Prévia do material em texto
PNEUMOLOGIA Tromboembolismo Pulmonar Doença comum principalmente em pacientes acamados, secundária à trombose venosa profunda em membros inferiores ou bacia. A taxa de mortalidade em pacientes graves é de até 75-90% em 2 hrs pós evento. Fisiopatologia: Maioria dos trombos são provenientes sistema venoso membros inferiores 65-90%. 50-80% provenientes veias ilíacas, femurais ou poplíteas. Menos 30% provenientes cavidades cardíacas direitas. Repercussão depende do grau de oclusão arterial. As consequências respiratórias são: aumento do espaço morto, hipoxemia (po2 diminuido) + hiperventilação (pco2 baixo) = alcalose respiratória e pneumo constrição, diminuição de substâncias tensoativas, atelectasias. Consequências hemodinâmicas: redução do leito capilar pulmonar, aumento de pressão em câmaras direitas e resistência vascular pulmonar, diminuição do débito cardíaco e hipotensão sistêmica em casos graves. Infarto pulmonar, quando a circulação brônquica não consegue compensar a perda de fluxo sanguíneo. * Sequência de eventos cardiorrespiratórios que se iniciam a partir de um trombo originário em veia sistêmica ou em parede de coração direito que se alojam na circulação pulmonar. Aproximadamente 79% dos pacientes com TEP têm a evidência de TVP em MMI distal. Tríade de Virchow: estase, lesão endotelial e hipercoagulabilidade. Fatores de risco: Adquiridos: Idade acima de 40 anos; Estado pós operatório; Doença neoplásica maligna; DPOC; Uso de contraceptivos orais; Insuficiência cardíaca; Trauma de bacia/MMII; Queimaduras; Imobilidade prolongada, cateter venoso central; Vasculopatia periférica; Obesidade IMC> 29; Gravidez e puerpério; Quimioterapia. * Quando não tem causa evidente pensar em neoplasia ou fatores genéticos. Se não houver fatores de risco deve –se obrigatoriamente excluir TEP. Genéticos: defeitos hematológicos herdados (história familiar) Deficiência da proteína C (ativada - 10 - 64% - ou não - 3 -4%); Deficiência de proteína S (2- 3%); Deficiência de antitrombina III (1-2,5%,); Deficiência de fator V Leiden; Protrombina mutante (6 -18%); Síndrome anti fosfolipidica. Manifestações clínicas: Dor torácica (61%), hemoptise, dispneia (85%), taquipneia (56%), edema, taquiarritmias, hipoxemia, tosse (41%), estertor pulmonar, síncope, hipotensão, choque cardiogênico agudo, morte súbita. Diagnóstico: História + Exame físico: Suspeita clínica em casos sugestivos. Exame físico: Membros revelando TVP (empastamento, dor a compressão gastrocnêmio, sinal de Hommans + veias superficiais dilatadas, aumento de volume do membro). Questionários **********: Depende dos objetivos: Detectar pacientes com baixo risco e excluir diagnóstico? Detectar pacientes com alto risco de teor de embolia? Wells: Para pacientes ambulatoriais. Valor Preditivo Negativo alto – EXCLUIR. Geneva. PERC exclui diagnóstico/detectar riscos mto baixos (para saber se continua a investigação ou não) —> em dúvida diagnóstica PESIs identificação risco de morte (sexo, idade, neoplasias, doenças crônicas etc). As classes determinam para onde o paciente vai, usado após confirmação do diagnóstico. Critérios de Wells Chance de ter embolia se chegou no “No PE work-up indicated”: 0,3%. PERC: Laboratório: Testes Bioquímicos: D-dímero plasmático: produto de degradação da fibrina. Positivo:> 500ng/ml. 1. Marcadores + ou disfunção VD. Risco baixo: PESI classe I ou II. PESI s zero. Marcadores cardiacos: troponina e CKMB —> indica falencia do VD = grave! ‘infarto do VD = fibrilação ventricular’ Do que depende o prognóstico: número de segmentos acometidos, presença ou não de hipertensão pulmonar, gravidade de comorbidades existentes, presença ou não de TVP, neoplasia !!, doença tromboembolítica característica familiar. Qual o MAIOR critério na definição de prognóstico e tratamento? DISFUNÇÃO DO VENTRÍCULO DIREITO AGUDO. Se ele não está funcionante doença grave. * Creatinina alterada em uma pessoa com TEP: muito grave! ** Muito perigoso quando altera o débito cardíaco. Tratamento: Depende do estado hemodinâmico. Se estável anticoagulante. Se instável trombólise medicamentosa ou mecânica. * Envolve causa básica doença, profilaxia novos eventos, anticoagulação, terapia trombolítica, filtro de veia cava e embolectomia. Trombolise (RTPA) lise do trombo melhora rápida, mas aumenta risco de sangramento. Anticoagulação previne extensão dos trombos, diminui embolização, redução de novos trombos tratamento a longo prazo, melhora prognóstico, risco menor de sangramento agudo. Quando a TEP ou TVP for diagnosticada ou fortemente suspeitada, a anticoagulação deve ter início imediata, a não ser que haja contraindicação. Heparina não- fracionada: usar somente se: I – Clearence 120 kg. Inativa a trombina pela estimulação da antitrombina III neutralizando os fatores da coagulação ativados(IIa,Ixa, Xa,Xia,XIIa , XIIIa e calicreina) Sua principal ação é inibir o crescimento do trombo e evitar novos eventos Método de controle através do KTTP (tempo de tromboplastina ativada). Uso por 7-10 dias. Efeitos colaterais: sangramentos, plaquetopenia, alopécia, osteoporose. Heparina de baixo peso molecular/fracionada (maioria!): Enoxiparina, nadroparina, dalteparina. É melhor que a heparina não fracionada, mas sofre metabolismo renal, portanto, deve ser usado com cautela quando o clearance de creatinina está baixo. Nesses casos, a Enoxiparina pode ser administrada em doses baixas (1 mg/Kg 2 x/dia), quando o clearance de creatinina é