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HORÁRIO DE TRABALHO PEDAGÓGICO COLETIVO
ESCOLA 
GOV. GERALDO MEDEIROS DE MELO
COORDENAÇÃO – ROSÂNGELA
ATIVIDADES COMPLEMENTARES
 - DATA: 
23/08/2024
)
A temática deste artigo tem como objetivo abordar os desafios da inclusão de crianças com autismo na educação infantil. Refletindo acerca das principais características que impactam no desenvolvimento de uma educação inclusiva, na aprendizagem de crianças que possuem o distúrbio de neurodesenvolvimento conhecido como Transtorno do Espectro Autista, também definido como TEA. Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), referência mundial de critérios para diagnósticos, pessoas no espectro podem apresentar déficit na comunicação ou interação social, percebido nas linguagens verbais ou não verbais, e na reciprocidade socioemocional e padrões restritos e repetitivos de comportamento, como movimentos contínuos, interesses fixos e hipersensibilidade a estímulos sensoriais. Todos esses aspectos precisam ser considerados para que a inclusão educacional seja efetuada da maneira correta. O estudo se desenvolveu no curso de licenciatura de Pedagogia pelo Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos santos - UNICEPLAC - Brasília /DF. Afim de compreender a importância da inclusão escolar na educação do portador do espectro autista e a importância de integração das diversas áreas da escola, buscar estratégias para utilizar e facilitar a inserção desses alunos em benefício de colegas, professores e dos mesmos. A escolha do tema surgiu diante de notórios desafios, necessidades e dificuldades encontradas por profissionais e instituições escolares, nas metodologias e rotinas de inclusão educacional dessas crianças, muito se fala em escola inclusiva, mas é preciso entender o contexto e buscar as devidas respostas. Nesse cenário surge a problemática dessa pesquisa: De que maneira o pedagogo pode atuar com os desafios para a inclusão de crianças com autismo no ambiente escolar? Diante desta indagação, o objetivo geral se dá em abordar o contexto em que se dá a inclusão da criança autista na educação infantil. O sistema de ensino deve fornecer currículos, recursos e métodos para atender às necessidades de cada aluno, fazendo-se assim a adaptação e reformulando os métodos a serem aplicados. A hipótese se dá pela notória deficiência de professores capacitados para a inclusão e atendimento desses alunos, e da dificuldade de se reorganizar e redefinir seus processos de 5 desenvolvimento e aprendizagem, e ainda pela falta profissionais da área de formação educacional para dar suporte aos professores, pais e alunos. Portanto vale ressaltar que os profissionais da educação, aqui entendidos como os demais agentes que participam do processo educacional, e professores precisam ser treinados e capacitados para um atendimento de qualidade na inclusão dos mesmos. Os posteriores objetivos específicos foram definidos em: elencar as políticas públicas para inserção e manutenção do aluno autista na educação infantil; relatar a importância do pedagogo na inclusão do autista e discorrer sobre o processo de inclusão no âmbito escolar. Para este estudo foi utilizado como base o método dedutivo, pela técnica de pesquisa bibliográfica realizando análise de dados em livros por meio físico e virtual, artigos científicos também por meio físico e virtual, sites oficiais, documentos e entre outros. O artigo está organizado em três tópicos: o primeiro tópico apresenta de forma geral as políticas públicas voltada para a inclusão do aluno autista. O segundo tópico trata da atuação do pedagogo na inclusão do autismo. O terceiro tópico discorre sobre os desafios encontrados no ambiente escolar. Por sua vez, os procedimentos metodológicos; detalhando qual método e técnicas de pesquisas foram usados para construção do trabalho. Em seguida apresentação e análise de dados; apresentar os resultados que o estudo obteve através da pesquisa. Por fim as considerações finais; uma reflexão descrevendo se objetivo da pesquisa foi alcançado.
A inclusão de alunos autistas no ambiente escolar requer estratégias de ensino adaptadas às suas necessidades individuais. As cinco estratégias apresentadas neste artigo - Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA), Apoio Sensorial na Escola, Suportes Visuais no Ensino Estruturado, Uso do Hiperfoco para Ensinar e Apoio na Interação Social e Habilidades Sociais - visam promover a participação ativa, o aprendizado significativo e o desenvolvimento global dos alunos autistas. É importante lembrar que a implementação dessas estratégias deve ser acompanhada por profissionais especializados e envolver a colaboração da equipe escolar, das famílias e dos próprios alunos autistas e típicos. Ao adotar abordagens inclusivas, as escolas promovem um ambiente acolhedor e propício ao crescimento e sucesso, inclusive, dos demais alunos, independentemente de suas diferenças.
Desafios na inclusão de crianças com autismo
O autismo tem algumas características comuns, mas que variam muito. Por isso, é importante considerar as necessidades de cada criança no processo de aprendizagem. O papel do professor é fundamental para garantir a inclusão escolar do aluno com TEA.
No entanto, os professores enfrentam desafios no processo de escolarização em crianças com autismo, sendo necessário olhar para essas dificuldades para criar as melhores condições para a aprendizagem dos alunos com TEA.
A formação continuada dos educadores é fundamental para a qualidade da educação inclusiva. Especialmente para lidar com os aspectos mais desafiadores do processo de escolarização em crianças com autismo, ligados ao comportamento, comunicação, socialização, rotina e dificuldades pedagógicas.
Comportamento
As dificuldades comportamentais dos alunos com TEA estão ligadas ao desenvolvimento atípico das crianças com autismo. A recusa em fazer atividades ou seguir rotinas e regras estão entre os maiores desafios comportamentais vivenciados pelos professores.
Além disso, os interesses restritos e estereotipados também se apresentam como desafios comportamentais, quando se manifestam como inflexibilidade ou rigidez. A agressividade, embora não seja um critério diagnóstico para o autismo, pode se tornar um desafio quando os alunos não conseguem comunicar alguma insatisfação ou necessidade.
Planejamento pedagógico
O planejamento e a sistematização do ensino e da avaliação da aprendizagem do aluno com TEA é um aspecto essencial para a inclusão. No entanto, os professores enfrentam dificuldades na realização das tarefas com os alunos com autismo.
Essa dificuldade em parte se relaciona com o pouco conhecimento dos professores sobre as características do TEA, o que dificulta o trabalho com esses alunos em sala de aula, tanto no ensino como na avaliação.
Dessa forma, torna-se essencial a orientação dos professores em cursos de formação, sobre estratégias e recursos para o processo de aprendizagem dos alunos com TEA.
O presente estudo teve como objetivo analisar as práticas pedagógicas desenvolvidas pelos professores do ensino regular em colaboração com os professores da educação especial, práticas essas consideradas inclusivas e que contribuem para a qualidade no processo de aprendizagem do aluno público-alvo da educação especial. A pesquisa está embasada na abordagem qualitativa com pesquisa bibliográfica e documental, além da aplicação de questionários a professores dos anos iniciais e a professores de educação especial por meio do Google Forms. O corpus documentalfoi constituído de documentos internacionais, nacionais e municipais. A metodologia de análise foi fundamentada na análise comparativa por meio de triangulação das informações sistematizadas com os diferentes instrumentos utilizados. Como resultado pôde-se verificar que os elementos de uma prática pedagógica inclusiva se fazem presentes nos documentos mundiais, nas políticas federais e nas políticas municipais. No entanto, constatou-se que há um caminho a ser percorrido para que as práticas pedagógicas inclusivas se efetivem na atuação docente, visto ser necessário transpor os conhecimentos teóricos encontrados nas normativas para as práticas pedagógicas inclusivas que garantem a participação e o aprendizado do aluno público-alvo da educação especial.
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