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Programa Formação pela Escola Carla Ferreira Silva Marcela Pontes Moraes Problemas relacionados ao PNAE em Bom Jesus do Norte/ES Tutor: Valéria Almeida Batista Braga Bom Jesus do Norte, 2021 INTRODUÇÃO O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) no município é acompanhado e fiscalizado pelo Conselho de Alimentação Escolar (CAE) e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Os valores passados pela união ao município são por dias letivos para cada aluno e de acordo com a modalidade de ensino. A emergência em se ter um programa suplementar que atendesse às necessidades alimentares relacionados aos frequentes problemas nutricionais, que surgia nas redes de ensino no País, já se mostrava presente a partir da década de 1930, entretanto, os responsáveis por assumirem tais responsabilidades eram ainda os Estados e Municípios com maior poder aquisitivo. Na atualidade, é reconhecido como um dos maiores programas no âmbito nacional, que atende a milhões de escolares. Deste repasse 30% é destinado a Agricultura Familiar que estimula o desenvolvimento econômico e sustentável das comunidades. São atendidos pelo programa todos os alunos de toda a educação básica (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos matriculados em escolas públicas). No município existe uma escola filantrópica que é repassada o recurso como merenda atendendo os critérios estabelecidos na Resolução FNDE 26/2013, pois considerados integrantes da rede pública de ensino. De acordo com os problemas encontrados no município podemos citar somente a demora da licitação e a chamada pública da Agricultura Familiar que até o presente momento não saiu nada. Com essa demora o cardápio fica defasado de verduras fazendo com que os produtores locais percam os seus produtos e os estudantes tenham um baixo índice nutricional e baixo rendimento. O objetivo desse estudo é contribuir para o desenvolvimento, crescimento, aprendizagem e o rendimento escolar dos estudantes de escola pública e também o incentivo a criar hábitos alimentares saudáveis através das refeições oferecidas e ações de educação alimentar e nutricional através do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). ANÁLISE DE DADOS O presente estudo foi conduzido no município de Bom Jesus do Norte, que está situado no Sul do Espírito Santo. Conta com uma população estimada para o ano de 2021 de 9.988 pessoas, tendo uma área territorial de 89.084 km². A cidade conta com 8 (oito) escolas municipais, sendo 1 pré escola, 2 creches, 4 ensino fundamental (2 zona urbana e 2 zona rural), 1 ensino médio e 1 creche filantrópica, as quais atendem no total de ...... alunos. Portanto, é evidente a importância do PNAE neste município haja vista que o programa possibilita a distribuição de alimentos mais saudáveis e confiáveis, melhorando de forma significativa a merenda escolar e promovendo melhor desempenho e aprendizado dos alunos. Por outro lado, possibilita o desenvolvimento e manutenção da agricultura familiar, geração de emprego e renda, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável e local (CHIESA e NASCIMENTO, 2018). O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), instaurado pela Lei n° 11.947/2009, garante que pelo menos 30% dos alimentos servidos nas escolas da rede pública de ensino sejam provenientes da agricultura familiar, por meio de chamadas públicas sem a necessidade de licitações (BRASIL, 2009). A Resolução CD/FNDE nº 26 de 17 junho de 2013, considerando a necessidade de oferecer maior reforço alimentar e nutricional, dispõe sobre a elaboração dos cardápios escolares e o acompanhamento do CAE, a necessidade de suprir entre 20%, 30% e 70% dos valores nutricionais diários, para cada modalidade de ensino, idade dos escolares levando em consideração o tempo de duração dos alunos na escola, como apresentam os quadros abaixo. 30% das necessidades nutricionais Categoria Idade (Anos) Energia (Kcal) Proteína (g) Creche 7 – 11 meses 200 32,5 1 – 3 anos 300 48,8 Pré-escola 4 – 5 anos 400 65,0 Fundamental 6 – 10 anos 450 73,1 11 – 15 anos 650 105,6 Ens. Médio 16 – 18 anos 750 121,8 EJA 19 – 30 anos 680 110,5 31 – 60 anos 650 105,6 20% das necessidades nutricionais Categoria Idade (Anos) Energia (Kcal) Proteína (g) Creche 7 – 11 meses 135 21,9 1 – 3 anos 200 32,5 Pré-escola 4 – 5 anos 270 43,9 Fundamental 6 – 10 anos 300 48,8 11 – 15 anos 435 70,7 Ens. Médio 16 – 18 anos 500 81,3 EJA 19 – 30 anos 450 73,1 31 – 60 anos 435 70,7 70% das necessidades nutricionais Categoria Idade (Anos) Energia (Kcal) Proteína (g) Creche 7 – 11 meses 450 73,1 1 – 3 anos 700 114,9 Pré-escola 4 – 5 anos 950 154,4 Fundamental 6 – 10 anos 1000 162,5 11 – 15 anos 1500 243,8 Ens. Médio 16 – 18 anos 1700 276,3 EJA 19 – 30 anos 1600 260,0 31 – 60 anos 1500 243,8 A nutricionista é o profissional habilitado que faz parte desse processo e que gerencia o programa. Ela faz o controle de qualidade dos alimentos adquiridos, planejamento dos cardápios, supervisiona e avalia as necessidades dos estudantes no âmbito escolar e também coordena as cozinhas das escolas, mantendo as boas práticas de alimentação. O PNAE é acompanhado e fiscalizado diretamente pela sociedade, por meio dos Conselhos de Alimentação Escolar (CAE), e também pelo FNDE, pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pela Controladoria Geral da União (CGU) e pelo Ministério Público. Atualmente, o valor repassado pela União a estados e municípios por dia letivo para cada aluno é definido de acordo com a etapa e modalidade de ensino: · Creches: R$ 1,07 · Pré-escola: R$ 0,53 · Escolas indígenas e quilombolas: R$ 0,64 · Ensino fundamental e médio: R$ 0,36 · Educação de jovens e adultos: R$ 0,32 · Ensino integral: R$ 1,07 · Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral: R$ 2,00 · Alunos que frequentam o Atendimento Educacional Especializado no contraturno: R$ 0,53. (Portal Fnde, 2017) Em nosso município foi repassado o valor de .... no ano de 2021 para atender a merenda escolar do ano letivo. A nutricionista acompanha a entrega nas escolas da merenda escolar, observando o acondicionamento e qualidade dos alimentos que está sendo entregue. A empresa responsável pela entrega é feita 2 vezes ao mês pois como é de outra cidade por conta da distância. A nutricionista faz regulamente visitas as escolas para verificar o estoque, a qualidade dos alimentos e como está sendo preparado, e está sendo feito igual aos cardápios fornecidos e de acordo com o Fnde. Também são verificadas as quantidades de uso por dia para poder calcular o planejamento do mês para que não faltem ou tenha sobra de alimentos. A aceitação dos alunos quanto os cardápios são aceitáveis, a grande maioria come na escola e de acordo com as merendeiras eles gostam, tanto na comida, quanto nas frutas oferecidas, e com isso contribui para melhorias nas escolas e uma alimentação saudável e também com a proibição das cantinas que acaba influenciando para que os alunos não consumam alimentos industrializados e salgados em geral. CONSIDERAÇÕES FINAIS Na idade escolar, os benefícios de uma alimentação adequada são essenciais para a saúde, crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes em seu rendimento escolar. Os cardápios são ricos em proteínas, carboidratos, lipídios, frutas e fibras, onde muita das vezes essas crianças não possuem em casa o que comer, ou não tem refeições completas durante o dia, com isso é importante o programa do Pnae que beneficia essa alimentação completa dentro da escola, pois o funcionamento do programa é o recomendado para uma oferta de uma alimentação saudável. SUGESTÕES DO ESTUDO Sugerimos ao município pelo menos 2 chamadas públicas por ano, sempre em consideração aos alimentos da safra e entre safra, também colocaria mais diversidade de alimentos que seriam fornecidos, pois com isso os agricultores em grande maioria participariamdas chamadas e aumentariam seus rendimentos. E também poderia ser aplicado um questionário pela própria EEx afim de entender a percepção dos participantes, mostrando os pontos positivos e negativos do programa, pois assim no final das chamadas públicas a entidade terá um feedback dos participantes envolvidos que serão observados e analisados para ter um aprimoramento e melhorias para as próximas chamadas. Promoveria ações de melhorias na qualidade da gestão do programa, criando metodologias e realizações de cursos de capacitação ao longo do ano para nutricionistas, merendeiras, diretores de escolas, conselheiros do Cae, agricultores e demais envolvidos no programa. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANDRADE, GISLÂNIA. PROGRAMA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR – PNAE: UMA LEITURA DOS PROCESSOS, PROCEDIMENTOS E ATORES SOCIAIS, A PARTIR DA LEI 11.947/2009, NO MUNICÍPIO DE CAMPINA GRANDE – PB. UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA. DISPONÍVEL EM: HTTP://DSPACE.BC.UEPB.EDU.BR/JSPUI/BITSTREAM/123456789/12763/1/PDF%20-%20GISL%C3%A2NIA%20DANTAS%20DE%20ANDRADE.PDF. ANO 2016. CHIESA, GUILHERME; NASCIMENTO, SHIRLEY. ESTRUTURAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR (PNAE) NO MUNICÍPIO DE SÃO GABRIEL- RS. DISPONÍVEL EM: https://dspace.unipampa.edu.br/bitstream/riu/4405/1/Guilherme%20Vaz%20Chiesa.pdf. ANO 2018. Portal do FNDE. Disponível em: https://www.fnde.gov.br/programas/pnae . 2017 2