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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO UNEC / EAD DISCIPLINA: TRABALHO INTERDISCIPLINAR SUPERVISIONADO PETROLINA – PE JUNHO/2024 1 UNEC - CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA BACHAREL EM ENGENHARIA ELÉTRICA MARCIO PEREIRA DOS SANTOS ENERGIA RENOVÁVEL: VIABILIDADE ECONÔMICA NA UTILIZAÇÃO DE LÂMPADAS LED E LÂMPADAS FLUORESCENTES COMPACTAS CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO UNEC / EAD DISCIPLINA: TRABALHO INTERDISCIPLINAR SUPERVISIONADO PETROLINA – PE JUNHO/2024 2 Marcio Pereira dos Santos ENERGIA RENOVÁVEL: VIABILIDADE ECONÔMICA NA UTILIZAÇÃO DE LÂMPADAS LED E LÂMPADAS FLUORESCENTES COMPACTAS Trabalho apresentado ao Centro Universitário de Caratinga – UNEC, como parte dos requisitos para a avaliação da Prática como Componente Curricular do curso Bacharel em Engenharia Elétrica CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO UNEC / EAD DISCIPLINA: TRABALHO INTERDISCIPLINAR SUPERVISIONADO PETROLINA – PE JUNHO/2024 3 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 4 2. OBJETIVOS .......................................................................................................................... 4 2.1. Objetivo Geral .................................................................................................................... 4 2.2. Objetivos Específicos .......................................................................................................... 4 3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ........................................................................................ 5 3.1.1 Tipos de Lâmpadas...................................................................................................6 3.1.2 Lâmpadas Incandescentes........................................................................................6 3.1.3 Lâmpadas Fluorescentes...........................................................................................6 3.1.4 Diodos Emissores de Luz (LED)..............................................................................7 3.1.5 Cálculo do consumo..................................................................................................7 3.1.6 Tipos de Consumidores............................................................................................7 3.1.7 Horário de Ponta.......................................................................................................8 3.1.8 Iluminância ...............................................................................................................8 3.1.9 Metodologia ..............................................................................................................9 3.1.10 Análise de Dados................................................................................................9 - 18 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS OU CONCLUSÃO .............................................................19 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...............................................................................20 6. ANEXOS ...............................................................................................................................21 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO UNEC / EAD DISCIPLINA: TRABALHO INTERDISCIPLINAR SUPERVISIONADO PETROLINA – PE JUNHO/2024 4 1 INTRODUÇÃO As lâmpadas fluorescentes são lâmpadas que contêm gás de mercúrio e fósforo em seu interior. Elas funcionam a partir do fenômeno da fluorescência do fósforo, que é capaz de capturar a elevada energia proveniente da luz ultravioleta emitida pelos elétrons do mercúrio e a fragmentar em frações de menor energia, emitindo luz que está no espectro de luz visível. A tecnologia LED permite que o produto seja ligado e desligado quantas vezes forem necessárias, sem afetar o funcionamento da lâmpada. Além disso, a economia será maior porque o LED gasta menos energia e tem a vida útil muito superior que as lâmpadas fluorescentes ou as antigas incandescentes. A lâmpada bulbo LED da Ozli, por exemplo, tem 25 mil horas de vida útil e gasta até 80% menos energia elétrica. Instalada em um sensor de presença, ela irá durar anos sem perder a eficiência luminosa. Há diversas opções de produtos no mercado com a tecnologia LED, sejam luminárias, projetores externos ou lâmpadas. Por isso, na hora de instalar o seu sensor de presença, é possível escolher o produto ideal para as necessidades do ambiente que será iluminado. Diante disso, é importante conscientizar os países acerca da possibilidade de fim dos recursos de origem não renováveis e investir no uso de lâmpadas alternativas, A relevância desse estudo está na importância de se debater o desenvolvimento sustentável, seja no crescimento econômico de um país e seja na exploração dos recursos e impacto no meio ambiente, bem como conscientizar as pessoas acerca dos impactos e formas de colaborar com esse desenvolvimento sustentável. Tendo isso em vista, questionou-se: qual o panorama do uso de lâmpadas mais eficientes, onde gera economia de energia elétrica. O estudo justifica-se pelo fato de o Brasil possuir um clima tropical, com dimensões e limites continentais, rico em recursos naturais variados e específicos nas suas regiões, o que mostra um elevado potencial energético ainda pouco explorado, seja por falta de tecnologia, seja por falta de interesse das autoridades e órgãos responsáveis. Toda essa riqueza nacional pode ser utilizada graças às novas tecnologias que ajudam na exploração e finalidade de uso para criação de novas tecnologias. 2 OBJETIVOS 2.1 Objetivo Geral Mostrar a importância do uso de fontes de iluminação mais eficiente para o desenvolvimento econômico e sustentável de um país. 2.2 Objetivos Específicos Caracterizar o uso de lâmpadas LED e Fluorescente e o desenvolvimento sustentável; Levantar os tipos de lâmpadas; Apontar os impactos provocados pelo uso de lâmpadas; Identificar os fatores que dificultam o uso de lâmpadas; https://ozli.online/produtos/leds/bulbos/ https://ozli.online/produto/projetor-led-50w-3000k/ CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO UNEC / EAD DISCIPLINA: TRABALHO INTERDISCIPLINAR SUPERVISIONADO PETROLINA – PE JUNHO/2024 5 3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Para o mesmo valor de energia elétrica recebida, quanto menor a energia dissipada pelo aparelho, maior é sua Eficiência Elétrica, isso significa que maior parte da energia fornecida foi bem aproveitada e houve pouco desperdício. Sendo assim a Eficiência Energética de um equipamento é a razão entre a quantidade de energia utilizada por ele para realização de uma atividade e a energia fornecida para esse equipamento. É de grande importância estimar a Eficiência Energética dos aparelhos, pois é através dela que se pode observar se a energia está sendo ou não bem utilizada por esses aparelhos. O Brasil possui um alto índice nacional de perda e desperdício de eletricidade. O total desperdiçado, segundo o Procel, chega a 40 milhões de kW, ou a US$ 2,8 bilhões, por ano. Os consumidores - indústrias, residências e comércio - desperdiçam 22 milhões de kW; as concessionárias de energia, por sua vez, com perdas técnicas e problemas na distribuição, são responsáveis pelos 18 milhões de kW restantes. A Eficiência Energética é um dos meios para se combater o desperdício de energia elétrica. Ao trocar um aparelho que possui uma baixa eficiência por um com uma alta eficiência, você reduz o consumo de energia elétrica desse aparelho para a realização de uma determinada atividade, reduzindo assim os custos dessa atividade, assim como reduzindo os impactos ambientais causados pela geração dessa energia. Em 1993 foicriado o selo PROCEL (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica) de economia de energia, com o objetivo de criar a fabricação e compra de produtos mais eficientes. Esse selo possui uma escala que começa na letra A e vai até a letra E, os aparelhos que recebem conceito A são aqueles que são mais eficientes, sendo assim irão consumir uma menor quantidade de energia elétrica para desempenhar sua função, aqueles que recebem o conceito E são os menos econômicos, pois sua eficiência é baixa, consumindo uma quantidade maior de energia elétrica para realizar sua função. A Lei de nº 10.295, também conhecida como Lei da Eficiência Energética determina a existência de níveis mínimos de eficiência energética (ou máximos de consumo específico de manufatura aditiva e outras abordagens avançadas de produção” Joinville, SC, Brasil, 10 a 13 de outubro de 2017. energia) de máquinas e aparelhos consumidores de energia (elétrica, derivados de petróleo ou outros insumos energéticos) fabricados ou comercializados no país, bem como edificações construídas, com base em indicadores técnicos, pertinentes e de forma compulsória. CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO UNEC / EAD DISCIPLINA: TRABALHO INTERDISCIPLINAR SUPERVISIONADO PETROLINA – PE JUNHO/2024 6 3.1.1 Tipos de Lâmpadas 3.1.2 Lâmpadas Incandescentes As lâmpadas incandescentes são dispositivos elétricos que transformam a energia elétrica em energia luminosa e energia térmica, através do efeito Joule. É um tipo de lâmpada simples constituição, ela é composta por um bulbo de vidro, onde dentro dele se encontram o filamento e gases inertes. Graças à simplicidade de sua estrutura foi o primeiro dispositivo a permitir a utilização de energia elétrica para iluminação. O princípio de funcionamento de uma lâmpada incandescente se dá pela passagem de uma corrente elétrica suficientemente intensa por seu filamento, as moléculas do filamento vibram, ele se aquece e em determinado instante, chega a brilhar. O filamento desse tipo de lâmpada geralmente é feito de tungstênio, a escolha desse elemento foi devido à sua alta temperatura de fusão (3422ºC). Remove-se todo o ar do interior do bulbo de vidro, para se evitar que o filamento entre em combustão, e então o espaço vazio é preenchido com uma mistura de gases inertes que funcionam como isolantes térmicos. A eficiência energética desse tipo de lâmpada é mínima, apenas o equivalente a 5% da energia elétrica consumida é transformado em luz, os outros 95% são transformados em calor. Por causa desse desperdício e o lançamento de novos modelos de lâmpadas com maior eficiência energética, seu uso vem se tornando cada vez menos frequentes. 3.1.3 Lâmpadas Fluorescentes Introduzida no mercado consumidor em 1938 por Nikola Tesla, diferente das lâmpadas incandescentes elas possuem grande eficiência por emitirem mais energia eletromagnética em forma de luz do que calor. As lâmpadas fluorescentes são lâmpadas de descarga em baixa pressão, o tubo de vidro é preenchido com gases inertes e uma pequena quantidade de mercúrio, sua parede de vidro é coberta por uma camada de fósforo e nas extremidades do tubo há eletrodos. Quando a descarga elétrica flui entre as extremidades da lâmpada, o vapor de mercúrio emite radiação UV, que quando se depara com o fósforo, faz com que este passe a emitir luz visível. Uma lâmpada fluorescente para funcionar, precisa de dois acessórios extras: Starter e o balastro. Elas podem ter uso doméstico, industrial e laboratorial, onde sua cobertura de fosforo é usada para esterilização de materiais através da radiação ultravioleta. Elas geram uma economia de 80% (lâmpada de 15W fluorescente comparada a uma lâmpada incandescente de 60W), elas também podem ser até quatro vezes mais eficientes que as lâmpadas incandescentes, e sua vida útil podem chegar acima de dez mil horas de uso contra mil horas das incandescentes. CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO UNEC / EAD DISCIPLINA: TRABALHO INTERDISCIPLINAR SUPERVISIONADO PETROLINA – PE JUNHO/2024 7 3.1.4 Diodos Emissores de Luz (LED) O LED é um importante componente da eletrônica, sua principal função é a emissão de luz em equipamentos eletrônicos. Você os encontra na formação dos números em relógios digitais, transmissão de informações em controle remoto, formação de imagens na tela de televisões etc. Esse tipo de lâmpada é formado por um diodo semicondutor (junção P-N) que quando energizado emite uma luz visível, que é produzida pelas interações energéticas dos elétrons. O processo de emissão de luz pela aplicação de uma fonte elétrica recebe o nome de eletroluminescência. Nas junções P-N polarizadas diretamente, ocorrem recombinações de lacunas e elétrons, essas recombinações exigem que a energia possuída pelos elétrons seja liberada, o que pode ocorrer na forma de calor ou fótons de luz. A luz emitida é monocromática sendo a sua cor definida pelo cristal ou impureza de dopagem usada para a fabricação desses materiais. No silício e no germânio, que são elementos básicos dos diodos, a maior parte da energia é liberada em forma de calor, sendo muito pequena a luz emitida. Quando os componentes que trabalham com maior capacidade de corrente chegam a precisar de irradiadores de calor (dissipadores) para ajudar na manutenção da temperatura em um patamar tolerável. Já em materiais como arsenieto de gálio (GaAs) ou o fosfeto de gálio (GaP), a quantidade de fótons de luz emitida é suficiente para constituir fontes de luz bastante eficientes. Um dos componentes mais importantes do LED é um chip semicondutor responsável pela geração da luz. Os LEDs são as melhores opções em termo de eficiência e economia, o custo dela é mais alto que das outras lâmpadas, porém a economia de energia e a durabilidade que ela proporciona a torna uma excelente escolha. 3.1.5 Cálculo do Consumo 3.1.6 Tipos de Consumidores Segundo a ANEEL No Brasil, as unidades consumidoras de energia são classificadas em dois grupos tarifários. Grupo A: grupo composto por unidades consumidoras com fornecimento de tensão superior a 2,3kV, esse grupo se subdivide em outros seis grupos, são eles: • A1- Tensão de fornecimento igual ou superior a 230 kV, • A2- Tensão de fornecimento de 88 kV a 138 kV, • A3- Tensão de fornecimento de 69 kV, • A3a- Tensão de fornecimento de 30 kV a 44 kV, • A4- Tensão de fornecimento de 2,3 kV a 25 kV, • AS- Tensão de fornecimento inferior a 2,3 kV, a partir de sistema subterrâneo de distribuição. CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO UNEC / EAD DISCIPLINA: TRABALHO INTERDISCIPLINAR SUPERVISIONADO PETROLINA – PE JUNHO/2024 8 • Grupo B: Grupo composto por unidades consumidoras com fornecimento de tensão inferior a 2,3kV, esse grupo se subdivide em outros quatro grupos, são eles: • B1- Residencial, • B2- Rural, • B3- Demais Classes, • B4- Iluminação pública. 3.1.7 Horário de Ponta A resolução normativa informa que “horário de ponta é um período composto por três horas diárias consecutivas definidas pela distribuidora e aprovado pela ANEEL para toda a área de concessão, exceto aos finais de semana e feriados nacionais.” (AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA, 2010, p12). A Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG), estabelece o horário de ponta como sendo das dezoito às vinte e uma horas. 3.1.8 Iluminância Iluminância é o “Limite da razão do fluxo luminoso recebido pela superfície em torno de um ponto considerado, para a área da superfície quando esta tende para o zero” (ABNT ,1992, p2). A Associação brasileira de normas técnicas (ABNT) delimita um valor de iluminância mínima e máxima para cada atividade a ser exercida, para salas de aula o valor determinado de iluminância deve estar entre duzentos e quinhentos. Para obtermos tal valor deve-se utilizar a seguinteformula: q x lúmens ---------------- lX M2 Onde temos: q = quantidade de lâmpadas no recinto; Lúmens = fator de iluminância de cada lâmpada m² = área do recinto analisado lx = número de luminância do recinto CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO UNEC / EAD DISCIPLINA: TRABALHO INTERDISCIPLINAR SUPERVISIONADO PETROLINA – PE JUNHO/2024 9 3.1.9 Metodologia Para realização desse trabalho, primeiramente visitou-se as escolas municipais da cidade de Bambuí-MG, para realizar a coleta dos dados, sendo eles a quantidade de lâmpadas utilizadas nas escolas, assim como suas potencias e seu tempo de funcionamento. A partir dos dados coletados calculou-se o consumo diário e mensal das respectivas escolas. Para calcular o gasto das escolas com o consumo da energia elétrica para iluminação foi solicitada a prefeitura municipal a modalidade tarifaria e o valor cobrado pelo consumo de cada 1kWh. Então após efetuados tais cálculos, modificamos os tipos de lâmpadas e suas quantidades, respeitando a quantidade de lumens determinada pela norma brasileira, tais dados serão analisados e discutidos posteriormente. Para que se tornasse possível tais cálculos e analises o tempo de funcionamento de alguns setores foram obtidos através de uma média diária. E para o cálculo do consumo mensal, consideramos o consumo diário igual para todos os dias do mês assim como adotamos o mês como tendo 20 dias uteis. Utilizando os mesmos dados coletados na prefeitura e o mesmo período de utilização das lâmpadas foi calculado para as quatro escolas municipais o consumo de potência diário e mensal caso adotassem lâmpadas LED. 3.1.10 Análise de Dados Os seguintes resultados foram obtidos utilizando os dados coletados na prefeitura com o consumo período coletado nas referentes escolas. • Escola 1 Imagem 1: Relação de lâmpadas da escola 1 e seu consumo CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO UNEC / EAD DISCIPLINA: TRABALHO INTERDISCIPLINAR SUPERVISIONADO PETROLINA – PE JUNHO/2024 10 A escola 1 apresenta como consumo de potência diário 103,595 kWh, portanto, temos um consumo mensal total de 2.061,02 kWh. Desse consumo sua maior parte 51,24% (1.056,00 kWh) vem dos projetores retangulares que se localizam em torno da escola, seu alto consumo é recorrente de sua alta potência de trabalho e seu grande período de funcionamento, e o menor consumo mensal é referente aos banheiros que representa 0,35% (7,20 kWh), pois as lâmpadas utilizadas são de baixa potência e seu baixo período de funcionamento. Os três locais que possuem maior tempo de uso são respectivamente, a fachada da escola, a cozinha e a diretoria/laboratórios, isso devido ao fato que durante todo o período da noite a escola se encontra com sua fachada iluminada pelos projetores retangulares, e tanto a diretoria, a cozinha e os laboratórios são locais de grande uso, tanto no período matutino quanto no vespertino. Já os três locais com os menores consumos mensais são respectivamente cantina/pátio, banheiros e os corredores (tanto superior como o térreo), isso se dá ao fato que a cantina os corredores e o pátio só precisam de iluminação no início do período matutino devido a fraca iluminação natural, e o banheiro somente quando for utilizado. Como esperado os períodos de 6h às 12h e 13h as 18h possuem alto consumo de potência, pois são os períodos de aula. O período das 18h às 6h possui o maior consumo pois é nesse período que os refletores retangulares, que possuem um alto consumo de potência, estão ligados. Já o período das 12h às 13h apresenta o menor consumo de potência pois é um horário de baixa utilização de lâmpadas na escola. CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO UNEC / EAD DISCIPLINA: TRABALHO INTERDISCIPLINAR SUPERVISIONADO PETROLINA – PE JUNHO/2024 11 • Escola 2 Imagem 2: Relação de lâmpadas da escola 2 e seu consumo A escola 2 apresenta como consumo de potência diário 27,312 kWh, sendo assim seu consumo mensal é igual a 522,08 kWh. Do consumo total a maior parte vem das salas de aula, 201,60 kWh (38,61%), pois além do auto período de funcionamento apresenta também um grande número de lâmpadas. Já a escadaria representa a menor parte do consumo total 2,16 kWh (0,41%), pois além do seu curto período de utilização também apresenta uma pequena quantidade de lâmpadas. A fachada da escola é o local que apresenta o maior período de utilização 12h, apesar disso seu consumo total apresenta apenas 5,52% do consumo total, isso se dá a sua baixa quantidade de lâmpadas. Já a cantina e o pátio apresentam o menor período de utilização 1h, devido ao fato que a ambos só precisam de iluminação no início do período matutino devido a fraca iluminação natural. CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO UNEC / EAD DISCIPLINA: TRABALHO INTERDISCIPLINAR SUPERVISIONADO PETROLINA – PE JUNHO/2024 12 Como esperado os períodos de aula, das 6h às 12h e das 13h às 18hs apresentam o maior consumo, o período matutino apresenta maior valor, pois a iluminação natural não é suficiente para que corredores e pátios tenham uma iluminação adequada. Já no período de 18h às 6h temos o menor consumo devido a quantidade e ao baixo consumo das lâmpadas da fachada da escola. • Escola 3 De acordo com os dados coletados da escola 3 temos que, o seu consumo diário é de 50,391 kWh, sendo assim seu consumo mensal é de 1.007,82 kWh. Nessa escola a maior parte do consumo vem da área externa que consome 842,00 kWh (83,55%) esse consumo é devido ao grande número de projetores retangulares que possuem uma alta potência, e o menor consumo mensal é referente ao refeitório (2,56kWh) que representa 0,25%, pois além do baixo número de lâmpadas temos um curto período de utilização. A área externa apresenta o maior período de utilização 13h, além da área externa temos outras áreas que apresentam grande período de utilização, sendo elas a diretoria, as salas de aula e a cozinha da escola (11h). Em contrapartida temos a cozinha e os depósitos que apresentam apenas 1h de utilização por dia. CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO UNEC / EAD DISCIPLINA: TRABALHO INTERDISCIPLINAR SUPERVISIONADO PETROLINA – PE JUNHO/2024 13 No período das 0h às 6h o consumo é mais elevado pois além dos refletores retangulares, as atividades desta escola começam mais cedo do que as outras. No período de aula temos, comparando com o período vespertino (13 às 18h), o período matutino (6h ás 12h) tem maior consumo, pois, a iluminação natural é insuficiente em alguns setores ocasionando assim um maior consumo de energia. • Escola 4 De acordo com os dados da Escola 4, temos como consumo diário 29,344 kWh, consequentemente temos um consumo mensal de 586,88 kWh. O maior consumo vem das salas de aula que representam um total de 450,56 kWh (76,77%) esse valor é devido a grande CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO UNEC / EAD DISCIPLINA: TRABALHO INTERDISCIPLINAR SUPERVISIONADO PETROLINA – PE JUNHO/2024 14 quantidade de lâmpadas utilizadas em cada sala de aula. O menor consumo é o da cantina de 1,92 kWh (0,33%), tal valor é devido à baixa quantidade de lâmpadas e pouca utilização. Apesar do maior período de funcionamento ser da entrada da escola, seu consumo contribui com apenas 5,31% do consumo total, devido à baixa quantidade de lâmpadas e seu baixo consumo. Gráfico 4: Consumo (kWh) da escola 4 ao longo do dia. O maior consumo de potência se dá no período matutino (6h às 12h) devido à baixa iluminação natural nesse período. O período das 18h às 6h apresenta menor consumo, pois apenas as lâmpadas da entrada estão sendo utilizadas. • Resultados Os seguintes resultados foram obtidos utilizando os dados coletados na prefeitura com o período coletado nas referentes escolas e o consumo das novaslâmpadas. CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO UNEC / EAD DISCIPLINA: TRABALHO INTERDISCIPLINAR SUPERVISIONADO PETROLINA – PE JUNHO/2024 15 • Escola 1 Utilizando lâmpadas LEDs o número de lâmpadas utilizadas para a iluminação das salas de aulas cairá de 12 para 10 lâmpadas, isso se dá devido ao fato que as lâmpadas LED apresentam maior luminosidade. Já nos laboratórios e na diretoria por apresentarem o mesmo tamanho das demais salas de aula, optamos por padronizar e colocar também 10 lâmpadas LED. Para os ambientes externos onde tínhamos anteriormente lâmpadas compactas, optamos por não interferir na quantidade, apenas trocamos as lâmpadas usadas (fluorescente compacta 34W), por lâmpadas LED (10W). Já os projetores retangulares (400W), optamos por trocá-los por projetores retangulares (100W). Antes das modificações a escola apresentava um gasto com a iluminação da escola no valor de R$1.124,74 com a modificação temos uma queda nesse valor, passando a ser de R$372,31 o que indica uma redução de 66,9% no valor final referente a iluminação da escola. CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO UNEC / EAD DISCIPLINA: TRABALHO INTERDISCIPLINAR SUPERVISIONADO PETROLINA – PE JUNHO/2024 16 • Escola 2 Utilizando lâmpadas LEDs o número de lâmpadas utilizadas para a iluminação das salas de aulas cairá de 8 para 6 lâmpadas, isso se dá devido ao fato que as lâmpadas LED apresentam maior luminosidade. Para os ambientes externos onde tínhamos anteriormente lâmpadas compactas, optamos por não interferir na quantidade, apenas trocamos as lâmpadas usadas (fluorescente compacta 34 W), por lâmpadas LED (10W). Já os projetores retangulares (400W), optamos por trocá-los por projetores retangulares (100W). Exceto na escadaria onde trocamos 3 lâmpadas fluorescentes (20W) compactas por duas lâmpadas LED tubular (18W). CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO UNEC / EAD DISCIPLINA: TRABALHO INTERDISCIPLINAR SUPERVISIONADO PETROLINA – PE JUNHO/2024 17 Antes das modificações a escola apresentava um gasto com a iluminação da escola no valor de R$284,91, já com a modificação temos uma queda nesse valor, passando a ser de R$142,32 o que indica uma redução de 50,05% no valor final referente a iluminação da escola. • Escola 3 Utilizando as lâmpadas de LED, a quantidade de lâmpadas nas salas de aula teve que aumentar, pois a luminância estava abaixo do recomendado. Para os ambientes externos onde tínhamos anteriormente lâmpadas compactas, optamos também por não interferir na quantidade, apenas trocamos as lâmpadas usadas (fluorescente compacta 25W), por lâmpadas LED (10W). Já os projetores retangulares (400W), optamos por trocá-los por projetores retangulares de LED (100W). Antes das modificações a escola apresentava um gasto com a iluminação da escola no valor de R$705,98, e com a modificação houve uma queda nesse valor, passando para R$238,98, o que indica uma redução de 33,75% no valor final referente a iluminação da escola. • Escola 4 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO UNEC / EAD DISCIPLINA: TRABALHO INTERDISCIPLINAR SUPERVISIONADO PETROLINA – PE JUNHO/2024 18 Com a troca das lâmpadas, o consumo de energia caiu de R$317,00 para R$ 112,36, obtendo assim uma economia de 35,44%. Modificamos a quantidade de lâmpadas das salas de aula de 8 para 6 e no salão de 20 para 15, graças ao fato de que a lâmpada LED apresentar maior índice de luminância do que as anteriores. Para os ambientes externos onde tínhamos anteriormente lâmpadas compactas, optamos por não interferir na quantidade, apenas trocamos as lâmpadas usadas (fluorescente compacta 34W), por lâmpadas LED (10W). CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO UNEC / EAD DISCIPLINA: TRABALHO INTERDISCIPLINAR SUPERVISIONADO PETROLINA – PE JUNHO/2024 19 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS Com a análise desenvolvida nesse trabalho foi possível perceber que a troca das lâmpadas convencionais por lâmpadas de LED tem redução significativa no valor final da conta de luz. A escola 1, que apresentou maior redução na sua conta, atualmente paga valor de aproximadamente R$1124,74, passará a pagar R$372,31, com redução 66,9%. A escola 3 que apresentou a menor redução, equivalente a 33,75%, deixará de pagar R$705,98 e pagará R$238,98. Essa escola foi onde foram encontradas maiores irregularidades. A quantidade de lâmpadas nas salas estava abaixo do valor estipulado pela ABNT e os refletores externos estavam exagerados. A lâmpada de LED, embora um pouco mais cara do que as lâmpadas convencionais, tem o seu preço compensado pela redução significativa que a mesma proporciona. Logo, é cabível que as escolas realizem as trocas de suas lâmpadas. A partir da pesquisa realizada, pode se constatar que a lâmpada com menor corrente elétrica e maior iluminância foi a de LED. Assim, pode-se concluir que a lâmpada de LED adotada no teste possui a melhor eficiência energética, em relação às demais adotadas, por iluminar mais e gastar menos energia elétrica. Ainda levando em consideração às suas vantagens, este tipo de lâmpada torna-se fundamental em quase todos os ambientes. CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO UNEC / EAD DISCIPLINA: TRABALHO INTERDISCIPLINAR SUPERVISIONADO PETROLINA – PE JUNHO/2024 20 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA. Resolução normativa Nº 414, de 9 de setembro DE 2010. Brasília: ANEEL, 2010. ABNT- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TECNICAS. NBR 5413: Iluminância de interiores. Artigo em publicação periódica científica impressa –Apresentação. Rio de Janeiro, 1992. FONSECA, D. C. F; ALVES, U. E. F; MATOS, F. A. G; SILVA, M. K. A; SILVA, I. G. A. M. Eficiência energética da iluminação pública automatizada: estudo de caso na cidade de caruaru. In: ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, 36., 2016. João Pessoa. ABESCO, O que é eficiência energética. Disponível em: . Acesso em: 28 abr. 2017. SILVA, Domiciano Correa Marques da. "Efeito Joule"; Brasil Escola. Disponível em . Acesso em: 29 abr. 2017. ABRADEE, Associação Brasileira de Distribuição de Energia Elétrica. Visão Geral do Setor – A Indústria de Eletricidade. Disponível em: . Acesso em: 29 abr. 2017. Celpe neoenergia, O que é eficiência energética. Disponível em:. Acesso em: 28 abr. 2017. MORAIS, L. C; Estudo sobre o panorama da energia elétrica no Brasil e tendências futuras. Disponível em: . Acesso em: 29 abr. 2017.