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PROJETO DE 
INSTALAÇÕES 
HIDROSSANITÁRIAS 
Juliana Dorn Nóbrega 
Projeto de distribuição 
de pontos de água 
nas edificações
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Conceituar pressão e vazão relacionando com pontos de água nas 
edificações.
  Interpretar os cálculos de ramais de água nas edificações.
  Reconhecer um projeto de distribuição de pontos de água em uma 
edificação.
Introdução
O abastecimento de água nos edifícios tem origem nas redes públicas de 
abastecimento de água, podendo, em alguns casos, ser feito por meio 
de poços particulares de captação de água subterrânea. O sistema de 
tubulações entre a rede pública e o reservatório superior compreende: 
ramal predial externo, cavalete, alimentador predial, reservatório inferior, 
estação elevatória e coluna de recalque (ver Figura 1). O reservatório 
inferior e o sistema elevatório são utilizados nas situações em que a 
pressão disponível na rede pública não é suficiente para alimentar o 
reservatório superior.
Neste capítulo, você estudará o dimensionamento dos ramais e sub-
-ramais da rede predial de água fria. Além disso, reconhecerá um projeto 
de distribuição de pontos de água em uma edificação. Por fim, aprenderá 
os fundamentos dos cálculos para o dimensionamento do barrilete e das 
colunas de distribuição.
Conceitos de vazão e pressão em edificações
A rede predial de distribuição de água fria, destinada a levar água aos pontos 
de utilização a partir do reservatório superior, é constituída, em geral, por 
barrilete, colunas de distribuição, ramais e sub-ramais (Figura 1). A norma 
brasileira que estabelece as exigências e recomendações relativas a projeto, 
execução e manutenção da instalação predial de água fria é a NBR 5626:1998. 
De acordo com essa norma, os pontos de utilização da água são defi nidos 
como: “Extremidade a jusante do sub-ramal a partir de onde a água fria passa 
a ser considerada água servida. Qualquer parte da instalação predial de água 
fria, a montante desta extremidade, deve preservar as características da água 
para o uso a que se destina” (ASSOCIAÇ Ã O BRASILEIRA DE NORMAS 
TÉ CNICAS - ABNT, 1998, p. 5).
Figura 1. Componentes de um sistema de instalações hidráulicas predial.
Fonte: Silvéria (2016, documento on-line).
Para o bom funcionamento das peças de utilização em um edifício, é 
necessário garantir as vazões e pressões de serviço mínimas compatíveis com 
os valores preestabelecidos pelos fabricantes.
Projeto de distribuição de pontos de água nas edificações2
Define-se vazão como um volume de água por unidade de tempo que passa 
por uma determinada seção. Como a vazão poderia ser determinada em uma 
torneira de sua casa, por exemplo? Com o auxílio de um balde com volume 
conhecido, e cronometrando-se o tempo para o enchimento desse balde, a 
vazão de água que passa pela torneira poderia ser calculada dividindo-se o 
volume do balde pelo tempo medido, conforme a seguir:
onde:
  Q = vazão de água;
  Vol = volume de água;
  t = tempo.
As unidades mais comuns para a vazão são: L/s; m3/s; L/h; m3/h. Lembre-se 
de que um volume igual a 1.000 L equivale a 1 m3 de água. A vazão também 
pode ser calculada como o produto da velocidade (unidade de comprimento por 
tempo) pela área de uma seção (unidade de comprimento ao quadrado). Dessa 
forma, considerando-se o mesmo exemplo da torneira, uma vez determinada 
a vazão de água (com o uso de um balde e um cronômetro), e medindo-se o 
diâmetro da abertura da torneira (p. ex., com um paquímetro ou uma régua), 
a velocidade da água pode ser calculada pela seguinte equação:
Q = V ∙ A
onde:
  Q = vazão de água; 
  V = velocidade; 
  A = área da secção transversal.
Define-se pressão como a força por unidade de área em que a força é 
aplicada. As unidades mais comuns para representar a pressão são: N/m2 
(Newton por metro quadrado) ou N/cm2 (Newton por centímetro quadrado). 
Lembre-se de que 1 Pa (Pascal) é igual a 1 N/m2. A pressão pode ser calculada 
da seguinte forma:
3Projeto de distribuição de pontos de água nas edificações
Onde:
  p = pressão;
  F = força; 
  A = área de aplicação da força.
No sistema técnico de unidades de medida, a força é medida em quilogramas-força 
(kgf), sendo a pressão dada em kgf/m2 ou kgf/cm2, por exemplo.
A unidade de quilograma-força (kgf) é definida como a força exercida por uma massa 
de 1 kg (quilograma) sujeita a certa gravidade. Considerando-se a gravidade padrão 
de 9,8 m/s2, 1 kgf equivale a 9,8 N.
A pressão também pode ser expressa como uma altura equivalente de água, 
com a unidade em m.c.a (“metros de coluna de água”).
Para facilitar a compreensão física do significado de pressão, imagine que 
uma pequena abertura tenha sido feita em uma tubulação que está conduzindo 
água submetida a uma pressão elevada. A água se eleva como um jato por 
essa abertura até atingir uma determinada altura máxima. Essa elevação da 
água representa a pressão (em “metros de coluna de água”) atuante no fluido.
A altura equivalente de água em metros é calculada dividindo-se a pressão (unidade 
de força por área) pelo peso específico do fluido ( ), conforme a seguir:
Projeto de distribuição de pontos de água nas edificações4
Em um sistema de abastecimento predial misto, alguns pontos de con-
sumo na edificação podem ser diretamente conectados à rede pública de 
abastecimento de água, como é o caso das torneiras de jardim e dos tanques 
em áreas externas, que estão sujeitos à pressão da rede pública. Nesse caso, 
o abastecimento é direto. Outros pontos da edificação, como chuveiros, 
torneiras de pia e vasos sanitários, são abastecidos pelos ramais e sub-ramais 
prediais, e as pressões nesses pontos são dependentes da rede predial, como 
posicionamento do reservatório de armazenamento, distribuição dos ramais, 
diâmetros, comprimento e material das tubulações. Quando há uma estrutura 
para reservatório de água e posterior distribuição até os pontos de consumo 
por meio de rede predial, o abastecimento é indireto.
Uma vez compreendidos os conceitos de vazão e pressão, no contexto das 
instalações prediais, o Quadro 1 apresenta alguns critérios de dimensionamento 
de projeto, estabelecidos pela normativa NBR 5626:1998 (ABNT, 1998). O 
atendimento a esses critérios tem como objetivo reduzir os vazamentos e ruídos 
nas tubulações e nos aparelhos, além de garantir o conforto e a segurança 
dos usuários.
Além dos critérios normativos quanto às pressões e velocidades, é impor-
tante verificar as especificações técnicas dos materiais a serem utilizados na 
obra, fornecidos pelos fabricantes. Observe que a pressão máxima (apresentada 
no Quadro 1) é definida pelas pressões estáticas, ou seja, quando todos os 
pontos de utilização estão fechados e não há escoamento. Ao se utilizar um 
ponto de utilização, a pressão do fluido diminui, devido às perdas de carga 
distribuídas ao longo da tubulação e devido à presença de acessórios, como 
onde:
 h = altura da água; 
 = pressão; 
 γ = peso específico do fluido; 
 ρ = massa específica do fluido; 
 g = aceleração da gravidade.
O peso específico representa a força do peso do fluido por unidade de seu volume 
ocupado, que, por sua vez, é a multiplicação da massa específica do fluido (massa por 
unidade de volume) pela gravidade.
O valor da massa específica da água é de aproximadamente 1.000 kg/m3. Conside-
rando-se a gravidade padrão de 9,8 m/s2, o peso específico da água é de 9.800 N/m3.
Como 1 kgf = 9,8 N, o peso específico da água é igual a 1.000 kgf no sistema técnico 
de unidades de medidas.
5Projeto de distribuição de pontos de água nas edificações
curvas, junções e registros. Dessa forma, a pressão mínima fica condicionada 
às pressões dinâmicas na rede predial, ou seja, ao escoamento.
 Fonte: Adaptado de ABNT (1998). 
Velocidade
A velocidade em qualquer trecho da tubulação da rede predial 
não deve superar 3 m/s
Vazão
As vazões mínimas nos pontos de utilização devem ser 
atendidasA rede predial deve ser dimensionada considerando-se o uso 
simultâneo provável de dois ou mais pontos de utilização
Pressão
Pressão máxima na tubulação
A pressão estática da água em qualquer ponto de utilização 
não deve ser superior a 400 kPa (≅ 40 m.c.a.)
Pressão mínima na tubulação
A pressão dinâmica em qualquer ponto da rede não deve ser 
inferior a 5 kPa (≅ 0,5 m.c.a.)
Pressão mínima nos pontos de utilização
A pressão dinâmica em qualquer ponto de utilização não deve 
ser inferior a 10 kPa (≅ 1,0 m.c.a.), exceto na:
Caixa de descarga: pressão mínima de 5 kPa (0,5 m.c.a)
Válvula de descarga: pressão mínima de 15 kPa (1,5 m.c.a.)
Quadro 1. Critérios para o dimensionamento da rede de distribuição de água predial
Dimensionamento dos ramais de água
em edificações
As tubulações das instalações prediais funcionam como condutos forçados, 
ou seja, a pressão atuante no fl uido é diferente da pressão atmosférica. Os 
cálculos para o dimensionamento das tubulações baseiam-se nos fundamentos 
básicos de hidráulica para esse tipo de escoamento.
Perdas de carga (∆H) constituem a diminuição da energia total disponível 
para o escoamento de um fluido. Tais perdas podem ser classificadas como 
distribuídas ou localizadas. Para o cálculo das perdas de carga por unidade de 
comprimento da tubulação (J), a NBR 5626:1998 (ABNT, 1998) recomenda 
a utilização das fórmulas empíricas de Fair-Whipple-Hsiao, descritas a seguir.
Projeto de distribuição de pontos de água nas edificações6
  Para tubos rugosos (tubos de aço-carbono, galvanizado ou não):
  Para tubos lisos (tubos de plástico, cobre ou liga de cobre):
Onde:
  J = perda de carga unitária (m/m);
  Q = vazão (m³/s);
  D = diâmetro interno da tubulação (m).
A perda de carga total é calculada multiplicando-se o valor da perda de 
carga unitária (J) pelo comprimento da tubulação.
As perdas de carga distribuídas (Figura 2a) ocorrem ao longo do com-
primento das tubulações e são devidas ao atrito interno entre as partículas do 
próprio fluido e ao atrito do fluido com as paredes internas do conduto. Por 
essa razão, as perdas distribuídas dependem do material e dos diâmetros das 
tubulações utilizadas, do comprimento dos trechos e das vazões de projeto. 
As perdas de carga localizadas (Figura 2b), por sua vez, ocorrem devido 
à presença de singularidades ou acessórios, como junções, tês, registros, 
entre outros. Nas redes hidráulicas prediais, como há um elevado número de 
singularidades, as perdas de carga localizadas são significativas.
Figura 2. Tipos de perdas de carga. (a) perda distribuída; (b) perda localizada.
Fonte: Adaptada de Manual técnico Tigre (2013).
7Projeto de distribuição de pontos de água nas edificações
A perda de carga total (distribuída e localizada) pode ser calculada uti-
lizando-se o método dos comprimentos equivalentes. Nesse método, cada 
singularidade é contabilizada como um comprimento equivalente de tubulação 
(Figura 3). Algumas tabelas para comprimentos equivalentes de alguns tipos 
de conexão (cotovelos de 45° e 90°, curvas de 45° e 90° e tê de passagem 
direta e lateral), para tubos lisos e rugosos, também podem ser consultadas 
no Anexo A da NBR 5626:1998 (ABNT, 1998).
A soma do comprimento real da tubulação com os comprimentos equiva-
lentes é chamada de comprimento fictício. A perda de carga total é, então, 
calculada multiplicando-se a perda de carga unitária pelo comprimento fictício 
de tubulação:
Lfictício = Lreal + Lequivalente
∆Ht = J ∙ Lfictício
Onde:
  Lfictício = comprimento fictício da tubulação (m);
  Lreal = comprimento real da tubulação retilínea (m);
  Lequivalente = comprimento equivalente das singularidades (m); 
  ∆Ht = perda de carga somando-se as perdas distribuídas e localizadas 
(m);
  J = perda de carga por unidade de comprimento da tubulação, calculada 
pela fórmula de Fair-Whipple-Hsiao (m/m).
Figura 3. Comprimento equivalente das singularidades.
Fonte: Adaptada de Manual técnico Tigre (2013).
Projeto de distribuição de pontos de água nas edificações8
Cálculo das pressões estáticas e dinâmicas
A pressão estática representa a pressão que é observada quando todos os 
pontos de consumo não estão sendo utilizados, isto é, quando não há o esco-
amento de água pelas tubulações. Se o sistema de abastecimento for do tipo 
indireto, a pressão máxima em um ponto de utilização é igual à altura entre 
o reservatório e a posição deste ponto.
A pressão dinâmica representa a pressão observada quando há escoamento 
pelas tubulações. A pressão dinâmica disponível a jusante de um trecho de 
tubulação é calculada pela equação a seguir:
Pdinâmica, jusante = Pdinâmica, montante + Desnível – ∆Ht
Desnível = Cotamontante – Cotajusante
Onde:
  Pdinâmica, jusante = pressão dinâmica disponível a jusante do trecho de tu-
bulação considerado;
  Pdinâmica, montante = pressão dinâmica disponível a montante do trecho de 
tubulação considerado;
  Desnível = diferença de cotas entre os pontos a montante e a jusante 
do trecho;
  Cotamontante e Cotajusante = pontos a montante e a jusante do trecho, 
respectivamente;
  ∆Ht = perda de carga total no trecho de tubulação, considerando-se as 
perdas distribuídas e localizadas.
O desnível pode ter um valor positivo ou negativo. Se o ponto de tubulação a 
jusante do trecho estiver em uma cota inferior em relação ao ponto a montante 
(sentido do escoamento descendente), o desnível será positivo, isto é, haverá 
um aumento da pressão disponível. Em contrapartida, quando o sentido do 
escoamento for ascendente, o valor do desnível será negativo, diminuindo a 
pressão disponível no ponto a jusante.
A pressão dinâmica em determinado ponto também pode ser calculada 
como a diferença entre a pressão estática e as perdas de carga distribuídas e 
localizadas, desde o reservatório até o ponto considerado:
Pdinâmica = Pestática – ∆Ht
9Projeto de distribuição de pontos de água nas edificações
Onde:
  Pdinâmica = pressão dinâmica disponível; 
  Pestática = pressão estática disponível;
  ∆Ht = perda de carga total no percurso desde o reservatório até o nó 
da tubulação considerada.
Dimensionamento
Para o dimensionamento dos ramais, é preciso determinar inicialmente as 
vazões de projeto de cada trecho de tubulação.
Por exemplo, em um edifício domiciliar, todos os pontos de consumo de 
água não são utilizados simultaneamente. Se considerássemos o uso simultâneo 
de todos os aparelhos (demanda máxima possível) para o dimensionamento 
das tubulações, estas seriam sobredimensionadas. Portanto, por razões eco-
nômicas, as vazões são geralmente estimadas considerando-se uma demanda 
provável de água.
O método dos pesos relativos é um método para a determinação da de-
manda provável de água em um edifício, em que se atribuem pesos relativos 
a cada peça de utilização. Por sua vez, os pesos são estabelecidos empirica-
mente, dependendo das vazões de projeto, conforme apresentado no Quadro 
2. O procedimento para o cálculo do somatório de pesos é definido pela NBR 
5626:1998 como: “A quantidade de cada tipo de peça de utilização alimentada 
pela tubulação, que está sendo dimensionada, é multiplicada pelos corres-
pondentes pesos relativos e a soma dos valores obtidos nas multiplicações 
de todos os tipos de peças de utilização constitui a somatória total dos pesos 
(ΣP)” (ABNT, 1998, p. 28).
A vazão máxima provável é calculada pela seguinte expressão:
Onde:
  Q = vazão estimada em L/s;
  ∑P = somatório de pesos de todas as peças de alimentação que são 
atendidas pelo trecho da tubulação considerado.
É importante ressaltar que, em edificações em que há uso intensivo e 
simultâneo de água nos pontos de utilização, como em cinemas, quartéis e 
Projeto de distribuição de pontos de água nas edificações10
estádios, o método dos pesos relativos não é válido. Nesses casos, as vazões 
dos trechos podem ser calculadas como o somatório das vazões dos pontos 
utilizados de forma simultânea (BAPTISTA; LARA, 2014). Segundo a NBR 
5626:1998 (ABNT,1998), é importante que os padrões de consumo e valores 
de demanda de água sejam avaliados para essas situações particulares. 
Fonte: Adaptado de ABNT (1998).
Aparelho sanitário Peça de utilização
Vazão de 
projeto (L/s)
Peso 
relativo
Bacia sanitária Caixa de descarga 0,15 0,3
Válvula de descarga 1,70 32
Banheira Misturador (água fria) 0,30 1,0
Bebedouro Registro de pressão 0,10 0,1
Bidê Misturador (água fria) 0,10 0,1
Chuveiro ou ducha Misturador (água fria) 0,20 0,4
Chuveiro elétrico Registro de pressão 0,10 0,1
Lavadora de louças 
ou de roupas
Registro de pressão 0,30 1,0
Lavatório Torneira ou misturador (água fria) 0,15 0,3
Mictório 
cerâmico
com sifão 
integrado
Válvula de descarga 0,50 2,8
sem sifão 
integrado
Caixa de descarga, registro 
de pressão ou válvula de 
descarga para mictório
0,15 0,3
Mictório tipo calha Caixa de descarga ou 
registro de pressão
0,15 0,3
Pia Torneira ou misturador (água fria) 0,25 0,7
Torneira elétrica 0,10 0,1
Tanque Torneira 0,25 0,7
Torneira de jardim ou 
lavagem em geral
Torneira 0,20 0,4
Quadro 2. Vazões de projeto e pesos relativos nos pontos de utilização
11Projeto de distribuição de pontos de água nas edificações
Definidas as vazões de projeto, os diâmetros dos trechos de tubulação são 
pré-dimensionados com base na máxima velocidade admissível, isto é, 3 m/s. 
Deve-se ter em mente que o diâmetro de uma tubulação a montante sempre 
deve ser maior ou igual ao de uma tubulação a jusante.
Para auxiliar no dimensionamento, o Quadro 3 apresenta as capacidades 
máximas de vazão, considerando-se alguns diâmetros nominais de tubos 
de PVC soldáveis e roscáveis, com base no critério de máxima velocidade 
admissível nas tubulações (lembre-se de que Q = V ∙ A).
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Projeto de distribuição de pontos de água nas edificações12
Em suma, as etapas sequenciais para o dimensionamento dos ramais são:
1. preparar o esquema isométrico da rede e numerar sequencialmente 
cada nó (extremidade das tubulações);
2. somar os pesos das peças de utilização e determinar as vazões em 
cada trecho;
3. pré-dimensionar os diâmetros utilizando o critério de velocidade má-
xima (Quadro 3);
4. verificar se as pressões estão dentro dos limites especificados pela 
NBR 5626:1998 (ABNT, 1998), principalmente nos pontos críticos, 
como aqueles situados nas extremidades da rede predial;
5. modificar os diâmetros se as pressões não forem atendidas.
Com relação aos sub-ramais (ligados diretamente às peças de utilização), o 
dimensionamento é feito com base nos diâmetros mínimos recomendados nos 
catálogos dos fabricantes, correspondentes às diferentes peças de utilização 
(MACINTYRE, 1990). O Quadro 4, a seguir, apresenta os diâmetros mínimos 
usuais dos sub-ramais.
Peças de utilização DE (mm) D. ref. (pol)
Aquecedor de alta pressão 20 ½
Aquecedor de baixa pressão 25 ¾
Bacia sanitária com caixa de descarga 20 ½
Bacia sanitária com válvula de descarga de 1 ¼ 50 1 ½
Bacia sanitária com válvula de descarga de 1 ½ 50 1 ½
Banheira 20 ½
Bebedouro 20 ½
Bidê 20 ½
Chuveiro 20 ½
Filtro de pressão 20 ½
Lavatório 20 ½
Quadro 4. Dimensionamento mínimo dos sub-ramais
(Continua)
13Projeto de distribuição de pontos de água nas edificações
Na NBR 5626:1998 (ABNT, 1998), é possível conferir um modelo de planilha para o 
dimensionamento das tubulações (Figura A.1 da norma) e uma rotina, passo a passo, 
para o seu dimensionamento (Tabela A.5 da norma).
Projetos de distribuição de pontos de água
em edificações
As etapas para a elaboração de um projeto de instalações hidráulicas compreendem 
a concepção do projeto, a determinação das vazões e o dimensionamento (Figura 
4). A concepção do projeto depende da tipologia da edifi cação (p. ex., escolas, 
edifícios comerciais, edifícios residenciais), do tipo de abastecimento (direto, 
indireto ou misto), da localização dos reservatórios e dos pontos de consumo no 
edifício. A concepção deve ser realizada de modo integrado com outros projetos da 
edifi cação, como projetos estrutural, arquitetônico e elétrico. Uma vez defi nido o 
traçado da rede de distribuição, determinam-se as vazões de dimensionamento, os 
volumes de reserva e a capacidade dos equipamentos. Por fi m, o dimensionamento 
das tubulações é feito com base em critérios práticos de projeto, e as condições de 
funcionamento de toda a instalação são verifi cadas (BAPTISTA; LARA, 2014).
Fonte: Adaptado de Manual técnico Tigre (2013).
Peças de utilização DE (mm) D. ref. (pol)
Máquina de lavar louça 25 ¾
Máquina de lavar roupa 25 ¾
Mictório de descarga contínua 
por metro ou aparelho
20 ½
Pia de cozinha 20 ½
Tanque de lavar roupa 25 ¾
Quadro 4. Dimensionamento mínimo dos sub-ramais
(Continuação)
Projeto de distribuição de pontos de água nas edificações14
Figura 4. Etapas de elaboração de um projeto de instalações hidráulicas prediais.
A Figura 5, a seguir, apresenta um esquema isométrico da instalação hidráulica 
de um banheiro, com a indicação dos diâmetros, dos dispositivos controladores de 
vazão e das peças de utilização. Além dos elementos indicados na figura, também 
devem ser indicados os comprimentos de cada trecho e as cotas de instalação.
Figura 5. Vista isométrica da instalação hidráulica de um banheiro.
Fonte: Adaptada de Carvalho Júnior (2013).
15Projeto de distribuição de pontos de água nas edificações
Os dispositivos controladores de vazão mais importantes são (CARVALHO 
JÚNIOR, 2013): 
  torneiras;
  misturadores;
  registros de gaveta (que permitem a abertura ou o fechamento total da 
passagem de água); 
  registros de pressão ou válvulas globo (para regulagem de vazão, sendo 
utilizados em chuveiros, duchas, torneiras, etc.);
  válvulas de descarga (bacias sanitárias), válvulas de retenção (permitem 
o escoamento em um único sentido);
  válvulas redutoras de pressão.
O traçado da rede de distribuição predial é baseado no projeto arquitetô-
nico dos ambientes dos edifícios. Para o desenho do projeto arquitetônico, é 
imprescindível avaliar os modelos e as dimensões dos aparelhos sanitários, 
bem como os critérios ergonômicos.
A altura e a disposição dos pontos de água para assentamento dos aparelhos 
sanitários variam em função do modelo dos aparelhos, sendo importante a 
consulta aos catálogos dos fabricantes, que dispõem de informações sobre a 
instalação das peças (CARVALHO JÚNIOR, 2013). No Quadro 5 e na Figura 
6, são apresentadas algumas alturas usuais dos pontos de água.
BS Bacia sanitária com válvula h = 33 cm
BCA Bacia sanitária com caixa acoplada h = 20 cm
DC Ducha higiênica h = 50 cm
BI Bidê h = 20 cm
BH Banheira de hidromassagem h = 30 cm
CH Chuveiro ou ducha h = 220 cm
LV Lavatório h = 60 cm
MIC Mictório h = 105 cm
MLR Máquina de lavar roupa h = 90 cm
Quadro 5. Alturas usuais dos pontos de água
(Continua)
Projeto de distribuição de pontos de água nas edificações16
Figura 6. Altura dos pontos de água (m).
Fonte: Adaptada deCreder (2006).
Em geral, as tubulações são escondidas no forro ou embutidas nas paredes 
de vedação em alvenaria ou em blocos especiais de alvenaria estrutural. Nas 
instalações aparentes, os tubos devem ser fixados com braçadeiras com um 
comprimento de contato mínimo de 5 cm; para tubos na posição vertical, as 
braçadeiras devem ser colocadas a cada 2 m (MANUAL técnico Tigre, 1993).
Alguns cuidados em relação ao projeto das tubulações devem ser 
considerados:
 Fonte: Adaptado de Carvalho Júnior (2013). 
MLL Máquina de lavar louça h = 60 cm
PIA Pia h = 110 cm
TQ Tanque h = 115 cm
TL Torneira de limpeza h = 60 cm
TJ Torneira de jardim h = 60 cm
RP Registro de pressão h = 110 cm
RG Registro de gaveta h = 180 cm
VD Válvula de descarga h = 110 cm
Quadro 5. Alturas usuais dos pontos de água
(Continuação)
17Projeto de distribuição de pontos de água nas edificações
  Em situações eventuais em que há necessidade de desviar de portas e 
janelas, por exemplo, os desvios não deverão ter formato de sifão, a fim 
de evitar a acumulação de ar nesses trechos (Figura 7a).
  Deve-se evitar que as tubulações sejam embutidas em elementos es-
truturais, como vigas e pilares, devido às dificuldades na instalação 
e manutenção. 
  Quando a travessia de estrutura ou paredes for inevitável, deve existir 
uma folga ao redor do tubo (Figura 7b). Uma solução usual em edifícios 
verticais é a utilização de um fechamento removível em gesso acar-
tonado, adjacente aos pilares, para a descida das tubulações verticais.
  Em edifícios verticais, as tubulações podem ser alocadas em shafts 
visitáveis, isto é, espaços ventilados destinados à passagem das tubu-
lações verticais. Esses espaços facilitam a inspeção e a manutenção 
dos tubos e dos dispositivos controladores de vazão.
Figura 7. Detalhes das instalações dos tubos: (a) formas de desvios das tubulações; 
b) passagem de tubo em viga.
Fonte: Adaptada de Manual técnico Tigre (2013).
O projeto completo deve conter os seguintes elementos (CREDER, 2006):
  dimensionamento e traçado das tubulações, incluindo plantas, cortes e 
vistas isométricas, indicando os diâmetros, os comprimentos e as cotas;
  memórias descritivas, justificativas e de cálculo;
  especificações dos materiais e equipamentos e normas de execução;
  orçamentos, com apresentação das quantidades de cada material, preços 
unitários e globais.
Projeto de distribuição de pontos de água nas edificações18
ASSOCIAÇ Ã O BRASILEIRA DE NORMAS TÉ CNICAS - ABNT. NBR 5626: instalação predial 
de água fria. Rio de Janeiro, 1998.
BAPTISTA, M.; LARA, M. Fundamentos de engenharia hidráulica. 3. ed. rev. e amp. Belo 
Horizonte: Editora UFMG, 2014.
CARVALHO JÚNIOR, R. Instalações hidráulicas e o projeto de arquitetura. 7. ed. rev. São 
Paulo: Blucher, 2013.
CREDER, H. Instalações hidráulicas e sanitárias. 6. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2006.
MACINTYRE, A. J. Manual de instalações hidráulicas e sanitárias. Rio de Janeiro: Guana-
bara, 1990.
MANUAL técnico Tigre: orientações técnicas sobre instalações hidráulicas prediais. 5. 
ed. Joinville: Tigre S. A., 2013.
SILVÉRIA, B. Instalações hidráulicas: tecnologia das construções. 2016. Disponível em: 
https://profbarbarasilveria.files.wordpress.com/2016/02/instalac3a7c3b5es-hidrc3a1u-
licas-para-alunos.pdf. Acesso em: 29 set. 2019.
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