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C A P Í T U L O 2
CAPTAÇÃO E ADUÇÃO
Professora : Tatiana Reckziegel
e-mail: tati.reck@gmail.com
Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões
COMPOMENTES DE UM SISTEMA DE 
ABASTECIMENTO DE AGUA
- MANANCIAL = Corpo de água (superficial ou subterrâneo) que fornece água
para o sistema
- CAPTAÇÃO = Conjunto de obras para retirar água (superficial ou subterrânea)
- ADUÇÃO = Transporta a água entre as diversas partes do sistema
- ESTAÇÃO ELEVATÓRIA = Obras e equipamentos destinados a recalcar água
para cotas superiores
-ESTAÇÃO DE TRATAMENTO = Destina-se a enquadrar a água aos padrões de
qualidade
- RESERVATÓRIO DE DISTRIBUIÇÃO = Acumula a água em horários de pouco 
consumo para ser utilizada nos horários de maior consumo
- REDE DE DISTRIBUIÇÃO = Conjunto de tubulações que transportam água até 
os consumidores
SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
FATORES 
CONDICIONANTES 
DA 
CONCEPÇÃO
DO SISTEMA:
-
-Qualidade da água
- Topografia do local
- Posição da cidade em relação aos 
mananciais
- Atividades econômica da região
- Características da cidade/população
CAPTAÇÃO
C A P T A Ç Ã O
https://lh3.googleusercontent.com/-hCnaV7rHaFo/TYEZxIHNQ_I/AAAAAAAAANQ/HHure6wHT60/s1600/Capta%25C3%25A7%25C3%25A3o+Roo.png
https://lh6.googleusercontent.com/-6a0aHwoX59A/TYEaJr7ahPI/AAAAAAAAANU/Q-OCJCAYfT0/s1600/Capta%25C3%25A7%25C3%25A3o+Lipa.png
https://lh5.googleusercontent.com/-BnyWkW2XWok/TYEa8PvnQvI/AAAAAAAAANc/vsBN8jAQVvE/s1600/Imagem+007+%255B800x600%255D.jpg
https://lh3.googleusercontent.com/-nCDIxOFiuiY/TYEdBrI7YTI/AAAAAAAAANo/9vbEN-i4bT0/s1600/C%25C3%25B3pia+%25283%2529+de+DSC09858.JPG
CAPTAÇÃO DE ÁGUA PARA ABASTECIMENTO
- É o conj. de estruturas e dispositivos montados no manancial, para
efetuar a tomada de água destinada ao sistema de abastecimento.
- Obras de captação - devem ser projetadas e construídas de forma a
assegurar, em qualquer época do ano, condições de fácil entrada de
água e, tanto quanto possível, da melhor qualidade encontrada no
manancial escolhido.
- Prever no projeto
facilidades de operação e
manutenção ao longo do tempo.
EXAME PRÉVIO DAS CONDIÇÕES LOCAIS
- VOLUME P/ CAPTAÇÃO: DEMANDA+VOL. UTILIZADO NA ETA 
-Características quantitativas (estudo hidrológico – vazões máximas e 
vazões mínimas);
-Vazões
-Cotas
-Sedimentos
- Caract. Qualitativas (análise dos parâmetros de qualidade);
-Caract. Físicas:
- Condições de estabilidade do leito;
-Aval. Impacto ambiental
-Caract. hidráulicas
EXAME PRÉVIO DAS CONDIÇÕES LOCAIS
-A elaboração do projeto de captação deverá ser precedida de uma criteriosa
inspeção local, para exame visual prévio das possibilidades de implantação das
obras no local escolhido.
-Na falta de dados hidrológicos, devem ser investigados, na fase de concepção e
elaboração do projeto, todos os elementos que informem as oscilações do nível de
água entre os períodos de estiagem e de cheia e por ocasião das precipitações
torrenciais, apoiando-se nos depoimentos de pessoas conhecedoras da região.
-Quando não se conhecem dados sobre as vazões médias e mínimas do curso de
água torna-se necessária a programação de um trabalho de medições diretas.
Através de correlações com dados de precipitação e de comparações de vazões
específicas conhecidas de bacias vizinhas é possível chegar a dados aproximados.
EXAME PRÉVIO DAS CONDIÇÕES LOCAIS
-Outro fator a ser analisado é a geologia da região onde atravessa o curso d’água,
verificando se existe favorecimento de ocorrência de areia em suspensão na água e
se as condições de execução das fundações são boas.
- Deverá também ser investigado se não existem possíveis focos de
contaminação
- realização de amostras de águas para análise
-Realização de levantamento topográficos e análise das condições para 
execução das fundações na base do reservatório
-Condições sanitárias; usos da água à montante e jusante.
PRINCÍPIOS GERAIS PARA A LOCALIZAÇÃO 
DE TOMADAS DE ÁGUA
- Obras de Captação em rios: (CONDIÇOES DO LEITO)
- Principalmente em trechos retilíneos
- Junto a curvatura externa (margem côncava)
*Maiores velocidades
*Mobilidade do Rio
- Evitar bancos de
areia
- Maiores
profundidades
PRINCÍPIOS GERAIS PARA A LOCALIZAÇÃO 
DE TOMADAS DE ÁGUA
É importante estabelecer, com bastante discernimento, as cotas altimétricas de
todas as partes constitutivas das obras de captação, não perdendo de vista que:
- Deverá haver entrada permanente de água para o sistema; mesmo
nas estiagens.
- havendo instalações de bombeamento para captação, os equipamentos
e em especial os motores deverão ficar sempre ao abrigo das maiores enchentes
previstas.
- a distância entre o eixo da bomba e o nível de água mínimo previsto
ao manancial, não deverá ultrapassar a capacidade de sucção do equipamento.
(Importância do estudo hidrológico)
ARRANJO GERAL DAS TOMADAS DE ÁGUA
MANANCIAIS DE SUPERFÍCIE – dependem das características do local;
MANANCIAIS SUBTERRÂNEOS – poços profundos;
Pto de captação geralmente está em cota inferior ao sistema de
tratamento e abastecimento – ESTAÇÃO ELEVATÓRIA
CAPTAÇÃO DE ACORDO COM AS CARACTERÍSTICAS 
DOS MANACIAIS
- Captação em mananciais com PEQUENA variação de nível:
Tomada de Água:
É a estrutura ou dispositivo para a captação d’água. Pode ser uma tubulação
no curso d’água ou um canal que desvia parte de água do rio para captação.
Quando a captação d’água no rio é feita por tubulações no próprio rio e é
dispensável a barragem chamamos de “CAPTAÇÃO DIRETA” .
Quando o leito é sujeito a erosão, recomenda-se obra complementar a
simples tomada: um muro de sustentação a margem do rio ou o revestimento de um
trecho da margem. A tubulação pode ficar apoiada sobre pequenos pilares
CAPTAÇÃO DE ACORDO COM AS CARACTERÍSTICAS 
DOS MANACIAIS
- Captação em mananciais com PEQUENA variação de nível:
Barragem de nível:
Usado quando há pequena disponibilidade de água, principalmente quando o
leito do rio for rochoso.
Só deve ser utilizado quando a vazão mínima do rio for maior que a demanda
média do dia de maior consumo.
É utilizada quando a lâmina d’água no rio com vazão mínima não é suficiente
para garantir a submergência mínimo do crivo da bomba.
VAZÃO SUFICIENTE – NIVEL NÃO
CAPTAÇÃO DE ACORDO COM AS CARACTERÍSTICAS 
DOS MANACIAIS
- Captação em mananciais com PEQUENA variação de nível:
Canal de Regularização:
Em riachos de pequena largura que apresentam lâmina d’água
reduzida durante a estiagem.
A finalidade é uniformizar o leito em uma determinada extensão
através do revestimento de alvenaria das margens, permitindo que se lance
mão de algum dispositivo para elevar o nível d’água como barramentos ou
vertedores (enrocamentos – comportas).
CAPTAÇÃO DE ACORDO COM AS CARACTERÍSTICAS 
DOS MANACIAIS
- Captação em mananciais com PEQUENA variação de nível:
Canal de Derivação:
Desvio das águas para facilitar a tomada de água;
Na entrada do canal – grade (retenção de material grosseiro);
Caixa de areia – sedimentação do material em suspensão;
Dimensões Caixa de areia:
-determinação da menor partícula de areia a eliminar;
Dispositivos para retenção de areia “caixas de areia”
São decantadores onde a velocidade da água é baixa permitindo o
processo de decantação e sedimentação.
Recomendações da NBR 12.213
• Deve ser instalado entre a tomada de água e adutora;
• Devem existir no mínimo dois (cada um com capacidade p/ a 
vazão total) – RESERVA
• Partículas de areia d>0,2mm (Portanto: Vv=0,021m/s)
• Vh≤0,30m/s
• Relação comprimento/largura: C/L≥3
Altura do desarenador(m) Largura mín. (m)
<1 0,6
1 a 2 0,9
2 a 4 1,2
>4 2,0
- A tomada d’água deve ficar
no mínimo a 0,30m acima do 
fundo do curso d’água!!!!!!
CAPTAÇÃO DE ACORDO COM AS CARACTERÍSTICAS 
DOS MANACIAIS
Captação em mananciais com GRANDE variação de nível d’água
Os equipamentos de recalque com eixo (horizontal) necessitam de uma altura
chamada “altura de sucção das bombas” que é a máxima distância entre a bomba
e o nível mínimo do manancial sem o qual seu funcionamentopassa a ser
prejudicado.
* Essa distância não deve ultrapassar 6 a 7 metros.
Hs = máx 6 a 7 metros
Hs = é a perda de carga total até a bomba
CAPTAÇÃO DE ACORDO COM AS CARACTERÍSTICAS 
DOS MANACIAIS
Captação em mananciais com GRANDE variação de nível d’água
-No caso de rios cuja variação de nível apresentar valores superiores a 7 metros,
então é necessário buscar soluções
alternativas como:
- Bombas com eixo vertical;
-Conjunto móveis;
-Poço de derivação;
-Torre de tomada:
-Reservatórios de regularização
-Tomada d’água aberta +
acima, melhora a qualidade da água
Dispositivos que evitam a entrada de corpos estranhos
Para evitar a entrada de materiais como troncos, galhos de árvore, plantas
aquáticas, peixes, etc :
- Utiliza-se gradeamento na entrada das tomada de água
- Em canais, constrói-se gradeamento com espaçamento de 10 a 15 cm. Quando
necessário já dentro do canal, um segundo gradeamento para reter materiais
menores pode ser construído, com espaçamento de (2,5 a 5 cm).
-DESARENADOR – Necessário quando há sólidos sedimentáveis em suspensão com
concentração superior a 1,0 g/l. Dispensado qdo comprovado que não há transp.
de sólidos prejudiciais ao sistema
-Para tubulações utiliza-se crivos: consiste em uma
tubulação perfurada confeccionada com chapa
perfurada colocadas nas extremidades da tubulação.
Válvula de pé com crivo
Dispositivos de controle de entrada d’água
Objetivam regular ou vedar a entrada d’água para o sistema, principalmente por
ocasião de reparos ou limpeza das caixas de areia, poços de tomada, válvulas de
pé ou em tubulações.
- Comportas: Dispositivos de vedação (essencialmente é uma placa de metal
movediça que desliza em sulcos).
Adufas
SISTEMA ELEVATÓRIO
SUCÇÃO – BOMBA - RECALQUE
-Tubulação de sucção – manter conduto cheio (escorvado) – importância da válvula
de pé – sist. Auxiliar de escorvamento (destina-se a encher o conduto p/ iniciar a
operação da bomba)
- Conduto de sucção – mais curto possível (p/ gastar pouca energia)
-Geralmente um D maior que a tub. de recalque (diminuir carga cinética de
entrada)
Energia ou Carga total na entrada da bomba:
-Disponível (exist. no sist. Elevatório) – deve ser maior que a requerida
-Requerida (fabricante) – excedida p/ não haver cavitação;
CAPTAÇÃO DE ÁGUA SUBTERRÂNEA
Água subterrânea para fins de abastecimento
-As vantagens do aproveitamento de água subterrânea podem ser resumidas nos
seguintes pontos:
* Qualidade, geralmente satisfatório, dispensando tratamento (exceto
cloração)
* Relativa facilidade de obtenção
•Possibilidade de localização de obras de captação nas proximidades das áreas
de consumo
Ocorrência de água subterrânea
A avaliação é feita através de mapas geológicos e da capacidade de
recarga, complementado por perfis geológicos por sondagens, fotos aéreas, etc ...
EXERCÍCIO
Dimensionamento Caixa de areia
1. Dimensionar um desarenador para Q=0,02m³/s a ser construído anexo à
captação de água de um ribeirão. No ponto de captação, o NA mínimo é de
0,95m em relação ao leito e o nível do terreno do local onde será construído o
desarenador está a 1,25m acima do nível mínimo do rio.
Considere que a menor partícula a ser removida é areia fina(D=0,2mm).
ADUÇÃO
ADUÇÃO
A adução destina-se a conduzir água desde a captação até a rede
distribuidora da comunidade a ser abastecida.
No caso de água naturalmente potável, que não será necessário
tratamento, pode-se constituir de uma única adutora.
Nos casos em que o tratamento é necessário, a adução divide-se em
adução de água bruta e adução de água tratada.
As adutoras interligam tomadas d’água, ETA’s e reservatórios
CLASSIFICAÇÃO DAS ADUTORAS
QUANTO À NATUREZA DA ÁGUA TRANSPORTADA:
- Adutoras de água bruta.
- Adutoras de água tratada.
QUANTO À ENERGIA PARA A MOVIMENTAÇÃO DA ÁGUA: (função das caract. 
Topog.)
- Adutoras por gravidade
conduto livre
conduto forçado
- Adutoras por recalque
- Adutoras mistas
* Material das adutoras – não devem alterar a qualidade da água, rugosidade, suportar a
pressão e ser economicamente viável
ADUTORAS POR GRAVIDADE
Adutoras em conduto livre:
O escoamento é feito por gravidade, à pressão atmosférica.
O dimensionamento considera o perfil retilíneo, com perda de carga unitária
equivalente á declividade de fundo adotada. O traçado em planta pode prever aquedutos ou
túneis para diminuir as distâncias já que o traçado deverá acompanhar a topografia de nível
no seu sentido longitudinal. Linha piezométrica coincide com nível de água no
conduto. (canal reto – fazer cortes e pontes no terreno).
Canais, galerias, túneis, tubulações ou pequenos canais (qdo for coberto – líquido
não preenche totalmente a seção!)
Admita-se escoamento a céu aberto somente no caso de adução de água bruta,
tendo em vista os inconvenientes prováveis de contaminação ao longo do percurso.
ADUTORAS POR GRAVIDADE
Adutoras por gravidade em conduto forçado:
O escoamento processa-se em pressão superior a atmosférica, confinado em
tubulações ou canalizações.
Canalização sempre cheia (seção plena) e conduto fechado.
A energia necessária ao escoamento deve-se à diferença de nível entre o ponto
de montante e jusante, onde a linha piezométrica coincide com a linha definida pelo nível
de montante menos a perda de carga do conduto em cada ponto.
Canalização não pode ficar acima da linha piezométrica (pressão negativa)
O traçado da adutora acompanha a topografia do terreno, podendo em
planta ser uma linha reta. Em geral as adutoras tem traçado de planta definidas em função
das facilidades de acesso e tipo de terreno.
VENTOSAS – REGISTRO DE PARADA – REGISTRO DE DESCARGA
ADUTORAS POR RECALQUE
Conduzem água geralmente para um local mais elevado ou local que cujo
desnível (carga) com relação á tomada da adutora seja pequena e não seja
suficiente para promover o escoamento com a vazão requerida. Nestes
casos, a energia (ou carga) é fornecida ao líquido por meio das estações
elevatórias (bombas).
O escoamento na tubulação se dá com pressão superior á
atmosférica.
VÁLVULAS DE RETENÇÃO – APARELHOS ANTI GOLPE DE ARÍETE
ADUTORAS POR RECALQUE
Adutoras mistas:
Constitui-se de trecho com adutora em escoamento por recalque e
outro com escoamento por gravidade, ou vice – versa.
São construídas de acordo com a topografia do terreno.
TIPOS DE ADUTORAS NOS SISTEMAS DE ABASTECIMENTO
Adutoras em série:
É composta de um conduto seguido de outro com seção de escoamento
diferente, de modo geral duas tubulações de diâmetros diferentes.
Ex: diminuição da vel. - aumento do Diam.
Adutoras em Paralelo:
É integrada por condutos situados um ao lado do outro, geralmente duas
ou mais tubulações.
Ex: Quando a cidade ainda não dispõe de sistema de abastecimento de
água, as adutoras projetadas poderão possuir, ao invés de um, dois condutos
paralelos, dos quais apenas um para ser instalado na primeira etapa do projeto.
Os dois condutos são dimensionados para dar em conjunto a vazão final
Q, geralmente cada um a vazão Q/2.
DIMENSIONAMENTO DE ADUTORAS POR GRAVIDADE
- EM CONDUTOS LIVRE
Vazão de dimensionamento deve atender a demanda média do dia de
maior consumo (k1 = 1,2) e hora de maior consumo (k2 = 1,5) – caso não
exista reservatório!
Com reservatório – deve atender a demanda do dia de maior
consumo (k1)
A vazão em um conduto é dada pela equação da continuidade dos fluídos:
Q = A . V
Q = Vazão
A = Área
V = Velocidade
DIMENSIONAMENTO DE ADUTORAS POR GRAVIDADE-
EM CONDUTOS LIVRE
As dimensões do conduto deverá ser determinada utilizando-se as
equações do movimento uniforme de hidráulica tais como Manning, Bazin,
Chezy, etc.
Também deve-se levar em consideração as velocidades máximas
(função do revest. do canal) para que não ocorra erosão e prejudique o
escoamento e em relação as velocidades mínimas (v> 0,3m/s) para que não
ocorra deposição de sedimentos (alteram seção da adutora!)
DIMENSIONAMENTO DE ADUTORAS POR GRAVIDADE
Equação de Manning
Q = Vazão (m³/s)n = Coeficiente de Manning
S = Seção molhada (m²)
Rh = Raio Hidráulico (m)
I = Declividade da linha de energia (m/m)
Rh = Seção molhada/perímetro 
molhado
S e Rh dependem da geometria 
da seção e da profundidade 
resultante
DIMENSIONAMENTO DE ADUTORAS POR GRAVIDADE
-Seção molhada ou Área molhada: é a área da seção de escoamento
-Perímetro molhado: é a linha que limita a seção molhada junto as paredes e ao
fundo do conduto ( não abrange a superfície do líquido)
- Raio Hidráulico: é a razão entre a Seção molhada e o perímetro molhado
DIMENSIONAMENTO DE ADUTORAS E 
CONDUTOS LIVRES
FORMAS DOS CONDUTOS:
- Secção retangular: São mais utilizadas para materiais em concreto ou
quando o terreno é rochoso e permite a construção de paredes laterais verticais sem
revestimento.
Seção máxima eficiência ou de mínimo perímetro (mínimo custo) = base tem o
dobro da altura útil do canal (b= 2xH).
- Secção Trapezoidal: São as mais comuns em canais escavados com ou
sem revestimento, sendo a declividade das laterais função da estabilidade
proporcionada aos taludes pelo tipo de solo.
Seção máxima eficiência (mínimo custo) = base maior duas vezes o valor do 
lado molhado (talude). B= 2xL
EXERCÍCIO 2 – ADUTORA POR GRAVIDADE -
CONDUTO LIVRE
• Dimensionar um canal retangular em concreto 
alisado transportando 2,0m³/s de água? Sabe-se 
que I = 0,008m/m. 
• Utilizar seção de máxima eficiência (mínimo custo)
• Respostas L = 1,16 m H = 0,58 v- 2,97 m/s
DIMENSIONAMENTO DE ADUTORAS POR GRAVIDADE
EM CONDUTOS FORÇADOS:
Para o seu dimensionamento, parte-se dos condicionantes iniciais do 
projeto: vazão a ser aduzida (Q) e diferença de nível (h) entre as 
extremidades de montante e jusante da adutora.
*Cuidar velocidades = condutos livres
A diferença (h) corresponde à perda de carga total do escoamento, e é a 
soma das perdas de carga localizadas e perdas lineares. 
Calcula-se então a perda de carga unitária (linear) da tubulação:
J = Hf / L
J = Perda de carga unitária
Hf = é a perda de carga linear
L = é a extensão da tubulação
DIMENSIONAMENTO DE ADUTORAS POR GRAVIDADE
EM CONDUTOS FORÇADOS:
Após conhecida a perda de carga unitária e conhecendo o material da 
tubulação, pode-se determinar o diâmetro por meio das fórmulas de escoamento 
em condutos forçados. A mais utilizada é a equação de Hazen-Willians.
Q = Vazão
C = Coeficiente de rugosidade do material (tabela)
D = diâmetro
J = Perda de carga unitária
54,063,22785,0 JCDQ =
DIMENSIONAMENTO DE ADUTORAS POR GRAVIDADE
- EM CONDUTOS FORÇADOS:
EXERCÍCIO 3 
Dimensionamento adutoras por gravidade: conduto forçado
Em um sistema de abastecimento de água uma adutora interliga 2
reservatórios conforme o esquema, distanciados entre si de 4820m.
Deverá transportar uma vazão de 150 L/s. Com isso determine:
- O diâmetro da adutora
- A vazão máxima a ser veiculada e a sua velocidade
A adutora é revestida de cimento amianto.
- Utilizar a equação de Hazen Willians, desprezando as perdas de carga
localizadas.
D = 0,4 m
Qmáx. = 0,189 m³/s
V = 1,5 m/s
Lembrar de fazer as 
verificações conforme 
tabelas
EXERCÍCIO 4 – ADUTORA POR GRAVIDADE -
CONDUTO FORÇADO
• De um lago com NA 1480,00m parte uma adutora
em ferro fundido velho em 100mm de diâmetro e
650m de extensão para um reservatório com a
cota de entrada 1465,65m. Determinar a vazão e a
velocidade média de escoamento, utilizando a
Equação Universal e Hazzen-Willians.
• f=0,05
• C=90
• Respostas:
• Q = 7,5 L;s
• V = 0,95 m/s
DIMENSIONAMENTO DE ADUTORAS POR RECALQUE
INCÓGNITAS: Diâmetro da adutora (limitado pela velocidade) (D)
Potência de conj. Elevatório (P)
Diâmetro muito pequeno – vel  , perda de carga , potência 
Diâmetro muito grande – custo 
* Existe um conjunto de P e D que conduzem ao mínimo custo
Determina-se um diâmetro D e a potência P necessária na
bomba para vencer o desnível Hg + a perda de carga no conduto com o diâmetro
D (formula de Hazen – Willians)
DIMENSIONAMENTO DE ADUTORAS POR RECALQUE
Para o pré dimensionamento, a fórmula de Bresse fornece o diâmetro bem
próximo daquele que indicará o menor custo:
DIMENSIONAMENTO DE ADUTORAS POR RECALQUE
O procedimento para a escolha do diâmetro mais econômico segue o
roteiro a seguir:
a) Escolhe-se 3 à 4 diâmetros comerciais com valores próximos ao obtido
pela fórmula de Bresse.
b) Determina-se as alturas manométricas da bombas para cada caso
com os diâmetros escolhidos (soma desnível geométrico com todas as
perdas de carga)
c) Para cada diâmetro escolhido calcular as potências das bombas em
função da vazão e altura manométrica.
DIMENSIONAMENTO DE ADUTORAS POR RECALQUE
d) Calcula-se os consumos anuais de energia elétrica para cada caso em
função da potência do equipamento.
e) Determina-se os custos anuais de amortização e juros do capital a ser
aplicado em cada alternativa (aquisição do material)
DIMENSIONAMENTO DE ADUTORAS POR RECALQUE
f) Determina-se os custos anuais de operação (principalmente consumo
de energia elétrica)
g) Somam-se os custos obtidos nos itens e) e f) e verifica-se qual a
alternativa que tem os menores custos.
EXERCÍCIO 5 – ADUTORA POR RECALQUE
Respostas:
D = 250 mm
Hm = 63,73 m
Pot = 45,5 KW
CONEXÕES ESPECIAIS E ORGÃOS ACESSÓRIOS
As principais conexões utilizadas são: Luvas, curvas e tês. Os tês são
utilizados quando há derivação para uma subadutora.
Válvulas ou registro de paradas:
Destinam-se a impedir o escoamento na tubulação. Normalmente é
previsto um registro no início da adutora. Ao longo da extensão da mesma, é
conveniente a colocação de outros registros, com a finalidade:
- Facilitar as operações de esvaziamento e enchimento.
- Regular a vazão na operação de enchimento para evitar golpes de
Ariete.
- Impedir a maior perda de água por ocasião de reparo.
Os locais adequados de colocação dos registros são os pontos mais
elevados, onde a pressão é menor, tornando a manobra mais fácil.
CONEXÕES ESPECIAIS E ORGÃOS ACESSÓRIOS
Válvulas ou registros de descarga:
São colocados no pontos baixos das adutoras, para permitir a
saída d’água da mesma sempre que necessário, através de uma
derivação, que deverá ter diâmetro não inferior a 1/6 do diâmetro da
adutora (geralmente = ½ do D da adutora).
São conectados á tubulação através de um T com flange, para
garantir que fiquem bem solidários à tubulação.
CONEXÕES ESPECIAIS E ORGÃOS ACESSÓRIOS
Válvulas redutoras de pressão:
São dispositivos previstos em adutoras por gravidade, destinadas a
permitir uma redução de pressão interna na linha a partir do ponto de colocação.
Ventosas:
Destinadas, a permitir a expulsão de ar de
tubulação durante o enchimento ou ar que
normalmente se acumula nos pontos elevados. São
colocados nos pontos mais elevados da tubulação.
Quando a adutora está sendo esvaziada,
permitem a entrada de ar, evitando que a pressão
interna na tubulação apresente danos negativos.
CONEXÕES ESPECIAIS E ORGÃOS ACESSÓRIOS
Válvulas de retenção:
São colocadas no início da tubulação por
recalque, logo após a saída das bombas, com a
finalidade de evitar que a água retorne bruscamente
contra as bombas, quando há paralisação por falta de
energia elétrica ou por outro motivo.
Devem ser robustos e bem ancorados para
serem capazes de absorver o golpe de Ariete oriundo
da paralisação brusca.
CONEXÕES ESPECIAIS E ORGÃOS ACESSÓRIOS
Golpe de Arite: variações de pressão decorrentes de variações
da vazão, causadas por alguma perturbação, voluntária ou involuntária,
que se imponha ao fluxo de líquidos em condutos, tais como operações de
abertura ou fechamento de válvulas, falhas mecânicas de dispositivos de
proteção e controle, parada de turbinas hidráulicas e ainda
de bombas causadas por queda de energia no motor, havendo, no
entanto, outros tipos de causas.
Norma Número Ano Assunto Nº de 
Páginas
NBR 12211 1992 Estudo de concepção de sistemas de 
abastecimento de água
14
NBR 12215 1992 Projeto de adutoras 8
NBR 12213 1992 Projetode sistemas de captação superficial de 
águas para abastecimento
5
NBR 12216 1992 Projeto de estações de tratamento de água 19
NBR 12212 1992 Poços de captação de água subterrâneas 5
NBR 12217 1994 Reservatórios para abastecimento de água 4
NBR 12214 1992 Estações de bombeamento de água para 
abastecimento
15
NBR 12218 1994 Projeto de redes de abastecimento de água 4
NBR 9800 1987 Critérios para lançamento de águas residuárias
industriais em coletores públicos
5
NBR 7968 Sobre diâmetros nominais de condutos
NBR 9648 1986 Estudo de concepção de sistemas de esgotos 
sanitários
8
NBR 9814 1987 Execução de redes de esgotos 28
NBR 9649 1986 Projeto de redes de esgoto 10
NBR 12209 Projeto de estações de tratamento de esgotos 
domésticos
NBR 12208 Estações elevatórias de esgoto
NBR 12207 Projeto de interceptores de esgotos 10
NBR’s para Saneamento Básico

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