do consumo inadequado de ferro, da absorção reduzida, da perda elevada ou de uma combinação desses fatores. As manifestações clínicas da deficiência são anemia, estomatite angular, glossite, disfagia, coliníquia (unhas em forma de colher) e pagofagia (comer gelo). Sintoma menos específicos incluem perda de energia, cansaço, anorexia, maior susceptibilidade à infecção e redução de performance intelectual. O ferro é distribuído no adulto normal em três compartimentos: ferro essencial, ferro transportado e ferro estocado. O ferro essencial é encontrado na hemoglobina (70%), na mioglobina (4%) e junto às enzimas catalases, peroxidases (menos de 1%). O ferro transportado corresponde aquele associado à proteína transferrina. E o ferro estocado se encontra predominantemente no fígado (25%), dos quais cerca de 2/3 estão ligados à ferritina. Certa quantidade de ferritina pode ser encontrada em pequenas concentrações no plasma. O primeiro estágio da deficiência afeta os estoques de ferro, nesse momento os níveis de ferro transportado e hemoglobina encontram-se normais,mas a depleção dos estoques se reflete na queda das concentrações de ferritina sérica. Com a redução dos estoques de ferro, o suprimento desse nutriente para a formação de células eritropoiéticas é progressivamente reduzido e ocorre redução da saturação de transferrina. Em contraste, a protoporfirina eritrocitária, que é um precursor do heme, se eleva, pois sem o ferro não é possível a formação do heme. Os níveis de hemoglobina caem drasticamente, mas podem ainda se manter dentro da normalidade. Por fim, ocorre a exaustão dos estoques e declínio do ferro circulante, que se caracteriza por anemia microcítica hipocrômica. Observa-se claramente redução dos valores de hemoglobina, ocorre redução do hematócrito, além de redução do volume corpuscular médio (VCM) e da concentração de hemoglobina corpuscular média (VHCM). 11/18 © Ao aluno é permitido fazer uma cópia do material didático disponibilizado para uso próprio. De acordo com a Lei no. 9.610 de 19/02/1998, que trata de direitos autorais, todo aluno fica proibido de propagar, distribuir e vender o material de qualquer forma, sob pena de responder civil e criminalmente por violação da propriedade material e intelectual. Disciplina: Planejamento da Terapia Nutricional Versão 1.1 Dessa forma, vários componentes podem ser analisados para verificação da deficiência de ferro. No entanto, apenas a união das várias medidas tornará a avaliação da deficiência mais segura e específica. Os melhores métodos para dosagem de reserva de ferro e estado de ferro são a flebotomia (após indução de deficiência do mineral na hemoglobina, calcula-se as reservas de ferro) e a dosagem da homossiderina na medula óssea. No entanto, estes são dois métodos muito invasivos, o que é inviável na prática clínica mesmo em estudos populacionais. Como vimos, a ferritina sérica faz parte das reservas corporais de ferro e pode ser dosada através do sangue periférico, através de radioimunoensaio, enzimaimunoensaio ou quimioluminescência, cada um com valores de referência específicos. Na deficiência de ferro os valores estarão reduzidos. Valores elevados são observados na presença de infecção, neoplasia, leucemia, hepatopatia, alcoolismo e hipertiroidismo. Essa medida representa um importante parâmetro para diagnóstico da deficiência de ferro, apesar de apresentar limitações na infância e gestação, quando seus valores estão naturalmente reduzidos. Outra limitação existente é o fato dos pontos de corte não estarem claramente definidos. Outro parâmetro importante é o ferro sérico que estará reduzido na deficiência, no entanto seus valores são fortemente influenciados pela presença de infecção que também reduz sua concentração. A capacidade total de ligação do ferro ou transferrina estaria elevada na deficiência de ferro. No entanto, essa medida é influenciada pela presença de inflamação, que leva a redução de sua capacidade de ligação. A associação de inflamação e deficiência de ferro pode levar a valores normais de capacidade total de ligação do ferro. Associando essas duas medidas podemos avaliar a saturação da transferrina (ferro sérico/ capacidade total de ligação do ferro), essa medida é mais específica e sensível. No entanto, ainda é influenciada pela presença de inflamação e principalmente de infecção, pois seu cálculo provém das medidas citadas. Esse é um importante parâmetro na diferenciação da anemia 12/18 © Ao aluno é permitido fazer uma cópia do material didático disponibilizado para uso próprio. De acordo com a Lei no. 9.610 de 19/02/1998, que trata de direitos autorais, todo aluno fica proibido de propagar, distribuir e vender o material de qualquer forma, sob pena de responder civil e criminalmente por violação da propriedade material e intelectual. Disciplina: Planejamento da Terapia Nutricional Versão 1.1 ferropriva para talassemia, pois as duas são microcíticas e hipocrômicas, no entanto, na talassemia a saturação de transferrina será sempre elevada. Talassemia: doença hereditária autossômica recessiva cujo defeito genético resulta na redução da taxa de síntese de uma das cadeias de globina que formam a hemoglobina. A redução da síntese de uma das cadeias de globina pode causar a formação de moléculas de hemoglobina anormal, causando anemia. Na mesma direção temos a dosagem dos receptores de transferrina que apresentam maiores valores na presença de deficiência de ferro, na anemia hemolítica, autoimune e na talassemia. Sua análise tanto por radioimunoensaio quanto por enzimaimunoensaio mostra boa sensibilidade. Estudos têm demonstrado bons resultados com essa dosagem visto que parece não ser influenciada pela gestação, infecção ou inflamação. Como principais parâmetros temos a dosagem de hemoglobina. No entanto esse não é um método específico e sensível, pois pode ser influenciado por diversas patologias como desnutrição, infecção, inflamação, hemorragia, deficiência de folato, deficiência de B12, entre outras. Além de variar com o sexo, faixa etária e raça. Nesse estágio, em que a hemoglobina já está reduzida os dados de tamanho e cor das células vermelhas (VCM e VHCM) são muito úteis para o diagnóstico da deficiência de ferro, pois teremos células hipocrômicas e microcíticas. No entanto, só poderão ser utilizados após a instalação da anemia. Dessa forma, observamos que nenhum dos parâmetros poderá ser utilizado isoladamente por apresentarem influência de outros fatores. De acordo com o NHANES o ideal é a utilização de ao menos dois parâmetros. Outra questão importante são os pontos de corte adotados que variarão de metodologia para metodologia e de população para população. Cálcio http://pt.wikipedia.org/wiki/Autoss%C3%B4mica_recessiva http://pt.wikipedia.org/wiki/Gen%C3%A9tico http://pt.wikipedia.org/wiki/Globina http://pt.wikipedia.org/wiki/Hemoglobina http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADntese http://pt.wikipedia.org/wiki/Mol%C3%A9cula http://pt.wikipedia.org/wiki/Hemoglobina http://pt.wikipedia.org/wiki/Anemia 13/18 © Ao aluno é permitido fazer uma cópia do material didático disponibilizado para uso próprio. De acordo com a Lei no. 9.610 de 19/02/1998, que trata de direitos autorais, todo aluno fica proibido de propagar, distribuir e vender o material de qualquer forma, sob pena de responder civil e criminalmente por violação da propriedade material e intelectual. Disciplina: Planejamento da Terapia Nutricional Versão 1.1 O cálcio é o mineral mais abundante no organismo humano, e encontra-se principalmente estocado nos ossos. Na circulação suas várias formas se encontram em equilíbrio dinâmico, das quais 45% a 50% estão na forma iônica, 40% ligados a proteínas, especialmente à albumina, e 10% a 15% como cálcio complexado, ou seja, ligado a ânions de baixo peso molecular, como bicarbonato, citrato, fosfato e lactato. O cálcio está envolvido em vários processos metabólicos, desde ativação enzimática, até coagulação, contratilidade muscular, transmissão nervosa, funções hormonais e transporte através de membrana celular. A deficiência de cálcio caracteriza-se pela desmineralização óssea (osteopenia), que pode ocorrer de forma lenta e insidiosa como resultado de uma combinação de fatores coexistentes como dieta, situação endócrina, genética e idade. Para avaliação da disponibilidade corporal de cálcio, a dosagem do cálcio sérico total não é uma medida útil, pelo fato de não ser uma medida constante. Um exemplo é a ocorrência de qualquer alteração das proteínas séricas, especialmente a albumina, quando ela reduz temos uma redução do cálcio sérico total, sem que isso represente uma alteração em sua fração ionizada. Com o desenvolvimento tecnológico a dosagem do cálcio iônico tornou-se uma ferramenta de melhor poder diagnóstico por sua maior especificidade. Apesar de toda a evolução a dosagem exige maior cuidado na coleta, vistoque o contato com o ar pode inviabilizar os resultados. Outra dosagem possível é a excreção urinária de cálcio. O cálcio urinário de 24h refletirá o equilíbrio entre absorção do cálcio dietético e a perda/ganho ósseo. Enquanto a calciúria isolada pode ser medida pela coleta da manhã, após jejum de 12 horas, desprezando-se a primeira micção. Nas duas análises o devido cuidado com o horário será essencial, e essa representa uma das maiores dificuldades da análise. Além disso, o valor de referência ainda é bastante discutido. Para avaliarmos de forma indireta o estado corporal de cálcio, podem, ainda, ser utilizadas medidas de densidade mineral óssea. A densitometria óssea de única ou dupla emissão de raios X e a tomografia computadorizada refletirão também o estado 14/18 © Ao aluno é permitido fazer uma cópia do material didático disponibilizado para uso próprio. De acordo com a Lei no. 9.610 de 19/02/1998, que trata de direitos autorais, todo aluno fica proibido de propagar, distribuir e vender o material de qualquer forma, sob pena de responder civil e criminalmente por violação da propriedade material e intelectual. Disciplina: Planejamento da Terapia Nutricional Versão 1.1 mineral ósseo. No entanto, teremos a detecção da deficiência já estabelecida. Para uma detecção precoce a dosagem do cálcio ionizado será de maior valia. Zinco Um elemento traço é aquele que é necessário em pequenas quantidades pelo organismo humano, isto é em microgramas ou miligramas por quilograma de peso corporal. O zinco é um desses elementos e apesar de serem necessárias pequenas quantidades é um elemento extremamente importante. O zinco é um constituinte de mais de 200 metaloenzimas que participam do metabolismo protéico, lipídico e de carboidratos, assim como da síntese e degradação dos ácidos nucléicos. Dessa forma, ele é essencial para o crescimento, desenvolvimento, reprodução, imunidade, função sensorial, proteção antioxidante e estabilização de membranas. Sua deficiência acarreta atraso de crescimento, atraso de maturação sexual, redução do apetite, letargia mental e alterações na pele. A identificação precoce da deficiência deste elemento-traço é alvo importante na prática clínica. Não existe até o momento um indicador altamente específico e sensível para definição de deficiência de zinco. Recomenda-se a associação de mais de um indicador como a dosagem do zinco plasmático; da concentração de zinco presente no cabelo; da concentração de metalotioneína presente nos eritrócitos; da atividade de enzimas dependentes de zinco e de provas funcionais (percepção do paladar, resposta atrasada de hipersensibilidade etc). A concentração plasmática de zinco normalmente reduz em sua deficiência, no entanto, na deficiência marginal esses valores aparecem dentro da normalidade. É um marcador sensível apenas em situações de deficiência grave. Além disso, fatores como estresse, infecção, ingestão alimentar e estado hormonal irão influenciar essa dosagem. A dosagem de zinco presente no cabelo em crianças reflete o estado de zinco, porém é influenciada por fatores como idade, sazonalidade e desnutrição. Além disso, em adultos sua dosagem parece não refletir o estado corporal de zinco. 15/18 © Ao aluno é permitido fazer uma cópia do material didático disponibilizado para uso próprio. De acordo com a Lei no. 9.610 de 19/02/1998, que trata de direitos autorais, todo aluno fica proibido de propagar, distribuir e vender o material de qualquer forma, sob pena de responder civil e criminalmente por violação da propriedade material e intelectual. Disciplina: Planejamento da Terapia Nutricional Versão 1.1 A dosagem de zinco nos eritrócitos e linfócitos apresenta diversos problemas metodológicos e pode não refletir o estado atual de zinco. A determinação de enzimas dependentes de zinco parece ser uma boa alternativa embora mais estudos sejam necessários para determinar sua especificidade e sensibilidade em humanos. As provas funcionais podem ser utilizadas como medida adicional para avaliação da funcionalidade fisiológica. Iodo O iodo, assim como o zinco, é um elemento-traço essencial ao organismo humano. Sua função exclusiva no corpo humano é ser um componente dos hormônios tireoidianos tiroxina (T4) e triiodotironina (T3). Esses hormônios são necessárioa para o crescimento, desenvolvimento e manutenção do estado metabólico normal. Dessa forma, o bócio (aumento da tireóide) representa a principal consequência da deficiência desse nutriente. Em áreas onde há deficiência severa de iodo o cretinismo endêmico pode ocorrer. Outras manifestações de sua deficiência são o retardo mental, cansaço físico, retardo do crescimento, amenorreia com prejuízo da função reprodutiva, e comprometimento cerebral. Uma das principais formas de avaliação da deficiência de iodo é sua excreção urinária em jejum. A dificuldade encontrada nessa análise é que a ingestão alimentar anterior pode afetar os dados coletados. Além disso, a função renal precisa estar normal já que um clearance renal alterado afetará o liberação renal de iodo. A avaliação da excreção de iodo urinário é um instrumento capaz de avaliar o estado nutricional atual de iodo e refletir alterações recentes nos níveis de ingestão, constituindo, sobretudo, um indicador de impacto da iodação do sal na saúde da população, ideal para detecção precoce e intervenção preventiva da deficiência. A pesquisa mais recente sobre a prevalência da deficiência de iodo em nível nacional registrou prevalência de bócio de 1,4%, bem abaixo do limite máximo de 5% indicado pela OMS como problema de saúde pública. 16/18 © Ao aluno é permitido fazer uma cópia do material didático disponibilizado para uso próprio. De acordo com a Lei no. 9.610 de 19/02/1998, que trata de direitos autorais, todo aluno fica proibido de propagar, distribuir e vender o material de qualquer forma, sob pena de responder civil e criminalmente por violação da propriedade material e intelectual. Disciplina: Planejamento da Terapia Nutricional Versão 1.1 Outra alternativa são as dosagens da concentração plasmática de T3 e T4, assim como do hormônio estimulante da tireóide (TSH). Essa é uma medida muito importante especialmente em neonatos para detecção do hipotiroidismo congênito. Os hormônios representam uma medida bastante sensível e específica para a deficiência de iodo. Serão observados valores reduzidos de T3 e T4 e nas condições mais severas e TSH estará notavelmente elevado. Além do mais é um teste que pode ser realizado por kits comerciais amplamente distribuídos utilizando-se o método radioimunoensaio. No entanto, teremos nessa avaliação a detecção da deficiência cronicamente instalada. Além dos nutrientes citados vários outros são extremamente importantes para o organismo humano. Os nutrientes aqui apresentados foram selecionados porque se destacam como os mais importantes na avaliação do estado nutricional dos indivíduos sendo suas deficiências as mais comumente encontradas na população em geral. Alguns deles são mais prevalentes de acordo com a faixa etária: Recém-nascidos: vitamina A e ferro. Crianças em geral: ferro, vitamina A, vitamina D e zinco. Mulheres em idade reprodutiva: ácido fólico, ferro e vitamina A. Gestantes: cálcio, ferro, iodo, vitamina A, ácido fólico, vitamina D Mulheres no período pós-parto: vitamina A. Idosos: cálcio e vitamina D. Referências Bibliográficas 1. Potischman N and Freudenheim JL. Biomarkers of Nutritional Exposure and Nutritional Status: An Overview. American Society for Nutritional Sciences. J. Nutr. 133: 873S–874S, 2003. 17/18 © Ao aluno é permitido fazer uma cópia do material didático disponibilizado para uso próprio. De acordo com a Lei no. 9.610 de 19/02/1998, que trata de direitos autorais, todo aluno ficaproibido de propagar, distribuir e vender o material de qualquer forma, sob pena de responder civil e criminalmente por violação da propriedade material e intelectual. Disciplina: Planejamento da Terapia Nutricional Versão 1.1 2. Gibson RS. Principles of Nutritional Assessment. First Edition, Oxford University Press, Oxford, 1990. 3. Paiva AA, Rondó PH, Guerra-Shinohara EM. Parâmetros para avaliação do estado nutricional de ferro. Rev Saude Publica. 2000 Aug;34(4):421-6. 4. Shane B. Folate status assessment history: implications for measurement of biomarkers in NHANES. Am J Clin Nutr doi: 10.3945/ajcn.111.013367. 5. Paniz C, Grotto D, Schmitt GC, Valentini J, Schott KL, Pomblum VJ, et al. Fisiopatologia da deficiência de vitamina B12 e seu diagnóstico laboratorial. J Bras Patol Med Lab 2005;41(5):323-34. 6. Tanumihardjo SA. Vitamin A: biomarkers of nutrition for development. 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