Prévia do material em texto
1 PSICOLOGIA DIVERSIDADE E INCLUSÃO SOCIAL Me. Moara de Oliveira Gamba 2 Apresentação do Professor(a) Me. Moara de Oliveira Gamba 3 Seja bem-vindo (a) ao estudo da disciplina PSICOLOGIA DIVERSIDADE E INCLUSÃO SOCIAL, uma disciplina essencial para um melhor desenvolvimento acadêmico com vistas ao sucesso profissional. Sou Moara de Oliveira Gamba, psicóloga e Professor(a) Tutor desta disciplina APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA A importância da disciplina de Psicologia, Diversidade e Inclusão Social ocorre porque ela contempla o conceito, bem como o estudo da diversidade social, inclusão social, políticas de saúde para minorias, etnocentralidade, identidade e educação inclusiva, nos diversos campos e contextos de atuação: clínico, educacional, social, laboral, entre outros. Dessa forma, como futuros profissionais da Psicologia, poderão atuar de forma crítica e proativa, fazendo uso do método científico, na resolução de problemas concretos, modelando situações reais e promovendo abstrações. 4 Vamos dar início aos estudos da disciplina com a Unidade 4, intitulada Gênero e Sexualidade. Esta unidade nos traz abordagens diferentes para a discussão do tema sobre gênero e sexualidade. Perpassando pelas questões relativas a orientação sexual e identidade de gênero e a inserção da Psicologia. Bons Estudos! APRESENTAÇÃO DA UNIDADE 5 Sexo O sexo diz respeito às características biológicas que diferenciam homens e mulheres. O sexo é usualmente determinado pelas genitálias. Gênero O gênero é a construção social atribuída ao sexo. GENERO E SEXUALIDADE 6 A construção social do gênero Para a sociedade brasileira do final do século XIX e início do século XX os homens eram os provedores dos lares e gestores dos bens familiares. As mulheres eram sustentadas por esses recursos e, caso tivessem interesse em trabalhar fora de casa, precisavam da autorização de seus maridos. GENERO E SEXUALIDADE 7 Estabelecimento dos homens como provedores e das mulheres como “cuidadoras” e dependentes deles; Dessa maneira, os espaços sociais públicos se tornaram ocupados, na maior parte, por homens, enquanto os espaços sociais privado-domésticos ou relacionados ao “cuidar” (como as áreas da saúde e da educação, principalmente) se tornaram ocupados, na maior parte, por mulheres. Dessa forma, os homens foram definindo estruturas e culturas tipicamente masculinas dentro dos espaços sociais que ocupavam e as mulheres, da mesma forma, também foram definindo estruturas e culturas que melhor se adequavam a elas em seus espaços. GENERO E SEXUALIDADE 8 Sexualidade A sexualidade diz respeito à orientação sexual de uma pessoa, ou seja, por quais gêneros essa pessoa sente atração sexual ou romântica. Algumas das categorias atribuídas à sexualidade são: heterossexualidade (pessoa que sente atração por pessoa do gênero oposto); homossexualidade (pessoa que sente atração por pessoa do mesmo gênero); bissexualidade (pessoa que sente atração por pessoas dos dois gêneros). GENERO E SEXUALIDADE 9 Identidade de gênero Como o próprio nome indica, identidade de gênero diz respeito ao gênero com o qual uma pessoa se identifica. É independente do sexo (ou seja, das características biológicas), está relacionada a identificação de uma pessoa com o gênero masculino ou feminino. Algumas pessoas se identificam com um gênero diferente do que é imposto a elas em função de seu sexo biológico. Essa identificação é o que chama-se de identidade de gênero. GENERO E SEXUALIDADE 10 DÉCADA DE 20 – CIRURGIAS DE MUDANÇA DE SEXO Em 1952 foi realizada uma cirurgia de mudança de sexo em um paciente transexual, que se dizia hermafrodita. No ano seguinte, em 1953, um artigo sobre a cirurgia foi publicado, iniciando a discussão entre os médicos, sobre a possibilidade de existir um diagnóstico de transtorno de identidade de gênero (DIAS, 2014). IDENTIDADE DE GENERO 11 O termo transexualidade transfigurou-se em patologia, na qual a sociedade, por muitos anos, julgava como algo imoral, assim como a homoafetividade (DIAS, 2014). O termo entra no catálogo de doenças do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), no qual é apresentado diagnósticos categorizados, de forma clara e concisa, sobre transtornos mentais, suas características e os fatores de risco. E em 1992, ingressa na Classificação Estatística Internacional de Doenças (CID-10), este documento fornece códigos afta-numéricos relacionados às classificações diagnósticas de doenças (APA, 2004; OMS, 1994; BENTO, 2017). GENERO E SEXUALIDADE 12 Devido a inclusão da transexualidade nesses catálogos diagnósticos, a sociedade por muitos anos enraizou uma visão hostil e patológica sobre o tema. A tentativa da despatologização de gênero iniciou no dia 17 de outubro de 2009, em 29 cidades e 17 países, em que se instaurou a eliminação do transtorno de identidade de gênero dos manuais internacionais de diagnóstico. Em junho de 2009, na Espanha, ocorreu a primeira Assembleia Trans Internacional com intuito de parar a psiquiatrização dos transexuais e permitir que reformulem seus documentos, descontruindo a patologização do gênero e combatendo a transfobia (BENTO, 2011). Com o movimento da despatologização de gênero, esse conceito teve sua junção à história do movimento feminista contemporâneo, ganhando evidência, e implicando na ressignificação dos conceitos de masculinidade e feminilidade. O principal desafio dessa nova fase foi romper com os ensinamentos puramente descritivos sobre as relações entre os sexos (BENTO, 2012). GENERO E SEXUALIDADE 13 Devido a inclusão da transexualidade nesses catálogos diagnósticos, a sociedade por muitos anos enraizou uma visão hostil e patológica sobre o tema. Despatologização de Genero – 2009 GENERO E SEXUALIDADE Com o movimento da despatologização de gênero, esse conceito teve sua junção à história do movimento feminista contemporâneo, ganhando evidência, e implicando na ressignificação dos conceitos de masculinidade e feminilidade. O principal desafio dessa nova fase foi romper com os ensinamentos puramente descritivos sobre as relações entre os sexos (BENTO, 2012). 14 Os argumentos para as desigualdades precisariam ser buscados não nas diferenças biológicas (se é que mesmo essas podem ser compreendidas fora de sua constituição social), mas sim nos arranjos sociais, na história, nas condições de acesso aos recursos da sociedade, nas formas de representação. Logo é possível considerar que a sexualidade é moldada com a subjetividade do sujeito e com a sociedade, assim que ambas possuem em seu núcleo o corpo e as potencialidades. GENERO E SEXUALIDADE 15 REFERÊNCIAS BÁSICA CFP. Psicologia e Diversidade. Disponível em: http://site.cfp.org.br/publicacao/psicologia-e-diversidade-sexual- desafios-para-uma-sociedade-de-direitos/ Acesso em 01/07/2021 CFP. Conselho Federal de Psicologia. Código de Ética Profissional do Psicólogo, Brasília, agosto de 2005. CFP. Conselho Federal de Psicologia. Ementa: estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da Orientação Sexual. Brasília, 1999. CFP. Conselho Federal de Psicologia. Ementa: a Psicologia não será instrumento de promoção do sofrimento, da intolerância e da exclusão. Brasília, 2017. CFP. Conselho Federal de Psicologia. Ementa: STF concede ao CFP liminar mantendo íntegra e eficaz a Resolução 01/99, Brasília, 2019. DUARTE, D. et al. Psicologia e a pessoa com deficiência. São Paulo, 2019. COMPLEMENTAR: BOCK, A. (ORG) PSICOLOGIAS: uma introdução ao estudo da Psicologia. 23 ed. São Paulo: Saraiva, 2020. BUTLER, J. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Tradução de Renato Aguiar. Rio de janeiro: Civilização Brasileira, p.69, 2003. http://site.cfp.org.br/publicacao/psicologia-e-diversidade-sexual-desafios-para-uma-sociedade-de-direitos/