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EMPREENDEDORISMO E 
GESTÃO DE PROJETOS: 
PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E 
ACOMPANHAMENTO DA OBRA
2
Leandro Cupertino Correia
São Paulo 
Platos Soluções Educacionais S.A 
2021
EMPREENDEDORISMO E GESTÃO DE 
PROJETOS: PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO 
E ACOMPANHAMENTO DA OBRA
1ª edição
3
2021
Platos Soluções Educacionais S.A
Alameda Santos, n° 960 – Cerqueira César
CEP: 01418-002— São Paulo — SP
Homepage: https://www.platosedu.com.br/
Diretor Presidente Platos Soluções Educacionais S.A 
Paulo de Tarso Pires de Moraes
Conselho Acadêmico
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Camila Turchetti Bacan Gabiatti
Camila Braga de Oliveira Higa
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Gislaine Denisale Ferreira
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Tayra Carolina Nascimento Aleixo
Coordenador
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Revisor
Fabrício Alonso Richmond
Editorial
Alessandra Cristina Fahl
Beatriz Meloni Montefusco
Carolina Yaly
Mariana de Campos Barroso
Paola Andressa Machado Leal 
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)_____________________________________________________________________________________ 
Correia, Leandro Cupertino
C824e Empreendedorismo e gestão de projetos: planejamento, 
 orçamento e acompanhamento da obra / Leandro Cupertino 
 Correia, – São Paulo: Platos Soluções Educacionais S.A., 
 2021.
 44 p.
 
 ISBN 978-65-89881-66-7 
 
 1. Especificação de materiais. 2. Cronograma de 
 execução. 3. Acompanhamento de obra. I. Título. 
 
CDD 658.42
____________________________________________________________________________________________
Evelyn Moraes – CRB 010289/O
© 2021 por Platos Soluções Educacionais S.A.
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser 
reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, 
eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de 
sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia autorização, 
por escrito, da Platos Soluções Educacionais S.A.
4
SUMÁRIO
Especificação e quantificação de materiais ___________________ 05
Orçamento de materiais e serviços __________________________ 21
Planejamento e acompanhamento de obras _________________ 38
Empreendedorismo na construção civil ______________________ 55
EMPREENDEDORISMO E GESTÃO DE 
PROJETOS: PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO 
E ACOMPANHAMENTO DA OBRA
5
Especificação e quantificação 
de materiais
Autoria: Leandro Cupertino Correia
Leitura crítica: Fabricio Alonso Richmond Navarro
Objetivos
• Definir os conceitos básicos sobre especificação 
técnica e quantificação de materiais.
• Estabelecer as informações mínimas necessárias 
que devem ser apresentadas nos documentos que 
compõem um projeto de construção e/ou reforma.
• Orientar a elaboração dos documentos, indicando 
erros comuns que devem ser evitados.
6
1. Introdução
Quanto tratamos de especificação e quantificação de materiais para 
serviços de construção civil, o objetivo principal é apresentar aos 
profissionais envolvidos com o empreendimento os detalhes e as 
informações de utilização de determinados materiais e os equipamentos 
necessários para a execução da obra.
A especificação e a quantificação dos materiais são documentos 
fundamentais para elaboração de orçamentos e de cronograma dos 
serviços, apresentando diversas diretrizes que deverão ser seguidas 
durante sua execução, sendo fonte permanente de consultas para 
engenheiros, arquitetos e outros profissionais.
2. Especificações técnicas dos serviços
Segundo Bastos (2019), as especificações técnicas dos serviços 
compõem um documento escrito onde estão elencadas, de forma 
detalhada, todas as informações técnicas necessárias para execução 
da construção, inclusive, os tipos e as características dos materiais, 
ferramentas e equipamentos que serão utilizados na obra.
Essas informações são organizadas durante a fase de planejamento 
e, sempre que possível, o documento deve ser desenvolvido 
concomitantemente à elaboração dos projetos, visando evitar retrabalho 
e atrasos durante a fase de execução da construção.
Normalmente, os dados que compõe as especificações são dispostos 
em forma de memorial, sendo comumente apresentados na forma de 
Caderno de Encargos, onde as informações estarão descritas de forma 
ordenada e precisa, com nível de detalhes podendo variar conforme a 
natureza da obra.
7
A depender do porte e da complexidade obra, o documento que contém 
as especificações técnicas pode ser mais ou menos complexo e as 
informações divididas de diferentes maneiras, conforme sugerido por 
Lins (2015):
• Generalidades: incluem objetivo, identificação da obra, regime de 
execução da obra, fiscalização, recebimento da obra, modificações 
de projeto e classificação dos serviços.
• Especificação dos materiais de construção: pode ser escrito 
de formas genérica (aplicável a qualquer obra) ou específica 
(relacionando apenas os materiais a serem usados na obra em 
questão).
• Discriminação dos serviços: específica como devem ser executados 
os serviços, por exemplo, indicando traços de argamassa, métodos 
de assentamento, forma de corte de peças etc. Também podem 
ser compilados de forma completa ou específica.
A especificação técnica adequada de um serviço de execução de piso de 
cerâmica, por exemplo, deve informar: o tipo de piso a ser adotado na 
construção, marca, cor, tamanho, metodologia executiva, ferramentas e 
equipamentos necessários, preparo do local, cuidados após execução, 
limpeza e manutenção, entre outros.
Nesse contexto, é importante ressaltar que, existem diversos tipos de 
materiais disponíveis no mercado para as mais diversas aplicações, 
e seu uso dependerá da finalidade da obra. No caso de pisos, por 
exemplo, há especificidades que devem ser consideradas durante a 
escolha do produto, como o ambiente onde será instalado e a exposição 
a intempéries, a durabilidade e as recomendações dos fabricantes.
Assim, pode-se dizer que as especificações técnicas são fundamentais 
para uma boa execução e uso da edificação, sendo uma peça 
8
fundamental para complementar as informações contidas nos desenhos 
dos projetos.
Além disso, devido aos inúmeros fatores que devem ser acompanhados 
e às etapas construtivas de uma obra, que envolvem vários profissionais 
de diferentes áreas, a especificação clara, objetiva e bem detalhada dos 
materiais contribuirá para o sucesso das atividades e para garantia de 
qualidade dos serviços.
2.1 Como elaborar as especificações técnicas
Após esclarecer o conceito de especificações técnicas e sua importância 
para a execução dos serviços, é necessário entender como elaborar o 
documento de forma adequada para as características de cada tipo de 
construção.
Um documento importante e frequentemente utilizado para referenciar 
as especificações técnicas de uma obra é o caderno de encargos, 
onde estão elencadas as orientações e as referências que devem ser 
obedecidas na concepção e execução da obra, de modo a uniformizar 
as especificações estabelecidas pelos projetistas e as atividades dos 
profissionais executores dos serviços.
Em obras onde há um caderno de encargos para nortear a execução dos 
serviços, recomenda-se que ele englobe as generalidades, especificações 
dos materiais e discriminação dos serviços.
Existem várias empresas públicas e privadas que adotam cadernos 
de encargos para orientar a execução de seus projetos e obras, como 
o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), a 
SUDECAP (Superintendência de Desenvolvimento da Capital, em Belo 
Horizonte/MG) e a UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas).
9
2.2 Especificando materiais e serviços
Quanto aos materiais adotados, é necessário especificar a procedência 
das peças, sua textura e cor, classe dedesenho técnico que representa a situação 
final da obra, dados e referências de instalações elétricas, hidráulicas, 
estruturas de concreto etc.
Dessa forma, cria-se um registro das alterações ocorridas nos projetos 
durante execução da obra, facilitando reformas, manutenções e futuras 
intervenções na edificação, caso sejam necessárias.
53
4. Conclusão
Neste tema, pode-se perceber que a ausência de um planejamento 
adequado, geralmente, implicam em sérias dificuldades durante a 
execução dos serviços, tanto no que tange os prazos quanto os custos. 
O gerenciamento do empreendimento serve como guia para todas 
as etapas da construção e deve estar presente desde o estudo de 
viabilidade e a concepção dos projetos até a execução da obra.
Então, empreendimentos com planejamento deficiente exigem que os 
profissionais que acompanham e gerenciam a construção gastem mais 
tempo solucionando problemas e imprevistos que surgem diariamente.
Com auxílio de metodologias e ferramentas adequadas, o 
gerenciamento da obra eficiente e alinhado a todas as etapas do 
empreendimento permite que os profissionais envolvidos se dediquem 
às atividades técnicas, conheçam a obra e tomem de decisões de mais 
ágeis e assertivas quando necessário, respeitando o cronograma e a 
sequência executiva estabelecida inicialmente.
Referências
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 14645-1: elaboração do 
“como construído” (as built) para edificações Parte 1: levantamento planialtimétrico 
e cadastral de imóvel urbanizado com área até 25 000 m², para fins de estudos, 
projetos e edificação–procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 2001.
BUNESE, I. Breve conceito e importância da NBR 14645-1. IMBF Engenharia, 
30 set. 2016. Disponível em: http://www.imbfengenharia.com.br/2016/09/30/nbr/. 
Acesso em: 21 abr. 2021.
COSTA, A. H. da. Aplicações da Curva S e do Método do Caminho Crítico no 
Planejamento de Obras. 2017. 65 f. Dissertação (Mestrado em Matemática), 
Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2017. Disponível em: 
http://repositorio.unicamp.br/jspui/bitstream/REPOSIP/325523/1/Costa_
AmauriHarveyDa_M.pdf. Acesso em: 28 jun. 2021.
http://www.imbfengenharia.com.br/2016/09/30/nbr/.
http://repositorio.unicamp.br/jspui/bitstream/REPOSIP/325523/1/Costa_AmauriHarveyDa_M.pdf
http://repositorio.unicamp.br/jspui/bitstream/REPOSIP/325523/1/Costa_AmauriHarveyDa_M.pdf
54
ESPINHA, R. G. Gráfico de Gantt: o que é, para que serve e como fazer. Artia, 15 
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FURLAN, F.; BOAS, B. V. No Brasil, as obras públicas sofrem com a incompetência. 
Exame, 9 abr. 2015 Disponível em: https://exame.com/revista-exame/o-custo-da-
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RIBEIRO, M. Como montar um planejamento de obras em 5 passos. Disponível em: 
https://maiscontroleerp.com.br/como-montar-um-planejamento-de-obras-em-5-
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Disponível em: https://www.sienge.com.br/blog/planejamento-de-obra-passo-a-
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72 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia de 
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Disponível em: https://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/13193/1/
metodopertcpmconstrucaocivil.pdf. Acesso em: 28 jun. 2021.
https://artia.com/blog/grafico-de-gantt-o-que-e-para-que-serve-e-como-montar-o-seu/
https://artia.com/blog/grafico-de-gantt-o-que-e-para-que-serve-e-como-montar-o-seu/
https://exame.com/revista-exame/o-custo-da-burrice/
https://exame.com/revista-exame/o-custo-da-burrice/
https://maiscontroleerp.com.br/como-montar-um-planejamento-de-obras-em-5-passos/
https://maiscontroleerp.com.br/como-montar-um-planejamento-de-obras-em-5-passos/
https://www.sienge.com.br/blog/planejamento-de-obra-passo-a-passo/
https://www.sienge.com.br/blog/planejamento-de-obra-passo-a-passo/
https://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/13193/1/metodopertcpmconstrucaocivil.pdf
https://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/13193/1/metodopertcpmconstrucaocivil.pdf
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Empreendedorismo na 
construção civil
Autoria: Leandro Cupertino Correia 
Leitura crítica: Fabricio Alonso Richmond Navarro
Objetivos
• Apresentar os conceitos de empreendedorismo na 
construção civil.
• Destacar aspectos e características relevantes para o 
empreendedor.
• Apresentar as áreas com potencial para empreender 
na construção civil.
56
1. Introdução
Frequentemente escutamos as pessoas falarem coisas como “quero 
ter meu próprio negócio” ou “quero ser meu próprio patrão”. É muito 
comum que esse tipo de pensamento já tenha passado pela cabeça de 
todos nós em algum momento da vida, não é mesmo?
Porém, colocar isso em prática não é tarefa fácil, exige dedicação, 
empenho e resiliência por parte do empreendedor. Por isso, recomenda-
se que você, antes de iniciar um novo negócio, avalie se é uma área de 
seu conhecimento para aproveitar essa vantagem. Para engenheiros e 
arquitetos, por exemplo, uma alternativa interessante é empreender no 
setor da construção civil.
Embora seja uma área do mercado que periodicamente vivencia os 
ciclos de alta e baixa, já que em ocasiões passa por momentos de 
desaceleração em determinados tipos de obras, mas, por outro lado, 
surgem possibilidades em outras áreas do setor da construção. Por esse 
motivo, se torna fundamental que o profissional se mantenha atualizado 
e atento às oportunidades do mercado.
2. Empreendedorismo no Brasil
Até meados da década de 1990, segundo Fabrete (2019), o assunto 
empreendedorismo era pouco falado no Brasil, principalmente pelo 
ambiente econômico e político do país, que não estimulava a abertura 
de novos negócios. Além disso, também é preciso destacar que não 
havia suporte e apoio adequados aos empreendedores, o que contribuía 
para agravar esse cenário.
A partir de disso, o movimento empreendedor vem ganhando força no 
Brasil com diversas ações, como ações do Sebrae (Serviço Brasileiro 
57
de apoio às Micro e Pequenas Empresas), por exemplo, que vem 
contribuindo para o crescimento do empreendedorismo e estímulos à 
abertura de micro e pequenas empresas.
No entanto, segundo pesquisas divulgadas pelo Global Entrepeunership 
Monitor (GEM, 2017), de cada 100 brasileiros, com faixa etária de 18 a 64 
anos, 36 deles estão liderando alguma atividade empreendedora, seja 
na condução e criação ou no aperfeiçoamento e amadurecimento de um 
novo negócio, bem como na manutenção de um negócio já estabelecido.
Quando analisamos em números absolutos, a partir da população do 
país, isso significa que são quase 50 milhões de brasileiros envolvidos 
com empreendedorismo em 2017 ou que já realizaram ações com a 
expectativa de criação de um empreendimento nos próximos anos.
Nesse contexto, vale ressaltar que, o empreendedorismo no Brasil pode 
ser dividido em dois grupos: o de necessidade e o de oportunidade. O 
primeiro é o empreendimento que surge a partir de uma necessidade 
financeira do empreendedor, principalmente visando a obtenção de 
renda, sendo mais observado em momentos de crise financeira e altos 
índices de desemprego.
Por outro lado, o empreendedorismo de oportunidade surge a partir 
do desejo de abrir um negócio para solucionar um problema ou anseio 
da sociedade, buscando atender uma demanda existente no mercado. 
Nesse caso, é comum a criação de empresas baseadas em estudos 
fundamentados e análises de viabilidade do negócio, com maiores 
investimentos em planejamento estratégico e pesquisas de mercado.
Com isso, torna-se recorrente vermos empreendedores que criam novos 
negócios por necessidade, sem o devido planejamento, aumentando o 
risco de insucesso e falência do negócio, o que contribui para o grande 
número de empresas que deixam de existir antes de completar um ano 
de criação.58
Diante dos dados expostos, conclui-se que o empreendedorismo de 
oportunidade é mais estruturado e seus fundamentos garantem uma 
maior probabilidade de sucesso do empreendedor, principalmente 
pelo interesse em solucionar uma demanda da sociedade e pela sua 
resiliência para se adaptar às necessidades mercado.
3. Empreendedorismo na construção civil
Quando observamos o setor de construção civil, nota-se que ele é, 
normalmente, um dos mais impactado e um dos últimos a se recuperar 
em crises econômicas, por diversos fatores, como: a redução do poder 
de compra das pessoas, elevação de taxas de juros, dificuldade para 
obtenção de crédito imobiliário etc. (ANDRADE, 2018).
A primeira consequência dessas crises econômicas é o aumento 
do desemprego, que atinge profissionais que estavam alocados no 
mercado e profissionais em busca de oportunidades. Com isso, muitos 
buscam empreender no setor da construção civil, principalmente pelas 
experiências adquiridas.
Neste contexto, há de ser destacado que existem diversas 
oportunidades para os que almejam criar um negócio próprio, mas, 
conforme citado por Rici (2020), o profissional precisa estar ciente 
das habilidades que deve possuir ou desenvolver para permanecer 
no mercado, tais como iniciativa, proatividade, boa comunicação, 
flexibilidade, liderança e disposição para aprender são alguns dos 
fatores mais relevantes.
A expansão e modernização das cidades, aliadas à necessidade de 
execução de tarefas concomitantes e, em curtos intervalos de tempo, 
vem contribuindo para o surgimento de uma série de serviços e 
produtos que necessitam de mão de obra cada vez mais especializada 
para seu desenvolvimento.
59
Porém, com a grande demanda do mercado, ainda são poucas as 
empresas especializadas no atendimento a determinados tipos de 
serviço, por exemplo, em reparos e manutenção de edifícios residenciais 
ou comerciais, onde predomina a informalidade, com a contratação de 
profissionais que não possuem a capacitação adequada e, na maioria 
das vezes, não tem uma empresa legalizada para realização dos serviços.
Portanto, há diversas oportunidades para que busca empreender na 
construção civil, então, quem deseja começar seu próprio negócio nessa 
área deve estar atento às oportunidades e à capacitação necessária. 
Na seção 4 serão apresentados alguns negócios onde há demandas de 
clientes e oportunidades para criação de empresas.
3.1 Análise da área de atuação
Quando o empreendedor busca um nicho do mercado para investir os 
recursos que possui, é necessário saber identificar as áreas de atuação 
que ele tem afinidade, buscar por oportunidades em setores que não 
estejam saturados e avaliar os concorrentes que terá pela frente.
Para isso, recomenda-se elaborar um estudo de viabilidade, onde 
podem ser avaliados aspectos econômicos, técnicos, impactos sociais 
e ambientais, os prós e contras do setor e os riscos envolvidos no 
empreendimento para diferentes cenários da economia do país.
Quando observamos algumas opções existentes no contexto atual do 
mercado da construção civil no Brasil, pode-se destacar:
• Reforma de edificações.
• Reciclagem de resíduos da construção civil.
• Construções sustentáveis.
• Manutenção e reparos em edificações.
60
• Serviços de consultoria em geral.
Dessa forma, a principal sugestão aos profissionais que pretendem 
empreender é que avaliem o tipo de negócio que possuem familiaridade 
e procurem atuar em áreas onde haja mais demanda do que a oferta, o 
que facilitará sua inserção no mercado.
3.2 Networking, networking e mais networking
Outro ponto importante além da avaliação e da identificação das 
áreas de atuação no mercado da construção civil é o networking. Para 
quem não sabe, networking é uma excelente ferramenta de viabilizar 
oportunidades ao empreendedor, onde é preciso esforço para expandir 
sua rede de contatos, seja na construção civil ou qualquer outra área.
Nesse sentido, há diversas maneiras de ampliar seu círculo de convívio, 
buscando se aproximar de fornecedores e clientes, participando de 
congressos e eventos sociais do setor e mantendo contato frequente 
com todos.
Quando o empreendedor participa de eventos voltados para seu ramo 
de atuação, como feiras, palestras e workshops, uma vez que há contato 
direto com muitas pessoas com interesses na mesma área.
61
Figura 1 – Networking
Fonte: pixelfit/iStock.com. 
Assim, há o benefício de se manter atualizado sobre as novidades e 
tendências de mercado, mas, também, há possibilidade de estabelecer 
novos contatos com outros empresários e potenciais clientes, que 
futuramente podem vir a se tornar parceiros.
3.3 Busque cada vez mais capacitação
Para quem busca se destacar no mercado, não é suficiente ter uma 
formação genérica no assunto, é necessário se capacitar, investir 
em conhecimento, em cursos de especialização e experiência 
consolidada no ramo de atuação. O profissional deve ter em mente que, 
independentemente do tipo serviço que será prestado, ele deve ter um 
diferencial.
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Um serviço executado com qualidade, a um preço adequado, tornará 
o profissional uma referência naquele segmento do mercado, o que 
ocasionará expansão da carteira de clientes e divulgação da empresa. 
Nesse sentido, a probabilidade de sucesso de um novo empreendimento 
está diretamente associada à capacitação do empreendedor em formar 
uma equipe especializada para o serviço.
De maneira geral, é comum nos depararmos com profissionais muita 
experiência em sua área de atuação, mas pouca bagagem em setores 
fundamentais para o funcionamento de uma empresa, o que deve ser 
considerado quando antes de criar um novo negócio, de forma que a 
equipe se complemente.
Normalmente, profissionais muito técnicos nas áreas de engenharia e 
arquitetura não tem capacitação adequada para áreas como marketing 
e vendas, gestão de pessoas e finanças. Isso porque profissionais ligados 
a esses serviços tem formação específica para estes fins. Por exemplo, a 
divulgação da marca é um fator crítico para a consolidação de negócios 
em fase inicial. Já o gerenciamento da equipe é um desafio para 
qualquer empreendimento, principalmente para empresas menores, 
onde o empreendedor tem a missão de motivar os outros profissionais.
Por isso, é importante que o empreendedor participe de cursos de 
marketing e vendas, que serão úteis para a construção da marca e 
na divulgação dos serviços e produtos. Além disso, é necessário que 
ele desenvolva técnicas de gestão de pessoas, mediação de conflitos, 
comunicação interpessoal, dentre outros.
Ademais, o empreendedor precisa garantir que as finanças da empresa 
estejam saudáveis e positivas. Logo, é indispensável entender os 
tributos e impostos que incidem sobre os serviços oferecidos e os custos 
referentes à equipe.
63
Devido à complexidade dos conceitos contábeis, é comum que 
as empresas tenham profissionais dedicados exclusivamente às 
questões tributárias, mas o empreendedor deve conhecer o básico de 
finanças para acompanhar e controlar a saúde financeira da empresa, 
principalmente em épocas de crises econômicas.
Há diversos cursos disponíveis para quem busca empreender no 
mercado da construção civil, seja para serviços de consultoria ou 
construção, temos cursos e treinamentos específicos para cada tipo de 
demanda, inclusive para atividades de marketing e vendas, gestão de 
pessoas e finanças, destacados neste capítulo.
Contudo, algo deve ser destacado: o empreendedorismo na construção 
civil tem diversas oportunidades, seja para quem tem experiência na 
área, para profissionais recém-formados e, também, para quem deseja 
abrir o negócio próprio.
3.4 Forme a melhor equipe
Na hora de formar uma equipe de trabalho, independentemente do tipo 
de serviço, é comum os empreendedores não encontrarem no mercado 
profissionais com a capacitação esperada, ainda mais no setor da 
construção civil.
Dessa forma, é preciso considerar investimentos em formação e 
capacitação da equipe, principalmente quandoo serviço a ser executado 
é muito específico. Além disso, recomenda-se que a empresa tenha um 
ambiente propício para o desempenho das funções de cada profissional, 
uma vez que uma equipe motivada tem maior produtividade.
A formação de uma equipe dedicada ao trabalho, que se identifica 
com o propósito da empresa e que seja capaz de alcançar os objetivos 
esperados, não é tarefa fácil. Para isso, é preciso dominar a gestão de 
64
pessoas, intermediando conflitos, valorizando todos os profissionais 
envolvidos e equacionando opiniões divergentes dentro do grupo.
Nesse contexto, é muito positivo identificar os pontos fortes e fracos 
de cada membro da equipe, para que esses aspectos sejam explorados 
de maneira que a empresa consiga otimizar os serviços. Quando 
uma empresa incentiva a inovação e escuta as sugestões de seus 
profissionais, podem surgir melhorias e possibilidades de crescimento e 
expansão do empreendimento.
Somado a isso, a divisão adequada da quantidade de tarefas entre 
cada profissional e a constante atualização e aperfeiçoamento 
na formação técnica contribuem fortemente para a integração e 
alinhamento da equipe, o que aumenta as possibilidades de sucesso do 
empreendimento.
4. Possibilidades para empreender na 
construção civil
Desde a fundação dos primeiros cursos de engenharia e arquitetura no 
Brasil até os dias de hoje, a grande maioria das universidades brasileiras 
tendem a privilegiar a formação técnica de seus alunos, deixando 
em segundo plano conceitos modernos de gestão e incentivos ao 
empreendedorismo em suas grades curriculares.
Porém, isso leva os profissionais recém-formados a descartar a 
possibilidade de empreender, valorizando a consolidação da carreira 
em empresas já estabelecidas no mercado. Com a evolução das técnicas 
construtivas e com diferentes necessidades dos clientes precisando ser 
atendidas, esse cenário vem mudando.
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Cada vez mais, os profissionais envolvidos com o setor da construção 
civil têm investido em abrir seus próprios negócios e estão mais do que 
familiarizados com as tecnologias que surgem diariamente.
A seguir, apresentaremos nichos de mercado que se apresentam como 
excelentes possibilidades para empreender na construção civil.
4.1 Impressão 3D
Falar de impressão 3D na construção civil pode causar estranheza 
para muitas pessoas, porque não é fácil imaginar um equipamento 
automatizado produzindo uma edificação que normalmente levaria 
dias para ser construída. Há quem não acredite nessa possibilidade, 
principalmente pela metodologia arcaica que é comumente vista em 
obras pelo Brasil.
Nesse caso, a verdade é que o uso de impressões tridimensionais 
já é uma realidade no setor da construção civil e está cada vez mais 
relevante nas construções mundo afora.
O fato é que uma impressora 3D permite a criação de elementos 
específicos para a construção, acabamento e decoração de uma 
edificação, como a execução de prédios inteiros.
Quando utilizada de forma adequada, essa tecnologia permite reduzir 
drasticamente o tempo necessário para determinados serviços, 
garantindo mais qualidade devido à automatização da construção. 
Isso sem citar a redução de custos com mão de obra e desperdício de 
materiais.
Nesse contexto, diversos países pelo mundo já executaram obras com 
auxílio desse tipo de ferramenta, como a Holanda, que inaugurou em 
2017 sua primeira ponte construída a partir de uma impressora 3D. Com 
66
uma extensão de 8 metros, a construção durou três meses e concebida 
para trânsito de pedestres e ciclistas (BAM INFRA, 2021).
Figura 2 – Ponte construída com impressora 3D 
Fonte: BAM INFRA (2021, [s.p.]).
Ademais, há casos de sucesso de construção de edificações com 
impressora 3D, como a empresa chinesa WinSun, que utiliza 
impressoras 3D para construção de casas. Segundo Caputo (2016), a 
tecnologia permite construir casas de inteiras em menos de 24 horas.
Figura 3 – Edifício construído com impressora 3D
Fonte: Caputo (2016, [s.p.]).
67
Já no Brasil, o uso de impressoras 3D na construção civil ainda está 
em um estágio muito incipiente. Hoje, encontramos maquetes 
arquitetônicas e protótipos estruturais que construído com essa 
tecnologia. No entanto, esse cenário tem tudo para evoluir com rapidez 
nos próximos anos, já que cada vez mais há uma busca por construções 
mais enxutas, rápidas e com menos desperdícios de materiais.
4.2 Uso de drones na construção civil
Os drones, bem como os veículos aéreos não tripulados (VANT), vem 
tomando cada vez mais espaço na construção civil. Esses equipamentos, 
que surgiram no Brasil com a finalidade de uso pelo exército, 
atualmente, são amplamente utilizados para o controle e gerenciamento 
de obras, já que permitem a captura de imagens aéreas, fornecendo 
uma visão geral da obra e a análise de sua evolução.
Figura 4 – Utilização de drones na construção civil
Fonte: Natnan Srisuwan/iStock.com.
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A utilização de drones não é importante apenas durante a execução da 
obra, já que esse equipamento pode ser utilizado para fins comerciais, 
como marketing e vendas de um determinado empreendimento.
Assim, drones e VANTs podem ser muito úteis para obras de edificações 
e de infraestrutura, uma vez que permitem obter imagens de qualquer 
ponto do empreendimento, aumentando a gama de informações que 
podem ser extraídas de uma construção, de forma mais precisa e 
otimizada.
4.3 Construção verde e sustentabilidade
O conceito de construção verde ou construção sustentável vai além de 
construir uma edificação ligada a um aspecto ambiental, visto que busca 
integrar a construção e o meio ambiente desde a fase da construção 
do empreendimento até sua utilização.
Para isso, uma construção sustentável deve considerar quesitos 
econômicos, sociais e ambientais em todas as etapas, a fim de 
garantir, amenizando os impactos à natureza, reduzindo a geração de 
resíduos e racionalizando o consumo de recursos naturais, tais como 
água e energia.
Além disso, outro ponto de destaque é o uso e aplicação de materiais 
recicláveis na construção, optando por insumos de menor impacto 
ambiental, como peças de madeiras oriundas de reflorestamento, 
areia e brita advindas da reciclagem de resíduos de construção civil, 
soluções que aproveitem a luminosidade e a ventilação natural dos 
ambientes, dentre outros.
Um exemplo de construção sustentável o Edifício Porto Brasilis (Figura 
5), na cidade do Rio de Janeiro, que possui diversas características 
sustentáveis, como o sistema de tratamento e reaproveitamento da 
águas pluviais, medidores individuais do consumo de água e energia, 
69
adoção de materiais de construção mais sustentáveis, louças e 
metais sanitários que economizam água, sistema de iluminação de 
alta eficiência, separação e armazenamento de lixo reciclável, vagas 
preferenciais para veículos com baixa emissão e recuperadores de 
energia instalados no sistema de exaustão dos sanitários (HAYDÉE, 
2016).
Figura 5 – Edifício Porto Brasilis
Fonte: Haydée (2016, [s.p.]).
Outra construção sustentável que podemos citar é a Escola Estadual 
Ilha da Juventude (Figura 6), em São Paulo, que foi projetada e 
construída com arquitetura inteligente, integrando práticas sustentáveis 
aproveitando a luminosidade externa, utiliza menos energia para 
aquecimento de água, além de ter incorporado soluções eficazes para 
acústica e ruídos nas salas de aula.
70
Figura 6 – Escola sustentável em São Paulo
Fonte: Fundação Vanzolini (2021, [s.p.]).
4.4 Realidade aumentada
O mercado da construção civil vem incorporando cada vez mais 
tecnologias ao seu portfólio de ferramentas, como a realidade 
aumentada, que possibilita visualizar detalhes da construção, até 
mesmo, quando o empreendimento ainda está na fase elaboração de 
projetos.
Esse tipo de tecnologia permite trazer para o mundo real uma projeção 
virtual da obra que será executada futuramente. O que garante que o 
cliente conheça a construção e possa decidir detalhes que antes eram 
apresentados a ele emprojetos 2D impressos em papel.
Já na fase de obras, a realidade aumentada é útil para se comparar as 
informações contidas no projeto com o que foi efetivamente construído, 
possibilitando identificar alterações ocorridas na execução.
71
Com a utilização dos óculos de realidade aumentada, há como fazer 
projeções sobre a estrutura construída, visualizar alterações no projeto, 
como cores e móveis em determinados ambientes, bem como checar e 
validar o andamento dos serviços executados.
Figura 7 – Realidade aumentada na construção
Fonte: Viktorcvetkovic/iStock.com. 
5. Conclusão
Com esse tema, você pôde aprender que empreender na construção 
civil é uma excelente alternativa para quem deseja abrir o negócio 
próprio. Existem oportunidades que vão muito além dos serviços 
diretamente ligados à execução das obras, mas que exigem que o 
profissional sempre busque capacitação e acompanhe as ferramentas e 
as tecnologias que surgem para esse mercado.
72
Além de possibilitar ao empreendedor optar pelo tipo de serviço que 
fornecerá aos clientes, as áreas em expansão no setor da construção 
civil também podem variar de acordo com os recursos financeiros que o 
empreendedor possui.
Por fim, há oportunidades que vão desde limpeza pós-obras, reciclagem 
de materiais e ferramentas e tecnologias digitais até franquias, startups, 
projetos de construção sustentável e vendas on-line. Portanto, tudo isso 
deve ser avaliado pelo empreendedor, para que encontre uma área que 
se identifique e domine o assunto.
Referências
ANDRADE, G. S. Os impactos da crise econômica de 2014-2017 nas empresas de 
construção civil. Rio de Janeiro: UFRJ/Escola Politécnica, 2018.
BAM INFRA. Rondweg Gemert Noord-Om–Van 3D geprinte brug tot ingeschoven 
rotonde. Disponível em: https://www.baminfra.nl/projecten/rondweg-gemert-
noord-om-van-3d-geprinte-brug-tot-ingeschoven-rotonde?position=5&list=2QerA0n
p2E8kawUnQM6Ntt_b6M98qiASPp9z2UXh0sI. Acesso em: 7 maio 2021.
CAPUTO, V. Conheça as casas construídas com impressão 3D na China. Exame, 
13 set. 2016. Disponível em: https://exame.com/tecnologia/conheca-as-casas-
construidas-com-impressao-3d-na-china/. Acesso em: 7 maio 2021.
FABRETE, T. C. L. Empreendedorismo. 2 ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 
2019.
FUNDAÇÃO VANZOLINI. Escola pública estadual na Vila Brasilândia é certificada 
AQUA. Disponível em: https://vanzolini.org.br/noticia/escola-publica-estadual-na-
vila-brasilandia-e-certificada-aqua/. Acesso em: 7 maio 2021.
GEM. Global Entrepreneurship Monitor. Empreendedorismo no Brasil: relatório 
global. Curitiba: IBQP-PR, 2017.
HAYDÉE, L. Conheça 10 edifícios sustentáveis do Brasil. Exame, 13 set. 2016. 
Disponível em: https://exame.com/brasil/conheca-10-edificios-sustentaveis-do-
brasil/. Acesso em: 7 maio 2021.
RICI, N. T. V. Intraempreendedorismo no setor da construção civil no município de 
Rio Verde – GO. Rio Verde: Instituto Federal Goiano, 2020.
https://www.baminfra.nl/projecten/rondweg-gemert-noord-om-van-3d-geprinte-brug-tot-ingeschoven-roton
https://www.baminfra.nl/projecten/rondweg-gemert-noord-om-van-3d-geprinte-brug-tot-ingeschoven-roton
https://www.baminfra.nl/projecten/rondweg-gemert-noord-om-van-3d-geprinte-brug-tot-ingeschoven-roton
https://exame.com/tecnologia/conheca-as-casas-construidas-com-impressao-3d-na-china/
https://exame.com/tecnologia/conheca-as-casas-construidas-com-impressao-3d-na-china/
https://vanzolini.org.br/noticia/escola-publica-estadual-na-vila-brasilandia-e-certificada-aqua/
https://vanzolini.org.br/noticia/escola-publica-estadual-na-vila-brasilandia-e-certificada-aqua/
https://exame.com/brasil/conheca-10-edificios-sustentaveis-do-brasil/
https://exame.com/brasil/conheca-10-edificios-sustentaveis-do-brasil/
73
BONS ESTUDOS!
	Sumário
	Especificação e quantificação de materiais
	Objetivos
	1. Introdução 
	2. Especificações técnicas dos serviços 
	3. Quantificação dos materiais 
	4. Aplicação de conceitos 
	5. Novas tecnologias 
	6. Erros durante a especificação e quantificação dos materiais e suas implicações
	7. Conclusões 
	Referências 
	Orçamento de materiais e serviços
	Objetivos
	1. Introdução 
	2. Conceitos iniciais de orçamento de obras 
	3. Etapas da elaboração do orçamento 
	4. Antes de iniciar o serviço de orçamentação 
	5. Tipos de orçamento 
	6. BDI e preço de venda 
	7. Conclusão 
	Referências 
	Planejamento e acompanhamento de obras
	Objetivos
	1. Introdução
	2. Planejamento da obra
	3. Execução e acompanhamento da obra 
	4. Conclusão 
	Referências 
	Empreendedorismo na construção civil
	Objetivos
	1. Introdução 
	2. Empreendedorismo no Brasil 
	3. Empreendedorismo na construção civil 
	4. Possibilidades para empreender na construção civil
	5. Conclusão
	Referênciasresistência e composição, bem 
como descrever as características geométricas e dimensões. Deve haver 
orientação sobre tolerância aos materiais que apresentarem defeitos 
de superfície, discrepâncias de bitolas ou empenos, que geralmente são 
rejeitados e substituídos.
Para exemplificar quais informações devem ser apresentadas na 
especificação dos materiais, vamos tomar como exemplo as informações 
necessárias para a execução de revestimentos cerâmicos.
Os aspectos técnicos devem ser apresentados de forma que não haja 
dúvidas para aquisição e utilização da obra. Inclusive é fundamental 
especificar quais normas o material deverá atender, como a NBR 13.753 
(ABNT, 1996) – Revestimento de piso interno ou externo com placas 
cerâmicas e com utilização de argamassa colante–Procedimento.
Além disso, é preciso indicar as condições em que os materiais serão 
ensaiados e os critérios de avaliação da conformidade com os métodos 
indicados nas normas, especialmente nos revestimentos cerâmicos para 
fachadas e pisos em locais de tráfego intenso.
Outro aspecto importante que deve ser especificado pelo projetista 
são detalhes sobre o armazenamento, o transporte e a estocagem no 
canteiro de obras, de modo a evitar quebras, trincas, umidade, contato 
com substâncias nocivas e outras condições adversas.
Em seguida, passa-se ao detalhamento do processo executivo. No caso 
de revestimentos cerâmicos, além da obediência às dimensões e aos 
alinhamentos indicados no projeto, informações como a espessura de 
juntas e o preparo das peças devem estar claras.
10
A execução de cortes de material cerâmico, para constituir aberturas 
de passagem dos terminais hidráulicos ou elétricos, devem seguir 
as orientações dos fabricantes e as dimensões devem seguir as 
especificações técnicas estabelecidas e detalhadas pelo projetista.
Quando houver a necessidade de furos e cortes nas peças cerâmicas 
para passagem de tubulações, deve-se ter recomendações de técnicas 
e equipamentos necessários para passagem de canos, torneiras e 
outros elementos das instalações, além de indicar as técnicas e os 
equipamentos necessários para realizar os serviços, evitando danificar 
as peças.
A metodologia de assentamento das peças, o traço da argamassa 
utilizada e os detalhes de recortes para conclusão do serviço devem ser 
claros e objetivos, de forma que permita a completa interpretação de 
todas as etapas construtivas da estrutura.
Como há revestimentos cerâmicos para as mais diversas aplicações, 
o projetista deve definir a superfície sobre a qual a cerâmica será 
assentada, como alvenaria, contrapiso, materiais de isolamento, entre 
outros.
Além disso, é necessário indicar eventuais tratamentos prévios à 
superfície, como chapisco e emboço antes do assentamento e a 
umidade das peças que serão utilizadas.
O projeto deve indicar ainda detalhes das juntas, dimensão, materiais 
e ferramentas utilizados para executar o rejuntamento, os cuidados 
para remoção de excessos de argamassa aderente à superfície de 
acabamento.
Conforme visto neste tópico, a especificação dos materiais e serviços 
apresenta informações e detalhes que nem sempre constam nos 
desenhos do projeto e que são indispensáveis para a correta execução 
11
de toda obra, aplicando adequadamente os materiais, com as 
ferramentas e os equipamentos correspondentes.
3. Quantificação dos materiais
3.1 O que é?
Em linhas gerais, segundo Schaefer (2018), o levantamento de 
quantitativos é o processo de determinar a quantidade de cada um dos 
serviços de um projeto, sendo a principal ferramenta para subsidiar o 
orçamento.
Assim, pode-se dizer que essa etapa do planejamento do 
empreendimento é fundamental para a elaboração do orçamento da 
obra, demandando dedicação do responsável técnico por essa atividade, 
que deve estar alinhado com os projetistas, já que esse profissional deve 
conhecer e entender todas as disciplinas do projeto.
O autor ainda destaca que, nos dias atuais, é comum a quantificação de 
serviços feita de forma manual, com uso de ferramentas básicas como 
planilhas e calculadoras (SHAEFER, 2018), o que pode ocasionar erros e 
inconsistências nos orçamentos.
Com o passar dos anos, softwares foram desenvolvidos para contribuir 
com os orçamentistas e facilitar a tarefa de quantificar os materiais, 
sem contar o ganho em eficiência e confiabilidade, aumentando a 
produtividade dos processos ligados a essa etapa do projeto.
Ao longo desta aula serão apresentadas essas novas ferramentas 
utilizadas para facilitar as tarefas de quantificação e orçamentação.
12
3.2 Como quantificar os materiais
Primeiramente, para garantir um levantamento de quantitativos 
criterioso, é necessário ter em mãos todos os projetos elaborados 
para o empreendimento, desde o arquitetônico até os projetos 
complementares, como sistema de prevenção contra descargas 
atmosféricas e prevenção a incêndios.
Além disso, é indispensável que os projetistas entreguem, juntamente 
com os projetos, as respectivas memórias de cálculo e as especificações 
dos materiais necessários para a execução dos serviços, que auxiliarão o 
orçamentista durante seu trabalho.
De posse dessas informações, será possível ao responsável técnico 
pelo orçamento elaborar a memória dos quantitativos de determinado 
projeto, o que auxiliará eventuais conferências futuras e facilitará ajustes 
que se fizerem necessários posteriormente.
Feito isso, deve-se separar os serviços conforme suas especificações 
técnicas, classificando e agrupando serviços similares. Por exemplo, 
devem ser separados forro de madeira e forro de PVC, tinta acrílica para 
paredes e verniz para as portas, serviços de projeto hidrossanitário e 
projeto elétrico.
Para facilitar, recomenda-se a elaboração de uma planilha específica 
para essa finalidade, padronizando o levantamento de quantidades dos 
seus projetos e organizando os itens conforme a sequência executiva 
da obra, principalmente pelas especificidades de cada serviço e dos 
diferentes impactos que causam no orçamento.
Além disso, todos os serviços indicados nos projetos representam custos 
na execução da obra, o que exige atenção extrema do orçamentista 
durante o levantamento de quantitativos, para que sejam evitandos 
13
imprevistos que impliquem no aumento de custos ou, até mesmo, pela 
inviabilidade de sua execução.
Lembre-se que, é indispensável indicar na planilha de quantitativos a 
unidade referente a cada serviço (m2, unidade, m3, Kg), de modo que seja 
condizente ao que se pratica no mercado.
3.3 Quantificando os materiais e os serviços
Chegou o momento de efetivamente elaborar a planilha de quantitativos 
do empreendimento. Essa etapa pode ser subdividida em duas fases: 
a determinação dos insumos e a composição de preços unitários (CPU) 
para cada serviço.
A quantificação dos materiais e serviços nada mais é do que o 
levantamento de todos os materiais necessários para a execução de 
determinado serviço, além da mão de obra e equipamentos necessários 
para sua realização.
Em geral, um determinado serviço, como a execução de estaca escavada 
para a fundação de uma edificação, é composto pelos três insumos 
citados acima, o concreto (material), os serventes e operadores 
das máquinas (mão de obra) e a perfuradora de hélice contínua 
(equipamento).
A composição de preços unitários (CPU) retrata as quantidades de 
materiais, horas de mão de obra e equipamentos necessários para 
realizar determinado serviço. Assim, o custo é obtido relacionando a 
quantidade de cada um dos insumos consumidos para a execução de 
uma unidade de serviço.
Para auxiliar na elaboração da CPU, existem composições de referência, 
publicadas oficialmente por órgãos públicos em todo o Brasil, sendo o 
Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil 
14
(Sinapi) uma das mais populares, onde são definidos os valores dos 
insumos e serviços necessários às obras e serviços de engenharia.
O quadro a seguir mostra a composição de custos unitários parao 
serviço de pintura de parede, conforme o Sinapi ([s.d.]).
Quadro 1 – Custos unitários para o serviço de pintura de parede
Aplicação manual de pintura com tinta látex PVA 
em paredes, duas demãos (m2)
Unidade Coeficiente
Tinta acrílica premium, cor branco fosco L 0,33
Pintor com encargos complementares H 0,13
Servente com encargos complementares H 0,048
Fonte: adaptado de Sinapi ([s.d.]).
Nesse quadro, percebe-se que a pintura tem como unidade a área (m2) 
de parede e é composta pelos insumos (tinta acrílica) e a mão de obra 
(pintor e servente) necessários para a execução do serviço.
Neste exemplo, a coluna referente aos coeficientes se refere ao 
consumo de cada material e a produtividade da mão de obra 
relacionada. Ou seja, para a execução de 1m2 de pintura em parede 
são consumidos 0,33L (litro) de tinta. Com isso, pode-se inferir que a 
composição considera que 1L de tinta permite pintar 3m2 de parede.
Os coeficientes podem ser definidos para o próprio empreendimento, 
a partir de dados históricos obtidos de obras similares ou a partir de 
planilhas de referência como Sinapi, Sistema de Custos Referenciais de 
Obras (SICRO) etc.
15
Normalmente, os fabricantes de produtos utilizados na construção civil 
fornecem o consumo de cada material, quando há essa informação, 
recomenda-se que seja adotado como coeficiente o dado do fabricante.
Nesse contexto, o emprego de planilhas de referência permite 
estabelecer critérios uniformes para a quantificação dos serviços 
necessários em determinada obra, além de admitir a possibilidade de 
comparar custos e prazos de diferentes empreendimentos. Por sua vez, 
essas planilhas são atualizadas periodicamente, a fim de acompanhar 
eventuais atualizações do mercado.
4. Aplicação de conceitos
A execução de uma edificação, independentemente do porte, exige 
a especificação adequada dos materiais. Conforme visto até aqui, é 
preciso determinar os serviços que serão executados e as respectivas 
composições.
Para exemplificar os conceitos apresentados, considere que você é 
responsável pela elaboração dos projetos de uma edificação onde serão 
executados vários serviços. A especificação dos materiais começa pela 
definição das áreas, o volume de concreto da estrutura, a especificação e 
dimensões de cabos e tubos, entre outros serviços.
Tomando o piso cerâmico para a cozinha como exemplo, por se tratar de 
área que constantemente é lavada, deve ser especificado material que 
pode ser molhado, tamanho e cores da cerâmica e do rejunte devem 
estar definidas já nos projetos. Neste caso, deve-se especificar um 
material com características adequadas de durabilidade em condições 
normais de uso, resistência a desgastes e manchas.
É importante destacar que o processo de especificação dos materiais 
e serviços estão associados ao quantitativo indicado no projeto e isso 
16
reflete diretamente no orçamento e custos da construção, o que reforça 
a necessidade de atenção máxima do profissional durante a realização 
da tarefa.
4.1 Dicas para a quantificação dos materiais
No caso de formas para estruturas de concreto, para determinar 
o quantitativo é imprescindível que o projeto executivo estrutural 
contenha o detalhamento de todas as peças. Com isso, juntamente às 
especificações técnicas indicadas pelo projetista, é possível quantificar 
além das formas, o volume de concreto consumido, os equipamentos e 
mão de obra necessários para execução dos serviços.
Ainda com o projeto executivo estrutural, é determinada a quantidade 
de barras de aço, a partir do quadro de ferros, e relaciona-se a bitola 
do aço com sua massa, para estabelecer o consumo de aço total para a 
estrutura, em quilos (kg).
Por outro lado, quando trata-se de serviços de demolição de estruturas 
de concreto, geralmente, estima-se que o volume de resíduos gerados é 
o dobro do volume a ser demolido.
Para o levantamento de quantitativos de alvenaria é comum descontar 
áreas de vãos que excedem 2 m2 em alvenarias e vedações, haja vista 
que o consumo de materiais e mão de obra são relevantes, contudo, 
vãos com áreas com dimensões inferiores não são consideradas para 
fins de quantificação.
Para coberturas, por exemplo, recomenda-se considerar durante o 
levantamento de quantitativos a inclinação do telhado, o que pode 
resultar em diferenças significativas de área para maiores inclinações.
Aqui cabe um alerta: simplificações são comuns durante a etapa de 
quantificação, visando acelerar o processo, desde que não prejudiquem 
17
o produto final a ser construído. Contudo, embora coerente é necessário 
destacar que, cabe ao responsável técnico pelo levantamento avaliar se 
essas considerações comprometem a execução dos serviços.
5. Novas tecnologias
Conforme mencionado no item 3.1, nas últimas décadas, criou-se 
softwares para contribuir nas tarefas de especificação e quantificação 
dos materiais e serviços da construção civil, possibilitando obras com 
mais eficiência e confiabilidade.
A tecnologia da informação tem contribuído com inúmeras ferramentas 
para as diversas atividades de um empreendimento, desde o estudo de 
viabilidade e o planejamento estratégico de custos, passando pela fase 
de projetos e obras até a fase de uso, operação e manutenção.
Um dos conceitos cada vez mais difundidos na construção civil é o 
Building Information Modeling (BIM), que possibilita a criação de um 
modelo virtual da obra a ser executada, permitindo incluir em um 
mesmo arquivo informações de diferentes disciplinas de projeto e 
incorporando especificações de materiais e serviços ao banco de dados 
de toda obra (BRAGA, 2015).
Com isso, os envolvidos no projeto inserem as informações no modelo 
que quantifica o projeto de forma precisa, minimizando equívocos 
comuns durante a elaboração da planilha de quantitativos, além de 
identificar instantaneamente interferências e incompatibilidades.
As ferramentas desse tipo, se utilizadas adequadamente, auxiliam 
no levantamento de quantitativos, aumentando a assertividade dos 
projetos e reduzindo o tempo e energia gastos nas atividades de 
especificação e quantificação dos materiais. Isso traz benefícios à gestão 
dos recursos e prazos de projeto e obras.
18
6. Erros durante a especificação e 
quantificação dos materiais e suas implicações
O principal problema gerado por erros durante a especificação e 
quantificação dos materiais e serviços é a imprecisão do custo final do 
orçamento, uma vez que quantitativos levantados equivocadamente 
implicam em uma planilha pouco confiável, o que culminará em um 
orçamento distante da realidade do empreendimento.
Esses erros podem refletir em um custo da obra para mais ou para 
menos, dependendo do que foi considerado na etapa de elaboração da 
planilha de quantitativos.
Na grande maioria das vezes, a origem do problema está na 
interpretação incorreta ou na baixa qualidade das informações contidas 
nos projetos.
Por sua vez, esses erros têm impacto no planejamento do 
empreendimento, como na gestão de custos e viabilização de recurso, 
visto que a aquisição de insumos e contratação de mão de obra dependem 
diretamente da quantidade de serviços a serem executados.
A aquisição de materiais, por exemplo, demanda cotações no mercado e 
negociação de preços, o que fica significativamente prejudicado quando há 
subestimativa nos quantitativos de um projeto.
O contrário, também, acarreta danos à gestão financeira e administrativa 
de uma obra, já que a superestimativa dos serviços implica no uso não 
racional dos recursos e desperdício nas mais diversas formas.
19
7. Conclusões
Nesta aula, com a abordagem de conceitos técnicos e práticos no que tange 
a especificação e quantificação de materiais e serviços, foi mostrado que 
as especificações técnicas devem indicar, de forma objetiva e completa, 
detalhes dos materiais e os procedimentos necessários para executar 
determinada construção.
Além disso, você aprendeu que é comum a apresentação das 
especificações em forma de caderno de encargos,de modo que os 
serviços sejam executados conforme critérios e condições particulares, 
com as composições de preços unitários compatíveis e passíveis de serem 
consultadas pelos profissionais envolvidos no empreendimento.
Quanto à quantificação dos materiais e serviços, trata-se de atividade 
complexa e relevante para o sucesso da obra, uma vez que exige grande 
alinhamento entre os projetistas e o responsável técnico pela elaboração da 
planilha de quantitativos.
As especificações técnicas e o levantamento de quantitativos fornecerão 
os subsídios para o orçamento e estimativa do custo da obra. Com isso, o 
maior desafio é a compatibilização de todas as informações disponíveis nos 
projetos e a correta descrição dos serviços na planilha da obra, pois essa 
atividade impactará diretamente na gestão de custos e prazos.
Além disso, apresentou-se novos conceitos e ferramentas tecnológicas para 
auxiliar nas tarefas de planejamento e quantificação, como o BIM, mas que 
não substituem a avaliação criteriosa e a experiência profissional da equipe 
técnica envolvida no empreendimento.
Por fim, apresentou-se os impactos de erros ocorridos durante um 
levantamento de custos pouco criterioso ou elaborado equivocadamente, o 
que normalmente acarreta custos não previstos e em um cronograma frágil 
com prolongamento do prazo de execução das obras.
20
Referências
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 13.753: revestimento de piso 
interno ou externo com placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante – 
procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 1996.
BASTOS, P. K. X. Construção de edifícios. Juiz de Fora: UFJF, 2019.
BRAGA, P. R. Levantamento de quantitativos com uso da tecnologia BIM. 
2015. 130 f. Monografia (Trabalho de Conclusão do Curso) – Escola Politécnica, 
Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2015. Disponível em: http://www.
gpsustentavel.ufba.br/downloads/BIM%20quantitativos%20Edf.pdf. Acesso em: 25 
jun. 2021.
LINS, D. S. M. Como planejar obras mais produtivas e enxutas em um cenário 
de forte ajuste de mercado e grande concorrência. 2015. 55p. Trabalho de 
Conclusão de Curso (Bacharel em Engenharia Civil)–Universidade Federal da 
Paraíba, João Pessoa, 2015. Disponível em: http://ct.ufpb.br/ccec/contents/
documentos/tccs/copy_of_2014.2/como-planejar-obras-mais-produtivas-e-enxutas-
em-um-cenario-de-forte-ajuste-de-mercado-e-grande-concorrencia.pdf/view. Acesso 
em: 25 jun. 2021.
SCHAEFER, C. O. Levantamento de quantitativos em projetos de engenharia. Sienge 
Plataforma, 28 abr. 2018. Disponível em: http://https://www.sienge.com.br/blog/
levantamento-de-quantitativos-em-projetos-de-engenharia/. Acesso em: 3 abr. 
2021.
SINAPI. Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil. 
Custos de composições analítico. Disponível em https://www.caixa.gov.br/site/
paginas/downloads.aspx#categoria_556. Acesso em: 3 abr. 2021.
http://www.gpsustentavel.ufba.br/downloads/BIM%20quantitativos%20Edf.pdf
http://www.gpsustentavel.ufba.br/downloads/BIM%20quantitativos%20Edf.pdf
http://ct.ufpb.br/ccec/contents/documentos/tccs/copy_of_2014.2/como-planejar-obras-mais-produtivas-e-enxutas-em-um-cenario-de-forte-ajuste-de-mercado-e-grande-concorrencia.pdf/view
http://ct.ufpb.br/ccec/contents/documentos/tccs/copy_of_2014.2/como-planejar-obras-mais-produtivas-e-enxutas-em-um-cenario-de-forte-ajuste-de-mercado-e-grande-concorrencia.pdf/view
http://ct.ufpb.br/ccec/contents/documentos/tccs/copy_of_2014.2/como-planejar-obras-mais-produtivas-e-enxutas-em-um-cenario-de-forte-ajuste-de-mercado-e-grande-concorrencia.pdf/view
http://https://www.sienge.com.br/blog/levantamento-de-quantitativos-em-projetos-de-engenharia/
http://https://www.sienge.com.br/blog/levantamento-de-quantitativos-em-projetos-de-engenharia/
https://www.caixa.gov.br/site/paginas/downloads.aspx#categoria_556
https://www.caixa.gov.br/site/paginas/downloads.aspx#categoria_556
21
Orçamento de materiais 
e serviços
Autoria: Leandro Cupertino Correia
Leitura crítica: Fabricio Alonso Richmond Navarro
Objetivos
• Definir conceitos básicos e diretrizes para 
orçamentos.
• Apresentar os tipos de orçamentos comumente 
utilizados.
• Estabelecer as informações mínimas que devem ser 
consideradas antes da elaboração de orçamentos.
• Orientar quanto às aplicações do orçamento e 
os dados que devem ser avaliados durante a 
elaboração de orçamentos.
22
1. Introdução
Antes de mais nada, é fundamental que o orçamentista, que é o 
profissional responsável pelo orçamento, se mantenha atento e 
atualizado sobre o assunto, visto que não há norma que estabeleça 
diretrizes e critérios mínimos para elaboração de um orçamento de 
obra.
As metodologias e as ferramentas para elaboração de orçamentos 
estão se modernizando ao longo do tempo e estão em constante 
modificação. Por isso, antes de iniciar a orçamentação, deve certificar-
se que as referências adotadas estão válidas e são pertinentes ao 
empreendimento em questão.
2. Conceitos iniciais de orçamento de obras
Segundo Mattos (2019), o principal objetivo do orçamento é estimar os 
custos para construir determinado tipo de empreendimento, a fim de 
garantir que os recursos disponíveis sejam suficientes para a execução 
completa da obra.
Embora pareça óbvio, é muito importante que orçamento elaborado 
seja o mais próximo possível da realidade, uma vez que deficiências 
no orçamento podem gerar paralisação ou, até mesmo, o abandono 
da obra. Isso pode ser observado em algumas obras inacabadas em 
diversas cidades, que muitas vezes não são concluídas pela escassez de 
recursos financeiros durante a construção.
O orçamento é uma estimativa dos custos da obra, uma vez que há 
imprecisões em orçamentos que dificultam determinar com exatidão o 
custo total da obra, sendo ele conhecido somente ao final da construção.
23
Existem diversos fatores que contribuem para as imprecisões citadas 
acima, como: a produtividade da mão de obra estimada incialmente; a 
ausência ou deficiência nos detalhes dos projetos; o consumo real de 
materiais e equipamentos acima das expectativas; dentre outros.
Além disso, podem refletir na obra fatores externos e alheios ao 
empreendimento, como períodos chuvosos prolongados, greves em 
diversos setores da sociedade, incidência e/ou amento de tributos e 
impostos sobre os serviços que serão realizados.
Outro aspecto importante a ser considerado no orçamento é o local de 
execução da obra, uma vez que a distância de transporte dos insumos, 
o tipo de equipamento para realizar esse transporte e as condições do 
trajeto impactam significativamente nos custos do serviço.
Além disso, é preciso destacar a influência dos custos indiretos da 
obra, que são os custos que não se referem aos serviços em execução, 
como o canteiro de obras, que será dimensionado inicialmente, mas 
poderá sofrer adequações durante o andamento da obra (MARCHIORI; 
CARVALHO, 2019).
3. Etapas da elaboração do orçamento
Um dos aspectos primordiais para o sucesso de um empreendimento 
é um orçamento bem desenvolvido. A atividade de elaboração do 
orçamento pode ser dividida em várias etapas, sendo as três principais:
• Análise dos projetos e especificações técnicas.
• Composições de custos.
• Determinação dos preços.
24
A partir dos projetos, deve-se identificar os serviços que serão 
executados durante as obras e, juntamente com as especificações 
técnicas dos materiais, é possível estimar suas quantidades e 
especificidades para sua execução.
A composição de preços unitários (CPU) é a unidade básica de 
determinado serviço, onde são descritos os insumos, mão de obra e 
equipamentos necessários para a execução de determinada tarefa. Há 
tabelas de referência que auxiliam o orçamentista na elaboração das 
composições, como a TCPO (Tabelas de Composições de Preços para 
Orçamentos) e o Sinapi (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e 
Índices da Construção Civil).
É importante destacar que, a composição dos custos é dividida 
em custos diretos e indiretos. No caso doscustos diretos, que são 
associados aos serviços de campo, deve-se elencar os insumos 
necessários para a realização efetiva do serviço, seus coeficientes de 
consumo e o valor correspondente.
Já os custos indiretos podem ser classificados como aqueles que não 
estão associados diretamente aos serviços executados em campo, mas 
que são indispensáveis para o andamento da obra, tais como equipes 
técnicas (engenheiros, encarregados etc.), os profissionais de apoio e 
suporte (almoxarife, apontador, vigia, secretária etc.), os custos com 
administração local e canteiro de obras, entre outras despesas diversas.
A determinação dos preços, normalmente, consiste na obtenção de 
preços de mercado por meio de consultas às empresas que fornecem 
e comercializam materiais para construção civil ou em base de 
dados próprias da construtora. Essa etapa deve ser realizada após a 
composição de custos, para que o orçamentista tenha elencados todos 
os insumos para executar o serviço.
25
4. Antes de iniciar o serviço de orçamentação
Antes de iniciar a elaboração do orçamento, é preciso ter ciência que 
algumas arbitragens são necessárias, por mais que sejam levantadas 
todas as variáveis, sempre haverá estimativas e incertezas relacionadas.
A orçamentação não é uma tarefa de exatidão, com o orçamento, 
pretende-se determinar o valor aproximado de uma obra ou serviço e, 
quanto mais criterioso o trabalho do orçamentista, menor será o desvio 
do valor que efetivamente custará.
Essa aproximação se deve às incertezas inerentes aos serviços que serão 
executados e pode ser observada em vários pontos do orçamento, como 
nos cálculos da mão de obra, consumo de materiais, equipamentos e 
custos indiretos. A seguir são apontadas as simplificações mais comuns:
1. Mão de obra:
a. Produtividade das equipes: se admitirmos que um pintor gasta 1 h 
para pintar 2 m² de uma parede, essa premissa fixará o consumo 
total de horas de serviço em função da área a ser pintada e, caso 
não seja gasto esse prazo, afetará o custo total da mão de obra.
b. Encargos sociais e trabalhistas: os encargos trabalhistas, dentre 
outras coisas, levam em consideração aviso prévio, férias, 
acidentes de trabalho e faltas justificadas do funcionário, que 
incorporam mais incertezas e aproximações ao custo da mão de 
obra.
2. Materiais para construção:
a. Preço dos insumos: como o mercado é dinâmico, podem ocorrer 
variações de preços entre a etapa de orçamentação e o momento 
de aquisição dos materiais para execução da obra.
26
b. Tributos e impostos: aproximações podem ser feitas quanto aos 
impostos e tributos embutidos no preço dos materiais, como ICMS 
e ISS. Além da possibilidade do surgimento de novas cobranças, 
como a CPMF.
c. Perdas e reaproveitamento: é comum a perda de parte dos 
materiais, por exemplo, na execução de um piso, recortes feitos 
nas peças ou quebras durante a execução do serviço. Com isso, 
há uma aproximação do percentual de perdas para determinado 
insumo. Também pode ser considerado reaproveitamento de 
materiais, como formas para concreto, que podem ser reutilizados 
em diferentes momentos da obra.
3. Equipamentos:
a. Custo horário: leva em consideração aproximações como os 
custos com manutenção dos equipamentos, sua vida útil e o 
consumo de combustíveis, seguros, dentre outros.
b. Produtividade: a produtividade é um dos fatores que envolve 
mais aproximação durante a elaboração do orçamento, porque 
exige estimativas da quantidade de serviço que é possível realizar 
em determinado intervalo de tempo. Neste caso, além de outros 
fatores, é necessário estabelecer um coeficiente de utilização, 
relacionando o tempo em que o equipamento está disponível na 
obra e o tempo que ele efetivamente é utilizado.
4. Custos indiretos:
a. Despesas gerais da obra: custos com a administração local, que 
são os profissionais que não estão diretamente ligados à execução 
dos serviços, bem como custos com água, luz, telefone, seguros, 
serviços de gráfica, dentre outros.
b. Imprevistos: são custos que não podem ser determinados 
explicitamente, como retrabalhos devido às chuvas, danos 
causados terceiros, dentre outros.
27
Além das aproximações citadas, o orçamentista não deve generalizar 
ou padronizar orçamento de uma construção, tomando-o como 
base para outras obras. Logo, pode se basear em um orçamento 
já realizado, como será visto a seguir, mas ele deve ser adaptado à 
realidade do empreendimento em questão. Isso porque o orçamento 
está diretamente relacionado à empresa que será responsável pela 
execução da obra, que, por sua vez, tem sua própria política de cargos e 
salários, padrão de canteiro de obras, terceirização de serviços, recursos 
financeiros disponíveis e assim por diante.
Além disso, o orçamentista deve ponderar as especificidades do local do 
empreendimento, como a topografia do terreno, condições do clima e 
tipo de solo, vias de acesso ao local, proximidade com fornecedores de 
materiais e disponibilidade de mão de obra na região, dentre outros.
Por fim, a temporalidade do orçamento é fundamental em uma obra, 
uma vez que preços cotados tempos atrás podem estar muito defasados 
e comprometer a estimativa de custos para determinada obra.
As variações nos custos dos materiais, de alíquotas de impostos e 
encargos sociais, desenvolvimento de novas ferramentas e tecnologias 
construtivas são alguns dos fatores que podem modificar com o tempo 
e precisam ser considerados quando há um período significativo entre a 
orçamentação e a mobilização para execução da obra.
5. Tipos de orçamento
Antes de iniciar uma obra, a informação que mais interessa aos 
gestores, construtores, clientes e quaisquer pessoas envolvidas com o 
empreendimento é o seu custo total. Trata-se de um dado relevante, 
porque pode resultar em alterações no escopo da obra, reduzindo ou 
aumentando o seu tamanho, modificando o padrão de acabamento ou, 
28
até mesmo, inviabilizando da construção, caso não haja disponibilidade 
de recursos suficientes.
Dependendo do tipo de obra que será executada, a estimativa do 
orçamento pode ter maior ou menor precisão. Quando se trata 
de uma construção convencional, simples, que a construtora tem 
expertise em realizar, a estimativa tende a ser próxima do custo final do 
empreendimento.
Nesse caso, a orçamentação pode se basear nos registros de custos de 
obras com características semelhantes, desde que não apresentem muitas 
indefinições e interferências, como é o caso de casas e edifícios residenciais, 
edifícios comerciais com padrões de acabamento similares etc.
Quando o empreendimento se torna pouco convencional, como 
hospitais, shoppings, obras de infraestrutura urbana, galpões industriais 
e obras de arte especiais (pontes, túneis, viadutos etc.), normalmente, 
existem tecnologias e metodologias construtivas específicas. Então, 
a estimativa de custos apresenta maior imprecisão, inclusive pelos 
equipamentos e mão de obras necessários para sua execução.
Como já explicado anteriormente, o orçamento requer levantamento 
de quantitativos e composição dos custos para cada serviço a ser 
executado. Com isso, o nível de detalhamento do orçamento fornece um 
produto mais completo e confiável aos interessados na execução das 
obras.
Sendo assim, a seguir detalharemos alguns dos diferentes níveis de 
um orçamento, que podem ser divididos em: estimativa de custos, 
orçamento preliminar e orçamento analítico ou detalhado.
29
5.1 Estimativa de custos
A estimativa de custos é uma análise expedita, baseada em registros de 
obras realizadas anteriormente, para construções com características 
similares. Essa é uma ferramenta interessante para estabelecer uma 
ordem de grandeza do custo total do empreendimento.
Para obras de edificações, um indicador amplamente empregado é o 
custo por metro quadrado, sendo o Custo Unitário Básico (CUB) uma das 
fontes mais utilizadas como parâmetro para esse fim. Contudo, nada 
impede que o orçamentista ou a própria construtora desenvolvamseu 
um acervo ou biblioteca específico para sua consulta.
Para padronizar os critérios de coleta e cálculo dos custos para 
construção, inclusive a determinação dos insumos dos vários padrões 
construtivos, foi criada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas 
(ABNT) a NBR 12.721/2006 – Avaliação de custos de construção para 
incorporação imobiliária e outras disposições para condomínios 
edifícios.
Os preços coletados em pesquisas de mercado, praticados em diversas 
obras, são relacionados com os coeficientes constantes na NBR 12.721 
(ABNT, 2006) e a partir disso é estabelecido o CUB de um “projeto-
padrão”. Dessa forma, grosso modo, o valor obtido é o resultado da 
média de cada insumo multiplicado pelo coeficiente que é atribuído a 
ele, em função do padrão calculado.
A Tabela 1, obtida a partir da publicação do Sinduscon-MG, apresenta o 
custo por metro quadrado (R$/m2), em Minas Gerais, exemplifica como 
é feita a estimativa de custos inicial de uma obra, onde os números junto 
às siglas se referem à quantidade de pavimentos da edificação.
Por se tratar de valores referenciais, o orçamentista pode realizar 
interpolações entre os valores apresentados, para determinar 
30
estimativas de custos para edificações que não constem na tabela 
divulgada, por exemplo, para edificações com 2 a 7 pavimentos.
Tabela 1 – Custos unitários básicos da construção 
por metro quadrado (CUB/m2)
PROJETOS–PADRÃO RESIDENCIAIS R (Residenciais), PP (prédio popular) e PIS 
(projeto de interesse social)
PADRÃO BAIXO PADRÃO NORMAL PADRÃO ALTO
R-1 1.676,45 R-1 2.027,20 R-1 2.471,07
PP-4 1.580,09 PP-4 1.942,48 R-8 2.032,61
R-8 1.508,32 R-8 1.694,16 R-16 2.148,27
PIS 1.141,36 R-16 1.642,25
PROJETOS–PADRÃO COMERCIAIS CAL (Comercial Andares Livres) e CSL (Comer-
cial Salas e Lojas)
PADRÃO NORMAL PADRÃO ALTO
CAL-8 1.971,11 CAL-8 2.121,36
CSL-8 1.680,03 CSL-8 1.831,34
CSL-16 2.255,93 CSL-16 2.458,17
PROJETOS–PADRÃO GALPÃO INDUSTRIAL (GI) E RESIDÊNCIA POPULAR (RP1Q)
RP1Q 1.715,99
GI 918,28
VALORES EM R$/m²
Fonte: adaptada de SINDUSCON-MG (2021, p. 1).
Para estimar o custo de execução de um imóvel a partir do CUB é 
simples, basta buscar a tabela referente ao Estado de interesse, 
determinar o padrão da construção e multiplicá-lo pela área da 
edificação.
Por exemplo, um edifício com garagem, pilotis e 8 pavimentos, sendo 
200m² por pavimento, na cidade de Belo Horizonte/MG, tem custo total 
de construção utilizando o CUB, conforme destacado a seguir:
• Área construída = 200m²/pavimento.
• Área total construída = 8 pavimentos x 200m²/pavimento = 
1.600m².
31
• CUB para Belo Horizonte (Padrão residencial R8) = R$ 1.694,16/m².
• Custo total estimado = 1.600m² x R$ 1.694,16/m² = R$ 2.710.656,00.
Por se tratar de um parâmetro médio, obtido pela análise estatística em 
diferentes empreendimentos, o valor do CUB não considera no cálculo 
custos como o valor do terreno, contenções e fundações executadas 
previamente à construção, obras complementares, taxas, impostos etc.
5.2 Orçamento preliminar
O orçamento preliminar é a evolução da estimativa de custos, que 
contém alguns detalhes e informações adicionais sobre a obra, o que 
garante um grau de incerteza menor. Nesse caso, incorpora-se diversos 
indicadores que aprimoram a estimativa inicial de custos.
Em obras com características semelhantes, o orçamentista ou a 
construtora podem e devem gerenciar os orçamentos elaborados, 
criando um tipo de banco de dados que servirá de indicador para 
futuros empreendimento. Segundo Mattos (2006), embora as edificações 
apresentem especificidades individuais e concepções distintas, nota-se 
que não há variações significativas na maioria dos indicadores.
A Revista Construção e Mercado (2016) apresenta a distribuição dos 
custos de cada etapa construtiva da obra, em percentuais, conforme a 
tabela a seguir.
32
Tabela 2 – Estimativa de gastos por etapa da obra em percentagens
Industrial
Prédio com 
elevador
Prédio com 
elevador
Prédio sem 
elevador
Galpão
Fino Médio Popular Fino Médio Popular Fino Médio Médio
Serviços preliminares 2,6 a 3,7 2,6 a 4,1 0,7 a 1,3 0,2 a 0,4 0,4 a 0,8 1,1 a 2,2 0 a 1 0,4 a 0,9 1 a 1,9
Movimento de terra 0 a 1 0 a 1 0 a 1 0 a 1 0 a 1 0 a 1 0 a 1 0 a 1 0 a 1
Fundações especiais - - - 3 a 4 3 a 4 3 a 4 3 a 4 3 a 4 4 a 5
Infraestrutura 6,9 a 7,5 3,6 a 4,2 2,4 a 4,3 1,9 a 2,5 3,5 a 4,1 4 a 4,5 2,9 a 3,5 4 a 4,9 2,7 a 3,5
Superestrutura 15 a 17,6 11,4 a 15,7 9,8 a 12,5 26,8 a 32,7 22,9 a 28,6 18,8 a 23,4 23,6 a 28,3 19,2 a 23 4,9 a 6,5
Vedação 4,8 a 7,9 8,5 a 13,2 8,4 a 14,9 3,7 a 5,2 5,1 a 10 9,1 a 15,5 3,6 a 5,1 5,5 a 8,6 1,9 a 3,4
Esquadrias 2,8 a 5,7 8 a 14,9 8,7 a 14,6 6,2 a 11,6 4 a 7,1 4,1 a 7,1 5,8 a 11,6 7,2 a 13,4 6,9 a 13,1
Cobertura 0 a 0,3 4 a 8,6 8,5 a 16,8 - 0,6 a 1,9 - - - 17,1 a 25,7
Instalações hidráulicas 10,9 a 12,7 11,1 a 13 11,1 a 12,1 10,5 a 12,3 9,8 a 11,5 9,6 a 10,6 9,5 a 10,5 7,5 a 8,4 4,4 a 5,3
Instalações elétricas 3,8 a 4,8 3,8 a 4,8 3,8 a 4,8 4,5 a 5,4 3,7 a 4,6 3,8 a 4,8 3,7 a 4,6 3,8 a 4,7 5 a 6
Impermeabilização e 
isolação térmica
10,3 a 13,4 0,4 a 0,7 0,4 a 0,8 1,2 a 2,4 1,3 a 1,9 4,7 a 6 1,8 a 2,4 5,9 a 7,2 0,8 a 1,3
Revestimentos (pisos, 
paredes e forros)
20 a 27 21,9 a 27,3 20,9 a 28,9 20,6 a 26,8 24,3 a 31 22,4 a 31,6 17,4 a 24,5 17,9 a 2,7 6,4 a 8,8
Vidros 1,9 a 3,5 0,5 a 1,1 1 a 1,9 1,5 a 2,9 0,5 a 1 0,5 a 0,9 1,9 a 3,5 1,7 a 3,4 0 a 0,4
Pintura 4,3 a 6,2 6,3 a 8,2 4 a 4,9 3,8 a 4,9 5,4 a 7,3 2,6 a 3,4 7,7 a 11,6 6,9 a 8,8 4,7 a 7
Serviços 
complementares
2,1 a 3,2 0,5 a 0,7 0,6 a 1,1 0,3 a 0,9 0 a 1,2 0,6 a 1,1 0 a 1,2 0 a 8,8 21 a 30,2
Elevadores - - - 1,5 a 1,9 - - 3 a 3,6 - -
Residencial Prédio sem elevador
Habitacional Comercial
Etapas construtivas
Fonte: adaptada de Revista Construção e Mercado (2016, p. 54).
Quando são adotados percentuais como os apresentados na Tabela 
2, deve-se ponderar que esses valores são referenciais, para fins de 
conhecer os custos aproximados para uma determinada edificação.
Por exemplo, no caso da edificação citada no item 5.1, podemos concluir 
que o serviço de esquadrias e pintura tem custo aproximado de:
• Estimativa do custo da obra = R$ 2.710.656,00.
• % do custo total para serviços de esquadrias = 4,0% a 7,1%.
• % do custo total para serviços de pintura = 5,4% a 7,3%.
• Custo aproximado das esquadrias = R$ 108.426,24 a R$ 192.456,58.
• Custo aproximado da pintura = R$ 146.375,42 a R$ 197.877,89.
33
Atenção, embora o orçamento preliminar permita um avanço quando 
comparado à estimativa inicial, o melhor cenário é o orçamento analítico 
da obra, que será apresentado a seguir.
5.3 Orçamento analítico
O orçamento analítico constitui a forma mais pormenorizada e 
precisa do custo de um empreendimento. Ele é elaborado a partir do 
levantamento de quantitativos, das composições de custo unitários e 
das pesquisa de preços dos materiais necessários.
Nesse tipo de orçamento são considerados os custos diretos e indiretos, 
tais como a mão de obra, materiais, equipamentos, equipe técnica e de 
apoio, administração local da obra, entre outros.
Nesse contexto, é importante destacar que o orçamento analítico é 
muito importante para execução de uma construção, porque ele permite 
determinar os custos de cada serviço e quanto será consumido de cada 
material.
Com isso, pode ser elaborada a “Curva ABC”, que é uma ferramenta 
gerencial muito utilizada para planejamento da obra. Ela classifica as 
informações, indicando os serviços que tem maior relevância, auxiliando 
inclusive para o acompanhamento do cronograma físico-financeiro do 
empreendimento.
Baseada em estudos do economista Vilfredo Pareto, a Curva ABC 
mostra, conforme a figura abaixo, que 20% dos serviços a serem 
executados correspondem a cerca de 80% dos custos em uma 
construção (MARCHIORI, 2019). Isso permite avaliar os momentos da 
obra com maiores demandas por recursos financeiros para aquisição de 
materiais e os períodos com mais funcionários contratados.
34
Figura 1 – Curva ABC
Fonte: elaborada pelo autor.6. BDI e preço de venda
A partir do orçamento da obra, conhecendo os custos do 
empreendimento, é definido o lucro almejado com aquela construção. 
Normalmente, ele é dado por um valor % da obra e, também, são 
identificados os impostos que deverão ser pagos durante a execução 
dos serviços. Com isso, o orçamentista tem condições de calcular e 
determinar o preço de venda.
O preço de venda, dado pela Equação 1, é definido pelo somatório 
dos custos diretos e indiretos levantados, o lucro e os impostos do 
empreendimento, e este valor que deverá ser apresentado ao cliente. 
Erros nesta etapa final do orçamento, provavelmente, causarão 
prejuízos e o insucesso da obra.
 (1)
Em que:
35
PV = preço de venda (R$).
CUSTO = custo total (direto, indireto, administração central, custo 
financeiro, imprevistos e contingências) (R$).
i% = somatória de todas as incidências sobre o preço de venda (em 
percentual), como o lucro operacional e os impostos.
Com a fórmula anterior, pode-se afirmar que o preço de venda e o custo 
direto se relacionam de tal forma que a razão entre ambos é um fator 
multiplicador, expresso em percentagem, denominado BDI (benefícios e 
despesas indiretas).
O orçamentista deverá aplicar o BDI, em percentual, sobre o custo direto 
dos serviços da planilha da obra. Dessa forma, será possível obter o 
preço de venda.
Logo, o BDI pode ser calculado conforme a Equação 2:
 (2)
Em que:
CI% = custo indireto.
AC% = administração central.
CF% = custo financeiro.
IC% = imprevistos e contingências.
LO% = lucro operacional.
IMP% = impostos.
36
Cada obra tem seu próprio BDI, uma vez que esse é resultado da 
combinação de diversos fatores como mostrado acima. Assim, 
simplificar orçamentos adotando um único BDI podem gerar prejuízos 
aos construtores e clientes.
Outro fato que requer atenção, trata-se dos impostos que incidem sobre 
serviços da construção, visto que no cálculo do BDI são considerados 
apenas os impostos aplicáveis sobre o preço de venda. Por isso, o 
orçamentista deve se atentar quando estiver detalhando o BDI da obra.
7. Conclusão
Neste tema, você aprendeu que o orçamento tem diversas finalidades, que 
vão desde estimativas dos custos para executar uma construção e análise 
de viabilidade até o controle de desembolsos com o cronograma físico 
financeiro e o dimensionamento de equipes.
Além disso, apresentamos o orçamentista, profissional responsável 
pela elaboração do orçamento da obra, que deve ter a capacidade de 
leitura e interpretação de projetos e especificações técnicas, experiência 
em orçamentação de obras e conhecer o local de implantação do 
empreendimento.
O orçamento analítico, que é uma das formas mais precisas de estimar 
os custos da obra, deve ser feito com base nas composições de preços 
unitários para os serviços de cada etapa da construção, sendo fundamental 
considerar todos os insumos necessários à execução da obra.
Diante do exposto, pode-se concluir que as atividades de orçamentação 
podem influenciar todas as etapas da obra, desde o planejamento inicial 
e os estudos de concepção do empreendimento até a conclusão da 
construção.
37
Referências
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 12721: avaliação de custos 
unitários de construção para incorporação imobiliária e outras disposições para 
condomínios edifícios–procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 2006 (Versão corrigida 
3:2021).
MARCHIORI, F.; CARVALHO, M. T. M. Conhecendo o orçamento de obras: como 
tornar seu orçamento mais real. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.
MATTOS, A. D. Como preparar orçamentos de obras. 3. ed. São Paulo: Oficina de 
Textos, 2019.
REVISTA CONSTRUÇÃO E MERCADO – Negócios de incorporação e construção. São 
Paulo: PINI, 2016.
SINDUSCON-MG. Custos Unitários Básicos de Construção (CUB/m2). Disponível 
em: http://www.sinduscon-mg.org.br/wp-content/uploads/2021/04/tabela_cub_
marco_2021.pdf. Acesso em: 13 abr. 2021.
http://www.sinduscon-mg.org.br/wp-content/uploads/2021/04/tabela_cub_marco_2021.pdf
http://www.sinduscon-mg.org.br/wp-content/uploads/2021/04/tabela_cub_marco_2021.pdf
38
Planejamento e 
acompanhamento de obras
Autoria: Leandro Cupertino Correia
Leitura crítica: Fabricio Alonso Richmond Navarro
Objetivos
• Apresentar as diversas etapas de planejamento de 
um empreendimento.
• Orientar os alunos sobre a importância do 
planejamento e acompanhamento de obras.
• Destacar metodologias e ferramentas que auxiliam 
o planejamento e acompanhamento de um 
empreendimento.
• Destacar as tarefas mais relevantes e que impactam 
no cronograma de uma obra.
39
1. Introdução
O planejamento e o gerenciamento de obras são as atividades 
mais desafiadoras de um empreendimento, já que são tarefas 
multidisciplinares que exigem competências específicas dos 
responsáveis pela obra e envolvem desde a escolha de metodologias 
executivas, tecnologias empregadas e estimativa de custos e prazos, 
bem como a correlação e combinação de todos esses assuntos.
Atualmente, sabe-se que existem diversas possibilidades para execução 
de determinada obra, o que permite aplicação de uma gama ainda 
maior de metodologias de planejamento e acompanhamento de obras 
que podem ser empregadas. Por isso, um planejamento adequado da 
construção minimiza imprevistos durante a execução da obra.
2. Planejamento da obra
Um planejamento eficiente abrange diversas etapas, das quais se 
destacam a análise do local e o levantamento de informações, passando 
pelo estudo de viabilidade e a concepção do projeto arquitetônico até a 
execução e acompanhamento da obra.
Assim, é comum que o planejamento das etapas iniciais do 
empreendimento não receba a atenção necessária da equipe de 
gerenciamento. Isso acontece por vários fatores, como os prazos 
curtos para a etapa de elaboração de projetos, o anseio pelo início da 
construção e a cultura de que essas atividades são menos importantes 
para a execução da obra.
O que ocorre posteriormente, durante a execução dos serviços, é 
o improviso e com soluções custosas, devido aos imprevistos vão 
40
surgindo. O qual, geralmente, acarreta atrasos no cronograma e 
desperdícios de materiais e retrabalho não previstos inicialmente.
Nesse contexto, Furlan e Boas (2015) publicou na Revista Exame uma 
reportagem onde foi retratado o cenário da construção civil no Brasil, 
onde comparava o mercado brasileiro aos países mais desenvolvidos. 
Enquanto as atividades de elaboração de projetos e planejamento 
consomem cerca de 20% do tempo total de uma obra no Brasil, em 
países como Japão e Alemanha esse percentual chega a 50%.
Esse tempo dedicado às atividades de projeto e planejamento está 
diretamente proporcional à qualidade dos serviços, uma vez que os 
projetos tendem a ser compatibilizados adequadamente e possuem 
menos erros quando há mais tempo para estudá-los e prepará-los.
Quem trabalha com construção civil convive diariamente com o 
desafio que é planejar e gerenciar obras, visando otimizar lucros, 
custos e prazos durante a construção. Contudo, há ferramentas e 
técnicas cada vez mais modernas que contribuem para a execução 
de projetos e obras, que permitem minimizar os imprevistos 
relacionados aos custos elevados e queda de produtividade.
Uma estratégia recomendada para auxiliar no planejamento e 
controle de um empreendimento é dividir a obra em etapas ou 
fases, conforme veremos nas próximas seções alguns métodos que 
contribuem para o gerenciamento das atividades.
2.1 Organização das atividades e serviços
Um erro recorrente em obras de construção civil é ignorar a 
possibilidade de ocorrência de eventos adversos que trazem riscos 
para a execução das obras. Por isso, antes do início de qualquer 
atividade, deve-se identificar e listar todos os serviços e tarefas que 
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serão necessários para realizar as obras e quais é o caminho crítico 
do empreendimento.
Existem diferentes metodologias e ferramentas para auxiliar o 
planejamento de um empreendimento, como ométodo do “Caminho 
Crítico”, que é muito adotado no planejamento de obras, que 
considera o tempo total para execução de um projeto a partir da 
determinação da duração de cada atividade a ser executada (SANTOS, 
2018). Com isso, é fundamental estabelecer qual tarefa deve ser 
concluída antes que a outra se inicie.
Por exemplo, as atividades podem começar tardiamente ou ser 
concluídas antecipadamente, desde que não afetem o início da 
atividade seguinte nem os outros cronogramas de planejamento de 
relacionados à obra.
Segundo Costa (2017), a metodologia do Gráfico de Gantt foi criada 
pelo engenheiro americano Henry Gantt, no começo do século XX, seu 
objetivo era organizar as etapas do processo de produção e, com o 
passar dos anos, sua ideia foi sendo aprimorada e hoje é amplamente 
utilizada para atividades de gerenciamento na construção civil.
A partir desse gráfico é possível ter uma visão global do 
empreendimento, com a apresentação das informações no formato 
de texto e barras, seguindo a escala de tempo e sequência de 
atividades.
O gráfico de Gantt (Figura 1) é dividido em dois eixos, em que 
um contém as atividades a serem realizadas (eixo vertical) e os 
outros representam o intervalo de tempo com a duração dos 
serviços (eixo horizontal). Relacionando os dois eixos é possível 
identificar a duração de cada tarefa, a correlação entre atividades 
interdependentes e a estimativa de prazo para conclusão do projeto.
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Figura 1 – Exemplo de Gráfico de Gantt
Fonte: Espinha (2021, [s.p.]).
No exemplo da Figura 1 é possível perceber que as atividades iniciaram 
em 03/09/18 e foram concluídas no dia 17/09/2018. O comprimento das 
barras horizontais depende da duração das atividades, por isso, elas 
apresentam tamanhos diferentes.
Além disso, nota-se que algumas atividades dependem de outras para 
serem iniciadas, como as tarefas 1 e 5, em que há uma seta indicando 
a interdependência entre as tarefas. Pelo contrário, outras atividades 
podem ser executadas concomitantemente, como as tarefas 8 e 9.
Com isso, percebe-se que o Gráfico de Gantt possui recursos e funções 
que demonstram a relação de interdependência entre diferentes 
atividades e auxiliam a tomada de decisões sobre atividades críticas que 
exigem maior atenção durante a execução.
Com a utilização de ferramentas como aquelas apresentadas, o 
planejamento de uma obra deve começar na fase de concepção da 
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edificação e na definição do método construtivo, já que o cronograma da 
obra é diretamente influenciado por decisões tomadas nesta etapa.
Nesse sentido, quando for elaborar o cronograma de uma construção é 
importante estimar folgas no prazo para execução de cada tarefa, para 
eventuais atrasos e imprevistos que venham a acontecer.
2.2 Serviços de escritório
A concepção do projeto é o momento de discutir as soluções que cabem 
no orçamento e atendem à proposta da edificação, essa etapa deve 
contar com a participação de equipe multidisciplinar que atuará na 
elaboração dos projetos e execução das obras.
Aqui, discutiremos soluções avaliadas pela equipe técnica envolvida, 
considerando aspectos técnicos e, também, o plano diretor e a legislação 
municipal, visando atender a finalidade da construção e antever 
dificuldades que poderão impactar no cronograma de execução dos 
serviços.
Após a definição da concepção, os projetos para o empreendimento 
são elaborados e listados os serviços a serem executados. Durante 
essas atividades, pode ser necessária a participação dos projetistas 
juntamente à equipe que realizará as obras, a fim de obter medidas 
mais realistas de tempo de execução e de recursos necessários.
Quanto mais detalhado for o projeto, mais informações poderão ser 
obtidas a partir dele, o que possibilita reduzir imprevistos durante a 
execução da obra. A elaboração dos desenhos é fundamental tanto no 
caso de uma reforma ou em uma construção nova.
Desse modo, elaborar o levantamento dos quantitativos, inclusive 
a composição de custos e o orçamento da obra, é um processo 
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trabalhoso, mas evitará a ocorrência de fatos desconhecidos que exigem 
a paralisação e acarretam atrasos na obra.
Uma dica valiosa é sempre manter a memória dos cálculos do 
levantamento realizado disponível na obra, visando facilitar o 
entendimento.
Logo, os projetistas devem estar cientes que revisões e adequações 
nos projetos podem ser necessárias durante a construção, inclusive a 
equipe da obra pode solicitar a participação do responsável pelo projeto 
para esclarecimento de dúvidas e correção de erros ou imperfeições 
detectadas nos desenhos.
Isso pode ocorrer quando não há compatibilização adequada entre 
diferentes projetos, como o estrutural e o arquitetônico, que pode 
apresentar a construção dos pilares no local onde estão previstas 
aberturas de vãos de portas e janelas.
2.3 Aprovação e legalização da obra
Na maioria das vezes, a partir de um projeto base, também chamado de 
projeto legal, é possível preparar os documentos que serão submetidos 
à avaliação e aprovação da obra junto à prefeitura local e aos órgãos 
competentes.
Por isso, durante as discussões de concepção do empreendimento, 
é fundamental alinhar as soluções propostas ao plano diretor do 
município, normas e legislação vigentes, para que o projeto seja passível 
de aprovação sem a necessidade de retrabalho.
Nesse contexto, é importante lembrar que os prazos desses processos 
de aprovação de projetos variam para cada município e devem ser 
considerados no cronograma. Além disso, deve-se considerar os custos 
referentes aos impostos e as taxas que deverão ser pagos.
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O início da execução da obra é autorizado apenas após a aprovação 
da prefeitura ou órgão competente, portanto, essa etapa deve ser 
bem planejada e conduzida, com a documentação criteriosamente 
organizada. Caso contrário, há o risco de atrasos no cronograma dos 
serviços e a construção pode sofrer embargos pela fiscalização.
2.4 Custos diretos e indiretos
Após o levantamento dos quantitativos de materiais e serviços, é 
possível determinar os custos diretos, como mão de obra, materiais e 
equipamentos para cada serviço da obra, bem como estimar os custos 
indiretos para a execução da construção.
Portanto, é importante lembrar que os custos diretos estão associados 
aos serviços de campo, logo, deve-se elencar os insumos necessários 
para a realização efetiva do serviço, seus coeficientes de consumo e o 
valor correspondente.
Já os custos indiretos se referem aos serviços necessários para o 
andamento da obra, mas não estão associados diretamente aos serviços 
de campo, tais como equipes técnicas (engenheiros, encarregados 
etc.), os profissionais de apoio e suporte (almoxarife, apontador, vigia, 
secretária etc.), custos com administração local e canteiro de obras e 
outras despesas diversas.
2.5 Cronograma físico
Denomina-se como cronograma físico a estimativa de duração das 
tarefas a serem executadas na obra até serem finalizadas. Nesse 
cronograma estão inclusos o sequenciamento, baseado nas datas de 
início e fim das atividades, como o exemplo mostrado no Gráfico de 
Gantt na Seção 2.1.
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Embora essa etapa esteja ligada ao serviço de levantamento de 
quantitativos, pode-se dizer que ela possui um caráter gerencial, uma 
vez que envolve decisões quanto à relação prazo-custo tanto para a 
elaboração de projetos quanto para a execução e o acompanhamento 
da obra.
Note que, raros são os casos em que a execução dos serviços coincide 
com o cronograma planejado inicialmente. Essa discrepância é reduzida 
quando as equipes de projeto e obra estão alinhadas e os gestores 
tomam decisões adequadas rapidamente.
Por exemplo, imagine que ocorra a falta de algum tipo de material e seja 
necessária a revisão do projeto ou a adaptação da sequência executiva 
da obra. Nesse caso, torna-se inevitável a adequação do cronograma 
físico do empreendimento a essa nova realidade.
2.6 Cronograma financeiro
O cronograma financeiro atribui custos aos serviços apresentadosno cronograma físico, possibilitando identificar e acompanhar os 
desembolsos durante a obra e visualizar a evolução de receitas e 
despesas ao longo do empreendimento.
Dessa forma, seguindo esse cronograma é possível avaliar os períodos 
da obra que demandarão maiores investimentos e controlar o fluxo 
de caixa, considerando receitas e as despesas previstas. Além disso, é 
possível identificar os momentos que demandarão mais mão de obra 
e poderão exigir adequações na estrutura da administração local e no 
dimensionamento do canteiro de obras.
No caso de cronogramas físicos e financeiros, também, convém ressaltar 
a importância da automatização e da sistematização das tarefas de 
planejamento e acompanhamento, inclusive com softwares específicos 
para esse fim, que facilitam as atividades do gerente ou gestor da obra, 
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bem como ajuda a evitar prejuízos e mal uso dos recursos financeiros 
disponíveis.
3. Execução e acompanhamento da obra
A etapa de execução da obra e acompanhamento dos serviços é a etapa 
mais prática de um empreendimento, onde a construção finalmente 
toma forma. A execução não é isolada das fases anteriores, uma vez que 
podem ser necessárias revisões de projetos e adequação dos prazos e 
custos, conforme já citado anteriormente.
Assim, projetos bem elaborados, com soluções compatíveis com 
o tipo de construção, especificações técnicas consolidadas e um 
orçamento detalhado e atualizado, contribuem com o gerenciamento e 
acompanhamento da obra, tornando qualquer ajuste de menor impacto.
A tarefa de acompanhamento é contínua, ou seja, deve ser executada 
constantemente. Essa é a chave para garantir o sucesso do 
empreendimento, com controle e planejamento da obra, identificando 
os problemas e corrigindo-os imediatamente quando surgirem.
Quanto à execução, para garantir que o cronograma seja cumprido, é 
necessário que a mão de obra envolvida seja capacitada para o serviço e 
esteja alinhada com os interesses do empreendimento.
Desse modo, por vezes, é mais vantajoso financeiramente terceirizar 
determinados serviços, dependendo as especificidades e da equipe 
disponível para a execução, dispensando investimentos com 
treinamento da equipe e evitando o risco de erros na execução, caso os 
profissionais envolvidos não tenham competência para a realização.
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3.1 Segurança do trabalho
Outro fator que exige cuidados durante a etapa de obras e que deve 
ser frequentemente acompanhado são as diretrizes de segurança e 
medicina do trabalho, que compreendem um conjunto de medidas 
de prevenção adotadas para proteger os profissionais envolvidos na 
execução da obra e visam reduzir riscos de acidentes de trabalho e 
doenças ocupacionais.
O Governo Federal estabeleceu várias Normas Regulamentadoras, 
que definem critérios para a condições relacionadas à segurança 
do trabalho, sendo a NR 18 – Condições de segurança e saúde no 
trabalho na indústria da construção, atualizada em 2020, aplicada à 
construção civil.
Nesse contexto, a segurança do trabalho busca proporcionar um 
ambiente de trabalho saudável para que as tarefas laborais sejam 
realizadas da melhor forma possível, garantindo e priorizando 
a integridade dos trabalhadores do canteiro de obras, visto que 
refletem diretamente na produtividade da equipe e no andamento da 
obra. Desse modo, acidentes podem afetar inclusive os trabalhadores 
que não estão diretamente envolvidos com aquele serviço.
Para garantir a segurança da equipe e prevenir ocorrências durante a 
obra é importante estar atento para:
• Garantir um planejamento adequado dos serviços e do canteiro 
de obra.
• Orientar e fiscalizar o uso de EPIs e EPCs.
• Sinalizar o entorno da obra, restringir o acesso com tapumes, 
andaimes e telas de segurança para evitar acidentes com 
pedestres.
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• Seguir as diretrizes e as recomendações das normas de 
segurança do trabalho.
• Armazenar os materiais e as ferramentas em locais adequados.
• Garantir instalações adequadas para vestiário, banheiro, 
refeitório etc.
Figura 2 – Exemplos de EPIs utilizados na construção civil
Fonte: fcafotodigital/iStock.com. 
3.2 Diário de obra
Outro documento indispensável durante a execução da obra é o Diário 
de Obra, que permite o registro de todos os fatos ocorridos durante 
a construção, permitindo o acompanhamento periódico do que está 
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acontecendo no empreendimento, sendo a memória escrita de todas as 
atividades relacionadas à um determinado período da obra.
O preenchimento correto do diário e o registro dos eventos permitem 
manter um histórico da obra e proporciona uma visão da evolução diária 
dos serviços executados, facilitando consultas futuras e o acompanhamento 
do cronograma.
Por exemplo, se uma concretagem estava agendada para um dia em que 
choveu e teve que ser adiada, esse fato é relevante e convém constar no 
diário de obras. Além disso, deve-se constar os equipamentos e a mão de 
obra utilizados em determinada data.
O Diário de Obra, também conhecido como Livro de Obra ou Livro 
de Ocorrências Diárias, é um instrumento que serve de subsídio para 
comprovar autorias de trabalhos, dirimir dúvidas e garantir que ocorreu 
o atendimento de ordens técnicas ou, até mesmo, avaliar os motivos de 
eventuais falhas e erros durante a execução da obra, que refletem em 
gastos não previstos e acidentes de trabalho.
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Figura 3 – Modelo de diário de obras
 MANHÃ: TARDE: NOITE: FOLHA:
QUANT. H.H H.H
MODELO DE DIÁRIO DE OBRA
NOME DA OBRA
Guindaste 25 ton
Caminhão pipa
Diafragmadora
Betoneira
Caminhão comboio
Veículos
01-DADOS DA OBRA
DATA
Almoxarife
Aux. Serviços gerais
Ajudante
02-EXECUTORA DA OBRA
RESPONSÁVEL TÉCNICO- (ENG./ARQ.) CREA/CAU ART/RRT N° ENCARREGADO
CHUVA OUTRO (DETALHAR) ACUMULADO
07/07/2020
terça-feira
03-PRAZO DE EXECUÇÃO 
DATA INÍCIO TÉRMINO PREVISTO PRAZO (DIAS) PARALISAÇÃO
PRAZO DECORRIDO (DIAS) PRAZO RESTANTE (DIAS) N° HORAS: N° HORAS: HORAS:
DIAS:
CONDIÇOES CLIMÁTICAS: PLUVIOMETRIA:
04-EQUIPAMENTOS 05-MÃO DE OBRA PRESENTE
NOME HORAS
Op. Betoneira
Armador
Pedreiro
Comprador 
Retro - Escav. Ass. Engenharia Equipe Topografica
 QUANT. CARGO/FUNÇÃO QUANT.
Caminhão Bascula Engenheiro Civil Op. Escavadeira
Kombi Ass. Administrativo
Escavadeira Encarregado de Obra Vigia 
Gerador 66 kva
Bomba D'água Tec. Segurança
Feitor de Obra
Banheiro Químico
Carpinteiro
06- ATIVIDADES EXECUTADAS 
Caminhão Munk/Carroceria
08- OBSERVAÇÕES E/OU RECOMENDAÇÕES ( ) CONTRATADA ( ) CONTRATANTE
RT EMPRESA CONSTRUTORA RT EXECUÇÃO DA OBRA CLIENTE 1 CLIENTE 2
07- RELATO DE OCORRÊNCIAS (ACIDENTES, DANOS MATERIAIS, ATRASOS, OUTROS).
Fonte: elaborado pelo autor.
3.3 Relatório fotográfico da obra
Recomenda-se que seja elaborado um registro fotográfico periódico da 
obra, a fim de capturar imagens do desenvolvimento dos serviços que 
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estejam em execução e apontados no diário de obras. Nesse caso, as 
imagens devem conter data e horário em que foram capturadas.
O ponto de captura das imagens deve mostrar a visão mais abrangente 
do canteiro de obras e frentes de serviço, visando esclarecer 
questionamentos futuros sobre métodos construtivos, sequência das 
atividades, equipamentos e mão de obra envolvidos.
A apresentação de relatório fotográfico, a empresa executora da obra 
e o cliente podem acordar sobre o número de fotos, a periodicidade 
(diário, semanal etc.) e o formato dos arquivos, desde que acordados 
previamente, essas são informações importantes que permitem o 
acompanhamento dos serviços de forma não presencial.
3.4 As built
As Built é uma expressão advinda do inglês, que significa “como 
construído”. Na área da arquitetura e engenharia, a expressão as built é 
esclarecida e seus termos descritos na NBR 14645-1 (ABNT, 2001).
Conforme apresentado por Bunese (2021), o projeto denominado de as 
built consiste no levantamento de todos os serviços executados, bem 
como as dimensões e características, transformando as informações 
construídas aferidas em um

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