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Autismo: conduta nutricional Uma publicação Instituto Ana Paula Pujol Ltda ME. Copyright© 2023- Fica proibido distribuir este arquivo por email, sites, ou quaisquer outras formas Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 O autismo é um Transtorno Global do Desenvolvimento (também chamado de Transtorno do Espectro Autista), caracterizado por alterações significativas na comunicação, na interação social e no comportamento da criança. Essas alterações levam a importantes dificuldades adaptativas e aparecem antes dos 03 anos de idade, podendo ser percebidas, em alguns casos, já nos primeiros meses de vida. As manifestações comportamentais são heterogêneas e há diferentes graus de acometimento. O que é autismo? Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Genética Etiologia Interações propostas entre vários elementos implicados no autismo Meio ambiente Disfunção mitocondrial Estresse oxidativo GastrointestinalNeurológica Imunológica Metabólica Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Etiologia A etiologia do autismo é desconhecida Recentes estudos têm sugerido a contribuição da genética, epigenética e expressão gênica (metilação do DNA), resposta imunológica, deficiências nutricionais, disfunções intestinais, inflamações, aumento do estresse oxidativo e diminuição da capacidade do corpo de desintoxicar espécies reativas de oxigênio e radicais livres, além da disfunção mitocondrial. Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 O estresse oxidativo e a diminuição da capacidade de metilação são comuns no autismo e essa regulação epigenética anormal pode relacionar às anormalidades metabólicas aos distúrbios no desenvolvimento cerebral. Outras características do autismo, como autoimunidade e disfunção gastrointestinal podem refletir manifestações semelhantes de desregulação epigenética. Etiologia Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Etiologia As substâncias xenobióticas (compostos químicos estranhos ao organismo) devem ser levadas em consideração. Toxinas como bifenis policlorados (PCBs), pesticidas e metais pesados podem afetar a eficiência de enzimas muitas vezes deficientes no autismo. Devemos trazer uma atenção à exposição à toxinas alimentares e ambientais. O comprometimento das vias metabólicas no autismo também podem estar relacionadas à influências ambientais. Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Etiologia Fatores de risco e exposições pré-natais e pós-natal, alergia à caseína e ao glúten, assim como uma variedade de agentes infecciosos, entre eles os micro-organismos gram-negativos e a cândida. Já se sabe que o autismo é mais comum em crianças do sexo masculino e independente da etnia, origem geográfica ou situação socioeconômica. Outros fatores com evidências de envolvimento são: Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Genética, epigenética e estresse oxidativo Estudos mostram uma metilação significativamente prejudicada em crianças com autismo. A metilação é uma ligação covalente ao DNA, estável, que ocorre pela adição de um grupamento metil (CH3), proveniente da S-adenosil metionina (SAM). Baixos níveis de SAM (o principal doador de metila) são encontrados em crianças autistas. O autismo tem um componente genético estabelecido. Muitas das variantes genéticas com maior prevalência no autismo estão associadas com o ácido fólico e transmetilação de vias metabólicas. Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Genética, epigenética e estresse oxidativo SAM é formado a partir da metionina e adenosina trifosfato (ATP). Estudos evidenciam níveis de metionina semelhantes nos grupos de autismo e neurotípicos, mas níveis de ATP significativamente mais baixos no grupo de autismo, sugerindo que baixos níveis de ATP são pelo menos parte da razão para a diminuição dos níveis de SAM. A Metionina vem parcialmente da dieta (aminoácido essencial) e parcialmente pela reciclagem de homocisteína em metionina (via metionina sintase). A metionina sintase requer metilcobalamina e 5-metil- tetrahidrofolato, um derivado do ácido fólico. Folato e outros doadores de metil na dieta (betaína, colina, vitamina B12 e metionina) são vitais para a metilação do DNA, proteínas, fosfolipídios e neurotransmissores. Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Genética, epigenética e estresse oxidativo Estudos em animais demonstram que a suplementação da dieta materna periconcepcional com doadores de metil pode alterar a regulação epigenética da expressão gênica em seus descendentes. Além disso, um estudo recente fornece evidências diretas de que o ácido fólico periconcepcional aumenta a metilação em regiões genéticas específicas da criança, e associado à vitaminas do complexo B, podem proteger contra defeitos do tubo neural. A deficiência de ferro durante períodos críticos do neurodesenvolvimento pode também levar à transcrição gênica alterada e mudanças na estrutura do cérebro, com consequências cognitivas e comportamentais. Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Evidências crescentes sugerem que o estresse oxidativo desempenha um papel no desenvolvimento e nas manifestações clínicas do autismo. O estresse oxidativo ocorre como resultado de um desequilíbrio entre a produção de espécies reativas de oxigênio (ROS) e antioxidantes endógenos em organismos vivos. Também é evidente que o aumento do estresse oxidativo em crianças autistas leva à níveis diminuídos de antioxidantes como a glutationa (GSH), perturbando seu metabolismo e reduzindo a capacidade de combater o estresse oxidativo. ROS Genética, epigenética e estresse oxidativo Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Vários estudos identificaram alterações nas enzimas que desempenham um papel vital no mecanismo de defesa contra danos dos radicais livres no autismo. Há uma diminuição da atividade da glutationa peroxidase (GPx), catalase e superóxido dismutase (SOD), assim como baixo teor de cisteína, selênio, zinco e vitaminas A, C e E. Níveis baixos de glutationa (GSH) estão associados ao estresse oxidativo, aumento da inflamação, e à diminuição da capacidade do organismo de desintoxicar. Genética, epigenética e estresse oxidativo Níveis mais elevados de malonildialdeído (MDA) são encontrados. O MDA é usado como marcador de estresse oxidativo. Um estudo mostrou que o conteúdo plasmático de MDA foi maior em 13 de 15 (87%) indivíduos autistas. Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 O tratamento com metilcobalamina e ácido folínico parece resgatar a síntese de GSH em crianças autistas. Foi utilizado 75mcg/kg de metilcobalamina intramuscular 2 vezes na semana, associada à 400mcg de metilfolato via oral, 2 vezes ao dia por 3 meses em 40 crianças com autismo. Genética, epigenética e estresse oxidativo A intervenção de 3 meses alterou as concentrações médias de cisteína significativamente após a intervenção. Outro estudo, avaliou o uso materno de 400mcg de ácido fólico 4 semanas antes da concepção à 8 semanas após o início da gravidez, associando à um menor risco de transtorno autista. Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Estudos de coorte mostraram que as mães que tomaram suplementos contendo ácido fólico antes e durante o primeiro trimestre, geram filhos com menos problemas comportamentais, melhores pontuações em função verbal, competência social e medidas de atenção, além da redução da hiperatividade. Genética, epigenética e estresse oxidativo Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 A importância de estratégias antioxidantes no autismo é apoiada por evidências crescentes. Genética, epigenética e estresse oxidativo Um estudo utilizou a suplementação de 900 mg ao dia nas primeiras 4 semanas,em seguida 900 mg duas vezes ao dia (1800mg) por 4 semanas e 900 mg três vezes ao dia (2700mg) por 4 semanas, em crianças autistas. Além dos benefícios na diminuição da irritabilidade observados com NAC, outras melhorias também foram encontradas em estudo piloto, como a diminuição de comportamentos repetitivos. A utilização da suplementação de N-acetilcisteína (NAC), também é sugerida. O NAC aumenta os níveis de cisteína, aumentando assim o tamanho do pool de glutationa (papel central na defesa antioxidante). Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Baixos níveis de acidos graxos ômega-3 foram relatados em crianças com autismo. Genética, epigenética e estresse oxidativo Os ácidos graxos ômega-3 e a vitamina C promovem a reciclagem da glutationa, facilitando a conversão de glutationa oxidada em glutationa reduzida. Em um estudo duplo-cego, controlado por placebo com 18 crianças com autismo, a ingestão de vitamina C (500mg ao dia, divididos em 2 ou 3 doses) resultou em melhorias significativas nos comportamentos estereótipos. Os acidos graxos são essenciais para o desenvolvimento do cérebro, comunicação celular e regulação imunológica. Os dois ácidos ômega-3 de interesse são o ácido eicosapentaenóico (EPA) e ácido docosahexaenóico (DHA). Com base em dados de outros distúrbios, espera-se melhorias no humor, atenção e nível de atividade. Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 As selenoproteínas são essenciais para o desenvolvimento do cérebro e controle antioxidante, prevenindo e revertendo o dano oxidativo no cérebro e em tecidos neuroendócrinos. Genética, epigenética e estresse oxidativo Interações entre fatores genéticos e ambientais podem potencializar esse aumento do estresse oxidativo em crianças autistas. Sugere-se que o desequilíbrio redox pode causar, pelo menos, em parte, o insulto neuronal e a disfunção cerebral observada no autismo. O aumento do status de selênio é também conhecido por neutralizar os efeitos adversos de exposições elevadas à substâncias neurotóxicas como cádmio (Cd), chumbo (Pb) e vanádio (V). Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 O estresse oxidativo e a diminuição da capacidade de metilação são comuns no autismo. Estudos evidenciam uma diminuição dos níveis de antioxidantes nesses pacientes. Se há deficiências nutricionais em doadores metílicos, há uma diminuição em todas as reações de metilação, incluindo a metilação do DNA. Suplementos de cofatores enzimáticos podem ser benéficos: Níveis suficientes de ácido fólico e outras vitaminas do complexo B (B6 e B12), além de doadores metil na dieta (betaína, colina e metionina) são necessários para fornecer grupos metil para reações de metilação no ciclo da metionina. Resumo Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Vitaminas A, C, E, selênio, zinco, ferro, ômega-3 e NAC podem ser necessários devido ao estresse oxidativo encontrado nesses pacientes. Resumo Trabalhar a Conduta Nutricional conforme as sintomatologias e quadro clínico do paciente em questão. Sempre respeitar a individualidade bioquímica. Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 A disfunção mitocondrial tem sido implicada em uma variedade de doenças neurodegenerativas. No cérebro, a disfunção mitocondrial tem um efeito no desenvolvimento neuronal e na plasticidade sináptica. Disfunções nesse sistema, podem levar à regressão do desenvolvimento, dificuldade de aprendizagem e vários distúrbios comportamentais. Sistema mitocondrial A principal função das mitocôndrias é produzir adenosina trifosfato (ATP), a principal fonte de energia no cérebro e no corpo. ATP, NADH e nicotinamida adenina fosfato de dinucleotídeo (NADPH) são importantes cofatores para muitos processos metabólicos no corpo. Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Muitas crianças com autismo têm um menor tônus muscular, sintoma que pode estar relacionado à diminuição dos níveis de ATP. NADH é principalmente envolvido em reações catabólicas (metabolismo energético e função mitocondrial), enquanto o NADPH está envolvido em reações anabólicas (antioxidação e biossíntese). Sistema mitocondrial Crianças com autismo apresentam níveis de estresse oxidativos significativamente elevados, baixos níveis de ATP, NADPH e triptofano plasmático. Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Níveis de glutamato também podem estar elevados em crianças autistas. O glutamato é um neurotransmissor, presente em todo o sistema nervoso central, onde modula a plasticidade sináptica tardia, vital para a memória, aprendizagem e regulação da modulação da expressão gênica. A superestimulação leva à excitotoxicidade, criando estresse oxidativo, dano mitocondrial e, finalmente, pode desempenhar um papel na neurodegeneração. Perifericamente desempenha um papel no paladar, na sensação de dor e na função do pâncreas exócrino. Sistema mitocondrial Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 O aumento do glutamato pode estar ligado à alguns dos problemas comportamentais e às características comumente associadas com o autismo. Pode indicar uma necessidade aumentada para a vitamina B6, necessária para a conversão de glutamato em glutamina. Sistema mitocondrial Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Níveis de triptofano podem estar diminuídos. Isso pode estar relacionado à diminuição na ingestão de proteínas e/ou digestão prejudicada de proteínas em aminoácidos. O triptofano é um aminoácido essencial que pode não pode ser sintetizado no corpo humano, portanto deve ser fornecido através da alimentação. É o principal precursor da síntese de serotonina e melatonina. Possui influência direta no Sistema Nervoso Central (SNC). Sistema mitocondrial Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 A serotonina é um neurotransmissor envolvido em múltiplos aspectos das funções cerebrais, que vão desde a regulação do humor ao controle do apetite e interações sociais e sua produção tem sido relatada como deficiente em indivíduos autistas. A melatonina desempenha um papel crítico na regulação do ritmo circadiano e anomalias deste ritmo tem sido associado à alguns dos sinais no espectro autista, como convulsões ou distúrbios do sono. Sistema mitocondrial Estudos relatam melhorias no comportamento diurno e aumento na duração do sono com a suplementação de 2 a 10mg de melatonina ao dia, em crianças de 2 a 18 anos. Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 É visto também níveis possivelmentes mais baixos de taurina, o que pode ser devido à um comprometimento da conversão de metionina em cisteína em taurina. Estudos sugerem ainda, uma alteração nos níveis de adiponectina, uma proteína produzida no tecido adiposo e envolvida no controle do metabolismo energético, podendo refletir na interação social. Níveis significativamente mais altos de leptina foram encontrados em crianças autistas, hormônio secretado pelo tecido adiposo e envolvido na regulação do peso corporal e gasto energético, podendo estar relacionado em desequilibrios das funções neuroendócrinas. Sistema mitocondrial Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Os resultados atuais sugerem que as crianças com autismo, em média, têm níveis mais baixos de triptofano, aumento do glutamato plasmático e possivelmente níveis mais baixos de vários outros aminoácidos (taurina), além de possíveis alterações em níveis de adiponectina e leptina. As mitocôndrias podem ser inibidas por muitos estressores, como metais tóxicos: mercúrio, arsênico, cádmio e chumbo, pesticidas e produtos químicos industriais. A suplementação de nutrientes mitocondriais podem melhorar a função imunológica e disfunção mitocondrial. Uma das estratégias de suplementação dietética estudadas em autistas, é a utilização devitamina B6 e magnésio, trazendo melhorias nas interações sociais, comunicação e comportamentos estereotipados e repetitivos. Resumo Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Trabalhar a Conduta Nutricional conforme as sintomatologias e quadro clínico do paciente em questão. Sempre respeitar a individualidade bioquímica. Resumo Em um estudo, melhorias significativas nos sintomas de autismo foram relatadas com a suplementação de 0,6 mg/kg/dia de vitamina B6 e 6 mg/kg/dia de magnésio em 6 meses. Considerar estratégias antioxidantes no manejo do estresse oxidativo: Fontes de taurina, cisteína, triptofano, alimentos fontes de enxofre para ajudar na eliminação de toxinas. Outras estratégias: Uso da chlorella, espirulina, complexo B, COQ10, magnésio. Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Há fortes evidências de disfunção imunológica em crianças com autismo. Familiares de crianças com autismo têm aumento das taxas de doenças autoimunes. Sistema imunológico Desequilíbrios de células do sistema imunológico e citocinas são encontrados em diferentes partes do sistema imunológico de pessoas com autismo. Existem vários caminhos para o sistema imunológico induzir comportamentos autistas. A desregulação imunológica pode resultar em inflamação generalizada no cérebro. Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Os níveis totais de linfócitos estão reduzidos. Muitas vezes há uma relação Th1-Th2 desequilibrada, mostrando uma predominância Th2. A diminuição das células Th1 pode explicar a maior suscetibilidade às infecções por vírus, bactérias e fungos no autismo. A inclinação Th2 resulta em anticorpos aumentados que podem induzir alergias e reações autoimunes. Alergias alimentares são comuns em crianças com autismo. O desequilíbrio nas células Th1 e Th2 pode explicar o aumento da autoimunidade, assim como a presença de anticorpos contra a proteína básica da mielina e contra filamentos de axônios no cérebro de crianças autistas. Sistema imunológico Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Reações aos alimentos podem ocorrer por hipersensibilidade imediata ou tardia. As alergias alimentares fragilizam o sistema imunológico; suscetibilizam as deficiências nutricionais; causam alteração na permeabilidade intestinal por desencadearem inflamação local, promovendo absorção de macromoléculas proteicas de difícil digestão. Essas moléculas podem gerar reações alérgicas e podem ser fermentadas por fungos. O trigo e o leite são considerados os principais alérgenos alimentares associados com o autismo, seja por um processo de formação de substâncias opióides neurotóxicas, seja por desencadearem um processo autoimune e anticorpos anti- cérebro. Sistema imunológico Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Aumento de citocinas pró-inflamatórias juntamente com reduções de citocinas reguladoras foram encontrados. É visto um aumento da resposta Th17, favorecendo à processos autoimunes. Além disso, há um aumento no fator de necrose tumoral alfa (TNFα) no autismo, que pode levar à diminuição do fluxo sanguíneo no cérebro. Citocinas como TNFα e IL6 (encontradas em níveis elevados) podem facilitar o influxo de cálcio e contribuem para a disfunção mitocondrial, possivelmente contribuindo para os déficits vistos no autismo através do sistema mitocondrial. Sistema imunológico Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Sistema imunológico O sistema imunológico tem a capacidade de afetar a função mitocondrial! Vários estudos encontraram uma correlação entre níveis anormais de fatores imunológicos e déficits autistas, como na fala e humor. Outro estudo descobriu que quanto mais os níveis das citocinas, como IL-1, IL5, IL-8 e IL-12 desviaram-se do normal, mais graves foram os comportamentos estereotipados. Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 A interação entre o sistema imunológico e o cérebro pode apresentar-se em diversas variações. Vários estudos têm mostrado que uma anormalidade na resposta imune pode contribuir para a etiologia da certas formas de autismo, incluindo polimorfismos em genes que regulam a função de células imunes, ativação da microglia e da astroglia, produção de citocinas pró-inflamatórias e aumento da presença de anticorpos reativos no sistema nervoso central. Trabalhar a Conduta Nutricional conforme as sintomatologias e quadro clínico do paciente em questão. Sempre respeitar a individualidade bioquímica. Resumo Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Ainda há uma série de desordens gastrointestinais que podem acometer os autistas, como a produção diminuída de enzimas digestivas, inflamações da parede intestinal, e a permeabilidade intestinal alterada, sendo que todos estes fatores agravam os sintomas dos portadores da doença. A ocorrência de sintomas gástricos é muito elevada em autistas, como constipação intestinal, diarreia, gastrite, refluxo, entre outros. Há alterações na microbiota - exames da microbiota intestinal em relação ao autismo começaram a revelar um padrão disbiótico. Evidências emergentes baseadas nos modelos específicos de autismo em ratos, por exemplo, implicaram que aspectos da microbiota intestinal são potencialmente importantes para alguns casos de autismo. Microbiota e desordens gastrointestinais Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Há diversos caminhos para as alterações vistas no autismo. Por exemplo, uma possível interação seria o comprometimento do sistema de desintoxicação, permitindo que toxinas se acumulem e causem disfunção mitocondrial, o que pode causar disfunção imunológica, o que pode causar disfunção gastrointestinal que poderia então afetar o cérebro. Toda a relação poderia ir para o outro lado, com estresse induzindo disfunção intestinal, por exemplo. O intestino desequilibrado poderia, através da abertura das junções apertadas, induzir ativação imune, o que poderia contribuir à disfunção mitocondrial, e finalmente como resultado o aumento do estresse oxidativo. De fato, a cadeia não é ordenada, existem diversas vias e caminhos para as desregulações apontadas. Microbiota e desordens gastrointestinais Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 É teorizado que existe uma interação complexa entre o cérebro e o trato gastrointestinal denominado “eixo intestino- cérebro”. Logo, a microbiota intestinal possui um papel importante na modulação desse eixo intestino-cérebro e a disbiose pode ter efeitos negativos não apenas ao trato gastrointestinal, mas também ao Sistema Nervoso Central (SNC). Uma grande parte do sistema imunológico (aproximadamente 80%) está concentrado dentro e ao redor da mucosa intestinal, dessa forma, a microbiota desempenha um papel importante na regulação das funções do sistema imunológico. Microbiota e desordens gastrointestinais Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 O aumento da permeabilidade intestinal visto em pacientes autistas pode desempenhar um papel importante na relação intestino-cérebro, pois alimentos parcialmente digeridos e componentes bacterianos podem passar para a corrente sanguínea e interferir direta e indiretamente com o Sistema Nervoso Central. Um desses compostos imunorreativos podem ser peptídeos opióides derivados de glúten e caseína. O aumento da permeabilidade intestinal também pode permitir a entrada de lipopolissacarídeos (LPS), um potente pró-composto inflamatório das paredes celulares de bactérias gram-negativas. Vazamento de lipopolissacarídeos do intestino pode ser o gatilho para respostas inflamatórias periféricas que levam à produção de citocinas no cérebro. Ao melhorar a barreira epitelial, pode-se reduzir o tráfego de bactérias e seus subprodutos, uma maneira de modular a resposta inflamatória Microbiota e desordens gastrointestinaisConteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Um estudo mostrou o aumento de LPS no sangue de indivíduos com autismo, achado que correspondeu ao aumento da circulação de IL-6 na periferia, podendo refletir um aumento da permeabilidade intestinal e ativação do sistema imunológico nesses pacientes. Microbiota e desordens gastrointestinais Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Uso de Probióticos e Prebióticos Probióticos são “microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefícios para o hospedeiro”. Os probióticos visam restaurar o equilíbrio normal da microbiota intestinal, e têm se demonstrado eficaz no tratamento de distúrbios gastrointestinais e vários sintomas psicológicos como depressão e ansiedade. Além dos probióticos, o impacto dos prebióticos na microbiota intestinal não deve ser negligenciado. Os prebióticos são substratos “utilizados seletivamente pelos microrganismos hospedeiros, conferindo benefícios para a saúde”. Microbiota e desordens gastrointestinais Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Uso de Probióticos e Prebióticos O efeito das dietas de exclusão e utilização de prebióticos foi recentemente avaliada em crianças autistas, com achados incluindo mudanças significativas na composição e metabolismo da microbiota intestinal e melhora dos sintomas gastrointestinais e comportamentais. Microbiota e desordens gastrointestinais Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Uso de Probióticos e Prebióticos Os mecanismos relacionados com os benefícios do uso envolvem múltiplas vias de interação entre o cérebro, intestino e sistema imunológico. Reduzem a inflamação intestinal através de uma variedade de mecanismos, como a redução permeabilidade da barreira intestinal, regulação negativa de citocinas inflamatórias e outros efeitos imunomoduladores. Níveis elevados de inflamação da mucosa têm sido associados à vários distúrbios gastrointestinais, incluindo síndrome do intestino irritável e doença inflamatória intestinal. Microbiota e desordens gastrointestinais Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Uso de Probióticos e Prebióticos Crianças autistas com sintomas gastrointestinais demonstraram ter níveis mais altos de inflamação intestinal que está associada à disbiose intestinal. Portanto, os probióticos podem ter um papel na restauração intestinal da microbiota, bem como reduzir os níveis de inflamação. Agem também através do eixo intestino-cérebro influenciando a neurotransmissão, os estados de humor, e vários metabólitos neuroativos, como ácido gama-aminobutírico (GABA) e serotonina. Portanto, os probióticos podem ser úteis para restaurar o equilíbrio microbiano no intestino, aliviar problemas gastrointestinais e atenuar anormalidades imunológicas. Microbiota e desordens gastrointestinais Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 O aumento da incidência de disbiose, um desequilíbrio na microbiota, foi observado em crianças com autismo. Além disso, a diminuição dos níveis de enzimas digestivas têm sido observado. Um estudo prospectivo mostrou sintomas gastrointestinais em 80% dos pacientes com autismo. Esses sintomas incluem dor abdominal, diarreia crônica e ou constipação, doença do refluxo gastroesofágico, entre outros. Intestino desequilibrado e microbiota alterada estão relacionados com aumento de inflamação sistêmica e à nivel de Sistema Nervoso Central. Há evidências crescentes para uma conexão intestino-cérebro associada aos casos de autismo. Isso sugere o benefício de enzimas digestivas e probióticos, na modulação da resposta imunológica, digestão e remoção de toxinas. Resumo Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Tratamento com enzimas, probióticos e prebióticos são propostos para melhorar a agressividade, sintomas gastrointestinais, socialização e hiperatividade. Tratar Intestino: Melhorar a disbiose e a integridade da mucosa intestinal com uso de glutamina, prebióticos e probióticos. Para o processo digestivo prejudicado: Enzimas digestivas, quando bem aceitos chás digestivos ou tinturas fitoterápicas. Trabalhar a Conduta Nutricional conforme as sintomatologias e quadro clínico do paciente em questão. Sempre respeitar a individualidade bioquímica. Resumo Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Sobre o metabolismo de alimentos foi visto que as proteínas glúten e caseína são metabolizadas em peptídeos opióides - as exorfinas. A atividade opióide desses compostos, levou em parte à sugestão de um excesso de opióides potencialmente presentes em alguns casos de autismo. Outra questão inferida pela hipótese do excesso de opióides é o meio pelo qual os peptídeos opióides derivados da dieta são capazes de entrar em circulação para exercer um efeito no Sistema Nervoso Central. A especulação centrou-se em um possível papel da barreira da mucosa intestinal como parte importante desse processo. O papel dos alérgenos alimentares Glúten e Caseína Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 A sugestão é que a porosidade anormal da barreira intestinal pode facilitar o transporte desses peptídeos opióides - alterações nas tight-junction destes indivíduos estão sendo estudadas. Crianças com autismo apresentam níveis mais elevados de citocinas pró-inflamatórias após a exposição à proteínas alimentares de glúten, caseína e soja, em comparação com controles. Acredita-se que esses neuropeptídeos resultem em deficiências no comportamento social e na comunicação e, portanto, podem estar envolvidos na patogênese do autismo. Além da hipótese de estar envolvida no desenvolvimento, a dieta sem glúten e caseína começou a ser usada como método de tratamento alternativo. O papel dos alérgenos alimentares Glúten e Caseína Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Em um estudo, foi determinado que as crianças com autismo que estão na dieta isenta em glúten e lactose tiveram menos produção de fator de necrose tumoral alfa (TNFα) do que aqueles que não fizeram dieta. Alguns estudos relataram melhorias na socialização, fala, comportamentos estereotipados, atenção/hiperatividade e sintomas fisiológicos. As melhorias relatadas podem estar relacionadas à vários motivos. A remoção de alérgenos pode resultar em menor reações imunes e redução da permeabilidade intestinal. Além disso, a remoção de proteinas da dieta, para as quais não há atividade enzimática suficiente pode reduzir a disbiose. O papel dos alérgenos alimentares Glúten e Caseína Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Avaliar Hipersensibilidades Alimentares e possíveis benefícios da exclusão de Glúten e Caseína, respeitando a individualidade bioquímica. Trabalhar a Conduta Nutricional conforme as sintomatologias e quadro clínico do paciente em questão. Sempre respeitar a individualidade bioquímica. Resumo Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 A Literatura científica tem nos mostrado que, com relação à alimentação, especialmente na hora da refeição: Crianças autistas são muito seletivas e resistentes ao novo, que limita a variedade de alimentos, podendo levar a carências nutricionais e fazendo bloqueio a novas experiências alimentares. Comportamento repetitivo e interesse restrito podem ter papel importante na seletividade dietética. Seletividade Alimentar Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 A recusa alimentar é comum, mesmo ocorrendo a seletividade, é frequente a não aceitação do alimento selecionado, o que pode levar à um quadro de desnutrição calórico proteica. Seletividade Alimentar Muitas vezes, o momento da refeição é culminado com choro, agitação e agressividade por parte do autista e um desgaste emocional por parte do cuidador. Crianças autistastêm padrão alimentar e estilo de vida diferente das crianças não autistas, comprometendo seu crescimento corporal e estado nutricional. Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 O estado nutricional do autista depende não só da ingestão alimentar, mas também de processos fisiológicos e metabólicos, como a digestão e a absorção. Se por um lado, as possíveis perturbações metabólicas do autismo podem conduzir a necessidades acrescidas de vitaminas e minerais, por outro lado, situações de recusa e seletividade alimentar são frequentes em autistas o que pode conduzir a um inadequado aporte de micronutrientes. Seletividade Alimentar Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 A má alimentação e a falta de equilíbrio energético são motivos de especial preocupação, pois, a ingestão de micronutrientes está estreitamente relacionada com a ingestão de energia. É provável que as crianças cujo consumo de energia é menor, também sofram de deficiência de ferro e carência de zinco (que pode ser agravada por excesso de consumo de carboidratos refinados). Porém há outros estudos que mostram que crianças autistas possuem de duas a três vezes mais chances de serem obesas do que os adolescentes na população em geral. Seletividade Alimentar Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Vitaminas, minerais e aminoácidos essenciais são, por definição, essenciais para a saúde humana, principalmente devido sua função crítica como cofatores enzimáticos para reações no corpo, como a produção de neurotransmissores. Existem vários estudos sobre a nutrição e estado metabólico de crianças com autismo. Alguns estudos mostram: Possíveis níveis aumentados de: colina (possível deficiência na conversão de colina em acetilcolina), vitamina C, ferro, cobre e fósforo, glutamato, serina. Tratamento complementra e alternativos Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Níveis diminuídos de: betaína, biotina, caroteno, vitaminas B5 e E, vitamina D, cálcio, magnésio, triptofano, isoleucina, fenilalanina, tirosina, taurina. Níveis baixos desses nutrientes críticos prejudicarão vias metabólicas e podem contribuir para o atrasos que ocorrem no autismo. Baixas concentrações de vitamina D são encontradas em crianças autistas.Indivíduos autistas têm anormalidades na função imunológica semelhantes às afetadas pela deficiência de vitamina D, como o aumento dos níveis de citocinas inflamatórias, grande parte como resultado do alto estresse oxidativo observado. Tratamento complementra e alternativos Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Os possíveis mecanismos de ação que explicam a importância da vitamina D na prevenção e tratamento do autismo têm sido amplamente revisados. Eles incluem efeitos anti-inflamatórios no cérebro (o calcitriol pode ser usado para aliviar a neuro-inflamação causada por oxidantes e toxinas). O Calcitriol também potencializa os mecanismos de reparo do DNA, aumenta as células T-reguladoras, protege as mitocôndrias neurais e regula a glutationa, o antioxidante mestre. Tratamento complementra e alternativos Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Tratamento complementra e alternativos Outro mecanismo seria a regulação genética de enzimas limitantes da taxa de serotonina.A suplementação de vitamina D em lactentes e crianças, regula a interleucina- 10, uma citocina anti-inflamatória. A Sociedade de Endocrinologia indica os níveis de 40-60 ng/ml como ideais. Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 A terapia de micronutrientes com vitaminas e minerais seriam benéficos. Avaliar necessidade de: Melatonina, vitamina B6 e Magnésio, vitamina B12, Ácido fólico, vitamina C, vitamina D, ferro, multivitamínicos individuais, minerais, ômega-3, probióticos, NAC. Programas de exercícios têm se mostrado benéficos para uma variedade de transtornos psiquiátricos e de desenvolvimento. Em crianças com autismo, o exercício pode reduzir o comportamento hiperativo repetitivo através da liberação de certos neurotransmissores, como acetilcolina ou beta-endorfinas. Trabalhar a Conduta Nutricional conforme as sintomatologias e quadro clínico do paciente em questão. Sempre respeitar a individualidade bioquímica. Resumo Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Conduta Nutricional Resumo Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Apesar do ceticismo de uma parcela dos pesquisadores e de não haver consenso sobre os benefícios da exclusão de glúten e leite da dieta dos autistas essa é uma possibilidade que deve ser avaliada. Conduta nutricional Realizar uma prescrição livre de glúten e caseína, principalmente em pacientes que já tem seletividade e recusa alimentar pode ser um desafio. Deve-se atentar ao fato ainda que nos casos que se opte pela exclusão é imprescindível garantir a qualidade nutricional da dieta. A modificação na alimentação da criança autista deve ser lenta e gradual, para que se possa ter sucesso em sua obtenção e não ser fonte de estresse para a família. Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Além da possível ação no SNC e do seu potencial alérgeno, essa dieta isenta de glúten e lactose pode trazer benefício devido à melhora no processo digestivo, tendo em vista que esses pacientes possuem alta prevalência de transtornos do trato digestório. Conduta nutricional Uma estratégia que pode ser adotada é introduzir primeiro na dieta os substitutos do glúten e leite e só depois da adaptação do indivíduo, proceder à exclusão. Essa mudança de hábitos deve ser feita com apoio de uma equipe multidisciplinar. Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Enzimas digestivas podem ajudar os pacientes que apresentem dificuldade no processo digestivo, assim como adotar medidas dietéticas necessárias para gastrite e refluxo quando estiverem presentes. Quando bem aceitos os chás digestivos ou tinturas fitoterápicas também podem ser boas opções. Conduta nutricional Melhorar a disbiose e a integridade da mucosa intestinal assim como o próprio funcionamento do intestino é importante nessa síndrome. A glutamina assim como pré e probióticos são boas alternativas. Esses indivíduos também vão se beneficiar de dietas com menor teor de aditivos e agrotóxicos. Sempre que possível priorizar alimentos orgânicos e livres de aditivos, principalmente corantes e conservantes. da exclusão de glúten e leite da dieta dos autistas essa é uma possibilidade que deve ser avaliada. Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Além da possível ação no SNC e do seu potencial alérgeno, essa dieta isenta de glúten e lactose pode trazer benefício devido à melhora no processo digestivo, tendo em vista que esses pacientes possuem alta prevalência de transtornos do trato digestório. Conduta nutricional Uma estratégia que pode ser adotada é introduzir primeiro na dieta os substitutos do glúten e leite e só depois da adaptação do indivíduo, proceder à exclusão. Essa mudança de hábitos deve ser feita com apoio de uma equipe multidisciplinar. Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 Resumo Glúten e Caseína: introduzir primeiro na dieta os substitutos do glúten e leite e só depois da adaptação do indivíduo, proceder à exclusão. Buscar apoio de uma equipe multidisciplinar, para que essa exclusão seja lenta e gradual, para que se possa ter sucesso em sua obtenção e não ser fonte de estresse para a família. Dietas com menor teor de aditivos e agrotóxicos. Priorizar alimentos orgânicos e livres de aditivos, principalmente corantes e conservantes. Melhorar a disbiose e a integridade da mucosa intestinal: glutamina, prebióticos e probióticos. Conteúdo licenciado para LeonardoBastos de Almeida - 089.068.599-10 Resumo Processo digestivo prejudicado: enzimas digestivas, quando bem aceitos os chás digestivos ou tinturas fitoterápicas também podem ser boas opções. Vitaminas e minerais importantes: complexo B (especialmente B6, B9, B12), vitaminas A, C, E, D,magnésio, zinco, selênio, ferro. Outras estratégias: ômega 3, NAC, COQ10, triptofano, cisteína, taurina. Conteúdo licenciado para Leonardo Bastos de Almeida - 089.068.599-10 ADAMS, James B et al. Nutritional and metabolic status of children with autism vs. neurotypical children, and the association with autism severity. Nutrition & Metabolism, v. 8, p. 1-32, 2008. BOCCUTO, Luigi et al. 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