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<p>2</p><p>2</p><p>SOCIEDADE EDUCACIONAL LEONARDO DA VINCI - UNIASSELVI</p><p>CURSO SUPERIOR DE NUTRIÇÃO</p><p>RELATÓRIO FINAL</p><p>ESTÁGIO I: SAÚDE COLETIVA</p><p>LUIZA EDIR DA SILVA</p><p>BIGUAÇU – JUNHO/2024</p><p>SOCIEDADE EDUCACIONAL LEONARDO DA VINCI - UNIASSELVI</p><p>CURSO SUPERIOR DE NUTRIÇÃO</p><p>LUIZA EDIR DA SILVA</p><p>SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE BIGUAÇU – ALIMENTAÇÃO ESCOLAR</p><p>HORÁRIOS: 6 HORAS DIÁRIAS</p><p>FRANCIEL BARBOSA DE SOUZA</p><p>Tutor da disciplina</p><p>Relatório Final de Estágio Curricular Supervisionado, apresentado a Uniasselvi-SC, como requisito para obtenção do diploma.</p><p>Orientador: Monalisa Cenci</p><p>BIGUAÇU – JUNHO/2024</p><p>DADOS DO ESTÁGIÁRIO</p><p>Aluno: Luiza Edir da Silva</p><p>Data de nascimento: 08/09/2000</p><p>Conclusão do curso: 2025</p><p>Endereço: Rua Manoel Mariano Ferreira, 621 – Rio Caveiras – Biguaçu / SC</p><p>Fone: (48) 996626273</p><p>Curso</p><p>Endereço: Rua Frederico Bunn, 27</p><p>Bairro: Centro</p><p>Cidade: Biguaçu</p><p>CEP: 88160112</p><p>Fone: (48) 3285-4314</p><p>Dados Do Estágio</p><p>Razão social: Prefeitura Municipal de Biguaçu</p><p>Endereço: Pc Nereu Ramos N°90</p><p>Bairro: Centro</p><p>Cidade: Biguaçu</p><p>Data de fundação: Desde a fundação até outubro de 2021 a instituição dividia prédio com a secretária de cultura, a partir desta data mudou-se para o atual endereço. Porém vai mudar de endereço novamente á partir de 31 de maio</p><p>Natureza: Público</p><p>Área de atuação da empresa: Secretária de Educação - Setor Alimentação Escolar</p><p>Número de empregados: 3</p><p>Período de estágio: 22/04/2024 a 28/06/2024</p><p>Representante legal da empresa: Salmir Da Silva</p><p>SUMÁRIO</p><p>1. INTRODUÇÃO...................................................................................................5</p><p>2. OBJETIVOS.......................................................................................................6</p><p>2.1 OBJETIVO GERAL...........................................................................................6</p><p>2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ...........................................................................7</p><p>3. DESENVOLVIMENTO........................................................................................7</p><p>3.1 HISTÓRICO DA EMPRESA.............................................................................7</p><p>3.2 DESCRIÇÃO DO SETOR...............................................................................10</p><p>3.3 DESCRIÇÃO DA ROTINA DIÁRIA NO SETOR...............................................14</p><p>3.4 VISITAS TÉCNICAS......................................................................................16</p><p>3.5 A MPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL NAS ESCOLAS............................................................................................................17</p><p>3.6 AVALIAÇÕES ANTROPOMÉTRICAS DOS ALUNOS....................................18</p><p>3.7 ATIVIDADE EDUCATIVA................................................................................20</p><p>4 CONCLUSÃO...................................................................................................22</p><p>REFERENCIAS...................................................................................................23</p><p>ANEXOS..............................................................................................................25</p><p>APÊNDICE...........................................................................................................30</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>A atuação do nutricionista no contexto da saúde coletiva é de suma importância para o desenvolvimento e aprimoramento das políticas públicas de alimentação e nutrição, especialmente no que diz respeito à alimentação escolar.</p><p>O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) é uma política governamental, de âmbito nacional, que visa a suprir, no mínimo, 15% das necessidades nutricionais dos escolares durante a permanência na escola. O PNAE objetiva, ainda, contribuir para a redução dos índices de evasão escolar, para a formação de bons hábitos alimentares e para o aumento da capacidade de aprendizagem (FNDE, 2005).</p><p>A inserção do nutricionista nesse contexto abrange uma série de atribuições delineadas pela Resolução CFN nº 600/2018, que estabelece as competências do profissional de Nutrição, destacando-se sua atuação na promoção da Educação Alimentar e Nutricional (EAN) no ambiente escolar. A EAN se apresenta como uma ferramenta fundamental para a promoção da saúde, visando não apenas a prevenção de doenças, mas também a promoção de hábitos alimentares saudáveis e sustentáveis desde a infância até a adolescência.</p><p>No Brasil, país de amplitude continental, o panorama alimentar é complexo e peculiar (CHAAR, 1984). Os fatores geográficos e culturais, associados à religiosidade popular, conduzem a diversidade de hábitos alimentares locais, caracterizando cada região do País, tornando ainda mais crucial a atuação de um profissional qualificado, que possa introduzir corretamente as orientações independentemente dos fatores externos.</p><p>Entre os anos de 2003 e 2011, o percentual de municípios brasileiros com nutricionistas cadastrados no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação/Ministério da Educação (FNDE/MEC) cresceu de 12 para 79%. Apesar da importante evolução, 21% dos municípios ainda não eram supervisionados pelo profissional.</p><p>Com a Resolução nº 465/2010, o CFN institui diretrizes para a promoção da alimentação saudável nas escolas, dentre elas, o Artigo 10 estipula a quantidade do quadro de operacional de funcionários com base no número de alunos atendidos, visando trazer uma estrutura adequada para garantir a presença e atuação dos nutricionistas em todas as etapas do processo educativo, assegurando que as orientações nutricionais sejam devidamente implementadas e acompanhadas, especialmente em regiões onde a presença desses profissionais ainda é limitada.</p><p>O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) é fundamental para garantir a oferta de alimentação adequada aos estudantes da rede pública de ensino. Os recursos para o PNAE são repassados pelo FNDE e são calculados com base no número de alunos matriculados em diferentes etapas e modalidades de ensino. Esses recursos têm o objetivo de contribuir para o crescimento, desenvolvimento e aprendizagem dos alunos, além de promover hábitos alimentares saudáveis.</p><p>Os valores per capita para o financiamento das refeições foram reajustados recentemente, variando entre 28% e 39%, conforme determinado pela Resolução CD/FNDE nº 2/2023. Por exemplo, para o Ensino Fundamental, o valor per capita é de R$ 0,50, enquanto para as creches é de R$ 1,37. Esses valores são essenciais para garantir que as escolas tenham os recursos necessários para oferecer uma alimentação de qualidade aos estudantes, conforme suas necessidades nutricionais.</p><p>Portanto, o repasse financeiro do PNAE é uma medida crucial para assegurar que os alunos tenham acesso a refeições saudáveis durante o período letivo, contribuindo para seu desenvolvimento físico e intelectual.</p><p>2 OBJETIVOS</p><p>2.1 OBJETIVO GERAL</p><p>Realizar estágio na secretária de educação do município de Biguaçu, a fim de conseguir o título do bacharel em Nutrição com ênfase na disciplina de Estágio I - Saúde Coletiva.</p><p>2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS</p><p>· Acompanhar as rotinas diárias da equipe de alimentação escolar, buscando cada vez mais conhecimento e se aperfeiçoando cada vez mais na área de nutrição escolar.</p><p>· Adquirir experiências práticas na área de saúde coletiva.</p><p>· Aplicar avaliações antropométricas.</p><p>· Realizar visitas técnicas nas escolas da rede municipal de ensino no município de Biguaçu.</p><p>· Desenvolver uma atividade de Educação Alimentar e Nutricional (EAN), com foco em crianças de faixa etária de 10 a 14 anos de idade na instituição EBM PROFESSOR DONATO ALIPIO DE SOUZA.</p><p>3 DESENVOLVIMENTO</p><p>3.1 HISTÓRICO DA EMPRESA</p><p>A história da alimentação escolar teve início na década de 50 quando foi dado início ao PNAE, e com o avanço do tempo e necessidade de melhorar cada vez mais a alimentação escolar criou-se a Lei das Cantinas (Lei Estadual nº12061/2001), a qual diz que a alimentação saudável mantida durante a infância colabora para a manutenção e promoção da</p>
<p>saúde (GERÊNCIA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR, 200).</p><p>Com o avanço de doenças não transmissíveis por alimentos entre crianças devido alimentação inadequada dá-se a importância de se oferecer nas escolas cardápios saudáveis e variados, a fim de promover hábitos alimentares saudáveis sejam incorporados na vivencia fora da escola também (GERÊNCIA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR, 200).</p><p>Com este intuito entrou em vigor a lei estadual nº12061/2001 a fim de estabelecer nas unidades educacionais os padrões e normas a serem seguidos tais como: fica proibida a oferta de frituras em geral, venda e/ou distribuição de bebidas alcoólicas (seja nas cantinas ou em atividades extras oferecidas pelas instituições), alimentos industrializados (pipocas doces industrializadas, sucos prontos, refrigerantes, etc), doces em geral (balas, pirulitos, etc), salgadinhos industrializados, cachorro quente, bolachas e biscoitos entre outros alimentos que contenham altos teores de açucares e gorduras saturadas. Fica permitida a comercialização em cantinas de escolas frutas, sucos naturais e/ou concentrados, água de coco, bebida láctea e iogurtes naturais (GERÊNCIA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR, 200) (foto 01). Foto 01 e 02 Lei das Cantinas, extraída da pasta de murais “espaço da nutrição</p><p>Foto 01. Fonte a autora Foto 02. fonte a autora</p><p>Desde junho de 2015 a Prefeitura municipal de Biguaçu passou a cumprir a lei federal nº11947/2009 que regulamenta a compra de 30% (trinta por cento) dos gêneros alimentícios destinados a alimentação escolar, no âmbito do PNAE, utilizada integralmente esta verba para compra da agricultura familiar (GERÊNCIA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR (1), 200)</p><p>O cumprimento da legislação acontece através dos setores de alimentação escolar da secretaria municipal de educação em parceria com a instituição da EPAGRI de Biguaçu e secretaria municipal de agricultura. A assinatura do contrato entre prefeitura e EPAGRI deu-se em 09 de março de 2016, segundo reportagem foto 03)</p><p>Foto 03. Fonte a autora. Assinatura do contrato entre prefeitura municipal Epagri e agricultura familiar.</p><p>São entregues cerca de 17 itens provenientes da compra de agricultores familiares, na sua maioria gêneros de hortifrúti como: beterraba, banana, aipim, batata-doce, cenoura, acelga, espinafre, goiaba, farinha de mandioca, repolho, brócolis, alface, cebolinha, polpa de açaí e rúcula (GERÊNCIA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR (1), 200).</p><p>A partir de maio de 2015 a prefeitura de Biguaçu passou a contar com duas nutricionistas e uma técnica em nutrição no Setor de Alimentação Escolar. As profissionais atuam com base nas Resolução do CFN 465/2010, Lei 11947 do PENAE e resolução do FNDE 38/2009 (GERÊNCIA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR (1), 200).</p><p>O trabalho do quadro técnico de nutricionistas baseia-se no Plano de Trabalho Alimentação Escolar/ 2024 o qual determina como será o andamento das funções desempenhadas, bem como cronogramas de compras de alimentos, planejamento de atividades técnicas, elaboração de cardápios, diagnóstico e acompanhamento nutricional das crianças atendidas na rede municipal, testes de aceitabilidade, elaboração de manuais de BPF, capacitação de merendeiras, entre outras atividades desenvolvidas (PTAE, 2023).</p><p>Atualmente está capacitação é realizada pela equipe de nutrição da secretaria de educação municipal que conta com uma RT, uma QT, uma técnica de nutrição, através de treinamentos e visitas técnicas realizadas nas instituições de ensino</p><p>3.2	DESCRIÇÃO DO SETOR</p><p>Quando pensamos no quadro de profissionais que trabalham na alimentação escolar, a primeira coisa que vem à mente são as merendeiras e os merendeiros que preparam as refeições ofertadas. Porém, por trás deste time tão importante, temos muitos outros profissionais atuantes, como nutricionistas, equipe gestora administrativa, quadro técnico, entre outros. A alimentação escolar é resultado do trabalho conjunto de diversos profissionais, cada um desempenhando seu papel de forma integrada para garantir não apenas a nutrição adequada, mas também a promoção da saúde e o bem-estar dos estudantes.</p><p>Além das merendeiras e merendeiros, que são fundamentais na preparação e distribuição das refeições, a alimentação escolar conta com o apoio indispensável de nutricionistas. Esses profissionais são responsáveis por planejar os cardápios de acordo com as necessidades nutricionais de cada faixa etária, levando em consideração fatores como a sazonalidade dos alimentos, a regionalidade e a sustentabilidade. Eles também monitoram a qualidade dos alimentos servidos, garantindo que as refeições sejam balanceadas e seguras para o consumo. O trabalho dos nutricionistas é crucial para assegurar que os estudantes recebam uma alimentação que contribua para seu desenvolvimento físico e cognitivo, além de promover hábitos alimentares saudáveis que podem perdurar por toda a vida.</p><p>Além disso, a equipe gestora administrativa desempenha um papel vital na operacionalização da alimentação escolar. Esses profissionais cuidam da logística, como a compra e o armazenamento dos alimentos, garantindo que tudo esteja em conformidade com as normas sanitárias e regulatórias. Eles também são responsáveis pela gestão financeira, assegurando que os recursos destinados à alimentação escolar sejam utilizados de forma eficiente e transparente. O quadro técnico, por sua vez, oferece suporte em diversas áreas, desde a manutenção dos equipamentos de cozinha até a formação contínua dos profissionais envolvidos. Esse trabalho conjunto e coordenado entre diferentes áreas do conhecimento é essencial para que o programa de alimentação escolar funcione de maneira eficaz, proporcionando um ambiente saudável e propício ao aprendizado para todos os estudantes.</p><p>Ademais, é importante destacar a participação de educadores e pedagogos nesse processo. Eles têm o papel de integrar a alimentação escolar ao currículo educacional, promovendo atividades e projetos que incentivem os alunos a compreenderem a importância de uma alimentação saudável. Através de aulas práticas, palestras e campanhas educativas, esses profissionais ajudam a criar uma cultura de alimentação consciente, onde os estudantes aprendem desde cedo sobre a origem dos alimentos, os benefícios de uma dieta equilibrada e os impactos de suas escolhas alimentares na saúde e no meio ambiente. Dessa forma, a alimentação escolar vai além de apenas fornecer refeições, tornando-se uma ferramenta educacional poderosa que contribui para a formação integral dos alunos.</p><p>Na SEMED do município de Biguaçu são atendidos 6 mil alunos e o quadro técnico conta com uma RT, uma técnica em nutrição e uma gerente administrativa, segue a baixa tabela com quadro de funcionários da secretaria de educação setor de alimentação escolar</p><p>QUADRO DE FUNCIONÁRIOS DE SECRETARIA DE EDUCAÇÃO / ALIMENTAÇÃO ESCOLAR</p><p>CARGO</p><p>FUNCIONÁRIOS</p><p>CARGA HORÁRIA</p><p>SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO</p><p>OSCAR SILVA NETO</p><p>NÃO DEFINIDO</p><p>GERENTE ADMINISTRATIVA</p><p>HAYNA NUNES DE SOUZA</p><p>40H SEMANAIS</p><p>RESPONSÁVEL TÉCNICA</p><p>MONALISA CENCI</p><p>30H SEMANAIS</p><p>TÉCNICA EM NUTRIÇÃO</p><p>MORGANA MARTINS</p><p>30H SEMANAIS</p><p>Fonte a autora.</p><p>Foi desenvolvido acompanhamento de campo com visita técnica e observação das atividades do dia a dia da instituição EBM Professor Donato Alipio De Souza, o quadro de funcionários desta instituição conta com:</p><p>QUADRO DE FUNCIONÁRIOS EBM PROFESSOR DONATO ALIPIO DE SOUZA</p><p>SETOR</p><p>FUNCIONÁRIOS</p><p>CARGA HORÁRIA</p><p>Diretor</p><p>Marcelo Chitolina</p><p>40</p><p>Professores</p><p>36</p><p>25</p><p>Diretora Adjunta</p><p>1</p><p>40</p><p>Auxiliares de Ensino</p><p>4</p><p>40</p><p>Segundo Professores</p><p>8</p><p>40</p><p>Especialistas</p><p>5</p><p>40</p><p>Técnicos em Educação</p><p>2</p><p>40</p><p>Bibliotecária</p><p>1</p><p>40</p><p>Assistente Social</p><p>1</p><p>30</p><p>Psicóloga</p><p>1</p><p>30</p><p>Auxiliares de Serviços Gerais (ASG)</p><p>7</p><p>30</p><p>Merendeiras</p><p>3</p><p>30</p><p>Servente</p><p>1</p><p>30</p><p>Fonte a autora.</p><p>O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) consiste no repasse de recursos financeiros federais para o atendimento de estudantes matriculados em todas as etapas e modalidades da educação básica nas redes municipal, distrital, estadual e federal e nas entidades</p>
<p>qualificadas como filantrópicas ou por elas mantidas, nas escolas confessionais mantidas por entidade sem fins lucrativos e nas escolas comunitárias conveniadas com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, com o objetivo de contribuir para o crescimento e o desenvolvimento biopsicossocial, a aprendizagem, o rendimento escolar e a formação de hábitos alimentares saudáveis dos alunos, por meio de ações de educação alimentar e nutricional e da oferta de refeições que cubram as suas necessidades nutricionais durante o período letivo. (Gov.BR,2024).</p><p>Foi desenvolvido acompanhamento de campo com visita técnica e observação das atividades do dia a dia da instituição EBM Professor Donato Alípio de Souza, o quadro de funcionários desta instituição conta com:</p><p>A EBM Professor Donato Alípio de Campos, teve sua fundação no ano de 1980 e sempre atendeu os alunos em sua sede, na Rua 13 de maio, 326, bairro Prado. Atualmente passa por um processo de reforma completa de seu prédio. Tal reforma se fazia necessária para adequações de acessibilidade, segurança e ampliações, favorecendo sempre a melhor qualidade de aprendizagem dos alunos preconizado pela SEMED e por todos os funcionários da escola.</p><p>Para reduzir os transtornos causados pela reforma, a escola mudou-se temporariamente para o prédio da Univali, campus A, na Rua Patrício Texeira, 317, no bairro Jardim Carandaí em Biguaçu. No entanto, esse espaço não é totalmente adequado para uma escola de ensino fundamental, pois carece de infraestrutura para aulas de Educação Física e preparo e distribuição de refeições, resultando na necessidade de improvisar uma cozinha no local para atender todos os alunos.</p><p>Atualmente, com parte da obra já realizada, os alunos estão divididos entre duas instituições: 260 alunos do Fundamental I estão no polo Donato Prado, enquanto 321 alunos do Fundamental II estão no polo UNIVALI.</p><p>A distribuição de alimentos está sendo organizada no polo Donato e posteriormente transportada para os alunos no polo UNIVALI através de caixas térmicas apropriadas, conforme ilustrado na (Foto 04). O percurso médio para o transporte, que abrange uma distância de 4,9 km, requer aproximadamente 8 minutos, conforme indicado na (Foto 05). Todo o procedimento é meticulosamente planejado, visando assegurar que ocorra de acordo com as expectativas, com o objetivo de manter a adequação nutricional dos alunos.</p><p>Foto 04. Fonte a autora Foto 05. Fonte a autora</p><p>Apesar dos desafios enfrentados durante o processo de reforma e realocação temporária, a EBM Professor Donato Alípio de Campos demonstra um compromisso inabalável com a qualidade da educação oferecida aos seus alunos. A dedicação dos profissionais envolvidos, desde os funcionários da alimentação escolar até os professores e equipe administrativa, reflete um esforço conjunto para garantir o bem-estar e o desenvolvimento acadêmico dos estudantes. A reforma visa não apenas melhorias estruturais, mas também a promoção de um ambiente propício ao aprendizado. Com a cooperação de todos os envolvidos, a instituição está preparada para superar os desafios e continuar proporcionando uma educação de excelência aos seus alunos.</p><p>3.3 DESCRIÇÃO DA ROTINA DIÁRIA NO SETOR</p><p>As rotinas do setor variam entre atividades administrativas, visitas técnicas, elaboração de manuais, elaboração de orientações nutricionais, calendário de compras, reuniões administrativas, cronograma de entregas de alimentos, treinamento da equipe de merendeiras(os) e elaboração de normas de conduta ética, entrega de uniformes. Durante a realização do estágio foram feitas orientações a respeito das Alergias Alimentares (AA) tratando especificamente da alergia ao leite, propondo assim a substituição por derivados de soja e sucos. Conforme imagens a seguir:</p><p>Foto 06. Fonte a autora.</p><p>Durante a realização do estágio ocorreu o processo de licitação para a compra de alimentos para a alimentação escolar para o ano de letivo de 2024.</p><p>Houve a homologação do edital de licitação com a realização da pesquisa e orçamentos de todos os itens utilizados, sejam do gênero alimentício ou equipamentos. Para cada item é realizado a coleta de dados com apresentação de três orçamentos (foto 07).</p><p>Na solicitação de compra consta o código do produto, a quantidade solicitada, a unidade, as especificações do produto, preço unitário estimado e o preço total estimado pelo produto.</p><p>Ainda na elaboração deste material temos o termo de referência, no qual constam requisitos como objetivo, justificativa, especificações das aquisições ou serviços, dos recursos, local e condições de fornecimento ou prestação de serviço, cronograma de fornecimento ou prestação de serviços, cronograma de pagamentos, 19 vigência, da entrega, gestor/fiscal do contrato/responsável técnico, condições gerais. Para cada item orçado estas condições citadas acima devem ser respeitadas.</p><p>Foto 07. A autora. Fonte material de coleta de dados de orçamento utilizados no edital.</p><p>3.4 VISITAS TÉCNICAS</p><p>Como informado anteriormente, foram realizadas visitas técnicas nas escolas do município de Biguaçu. Entre as escolas visitadas, destacam-se: a Escola Donato Alípio de Souza, onde foi feita a avaliação antropométrica dos alunos; a Escola EBM Profª Olga de Andrade Barbosa; e a Escola CEIM Dona Dorvalina. A seguir, descreve-se uma das visitas, realizada na Escola CEIMAR Zulmira da Silva Delanlho.</p><p>No dia 15 de maio, por volta das 9h da manhã, foi realizada a visita à Escola CEIMAR Zulmira da Silva Delanlho. Localizada em uma área rural, a escola atende 49 crianças. Ao chegar ao local, observou-se a integridade e o cuidado com a organização e limpeza. No dia da visita, havia uma panelinha de arroz com carne moída para servir às crianças. Além disso, a escola conta com uma linda horta, que contribui para a alimentação saudável dos alunos.</p><p>Contudo, a escola enfrenta um problema: em dias de chuva, sapos entram no depósito devido à tela de proteção estar danificada. A escola está aguardando a substituição da tela.</p><p>Segue a Imagem (08) abaixo, descrevendo o relatório da visita feita pela minha orientadora de estágio monalisa Censi:</p><p>Foto 08. A autora. Relátorio da Visita Técnica feita na escola Zulmira pela orientadora de estágio Nutricionista Monalisa Cenci</p><p>3.5 A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL NAS ESCOLAS</p><p>A educação alimentar e nutricional é um elemento essencial para promover hábitos alimentares saudáveis e prevenir problemas relacionados à alimentação na população em geral, especialmente entre crianças e adolescentes. Nesse contexto, as escolas desempenham um papel fundamental na promoção da saúde e na formação de hábitos alimentares adequados desde a infância.</p><p>Segundo Souza et al. (2018):</p><p>A Educação Alimentar e Nutricional (EAN) refere-se ao conjunto de práticas e conhecimentos que visam promover a alimentação saudável e a melhoria da qualidade de vida por meio da conscientização sobre a importância dos alimentos e seus efeitos na saúde.</p><p>A inserção da EAN no ambiente escolar contribui para a formação de hábitos alimentares saudáveis desde a infância, promovendo a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis e o desenvolvimento integral dos alunos (BRASIL, 2017). De acordo com Silva (2019), a escola é um espaço privilegiado para a promoção da saúde, pois permite a integração de diferentes áreas do conhecimento e a realização de práticas educativas interdisciplinares.</p><p>A implementação de programas de educação alimentar e nutricional nas escolas está associada a diversos benefícios, tais como a melhoria do desempenho acadêmico, a redução da incidência de obesidade e doenças relacionadas à alimentação e o estímulo ao consumo de alimentos saudáveis (SILVA; SOUZA, 2020).</p><p>A partir do exposto, fica evidente que a educação alimentar e nutricional nas escolas desempenha um papel crucial na promoção da saúde e na formação de hábitos alimentares saudáveis desde a infância. Portanto, é fundamental que políticas públicas e ações educativas sejam implementadas com o objetivo de</p>
<p>fortalecer e ampliar a inserção da EAN no ambiente escolar.</p><p>3.6 AVALIAÇÕES ANTROPOMÉTRICAS DOS ALUNOS</p><p>No dia 25 de abril de 2024, durante o Estágio Saúde Coletiva I, realizou-se a avaliação antropométrica nas turmas 7ºB, 8ºC e 9ºB do ensino fundamental. Essa análise física foi conduzida com os alunos do ensino fundamental, considerando sua capacidade aprimorada de compreender os resultados obtidos. Paralelamente, foram oferecidas orientações nutricionais aos participantes, visando promover hábitos alimentares mais saudáveis e equilibrados.</p><p>Durante a implementação de uma atividade de Educação Alimentar e Nutricional (EAN), minha orientadora de estágio e eu concluímos que seria mais eficaz realizá-la com as crianças do infantil. Essa decisão foi embasada na compreensão de que as crianças nessa faixa etária representam o ponto de partida crucial para o desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis. O objetivo primordial era prevenir possíveis transtornos alimentares no futuro, fomentando, desde cedo, uma relação positiva e consciente com a alimentação.</p><p>Essa estratégia visa não apenas intervir precocemente na promoção da saúde, mas também cultivar a consciência e a autonomia das crianças em relação às escolhas alimentares, contribuindo assim para seu bem-estar e qualidade de vida ao longo do tempo.</p><p>Segue abaixo a tabela das avaliações antropométricas realizadas:</p><p>Fonte. A autora.</p><p>Fonte. A autora.</p><p>Fonte. A autora.</p><p>A tabela apresenta a distribuição do estado nutricional de 80 crianças. Observa-se que 47 crianças (59%) estão com eutrofia, ou seja, possuem peso adequado para a sua idade e altura. 10 crianças (13%) estão abaixo do peso ideal, classificadas como magras. Há um número crescente de casos de sobrepeso, com 12 crianças (15%), e obesidade, com 11 crianças (14%). Esses dados indicam a necessidade de intervenções para promover hábitos alimentares saudáveis e práticas de atividade física, a fim de reduzir os índices de sobrepeso</p><p>e obesidade e tratar a magreza.</p><p>3.7 ATIVIDADE EDUCATIVA</p><p>Durante o período de estágio, conduzi uma atividade educativa na EBM Profª Ruth Farias Reis, com o objetivo de promover a conscientização sobre alimentação saudável, focalizando a adoção de trocas alimentares mais saudáveis. A atividade foi realizada com as turmas do 3º ano vespertino.</p><p>Antes da aplicação da atividade, foi apresentado um slide com o intuito de propor uma alimentação saudável, fornecendo informações e dicas sobre escolhas alimentares equilibradas e nutritivas.</p><p>Os alunos participaram, então, de uma dinâmica envolvendo uma "raspadinha saudável", conforme ilustrado na imagem (09). Durante a execução da atividade, destaquei a importância das trocas alimentares adequadas para a promoção de uma vida mais saudável.</p><p>Foi gratificante notar o alto nível de inteligência e entusiasmo demonstrado pelas crianças durante a atividade. Em virtude de sua empolgação, foram incorporadas outras atividades ao dia, como uma discussão sobre as frutas e verduras de que mais gostavam, bem como os temperos saudáveis que conheciam.</p><p>A transmissão desse conhecimento para os alunos foi uma experiência enriquecedora, visto o interesse e a participação ativa deles.</p><p>Foto 09. A autora</p><p>Foram abordados temas como a seleção de alimentos nutritivos, a substituição de opções menos saudáveis por alternativas mais benéficas e os impactos positivos dessas escolhas na saúde geral. Além disso, foram discutidos os benefícios de uma dieta equilibrada e os efeitos adversos de hábitos alimentares não saudáveis.</p><p>Essa atividade teve como objetivo não apenas transmitir informações sobre alimentação saudável, mas também promover a reflexão e a conscientização dos alunos sobre suas escolhas alimentares e seus impactos na saúde a curto e longo prazo.</p><p>4. CONCLUSÂO</p><p>Ao término desta etapa de suma relevância, constatei que o estágio em saúde coletiva I foi essencial, proporcionando a aplicação prática dos conhecimentos teóricos adquiridos. Com uma carga horária total de 214 horas, divididas entre 203 horas de atividades presenciais e 11 horas dedicadas à orientação com o tutor nos encontros, a experiência foi altamente satisfatória.</p><p>Gostaria de expressar meu sincero agradecimento a toda a equipe da Secretaria de Educação de Biguaçu pelo apoio e acolhimento fornecidos durante este período, bem como à instituição EBM Professor Donato Alípio de Souza por ser adaptável ao desenvolvimento deste relatório, junto a EBM Profª Ruth Farias Reis onde foi aplicado a atividade de EAN.</p><p>Durante o estágio, pude realizar avaliações antropométricas dos alunos, seguidas pela análise dos dados e entrevistas sobre os hábitos alimentares deles. Essa experiência prática reforçou a importância do trabalho desempenhado pelo nutricionista e o impacto positivo que esse profissional pode ter na promoção da saúde dos alunos.</p><p>Manifesto minha expectativa de que ocorram novos aportes financeiros para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), uma vez que a verba atual se mostra insuficiente para o desenvolvimento de cardápios adequados. Ademais, seria benéfico contar com a presença de um nutricionista em cada escola, possibilitando a realização de um trabalho de excelência na área da nutrição, contribuindo assim para a melhoria contínua da saúde dos estudantes.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>Brasil. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Alimentação Escolar [acesso 24 abr 2024]. Disponível em: http: //www.fnde.gov.br</p><p>CHAAR, J.M. et al. Contribuição para a melhoria da situação alimentar e nutricional no Brasil - dietas básicas regionais de custo mínimo; relatório da região norte. In: Simpósio Brasileiro de Alimentação e Nutrição, 7a, Niterói, 1984. Anais. Niterói, 1984. p. 55-69.</p><p>Chaves L, Santana TCM, Gabriel CG, Vasconcelos FAG. Reflexões sobre a atuação do nutricionista no Programa Nacional de Alimentação Escolar no Brasil. Ciênc Saúde Colet. 2013; 18(4):917-26. http://dx. doi.org/10.1590/S1413-81232013000 400003. » http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232013000400003</p><p>BRASIL. Lei nº 11.947, de 16 de junho de 2009. Dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar e do Programa Dinheiro Direto na Escola aos alunos da educação básica. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/lei/l11947.htm#:~:text=VI%20%2D%20o%20direito%20%C3%A0%20alimenta%C3%A7%C3%A3o,se%20encontram%20em%20vulnerabilidade%20social. Acesso em: 25 de abril de 2024.</p><p>SANTA CATARINA. Lei nº 12.061, de 18 de dezembro de 2001. Dispõe sobre critérios de concessão de serviços de lanches e bebidas nas unidades educacionais, localizadas no Estado de Santa Catarina. Disponível em: http://leis.alesc.sc.gov.br/html/2001/12061_2001_Lei.html. Acesso em: 25 de abril de 2024. BIGUAÇU. Currículo da Rede Municipal de Educação. Biguaçu-SC, 2022</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. PDE: Plano de Desenvolvimento da Educação: Prova Brasil: Ensino Fundamental: matrizes de referência, tópicos e descritores. Brasília: MEC, SEB; Inep, 2008.</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Base nacional comum curricular. Brasília-DF: MEC, 2017.</p><p>EBM PROFESSOR DONATO ALÍPIO DE CAMPOS. Projeto Político Pedagógico. Biguaçu-SC, 2023. Não publicado.</p><p>SANTA CATARINA. Currículo Base da Educação Infantil e do Ensino Fundamental do Território Catarinense. Florianópolis-SC, 2019</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2017</p><p>SILVA, A. B.; SOUZA, J. K. Educação Alimentar e Nutricional nas Escolas: Contribuições para a Formação de Hábitos Alimentares Saudáveis. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, v. 4, n. 11, p. 81-92, 2020</p><p>SOUZA, M. F. et al. Educação Alimentar e Nutricional: Práticas e Vivências no Cotidiano Escolar. Cadernos UniFOA, v. 1, n. 1, p. 78-91, 2018</p><p>Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Disponível em: https://www.gov.br/fnde/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/programas/pnae.</p>
<p>Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Recursos Financeiros do PNAE. Disponível em: https://www.gov.br/fnde/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/programas/pnae/recursos-financeiros-do-pnae</p><p>ANEXOS</p><p>Universidade Uniasselvi – polo Biguaçu</p><p>Disciplina: Estágio de saúde coletiva.</p><p>Acadêmico: Luiza Edir da Silva</p><p>Tutor: FRANCIEL BARBOSA DE SOUZA</p><p>Estágio na Secretária de Educação do município de Biguaçu – Setor de Alimentação Escolar</p><p>Trabalho desenvolvido para complementar relatório de estágio.</p><p>Biguaçu – 23/05/2023</p><p>APÊNDICE</p><p>BIGUAÇU - ABRIL 2024</p><p>image3.jpeg</p><p>image4.jpeg</p><p>image5.png</p><p>image6.png</p><p>image7.png</p><p>image8.png</p><p>image9.jpeg</p><p>image10.jpg</p><p>image11.jpg</p><p>image12.jpg</p><p>image13.png</p><p>image14.jpg</p><p>image15.jpeg</p><p>image16.jpeg</p><p>image17.png</p><p>image18.png</p><p>image19.png</p><p>image20.png</p><p>image21.jpeg</p><p>image22.jpeg</p><p>image23.jpeg</p><p>image24.jpeg</p><p>image25.jpeg</p><p>image26.jpeg</p><p>image27.jpeg</p><p>image28.jpeg</p><p>image29.jpeg</p><p>image30.png</p><p>image31.png</p><p>image32.png</p><p>image33.png</p><p>image34.png</p><p>image35.png</p><p>image36.png</p><p>image1.png</p><p>image2.png</p>

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