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Conteudista: Prof.ª Esp. Paula de França Carmo da Silva
Revisão Textual: Beatriz Abade
Material Teórico
Material Complementar
Referências
Fisioterapia Dermatofuncional em Cirurgia Plástica Estética, Reparadora e
Reconstrutora
Cirurgia Plástica Reparadora e Estética
São os dois grandes ramos em que é, classicamente, dividida a cirurgia plástica. A cirurgia plástica reparadora ou reconstrutiva compromete-
se com a reparação de tecidos, reposição de substâncias perdidas, reabilitação das funções dos órgãos, em geral, decorrentes de traumas,
doenças ou defeitos congênitos. 
Já a cirurgia plástica estética ou cosmética, é aquela com a qual se pretende trazer as variações da normalidade para o mais próximo possível
daquilo que se concebe como padrão de beleza de uma cultura, em um determinado momento, além de corrigir as alterações evolutivas do
tempo, promovendo o rejuvenescimento visual. O limite entre essas duas de�nições é bastante tênue, já que é muito comum a ocorrência de
situações em que distúrbios da função são acompanhados de grandes alterações estéticas.
Uma área agredida, pode ser substituída por um tecido organizado, semelhante em estrutura e função ao tecido original, caracterizando o
resultado ideal, denominado restituição. Este processo ocorre apenas quando o agente agressor é removido, os dendritos celulares são
eliminados e as células especializadas – que foram destruídas – apresentam capacidade de crescer novamente ou de regeneração. Quando as
células dani�cadas não são dotadas de capacidade de regeneração ou o dano local é su�cientemente severo, a ponto de destruir toda a
arquitetura tecidual, nem sempre ocorre a restituição da área lesada. 
A resposta tecidual pode acontecer através de um processo denominado reparo �broso, que consiste na substituição da área lesada por um
tecido não especializado. Esse é o resultado mais frequente ao dano tecidual substancial.
A cicatrização de feridas teciduais, inclusive as provocadas por procedimentos cirúrgicos, também ocorre através de processos de organização
e formação de granulação.
A maioria das lesões do organismo, sejam intencionais ou acidentais, é reparada pela regeneração das células parenquimatosas, seguida de
cicatrização do tecido conjuntivo.
O processo de cicatrização envolve um conjunto de fases �siológicas, com reações bioquímicas, em resposta a uma lesão, culminando com
reparo tecidual. A reparação cutânea é constituída de uma sucessão de fenômenos complexos e estreitamente ligada, constituindo uma reação
in�amatória aguda que apresenta as seguintes etapas ou fases:
1 / 3
Material Teórico

Fase in�amatória: Esta fase tem duração média de 3 a 5 dias.
Objetivo da Unidade
Adquirir conhecimentos sobre os princípios para o desenvolvimento do programa de tratamento �sioterapêutico,
aplicado ao pré e pós operatório de cirurgia plástica
O processo de cicatrização pode ser classi�cado segundo o tipo e quantidade de tecido em:
Cicatrização por Primeira Intenção – Ferida com Bordas Opostas
É a cicatrização que ocorre quando as bordas da ferida são aproximadas imediatamente após ou decorridas poucas horas da injúria
(geralmente feita por ato cirúrgico), seja por sutura ou microporagem. Dessa forma, a superfície da ferida é minimizada, proporcionando uma
epitelização mais rápida e uma menor produção de colágeno, resultando em uma cicatriz mais �na e de melhor qualidade estética;
A condição ideal para cicatrização de feridas é a cicatrização de uma incisão cirúrgica limpa não infectada, aproximada por material de sutura. 
Cicatrização por Segunda Intenção – Feridas com Bordas Separadas
Esse tipo de cicatrização ocorre quando a ferida é mantida aberta, a despeito de estar limpa ou não, sem interferência externa para que haja
aproximação de suas bordas. Há maior produção de colágeno e o tempo de reepitelização é prolongado. As bordas da ferida são aproximadas
pela ação dos mio�broblastos, os quais também são responsáveis pelo maior índice de contratura nesse tipo de cicatrização.
Quando ocorre perda mais extensa de células e tecido, o processo reparador torna-se mais complicado e ocorre um grande defeito tecidual,
que deve ser preenchido. A regeneração das células é incapaz de recompor por completo a arquitetura original. Veri�ca-se o crescimento de
quantidade abundante de tecido de granulação a partir da margem, para completar o reparo.
A cicatrização secundária ou de segunda intenção difere da primária em vários aspectos:
Vasoconstrição – liberação de substâncias vasoativas (histamina, serotonina, cininas, plasminas) – aumentam a
permeabilidade vascular – exsudato plasmático coagula – delimitação do processo.
Nesta fase, as células epiteliais basais dividem-se rapidamente, migrando de um lado ao outro da solução de continuidade,
usando �lamentos de �brina como estruturas de sustentação e preenchendo a ferida, para epitelizar a superfície, a partir de
48 horas.
A partir de 48 a 72 horas da lesão, começa a haver intensa atividade mitótica epitelial, com o subsequente espessamento da
epiderme, por proliferação da camada basal. As células da borda da lesão multiplicam-se e migram por toda a superfície
lesada até acarpetá-la. Uma vez em migração, a célula não se divide e só cessa a migração quando encontra outra célula,
fenômeno este chamado de inibição por contato.
Fase Fibroplásica: Aproximadamente, do terceiro para o quarto dia após a injúria, inicia-se a fase proliferativa ou
�broplasia. Os �broblastos migram para o interior da ferida e começam a se multiplicar rapidamente e a produzir matriz
extracelular. Alguns �broblastos se diferenciam em mio�broblastos, cujas �bras contráteis, semelhantes às de musculatura
lisa, tracionam os tecidos circunjacentes, para contrair o ferimento.
Biosíntese de colágeno – macrófagos iniciam a transição – desenvolve-se a formação de tecido de granulação (macrófagos,
�broblastos, novos vasos - embebidos numa matriz frouxa de colágeno, fribronectina e ácido hialurônico). Nesta fase,
temos a síntese de colágeno do tipo I, que é responsável pelo preenchimento do sítio in�amatório. Tem duração de,
aproximadamente, 21 dias.
Fase de Maturação ou Remodelamento: Nesta etapa, temos a substituição do colágeno do tipo I, pelo colágeno do tipo III
(responsável pela sustentação e pela força tênsil do tecido). Segundo a literatura, esta fase dura entre 6 meses e dois anos.
A reação in�amatória é mais intensa;
Formam-se quantidades muito maiores de tecido de granulação;
Fatores Locais e Sistêmicos que In�uenciam a
Cicatrização de Feridas
Os processos de cicatrização são modi�cados por várias in�uências conhecidas e algumas desconhecidas que, frequentemente,
comprometem a qualidade e a adequação da in�amação e do reparo. Essas in�uências incluem fatores do hospedeiro, tanto local, quanto
sistêmicos.
Fatores sistêmicos
Contração da ferida.
Observação: a cicatrização de uma ferida, por intenção primária ou secundária, é determinada pela natureza da ferida, mais
do que pelo próprio processo de cicatrização.
Randal Nursing Academy RNA. Sala de Estudo | Cicatrização.
Sala de Estudo | Cicatrização
Contribuem para a cicatrização: vitaminas A, B, C, zinco, ferro, cobre e oxigênio;
Prejudicam a cicatrização: hipoalbuminemia, má perfusão tecidual, infecção, diabetes, obesidade, corticóides, tabagismo, D-
penicilamina, beta-aminopropionitrila, colchicina, antimetabólicos e irradiação.
https://www.youtube.com/watch?v=i9WSh1z4c5M
Fármacos que prejudicam a cicatrização:
Corticosteróides;
β-aminopropionitrila;
D-penicilamida;
Colchicina.
Fatores locais que interferem na cicatrização:
Infecção; 
Fatores mecânicos; 
Corpos estranhos; 
Tamanho, localização e tipo de exsudato.
Aspectos patológicos do reparo de feridas
Podem surgir complicações na cicatrização de feridas em decorrência de anormalidades, em qualquer um dos processos básicos de reparo.
Essas alterações podem ser reunidas em três categorias gerais:
Nutrição: a nutrição inadequada prejudicao reparo e exerce profundos efeitos sobre a cicatrização, como, por exemplo, a
de�ciência de proteína, zinco e, em particular, a de�ciência de vitamina C, que inibem a síntese de colágeno e retardam a
cicatrização. A desnutrição leva à hipoalbuminemia, carência vitamínica e de oligoelementos, além da supressão
imunológica, favorecendo a infecção;
Hábitos de vida: uso de drogas em geral, fórmulas para emagrecimento, vida sedentária etc.;
Estado metabólico: pode modi�car a cicatrização de feridas como, por exemplo, o diabetes mellitus que está associado à
cicatrização de�citária, por várias razões, dentre elas, a suscetibilidade, a vasculopatia, a isquemia e a um aumento da
suscetibilidade às infecções;
Estado circulatório: tecidos isquêmicos que apresentam processo de reparo muito prejudicado e suprimento sanguíneo,
inadequado causado por arteriosclerose ou por anormalidades venosas, podem retardar a drenagem venosa e comprometer
a cicatrização;
Perfusão e Oxigenação: A ausência de algum desses fatores é deletéria à cicatrização. O oxigênio é necessário para o
metabolismo celular e para as atividades enzimáticas, entre elas, a da hidroxiprolina, fundamental na síntese do colágeno.
 Importante!
A perfusão é responsável pela oferta de oxigênio e de nutrientes para a ferida. Em qualquer
situação em que a perfusão esteja comprometida, haverá prejuízo do processo cicatricial.
Patologias que levam à má perfusão tecidual, como diabetes e hipertensão, apresentam má
cicatrização.
Figura 1 – Cicatriz hipotró�ca
Fonte: Getty Images
Formação de�ciente da cicatriz – cicatriz hipotró�ca (Figura 1);
Figura 2 – Cicatriz hipertró�ca
Fonte: Getty Images
Formação excessiva dos componentes de reparo – cicatriz hipertró�ca (Figura 2) ou cicatriz queloideana;
Figura 3 – Contratura cicatricial
Fonte: Getty Images
Formação de contraturas – contratura cicatricial (Figura 3) acometimento de tecido conjuntivo, tela subcutânea, fáscia e, por vezes,
músculos.
Saiba Mais 
HOCHMAN, B. et al. Distribuição de queloide e cicatriz hipertró�ca segundo fototipos de pele de
Fitzpatrick. Rev. Brasileira de Cirurgia Plástica vol. 27, n° 2, São Paulo: SBCP, 2012. 
Formação De�ciente da Cicatriz 
A formação de�ciente da cicatriz pode levar a dois tipos de complicações: deiscência da ferida e ulceração. A deiscência ou ruptura de uma
ferida é mais comum após cirurgias de abdome, devido a um aumento de pressão abdominal.
A ulceração pode ocorrer em virtude de uma vascularização inadequada.
Linhas de Forças e Pregas Cutâneas
Linhas de Langer
O anatomista alemão Karl Langer descreveu, no século XVIII, a existência de linhas de tensão naturais na pele. Ele observou que feridas por
perfuração de um furador rombo produziu fendas lineares e, não, circulares, como era teorizado. Fazendo uma série dessas feridas, em
sentido transversal, em corpos de cadáveres, ele notou que, ao longo do eixo de tais fendas lineares alinhadas, formava-se um padrão linear
transversal na pele. Quando Langer dissecava a pele, perpendicularmente a essas linhas de tensão, na região anterior da coxa, o corte
mostrava as �bras em um arranjo transverso. Quando o corte era feito paralelo às linhas, entretanto, a secção mostrava �bras dispondo-se
também paralelas ao longo da incisão. Essas observações o levaram à descoberta de linhas de clivagem na pele humana pelo arranjo
direcional de �bras colágenas dérmicas.
As linhas de Langer não são geneticamente determinadas e, provavelmente, são causadas pela tensão dos músculos subjacentes e pelos
movimentos articulares. São geralmente perpendiculares à direção da força muscular. Quaisquer tensões, secundariamente adquiridas sobre a
pele, tais como as da gravidez, tumores e feridas ou anquilose articular, podem, facilmente, alterar as linhas de Langer, no adulto.
É considerada como um dos principais esquemas de mapeamento da pele, seguido pelos cirurgiões para determinar a direção de incisão que
produzirá a cicatriz mais suave e esteticamente menos perceptível. Elas seguem a direção predominante dos feixes de �bras colágenas na
derme.
Fisiologia do retalho cutâneo
Os retalhos cutâneos encontram-se presentes em todos os ramos da Cirurgia Plástica e constituem a mais frequente arma utilizada pelo
cirurgião na realização de suas intervenções, reconstrutoras ou estéticas.
Retalho Cutâneo: é a uma porção de pele e tela subcutânea transferida de uma parte para outra do corpo, mantendo um elo
vascular que é denominado pedículo;
Macro e Micro Circulação
O estudo da macro e micro circulação é necessário para a compreensão da �siologia dos retalhos. Anatomicamente, temos as artérias
segmentares, que são ramos da aorta ou de troncos vasculares. Estas artérias segmentares originam ramos que são denominados de artérias
perfurantes, que penetram e nutrem os músculos, emitindo as artérias mio cutâneas em direção à pele. As artérias mio cutâneas formarão a
rede anastomótica profunda (plexo profundo) e, posteriormente, a rede anastomótica super�cial, que é o plexo subdérmico. A rede
anastomótica do plexo subdérmico é que permite o �uxo sanguíneo para os retalhos.
O tempo máximo de isquemia dos retalhos é de oito horas. Não é indicado o uso de vasoconstrictores e, durante o ato cirúrgico, a coloração
rósea é um bom sinal, porém, após o descolamento o retalho, pode apresentar cor pálida (espasmo vascular), que desaparece,
posteriormente. A tração excessiva, angulações pronunciadas e compressões externas ou hematomas podem comprometer a vascularização
de um retalho cutâneo.
Revascularização Linfática 
Concomitante à revascularização sanguínea, entre o quarto e o quinto dia, restaura-se a circulação linfática. 
Os vasos linfáticos possuem grande capacidade de regeneração e de formação de novos vasos após danos. Os novos vasos são formados,
inicialmente, como sólidos brotos celulares produzidos por divisão mitótica das células endoteliais dos vasos que permanecem tornando-se
os brotos, posteriormente canalizados. A regeneração linfática ocorre alguns dias após a secção cirúrgica simples de vasos linfáticos. Se
houver uma retirada maior de substância linfática, a regeneração também ocorre, embora de maneira mais lenta. Entretanto, se a ressecção
linfática for muito extensa, a drenagem linfática estará, seriamente, comprometida, pois não haverá regeneração. A drenagem, então, será
feita através das vias linfáticas que permanecerem intactas.
A drenagem linfática faz dilatar os canais tissulares, favorece a formação de neoanastomoses linfáticas, estimula o trabalho dos capilares
linfáticos e a motricidade dos linfangions, além de promover o relaxamento e/ou diminuição da densidade do tecido conjuntivo alterado.
Necrose
É o termo empregado para a morte celular.
Dentre todas as complicações existentes na cirurgia plástica, as mais temidas são epidermólise e necrose de retalhos de pele e subcutâneo.
Vários fatores podem contribuir: idade, presença de doença sistêmica, estado nutricional, tensão, infecções, hematomas e o tabagismo.
O fumo altera a rede microvascular da derme que, associado ao deslocamento e tração dos retalhos, podem levar a sofrimento e necrose
subcutâneos. A nicotina interfere na fase in�amatória, inibindo a proliferação e maturação dos eritrócitos maduros, libera catecolaminas,
inibindo a epitelização e reduz o �uxo sanguíneo.
Necroses a partir da cicatriz, em geral, decorrem de erros no planejamento ou na execução de uma cirurgia, como realização de suturas com
tensões excessivas nas bordas da ferida, pressões de estruturas profundas, áreas doadoras com cicatrizes ou submetidas à radioterapia ou
hematomas não drenados no pós-operatório.
Cirurgias Plásticas
Enxerto de Pele: é quando um segmento cutâneo é destacado completamente de determinada região corporal, denominada
de área doadora e aplicado a uma área cruenta, dita receptora.
Blefaroplastia
Cirurgia indicada para ptose de pálpebra inferior, superior ou ambas.
Poucas condições médicas tornama blefaroplastia mais arriscada. Dentre elas estão inclusos distúrbios da tireoide, tais como hipotireoidismo
e doença de Grave, xeroftalmia ou dé�cit lacrimal, hipertensão arterial ou outros distúrbios circulatórios. Históricos de descolamento de
retina ou glaucoma também trazem razões para cautela, sendo importante a opinião de um oftalmologista nesses casos. 
É comum edema nas primeiras 72 horas, bem como equimoses.
O único tratamento efetivo pode ser a camu�agem cosmética, com maquiagem.
Ressecamento ocular, lacrimejamento, ardência e prurido são comuns e, geralmente, cessam em poucas semanas. É comum, ainda,
distúrbios visuais temporários, como, por exemplo, a diplopia. A incapacidade de fechamento dos olhos pode ocorrer por uma lesão de nervo
periférico ou por retirada excessiva de pele. 
Os objetivos da �sioterapia no pós operatório são: redução do edema, promover analgesia, recuperar o controle motor voluntário, prevenir
retrações cicatriciais, prevenir distúrbios �broproliferativos, prevenir infecções e deiscências, toni�car a musculatura de orbicular inferior.
Ritidoplastia ou Lifting Facial
A ritidoplastia, é conhecida popularmente como lifting facial, podendo ser total, quando corrige todos os segmentos faciais ou parcial, quando
corrige os 2/3 inferiores da face.
As linhas de incisão da ritidoplastia localizam-se, preferencialmente, próximas à linha de implantação capilar e à prega pré-auricular, para
que as suturas recaiam, depois de retirados os excessos de pele e tracionados os tecidos remanescentes, em áreas camu�adas, como a região
retroauricular e a linha coronal, no couro cabeludo.
No pós operatório imediato, o paciente encontra-se com a face edemaciada, com restrições na rotação cervical, hipoestesia periauricular, com
a presença de dreno e curativos, além da malha cirúrgica compressiva.
São possíveis as complicações decorrentes do procedimento cirúrgico, são elas: hematomas, sofrimento cutâneo, deiscência de sutura,
infecção, injúria nervosa, hematomas, necroses, cicatrizes hipertró�cas, seroma e alopecia na linha de sutura.
 Período pós-operatório de ritidoplastia, os objetivos são:
Redução do edema pós-operatório imediato, com utilização de máscaras crioterapêuticas e compressivas (a manipulação
tecidual com drenagem linfática);
1
Analgesia;2
Recuperação precoce do controle motor voluntário, atentando-se para áreas de hipoestesia, parestesia e sincinesias
(movimentações faciais parasitas);
3
Prevenção de retrações cicatriciais exacerbadas, com massagens realizadas após o 90º PO, quando a �broplasia encontra-se
contrabalanceada pela colagenólise;
4
Lipoaspiração
Lipoaspiração, também conhecida como limpeza da chanfra liposucção ou lipoescultura, é uma operação cirúrgica estética que
remove gordura de diversos locais diferentes do corpo. A gordura, geralmente, é removida através de uma cânula (um tubo) e
um aspirador (um dispositivo de sucção).
Complicações gerais da lipoaspiração: hematomas, irregularidades na superfície lipoaspirada, necrose por isquemia, infecções,
hiperpigmentações por depósito de hoemossiderina, embolia pulmonar gordurosa e perfuração de vísceras (raras).
O uso da cinta, em casos de lipoaspirações abdominais é ininterrupto, já que tem como função reduzir o espaço morto promovido pela
introdução da cânula.
Se nenhuma compressão é aplicada, a pele tende a ceder e desenvolve uma aparência irregular. Já os túneis criados pela lipo sucção �cam
protuberantes. O uso da cinta elástica é obrigatório por 1 mês. No segundo mês, pode-se usar a cinta por oito horas diárias.
É uma das cirurgias mais dolorosas.
Na lipo, a possibilidade de uma revisão é frequente, devido ao fato de ser a cirurgia realizada com o(a) paciente deitado(a) e, no momento que
se põe de pé, a região lipoaspirada pode apresentar mudanças.
No PO imediato, a região encontra-se edemaciada, quadro álgico intenso, presença de equimose e hematomas são comuns. 
Período pós-operatório de lipoaspiração, os objetivos são:
Prevenção de distúrbios �broproliferativos, como cicatrização hipertró�ca e queloideana, com uso de compressão e vácuo,
somente após o 90º PO, em virtude do remodelamento de tecidos profundos (PO tardio);
5
Prevenção e tratamento de infecções e deiscências, com uso de eletromagnetismo de alta frequência (HF), nas bordas e no
interior das cicatrizes cirúrgicas.
6
Redução do edema pós-operatório imediato e preservação do modelamento corporal lipoaspirado, com a utilização de cinta
compressiva;
1
Analgesia;2
Recuperação precoce do controle motor voluntário, atentando-se para áreas de hipoestesia, parestesia e assimetrias
posturais e cirúrgicas;
3
Prevenção de retrações cicatriciais exacerbadas, com massagens realizadas após o 30º PO, quando a �broplasia encontra-se
contrabalanceada pela colagenólise;
4
Prevenção de distúrbios �broproliferativos, como cicatrização hipertró�ca e queloideana, principalmente, nos trajetos
internos da cânula (cordoalhas �brosas), com uso de compressão e vácuo, somente após o 30º PO, quando a fase de
remodelamento já se iniciou (PO mediato);
5
Prevenção e tratamento de infecções e deiscências, com uso de alta frequência (HF), nas bordas e no interior das cicatrizes
cirúrgicas;
6
Redução de áreas de adiposidades, localizadas remanescentes e drenagem de equimoses;7
Dermolipectomia ou Abdominoplastia
Cirurgias das Mamas Mamoplastia
As mamoplastias podem ter o intuito de retirar excesso de pele, tecido gorduroso e tecido mamário (mamoplastia redutora), retirada de
excesso de pele (mastopexia) e implante de prótese de silicone. As cirurgias podem ou não ser combinadas.
A técnica cirúrgica e o tipo de incisão dependerão do objetivo da cirurgia.
Complicações pós-operatórias: necrose do complexo aréola-mamilar CAM, perda de sensibilidade, de caráter reversível, hematomas,
dismor�smo, deiscência de sutura, desorganização cicatricial e em cirurgias que se utilizam drenos, pode ocorrer seroma.
Colocação da prótese
Pode ser colocada no plano submuscular ou supra-muscular
Manutenção do volume corporal reduzido, com a prática orientada de atividades aeróbicas;8
Manter a hidratação e a renovação celular da área tratada.9
Redução do edema e equimoses no pós-operatório imediato, bem como preservação do modelamento abdominal, com a
utilização da cinta compressiva. A drenagem linfática pode ser facilitada, principalmente por meio do estímulo de evacuação
(podendo-se utilizar a depressoterapia pulsada a – 10 mmhg), nos linfonodos axilares e inguinais, bem como na área
correspondente à cisterna do quilo, durante os 60 dias de uso da cinta compressiva;
1
Analgesia; 2
Recuperação precoce do controle motor voluntário, atentando-se para áreas de hipoestesia, anestesia, parestesia
(principalmente na zona abdominal inferior) e assimetrias posturais e cirúrgicas;
3
Prevenção de retrações cicatriciais exacerbadas, com massagens, manipulação do tecido conjuntivo na cicatriz cirúrgica e
utilização de superfícies de diferentes texturas para ressensibilização, realizadas após o 90º PO, quando a �broplasia
encontra-se contrabalanceada pela colagenólise;
4
Prevenção de distúrbios �broproliferativos, como cicatrização hipertró�ca e queloideana, na cicatriz de uma crista ilíaca à
outra, com uso de compressão cicatricial local e vácuo, somente após o 90º PO, em virtude da grande porção de rebatimento
e excisão tecidual (PO tardio);
5
Manter a hidratação e a renovação celular abdominal, atenuando-se estrias remanescentes e reduzindo-se adiposidades
localizadas.
6
Submamário ou subglandular: abaixo da glândula mamária;
Submuscular ou retro-muscular: abaixo do músculo peitoral. Entre o músculo peitoral e as costelas. É menos perceptível
contratura capsular, pois o tecido esconde a prótese. Recomenda-se a colocação em pacientes com panículo adiposo
escasso;
Supra-muscular: entre a glândula mamária e o músculo peitoral.
Os curativos da Cirurgia Plástica são diferenciados, não apenas pela graciosidade e pelocapricho com que é realizada, como, também, pelas
inúmeras funções físicas e biológicas, que fazem de sua aplicação uma arte.
Os drenos têm a função de drenar os elementos hemáticos dos tecidos, evitando coleções como exsudatos, transudatos, lipólises, seromas e
hematomas. Se tais coleções ocorrem, há maior propensão a infecções e formação de abscessos, sendo necessária a reintervenção cirúrgica,
na maior parte dos casos. 
Podem ser por sistema fechado, a vácuo, em que há uma pressão negativa no coletor das secreções que aspira os �uidos adjacentes à
extremidade do dreno em contato com a ferida, a qual é multiperfurada. Esse sistema permite, também, a mensuração volumétrica do
material drenado; ou podem ser por sistema aberto, drenando por capilaridade para o meio externo. Na drenagem aberta, as coleções são
exteriorizadas em um curativo absorvente. 
Nas cirurgias com grande descolamento de pele e tecido subcutâneo, como o lifting facial, dermolipectomia e lipoaspiração, os curativos com
certo grau de compressão têm demonstrado diminuir a formação de coleções e manter os retalhos em contato com os leitos subdérmicos,
ajudando na cicatrização e modelagem. Especial atenção deve ser dispensada aos retalhos pediculados ou microcirúrgicos, nos quais se deve
evitar comprimir o pedículo, para garantir uma boa nutrição.
Os curativos adesivos microporosos (Micropore®), são ostensivamente utilizados em Cirurgia Plástica, no período de reabilitação corpóreo-
estética, após procedimentos reparadores invasivos. 
A colocação dos curativos adesivos microporosos tem como objetivo não apenas proteger a cicatriz, diminuindo as tensões e evitando a
distensão e o alargamento da mesma, mas, também, ajudar na modelagem, mantendo o formato do órgão operado.
Drenagem Reversa
Durante o procedimento cirúrgico os capilares linfáticos serão seccionados e reconstituídos pela linfangiogênese, que é a formação de novos
capilares linfáticos.
Desta forma, o líquido intersticial terá que ser encaminhado para linfocentros distantes, com o intuito de diminuir o edema.
A drenagem reversa é realizada somente nos procedimentos de abdominoplastia e lifting facial total.
O tecido não deve ser tracionado de forma alguma para que não haja comprometimento do processo cicatricial.
Liberação Tecidual Funcional ou Liberação de Tecido Conjuntivo ou Massagem do
Tecido Conjuntivo 
Consiste na mobilização do tecido.
A tensão mecânica promove deposição das �bras de colágeno e lubri�ca o tecido conjuntivo.
As manobras de LTC provocam um tensionamento contínuo e prolongado, organizando a deposição de colágeno, tornando o tecido mais
elástico e sem retrações, prevenindo e tratando �broses e aderências. Essa é a maneira mais e�caz e rápida de tratamento especí�co para
�brose e aderências em cirurgia plástica.
Efeitos: reduz traves �bróticas, reorganiza �bras colágenas, aumenta a elasticidade do tecido, aumenta a expansibilidade tissular, aumenta
ADM, descomprime vasos e promove relaxamento da fáscia e do músculo.
Antes da LTC utilizar calor úmido, ultrassom ou a radiofrequência para o “amolecimento” deste.
Ultrassom 3 mHz
É utilizado em processos cicatriciais pós-cirurgia plástica, seguindo normalmente protocolos. Entretanto, alguns fatores devem ser
observados, por exemplo, a qualidade da cicatriz da cirurgia plástica, pois normalmente estão fechadas e permitem bom acoplamento do
cabeçote, permitindo uma aplicação direta sobre a cicatriz. Quando há curativo oclusivo, estes devem ser retirados para transmissão das
ondas.
As intenções da utilização do US no pós operatório são a aceleração da cicatrização, alcançar força tensil normal  e até mesmo a prevenção de
cicatrizes hipertró�cas e queloides.
Protocolos
Alta frequência
O uso do HF na superfície da pele provoca formação de ozônio e este, por ser uma substância instável, se decompõe rapidamente em oxigênio
molecular e em oxigênio atômico. A ação desinfetante do ozônio reside na grande agressividade do oxigênio atômico nascente, liberado
durante a decomposição do ozônio.
Efeito térmico, vasodilatação, hiperemia e aumento da oxigenação celular.
Bactericida e anti-séptico, melhora do tro�smo dérmico, anti-in�amatório.
Efeitos �siológicos do US: efeito mecânico, microcorrente acústica, aumento da permeabilidade da membrana, efeito
térmico, vasodilatação, aumento do �uxo sanguíneo, aumento do metabolismo, ação coloidosmótica, liberação de
substâncias ativas farmacológicas, estimulação da angiogênese, aumento das propriedades viscoelásticas dos tecidos
conjuntivos ricos em colágeno, aumento das atividades dos �broblastos, da síntese de colágeno e proteína;
Efeitos terapêuticos: regeneração tissular e reparação dos tecidos moles, anti-in�amatório, �brinolítico/ destrutivo, anti-
edematoso, re�exo, relaxamento muscular.
Cicatriz hipertró�ca recente: modo pulsado 50%, 1 – 2W/cm²;
Cicatriz hipertró�ca tardia (50 dias PO): modo contínuo, 0,8 a 2 w/cm²;
Efeito cicatrizante: modo pulsado 25%, 0,5 -1 W/cm²;
Fibrose (20º PO): modo contínuo, 0,8 – 1,5 W/cm²;
Absorção de hematomas (quando não há risco de hemorragias): modo pulsado, 1,5 2 Wcm²;
Tempo: 1 minuto para cada área de cabeçote.
Métodos de aplicação: �uxação, contato direto com a pele ou ferida e faiscamento direto, ao redor do tecido lesado.
Para ação bactericida, utilizar a técnica de �uxação dentro da ferida e para aumentar a vascularização e melhorar a sensibilidade, faíscamento
direto, ao redor do tecido lesado; se houver processo infeccioso, o faíscamento é contraindicado, sendo assim, utiliza-se a �uxação, em torno
da cicatriz.
Microcorrentes
Pode ser de�nida como um tipo de eletroestimulação que utiliza parâmetros de intensidade na faixa de microampères e são de baixa
frequência. São correntes subsensoriais.
Produz um estímulo signi�cativo da microcirculação cutânea, consequentemente, melhoria na nutrição e na oxigenação dos tecidos, gerando
uma revitalização cutânea.
Produz uma estimulação dos �broblastos melhorando a sua biossíntese.
Estimula a malha linfática super�cial.
Para auxílio a drenagem, podemos utilizar uma frequência de 100 Hz e intensidade de 500 micro Ampére.
Fototerapia - LBI/LE
Os lasers de baixa intensidade são aqueles que possuem potências em miliwatts (mW)/cm2, isto é, menores que 1 Watts/cm2.
Os lasers de baixa intensidade, denominados também de Lasers Terapêuticos ou de Fotobiomodulação, não possuem efeitos destrutivos.
Para modular o processo de cicatrização utiliza-se o comprimento de onda de 660 nm (red), com �uência de 2 J/cm2, já para inibição nos
distúrbios �broproliferativos, utiliza-se �uências mais altas que variam em 12 a 32 J/cm2. Aplicação sempre pontual.
Para estímulo à drenagem e reorganização de tecido conjuntivo (no caso de presença de �broses), utiliza-se o comprimento de onda de 808
nm (infrared), este age em tecidos mais profundos.
Tabela 1 – Condutas mais frequentes no pós-operatório
FASE INFLAMATÓRIA FASE PROLIFERATIVA FASE DE REMODELAÇÃO
Orientações gerais Orientações gerais Orientações gerais
Repouso DLM DLM
Compressão Ultrassom Ultrassom 
DLM Microcorrentes Vacuoterapia/depressoterapia 
Crioterapia Massagem de tecido Conjuntivo Radiofrequência 
 LBI / LED Massagem do tecido conjuntivo 
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
Livros
HOCHMAN, B. et al. Distribuição de queloide e cicatriz hipertró�ca segundo fototipos de pele de Fitzpatrick. Rev. Brasileira de Cirurgia
Plástica vol. 27, n° 2, São Paulo: SBCP, 2012. 
MEYER, P. F;  BARROS, H. M. M. B.; MEDEIROS, M. L. S. J. O.; NUNES, S. L. Protocolo �sioterapêutico para o pósoperatório de blefaroplastia.
Revista Terapia Manual, vol. 8, n°35, Londrina: nstituto Salgado de Saúde Integral, 2010.
MEYER, P. F.; RÉGIS, A. J. M.; ARAÚJO, H. G; ABY-ZAYAN, R.; AFONSO, Y. A. Protocolo �sioterapêutico para o pósoperatório de lipoaspiração.
Rev. Terapia Manual, vol. 9, n° 45.
SILVA, R. M. V.; MARTINS, A. L. M. S; MACIEL, S. L. C. F. et al. Protocolo�sioterapêutico para o pósoperatório de abdominoplastia. Rev.
Terapia Manual, vol. 10, n° 49, Londrina: Instituto Salgado de Saúde Integral, 2012.
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Material Complementar
BORGES, F. S. Dermato – funcional: modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas. São Paulo: Phorte, 2006.
ELDER, D. E. Lever: Histopatologia da Pele, 10ª ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN/ Guanabara Koogan, 2011. 
FASSHEBER, D.; et al. Milady Cosmetologia: ciências gerais, da pele e das unhas. São Paulo: Cengage Learning Brasil, 2018. 
GASPERONI et al. External Ultrasound Used in Conjunction with Super�cial Subdermal Liposuction: A safe and e�ective Technique. Aesth Plast.
 Philadelphia, 2000.
GOFFI, F. S. Técnica Cirúrgica, Bases Anatômicas, Fisiopatológicas e Técnicas da Cirurgia. 2° ed. Rio de Janeiro: Livraria Atheneu, 1990.
KUPLICH, M. Disfunções Dermatológicas aplicadas à estética. Grupo A, 2018. 
RANDAL NURSING ACADEMY. Sala de Estudo | Cicatrização. YouTube, 22 de maio de 2019. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?
v=i9WSh1z4c5M. Acesso em: 22 de out. de 2021.
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Referências

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