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Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais Superintendência Regional de Ensino – Pará de Minas Projeto Político Pedagógico 31349623 CEMEI MÃE BOLINHA Ano de elaboração: 2023 2 SUMÁRIO 1.INTRODUÇÃO 4 1.1. IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA 5 Período Integral: 5 Matutino: 5 1.2. A ESCOLA EM NÚMEROS 6 1.3. HISTÓRICO DA ESCOLA 7 2.MARCO REFERENCIAL 7 2.1 MARCO SITUACIONAL 7 2.2 MARCO FILOSÓFICO 9 2.3 MARCO OPERATIVO 10 A intervenção Pedagógica 11 3. DIAGNÓSTICO 11 3.1. EIXO 1: RELAÇÃO DA ESCOLA COM A COMUNIDADE 12 3.1.1. SUJEITOS DA APRENDIZAGEM, CONTEXTO SOCIOECONÔMICO E TERRITÓRIOS ESCOLARES: 12 Índice Socioeconômico (ISE) da escola 12 Território Escolar: 12 Sujeitos da aprendizagem 13 3.1.2 RELAÇÕES INTERINSTITUCIONAIS: FAMÍLIA, COMUNIDADE E SOCIEDADE: 14 Participação da Família 14 Participação da Comunidade 15 REDE LOCAL DE GRUPOS E INSTITUIÇÕES SOCIAIS: 15 3.2 EIXO 2: DIREITO À APRENDIZAGEM 18 3.2.1 Avaliação e Registro na Educação Infantil 18 3.2.2 FREQUÊNCIA E RENDIMENTO 20 3.2.3 DIVERSIDADE E INCLUSÃO NA APRENDIZAGEM 21 4. EDUCAÇÃO ESPECIAL 22 4.1 PERCURSOS ESCOLARES 22 Atendimento Educacional Especializado (AEE) 23 AEE sala de recursos: 24 A EDUCAÇÃO ESPECIAL NA CEMEI 27 Avaliação 27 Cidadania e Direitos Humanos 27 Educação das relações Étnico-Raciais 29 Educação Ambiental 29 4. EIXO 3: GESTÃO DEMOCRÁTICA E PARTICIPATIVA 31 4.1 IMPACTO DA VIOLÊNCIA NAS EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM 31 Indisciplina 31 Violência 32 Instituições acionadas 32 Relações étnico-raciais 33 Direitos humanos 33 Ambiente Participativo 34 5. EIXO 4: FORTALECIMENTO DO TRABALHO COLETIVO 37 Participação dos professores 37 6- PLANO DE AÇÃO 38 EQUIPE DE ELABORAÇÃO 41 1.INTRODUÇÃO Este Projeto Político Pedagógico (PPP) é o plano global do CEMEI Mãe Bolinha, sendo um instrumento teórico-metodológico para a intervenção e mudança da realidade educacional em que a escola se encontra. O PPP sistematiza, organiza e integra – de forma continua e, portanto, nunca definitiva – o processo de planejamento democrático e participativo da escola, definindo a ação educativa que se quer realizar. Apresenta um conjunto de diretrizes organizacionais, operacionais e pedagógicas da escola, que expressam e orientam suas praticas, documentos e demais planos, conforme prevê a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB. O documento traz a unidade em relação à intencionalidade educativa da nossa Escola de Educação Infantil, alinhada às diretrizes da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG), fortalecendo a identidade de nossa escola de Educação Infantil, esclarecendo sua organização, apontando os objetivos para a aprendizagem dos estudantes e, principalmente, definindo como nossa Escola de Educação Infantil irá trabalhar para atingi-los. Traduz o que temos como proposta em relação ao currículo, à forma de gestão, à organização das práticas de ensino, às formas de avaliação e, principalmente, ao diagnóstico da situação atual com perspectiva de onde queremos chegar. Pretendemos, ainda, com o nosso PPP, ampliar o senso de pertencimento e o engajamento de toda a comunidade escolar (gestores, professores, ATPs, ASs e Pais) em torno de um projeto educativo comum: a aprendizagem de nossos estudantes. Este PPP foi elaborado com a participação de todos os segmentos da Comunidade Escolar, de forma crítica e reflexiva, por meio de estratégias e ações que possibilitaram a acolhida de todas as contribuições pedagógicas. 1.1. IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA NOME DA INSTITUIÇÃO: CEMEI MÃE BOLINHA CÓDIGO DO INEP: 31349623 LOCALIZAÇÃO/ENDEREÇO: O CEMEI Mãe Bolinha, integrante da rede municipal de ensino de Martinho Campos, está localizado na Rua Olegário Maciel, Nº - 404 Bairro: Centro, Martinho Campos, CEP – 35606-000, no estado de Minas Gerais. SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE ENSINO: SRE PARÁ DE MINAS CONTATOS: E-MAIL: E-mail: cemeimaebolinha@gmail.com TELEFONE: (37)3524-2325 ETAPAS E MODALIDADES DE ENSINO COM RESPECTIVOS TURNOS OFERTADOS PELA ESCOLA O Estabelecimento destina-se a ministrar a Educação Infantil Creche, na Modalidade Educação Básica. As crianças de zero a três anos encontram-se divididas em turmas por faixa etária da seguinte forma: informar sua realidade, A Escola oferece a Educação Infantil, Sendo: Berçário, Maternal I, Maternal II, Maternal III, em Horário Integral ou Parcial, dependendo das necessidades dos pais e ou responsáveis pelos discentes. Os horários de entrada e saída da Escola são: Período Integral: Entrada: 7 horas com tolerância até 8 horas Saída: 17 horas com tolerância até 17:10 Período Parcial: Matutino: Entrada: 7 horas com tolerância até 8 horas Saída: 11 horas com tolerância até 11:15 Vespertino: Entrada: 12:30 com tolerância até 13 Horas Saída: 17 horas com tolerância até 17:10 A Carga horária da Creche é de 2.000 horas anuais. 1.2. A ESCOLA EM NÚMEROS Número total de matrículas em 2023: 84 alunos Número de matrículas por etapa/modalidade de ensino ofertada: Educação Infantil Distribuição dos estudantes por sexo: · Masculino: 54,7% · Feminino: 45,3% Distribuição dos estudantes por cor/raça: Branca: 58 Preta: 2 Parda: 20 Amarela: 0 Indígena: 0 Não declarada: 1 Distribuição dos estudantes por localização/zona de residência: Urbana: 96,5% Rural: 3,5% Utilização de transporte escolar público pelos estudantes: Utiliza: 0% Não utiliza: 100% Docentes dessa Escola: Número total de docentes: 12 Número de docentes por etapa de ensino ofertada: 12 1.3. HISTÓRICO DA ESCOLA Em 1.988, foi fundada a creche comunitária Mãe Bolinha, idealizada pela senhora Mirces Costa Freitas, na época presidente do Conselho de Desenvolvimento Comunitário de Martinho Campos, para atender às necessidades das mães mais carentes para trabalharem. Para homenagear sua mãe, a creche comunitária recebeu o nome de “Mãe Bolinha”. O Centro Municipal de Educação Infantil “Mãe Bolinha”, surgiu devido à necessidade de atender as crianças da Creche Comunitária “Mãe Bolinha” que se encontravam em situação de serem desassistidas por falta de recursos tanto financeiros quanto humanos. Frente a este desafio, o Conselho Deliberativo da Instituição Mantenedora – Conselho de Desenvolvimento Comunitário de Martinho Campos, em assembleia, deliberaram propor ao executivo do município, uma parceria mais significativa, que resolvesse o impasse, pois temos responsabilidade diante da sociedade e dos indivíduos que estão sob nossos cuidados, não podendo desampará-los. Diante de tal proposta, o prefeito do município e a secretaria municipal de educação acataram a decisão deliberada e enviaram um projeto de lei para aprovação da Câmara Municipal, o qual foi aprovado, surgindo assim o CEMEI “MÃE BOLINHA”. 2.MARCO REFERENCIAL 2.1 MARCO SITUACIONAL A Equipe do CEMEI Mãe Bolinha percebe o mundo atual, como um espaço globalizado, rico culturalmente, onde o uso da tecnologia avançada proporciona as informações em tempo real fazendo a sociedade bem informada e atualizada e ainda proporcionando políticas públicas voltadas à igualdade social. Por outro lado, percebe também um mundo capitalista, com desigualdade socioeconômica, com alto índice de doenças psicológicas e também crianças com estruturas familiares bem diferenciadas. Refletindo a sociedade contemporânea e entendendo que os diferentes tempos da vida constituem histórias sociais e culturais, os funcionários do CEMEI Mãe Bolinha consideram desafiador o processo de ensino aprendizagem junto aos sujeitos que, além de apresentarem singularidades no ritmo de aprender, também é perceptível a existência de marcadores, que distinguem a criança enquanto categorias sociais. Percebe-se que esse avanço tecnológico trás benefícios aos nossos alunos, visto que as informações chegam com mais rapidez às nossas casas, porém as crianças têm ficado por muito tempo fazendo uso do celular, tablets e outros eletrônicos. O uso excessivo das telas pode atrasar o desenvolvimento de habilidades de linguagem e sociabilidade, dificultando assim desenvolvimento saudável das crianças. O CEMEI Mãe Bolinhade de 2023. APROVADO PELO COLEGIADO ESCOLAR Em / / Representantes do Colegiado Escolar: Gestor da Inst. de Educ. Infantil Neuza Maria de Araújo Supervisora Simone Maria da Silva Paula ________________ Secretária M. de Educação ______________________ Analista Educacional Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais Superintendência Regional de Ensino – Pará de Minas Projeto Político Pedagógico 31349623 CEMEI MÃE BOLINHA Ano de elaboração: 2023 Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais Superintendência Regional de Ensino – Pará de Minas Projeto Político Pedagógico 31349623 CEMEI MÃE BOLINHA Ano de elaboração: 2023está localizado na região central do município de Martinho Campos e atende crianças de classe média baixa, a maioria em período integral, pois grande parte dos pais trabalham em jornada integral, necessitando da permanência das crianças no CEMEI. Diante dos desafios, faz-se necessário cada vez mais, conhecer as características dessa nova geração, buscar parcerias com profissionais de outras áreas e ampliar o processo de formação continuada dos profissionais, para atender com qualidade as crianças do CEMEI. Com a implementação do Currículo Referência de Minas Gerais e dos planos de aula, que ajudam na organização e direcionamento das ações dos professores, procuramos entender as crianças como sujeitos históricos, pensando-as nos aspectos físico, biológico, psicológico e emocional, e que aprendem na relação educativa, social, afetiva e pedagógica. Para que a aprendizagem se torne realmente efetiva, faz-se necessário o acompanhamento da família e escola, utilizando de atividades variadas, para que todas as crianças consigam aprender no seu tempo, considerando seu potencial e habilidades, direcionando cada ação para contemplar as necessidades e particularidades da infância. Através das oportunidades criadas pelo professor no seu planejamento, que as crianças vivem seus direitos intencionalmente, participando interagindo e produzindo cultura. Com a implementação desse novo currículo, o CEMEI busca facilitar a inserção social das crianças, auxiliando-as na construção de sua cidadania, buscando o desenvolvimento de suas potencialidades, de sua autoestima, proporcionando o aprender a fazer, aprender a conviver e o aprender a ser. 2.2 MARCO FILOSÓFICO O CEMEI Mãe Bolinha trabalha na proposta de construção de uma sociedade justa, ética, democrática, inclusiva, igualitária, solidária, reflexiva, afetiva, libertadora e ecologicamente sustentável, onde as pessoas se respeitem integralmente. Portanto, o CEMEI possui um compromisso político e social para garantir as especificidades dos seus alunos na sociedade. Pretendemos formar cidadãos que reajam contra a desumanização, com valores éticos, capazes de usar de empatia e olhar para o mundo com olhos apaixonantes. Que sejam conscientes da sua missão e racional em suas atitudes. Aquele que fará diferença para um mundo mais justo, capaz de transformar a realidade em que estão inseridos. Com base no Novo Currículo de Minas Gerais, propomos um trabalho pedagógico voltado para a afetividade, considerando o aluno como o centro do processo de aprendizagem, transformando as competências nos seus campos de experiência em projetos pedagógicos respeitando os seus direitos de aprendizagem, ultrapassando barreiras de preconceitos e proporcionando um ensino de qualidade para desenvolver na criança suas potencialidades cognitivas, físicas e afetivas estabelecendo uma relação entre o conhecimento e as ações do dia a dia, preparando-a para conviver em uma sociedade multicultural e pluriétnica. Portanto, as concepções sustentadoras do fazer pedagógico desta instituição são: educação para além da dimensão cognitiva, integralidade da ação educativa muito mais ampla do que a formação acadêmica. A visão de homem e sociedade estão de acordo com a artigo 2º da LDB 9394/96 e artigo 3º da Constituição Federal do Brasil, dos objetivos presentes no documento Educação para Todos da UNESCO. O alinhamento político e conceitual dos documentos: Paradigma do Desenvolvimento Humano PNUD Códigos da Modernidade concebidos por Bernardo Toro; Mega-habilidades (propostas pelo CLIE — Centro Latino-Americano de Investigações Educacionais baseadas nos estudos de Dorothy Rich). 2.3 MARCO OPERATIVO Na proposta de formar a criança integralmente, o CEMEI Mãe Bolinha procura trabalhar com um planejamento interdisciplinar, inspirador, ajustando o contexto escolar aos atuais desafios educacionais, tendo como referência o direito aos conhecimentos elaborados histórica e socialmente, utilizando os espaços e recursos para atingir os fins do processo educativo. Nesta perspectiva, o planejamento é organizado de acordo com o Currículo de Minas Gerais, através de contextos educativos, ambientes e materiais propícios para a pesquisa das crianças que incluem práticas cotidianas de atenção e cuidados pessoais. O planejamento é realizado priorizando atividades com significado, nas quais as crianças possam experimentar possibilidades e ser protagonistas da ação educativa. Os momentos de cuidado como: banho troca de fraldas e alimentação, são aproveitados para que as crianças possam interagir e possibilitar a participação, a expressão e o conhecimento de si mesmos. Para organizar esse planejamento, o currículo é articulado através dos Direitos de Aprendizagem e Campos de Experiências. É proposta uma organização curricular que leva em consideração a maneira como os bebês e crianças bem pequenas aprendem e se desenvolvem, a partir de experiências cotidianas. Com base nesta proposta curricular, o processo ensino- aprendizagem é organizada através de práticas e interações que promovam o desenvolvimento integral das crianças, com base nos seguintes campos de experiências: conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se. Para isso o professor deve refletir selecionar, organizar e monitorar as práticas e interações que vão promover o desenvolvimento das crianças. Para isso devem-se organizar os tempos e espaços para além da sala de aula. As práticas pedagógicas são organizadas, mediadas e monitoradas pelo professor através de uma avaliação contínua, feita por meio da observação e registro da trajetória de aprendizagem e desenvolvimento de cada criança e do grupo enquanto participam das experiências propostas. Os registros incluem materiais produzidos pelos professores e pelas crianças como: desenhos, fotos, textos, relatórios, dentre outros. O CEMEI Mãe Bolinha se pauta em uma gestão democrática e participativa, valorizando a participação das crianças, famílias, professores e comunidade escolar, nos processos de planejamento e de decisão. Essa gestão busca proporcionar o desenvolvimento de uma educação infantil de qualidade. É necessário ressaltar que a implementação do novo currículo e dos planos de aula deve ir além do aprender a conhecer, construindo vivências e experiências que proporcionem também o aprender a fazer, o aprender a conviver e o aprender a ser. A intervenção Pedagógica Visando garantir os direitos de aprendizagem às crianças que estão com atraso no desenvolvimento, bem como potencializar habilidades consolidadas pelas demais crianças, o CEMEI oferece diferentes oportunidades de aprendizagem ao longo do ano letivo. A intervenção pedagógica é organizada considerando tempos e espaços diversificados, material didático que propicia o desenvolvimento da criança em todos os aspectos: motor, oral, psicológico, social, dentre outros. Cientes de que a criança aprende brincando em um ambiente lúdico, afetuoso e específico para esta faixa etária à instituição realiza um trabalho com suporte individual, com brinquedos e brincadeiras com materiais ricos em estímulos visuais e auditivos, a fim de propiciar o desenvolvimento sensorial da criança com atraso no desenvolvimento. O planejamento da intervenção pedagógica é feito envolvendo toda a comunidade escolar: família, corpo docente, especialista, de forma que os diversos atores, em trabalho colaborativo, propõem formas criativas de atividades diferentes daquelas realizadas, com propostas de metodologias ativas, com vistas ao acolhimento e suporte individualizado. Nos casos em que a intervenção pedagógica não seja suficiente, a escola solicita à família uma avaliação clínica, buscando o suporte de profissionais específicos da saúde. 3. DIAGNÓSTICO 3.1. EIXO 1: RELAÇÃO DA ESCOLA COM A COMUNIDADE 3.1.1. SUJEITOS DA APRENDIZAGEM, CONTEXTO SOCIOECONÔMICO E TERRITÓRIOS ESCOLARES: Para identificar e compreender a relação da Instituição de Educação Infantil com a comunidade é necessário ter clareza dos principais fatores que caracterizam aInstituição de Educação Infantil e as crianças que nela estudam. Conhecer os sujeitos e seus anseios, dificuldades e potencialidades, contribuem para o estabelecimento da mútua confiança e respeito entre os membros da Instituição de Educação Infantil, fortalecendo o ensino e a aprendizagem. Além disso, é importante ter conhecimento da condição socioeconômica que pode refletir um contexto de vulnerabilidade ou seguridade, que por sua vez, influencia na restrição ou ampliação das oportunidades de vida para os estudantes. Por isso, é recomendável que a Instituição de Educação Infantil realize a análise do Índice Socioeconômico (ISE) observando as possíveis causas e consequências relacionadas ao valor apurado. Outro fator relevante é a disponibilidade de espaços e serviços públicos destinados ao esporte, saúde, lazer e cultura próxima à escola, os quais devem ser apropriados pela comunidade escolar como territórios educativos. Índice Socioeconômico (ISE) da escola Devido ao fato do CEMEI não passar pelas avaliações do SAEB, não possuem, portanto, ISE publicado. Os pais de nossos alunos apresentam variadas profissões e pode-se observar que, os alunos são provenientes da classe média baixa. Alguns são beneficiários do Programa Auxílio Brasil e mantêm bons índices de frequência ao longo do letivo. A renda média de nossas famílias deve variar entre 2 a 7 salários mínimos e o grau de instrução dos responsáveis vai do Ensino Fundamental incompleto ao Superior completo. Território Escolar: Para entender as oportunidades de acesso dos equipamentos culturais e sociais, é importante que se analise o território escolar. O percentual aproximado de estudantes que residem no território em que a escola está inserida é de 2,3%. O meio de transporte mais utilizado pelas crianças para irem ao CEMEI é: Veículo próprio. No território da escola, existem: Lazer: praça, quadra, clube, área de lazer. Atendimentos e serviços: posto de saúde, coleta de lixo, supermercados, padarias, bares, restaurantes, escolas, posto policial, consultórios médicos e odontológicos, oficina mecânica, casa de peças, rádio, barbearia, igreja, hospital, papelarias, lojas, sorveteria, salão de beleza. · 01 biblioteca de acesso à comunidade, com condição de uso considerada boa pelo CEMEI e com a seguinte frequência de utilização pelos alunos: 02 a 03 vezes por ano. · 01 espaço(s) público(s) para a realização de atividades festivas, esportivas e/ou de lazer, com condição de uso consideradas boas pelo CEMEI e com a seguinte frequência de utilização pelos alunos: 02 a 03 vezes ao ano. · 03 Unidade(s) Básica(s) de Saúde (UBS), com condição de uso considerada boas pelo CEMEI e são utilizadas pelas famílias. · 02 estabelecimentos de comércio, com condição de uso considerada muito boas pelo CEMEI e com a seguinte frequência de utilização pelos alunos: 100%. · 02 praças públicas, com condição de uso considerada boas pelo CEMEI e com a seguinte frequência de utilização pelos alunos: de até 5 vezes ao ano. Sujeitos da aprendizagem Após levantamento de informações através de questionário aplicado às famílias, na época de elaboração deste PPP, contando com 100% respostas, constatamos que: Quando perguntadas o que crianças fazem em casa, quando não estão no CEMEI às famílias responderam: brincam, desenham, assistem TV, colorem, pintam, andam a cavalo e de bicicleta, vê a rua, passeiam, ouvem histórias, vêm livros e fazem “bagunça”. Quando perguntadas de que as crianças costumam brincar e com quem as famílias responderam: os pais responderam que as crianças brincam de: carrinho, bonecas, peças de montar, escolinha, massinha, na terra, bola, balanço, na areia, na água, patinete, pipa, animais de estimação, pula-pula, velotrol, chocalho. As crianças brincam com: os pais, irmãos, babá, avós, tios e padrinhos. Quando perguntadas quem auxilia as crianças na realização das tarefas escolares, as famílias responderam: mães, irmãos, tios e avós. Quando perguntadas se as crianças utilizam a internet em casa e com qual frequência, as famílias responderam: a maioria utiliza, de uma a duas horas por dia. 3.1.2 RELAÇÕES INTERINSTITUCIONAIS: FAMÍLIA, COMUNIDADE E SOCIEDADE: É por meio do entendimento da relação dos sujeitos da comunidade escolar com seus territórios que se compreende também a realidade socioespacial do CEMEI. Além disso, e, partindo da perspectiva da intersetorialidade, pensar o território nos permite identificar suas potencialidades e incluí-lo como espaços educativos, de modo que a Instituição de Educação Infantil compartilhe o processo educacional com demais grupos e instituições. Neste processo, compreendendo o significado e a singularidade de cada território e contexto, a comunidade tem papel fundamental na construção dos saberes e no fortalecimento dos currículos e das instituições. As redes locais são importantes para que a Instituição de Educação Infantil não fique sobrecarregada diante de demandas que possam levá-la ao deslocamento de seus objetivos primordiais. Assim, é indispensável à criação de estratégias, mecanismos de intervenção e articulação junto à rede de apoio. Assim, deve-se buscar a realização de um trabalho preventivo, coletivo e coeso para o pleno desenvolvimento das crianças, e não somente institucionalizar uma relação de acionamento da rede somente nos momentos de conflito. Dentre as relações que devem ser estabelecidas pela gestão escolar com atores “externos” à Instituição de Educação Infantil, a família dos estudantes é uma instância fundamental. A Instituição de Educação Infantil, neste caso, precisa estar sempre atenta para que possa efetivamente se aproximar da família de forma positiva, fazendo dessa relação uma parceria bem estruturada para a construção de um ambiente e de uma educação de qualidade para os estudantes e profissionais da Instituição. Participação da Família Consideramos que a participação das famílias na vida escolar afeta diretamente a aprendizagem dos estudantes. A frequência anual com que a escola recebe os responsáveis pelos estudantes é: Sempre que necessário para reuniões individuais. ( casos específicos). · _1 vez por bimestre para reuniões pedagógicas · _6 vezes para reuniões coletivas e/ou assembleias · _4 vezes em ocasiões de festivas. O CEMEI levantou, através de seu livro de registro de eventos e de reuniões, a participação dos responsáveis nas atividades realizadas pela instituição e verificou-se que: · 60% participam totalmente. · 10% participam parcialmente. · 30% não participam. Para o CEMEI, a participação da família afeta a aprendizagem das crianças da seguinte forma: é visto que as famílias que participam mais na vida escolar da criança, ela se sente mais segura, mais incentivada e consequentemente obtém melhor desenvolvimento. Participação da Comunidade Assim como a família, quando a comunidade abraça a escola e vice-versa, cria-se um ambiente mais propício à melhoria da qualidade educacional. Em uma escala de 0 a 10, em que 0 significa “muito inativa” e 10 significa “muito ativa”, a nota atribuída pelo CEMEI sobre a atuação de sua comunidade escolar é: 08. Em poucas palavras, o que motivou essa nota foi: embora a comunidade esteja presente diariamente no CEMEI quando levam ou buscam as crianças, poucos são os que se mostram preocupados com o desenvolvimento da criança. Assim, percebe-se que a maioria vê a instituição com uma característica assistencialista e não como caráter pedagógico. Para o CEMEI, a participação da comunidade afeta a aprendizagem dos estudantes da seguinte forma: oportuniza uma articulação entre os saberes acadêmicos e os populares, promove a construção da cidadania através de uma prática pedagógica que ultrapasse a sala de aula. REDE LOCAL DE GRUPOS E INSTITUIÇÕES SOCIAIS: Instituições: Campo de atuação: Relações: Ações desenvolvidas nos últimos três anos: Impacto das ações na qualidade educacional Prefeitura Municipal Mão de obra para reformas na rede física Significantes. Reformas gerais/Manutençã o do prédio Alto Secretaria de EducaçãoAssistência Pedagógica Significantes · Cursos de capacitação, · Compras de equipamentos e materiais didáticos. Alto Secretaria Municipal de Cultura Cultura Significantes Projetos Culturais Médio Conselho Tutelar Famílias Fragilizadas Relacionamento entre família e escola Médio Secretaria de Assistência Social Assistência Social Significantes -Relacionamento entre família e escola. -Prestação de serviços como confecção de aventais e babadores. Alto Secretaria Municipal de Saúde Saúde Fragilizadas Consultas especializadas. Alto Empresas Parceiras Financeiro Significantes Reformas na rede física Alto PSF Saúde Significantes Médico Alto Famílias parceiras Trabalho Significantes Evento Alto 3.2 EIXO 2: DIREITO À APRENDIZAGEM 3.2.1 Avaliação e Registro na Educação Infantil Na Educação Infantil, o ato de avaliar encontra-se pautado no acompanhamento do desenvolvimento da criança através de um olhar teórico e reflexivo. Portanto, a avaliação deve considerar o contexto sociocultural das crianças, as manifestações decorrentes do caráter evolutivo de cada faixa etária (bebês, crianças bem pequenas e crianças pequenas), e as gradativas conquistas de cada um, nos sete campos de experiência do CRMG da Educação Infantil. Segundo o Currículo de Referência de Minas Gerais, a avaliação da aprendizagem é concebida para o diagnóstico das necessidades pedagógicas e possibilita a identificação das condições formativas ideais para a criança em seu contexto. Ou seja, ela informa sobre os processos de aprendizagem da criança e subsidia o trabalho do professor, apontando as necessidades de continuidade, de avanços ou de mudanças no seu planejamento e no desenvolvimento das ações educativas. Nestas condições, fica estabelecida que seja de responsabilidade das instituições de ensino de Educação Infantil a criação de procedimentos para o acompanhamento do trabalho pedagógico e para a avaliação do desenvolvimento das crianças, utilizando a observação crítica, criativa e contínua, além de instrumentos variados de registros e de documentação. Para o CEMEI a função da avaliação na educação infantil é: de acompanhar as crianças em uma perspectiva processual. Constitui um instrumento de reflexão sobre as aprendizagens a fim de buscar os melhores caminhos para orientar a continuidade da prática pedagógica. Na educação infantil, a avaliação e o planejamento andam juntos, registra-se o desenvolvimento da criança e planeja-se com base nessas observações. Quando perguntados sobre o que e como avaliar os professores do CEMEI responderam: que a Avaliação tem como objetivo principal, a melhoria da ação educativa, tem como foco fornecer informações acerca dos processos e das aprendizagens das crianças que aprendem de diferentes formas, tempos, vivências pessoais e experiências anteriores. O como avaliar deve ser de forma contínua, tendo em vista a observação da participação da criança, estar com elas, lado a lado, brincando junto, conversar, ouvir, deixar falar, brincar e perguntar. Em relação aos instrumentos avaliativos utilizados pelo CEMEI foram listados: gravação de conversas da criança, fotos, vídeos, áudios, atividades realizadas pelas crianças, registros de observação que o professor realiza durante as aulas, portfólios, dentre vários outros instrumentos. Através destes instrumentos o professor realiza uma abordagem contextualizada dos processos de aprendizagem e desenvolvimento das crianças. Ao serem questionados sobre o respeito à diversidade de ritmos e às diferenças existentes entre as crianças no processo de avaliação do CEMEI, os professores argumentaram que: o trabalho desenvolvido na creche está voltado para atender a todas as diferenças, tendo em vista o processo de mudança ocorrido na sociedade. Assim o CEMEI procura engajar as crianças no mundo das diferenças, preparando-as para serem legítimos cidadãos. Ao realizar a avaliação o professor procura valorizar as habilidades que a criança tem, resgatando sua autoestima, estimulando seu desenvolvimento em todas as áreas. Quando perguntados se os instrumentos de avaliação do CEMEI servem de parâmetro para o estabelecimento de estratégias para o desenvolvimento de novas aprendizagens, a equipe pedagógica do CEMEI respondeu que o professor busca compreender o desenvolvimento, as expressões, a construção do pensamento e do conhecimento, identificando o potencial, o interesse e a necessidade das crianças, para realizar um planejamento de acordo com o ritmo e desenvolvimento da turma. A avaliação serve de parâmetro para a realização de um plano de aula adequado. Sobre as condições para que as crianças possam manifestar suas opiniões, na prática de avaliação, os professores afirmaram que eles procuram manter o foco no desenvolvimento da criança, respeitando a individualidade e escutando-a. Observam atentamente suas expressões, manifestações e desenvolvimento, assim é possível avaliar as atividades que eles mais gostam e permitir que eles expressem opiniões sobre as atividades e experiências desenvolvidas. A cerca dos aspectos apresentados pelos relatórios individuais os professores informaram que: é possível conversar com os pequenos sobre o que mais gostaram apreciarem, organizarem e fazerem uma crítica de suas próprias produções. Assim, elas se avaliam e veem o seu processo de aprendizagem. Sobre a clareza dos registros e sobre as possibilidades das famílias de compreender os instrumentos de avaliação adotados pelo CEMEI, a equipe pedagógica da instituição relatou que: por meio desses registros, feitos em diferentes momentos, tanto pelos professores quanto pelas crianças, a família pode perceber o desenvolvimento e os passos percorridos. Quanto à compreensão da família, os professores têm o cuidado de utilizar um vocabulário mais simples para que a família compreenda. As sugestões de mudanças para melhorar o processo de avaliação, são acolhidas pelos especialistas da educação e pelos gestores do CEMEI: será fundamentado na criança como coautora de seu próprio desenvolvimento, sendo avaliada em relação a ela mesma. Uma avaliação pautada na curiosidade permanente do professor através de registros contextualizados, considerando a criança como sujeito histórico e social. O processo deve ter como parâmetro: 1- escuta das crianças, 2- pautas de observação, 3- registros fotográficos/vídeos/áudios, 4- portfólios. 3.2.2 FREQUÊNCIA E RENDIMENTO Análise descritiva do CEMEI sobre a frequência das crianças é: · Número de crianças com frequência maior ou igual a 75% (assíduos) – 75 alunos. · Número de crianças com frequência menor que 75% (infrequentes) – 09 alunos. · Total – 84 alunos. · Percentual de crianças com frequência maior ou igual a 75% - 90%. · Percentual de crianças com frequência menor que 75% - 10% A infrequência escolar, na Educação Infantil, pode impactar no processo de ensino-aprendizagem/desenvolvimento da criança. Para o CEMEI, esse impacto se dá da seguinte forma: pelo fato dos pais não quererem acordar seus filhos cedo para levar ao CEMEI, crianças com imunidade baixa e que sempre estão doentes, época de chuva. Com vistas a melhorar as taxas de frequência das crianças, o CEMEI desenvolve as seguintes ações: diretores lembrar-se de argumentar que na creche a carga horária não é obrigatória. Mas, que mesmo assim os alunos são muito frequentes. Quanto ao 1º e 2º período, destacar que já é educação obrigatória e que, portanto o CEMEI busca manter a frequência acima de 60% para todos os alunos matriculados nesta faixa etária. 3.2.3 DIVERSIDADE E INCLUSÃO NA APRENDIZAGEM O Projeto Político Pedagógico deve conter a realidade escolar e, neste sentido, as ações realizadas para garantia da inclusão e da qualidade da educação para todos os estudantes. Ao se dizer da qualidade educacional é preciso levar em consideração a implementação de uma educação que busque formar cidadãos e cidadãs conscientes do ambiente que os cerca e das diferenças existentes entre os diversos sujeitos que compõem nossa sociedade. Neste âmbito,é fundamental se pensar no desenvolvimento de ações para a cidadania e os direitos humanos, para a educação das relações étnico-raciais e para a educação ambiental. O Currículo Referência de Minas Gerais e a BNCC nos convidam a olhar para a educação do ponto de vista do desenvolvimento de habilidades e competências necessárias para a formação de cidadãos conscientes e respeitosos. Neste sentido, a formação integral do cidadão deve contemplar o respeito a si e aos outros; a compreensão da realidade constitutiva brasileira e das questões étnico-raciais que a permeiam; o desenvolvimento da empatia por meio do conhecimento; e a atenção e o cuidado com o meio ambiente que nos cerca. Assim, ações nestes âmbitos devem compor o currículo escolar de maneira a promover o desenvolvimento dos alunos, o que só será possível com a realização de ações efetivas nas escolas para a reflexão histórica e científica sobre estas temáticas que se mostram tão importantes para o exercício da cidadania e para a proposição de ações efetivas de melhoria para sociedade. 4. EDUCAÇÃO ESPECIAL A Educação Especial, modalidade transversal a todas as etapas e modalidades de ensino, é parte integrante da educação regular, destinada aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. - O atendimento ao aluno na Educação Especial será efetivado com base nos seguintes procedimentos: I. Pesquisas e estudos científicos para aprimorar os processos pedagógicos; II. Avaliação educacional realizada por uma equipe pedagógica composta no III. Mínimo por professor, supervisor e/ou orientador educacional; IV. Diagnóstico multidisciplinar, envolvendo profissionais da área da Educação e Saúde, quando for o caso, e com a participação da família; V. relatório circunstanciado das informações básicas que justifiquem a oferta; VI. Plano de desenvolvimento individual do aluno. - A duração das etapas da Educação e Especial não deverá ultrapassar de 50% o tempo escolar previsto para o ensino regular. Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na instituição regular nas salas de recurso, para atender às peculiaridades da clientela de educação especial. 4.1 PERCURSOS ESCOLARES É direito do aluno público alvo da Educação Especial, acesso às instituições escolares e ao currículo, a permanência e percurso escolar e a uma escolarização de qualidade, por meio da oferta dos atendimentos educacionais especializados. A Educação Especial, prevista obrigatoriamente aqui no Projeto Político Pedagógico, deverá viabilizar as condições de acesso, percurso, permanência com qualidade e conclusão das etapas de ensino, garantindo o desenvolvimento e a aprendizagem dos estudantes e as flexibilizações previstas na legislação vigente. Atendimento Educacional Especializado (AEE) O Atendimento Educacional Especializado (AEE) é um serviço da educação especial que é voltado ao aluno com algum tipo de necessidade especial. Esse serviço identifica, elabora, e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade, visando eliminar as barreiras para a plena participação do aluno, considerando suas necessidades específicas. O serviço deve ser realizado, prioritariamente, na sala de recursos multifuncionais da própria escola ou em outra escola de ensino regular. As atividades desenvolvidas no atendimento educacional especializado diferenciam-se das atividades realizadas na sala de aula comum, porém, tais atividades não substituem a escolarização. Esse atendimento complementa e/ou suplementa a formação dos alunos com vistas à autonomia e independência na Instituição de Educação Infantil e fora dela. Sendo assim, as abordagens que a Instituição de Educação Infantil utiliza para considerar a criança com deficiência, transtorno global de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação como sujeitos dotados de direitos e desejos são: busca trabalhar com práticas pedagógicas fundamentadas em uma educação inclusiva, oferecendo oportunidades iguais a todos os alunos e usando estratégias diferenciadas com aqueles que apresentam deficiência, de modo que todos tenham a oportunidade de se desenvolver integralmente. Para melhorar esse tipo de atendimento, o CEMEI tem buscado apoio da equipe do Serviço de Apoio à inclusão (SAI) da Superintendência Regional de Ensino (SRE) e/ou da equipe multidisciplinar das escolas especiais do município (quando houver) da seguinte forma: para oferecer uma educação inclusiva de qualidade, a equipe do CEMEI, busca o apoio dos Especialistas da Secretaria Municipal de Educação, que quando necessário solicitam a orientação da equipe do Serviço de Apoio à inclusão de Pará de Minas. No nosso município a APAE não oferece a parte de escolarização, assim quando necessário o CEMEI busca a parceria com o professor da sala de recursos buscando organizar suportes e adaptações necessárias para melhorar o atendimento às crianças que necessitam. As barreiras à aprendizagem das crianças do AEE na Instituição de Educação Infantil que dependem de fatores internos (como pequenas adaptações físicas nas salas de aula, adaptações na metodologia de ensino e outros), bem como as ações que a Instituição de Educação Infantil tem tomado para reduzir essas barreiras são: adaptação do espaço físico como construção de rampas de acesso, pranchas de comunicação ou painel de rotina quando a criança necessita adaptação para uso de talheres, lápis, dentre outras que o professor acha necessário de acordo com a deficiência da criança. Já as barreiras à aprendizagem das crianças do AEEE que dependem de fatores externos são: não são liberados o professor de apoio, por já haver um monitor dentro da sala de aula. A infraestrutura do prédio não é adequada para atender crianças com deficiência física. A demora de atendimentos com médico especialistas e outras especialidades como fonoaudióloga, terapeuta ocupacional, dentre outros serviços. Falta de apoio das famílias da criança com deficiência. Os planos de aula do professor regente são disponibilizados ao professor de apoio da seguinte forma: não é necessário, pois não no CEMEI não há professor de apoio. No CEMEI, o fomento à capacitação dos profissionais na temática do AEE é realizado da seguinte forma: foram realizadas quatro reuniões durante o ano para capacitação fornecidas pela Secretaria de Educação. Na instituição são realizadas reuniões para estudo de caso. Achamos necessário ampliar as capacitações para os profissionais que trabalham com a inclusão. A rede municipal de ensino de Martinho Campos conta com o Plano de Desenvolvimento Individual (PDI), um instrumento de extrema importância para o acompanhamento do desenvolvimento das crianças com deficiência, transtorno global de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. O PDI é atualizado sempre que necessário, mas no início do ano os professores estudam o documento e adequam de acordo com os objetivos propostos para a turma. Os atores envolvidos na elaboração do PDI são: professor de sala de recurso, professor regente, especialista em educação e diretor escolar. Para manter esse plano como norte para suas ações pedagógicas, os atores responsáveis pela formação desses alunos na Instituição de Educação Infantil utilizam o PDI da seguinte forma: é um documento orientador que serve como norte para o professor na organização de seu planejamento e nas adaptações dos materiais, quando necessário. AEE sala de recursos: Plano de Atendimento Educacional Especializado é o planejamento das intervenções pedagógicas a serem desenvolvidas no turno contrário ao da escolarização do aluno. A elaboração deste plano deve envolver o professor do apoio, professores das disciplinas, equipe pedagógica, profissionais externos à escola que acompanham o desenvolvimento do aluno, além dos familiares, é um documento importante para que a escola e a família acompanhem a trajetória percorrida pelo aluno. Este Plano consiste na descrição das características do desenvolvimento do aluno e proposta de atendimento: objetivos, plano de ação/atividades,período de duração, resultados esperados, resultados obtidos e observações complementares. Sendo assim 100% aproximadamente, das crianças com deficiência, transtorno global de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação possuem Plano de Atendimento Educacional Especializado (PAEE). Na sala de recursos, o trabalho desenvolvido pela escola com seus estudantes do AEE é: adaptações de materiais adequados para garantir uma inclusão efetiva, melhoria na comunicação da criança. Conta com recursos tecnológicos e tecnologias assistivas, que visam potencializar as habilidades dos alunos. Este trabalho proporciona a melhoria da qualidade de vida dos alunos, desenvolve habilidades cognitivas e metacognitivas, propiciando um melhor desenvolvimento das crianças da creche. Esse trabalho tem impactado na aprendizagem dos estudantes atendidos da seguinte forma: Impacta positivamente no desenvolvimento das crianças, pois é um atendimento individual, que proporciona maior autonomia, melhoria na comunicação e desenvolvimento das habilidades motoras, cognitivas e sociais sendo essas necessárias para o desenvolvimento integral das crianças. Para uma boa qualidade do atendimento educacional especializado, é necessário que os professores regentes e o professor do AEE (Sala de Recursos e/ou Professor de Apoio) trabalhem sinergicamente. Por isso, esses profissionais têm se articulado da seguinte forma: através de reuniões bimestrais e outros contatos sempre que necessário. Os professores trocam informações em relação ao desenvolvimento e fragilidades da criança, buscando realizar as adaptações necessárias. O professor regente se relaciona com os estudantes com deficiência, transtorno global de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, buscando manter um vínculo afetivo, ter conhecimento em relação à deficiência da criança, aceitando que esse aluno tem limitações e necessita ser estimulado. AEE Professor Apoio à Cominicação Linguagens e Tecnologias Assistivas – ACLTA O AEE - Professor ACLTA proporciona suporte pedagógico a estudantes com disfunção neuromotora grave, deficiência múltipla ou Transtorno do Espectro Autista (TEA). O AEE professor ACLTA se justifica quando o estudante apresenta necessidade de suporte na comunicação alternativa, aumentativa ou no uso de recursos de tecnologias assistivas. Nos CEMEIs não são liberados o professor de apoio, por já haver um monitor dentro da sala de aula, sendo assim, o trabalho é desenvolvido pelo professor regente e Assistente Técnico Pedagógico. As abordagens que a Instituição de Educação Infantil utiliza para considerar a criança com deficiência, transtorno global de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação como sujeitos dotados de direitos e desejos, busca trabalhar com práticas pedagógicas fundamentadas em uma educação inclusiva, oferecendo oportunidades iguais a todos os alunos e usando estratégias diferenciadas com aqueles que apresentam deficiência, de modo que todos tenham a oportunidade de se desenvolver integralmente. AEE Tradutor e Intérprete de Libras (TILS) O intérprete educacional é aquele que ocupa o cargo de professor na função de Tradutor e Intérprete de Libras na escola comum e tem a função de mediar a comunicação entre os usuários de Língua de Sinais e os de Língua Oral no contexto escolar, traduzindo/interpretando as aulas, com o objetivo de assegurar o acesso dos surdos à educação. Será autorizado 1 (um) profissional para acompanhar até 15 (quinze) estudantes surdos matriculados no mesmo ano de escolaridade e frequentes na mesma turma. Às populações indígenas que possuem Língua de Sinais própria, será autorizada a atuação de profissional apto a estabelecer a mediação comunicativa do estudante indígena surdo. O Tradutor e Intérprete de Libras deve trabalhar em conjunto com os regentes de turma e de aula no planejamento de suas aulas, orientando-os quanto às especificidades da Libras e do Português como segunda língua na modalidade escrita. AEE Guia Intérprete (GI) O Guia-Intérprete é aquele que ocupa o cargo de professor e exerce a função de mediador comunicativo do estudante surdocego, transmitindo-lhe todas as informações de modo fidedigno e compreensível, assegurando-lhe o acesso aos ambientes da escola. Será autorizado 1 (um) Guia-Intérprete para cada estudante surdocego. A EDUCAÇÃO ESPECIAL NA CEMEI Para melhorar o atendimento aos estudantes públicos da educação especial, este CEMEI, tem buscado apoio da equipe do Serviço de Apoio à inclusão (SAI) da Superintendência Regional de Ensino (SRE) da seguinte forma: reportando-se às analistas que trabalham no SAI, tanto por meio de telefonemas, e-mails e/ou visitas locais. Da mesma forma, o SAI mantém contato permanente com a escola através de e-mails, ligações telefônicas e reuniões pedagógicas. Para reduzir barreiras à aprendizagem dos estudantes do AEE, no CEMEI, que dependem de fatores internos (pequenas adaptações físicas nas salas de aula, adaptações na metodologia de ensino e outros), a CEMEI tem realizado as seguintes ações: construção de materiais didáticos e pedagógicos, organização dos espaços, dos mobiliários e equipamentos, de forma a garantir o acesso aos sistemas de comunicação e informação, realização de reuniões entre profissionais para trocas de experiências, adaptações de materiais pedagógicos, busca de cursos específicos sobre o AEE. Avaliação Os alunos da Educação Especial são avaliados levando-se em consideração as especificidades e potencialidades constantes no PDI(Plano de Desenvolvimento Individual), bem como a utilização dos recursos pedagógicos alternativos tais como: utilização de recursos tecnológicos, materiais concretos, recursos humanos de apoio, dentre outras modificações que se fizerem necessárias. Cidadania e Direitos Humanos Os direitos humanos resultam de conquistas históricas promovidas pelas lutas sociais e políticas, na busca da convivência social harmônica com respeito às diferenças e com garantia da dignidade humana. Contemporaneamente, são compreendidos como direitos universais, indivisíveis, interdependentes e imprescritíveis, estabelecidos em diversos tratados internacionais, presentes na Constituição Federal, na legislação brasileira e no Plano Nacional de Direitos Humanos. Sendo assim, a Instituição de Educação Infantil oportuniza o desenvolvimento de práticas pedagógicas que promovam a noção de dignidade humana e igualdade de direitos da seguinte forma: criando um ambiente favorável para o desenvolvimento das crianças nos aspectos cognitivos, afetivos e beneficiando as relações interpessoais. Utiliza-se também de atividades simples e atraentes para que as crianças comecem a entender seus direitos e deveres, por exemplo, ouvindo suas preferências, fazendo-as pensar sobre as regras de convivência em grupo, mostrando que todas as crianças têm os mesmos direitos e os mesmos deveres, mostrando as regras através de desenhos para que compreendam melhor as noções de deveres. É preciso leva- las também a compreender durante as rodinhas de histórias e de brincadeiras a importância do respeito pelos colegas da turma. O reconhecimento e a valorização das diferenças e diversidades podem contribuir para a aprendizagem das crianças do seguinte modo: contribui de forma significativa à medida que as crianças aprendem a conviver com seu grupo de colegas preparando-os para viver em um mundo mais diverso e globalizado. A Instituição da Educação Infantil também deve promover as noções de cidadania. Para isso, ela desenvolve as seguintes práticas pedagógicas: atividades onde a criança é a protagonista do processo de construção do conhecimento, quando durante as aulas sua participação é valorizada e estimulada, quando suas ideias e sugestões são respeitadas. Assim o professor planeja sua prática visando à participação ativa de seus alunos, assim estamos trabalhando e exercitando a cidadania. Essas ações podem contribuir para a aprendizagem dos alunos à medida que a criança se sente valorizada pelo professor e colegas, ela se sentirá mais segura,com boa autoestima favorecendo significativamente o seu desenvolvimento e aprendizado. A escola também favorece o desenvolvimento de práticas pedagógicas que promovam a noção de solidariedade, ética e respeito mútuo: ensinando valores aos educandos, através de atividades em que as crianças aprendam a respeitar e escutar, a se colocar no lugar do outro, ser solidários e tolerantes, compartilhar, socializar o que sabem aprender a ganhar e perder. A literatura infantil é uma maravilhosa fonte para trabalhar os valores porque trazem no seu conteúdo lições de valor que ajudam na formação da personalidade das crianças. A solidariedade e a empatia devem ser ensinadas e transmitidas às crianças, sobretudo através do exemplo, é o exercício que mais incentiva a interiorização de valores. Essas ações contribuem para a aprendizagem dos estudantes: pois favorece o aprendizado dos valores por parte das crianças, sendo de fundamental importância na primeira infância que eles comecem a conviver com outras crianças e pratiquem o exercício da ética, da solidariedade e do respeito mútuo. Os materiais didáticos e de apoio a professor, são utilizados para estimular a prática dos direitos humanos, no CEMEI, da seguinte forma: dentre os diversos materiais utilizados, os livros de histórias infantis são grandes aliados do professor, pois pode-se trabalhar diversas histórias e nelas explorar os valores morais e éticos. Temos também as músicas, teatros, brincadeiras que também possibilitam à criança desenvolvimento de habilidades que ajudam a resolver conflitos. Educação das relações Étnico-Raciais A Instituição de Educação Infantil deve promover um ambiente democrático, cujas diversidades étnico-raciais sejam contempladas, desde a organização do currículo até ações efetivas contra as práticas racistas, preconceituosas e discriminatórias. Sendo assim, a Instituição buscou desenvolver conteúdos relacionados à história e à cultura africana e afro- brasileira, enfatizando as contribuições históricas e contemporâneas de personalidades negras para a formação político-social de nosso país da seguinte forma: através de histórias, músicas, danças, jogos e brincadeiras que resgatam a cultura africana e afro-brasileira. Da mesma forma, para desenvolver conteúdos relacionados à história e à cultura indígena, enfatizando as contribuições históricas e contemporâneas de personalidades indígenas para a formação político-social de nosso país, o CEMEI realiza atividades pedagógicas da seguinte forma: através de atividades lúdicas e prazerosas, que promovam a socialização, a valorização e o gosto pela cultura indígena. Essas atividades contribuem para a aprendizagem dos estudantes da seguinte maneira: contribuem para o desenvolvimento social e cultural das crianças, despertando o interesse por suas origens e o respeito pelo próximo. Educação Ambiental A educação ambiental surge com o propósito de despertar a consciência da população global sobre os problemas ambientais consequentes das atividades humanas e como ajudar a combatê-los, conservando as reservas naturais e não poluindo o meio ambiente. Por isso, a Instituição de Educação Infantil desenvolve atividades que permitem aos estudantes a tomada de consciência de sua realidade global, das relações que os homens estabelecem entre si e com a natureza e como elas impactam na aprendizagem/desenvolvimento infantil da seguinte maneira: impactam positivamente, pois desde pequenas aprendem valores e desenvolvem habilidades de cuidado com a natureza, a partir das atividades trabalhadas nas datas trabalhadas como dia da árvore, no qual se plantam as árvores, dia do meio ambiente, no qual são visitadas as nascentes, dentre outras ações. É necessário que o CEMEI busque desenvolver nas dia a dia ações de preservação do ambiente, não somente nas datas comemorativas. Mas pensar em Projetos voltados ao meio ambiente, tanto de preservação quanto de conservação. A educação ambiental também diz respeito ao reconhecimento dos saberes locais, que são identificados, valorizados e apropriados pelo CEMEI da seguinte forma: através de observação do dia a dia. A instituição identifica os saberes locais e procura desenvolver projetos e atividades que envolvam os temas referentes à comunidade. A escola valoriza o processo produtivo e fomenta o empreendedorismo ambiental local: a instituição não realiza atividades de empreendedorismo local, por atender uma faixa etária de crianças bem pequenas e bebês, mas valorizamos o processo de empreender com consciência ambiental, utilizando de recursos e estratégias que despertem na criança o interesse por questões ambientais. São realizadas brincadeiras e construído brinquedos a partir de materiais reciclados, trabalhando a importância da preservação do meio ambiente. Para potencializar ações de preservação do meio ambiente e desenvolvimento sustentável com a comunidade, o CEMEI tem desenvolvido as seguintes ações: ensina a importância da preservação da natureza, mostra a necessidade da reciclagem do lixo, ensina a economizar água e energia elétrica, cultiva o jardim da escola, dentre várias outros projetos desenvolvidos com o tema meio ambiente. A Instituição de Educação Infantil tem participado das seguintes instâncias ambientais: não temos nenhum representante nessa área. No CEMEI, o fomento à capacitação dos profissionais na temática da Educação Ambiental é realizado da seguinte forma: poucas são as capacitações voltadas para esse tema, mas o CEMEI pretende intensificar ações de fomento ao tema, através de parcerias. 4. EIXO 3: GESTÃO DEMOCRÁTICA E PARTICIPATIVA 4.1 IMPACTO DA VIOLÊNCIA NAS EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM As violências que ocorrem no âmbito da Instituição de Educação Infantil tendem a impactar negativamente o processo de aprendizagem/desenvolvimento dos alunos. Assim, no intuito de zelar pela garantia da dignidade da pessoa humana e do respeito aos direitos de todos, o CEMEI deve atuar ativamente na prevenção e combate às violências no âmbito de sua circunscrição. Nesse sentido, é necessário que gestores, docentes e demais profissionais da Instituição saibam discernir a diferença entre violência e indisciplina, atuando de forma assertiva na resolução desses problemas. Condutas cotidianas de pouca gravidade que podem ser amparadas por intervenções pedagógicas específicas se enquadram como indisciplina e podem ser evitadas ou minimizadas com uma boa gestão da sala de aula, por exemplo. As violências, por outro lado, geralmente dizem respeito a situações mais complexas, que demandam maior articulação com a rede de proteção, tais como as Unidades Básicas de Saúde e Centros Especializados em Assistência Social. - CREAS. Em todas essas situações, entretanto, os servidores do CEMEI devem agir pautados no diálogo, na escuta ativa e na comunicação não violenta, sempre buscando a resolução dialogada dos conflitos de forma a compreender efetivamente a situação e promover a proteção dos estudantes e o devido diálogo e entendimento entre as partes. Além da intervenção adequada ressalta- se, por fim, que a atuação preventiva é fundamental para a manutenção de um ambiente escolar saudável. Indisciplina O primeiro passo para se discutir violência na instituição de ensino é saber diferenciá-la do conceito de indisciplina. Para o CEMEI, essa diferença de conceitos se dá da seguinte forma: indisciplina é expressa como uma desobediência às regras da escola, enquanto que a violência é o uso intencional da força física ou poder para ameaçar ou ferir pessoas e a si mesma em um grupo ou sociedade, podendo causar ferimento ou dano psicológico. A instituição faz a seguinte análise descritiva das situações de indisciplina identificadas: infelizmente hoje tem muitos alunos que respondem as professoras e desrespeitam as regras previstas, sendo de extrema importância o diálogo sobre respeito. Após fazer a análise dessas situações de indisciplina o CEMEI procura trabalhá-las pedagogicamente da seguinte forma: são trabalhadas de forma lúdica, utilizando recursos como brinquedos,momentos de socialização onde as crianças são inseridas em situações em que possa se colocar no lugar do outro e vivenciar valores como respeito, cooperação e igualdade. É preciso criar as regras de convivência em sala, juntamente com a participação dos funcionários e familiares. É de extrema importância ter essa parceria CEMEI e família para a construção do processo de ensino aprendizagem. Violência Após a diferenciação conceitual entre indisciplina e violência, foi possível identificar as seguintes formas de violência que se fazem presentes no ambiente escolar: foram identificados violência da comunidade para com a escola em situações de furtos ocorridos várias vezes por pessoas da comunidade. Outro mencionado foi à desvalorização dos professores quando ocorrem comentários maldosos por parte das famílias. Outra situação é a criança que às vezes chega de casa com marcas de violência. Instituições acionadas Tendo sido identificadas as situações de violência que permeiam o cotidiano escolar se faz necessária à reflexão e o desenvolvimento de ações visando promover a proteção dos envolvidos e também o enfrentamento de tais situações de violência. Sendo assim a instituição escolar, procura trabalhar pedagogicamente tais situações da seguinte maneira: Quando envolve a comunidade nas situações de furto, é acionada a polícia. Quando envolve situações de violência em casa, a direção conversa e em casos extremos, o conselho tutelar é acionado. As situações ocorridas dentro da escola, a própria direção solicita a presença da família para a solução do problema. A escola acolhe os estudantes que necessitam de orientação e ajuda referente a problemas relacionados aos vários tipos de violência da seguinte maneira: os educadores conversam para identificar o motivo, busca ajuda da direção, e se necessário busca auxílio junto à família de um profissional especializado como psicólogo. O CEMEI percebe a interferência das situações de violência internas - ocorridas no ambiente escolar - na aprendizagem dos estudantes da seguinte maneira: mudança no comportamento da criança se recusa a ir pra escola, fica desmotivado na realização das atividades propostas. Já o impacto das violências externas ao ambiente escolar na aprendizagem dos estudantes é: quando chegam de casa com marcas no corpo, o comportamento fica diferente do que se mostra no dia a dia. A educação é um processo de construção coletiva, contínua e permanente de formação do indivíduo, que se dá na relação entre os indivíduos e entre estes e a natureza. A escola é, portanto, um local privilegiado dessa formação, porque trabalha com o conhecimento, com valores, atitudes e a formação de hábito. Por isso, a escola desenvolve as seguintes ações que visem à prevenção da violência e a promoção de uma cultura de paz: são realizadas cotidianamente na instituição, através de atividades em grupo, brincadeiras em grupo, passeios no entorno da escola, piquenique, contação de histórias envolvendo valores, interação com todas as crianças da escola para brincarem juntas dividindo o mesmo brinquedo. Relações étnico-raciais A escola identifica práticas discriminatórias, racistas ou de preconceito étnico-cultural no ambiente escolar: Sim. A Instituição de Educação Infantil identificapráticas de racismo institucional e/ou discriminação racial institucionalizada no ambiente escolar: Sim Após a identificação de práticas racistas, discriminatórias ou de preconceito étnico-cultural, elas são trabalhadas pedagogicamente pela instituição da seguinte forma: é realizado um trabalho que promove o respeito mútuo, a valorização e o reconhecimento das diferenças. O professor realiza intervenções com práticas pedagógicas baseadas em atividades lúdicas, por meio de leituras de histórias, artes livres, brincadeiras, músicas, desenhos, jogos, filmes infantis, rodas de conversa, atividades estas que valorizam o repertório cultural, desmistificando padrões que privilegiam uma etnia ou cultura. O CEMEI percebe a interferência de práticas discriminatórias, racistas ou preconceituosas na aprendizagem dos estudantes da seguinte forma: na nossa realidade não é exposto tal tipo de prática. Direitos humanos Após a identificação de situações de discriminação, elas são trabalhadas pedagogicamente pelo CEMEI: é trabalhada a igualdade para que não haja discriminação de cor e raça, enfatizando que todos merecemos respeito independente de sua característica. Com alunos com deficiência é feito um trabalho em conjunto de inclusão junto ao grupo nas rodinhas e em todos os momentos de interação em sala de aula. Religiosa, não é enfatizada nenhuma religião. Social, ensinando ás crianças que todos somos iguais, independente de cor e classe social. A Instituição de Educação Infantil percebe a interferência de práticas discriminatórias na aprendizagem dos estudantes da seguinte maneira: através da observação das atitudes dos alunos que ficam muitas vezes desmotivados ou apresentando comportamento muito diferente do dia a dia. Ambiente Participativo A gestão democrática é construída diariamente nas atividades escolares, desde as propostas de atividade em sala, até as decisões sobre os investimentos a serem realizados na Instituição de Educação Infantil. Nesse sentido, são diversos os espaços institucionalizados que contribuem para a construção de um ambiente participativo e, em todos eles, deve-se lembrar da importância do incentivo, pela gestão escolar, ao protagonismo estudantil. Entendendo a participação política como parte da formação integral dos estudantes, o CEMEI deve proporcionar a esses um ambiente aberto ao diálogo, à convivência democrática e sensível às suas pautas, corroborando para a permanência das crianças na Instituição. No CEMEI, existem os seguintes espaços de participação e gestão democrática: sim, existe o Colegiado escolar, Assembleia Escolar e Conselho de Classe com os professores e monitores da turma. O CEMEI se comunicou com as famílias de seus alunos no último ano da seguinte forma: através dos professores e especialistas, através de comunicado por escrito aos responsáveis, mural da escola e redes sociais. A escola procurou conhecer melhor suas crianças no último ano da seguinte forma: através de rodas de conversas, de atividades que tratam da realidade da criança e do desenvolvimento de projetos escolares, também são realizadas conversas com as famílias dos alunos. A equipe pedagógica do CEMEI avaliou a Instituição nos aspectos abaixo, classificando-os como bons razoáveis ou ruins: Respeito às crianças sem discriminá-las: boa Consideração à opinião das crianças: boa Conhecimento dos problemas pessoais e familiares das crianças: Convivência entre as crianças: boa Convivência entre direção, crianças e demais profissionais: boa; Relação da Instituição de Educação Infantil coma comunidade do entorno do CEMEI: boa; Abordagem de temas relacionados aos diretos humanos e à violência: boa; Reconhecimento e valorização da identidade étnico-raciais das crianças: boa; Incentivo à participação das crianças na realização de eventos: boa Incentivo à participação das famílias e da comunidade em atividades da Instituição de Educação Infantil: boa; Divulgação das atividades, ações e decisões sobre o cotidiano da instituição: boa; Realização de consulta às crianças sobre temas de seu interesse: boa; Envolvimento das crianças na construção de regras de convivência: boa; Acessibilidade à criança com deficiência: boa; O percentual, aproximado, de crianças que aceitam as normas estabelecidas pelo CEMEI são: a) 0% não aceitam; b) 0% aceitam parcialmente; c) 100% aceitam totalmente. Foram identificados os seguintes obstáculos à participação das crianças nas decisões do CEMEI: devido à faixa etária as crianças participam pouco das decisões, contamos com a participação das famílias para uma gestão participativa. Quanto à participação das crianças nas decisões do CEMEI, foram identificados os seguintesfacilitadores: para realizar o planejamento escolar, os professores procuram identificar as preferências das crianças ao propor as atividades, considerando suas preferências e necessidades. Quanto às decisões administrativas somente as famílias participam. O CEMEI se comunica e repassa informações aos funcionários: através de quadro de avisos, aplicativos na rede social, reuniões pedagógicas e administrativas. Além disso, a Instituição de Educação Infantil disponibiliza as decisões coletivas à comunidade escolar da seguinte forma: através de reuniões com as famílias, divulgação no mural na entrada do CEMEI, divulgação nas redes sociais e nas reuniões de Assembleias colegiadas. No CEMEI, existem os seguintes espaços de participação e gestão democrática: Colegiado escolar, Conselhos de classe, Assembleia Escolar. Nas reuniões de Conselho de Classe, a escola discute: desenvolvimento e aprendizagem das crianças e processo de intervenção pedagógica, buscando melhorias nas estratégias da prática pedagógica. Já nas Assembleias Escolares, os pontos de discussão são: calendário escolar, Prestação de Contas dos recursos financeiros, Projetos pedagógicos desenvolvidos e parcerias da Instituição. 5. EIXO 4: FORTALECIMENTO DO TRABALHO COLETIVO Participação e Formação dos Professores Formação dos professores O objetivo do Indicador de Adequação da Formação Docente é avaliar a adequação da formação inicial dos docentes das escolas de educação básica brasileira que, segundo a norma legal, prevê a necessidade de licenciatura na área para atuar nos componentes curriculares obrigatórios estipulados pelo currículo da Base Nacional Comum referente às etapas do Ensino Fundamental (anos iniciais e finais) e Médio. O MEC/INEP organiza as possíveis situações em cinco grupos de perfis de regência: 1. Docentes com formação superior de licenciatura na mesma disciplina que lecionam, ou bacharelado na mesma disciplina com curso de complementação pedagógica concluído. 2. Docentes com formação superior de bacharelado na disciplina correspondente, mas sem licenciatura ou complementação pedagógica. 3. Docentes com licenciatura em área diferente daquela que leciona, ou com bacharelado nas disciplinas da base curricular comum e complementação pedagógica concluída em área diferente daquela que leciona. 4. Docentes com outra formação superior não considerada nas categorias anteriores. 5. Docentes que não possuem curso superior completo. A análise descritiva da Instituição de Educação Infantil sobre seu Indicador da Adequação Docente é: 90% são graduados na área da educação. O padrão descrito acima pode impactar a aprendizagem/desenvolvimento. Participação dos professores As reuniões de atividades extraclasses, de caráter coletivo, também chamado de reuniões de Módulo II, são de cumprimento obrigatório pelos professores e devem ser programadas pela Direção Escolar, em conjunto com os Especialistas em Educação Básica, para o desenvolvimento de temas pedagógicos, administrativos ou institucionais, de forma a atender às diretrizes do Projeto Político Pedagógico. A direção da escola busca criar condições para o fortalecimento do trabalho coletivo, incentivando a troca de experiências/estratégias pedagógicas e atividades inovadoras entre os professores da seguinte maneira: através de cursos de aperfeiçoamento sobre práticas educativas. Nas reuniões extraclasses (Módulo II) a escola discute: sobre todo o processo de ensino aprendizagem e como melhorar cada dia as atividades, ações e estratégias. O absenteísmo se define como a ausência do professor no trabalho seja por falta ou atraso, podendo ser parcial ou completa. Os motivos são diversos: violência nas escolas, precarização da atividade docente, carga horária trabalho excessiva, problemas de saúde, entre outros. A docência requer formação contínua, devido à complexidade do papel do educador, que exige além de responsabilidade, o desenvolvimento de conexões entre a ação educacional e as diretrizes pedagógicas. Portanto, a presença do professor na sala de aula é fundamental, na medida em que o contato entre o professor e aluno, além de promover o processo de ensino-aprendizagem, induz o aluno à expressão e ao diálogo. Após realizar o levantamento da frequência dos professores, o CEMEI faz a seguinte análise: os professores são presentes. O absenteísmo pode impactar a aprendizagem/desenvolvimento dos alunos do CEMEI da seguinte maneira: não temos esse problema. As causas mais comuns para a infrequência dos professores no CEMEI são: causas particulares e doenças. A instituição de Educação Infantil se articula para trabalhar, intervindo de forma positiva para ajudar o professor em absenteísmo, conscientizando-o das perdas geradas para a qualidade educacional do CEMEI como um todo: trabalhando de maneira prestativa e acolhedora. Diante da falta de professores, o CEMEI se organiza da seguinte forma para atender aos alunos: através de um professor substituto. 6- PLANO DE AÇÃO Todo esse movimento permitiu conhecermos melhor nossa escola e aumentar o engajamento da comunidade escolar na construção do nosso PPP. Apresentamos o nosso Plano de Ação que propõe ações concretas de melhoria e transformação da realidade identificada durante a etapa do diagnóstico. Este instrumento permitirá a definição dos passos a serem dados pela escola e nossa comunidade para o alcance dos objetivos que pretendemos. Sujeitos da Aprendizagem, contexto socioeconômico e territórios escolares Ponto de melhoria 1 Maior disponibilidade das famílias com as crianças em casa, promovendo brincadeiras que as desenvolvam afetivamente. Nome da ação Família e afetividade. Objetivo e resultados Conscientizar as famílias da importância da afetividade entre criança e adulto. Como podemos medir esse resultado? Através de conversas com as famílias durante as reuniões O que será feito? Palestras com profissionais da educação. Como será feito? Reuniões com as famílias mostrando a necessidade de fortalecer a afetividade com os filhos, uma vez que estes passam a maior parte do dia no CEMEI. Quando será feito? Durante todo o ano letivo. Por quem será feito? Especialista da Educação, Professores e ATPs. Principais riscos para o sucesso dessa ação Pouca participação das famílias nas reuniões. Sujeitos da Aprendizagem, contexto socioeconômico e territórios escolares Ponto de melhoria 2 Conscientizar as famílias sobre as consequências do excesso de uso da tela (celular, computador, etc) para as crianças de 0 a 3 Nome da ação Família consciente Objetivo e resultados Diminuir o tempo de uso das telas em casa. Como podemos medir esse resultado? Através de conversas com as famílias durante as reuniões. O que será feito? Palestras com profissionais da saúde e educação. Como será feito? Palestras no CEMEI abordando os temas necessários, visando à prevenção de problemas futuros. Quando será feito? Durante todo o ano letivo. Por quem será feito? Médico, Psicólogo, Especialista da Educação, Professores e ATPs. Principais riscos para o sucesso dessa ação Pouca participação das famílias. Objetivo e resultados Enriquecer o trabalho pedagógico ofertado pela escola por meio das ações realizadas através das parcerias. Como podemos medir esse resultado? Pelo número de parcerias estabelecidas pela escola e pela quantidade de ações realizadas na instituição por meio dessas parcerias. O que será feito? Buscaremos o estabelecimento de parcerias. Como será feito? · Fazer o levantamento da demanda no CEMEI. · Solicitar às secretarias de saúde e social, os atendimentos necessários conforme os diagnósticos apresentados. Quando será feito? No decorrer do ano letivo. Por quem será feito? Diretor Escolar e Especialista da Educação. Principais riscos para o sucesso dessa ação -Não haver profissionais da saúde solicitados conforme a demanda (fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicólogo, assistente social, etc) EQUIPE DE ELABORAÇÃO Martinho Campos,